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Revista Alimentação Animal n.º 121

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

O FOCO NA ALIMENTAÇÃO PARA REDUZIR O IMPACTO DA PROIBIÇÃO DO USO FARMACÊUTICO DO ÓXIDO DE ZINCO Introdução

fazer as necessidades de Zn dos suínos quando a utilização farmacológica do Zn é interdita.

Os leitões sofrem de stress considerável quando são desmamados da progenitora e fazem a transição para uma dieta sólida, ficando suscetíveis a distúrbios gastrointestinais. Principalmente durante as duas primeiras semanas após o desmame, é provável que sofram de diarreia pós-desmame (DPD). Atualmente, a DPD é uma das questões mais relevantes em termos económicos Diego Parra Gerente Técnico, EMEA

na produção de suínos, devido ao custo dos tratamentos, à diminuição das taxas de crescimento e ao aumento da mortalidade de até 20 a 30%. O principal agente causal é a Escherichia coli enterotoxigénica (ETEC), o que justifica o outro nome dado à DPD: colibacilose pós-desmame. Durante muitos anos, o óxido de zinco (ZnO) foi amplamente utilizado em doses terapêuticas, para controlar infeções pela variante K88 da E. coli, normalmente presente na colibacilose. O ZnO é barato e está disponível em muitos países da

Gustavo Cordero Gerente Técnico, Suínos, Global

interdição ao ZnO, proibindo a utilização de doses terapêuticas de ZnO em rações para animais para controlar a DPD em leitões. Embora o ZnO ainda possa ser utilizado como aditivo alimentar após esta data, só será permitido até à taxa de dose máxima autorizada de 150 ppm de zinco dietético total. As preocupações ambientais significativas devido à poluição por zinco são o motivo principal para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter concluído, em 2017, que os benefícios de prevenir a diarreia nos suínos não superavam os riscos do ZnO. Na sua decisão, o Comité dos Medicamentos para Uso Veterinário da EMA também realça o risco de que a utilização de ZnO possa promover o desenvolvimento de resis-

Como resultado, a utilização de níveis elevados

suplementação com Zn demonstraram aumentar

de ZnO (2000 ppm ou mais) em rações para lei-

a proporção de E. coli e Salmonella, multirresis-

tões tornou-se mais habitual, e era considerada

tentes, dois dos patogéneos mais importantes na

prática habitual na suinicultura. Demonstrou ser

produção de porcos e também relevantes para a

uma ferramenta eficaz e relativamente pouco

saúde humana.

dispendiosa para a prevenção e controlo da DPD, mentos, digestão e desempenho de crescimento dos leitões. Embora o modo de atuação preciso do ZnO contra a DPD em leitões desmamados não seja ainda totalmente entendido, pensa-se que esteja relacionado com uma melhoria significativa tanto da morfologia intestinal (ou seja, melhor estrutura e função) como da digestão e absorção de nutrientes. As estratégias para melhorar a disponibilidade de zinco (Zn) nas dietas, tais como a utilização de uma dose mais elevada de fitase (sobredosagem) ou melhorias no desenvolvimento do microbioma fibrolítico com o objetivo de fermentar fibras, começam a ser realmente importantes e podem ajudar a satis-

ALIMEN TAÇÃO AN IMAL

Em junho de 2022, entrou em vigor na UE uma

União Europeia (UE).

com melhorias subsequentes na ingestão de ali-

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Interdição na UE de óxido de zinco de uso farmacológico

tência aos antimicrobianos. Doses elevadas de

Até junho de 2022, todos os estados-membros da UE tiveram de retirar as autorizações de introdução no mercado dos medicamentos para uso veterinário que contenham ZnO. Quando isto foi anunciado, há cinco anos, a procura de alternativas intensificou-se, sendo propostas várias abordagens em toda a indústria. Não é provável que um só produto possa substituir o ZnO farmacêutico, mas há várias opções em aberto para melhorar a resiliência de leitões e reduzir o impacto da DPD.

Novas alternativas A procura de alternativas ao ZnO leva-nos ao início: o desafio no trato gastrointestinal dos leitões. A diarreia pós-desmame é uma conse-


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