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USADO OU NOVO? Cada caso é um caso

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odos os agricultores têm contextos diferentes e, por isso, necessidades diferentes. Não pretendemos, com este artigo, defender a opção por tratores novos ou usados. O intuito deste caderno não é a defesa dos tratores usados ou dos tratores novos. Antes, quisemos expor os argumentos de ambos os lados da barricada, de forma a que o agricultor possa ter em sua posse informação que o ajude a decidir a opção que mais melhor

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lhe serve. Por falta de dados públicos oficiais em Portugal, pegámos no caso do país vizinho, onde esta informação está atualizada e disponível ao público. Em Espanha, a venda de tratores usados triplica, ano

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após ano, em relação à venda de tratores novos, concentrando-se a maior percentagem de tratores usados vendidos em veículos com mais de 20 anos. Num texto da autoria de Heliodoro Catalán Mogorrón, doutorado em agronomia graduado pela Universidade Politécnica de Madrid, descreve-se o fenómeno de procura no mercado espanhol por determinados tratores usados de 15 a 20 anos. Ainda que muito centrado no segmento de potência entre os 120 e os 150 CV, o artigo elenca vários argumentos que, repetidamente, se apresentam a favor das máquinas usadas. Ouvimos três representantes de marcas de tratores em Portugal, que descreveram o cenário no nosso país, assinalando as diferenças em relação ao país vizinho, e nos deram o seu ponto de vista sobre questões mais técnicas relacionadas com com o envelhecimento e a vida útil de uma máquina.

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