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Abit Review Vol. 05 No. 01

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rizam a origem da matéria-prima que coloca a Paraíba como maior produtor de algodão orgânico colorido do Brasil. São mais de 160 toneladas por ano. Trabalho na Abit há mais de duas décadas e, pelo Texbrasil, programa de internacionalização desenvolvido pela Abit em parceria com a ApexBrasil, já acompanhei o talento nacional em feiras, desfiles e missões comerciais em diversos países. Vi a moda brasileira se apresentar em importantes mercados, como Estados Unidos e Europa. Mas ali, foi possível ver de perto outro tipo de conquista: a integração entre o campo e a indústria, entre o social e o criativo. A programação da Colheita do Algodão também evidencia a força de uma cadeia produtiva que aprende a se reinventar, valorizando o algodão agroecológico, a moda responsável e o protagonismo local. A iniciativa conta com o apoio de empresas que acreditam nesse propósito, como Dalila Têxtil, Cataguases e Natural Cotton Color, que ajudam a fortalecer a conexão entre os pequenos produtores e a indústria. Essa colaboração constrói um novo modelo de desenvolvimento, sustentável, inclusivo e alinhado às tendências globais, mas sem perder a identidade e o sotaque do Brasil. Voltei de Ingá com a convicção de que o futuro do nosso setor passa justamente por esse reencontro com a origem, com o valor do trabalho coletivo, da inovação e da produção feita com propósito. No sertão paraibano, vi um Brasil que colhe mais do que algodão: colhe talento, dignidade e esperança.

Por Lilian Kaddissi Superintendente de Marketing e Negócios da Abit

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