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POLÍTICA, CULTURA, COMPO

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MARCHA DA MACONHA Um protesto sem confusão MÚSICA E COPA O país do futebol de Simonal a MC Guime O SEDENTARISMO da vida moderna REGINA Ela pintou o cabelo de ruivo e você nem vai perceber Café com LeiteScarlett Johansson totalmente nua

CONTO Uma tarde no sítio e muito amor pra dar

MARYEVA AINDA LONGE DA TV, MAS PERTO DOS NOSSOS CORAÇÕES


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PLAYBOWERS Ano 18 | nº 206 | maio de 2014 ENSAIOS 10|PELADA NA FRENTE DA CÂMERA 26|MILENA 44|REGINA 62|MARYEVA MATÉRIAS 22|CACHIMBO DA PAZ 40|NO PAÍS DO FUTEBOL 58|SEDENTARISMO DA VIDA MODERNA 82|CONTO: FERIADO NO SÍTIO SEÇÕES 4|EDITORIAL 5|CAFÉ COM LEITE 8|BRASILIANAS 86|SELFIE


EDITORIAL

Racismos

C

ena 1: Daniel Alves, jogador, digamos, razoavelmente bom, é atingido por uma banana em campo. Foi evidentemente atirada por um torcedor racista e mal intencionado. Comparava uma pessoa a um macaco, como se tal comparação fosse válida e justifica pela cor de quem quer que estivesse daquele lado. Alves escolheu algo, digamos, peculiar: comeu a banana. Não chiou, não processou, não fez declaração. Atiraram-lhe uma banana como se ele fosse um macaco e ele a comeu. Tempos depois, Neymar posta foto no Instagram. Estava com seu filho. Segurava uma banana. Era uma foto de apoio ao colega de Barcelona Daniel Alves. Saiu com a hashtag #SomosTodosMacacos. Descobriu-se depois que foi criação de uma agência de publicidade, a Loducca, que havia feito a campanha a pedido do jogador. Fato é que quase que imediatamente o #SomosTodosMacacos viralizou. As redes sociais explodiram de gente fazendo gesto parecido. Compartilhar fotos segurando uma banana nas redes sociais foi quase obrigatório. E o #SomosTodosMacacos liderou os Trending Topics do Twitter. Chamou-me a atenção uma singela foto. De Luciano Huck acompanhado de sua esposa Angélica. Fez o mesmo gesto de empunhar a banana, assumindo-se parte de uma campanha contra o racismo. Foi criticado no dia seguinte por tentar vender uma camiseta da campanha, mas lavou as mãos ao dizer que a renda seria doada à ONG de Neymar. Virou herói, mais uma vez. Cena 2: Mylton Severiano, o Myltainho, jornalista que escreveu seu nome na história do país, está visitando bares de São Paulo ao lado de Lídice Severiano. O ano é 1994. O convite partiu de outra agência de publicidade, essa DPZ, que enviou os dois para que pesquisassem para o livro “São Paulo de Bar em Bar”, de Francesc Petit. Muito bom. De bar em bar. Os jornalistas chegam ao bairro dos Jardins e lá conhecem o bar Cabral. Chiquérrimo, tudo de uma fineza absoluta. A clientela parece igualmente fru-fru. Foram ao dono do bar iniciar a entrevista. Muitos detalhes e informações sobre o lugar, o cardápio, o ambiente, a... Clientela. Lídice pergunta sobre ela. O dono cita uma lista de figurões e arremata: — Uma coisa eu digo: baiano aqui não entra. Repulsivo. O próprio Myltainho condenaria anos depois, em artigo na ainda ótima, apesar de rachada, revista Caros Amigos. Havia passado 13 anos do incidente. A informação, contudo, choca. Ainda mais quando se descobre a identidade de seu emissor. Sabe, leitor, quem era o dono do Cabral? Isso mesmo, Luciano Huck! Cerca de 20 anos separam a cena 2 da cena 1. Teria Luciano mudado neste intervalo de tempo? Ou o que falou foi mais uma vez a hipocrisia midiática que toma conta das nossas “pessoas públicas”, promovidas como heroínas da justiça social ainda que racistas enrustidas? O que será do #SomosTodosMacacos quando algum baiano resolver dar banana a certas celebridades?

Diretor de redação: André Luís Silva Editor executivo: Júlio Soares Editora de arte: Suzana Dias Repórter: André Souza Diagramação: Luís Augusto Souza Revisão: Edna Andrade Estagiários: Carol Bueno (foto), Andréa de Oliveira e Gabriel Santos. Colaboradores: Thiago Marzano, Raphael Ferreira, Fernando Rodrigues, Carol Pascoal, Carolina Giovanelli, Fernando Vives, José Antônio Lima, Marcelo Pellegrini, R. Pinto, Lula Rodrigues, Lucas Bessel, Iara Biderman, Rosane Pavam, Marcel Vincenti, Mônica de Souza e Bessinha. Edição on-line: Marcelo Souza EDITORA BULKS BRASIL Av Prof Celestino Bourrou, 246, 10º andar, São Paulo – SP. Cep: 00000-000 Tel: (11) 0000-0000. Diretora geral: Marcela Russo Publisher: Carlos Evangelista Conselho editorial: Marcela Russo (presidente), André Luís Silva, Carlos Evangelista, Mauricio Terra PUBLICIDADE Diretora: Luísa Pimentel Gerente de marketing: Mariano Santos Assistentes de Marketing: Juliana Santos e Gilmar Braga Assistente administrativo: Vítor Júnior Executivos de negócios: Caco Meira, Marília Santos e Júlio Ferreira Estagiária: Francine Souza GLOBAL MAGAZINES AND NEWSPAPERS Editora-chefe: Lucy Pilner CEO: Mark Wilvs Playbowers Crazyisland: Diretor de redação: Charles Winston Diretor de arte: John Welvs Diretor de Fotografia: Ken Bilner Publicações internacionais GMN: Diretora de publicações: Lucy Bilner Serviços de publicação: Mark Thompson Projetos digitais: Jason Kiwer Administradora: Ann Twigs PLAYBOWERS é uma publicação da Editora Bulks Brasil Ltda. PLAYBOWERS não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constarem do expediente não têm autorização para falar em nome de PLAYBOWERS ou para retirar qualquer tipo de material se não possuírem em seu poder carta em papel timbrado assinada por qualquer pessoa que conste do expediente. © PLAYBOWERS, Playnake, Playnake of The Year and the PB- logo are registred trademarks of and used under license from Global Magazines and Newspapers Ltd. PLAYBOWERS (Crazyisland) © 2008 Editora Bulks Brasil Ltda. Impressa na PLURAL Editora e Gráfica – São Paulo. Distribuída por Fernando Chinaglia Distribuidora. Assinaturas por Door to Door Logística e Distribuição.

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Café com Leite-

HAPPY HOUR-

Scarlett Johansson Admita que você sempre sonhou com isso: Scarlett vai ficar nua no cinema! O filme “Under the Skin”, em que ela aparece peladinha, é visto como uma promessa de fracasso pela crítica. Mas a julgar pela foto ao lado e pelas da próxima página, nós definitivamente vamos ver essa obra prima! E o filme também.


CafĂŠ com Leite-

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XATA-

Somos todos bananas Após uma noite de sexo, a mulher madura acende um cigarro e pergunta para seu jovem parceiro: - Do que você mais gosta em mim: Meu rosto angelical ou meu magnífico corpo? - Do seu senso de humor!

A esposa manda o filho mais novo ir buscar

o pai no

bar da esquina: - Paiê! A mãe mandou te chamar, porque você já está bêbado. - Bêbado? Eu? Toma jeito guri! Olha lá na porta do bar aquele cachorro que tá entrando. Se eu estivesse bêbado, ia ver um bicho de quatro olhos. E eu tenho certeza que só estou vendo dois! Entâo o garoto responde: - Mas pai, aquele cachorro não tá entrando, tá saindo

A mãe vai buscar o filho na escola e pergunta : - Como foi a aula, filho ? - Foi ótima, mãe. hoje aprendemos álgebra! - Que bonitinho! Então fala para a mamãe, como se fala "bom dia" em álgebra.

Um homem liga para um hospital psiquiátrico: - Eu gostaria de falar com o paciente do quarto 27. A recepcionista vai até la, mas não encontra ninguém e informa: - Desculpe, senhor, mas este quarto está vazio. - Ótimo! Isso significa que eu administrei bem a minha fuga!

Mande sua piada! playbowersbr.tumblr.com/submit

— Que aconteceu com você, Xata? Virou feirante? — Cala a boca! Será que eu não posso fazer porra nenhuma sem você encher o meu saco? — O pessoal na emissora tá preocupado porque você tá atrasada demais. — Manda eles irem pra puta que pariu! Tô com muita gente pra atender hoje e vou demorar mesmo. — O que você tá tramando? E por que todas essas bananas? — São uma jogada de marketing, seu imbecil de merda! E pera aí que tem mais gente pra atender. — Pera aí uma ova! E você não me explicou o que você tá fazendo. — E nem vô explicar agora, então senta lá! Uma hora depois... — Tá legal, vamos pra emissora agora? — Tá, vamos logo. — Agora me explica o que era aquilo tudo? — Lembra daquele negócio que aconteceu com o Daniel Alves de jogarem a banana lá e ele comer? — É, foi algo estranho, mas gerou uma mobilização legal. — Então, eu postei uma foto com uma banana também e postei a hashtag #SomosTodosMacacos — Que legal ver você engajada contra o racismo! — Aí hoje eu to vendendo essa camiseta. — “Racismo não, somos todos macacos!”. Que legal, Xata! — Custa R$ 70 cada uma. — Que legal ver você engajada em uma... QUANTO CUSTA CADA UMA? — Eu disse pros trouxas que vou mandar a grana pra caridade. É ou não é um golpe de gênio? — Você só entrou nessa campanha pra ganhar uma grana? — O Luciano Huck pode, tá? — Sinceramente, agora você me decepcionou mesmo. — Foda-se. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Daqui a pouco tem a eleição e eu me garanto falando mal do governo. — Um dia essas coisas vão mudar. — Mas até lá eu vou continuar vendendo camiseta. Vai comprar? — Embrulha pra presente? (Xata é uma apresentadora falida que se comunica através de palavrões. Seu biografo não autorizado é o escritor Alberto dos Santos). PLAYBOWERS 7


BRASILIANAS-

Mais um Amarildo? A versão inicial apontava que o dançarino Douglas Rafael, da TV Globo, foi vítima de uma queda, mas laudo revela que ele foi assassinado. Para a mãe de Douglas, PM-RJ é responsável

A

s Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), ocupações militares mantidas pelo governo do Rio de Janeiro em comunidades da cidade, têm mais uma morte sem explicação, ao menos por enquanto, em sua lista de tragédias. A vítima da vez é Douglas Rafael da Silva Pereira, 26 anos, dançarino do programa Esquenta, da TV Globo, conhecido como DG. O corpo de Douglas foi encontrado na terça-feira 22, em uma creche na comunidade do PavãoPavãozinho, zona sul do Rio, e, inicialmente, a morte foi atribuída a uma queda. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), entretanto, mostra que DG foi morto com um tiro e, segundo a mãe do dançarino, teria sido torturado. As acusações de Maria de Fátima da Silva, mãe de DG, são baseadas no laudo do IML. Segundo ela, o documento diz que a causa da morte de DG foi uma hemorragia interna provocada por um "objeto transfixante". O laudo é corroborado por fontes da Polícia Civil, que segundo a TV Globo confirmaram que Douglas recebeu um tiro. O projétil teria entrado pelas costas, na região lombar, e saído pelo ombro, uma indicação de que o disparo foi feito de baixo para cima.

A

mãe do dançarino, entretanto, vai além. Em entrevista à rádio CBN, Maria de Fátima da Silva afirmou que DG foi "torturado até a morte". De acordo com ela, o corpo de seu filho tinha marcas de cortes, agressões e pisadas de bota. Além disso, tanto o corpo quanto os documentos que DG carregava estavam molhados, sendo que não chovia na hora de sua mor-

te, na madrugada de segunda-feira 21. Para ela, DG foi morto por policiais da UPP, com quem tinha uma "picuinha" desde 2011, provocada por uma briga a respeito do roubo de sua moto. Silva diz ainda que os policiais tentaram adulterar a cena do crime. "Disseram que ele morreu vítima de queda. Mas ele foi espancado pelos policiais da UPP, que arrastaram o corpo e esconderam. Meu filho ia virar outro Amarildo", afirmou Maria de Fátima, em referência ao caso do ajudante de pedreiro sequestrado, torturado e assassinado por policiais militares na favela da Rocinha, também no Rio, em outubro de 2013. "Por que meu filho estava molhado? Não estava chovendo. Quando viram que ele era da Globo, que ia dar ruim, começaram a desfazer o local. Meu filho lutou muito e foi arrastado. Tinham marcas de sangue na creche. Estavam esperando ele morrer. Meu filho agonizou até a morte", afirmou Silva também à CBN. Segundo ela, pessoas da comunidade viram policiais militares fazer um cordão de isolamento ao redor da Creche Paulo de Tarso, onde o corpo de Douglas foi encontrado, para que ninguém se aproximasse. Intrigados com a presença de diversas pessoas no local e ao tentar entender por quê, moradores descobriram o corpo por volta das 9h de terça-feira, segundo ela. A morte de Douglas Rafael provocou comoção na comunidade do PavãoPavãozinho. Moradores do local realizaram um protesto durante a terçafeira. Na repressão à manifestação, Edilson da Silva dos Santos, de 27 anos, foi morto com um tiro na cabeça. Ainda não se sabe quem foi o responsável

pelo assassinato.

O

comandante das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, disse que houve um tiroteio na comunidade por volta das 22h, mas não foi registrada nenhuma vítima. A Polícia Militar, segundo Caldas, só tomou conhecimento oficialmente de que havia um corpo na creche por volta das 10h do dia seguinte. Segundo Caldas, não há como os policiais militares terem mexido no corpo, porque eles entraram na creche junto com policiais civis, que estavam na comunidade para fazer uma perícia do tiroteio ocorrido no dia anterior. “Segundo o relato dos policiais, não houve qualquer abordagem ou perseguição no local da troca de tiros. O relato dos policiais é que quando eles chegaram para checar a denúncia, houve uma troca de tiros muito intensa e eles decidiram recuar. Eles sequer conseguiram chegar até o local onde havia a indicação de marginais”, explicou o coronel. O comandante das UPPs disse que, além da investigação da Polícia Civil, a Polícia Militar abriu um processo apuratório para entender o que ocorreu no dia do tiroteio. Pelo menos oito policiais da UPP do Pavão-Pavãozinho que participaram do tiroteio serão ouvidos tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar. -

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Na frente da câmera Ela tirou foto pelada e agora estampa as nossa påginas para nossa alegria.


A avenida Paulista vibrou com a adaptação do hino da torcida brasileira em competições esportivas internacionais, ontem cantada por militantes contrários à proibição do consumo de maconha no Brasil. Segundo os organizadores da 7ª edição da Marcha da Maconha, reuniram-se na manifestação 15.000 pessoas. A Polícia Militar calculou em 3.000 o número de presentes. Para efeito de comparação, mesmo a estimativa mais conservadora dá conta de uma presença de público três vezes maior do que os últimos protestos contra a Copa do Mundo. Ou seis vezes maior do que a Marcha da Família com Deus e a Liberdade, realizada em 22 de março.

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Maconheiros e simpatizantes, entretanto, deram show de organização (desmentindo, aliás, a má-fama ditada pelo preconceito). Lição de maconheiro para outros movimentos sociais: cada pessoa que chegava ao vão livre do Masp recebia um folheto da comissão organizadora da Marcha com orientações de segurança. “A Marcha da Maconha é Pacífica (...). Chega de guerra: a gente quer paz, liberdade”, conclamava o texto que também orientava os manifestantes para que não provocassem nem aceitassem “provocação da polícia”. Ah, também tinha dicas sobre como se portar em caso de prisão. Nem foi necessário porque, ao contrário de tantas outras, a manifestação da Maconha não resultou em uma única detenção até o seu encerramento. “Ei polícia! A maconha é uma delícia”. Em vez da pancadaria entre polícia e black-blocs, que já se tornou habitual, o que se viu foi uma coluna humana colorida, dançante, musical, divertida. Desfilaram juntos anarco-punks, skatistas em seus skates, cicloativistas, estudantes secundaristas, lésbicas, gays, negros, alunos da USP, médicos, psicólogos, artistas, o deputado estadual pelo PT, Adriano Diogo, doentes e familiares de doentes que seriam beneficiados caso fosse liberado pelo menos o uso medicinal da maconha. Jornalistas que compareceram ao ato munidos de capacetes e coletes de identificação fornecidos pela PM enfiaram esses equipamentos nos carros de reportagem, para não parecer que torciam pelo pior. “Maconha é natural, coxinha é que faz mal!”, gritou a marcha, brincando com os poucos policiais que a acompanhavam --120 contra 1.500 do último ato anti-Copa. Pejorativamente, soldados da PM são chamados de “coxinhas” pelo hábito das viaturas de parar em padarias para degustar o salgado “na faixa”. Corolário da excelência da organização, registre-se, foi a pontualidade britânica dos maconheiros. Exatamente às 4h20 da tarde, hora marcada, a Marcha 24 playbowersbr.tumblr.com

pôs-se em movimento, homenageando a tradição canábica que vem dos anos 1970, quando um grupo de secundaristas da Califórnia (EUA) fixou essa hora como a de encontro para fumar maconha. Às 16h20, estouraram no céu da avenida Paulista os rojões que anunciavam a saída da passeata. A comissão de frente da manifestação, desta vez, era composta por um grupo de pessoas sofridas, que lutam pela legalização da maconha para fins medicinais. Nada a ver com a imagem do “maluco maconheiro”, estava lá o comerciante da Vila Formosa (zona leste de São Paulo) Fábio Carvalho, 47 anos, marido de uma bancária e pai de Claria, uma menina de dez anos, portadora da Síndrome de Dravet, encefalopatia epilética de origem genética, que apareceu quando a menininha tinha apenas cinco meses e meio de vida. Desde então, convulsões e febres, entre outros sintomas, são rotina na vida dessa família. Ela já teve três paradas respiratórias, dois colapsos de segmentos do pulmão [atelectasia], onze pneumonias, 17 internações (sete na UTI, entubada, comendo por intermédio de sonda). Só nos últimos dez dias, a menina teve seis crises, mesmo tomando todos os medicamentos legais à disposição: “Gardenal, Topiramato, Urbanil ou Keppra [importado]. “Eu não posso levar minha filha ao parque porque ela tem convulsão. Em locais com aglomeração, ela tem convulsão. E isso levando uma vida dopada à base de remédios, que causam irritabilidade, malestar, moleza, torpor”. “Ei, policial! Maconha é medicinal!”, gritou a Marcha. Acontece que a internet tornou acessível, ao alcance de um clique, as descobertas sobre tudo –não haveria de ser diferente quanto à maconha. Nos Estados Unidos, já se usa maconha medicinal para controlar as convulsões decorrentes de quadros epiléticos. Também para reduzir os enjôos em quimioterapias, os sintomas de glaucoma etc. etc. Em dezembro último, o FDA (Food

and Drug Administration), a agência de regulamentação do uso de remédios nos Estados Unidos, aprovou os estudos visando ao desenvolvimento de uma forma medicinal de maconha para o tratamento de epilepsias graves em crianças. A neurologista de Claria, no ano passado, compareceu a um congresso nos Estados Unidos sobre a Síndrome de Dravet. Ela viu lá o caso da Charlote, do Colorado, que estava sem andar, sem comer, de cama. Hoje, com o canabidiol, óleo derivado da maconha, ela brinca, anda de bicicleta e leva uma vida normal. Difícil controlar a angústia de um pai que vê a filha sofrendo. “Eu acho uma ignorância, uma hipocrisia eu não poder tratar a minha filha”, disse Carvalho. Mas também havia a bancada dos que fumam a maconha como arma antistress. É o caso da turma do skate e dos ciclo-ativistas, como Vanessa Bike, 34, promotora de vendas do frigorífico Aurora. Segundo Vanessa, a maconha (ao contrário do álcool) a deixa “conectada”. “Eu não fico aérea, como ficaria se tivesse bebido. Ao mesmo tempo, não me estresso no trânsito, como vejo acontecer com um monte de gente. Se alguém me xinga, fico numa boa. Não me dá vontade de matar o meu agressor”, diz. A turma do skate, como a dos adolescentes Isabela, Anderson e Yago, da (zona leste de São Paulo), que usa a maconha diariamente para andar “melhor”, testemunha sobre a droga: “A maconha é uma substância útil para nos conectarmos de maneira mais harmônica com outras pessoas e com o meio-ambiente. É por isso que ela está tão ligada à cultura do surf e do skate. São esportes radicais em que um simples descuido pode custar caro demais. É preciso o máximo de atenção, desdobramento da consciência. Por isso a maconha”, dizem os amigos. “Que contradição! A maconha é crime e a homofobia, não!” foi outro grito de guerra dos manifestantes em um momento em que já vários cigarros de maconha legítima marcavam presença,


sendo dichavados, enrolados e fumados a céu aberto. A entrada da Marcha na rua Augusta foi apoteótica. Meninos e meninas saíam dos bares para se juntar à passeata. Nos prédios, moradores surgiram nas varandas, acendendo seus baseados, em sinal de apoio à Marcha. Um idoso acenava com uma revista, na capa da qual se via, imensa, a foto característica da folha de maconha. Quase chegando à Praça Roosevelt, às 18h a jornalista e organizadora da Marcha, Gabriela Moncau, 24, pediu para todos os participantes sentarem-

se no chão da avenida Consolação e guardarem um minutos de silêncio em homenagem aos mortos na “guerra às drogas”. Então, um imenso baseado (fake, cenográfico), carregado por 420 (sempre os números 4, 2 e zero) balões verdes, foram soltos. No céu, o helicóptero Águia, da PM, apressou-se em cercar os balões e o baseado. Durou um segundo e o baseado seguiu e em sua “viagem”. Até a próxima Marcha --porque esta foi boa demais! -

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Petit parfaite Esta ĂŠ Milena, uma mulher pequena que promete grandes coisas.


No país do futebol Aqui é o país do futebol, de Wilson Simonal e Milton Nascimento a MC Guime e Emicida.


N

ão é uma música propriamente nova. O videoclipe foi instalado no YouTube em 3 de novembro de 2013 (e acumula mais de 20 milhões de visualizações no momento de escrita deste texto, em 27 de abril

de 2014). Chama-se “País do Futebol”, e é uma loquaz fusão entre o funk-ostentação de MC Guime e o rap(-ostentação?) de Emicida. A música é uma cápsula de arte em estado bruto, apesar de milimetricamente lapidada. O videoclipe, dirigido por Fred Ouro Preto (sobrinho de tio Dinho Ouro Preto, roqueiro-líder da banda brasiliense Capital Inicial), não fica atrás. Pensemos, em voz alta, sobre os dois, música e vídeo. PLAYBOWERS 41


A hibridez comanda a partida. O clipe começa não como música, mas como documentário (sua bênção, Eduardo Coutinho). Sob imagens do Jardim Fontales, em São Paulo, Emicida resume o assunto de que se vai falar: “A pior barreira memo é a auto-estima. Tá ligado? Porque, mano, sem maldade, quando cê nasce num lugar como esse aqui, mano, as pessoa te empurra pa baixo memo, a sociedade inteira te empurra pa baixo procê não acreditar memo”. Dois cachorros pretos e um gato ruivo ilustram a hibridez sob o fundo impressionante do Jardim Fontales de Emicida. Corta para Vila Izabel, em Osasco, com MC Guime, e de volta para São Paulo, no Jardim Sinhá, com meninos jogadores de futebol: “Contra mim ninguém será!!!”. Após 1 minuto e 14 segundos, a canção começa, no flow. O documentário vira música, música de altíssima qualidade, suingada, rapfunkeira, sobre futebol. Vai ter Copa, tá quase chegando. “Até gringo sambou, é nóiz”, o funker e o rappeiro abraçados, Guime de camiseta vermelha estampada por uma estátua da liberdade de mãos ao alto. “Por onde a gente passa é show, fechô, e olha onde a gente chegou”, canta o funkeiro-ostentação que, nessa canção, é pura melodia. “Eu sou país do futebol, nego, até gringo sambô, tocô Neymar é gol” – e o musidocumentário viaja até Guarujá, 42 playbowersbr.tumblr.com

no litoral paulista, “ô minha pátria amada, idolatrada, salve a nossa nação/ e através desta canção hoje posso fazer minha declaração”, “jogando bola dentro da favela/ pro menor não tem coisa melhor”, ”a rua é nossa e eu sempre fui dela”. Volta o refrão, e Neymar agora está ao lado de Guime e dos meninos jogadores. A sanfoneira pop de “Ai se Eu Te Pego” (565 milhões de visualizações youtubeiras desde 25 de julho de 2011), do sertanejo-ostentação Michel Teló, ribomba na memória. Como Teló fizera já fizera com o country norteamericano, o funk rappeado de Guime vem remexer, no baculejo, os conceitos e preconceitos de quem costuma reproduzir clichês vazios do tipo “funk carioca não é funk”, “funk carioca é musicalmente (musicalmente?) pobre” ou “funk-ostentação não presta”. De quebra, “País do Futebol” e os dias que correm vêm evidenciar que o funk dos anos 2000 já passou de carioca e brasileiro virou – o interiorano Teló, a propósito, nasceu no Paraná e se radicou no Mato Grosso do Sul. A Copa do Brasil vai começar em Itaquera, zona leste de São Paulo. Emicida é paulistano, Guime nasceu em Osasco. Os pássaros do carioca-mineiro Milton Nascimento ainda trazem a notícia de que o Brasil não é só litoral. (Milton, a propósito, compôs para o carioca Wilson Simonal gravar, no calor trágico da Copa de 1970, um samba

chamado “Aqui É o País do Futebol”.) O clipe de “País do Futebol” segue passeando por Vila Madalena (São Paulo), Rocinha, Vidigal, Botafogo (Rio). E volta a ser documentário no depoimento de Neymar sobre “barreiras pela frente” e a superação das ditas cujas. E o funk vira rap, rimado por Emicida, moletom “I <3 quebrada”, “o couro grita”, “eu sou zona norte, fundão, suingue de vagabundo” (vagabundo?, é assim que se chama quem trabalha a valer?) “dos que venceu a desnutrição e hoje vai dominar o mundo”. No quesito ostentação, as marcas gritam (Red Bull à frente) – quando o dinheiro está em flow, até mesmo os preconceitos arrefecem (arrefecem?). Ostentação é a casa do Neymar, o relógio do Guime, a marra do Emicida, o morro brasileiro que não tinha vez nem voz nos tempos idos de Tom Jobim, Elis Regina e Jair Rodriges. Uma declaração escrita encerra a partida documentomusical do zagueiro Guime: “Um salve para todas as quebradas. Acreditem nos seus sonhos”. O que, em funk brasileiro, se convencionou rotular como “ostentação” é um dos equivalentes estéticos à ascensão social de um país, locomovida pela criação de milhões de novos empregos e por todo um time estelar de programas sociais. Olha o sambão, aqui não é mais SÓ o país do futebol. -


O que se convencionou rotular como “ostentação” é um dos equivalentes estéticos à ascensão social de um país.

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Cor da paixão Regina pintou os cabelos de vermelho só pra você se apaixonar.


SEDENTARISMO DA VIDA MODERNA As comodidades nos tornam mais sedentários e com nível de estresse elevado. Saiba como balancear a vida e se manter saudável.


Não tendência.

adianta!

Quanto

mais a modernidade avança, menos nossa saúde

acompanha

a

Nós homens não resistimos a um videogame, não soltamos o

controle da TV para nada e pegamos o carro até para ir à padaria. Isso no fim de semana, porque de segunda a sexta-feira é pior. De manhã é smartphone para checar e-mails de trabalho. No almoço, comer sem olhar para o prato é lei, navegando na internet com uma mão e sustentando o garfo na outra. À noite, para quê descansar, se há uma pilha de relatórios esperando revisão?

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Sedentarismo somado a uma rotina estressante configura um prato cheio para os problemas cardiovasculares. É lugar comum criticar o sedentarismo. Agora, quem pensa que o vício em trabalho não afeta mais do que sua vida social, precisa checar as últimas estatísticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, um terço dos infartos em todo o país é provocado por estresse. Estresse esse que por sua vez cresce na mesma proporção que o excesso de celulares, computadores e engarrafamentos. O que isso tem a ver? Sedentarismo somado a uma rotina estressante configura um prato cheio para os problemas cardiovasculares. Já que não podemos (ou não queremos) combater o comodismo pós-moderno, temos que investir onde dá pra melhorar. “Talvez o grande problema do homem seja não ter a cultura dos exames de rotina, como as mulheres têm. Vão ao médico em último caso, quando um problema simples já virou um caso de intervenção cirúrgica, por exemplo. E com o coração não se brinca, muitas vezes não há tempo 60 playbowersbr.tumblr.com

hábil para se voltar atrás”, explica o cardiologista Stephan Lachtermacher, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). O especialista destaca que uma mente tranquila e um corpo saudável são os dois componentes fundamentais para quem quer ter qualidade de vida e energia de sobra. É verdade que cada vez mais buscamos exercícios para cuidar do corpo, mas isso é o suficiente? Muitos de nós (se não a maioria) recorrem à academia para pegar pesado na malhação, para ficarem sarados, sem se preocupar com a qualidade dos exercícios. Comer direito então não está nem nos planos, ao contrário dos potes de suplemento que se acumulam no armário. E mais uma vez a saúde fica de lado para os que esquecem que flexões e abdominais devem andar juntas com uma vida regrada. Mudar não é simples, mas é necessário. Quanto mais cedo, mais fácil. Abaixo, o cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia dá dicas de como começar a trilhar

um caminho mais sadio.

Largue o cigarro já! O fumo é um dos grandes inimigos do coração.

Faça exercícios regulares. Três vezes na semana, pelo menos.

Cheque sua pressão arterial regularmente.

Faça exames de rotina. Não é só a mulher que precisa se consultar com regularidade, sabia? Durma bem à noite.

 

Coma mais qualidade do que quantidade. Comer direito é a chave da disposição física.

Controle seu peso. Nada de pança de chope, que é forte indicadora de problemas de saúde.

Por falar no chope, não beba todos os dias. Deixe para o fim de semana.

Sexo também é exercício. Disso você pode abusar! -


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ELA DE NOVO Maryeva já foi ex do Guga, ex-VJ da MTV e exapresentadora da Mix TV. Uma coisa, no entanto, ela não deixou de ser: bela. E é isso que ela mostra neste ensaio.


[feriado no sĂ­tio]


Era feriado de carnaval. tos, odiado por mim e

Amado por mui-

minha amiga Eliza. Por isso, de-

cidimos passar o feriado no sitio da minha família. Minha mãe e o resto da família iriam para a praia e, sabendo que nós duas odiávamos o carnaval, deixou nós irmos para o sítio. Ela conhecia Eliza já fazia três anos e era amiga da mãe dela, então não teve problema. Tudo certo, viajamos no 1° dia do feriado. O sítio fica a mais ou menos 50 minutos da cidade onde moramos, e como a Eliza tinha acabado de tirar a carteira (ela tinha feito 18 anos a três meses) fomos devagar, conversando inutilidades a viagem inteira. Paramos para almoçar um pouco antes de chegarmos, no centro da cidade (sabe como é cidade do interior, né?), depois fomos ao mercadinho comprar algumas coisas e seguimos viagem. Paramos novamente, dessa vez para pegar a chave na casa do vizinho que ficava a 1 km e era a casa mais próxima da minha. O sítio era cercado pela floresta, com exceção da porteira. A casa era ainda mais adiante da porteira, de modo que tínhamos bastante privacidade. Chegamos lá, abrimos a casa e varremos tudo, pois fazia tempo que ninguém ia pra lá. Colocamos um bolachão no toca vinil e começamos a pirar, dançar e tudo o mais. Depois de tudo pronto, descarregamos o carro e arrumamos as camas. Já estava escurecendo e, enquanto eu fazia fogo no fogão à lenha, ela foi tomar banho. Depois eu fui tomar banho e ela fez a janta. Jantamos, lavamos a louça e ficamos vendo um filme. O filme até que era legal, de terror. Eliza dormiu comigo porque tinha ficado com medo do filme. No outro dia levantamos tarde, tomamos café, arrumamos o quarto e decidimos dar uma volta para ver o estado do sítio. Como estava calor, eu vesti um shotinhos e uma regata, e a Eliza um vestidinho leve. Colocamos um tênis e fomos. Atrás da casa tem uma plantação de feijão do vizinho, que empresta a nossa terra para plantar. À direita mais embaixo tem um banhado e na esquerda no meio da mata virgem tem uma nascente. Foi pra esse lado que nós fomos. Eliza ia indo na frente até que parou perto de algumas pedras e perguntou: - O que é isso? Eu expliquei que quando meus padrinhos moravam ali eles tinham construído uma bica artificial, que pegava água da nascente. - E ainda funciona? - Mão sei -, respondi. – Vamos testar? -, ela perguntou, com um sorriso. Eu disse que ela podia tentar, mas achava que devia ter estragado com o tempo. Ela foi até as pedras e tentou abrir. Para minha surpresa, ainda estava funcionando! No início saiu uma água suja, mas aos poucos foi limpando. Eliza ficou toda faceira porque a bica ainda estava funcionando. - Vamos tomar banho aqui? -, ela perguntou, fechando a bica e me olhando. - Pode ser -, respondi, - Mas vamos ter que dar uma limpada antes. -, disse apontando para as pedras e o mato que se acumularam ao redor. - Hum… Faz o seguinte: vai lá buscar as toalhas que eu dou um jeito aqui. -, ela disse, já se abaixando e começando a arrancar o mato. Enquanto isso eu fui buscar as toalhas. Aproveitei pra colocar um biquíni por baixo, já que tomaria banho lá. Peguei também um óleo de massagem, achei que combinava com o local. Não me preocupei com protetor solar porque a bica fica no meio do mato e só alguns raios atravessam as árvores. É um lugar muito bonito. Voltei rapidamente pra lá e quando cheguei tive uma surpresa: Eliza estava totalmente nua! Eu já a tinha visto nua, mas dessa vez foi meio... Diferente. Ela PLAYBOWERS 83


estava... Atraente? E desde quando eu pensava nisso?! Disfarcei meu nervosismo e disse - Uau! Você fez um belo trabalho aqui, heim? -, enquanto pendurava as toalhas em uma árvore. Ela já tinha limpado todo o local, estava lindo. Ela tinha pegado até umas flores pra enfeitar. - E ai, gostou? - Ficou lindo. Há, eu trouxe um óleo de massagens. -, disse colocando os potinhos ao lado de uma pedra. - Oba! Mas e ai, você vai ficar de roupa?!?! Assim eu não posso fazer um massagem em você. -, ela disse indo pegar os potinhos. Quando ela falou isso meu coração quase explodiu e um calor subiu pelo meu corpo. Timidamente tirei o short e a regata, ficando apenas de biquíni e me sentei em uma pedra. - Qual é, Bi? Nós estamos no meio do mato, pra que biquíni? Vai dizer que esta com vergonha de mim? -, ela perguntou com um sorriso meio malicioso. Gelei na hora e neguei, claro que não tinha vergonha dela. - Então ta. -, ela disse sentando-se perto de mim e tirando o sutiã do meu biquíni. Então ela colocou um pouco de óleo nas mãos e começou a fazer uma massagem em mim. Na hora que ela encostou as mãos em meus ombros meus biquinhos endureceram de imediato e ela deu risada: - Seus peitinhos estão bem durinhos, heim? Fiquei vermelha e disse que as mãos delas estavam frias, o que era mentira. Ela mandou eu me deitar e continuou a massagem agora na minha barriga (ela pulou os seios). Apesar de estar nervosa, fechei os olhos e relaxei. A massagem estava muito boa quando sem mais nem menos ela arranca minha calcinha e diz - Agora sim você esta a vontade! -, e volta à massagem nas minhas coxas. - Nossa Bi, suas coxas estão uma delicia. Na época eu tinha 18 anos. Meu corpo não é a 8ª maravilha do mundo, mas posso dizer que 2 anos de academia deixaram minha barriga bem sarada. Minhas coxas então,... Só não ganham 84 playbowersbr.tumblr.com

da minha bundinha, ou melhor, do meu bundão. Eu sou bem branquinha de pele, mas como toda boa brasileira tenho um bunda de deixar qualquer um louco. Meus olhos são cor de mel e meus cabelos são castanhos ondulados, vão quase até a cintura. No geral sou bem bonita. Fiquei constrangida e vi pelo olhar dela que ela tinha percebido que eu estava excitada. Se ela tinha acreditado que meus biquinhos estavam duros por causa do frio (o que eu não acredito), agora ela não tinha mais duvidas, pois quando tirou minha calcinha ela meio que abriu minhas pernas e, como sou depiladinha, ela viu minha bucetinha que estava bem melecada já. Ela fingiu que não notou e terminou a massagem. - Agora é tua vez, Bi, de fazer em mim. -, e me alcançou o pote do óleo. Eu timidamente me sentei atrás dela, com as pernas abertas como que a abraçando (mas ainda longe, sem encostar-se a ela) e comecei a massagear seus ombros. Fiquei um tempão só ai, com vergonha de descer mais, até que ela disse - Ai já esta bom, agora eu quero aqui ó! -, e pegou minhas mãos e colocou em cima de seus peitos, que quase não cabiam em minhas mãos, pois são bem fartos. Ela começou a massagear por cima das minhas e eu, que não me agüentava mais, logo comecei a apertar aqueles peitos gostosos e a beijar e mordiscar seu pescoço. Ela largou minhas mãos e começou a massagear sua buceta, bem devagar. Eu me aproximei mais dela, grudando em suas costas, e ela deu um gritinho quando minha buceta encostou nas suas costas. - Ai Bi, que gostoso! Hum... mexe neles assim... Haaa... -, e eu estava com minha bucetinha em fogo, mas ela não deixava eu tirar as mãos dos seus peitos. - Deixa eu cuidar de você, deixa! -, ela disse svirando-se e ficando de frente pra mim. Ela me deitou e me deu um longo beijo na boca, a língua dela sugando a minha, muito bom. Eu só gemendo, não sabia que as garotas beijavam melhor que os garotos, até porque eu nunca tinha pensado em beijar uma

garota. Ela desceu pros meus peitinhos e mamou até deixar os dois bem vermelhinhos. Depois ela foi pro umbigo e ficava fazendo voltinhas em torno dele. Eu me contorcia de prazer. Até que ela chegou à minha grutinha. - Humm... Uma bucetinha virgem! Que gostoso! -, ela disse, lambendo minhas coxas. Eu, não agüentando mais, desci um pouquinho e empurrei a cabeça dela na minha buceta que tava piscando já, tão enorme era minha vontade. Eliza, entendendo o recado, começou a lamber devagarzinho, então eu agarrei os cabelos dela e disse - Vai, sua vadia! Lambe com vontade, puta! Lambe direito, quem mandou me atiçar?!? -, e empurrei o rosto dela na minha buceta de novo. Ela, ao contrário de mim, dizia apenas palavras carinhosas, "meu amor", "lindinha", "fofa", e começou agora a me chupar com vontade. Eu gemia cada vez mais, me contorcia, empurrava a cabeça dela, xingava. Ela chupava cada vez com mais vontade. Então ela abriu minha buceta e enfiou a língua lá dentro. Nessa hora eu não agüentei. Meu corpo todo estremeceu, eu meio que desfaleci. Eu estava urrando agora, arqueava meu corpo e a Eliza estava lá, lambendo e engolindo todo meu suquinho. Esse foi o primeiro orgasmo da minha vida e a Eli tomou ele todinho, como uma boa putinha. Ela continuou chupando todo ele, apesar de espirrar e ir longe. Nunca pensei que eu fosse ter um orgasmo tão demorado, fiquei em transe mais de um minuto. Eu apertava e empurrava a cabeça de Eli e quando acabei eu me senti fraca e fiquei parada quietinha. A Eli chupou até parar de escorrer e então veio e me deu um beijo super longo. Eu senti meu próprio gosto. Eu pensava que devia ser nojento, mas vi que era muito bom. Ela ficou me beijando e passando a mão no meu peito. E eu nem conseguia me mexer. Depois de uns 15 minutos, eu comecei a me sentir forte de novo e o tesão voltou todo de uma vez. Segurei a Eli e comecei a fazer o mesmo com ela, só que eu era mais violenta. Eu mordi o peito dela e deixei uma marca


roxa, mordi toda a barriga dela e ela gritava e gemia ao mesmo tempo, mandado eu continuar. - Aii, BIIII! NÃO PARA! MINHA PRINCESA GOSTOSA, HHAAAAA! QUE GOSTOSO! HAA! HUMM. QUE BOM. LINDA! TESUDA" CHUPA MINHA BUCETINHA, CHUPA! CE TA ME DEIXANDO DOIDINHA! Eu então desci até aquela buceta gostosa toda molhadinha e comecei a chupar. Apesar de nunca ter feito aquilo, parecia que eu tinha feito a vida inteira. Eu chupava, mordicava os lábios e as coxas e lambia bem fundo de novo. E a Eli só urrando de tesão. Eu estava em êxtase, fora de mim. Como eu sabia que ela não era virgem, enfiei um dedo na buceta dela. - HHHHHHAAAAAA!!! GOSTOSA, METE MAIS UM!!! VAI, LÁ NO FUNDO… ASSIM... HAAAA!!!!. -. Enfiei mais um e ela queria mais, Meti o terceiro e comecei com um vai e vem frenético naquela buceta gostosa, quando ela pediu pra mim para e pegou um pau de uns 30 centímetros de comprimento e 3 de largura que tava ali por perto e vestiu com uma camisinha. - De onde saiu essa camisinha?!? -, perguntei, pois não tínhamos planejado nada. - Eu trouxe escondida no vestido. Eu sabia que isso ia acontecer. -, ela disse com um sorriso malicioso. - Sua vaca, então você planejou isso?! -, perguntei, me aproximando.

- Sim, foi tudo planejado. -, ela disse com o mesmo sorriso. - Pois então agora agüente! -, eu disse pegando o pau da mão dela e a empurrando, obrigando-a a se deitar. Sem mais nem menos, meti metade do pau dentro dela. - HAAAAAAAAAAAAA! SUA LOCA! HHHAAAAA! Ela gritou um monte quando eu meti e comecei com um vai e vem sem me preocupar com seus gritos. Depois de um tempo, ela voltou a gemer e pediu pra mim enfiar mais um pedaço. Eu enfiei e ela gemeu mais alto, me chamando de gostosa, princesinha gostosa. E minha buceta já estava em bala de novo. - Haaa! Enfia mais! Ta muito bom! Enfia mais fundo! - e então eu coloquei mais um pedaço. Acho que eu já tinha enfiado uns 25 centímetros do pau quando ela me mandou parar. Eu fiquei no vai e vem e enfiei até ela mandar parar. Percebi que ela já ia gozar e comecei com um vai e vem mais rápido. E ela só gritava. - HHAAAAA! Ta vindo! AAAAA! Eu... Vo... HAA! Eu rapidamente joguei o pau pro lado e comecei a chupá-la. De repente ela se arqueou e começou a gozar. Ela gozou um monte! Eu não estava acostumada a engolir, mas lambi o que pude do suquinho dela. Ela ficou arfando e eu fiquei de bunda pra cima lambendo a bucetinha dela igual a uma cadelinha.

Apesar de ter acabado de gozar, a bucetinha continuava piscando pra mim. Eu não agüentei e cai de boca novamente. Chupei com mais força dessa vez, e de vez em quando enfiava a língua lá no fundo, até onde eu alcançava. Não deu 5 minutos, ela deu um grito e estava gozando de novo. Como eu não esperava isso, o gozo atingiu meu rosto inteiro, me lambuzando todinha, escorrendo pelos meus peitos. - Ai Bi! Você é demais! Minha princesa gostosa! Ninguém tinha conseguido me fazer gozar assim tão rápido. Minha tesuda! Vem cá, deixa eu te lamber. -, ela disse e eu me deitei do lado dela. Ela começou a lamber meus peitos e de vez em quando me dava um beijo. Ficamos uma meia hora assim, nos beijando e tocando. Então ela começou a me chupar de novo. - Princesinha! Sua vez de gozar de novo! -, ela dizia entre uma chupada e outra e colocava um dedinho na minha bucetinha virgem. Quando eu me contraia ela tirava, porque era quando atingia meu cabacinho - e como eu era virgem ela não ia além. Ela lambia muito bem… Não demorou muito e gozei naquela carinha de novo. Resolvemos tomar o nosso banho na bica e lá nos beijamos e tocamos mais. Nos enxugamos, nos vestimos e fomos fazer nosso almoço. Apesar de eu já termos comido... -

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