Gestão da qualidade,análise e avaliação de impactos ambientais na produção de óleo ess. de eucalipto

Page 1

ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais

GESTÃO DA QUALIDADE, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE EUCALIPTO ORGANIZADO POR

Robson José de Oliveira AUTORES

Robson José de Oliveira Elisabete Oliveira da Silva Giovani Levi Sant’Anna Luciano Cavalcante de Jesus França

APOIO

1ª edição 2015


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


ORGANIZADO POR Robson José de Oliveira AUTORES Robson José de Oliveira Elisabete Oliveira da Silva Giovani Levi Sant’Anna Luciano Cavalcante de Jesus França

GESTÃO DA QUALIDADE, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE EUCALIPTO

1ª edição

Duque de Caxias ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais

2015


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais

2015, Espaço Científico Livre Projetos Editoriais Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que: Atribuição. Você deve dar crédito, indicando o nome do autor e da Espaço Científico Livre Projetos Editoriais, bem como, o endereço eletrônico em que o livro está disponível para download. Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. _______________________________________________________________________ Ficha Catalográfica O483

Oliveira, Robson José de (Org.); Oliveira, Robson José de; Silva, Elisabete Oliveira da; Sant’Anna, Giovani Levi; França, Luciano Cavalcante de Jesus. aaa Gestão da qualidade, análise e avaliação de impactos ambientais na produção de óleo essencial de eucalipto / Robson José de Oliveira; Elisabete Oliveira da Silva; Giovani Levi Sant’Anna; Luciano Cavalcante de Jesus França – Duque de Caxias, 2015. aaa1,92 MB; il.; PDF aaaISBN 978-85-66434-20-0

1. Gestão da Qualidade. 2. Impacto Ambiental. 3. Produção de óleo essencial. 4. Eucalipto. I. Gestão da qualidade, análise e avaliação de impactos ambientais na produção de óleo essencial de eucalipto. II. Robson José de Oliveira. III. Elisabete Oliveira da Silva. IV. Giovani Levi Sant’Anna. V. Luciano Cavalcante de Jesus França. CDU 630 _______________________________________________________________________ Organizador: Robson José de Oliveira. Autores: Robson José de Oliveira; Elisabete Oliveira da Silva; Giovani Levi Sant’Anna e Luciano Cavalcante de Jesus França. Revisão: Verônica C. D. da Silva Capa: Verano Costa Dutra / Foto: Sharlene Jackson / Freeimages.com Coordenador: Verano Costa Dutra Editora: Monique Dias Rangel Dutra Espaço Científico Livre Projetos Editoriais é o nome fantasia da Empresa Individual MONIQUE DIAS RANGEL 11616254700, CNPJ 16.802.945/0001-67, Duque de Caxias, RJ espacocientificolivre@yahoo.com.br / http://issuu.com/espacocientificolivre / http://www.espacocientificolivre.com/ Os textos utilizados nesta obra são de inteira responsabilidade do organizador e dos autores.


AGRADECIMENTOS

À FAPEPI pelo financiamento da publicação desta obra.

5


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


PREFÁCIO

Pessoas certas, no lugar certo e no momento certo acontece o inesperado, o que era sonho se torna realidade.

Robson José de Oliveira, doutor em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (2008), professor do Curso de Bacharelado em Engenharia Florestal na Universidade Federal do Piauí – UFPI, onde desenvolve atividades de pesquisa, extensão e docência nas áreas de Colheita, Ergonomia, Estradas e Transportes Florestais, Política e Legislação Florestal e Avaliação de Impactos Ambientais.

Elisabete Oliveira da Silva, Tecnóloga em Construção de Edifícios pela FANOR DeVry (2015). Giovani Levi Sant’Anna, doutor em Ciência Florestal pela UFV (2006), Técnico em Estradas na UFV, onde desenvolve atividades nas áreas de Geotecnia e Misturas Asfálticas.

Luciano Cavalcante de Jesus França, Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal do Piauí - UFPI (2015).

Especialistas em sua área e com ganas de fazer mais dentro da carreira escolhida e com a chance de ampliar a visão para o melhoramento de todos, resolvem explorar um pouco mais daquilo que amam fazer. Com esse objetivo de buscarem a aprender mais sobre o impacto ambiental que os cercam vão em busca de novos horizontes e aprendizados, foi então quando menos esperavam a vida se encarregou de fazer alguns desconhecidos se tornarem amigos, e unidos por um mesmo amor e objetivo começam a investigar como podem ajudar a melhorar a problemática existente no meio ambiente.

7


Após alguns acertos, finalmente dão inicio ao tão sonhado e audacioso projeto das suas vidas e descobrem que juntos são muito melhores e que sim se pode juntar o útil ao agradável e todos saírem beneficiados.

O livro fala da avaliação de impactos ambientais, que é uma área dentro da Engenharia Florestal muito importante, principalmente no que tange a questão ambiental e de proteção, pois todo empreendimento causa impacto ambiental negativo e positivo.

No impacto ambiental negativo temos a poluição, erosão, enchentes, enxurradas entre muitos outros, mas podemos ver que no impacto ambiental positivo temos geração de emprego, desenvolvimento de uma região, posto de saúde, cemitério, posto de gasolina, igreja, escola, praça, desmatamento em uma área, tudo gera impacto ambiental até porque toda vez que uma obra é iniciada, ela gera problemas e benefícios, e como benefícios temos contratação de mão de obra, gerando empregos, aumento na renda e desenvolvimento para região.

Além de o livro ter como objetivo a preocupação de como tratar a fase de implantação, manutenção e exploração do plantio visando sua produtividade, ele vem incentivar e mostrar para os produtores que o plantio de eucalipto visando produção de óleo essencial vai causar um impacto positivo e lucrativo para quem planta, fora os benefícios para a região, sem esquecer de mencionar que estará evitando um impacto negativo ao substituir e cortar matas nativas e florestas plantadas Sinto-me imensamente honrada e privilegiada por ter sido convidada a escrever o prefácio do livro, pois quando tive um resumo do livro e entendi do que se trata pude ver uma luz no fim do túnel para uma qualidade de vida melhor. Como foi maravilhoso poder entender que evoluir, crescer e prosperar nem sempre é sinônimo de destruição e devastação, mas pode ser sim sinônimo de preservação e uma vida melhor.

8


Meu nome é Daniela Fialho Barreto, sou pedagoga formada pela UNIG- Universidade de Nova Iguaçu, casada, com três filhos maravilhosos e que uma das coisas em comum que temos é o amor pela natureza e o quanto é bom viver entre prédios que tem uma vista incrível por ter tanto verde ao nosso redor.

Vivo nos Estados Unidos da América há 11 anos e aprendi a sobreviver em uma terra estrangeira, mas que me acolheu e onde tenho sido feliz. Amo a vida, amo viver e me preocupo com o bem estar da minha família e do meu próximo, e sonho com um futuro melhor para todos.

Saber que se pode provocar mais impacto ambiental positivo e menos impacto ambiental negativo já mostra que podemos mudar a realidade tão devastadora e triste, além de melhorar a qualidade de vida do lugar que chamamos de nossa casa, nosso lar, nosso planeta.

9


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


PRÓLOGO

Personas adecuadas, en el lugar correcto, en el momento adecuado, sucede lo inesperado, el que un día fue un sueño ahora és realidad.

Robson José de Oliveira, doctorado en Ciencias Forestales por la Universidad Federal de Viçosa - UFV (2008), profesor del Curso de Licenciatura en Ingeniería Forestal de la Universidad Federal de Piauí - UFPI, donde desenvolve la actividade de investigación, extensión y docencia en las áreas de Cosecha, Ergonomía, Caminos Forestales y Transportes, Política y Legislación Forestal y Evaluación de Impacto Ambiental.

Elisabete Oliveira da Silva, Tecnóloga en Construcción de Edificios por Fanor DeVry (2015).

Giovani Levi Sant'Anna, doctarado en Ciencias Forestales de la UFV (2006), Técnico de Carreteras en UFV, que desarrolla actividades en las áreas de Geotecnia y de Mezcla de Asfalto.

Luciano Cavalcante de Jesus Francia, Ingeniero Forestal, graduado en la Universidad Federal de Piauí - UFPI (2015).

Los expertos en su campo y con ganas de hacer algo más dentro de la carrera elegida y con la posibilidad de ampliar la visión para el mejoramiento de todos, deciden explorar un poco más de lo que les gustan hacer. Con este objetivo de tratar de obtener más información sobre el impacto ambiental que rodean, van en busca de nuevos horizontes y aprendizaje. Fue cuando menos esperaban, que la vida se encargó de hacer unos desconocidos a se convierteren en amigos y unidos por el mismo amor y objetivo comienzan la investigar de cómo pueden ayudar a mejorar los problemas existentes en el medio ambiente.

11


Después de algunos arreglos, finalmente empezan a dar forma al tan soñado y audaz proyecto de sus vidas y descubriendo asi que juntos son mucho mejores, y verifican a trvés de sus estudios que pueden unir negocios y mejoramiento y todos saliren beneficiados.

El libro habla de la evaluación de impacto ambiental, que es un área dentro de la Ingeniería Forestal muy importante, principalmente en lo que se trata sobre la cuestión del medio ambiente y su preservación, porque todo emprendimiento tiene un impacto ambiental negativo y positivo.

Sobre

el

impacto

ambiental

negativo

tenemos

la

contaminación, la erosión, las inundaciones, el deslizamiento de tierra y muchos otros, pero podemos ver que en el impacto ambiental positivo tenemos la generación de empleo, el desarrollo de una región, centro de salud, cementerios, gasolinera, iglesia, escuela, plaza, la deforestación en un área, todo genera impacto ambiental, incluso porque cada vez que se inicia un trabajo crea problemas y beneficios, y cómo beneficios han contratación de trabajo, la creación de puestos de trabajo, el aumento de ingresos y desarrollo para la región.

Además, el libro apunta a la preocupación de cómo tratar cada fase de implantación, mantenimiento y exploración del cultivo con el objetivo de su productividad. Por eso la preocupación de mostrar y incentivar a los productores sobre el cultivo del eucalipto destinado para la producción de aceite esencial, asi tendrá un impacto positivo y lucrativo para los que siembran y también los beneficios para la región, sin olvidar mencionar que evitará un impacto negativo al sustituir y cortar los bosques nativos y plantaciones forestales.

Puedo dicir que me siento muy honrada y privilegiada de haber sido invitada a escribir el prólogo del libro. Cuando tuve un resumen del libro y logre entender qué es lo que pude ser una luz al final del túnel para una mejor calidad de vida me quedé impactada y feliz. Fue maravilloso entender

12


que evolucionar, crecer y prosperar no siempre es sinónimo de destrucción y devastación, pero puede ser tan sinónimo de preservación y una vida mejor.

Mi nombre es Daniela Barreto Fialho, soy graduada en Pedagogia por la Universidad de Nova Iguaçu - UNIG, casada y con tres hijos maravillosos y una de las cosas en común que tenemos es el amor por la naturaleza y lo bueno de donde vivimos es que mismo entre muchos edificios tenemos una vista increíble por tener mucho verde que nos rodea.

Yo vivo en los Estados Unidos de America hace 11 años y aprendí a sobrevivir en una tierra extranjera, pero que me dio la bienvenida y donde he sido feliz. Amo la vida, me encanta vivir y siempre estoy preocupada por el bienestar de mi familia, de mi próximo, y sueño con un futuro mejor para todos. Saber quese puede conducir a un impacto ambiental más positiva y que se puede disminuir el impacto ambiental negativo ya muestra que podemos cambiar la realidad tan devastador y triste que hoy tenemos, y mejorar la calidad de vida del lugar que llamamos nuestro hogar, nuestro planeta.

13


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO -------------------------------------------------------------------------

17

2. REVISÃO DE LITERATURA -------------------------------------------------------

21

2.1. O Eucalipto e o Ambiente ---------------------------------------------------------

21

2.2. Avaliação qualitativa dos Impactos Ambientais na Produção de Óleo Essencial de Eucalipto ------------------------------------------------------------------

23

2.3. Produção de óleos essenciais (Eucaliptus sp.) -----------------------------

25

3. CONCLUSÃO DESSA AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS IMPACTOS 159 AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE EUCALIPTO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -------------------------------------------------

15

164


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


1. INTRODUÇÃO

Há mais de um século, em 1903, Navarro de Andrade trouxe as primeiras mudas de Eucalyptus spp. Para plantios que produziriam madeira para dormentes das estradas de ferro. Em 1947 foi a vez do Pinus spp. Espécies que se desenvolveram bem nas regiões onde foram introduzidas, sendo o Eucalipto nos cerrados paulistas e o Pinus no Sul do brasil. Desde então se investiu em pesquisa sobre a silvicultura dessas espécies, consolidando seu uso em plantios comerciais. O Brasil detém hoje as melhores tecnologias na silvicultura do Eucalipto, atingindo cerca de 60 m³/há de produtividade, em rotações de sete anos. Existem, contudo novos estudos e investimentos comerciais em outras espécies, como Seringueira (Hevea spp.), Acacia (Acacia mearnsii), Teca (Tectona grandis), Paricá (Schizolobuim parahyba), Araucária (Araucaria angustifólia) e Álamos (Populos sp.), dentre outras . Segundo IBÁ (2015), O Brasil é um país exuberante em recursos naturais renováveis e não-renováveis, o que lhe confere uma natural vocação florestal. Não é para menos. Com uma extensão de 8.5 milhões de Km 2, conta com um total de 7.736.171 de há de florestas plantadas, onde 71,85% são de florestas de eucaliptos, 20,54% de florestas de pinus e 7,61% de outras culturas e dentro dessas outras culturas, 172.448 há são de plantio de seringueira que também é de interesse nesse trabalho. Estima-se o patrimônio florestal mundial em, aproximadamente, 3,3 bilhões de m 3 de madeira, sendo que 50% estão concentrados na Europa e América do Sul.

Vale salientar que, aproximadamente 50% das matas originais de cobertura da superfície terrestre já foram destruídas e, ou consumidas, devido a derrubada de florestas por meio de queimadas para pastagens ou plantios na atividade agropecuária ou por meio da ação de madeireiras e da mineração. A demanda mundial de madeira é para atender a geração de energia, como lenha e carvão vegetal; a produção de produtos sólidos, como madeira serrada e aglomerados

17


nas indústrias de construção civil, rural, moveleira e outros; ainda, a produção de celulose, na fabricação de papel.

A substituição de madeiras nobres por eucaliptos plantados começa a crescer. Atualmente, dos plantios florestais, a maior parte cabe aos eucaliptos, uma das alternativas racionais de preservação da natureza, que busca conservar as florestas nativas do planeta. Sua importância destaca-se frente à imperiosa necessidade nacional e mundial de abastecimento de matéria-prima do setor industrial de base florestal. Dados do IBAMA indicam que a exploração de mata nativa, a exemplo da floresta amazônica, pode produzir, aproximadamente, 40m3/ha de madeira aproveitável; enquanto o plantio de eucalipto, em solo e clima adequados, pode produzir cerca de 400m3/ha com corte aos 20 anos de idade.

Pela sua versatilidade o eucalipto apresenta inúmeras aplicações industriais, de conformidade com as principais espécies do gênero:

 Celulose: principal fonte de matéria-prima na fabricação de papéis, em geral, de escritório, de uso sanitário, e, especiais como os usados na revelação de fotos.  Produtos Sólidos: Madeira - principal insumo da indústria moveleira, apresenta-se nas formas serrada e aglomerada, na fabricação de móveis e design de interiores; na indústria de construção civil, rural e demais setores, como pisos, postes, tábuas, sarrafos, lambris, ripas, vigas, dormente, moirões.  Óleos essenciais: na produção de remédios, perfumes, alimentos e produtos de higiene e limpeza.  Energia: para abastecimento de processos produtivos que utilizam a lenha ou o carvão vegetal na geração de energia.

O Brasil tem aproximadamente 5.558.653 hectares de Eucalipto plantado (IBA, 2015). Por volta de 1825, o eucalipto chegou ao Brasil, como planta ornamental,

18


originário da Austrália e da Indonésia. São, aproximadamente, 700 espécies diferentes, que podem evoluir em ambientes, os mais adversos, apresentando grande resistência e capacidade de recuperação. O Brasil descobriu as vantagens da utilização do eucalipto, a partir do desenvolvimento tecnológico, inicialmente realizado por algumas empresas privadas, e ainda, com o apoio institucional do Estado. Nas décadas de 40 a 60, com a implantação do pacto de "modernização" agrícola, ou seja, a "revolução verde", ocorreu a disseminação da cultura comercial do eucalipto. Para aumentar a produtividade e gerar ganhos de escala, intensificou-se o uso de fertilizantes químicos, da mecanização e da pesquisa genética. O objetivo seria integrar a agricultura ao desenvolvimento das indústrias. Um novo impulso foi dado nas décadas de 60 e 70, em se tratando de pesquisas em biotecnologia e planejamento da produção silvicultural, para que espécies mais resistentes e produtivas pudessem ser criadas, além de maior capacidade de manejo. Associado a esses progressos, ocorreu o estímulo do Governo para a atividade florestal privada, mediante incentivos fiscais, o que proporcionou na década de 70, um aumento vertiginoso no plantio de formações homogêneas de eucaliptos.

Não obstante haver vantagem de custos e de produtividade no plantio e exploração florestal, outros fatores "perturbavam" as indústrias de base, como o capital e a tecnologia, uma vez que os custos no Brasil ainda continuavam sendo maiores em relação a outros países (Finlândia, Suécia ou Canadá) e a tecnologia em equipamentos e máquinas instaladas no Brasil serem controladas pelo capital estrangeiro. Foram esses os argumentos para que essas indústrias mostrassem a sua importância no contexto da economia e obtivessem recursos públicos federais e estaduais de fomento. Davam a entender que estavam economicamente "fracas", dados os fatores capital e tecnologia.

Cabe salientar que ainda existe uma grande polêmica em torno do eucalipto. A ele se atribuem a destruição de matas nativas, e outros efeitos maléficos sobre a natureza e a sociedade, como o empobrecimento do solo, o esgotamento de recursos hídricos e o êxodo rural, dentre outros. Todavia, há de se exaltar os seus efeitos positivos, mesmo como preservador dos remanescentes da mata nativa,

19


bem como demais efeitos de caráter social, econômico e mesmo ambiental. À primeira vista parece bastante paradoxal.

Do exposto, foram relatadas as principais justificativas que impeliram e impulsionaram a realização do presente trabalho, que tem como objetivo o estudo do tema Eucalipto, sob várias visões, desde a social, perpassando pela ambiental e econômica. Apresenta também como objetivo compreender a dinâmica das interações

entre

essas

visões,

destacando

relacionamento.

É o que será desenvolvido nos próximos capítulos.

20

os

efeitos

desse

complexo


2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. O Eucalipto e o Ambiente

O nome eucalipto deriva do grego: eu=bem e kalipto=cobrir, referindo-se a estrutura globular de seu fruto, caracterizando o opérculo que protege bem as sementes.

O eucalipto pertence à família das Mirtáceas, a mesma da goiabeira, jabuticabeira e da pitangueira. É nativo da Austrália, onde cobre 90% da área do país, formando densos maciços florestais nativos. O serviço florestal da Austrália já identificou mais de 670 espécies e apenas duas delas, Eucalyptus urophylla e Eucalyptus deglupta têm ocorrência natural fora do território australiano. Além do elevado número de espécies existe um número muito grande de variedades e híbrido. Pouco a pouco o eucalipto foi sendo adotado como espécie alternativa para o suprimento da madeira, principalmente como combustível nas formas de lenha e carvão, em função do escasseamento das matas nativas.

Segundo levantamentos da FAO, mais de noventa países já possuem programas de reflorestamento com eucalipto; cinquenta e oito deles o fazem em grande escala, tendo a sua madeira como matéria-prima básica para a maioria de suas necessidades. Atualmente existem quase 14 milhões de hectares de eucaliptos plantados em todo mundo. As espécies de eucaliptos mais plantadas no mundo são: Eucalyptus grandis; Eucalyptus urophylla; Eucalyptus camaldulensis; Eucalyptus

tereticornis;

Eucalyptus

globulus;

Eucalyptus

viminalis;

Eucalyptus deglupta e Eucalyptus citriodora.

No Brasil, até 1966 as estimativas dão conta de uma área total plantada de, aproximadamente 400 mil hectares. Em função da grande demanda de madeira para futuros projetos industriais, o governo brasileiro instituiu a partir dessa data

21


um programa de incentivos fiscais para aumentar a área plantada. Em poucos anos a área com plantações de eucalipto foi de 400 mil para 3 milhões de hectares. Criaram-se nessa época, os cursos de engenharia florestal e várias instituições de pesquisa florestal que deram suporte ao desenvolvimento da cultura (SILVA, 2001 b).

Em decorrência das pesquisas, o eucalipto pode atingir em apenas 7 anos, cerca de 35 metros de altura, podendo ser colhido para a produção de celulose. A tecnologia florestal e o clima do Brasil têm corroborado para o desempenho do eucalipto, aliados aos tratos silviculturais modernos e ao melhoramento genético da espécie. No Brasil, o eucalipto apresenta maior produtividade, dez vezes maior, do que em outras regiões de clima frio, e, consequentemente apresenta maior redução dos custos de implantação (ARACRUZ, 2003).

No passado recente, as empresas florestais exploravam suas florestas, preocupando-se somente com a produtividade e a qualidade da mesma, deixando de lado a questão ambiental. Isto por falta de conhecimentos, recursos, ou mesmo por falta de vontade própria.

Impacto Ambiental é sempre uma consequência, ou melhor, uma alteração que ocorre no meio ambiente por uma causa de origem humana. No Brasil, se adota a definição oficial, explicitada pelo artigo 1, da Resolução N 1 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 23 de janeiro de 1986, a qual instituiu a Avaliação de Impactos Ambientais no Brasil.

Segundo esse dispositivo legal, impacto ambiental é: Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - e a qualidade dos recursos ambientais.

22


O eucalipto é plantado, atualmente, em quase todo o mundo, por ser uma planta que possui espécies diversificadas em condições de clima e solo. O eucalipto é considerado uma cultura recuperadora de solo. Por ter raízes profundas, ele busca, nas camadas inferiores do solo, nutrientes minerais que já estão fora do alcance de raízes superficiais. Por esse motivo, o eucalipto pode controlar a erosão do solo e também ocupar áreas que são impróprias para a agricultura. Além disso, serve de matéria-prima para diversas finalidades como marcenaria, apicultura, papel e celulose etc.

2.2. Avaliação qualitativa dos Impactos Ambientais na Produção de Óleo Essencial de Eucalipto

Há de se salientar que o tema é bastante polêmico e conflituoso. A compatibilização dos fatores econômicos, sociais, ambientais, ecológicos, empresariais e governamentais demanda discernimento, equilíbrio, vontade de realizar e visão sistêmica, enxergando o todo e as partes, o hoje e o amanhã. Demanda mais uma atitude consciente e honesta dos profissionais das diversas áreas. Ver-se-á, então, que nada é impossível. Algumas certezas, então, podem ser pontuadas a respeito do setor florestal e do eucalipto, conforme LEITE (1995) e observações dos autores deste trabalho:

1. Em suas diversas modalidades, a madeira se torna imprescindível na vida do homem. O reflorestamento é a principal forma de atender às demandas nacional e mundial de madeira industrial.

2. O reflorestamento reduz a pressão sobre a madeira de florestas nativas, protegendo as florestas naturais. 3. A escala atual de plantio florestal está aquém da demanda futura dos segmentos consumidores.

Há de se adotar um novo programa de

reflorestamento.

23


4. A atividade de reflorestamento gera impactos sociais e ambientais, positivos e negativos. Existem experiências de sucesso, em que a adoção de uma postura profissional viabilizou o equilíbrio entre as variáveis impactantes. 5. Espaços inaproveitáveis podem ser ocupados com reflorestamentos sem competir com a produção de alimentos. Haverá, então, a minimização dos impactos negativos e a maximização dos impactos positivos, de ordem social e ambiental. 6. Um programa de reflorestamento deve ter como base:

. objetivos múltiplos; . a participação, o envolvimento e o comprometimento de pequenos e médios produtores rurais; . não aproveitar, exclusivamente, as espécies exóticas e, sob nenhuma hipótese, substituir florestas naturais produtivas, com as de proteção.

7. Os mercados nacional e internacional de produtos florestais são, cada vez mais exigentes, demandando por madeira com qualidades tecnológicas, a custos competitivos, e ecologicamente correta.

8. É necessário manter o equilíbrio entre as variáveis tecnológica, econômica, social e ambiental. 9. Toda sociedade deve se beneficiar do reflorestamento, principalmente as gerações futuras, sem comprometer o seu bem-estar. 10. O eucalipto é a árvore do reflorestamento. Um programa de reflorestamento de eucalipto, se bem planejado, com um mínimo de impacto ambiental e um grande respeito à Natureza, ainda, integrado à comunidade, dará início a uma nova era: a Era do Reflorestamento Sustentável. Há de se ter, então, a sustentabilidade não só ambiental, mas também a sustentabilidade social e economicamente correta, estribadas no forte desejo de viver, da ética e da solidariedade

humana.

24


2.3. Produção de óleos essenciais (Eucaliptus sp.) ATIVIDADES IMPACTANTES

FASE DE IMPLANTAÇÃO

Aquisição de terras

Compra de áreas para compor o empreendimento florestal, mudança da titularidade da terra em favor da empresa florestal.

Aquisição de fatores de produção

Compra de fatores de produção; desde alimentos até equipamentos e maquinarias utilizadas principalmente durante a implantação, a fim de satisfazer as necessidades da empresa florestal.

Contratação de mão de obra

Contratação de mão de obra no inicio da etapa de implantação, representando a força de trabalho para executar todas as tarefas relativas ao empreendimento florestal.

Construção da rede rodoviária

Abertura de uma rede primaria, para viabilizar todas as operacionais relacionadas com a fase de implantação, com base no planejamento técnico do projeto. Implica o uso de maquinaria não só para a abertura propriamente dita do leito das estradas, como também para nivelação, compactação, cascalhamento, etc, a fim que a construção da rede rodoviária seja construída.

25


Instalação de estruturas de apoio

Instalação de estruturas mínimas necessárias para o desenvolvimento das atividades inerentes ao empreendimento florestal, tais como: alojamento para trabalhadores, depósitos de insumos, pátios, viveiros, etc.

Aceiramento e talhonamento da área

O aceiramento é feito com o objetivo de proteger o investimento, pois é chave no controle de incêndios florestais. Os aceiros devem ter no mínimo 6m de largura em todo o perímetro da área, facilitando a prevenção e combate a incêndios. O talhonamento é necessário para definir a forma e as dimensiones dos talhões ocupados com os plantios.

Desmatamento Mecanizado

Quando necessária, fundamenta-se no uso de um correntão, cujas extremidades são acopladas à barra de tração oscilante de dois ou três tratores de esteira. São feitas duas passagens do correntão na área a ser desmatada, com alta eficiência sobre o arranquio total da vegetação.

Enleiramento, Queima e Requeima

Após o desmatamento, procede-se à remoção do material que pode ser aproveitado e ao enleiramento e queima do restante da vegetação. Por via de regra como nem todo o material e carbonizado, há necessidade de amontoá-lo novamente, procedendo à queima.

26


Produção de mudas

Implica a produção e seleção dos melhores materiais genéticos, assim como a utilização de biocidas para o controle de pragas e doenças com o objetivo de produzir mudas sadias. As mudas são produzidas em recipientes reutilizáveis chamados tubetes com capacidade de 50 cm 3. A prática da fertilização nos viveiros de Eucaliptus sp é importante para que as mudas cresçam rápido, vigorosas, resistentes, rústicas e bem nutridas. Só assim, as mudas apresentarão as qualidades necessárias para suportarem as condições adversas do campo após o plantio (BARROS, 1990).

Preparo do terreno

Revolvimento do solo ou sulcamento (cultivo mínimo), executados por grades e sulcadores tracionados por tratores de pneus, respectivamente. Em áreas tipograficamente não aptas para mecanização realiza-se coveamento manual.

Combate químico às formigas

Realiza-se antes ou durante a própria fase de preparo do terreno, já que esses organismos fazem parte dos fatores limitantes da produção florestal. Atualmente de maior utilização o Mirex-S (sulfluramid), de baixa toxicidade, apresentando menor dosagem para um mesmo nível de controle quando comparado com os produtos clorados (SILVA, 2001).

Plantio Plantio das mudas no campo com espaçamento de 3m x 2m, perfazendo 6m2 de área por árvore, com 1.666 plantas por hectare (BRASIL. IPEF, 2003). Realizado em forma mecanizado ou semimecanizado. No segundo caso, o plantio se realiza com o auxilio de uma carreta sem as guardas laterais, onde se colocam as caixas

27


de mudas. Esta carreta é tracionada por um trator médio, com rodados de pneus, o qual segue o alinhamento no terreno, e os operários ao lado da carreta colocam as mudas na marca. Ou em forma manual, em áreas inclinadas, usando-se um aparelho comumente chamado chucho, para o plantio das mudas.

Práticas silviculturais

Realizadas em forma mecanizadas, semimecanizadas e manuais abrangem no estádio primário do crescimento das mudas, as atividades de limpa, irrigação e fertilização. A intensidade da limpa dependerá do gradiente de umidade no solo e do crescimento das ervas daninhas, irrigação se o plantio fora feito fora da época de chuva e a fertilização de arranque em função do plano de fertilização (GOLÇALVEZ De M. J. L.; STAPE J.L., 2002).

FASE DE MANUTENÇÃO

Controle do Sub-Bosque

Abrangem, em áreas planas, o controle mecanizado, com o concurso de grades leves e enxadas rotativas acopladas ao trator de pneus. Em áreas inclinadas, o controle manual, bateção, roçada ou capina nas linhas e entrelinhas dos plantios. Em áreas onde as plantas competidoras atingem grandes áreas, o controle químico, em forma mecanizada utilizando tanque pulverizador (com mistura de água e herbicida), tracionado por trator de pneus, ou em forma manual com bombas de mochila, este último quando necessário (SILVA, 2001).

Manutenção e melhoria da rede rodoviária e de Aceiros

Retificação de taludes, recolocação de cascalho, quando necessário a alteração do traçado original e a abertura de novos trechos. Tudo com o objetivo de proteger e preservar o capital investido na fase de implantação nesse patrimônio.

28


Desbaste

Sistemático ou seletivo implica derribo e retiro das árvores de portes atípicos, não produtivas e/ou doentes, assim como aquelas que interferem na realização das atividades mecânicas de manutenção do empreendimento florestal.

Aceiramento para Controle de Incêndios

Na ocorrência de incêndios florestais, faz-se necessária a abertura de aceiros, em tempo recorde, para aplicar o método do contra-fogo. Dependendo da gravidade da situação e da velocidade assumida pelo incêndio, os aceiros são feitos com tratores de lâmina, auxiliados pelo trabalho manual com enxadas e foices.

Praticas silviculturais de manutenção

Abrange o controle de pragas e doenças, a fertilização de cobertura e manutenção, irrigação (quando necessário), capinas mecânicas e

manuais,

coroamento e trilhamento (GOLÇALVEZ De M. J. L.; BENEDETTI V., 2000).

FASE DE EXPLORAÇÃO E TRANSPORTE

Instalação de acampamento e estaleiros

Instalação

temporária

de

acampamentos

e

estaleiros

no

campo.

Os

acampamentos abrigam a infraestrutura mínima indispensável aos serviços de abastecimento de combustível e manutenção de equipamentos. As bodegas permitem o armazenamento dos sacos com folhas.

29


Desrama

Sistemático ou seletivo, permite a obtenção de ramas de onde são coletadas as folhas que constituem a matéria prima para o processo de obtenção de óleo.

Coleta das folhas

As folhas são coletadas em forma semi-mecanizada e colocadas dentro de sacos.

Transporte até depósitos provisórios

Os sacos com as folhas são conduzidos para os depósitos provisórios enquanto aguarda volume suficiente para ser transportada para industria.

Transporte para a fonte de Industrialização.

Transporte rodoviário para as fontes de consumo.

CHECK LIST IMPACTOS AMBIENTAIS E RESPECTIVAS MEDIDAS MITIGADORAS

Aquisição de terras

Estrutura Fundiária

A desestruturação fundiária, que ocorre quando a empresa florestal adquire grandes áreas, para a implantação de seus plantios, representa uma forma de concentração de terras sendo, portanto, maléfica. no que tange a este fator ambiental.

30


O impacto sobre o fator ambiental estrutura fundiária apresentou as seguintes características qualitativas:

-

negativo (por se tratar de uma atividade concentradora de terras);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (surge uma única propriedade, grande, da junção de pequenas e médias propriedades);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a aquisição das terras ocorre em caráter definitivo);

-

irreversível (uma vez que a aquisição das terras ocorre em caráter definitivo).

Desestruturação fundiária da região, com possibilidade de êxodo rural.

Medidas mitigadoras: Contratar, quando possível, a contratação de pessoas residentes na área adquirida. Apoiar programas de fomento com os fazendeiros florestais, diminuindo, assim, a área necessária para as atividades florestais. Procurar trabalhar com as áreas devolutas da União a partir da criação de incentivos fiscais e implantação de infraestrutura básica.

Fixação do Homem a Terra

A desestruturação fundiária pode se prestar para a promoção do êxodo rural já que antigos titulares da terra acabam por se migrar, caso não tenham outra atividade rural (Barbosa, 1992 citado por SILVA, 1994).

Portanto, o impacto se mostrou:

-

negativo (atua no processo de êxodo rural);

-

indireto (a aquisição de terras desencadeia a desestruturação fundiária, levando ao êxodo rural);

31


-

regional (são várias pequenas e médias propriedades adquiridas na região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (apenas uma parte dos antigos proprietários permanece como empregado da empresa ou, na mesma região, em outra propriedade rural);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A desestruturação fundiária causa a promoção do êxodo rural já que antigos titulares da terra acabam por se migrar.

Medidas mitigadoras: contratação desses ex-proprietários para trabalharem na empresa florestal.

Desenvolvimento Regional

Por ter a capacidade de promover a desestruturação fundiária e o êxodo rural, fazendo com que ocorra o desaparecimento de costumes e economias regionais, a atividade de aquisição de terras pode interferir negativamente sobre o desenvolvimento da região como um todo, principalmente em relação ao seu desenvolvimento sócio-cultural (SILVA, 1994).

Portanto, o impacto se mostrou:

-

negativo (atua negativamente sobre o desenvolvimento da região);

-

indireto (representa uma sequência de impactos);

-

regional (a área adquirida compõe uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez ocorrida a desestruturação fundiária e o êxodo rural, com o consequente desaparecimento de economias regionais, os efeitos sobre o desenvolvimento regional sempre se manifestarão);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

32


A atividade de aquisição de terras tem a capacidade de promover a desestruturação fundiária e o êxodo rural, fazendo com que ocorra o desaparecimento de costumes e economias regionais.

Medidas mitigadoras: desenvolver projetos sociais e culturais visando a preservação dos costumes; e o desenvolvimento de outras atividades econômicas visando a geração de empregos e, consequentemente o desenvolvimento da economia regional.

Aquisição de Fatores de Produção

Esta atividade guarda relação de impacto apenas com o desenvolvimento regional. A positividade dessa relação é evidenciada quando a aquisição se dá na própria região do empreendimento, uma vez que ocorrerá uma dinamização dos setores de comércio e de serviços.

O impacto apresentou as seguintes características qualitativas:

-

positivo (dinamiza o setor de comércio e serviços da região);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a região como um todo se beneficia);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

cíclico (a aquisição dos fatores de produção se dá em determinados períodos, e não de uma única vez, fazendo com que a dinamização do setor de comércio e serviços ocorra ciclicamente);

-

reversível (após a dinamização advinda da aquisição dos fatores de produção, os setores beneficiados retornam à sua condição original, até que ocorra nova aquisição desses fatores).

Quando a aquisição dos fatores de produção ocorre na região do empreendimento há uma dinamização dos setores de comércio e de serviços.

33


Medidas potencializadoras: manutenção da compra desses fatores de produção em comércios da região, quando possível, o que consolidará o setor comercial.

Contratação de Mão-de-Obra

A contratação de mão-de-obra pode ser feita diretamente ou por meio de terceirização. Causa impactos positivos nos três fatores do meio antrópico: fixação do homem a terra, empregos e desenvolvimento regional (SILVA, 1994).

Fixação do Homem a Terra

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de fixar o homem a terra, independentemente de atingir os antigos proprietários das terras ou elementos deslocados de outras regiões, sejam elas rurais ou urbanas (SILVA, 1994).

O impacto se mostrou:

-

positivo (por se tratar de uma alternativa de ocupação da mão-de-obra na área rural);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (há a contratação de pessoal da região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (mesmo ocorrendo a substituição ou a redução de pessoal ao longo do tempo, haverá sempre um contingente de pessoas trabalhando nas plantações e, portanto, fixado a terra);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de fixar o homem a terra.

34


Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos.

Empregos

O impacto causado pela contratação de mão-de-obra sobre o fator ambiental empregos apresentou as seguintes características qualitativas:

-

positivo (maior ocupação da mão-de-obra na região do empreendimento);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a contratação de mão-de-obra é feita atingindo toda a região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (mesmo com uma possível redução do nível de empregos, ao longo do tempo, sempre haverá um contingente de pessoas empregadas);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de gerar empregos na região.

Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos. Contratar, quando possível, mão-de-obra juvenil, de deficientes físicos e feminina, que são pouco utilizadas em outros empreendimentos florestais.

Desenvolvimento Regional

A contratação de mão-de-obra na área rural estimula o desenvolvimento regional uma vez que representa uma desconcentração de riquezas, da cidade para o campo.

35


O impacto associado a esse fator ambiental apresentou as seguintes características qualitativas:

-

positivo (gera recursos, principalmente para o setor rural da região);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a contratação de pessoal e seus efeitos ocorrem a nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (mesmo se ocorrer uma possível redução do nível de empregos, sempre haverá um contingente de pessoas empregadas, recebendo remuneração e promovendo o desenvolvimento regional);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de promover o desenvolvimento da região uma vez que gera empregos e, consequentemente, movimenta a economia regional. Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos e consequentemente, movimentando a economia regional.

Construção de Rede Rodoviária

Os impactos ambientais da construção da rede rodoviária são citados a seguir:

Ar (gases e partículas sólidas)

A qualidade do ar é afetada pela construção da rede rodoviária florestal, uma vez que as diversas maquinarias empregadas causam a emissão de

gases

resultantes da combustão, para a atmosfera. A qualidade do ar também fica comprometida, temporariamente, devido à emissão de poeira para a atmosfera,

36


que ocorre devido ao manuseio de terra e devido, também, ao tráfego de veículos diversos.

O impacto associado aos gases e partículas sólidas apresentou as seguintes características qualitativas:

-

negativo (uma vez que ocorre um aumento na concentração dos gases e das partículas sólidas na atmosfera);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito) ;

-

regional (pelo fato de a rede rodoviária cobrir urna região, os efeitos sobre o ar são regionais);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (decorrido certo tempo da ação, há a dispersão dos gases e a deposição das partículas sólidas, desaparecendo por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

A abertura da rede rodoviária florestal expõe o solo da faixa terraplenada

à

erosão,

o

promovendo

o

aumento

da

37

turbidez

e,

consequentemente,


assoreamento dos canais de drenagem. O impacto da abertura da rede rodoviária sobre o recurso hídrico apresentou as seguintes características:

-

negativo (deprecia a qualidade das águas pelo aumento da turbidez, propiciando o progressivo assoreamento dos canais, tornando-os mais susceptíveis as enchentes);

-

indireto (primeiro se manifesta no recurso edáfico, erosão do solo, e depois se manifesta sobre o recurso hídrico);

-

regional (uma vez que a rede rodoviária abrange toda uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em virtude da exposição permanente do solo desses locais);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente. Recurso Hídrico (interrupção do fluxo d’água)

A construção da rede rodoviária florestal causa impacto devido às interrupções do fluxo d’água, seja pela negligência ou pela falta de um planejamento adequado de sua locação em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem; o que fará com que ocorra um represamento das águas, com uma série de consequências sobre a vida aquática.

38


O impacto se mostrou:

-

negativo (não permite o fluxo continuo de água);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (se dá em pontos específicos dos canais de drenagem);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a interrupção do fluxo é definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção da rede rodoviária florestal causa impacto devido às interrupções do fluxo d’água.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação da rede rodoviária e dos aceiros em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção.

Recurso Hídrico (vazão)

A construção da rede rodoviária florestal causa a compactação do solo da faixa terraplenada e, assim, o favorecimento de processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno. Assim, essa atividade contribui para a desregularização da vazão dos mananciais hídricos, ou seja, para a maior amplitude entre as vazões mínimas e máximas registradas nos cursos d’água da região.

O impacto nesse caso apresentou as seguintes características qualitativas:

-

negativo (a desregularização da vazão está associada à ocorrência de enchentes - vazões máximas - e da diminuição drástica do nível d’água no período de estiagem - vazões mínimas);

-

indireto (representa uma cadeia de impactos originada na compactação do

39


solo do leito da rede rodoviária); -

regional (pelo fato de a rede rodoviária abranger uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (após a compactação do leito da rede rodoviária, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção da rede rodoviária florestal e dos aceiros causa a compactação do solo da faixa terraplenada favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação da rede rodoviária e dos aceiros em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

A exposição e a compactação do solo promovida pela construção da rede rodoviária florestal expõe e compacta o solo, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

O impacto ambiental associado com esses dois fatores ambientais foi:

-

negativo (uma vez que a compactação e a erosão estão associadas à ocorrência de fenômenos erosivos no leito da rede rodoviária);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a compactação e a possibilidade de ocorrência de fenômenos erosivos se dão ao longo de todo o leito da rede rodoviária florestal, atingindo, portanto, uma região);

40


-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez aberta a rede rodoviária, os efeitos se mostram persistentes);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

A construção da rede rodoviária florestal causa a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez e proceder ao desmate segundo o recomendado pela Legislação Florestal.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

A construção da rede rodoviária florestal leva à erradicação da vegetação existente ao longo do seu leito, bem como no decapeamento do solo superficial, o qual abriga a maior parte do banco de propágulos vegetais.

Identificou-se um impacto com as seguintes características:

-

negativo (uma vez que ocorre redução espacial e a fragmentação da vegetação, com o consequente estreitamento da sua base genética, além da retirada de grande parte do banco de propágulos vegetais do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a erradicação da vegetação e a remoção do banco de propágulos vegetais se dão ao longo de todo o leito da rede rodoviária, compondo, assim, uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a redução espacial da vegetação e a remoção do referido banco de propágulos ocorrem de forma definitiva);

41


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção da rede rodoviária florestal leva à erradicação da vegetação existente ao longo do seu leito, bem como no decapeamento do solo superficial, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

A erradicação da cobertura vegetal ao longo da rede rodoviária afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre. Além disso, a utilização de diversas maquinarias e a presença do homem nos trabalhos de implantação da rede rodoviária afugenta a fauna terrestre.

O impacto da abertura de estradas e acessos sobre a fauna terrestre apresentou as seguintes características:

-

negativo (diminui espacialmente o hábitat silvestre);

-

indireto (o impacto se dá primeiramente na flora terrestre e, depois, impacta a fauna terrestre);

-

regional (a rede rodoviária abrange uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a redução do hábitat silvestre se dá de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

42


A erradicação da cobertura vegetal ao longo da rede rodoviária afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

Ao propiciar a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, a atividade de implantação da rede rodoviária causa impactos na comunidade aquática, uma vez que propicia a ocorrência de fenômenos erosivos que levam a um aumento da turbidez com consequente assoreamento dos cursos d’água.

Foi identificado o seguinte impacto da abertura de rede rodoviária sobre a comunidade vegetal e animal aquática:

-

negativo (pois altera a produtividade global do ecossistema aquático);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo, fenômenos erosivos, e, depois, afeta a qualidade do recurso hídrico e da comunidade aquática);

-

regional (a rede rodoviária cobre toda uma região assim, ocorrem efeitos sobre a comunidade aquática regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez afetada a produtividade global do ecossistema, os efeitos não param de se manifestar, pois os mesmos fazem parte de uma reação em cadeia);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

43


Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Desenvolvimento Regional

A implantação da rede rodoviária florestal contribui para o desenvolvimento regional, dinamizando o escoamento da produção e facilitando o deslocamento.

O impacto dessa atividade sobre o desenvolvimento regional apresentou as seguintes características:

-

positivo (dinamiza a capacidade de escoamento da produção regional e o deslocamento de pessoas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a região como um todo se beneficia);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (após a sua abertura, a rede rodoviária será utilizada de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A implantação da rede rodoviária florestal contribui para o desenvolvimento regional.

44


Medidas potencializadoras: manter as estradas em boas condições de trafegabilidade. Procurar integrar essas rodovias à rede viária rural, quando existente.

Paisagismo

As estradas e os acessos representam uma artificialização da paisagem, o que pode ser agravado por focos de erosão no seu leito e desestabilização dos taludes marginais.

O impacto sobre esse fator ambiental apresentou as seguintes características:

-

negativo (atua na artificialização da paisagem);

-

direto (representa urna relação de causa e efeito);

-

regional (a rede rodoviária cobre toda uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez implantada a rede rodoviária os seus efeitos visuais não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

As estradas florestais representam uma artificialização da paisagem, o que pode ser agravado por focos de erosão no seu leito e desestabilização dos taludes marginais.

Medidas mitigadoras: Instalar estas estradas segundo critérios técnicos que minimizem os fenômenos erosivos. Revestir com vegetação os taludes de corte e de

aterro.

Procurar

implantar

essas

antropicamente.

45

estradas

em

áreas

alteradas


Instalação de Estruturas de Apoio A instalação de estruturas de apoio (pátios, viveiros, etc.) causa uma série de impactos sobre diferentes fatores do meio físico, biótico e antrópico, haja vista que utiliza diferentes tipos de maquinarias para a abertura de áreas específicas, onde serão alocadas essas estruturas. Foram as seguintes as relações de impacto dessa atividade com os fatores ambientais considerados:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (a utilização de diferentes maquinarias na atividade promove o aumento da concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (os efeitos ocorrem localmente, pois a instalação dessas estruturas é feita em locais específicos);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (após a realização da ação, há a dispersão dos gases e a deposição das partículas sólidas, desaparecendo por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A instalação de estruturas de apoio causa uma série de impactos sobre diferentes fatores do meio físico, biótico e antrópico devido, principalmente, à utilização de maquinarias pesadas.

Medidas mitigadoras: Instalar essas estruturas segundo um projeto técnico bem desenvolvido. Se possível, fazer sua instalação em áreas já modificadas antropicamente. Usar máquinas e equipamentos menos poluidores. Procurar utilizar combustíveis mais corretos ecologicamente.

46


Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a abertura das áreas para a instalação de estruturas de apoio expõe o solo às intempéries, ocorrendo, consequentemente fenômenos erosivos que contribuem para o aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água);

-

indireto (o impacto se dá primeiramente no solo, para depois ocorrer no recurso hídrico);

-

local (os efeitos se manifestam nos cursos d’água mais próximos desses locais abertos para a instalação das estruturas de apoio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em virtude da exposição permanente do solo desses locais);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação, devido à utilização da maquinaria pesada, fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: Desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação das estruturas de apoio bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a compactação do solo nesses específicos, produzida pelo emprego de maquinaria favorece o surgimento de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento da infiltração e percolação no perfil do terreno, contribuindo, desta forma, desregularização da vazão dos canais de drenagem);

47


-

indireto (pois o impacto ocorre primeiramente no solo);

-

local (os efeitos ocorrem fundamentalmente nos cursos d’água situados próximos desses locais compactados);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (após a compactação dessas áreas, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção das estruturas de apoio causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação dessas estruturas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a compactação favorece a ocorrência de processos de escorrimento superficial e sub superficial e a consequente lavagem do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a compactação e a erosão ocorrem especifica mente nos locais abertos para a instalação das estruturas de apoio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez aberta e compactada a área, os efeitos se mostram persistentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção das estruturas de apoio causa a erradicação da cobertura vegetal, o

48


que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez e proceder ao desmate segundo o recomendado pela Legislação Florestal.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

-

negativo (a abertura dessas áreas implica a erradicação da cobertura vegetal e a remoção do banco de propágulos no solo em decorrência do decapeamento do solo superficial);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (as ações sobre a vegetação e o banco de propágulos se dão especificamente nos locais onde serão instaladas essas estruturas);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (as ações sobre a vegetação e sobre o banco de propágulos vegetais se dão em caráter definitivo);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção das estruturas de apoio leva à erradicação da vegetação existente ao longo do seu leito, bem como no decapeamento do solo superficial, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: Desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

49


Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (a erradicação da cobertura vegetal das áreas abertas leva à redução do hábitat silvestre);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre na flora terrestre);

-

local (a redução do hábitat silvestre se dá apenas nas áreas abertas para a instalação de estruturas de apoio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a redução do hábitat silvestre se dá de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A erradicação da cobertura vegetal para a instalação das estruturas de apoio afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez e o progressivo assoreamento dos cursos d’água diminuem a produtividade global do ecossistema aquático, com implicações negativas sobre a sua comunidade biótica);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e, depois, atinge o recurso hídrico e os organismos aquáticos);

-

local (os efeitos sobre a comunidade aquática se manifestam de modo nítido apenas nos cursos d’água situados mais próximos desses locais

50


abertos); -

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a partir do momento em que ocorre uma redução da produtividade global do ecossistema aquático, os efeitos não param de se manifestar sobre a sua comunidade biótica);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar essas instalações a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Paisagismo

-

negativo (essas instalações causam impacto visual, pois representam uma artificialização da paisagem);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (o impacto restringe-se aos locais abertos para a instalação dessas estruturas de apoio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez aberta a área, o impacto visual se mostra persistente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Estas estruturas de apoio representam uma artificialização da paisagem.

51


Medidas mitigadoras: procurar implantar estas estruturas em locais já modificados antropicamente. Instalar estas estruturas segundo critérios técnicos que minimizem os impactos visuais.

Aceiramento e Talhonamento da Área

Os impactos ambientais destas duas atividades estão relacionados à utilização de maquinaria pesada, e apresentam o seguinte perfil qualitativo:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o emprego de maquinaria para a realização das duas atividades promove o aumento da concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pelo fato de o trabalho de aceiramento e talhonamento abranger toda a área do projeto florestal);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (decorrido certo tempo da ação, há a dispersão dos gases e a deposição das partículas sólidas, desaparecendo por completo os efeitos do impacto);

-

reversível (pelo fato de o impacto ser temporário).

O aceiramento e o talhonamento da área causa uma série de impactos devido, principalmente, à utilização de maquinarias pesadas.

Medidas mitigadoras: fazer o aceiramento e o talhonamento segundo um projeto técnico bem desenvolvido. Usar máquinas e equipamentos menos poluentes. Procurar utilizar combustíveis mais corretos ecologicamente.

52


Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a exposição e a compactação do solo promovida pela realização das duas atividades, em virtude da utilização de maquinaria pesada, propiciam o surgimento de fenômenos erosivos, com o consequente aumento de turbidez e assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto (é resultado de um impacto que se dá primeiramente no recurso edáfico, ou seja, na erosão do solo, para depois se manifestar sobre o recurso hídrico);

-

regional (pelo fato de os aceiros e talhões cobrirem uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em virtude da exposição permanente do solo nos aceiros e na divisão entre os talhões);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação, devido à utilização da maquinaria pesada, fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: Desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a exposição e a compactação do solo promovida pelas duas atividades atuam no processo de desregularização da vazão dos canais de drenagem, pois potencializam fenômenos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento da infiltração e percolação d’água no perfil do terreno);

53


-

indireto (primeiro o impacto se origina na exposição e compactação do solo e, depois, manifesta na vazão dos cursos hídricos);

-

regional (pelo fato de o trabalho de aceiramento e talhonamento abranger toda a área do projeto florestal);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (após a compactação do solo, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Estas duas atividades causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação dessas estruturas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (pois a exposição e a compactação do solo promovida pelas duas atividades favorecem a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pelo fato de o trabalho de aceiramento e talhonamento abranger toda a área do projeto florestal);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (após a compactação do solo, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A construção dessas duas estruturas causa a erradicação da cobertura vegetal, o

54


que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

-

negativo (com a realização destas atividades ocorre a redução espacial e a fragmentação da vegetação, com o consequente estreitamento da sua base genética, além da retirada de grande parte do banco de propágulos vegetais do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a erradicação da vegetação e a remoção do banco de propágulos vegetais se dão, necessariamente, ao longo dos aceiros e das divisões dos talhões, abrangendo, portanto, uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a redução espacial da vegetação e a remoção do referido banco de propágulos ocorrem de forma definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A execução dessas atividades leva à erradicação da vegetação próxima, bem como ao decapeamento do solo superficial, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: Desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes.

55


Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (a erradicação da vegetação nos aceiros e nas divisões dos talhões implica a diminuição do hábitat silvestre, afetando, por conseguinte, a fauna terrestre);

-

indireto (o impacto se dá primeiramente na flora terrestre, para depois impactar a fauna terrestre);

-

regional (pelo fato de o trabalho de aceiramento e talhonamento abranger uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (a redução do hábitat silvestre se dá de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A erradicação da cobertura vegetal feita durante a construção dos aceiros e dos talhões afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez das coleções d’água altera a produtividade global do ecossistema aquático devido à menor entrada de luz);

-

indireto (o impacto ocorre primeiramente no solo, por meio dos fenômenos erosivos, para depois afetar a qualidade do recurso hídrico e por fim a comunidade aquática);

-

regional (pelo fato de o trabalho de aceiramento e talhonamento abranger

56


uma região); -

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez afetada a produtividade global do ecossistema, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Estas atividades propiciam a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Paisagismo

-

negativo (o aceiramento e o talhonamento da área contribuem para a artificialização da paisagem);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (uma vez que o trabalho de aceiramento e talhonamento abrange toda uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez implantados os aceiros e os talhões, os seus efeitos visuais não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Essas atividades contribuem para que ocorra uma artificialização da paisagem.

57


Medidas mitigadoras: promover o plantio de espécies nativas entre os talhões minimizando, assim, os efeitos visuais; ou seja, resguardar a bordadura dos talhões próximos aos aglomerados humanos.

Desmatamento Mecanizado

Quando é necessária a implantação de povoamentos florestais em áreas recobertas com vegetação lenhosa, é preciso efetuar a remoção dessa cobertura vegetal por meio de maquinaria pesada. Assim, nota-se que essa atividade possui um alto potencial impactante, principalmente em relação ao recurso edáfico e à flora terrestre.

As relações de impacto dessa atividade com os fatores ambientais dos meios físico, biótico e antrópico foram:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o funcionamento dos tratores de esteira e o excessivo revolvimento do solo quando do arranquio da vegetação causam um aumento na concentração atmosférica de gases e de partículas sólidas resultantes de combustão);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (apesar de o traba1ho ser feito em glebas, ao final do mesmo toda uma região terá sido impactada);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (após a realização da ação, há a dispersão dos gases na atmosfera e a deposição das partículas sólidas no solo, desaparecendo por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O desmatamento mecanizado da área causa uma série de impactos devido,

58


principalmente, à utilização de maquinarias pesadas. Entre esses impactos se destaca o visual.

Medidas mitigadoras: fazer o desmatamento em glebas, associado a sistema de plantio em mosaicos. Evitar desmatar próximo às aglomerações humanas. Quando fizer os desmates procurar deixa-los de forma contígua. Procurar utilizar combustíveis e equipamentos e/ou maquinarias mais corretos ecologicamente.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (o revolvimento excessivo do solo, no arranquio da vegetação, e a exposição da área às intempéries favorecem a ocorrência de fenômenos erosivos e, consequentemente, o carreamento de partículas sólidas para o leito dos cursos d’água, aumentando a sua turbidez e o seu progressivo assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo);

-

regional (apesar do desmatamento se dar em glebas, ao final do trabalho toda uma região será desmatada, atingindo as coleções d’água em nível regional);

-

curto prazo (uma vez que este impacto ocorre na etapa de implantação);

-

permanente (o desmatamento é um processo drástico de exposição do solo, o que faz com que os seus efeitos sejam permanentes em termos de carreamento de partículas sólidas para os recursos hídricos, mesmo com a posterior ocupação do sítio pela espécie comercial);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação, devido à utilização da maquinaria pesada, fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

59


Medidas mitigadoras: Desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo

(a

compactação do solo ocasionada

desmatamento, associada

pela operação de

ao desnudamento da área, favorece o

escorrimento da água no perfil do terreno, em detrimento da infiltração e da percolação, que são as responsáveis pelo abastecimento do lençol freático e, consequentemente, pelo processo de regularização de vazões); -

indireto (representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (apesar de o desmatamento ser em glebas, ao final do trabalho toda a cobertura vegetal de uma região terá sido afetada e, em consequência, o seu regime hidrológico);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente

(a

retirada

da

vegetação

nativa

tem

consequências

permanentes sobre a vazão, uma vez que o regime hidrológico de bacias desmatadas e posteriormente reflorestadas mostra-se diferente de bacias recobertas com a vegetação original); -

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O desmatamento mecanizado causa, devido à utilização de equipamentos e maquinarias pesadas, a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado dessa atividade, principalmente, nos locais onde este desmatamento ocorre sobre pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

60


Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (os tratores utilizados promovem a compactação do solo, favorecendo o surgimento de processos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o desmatamento é feito em glebas mas, mesmo assim, ao final do trabalho verifica-se a compactação de toda região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois que a área é compactada e exposta, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os tratores promovem a compactação do solo favorecendo ao processo erosivo. Há a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos. Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (a exposição do solo às intempéries pela abertura da área pode trazer consequências negativas à microflora e microfauna do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (mesmo com o desmatamento sendo feito em glebas ao final do trabalho toda região será afetada);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez efetuado o desmatamento, os efeitos se mostram permanentes, pois, rompem-se as relações da microflora e microfauna com a vegetação original);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

61


Danos a microbiota do solo, uma vez que este ficará exposto às intempéries.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantio em mosaicos, de forma que o desmate da área ocorra apenas em glebas. Controlar o sub-bosque para que as entrelinhas dos plantios não fiquem totalmente expostas. Desenvolver exploração em mosaico o que impede que extensas áreas fiquem expostas ao mesmo tempo.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

-

negativo (o desmatamento diminui a base genética das espécies vegetais nativas, por implicar a redução espacial da formação vegetal impactada, além dessa operação causar desajustes no banco de propágulos vegetais do solo, pela exposição do mesmo ás intempéries);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (uma vez que o desmatamento atinge proporções regionais);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez que não haverá a regeneração da área desmatada, a qual será utilizada para implantar o empreendimento florestal);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O desmatamento diminui a base genética das espécies vegetais nativas, por implicar a redução espacial da formação vegetal impactada. Essa operação também causa desajustes no banco de propágulos vegetais do solo, pela exposição do mesmo ás intempéries.

A execução dessas atividades leva à erradicação da vegetação próxima, bem como ao decapeamento do solo superficial, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: Desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo

62


que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo que, no interior de cada talhão, tenha diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (o desmatamento implica a redução do hábitat silvestre);

-

indireto (primeiro o impacto afeta a flora terrestre e, em seguida, atinge a fauna terrestre);

-

regional (uma vez que a redução do hábitat silvestre se dar em âmbito regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez que a redução do hábitat silvestre se dá de forma definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A erradicação da cobertura vegetal, devido ao desmatamento, afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (a mudança do regime hidrológico da área e o carreamento de partículas sólidas para as coleções d’água, em virtude do desmatamento,

63


causam alterações nos ecossistemas aquáticos, notadamente em relação à sua produtividade global); -

indireto (o impacto surge primeiramente no solo e no recurso hídrico, para depois ocorrer na comunidade aquática);

-

regional (os efeitos se manifestam regionalmente, pois o desmatamento ocorre nesse âmbito);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez afetado o ecossistema aquático, os efeitos sobre a sua comunidade biótica se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, devido ao desnudamento da área, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Paisagismo

-

negativo (o desmatamento da área causa um impacto visual muito acentuado, principalmente quando executado de forma intensa e próxima a áreas habitadas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o desmatamento é feito em uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (mesmo com a introdução da espécie comercial nessas áreas, o impacto visual persiste, tendo em vista a homogeneização da paisagem, causada pela monocultura);

64


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O desmatamento causa um impacto visual muito acentuado, principalmente quando executado de forma intensa e próxima a áreas habitadas.

Medidas mitigadoras: efetuar o desmate em glebas, associado a sistema de plantio em mosaico. Evitar desmate próximo às regiões habitadas pelo homem. Procurar deixar os remanescentes vegetais contíguos.

Enleiramento, Queima e Requeima

Foram as seguintes as relações de impacto desta atividade com os fatores ambientais:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (esta atividade contribui para o aumento da concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, uma vez que a queima do material lenhoso e a emissão de gases resultantes de combustão por parte do trator);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (mesmo sendo a queima e a requeima efetuadas nas glebas desmatadas, os efeitos sobre a atmosfera atingem âmbito regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos da ação desaparecem depois de certo tempo, pela dispersão dos gases e deposição das partículas sólidas);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O enleiramento, a queima e a requeima da área causam uma série de impactos devidos, principalmente, devido aos danos causados pelo fogo e pela combustão dos tratores.

65


Medidas mitigadoras: procurar trabalhar com equipamentos e maquinarias que utilizem combustíveis menos poluentes. Procurar substituir a queima e a requeima por outros processos ou faze-las, quando imprescindíveis, conforme recomenda a Legislação Ambiental.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a queima e a requeima do material lenhoso podem produzir uma grande quantidade de cinzas, que ficam sobre o solo e são carreadas para os cursos d’água pela água de chuva ou pelo vento, aumentando, desta forma, a turbidez e o progressivo assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto (representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os efeitos sobre os recursos hídricos se fazem sentir em âmbito regional, pois a queima do material lenhoso ocorre nesse nível);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos persistem até o carreamento total das cinzas, com o completo desaparecimento do impacto);

-

reversível (pelo fato de o impacto ser temporário).

A queima e a requeima fazem com que ocorra a deposição de cinzas sobre o solo e, devido às chuvas, são carreadas para os cursos de água.

Medidas mitigadoras: fazer uma retirada do maior do material lenhoso que fica na região após o desmatamento, evitando, assim, a utilização do fogo na área. Retirar a serrapilheira de forma mecânica, em vez de utilizar o fogo para controlala.

Recurso Hídrico (qualidade química da água)

-

negativo (o contato da água de chuva com as cinzas produzidas pelo

66


processo de queima e requeima dos restos da vegetação pode alterar significativamente a qualidade

química da água

superficial e da

subterrânea): -

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda uma região sofre os efeitos da combustão do material lenhoso);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos cessam quando há a lavagem de toda a cinza produzida pelo processo de queima);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A queima e a requeima fazem com que ocorra a deposição de cinzas sobre o solo e, devido às chuvas, estas são carreadas para os cursos de água e alteram significativamente a qualidade química da água.

Medidas mitigadoras: fazer uma retirada do maior do material lenhoso que fica na região após o desmatamento, evitando, assim, a utilização do fogo na área. Retirar a serrapilheira de forma mecânica, em vez de utilizar o fogo para controlala.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (contribui para a desregularização das vazões, tendo em vista a maior exposição da área e os efeitos na compactação do solo provocada pelo trânsito do trator);

-

indireto (pois o impacto se dá primeiramente no solo);

-

regional (pois a compactação do solo pelo trator enleirador ocorre em âmbito regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

67


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O enleiramento, a queima e a requeima expõe a área a compactação favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno. Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado dessas atividades, principalmente, nos locais onde estas ocorrem sobre pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões..

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a queima da serrapilheira expõe a área que, juntamente com a compactação do solo pelo trator enleirador acabam por promover a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a carbonização da serrapilheira e o trânsito do trator enleirador abrangem toda a área da região a ser plantada);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez compactada a área os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os tratores, utilizados no enleiramento, promovem a compactação do solo favorecendo ao processo erosivo uma vez que há a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos. Além disso ocorre a exposição do solo devido ao uso do fogo.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

68


Desenvolver equipamentos e maquinarias que compactem menos o solo; treinar os operários de modo que estes compactem menos o solo no desenvolvimento de suas atividades. Substituir, quando possível, o uso do fogo por outras técnicas menos drásticas.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (a queima e a requeima do material lenhoso produzem altas temperaturas no solo superficial tornando-se letais para alguns desses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pois a queima ocorre a nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo, uma vez que este ficará exposto a altas temperaturas.

Medidas mitigadoras: restringir o uso do fogo na área. Procurar retirar a serrapilheira mecanicamente.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o banco de propágulos vegetais presentes no solo é severamente afetado pela queima do material lenhoso);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pois a queima se dá em uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (o impacto é tão drástico, que os efeitos se mostram permanentes);

69


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A queima e a requeima levam à erradicação da vegetação existente, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais. Medidas mitigadoras: substituir o uso do fogo por outra técnica; caso seja necessário utilizar-se dele, faze-lo seguindo as recomendações da Legislação Ambiental.

Flora Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (a utilização do fogo provoca o afugentamento da fauna terrestre e a morte de alguns animais que têm um menor poder de locomoção);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (os efeitos do fogo ocorrem regionalmente);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (uma vez que pode haver o retorno dos animais depois de decorrido algum tempo da ação impactante);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A utilização do fogo provoca o afugentamento da fauna terrestre e a morte de alguns animais que têm um menor poder de locomoção.

Medidas mitigadoras: restringir o uso do fogo na área, retirar a serrapilheira mecanicamente e, quando for necessária a utilização do fogo, faze-la em glebas atingindo, assim, uma área menor.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (dependendo da quantidade de cinzas produzidas, pode ocorrer um aumento no carreamento de cinzas para os cursos d’água interferindo,

70


na dinâmica da vida aquática, não só pelo enriquecimento do meio em elementos minerais como pela maior dificuldade de penetração de luz); -

indireto (o impacto na comunidade aquática representa um elo de urna cadeia de impactos);

-

regional (pois os recursos hídricos estão sendo afetados regionalmente);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de afetada a produtividade global do ecossistema aquático os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A queima e a requeima propiciam a ocorrência de fenômenos erosivos, devido ao desnudamento da área, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, recompondo a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas. Substituir o uso do fogo quando possível.

Paisagismo

-

negativo (as áreas queimadas causam um forte impacto visual);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a queima se da em uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (a atividade de preparo do terreno elimina o impacto visual causado pela queima);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A queima e a requeima causam um impacto visual muito acentuado, principalmente quando executado de forma intensa e próxima a áreas habitadas.

71


Medidas mitigadoras: efetuar a queima e a requeima em glebas. Evitar queima e requeima próximo às regiões habitadas pelo homem. Procurar deixar os remanescentes vegetais contíguos.

Produção de mudas

Para a produção de mudas é necessária a aplicação de uma série de agrotóxicos no viveiro florestal, com a finalidade de se controlar as pragas e as doenças. Esses agrotóxicos possuem certo efeito residual e toxicidade para os diferentes organismos.

Observou-se a relação de impacto dessa atividade com os seguintes fatores ambientais:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (ocorre um aumento na concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, devido ao uso de pulverizadores, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área trabalhada para a produção de mudas faz parte de uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (decorrido algum tempo os gases se dispersam e as partículas sólidas se depositam no solo, desaparecendo-se por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de agrotóxicos faz com que haja um aumento na concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera.

Medidas mitigadoras: procurar trabalhar com agrotóxicos com menor poder

72


residual e utiliza-los conforme legislação pertinente.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (o trânsito de equipamentos necessários ao desenvolvimento dessa atividade causa a compactação do solo favorecendo o surgimento de fenômenos erosivos, que carreiam as partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando a sua turbidez e o seu assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e, depois, no recurso hídrico);

-

regional (a área compactada e, portanto, exposta aos fenômenos erosivos compõe uma região, fazendo com que os impactos se manifestem nos recursos hídricos também em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos se mostram permanentes);

-

Na

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

produção

de

mudas,

o

trânsito

de

equipamentos

necessários

ao

desenvolvimento dessa atividade causa a compactação do solo favorecendo o surgimento de fenômenos erosivos, que carreiam as partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando a sua turbidez e o seu assoreamento.

Medidas mitigadoras: substituir alguns equipamentos por outros que promovam uma compactação menor e treinar os operários de modo que estes compactem menos o solo no desenvolvimento de suas atividades.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a compactação do solo contribui para a ocorrência do processo de escorrimento superficial, em detrimento da infiltração e percolação da água no perfil do terreno, com implicações na desregularização de vazões);

73


-

indireto (representa uma sequência de impactos);

-

regional (toda a área preparada para a produção de mudas sofre os efeitos da compactação);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A compactação do solo favorece o surgimento do escorrimento superficial contribuindo, assim, para a desregularização das vazões.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado dessas atividades, principalmente, nos locais onde estas ocorrem sobre pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Desenvolver equipamentos que compactem menos o solo; treinar os operários de modo que estes compactem menos o solo no desenvolvimento de suas atividades. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a compactação favorece a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área trabalhada para a produção de mudas integra uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Alguns dos equipamentos utilizados na produção de mudas promovem a compactação do solo favorecendo ao processo erosivo.

74


Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos que compactem menos; treinar os operadores destes equipamentos no desenvolvimento de suas atividades.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (o revolvimento do solo expõe a microflora e microfauna do solo às intempéries e o uso de agrotóxicos, que acaba se depositando no solo, é maléfico para esses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda uma região é preparada para o plantio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (a exposição desses organismos às intempéries e o efeito residual dos agrotóxicos ocorrerão até um dado momento);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O revolvimento do solo, que expõe a microflora e microfauna, às intempéries, bem como o uso de agrotóxicos, são maléficos para esses organismos.

Medidas mitigadoras: procurar utilizar agrotóxicos com menor poder residual, ou seja, que degradem o seu princípio ativo mais rapidamente. Reduzir o uso de agrotóxicos na área, desenvolvendo um programa de controle biológico de pragas e doenças. Descartar as embalagens utilizadas seguindo as recomendações técnicas. Desenvolver sistemas de plantios em mosaico para que não se exponha uma extensa área às intempéries ao mesmo tempo.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (a atividade de produção de mudas apresenta relação com a ocorrência de fenômenos erosivos e o uso de agrotóxicos compromete a qualidade da água dos canais de drenagem e, consequentemente, a sua

75


comunidade de organismos); -

indireto (o impacto sobre a comunidade aquática é uma etapa da cadeia de impactos);

-

regional (os canais de drenagem e a sua comunidade biótica são afetados em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em razão da complexa interação entre os seus organismos, os efeitos sobre a comunidade aquática se mostram sequenciais, dinâmicos e, portanto, permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A produção de mudas utiliza-se de uma grande quantidade de agrotóxicos que, ao serem carreados para os cursos de água acabam comprometendo a qualidade destes.

Medidas mitigadoras: utilizar-se de uma quantidade menor de agrotóxicos, usar aqueles de menor poder residual. Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, recompondo a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Preparo do Terreno

As relações de impacto da atividade de preparo do terreno com os diferentes fatores ambientais foram as seguintes:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o funcionamento dos tratores e o revolvimento do solo para a realização da atividade promovem um aumento na concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

76


-

regional (a área trabalhada para o plantio compõe uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (com o passar do tempo, os gases se dispersam e as partículas sólidas se depositam no solo, desaparecendo por completo os efeitos do impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação e o revolvimento do solo, causados por essa atividade favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, que carreiam as partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando a sua turbidez e o seu assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e, depois, no recurso hídrico);

-

regional (a área exposta aos fenômenos erosivos compõe uma região, fazendo com que os impactos se manifestem nos recursos hídricos também em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

77


O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água. Medidas mitigadoras: Desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (junto com o revolvimento do solo, há também a compactação das suas camadas superficiais pelo trânsito dos tratores, o que contribui para a ocorrência do processo de escorrimento superficial, em detrimento da infiltração e percolação da água no perfil do terreno, com implicações na desregularização de vazões);

-

indireto (representa uma sequência de impactos);

-

regional (uma vez que toda área preparada para o plantio sofre os efeitos da compactação);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O preparo do terreno causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: usar equipamentos e maquinarias que compactem menos o solo; treinar operários para que desenvolvam suas atividades compactando o mínimo possível. Planejar os trabalhos próximos dos pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

78


Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (os tratores causam a compactação favorecendo a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área trabalhada para plantio compõe uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O desenvolvimento dessa atividade leva à erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de trabalho em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (o revolvimento e o sulcamento do solo expõe a microflora e microfauna do solo às intempéries, o que é maléfico para esses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda uma região é preparada para o plantio);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (a exposição desses organismos às intempéries ocorrerá até a ocupação do sítio pela espécie florestal);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O preparo do terreno expõe a microbiota do solo às intempéries.

79


Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o preparo do terreno ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o revolvimento e o sulcamento do solo podem danificar o remanescente de propágulos vegetais ainda existente na área preparada para o plantio);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (as operações de preparo do terreno ocorrem em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (ocorrida a ação, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O preparo do terreno leva à erradicação da vegetação atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: treinar os operários na execução das tarefas, diminuindo, assim, danos mecânicos ao banco de propágulos do solo. Desenvolver equipamentos que danifiquem o mínimo possível este banco de propágulos vegetais do solo.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

positivo (o revolvimento do solo expõe inúmeros tipos de organismos, que servem como fonte de alimento para um grande número de vertebrados, notadamente pássaros);

80


-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda a fauna regional de vertebrados é beneficiada, já que a operação de revolvimento do solo ocorre numa região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (a exposição desses organismos é temporária, já que existe o instinto de autodefesa);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A erradicação da cobertura vegetal afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o preparo do terreno tem relação com a ocorrência de fenômenos erosivos, os quais comprometem a qualidade da água dos canais de drenagem e, consequentemente, a sua comunidade de organismos);

-

indireto (o impacto sobre a comunidade aquática é um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os canais de drenagem e a comunidade biótica são afetados em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em razão da complexa interação entre os seus organismos, os efeitos sobre a comunidade aquática se mostram sequenciais, dinâmicos e, portanto, permanentes);

81


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O preparo do terreno propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Combate Químico as Formigas

A capacidade de contaminação do meio ambiente pela aplicação de diferentes tipos de formicidas apresenta sempre alguma relação de impacto com alguns dos fatores ambientais.

Foram identificadas as seguintes relações de impacto dessa atividade:

Recurso Hídrico (qualidade química da água)

-

negativo (o contato da água da chuva com o produto químico, causa contaminação; depreciando a qualidade química da água superficial e da subterrânea);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o formicida é aplicado em toda a área do projeto florestal, que forma uma região);

-

curto prazo (o impacto surge no curto prazo);

-

temporário (depois de certo tempo, os efeitos sobre a qualidade química da água desaparecem, em consequência da degradação do principio ativo);

82


-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O contato da água da chuva com o produto químico, causa contaminação; depreciando a qualidade química da água superficial e da subterrânea.

Medidas mitigadoras: desenvolver agrotóxicos com um menor tempo de degradação de seu princípio ativo. Fazer uso de controle biológico de pragas e doenças. Descartar as embalagens seguindo a legislação pertinente.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (o contato do produto diretamente, ou por via úmida, com a microflora e microfauna do solo pode ser tóxico para alguns tipos de organismos);

-

direto (representa urna relação de causa e efeito);

-

regional (o formicida é aplicado em toda a área do projeto florestal, que forma uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (o principio ativo dos diferentes formicidas é degradado depois de um certo tempo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo devido ao contato direto ou por via úmida com os agrotóxicos.

Medidas mitigadoras: diminuir o uso desses produtos na área. Utilizar produtos que apresentem um menor poder residual. Fazer o preparo do terreno em glebas, para que a área exposta seja menor e, assim, exponha menos a microbiota do solo a estes produtos. Descartar as embalagens seguindo orientações técnicas pertinentes.

83


Flora Terrestre (vegetação original)

-

positivo (o controle das formigas beneficia a espécie plantada e a vegetação original, uma vez que esses organismos também fazem a desfolha das essências nativas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o referido controle beneficia a vegetação original de toda a região, em consequência do raio de ação desses organismos);

-

curto prazo (o impacto surge no curto prazo);

-

permanente (os efeitos do controle das formigas sobre a vegetação original, em termos de seu crescimento e de sua produção, por exemplo, se mostram persistentes ao longo do tempo);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

Nesta operação, procura-se combater as formigas cortadeiras uma vez que estas podem levar à erradicação da vegetação existente, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: uso de formicidas com um maior poder de degradação de seu princípio ativo. Desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, com clones de espécies diferentes e efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área e, consequentemente, fornecendo outra fonte de alimento para as formigas.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (pelo fato de os vertebrados e determinados tipos de insetos poderem entrar em contato direto com o formicida, ou então se alimentarem de algum organismo intoxicado);

-

indireto (a situação mais plausível. é a da fauna terrestre se alimentar de

84


algum organismo contaminado, via cadeia alimentar, o que representaria uma sequência de impactos); -

regional (pois o produto é aplicado em toda a área do empreendimento florestal, podendo, assim, agir sobre a fauna terrestre regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (o princípio ativo atinge a cadeia alimentar, tornando o efeito cumulativo e, portanto, permanente);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

O combate químico às formigas é necessário uma vez que estas podem participar da erradicação vegetal afetando a fauna terrestre, uma vez que, assim, ocorrerá uma diminuição no hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (a água superficial e a subterrânea carreiam o princípio ativo para o ecossistema aquático, que será incorporado á cadeia alimentar e, ou, adsorvido pelo sistema radicular das macrófitas, trazendo consequências danosas para o sistema);

-

indireto (o impacto ocorre primeiramente sobre o recurso hídrico, para depois incidir sobre a comunidade aquática);

-

regional (o produto é aplicado em toda a área do projeto florestal, podendo, portanto, atingir a comunidade aquática regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

85


-

permanente (o princípio ativo atinge a cadeia alimentar aquática, tornando o efeito cumulativo e, portanto, permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causam impactos na comunidade aquática, por exemplo, com o carreamento de partículas sólidas contaminadas pelos formicidas para as coleções de água.

Medidas mitigadoras: Procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Plantio

No plantio também se utiliza maquinarias que adentram nos talhões, sendo assim, esta atividade apresenta impacto ambiental com perfil qualitativo similares à atividade de preparo do terreno, a seguir explicitados.

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o trânsito do trator e da carreta comum no interior dos talhões promove um aumento na concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área trabalhada para o plantio faz parte de uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (decorrido algum tempo, os gases se dispersam e as partículas sólidas se depositam no solo, desaparecendo-se por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

86


O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (o trânsito de tratores e de carretas causa a compactação do solo favorecendo o surgimento de fenômenos erosivos, que carreiam as partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando a sua turbidez e o seu assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e, depois, no recurso hídrico);

-

regional (a área compactada e, portanto, exposta aos fenômenos erosivos compõe uma região, fazendo com que os impactos se manifestem nos recursos hídricos também em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

87


Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a compactação do solo causada pelo trânsito do trator e da carreta contribui para a ocorrência do processo de escorrimento superficial, em detrimento da infiltração e percolação da água no perfil do terreno, com implicações na desregularização de vazões);

-

indireto (representa uma sequência de impactos);

-

regional (toda a área preparada para plantio sofre os efeitos da compactação);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizadas durante o plantio causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para executar as tarefas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a compactação causada pelo trator e pela carreta favorece a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área trabalhada para plantio integra uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

88


-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizados nas operações ligadas ao plantio causam a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez e proceder ao desmate segundo o recomendado pela Legislação Florestal.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (a atividade de plantio apresenta relação com a ocorrência de fenômenos erosivos, os quais comprometem a qualidade da água dos canais de drenagem e, consequentemente, a sua comunidade de organismos);

-

indireto (o impacto sobre a comunidade aquática é apenas uma etapa da cadeia de impactos);

-

regional (pois os canais de drenagem e a sua comunidade biótica são afetados em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (em razão da complexa interação entre os seus organismos, os efeitos sobre a comunidade aquática se mostram sequenciais, dinâmicos e, portanto, permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

89


Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Práticas Silviculturais

Foram as seguintes as relações de impacto desta atividade com os fatores ambientais:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (esta atividade, que pode ser realizada de forma mecanizada, semimecanizadas e/ou manual, contribui para o aumento da concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, uma vez que pode ser intenso o uso de maquinários nesta atividade);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área utilizada pelas atividades florestais atinge toda a região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos da ação desaparecem depois de certo tempo, pela dispersão dos gases e deposição das partículas sólidas);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

90


Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (grandes quantidades de partículas produzidas acabam indo para o solo, e, depois, são carreadas para os cursos d’água pela água de chuva ou pelo vento, aumentando, desta forma, a turbidez e o progressivo assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto (representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os efeitos sobre os recursos hídricos se fazem sentir em âmbito regional, pois a produção de gases e partículas se dá em nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos persistem até a deposição total dos gases e partículas, com o completo desaparecimento do impacto);

-

reversível (pelo fato de o impacto ser temporário).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (qualidade química da água)

-

negativo (o contato da água de chuva com os particulados e gases produzidos pelo processo de mecanização, principalmente, pode alterar

91


significativamente a qualidade

química da água

superficial e da

subterrânea): -

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda uma região sofre os efeitos da combustão do material lenhoso);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (os efeitos cessam quando há a deposição de todos os gases e partículas produzidas neste processo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O contato da água da chuva com os gases e particulados sólidos, causa contaminação dos lençóis de água; depreciando a qualidade química da água superficial e da subterrânea.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos com um menor poder de poluição; desenvolver combustíveis e equipamentos mais condizentes com a realidade ambiental.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (contribui para a desregularização das vazões, tendo em vista os efeitos na compactação do solo provocada pelo trânsito do trator e das demais maquinarias);

-

indireto (pois o impacto se dá primeiramente no solo);

-

regional (pois a compactação do solo pelo trator e pelas demais maquinarias ocorre em âmbito regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

92


Os equipamentos e as maquinarias utilizados nestas práticas silviculturais causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para executar as tarefas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a compactação do solo pelo trator e outras maquinarias acaba promovendo a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o trânsito do trator e demais maquinarias abrangem toda a área da região plantada);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (uma vez compactada a área os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizados nestas operações causam a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez e proceder às práticas silviculturais segundo o recomendado pela Legislação Florestal.

93


Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (os gases e partículas recobrem o solo tornando-se letais para alguns desses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a emissão desses gases e partículas ocorre a nível regional);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo devido ao recobrimento desse pelas partículas, tornando-se letais para alguns organismos.

Medidas mitigadoras: procurar diminuir a emissão dessas partículas utilizando-se de equipamentos mais adequados e operadores mais treinados na execução de suas atividades.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o banco de propágulos vegetais presentes no solo é severamente afetado pela deposição de partículas e gases no solo, o que acaba por afetar a chegada de luz solar até o banco de propágulo vegetal);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a emissão desses materiais se dá em uma região);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (o impacto é drástico, seus efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

94


As maquinarias utilizadas nas práticas silviculturais liberam um grande quantidade de gases e desprendem muitas partículas sólidas do solo, atingindo grande parte do banco de propágulos de vegetais do solo.

Medidas mitigadoras: utilizar equipamentos, maquinarias e combustíveis menos poluentes; treinar os operários na execução das tarefas, diminuindo, assim, danos mecânicos ao banco de propágulos do solo. Desenvolver equipamentos que danifiquem o mínimo possível este banco de propágulos vegetais do solo.

Flora Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (a emissão de partículas e gases provoca o afugentamento da fauna terrestre e a morte de alguns animais);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (os efeitos da emissão ocorrem regionalmente);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

temporário (uma vez que pode haver o retorno dos animais depois de decorrido algum tempo da ação impactante);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A execução das práticas silviculturais uma vez que atinge a cobertura vegetal afetando, assim, a fauna terrestre, por representar uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

95


Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (dependendo de sua intensidade, o aumento da turbidez pelo carreamento das emissões de gases e partículas para os cursos d’água pode interferir, de modo significativo, na dinâmica da vida aquática, não só pelo enriquecimento do meio em elementos minerais como pela maior dificuldade de penetração de luz);

-

indireto (o impacto na comunidade aquática representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os recursos hídricos são afetados regionalmente);

-

curto prazo (o impacto surge na etapa de implantação);

-

permanente (depois de afetada a produtividade global do ecossistema aquático os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A prática silvicultural propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

96


MANUTENÇÃO

Controle do Sub-Bosque

Os impactos ambientais desta atividade apresentaram o seguinte perfil qualitativo:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o funcionamento e o trânsito do trator e do tanque de pulverização causam, em conjunto, um aumento de gases e de partículas sólidas na atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (em toda área plantada se dá o controle de sub-bosque);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (após um certo tempo, há a dispersão dos gases e a deposição das partículas sólidas no solo, desaparecendo por completo os efeitos do impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias e equipamentos nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica dos equipamentos e das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

97


Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação do solo pelo trânsito do trator e do tanque de pulverização e a maior exposição da área do plantio como resultado do trabalho de controle de sub-bosque atuam favoravelmente no processo de carreamento de partículas sólidas para as coleções d’água, aumentando, desse modo, a sua turbidez e o seu progressivo assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo, para depois se manifestar no recurso hídrico);

-

regional (pois o controle de sub-bosque se dá em todo o plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos relacionados a turbidez e ao assoreamento se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (qualidade química da água)

-

negativo (o contato do principio ativo dos herbicidas com a água contida nas camadas superficiais do solo pode alterar temporariamente a sua qualidade química);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pois a aplicação do produto se dá em nível regional, ou seja, em toda área plantada, que compõe uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

98


-

temporário (o impacto perdura até a degradação do principio ativo do produto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O contato da água da chuva com os herbicidas que podem ser utilizados nesta operação podem ser levados para os lençóis de água, causando a sua contaminação depreciando, assim, a qualidade química da água.

Medidas mitigadoras: desenvolver produtos químicos com um menor poder residual,

diminuir

a

intensidade

de

aplicação

desses

produtos.

Utilizar

pulverizadores mais adequados à atividade e operadores mais treinados para a execução dessa atividade para que ocorra a aplicação somente do necessário.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a compactação e a exposição do solo interferem nos processos de

escorrimento

superficial

e

infiltração

de

água

no

solo

e,

consequentemente, na desregularização das vazões); -

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e, depois, se manifesta na vazão dos recursos hídricos);

-

regional (o controle do sub-bosque é feito em toda a área do plantio, que integra uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizados neste controle de sub-bosque causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

99


Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para executar as tarefas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (o trânsito de maquinarias causa a compactação do solo, favorecendo o surgimento de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o trânsito do trator e do tanque de pulverização ocorre em toda a área do plantio, que integra a região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois de ocorrida a compactação, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizados nestas operações causam danos ao sub-bosque, podendo expor o solo e favorecer sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos. Alterações no sub-bosque diminuem a capacidade de suporte do meio para a fauna.

Medidas mitigadoras: desenvolver maquinarias que danifiquem o sub-bosque o mínimo possível. Desenvolver sistemas de trabalho, nestas áreas, em mosaico de modo a não expor, de uma só vez, uma grande área.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (o contato com o principio ativo dos herbicidas pode ser maléfico para certos organismos do solo, principalmente em casos de dosagens mais elevadas);

100


-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a aplicação do produto se dá em toda a área do plantio, que integra uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto persiste até a degradação do princípio ativo do produto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo devido ao recobrimento desse pelas partículas sólidas contaminadas com herbicidas, tornando-se letais para alguns organismos.

Medidas mitigadoras: procurar diminuir a emissão dessas partículas sólidas utilizando-se de equipamentos mais adequados e operadores mais treinados na execução de suas atividades. Utilizar uma quantidade menor desses produtos; procurar utilizar aqueles cuja degradação de seu princípio ativo ocorra o mais rápido possível.

Flora Terrestre (regeneração natural sob Floresta manejada)

-

negativo (o controle do sub-bosque restringe o desenvolvimento da regeneração

natural

sob

o

plantio,

reduzindo

temporariamente

a

biodiversidade da área plantada); -

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (em todo o plantio é feito o controle da vegetação de sub-bosque);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação de subbosque da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O controle do sub-bosque restringe o desenvolvimento da regeneração natural sob o plantio, reduzindo temporariamente a biodiversidade da área plantada, pois

101


ocorre um estreitamento da base genética das espécies vegetais.

Medidas mitigadoras: procurar trabalhar em glebas. Recolher germoplasma vegetal a fim de providenciar a preservação das espécies mais ameaçadas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo que, no interior de cada talhão, tenha diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (pois a vegetação de sub-bosque pode desempenhar um importante papel como fonte de alimento, abrigo e refúgio para a fauna terrestre);

-

indireto (primeiro o impacto surge na flora terrestre e, depois, se manifesta na fauna terrestre);

-

regional (em toda a área do plantio, haverá o controle do sub-bosque com o consequente impacto sobre a fauna terrestre);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação de subbosque da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A execução dessa atividade, se mal executada, pode alterar a cobertura vegetal afetando, assim, a fauna terrestre, por representar uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

102


Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (a exposição e a compactação do solo causada por essa atividade proporciona um maior carreamento de partículas sólidas para os cursos d’água, que interfere na produtividade global do ecossistema aquático pela diminuição na entrada de luz);

-

indireto (o impacto surge primeiro no solo e, depois, se manifesta na comunidade aquática);

-

regional (ocorre carreamento de partículas sólidas de toda área do plantio, afetando as coleções d’água em nível regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez afetada a produtividade global do ecossistema aquático, os efeitos sobre a sua comunidade biótica se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Manutenção e Melhoria da Rede Rodoviária e de Aceiros

Os impactos ambientais desta atividade apresentaram o seguinte perfil qualitativo:

103


Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (ocorre um aumento na concentração dos gases e das partículas sólidas na atmosfera);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito) ;

-

regional (a rede rodoviária cobre uma região, os efeitos sobre o ar são regionais);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (decorrido certo tempo da ação, há a dispersão dos gases e a deposição das partículas sólidas, desaparecendo por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (deprecia a qualidade das águas pelo aumento da turbidez, propiciando o assoreamento dos canais, tornando-os mais susceptíveis as enchentes);

-

indireto (primeiro se manifesta no recurso edáfico, erosão do solo, e depois se manifesta sobre o recurso hídrico);

-

regional (uma vez que a rede rodoviária abrange toda uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

104


-

permanente (em virtude da exposição permanente do solo desses locais);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente. Recurso Hídrico (interrupção do fluxo d’água)

-

negativo (não permite o fluxo continuo de água);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (ocorre em pontos específicos dos canais de drenagem);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (a interrupção do fluxo é definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção das rodovias e dos aceiros causa impacto devido às interrupções do fluxo d’água.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para os trabalhos de manutenção próximos aos pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem.

105


Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a desregularização da vazão está associada à ocorrência de enchentes e de diminuição drástica do nível d’água);

-

indireto (representa uma cadeia de impactos originada na compactação do solo do leito da rede rodoviária);

-

regional (pelo fato de a rede rodoviária abranger uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois que ocorre a compactação do leito da rede rodoviária, os efeitos não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção da rede rodoviária florestal e dos aceiros causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para os trabalhos de manutenção em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (uma vez que a compactação e a erosão estão associadas à ocorrência de fenômenos erosivos no leito da rede rodoviária);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a compactação e a possibilidade de ocorrência de fenômenos erosivos se dão ao longo de todo o leito da rede rodoviária florestal, atingindo, portanto, uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez aberta a rede rodoviária, os efeitos se mostram

106


persistentes); -

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

A manutenção da rede rodoviária florestal e dos aceiros causa a erradicação de parte da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: re-vegetar os taludes de corte e de aterro que possam ter sido alterados no desenvolvimento dessa atividade.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

-

negativo (uma vez que ocorre redução espacial e a fragmentação da vegetação, levando ao estreitamento da sua base genética, além da retirada de grande parte do banco de propágulos vegetais do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a erradicação da vegetação e a remoção do banco de propágulos vegetais se dão ao longo de todo o leito da rede rodoviária, compondo, assim, uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (a redução espacial da vegetação e a remoção do referido banco de propágulos ocorrem de forma definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção da rede rodoviária florestal e dos aceiros leva à erradicação de algumas das espécies vegetais existente ao longo do seu leito, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo

107


dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (diminui espacialmente o hábitat silvestre);

-

indireto (o impacto se dá primeiramente na flora terrestre e, depois, impacta a fauna terrestre);

-

regional (a rede rodoviária abrange uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (a redução do hábitat silvestre se dá de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção da rede rodoviária e dos aceiros afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (causa alterações na produtividade global do ecossistema aquático);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo, fenômenos erosivos, e, depois, afeta a qualidade do recurso hídrico e da comunidade aquática);

-

regional (a rede rodoviária cobre toda região assim, ocorrem efeitos sobre a comunidade aquática regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

108


-

permanente (uma vez afetada a produtividade global do ecossistema, os efeitos não param de se manifestar, pois os mesmos fazem parte de uma reação em cadeia);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando executar a manutenção da rede rodoviária e dos aceiros

a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de

compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias utilizados nessas operações e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Desenvolvimento Regional

-

positivo (dinamiza a capacidade de escoamento da produção regional e o deslocamento de pessoas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a região como um todo se beneficia);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (após a sua abertura, a rede rodoviária será utilizada de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção da rede rodoviária florestal contribui para o desenvolvimento regional.

109


Medidas potencializadoras: manter as estradas em boas condições de trafegabilidade. Procurar integrar essas rodovias à rede viária rural, quando existente.

Paisagismo

-

negativo (atua na artificialização da paisagem);

-

direto (representa urna relação de causa e efeito);

-

regional (a rede rodoviária cobre toda uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez implantada a rede rodoviária os seus efeitos visuais não param de se manifestar);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

As estradas florestais representam uma artificialização da paisagem, o que pode ser agravado por focos de erosão no seu leito e desestabilização dos taludes marginais.

Medidas mitigadoras: fazer a manutenção dessas estradas segundo critérios técnicos que minimizem os fenômenos erosivos. Revestir com vegetação os taludes de corte e de aterro.

Desbastes

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o trânsito dos caminhões promove a emissão de gases e de partículas sólidas para a atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o desbaste é feito, comumente, em toda a área do plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

110


-

temporário (passado certo tempo da operação, os gases se dissipam e as partículas sólidas se depositam, desaparecendo por completo o impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação do solo causada pela entrada dos caminhões favorece a ocorrência de fenômenos erosivos, que são responsáveis pelo carreamento de partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando, assim, a sua turbidez e o seu progressivo assoreamento);

-

indireto (primeiro o impacto surge no solo e depois se manifesta no recurso hídrico);

-

regional (o desbaste é aplicado, comumente, em toda a área do plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos sobre a turbidez e o assoreamento dos recursos hídricos se dão de forma permanente);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

111


Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (dependendo da intensidade com que o desbaste é realizado, pode-se alterar significativamente as relações de evapotranspiração da área, bem como favorecer acentuadamente o processo de escorrimento superficial e sub superficial em detrimento da infiltração e percolação da água no perfil do terreno, o que se traduz pela desregularização das vazões);

-

indireto (primeiro causa alterações na vegetação e no solo e, depois, influi na vazão; ocorre, na verdade, uma sequência de impactos);

-

regional (os desbastes são aplicados, comumente, em toda a área plantada);

-

médio prazo (o impacto surge na manutenção);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A realização dos desbastes causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno. Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para a realização dos desbastes nos pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

112


Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (o trânsito dos caminhões causa a compactação do solo e atua na desagregação das suas camadas superficiais, o que favorece o surgimento de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pois os desbastes são aplicados, comumente, em toda a área do plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos se mostram permanentes),

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O trânsito de veículos, utilizados na operação de desbaste, causa danos à cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Flora Terrestre (vegetação original e banco de propágulos no solo)

-

negativo (uma vez que ocorre redução espacial e a fragmentação da vegetação, levando ao estreitamento da sua base genética, além da retirada de grande parte do banco de propágulos vegetais do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a erradicação da vegetação e a remoção do banco de propágulos vegetais se dão ao longo de todo o leito da rede rodoviária, compondo, assim, uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (a redução espacial da vegetação e a remoção do referido banco de propágulos ocorrem de forma definitiva);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

113


O trânsito de veículos causa danos ao banco de propágulos do solo.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desbaste da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Flora Terrestre (regeneração natural sobfloresta manejada)

-

negativo (a queda das árvores desbastadas sobre a vegetação de subbosque e o próprio trabalho de extração em si causam danos mecânicos a regeneração natural sob o plantio);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a atividade ocorre, comumente, em todo o plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (os danos causados no sub-bosque refletem-se sobre a fauna terrestre, pois várias espécies dependem desse tipo de vegetação como fonte de alimento, refúgio e abrigo);

-

indireto (o impacto ocorre primeiramente na flora terrestre, para depois afetar a fauna terrestre);

-

regional (os desbastes são feitos em todo o plantio, afetando, desta forma, a flora e posteriormente a fauna terrestre, em nível regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação da área);

114


-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A erradicação de parte da cobertura vegetal durante o desbaste afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez e do assoreamento causados pelos desbastes provoca distúrbios na comunidade aquática, principalmente em relação a penetração de luz, com reflexos evidentes sobre a produtividade global do sistema);

-

indireto (primeiro o impacto ocorre no solo e no recurso hídrico e depois se manifesta na comunidade biótica aquática);

-

regional (os recursos hídricos e sua comunidade biótica são afetados em nível regional, pois a atividade de desbaste se dá, comumente, em todo o plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez afetada a produtividade global do ecossistema aquático, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O aumento da turbidez e do assoreamento causados pelos desbastes provoca distúrbios na comunidade aquática com reflexos evidentes sobre a produtividade global do sistema.

115


Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Paisagismo

-

negativo (mesmo sendo feito em uma área já com fortes traços antrópicos, o desbaste causa impacto visual, principalmente quando realizado na forma sistemática);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (pois o desbaste é aplicado em todo o plantio);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até o novo “fechamento” de copas, ou seja, até a re-ocupação do sitio pelas árvores remanescentes);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O desbaste pode provocar uma artificialização da paisagem.

Medidas mitigadoras: conduzir os desbastes segundo critérios técnicos.

Aceiramento para Controle de Incêndios

Os impactos ambientais desta atividade se devem à abertura dos aceiros e dos efeitos do contra-fogo, tendo apresentado o seguinte perfil qualitativo:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (a utilização de trator para a abertura dos aceiros e a própria queima do material lenhoso promovem o aumento temporário dos gases e

116


das partículas sólidas na atmosfera, depreciando a qualidade do ar); -

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a abertura dos aceiros e a colocação de contra-fogo se dão em locais específicos);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (algum tempo após a ação, os efeitos sobre a atmosfera desaparecem por completo, em virtude da dispersão dos gases e da deposição das partículas sólidas);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. Evitar a queima de material lenhoso. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação e a exposição do solo devidos à abertura dos aceiros e a própria geração de cinzas pela queima do material lenhoso favorecem a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e do assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto

(primeiro

o impacto

surge

no solo

e na vegetação e,

posteriormente, ocorre no recurso hídrico); -

local (os efeitos se manifestam fundamentalmente nos cursos d’água próximos às áreas aceiradas);

117


-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção):

-

permanente (depois que a área é compactada, os efeitos se mostram permanentes, mesmo após a regeneração da vegetação do local);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação bem como a geração de cinzas pela queima do material lenhoso, favorecem a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e do assoreamento dos canais de drenagem fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação de aceiros bem embasados tecnicamente. Evitar o uso do fogo.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a exposição e a compactação do terreno causada pela abertura dos aceiros interferem no equilíbrio entre os processos de escorrimento superficial e infiltração e, consequentemente, na desregularização das vazões);

-

indireto (primeiro o impacto altera o solo e, depois, influencia a vazão dos canais de drenagem);

-

local (os efeitos se manifestam de forma localizada, ou seja, sobre os cursos d’água mais próximos dos locais aceirados);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram persistentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

118


A manutenção dos aceiros causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação dos aceiros em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (essa atividade causa a compactação e a exposição do solo, as quais favorecem a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (o aceiramento é feito em locais específicos, compactando o solo em termos locais);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

As operações para manutenção desses aceiros causa a erradicação de parte da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos. Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

119


Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (os organismos do solo são afetados pela exposição de parte da área pelo aceiramento);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (ocorre nos locais onde está sendo efetuada a operação);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (decorrido algum tempo, há a re-colonização dessas áreas por parte dos organismos do solo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo, uma vez que parte deste ficará exposto às intempéries, devido ao corte efetuado para se proceder à manutenção dos aceiros.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantio em mosaicos, de forma que o desmate da área ocorra apenas em glebas. Controlar o sub-bosque para que as entrelinhas dos plantios não fiquem totalmente expostas. Desenvolver exploração em mosaico o que impede que extensas áreas fiquem expostas ao mesmo tempo.

Flora Terrestre (vegetação original)

-

negativo (a vegetação original é afetada quando há a sua erradicação, para a abertura dos aceiros);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a abertura dos aceiros se dá em locais específicos);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

120


A manutenção dos aceiros leva à erradicação de parte da vegetação existente atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (os efeitos do fogo são maléficos para o banco de propágulos vegetais no solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (pois o contra-fogo é feito em locais específicos);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (os efeitos do fogo sobre o banco de propágulos no solo são drásticos, senda, portanto, permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A manutenção dos aceiros leva à erradicação de parte da vegetação existente atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de plantios em mosaicos, de modo que o desmate da área ocorra em glebas. Efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

121


Flora Terrestre (regeneração natural sob floresta manejada)

-

negativo (a vegetação de sub-bosque é afetada quando há a abertura de aceiros para contra-fogo, em áreas ocupadas pelo plantio);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (pois a abertura dos aceiros se dá em locais específicos);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A vegetação de sub-bosque é afetada quando há a abertura e a manutenção de aceiros para contra-fogo, em áreas ocupadas pelo plantio.

Medidas mitigadoras: executar as operações com operadores treinados evitando, assim, o excesso de danos ao povoamento e ao banco de propágulos vegetais do local.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (tanto a abertura dos aceiros quanto a queima do material lenhoso representam formas de eliminação temporária da vegetação original e, ou, do sub-bosque, com reflexos evidentes sobre a fauna terrestre);

-

indireto (o impacto surge primeiramente na flora terrestre, para depois afetar a fauna terrestre);

-

local (pois a eliminação temporária da vegetação se dá em locais específicos);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (o impacto perdura até a regeneração da vegetação da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

122


A erradicação da cobertura vegetal para manutenção dos aceiros afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (causa o aumento da turbidez das coleções d’água, com implicações, portanto, na entrada de luz e consequentemente na produtividade global do ecossistema aquático);

-

indireto (o impacto surge primeiro no solo e no recurso hídrico, para depois se manifestar na comunidade biótica aquática);

-

local (o impacto se dá sobre as coleções d’água situadas nas proximidades dos aceiros);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois de afetada a produtividade global do ecossistema aquático, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, uma vez que expõe o solo, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo

123


modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Práticas Silviculturais de Manutenção

Foram as seguintes as relações de impacto desta atividade com os fatores ambientais:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (esta atividade, que pode ser realizada de forma mecanizada, semimecanizadas e/ou manual, contribui para o aumento da concentração de gases e de partículas sólidas na atmosfera, uma vez que pode ser intenso o uso de maquinários nesta atividade);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a área utilizada pelas atividades florestais atinge toda a região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (os efeitos da ação desaparecem depois de certo tempo, pela dispersão dos gases e deposição das partículas sólidas);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

124


Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a grande quantidade de partículas produzidas se depositam no solo e, depois, são carreadas para os cursos d’água pela água de chuva ou pelo vento, aumentando, a turbidez e o progressivo assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto (representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os efeitos sobre os recursos hídricos se fazem sentir em âmbito regional, pois a produção de gases e partículas se dá em nível regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (os efeitos persistem até a deposição total dos gases e partículas, com o completo desaparecimento do impacto);

-

reversível (pelo fato de o impacto ser temporário).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (qualidade química da água)

-

negativo (o contato da água de chuva com os particulados e gases produzidos pelo processo de mecanização, principalmente, e o uso de produtos químicos podem alterar significativamente a qualidade química da água superficial e da subterrânea);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda uma região sofre os efeitos da combustão do material

125


lenhoso); -

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (os efeitos cessam quando há a deposição de todos os gases e partículas produzidas neste processo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O contato da água da chuva com o produto químico e com os gases e particulados levantados pela passagem das máquinas alteram a qualidade química da água superficial e da subterrânea.

Medidas mitigadoras: utilizar máquinas e combustíveis menos poluidoras. Desenvolver agrotóxicos com um menor tempo de degradação de seu princípio ativo. Fazer uso de controle biológico de pragas e doenças. Descartar as embalagens seguindo a legislação pertinente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (contribui para a desregularização das vazões, tendo em vista os efeitos na compactação do solo provocada pelo trânsito do trator e das demais maquinarias);

-

indireto (pois o impacto se dá primeiramente no solo);

-

regional (pois a compactação do solo pelo trator e pelas demais maquinarias ocorre em âmbito regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizadas durante o plantio causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub

126


superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para executar as tarefas em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a compactação do solo pelo trator e outras maquinarias acaba promovendo a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o trânsito do trator e demais maquinarias abrangem toda a área da região plantada);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (uma vez compactada a área os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

Os equipamentos e as maquinarias utilizados nestas operações causam a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez e proceder às práticas silviculturais segundo o recomendado pela legislação pertinente.

127


Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (os gases e partículas recobrem o solo tornando-se letais para alguns desses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a emissão desses gases e partículas ocorre a nível regional);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo devido aos gases e partículas que recobrem o solo tornando-se letais para alguns desses organismos.

Medidas mitigadoras: utilizar maquinarias menos poluentes na área. Treinar os operadores que trabalham nesta atividade de modo a realizarem suas atividades compactando o mínimo possível.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o banco de propágulos vegetais presentes no solo é severamente afetado pela deposição de partículas e gases no solo, o que acaba por afetar a chegada de luz solar até o banco de propágulo vegetal);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a emissão desses materiais se dá em uma região);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (o impacto é drástico, seus efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

128


A realização das práticas silviculturais de manutenção dos aceiros leva à erradicação de algumas das espécies vegetais existente, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Desenvolver sistemas de exploração em mosaicos, de modo a não expor às intempéries uma grande área.

Flora Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (a emissão de partículas e gases provoca o afugentamento da fauna terrestre e a morte de alguns animais);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (os efeitos da emissão ocorrem regionalmente);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

temporário (uma vez que pode haver o retorno dos animais depois de decorrido algum tempo da ação impactante);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A execução das práticas silviculturais de manutenção atinge a cobertura vegetal afetando, assim, a fauna terrestre, por representar uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

129


Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (dependendo de sua intensidade, o aumento da turbidez pelo carreamento das emissões de gases e partículas para os cursos d’água pode interferir, de modo significativo, na dinâmica da vida aquática, não só pelo enriquecimento do meio em elementos minerais como pela maior dificuldade de penetração de luz);

-

indireto (o impacto na comunidade aquática representa um elo de uma cadeia de impactos);

-

regional (os recursos hídricos são afetados regionalmente);

-

médio prazo (o impacto surge na etapa de manutenção);

-

permanente (depois de afetada a produtividade global do ecossistema aquático os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A prática silvicultural de manutenção propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

130


Exploração e Transporte

Instalação de Acampamentos e Estaleiros

A instalação de acampamentos e estaleiros exerce, geralmente, uma forte pressão ambiental, tendo em vista a concentração de ações humanas no interior de seus limites. Deste modo, registraram-se os seguintes impactos ambientais decorrentes dessa atividade:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (na instalação dos acampamentos e estaleiros, há o emprego de diferentes tipos de maquinaria, notadamente para a limpeza da área, que provocam a liberação de gases e de partículas sólidas resultantes de combustão para a atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (o impacto ocorre apenas nos locais de instalação dos acampamentos e estaleiros);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (depois de certo tempo, os gases se dispersam na atmosfera e ocorre a deposição das partículas sólidas no solo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O uso de diversas maquinarias nesta atividade leva à depreciação da qualidade do ar devido à emissão de partículas sólidas e de gases resultantes da combustão.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades

131


de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a exposição do solo pela abertura dessas áreas propicia o surgimento de fenômenos erosivos e, consequentemente, o aumento da turbidez e do assoreamento dos canais de drenagem);

-

indireto (o impacto se origina no solo, para depois se manifestar no recurso hídrico);

-

local (o impacto se manifesta apenas nas coleções d’água situadas mais próximas desses locais abertos);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (sempre haverá alguma parte desses locais com solo totalmente exposto as intempéries);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a exposição e a compactação do solo causado pela concentração de ações humanas nesses locais favorecem o escorrimento superficial e o sub superficial da água no perfil do terreno, em detrimento da infiltração e

132


percolação, com reflexos evidentes sobre a vazão dos canais de drenagem); -

indireto (o impacto se origina na exposição e compactação do solo, para depois se manifestar na vazão dos recursos hídricos);

-

local (o impacto se faz sentir apenas nos canais de drenagem situados mais próximos desses locais);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A instalação de acampamentos e estaleiros causa a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado de locação desses acampamentos em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem e executa-lo seguindo os rigores das técnicas de construção. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a exposição e a compactação promovida nesses locais favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica e estética da área);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (pois a instalação dos acampamentos e estaleiros se faz de forma localizada);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

133


-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A instalação de acampamentos e estaleiros causa a erradicação da cobertura vegetal, o que expõe o solo e favorece a sua compactação, tornando-o susceptível à ocorrência de fenômenos erosivos.

Medidas mitigadoras: instalar estes acampamentos, de preferência, em áreas modificadas antropicamente.

Flora Terrestre (vegetação original)

-

negativo (em muitas situações, há a necessidade de erradicar a vegetação original, para a instalação dos acampamentos e estaleiros, o que reduz a base genética de suas espécies e a área ocupada por hábitats silvestres);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a erradicação da vegetação é feita especificamente nos locais onde serão instalados os acampamentos e os estaleiros);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (após certo tempo, os acampamentos e estaleiros são desativados, tornando possível a regeneração da vegetação da área);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A instalação de acampamentos e estaleiros leva à erradicação de parte da vegetação existente, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: coletar germoplasma vegetal nas áreas onde ocorrerá a eliminação dos materiais, e usa-los para re-vegetação. Procurar instalar estas estruturas em áreas já modificadas antropicamente.

134


Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (em certas situações pode haver a necessidade de remover o solo superficial desses locais, o que implica a remoção, também, do banco de propágulos vegetais do solo);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a remoção do banco de propágulos vegetais do solo se dá apenas nos locais de instalação dos acampamentos e estaleiros);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (a remoção se dá em caráter definitivo);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A instalação de acampamentos e estaleiros leva à erradicação da vegetação existente, atingindo grande parte do banco de propágulos vegetais.

Medidas mitigadoras: efetuar o controle do sub-bosque de modo a se ter no interior dos talhões diferentes estádios de sucessão vegetal, aumentando, assim, a diversidade florística da área. Manejar o mínimo possível, o sub-bosque próximo dos talhões limítrofes. Procurar instalar estas estruturas em áreas já modificadas antropicamente.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (pois a mencionada redução do hábitat silvestre é maléfica para a fauna terrestre);

-

indireto (o impacto se origina na erradicação da flora terrestre, para depois se manifestar na fauna terrestre);

-

local (os efeitos se manifestam sobre a fauna terrestre anteriormente associada a esses locais específicos);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (pois há a recuperação natural do hábitat para a fauna terrestre,

135


após a desativação dos acampamentos e estaleiros); -

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A erradicação da cobertura vegetal para instalação de acampamentos e aceiros afeta a fauna terrestre, uma vez que representa uma redução espacial do hábitat silvestre.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez e do assoreamento das coleções hídricas interfere na produtividade global do ecossistema aquático e, portanto, sobre toda a sua comunidade biótica);

-

indireto (primeiro o impacto se origina no solo e no recurso hídrico, para depois se manifestar na comunidade biótica dos ecossistemas aquáticos).

-

local (o impacto se manifesta nas coleções d’água situadas mais próximas desses locais);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de alterada a produtividade global do ecossistema aquático, os efeitos sobre a sua comunidade biótica se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

136


Esta atividade propicia a ocorrência de fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: procurar minimizar o carreamento de partículas sólidas para os cursos de água, procurando implantar a rede rodoviária e os aceiros a partir de projetos tecnicamente corretos, diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Paisagismo

-

negativo (a instalação dos acampamentos e estaleiros causa um impacto visual, principalmente pela concentração de ações humanas em seu interior);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a referida instalação se dá em pontos específicos);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (com a desativação desses locais há a reversão total do seu impacto visual);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Os acampamentos e estaleiros representam uma artificialização da paisagem, o que pode ser agravado por focos de erosão no seu leito e desestabilização dos taludes marginais.

Medidas mitigadoras: Instalar estas estruturas segundo critérios técnicos que minimizem os fenômenos erosivos. Procurar implantar essas estradas em áreas já alteradas antropicamente.

137


Desrama

Ar (partículas sólidas)

-

negativo (a queda dos galhos faz com que partículas do solo se desprendam indo para a atmosfera, depreciando a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (o impacto ocorre de forma escalonada, no local);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (depois de certo tempo, ocorre a deposição das partículas sólidas no solo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A queda dos galhos promove um deslocamento das partículas do solo, depreciando a qualidade do ar.

Medidas mitigadoras: treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. Desenvolver um novo sistema de desbaste.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a exposição do solo, maior abertura de clareira, devido a desrama, favorecerá com que a precipitação atinja o solo com maior intensidade

propiciando

o

surgimento

de

fenômenos

erosivos

e,

consequentemente, o aumento da turbidez e do assoreamento dos canais de drenagem); -

indireto (o impacto se origina no solo, para depois se manifestar no recurso hídrico);

-

local (o impacto se manifesta apenas nas coleções d’água situadas mais próximas desses locais abertos devido a desrama);

138


-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

cíclico (ocorrerá no local toda vez que estiver sendo feita a desrama);

-

reversível (terminada a desrama no local, o impacto se repetirá, naquele local, na próxima desrama).

A exposição do solo, maior abertura de clareira, devido a desrama, favorecerá com que a precipitação atinja o solo com maior intensidade propiciando o surgimento de fenômenos erosivos e, consequentemente, o aumento da turbidez e do assoreamento dos canais de drenagem.

Medidas mitigadoras: treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (a exposição e a compactação do solo causado pela concentração de ações humanas nesses locais favorecem o escorrimento superficial e o sub superficial da água no perfil do terreno com reflexos evidentes sobre a vazão dos canais de drenagem);

-

indireto (o impacto se origina na exposição e compactação do solo, para depois se manifestar na vazão dos recursos hídricos);

-

local (o impacto se faz sentir apenas nos canais de drenagem situados mais próximos desses locais);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

A

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

exposição e a compactação do solo causado pela concentração de ações

humanas nesses locais favorecem o escorrimento superficial e o sub superficial da

139


água no perfil do terreno com reflexos evidentes sobre a vazão dos canais de drenagem.

Medidas mitigadoras: fazer um planejamento adequado para a realização da desrama nos pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a exposição e a compactação promovida nesses locais favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica e estética da área);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a compactação e a erosão ocorrem de forma localizada);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A exposição do solo que ocorre nas áreas desbastadas sujeitam o solo ao processo erosivo com a consequente depreciação edáfica e estética da área

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (os galhos e as folhas que caem recobrem o solo tornando-se letais para alguns desses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a queda desses materiais ocorre a nível local);

140


-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário)..

Danos a microbiota do solo devido ao recobrimento desse pelas partículas, tornando-se letais para alguns organismos. Medidas mitigadoras: procurar diminuir a emissão dessas partículas utilizando-se de equipamentos mais adequados e operadores mais treinados na execução de suas atividades.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o banco de propágulos vegetais presentes no solo é afetado pela deposição das folhas e dos galhos no solo, o que acaba por afetar a chegada de luz solar até o banco de propágulo vegetal);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a queda desses materiais se dá em determinado local);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (voltam a crescer assim que o material é retirado de sobre o solo);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A deposição de folhas e de galhos desprendem muitas partículas sólidas do solo, atingindo grande parte do banco de propágulos de vegetais do solo.

Medidas mitigadoras: treinar os operários na execução das tarefas, diminuindo, assim, danos mecânicos ao banco de propágulos do solo.

141


Empregos

-

positivo (ocupação da mão-de-obra no trabalho de desrama);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (usa-se de mão-de-obra de toda a região);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (sempre haverá um contingente de pessoas empregadas);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de gerar empregos na região.

Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos. Contratar, quando possível, mão-de-obra juvenil, de deficientes físicos e feminina, que são pouco utilizadas em outros empreendimentos florestais.

Desenvolvimento Regional

-

positivo (gera recursos, principalmente para o setor rural da região);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a contratação de pessoal e seus efeitos ocorrem a nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (sempre haverá um contingente de pessoas empregadas, recebendo remuneração e promovendo o desenvolvimento regional);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de promover o desenvolvimento da região uma vez que gera empregos e, consequentemente, movimenta a economia regional.

142


Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos e consequentemente, movimentando a economia regional.

Paisagismo

-

negativo (a eliminação de galhos causa um impacto visual);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a referida ação se dá atingindo toda uma região);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

cíclico (voltará a ocorrer na próxima desrama);

-

reversível (uma vez que após certo tempo da desrama, nascerão novos galhos recompondo o visual).

A eliminação de galhos causa um impacto visual.

Medidas mitigadoras: efetuar o desbaste em glebas, associado a sistema de plantio em mosaicos. Evitar o desbaste perto de aglomerados humanos.

Coleta das folhas

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (a coleta dos galhos e das folhas faz com que partículas do solo se desprendam indo para a atmosfera e o uso de tratores puxando carretas onde serão acomodados estes materiais, causam a depreciação da qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (o impacto ocorre onde está sendo feita a coleta);

143


-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (depois de certo tempo, ocorre a deposição das partículas sólidas no solo e a dissipação dos gases);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A coleta dos galhos e das folhas faz com que partículas do solo se desprendam indo para a atmosfera e o uso de tratores puxando carretas onde serão acomodados estes materiais, causam a depreciação da qualidade do ar.

Medidas mitigadoras: treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. Desenvolver um novo sistema de coleta das folhas e galhos.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (a exposição e a compactação promovida pelos tratores e carretas e pelo pessoal, nesses locais, favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a compactação e a erosão ocorrem de forma localizada);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A exposição e a compactação promovida pelos tratores e carretas e pelo pessoal, nesses locais, favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica.

Medidas mitigadoras: desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

144


Recurso Edáfico (microflora e microfauna do solo)

-

negativo (o pisoteamento e o trânsito de equipamentos tornam-se letais para alguns desses organismos; bem como a liberação de partículas sólidas e de gases pelos tratores que rebocam as carretas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a realização dessa tarefa ocorre a nível local);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Danos a microbiota do solo devido o pisoteamento e o trânsito de equipamentos tornam-se letais para alguns desses organismos e também devido à liberação de partículas sólidas e de gases pelos tratores que rebocam as carretas

Medidas mitigadoras: procurar diminuir a emissão dessas partículas utilizando-se de equipamentos mais adequados e operadores mais treinados na execução de suas atividades. Planejar bem a operação de coleta das folhas.

Flora Terrestre (banco de propágulos no solo)

-

negativo (o pisoteamento e o trânsito de equipamentos tornam-se letais para alguns desses organismos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

local (a realização dessa tarefa ocorre a nível local);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (após certo tempo, há a re-colonização do solo por parte desses organismos);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

145


A deposição de folhas e de galhos e as passadas de equipamentos como as carretas desprendem muitas partículas sólidas do solo, atingindo grande parte do banco de propágulos de vegetais do solo.

Medidas mitigadoras: treinar os operários na execução das tarefas, diminuindo, assim, danos mecânicos ao banco de propágulos do solo.

Empregos

-

positivo (ocupação da mão-de-obra na coleta das folhas, no ensacamento e no enchimento das carretas com estas);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (usa-se de mão-de-obra de toda a região);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (sempre haverá um contingente de pessoas empregadas);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de gerar empregos na região.

Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos. Contratar, quando possível, mão-de-obra juvenil, de deficientes físicos e feminina, que são pouco utilizadas em outros empreendimentos florestais.

Desenvolvimento Regional

-

positivo (gera recursos, principalmente para o setor rural da região);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a contratação de pessoal e seus efeitos ocorrem a nível regional);

146


-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (sempre haverá um contingente de pessoas empregadas, recebendo remuneração e promovendo o desenvolvimento regional);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A contratação de mão-de-obra para o trabalho nas plantações florestais representa uma forma de promover o desenvolvimento da região uma vez que gera empregos e, consequentemente, movimenta a economia regional.

Medidas potencializadoras: contratação de mão-de-obra necessária, seja ela dos antigos proprietários ou pessoas deslocadas de outras áreas, evitando substituí-la por máquinas e/ou equipamentos, gerando mais empregos e consequentemente, movimentando a economia regional.

Transporte até depósitos provisórios

Os impactos ambientais desta atividade apresentaram o seguinte perfil qualitativo:

Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas para a realização da atividade provoca a emissão de gases e de partículas sólidas para a atmosfera, que depreciam temporariamente a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas se dá nos locais de coleta);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

cíclico (depois de decorrido certo tempo da realização da atividade, os gases se dispersam e as partículas sólidas se depositam, eliminando por completo os efeitos do impacto, até que o ciclo se repita naquele local);

-

reversível (esses impactos se manifestarão novamente quando os trabalhos

147


voltarem para esta área).

O trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas para a realização da atividade provoca a emissão de gases e de partículas sólidas para a atmosfera, que depreciam temporariamente a qualidade do ar.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação do solo causada pelo trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas favorece a ocorrência de fenômenos erosivos, que são responsáveis pelo carreamento de partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando, assim, a sua turbidez e o seu progressivo assoreamento);

-

indireto (o impacto surge primeiramente no solo);

-

regional (a atividade se desenvolve na região que é constituída de vários talhões, afetando, assim, os cursos d’água em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (pois a compactação da área se dá em caráter permanente);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as

148


atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (pois a compactação promovida na área interfere no equilíbrio entre os processos de escorrimento superficial e infiltração da água no perfil do terreno, com reflexos sobre a vazão dos canais de drenagem);

-

indireto (o impacto se origina no solo, para depois se manifestar sobre a vazão);

-

regional (uma vez que a atividade se desenvolve na região, afetando, assim, a vazão dos cursos d’água em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

As máquinas que fazem o transporte até locais provisórios causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: uso de máquinas com um menor poder de compactação e operários treinados que produzam o mínimo de impactos na área. Fazer um planejamento adequado de locação da rede viária e em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

149


Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (o trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas promove a compactação do solo, favorecendo a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a atividade se desenvolve na região que é constituída de vários talhões);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A exposição e a compactação promovida pelos tratores e carretas e pelo pessoal, nesses locais, favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica.

Medidas mitigadoras: procurar treinar os operadores para desenvolverem atividades que, durante a realização de suas tarefas, compactem o solo o mínimo possível. Utilizar maquinários que compactem menos o solo. Desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

Flora Terrestre (regeneração natural sob floresta manejada)

-

negativo (pois o trânsito dos caminhões e/ou tratores com carretas causa danos mecânicos a vegetação de sub-bosque);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda região é atingida afetando, assim, a regeneração natural sob o plantio em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (o impacto perdura até a retomada do crescimento da vegetação

150


de sub-bosque); -

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A vegetação de sub-bosque é afetada por danos mecânicos quando há a passagem de veículos.

Medidas mitigadoras: executar as operações com operadores treinados evitando, assim, o excesso de danos ao povoamento e ao banco de propágulos vegetais do local.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (os danos causados no sub-bosque refletem-se sobre a fauna terrestre, pois várias espécies dependem desse tipo de vegetação como fonte de alimento, abrigo e refúgio);

-

indireto (pois o impacto ocorre primeiramente na vegetação de sub-bosque, para depois afetar a fauna terrestre);

-

regional (a vegetação de sub-bosque é impactada em nível regional e, consequentemente, a sua fauna terrestre típica);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de longo prazo);

-

temporário (o impacto perdura até a retomada do crescimento da vegetação de sub-bosque);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Os danos causados no sub-bosque, principalmente pela passagem de veículos, refletem-se sobre a fauna terrestre, pois várias espécies dependem desse tipo de vegetação como fonte de alimento, abrigo e refúgio.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de

151


enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez e do assoreamento causados pela atividade provoca distúrbios na comunidade aquática);

-

indireto (o impacto ocorre primeiramente no solo e no recurso hídrico, para depois se manifestar na comunidade biótica aquática);

-

regional (os cursos d’água foram impactados em nível regional em termos de turbidez e assoreamento e, consequentemente, a sua comunidade biótica típica);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de afetada a produtividade do ecossistema aquático, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A passagem de veículos provoca a compactação, que leva aos fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

Medidas mitigadoras: diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

Transporte para fonte de industrialização

Os impactos ambientais desta atividade apresentaram o seguinte perfil qualitativo:

152


Ar (gases e partículas sólidas)

-

negativo (o trânsito dos caminhões provoca a emissão de gases e de partículas sólidas para a atmosfera, que depreciam temporariamente a qualidade do ar);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (o trânsito dos veículos se dá numa região que é constituída de vários talhões);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (depois de decorrido certo tempo da realização da atividade, os gases se dispersam e as partículas sólidas se depositam, eliminando por completo os efeitos do impacto);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

O trânsito dos caminhões para a realização da atividade provoca a emissão de gases e de partículas sólidas para a atmosfera, que depreciam temporariamente a qualidade do ar.

Medidas mitigadoras: desenvolver novos combustíveis e a parte mecânica das maquinarias, tornando-os menos poluidores. Melhorar a manutenção das maquinarias; treinar os operadores para que estes desenvolvam suas atividades de uma forma o mais racional possível. E, quando possível, utilizar-se de caminhões pipas para irrigar o solo e assim evitar o desprendimento de partículas.

Recurso Hídrico (turbidez e assoreamento)

-

negativo (a compactação do solo causada pelo trânsito dos caminhões favorece a ocorrência de fenômenos erosivos, que são responsáveis pelo carreamento de partículas sólidas para os cursos d’água, aumentando, assim, a sua turbidez e o seu progressivo assoreamento);

-

indireto (o impacto surge primeiramente no solo);

153


-

regional (a atividade se desenvolve na região que está sendo explorada, afetando, assim, os cursos d’água em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (pois a compactação da área se dá em caráter permanente);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

O revolvimento do solo e a compactação fazem com que ocorra um aumento no nível de turbidez e assoreamento das coleções de água.

Medidas mitigadoras: desenvolver equipamentos e maquinarias com um menor poder de compactação do solo; treinar os operários para desenvolverem as atividades causando o mínimo de compactação ou revolvimento do solo possível. Elaborar projetos de implantação da rede rodoviária e de aceiros bem embasados tecnicamente.

Recurso Hídrico (vazão)

-

negativo (pois a compactação promovida na área interfere no equilíbrio entre os processos de escorrimento superficial e infiltração da água no perfil do terreno, com reflexos sobre a vazão dos canais de drenagem);

-

indireto (o impacto se origina no solo, para depois se manifestar sobre a vazão);

-

regional (a atividade se desenvolve na região que é constituída de vários talhões, afetando, assim, a vazão dos cursos d’água em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (uma vez compactada a área, os efeitos sobre a vazão se mostram permanentes);

-

irreversível (pelo fato de o impacto ser permanente).

154


As máquinas que fazem o transporte até a indústria causam a compactação do solo favorecendo os processos de escorrimento superficial e sub superficial, em detrimento dos fenômenos de infiltração e percolação da água no perfil do terreno.

Medidas mitigadoras: uso de máquinas com um menor poder de compactação e operários treinados que produzam o mínimo de impactos na área. Fazer um planejamento adequado de locação da rede viária e em pontos de cruzamento com pequenos canais de drenagem. Reestabelecer o fluxo continuo da água, por meio de tubulões.

Recurso Edáfico (compactação e erosão)

-

negativo (o trânsito dos caminhões promove a compactação do solo, favorecendo a ocorrência de fenômenos erosivos);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (a atividade se desenvolve na região);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de compactada a área, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A exposição e a compactação promovida pelos veículos, nesses locais, favorecem o surgimento de fenômenos erosivos, com a consequente depreciação edáfica.

Medidas mitigadoras: procurar treinar os operadores para que, durante a realização de suas tarefas, compactem o solo o mínimo possível. Utilizar maquinários que compactem menos o solo. Desenvolver sistemas de exploração florestal em mosaicos, de forma que não se exponham às intempéries extensas áreas de uma única vez.

155


Flora Terrestre (regeneração natural sob floresta manejada)

-

negativo (o trânsito dos caminhões causa danos mecânicos a vegetação de sub-bosque);

-

direto (representa uma relação de causa e efeito);

-

regional (toda região é atingida afetando, assim, a regeneração natural sob o plantio em nível regional);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

temporário (o impacto perdura até a retomada do crescimento da vegetação de sub-bosque);

-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

A vegetação de sub-bosque é afetada por danos mecânicos quando há a passagem de veículos.

Medidas mitigadoras: executar as operações com operadores treinados evitando, assim, o excesso de danos ao povoamento e ao banco de propágulos vegetais do local.

Fauna Terrestre (vertebrados e insetos)

-

negativo (os danos causados no sub-bosque refletem-se sobre a fauna terrestre, pois várias espécies dependem desse tipo de vegetação como fonte de alimento, abrigo e refúgio);

-

indireto (pois o impacto ocorre primeiramente na vegetação de sub-bosque, para depois afetar a fauna terrestre);

-

regional (a vegetação de sub-bosque é impactada em nível regional e, assim, a sua fauna terrestre típica);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de longo prazo);

-

temporário (o impacto perdura até a retomada do crescimento da vegetação de sub-bosque);

156


-

reversível (uma vez que o impacto é temporário).

Os danos causados no sub-bosque, principalmente pela passagem de veículos, refletem-se sobre a fauna terrestre, pois várias espécies dependem desse tipo de vegetação como fonte de alimento, abrigo e refúgio.

Medidas mitigadoras: procurar implantar estas operações em áreas que já tenham sido alteradas antropicamente; procurar deixar os remanescentes vegetais nativos contíguos, abrangendo as áreas mais conservadas. Desenvolver plantios de enriquecimento. Desenvolver equipamentos e maquinarias mais silenciosos e limitar a velocidade destes próximo dos locais de concentração faunística.

Flora Aquática (macrófitas e fitoplâncton) e Fauna Aquática (peixes e zooplâncton)

-

negativo (o aumento da turbidez e do assoreamento causados pela atividade provoca distúrbios na comunidade aquática);

-

indireto (o impacto ocorre primeiro no solo e no recurso hídrico, para depois se manifestar na comunidade biótica aquática);

-

regional (os cursos d’água foram impactados em nível regional em termos de turbidez e assoreamento e, consequentemente, a sua comunidade biótica típica);

-

longo prazo (o impacto surge na etapa de exploração e transporte);

-

permanente (depois de afetada a produtividade do ecossistema aquático, os efeitos se mostram permanentes);

-

irreversível (uma vez que o impacto é permanente).

A passagem de veículos provoca a compactação, que leva aos fenômenos erosivos, com o consequente aumento da turbidez e progressivo assoreamento dos cursos d’água, causando impactos na comunidade aquática.

157


Medidas mitigadoras: diminuir o grau de compactação do solo modificando os equipamentos e as maquinarias e recompor a vegetação ciliar que funciona como filtro para estas partículas.

158


3. CONCLUSÃO DESSA AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE EUCALIPTO

O investimento em eucalipto, além de gerar retornos significativos na sua comercialização, em forma de celulose ou de produtos sólidos, promove a pesquisa, gera conhecimentos, favorece a criação de empregos e impostos, evita a migração, estimula o mercado e a implantação de novos negócios, além de influenciar positivamente o PIB nacional.

O investimento em eucalipto é, portanto, uma fonte de riquezas econômicas e sociais, e uma alternativa inteligente para a preservação ambiental e ecologicamente correta ao estimular o progresso e a geração de bem-estar da humanidade, desde que, devidamente planejado e implantado, de conformidade com os padrões ambientais e sob a égide da ética e do respeito à vida.

Atribui-se, pois, uma dimensão muito maior às florestas, considerando a relação intensa homem/ambiente/floresta, pensando-se na dependência do homem e do ambiente com a árvore, desde priscas eras.

Então: que floresta se quer para o futuro? Que floresta pode-se ter no futuro? FOELKEL (1995) expressa seu pensamento de que a: nova floresta plantada é a floresta do futuro. É a floresta que o povo quer. E a que gerará madeira homogênea, a partir de plantas monogenômicas (clonagem) ou não, mas que também cumprirá todos os outros papéis que lhe cabe, inclusive, o social. A nova floresta possuirá a produção de madeira e de alimentos, será abrigo e casa de bichos, terá biodiversidade, será um ambiente agradável para lazer do ser humano, causará mínimos impactos ambientais, resgatará o papel social da floresta, reintegrará o homem ao campo, terá biodiversidade, será um ambiente agradável para lazer do ser humano, causará mínimos

159


impactos ambientais, resgatará o papel social da floresta, reintegrará o homem ao campo, terá produção equilibrada e diversificada, conservará melhor o solo, gerará empregos e oportunidades a pequenos investidores e incorporará ao homem, que interagirá nela, o respeito à natureza, aos animais, à flora e à própria floresta homogênea plantada.

Todavia, para se ter essa nova floresta, há de se ter como base: vontade de fazêlo, consciência ecológica e humana, planejamento conservacionista, educação e respeito ao homem e à natureza, ou seja, respeito e amor à Vida.

Será uma floresta ecológica e economicamente correta. Haverá plantios homogêneos, com elevada produtividade, mas também florestas nativas. Sendo uma floresta planejada, as áreas com muito capim não serão violentadas com herbicidas, para depois se plantar o eucalipto ou pinus. Capim é pasto, é alimento de gado que pode conviver na nova floresta. E gado é proteína, é alimento, e, enquanto vivo, é parte do ecossistema...pelo planejamento conservacionista, cada área tem sua própria vocação, serve para agricultura, para pastagem, para refúgio intocável da fauna e flora, para proteção de mananciais ou para plantio de florestas homogêneas, entre outras atividades...O objetivo é sempre o mínimo impacto ambiental...Tudo isso é feito com o alto envolvimento de pessoas da comunidade. A empresa de base florestal deve-se escancarar para a comunidade. Afinal, ela é parte dela... (FOELKEL, 1995).

Do exposto, conclui-se que o eucalipto é a espécie arbórea que mais se presta ao reflorestamento. Um programa de plantio de florestas de eucalipto, bem planejado e de acordo com os princípios de respeito à Mãe Natureza, favorece e compatibiliza os interesses econômicos, tecnológicos, sociais e ambientais. O equilíbrio da Terra é, então, mantido e preservado. Pode-se afirmar, com certeza, que só assim haverá a perfeita interação do homem/ambiente/floresta.

160


PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE Eucalyptus sp. FATORES AMBIENTAIS RELEVANTES MEIO FÍSICO AR

F

MEIO BIÓTICO

RECURSO HÍDRICO

RECURSO EDÁFICO

FAUNA

FLORA TERRESTRE

TERRESTRE

MEIO ANTRÓPICO

FLORA

FAUNA

AQUÁTICA

AQUÁTICA

Aquisição de terras

NDR

NIR

NIR

CAS

CAS

CAS

Aquisição de fatores de

Paisagismo

Regional

PDR

produção

CYV

Contratação de mão-de-obra

PDR

PDR

PDR

CAS

CAS

CAS

NDR

NDR

NIR

NIR

NDL

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

Instalação de estruturas de

NDL

NDL

NIL

NIL

NIL

NDL

NDL

NDL

NDL

NIL

NIL

NIL

NIL

NIL

NIL

NDL

apoio

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

Aceiramento e talhonamento da

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NDR

área

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NDR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

Enleiramento, queima e

NDR

NDR

NIR

NIR

NDR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NDR

requeima

CTV

CTV

CTV

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CTV

CAS

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CTV

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

PDR

PDR

NIR

NIR

NIR

NIR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CTV

CAS

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

Construção da rede rodoviária

Implantação

Desenvolvimento

Empregos

Fixação do

Homem á terra

Estrutura

Fundiária

Zooplancton

Peixes

Fitoplancton

Macrófitas

Insetos

Vertebrados

Natural sob

Floresta Manejada

Solo Regeneração

Propágulos no

Original Banco de

Solo Vegetação

Microfauna do

Erosão

Microflora e

Compactação

Vazão

Fluxo da Água

Interrupção do

Qualidade

Química da Água

Assoreamento

IMPACTANTES

E

Turbidez

S

Gases

ATIVIDADES

Partículas Sólidas

A

Desmatamento mecanizado

Produção de mudas

Preparo do terreno

Combate químico as formigas

Plantio

Práticas silviculturais

NDR

NDR

PDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

CAS

NDR

NDR

NIR

NIR

NDR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

CTV

CTV

CTV

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CTV

CAS

CTV

CTV

CAS

CAS

CAS

CAS

Figura 1: Matriz de interação para identificação e caracterização qualitativa de impactos ambientais do manejo florestal sustentável – Fase de implantação. Características dos impactos Valor: Positivo (P); Negativo (N);Ordem: Direto (D); Indireto (I); Espaço: Local (L); Regional (R); Estratégico (E); Tempo: Curto prazo (C); Médio prazo (M); Longo prazo (O); Dinâmica: Temporário (T); Cíclico (Y); Permanente (A); Plástica: Reversível (V); Irreversível (S).

161


PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE Eucalyptus sp. FATORES AMBIENTAIS RELEVANTES MEIO FÍSICO AR

F

MEIO BIÓTICO

RECURSO HÍDRICO

RECURSO EDÁFICO

FAUNA

FLORA TERRESTRE

TERRESTRE

MEIO ANTRÓPICO FLORA

FAUNA

AQUÁTICA

AQUÁTICA

Paisagismo

Regional

MAS

Desenvolvimento

Zooplancton NIR

MAS

Empregos

Peixes NIR

MAS

Fixação do

Fitoplancton NIR

MAS

Homem á terra

Macrófitas NIR

MTV

Estrutura

Insetos NIR

MTV

Fundiária

Vertebrados NIR

MTV

Natural sob

NDR

MTV

Solo Regeneração

NDR

MAS

Propágulos no

NDR

MAS

Original Banco de

NDR

MAS

Solo Vegetação

Erosão

NIR

MTV

Microfauna do

Compactação

NIR

MA

Microflora e

Vazão

NIR

MAS

Fluxo da Água

NIR

MTV

Interrupção do

NDR

MTV

Qualidade

Assoreamento

NDR

Química da Água

Turbidez

Controle do sub-bosque

Gases

IMPACTANTES

E

Partículas Sólidas

S

ATIVIDADES

Floresta Manejada

A

S

Manutenção

Manutenção e melhoria da rede rodoviária e de aceiros

Desbaste

NDR

NDR

NIR

NIR

NDL

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

PDR

NDR

MTV

MTV

MAS

MA

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

S NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NDR

MTV

MTV

MAS

MA

MAS

MAS

MAS

MAS

MAS

MTV

MTV

MTV

MAS

MAS

MAS

MAS

MTV

S Aceiramento para controle de incêndios

NDL

NDL

NIL

NIL

NIL

NDL

NDL

NDL

NDL

NDL

NDL

NIL

NILM

NIL

NIL

NIL

NIL

MTV

MTV

MAS

MA

MAS

MAS

MAS

MTV

MTV

MAS

MTV

MTV

TV

MAS

MAS

MAS

MAS

S

Práticas silviculturais de

NDR

NDR

NIR

NIR

NDR

NIR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

manutenção

MTV

MTV

MTV

MTV

MTV

MAS

MAS

MAS

MTV

MAS

MTV

MTV

MAS

MAS

MAS

MAS

Figura 2: Matriz de interação para identificação e caracterização qualitativa de impactos ambientais do manejo florestal sustentável – Fase de manutenção. Características dos impactos Valor: Positivo (P); Negativo (N); Ordem: Direto (D); Indireto (I); Espaço: Local (L); Regional (R); Estratégico (E); Tempo: Curto prazo (C); Médio prazo (M); Longo prazo (O); Dinâmica: Temporário (T); Cíclico (Y); Permanente (A); Plástica: Reversível (V); Irreversível (S).

162


PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE Eucalyptus sp. FATORES AMBIENTAIS RELEVANTES MEIO FÍSICO AR

F

MEIO BIÓTICO

RECURSO HÍDRICO

RECURSO EDÁFICO

FAUNA

FLORA TERRESTRE

TERRESTRE

MEIO ANTRÓPICO

FLORA

FAUNA

AQUÁTICA

AQUÁTICA

NDL

NIL

NIL

NIL

NDL

NDL

NDL

NDL

PIR

PIR

NIR

OTV

OTV

OYV

OYV

OAS

OAS

OAS

OTV

OTV

OAS

OAS

OYV

NIL

NIL

NDL

NDL

NDL

NDL

PDR

PDR

OTV

OTV

OAS

OAS

Exploração e Transporte

Coleta das folhas

Paisagismo

NDL

Desrama

Regional

OAS

Desenvolvimento

Zooplancton NIL

OAS

Empregos

Peixes NIL

OAS

Fixação do

Fitoplancton NIL

OAS

Homem á terra

Macrófitas NIL

OTV

Estrutura

Insetos NIL

OTV

Fundiária

Vertebrados NIL

OAS

Natural sob

NDL

OTV

Solo Regeneração

NDL

OAS

Propágulos no

NDL

OAS

Original Banco de

NDL

OAS

Solo Vegetação

Erosão

NIL

OAS

Microfauna do

Compactação

NIL

OAS

Microflora e

Vazão

NIL

OTV

Fluxo da Água

Assoreamento

NDL

OTV

Interrupção do

Turbidez

NDL

estaleiros

Qualidade

Gases

Instalação de acampamentos e

IMPACTANTES

E

Química da Água

Partículas Sólidas

S

ATIVIDADES

Floresta Manejada

A

NDL OTV

OTV

OTV

OAS

OAS

Transporte até depósitos

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

provisórios

OYV

OYV

OAS

OAS

OAS

OAS

OAS

OTV

OTV

OTV

OAS

OAS

OAS

OAS

Transporte para fonte de

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NDR

NDR

NDR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

NIR

PIR

PIR

industrialização

OTV

OTV

OAS

OAS

OAS

OAS

OAS

OTV

OTV

OTV

OAS

OAS

OAS

OAS

OYV

OYV

Figura 3: Matriz de interação para identificação e caracterização qualitativa de impactos ambientais do manejo florestal sustentável – Fase de exploração e transporte. Características dos impactos Valor: Positivo (P); Negativo (N); Ordem: Direto (D); Indireto (I); Espaço: Local (L); Regional (R); Estratégico (E); Tempo: Curto prazo (C); Médio prazo (M); Longo prazo (O); Dinâmica: Temporário (T); Cíclico (Y); Permanente (A); Plástica: Reversível (V); Irreversível (S).

163


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ACKERMAN, D.P. Control of Water Catchments by the Development of Forestry. South African Forestry Journal, v. 98, p.24-27, 1976.

AGÊNCIA TERRA. A qualidade da vida das famílias dos trabalhadores do “mundo do eucalipto”. Brasil.1994. 11 p. (mimeogr.)

AGRIANUAL. Anuário da Agricultura Brasileira. São Paulo: FNP, p.359, 2003.

AGUIAR, C.A.L. Indústria Brasileira de Árvores. 2014. Disponível em: <http://www.investagro.com.br/wp-content/uploads/2015/07/iba_2014_pt.pdf>. Acessado em: 05 out. 2015.

ANDRADE, E.N. O problema florestal no Brasil. Seção de Obras de O Estado de São Paulo. 1923. 104 p.

ANDRADE, E.N. O Eucalipto. Chácaras e Quintais. São Paulo, 1939. 121 p.

ARANTES, A.A. O que é cultura popular. Editora Brasiliense, 1981. 81 p.

ARACRUZ. O eucalipto. Disponível em: <http://www.aracruz.com.br>. Acesso em 30 ago. 2003.

ARACRUZ. Metas sociais 2002. Disponível em: <http://www.aracruz.com.br>. Acesso em 26 set. 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CARVÃO VEGETAL - ABRACAVE. Exportação de carvão vegetal. Disponível em: <http://www.abracave.com.br>. Acesso em 19 set. 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Certificação de origem florestal. In: I Seminário Internacional sobre Produtos Sólidos de Madeira de Alta Tecnologia e I Encontro sobre Tecnologias apropriadas de

164


desdobro, secagem e utilização de Madeira de Eucalipto. (1998: Belo Horizonte). Anais ...Viçosa, MG: SIF; UFV, DEF, p.249-252, 1998.

BACHA, C. J. C. A situação atual dos dados sobre reflorestamento no Brasil. Análise Econômica, v.10, n.17, p.141-155, 1992.

BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MINAS GERAIS. Economia mineira 1989: diagnóstico e perspectivas. Belo Horizonte, 1989. v.2, tomo II.

BARA TEMES S., RODRÍGUEZ, A.R., SOTRES, M.C.G., MASILLA V. P., SANTOS, M.A. Efectos ecológicos del Eucalyptus globulus em Galicia. Estúdio Comparativo com Pinus Pinaster y Quercus robur. Madrid, INIA. 1985. 381 p.

BARROS, N. F., NOVAES, R. S. Relação solo-eucalipto. Viçosa: Folha de Viçosa. 1990. 330 p.

BRASIL. AGRIDATA. Látex. Disponível em: <http://www.agridata.mg.gov.br/sering.htm#item10>. Acesso em maio 2003.

BRASIL. IPEF. Eucalyptus sp. Disponível em: <http://www.ipef.br/silvicultura/plantioeucalipto.html>. Acesso em maio 2003.

BEAUCORPS, G. Rapports entre lespeuplements d’eucalyptus et les soils sableux de la Mmora et du Rharb. In: Annales de la Recherche Forestiére au Maroc. Tomo v.5, p. 29-216, 1957. BHASKAR, V. Who Should Raise “Industrial Plantations”? Industries, Forest Departments, or Farmers. The International Tree Cops Journal, v.3, p.187189, 1985.

CABRAL, F. Madeira de lei. Ciência Hoje, v.33, n.193, p.48-49, maio2003.

COMISSÃO ECONÔMICA PARA AMÉRICA LATINA - CEPAL. El desarollo sustentable : Transformation produtiva, equidade y médio ambiente – Editado pela ONU (Organização das Nações Unidas) – Chile. 1991. 146 p.

165


COUTO, L., PASSOS, C. A M. O Estado da arte e do conhecimento do uso de eucaliptos em sistemas agroflorestais em Minas Gerais. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, p.146-158, 1995.

ELDRIDGE, K., CROMER, R.N. Adaptation and Physiology of Eucalyptus in Relations to Genetic Improvement. In: Simpósio sobre Silvicultura y Mejoramento Genético de Especies Forestales. Buenos Aires, CIEF, p.1-15, 1987.

FEIO, M. A reconversão da agricultura e a Problemática do eucalipto. Associação Central de Agricultura Portuguesa, Lisboa. 1989. 166 p.

FERRI, M. G. O consumo de água pelos Eucaliptos. Anuário Brasileiro de Economia Florestal, v.9, p. 207-210, 1957.

FOELKEL, C.E.B. Estado atual e perspectivas das florestas plantadas no Brasil. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, 1995. p.202-207.

FOLHAONLINE. Brasileiros pretendem produzir eucalipto transgênico. Disponível em: <http://www1.Folha.uol.com.br/folha/ciencia>. Acesso em 30 ago.2003.

FOOD AGRICULTURAL ORGANIZATION - FAO. The ecological effects of eucaliptus. Itália: FAO. 1985. 72 p.

FORD, E.D. Catastrophy and Disruption in Forest Ecosystems and their Implications for Plantation Forestry. XVII IUFRO World Congress. Kyoto, p.21-36, 1981.

GALINA, I. C. M. Madeira de eucalipto/produtos: experiências recentes. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, p.173-183,1995. GONÇALVES, M. T. Política florestal e a evolução dos plantios de eucalipto no Brasil. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, p.81-92,1995 a .

GONÇALVES, M. T. Pau que nasce certo e entorta a vida dos outros. Belo Horizonte: CPT-MG, CEMEPAF, PARC. 1995b. 43p.

166


GOLÇALVEZ De M. J. L. & BENEDETTI V. Nutrição e fertilização florestal. Piracicaba São Paulo: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. 427 p. 2000.

GOLÇALVEZ De M. J. L. & STAPE J.L. Conservação e cultivo de solos para plantações florestais. Piracicaba São Paulo: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. 498 p. 2002.

GUERRA, C. Meio ambiente e trabalho no mundo do eucalipto. 2.ed. Associação Agência Terra. 1995. 143 p.

HOEFLISH, V. A . Sistemas agroflorestais. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, . p.159-172, 1995.

HOMEM, V.P. A Cultura do Eucalipto na melhoria do solo. Segunda Conferência Mundial do Eucalipto. FAO, Relatórios e Documentos, São Paulo. p. 911-925, 1961.

INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES. 2014. Disponível em: <http://www.florestal.gov.br/snif/recursos-florestais/as-florestas-plantadas>. Acessado em: 05 out. 2015

ISTO É. Trabalha, escravo. São Paulo: Ed. Três, p.32-35, maio 1994.

JAYAL, N.D. Destruction of Water resources: the Most Critical Ecological Crisis Of East Asia. Ambio, XIV v.2, p.95-98, 1985.

JOYCE, C. The Tree that Caused s Riot. New Scientist. p.54-59, 1988. KRISHNAMURTHY, B. V. Ecological Destruction through Government’s Policies. Workshop on Eucalyptus Plantation. Bangalore, p. 9-16, 1984. LEITE, N. B. SBS: Sociedade Brasileira de Silvicultura. In: Seminário Eucalipto: uma visão global, (1995: Belo Horizonte). Anais ... Viçosa: AMDA; EMBRAPA; SIF, p.69-90, 1995.

LEPSCH, I. F. Influência do Cultivo de Eucalypto e Pinus nas Propriedades Químicas do Solo sob Cerrado. Revista Brasileira da Ciência do Solo, v.4, n.2, p.103-107, 1980.

167


LIMA, W. P. Impacto Ambiental do Eucalipto. 2. ed. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1996. 301 p.

LOOMIS, R. S. Productivity of Agricultural Systems. In: LANGE et al. ( eds ). Physiological Plant Ecology IV. Springer-Verlag. p. 151-172, 1983.

MACHADO, C. C., IGNÁCIO, S. A., VALE, A. B., SOUZA Jr, H. S. Efeito da extração de madeira com guincho arrastador na brotação de Eucalyptus alba. Revista Árvore, Viçosa, v.14, n.1, p. 55-60, 1990 .

MATHUR, H. N., SHARMA, K. K., ANSARI, M. Y. Economics of Eucalyptus Plantations under Agroforestry. Indian Forester. p.171-201, 1984.

OLIVA, M. A , LOPES, N. F., FAÇANHA, J. G. V. Avaliação da resistência à seca de ponteiros em Eucalyptus Ssp. Mediante Termometria a Infravermelho. Revista Árvore, v.8, p.112-122, 1984.

ORLANDINI, D. 2000. Cultivo e resinagem de Pinus. Viçosa, CPT, 2000. 66 p.

PANDOLFO, C. A floresta amazônia brasileira: enfoque econômicoecológico. Belém, SUDAM. 1978. 118 p.

PEREIRA, H. C. Land Use and Water Resources. London, Cambridge University Press. 1973. 246 p.

POORE, M. D., FRIES, C. The ecological effects of Eucalyptus. FAO Forestry Paper 59. 1985. 87 p. REYNOLDS, E. R. C., WOOD, P. J. Natural versus Man-made Forests as Buffer against Environmental Deterioration. Forest Ecology and Management. v.1, p.83-96, 1977.

RICHARDS, P. W. The Tropical Rain Forest. Scientific American, Dezembro de 1973, p. 58-67, 1973.

RODÉS, L., BARRICHELO, L. G. E., FERREIRA, M. A biodiversidade e o projeto FLORAM: produtividade x condições ambientais. Estudos Avançados, v.4, n.9, p. 175-199, 1990.

168


SÁ, C. F. O Eucalipto e o Reflorestamento do Brasil no Quadro da Natureza. Campanha Associativa de Proteção a natureza. São Paulo. 1952. 71 p.

SHUTTLEWORTH, W. J. Evaporation From Amazonian Forest. Proc. Royal Society of London., v. 233, p. 321-346, 1989.

SILVA, J. C., OLIVEIRA, J. T. S. Óleos essenciais de eucalipto. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p.116-119, ago.2003.

SILVA, J. C. Perspectivas do setor florestal brasileiro. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p.04-06, ago.2003 a.

SILVA, J. C. O eucalipto na indústria de carvão vegetal. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p.130-132, ago.2003b.

SILVA, J. C. Projeto GENOMA do eucalipto. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p.106-108, ago.2003c.

SILVA, J. C. Reflexos da agregação de valor aos produtos de base florestal. Viçosa, 2003d (apresentação em power point).

SILVA, J. C. Perspectivas do setor moveleiro. Viçosa, 2003e. 7p. (mimeogr.).

SILVA, J. C. Celulose e papel. Viçosa, 2003f. 26p. (mimeogr.). SILVA, J. C. O eucalipto em números. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p. 14-15, set.2001 a.

SILVA, J. C. O eucalipto e suas origens. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p. 10-12, set.2001b.

SILVA, J. C. A importância do eucalipto para a indústria de carvão vegetal. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p. 86-88, set.2001c.

SILVA, J. C. A importância do eucalipto para a indústria de celulose no Brasil. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p. 90-92, set.2001d.

169


SILVA, J. C. Qualidade e uso múltiplo da madeira de eucalipto. Revista da Madeira. Curitiba, Ed. especial, p.56-58, set.2001e.

SILVA, J.C. Impactos ambientais. Revista da madeira. Curitiba, Edição especial, 2001. p. 24-29, set. 2001f.

SILVA, J.C. Qualidade da madeira do eucalipto. Revista da madeira. Curitiba, Edição especial, p. 32-34, set. 2001g.

SILVA, E. Critérios para avaliação ambiental de plantios florestais no Brasil. UFV, Minas Gerais. Cadernos Didáticos, 52. 2001h. 35 p.

SILVA, E. Técnicas de avaliação de impactos ambientais. Viçosa: CPT, 1999. (Manual, 199). 64p.

SILVA, E. Aspectos políticos e sociais dos impactos ambientais das operações de colheita e transporte florestal. In: Simpósio Brasileiro sobre Colheita e Transporte Florestal, 2. (1995: Salvador). Anais... Salvador: SIF, p. 14- 27, 1995.

SILVA, E. Avaliação qualitativa de impactos ambientais do reflorestamento no Brasil. Viçosa, MG: UFV, 1994. 309p.Tese (Doutorado em Ciência Florestal).

SOUZA, A. P., MACHADO, C. C., GRIFFITH, J. J., NEVES, A. R. Impactos ambientais da exploração florestal e procedimentos para seu controle. Viçosa, SIF, UFV, Boletim Técnico, 3, p. 13-24, 1991.

TIWARI, K. M. & MATHUR, R. S. Water Consuption and Nutrient Uptake by Eucalypts. Indian Forester. v. 109, p. 851-860, 1983.

VALVERDE, S. R. A contribuição do Setor Florestal para o desenvolvimento sócio-econômico: uma aplicação de modelos de equilíbrio multissetoriais. Viçosa, MG: UFV, 2000. 105p. Tese (Doutorado em Ciência Florestal).

ZIMMERMANN, R. C. Impactos ambientais de las actividades forestales. Roma, IT, FAO. Guia FAO: Conservation, 7, 1983. 80 p.

170


WASJUTIN, C. Perigos do reflorestamento com árvores exóticas. Anuário Brasileiro de Economia Florestal. v. 4, p. 196-201, 1951. WETSMAN, W. E. Managing for Biodiversity – Unresolved Science and Policy Questions. Bioscience. v. 40, p. 26-33, 1990.

WHITEHEAD, D. Ecological Aspect of Natural and Plantation Forests. Forestry Abstracts. v. 43, n. 10, p. 615-624, 1982.

WHITMORE, J. L., BURWELL, B. Industria Y Agrosilvicultura. Unasylva, v. 38, p. 28-34, 1986.

171


OLIVEIRA, R. J. de (Org.); OLIVEIRA, R. J. de; SILVA, E. O. de; SANT`ANNA, G. L.; FRANÇA, L. C. de J. Gestão da qualidade, análise e avaliação de impactos ambientais na produção de óleo essencial de eucalipto. 1ª edição: Duque de Caxias: Espaço Científico Livre Projetos Editoriais, 2015.

172


ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


GESTÃO DA QUALIDADE, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE EUCALIPTO Robson José de Oliveira, Doutor em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa - UFV (2008), é Professor do Curso de Bacharelado em Engenharia Florestal na Universidade Federal do Piauí – UFPI, onde desenvolve atividades de pesquisa, extensão e docência nas áreas de Colheita, Ergonomia, Estradas e Transportes Florestais, Política e Legislação Florestal e Avaliação de Impactos Ambientais.

Elisabete Oliveira da Silva, Tecnóloga em Construção de Edifícios pela FANOR DeVry (2015). Especialização em Sistemas de Gestão Integrados da Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho e Responsabilidade Social (SGI). Giovani Levi Sant’Anna, Doutor em Ciência Florestal pela UFV (2006), é Técnico em Estradas na UFV, onde desenvolve atividades nas áreas de Geotecnia e Misturas Asfálticas.

Luciano Cavalcante de Jesus França, é Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal do Piauí - UFPI (2015).

OLIVEIRA, R. J. de (Org.); OLIVEIRA, R. J. de; SILVA, E. O. de; SANT`ANNA, G. L.; FRANÇA, L. C. de J. Gestão da qualidade, análise e avaliação de impactos ambientais na produção de óleo essencial de eucalipto. 1ª edição: Duque de Caxias: Espaço Científico Livre Projetos Editoriais, 2015.

ESPAÇO CIENTÍFICO LIVRE

projetos editoriais


Issuu converts static files into: digital portfolios, online yearbooks, online catalogs, digital photo albums and more. Sign up and create your flipbook.