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Diรกrios Grรกficos. Desenho em cadernos. Illustrated journals. Drawing in sketchbooks.

CENTRO CULTURAL DE LAGOS PAร‡OS DO CONCELHO GALERIA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS

Diรกrios Grรกficos. Desenho em cadernos. Illustrated journals. Drawing in sketchbooks.

CENTRO CULTURAL DE LAGOS 31 OUTUBRO / 31 DEZEMBRO 2009 PAร‡OS DO CONCELHO GALERIA MUNICIPAL TORRES VEDRAS 09 JANEIRO / 30 JANEIRO 2010

“São cadernos de uma grande fragilidade. Quero parar de os fazer e não posso.” “The sketchbooks are very fragile. I want to stop using them, but I can’t.”

CRUZEIRO SEIXAS Artista plástico / Plastic Artist

INTRODUÇÃO. Esta exposição é constituída por desenhos, anotações escritas, esquemas, colagens ou outro tipo de técnicas, que têm a particularidade de serem executados em cadernos. Por este facto, de o suporte ser um caderno e de dimensões transportáveis, pressupõe que seja o resultado de um percurso, de um conjunto de experiências ou de situações que aconteceram ao longo de um tempo determinado - de uma viagem, mesmo sendo esta entendida unicamente como tempo de disponibilidade. O que faz com que a importância de cada desenho dependa da série, ou do caderno, onde está integrado. A ideia de Diário também influi no tipo de registo. É uma intervenção regular, dia após dia, que traduz um determinado tempo da vida do autor. E, por ser um caderno, permite voltar atrás, refazer alguma página, emendar algum pormenor, acrescentar-lhe alguma informação, colar algo. É uma espécie de palimpsesto, um produto sempre inacabado. Estes cadernos, por serem objectos íntimos, para uso próprio, adquirem facilmente um grande valor por vários motivos: ou porque servem como retenção da memória de momentos que terão algum significado para o próprio; ou para usufruir o puro prazer de desenhar; ou como campo de liberdade para experimentação ou de materiais ou de modo de registo; ou como visualização e desenvolvimento de uma ideia; ou como uma companhia e para passar o tempo; ou ainda tantos outros motivos. Esta exposição tem algo de paradoxal, visto que os Diários são, por definição, objectos para guardar,

coisas íntimas só para serem vistos pelo próprio ou por quem ele queira que os veja. No entanto, para salvaguardar a privacidade, as páginas mostradas são seleccionadas pelos comissários com o consentimento dos próprios autores. Está organizada em três Núcleos: Núcleo 1: Diários de Desenhadores quotidianos Núcleo 2: Diários de Viajantes/Investigadores e de Desenhadores científicos Núcleo 3: Cadernos de trabalho e Livros de Artista

INTRODUCTION. The exhibition is constituted by drawings, written comments, charts and diagrams, collages or other types of techniques with one thing in common: they all were done in notebooks. The fact that the support is of mobile size assumes that it is the result of a journey, of a set of experiences or situations that took place during a specific time period - of a travel, even when it is merely understood as a time of availability. Accordingly, the relevance of each drawing depends on the series, or sketchbook, where it is included. The idea of Diary also affects the type of record. It is a regular, daily intervention that corresponds to a specific occasion of the life of the author. And, since it is a sketchbook, it allows going back and redoing a page, correcting a detail, adding some information, or collating or pasting something. It is a kind of palimpsest, an always unfinished product,

Since they are intimate objects, meant for personal use, the sketchbooks easily become very valuable due to several reasons: either because they act as reminders of personally significant moments, or as a means of enjoying the pure pleasure of sketching, or as a time for freedom of experimenting in new materials and recording techniques, or for depicting and developing an idea, or also as a travel mate and pastime, or so many other different motives. This exhibition is somewhat paradoxical, since the Diaries are, by definition, objects to be kept, intimate and private things to be seen only by the owner or shown only to people of his choice. To preserve privacy, the exhibited pages have been selected with the consent of the authors. The Exhibition is organized in three Nuclei: Nucleus 1: Diaries by day-to-day Artists. Nucleus 2: Diaries by Travellers/Researchers and Scientific Artists. Nucleus 3: Work Sketchbooks and Artist Books.

NÚCLEO 1

Diários de Desenhadores contemporâneos. DIARIES BY DAY-TO-DAY ARTISTS. Os autores que apresentamos têm o hábito de desenhar em cadernos, em viagem ou no quotidiano. Termos o hábito de transportar um caderno transforma-nos em pessoas mais observadoras e com desejo e gosto de registar graficamente o que observamos. O quotidiano transforma-se em viagem. Nos locais por onde passamos quotidianamente o olhar tem ainda que estar mais atento e apercebemo-nos de pormenores, ou pontos de vista, ou estórias banais, que normalmente nos passariam despercebidas.

The authors we present use to draw in notebooks when they travel from day to day. Carrying a sketchbook around makes you more observant, and makes you w ant to and enjoy recording your observations graphically.

Os materiais, pelas condições de trabalho, no exterior, geralmente precárias, são os estritamente necessários, sendo, no entanto, de variedade infinita. O método usado também varia, indo do desenho esboçado no local e finalizado comodamente mais tarde, até ao desenho definitivo feito in loco. A escrita é um bom auxiliar quando não há condições para se desenhar ou quando este não chega para registar o que queremos. Do mesmo modo, podemos usar colagens de qualquer tipo de material, incluindo fotografias. Estes desenhadores, muitas vezes, desenham sem objectivo à vista. Mas, garantidamente, cada vez desenham melhor.

Outside working conditions are usually poor, and so the materials are those strictly necessary, though of a wide range. The method used also changes, ranging from the rough sketch done on site and comfortably finalized later, to the definitive drawing done in loco. Written text is a good help whenever there are no drawing conditions or whenever a drawing is simply not enough to depict what we wish. We may also use collages of any type of material, including photographs.

Everyday life becomes a journey. We have to be still more attentive in our day-to-day sites, and try to perceive details or viewpoints or trivia which would normally elude us.

These artists often sketch without any perceptible purpose. But their drawings are guaranteed to improve every time.

ÂNGELA LUZIA Historiadora / Historian Chefe de Divisão de Museus / Head of the Museum Division

“Não sei se são diários gráficos, são antes “mapas” que me ajudam a organizar o mundo.” “I don’t know if they are illustrated journals. Instead, they are “maps” that help me to organize the world.”

EDUARDO SALAVISA Professor, Desenhador / Teacher, Artist www.diariografico.com diario-grafico.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Quando desenho no diário gráfico tenho a sensação que viajo na minha própria cidade, no meu dia-a-dia. Sinto-me estrangeiro no quotidiano.” “The feeling that I am travelling whenever I am drawing in the illustrated journal enables me to travel in my own city, in my own day-to-day life. I feel like a foreigner in my day-to-day.”

ENRIQUE FLORES Ilustrador / Illustrator www.4ojos.com www.4ojos.com/blog www.urbansketchers.com

“Nunca uso o lápis antes de uma aguarela. Gosto de começar com o pincel grosso, procurando não ter medo e assumindo o direito de errar. Os meus cadernos de viagem estão cheios de desenhos falhados que no entanto nunca arranco.” “I never pencil before watercolour. I like to start with the thick brush, trying not to be afraid and assuming the right to be wrong. My travel notebooks are full of failures; however, I never tear up a page. When I look at the drawings again, perhaps some years later, they help me to remember the journey.”

FILIPE LEAL DE FARIA Arquitecto / Architect desenhosemblocos.blogspot.com

“As linhas dos desenhos que faço ficam sempre mais carregadas em mim do que no papel.” “The lines of my drawings are always bolder and sharper on me than on paper.”

GABI CAMPANARIO Jornalista, Ilustrador / Journalist, Illustrator seattletimes.nwsource.com/html/seattlesketcher www.urbansketchers.com

“Desenho para melhorar o traço e para gravar momentos no tempo. Desenhar é como escrever. Quero desenhar sem esforço como outros escrevem. E contar estórias com os meus desenhos.” “I draw in order to improve my skill and to record moments in time. Drawing is like writing. I want to be able to draw effortlessly like others write. And tell stories with my drawings.”

ISABEL FIADEIRO Artista plástica / Plastic Artist mauritania-isabel.blogspot.com www.urbansketchers.com

“De repente comecei de novo a desenhar. Tudo o que via tinha vontade de apontar no caderno, nunca antes tinha sentido esta compulsão e se tinha desenhado de observação foi sempre como parte de um exercício imposto.” “Suddenly I started drawing again. I wanted to jot down all I saw, on my sketchbook. I had never felt that compulsion before, and all the sketches I had done before were always part of a compulsory exercise.”

JOÃO CATARINO Professor, Ilustrador / Teacher, Illustrator desenhosdodia.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Exprimem talvez o lado mais gratificante da minha actividade e são sempre um suporte documental de vivências quotidianas. Essencialmente permitem a portabilidade do desenho.” “They probably express the most gratifying side of my activity, and are always a documental support of day-to-day experiences. Essentially, they allow the portability of drawings.”

JOSÉ LOURO Professor, Designer / Teacher, Designer ajaneladealberti.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Por vezes deixo a mão trabalhar sozinha, perdendo o controlo dos resultados finais. Este aspecto arbitrário do desenho é aquilo que me emociona.” “I often let my hand work by itself, and I relinquish control of final results. This arbitrary aspect of drawing moves me.”

LAPIN Ilustrador / Illustrator www.lesillustrationsdelapin.com les-calepins-de-lapin.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Desde há seis anos que ando sempre com um caderno na algibeira. Comecei por utilizá-lo timidamente no metro, depois, cada vez mais sistematicamente, na esplanada, à noite, todos os dias.” “I have been carrying a sketchbook for six years. I started by timidly using it in the subway; then, more and more systematically, in the open air cafes, every evening.”

LUIS ANÇÃ Professor, Artista plástico / Teacher, Plastic Artist luis-anca-desenhos.blogspot.com

“Desenhar ou pintar com materiais desconhecidos, inventados, improvisados, torna-se não apenas uma aventura bem como um desafio, porque nos obriga a encontrar novas soluções e, inevitavelmente, a obter novos resultados”. “Drawing or painting with unknown, invented, improvised materials becomes not only an adventure but also a challenge, because it forces us to find new solutions and, inevitably, to get new results.”

MANUEL SAN PAYO Professor, Artista plástico / Teacher, Plastic Artist

“Pequeno, compacto e discreto, o diário gráfico não é um livro que se ande a exibir facilmente. O espaço de liberdade que proporciona está precisamente relacionado com esta característica”. “Small, compact and discreet, the illustrated journal is not an easily shown book. The freedom it generates is precisely related to this characteristic.”

MÓNICA CID Artista Plástica / Plastic Artist seraquieagora.blogspot.com

“Adoro criar e para o fazer necessito, na maior parte das vezes, de privacidade e de entrar num espaço onde tudo é possível. O diário gráfico tem sido o palco para muitos desses momentos de inspiração.” “I love to create, and in order to do it I often need privacy and to enter a space where everything is possible. The illustrated journal has been a theatre stage for many of these moments of inspiration.”

PEDRO CABRAL Arquitecto / Architect bonecosdebolso1.blogspot.com www.urbansketchers.com

“É uma actividade que me tem proporcionado momentos muito agradáveis. Encanta-me a simplicidade e a economia de meios necessários.” “This activity has given me some very pleasant moments. I am attracted by the simplicity and economy of the means necessary for it.”

PEDRO MAMEDE Professor, Designer / Teacher, Designer blogseminteressenenhum.blogspot.com

“O desenho serve para me lembrar, a mim mesmo, nessas conversas comigo, de outras que tivemos juntos…” “The drawings serve to remind me of myself, in those talks with myself, of those we had together...”

RICARDO HENRIQUES Copywriter nefastoefunesto.blogspot.com

“O diário gráfico é uma memória-apêndice, um motor de busca desorganizado que me garante acesso a ideias perdidas, viagens esquecidas e projectos sem sentido.” “The illustrated journal is a supplemental memory, a disorganized browser that grants me access to mislaid ideas, forgotten journeys, and meaningless projects.”

RICHARD CÂMARA Ilustrador, Professor / Illustrator, Teacher www.richardcamara.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Antes de começar a desenhar num Diário Gráfico gosto de definir um tema e/ou uma técnica que exploro até ao limite. Até à última folha. No entanto, noutros vou trabalhando ao sabor do momento e dos materiais que tenho disponíveis.” “Before I start to draw in an illustrated journal, I like to define a theme and/or a technique which I then use to the limit. Up to the very last page. In others, however, I work according to the moment and to the materials available.”

SIMONETTA CAPECCHI Arquitecta, Ilustradora / Architect, Illustrator inviaggiocoltaccuino.blogspot.com www.urbansketchers.com

“Com o tempo criei hábitos: prefiro o papel de aguarela, os cadernos de formato horizontal e tenho sempre dois pincéis de pelo de marta, um grosso e um fino. Desenho a caneta se tenho pouco tempo, a aguarela se tenho pelo menos meia hora.” “I have acquired some habits in the course of time. I prefer watercolour paper, horizontal-shaped notebooks, and I always carry two brushes, a thick one and a fine one. I draw with a pen when time is short and watercolour when I have at least half an hour.”

NÚCLEO 2

Diários de Viajantes, Investigadores e Desenhadores científicos. O desenho teve sempre um papel fundamental na investigação científica e difusão das ciências. Mesmo com os avanços tecnológicos de registo de imagens, como a fotografia e o vídeo, o desenho continua a ser importante na recolha de informação em viagem e na investigação científica. Para além dos usos estritamente profissionais, há nos cadernos de “cientistas” e desenhadores científicos pausas saudáveis nos rigores dos cânones de escrita e ilustração académicos. Os desenhos e anotações em cadernos são lugares de experimentação, onde é possível registar observações pessoais, hesitações, reflexões intuídas ou fragmentárias. Neles, sequências de desenhos de insectos tomam a forma de bestiários fantásticos ou, das impressões de terreno de um antropólogo, surgem narrativas de viagem que as convenções da disciplina tendem a marginalizar. O hábito

de desenhar permite a investigadores e ilustradores científicos estarem conscientes das dimensões criativas das suas práticas profissionais, melhor do que a fotografia ou o vídeo, presumidamente registos mais próximos da realidade, apenas porque é mais forte a ilusão de serem menos vulneráveis à mediação das subjectividades do olhar.

DIARIES BY TRAVELLERS/ RESEARCHERS AND SCIENTIFIC ARTISTS. Drawing has always had a fundamental role in scientific research and the communication of science. Even with the technological evolution of image recording like photography and video, drawing is still relevant in the collection of data in journeys and scientific research. Besides strictly professional use, the sketchbooks of “scientists” and scientific artists constitute healthy pauses in the rigid parameters of academic writing and illustration. The drawings and notes in sketchbooks are places for experimenting where it is possible to record personal observations, hesitations, and both intuition and fragmentary reflections. In them, drawings of insects become fantastic bestiaries, or, from soil impressions by anthropologists come out travel descriptions that tend to be overlooked by the discipline of the subject. The habit of drawing allows scientific researchers and illustrators to be aware of the creative dimensions of their professional practice,

better than photography or video, supposedly closer to reality, just because they make you believe that they are less vulnerable to subjective glances.

FILIPE FRANCO Desenhador científico / Scientific Artist www.filipefranco.com scientificillustration.wordpress.com

“Nele colecciono momentos congelados no tempo e locais que mais tarde revisito. Nele aqueço a mão antes de iniciar um projecto mais rigoroso e aponto os estudos das minhas mais recentes pesquisas.” “I collect moments frozen in time, and locations to where I return. I warm my hands with them before starting a stricter project and I note down the observations of my most recent studies.”

GUIDA CASELLA Artista Plástica, Ilustradora de Arqueologia / Plastic Artist, Archaeology Illustrator www.guidacasella.com

“O diário gráfico é sem dúvida uma ferramenta de trabalho, um sítio onde acontecem coisas, um palco onde vemos coisas a acontecer e donde podem surgir novas coisas”. “The illustrated journal is undoubtedly a tool, a location where things happen, a stage where we see things happening, and from where other things may come out.”

MANUEL JOÃO RAMOS Professor universitario, Antropólogo, Desenhador / Anthropologist, Teacher, Artist

“Usar um caderno e não uma série de folhas de papel fez com que a minha relação com o desenho se tenha modificado. Os cadernos introduzem na minha percepção da viagem um princípio de narratividade que era menos óbvia anteriormente.” “Using a sketchbook instead of a series of paper sheets has changed my relationship with drawing. Sketchbooks introduce, in my perception of the journey, a story-telling principle that was less obvious previously.”

PEDRO FERNANDES (PeF) Desenhador científico / Scientific Artist

“Mantenho uma linha contínua em que consigo fazer um desenho por dia, sem faltas nenhumas, independentemente das circunstâncias, da vontade e da qualidade também.” “I keep a continuous line in which I can do a drawing a day, without fail, independently from circumstances, will, and quality too.”

PEDRO SALGADO Desenhador científico / Scientific Artist

“É a desenhar no terreno que se aprende a observar com maior profundidade, a absorver os pormenores, a antecipar problemas e soluções gráficas, a entender o representável”. “It is by drawing in the field that one learns how to observe details in greater depth, to anticipate graphic problems and solutions, to understand what may be represented.”

SARA SIMĂ•ES Designer, Ilustradora / Designer, Illustrator

NÚCLEO 3

Cadernos de Trabalho e Livros de Artista. 1ª PARTE: CADERNOS DE TRABALHO O caderno foi sempre um suporte usado por artistas, arquitectos e por todas as actividades que requeiram reflexão e criatividade na concepção das ideias. Elas, as ideias, surgem quando menos se esperam e o caderno, como objecto transportável, é o suporte privilegiado. Este espaço, pela sua especificidade, é um espaço de libertação, de experiência, onde se pode errar, onde se testam várias hipóteses. Enquanto o Diário Gráfico está ligado à ideia de percurso, de viagem, de informações vindas do exterior, com uma forte carga intimista, que não é mostrado ou só o é a quem o autor quiser, o Livro de Artista, cuja execução mantém o cunho intimista na sua execução, é considerado um objecto plástico quando virado para o exterior, para o observador anónimo.

WORK SKETCHBOOKS AND ARTIST BOOKS - PART I The notebook is a support that has always been used by artists, architects, and in all activities that require reflection and creativity in the conception of ideas. Ideas may come up when they are least expected, and the notebook or sketchbook, being easy to carry around, is a privileged support. Due to its specificity, this space is a space of liberation, of experiment, where mistakes may be made, where different hypotheses may be tested. While the Graphic Diary is connected to the idea of travelling, journeying, of recording information from outside sources, with a strong intimacy component which is kept hidden or shown only to whomever the author wants, the Artist Book, whose execution also keeps an intimacy side, is considered to be a plastic object when turned outwards, towards an anonymous observer.

ANTÓNIO JORGE GONÇALVES Autor de banda desenhada, Ilustrador / Comic Book Author, Illustrator www.antoniojorgegoncalves.com www.subway-life.com

“Os Diários Gráficos são meus confidentes, namorados, bacios, proscénios ou plateias conforme os troços da montanha russa.” “Illustrated journals are my confidantes, my lovers, my chamber pots, my prosceniums, or my theatre stalls, depending on the roller coaster’s curves.”

CRUZEIRO SEIXAS Artista plástico / Plastic Artist

“São cadernos de uma grande fragilidade. Quero parar de os fazer e não posso”. “The sketchbooks are very fragile. I want to stop using them, but I can’t.”

JOSÉ MIGUEL RIBEIRO Realizador / Film Director

MANUEL AIRES MATEUS Arquitecto / Architect www.airesmateus.com

PEDRO PROENร‡A Artista plรกstico / Plastic Artist

RITA CORTEZ PINTO Artista plástica / Plastic Artist

“Os desenhos nos cadernos são a parte do processo de trabalho que mais se articula com o pensar o desenho. Em sequência deste nascem outros trabalhos, de formatos e naturezas diferentes. Mas estes desenhos ficam sempre independentes e funcionam como um lugar onde volto sempre”. “The sketches in the sketchbooks are the portion of the work process that merges more with the thought of the drawing. As a sequence of this act, other works are born, in different formats and nature. But these drawings always remain independent and function as a location to where I keep returning.”

ZEPE Realizador, Professor / Film Director, Teacher

NÚCLEO 3

Cadernos de Trabalho e Livros de Artista. 2ª PARTE: LIVROS DE ARTISTA

WORK SKETCHBOOKS AND ARTIST BOOKS - PART II

IVO MOREIRA Artista Plástico / Plastic Artist

“A ideia de Diário Gráfico está ligada ao exterior. Estás a trabalhar fora do teu umbigo, a absorver coisas do exterior”. “The concept of illustrated journal is connected to the exterior. You are working outside your navel, and absorbing things from the outside.”

IVO Artista plรกstico / Plastic Artist www.ivopsilva.com.sapo.pt

ANTONIA SANTOLAYA Ilustradora / Illustrator www.4ojos.com

“A viagem é sempre na mesma direcção, a aparência disfarça os cenários que se visitam mas a viagem é contínua, até ao interior de mim mesma. Estamos em movimento e o tempo dedicado ao caderno de viagem é a margem de tempo para a reflexão”. “The journey is always in the same direction, appearances hide the sceneries visited, but the journey is continuous until it reaches the very inside of me. We are moving, and the time devoted to the travel diary is the margin of time for reflection.”

FICHA TÉCNICA / CREDITS Comissários: Eduardo Salavisa Carlos Mendes Desenho do espaço: Eduardo Salavisa Filipe Leal de Faria Design Gráfico: Pedro Farelo Câmara Municipal de Lagos Presidente: Júlio José Monteiro Barroso Vereadora da Cultura: Maria Joaquina Matos Exposição | Centro Cultural de Lagos Programação e coordenação: Alexandre Barata Produção: Ana Teresa Vieira Serviço Educativo: Inês Silva Secretariado: Ana Guerreiro Ana Paula Santos

Montagem: Pedro Conceição

Montagem: Rui Dinis

Luminotécnica e audiovisual: Carlos Barradinha Tiago Boto

Luminotécnica e audiovisual: Rui Dinis

Apoio Logístico: DECAS (Director - Rui Loureiro). DASU (Director - Jorge Reis)

Agradecimentos: Todos os autores que cederam os seus cadernos. Leonor Sardinha. Pedro Baptista.

Vigilância: Promotorres Catálogo Parceria:

Câmara Municipal de Torres Vedras

Fotografias: André Carvalho

Presidente: Carlos Soares Miguel

Textos: Eduardo Salavisa Carlos Mendes

Vereadora da Cultura: Ana Umbelino Exposição | Paços do Concelho Galeria Municipal

Design Gráfico: Pedro Farelo Edição: 1.000 exemplares

Programação e coordenação: Catarina Sobreiro

Impressão:

Produção: Raquel Abreu

Depósito Legal:

Serviço Educativo: Patricia Sobreiro (coordenação). Diana Duarte Raquel Abreu

ISBN:

Mecenas:

Parceria:

Mecenas:


Catálogo Diários Gráficos