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Alexandre do Nascimento Justiniano

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta Copyright © 2012 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-7771-093-5 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em partes, sem a autorização por escrito da Editora. Produção Equipe Rubio Capa C&C Criações e Textos Ltda Projeto Gráfico e Diagramação Áttema Editorial :: Assessoria e Design : www.attemaeditorial.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Justiniano, Alexandre do Nascimento Interpretação de exames laboratoriais para o fisioterapeuta / Alexandre Nascimento Justiniano. -- Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2012. Vários colaboradores. Bibliografia. ISBN 978-85-7771-093-5 1. Fisioterapeuta e paciente 2. Fisioterapia 3. Fisioterapia - Doenças - Diagnóstico 4. Fisioterapia - Exames laboratoriais I. Título.

11-11475

CDD-610.696 NLM-WB 460

Índices para catálogo sistemático: 1. Fisioterapêuta : Exames laboratoriais : Medicina 610.696

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Sobre o Autor Fisioterapeuta formado pela Universidade Castelo Branco (UCB), RJ. Especialista em Análises Clínicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Mestre em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ). Pós-graduado em Terapia Intensiva pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), RJ. Pós-graduado em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Especialista em Fisioterapia Respiratória pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir). Chefe do Serviço de Fisioterapia do CTI do Hospital de Clínicas Grande Rio. Fisioterapeuta do Hospital Geral do Rio de Janeiro – Vila Militar (HGeRJ) e Hospital Central do Exército (HCE), RJ. Diretor da Regional (do Rio de Janeiro) da Assobrafir. Gestões de 2005 a 2006, 2007 a 2009, 2010 a 2012. Professor do Curso de Graduação em Fisioterapia da Unesa, RJ. Professor Convidado do Curso de Pós-graduação em Fisioterapia da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), UCB e Faculdades Pestalozzi, RJ. Preceptor de estágio da Universidade Augusto Motta (Unisuam), RJ.

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Colaboradores Leonardo Cordeiro de Souza (Capítulo 9) Especialista em Terapia Intensiva pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir). Mestrando em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ. Professor dos cursos de Graduação e Pós-graduação da Faculdade Pestalozzi, RJ. Coordenador de equipe do Hospital & Clínica São Gonçalo (HCSG) e do Hospital Icaraí, RJ. Fisioterapeuta do Hospital Estadual Azevedo Lima, RJ. Diretor da Regional (do Rio de Janeiro) da Assobrafir. Gestões 2005 a 2006, 2007 a 2009, 2010 a 2012.

Marcos David Parada Godoy (Capítulos 9 e 10) Mestre em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Fisioterapia Intensiva pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir). Pós-graduado em Fisioterapia em UTI pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), RJ. Coordenador Científico da Assobrafir, RJ. Fisioterapeuta Coordenador do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (IETAP/SESDEC), RJ. Diretor da Regional (do Rio de Janeiro) da Assobrafir. Gestões 2005 a 2006, 2007 a 2009, 2010 a 2012.

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Agradecimentos Primeiramente a Deus, que me deu o dom da vida. E me dá forças para enfrentar os momentos mais difíceis. Aos meus pais, que dedicaram suas vidas à minha, muitas vezes abrindo mão de seus ideais, e sempre acreditaram em mim e me apoiaram, mesmo nas dificuldades e quando meus objetivos pareciam inalcançáveis. A vocês, Ana Maria do Nascimento Justiniano e Manuel Ferreira Justiniano, dedico esta conquista e minha eterna gratidão. À minha irmã, que sempre me apoiou, admirou e se orgulhou de todas as minhas conquistas profissionais. Débora Justiniano, você não foi apenas irmã: foi minha amiga e defensora. Ao meu amado e idolatrado filho, Thiago Orbe Justiniano, minha paixão, meu amor, o ar que respiro. O motivo de tanta luta e tanta batalha. Obrigado pelo carinho e pela compreensão nos momentos de tristeza e ausência, ocasionados pelas busca por conhecimento e pelas horas dedicadas à minha profissão. A você, que sempre esteve perto em meu pensamento e meu coração, mesmo quando eu estava longe, dedico muito mais que este livro − dedico meu eterno amor e minha admiração. Aos meus amigos diretores da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir, RJ), Leonardo Cordeiro de Souza, Marcos David Parada Godoy, Bruno Guimarães, Luis Felipe Reis, Marcelo de Jesus, Luciano Chicayban e Ezequiel Pianezzola, que demonstraram companheirismo e compartilharam horas na Fisioterapia Cardiorrespiratória e na Fisioterapia em Terapia Intensiva, mesmo nos momentos mais difíceis. E, em destaque, a Leandro de Miranda Azeredo, que acreditou em meu potencial e minha

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competência, convidando-me a ser sócio e, posteriormente, a fazer parte da diretoria desta honrada e conceituada instituição chamada Assobrafir. A todos, muito obrigado! Ao meu saudoso amigo Carlos Alberto Caetano Azeredo (in memoriam), que me iniciou na docência superior em Fisioterapia. Se não fosse você, talvez hoje eu não estivesse aqui. Obrigado por tudo, um dia nos encontraremos. “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito.” À minha querida amiga Maria Cecília Barreto Pinho, que sempre acreditou em minha capacidade profissional e, principalmente, que sempre foi companheira e amiga. Em especial, à Cândida Serafim Teixeira, que me ajudou com seu carinho e apoio incondicional em todas as minhas decisões. A todos que acreditaram e que, direta ou indiretamente, contribuíram para que este projeto se realizasse.

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Prefácio O entendimento sólido de exames laboratoriais, além de imprescindível, é um diferencial na formação do fisioterapeuta que se preocupa com a segurança e a eficácia do tratamento fisioterápico. Este livro preenche a lacuna existente na área, com metodologia e abrangência única, facilitando seu uso na rotina diária por meio de anexos destacáveis que possibilitam sua consulta em qualquer cenário de atuação. Esta obra permite também maior habilidade na correlação de diversas patologias com os exames laboratoriais, indispensáveis para seu adequado tratamento e acompanhamento. A preocupação com a excelência na formação do fisioterapeuta fez com que Alexandre Justiniano empreendesse mais esta etapa em sua vida dedicada à área da saúde: a de escritor. Desde cedo esse dom ficou evidente, quando, aos 16 anos de idade, ele se tornou o mais novo instrutor da Cruz Vermelha Brasileira. Logo após graduar-se em Fisioterapia pela Universidade Castelo Branco (UCB), Alexandre cursou duas pós-graduações lato sensu: Análises Clínicas, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), e Fisioterapia em Terapia Intensiva, pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Sua formação acadêmica sempre foi aliada à prática clínica, e em 2001 ele assumiu a chefia do CTI do Hospital de Clínicas Grande Rio. Em 2002, a convite do Prof. Carlos Alberto Caetano Azeredo, Alexandre Justiniano passou a integrar o corpo docente da pós-graduação da UCB. Sempre consciente de que o movimento associativo é o responsável pela evolução de uma profissão, tornou-se membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir), que na época era denominada Sobrafir, na qual atua hoje em dia.

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Sua constante busca pelo conhecimento fez com que em 2003 ele concluísse o Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em 2005, tornou-se Diretor da Regional da Assobrafir no Estado do Rio de Janeiro, sendo um dos responsáveis pela organização do I Congresso Carioca de Fisioterapia Respiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva. Com o objetivo de desenvolver sua carreira docente, em 2009 tornou-se Mestre em Ciências pelo Programa de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hoje é professor convidado de inúmeros cursos de especialização em instituições como Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Pestalozzi, UCB e Universidade Cândido Mendes (UCAM). Em 2011, ingressou no Exército Brasileiro como Oficial Fisioterapeuta. Determinação e comprometimento refletem a trajetória do autor e, por esse motivo, orgulho-me de apresentar esta importante obra. Sara Lucia Silveira de Menezes Professora do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), RJ. Coordenadora do Mestrado em Ciências da Reabilitação da Unisuam. Mestre em Biofísica e Doutora em Fisiologia pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da UFRJ. Diretora Presidente da Assobrafir.

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Apresentação A Fisioterapia vem conquistando um sólido conceito e reconhecimento tanto no âmbito nacional quanto internacional, a exemplo das mais importantes especialidades na área de saúde. As diversas áreas de atuação do fisioterapeuta a colocam em permanente expansão. Nosso universo de atuação vem se ampliando e já é considerado fundamental e complementar no tratamento dos mais diversos pacientes. Em paralelo à ampliação do espectro da atuação assistencial, há uma maior exigência deste profissional, de seus conhecimentos, ocorrendo uma maior necessidade de busca de conhecimento, antes tido como desnecessário. Assim, podemos destacar que o conhecimento da Fisioterapia é uma obrigação para o fisioterapeuta; contudo, a busca incessante por conhecimentos abrangentes que sirvam de auxílio para um melhor fisiodiagnóstico e tratamento é o que torna um profissional diferenciado. Sabe-se que o processo de busca ao conhecimento não é fácil, mas, sem dúvida alguma, deve-se reconhecer que se trata de um desafio à altura do status que atingimos. Mediante isso, o conhecimento de exames laboratoriais e sua correlação com a Fisioterapia mostra-se uma ferramenta importante e eficaz para que os fisioterapeutas continuem trilhando o caminho da excelência terapêutica. Dessa forma, esta obra surge com o objetivo de auxiliar, de forma simples e clara, os fisioterapeutas a utilizarem a interpretação dos exames laboratoriais na prática clínica diária, nas mais diversas especialidades fisioterapêuticas. Odir de Souza Graduado em Fisioterapia pela Faculdade de Reabilitação da Associação de Solidariedade à Criança Excepcional (FRASCE), RJ.

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Mestre em Ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco (UCB), RJ. Especialista em Ginástica Médica pela UCB e em Educação e Reeducação Psicomotora pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da UCB. Professor do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário IBMR, RJ. Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Fisioterapia da UCB e do Centro Universitário IBMR. Fisioterapeuta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Fisioterapeuta da Associação Nacional de Esportes para Deficientes e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

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Sumário Resumo Prático de Exames Laboratoriais ......................17 Capítulo 1 – Hematologia e Imuno-hematologia . .............. 21 Capítulo 2 – Imunologia e Endocrinologia ......................... 51 Capítulo 3 – Marcadores Tumorais .................................. 103 Capítulo 4 – Bioquímica .................................................. 149 Capítulo 5 – Urinálise ...................................................... 193 Capítulo 6 – Coproanálise . .............................................. 209 Capítulo 7 – Líquidos Orgânicos ...................................... 217 Capítulo 8 – Bacteriologia e Microbiologia ....................... 237 Capítulo 9 – Gasometrias ................................................ 245 Capítulo 10 – Lactato Arterial .......................................... 261 Anexo – Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença ....................................................................... 267 Índice Remissivo ............................................................ 289

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Resumo Prático de Exames Laboratoriais Hematologia Hematócrito

Hemácias

Hemoglobina

Leucócitos

Valores de referência QQ

Homens: 40% a 53%

QQ

Mulheres: 37% a 43%

QQ

Crianças: 35% a 39%

QQ

Homens: 4.500.000 a 5.500.000 células/mm3

QQ

Mulheres: 4.000.000 a 5.000.000 células/mm3

QQ

Crianças: 3.500.000 a 4.500.000 células/mm3

QQ

Homens: 13 a 16g/dL

QQ

Mulheres: 11,5 a 14g/dL

QQ

Crianças: 11 a 13g/dL

QQ

Homens: 5.000 a 10.000 células/mm3

QQ

Mulheres: 5.000 a 10.000 células/mm3

QQ

Crianças: 6.000 a 14.000 células/mm3

Eosinófilos

2% a 4%

Bastões

2% a 5%

Segmentados

55% a 65%

Linfócitos

21% a 35%

Monócitos

4% a 8%

Plaquetas

200.000 a 400.000 células/mm3

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Bioquímica Glicose

Ureia

Valores de referência QQ

Recém-nascidos: 40 a 80mg/dL

QQ

Crianças: 60 a 100mg/dL

QQ

Adultos: 70 a 100mg/dL

10 a 50mg/dL

Creatinina

Sódio (Na+) Potássio (K+)

Cálcio (Ca+)

QQ

Crianças: 0,3 a 0,7mg/dL

QQ

Adultos: 0,4 a 1,4mg/dL

136 a 146mEq/L QQ

Recém-nascidos: 3,7 a 5,9mEq/L

QQ

Adultos: 3,5 a 5,3mEq/L

QQ

Crianças: 8,8 a 10,8mg/dL

QQ

Adultos: 8,4 a 10,6mg/dL

Cloro (Cl-)

96 a 106mEq/L

Magnésio (Mg+)

1,5 a 2,1mEq/L

Fósforo (P ) -

Ácido úrico

Ferro sérico Creatinocinase (CK)

QQ

Crianças: 4 a 6,5mg/dL

QQ

Adultos: 2,5 a 4,5mg/dL

QQ

Homens: 3 a 7mg/dL

QQ

Mulheres: 2,5 a 6mg/dL

QQ

Crianças: 2 a 5,5mg/dL

QQ

Homens: 59 a 158μg/dL

QQ

Mulheres: 37 a 148μg/dL

QQ

Homens: até 184UI/L

QQ

Mulheres: até 165UI/L

Creatinocinase fração MB (CK-MB)

Até 25UI/L

Desidrogenase láctica (LDH)

230 a 460UI/L

Troponina I

Até 2μg/mL

Mioglobina

Até 90μg/L

Transaminase glutâmico oxalacética (TGO)

Até 40UI/L

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Bioquímica Transaminase pirúvica (TGP) Fosfatase alcalina

Gama glutamiltranspeptidase (GGT) Bilirrubinas séricas

Valores de referência Até 45UI/L QQ

Recém-nascidos: 128 a 484UI/L

QQ

Até 13 anos: 128 a 265UI/L

QQ

De 13 a 15 anos: 128 a 464UI/L

QQ

Adultos: 38 a 126UI/L

QQ

Homens: até 56UI/L

QQ

Mulheres: até 41UI/L

QQ

Direta: até 0,4mg/dL

QQ

Indireta: 0,1 a 0,8mg/dL

QQ

Total: 0,1 a 1,2mg/dL

Amilase sérica

22 a 108UI/L

Lipase

23 a 300UI/L

Imunologia Mucoproteínas totais Fator reumatoide (FR)

Valores de referência 45 a 117mg/dL QQ

Não reativo: 0 a 39UI/mL

QQ

Fracamente reativo: 40 a 79UI/mL

QQ

Reativo: ≥80UI/mL

Prova do látex

Título até 1/20

Reação de Waaler-Rose

Título até 1/16

Proteína C-reativa (PC-R)

Inferior a 0,8mg/dL ou negativo

Antiestreptolisina O (ASO)

Até 100UI/mL

Gasometria arterial

Valores de referência

Potencial de hidrogênio (pH)

7,35 a 7,45

Pressão de dióxido de carbono no sangue (PCO2)

35 a 45mmHg

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Gasometria arterial

Valores de referência

Pressão parcial de oxigênio (PO2)

80 a 100mmHg

Bicarbonato (HCO3)

22 a 26mmol/L

Total de dióxido de carbono (TCO2)

23 a 28mmol/L

Excesso de base (BE)

(−2) a (+2)mmol/L

Saturação de oxigênio (SO2)

>95%

Lactato arterial

Até 2,5mmol/L ou 5,7 a 22mg/dL

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Capítulo 1

1

Hematologia e Imuno-hematologia

Hemograma Completo ....................................................... 23 Teste de Grupo Sanguíneo, Fator Rh e Compatibilidade ...... 35 Velocidade de Hemossedimentação (VHS) .......................... 37 Reticulócitos ...................................................................... 38 Coombs Direto ................................................................... 39 Coombs Indireto ................................................................ 39 Coagulograma ................................................................... 40 Tempo de Atividade Protrombínica (TAP) ............................ 43

Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (PTT) .................. 45 Dosagem de Fibrinogênio Plasmático ................................. 46 Produto de Degradação de Fibrinogênio (PDF) .................... 47 D-Dímero ........................................................................... 48 Referências ........................................................................ 48

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Hemograma Completo Exame utilizado para avaliação da fisiologia e do comportamento das células sanguíneas. Divide-se em: QQ

QQ

QQ

Eritrograma ou série vermelha: estudo das hemácias, que podem revelar alguns tipos essenciais de alterações patológicas do sistema eritropoético. Leucograma ou série branca: compreende a contagem global e específica dos leucócitos, avaliando-os quantitativa e qualitativamente. O quadro leucocitário que se apresentará depois de concluído o exame hematológico permitirá que se tirem conclusões diagnósticas e prognósticas importantes. Plaquetometria: é o estudo das plaquetas, que são os menores elementos figurados encontrados no sangue; revela alterações principalmente dos mecanismos da coagulação.

Eritrograma ou série vermelha Tem como objetivo avaliar a presença de alterações patológicas do sistema eritropoético, entre elas: QQ

QQ

QQ

Eritrocitoses: correspondem a uma hiperplasia reversível dos tecidos eritropoéticos, como resposta a estímulos que provocam a intensificação da formação dos eritrócitos. Eritremias: moléstias sistêmicas específicas da eritropoese (formação de hemácias). Anemias: condições em que se encontram diminuição ou anormalidades na formação dos eritrócitos, da hemoglobina ou de ambos.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Contagem de hemácias A principal função das hemácias é transportar a hemoglobina que, por sua vez, carreia o oxigênio desde os pulmões até os tecidos. Valores de referência XX

Homens: 4.500.000 a 5.500.000 células/mm3

XX

Mulheres: 4.000.000 a 5.000.000 células/mm3

XX

Crianças: 3.500.000 a 4.500.000 células/mm3

Interpretação QQ

QQ

Valores abaixo do estipulado: caracterizam o que se denomina hipoglobulia (diminuição do número de hemácias por milímetro cúbico [mm3]), caracterizando uma anemia, que pode ser associada ou não a queda na taxa de hemoglobina. Valores acima de 6.000.000 células/mm3 de hemácias: caracterizam policitemia ou poliglobulia, o que significa uma hipertrofia do éritron (unidade funcional do sistema eritropoético, responsável direto pela produção de hemácias). A policitemia ou poliglobulia é classificada como primária (eritremia) e secundária (eritrocitose). A partir da Figura 1.1 pode-se ter uma visão geral das poliglobulias.

Hemoglobinometria (dosagem da hemoglobina no sangue) A hemoglobina, uma proteína conjugada, é a substância responsável pela coloração vermelha da hemácia, que tem por função transportar oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2) pelo corpo humano. É expressa em gramas por 100mL de sangue (g/dL).

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Hematologia e Imuno-hematologia

Figura 1.1 Visão geral das poliglobulias

Valores de referência XX

Homens: 13 a 16g/dL

XX

Mulheres: 11,5 a 14g/dL

XX

Crianças: 11 a 13g/dL

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Interpretação QQ

QQ

O aumento do conteúdo hemoglobínico ocorre em condições que produzem policitemia, tais como: enfisema pulmonar, cardiopatias, empiema, envenenamento por óxido de carbono e desidratação grave, resultante de processos diarreicos, vômitos, queimaduras, entre outros. A diminuição do conteúdo hemoglobínico geralmente é acompanhada de diminuição do número de hemácias e tem importância nos diagnósticos de anemia.

Hematócrito É o valor percentual de hemácias em 100mL de sangue. Valores de referência XX

Homens: 40% a 53%

XX

Mulheres: 37% a 43%

XX

Crianças: 35% a 39%

XX

Recém-nascidos: 60% a 62%

Interpretação QQ

QQ

O aumento do hematócrito ocorre quando há policitemias, diminuição da tensão de O2 no sangue e desidratação grave. A diminuição do hematócrito ocorre com a redução do número de hemácias, nos casos de anemias, descompensações cardíacas, gravidez e administração excessiva de líquidos, que acarreta hemodiluição.

Índices hematimétricos Têm a função de auxiliar na caracterização das anemias. São eles:

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Hematologia e Imuno-hematologia

QQ

Hemoglobina corpuscular média (HCM): reflete o conteúdo médio de hemoglobina por hemácia. É determinada pela divisão da hemoglobina, em gramas (g) por 100mL de sangue, pelo número de hemácias em milhões por mm3: HCM =

Hemoglobina × 10 Hemácias

VN: 27 a 32pg; HCM >32: hipercromia; HCM <27: hipocromia. QQ

Volume corpuscular médio (VCM): representa a concentração ou peso médio de hemoglobina por 100mL de hemácias aglomeradas em relação a 100: VCM =

Hematócrito × 10 Hemácias

VN: 80 a 98fl; VCM >98fl: macrocitose; VCM <80fl: microcitose. QQ

Concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM): avalia a concentração de hemoglobina dentro da hemácia. É a relação entre a concentração de hemoglobina e o valor do hematócrito. Constitui um excelente analisador da hipocromia, uma vez que não leva em consideração a hemácia: CHCM =

Hemoglobina Hematócrito

VN: 31% a 35%; CHCM >35%: esferocitose (alteração genética). QQ

Red cell distribution width (RDW): representa o coeficiente de variação da distribuição do volume das hemácias e pode ser considerado um índice de heterogeneidade. Trata-se de um índice que avalia a distribuição das hemácias, em relação a sua largura, e é um marcador da existência ou não de anisocitose, sendo medido em valor percentual. Sua mensuração é fundamental para o estabelecimento do diagnóstico de policitemia vera: RDW = 11,5% a 14,5% RDW ≥14,5%: anisocitose.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Interpretação dos índices QQ

Hipocromias: anemias acompanhadas de diminuição acentuada do nível de hemoglobina:

• Primária: anemia ferropênica (diminuição de ferro). • Secundária: hemorragias agudas ou crônicas, tuberculose, paludismo, endocardite, sepse, tumores malignos, intoxicações.

QQ

Hipercromias: anemias sem diminuição do nível de hemoglobina.

• Primária: ocorre por falta de absorção ou armazenamento de vitamina B12 e ácido fólico.

• Secundária: anemia perniciosa, anemia hemolítica, entre outras.

QQ

QQ

QQ

QQ

QQ

Microcitose: hemácias menores que o tamanho normal. Tem a mesma causa das anemias hipocrômicas. Macrocitose: hemácias maiores que o tamanho normal. Ocorrem nas anemias secundárias, afecções hepáticas e do pâncreas, no carcinoma gástrico, nefrite crônica, sífilis e tuberculose. Anisocitose: hemácias com tamanhos diferentes. Ocorre nas grandes solicitações da medula óssea (doenças em que seja necessário que a medula óssea produza muitas células sanguíneas). Pecilocitose: é a diferença no formato entre as hemácias. Ocorre nas grandes solicitações da medula óssea. Esferocitose: anemia hemolítica caracterizada por um defeito genético nas proteínas da membrana e/ou no citoesqueleto da partícula, levando a hemácias pequenas, de forma esférica (esferócitos), de constituição frágil, diferente da sua forma bicôncava e flexível.

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Hematologia e Imuno-hematologia

Leucograma ou série branca Contagem global de leucócitos Método de contagem utilizado para verificação da quantidade de leucócitos presentes em 1 milímetro cúbico (mm³) de sangue, sabendo-se que os leucócitos presentes são considerados as unidades móveis do sistema protetor do corpo. Quando há menos de 5.000 leucócitos por mm3 de sangue, diz-se que o paciente apresenta leucopenia; contagem superior a 10.000 leucócitos por mm3 de sangue caracteriza um quadro de leucocitose. Valores de referência XX

Homens/Mulheres: 5.000 a 10.000 células/mm3

XX

Crianças: 6.000 a 14.000 células/mm3

Interpretação QQ

QQ

Leucopenia: pode indicar processos viróticos (rubéola, HIV), mononucleose, dengue, febre tifoide. Leucocitose: pode indicar processos infecciosos bacterianos (pneumonia, meningite), hemorragias, abdome agudo (gravidez ectópica, apendicite, peritonite), artrite séptica, artrite reumatoide, neoplasias, febre reumática, leucemias, tendinites, traumatismos recentes com edemas, entre outros.

Observação: alguns indivíduos apresentam leucopenia fisiológica, enquanto outros têm leucocitose fisiológica.

Contagem específica dos leucócitos Dividem-se percentualmente em: QQ

Eosinófilos: 2% a 4%.

QQ

Neutrófilos:

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

• Mielócitos: 0%.* • Metamielócitos: 0% a 1%.* • Bastões ou bastonetes: 2% a 5%.** • Segmentados: 55% a 65%. QQ

Basófilos: 0% a 1%.

QQ

Linfócitos: 21% a 35%.

QQ

Monócitos: 4% a 8%. Interpretação QQ

Eosinófilos: normalidade de 2% a 4%.

• Eosinofilia: é o aumento do valor percentual ou absoluto dos eosinófilos; pode ser causada por:

--Moléstias alérgicas: asma brônquica, urticária, processos alérgicos.

--Moléstias

da pele: pênfigo, dermatite, escabiose, erupções cutâneas.

--Infestações parasitárias. --Poliartrite aguda. --Mialgia epidêmica. • Eosinopenia:

é a diminuição do valor percentual ou absoluto dos eosinófilos; pode ser causada por:

--Processos infecciosos agudos supurativos. --Reagudização de processos crônicos. --Estados tóxicos endógenos ou exógenos: coma diabé-

tico, uremia, hemólise aguda, câimbras generalizadas, parto, surtos emocionais, trabalho físico pesado.

--Ausência de defesa, falência do córtice da suprarrenal. * São células jovens, que normalmente não aparecem no exame. ** O aumento do valor percentual ou absoluto dos bastões denomina-se “desvio à esquerda”, e sua avaliação é fundamental no quadro infeccioso.

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Hematologia e Imuno-hematologia

QQ

Neutrófilos: normalidade de 55% a 65%.

• Neutrofilia: é o aumento do valor percentual ou absoluto dos neutrófilos; pode ser causada por:

--Infecções crônicas e agudas, especialmente por cocos, certas bactérias, espiroquetas e parasitos.

--Pneumonia, apendicite, meningite, hemorragias. --Infecções localizadas: febre reumática, artrite sép-

tica, poliartrite, tendinites crônicas, processos traumáticos com edemas, artrite reumatoide, difteria, varicela, leucemias.

--Intoxicações metabólicas: uremia, acidose diabética, gota, envenenamento.

• Neutropenia:

é a diminuição do valor percentual ou absoluto dos neutrófilos; pode ser causada por:

--Processos

viróticos: HIV, rubéola, hepatite aguda,

gripe.

--Mononucleose, febre tifoide, amigdalites, dengue, colecistites crônicas.

QQ

Basófilos: normalidade de 0% a 1%.

• Basofilia: é o aumento do valor percentual ou absoluto

dos basófilos. Geralmente acompanha as modificações quantitativas dos eosinófilos; pode ser causada por:

--Leucemias crônicas, eritremias, anemias hemolíticas crônicas.

--Após esplenectomia, varíola, varicela, infecções estafilocócicas.

QQ

Linfócitos: normalidade de 21% a 35%.

• Linfocitose: é o aumento do valor percentual ou absoluto dos linfócitos; pode ser causada por:

--Processos

agudos: gripe, doença de Chagas, coqueluche, virose, toxoplasmose, rubéola.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

--Infecções crônicas: tuberculose, sífilis congênita ou secundária, linfocitose infecciosa, hanseníase.

--Leucemia linfática. --Processos que comprometem

o sistema linfático: amigdalites, processos ganglionares.

• Linfopenia: é a diminuição do valor percentual ou absoluto dos linfócitos; pode ser causada por:

--Processos agudos de infecções: apendicite, obstrução intestinal, pancreatite aguda, colecistite aguda.

--Cirrose hepática, caquexia, tuberculose ganglionar, neoplasias em estágios finais, comprometimento do sistema linfático.

--Após

tiroidectomia, fase aguda de febre tifoide, uso de quimioterápicos, envenenamentos.

--Artrite

séptica, febre reumática, poliartrite, artrite reumatoide.

QQ

Monócitos: normalidade de 4% a 8%.

• Monocitose: é o aumento do valor percentual ou absoluto dos monócitos; pode ser causada por:

--Infecções

bacterianas: tuberculose, endocardite bacteriana subaguda.

--Na subsistência de infecção aguda, sarampo, lúpus, mononucleose, varicela, febre amarela, poliomielite, artrite reumatoide.

--Algumas

infecções por protozoários: malária, febre maculosa, calazar, tripanossomíase, leishmaniose.

--Leucemia

monocítica, alguns casos de tumoração

cerebral.

--Processos que atingem órgãos ricos em células com atividade fagocitária.

--Processos de recuperação de infecções agudas com desvio à esquerda.

32 SerieIEL_fisio_.indb 32

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Hematologia e Imuno-hematologia

• Monocitopenia: é a diminuição do valor percentual ou absoluto dos monócitos; pode ser causada por:

--Fase aguda de processos infecciosos. --Falta de reação por parte do sistema reticuloendotelial (SER).

--Caquexia, desnutrição. Plaquetometria É a contagem do número de plaquetas por milímetro cúbico de sangue. Valores de referência XX

200.000 a 400.000 células/mm3

Interpretação QQ

Trombocitose: é o aumento do número de plaquetas; pode ser causada por:

• Grandes estímulos medulares. • Hemorragias, esplenectomia. • Transfusão de sangue. • Estados infecciosos: sepse, erisipela, tuberculose, febre reumática.

• Cólera, cardiopatias valvulares, leucemia mieloide crônica, mononucleose, dengue, policitemia vera.

QQ

Trombocitopenia: é a diminuição do número de plaquetas; pode ser causada por:

• Sofrimento medular com baixa produção de plaquetas. • Pneumonia, febre tifoide, leucemias, anemia pernicio-

sa, aplasia medular, desnutrição exagerada, sarampo, meningite, difteria, endocardite lenta.

• Distúrbios da coagulação, uso de anticoagulantes. 33 SerieIEL_fisio_.indb 33

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Observação: a interpretação do hemograma não se restringe às modificações qualitativas e quantitativas de seus elementos aliadas às degenerações e outras alterações. É necessária a avaliação dos dados clínicos junto com o exame físico do paciente, para que se forme um quadro hematológico completo, o que facilita o diagnóstico.

Interações fisioterapêuticas

Leucograma

Leucocitoses >14.000 células/mm3 e/ou desvio à esquerda >10% dos bastões podem comprometer o desmame ventilatório devido ao quadro infeccioso Leucopenia <4.000 células/mm3: pacientes podem estar mais suscetíveis a infecções oportunistas, que podem comprometer sua estabilidade clínica Hemoglobina <9g/dL pode indicar insucesso do desmame

Eritrograma

Atividades de reabilitação com paciente apresentando hematócrito <30% e/ou hemoglobina <9g/dL podem levar o paciente a comprometimentos como IRpA, DPOC ou IAM (cardiopatas) Pacientes com trombocitose acentuada >600.000 células/mm3 podem apresentar maior risco de acidentes tromboembólicos

Plaquetometria

Pacientes com trombocitopenia acentuada (<100.000 células/mm3) são mais suscetíveis a riscos de apresentarem equimoses e hematomas após abordagem fisioterapêutica

IRpA: insuficiência respiratória aguda; DPOC: doença pulmonar obstrutiva crônica; IAM: infarto agudo do miocárdio.

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Hematologia e Imuno-hematologia

Teste de Grupo Sanguíneo, Fator Rh e Compatibilidade Teste feito para determinação do grupo sanguíneo e do fator Rh do paciente, com o intuito de melhor conhecê-lo para uma possível hemotransfusão. O sistema ABO foi o primeiro dos grupos sanguíneos descobertos, no início da década de 1900, pelo cientista austríaco Karl Landsteiner. Fazendo reagir amostras de sangue de diversas pessoas, ele isolou os glóbulos vermelhos (hemácias) e fez diferentes combinações entre plasma e hemácias, tendo como resultado, em alguns casos, a presença de aglutinação dos glóbulos e, em outros, ausência de aglutinação. A partir daí, classificou os seres humanos em três grupos sanguíneos: A, B e O (cuja denominação proveio da expressão “ohne A, ohne B”, ou seja, “sem A e sem B”), e explicou por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Landsteiner não previu o grupo AB, mais raro, o qual foi descoberto, em 1902, por seus colaboradores von Decastello e Sturli, que o encontraram e descreveram (Tabela 1.1). Os grupos sanguíneos são constituídos por antígenos que são a expressão de genes herdados da geração anterior. Quando um antígeno está presente, isto significa que o indivíduo herdou o gene de um ou de ambos os pais, e que esse gene poderá ser transmitido para a geração seguinte. O gene é uma unidade fundamental da hereditariedade, tanto física quanto funcionalmente. Tabela 1.1 Reações sanguíneas Grupo sanguíneo

Anticorpo no plasma

AB

Aglutinação de células A

B

Ausentes

A

Anti-B

+

B

Anti-A

+

O

Anti-A e B

+

+

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Em pacientes portadores de asma brônquica e doenças respiratórias, o fisioterapeuta deverá solicitar e avaliar a dosagem IgE total e específica, para servir de orientação ao paciente e evitar novos episódios recidivos.

Marcadores de Hepatite A hepatite é um processo inflamatório do fígado que se caracteriza por necrose hepatocelular irregular ou difusa, que afeta todos os ácinos. As principais causas são virais, uso de álcool e de outras drogas ilícitas. As tradicionalmente denominadas hepatites virais podem ter como agentes etiológicos os vírus A, B, C, D e E. Além dessas, algumas outras patologias virais ou bacterianas podem cursar com hepatite, tais como mononucleose infecciosa, citomegalovirose, febre amarela e leptospirose. O diagnóstico diferencial das formas virais de hepatites é hoje indissociável da pesquisa sorológica de seus marcadores. Avaliações cada vez mais sensíveis e específicas desses marcadores permitem a identificação do vírus envolvido, a distinção da fase evolutiva da doença, o grau de infectividade do vírus e o prognóstico da doença (Tabela 2.4).

Hepatite A É uma doença aguda, de curso clínico benigno, altamente contagiosa. Causada por um picornavírus, tem transmissão por via orofecal. O vírus da hepatite A (VHA) é eliminado nas fezes 2 semanas antes do aparecimento dos sintomas. O período de incubação é de 2 a 6 semanas, em média 28 dias, com um período de viremia curto, de cerca de 10 dias. A transmissão se dá da metade do período de incubação até poucos dias após o início da manifestação dos sintomas. Normalmente o paciente recupera-se em torno de 3 a 4 semanas. Alguns casos apresentam curso mais prolongado, e cerca de 8% dos pacien-

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Imunologia e Endocrinologia

Tabela 2.4 Marcadores específicos de hepatite Hepatite A QQ

QQ

AntiVHA-IgM AntiVHA-IgG

Hepatite B QQ

HBsAg

QQ

Anti-HBs

QQ

QQ

Hepatite C QQ

Anti-VHC

Anti-HBcIgM

Hepatite D QQ

QQ

Anti-VHD total Anti-VHD IgM

Hepatite E QQ

QQ

Anti-VHE IgM Anti-VHE IgG

Anti-HBcIgG

QQ

HBeAg

QQ

Anti-HBe

tes podem apresentar sinais clínicos e laboratoriais flutuantes por 12 a 15 meses. Cerca de 50% dos casos apresentam-se de forma subclínica (hepatite anictérica), sendo mais frequente em crianças. O uso de vacinas de vírus inativo por formalina é eficaz, mas desconhece-se o período de proteção efetiva. A infecção leva a imunidade duradoura.

Anticorpos IgM para hepatite A (Anti VHA-IgM) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Anticorpo contra o capsídio viral, cuja presença é indicativa de infecção aguda. Aparece 3 a 4 semanas após a exposição e declina gradualmente, até se tornar indetectável.

Anticorpos IgG para hepatite A (Anti VHA-IgG) Valores de referência XX

Não reativo

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Interpretação Aumentam na fase aguda ou no início da convalescença, 2 semanas após os anticorpos IgM, permanecendo positivos por muitos anos. Conferem imunidade contra hepatite A.

Hepatite B Causada por um hepadnavírus, com transmissão parenteral, por transfusão de sangue e derivados, agulhas contaminadas, contato sexual através do sêmen ou da secreção vaginal, sendo menos frequente por contato com a saliva. Cerca de 30% dos pacientes que não têm fator de risco de contaminação identificado. Acomete 1% a 7% da população, e apresenta longo período de incubação (1 a 6 meses) e viremia prolongada, que se inicia no final do período de incubação e perdura por várias semanas, ou alguns meses, normalmente até o aparecimento do anticorpo anti-HBs. O curso clínico é igualmente prolongado. Cerca de 5% a 15% dos casos evoluem para cronicidade e 1% tem evolução fatal. Dos casos crônicos, 2% evoluem como portadores crônicos assintomáticos, 6% como portadores de hepatite crônica persistente e 3% como portadores de hepatite crônica ativa. Define-se o estado de portador assintomático pela persistência da positividade do HBsAg por mais de 6 meses, com provas de função hepática e achados de biópsia hepática normais. Já na hepatite crônica persistente, as provas de função hepática mostram-se alteradas, e os achados da biópsia hepática, normais ou pouco alterados. Na hepatite crônica ativa, tanto as provas de função hepática quanto os achados da biópsia hepática mostram-se alterados. Os pacientes de evolução crônica têm um aumento considerável do risco de desenvolvimento de carcinoma hepático, e esse risco é cinco vezes maior naqueles que desenvolvem cirrose. A gravidade da evolução da doença está relacionada com o grau de defesa do hospedeiro e o grau de virulência do vírus infectante.

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Imunologia e Endocrinologia

Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação O HBsAg é o antígeno proteico de superfície do vírus B, também conhecido como antígeno Austrália. Possui subgrupos antigênicos, sendo os mais importantes ADW, AYW, ADR e AYR, de pouco interesse clínico mas com importância epidemiológica. Sua presença pode ser detectada durante o período de incubação, 2 a 6 semanas após a exposição. Atinge o pico de infectividade e declina gradualmente até tornar-se indetectável em cerca de 1 a 3 meses. É positivo em cerca de 20% a 60% das hepatites crônicas persistentes e em 9% a 60% das hepatites crônicas ativas.

Anticorpos IgM contra o antígeno central da hepatite B (Anti-HBc-IgM) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Anticorpo IgM contra o nucleocapsídio (core) viral. Eleva-se na fase aguda, 2 semanas após o aparecimento do HBsAg, declinando gradualmente até tornar-se indetectável, independentemente da evolução da doença. Sua presença é sinônimo de infecção aguda. Pode ser o único marcador detectável na hepatite fulminante, quando o HBsAg diminui pela necrose hepática grave.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Anticorpos IgG contra o antígeno central da hepatite B (Anti-HBc-IgG) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Anticorpo IgG contra o nucleocapsídio (core) viral. É considerado ótimo marcador epidemiológico, pois no período de janela imunológica, em que o HBsAg desaparece e o Anti-HBs ainda não apareceu, ele é o único marcador presente. Não confere imunidade. Surge cerca de 3 a 4 semanas após o aparecimento do HBsAg, mantendo-se positivo por toda a vida. Sua presença isolada pode acontecer na “janela imunológica”, na infecção crônica com HBsAg em níveis baixos indetectáveis e na infecção prévia com AntiHBs indetectável.

Antígeno “E” da hepatite B (HBeAg) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação É um produto de degradação do core que aparece durante a replicação viral. Sua presença correlaciona-se com maior quantidade de vírus completo no sangue, com replicação viral ativa e com maior infectividade. Sua persistência, sem o aparecimento do anticorpo anti-HBe, está associada a evolução para cronicidade. Aparece logo no início da doença, quase concomitante ao HBsAg, e desaparece 3 a 4 semanas antes do mesmo em 70% dos casos.

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Imunologia e Endocrinologia

Anticorpos contra o antígeno “E” da hepatite B (Anti-HBe) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Aparecem em cerca de 90% a 95% dos pacientes que têm HBeAg positivo, 1 a 2 semanas após sua negativação. Em alguns casos, durante um período curto, podem coexistir a presença do HBeAg e Anti-HBe. Sua presença correlacionase com prognóstico favorável da resolução da infecção e diminuição da infectividade. Sua ausência implica doença ativa e risco de evolução para cronicidade. Pacientes Anti-HBe positivo, quando portadores crônicos, são menos transmissores e têm uma evolução melhor.

Anticorpos contra o antígeno de superfície da hepatite B (Anti-HBs) Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Anticorpo dirigido contra o antígeno proteico de superfície do vírus B (HBsAg). É detectado 2 a 6 semanas após o desaparecimento do HBsAg, persistindo por muitos anos, podendo cair a níveis indetectáveis ou persistir por toda a vida. O não desenvolvimento desse anticorpo induz a cronicidade ou estado de portador crônico assintomático. O tempo entre o desaparecimento do HBsAg e o aparecimento do Anti-HBs (janela imunológica) é normalmente de 2 a 8 semanas, e durante esse período o único marcador presente é o Anti-HBc.

71 SerieIEL_fisio_.indb 71

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Hepatite C Após o desenvolvimento dos testes sorológicos para identificação das hepatites A e B, as hepatites não reativas para esses testes ou para outras viroses que cursavam com lesões hepáticas eram chamadas de hepatites não A, não B (NANB). Elas apresentavam cursos evolutivos diferentes. Posteriormente ficou caracterizado que as hepatites NANB de evolução curta eram, na verdade, as que hoje são denominadas hepatite E. As que apresentavam evolução longa foram identificadas como sendo hepatite C. Alguns casos de hepatites NANB continuam sem identificação sorológica, sendo atribuídos a viroses inespecíficas ou a vírus ainda em estudo, como o vírus F, ou a vírus ainda não identificados.

Anticorpos para hepatite C Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação A hepatite C é causada por um flavivírus (RNA), de transmissão parenteral. Tem um período de incubação variável, e há relatos de casos de 2 semanas a anos. Na maioria dos casos é assintomática e somente 25% dos casos desenvolvem icterícia. Tem evolução longa, similar à da hepatite B. Os anticorpos não são neutralizantes e não conferem imunidade. Cerca de 60% dos pacientes evoluem para cronicidade. Desses, 30% evoluem para cirrose e 40% desenvolvem hepatoma.

Hepatite D (delta) Infecção causada pelo vírus D, de classificação ainda não definida. Trata-se de um vírus defectivo ou incompleto, que depende do vírus B para infectar o hepatócito e replicar-se. A maior parte dos casos evolui para cirrose ou para morte, na fase aguda. Portanto, só existe em concomitância com o vírus B.

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Imunologia e Endocrinologia

Anticorpos para hepatite D Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação QQ QQ

QQ

Coinfecção: infecção aguda pelos dois vírus, D e B. Superinfecção: infecção aguda pelo vírus D que se sobrepõe a uma infecção crônica pelo vírus B. Infecção crônica: infecção crônica pelos dois vírus, D e B.

Hepatite E O vírus da hepatite E é classificado como um calicivírus, e tem período de incubação e curso clínico e epidemiológico similares aos da hepatite A. De transmissão orofecal, é responsável por epidemias, principalmente em países em desenvolvimento, usualmente por ingestão de água contaminada. Embora rara, existe a presença de relatos de hepatite E no Brasil.

Anticorpos para hepatite E Valores de referência XX

Não reativo

Interpretação Normalmente é de evolução benigna, mas tem sido observada uma taxa de mortalidade de cerca de 20% em mulheres grávidas, infectadas durante o terceiro trimestre de gestação.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Interações fisioterapêuticas A presença de resultados alterados não interfere diretamente na conduta fisioterapêutica. Contudo, deve-se levar em consideração que pacientes com hepatites graves podem manifestar com intensa dor abdominal, podendo apresentar ascite e/ou aumento da pressão intra-abdominal, o que pode comprometer as mobilizações articulares e principalmente prejudicar a mecânica ventilatória, podendo, em seu estado mais grave, evoluir com IRpA, necessitando, assim, de abordagem ventilatória invasiva ou não invasiva.

Diagnóstico e Monitoração da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) Anti-HIV I e II O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é isolado de casos de síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), doença que se caracteriza pela deterioração progressiva e fatal do sistema imunológico. Associadas à infecção pelo HIV, ocorrem doenças oportunistas (pneumocistose, toxoplasmose, candidíase, entre outras), neoplasias (sarcoma de Kaposi, linfomas B, entre outros) e complexo demencial. O vírus entra no organismo na forma livre ou através de célula infectada. Todos os resultados positivos para anticorpos anti-HIV mediante ensaio imunoenzimático (EIA, do inglês enzyme imunoassay) devem ser confirmados com a realização de pesquisa de anticorpos pelo método de Western blot ou reação em cadeia da polimerase (PCR, do inglês polimerase chain reaction) para HIV. Valores de referência XX

Não reativo

74 SerieIEL_fisio_.indb 74

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

respiratória, infecções do trato urinário por Escherichia coli, dietas hipocalóricas e diarreias graves. QQ 

QQ 

QQ 

Proteínas: o aumento da quantidade de proteínas na urina (proteinúria) é, frequentemente, o primeiro indicador de doença renal. Entretanto, proteinúria não é uma característica de todas as doenças renais, e outras condições não renais podem também produzir aumento na excreção de proteínas na urina. A proteinúria pode ser classificada em quatro categorias: prérenal, glomerular, tubular e pós-renal. As principais causas patológicas de proteinúria são: lesão da membrana glomerular, reabsorção tubular deficiente, mieloma múltiplo, proteinúria ortostática, pré-eclâmpsia, doenças renais decorrentes de diabetes melito (DM). Frequentemente, encontram-se proteinúria em conjunto com hemoglobinúria e de cilindros, hemácias e leucócitos ao exame microscópico. Quando presentes, o resultado é semiquantitativo e expresso em cruzes: traços, +, ++, +++. Glicose: a quantidade de glicose que aparece na urina depende do nível de glicose no sangue, da taxa de filtração glomerular e do grau de reabsorção tubular. Geralmente, a glicose está presente na urina quando os níveis sanguíneos são superiores a 160-180mg/dL. As causas de glicosúria são: DM, doenças que afetam a reabsorção tubular (como síndrome de Fanconi e doença renal avançada), hiperglicemia não diabética (como nas lesões do sistema nervoso central, na pancreatite e em distúrbios da tireoide) e outras. Quando a glicose está presente na urina, o resultado é expresso em cruzes: traços, +, ++, +++, ++++. Cetona: as cetonas, que compreendem o ácido acetoacético, a acetona e o ácido beta-hidroxibutírico, são formadas durante o catabolismo dos ácidos graxos. Normalmente, as quantidades de cetonas na urina são indetectáveis. A cetose pode ser encontrada em condições associadas a diminuição da ingestão de carboidratos, diminuição da utilização de carboidratos (resistên-

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Urinálise

cia à insulina), distúrbios digestivos, eclâmpsia, dietas desbalanceadas, vômitos e diarreia. Quando presente, o resultado é expresso em cruzes: traços, +, ++, +++. QQ 

QQ 

QQ 

Bilirrubina: está aumentada nas condições em que a bilirrubina conjugada aumenta no soro. As pesquisas de bilirrubina são úteis no diagnóstico diferencial das icterícias. Bilirrubina está presente nas icterícias obstrutiva e parenquimatosa, mas está ausente nas icterícias hemolíticas. Quando presente, o resultado é expresso em cruzes: traços, +, ++, +++. Urobilinogênio: normalmente existe uma pequena quantidade (menos de 1mg/dL) de urobilinogênio na urina. Observa-se elevação da quantidade de urobilinogênio na urina nas hepatopatias, nos distúrbios hemolíticos e nas porfirinúrias. A ausência de urobilinogênio na urina significa obstrução do ducto biliar, que impede a passagem normal de bilirrubina para o intestino. Quando presente, o resultado é expresso em cruzes: +, ++, +++. Hemoglobina: hemoglobinúria indica a presença de hemoglobina na urina. A hemoglobinúria pode ocorrer como resultado da lise de hemácias produzida no trato urinário, ou pode ser causada por hemólise intravascular e consequente filtração de hemoglobinas através dos glomérulos. Numerosas doenças renais e do trato urinário podem resultar em hematúria com hemoglobinúria, como as glomerulonefrites, pielonefrites, cistites, cálculos e tumores. Também algumas doenças extrarrenais, como hipertensão maligna, tumores, episódios agudos de febre, traumatismos, exercícios intensos e alguns fármacos, podem resultar em hematúria. Quando presente, o resultado é expresso em cruzes: traços, +, ++, +++.

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Sedimentoscopia Interpretação QQ 

QQ 

QQ 

Hemácias: normalmente, as hemácias são encontradas em pequenas quantidades na urina de pessoas normais. Todas as hemácias presentes na urina originam-se do sistema vascular. O número aumentado de hemácias na urina representa rompimento da integridade da barreira vascular, por lesão ou doença, na membrana glomerular ou no trato geniturinário. As condições que resultam em hematúria incluem várias doenças renais como glomerulonefrites, pielonefrites, cistites, cálculos, tumores e traumatismos. Qualquer condição que resulte em inflamação ou comprometa a integridade do sistema vascular pode resultar em hematúria. A possibilidade de contaminação por sangue menstrual deve ser considerada em amostras colhidas em mulheres. A presença de hemácias e também de cilindros na urina pode ocorrer após exercícios intensos. Leucócitos/piócitos: os leucócitos podem entrar na urina através de qualquer ponto ao longo do trato urinário ou através de secreções genitais. O aumento do número de leucócitos na urina caracteriza piúria. Pode resultar de infecções bacterianas ou de outras doenças renais ou do trato urinário. As infecções que compreendem pielonefrite, cistites, prostatite e uretrite podem ser vistas acompanhadas de bactérias ou não. A piúria também está presente em patologias não infecciosas, como glomerulonefrite, lúpus eritematoso sistêmico e tumores. Cristais: são encontrados com frequência na urina e raramente têm qualquer significado clínico. São formados pela precipitação dos sais da urina submetidos a alterações no pH, na temperatura e na concentração, o que afeta a solubilidade. O principal motivo para a identificação dos cristais urinários é a detecção da presença de alguns tipos relativamente anormais que podem representar distúrbios como doença do fígado, erros inatos do

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Urinálise

metabolismo ou lesão renal causada pela cristalização de metabólitos de fármacos nos túbulos. Os cristais anormais mais importantes são: cistina, colesterol, leucina, tirosina, sulfonamidas, corantes radiográficos e ampicilina. QQ 

Cilindros: são exclusivamente renais e formam-se principalmente no interior da luz do túbulo contornado distal e do ducto coletor. O principal componente dos cilindros é a proteína de Tamm-Horsfall, uma mucoproteína secretada somente pelas células tubulares renais. A presença de cilindros urinários caracteriza cilindrúria. Seu aparecimento é influenciado pelos materiais presentes no filtrado no momento de sua formação e pelo tempo em que permanecem no túbulo. Assim, os tipos de cilindros encontrados no sedimento representam diferentes condições clínicas:

•   Cilindros hialinos: glomerulonefrite, pielonefrite, doença renal crônica, insuficiência cardíaca congestiva, estresse, exercício físico intenso, pacientes normais (0 a 1p/c).

•   Cilindros hemáticos: glomerulonefrite, exercício físico intenso, nefrite lúpica, hipertensão maligna.

•   Cilindros leucocitários: pielonefrite. •   Cilindros de células epiteliais: lesões dos túbulos renais. •   Cilindros granulosos: estase do fluxo urinário, estresse, exercício físico intenso, infecção do trato urinário.

•   Cilindros céreos: estase do fluxo urinário. •   Cilindros graxos: síndrome nefrótica, nefropatia diabética, doenças renais crônicas, glomerulonefrites.

•   Cilindros largos: estase importante do fluxo urinário, insuficiência renal.

QQ 

Muco: o muco é uma proteína fibrilar produzida pelo epitélio tubular renal e pelo epitélio vaginal. Não é considerado clinicamente significativo. O aumento da quantidade de filamentos de muco na urina está comumente associado a contaminação vaginal.

201 SerieIEL_fisio_.indb 201

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

QQ 

Células epiteliais: algumas células epiteliais encontradas no sedimento urinário resultam da descamação normal das células velhas, enquanto outras representam lesão epitelial por processos inflamatórios ou doenças renais.

interações fisioterapêuticas A presença de resultados alterados não impede a abordagem fisioterapêutica. Contudo, o fisioterapeuta deverá estar atento para atuar nas complicações geradas por doenças que os alteram, visto que tais alterações podem indicar doenças que causam disúria, oligúria, oligoanúria, anúria, dor abdominal e cólica renal, o que limita a conduta fisioterapêutica. Este exame deve ser solicitado e avaliado antes de procedimentos de fisioterapia uroginecológica.

Proteínas na Urina de 24h (Proteinúria) Pequena quantidade de proteínas é encontrada na urina normal, até 0,05g/24h. São principalmente proteínas séricas de baixo peso molecular, filtradas seletivamente pelos glomérulos, como a albumina e aquelas produzidas no trato urogenital (glicoproteína de Tamm-Horsfall). Sua dosagem é útil no diagnóstico e no controle de diversas patologias em que há perda de proteínas. A velocidade de excreção das proteínas varia durante 24h. Por isso, para uma melhor avaliação sua dosagem deve ser feita em uma amostra de urina colhida em 24h. Pacientes com diabetes melito correm maior risco de sofrer dano renal. As principais causas patológicas de proteinúria são: lesão glomerular, distúrbios da reabsorção tubular e aumento dos níveis séricos de proteínas de baixo peso molecular. Valores de referência XX

Até 0,05g/24h

202 SerieIEL_fisio_.indb 202

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Urinálise

Interpretação QQ 

Valores aumentados podem indicar:

•   Causas funcionais: exercício físico intenso, gravidez, proteinúria ortostática.

•   Causas orgânicas: --Pré-renal: febre, condições tóxicas, congestão venosa, hipoxia renal, hipertensão maligna, mixedema.

--Renal: glomerulonefrite, síndrome nefrótica, lesão do parênquima.

--Pós-renal: cistites, uretrites, prostatites, contaminação com secreção vaginal e uretral.

interações fisioterapêuticas A presença de resultados alterados não impede a abordagem terapêutica. Contudo, o fisioterapeuta deverá estar atento para atuar nas complicações geradas por doenças que os alteram, visto que tais alterações podem indicar doenças que causam disúria, oligúria, oligoanúria, anúria, dor abdominal e cólica renal, o que limita a conduta fisioterapêutica.

Depuração de Creatinina As provas de depuração avaliam a velocidade de filtração glomerular e são essenciais no acompanhamento e na avaliação dos transtornos da função renal (Tabela 5.2). A depuração de creatinina é um índice da massa renal funcionante e permite um diagnóstico mais precoce de alterações da função renal, quando comparado à avaliação dos níveis séricos de ureia e creatinina isolados. As provas de depuração são tecnicamente exigentes, necessitando de controle rigoroso dos tempos e da coleta de urina, sem perda do volume urinário. Exigem

203 SerieIEL_fisio_.indb 203

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

dosagens simultâneas das substâncias no soro e na urina e a correção da superfície corporal do paciente pela superfície corporal-padrão. Depuração de creatinina

=

Creatinina urinária (mg/dL) × Vol. urinário (mL/min) Creatinina sérica (mg/dL)

Tabela 5.2 Classificação dos estágios da doença renal crônica (KDOQI) Estágio

Descrição

GFR (mL/min/1,73m2)

1

GFR normal ou aumentado

≥90

2

Dano renal com discreta diminuição do GFR

60 a 89

3

Moderada diminuição do GFR

30 a 59

4

Grave diminuição do GFR

15 a 29

5

Insuficiência renal

<15 ou em diálise

GFR: ritmo de filtração glomerular.

Valores de referência XX

Crianças: 70 a 140mL/min/1,73m2

XX

Homens: 85 a 125mL/min/1,73m2

XX

Mulheres: 75 a 115mL/min/1,73m2

XX

Idosos: diminuir 6mL/min para cada década de vida

Interpretação QQ 

QQ 

Valores aumentados: a velocidade de filtração glomerular está aumentada na gravidez. Exercícios físicos também podem causar aumento da depuração de creatinina. Vários fármacos interferem em sua excreção, inclusive trimetoprim, cimetidina e probenicida. Valores diminuídos: diminuição da função renal.

204 SerieIEL_fisio_.indb 204

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Urinálise

interações fisioterapêuticas A presença de resultados alterados não impede a abordagem terapêutica. Contudo, o fisioterapeuta deverá estar atento para atuar nas complicações geradas por doenças que os alteram, visto que tais alterações podem indicar doenças que causam disúria, oligúria, oligoanúria, anúria, dor abdominal e cólica renal, o que limita a conduta fisioterapêutica, podendo ainda evoluir com congestão pulmonar, necessitando de abordagem ventilatória (invasiva ou não invasiva).

Depuração de Ureia A depuração de ureia avalia a função renal total, ou seja, função glomerular mais tubular. A molécula da ureia é muito pequena, sendo filtrada livremente pelos glomérulos e reabsorvida de maneira variável pelos túbulos. Quanto maior a velocidade do fluxo de urina através dos rins, menor a quantidade de ureia absorvida e vice-versa. Para interpretar os valores da depuração da ureia, deve-se determinar o débito do fluxo urinário (volume/ minuto). A depuração é máxima quando o débito for maior que 2mL/min, e considerada depuração-padrão quando for menor que 2mL/min. Se o valor do volume urinário por minuto corrigido for maior que 2mL/min, deve-se utilizar a seguinte fórmula: Depuração máxima =

Ureia na urina (mg/dL)

× mL/min =

Ureia no soro (mg/dL)

Se o valor do volume urinário por minuto corrigido for menor que 2mg/dL, deve-se utilizar a seguinte fórmula: Depuração-padrão =

Ureia na urina (mg/dL)

× mL/min =

Ureia no soro (mg/dL)

205 SerieIEL_fisio_.indb 205

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Valores de referência XX

Padrão: 41 a 65mL/min/1,73m2

XX

Máximo: 59 a 95mL/min/1,73m2

Interpretação QQ 

Valores diminuídos: diminuição da função renal.

interações fisioterapêuticas A presença de resultados alterados não impede a abordagem terapêutica. Contudo, o fisioterapeuta deverá estar atento para atuar nas complicações geradas por doenças que os alteram, visto que tais alterações podem indicar doenças que causam disúria, oligúria, oligoanúria, anúria, dor abdominal e cólica renal, o que limita a conduta fisioterapêutica, podendo ainda evoluir com congestão pulmonar, necessitando de abordagem ventilatória (invasiva ou não invasiva).

Teste Imunológico da Gravidez (TIG) Exame realizado para o diagnóstico de gravidez. Contudo, este exame é de pouca sensibilidade e, por isso, pouca confiabilidade. Valor de referência XX

Negativo

Interpretação QQ 

Valores positivos: gravidez, infecção prostática.

206 SerieIEL_fisio_.indb 206

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Urinálise

interações fisioterapêuticas A presença de resultados positivos não impede a abordagem terapêutica de forma absoluta. Em mulheres sob suspeita de gravidez, o exame pode ser avaliado principalmente naquelas com indicação de eletrofototermoterapia por diatermia, terapia manual, abordagens uroginecológicas, procedimentos dermatofuncionais, porém o exame de escolha deve ser o de gonadotrofina coriônica humana (hCG).

Referências Barnes ME. Testes diagnósticos. Série Incrivelmente Fácil. Tradução: Fernando Diniz Mudim. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Bauer JD. Clinical laboratory methods. 9. ed. St. Louis: Mosby, 1982. Bevilacqua F, Bensoussan E, Jansen JM. Manual do exame clínico. 9. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1991. Bravo EL, Tarazi RC, Gifford RW, Stewart BH. Circulating and urinary catecholamines in pheochromocytoma. Diagnostic and pathophysiologic implications. N Engl J Med. 1979; 301(13):682-6. Brunzel NA. Fundamentals of urine and body fluid analyses. Philadelphia: W.B. Saunders, 1994. Burtis CA. Tietz textbook of clinical chemistry. 2. ed. Philadelphia: W.B. Saunders, 1994. Guimarães RX, Guerra CCC. Clínica e laboratório. 4. ed. São Paulo: Sarvier, 1990. Guyton AC. Tratado de fisiologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. Henry JB. Clinical diagnosis management by laboratory methods. 18. ed. Philadelphia: W.B. Saunders, 1991. Isselbacher KJ, Braunwald E, Wilson JD (eds.). Harrison’s principles of internal medicine. 13. ed. New York: McGraw-Hill, 1994. McClatchey KD. Clinical laboratory medicine. Baltimore: Williams & Wilkins, 1994. Mundim FD. Testes de diagnósticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Noe DA, Rock RC. Laboratory medicine. The selection and interpretation of clinical laboratory studies. Baltimore: Williams & Wilkins, 1994.

207 SerieIEL_fisio_.indb 207

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Oliveira, Lima A, et al. Métodos de laboratório aplicados à clínica. Técnica e interpretação. 7. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1992. Ravel R. Clinical laboratory medicine. 4. ed. Chicago: Year Book Medical Publishers, 1984. Strasinger SK. Uroanálise e fluidos biológicos. 2. ed. São Paulo: Panamericana, 1991. Tietz NW. Clinical guide to laboratory tests. 3. ed. Philadelphia: W.B. Saunders, 1995. Walter AF. Diagnóstico laboratorial. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

208 SerieIEL_fisio_.indb 208

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Capítulo 6

Coproanálise

6

Parasitologia .................................................................... 211 Pesquisa de Elementos Anormais nas Fezes ...................... 212 Referências ...................................................................... 215

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

QQ 

QQ 

QQ 

Estados hipóxicos: diminuição da oxigenação tecidual (hipoxia), como no choque (hipovolêmico, séptico, cardiogênico), na insuficiência ventricular esquerda, no estado asmático e na insuficiência respiratória aguda. Estados não hipóxicos: alterações da depuração do lactato (disfunções hepática ou renal), disfunções da piruvato-desidrogenase (devidas a sepse, endotoxemia, déficit de tiamina, níveis elevados de catecolaminas), uso de fármacos/medicamentos (etanol, metanol, salicilatos etc.). Glicólise aeróbica acelerada: secundária a sepse, convulsões, pacientes politraumatizados, neoplasias (não devendo ser utilizada como parâmetro de deficiência de perfusão tecidular).

Segundo um estudo realizado por Vincent (1996), a causa mais importante de acidose láctica é a deficiente oxigenação celular que ocorre nos estados de choque (hipovolêmico, cardiogênico ou séptico). Nestes doentes, a gravidade da hiperlacticidemia foi relacionada com o prognóstico. Quando superior a 10mmol/L, são escassas as hipóteses de sobrevivência (Tabela 10.1). Tabela 10.1 Relação entre lacticidemia e mortalidade Lactato (mmol/L)

Terminologia clínica

Mortalidade associada (%)

<2,5

Normal

2,5 a 4,9

Discreta

25 a 35

5 a 9,9

Moderada

60 a 75

>10

Grave

>95

Fonte: Vincent, 1996.

Vincent (1996) relata que, além do valor dos níveis de lactato, a duração da hiperlacticidemia tem importante valor prognóstico no choque séptico. A hipoxemia e a anemia raramente se acompanham de acidose láctica. Doentes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA/SARA), na ausência de choque, podem apresentar

264 SerieIEL_fisio_.indb 264

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Lactato Arterial

hipoxemia grave sem que haja acidose láctica. Nos pacientes anêmicos, apenas quando o hematócrito é inferior a 10% é que surge diminuição da oxigenação tecidual (até esse valor, o aumento da extração de O2 ajuda a manter constante o consumo de O2 pelos tecidos). Interações fisioterapêuticas QQ 

QQ 

QQ 

QQ 

É considerado um excelente marcador hipóxico: mesmo nos pacientes em quem a gasometria mantém padrões de normalidade, pode ser utilizado para orientar a escolha da melhor terapêutica ventilatória: invasiva ou não invasiva. Lactato de 2,5 a 4,9mmol/L: pode-se optar pela ventilação não invasiva, porém com conduta expectante quanto ao insucesso da ventilação não invasiva (VNI) (devem-se avaliar as indicações e contraindicações da VNI). Lactato >5mmol/L: contraindicada a utilização de ventilação não invasiva, e a terapia de escolha deve ser a ventilação mecânica invasiva. É contraindicada a abordagem cinesioterapêutica ativa.

Referências Bakker J, Gris P, Coffernils M, Kahn RJ, Vincent JL. Serial blood lactate levels can predict the development of multiple organ failure following septic shock. Am J Surg. 1996; 171(2):221-6. Comroe JH. Physiology of the respiration. Chicago: Year Book Medical Publishers, 1974. Davenport HW. ABC of acid base chemistry. 6. ed. Chicago: The University of Chicago Press, 1974. Day NP, Phu NH, Bethell DP, Mai NT, Chau TT, Hien TT, White NJ. The effects of dopamine and adrenaline infusions on acid-base balance and systemic haemodynamics in severe infection. Lancet. 1996; 348(9022):219-23. Franco S. Laboratórios. Rio de Janeiro: Bioinforme 96, 1996.

265 SerieIEL_fisio_.indb 265

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

James JH, Luchette FA, McCarter FD, Fischer JE. Lactate is an unreliable indicator of tissue hypoxia in injury or sepsis. Lancet. 1999; 354(9177):505-8. Kamoun P. Manual de exames de laboratório. Rio de Janeiro: Atheneu, 1989. Kellum JA. Recent advances in acid-base physiology applied to critical care. In: Vincent JL. Yearbook of intensive care and emergency medicine. Berlim: Springer. 1998. p. 582-4. Luce JM, Pierson DJ, Tyler ML. Tratamento respiratório intensivo. 2. ed. Tradução: Vilma Ribeiro de Souza Varga. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 1995. Marino PL. The Organic acidosis. In: Marino PL. The ICU Book. 2. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 1998. p. 592-600. Mordes JP, Rossini AA. Lactic acidosis. In: Irwin RS, Cerra FB, Rippe JM. Irwin & Rippe’s intensive care medicine. 4. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 1999. p. 1289-96. Motta VT. Distúrbios ácido-base: diagnóstico fisiológico. Caxias do Sul − RS: EDUCS, 1981. Oliveira Lima A. Métodos de laboratório aplicados à clínica – técnica e interpretação. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992. Rabbat A, Laaban JP, Boussairi A, Rochemaure J. Hyperlactatemia during acute severe asthma. Intensive Care Med. 1998; 24(4):304-12. Romansky SA, McMahon MM. Metabolic acidosis and thiamine deficiency. Mayo Clin Proc. 1999; 74:259-63. Rose BD. Physiology of acid-base and electrolyte disorders. New York: McGrawHill, 1995. Terzi RGG. Equilíbrio ácido-básico e transporte de oxigênio. Barueri − SP: Editora Manole, 1992. Totaro RJ, Raper RF. Epinephrine-induced lactic acidosis following cardiopulmonary bypass. Crit Care Med. 1997; 25(10):1693-9. Walter AF. Diagnóstico laboratorial. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

266 SerieIEL_fisio_.indb 266

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Anexo

Rotina B谩sica de Exames Laboratoriais por Doen莽a Siglas e Abreviaturas das Tabelas ...................................... 269 Fisioterapia Cardiorrespirat贸ria, Intensiva e Hospitalar ....... 272 Fisioterapia em Neurologia ............................................... 277 Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Reumatologia ........ 280 Fisioterapia Oncol贸gica .................................................... 284

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Siglas e Abreviaturas das Tabelas –: não existe exame confirmatório Ác. Úrico: ácido úrico ACTH: hormônio adrenocorticotrófico Av. Fun. Hep-Bil: avaliação da função hepatobiliar Av. Fun. Pancr: avaliação da função pancreática Av. Líq. Sinovial: avaliação do líquido sinovial BAAR: bactérias ácido-álcool resistentes Bact. Líq. Sinovial: bacteriologia do líquido sinovial Bilirrub.: bilirrubinas C3/C4: complemento fração C3/C4 Ca+: cálcio CD4/CD8: linfócitos CD4/CD8 CEA: antígeno carcioembrionário CK: creatinocinase CK-MM: creatinocinase fração MM Cl-: cloro Coag: coagulograma Creat: creatinina Cult. Sec. Traqueal: cultura de secreção traqueal Dep. Creat: depuração de creatinina Dep. Ureia: depuração de ureia

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

EAS: elementos anormais e sedimentoscopia Elem. Anorm. Fezes: elementos anormais nas fezes Enz. Card.: enzimas cardíacas Ferrit.: ferritina Ferro Ser.: ferro sérico Fibrin Plasm: dosagem de fibrinogênio plasmático Fosf. Alc: fosfatase alcalina Glic: glicose Gr. Sang. Ft. Rh: grupo sanguíneo e fator Rh GSA: gasometria arterial Hc: hemograma completo hCG: hormônio gonadotrófico Hemoc.: hemocultura HIV: vírus da imunodeficiência humana IgE espec.: imunoglobulina E específica IgE Tot.: imunoglobulina E total IL-2: interleucina 2 K+: potássio LA: lactato arterial LDH: desidrogenase láctica Marc. Vir. Hepat: marcadores virais de hepatite MCA: antígeno associado a carcinoma mucinoso Mcptns:mucoproteínas Mg+: magnésio Miog: mioglobina Na+: sódio NSE: enolase neuroespecífica P-: fósforo

270 SerieIEL_fisio_.indb 270

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Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

PAR: prova de atividade reumática PC-R: proteína C-reativa PDF: produto de degradação de fibrinogênio Pesq. Cél. LE: pesquisas de células LE Pesq. LES: pesquisa de lúpus eritematoso sistêmico Pesq. Sang. Ocult. Fezes: pesquisa de sangue oculto nas fezes PSA: antígeno prostático específico PTH: paratormônio PTN 24h: proteínas de 24 horas Ptn T/F: proteínas totais e frações PTT: tempo de tromboplastina parcial ativada Retic: reticulócitos Rot. Líq. Ascítico: rotina de líquido ascítico Rot. Líq. Pleural: rotina de líquido pleural SCC: antígeno do carcinoma de células escamosas Swab Sec. Ferida: swab de secreção de ferida TAP: tempo de atividade protrombínica TGO: transaminase glutâmico oxalacética TGP: transaminase glutâmico pirúvica Transfer: transferrina Ur: ureia VDRL: pesquisa laboratorial de doenças venéreas VHS: velocidade de hemossedimentação VMA: ácido vanilmandélico

271 SerieIEL_fisio_.indb 271

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Fisioterapia Cardiorrespiratória, Intensiva e Hospitalar Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Abdome agudo

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Av. Fun. Hep-Bil + Av. Fun. Pancr + LDH + TAP + PTT + PC-R + EAS + Pesq. Sang Ocult. Fezes

Hc

Apendicite

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P+ Av. Fun. Pancr + TAP + PTT + PCrR + EAS

Hc

Arritmias (bradiarritmias/taquiarritmias)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + TAP + PTT

Asma/mal asmático

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + GSA + L.A + IgE Tot + IgE espec

Ascite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ptn Tot/F + TAP + PTT + EAS

Rot. Líq. Ascítico

Atelectasia

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + GSA

Avaliação de doença hepática

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + Ptn Tot/F + Av. Fun. Pancr + LDH + Fibrin. Plasm + Mcptns + PC-R + EAS

Av. Fun. Hep-Bil + Marc. Vir. Hepat

»»

272 SerieIEL_fisio_.indb 272

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Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

AVE

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Bronquiectasia

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Cult. Sec. Traqueal

Choque (anafilático)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + LDH + IgE Tot + IgE espec + EAS

GSA + LA

Choque (cardiogênico)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + LDH + EAS

GSA + LA

Choque (hipovolêmico)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ptn Tot/F + LDH + EAS

GSA + LA

Choque (neurogênico)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + LDH + EAS

GSA + LA

Choque (séptico)

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + LDH + EAS

Hc + PC-R + GSA + LA

Cirrose hepática

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Av. Fun. Pancr + Fibrin. Plasm + EAS

TAP + Ptn Tot/F + Mcptns

Colecistite

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + EAS

Hc + Av. Fun. Hep-Bil

Crise convulsiva

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS

Derrame pericárdico

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + TAP + PTT

»» 273

SerieIEL_fisio_.indb 273

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Derrame pleural

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT

Rot. Líq. Pleural

Diabetes melito

Ur + Creat + Ác. Úrico + Na+ + K+ + Cl- + Mg+ + P- + EAS

Glic + Perfil glicosídeo + Av. Fun. Pancr

Dissecção aórtica

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + TAP + PTT

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Hc + Glic + Ur + Creat + Na++ K+ + + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + GSA + L.A

Eclâmpsia/ pré-eclâmpsia

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Coag + TAP + PTT + TGO + TGP + Bilirrub. + LDH

EAS + Proteinúria 24h

Edema agudo de pulmão

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + GSA + LA + EAS

Encefalopatia hepática

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ptn Tot/F + Av. Fun. Pancr + EAS

Av. Fun. Hep-Bil + TAP + Mcptns

Encefalopatia urêmica

Hc + Glic + Ác. Úrico + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ferro Ser. + Ferrit + Transfer + Miog + Ptn Tot/F + Amilase + C3/C4 + EAS

Ur + Creat

»»

274 SerieIEL_fisio_.indb 274

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Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

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Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Fibrose cística

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ptn Tot/F + Av. Fun. Pancr + LDH + Av. Fun. Hep-Bil + Elem. Anorm. Fezes

Dosagem de Cl- no suor + Tripsina imunorreativa sérica (teste do pezinho)* + Painel de 31 mutações,* inclusive delta F508

Hemorragia digestiva

Hc + Retic + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + PDF

Hepatite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + Ptn Tot/F + Av. Fun. Pancr + EAS

Marcadores de hepatite (A/B/C/D/E) + Av. Fun. Hep-Bil + Mcptns

Hipertensão arterial/ emergência hipertensiva

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS

Infarto agudo no miocárdio

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K++ Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ferro Sér. + Fibrin. Plasm + TAP + PTT

Enz. Card

Insuficiência cardíaca/ miocadiopatia dilatada

Hc + Glic + Ur + Creat + Ác. Úrico + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + Ptn Tot/F + TAP + PTT + GSA + LA

Insuficiência renal aguda

Hc + Glic+ + Ác. Úrico + Ferro Sér. + Ferrit + Transfer + Miog + Ptn Tot/F + Amilase

Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + C3/ C4 + EAS + PTN 24h + Dep. Creat + Dep.Ureia

*Não citado neste livro.

»»

275 SerieIEL_fisio_.indb 275

29/11/2011 18:37:04

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Insuficiência respiratória aguda

Hc + Ferro Sér.

Gasometria arterial + Lactato arterial

Litíase biliar

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + EAS

Hc + Av. Fun. Hep-Bil

Miopatia inflamatória

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS

CK + LDH + TGO + PC-R

Pancreatite

Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS + TAP + PTT + Ptn Tot/F + Av. Fun. Hep-Bil + PC-R + EAS

Hc + Glic + Av. Fun. Pancr

Pericardite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K++ Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card

Pneumonia

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P-

Hc + Cult. Sec. Traqueal

Pneumotórax

Gasometria arterial + Lactato arterial

Polineuropatia do paciente grave

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS

CK + Miog + LDH + TGO + PC-R

Rabdomiólise

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + EAS

CK + Miog + LDH + PC-R + TGO

Sepse urinária

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P-

EAS + Cultura e Antibiograma

Síndrome coronariana aguda

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Enz. Card + TAP + PTT

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276 SerieIEL_fisio_.indb 276

29/11/2011 18:37:04

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Suboclusão intestinal/ obstrução intestinal

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ptn Tot/F + Av. Fun. Hep-Bil + Av. Fun. Pancr + PC-R + EAS + TAP + PTT + Pesq. Sang. Ocult. Fezes

Traumatismo cranioencefálico

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT

Tromboembolia pulmonar

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT

D-dímero + PDF

Trombose venosa profunda

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT

Tuberculose pulmonar

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Mg+ + Cl- + P-

Pesquisa de BAAR

Fisioterapia em Neurologia Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Abscesso epidural/ espinal

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Acidente vascular encefálico – I

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + EAS

»» 277

SerieIEL_fisio_.indb 277

29/11/2011 18:37:04

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Acidente vascular encefálico – H

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + Fibrinogênio + Rotina liquor + EAS

Condições malignas meníngeas

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Distrofia de Duchenne

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P-+ EAS

CK + LDH + TGO + Mioglobina + CK-MM

Doença de Alzheimer

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + EAS + Rotina liquor

Doença de Parkinson

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Doença desmielinizante

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Encefalite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Esclerose lateral amiotrófica

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + TGO + Mioglobina + Rotina liquor

Esclerose múltipla

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + Pesq. Cél. LE + IL-2 + CD4/CD8 + EAS

Rotina liquor

Estados confusionais

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

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278 SerieIEL_fisio_.indb 278

29/11/2011 18:37:05

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Hemorragia subaracnóidea

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + Fibrinogênio + Rotina liquor + EAS

Mal epiléptico

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl-

Rotina liquor

Meningite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Miastenia grave

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + TGO + Mioglobina + Rotina liquor + EAS

Neurofibromatose

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + Mioglobina + TGO + Pesquisa de catecolaminas urinárias 24h

Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + Mioglobina + TGO + Rotina liquor + HIV + Pesq. Cél. LE

Polineuropatia dolorosa (dor neuropática)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl+ P- + TAP + PTT + CK + LDH + Mioglobina + EAS

Poliomielite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + Mioglobina + EAS

Rotina liquor

»» 279

SerieIEL_fisio_.indb 279

29/11/2011 18:37:05

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Síncope

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P-+ EAS

Síndrome de Down

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Av. Fun. Tireoidiana + Av. Fun. Gonadal

Síndrome de Guillain-Barré

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + CK + LDH + Mioglobina + TAP + PTT + EAS

Rotina liquor

Síndrome do desfiladeiro torácico

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P-+ Ác. Úrico + PAR

Vasculite do SNC

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT

Rotina liquor

Fisioterapia em Traumato-ortopedia e Reumatologia Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Acondroplasia

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Artrite gotosa

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + PAR

VHS + Av. Líq. Sinovial + Ác. Úrico

»»

280 SerieIEL_fisio_.indb 280

29/11/2011 18:37:05

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Artrite hemofílica

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + Coag + TAP + PTT

Artrite por febre reumática

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Hc + VHS + PAR

Artrite reumatoide

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P+ Ác. Úrico + Pesq. LES

Hc + VHS + PAR

Artrite séptica/ piogênica

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + Bact. Líq. Sinovial

Artrite tuberculosa

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + Bact. Líq. Sinovial

Artrite neuropática (osteocondropatia de Charcot)

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS

Bursite

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Condrossarcoma

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Doença de Quervian

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

»» 281

SerieIEL_fisio_.indb 281

29/11/2011 18:37:05

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Endocondroma

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Espondilite ancilosante

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Mieloma múltiplo (mielomatose)

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

VHS + Ptn Tot/F

Osteoartrite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

VHS

Osteocondrite

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

VHS

Osteocondrite dissecante

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Av. Líq. Sinovial

Osteocondroma

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Osteíte deformante (doença de Paget)

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Fosf. Alcalina + LDH

Osteomielite aguda

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + Hemoc + Swab Sec. Ferida + PC-R

Osteomielite tuberculosa

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + Hemoc + Swab Sec. Ferida + Cult. Líq. Sinovial

»»

282 SerieIEL_fisio_.indb 282

29/11/2011 18:37:05

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

»»

Doença

Diagnóstico diferencial/ exclusão

Confirmatório

Osteoporose

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR + Fosf. Alcalina + Av. Fun. Hep. Bil + Av. Função Tireoidiana + Ovariana

Ca+ na urina 24h

Osteossarcoma

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Osteomalacia

Hc + VHS + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + Ác. Úrico + PAR + EAS

Pesq. Gord. Fecal + P- + Fosf. Alcalina

Pré- e Pós-operatório de cirurgias traumatoortopédicas

Hc + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + TAP + PTT + Gr. Sang. Ft Rh

Sífilis óssea

Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico + PAR

Hc + VHS + VDRL

Síndrome do arco doloroso

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Síndrome do impacto

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Síndrome do túnel do carpo

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

Tendinite

Hc + VHS + PAR + Glic + Ur + Creat + Na+ + K+ + Ca+ + Mg+ + Cl- + P- + Ác. Úrico

283 SerieIEL_fisio_.indb 283

29/11/2011 18:37:05

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Mama

Linfomas

Leucemias

Fígado

Estômago

Cólon e reto

Marcadores

Bexiga

Fisioterapia Oncológica

5’ Nucleotidase ×

ACTH ×

AFP

×

× ● ×

Aldolase

× ●

Beta-2microglobulina CA 125

×

CA 15-3

×

CA 19-9

×

CA 242

CA 50 CA 72-4

×

×

×

×

×

×

×

×

×

×

CA 27-29

CA 549

● ●

CEA

×

×

Citoquímica CYFRA 21-1

×

×

× ×

Eritropoetina Ferritina

×

×

×

Fosfatase ácida prostática ●: Alvo principal; ×: alvo secundário.

284 SerieIEL_fisio_.indb 284

29/11/2011 18:37:05

×

×

×

Útero

Tireoide

Testículo

Suprarrenal

Rim

Pulmão

Próstata

Pâncreas

Ovário

Osso

Neuroblastomas

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

×

×

×

×

×

×

×

×

×

● ● ×

×

×

×

×

×

×

×

× ×

×

»» 285 SerieIEL_fisio_.indb 285

29/11/2011 18:37:06

Linfomas

×

×

Gama glutamiltranspeptidase

×

Mama

Leucemias

Estômago

Fosfatase alcalina

Marcadores

Bexiga

Fígado

»»

Cólon e reto

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

Fosfatase ácida total

Gastrina hCG

Imunofenotipagem

MCA NSE

Oncogem C-ERB-B2 P-53

×

×

×

×

PSA PTH

×

Receptores Estrog-Prog

SCC Tireoglobulina ×

Calcitonina Catecolaminas e VMA DUPAN-2 Catepsina-D

×

× ●

●: Alvo principal; ×: alvo secundário.

286 SerieIEL_fisio_.indb 286

29/11/2011 18:37:06

Útero

Tireoide

Testículo

Suprarrenal

Rim

Pulmão

Próstata

Pâncreas

Ovário

Osso

Neuroblastomas

Rotina Básica de Exames Laboratoriais por Doença

● ●

× ×

×

× ●

×

×

×

× ● ×

×

● ● ●

× ●

× ●

287 SerieIEL_fisio_.indb 287

29/11/2011 18:37:06

SerieIEL_fisio_.indb 288

29/11/2011 18:37:06

Índice Remissivo A Acidente tromboembólico agudo, 44 Ácido, 250 - carbônico, 250 - 5-hidroxi-indol-acético, 106 - láctico, 222 - periódico de SCHIFF, 127 - úrico sérico, 154 - vanilmandélico, 126 Acidose, 250 - metabólica, 252 - respiratória, 251 AIDS, diagnóstico e monitoramento da, 74 - anti-HIV I e II, 74 - método Western blot, 75 Alanina aminotransferase, 180 Alcalose, 251 - metabólica, 253 - respiratória, 251 Aldolase, 107 Alérgenos específicos, 65 Alfafetoproteína, 108 Alfa-naftil, 126 - acetato, 126 - butirato, 126 Alimentos, 65 Amilase, 229 - sérica, 185 Anemias, 23 Anisocitose, 28 Antibiograma, 240

SerieIEL_fisio_.indb 289

Antibióticos, teste de sensibilidade a, 240 Anticoagulação pré-operatória, 44 Anticoagulantes, uso de, 33 Anticorpo(s), 73 - contra o antígeno da hepatite B, 71 - - de superfície, 71 - - E, 71 - IgG, 67 - - contra o antígeno central da hepatite B, 70 - - para hepatite A, 67 - IgM, 67 - - contra o antígeno central da hepatite B, 69 - - para hepatite A, 67 - para hepatite, 73 - - C, 72 - - D, 72 - - E, 73 Antiestreptolisina O, 57 Antígeno, 112 - anticorpos IgM contra, 69 - associado a carcinoma mucinoso, 109 - carcinoembrionário, 110 - da hepatite B, 69 - - anticorpos IgG contra, 70 - - central, 69 - - de superfície, 69 - - - anticorpos contra o, 71 - - E, 70 - de proliferação do núcleo celular, 141 - do carcinoma de células

29/11/2011 18:37:06

Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

escamosas, 112 - prostático específico, 112 Anti-HIV I e II, 74 Aspartato aminotransferase, 179 Atividade reumática, prova de, 53 - antiestreptolisina O, 57 - fator reumatoide, 54 - - prova do látex, 54 - - reação de Waaler-Rose, 55 - mucoproteínas totais e fração tirosina, 53 - proteína C-reativa, 56

B BAAR, pesquisa de, 240 Bacteriologia e microbiologia, 237-43 - teste de sensibilidade a antibióticos, 240 Barreira hematoencefálica, avaliação da, 221 Basófilos, 30 Bence Jones, proteína de, 138 Beta-hCG, 137 Beta-2-microglobulina, 115 Bicarbonato, 250, 257 Bilirrubina, 199 - conjugada, 184 - não conjugada, 184 - sérica, 183 Bioquímica, 149-191 - ácido úrico sérico, 154 - avaliação da função hepatobiliar, 179 - avaliação da função pancreática, 185 - creatinina sérica, 153 - eletrólitos, 156 - enzimas cardíaca, 175 - ferritina, 173 - ferro sérico, 172 - glicose sérica, 151 - líquido, 225 - - ascítico, 227 - - pleural, 224 - - sinovial, 231 - liquor, 219 - perfil, 164 - - glicosídico, 187

- - lipídico, 164 - proteínas totais e frações, 171 - transferrina, 174 - triglicerídeos, 169 - ureia sérica, 152

C Cálcio sérico, 159 Calcitonina, 124 Carcinoma, 119 - colorretal, 118 - de células escamosas, antígeno do, 112 - de cólon, 120 - de esôfago, 119 - de estômago, 118 - de fígado, 116 - de mama, 118 - de ovários, 118 - de pâncreas, 118 - de pulmão, 118 - de vias biliares, 118 - do trato biliar, 119 - embrionário, 137 - gástrico, 119 - hepatocelular, 109, 119 - mucinoso, antígeno associado a, 109 Catecolaminas, 125 Catepsina D, 128 Cateter, cultura de ponta de, 240 Células, 112 - epiteliais, 202 - escamosas, carcinoma de, 112 - sanguíneas, exame para avaliação da fisiologia e do comportamento das, 23 Cetona, 198 Cilindros, 201 CIPH, 43 CITH, 43 Citoceratina fragmento 19, 128 Citologia, 232 - líquido, 232 - - pleural, 226 - - sinovial, 231 - liquor, 223

290 SerieIEL_fisio_.indb 290

29/11/2011 18:37:06

Índice Remissivo

Citomegalovírus, 79 Clamídia, pesquisa de, 240 Cloreto de sódio no suor, 163 Cloro sérico, 160 Cloroacetato esterase, 126 Coagulação, 40 - distúrbios da, 33 - tempo de, 40 Coágulo, retração do, 42 Coagulograma, 40 - contagem de plaquetas, 42 - prova do laço, 41 - retração do coágulo, 42 - tempo de coagulação, 40 - tempo de sangramento, 40 Colesterol, 167 - HDL, 165 - - fatores que contribuem para decréscimo do, 166 - LDL, 167 - total, 164 -VLDL, 168 Cólon, carcinoma de, 120 Colorações citoquímicas, 126 Comissão Internacional de Padronização em Hematologia (v. CIPH) Comitê Internacional de Trombose e Hemostasia (v. CITH) Compatibilidades sanguíneas, 35 Coombs, teste de, 39 - direto, 39 - indireto, 39 Coproanálise, 209-216 - parasitologia, 211 - pesquisa de elementos anormais nas fezes, 212 Coprocultura, 239 Coriocarcinomas, 137 Creatina, depuração de, 203 Creatinina sérica, 153 Creatinocinase, 175 - fração MB, 176 - isoenzimas da, 176 Creatinofosfocinase, 175, 222 Cristais, 200 Cultura de ponta de cateter, 240 CYFRA 21-1, 128

D D-dímero, 48 Degradação de fibrinogênio, produto de, 47 Desidrogenase láctica, 129, 177, 222, 229 Distúrbios - da coagulação, 33 - das plaquetas, 41 - - qualitativos, 39 - - quantitativos, 39 - do equilíbrio acidobásico, 252 - - acidose, 252 - - - metabólica, 254 - - - respiratória, 252 - - alcalose, 253 - - - metabólica, 255 - - - respiratória, 253 Doença, 224 - comportamento citológico versus, 224 - renal crônica, classificação dos estágios da, 204 - rotina básica de exames laboratoriais por, 267-87 - - fisioterapia, 277 - - - cardiorrespiratória, intensiva e hospitalar, 272 - - - em neurologia, 277 - - - em traumato-ortopedia e reumatologia, 280 - - - oncológica, 284

E Eletrólitos, 156 - cálcio sérico, 159 - cloreto de sódio no suor, 163 - cloro sérico, 160 - fósforo sérico, 162 - magnésio s��rico, 161 - potássio sérico, 158 - sódio sérico, 156 Endocrinologia, imunologia e, 51-101 - avaliação da função gonadal, 88 - - estradiol, 94

291 SerieIEL_fisio_.indb 291

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

- - estriol, 95 - - estrona, 93 - - hormônio, 89 - - - foliculoestimulante, 88 - - - luteinizante, 89 - - progesterona, 91 - - prolactina, 92 - - testosterona, 90 - avaliação da função tireoidiana, 84 - - hormônio estimulante da tireoide, 84 - - tiroxina, 85 - - - livre, 86 - - tri-iodotironina, 87 - - - livre, 87 - - - reverso, 88 - citomegalovírus, 79 - diagnóstico e monitoração da AIDS, 74 - - anti-HIV I e II, 74 - - método Western blot, 75 - hormônio gonadotrófico coriônico humano, 96 - imunoglobulinas, 59 - - A, 60 - - D, 61 - - E, 64 - - - específica, 64 - - - total, 64 - - G, 61 - - M, 62 - marcadores da hepatite, 66 - - A, 66 - - - anticorpos IgG para, 67 - - - anticorpos IgM para, 67 - - B, 68 - - - anticorpos contra o antígeno de superfície da, 71 - - - anticorpos contra o antígeno E da, 71 - - - anticorpos IgG contra o antígeno central da, 70 - - - anticorpos IgM contra o antígeno central da, 69 - - - antígeno E da, 70 - - - antígenos de superfície da, 69 - - C, 72 - - - anticorpos para, 72

- - D, 72 - - - anticorpos para, 73 - - E, 73 - - - anticorpos para, 73 - prova de atividade reumática, 53 - - antiestreptolisina O, 57 - - fator reumatoide, 54 - - - prova do látex, 54 - - - reação de Waaler-Rose, 55 - - mucoproteínas totais e fração tirosina, 53 - - proteína C-reativa, 56 - rubéola, 77 - sarampo, 80 - sífilis, 81 - - FTA-ABS, 82 - - hemaglutinação indireta para Treponema pallidum, 83 - - VDRL, 82 - toxoplasmose, 75 - - diagnóstico laboratorial, 76 Enolase neuroespecífica, 130 Ensaio imunoenzimático, 76 Enzimas cardíacas, 175 - creatinocinase, creatinofosfocinase, 175 - desidrogenase láctica, 177 - mioglobina, 178 - troponina I, 177 Eosinófilos, 29 Equilíbrio acidobásico, 247 - distúrbios do, 252 - - acidose, 252 - - - metabólica, 254 - - - respiratória, 252 - - alcalose, 253 - - - metabólica, 255 - - - respiratória, 253 Eritremias, 23 Eritrócitos, red cell distribution width, 27 Eritrocitoses, 23 Eritrograma ou série vermelha, 23 - contagem de hemácias, 24 - hematócrito, 26 - hemoglobinometria, 24 - índices hematimétricos, 26 Esferocitose, 28

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Índice Remissivo

Esôfago, carcinoma de, 119 Estados - hipóxicos, 264 - não hipóxicos, 264 Esterase, 126 - específica, 126 - inespecífica, 126 Estômago, carcinoma de, 118 Estradiol, 94 Estriol, 95 Estrogênio, receptores para, e progesterona, 142 Estrona, 93 Exames, 212 - da fita gomada ou swab anal, 213 - laboratoriais, rotina básica de, por doença, 267-287 - - fisioterapia, 277 - - - cardiorrespiratória, intensiva e hospitalar, 272 - - - em neurologia, 277 - - - em traumato-ortopedia e reumatologia, 280 - - - oncológica, 284 - parasitológico(s) de fezes, 212 Exsudatos, diferenciação entre transudatos e, 229

F Fator - reumatoide, 54 - - prova do látex, 54 - - reação de Waller-Rose, 55 - Rh, 35 Ferritina, 131, 173 Ferro sérico, 172 Fezes, 212 - exame parasitológico de, 212 - pesquisa de elementos anormais nas, 212 - - da fita gomada ou swab anal, 213 - - de leucócitos, 213 - - de mucos, 213 - - de rotavírus, 214 - - de sangue oculto, 214

Fibrinogênio plasmático, dosagem de, 46 Fígado, carcinoma de, 118 Fisioterapia, 280 - cardiorrespiratória, intensiva e hospitalar, 272 - em neurologia, 277 - em traumato-ortopedia e reumatologia, 280 - oncológica, 284 Fita gomada, exame da, ou swab anal, 213 Fosfatase, 131 - ácida, 127 - - prostática, 132 - - total, 131 - alcalina, 127, 133, 181 Fósforo sérico, 162 Fração tirosina, mucoproteínas totais e, 53 Frutosamina, 187 FTA-ABS, 82 Função gonadal, avaliação da, 88 - estradiol, 94 - estriol, 95 - estrona, 93 - hormônio, 90 - - foliculoestimulante, 88 - - luteinizante, 89 - progesterona, 91 - prolactina, 92 - testosterona, 90 Função hepatobiliar, avaliação da, 179 - bilirrubinas séricas, 183 - gama glutamiltranspeptidase, 182 - transaminase, 180 - - glutâmico oxalacética ou aspartato aminotransferase, 179 - - glutâmico-pirúvica, alanina aminotransferase, 180 Função pancreática, avaliação da, 185 - amilase sérica, 185 - lipase, 186 Função tireoidiana, avaliação da, 84 - hormônio estimulante da tireoide, 84 - tiroxina, 85 - - livre, 86 - tri-iodotironina, 87

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

- - livre, 87 - - reverso, 88 Fungos, tipos de, 65

G Gama glutamiltranspeptidase, 134, 182 Gasometria, 245-260 - arterial, 256 - equilíbrio acidobásico, 247 - - distúrbios do, 252 - hemogasometria ou gasometria arterial, gasometria venosa mista, 256 - metabolismo celular, 248 - regulação acidobásico, 249 - venosa mista, 256 Gastrina, 134 Gene supressor, 135 Glicólise aeróbica acelerada, 264 Glicoproteína, 140 Glicose, 198, 221, 228 - sérica, 151 Gram, método de, 240 Gravidez, teste imunológico da, 206 Grupo sanguíneo, teste de, fator Rh e compatibilidade, 35

H Helmintos, 211 Hemácias, 200 - contagem de, 24 Hemaglutinação, 76 - indireta, 76 - - para Treponema pallidum, 83 - inibição da, 77 Hematócrito, 26 Hematologia e imuno-hematologia, 21-50 - coagulograma, 40 - - contagem de plaquetas, 42 - - prova do laço, 41 - - retração do coágulo, 42 - - tempo de coagulação, 40 - - tempo de sangramento, 40

- Coombs, método de, 39 - - direto, 39 - - indireto, 39 - D-dímero, 48 - degradação de fibrinogênio, produto de, 47 - fibrinogênio plasmático, dosagem de, 46 - hemograma completo, 23 - - eritrograma ou série vermelha, 23 - - leucograma ou série branca, 29 - - plaquetometria, 33 - reticulócitos, 38 - tempo de atividade protrombínica, 43 - - importante, 44 - tempo de tromboplastina parcial ativada, 45 - teste de grupo sanguíneo, fator Rh e compatibilidade, 35 - velocidade de hemossedimentação, 37 Hemocultura, 240 Hemogasometria ou gasometria arterial, gasometria venosa mista, 256 Hemoglobina, 199 - corpuscular média, 27 - - concentração de, 27 - glicosilada, 187 - no sangue, contagem da, 24 Hemoglobinometria, 24 Hemograma completo, 23 - eritrograma ou série vermelha, 23 - - contagem de hemácias, 24 - - hematócrito, 26 - - hemoglobinometria, 24 - - índices hematimétricos, 26 - leucograma ou série branca, 29 - - contagem específica dos leucócitos, 29 - - contagem global de leucócitos, 29 - plaquetometria, 33 Hemossedimentação, velocidade de, 37 Hepatite, 66 - A, 66 - - anticorpos para, 67 - - - IgG, 67 - - - IgM, 67

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Índice Remissivo

- B, 68 - - anticorpos contra o antígeno da, 71 - - - de superfície, 71 - - - E, 71 - - anticorpos contra o antígeno central da, 70 - - - IgG, 70 - - - IgM, 69 - - antígeno da, 70 - - - de superfície, 71 - - - E, 70 - C, 72 - - anticorpos para, 72 - D, 72 - - anticorpos para, 73 - E, 73 - - anticorpos para, 73 Hidrogênio, potencial de, 256 Hipercalcemia, 159 Hipercalemia, 158 Hipercloremia, 160 Hipercromias, 28 Hiperfosfatemia, 163 Hiperglicemia, 152 Hipermagnesemia, 161 - efeitos da, 162 Hipernatremia, 157 Hiperproteinemia, 171 Hipertrigliceridemia, 166 Hiperuricemia, 155 Hipo-alfalipoproteinemia, 166 Hipocalcemia, 159 Hipocalemia, 158 Hipocloremia, 160 Hipocromias, 28 Hipofosfatemia, 163 Hipoglicemia, 152 Hipomagnesemia, 161 - efeitos da, 162 Hiponatremia, 157 Hipoproteinemia, 171 Hipouricemia, 155 HIV, 74 Hodgkin, linfomas não, 116 Hormônio, 89 - adrenocorticotrófico, 136 - estimulante da tireoide, 84

- foliculoestimulante, 88 - gonadotrófico coriônico, 96, 137 - luteinizante, 89

I Icterícia, causas de, 183 Ig (v. Imunoglobulinas) Imunofenotipagem leucocitária para neoplasia hematológica, 139 Imunofluorescência indireta, 76 Imunoglobulina(s), 59, 221 - A, 60 - D, 61 - E, 64 - - específica, 64 - - teste de, 65 - - total, 64 - G, 61 - M, 62 Imuno-hematologia, hematologia e, 21-50 - coagulograma, 40 - - contagem de plaquetas, 42 - - prova do laço, 41 - - retração do coágulo, 42 - - tempo de coagulação, 40 - - tempo de sangramento, 40 - Coombs, método de, 39 - - direto, 39 - - indireto, 39 - D-dímero, 48 - degradação de fibrinogênio, produto de, 47 - fibrinogênio plasmático, dosagem de, 46 - hemograma completo, 23 - - eritrograma ou série vermelha, 23 - - - contagem de hemácias, 24 - - - hematócrito, 26 - - - hemoglobinometria, 24 - - - índices hematimétricos, 26 - - leucograma ou série branca, 29 - - - contagem específica dos leucócitos, 29 - - - contagem global de leucócitos, 29 - - plaquetometria, 33

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

- reticulócitos, 38 - tempo de atividade protrombínica, 43 - - importante, 44 - tempo de tromboplastina parcial ativada, 45 - teste de grupo sanguíneo, fator Rh e compatibilidade, 35 - velocidade de hemossedimentação, 37 Imunologia e endocrinologia, 51-101 - avaliação da função gonadal, 88 - - estradiol, 94 - - estriol, 95 - - estrona, 93 - - hormônio, 90 - - - foliculoestimulante, 88 - - - luteinizante, 89 - - progesterona, 91 - - prolactina, 92 - - testosterona, 90 - avaliação da função tireoidiana, 84 - - hormônio estimulante da tireoide, 84 - - tiroxina, 85 - - - livre, 86 - - tri-iodotironina, 87 - - - livre, 87 - - - reverso, 88 - citomegalovírus, 79 - diagnóstico e monitoração da AIDS, 74 - - anti-HIV I e II, 74 - - método Western blot, 75 - hormônio gonadotrófico coriônico humano, 96 - imunoglobulinas, 59 - - A, 60 - - D, 61 - - E, 64 - - - específica, 64 - - - total, 64 - - G, 61 - - M, 62 - marcadores da hepatite, 66 - - A, 66 - - - anticorpos IgG para, 67

- - - anticorpos IgM para, 67 - - B, 68 - - - anticorpos contra o antígeno de superfície da, 71 - - - anticorpos contra o antígeno E da, 71 - - - anticorpos IgG contra o antígeno central da, 70 - - - anticorpos IgM contra o antígeno central da, 69 - - - antígeno E da, 70 - - - antígenos de superfície da, 69 - - C, 72 - - - anticorpos para, 72 - - D, 72 - - - anticorpos para, 73 - - E, 73 - - - anticorpos para, 73 - prova de atividade reumática, 53 - - antiestreptolisina O, 57 - - fator reumatoide, 54 - - - prova do látex, 54 - - - reação de Waaler-Rose, 55 - - mucoproteínas totais e fração tirosina, 53 - - proteína C-reativa, 56 - rubéola, 77 - sarampo, 80 - sífilis, 81 - - FTA-ABS, 82 - - hemaglutinação indireta para Treponema pallidum, 83 - - VDRL, 82 - toxoplasmose, 75 - - diagnóstico laboratorial, 76 Inalantes, tipos de, 65 Índices hematimétricos, 26 Inibição da hemaglutinação, 77 Insetos, 67 International normalized ratio, 43 International sensibility index, 43 Isoenzimas da creatinocinase, 176

L Lactato arterial, 261-66 - dosagem do, 263

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Índice Remissivo

Lacticidemia, relação entre, e mortalidade, 264 Látex, prova do, 54 Leucócitos, 200 - contagem específica dos, 29 - contagem global de, 29 - pesquisa de, nas fezes, 213 Leucograma ou série branca, 23, 29 - contagem global de leucócitos, 29 Linfócitos, 30 Linfomas não Hodgkin, 115 Lipase, 186 Líquidos orgânicos, 217-35, 240 - ascítico, 227 - - bioquímica, 228 - - diferenciação entre transudatos e exsudatos, 229 - - exame físico, 228 - liquor, 219 - pleural, 224 - - bioquímica, 225 - - citologia, 226 - - exame físico, 224 - sinovial, 231 - - bioquímica, 232 - - citologia, 232 - - exame físico, 231 - - pesquisa de cristais, 233 Liquor, 219 - bioquímica, 220 - - dosagens, 222 - - glicose, 221 - - imunoglobulinas, 221 - - proteínas, 220 - citologia, 222 - exame físico, 219

M Macrocitose, 28 Magnésio sérico, 161 Mama, carcinoma de, 118 Marcadores, 67 - de hepatite, 66 - - A, 66 - - - anticorpos IgG para, 67 - - - anticorpos IgM para, 67

- - B, 68 - - - anticorpos contra o antígeno de superfície da, 71 - - - anticorpos contra o antígeno E da, 71 - - - anticorpos IgG contra o antígeno central da, 70 - - - anticorpos IgM contra o antígeno central da, 69 - - - antígeno E da, 70 - - - antígenos de superfície da, 69 - - C, 72 - - - anticorpos para, 72 - - D, 72 - - - anticorpos para, 73 - - E, 73 - - - anticorpos para, 73 - hipóxicos, 264 - tumorais, 103-147 - - ácidos, 126 - - - 5-hidroxindolacético, 106 - - - vanilmandélico, 126 - - aldolase, 107 - - alfafetoproteína, 108 - - antígenos, 141 - - - associados a carcinoma mucinoso, 109 - - - carcinoembrionários, 110 - - - de proliferação do núcleo celular, 141 - - - do carcinoma de células escamosas, 112 - - - prostáticos específicos, 112 - - beta-2-microglobulina, 115 - - CA, 117 - - - 15-3, 116 - - - 19-9, 117 - - - 27-29, 123 - - - 50, 119 - - - 72-4, 120 - - - 125, 120 - - - 242, 122 - - - 549, 123 - - calcitonina, 124 - - catecolaminas, 125 - - catepsina D, 128 - - citoceratina fragmento 19, 128 - - colorações citoquímicas, 126

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- - desidrogenase láctica, 129 - - DUPAN-2, 124 - - enolase neuroespecífica, 130 - - eritropoetina, 130 - - ferritina, 131 - - fosfatase, 131 - - - ácida prostática, 132 - - - ácida total, 131 - - - alcalina, 133 - - gama glutamiltranspeptidase, 134 - - gastrina, 134 - - gene supessor, 135 - - hormônio, 137 - - - adrenocorticotrófico, 136 - - - gonadotrófico coriônico, 137 - - imunofenotipagem leucocitária para neoplasia hematológica, 139 - - 5’nucleotidase, 106 - - oncogene C-ERB-B2, 139 - - paratormônio e proteína relacionada com o paratormônio, 140 - - P-glicoproteína, 140 - - proteína de Bence Jones, 138 - - receptores para estrogênio e progesterona, 142 - - tireoglobulina, 143 Medicamentos, tipos de, 65 Menopausa, 91 Metabolismo celular, 248 Método(s) - de Gram, 240 - MIF, exame parasitológico pelo, 212 - Western blot, 75 Microbiologia, bacteriologia e, 237-243 - teste de sensibilidade a antibióticos, 240 Microcitose, 28 Mieloma múltiplo, 116 MIF, método, 212 Mioglobina, 178 Monócitos, 30 Mortalidade, relação entre lacticidemia e, 264 Muco, 201 - pesquisa de, nas fezes, 214 Mucoproteínas totais e fração tirosina, 53

N Neoplasia hematológica, imunofenotipagem leucocitária para, 139 Neurologia, fisioterapia em, 277 Neutrófilos, 29 Núcleo celular, antígeno de proliferação do, 141 5’nucleotidase, 106

O Obesidade, 166 OMS, 43 Oncogene C-ERB-B2, 139 Organização Mundial da Saúde (v. OMS) Ovários, carcinoma de, 118 Ovulação, 94 Oxigênio, 257 - alveolar, 258 - pressão parcial de, 257 - saturação de, 258

P Pacientes - hiperglicêmicos, 152 - hipoglicêmicos, 152 Pâncreas, carcinoma de, 118 Parasitologia, 211 Paratormônio, 140 Pecilocitose, 28 Perfil - glicosídico, 187 - - frutosamina, 187 - - hemoglobina glicosilada, 187 - lipídico, 164 - - colesterol, 164 - - - HDL, 165 - - - LDL, 167 - - - total, 164 - - - VLDL, 168 Peroxidase, 127 Pesquisa de BAAR, 240

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Índice Remissivo

P-glicoproteína, 140 pH, regulação do, 250 Piócitos, 200 Plaquetas, 41 - contagem de, 42 - distúrbios, 41 - - qualitativos, 41 - - quantitativos, 41 Plaquetometria, 23, 33 Policitemia rubra, 25 Poliglobulias, visão geral das, 25 Potássio sérico, 158 Progesterona, 91 - receptores para estrogênio e, 142 Prolactina, 92 Proliferação do núcleo celular, antígeno de, 141 Proteína(s), 198, 220, 228 - C-reativa, 56 - de Bence Jones, 138 - na urina de 24h, 202 - p53, 135 - relacionada(s) com o paratormônio, 140 - total(is) e frações, 171 Proteinúria, 202 Próteses valvulares cardíacas, 44 Protozoários, 211 Protrombínica, tempo de atividade, 43 Prova(s) (v. Testes) - de atividade reumática, 53 - - antiestreptolisina O, 57 - - fator reumatoide, 54 - - mucoproteínas totais e fração tirosina, 53 - - proteína C-reativa, 56 - do laço, 41 - do látex, 54 Pulmão, carcinoma de, 118

R Reação(ões) - de Waaler-Rose, 55 - sanguínea(s), 35 Receptores para estrogênio e progesterona, 142

Red cell distribution width, 27 Regulação acidobásico, 249 Reticulócitos, 38 Reumatologia, fisioterapia em traumato-ortopedia e, 280 Rotavírus, pesquisa de, 214 Rubéola, 77

S Saco vitelino, tumores de, 137 Sangramento, tempo de, 40 - alterado, 41 Sangue, 257 - oculto nas fezes, pesquisa de, 214 - pressão de CO2 no, 256 Sarampo, 80 SCHIFF, ácido periódico de, 127 Secreções corporais, 239 Sedentarismo, 166 Sedimentoscopia, 195 Seminomas, 137 Sensibilidade a antibióticos, teste de, 240 Série branca (v. Leucograma ou série branca) Série vermelha (v. Eritrograma ou série vermelha) Sífilis, 81 - FTA-ABS, 82 - hemaglutinação indireta para Treponema pallidum, 83 - VDRL, 82 Síndrome da imunodeficiência adquirida (v. AIDS) Sistema eritropoético, avaliação das alterações patológicas do, 23 Sistema-tampão bicarbonato, ácido carbônico, 250 Sódio, 163 - cloreto de, no suor, 163 - sérico, 156 Subunidade beta, 137 Sudan Black, 127 Suor, cloreto de sódio no, 163 Swab, 240 - anal, 213

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Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta

T Tabagismo, 166 Tempo - de atividade protrombínica, 43 - - importante, 44 - de coagulação, 40 - de sangramento, 40 - - alterado, 41 - de tromboplastina parcial ativada, 45 Teratocarcinomas, 137 Testes (v.t. Provas) - de Coombs, 39 - - direto, 39 - - indireto, 39 - de grupo sanguíneo, fator Rh e compatibilidade, 35 - de imunoglobulina E, 65 - de sensibilidade a antibióticos, 240 - imunológico da gravidez, 206 Testículo, tumores de, 109 Testosterona, 90 Tireoglobulina, 143 Tireoide, hormônio estimulante da, 84 Tirosina, 53 Tiroxina, 85 - livre, 86 Toxoplasmose, 75 - diagnóstico laboratorial, 76 Transaminase, 180 - glutâmico oxalacética, 179 - glutâmico-pirúvica, 180 Transferrina, 174 Transudatos, diferenciação entre, e exsudatos, 229 Trato biliar, carcinoma do, 119 Traumato-ortopedia, fisioterapia em, e reumatologia, 280 Treponema pallidum, hemaglutinação indireta para, 83 Triglicerídeos, 169 Tri-iodotironina, 87 - livre, 87 - reverso, 88 Trombocitopenia, 33 Trombocitose, 33 Tromboembolia arterial, 44

Tromboplastia, tempo de, parcial ativada, 45 Trombose venosa, 44 - prevenção primária e secundária de, 44 - recidivante, prevenção de, 44 Troponina I, 177 Tuberculose, 240 Tumores, 109 - de saco vitelino, 137 - de testículo, 109

U Ureia, 205 - depuração de, 205 - sérica, 152 Urina, proteína na, de 24h, 202 Urinálise, 198-208 - depuração, 205 - - de creatina, 203 - - de ureia, 205 - elementos anormais e sedimentoscopia, 195 - proteínas na urina de 24h, 202 - teste imunológico da gravidez, 206 Urinocultura, 239 Urobilinogênio, 199

V VDRL, 82 Velocidade de hemossedimentação, 37 Vias biliares, carcinoma de, 118 Vírus da imunodeficiência humana (v. HIV) Volume corpuscular médio, 27

W Waaler-Rose, reação de, 55 Western blot, método, 75

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