Issuu on Google+


SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................... 3 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 4 1.

A proposta pedagógica do Programa Agrinho ................................................................ 4

2. Proposta metodológica ................................................................................................... 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................ 18 Conclusão ........................................................................................................................... 17 TRABALHO.............................................................................................................................. 19 TRABALHO – GRUPO 1 ........................................................................................................ 19 TRABALHO – GRUPO 2 ........................................................................................................ 20 TRABALHO – GRUPO 3 ........................................................................................................ 20 TRABALHO – GRUPO 4 ........................................................................................................ 20 CONSUMO.............................................................................................................................. 20 CONSUMO – GRUPO 1 ........................................................................................................ 20 CONSUMO – GRUPO 2 ........................................................................................................ 20 ATIVIDADE DE CULMINÂNCIA ................................................................................................ 20 TRABALHO E CONSUMO......................................................................................................... 20 TEXTOS COMPLEMENTARES ................................................................................................ 20

2


APRESENTAÇÃO Nos últimos cem anos a ação do homem modificou mais profundamente a face da Terra do que no decorrer de toda a sua existência. Na raiz dessas intensas mudanças está o desenvolvimento científico e tecnológico, que proporcionou à humanidade um extraordinário acréscimo em sua capacidade de trabalho. Este aumento do poder humano em modificar a natureza – que é a essência do conceito de trabalho – assegurou uma considerável elevação na qualidade de vida de uma parte da população mundial e, concomitantemente, efeitos catastróficos sobre o meio ambiente do planeta. Nunca em sua história a sociedade teve acesso tão farto aos alimentos e aos bens de consumo. A cada dia, os processos de produção agrícolas e industriais adquirem maior eficiência, resultando na redução dos preços dos produtos, tornandoos acessíveis as parcelas crescentes dos diversos estratos sociais. A despeito desses grandes progressos, o aumento da nossa capacidade de trabalho ainda não conseguiu solucionar os graves problemas sociais e econômicos. Ainda persistem nos países subdesenvolvidos bolsões de misérias nos quais sobrevivem bilhões de pessoas, submetidas a condições de vida abaixo da linha da miséria. De outro lado, nos países desenvolvidos – e mesmo nos grupos sociais de maior renda das nações em desenvolvimento estabeleceu-se um padrão de consumo extremamente elevado, que originou expressões como “comunismo” e “consumo compulsivo”, entre outras, todas relacionadas aos comportamentos não desejáveis. Dessa forma, o desafio humano, na presente época, consiste em estabelecer um nível de consumo em dose equilibradas, estendendo os benefícios do aumento da nossa capacidade produtiva a maior parte possível da humanidade e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício e os hábitos sociais nocivos dos grupos mais abastados da sociedade, representados pela atitude de comprar por comprar, sem que haja qualquer tipo de necessidade nesse ato. Assim, espera-se que expressões como reciclagem de materiais, desenvolvimento ambientalmente sustentável, produção de energia limpa, redução na emissão de poluentes, democratização no acesso aos bens de consumo, responsabilidade social, entre tantas outras, estejam cada vez mais relacionadas à ação do trabalho humano. Nesta edição do manual do Professor – Trabalho e Consumo, o Senar – Administração Regional do Ceará, dá prosseguimento a serie de publicações que contemplam os temas transversais na educação – programa implantado com absoluto sucesso nas escolas públicas rurais do ensino fundamental que, ao estimular a adoção de atitudes conscientes a partir dos primeiros anos de vida escolar, oferece sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e ambientalmente responsável.

3


INTRODUÇÃO PEDAGOGIA TRANSVERSAIS

DA

PESQUISA

REPOSTA

PARA

OS

TEMAS

O manual do professor do Programa Agrinho do Ceará foi editado para fornecer aos educadores do ensino fundamental uma proposta pedagógica para desenvolvimento do tema transversal “Trabalho e Consumo”. O conteúdo foi desenvolvido de forma a assegurar o professor os conhecimentos básicos para construir, junto, com seus alunos, uma visão prática sobre o assunto, informando sobre ações concretas que podem ser adotadas no ambiente da escola, da família e da comunidade, capazes de elevar o efetivo exercício da cidadania. A redação foi elaborada de forma simples e objetiva, utilizando-se imagens fotográficas, quadros, ilustrações e mapas cartográficos, com a finalidade de auxiliar o professor, no processo de absorção das informações, da forma mais rápida e eficiente possível.

1. A proposta pedagógica do Programa Agrinho De acordo com as bases legais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p. 31-32), para o professor, a escola deve ser um lugar de possibilidade de construção de relações de autonomia, de criação e recriação de seu próprio trabalho, de reconhecimento de si, que possibilita redefinir sua relação com a instituição, com os alunos, suas famílias e comunidades: “O currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática, deve contemplar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitam o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva. Nessa perspectiva, incorporam-se como diretrizes gerais e orientadoras as quatro premissas apontadas pela UNESCO como eixos estruturais da educação na sociedade contemporânea: Aprender a conhecer Aprender a fazer Aprender a viver Aprender a ser” O trabalho com projetos recupera o papel da escola como instituição cultural e social, fazendo um resgate entre o “aprender para escola” e o “aprender para a vida”; desta forma, a escola deixa de ser um mundo à parte, inserindo-se no espaço da cidade e do mundo real. A adoção da interdisciplinaridade, em especial, subsidia a abordagem dos referidos temas transversais, entendidas as questões da transversalidade e da 4


interdisciplinaridade como “atitude de superação de toda e qualquer visão fragmentada e/ou dicotômica que ainda mantemos quer de nós mesmos, quer do mundo, quer da realidade” (Bochniak, 1991). Urge que a escola atual supere a visão disciplinar com quem tem trabalhado, contudo, numa perspectiva rigorosa que não acate soluções simplistas como a da integração de conteúdos ou a da eleição de temas centrais. Os “temas transversais” pretendem a ruptura com as propostas pedagógicas tradicionais que fragmentam o processo educacional, compartimentando os conteúdos em estruturas disciplinares, o que significa dizer que tais temas trazem, em si, a perspectiva da interdisciplinaridade. Sabe-se que diversas são as experiências de colocação dos princípios da “transversalidade” e da “interdisciplinaridade” em prática, assim como se sabe, também, que a efetiva transposição ainda não foi concretizada na maioria das escolas. Faz-se necessário concretizar a implementação desse eixo epistemológico, buscando uma proposta metodológica coerente com os princípios teóricos estabelecidos, pois, percebe-se, de fato, especialmente em relação às questões da “interdisciplinaridade” e da “transversalidade”, que a escola inda se encontra diante de um enorme descompasso entre teoria e prática. O Programa que se propõe visa a superar tal impasse quando, por um lado, adota a concepção teórica própria de “transversalidade e da interdisciplinaridade”, que supera a perspectiva da mera integração de conteúdos e, por outro lado, elege a proposta metodológica denominada Laboratório de Aprendizagem ou Pedagogia da Pesquisa, “que defende a capacitação de alunos e professores pesquisadores, para assumirem seu precípuo papel de fazedores da História dos dias atuais” (Bochniak, 1993). Com base nessas concepções, um dos elementos indispensáveis para se chegar aos fins da educação é colocar à disposição do professor e do seus alunos um material pedagógico elaborado especialmente para o trabalho interdisciplinar que a nova escola e a sociedade atual estão demandando. O presente manual do professor contém as orientações gerais referentes ao tema Trabalho e Consumo. O professor receberá também o material do aluno e as orientações para o desenvolvimento das atividades com os alunos. O material destinado aos alunos são cartilhas informativas contemplando o tema Trabalho e Consumo. A proposta pedagógica do Programa Agrinho está estruturada em dois momentos, conforme descritos a seguir.

1.1 PRIMEIRO MOMENTO O primeiro momento de cada capítulo do Manual do Professor aborda a Delimitação da Pesquisa e tem a intenção de estabelecer a abrangência com que será

5


trabalhado o tema ou assunto da pesquisa. Compõe-se de duas atividades fundamentais a qualquer pesquisa: a) Argumentos Teóricos – estudo teórico do assunto e levantamento bibliográfico ou do “estado da arte” de um tema; b) Leitura da Realidade – o conhecimento da comunidade, grupo social e ambiente em que a pesquisa será desenvolvida, também denominada de levantamento de dados de campo. 1.1.1 Leituras de bases teóricas ou argumentos teóricos O professor toma conhecimento dos textos de apoio a respeito do Tema Transversal selecionado para o Programa, de modo que possa ter uma visão ampla do assunto, quer seja do ponto de vista técnico, socioeconômico, político, literário, psicossocial, operacional, etc. O que se pretende é fornecer um conjunto de textos curtos e em linguagem coloquial a respeito do assunto, a partir dos quais seja iniciada a necessária pesquisa bibliográfica (ou levantamento do “estado da arte”) e que será o ponto de partida para a produção de um novo conhecimento sobre a temática. Ressalte-se que o professor não deve ater-se exclusivamente aos textos oferecidos no material para incentivar os alunos a buscarem outras fontes de informação. 1.1.2 Leitura da realidade Após a leitura de textos, com informações gerais sobre um assunto escolhido pelos pesquisadores (entenda-se: professor e alunos), serão estabelecidas relações entre o conteúdo teórico lido e pesquisado e a realidade da comunidade à qual pertencem. Assim, com o desenvolvimento da pesquisa, vão sendo colhidos dados relativos à situação como um todo e entra-se em contato direto com as pessoas, locais e instituições da comunidade.

1.2 SEGUNDO MOMENTO No segundo momento de aplicação da proposta metodológica da Pedagogia da Pesquisa – uma proposta metodológica crítica-, estão previstas as cinco atividades fundamentais criadas por Bochniak e Torres. 1.2.1 Questionar o conhecimento Atividade que consiste em propor aos alunos que elaborem questões referentes aos assuntos estudados/lidos – o que, na escola convencional, era de exclusiva competência do professor. A partir dos textos lidos, os alunos são solicitados a elaborar algumas perguntas ou questões a respeito dos conteúdos, em alguns momentos individualmente (Questlnd), em outros trabalhando em pequenos grupos (QuestGru), que, a cada sessão devem ser compostos por deferentes alunos. A elaboração da ficha de questões permitirá que o aluno: 6


a) tenha referência do conhecimento transmitido pelos professores das disciplinas que compõem o currículo do curso ou série, e também dos conhecimentos adquiridos por ele durante o desenvolvimento da atividade; b) integre os conhecimentos sempre com objetivo de relacionar teoria e prática ao ser solicitado que proponha conexões do tema trabalhado com outros temas. Essa atividade tem por objetivo ultrapassar as perguntas meramente conceituais ou de reprodução de conteúdos, tais como “o que é isto?; quais as características daquilo?; quem escreveu ou fez aquilo outro? Etc.”. Deseja-se o desenvolvimento de elaborações de maior complexidade – quer por meio da interpretação, da análise, da extrapolação, da síntese, da avaliação-,que estimularão alunos e professores a assumirem a atitude interdisciplinar de pesquisar para que se superem as inúmeras visões fragmentadas e/ou dicotômicas dos temas elaborados, porque, ao se aplicar o Laboratório de Aprendizagem ou Pedagogia da Pesquisa, pretende-se que alunos e professores sejam pesquisadores superando a visão disciplinar que separa a teoria da prática. O aluno das séries iniciais é capaz de questionar o conhecimento existente – atividade central da Pedagogia da Pesquisa – e deseja-se, com a prática do questionamento crítico, prepará-lo para fazer as relações entre os assuntos lidos, os conhecimentos adquiridos e a sua realidade cotidiana. Dessa forma, ele desenvolve a critica e também a sua autonomia e enriquece seu processo educativo por meio das experiências vividas no dia-a-dia. Quanto ao professor, ele é o articulador para a divulgação dessas experiências no grupo. Sem desprezo ou recusa das questões conceituais – muito presentes e quase que exclusivas no início das atividades da Pedagogia da Pesquisa – o pressuposto fundamental da atividade de questionar o conhecimento existente é o de que o simples exercício de elaborar questões exige, por parte de quem questiona, a aquisição desse conhecimento. Atualmente, torna-se possível obter as informações, por parte de quem por elas se interesse, superando a função que a escola tradicionalmente desempenhou, qual seja a de transmitir o conhecimento isoladamente, sem fazer relações dentro de um contexto. Torna-se necessário reconhecer que a prática conteudista foi adequada, própria, necessária e oportuna nos séculos passados, mas, com o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação, o modelo educacional tradicional deve ser renovado, porque, agora, o aluno não depende exclusivamente do sistema escolar para ter acesso ao conhecimento acumulado. O primeiro exercício da Proposta é questionar o conhecimento existente, por meio da elaboração de questões que ultrapassem as abordagens conceituais. No caso de os alunos ainda não estarem alfabetizados e, por conseguinte, incapazes de registrá-las, deve o professor fazer isso por eles. Dependendo do material a ser pesquisado e do interesse dos alunos, estes irão elaborar as questões durante a sessão ou em momento reservado, cabendo ao professor estimulá-los. Nessa atividade não há limite mínimo, nem máximo para o número de questões a serem elaboradas. O limite é estabelecido em função da duração de cada sessão ou de cada momento reservado para Questionar Individualmente – Questind – e para 7


Questionar em Grupo – QuestGru-, em que os alunos registram as questões ou perguntas elaboradas em uma Ficha ou Folha de Exercício própria. As sessões de trabalho deverão ter delimitação de tempo entre 30 e 50 minutos para a realização das atividades, e tanto as Fichas de Resposta como as Fichas de Questões jamais devem ser corrigidas pelo professor que coordena a atividade. 1.2.2 Responder aos questionamentos elaborados por outrem Atividade na qual os alunos decidem – quer individualmente (Resplnd), quer em pequenos grupos (RespGru) – escolher uma das questões disponibilizadas em uma caixa ou fichário próprio na sala de aula. É importante que os alunos não respondam questões elaboradas por eles mesmos, porque, quando se elabora uma questão tem-se de ter conhecimento sobre o assunto nela contemplado, o que minimiza o desafio da resposta, quando não anula totalmente o esforço por já se saber respondê-las sem a necessidade da pesquisa. Na etapa da escolha da Ficha, o aluno alcançará o pretendido na Proposta quando escolhe: a) obedecendo critérios, descartando as fichas com poucas questões só para economizar tempo; b) questões que o levem a pesquisar para elaborar a resposta, descartando as que ele já sabe responder sem a necessidade de pesquisar; e c) atividades que o levem a aprofundar o conhecimento já existente a respeito do assunto e não meramente para cumprir a atividade; Quanto ao professor, terá o papel de articular a atividade, para que o aluno reflita sobre a necessidade de desafiar a acomodação ao escolher a Ficha de Trabalho. Alunos da Educação Infantil também podem realizar análises e reflexões sobre atitudes e atividades do cotidiano, necessitando, porém, que o professor registre as conclusões relatadas. Podem parecer complexas essas referências ao aluno da Educação Infantil, no entanto, os professores que ousam desafiar os pequeninos com análises e reflexões sobre os mais variados temas e assuntos, surpreendem-se do quanto eles são capazes. Os textos elaborados pelo aluno/grupo serão repassados para a turma, o que proporcionará: a) b) c) d)

a leitura crítica seguida dos comentários da turma; a análise crítica dos conteúdos dos textos; o exercício do respeito às diferentes correntes de pensamentos e opiniões; a expressão de idéias, troca de informações, questionamento do saber estabelecido; e e) construção de novos significados sobre o tema com todos os colegas da turma, vivenciando o processo de negociação.

8


1.2.3 Propor conexões ao conhecimento trabalhado De posse dos textos fornecidos pelo professor e dos dados levantados na comunidade, os alunos - novamente, às vezes em atividade individual (ConexInd), ás vezes em pequenos grupos que deverão ter sua composição constantemente alterada (ConexGru) – acrescentam, inserem, apresentam um conhecimento pesquisado e o comunicam com o grupo. O professor deverá estimular o grupo para que o mesmo assuma também o papel de selecionar os conteúdos a serem pesquisados. É a atividade que promove a construção ativa do pensar, o desenvolvimento de autonomia intelectual do aluno, o questionar e o reelaborar o conhecimento existente, representando mais uma garantia de que o aluno seja capaz de produzir conhecimento. 1.2.4 Produzir novos conhecimentos Sempre que aprendemos algo ou sempre que assimilamos um conhecimento já existente, fazemos relações com o conhecimento de que dispomos sobre o assunto ou com informações afins. Tais relações, ainda que não ordenadas, constituem ou representam o substrato da produção de um novo conhecimento. Esse é o exercício proposto aos alunos através da atividade individual (ProdInd), ou da atividade de pequenos grupos (ProdGru). Trata-se de desafiá-los a elaborar uma síntese (entendida, adequadamente, não como um resumo de idéias de outrem, mas como uma produção própria, particular, singular) que se constitua ou seja reconhecida com uma nova produção do conhecimento. É a atividade que promove o exercício de produzir novos conhecimentos e tem o objetivo de fazer emergir idéias, questionamentos, paradoxos, discussões, rupturas e conceitos sobre o tema pesquisado. Nesta etapa é importante acompanhar todos os momentos do processo: a discussão, a negociação, as intervenções, os questionamentos, as buscas, o ceder, o resistir, a pesquisa, as articulações, o escrever e o reescrever, o elaborar e o reelaborar. Pode-se apresentar o dialogo entre os membros da equipe para a construção do texto por meio do seguinte esquema: 1.2.5 Avaliar os procedimentos realizados Esta atividade deve sempre ser desenvolvida em grande grupo, contudo, não consiste em corrigir o conteúdo dos exercícios anteriores (questões, respostas, conexões apresentadas, etc.), mas de avaliar a capacidade de questionar o conhecimento existente, de avaliar a capacidade de questionar o conhecimento existente, de avaliar a capacidade de propor ligações entre o conhecimento trabalhado e as questões e/ou propostas; de avaliar a capacidade de produzir conhecimento e a capacidade que os alunos, sempre juntos com os professores, têm de avaliar as atividades desenvolvidas.

9


Não há pauta definida para este procedimento. Cabe a cada participante indicar o que considera importante discutir ou relatar. Os participantes irão relatar os processos por eles vividos. Nesta etapa é fundamental deixar claro que a avaliação está centrada no trabalho realizado/produzido e nos processos de aprendizagem vividos pelo aluno. O professor deverá ser cuidadoso para que não haja a desvalorização do aluno, associando o trabalho a sua pessoa. Em cada um dos capítulos do material elaborado para o professor, e também no material destinado aos alunos, haverá o desenvolvimento dos dois Momentos descritos, e nos quais estarão inseridos os cinco conjuntos de atividades, proporcionando a cada participante do Programa a real oportunidade de assumir-se como Sujeito Pesquisador e Fazedor da História dos dias atuais, conforme é demonstrado nos aprofundamentos teórico-metodológicos.

2. Proposta metodológica O detalhamento das sessões de trabalho ou atividades de cada etapa elucidarão os princípios teóricos apresentados. 2.1 PRIMEIRA ETAPA: QUESTIONAR O CONHECIMENTO 2.1.1 Objetivos desta etapa a) estudar, pesquisar, selecionar informações; b) coletar textos, informações para serem analisadas/lidas em sala de aula; c)

utilizar materiais com informações conhecimento referente ao tema;

diversificadas

para

ampliar

o

d) realizar atividades de interpretação, interligando as informações contidas nos textos; e e) registrar as questões elaboradas para a delimitação da Pesquisa em uma Ficha ou Folha de Exercício própria. 2.1.2 Procedimentos desta etapa a) o professor, juntamente com o aluno, após o conhecimento da proposta, elaborará o cronograma das sessões necessárias para realização da atividade, indicando os dias; b) o aluno planejará individualmente a atividade, contemplando todas as disciplinas que compõem o currículo no seu curso ou série; c) o aluno, individualmente ou em grupo, escolherá a atividade e/ou temática do estudo que irá pesquisar no dia estipulado no cronograma;

10


d) o aluno, no dia estipulado no cronograma, realizará a atividade de pesquisar e elaborar questões – essa sessão dura entre 30 a 50 minutos; e e) o aluno não alfabetizado ou da Educação Infantil receberá auxílio do professor para o procedimento de registrar as questões elaboradas por ele. O aluno nesta sessão deverá ter atividades diversificadas sobre o tema para que o professor possa coletar as questões individualmente, registrando-as nas fichas.

1.3 SEGUNDA ETAPA: RESPONDER AOS QUESTIONAMENTOS Nesta etapa, o aluno terá acesso aos questionamentos elaborados sobre a temática. O aluno escolhe a Ficha de Questões elaborada por outrem para responder. Há duas opções para elaborar as respostas: em algumas oportunidades, deve fazê-lo individualmente; em outras, em pequenos grupos, que deverão ter a sua composição alterada em cada sessão. A conjugação de trabalho individual e trabalho em grupo tem a vantagem de contemplar a perspectiva interdisciplinar de superação de dicotomias, portanto é fundamental que essas duas formas de se trabalhar sejam exploradas por alunos e professores. Na realização do trabalho individual, o aluno adquire uma visão particular, a interiorização e a internacionalização dos objetivos desejados, possibilitando a sua participação de forma produtiva no grupo. No trabalho em grupo, o aluno entre em contato com outros enfoques sobre as informações, questionamentos e indagações a respeito de uma mesma temática. Essa prática favorece tanto o autoconhecimento, quanto o desenvolvimento do aluno e do grupo. É fundamental que os alunos trabalhem em diferentes grupos e estes devem ser constantemente alterados para que o processo de acomodação seja rompido, isto é, evitar que o aluno desempenhe sempre o mesmo papel. Em qualquer grupo, invariavelmente, alguém assume o papel de líder, de negligente ou dispersivo, de fazedor de capas, etc. O objetivo da constante alteração dos grupos é ampliar a capacidade individual de produzir coletivamente. 2.2.1 Objetivos desta etapa a) disponibilizar as questões elaboradas pelos alunos à turma; b) proporcionar ao aluno, quer individualmente, quer em grupo, deparar-se com um elenco muito variado de questões, por meio das fichas ou folhas de exercícios com questões elaboradas por seus colegas; c) oportunizar ao aluno avaliar e escolher uma ficha em função do crescimento que a pesquisa irá propiciar;

11


d) oportunizar ao aluno avaliar a percepção de que o conhecimento é inesgotável ao verificar que em função do cronograma não poderá realizar as atividades contidas em outras fichas; e e) eleger a temática da pesquisa. 2.2.2 Procedimentos desta etapa a) o professor irá colocar em uma caixa e/ou fichário as Fichas ou Folhas de exercícios com as questões elaboradas pelo aluno e por seus colegas e/ou professores. O aluno deverá sempre responder as questões elaboradas por outro aluno e/ou outro grupo – nunca as elaboradas por ele mesmo – realizando a pesquisa (necessária) no material informativo e/ou textos bibliográficos; b) o aluno poderá escolher a Ficha em função do grau de dificuldade e/ou de sua capacidade em elaborar as respostas para as questões; c) o aluno poderá escolher a ficha em função do número de questões; ou pelo interesse em determinado assunto; ou pela facilidade em realizar a atividade; ou por ter dificuldade em elaborar respostas que exijam a interligação de teoria e prática; d) o professor terá o papel de articular a atividade de escolher, para que o aluno reflita sobre a necessidade de desafiar a acomodação ao escolher a Ficha de Trabalho. O aluno deverá analisar as fichas, escolhendo a que contém atividades que o levem a aprofundar o conhecimento já existente sobre o assunto e não meramente para cumprir a atividade; e e) as Fichas de Respostas e as Fichas de Questões jamais serão corrigidas pelo professor que coordena a atividade do laboratório

1.4 TERCEIRA ETAPA: PROPOR CONEXÕES AO CONHECIMENTO 2.3.1 Objetivos desta etapa a) promover a construção ativa do pensar; b) desenvolver a autonomia intelectual do aluno, o questionar e o reelaborar o conhecimento existente; c) desenvolver no aluno estratégias de buscar as informações, ora individualmente, ora em grupo, quer estejam em formas de textos convencionais ou em páginas da web, em livros e revistas; d) disponibilizar o acesso do aluno e/ou grupo a diversas visões e versões sobre um mesmo tema;

12


e) propiciar ao aluno a oportunidade de analisar criticamente os conteúdos selecionados, emitir comentários sobre a temática e inserir comentários nos textos elaborados pelo aluno e/ou grupo; e f) interligar as informações por meio da elaboração de textos, da apropriação de conteúdos sociais e culturais de maneira critica e construtiva e da análise critica dos discursos que contêm informações diferentes sobre uma mesma temática. 2.3.2 Procedimentos desta etapa a) o professor repassa ao aluno a função de selecionar conteúdos para serem discutidos, dando ao aluno a oportunidade para que faça uma análise critica desses conteúdos e desenvolva um papel ativo, colaborativo e reflexivo no processo de aquisição e produção do conhecimento; b) cada aluno deve montar um portfólio (uma pasta, um arquivo pessoal) onde manterá as fichas-resumo com o seu levantamento bibliográfico – textos coletados – para o estudo; c) os alunos fazem a análise crítica desses conteúdos que, após serem selecionados, devem ser disponibilizados para os colegas com comentários e podem receber novos comentários, que também estarão à disposição de todos para novas intervenções; d) após a seleção, os textos devem ser lidos por todos e essa tarefa pode ser realizada em sala e/ou fora do ambiente escolar; e) na atividade individual, o aluno elabora o seu comentário e/ou síntese; e, na atividade em grupo, os alunos elaboram um único comentário referente ao texto, e f) o material (textos) de pesquisa deve ser divulgado no mural ou colocado em um arquivo-fichário para que todos os alunos possam acessá-lo, obtendo informações a respeito dos temas. Nesta etapa de discussão sobre o tema, o aluno vivenciará o conhecimento através do exercício de:exprimir suas idéias, trocar informações, questionar o saber estabelecido, construir novos significados, enfim, resgatar o prazer do saber.

1.5 QUARTA ETAPA: PRODUZIR NOVOS CONHECIMENTOS Nesta etapa, intensifica-se o diálogo entre membros da equipe para a construção do texto e cada aluno de uma equipe pode interagir com qualquer um dos colegas, estabelecendo uma rede de comunicação. Todos devem assumir os papéis de escritor, pesquisador, revisor e crítico. A soma das diversas versões do texto é muito mais do que a versão final, o processo é mais rico que o produto. Nesta etapa é importante acompanhar todos os momentos do processo: a discussão, a negociação, as intervenções, os questionamentos, as buscas, o ceder, o 13


resistir, a pesquisa, as articulações, o escrever e o reescrever, o elaborar e o reelaborar. 2.4.1 Objetivos desta etapa a) promover o exercício de produzir novos conhecimentos, fazendo emergir idéias, questionamentos, paradoxos, discussões, rupturas e conceitos a respeito do tema pesquisado; b) iniciar a produção do texto propriamente disto; c) oportunizar a cada membro da turma apresentar suas contribuições que serão discutidas com os outros membros do grupo, que vão completando, refutando ou acrescendo idéias; e d) proporcionar a construção dialética do processo educacional, em que o diálogo entre todos, referente ao texto, promoverá a construção do conhecimento. 2.4.2 Procedimentos desta etapa a) o aluno irá construir individualmente, ou em grupo, um texto a respeito de um dos temas pertinentes à temática; b) o texto final será o resultado da coleta de informações pesquisadas nas Fichas e/ou textos que foram elaborados individualmente ou em grupo; c) no trabalho em grupo, os componentes da equipe, por meio do diálogo, escolherão as formas de abordagem e apresentação; e d) o grupo será o autor do texto e todos assumem os papéis de escritor, pesquisador, revisor e crítico.

1.6 QUINTA ETAPA: AVALIAR OS PROCEDIMENTOS Esta avaliação não consiste em atribuir qualquer nota ou conceito ao aluno que participe das atividades, nem qualquer nota relativa aos trabalhos e atividades por ele desenvolvidas. Tem que se deixar muito claro que o que se avalia jamais diz respeito ao aluno, mas aos trabalhos por ele realizados e aos processos por ele vividos. 2.5.1 Objetivos desta etapa a) avaliar o processo, sem menosprezar a avaliação do produto; b) analisar a correlação entre o processo de elaboração e o produto final; c) avaliar o processo de aprendizagem realizando, valorizando-o, ainda que o produto apresente pouca qualidade; d) avaliar o produto de elevada qualidade, verificando como foi desenvolvido o processo de aprendizagem do qual ele resultou; e 14


e) identificar o grau de satisfação dos alunos ou participantes sobre os exercícios de questionar, de responder, de propor conexões, de produzir conhecimentos e, inclusive, sobre como eles estão vivenciando o próprio exercício de avaliar. 2.5.2 Procedimentos desta etapa a) os participantes elegem o que consideram importante discutir ou relatar e apresentam as dificuldades, facilidades, resistências e formas de superação, bem como os motivos para a manutenção de ações já realizadas; b) cada participante deverá elaborar uma síntese pessoal e/ou sistematização das idéias discutidas, conforme o enfoque ou o destaque que cada aluno queira dar à discussão; c) ouvir cada participante sobre o que ele considera importante discutir ou relatar; d) se necessário e desejável pelo grupo, e sempre aplicando a ética e o respeito, a participação do aluno na realização das atividades pode ser discutida; e) o aluno pode refletir sobre as suas próprias idéias e sobre a sistematização das mesmas, mas não se trata de registrar todas as idéias contempladas e nem fazer uma resenha da reunião; f) deve ficar claro que a avaliação está centrada no trabalho realizado/produzido e nos processos de aprendizagem vividos pelo aluno, portanto, o professor deve ser cuidadoso para que não haja a desvalorização do aluno, associando o trabalho realizado à sua pessoa; g) os alunos exercitam a critica ao avaliar a qualidade do seu trabalho e, por meio da experiência de construir o produto final, eles podem superar as suas limitações; h) o aluno realizará atividades variadas, que exigem diferentes desempenhos, portanto, cada aluno pode destacar suas limitações e buscar meio para superálas; i) o aluno deve ser esclarecido em que sentido sua produção deve ser melhorada, porém sem evidenciar acertos e/ou erros; e j) nas sessões de avaliação, o grande destaque sempre será dado ao desempenho dos participantes no processo, levando em conta: a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento do raciocínio e do pensamento, o desenvolvimento de atitudes e de valores, o domínio do movimento e da ação em termos de método, ritmo e forma de desenvolvimento das atividades necessárias à aplicação dos valores desenvolvidos. Para se ter uma idéia de como esses aspectos, interdisciplinarmente, se interpenetram e são contemplados no cotidiano das sessões de avaliação, elencamos diferentes temas analisados, em diferentes grupos de formação envolvendo 15


professores e alunos da escola. Eles vão listados aqui, da forma mais aleatória possível, para retratar exatamente, a interpenetração e a aleatoriedade com que surgem. A seguir, são apresentados alguns temas que poderão ser trabalhados nas sessões de avaliação: a) os participantes elegem o que consideram importante discutir ou relatar e apresentam as dificuldades, facilidades, resistências e formas de superação, bem como os motivos para a manutenção de ações já realizadas; b) cada participante deverá elaborar uma síntese pessoal e/ou sistematização das idéias discutidas, conforme o enfoque ou o destaque que cada aluno queira dar à discussão; c) ouvir cada participante sobre o que ele considera importante discutir ou relatar; d) se necessário e desejável pelo grupo, e sempre aplicando a ética e o respeito, a participação do aluno na realização das atividades pode ser discutida; e) o aluno pode refletir sobre as suas próprias idéias e sobre a sistematização das mesmas, mas não se trata de registrar todas as idéias contempladas e nem fazer uma resenha da reunião; f) deve ficar claro que a avaliação está centrada no trabalho realizado/produzido e nos processos de aprendizagem vividos pelo aluno, portanto, o professor deve ser cuidadoso para que não haja a desvalorização do aluno, associando o trabalho realizado à sua pessoa; g) os alunos exercitam a critica ao avaliar a qualidade do seu trabalho e, por meio da experiência de construir o produto final, eles podem superar as suas limitações; h) o aluno realizará atividades variadas, que exigem diferentes desempenhos, portanto, cada aluno pode destacar suas limitações e buscar meio para superálas; i) o aluno deve ser esclarecido em que sentido sua produção deve ser melhorada, porém sem evidenciar acertos e/ou erros; e j) nas sessões de avaliação, o grande destaque sempre será dado ao desempenho dos participantes no processo, levando em conta: a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento do raciocínio e do pensamento, o desenvolvimento de atitudes e de valores, o domínio do movimento e da ação em termos de método, ritmo e forma de desenvolvimento das atividades necessárias à aplicação dos valores desenvolvidos. Para se ter uma idéia de como esses aspectos, interdisciplinarmente, se interpenetram e são contemplados no cotidiano das sessões de avaliação, elencamos diferentes temas analisados, em diferentes grupos de formação envolvendo 16


professores e alunos da escola. Eles vão listados aqui, da forma mais aleatória possível, para retratar exatamente, a interpenetração e a aleatoriedade com que surgem. A seguir, são apresentados alguns temas que poderão ser trabalhados nas sessões de avaliação:            

 

 

grau de satisfação em desenvolver cinco exercícios; atribuição de notas e conceitos nas demais disciplinas (quando o laboratório de aprendizagem é desenvolvido em cursos regulares); ausência de correção dos exercícios; controle do tempo, ritmo de trabalho; critérios que assegurem respeito aos acertos e erros; dificuldades em se desprender das perguntas conceituais; diversidade dos papeis exercidos por um mesmo participante em diferentes grupos; expectativa de que a Ficha elaborada por si mesmo ou pelo grupo seja escolhida para ser respondida por um colega; liberdade de escolha da seqüência das disciplinas, conteúdos e/ou temas a estudar e obrigatoriedade de estudar todos; maior ou menor rendimento nas diversas disciplinas; metodologia de execução dos exercícios e atividades escolares; outras formas, que não a escrita, de elaborar e responder as questões (trabalhos gráficos, desenhos, murais, seminários, debates, palestras, músicas, poemas); reações de acomodação ou não acomodação às rotulações de alunos “ótimos”, “regulares” e “fracos”; realização das atividades programadas, apesar de eventuais ausências de professor coordenador (afinal, se o professor estiver ausente, as atividades não precisam ser interrompidas); realização dos trabalhos em grupos ou individualmente; e resistência às mudanças na composição das equipes, tanto por parte dos alunos, quanto de professores.

Conclusão CONCLUSÃO É importante ressaltar que o método adotado é o da Pedagogia da Pesquisa ou Laboratório de Aprendizagem que aborda, propõe, sugere – sem, jamais, se constituir em receita – procedimentos práticos a serem desenvolvidos em sala de aula, para de chegar à educação crítica e criativa, que desenvolva a autonomia, a inventividade e a capacidade de professores e alunos se assumirem sujeitos da História, de serem sujeitos pesquisadores capazes de produzir novos conhecimentos. Por tratar-se de uma proposta inovadora, cabe reforçar – e por uma questão de coerência interna da proposta – que a discussão de ênfase epistemológica ou 17


conceitual considerou as cinco atividades, já mencionadas, sempre linhando que todas elas têm por pressupostos teórico-metodológicos fundamentais a questão da interdisciplinaridade e dos temas transversais. O tema a ser trabalhado – Trabalho e Consumo – deve abordar sempre a convergência entre teoria e prática e a imbricação do pensamento, sentimento e movimento dos participantes, conforme proposta pedagógica apresentada. Nessa perspectiva, é que, nas sessões de avaliação, qualquer que seja a pauta, o que se destaca é a variação do desempenho da cada um em relação às diversas atividades, para que se supere, também, a questão das compensações. Nos estudos e pesquisas interdisciplinares que realizou, Simone Ramain concluiu que tais compensações são freqüentemente e com naturalidade aceitas pelas escolas – é muito comum aceitar que um aluno seja bom em Português é péssimo em Matemática e vice-versa. Também é necessário que se supere o que poderíamos chamar de “inadvertida aceitação do interesse seletivo”, responsável por inúmeras atrofias do desenvolvimento integral e interdisciplinar de nossos alunos. Por isso é que, nas sessões de avaliação, o grande destaque sempre será dado ao desempenho dos participantes do processo, levando em conta os três aspectos inter-relacionados: primeiro, o da posse dos conhecimentos e desenvolvimento do raciocínio e do pensamento; segundo: o do desenvolvimento de atitudes, de valores, vontade e relacionamento; e, terceiro, o do domínio do movimento e da ação em termos de método, ritmo e forma de desenvolvimento das atividades necessárias à consecução dos valores desenvolvidos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS _____________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Apostil, l. ET AL. Interdisciplinaridad y ciências humanas. Madri: Tecnos/Unesco,1983. APPLE, M. W. Educação e poder. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999. BACHELARD, G. O racionalismo aplicado. Rio de Janeiro: Zahar, 1977. BERGER, P.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade. Petropolis: Vozes. 1973. BOCHNIAK, R. Questionar o conhecimento: a interdisciplinaridade na escola...e fora dela.2. Ed.rev. e ampl. São Paulo: Loyola, 1998. 171p. ______. Formação de professores, novas tecnologias, interdisciplinariedade e pesquisa: algumas questões que se apresentam

aos sujeitos da história, na atualidade. In: QUELUZ, A. G. (Org). Interdisciplinariedade formação de profissionais da educação. São Paulo: Pioneira, 2000.p. 57-84. ______. Une methodologie issue Du Ramain: Le Laboratoire Pédogogique. In: Cinquième partie – Prolongements methodologíques – da le method raiman. Une demarche vers la mise em reation, ouvrage collectif publié sous la direction et la responsabilité scientifique de Germain Fajardo. Paris: Editions A.S.R.I., 1999. P. 223-323. ______. A pesquisa da própria p´ratica enquanto presunposto da interdisciplinariedade. In: SERBINO, R.V.et al. Formação de professores. São Paulo: UNESP, 1996.p. 311-323.

18


RAIMAN, S. Principios pedagógicos da proposta Raiman. Paris: Association Simonne Raiman International, 1973.

transversias:ensino fundamental. Curitiba: SENAR Paraná, 2003. (PROGRAMA AGRINHO).

TORRES, Patricia Lupion; BOCHIAK, Regina. Uma leitura para os temas

TRABALHO O avanço das novas tecnologias e o crescimento processo de globalização pelo qual passa o mundo alteraram radicalmente o mercado de trabalho. Até meados do século passado, a maioria das ocupações era diferenciada aos empregos formais, na tradicional relação emprega x empregador x salário. Mas, gradativamente, as forças do mercado começaram a exigir um novo tipo de profissional, que se atualiza que se renova, que tem informação o principal combustível da sua evolução. Este novo profissional ocupa cada vez mais espaço no mercado de trabalho, a sua mercadoria é o seu conhecimento, que, quanto mais avançado, mais é remunerado. Contudo, ao lado desse trabalhador do conhecimento, ainda subsistem milhões de trabalhadores com baixa – ou nenhuma – qualificação, que compõem o enorme contingente de desempregados, presente em quase todos os países, desenvolvidos ou não – um fenômeno mundial de vastas proporções. Diante de um problema com tal dimensão, que papel cabe ao Estado no enfreamento da questão? Qual a função das empresas? Como o individuo deve proceder para se posicionar em relação a essa realidade? Qual papel da mulher nesse novo mercado de trabalho? Algumas respostas já foram alcançadas para solucionar essas questões. Talvez a primeira em ordem de valor esteja no conhecimento, na educação, dentro e fora da sala de aula. Hoje, ninguém pode negar a sua importância. Para comprovar essa afirmação, basta ver a oferta de vagas não preenchidas no mercado de trabalho por absoluta falta de profissionais qualificados, ou seja, enquanto há milhões de desempregados, também há milhões de empregos a ocupar. Os textos sobre trabalho apresentados a seguir, divididos em quatro grupos, compõem uma base para auxiliar o professor no entendimento sobre esse vasto e complexo assunto, que deve ser discutido nos primeiros anos da vida escolar: uma forma de incentivar a reflexão sobre um tema que é e será sempre decisivo para todos nós, no decorrer de todas as nossas vidas.

TRABALHO – GRUPO 1 TEMAS

19


TEMAS 1. 2. 3. 4.

O papel do Estado na geração de emprego Diversidade étnica, de crença e gênero no trabalho Assédio e discriminação Documentos do trabalhador: a CTPS

Segurança e higiene no ambiente de trabalho 1. O PAPEL DO ESTADO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS A crise do desemprego é mundial – m 1979, segundo as estatísticas, havia 45 milhões de pessoas desempregadas. Em 2001, esse número subiu para 160 milhões. Hoje, no Brasil, o desemprego é considerado um dos principais problemas sociais, considerando-se as mudanças no papel do Estado brasileiro para poder enfrentá-lo. Historicamente, o desemprego no Brasil não era visto como um problema grave porque o país estava em ritmo de crescimento econômico. A crise do emprego se instala a partir dos anos 80, 90, o processo de abertura econômica provocou o crescimento do emprego informal e da terceirização, levando à desvalorização e à deterioração do mercado de trabalho. As conseqüências atingiram não só os que precisam de trabalho, moradia, comida, saúde e escola, mas a sociedade como um todo. A violência, a insegurança e a marginalidade aumentaram, e o desemprego hoje percorre todos os segmentos sociais: empregados qualificados e sem qualificação; trabalhadores maiores de 40 anos; e jovens em busca do primeiro emprego. Hoje, no Brasil, os serviços públicos de Educação e Saúde são os que tem o maior potencial de expansão, ao lado do setor de turismo e entretenimento. O emprego é uma chave para o desenvolvimento e o Estado deve ter postura pró-ativa na geração de postos de trabalho. As ações do Estado devem atender às demandas:  De um mercado de trabalho em transformação e ao grande número de pobres e desempregados;  Que favoreçam a inclusão social por meio da geração de trabalho e renda e a redução da taxa de desemprego e o trabalho informal. As saídas para a crise deram origem a um processo de reorganização do sistema econômico, levando:     

A uma redefinição do papel do Estado; À reestruturação produtiva; Ao esvaziamento das organizações dos trabalhadores; À emergência de políticas públicas, articuladas ao Sistema Público de Emprego; À qualificação do trabalhador. No que dizem respeito à Educação, as políticas de geração de emprego e renda atuam: 20


Na qualificação e requalificação profissional do cidadão para entrar no mercado de trabalho como empregado ou empreendendo seu próprio negócio.

O modelo de emprego de antes já não responde às novas exigências do mercado é substituindo pelo trabalho flexibilizado. As iniciativas das políticas públicas promovem formas alternativas de geração de trabalho e renda, que nada têm a ver com o antigo modelo do trabalhoemprego-garantias trabalhistas: são as iniciativas individuais ou coletivas por meio do autonegócio, de cooperativas populares, da livre iniciativa. A política de formação do trabalhador deve promover a sua formação, por meio da qualificação social e técnica. A EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO HOJE A Educação teve seu lugar redefinido a partir dos anos 90. O objetivo agora é adequar o futuro profissional às inovações tecnológicas ou à qualificação social e técnica, para tornar possível o acesso ao mercado e aos ganhos financeiros. O emprego já não é mais o alvo na formação educacional, mas sim a capacidade, individual ou coletiva, de gerar trabalho e renda. O aluno deve ser consciente de que, como trabalhador, precisará estar aberto às mudanças e disposto a correr riscos do ponto de vista profissional, ou seja, romper com o antigo sentido da carreira, que previa quase que somente o alcance de um emprego. A orientação do Estado é de que haja:  Integração das políticas de emprego, trabalho e renda, educação e desenvolvimento;  Interação com os Planos de Desenvolvimento Sustentável dos Estados e Municípios; e  Reconhecimento e valorização do capital social, econômico e cultural das comunidades, a ser desenvolvido para melhorar as condições de vida dos sujeitos.

2. DIVERSIDADE ÉTNICA, DE CRENÇA E GÊNERO NO TRABALHO

A constituição de 1988 promoveu um substancial avanço em relação à igualdade dos cidadãos. No titulo II, art.5, destacam-se os seguintes pontos: ”Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos desta Constituição”; “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termo da lei”. ( I, XIII, XLII). Destaca-se o art.7°, XXX, que proíbe “diferença de salários, de exercício de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, cor ou estado civil”. 21


Apesar do que fixa a Constituição de 1988, quanto à questão da pluralidade cultural brasileira, o acesso ao mercado de trabalho e a cargos elevados continua levando em conta questões de etnia, sexo e idade. Em todo produto ou serviço consumido há trabalho social realizado segundo relações construídas historicamente. Apesar da diversidade de sua população, o Brasil não escapou do estabelecimento de preconceitos e discriminação quanto às suas etnias e culturas. Esses conflitos foram determinantes no processo de organização do sistema de ensino e no acesso ao mercado de trabalho. O desrespeito do colonizador pelas culturas, africana e indígena desmantelou sua estrutura familiar/comunitária e sua identidade cultural. Até hoje a pluralidade cultural brasileira é usada perversamente para justificar a desigualdade social existente. A segregação na verdade reforça a distribuição de renda desigual no Brasil. O DIREITO AO TRABALHO As relações humanas e para com a natureza resultam num conjunto de bens e serviços produzidos por toda a sociedade, que poderão ser usufruídos. Mas se “todos são igualmente livres, tanto para trabalhar e escolher um tipo de trabalhado como para consumir”, como a escola pode explicar as desigualdades de acesso ao trabalho, aos bens de consumo e aos serviços, à diferença distribuição de renda entre as classes sociais? O DEVER DA ESCOLA A escola e seu trabalho preparam futuros trabalhadores, devendo atuar, portanto, a favor da inclusão dos grupos sociais discriminados ou desfavorecidos.

A escola e o seu trabalho devem atuar em favor dos grupos sociais discriminados ou desfavorecidos: ela deve garantir sólida formação cultural, independente de raça, credo e sexo.

A mulher hoje cumpre dupla jornada, em casa e no trabalho, por isso, é importante dividir as responsabilidades com a família.

Ela deve garantir sólida formação cultural a todos os seus alunos, independentemente de raça, credo e sexo, com o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes de cooperação, solidariedade e justiça, e consciência individual e coletiva, para poderem enfrentar as contradições e transformações do mundo do trabalho e do consumo. Adolescentes e jovens vivem a expectativa sobre o ingresso no mundo do trabalho. Pra a formulação de seu projeto profissional eles têm como referência a posição que ocupam na sociedade por suas condições familiares, em comparação com outras realidades com as quais relacionam que têm informação pela mídia.

22


Assim, a conscientização da divisão de trabalho igual entre homens e mulheres, a responsabilidade comum dos que partilham o mesmo espaço, são questões que devem ser discutidas em sala de aula. Mesmo com o aumento do ingresso da mulher no mercado, a discriminação pesa conta ela e termos de remuneração. Ainda que execute as mesmas tarefas que os homens, o salário dela costuma ser predominantemente mais baixo. Muitos ainda são de opinião que o trabalho doméstico é assunto de mulher, o que significa dupla jornada de trabalho para ela, e sobrecarga para meninas que cuidam dessas tarefas, ao mesmo tempo em que fazem suas atividades escolares. 3. ASSÉDIO E DISCRIMINAÇÃO As causas do assédio moral e sexual nas relações de trabalho derivam da organização da sociedade e das relações ai construídas. O assédio moral, no caso, não tem necessariamente conotação sexual. Pode se caracterizar por condutas abusivas e recorrentes de atos e gestos intimidatórios, modos de organizar o trabalho para danificar a personalidade, a dignidade ou a integridade física ou psíquica de um trabalhador no desempenho de suas funções, colocando em perigo seu emprego ou criando um ambiente hostil, degradante, ofensivo. A discriminação se caracteriza por comportamentos que ignoram a nossa legislação de questões, como:     

Cor, raça, gênero, idade; Origem, estado civil, crença religiosa; Convicção política ou filosófica; Condição e saúde física, sensorial e mental; Situação familiar e orientação sexual. Suas conseqüências são inúmeras, entre elas:

   

Complexo de inferioridade; Síndrome do pânico, insônia, estresse; Tremores, depressão, irritação constante; Pensamentos suicidas e homicidas.

Embora a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) proíba a publicação de anúncios de emprego que indiquem preferências de cor, sexo ou orientação sexual, que possam interferir na igualdade de oportunidades, não é o que acontece. Com freqüência, trabalhadores não são aceitos em entrevistas de emprego por serem portadores de deficiência, negros ou assumirem orientação sexual contrária aos padrões da sociedade. As denuncias registradas pelo Ministério do Trabalhado revelam que a discriminação atinge em cheio também as mulheres. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), as mulheres negras, por exemplo, que têm entre11 e 14 anos de escolaridade, recebem 39% do salário ganho por homem branco 23


com a mesma formação. Já as brancas recebem, em média, 30% do salário pago aos homens. O problema é vasto e complexo. Pessoas podem ter preconceito:    

De cor, mas não de identidade sexual; Contra portadores de deficiências e não contra mulheres; Contra indivíduos de determinada faixa de idade para entrar no mercado de trabalho; Podem ser discriminados, ao procurar emprego, aqueles que entraram na Justiça contra a antiga empresa na qual trabalhavam, reivindicando direitos trabalhistas; E há pessoas que não tem consciência de que existe discriminação.

ATUAÇÃO DO GOVERNO O combate à discriminação no Brasil é recente. A partir de 1995, o governo brasileiro assumiu oficialmente a existência de práticas discriminatórias no mercado profissional do país perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e passou a proibir qualquer forma de discriminação no trabalho. A Convenção 111 da OIT considera discriminação toda distinção, exclusão ou preferência que tenha por finalidade alterara igualdade de oportunidade ou tratamento em matéria de emprego ou profissão. Os princípios que regem a escola democrática devem estar em ação em todo o seu ambiente, permanentemente. A escola deve se pautar por educar para o respeito à diversidade. Os indivíduos não nascem com a mesma condição social, econômica ou física. É necessário respeitar as diferenças para restaurar a igualdade.

4. DOCUMENTO DO TRABALHADOR: A CPTS O trabalho pode ser interpretado como transformação da natureza em produtos ou serviços, portanto em elementos de cultura. Desse modo, ele representa o esforço realizado e a capacidade do individuo. Ao longo da história assumiu múltiplas formas – no mundo capitalista, uma muito especifica: o emprego assalariado. Para que os trabalhadores fossem convencidos a vender seu trabalho em troca de salário, foi preciso destruir formas autônomas de sobrevivências e criar leis que regulamentassem o trabalho remunerado. Só no fim do século 19 começaram a ser legalizados os sindicatos e esboçadas as primeiras leis de defesa dos trabalhadores. A carteira profissional surgiu nesse contexto, e por incrível que possa parecer, em função do menor trabalhador. Em 1891, o Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, assinou decreto permitindo ao ministério Cesário Alvim exigir que as fábricas registrassem as

24


matrículas de menores trabalhadores em seu livro, contendo as primeiras informações sobre esses jovens. A carteira de trabalho passou por várias modificações ao longo de sua existência. Veja a seguir algumas delas:   

Surgiu como carteira profissional em 1932; Sucedeu a carteira de trabalhador agrícola, instituída em 1904-06; E tornou-se documento obrigatório para quem viesse a prestar algum tipo de serviço a outra pessoa, seja no comércio, na agricultura, na pecuária, na indústria, ou mesmo de natureza doméstica.

A Carteira de Trabalho é um histórico da vida do trabalhador: é um passaporte de proteção aos direitos do empregado.

Em 1969, em profissional

substituição

à

carteira

- surgiu a carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) - ela contém informações sobre a qualificação e a vida profissional do trabalhador - e anotações sobre a sua filiação ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)

A tecnologia também favoreceu o documento, que agora é emitido por meio informatizado e assegurado contra fraudes. Mostre à classe o documento e explique que hoje ele é confeccionado:     

Em material sintético; Papel de segurança; Auto-adesivo para proteger as informações de identificação profissional e qualificação civil do individuo, que costumam ser as mais falsificadas; Na capa, em azul para o brasileiro, e verde para o estrangeiro no Brasil; Como um passaporte de proteção aos direitos trabalhistas e previdenciários do cidadão, tais como, salário regular, férias, 13° salário, repouso remunerado e aposentadoria; Com diferenças para trabalhadores brasileiros e estrangeiros também no conteúdo, para possibilitar o controle efetivo da mão-de-obra estrangeira,

25


impedindo a utilização de carteiras falsas por estrangeiros ilegais no país, no desempenho de atividades remuneradas. E quando o aluno precisar tirar a sua CTPS ele já saberá quais os documentos necessários para a sua emissão. São eles: 

Duas fotos 3x4, fundo branco, coloridas ou em preto e branco, iguais e recentes e documentos contendo as informações necessárias ao preenchimento da qualificação civil: - nome; - local/estado de nascimento; - data de nascimento; - filiação; - nome, nº do documento e órgão emissor. Entre esses documentos que podem ser aceitos estão a:

   

Carteira de Identidade Certidão de Nascimento Certidão de Casamento Carteira de Identidade Militar.

5. SEGURANÇA E HIGIENE NO AMBIENTE DE TRABALHO Trabalho e saúde são temas que convivem com freqüência ao longo da vida profissional di cidadão. Assim, a formação da consciência sobre os efeitos dessa interação deve começar já na fase escolar. A higiene do trabalho envolve normas e procedimentos adequados de proteção à integridade física e mental do trabalhador. Está diretamente ligada à prevenção das doenças ocupacionais que podem ocorrer no ambiente de trabalho. O objetivo é preservá-lo dos riscos de saúde quanto às tarefas e o local onde são executados, evitando que adoeça e se ausente do trabalho. Dessa forma, segurança e higiene no ambiente de trabalho são conceitos relativos aos direitos do trabalhador em relação à qualidade de vida que deve ser proporcionada em seu ambiente profissional, seja o individuo morador da cidade ou da área rural. Como gestores ou servidores, todos os cidadãos devem estar informados de que empresas têm responsabilidade direta com seus funcionários:  Devem fornecer máquinas, equipamentos e mobiliários adequados, em perfeito estado de uso e de preferência com sistema de travas de segurança;  É fundamental treinarem os funcionários e os alertarem em relação aos riscos que as máquinas podem significar no dia-a-dia;  Devem, portanto, informá-los da necessidade de usarem luvas, máscaras e roupas adequadas para o ambiente em que atuam. Respeitando o trabalho do funcionário e reconhecendo os riscos que o trabalho pode lhe causar, a empresa mostra que o valoriza, contribui para a melhoria da sua 26


qualidade de vida, como também para a maior, motivação e conseqüente produtividade no trabalho. É de grande valia para o aluno, mas também para a escola, estar ciente de que, iluminação, temperatura e ruído compõem as condições ambientais de trabalho. Má iluminação causa:      

Fadiga à visão; Males ao sistema nervoso; Prejuízo ao desempenho dos funcionários; Má qualidade do trabalho; Incapacidade para trabalhar; e Parte dos acidentes que podem ocorrer nas empresas.

O ruído provoca:   

Perda da audição; Alto grau de perda da capacidade auditiva, quanto maior é o tempo de exposição ao barulho; A necessidade do uso de equipamentos adequados para evitar lesões ou possíveis perdas.

Ainda: Limpeza e assepsia constantes são fundamentais à manutenção da qualidade de vida. As prevenções de lesões e acidentes podem ser feitas por meio de:         

Estudos e modificações ergonômicas (móveis ambientes e aparelhos adequados) dos postos de trabalho; Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao trabalhador; Ritmo de trabalho apropriado; Estabelecimento de pausas para desconto; Jornada de trabalho compatível com as exigências da legislação; Diversificação das tarefas; Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho; Maior participação e autonomia dos trabalhadores nas decisões do seu trabalho; e Valorização das queixas dos trabalhadores.

No entanto, muitos trabalhadores reclamam, por exemplo, que as máscaras incomodam, a ponto de chegar a pedir a seus chefes que usem os equipamentos para ver se acham bom... Na verdade os equipamentos incomodam, mas é importante fazer o funcionário entender que eles o ajudam a prevenir problemas futuros.

As empresas têm obrigação de fornecer o Equipamento de Produção Individual (EPI) e o trabalhador também é obrigado a usá-lo.

27


ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referência A Proposta Pedagógica do Programa Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa de Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática, seguindo as orientações contidas no Programa:

    

O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas; O aluno, e /ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar; O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos; O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse do tema, irá pesquisar para fornecer a informação (correspondente ao tema) à turma; O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades sobre o assunto para serem respondidas; e A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual

Atividade em Grupo

Atividade com toda a Turma

PRIMEIRO MOMENTO – DELIMITAÇÃO DA PESQUISA-PESQUISA-LEITURAARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

LEITURA DE BASE TEÓRICA Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a título de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade do grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento.

28


1ª ATIVIDADE 1. Pesquisar os termos, utilizando livros, Internet, consultando pessoas que podem informar sobre o assunto e registre textos informativos:  Trabalho no comércio  Trabalho na indústria  Trabalho na agricultura  Carteira de trabalho  Tarifas  Impostos  Sistema público de emprego  Fundo de garantias do tempo de serviço  Auxilio desemprego  Concurso público  Organização internacional do trabalho (OIT)  Produto industrializado  Sindicatos  Ministério público  Cidadão  Etnia  Desemprego  Mercado de trabalho  Emprego informal  Qualificação profissional  Inovação tecnológica  Marketing para o emprego  CLT  Anuncio de emprego  Salário mínimo  Segurança no trabalho (prevenção)  Diversidade étnica  Documentos do trabalhador  Acidente de trabalho 2. ATIVIDADE Conhecendo a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Consultar legislação para elaborar um texto com registros oficiais. 1. Emissão da carteira – órgão responsável 2. Documentos necessários 3. Idade mínima 4. Impressão digital – objetivo 5. Emissão de 2ª via – documentos necessários 6. Carteira de trabalho para: índio, artesão, atleta. 7. Responsabilidade do órgão que emite a CTPS 29


8. Importância da CTPS para o trabalhador, Pesquisando os temos: TERMOS QUEM PAGA Previdência Social PIS PASEP Salário Mínimo 13° Salário Fundo de Garantia O que é contra-cheque ou holerite?

QUANDO RECEBE

LEITURA DA REALIDADE 1ª ATIVIDADE Pesquisar na sua cidade as atividades trabalhistas que são geradas pelo Estado (funcionários públicos). Escrever o órgão em que as atividades são realizadas. Criar um cartaz com as atividades, destacando: Atividade desenvolvida Nº de trabalhadores Forma de ingresso Direitos garantidos por lei Exigências cumpridas para garantir a segurança do trabalhador

Selecionar os serviços públicos que mais são utilizados pelo cidadão de sua cidade, a atividades que realiza e a necessidade que atende. Liste-os e relacione a mão-de-obra (trabalhadores) necessária para que este serviço seja realizado com êxito. Selecione três e apresente-os na forma de história em quadrinhos:  

Crie uma situação envolvendo o órgão, o cliente e o trabalhador; Coloque um título sugestivo.

Conclua relatando como estes serviços contribuem na geração de emprego na sua cidade. A porcentagem de habitantes da sua cidade que estão empregados no serviço público selecionado por você. Escolher um serviço público e representá-lo por meio de gravuras.

30


2ª ATIVIDADE Selecionar gravuras relacionadas ao trabalhador. Crie uma tela (você é o pintor) colando as gravuras onde há trabalho e trabalhadores de diversos setores e preencha todos os espaços da tela. Conclua registrando a importância do trabalho na vida das pessoas e na vida da sociedade que recebe os seus serviços. O professor deverá promover a apresentação das telas, para que os alunos possam apresentar argumentos voltados para a valorização de todas as atividades e para discernir quais as que exigem do homem a qualificação que é adquirida por meio do estudo, do conhecimento, da competência, da habilidade, da responsabilidade e do respeito ao coletivo. O professor promoverá alternativas/possibilidades para:   

um

debate

cobre

como

criar

Acabar com a pobreza na sua cidade; Melhorar a segurança na sua cidade; Promover a inclusão social; etc..

3ª ATIVIDADE Na família há trabalho, há consumo, há relações sociais. Sua casa é uma pequena empresa. Nela todos têm que exercer um papel distinto para que o bem-estar possa ser presente no dia-a-dia. Cada componente da sua família é um trabalhador desta empresa e ao término do dia, da semana e do mês os resultados são alcançados. Eles podem ou não alcançar o objetivo de melhoria. Observe o dia-a-dia de sua família: Imagine, crie e registre com palavras o organograma da sua família com as atividades realizadas. Conclua registrando o resultado final. Calcule horas de “trabalho” na realização das atividades realizadas. Registre os “trabalhadores” existentes no dia-a-dia, que trazem equilíbrio, os que trazem estresse e situações ocorridas que precisam ser discutidas, partindo do principio de que as divergências podem ser construtivas.

4ª ATIVIDADE “A escolha profissional constitui um processo contínuo que vai da infância até a idade adulta. A partir de entrevistas com adolescentes, psicólogos americanos descobrirem que o processo de escolha compreende três momentos: um primeiro, de 31


fantasia, um segundo de tentativa e um terceiro, realista que é o momento de escolha profissional.” Dulce Helena Hucchiari

O processo deverá conduzir o grupo para a reflexão. Alcançar o desejado depende de fatores sociais, econômicos que interferem direta e decisivamente para a realização desse desejo. Desenhar o que você deseja ser quando for adulto. Produzir uma carta aberta com comentários sobre:       

Condições de trabalho dos jovens como adolescente Aprendiz ou como Estudantes; Atividades desenvolvidas x oportunidades; Jovens bem sucedidos x causas; Jovens que não são bem sucedidos x causas; Situações vivenciadas que ferem os seus direitos ou tiram a sua auto-estima; Citar situações em que vivem alguns jovens – condições de trabalhos – expectativas de melhoria; Sugerir medidas que possam ser adotadas para evitar as condições precárias e/ou desumanas existentes nas atividades desenvolvidas. Apresentar as cartas em sala para que a turma reelabore um texto

coletivo. Após, encaminhar a carta para o jornal de sua cidade e/ou divulgue no periódico da escola. Coletar situações de trabalhadores em que se encontram a evidência de desrespeito às leis trabalhistas, aos direitos sociais, às condições adequadas de trabalho... Registre o local/empresa e informe a situação ocorrida e a recondução para a adequação da situação. Escreva para ser apresentado à turma. Crie um painel de denúncias e soluções. Sugestão:  Trabalhador x dignidade.

32


5ª ATIVIDADE “...No Brasil, as áreas de turismo, ambiente e Internet serão campos férteis nos próximos anos. Mas para Ter sucesso em 2015, serão necessários além, do diploma, muito estudo “por fora” , visão de mercado e a afinidade com a função. Várias profissões irão desaparecer, em especial as operacionais, como cobradores de ônibus, caixas, recepcionistas, balconistas, enfim, tudo o que possa ser substituído por uma máquina.” André Fischer – Economista. In Superinteressante 2001.p.75. Entreviste pessoas para coletar dados sobre atividades que existiam quando eram jovens, como eram exercidas, como eram as relações no ambiente de trabalho e também a preocupação em adequar o serviço às expectativas do cliente e se hoje foram substituídas por máquinas ou têm como recurso adicional a tecnologia. Ou Uma atividade atual quer também existia na sua juventude que é exercida agora com outros recursos ou que tem a participação do Estado. Fazer um quadro informativo; ATIVIDADE Como era Quantos trabalhadores Benefício (otimização) Melhorias – agilidade Ontem- hoje

Mudança ocorrida em 2007 Conseqüências no setor de empregos – 2007 (relacionar com a quantidade de trabalhadores necessários)

6ª ATIVIDADE O professor deverá distribuir aos alunos poemas ou músicas que abordem as expectativas, os direitos do trabalhador para que o aluno possa registrar conclusões ou argumentos sobre o universo das pessoas que realizam os diferentes tipos de trabalho para que revele expectativas sobre o seu futuro profissional.

(Atividade a ser desenvolvida – relação trabalhista – direitos e deveres – formas de qualificar sua mão-de-obra para ser o diferencial no mercado que deseja atuar).

Sugestão:  Meninos Carvoeiros – Manuel Bandeira 33


 Cântico da Rotina – Caros Amigos – São Paulo: Casa Amarela, n° 10, Jan. 1998. P.9.  Os Estatutos do Homem – Faz escuro mas eu canto – Thiago de Mello  Felicidade – 100 crônicas escolhidas – Raquel de Queiroz 7ª ATIVIDADE Produzir uma carta argumentativa a respeito da situação da criança e do adolescente na sua cidade. Como reverter as situações na qual as crianças são trabalhadoras. Enviar a carta, a entidade de liderança que possa promover ou atuar para as mudanças necessárias. Faça um cartaz sobre o trabalho infantil e coloque os Artigos 60- 66-67 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Condensar sugestões, (após entrevistarem pessoas de diversos setores) de alternativas de atendimento educativo, que devem ser implantadas pelo Estado para atender as crianças e adolescentes da sua cidade e que conseqüentemente vai gerar empregos às pessoas capacitadas ao trabalho que será desenvolvido. Coletar informações sobre as situações vivenciadas pelos alunos na sua escola, para verificar se há preconceito, discriminação ou que promova o constrangimento. Liste as situações sem colocar nomes. Apresente-as na sala de aula, para analisarem e buscarem alternativas para o estabelecimento de direitos. Convide pessoas que podem elucidar cobre situações-crime, relacionadas à discriminação. 8ª ATIVIDADE No mundo, homens e mulheres usam sua voz em prol de uma vida humana mais digna. Pesquisar dados biográficos a respeito de pessoas que se destacam na luta pelos direitos humanos. Apresente a biografia para a turma (procure destacar pessoas do seu Estado, Cidade...) O professor juntamente com a turma deverá criar um quadro informativo para divulgar pessoas e as conseqüências de suas ações (relacionar estas atividades com o tema Trabalho e Consumo). Cidadão (nome)

Chico Mendes

Palavra que o define

Seringueiro

Ação

Defesa do direito

Mudança provocada Cooperativa Reserva extrativista

34


9ª ATIVIDADE O mercado de trabalho é vasto. Todas as atividades realizadas pelo homem têm como prestar serviço a alguém, atendendo, portanto a sua necessidade. Na vida comunitária, bem como no trabalho as relações de convivência devem estar pautadas no respeito aos direitos e no cumprimento dos deveres. Na sua casa há alguém realizando atividades do mercado de trabalho formal. Verifique com a pessoa entrevistada e relacione três situações apresentadas na sua empresa ou que tenham ocorrido no local de trabalho. Fato ocorrido que demonstrou desrespeito ao direito e ao dever do trabalhador. Fato ocorrido

Deveres (como deve ser?)

Direitos (como deve ser?)

Situação 1 Situação 2 Situação 3

Apresentar os dados na turma para que possam emitir opinião sobre as situações apresentadas e pautadas na Lei, proporem ações... Observar o trabalhador urbano e o trabalhador rural. Compare-os e registre informações sobre a atividade profissional e dificuldades enfrentadas no exercício de suas atividades. Ressalte a necessidade de segurança e higiene no ambiente de trabalho. Crie uma história ilustrada em forma de gibi para ser inserida no acervo da biblioteca da sua escola. Vá a um sindicato de classe e faça um levantamento das situações apresentadas pelos trabalhadores de sua cidade que requerem respeito ao seu direito e que alcançarem êxito. Liste as situações que achar ser importante divulgar no painel: “Boca no Trombone” “O direito é seu”

e, faça um levantamento de situações que justificaram a dispensa de trabalhadores por justa causa e registre os direitos atendidos nesta ação. Faça um quadro informativo contendo informações sobre as ações que ocasionaram a demissão por justa causa ressaltando o direito do empregador e após a apresentação do quadro, promover o debate cobre as situações apresentadas, registrando uma conclusão sobre o fato.

35


10ª ATIVIDADE “Nos dias atuais, nem todos os escravos são diretamente trabalhadores escravizados. Uma criança, empregada na indústria de tapetes na Índia é muito provavelmente, uma escrava, vendida ao patrão pelos próprios pais. Um peão empregado para trabalhar na derrubada da mata, na região amazônica, recrutado mediante engodo e convertido em trabalhador forçado, submetido ao trabalho por dívida e cativo por que deve ao patrão, é um escravo.. Muitos casos de trabalho doméstico na Europa, nos Estados Unidos e, certamente, no Brasil, podem ser classificados como trabalho escravo...” Martins, José de Souza. In entrevista na revista Ciência Hoje, fev.2001, p.6-11.

Pesquisar em jornais, revistas, noticiário, ou relato de pessoas, situações denunciadas sobre o trabalho escravo no séc. XXI. Apresente-as em sala para a apreciação e comentários. Faça um painel com as notícias e os comentários da turma. Selecionar as notícias coletadas por setores, para que seja diferenciada a incidência da prática caracterizada como trabalho escravo da incidência da prática caracterizada como assédio e discriminação. Registrar as conseqüências para o trabalhador que se vê privado dos seus direitos e a intervenção do Estado que é realizada também por trabalhadores. Criar um quadro informativo para cada prática ou crie um ”texto visual”, utilizando desenhos ou gravuras. Crie um cartaz informando ao cidadão, sobre a documentação que o caracteriza como trabalhador remunerado para o Estado. Escolher atividades relacionadas a agricultura, a pecuária, a pesca ou outras que você desejar, para informar por meio de um folheto explicativo, as necessidades de equipamentos voltados para a proteção da sua vida ao realizar as atividades que são de sua responsabilidade. Divulgar os folhetos.

SEGUNDO MOMENTO: LER – QUESTIONAR – RESPONDER - AVALIAR

36


TRABALHO – GRUPO 2 TEMAS TEMAS 1. A escolha da profissão: o trabalho como fonte de prazer e realização. 2. Competências e habilidade individuais 3. Cursos técnicos e profissionalizantes e formação superior 4. Direitos do Adolescente Aprendiz 5. Estudo e conhecimento: as bases da profissionalização 6. O significado do sucesso – acúmulo de bens ou realização pessoal? 7. Tempo livre e Lazer 8. Trabalho infantil: situação e prevenção 1. A ESCOLHA DA PROFISSÃO: O TRABALHO COMO FONTE DE PRAZER E REALIZAÇÃO É comum, em conversas entre pais e filhos sobre a opção profissional, se ouvir coisas do tipo: “Meu maior sonho é que você seja médico”; “Hoje em dia é importante escolher uma profissão que dê dinheiro”; “Se você se tornar advogado não sabe como vai me fazer feliz”; “Ora, meu filho, esta profissão não lhe dará status nenhum”. Não é mesmo? Existem, na realidade, pais querendo (direta ou indiretamente) escolher a futura profissão para o filho, ou educadores desejando construir projetos de vida para os educandos com os quais trabalham. Isso é uma tentação comum aos adultos. E aí? Como o adolescente pode agir adiante dessas possibilidades ou, independente delas ocorrerem ou não, escolher uma profissão de forma bem fundamentada? Não há dúvidas de que os pais, outros familiares ou pessoas do meio social do individuo podem esclarecer, informar e ampliar o olhar sobre o leque de opções disponíveis para se buscar um trabalho. 

O mais importante, porém, é o jovem dar ouvidos aos seus desejos mais íntimos. Escutar o seu querer-ser.

Tem gente que faz a opção por determinado curso ou profissão simplesmente pela remuneração possível ou pelo status que ela pode representar socialmente, deixando em segundo plano os seus sonhos profissionais, desejos e prazeres.

Quando isso acontece, ocorre uma extrema valorização material que reduz as possibilidades de realização pessoal.

Quando trabalho é realizado profissional de forma desejante, desafiante e prazerosa, o resto vem por acréscimo. Não existe profissão pior, ou melhor; boa ou ruim; com grande ou, pequeno status. O que existe, na realidade, são profissionais 37


mais ou menos competente (pessoal, social, produtiva e cognitivamente). São pessoas que por intermédio de sua maior ou menor motivação, prazer, preparo, dedicação, destacam-se conforme a intensidade da competência técnica associada ao compromisso ético-político com o trabalho que elas exercem.

É importante ficar atento: quando a profissão escolhida está de acordo com o querer-ser de cada um, o resto vem por acréscimo. Identificado o desejo mais íntimo, outro passo importante é conhecer e analisar as oportunidades e condições do mercado de trabalho, antes da decisão, verificando se são compatíveis com:      

Os anseios da pessoa; Suas possibilidades de auto-realização; Condições de trabalho; Segurança; Benefícios; Possibilidades de ganhos e de se fazer carreira.

Estes são fatores que, com maior ou menor peso, devem ser colocados na balança. Quando o querer-ser ainda não está suficientemente claro para o estudante, não há problema. A preocupação com o assunto, por si só, é um bom sinal: significa que o querer-ser está sendo gestado.

MAIS ESCOLARIDADE = MAIS RENDA Não se deve esquecer, porém, que há uma relação direta entre escolaridade e nível de renda, conforme já foi comprovado por diversas pesquisas. Independentemente da profissão, o salário – ou a renda, caso se torne um profissional liberal ou um empresário – estará relacionado ao número de anos passados na escola e, é claro, aos cursos de fato concluídos. 

Essa relação entre escolaridade e renda é verificável até mesmo entre trabalhadores de ocupações idênticas: um caixa de banco que estudou 18 anos ganha mais do que um colega que estudou 16 anos. Entre profissionais que concluíram o ensino superior está igualmente presente essa tendência: um médico que, depois de formado, fez cursos de especialização tem renda mais alta do que um colega que parou de estudar quando recebeu o diploma. Não por acaso, a reputação de excelente médico – é construída a partis de títulos obtidos formalmente na universidade, como mestrado ou doutorado.

38


Além da renda propriamente dita, quase todas as realizações que podem ser extraídas de uma carreira profissional dependem da quantidade de anos investidos nos estudos e dos diplomas obtidos. Que fique claro, portanto, que sem educação formal não existe possibilidade de sucesso profissional. O domínio da escrita é uma das habilidades fundamentais, sem a qual, no mundo moderno, é praticamente impossível aprimorar as capacidades individuais.

2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES INDIVIDUAIS A travessia a ser empreendida pelo educando, além de ser a passagem do mundo infantil para o mundo adulto, é também a passagem do mundo exclusivamente da educação para o mundo do trabalho. Dizemos exclusivamente porque ao ingressar hoje no mundo do trabalho, o estudante, necessariamente, continuará estudando, fazendo cursos e desenvolvendo novas habilidades. 

Aprender a fazer é adquirir um conjunto de habilidades que se dividem em três grandes grupos: 1. Habilidades básicas; 2. Habilidades específicas; e 3. Habilidades de gestão.

HABILIDADES BÁSICAS São as habilidades fundamentais, sem o domínio das quais é muito difícil aprofundar-se no conhecimento de outras habilidades. No mundo atual, o domínio destas habilidades é uma questão de sobrevivência. E de que habilidades, estamos falando?    

Falamos do domínio da leitura; Da escrita; Do cálculo; De falar um idioma além do português.

Estas habilidades básicas, é importante frisar, são de sobrevivência, pois são indispensáveis numa sociedade moderna. As habilidades básicas têm a característica da permanência; é como se fossem o alicerce de uma obra, o casco de um navio. HABILIDADES ESPECÍFICAS São aqueles que tornam um indivíduo capaz de produzir um bem ou um serviço; ou seja, são aquelas habilidades que tornam o individuo um profissional. Estas habilidades têm como característica a flexibilidade, pois precisam acompanhar as inovações tecnológicas. 39


Um bom exemplo de habilidade especifica que praticamente desapareceu com o avanço das novas tecnologias é a datilografia. As antigas máquinas de escrever sumiram dos escritórios, e cederam seu lugar para os computadores. HABILIDADES DE GESTÃO Dizem respeito a dirigir, coordenar, controlar e avaliar o próprio trabalho – a autogestão – ou o trabalho de outras pessoas – a heterogestão. São habilidades que permitem ao individuo ser um empreendedor e um líder. Cada um deve procurar ampliar seus conhecimentos desenvolvendo as três habilidades abordadas, pois já não basta conhecer as habilidades para ocupar um posto de trabalho. Dentro de algum tempo, todo o trabalho exercido hoje será, certamente, executado de forma diferente e mais eficaz do que a atual. É preciso, portanto, não para de aprender; aperfeiçoar a habilidade de desenvolver outras. A aquisição das habilidades abordadas se dá em vários níveis:  Uma é quando se começa a trabalhar após a conclusão de um curso superior;  Outra é quando, ao terminar o ensino fundamental, o estudante faz um curso técnico de nível médio. Ao curso técnico pode-se seguir ou não o curso superior;  Um terceiro caminho é quando à conclusão do Ensino Fundamental se segue um curso de formação profissionalizante – Ministrado por instituições como os Serviços Nacionais de Aprendizagem Rural (SENAR), Industrial (SENAI) ou de aprendizagem Comercial (SENAC). São entidades com mais de cinqüenta anos e que têm, dentre suas atividades, a capacitação profissional para trabalhadores – inclusive desempregados e pessoas de classes sociais desfavorecidas. Outras instituições são os Serviços Nacionais de Aprendizagem do Transporte (SENAT) e de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE);  Uma quarta forma de ingresso no mercado de trabalho é o ensino de algum ofício em organização religiosa, comunitária ou educacional;  Existem cursos livres que capacitam as pessoas por remessas postais, como informática, auxiliar de enfermagem, corte, costura, manequim e desenho etc;  Outra forma ocorre quando a pessoa não possui formação profissional e entra para uma atividade como aprendiz.

A necessidade em desenvolver habilidades específicas atinge todos os grupos profissionais: o mercado de trabalho exige trabalhadores qualificados

3. CURSOS TÉCNICOS E PROFISSIONALIZANTES E FORMAÇÃO SUPERIOR As transformações sociais recentes, cujos reflexos podem ser vistos também no mundo do trabalho, apresentam desafios relacionados aos avanços tecnológicos e às novas expectativas das empresas, obrigadas a enfrentar mercados globalizados e 40


extremamente competitivos. Nesse sentido, a formação não pode mais estar direcionada para o posto de trabalho ou para a “execução de tarefas”; deve, sim, ser dedicada a preparação do trabalhador pensante e flexível, inserido no mundo das tecnologias avançadas. Num país como o nosso, no entanto, que apresenta diversidades físicas, socioculturais e econômicas marcantes, o modelo educacional precisa ser flexível, para permitir que os currículos atendam tanto ao mercado nacional quanto às características regionais, além de se adaptarem às exigências dos setores produtivos De acordo com a atual legislação, a educação profissional é estruturada da seguinte forma:   

Formação inicial e continuada de trabalhadores; Educação profissional técnica de nível, médio; Educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação.

DIRETRIZES CURRICULARERS Na organização e planejamento de cursos técnicos, as instituições devem considerar dois critérios: atendimento às demandas do cidadão, do mercado e da sociedade; conciliação dessas demandas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou rede de ensino. 

São 20 áreas profissionais: agropecuária, artes, comércio, comunicação, construção civil, design, geomática, gestão, imagem pessoal, indústria, informática, lazer e desenvolvimento social, meio ambiente, mineração, química, recursos pesqueiros, saúde, telecomunicações, transportes, turismo e hostilidade.

CURSOS TECNOLÓGICOS O curso superior de tecnologia é essencialmente um curso de graduação, com características diferenciadas, de acordo com o respectivo perfil profissional de conclusão. Na realidade, o curso tecnológico é uma graduação com período de duração mais curto e direcionado para o mercado. O acesso dos demais cursos de graduação. CURSOS DE GRADUAÇÃO Cursos que preparam para uma carreira acadêmica (pesquisa ou ensino em universidade) ou profissional. São os mais tradicionais e conferem diploma com o grau de Bacharel ou título específico (por exemplo, Bacharel em Física), Licenciado (por exemplo, Licenciado em Letras), Tecnológico (como o Tecnológico em Hotelaria) ou título específico referente à profissão (como Médico). O grau de Bacharel ou Título específico referente à profissão habilita o portador a exercer uma profissão de nível superior; o de Licenciado habilita o portador para o magistério no ensino fundamental e médio.

41


É possível obter o diploma de Bacharel e o de Licenciado cumprindo os currículos específicos de cada uma destas modalidades. Além das disciplinas de conteúdo da área de formação, a licenciatura requer também disciplinas pedagógicas e 300horas de prática de ensino. Os cursos de graduação podem oferecer uma ou mais habilitações. Os cursos se dividem em grandes áreas: 

 

 

Ciências Biológicas e Saúde – Biomedicina, Ciências Biológicas, Economia Doméstica, Educação Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Nutrição, Odontologia e Terapia Ocupacional. Ciências Exatas e da Terra – Ciências Agrárias, Estatística, Física, Geologia, Matemática, Medicina Veterinária, Oceanografia e Química. Ciências Humanas e Sociais- Artes Cênicas, Artes Visuais, Ciências Sociais, Direito, Filosofia, Geografia, História, Letras, Músicas, Pedagogia e Psicologia. Ciências Sociais Aplicadas – Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências da Informação, Comunicação Social, Hotelaria, Serviço Social, Secretariado Executivo e Turismo. Engenharias e Tecnologias – Arquitetura e Urbanismo, Computação e Informática, Design, Engenharias e Meteorologia. Licenciatura – Habilitam o estudante para o magistério no ensino fundamental e médio.

Os cursos tecnológicos são oferecidos no nível de graduação: com período de duração mais curto, são direcionados ao mercado. 4. DIREITOS DO ADOLESCENTE APRENDIZ Existem diversas leis que regulam o trabalho de crianças e jovens. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dedica um capítulo inteiro ao assunto, também abordado na Lei n°8.069, de 13 de julho de 1990 – conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O art. 2° dessa norma considera criança a pessoa que tem de 0 a 12 anos incompletos, e adolescentes, os que têm de 12 a 18 anos de idade. Os principais fundamentos da proteção do trabalho da criança e do adolescente são:   

De ordem cultura, a criança e o adolescente devem poder estudar e receber instruções; De ordem moral: eles devem ser proibidos de trabalhar em locais que prejudiquem sua moralidade; De ordem fisiológica: não devem trabalhar em local insalubre, penoso,

O objetivo dos cursos técnicos e profissionalizantes é garantir perspectivas de trabalho para jovens e facilitar o acesso ao mercado; atender a profissionais que sentem falta de uma melhor qualificação para exercer suas atividades; além de ser um instrumento eficaz de reinserção do trabalhador no mercado de trabalho.

42


perigoso, à noite, para que possam se desenvolver de maneira normal; De ordem de segurança: devem ser resguardados com normas de proteção, para que se evitem acidentes de trabalho.

O art. 7º do ECA diz: “ a criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida, e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. O interessante é que o art. 68 do Estatuto da Criança e do Adolescente possibilita um programa social de caráter educativo, sob responsabilidade governamental ou não governamental, sem fins lucrativos, que assegura ao adolescente participar de capacitação para o exercício de atividade regular remunerada, isto é, um trabalho educativo, considerado atividade laboral, no qual as exigências pedagógicas na venda, que ao mesmo tempo não desfigura o caráter educativo e também não caracteriza vínculo empregatício. Aqui entra o importante papel dos Serviços Nacionais de Aprendizagem da Indústria (SENAI), do Comércio (SENAC), do transporte (SENAT) e Rural (SENAR). Os serviços que estes estabelecimentos proporcionam se encarregam de garantir os primeiros passos a crianças e adolescentes. Atualmente, estabelecimentos de qualquer natureza (mercantil, industrial, de serviços, bancários etc.), são obrigados a empregar e matricular nos cursos de Serviços Nacionais de Aprendizagem de 5% a 15% de aprendizes (porém, as empresas poderão contratar um número maior que 15%; no caso de empresas que possuam mais de um estabelecimento, deve haver de 5% a 15% de aprendizes em cada um deles), sob pena de pagar multa administrativa à União, conforme o art. 434 da CLT. O art. 428, parágrafo 2° da CLT, indica que ao menor aprendiz é garantido salário mínimo, salvo condição mais favorável. Portanto, o menor aprendiz não pode ganhar menos de um salário mínimo por mês. O contrato de Aprendizagem não pode ser estipulado por mais de dois anos (art.428, parágrafo 3º da CLT). O contrato deve ser de prazo certo. Excedido o prazo de 2 anos, o pacto transforma-se em contato de prazo indeterminado, que gerará contrato de trabalho comum. Não poderá também o contrato de aprendizagem ser prorrogado mais de uma vez para atingir o máximo de 2nos. O contrato de Aprendizagem deve cumprir uma série de requisitos enumerados no art.428, parágrafo 1° da CLT. São eles: 

 

Anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social. O contrato deverá ser escrito. As anotações da CTPS devem ser feitas pelo empregador e não pela entidade onde se desenvolve a aprendizagem; Caso o menor não tenha concluído o ensino fundamental, deverá apresentar matrícula e freqüência escolar; Inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica (atividades teóricas e práticas). Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecem cursos ou vagas suficientes para atender a demanda dos 43


estabelecimentos, esta poderá ser suprida por Escolas Técnicas de Educação ou entidades sem fins lucrativos., que tenham por objetivos a assistência ao adolescente e à educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes (art. 430 da CLT).

PROIBIÇÃO DO TRABALHO INFANTIL A CLT enumera algumas situações em que não se permite que o adolescente venha a trabalhar: 

Trabalho noturno – art. 427 da CLT: o período noturno se destina ao descanso ou repouso das pessoas. O trabalho noturno é aquele realizado das 22às5horas na atividade urbana; das 20 às 4 horas na pecuária e das 21 às 5 horas na lavoura para empregado rural. A constituição Federal proíbe o trabalho de jovens nesse período; Trabalho insalubre – art. 405, I da CLT: ao adolescente menor de 18 anos é proibido o trabalho em qualquer condição insalubre, não somente nas indústrias, mas em, qualquer local que ofereça insalubridade e em locais onde haja exposição ao benzeno e seus derivados; Trabalho perigos – art. 405, I da CLT: são aqueles trabalhos que utilizam explosivos ou inflamáveis, ou que manipulam energia elétrica, fios de alta tensão e outros; Trabalhos penosos: são trabalhos prejudiciais, como trabalhar em minas ou em subsolos, pedreiras, obras em construção civil, remoção de objetos pesados, movimento repetitivos, trabalho imoral e outros que prejudiquem a saúde da pessoa; O adolescente não poderá trabalhar em locais que prejudiquem sua formação, desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola (art. 403, parágrafo único da CLT).

O pai, a mãe ou o tutor são os responsáveis legais, e deverão, portanto, afastar os jovens de trabalhos que diminuam seu tempo de estudo, reduzam o tempo de repouso necessário a sua saúde e constituição física ou prejudiquem sua educação moral. Já o empregador deve proporcionar tempo suficiente para que o menor freqüente as aulas (art. 427 da CLT). Pode haver pagamento de salários mas no caso de rescisão do contrato de trabalho, o aprendiz deverá ser assistido por seus responsáveis legais, sob pena de nulidade. O contrato de Aprendizagem será extinto ao seu final, ou quando o aprendiz completar 18 anos, ou ainda antecipadamente nas seguintes condições:    

Desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, Falta disciplinar grave, Ausência injustificada a escola que implique perda do ano letivo; e A pedido do aprendiz. 44


5 ESTUDO E CONHECIMENTO: AS BASES DA PROFISSIONALIZAÇÃO Diferentemente do adulto, que pode e deve exercer seus direitos – direito de votar, de expressar opiniões, de ir e vir, de se filiar a associações ou de escolher uma profissão - a criança tem o “direito de ser obrigada a estudar”. Evidentemente, a criança não sabe que tem esse direito, e cabe a seus responsáveis – ou ao Estado – garantir que ela seja obrigada a estudar. Pode-se dizer, numa analogia, que jovens que estão concluindo o ensino médio têm o direito de ser incentivados a continuar estudando. De início, convém enfrentar uma questão terrível: por que os jovens – salvo exceções – não gostam de estudar? Sabe-se que existem milhares de razões individuais e/ou familiares, como falta de tempo, ambiente familiar tumultuado, falta de dinheir o, A oferta de empregos no mercado de trabalho é sempre maior para proble mas os trabalhadores que atualizam conhecimentos. de saúde, entre tantos outros. Porém, existe uma explicação geral para essa ausência de gosto pelos estudos.  

Os jovens – e adultos também! – não gostam de estudar por que ninguém foi educado a tirar prazer do ato de adquirir conhecimento. Desde cedo todos são levados a acreditar que a felicidade mora lá fora, na praia, no sol, no carnaval, no futebol ou na balada noturna. Estudar, por sua vez, é encarado como um pesado fardo do qual cada um precisa se livrar o mais rápido possível.

Na origem dessa percepção está outro problema que merece ser abordado: a ausência de incentivo para buscar o conhecimento. O incentivo dado pelo professor em sala de aula é, evidentemente, imprescindível, mas é igualmente importante o incentivo que vem das conversas em família e com amigos. Uma vez que entre “os brasileiros” é pouco difundido o hábito de conversar sobre “assuntos da escola”, os temas analisados em sala de aula costumam permanecer restritos àquele ambiente.

Dessa forma, além do trabalho feito em sala de aula, é necessário despertar o interesse das crianças e jovens para aprendê-lo, fazer com que o conteúdo das disciplinas seja reconhecido por eles na vida cotidiana.

45


O mais importante, no entanto, é que ninguém pode ser dar ao luxo de para de estudar. Adquirir conhecimento é fundamental para quem deseja manter sua empregabilidade, ou seja, sua condição de ser absorvido pelo mercado de trabalho. Já faz tempo que se aprende também, e muito, fora da escola. O conhecimento vem de muitas fontes: vem da televisão, das revistas, dos jornais, da convivência com as pessoas, da Internet. É preciso ser um caçador de conhecimento. Para isso, profissional precisa abrir um leque do conhecimento que já possui. Procurar conhecer um mundo em transformação permanente é essencial para movimentar-se nele. Pode-se afirmar, sem medo de errar, que o conhecimento é o maior capital que se pode obter. O que tem valor hoje não é força do trabalho, mas o conhecimento de quem trabalha. O conhecer aqui falado se refere também ao que é chamado de cultura geral, de sentir a alegria que vem do conhecimento, do estudo e da curiosidade intelectual. É exercitar a memória, a alegria e o pensamento. É prestar atenção nas coisas e nas pessoas. É um aprendizado que não tem hora nem lugar: todos aprendem em diversas ocasiões da vida por meio de leituras, trabalhos escolares, da convivência com os outros e das viagens realizadas. A TV, por exemplo, é um meio de comunicação importante, mas que deve ser visto de maneira crítica. Ver a TV criticamente é fazer dela um instrumento de aprendizagem, é saber filtrar toda aquela avalanche de informações, imagens, entretenimento e forma de conhecimento.

6 OSIGNIFICADO DO SUCESSO – ACÚMULO DE BENS OU REALIZAÇÃO PESSOAL? Existem pessoas que fazem a opção por determinado curso ou profissão simplesmente pela remuneração possível ou pelo status que ela pode representar socialmente, deixando em segundo plano os seus sonhos profissionais, desejos e prazeres. Não existe profissão pior, ou melhor; boa ou ruim; com grandes ou pequenos status. O que existe, na realidade, é profissionais mais ou menos competentes (pessoal, social, produtiva e cognitivamente). São pessoas que, por intermédio de sua maior ou menor motivação, prazer, preparo, dedicação, destacamse conforme a intensidade da competência técnica associada ao compromisso pessoal com o trabalho que elas exercem. Os sonhos – de realização profissional, de bem-estar material ou de felicidade afetiva – são o ponto de partida necessário para um projeto a ser perseguido. É claro que esse duplo exercício mental – um olho na realidade e um nos projetos de vida – é constantemente submetido a provações de toda ordem. De um lado, os supostos exemplos de jovens que se tornaram muito ricos com o futebol ou 46


com a música, por exemplo. De outro, as dificuldades concretas vivenciadas pelos jovens e suas famílias, e que muitas vezes são motivos reais de abandono ou de adiamento e projetos. Entretanto, o desenvolvimento pessoal, resultado da ampliação do conhecimento, poderá assegurar a capacidade de se manter, de modo realista, na perspectiva da construção de um projeto profissional.

O TRABALHO PODE E DEVE SER UMA FONTE DE PRAZER

Muito se fala da realização pessoal. Apesar de diversos apelidos – tais como felicidade, satisfação interior etc. – e de seus inúmeros parentescos com outras necessidades humanas, ela se destaca por ser mais abrangente, subjetiva, complexa e desejada. Todos sabem qual a importância, e a diferença que faz lidar e trabalhar com pessoas que se sintam realizadas. Seus efeitos vão além do brilho nos olhos, das atitudes, mas se refletem também nos resultados profissionais. O primeiro desafio é conquistá-la; o segundo mantê-la. Mas como? Esta reflexão deve começar por entender quais são os obstáculos encontrados ao longo do caminho e perceber que ele será mais fácil, ou mais difícil, dependendo das condições do profissional. O primeiro obstáculo diz respeito à relação com o trabalho: o trabalho é prazeroso? Ele contribui, efetivamente, para a realização da missão pessoal? Nele o indivíduo usa todo o seu talento? Se as respostas são positivas, certamente os obstáculos serão mais facilmente superados, pois o trabalho não é uma mera obrigação ou ocupação, mas uma oportunidade de realização pessoal, que ultrapassa o domínio da remuneração. Outro obstáculo é a “Tirania do Devo”; isto é, quando a pessoa leva a vida se preocupando apenas em corresponder às expectativas das outros, agir conforme as regras sociais e os papéis que desempenha e se esquece daquilo que verdadeiramente deseja e a faz feliz. 

Da mesma forma que a “Tirania do Devo”, é preciso uma forte dose de autoconhecimento, para reconhecer os próprios pontos fortes, as qualidades positivas e os talentos particulares. Para isso é necessário também receber feed-back (retornos) positivos por parte dos outros – para aumentar a auto-estima e construir um sentimento de autoconfiança, que é a base da segurança pessoal.

Os medos também são um obstáculo. Na infância é permitindo ter medo. Os adultos, no entanto, fingem não sentir medo, tentam ignorá-lo e acabam muitas vezes não se dando conta do quanto ele impede a ousadia e realização. 47


Alguns medos são concretos; outros são imaginários. Uns são conscientes; outros inconscientes. Porém, todos, se não enfrentados, podem paralisar. É preciso desenvolver a capacidade de correr riscos, de tomar de cisões, de estimular a coragem de agir... Quantas vezes os profissionais desistem antes mesmo de tentar?

O sucesso na superação dos obstáculos depende muito do grau de automotivação, do autocontrole, do “preparo psicológico” e outras condições de cada indivíduo. O importante é que, ao longo do percurso, cujo fim é desconhecido, seja possível realizar uma auto-avaliação, para verificar se este é o caminho certo. Se a resposta for “sim”, é hora de respirar fundo, tomar fôlego e continuar. Se for “não”, então não há dúvida de que é fundamental mudar de caminho, pois os caminhos podem ser vários, mas não podemos perder de vista o nosso objetivo: a realização pessoal, a felicidade, muito mais do que apenas a realização material. 7 TEMPO LIVRE E LAZER Os primeiros seres humanos passavam a maior parte do tempo dedicando-se às atividades que lhes garantissem a sobrevivência, como a caça, a pesca, a procura de vegetais que lhes servissem de alimento. Vida e trabalho se misturavam, o trabalho se confundia com a existência das pessoas. Na Antiguidade, os povos mais poderosos, como gregos e romanos, dominaram outros povos mais fracos e fizeram escravos. Isso permitiu que certos grupos de pessoas pudessem usufruir de tempo livre para se dedicar a outras atividades como a filosofia, as artes ou o desenvolvimento da ciência. Também na Idade Média, os domingos e feriados religiosos eram dias festivos que permitiam o usufruto do tempo livre para os trabalhadores. Na Era Industrial, o tempo livre quase desaparece: os trabalhadores são submetidos a intensas jornadas de trabalho, em média de 85 horas semanais (aproximadamente 12 horas por dia ). Para crianças e adolescentes, neste período, praticamente não existiu o tempo livre: ao sair da infância, a criança imediatamente entrava no mundo adulto, no mundo da produção.

Foi com o desenvolvimento da Era Industrial, principalmente a partir do avanço da tecnologia, que a educação adquiriu uma nova e gradual importância. A infância e a adolescência passaram a ser vistas como uma fase de preparação apara o ingresso futuro no mercado de trabalho. É assim que as crianças e os jovens passam a dispor de mais tempo livre. 48


Lazer e trabalho se completam: os momentos de descanso são imprescindíveis para a reposição das energias e, por conseqüência, 1. Epara a elevação da produtividade no ambiente profissional.

Muitos pensam que o tempo livre é usado apenas para a ociosidade e o entretenimento. Mas não é

d ucação permanente: o trabalhador deve procurar aumentar suas habilidades básicas, especificas e de gestão durante o tempo livre, a fim de garantir sua empregabilidade (capacidade de se manter no mercado) no mundo do trabalho. 2. Trabalho voluntário: significa ajudar a melhorar o mundo a sua volta, por meio da cooperação e da solidariedade. Essa tendência vem crescendo cada vez mais, no Brasil e no mundo. 3. Entretenimento: cresce a busca pelo lazer criativo, onde as pessoas aliam diversão e informação. A indústria do entretenimento esta em pleno processo de crescimento, e vem gerando cada vez mais empregos para as pessoas. Mas, para lidar com essa indústria, é necessário desenvolver um senso crítico, para não se submeter aos interesses do comércio e do consumo.

LAZER: UM ASSUNTO SÉRIO A tradição de nossa sociedade sempre foi a de supervalorizar o trabalho e desconsiderar o lazer. Hoje, a partir do próprio desenvolvimento da civilização industrial, com enormes e constantes progressos tecnológicos, a temática do lazer foi recolocada na pauta de preocupações para o século XXI. Algumas tendências merecem destaque:  

Há uma diminuição das horas de trabalho e um aumento do poder aquisitivo de amplas parcelas das populações urbanas; O lazer, o tempo livre e o descanso passam a ser ponderável fonte de trabalho em nossa época, aumentando consideravelmente o setor terciário da economia; Passa a predominar a concepção de que o uso de horas livre é rico em possibilidades para o desenvolvimento individual, grupal e comunitário.

O sociólogo italiano Domenico de Mais declarou certa vez que todas as grandes ideias que modificaram o mundo do trabalho surgiram nos momentos em que as pessoas não estavam trabalhando, mas sim usando adequadamente seu tempo livre.

49


Lazer e trabalho se articulam, se completam. E devem ser entendidos e praticados com vistas ao nosso desenvolvimento pessoal e social: fontes de crescimento das pessoas, dos cidadãos e dos trabalhadores. Outro ponto importante está ligado ao entendimento do lazer como fonte de trabalho para muitos profissionais. Os jovens, portanto, devem pensar nessa crescente indústria de duas maneiras: a primeira, como usuário desse sistema, e a segunda, como possível campo de trabalho. São exemplos dessa expansão: o aumento dos parques temáticos, complexos de lazer, turismo ecológico; grupos musicais e teatrais, campings, roteiros de viagens ecológicas e culturais, dentre outros.

8. TRABALHO INFANTIL: SITUAÇÃO E PREVENÇÃO O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil -12 de junho – especial na luta pela implementação das ações de promoção de social de crianças e adolescentes precocemente inseridos no expostos a situações de violência e exploração que desenvolvimento pleno.

marca um momento cidadania e inclusão mundo do trabalho, comprometem seu

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2003), do IBGE, o Brasil tem 2,7 milhões de crianças e adolescentes, na faixa dos 5 anos, explorados no trabalho infantil.  

A legislação brasileira proíbe o trabalho de crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos. A partir de 14 anos o adolescente pode se tornar um aprendiz, desde que o trabalho não atrapalhe os estudos.

PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL O Brasil é o único país do mundo a dotar um Programa pela Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), existente desde 1996. O programa é resultado da mobilização da sociedade para garantir o direito ao não trabalho na infância. Seu principal objetivo é retirar crianças e adolescentes, de 7 a 15 anos, do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante. Atualmente, as ações de proteção especial às crianças e adolescentes vêm sendo transformadas em política pública e ações continuadas a serem executadas regularmente por meio do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). Ao lado disto, existe o compromisso do governo federal de alcançar e retirar todas as crianças e adolescentes do trabalho infantil. 

Em 1995, eram 5,1 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos explorados no trabalho, ou seja, 13,74% da população nessa faixa etária.

50


Houve, uma redução de 47,5% do uso de mão-de-obra infantil neste período, o que significa que 2,4 milhões de crianças e adolescentes, de 5 a 15 anos, deixaram de trabalhar.

LEGISLAÇÃO Atualmente, a legislação brasileira é considerada uma das mais avançadas em relação à proteção da infância e da adolescência, inclusive com a ratificação pelo Brasil de convenções internacionais. Artigo 7°, inciso XXXIII, da Constituição Federal – “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”. Artigo 227 da Constituição Federal – “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, a alimentação, a educação, ao lazer, a profissionalização, a cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. O Estatuto da Criança e do Adolescente, que no próximo dia 13 de julho completa 15 anos de vigência, Capitulo V, art.67: “(...) é vetado: 1)o trabalho noturno; 2)o trabalho perigoso, insalubre ou penoso; 3)o trabalho realizado em locais prejudiciais à formação das crianças e adolescentes; 4) o trabalho realizado em horários e locais que não permitem a freqüência à escola de crianças e adolescentes”. Capitulo II, artigo 17: “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos calores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”. Convenção 138, da OIT, sobre idade mínima, de 1973: objetiva a abolição do Trabalho Infantil ao estipular que a idade mínima de admissão ao trabalho ou ao emprego não deverá ser inferior à idade da conclusão do ensino obrigatório. Convenção 182, da OIT, sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil, de 1999: obriga a Nação que a ratifica a adotar medidas imediatas e eficazes que garantam a proibição e a eliminação das Piores Formas de Trabalho Infantil em caráter de urgência. Com a ratificação da Convenção 182, o Brasil se comprometeu a proibir a utilização de menores de 18 anos nas chamadas “piores formas de trabalho infantil” (todas as formas de escravidão ou práticas análogas, exploração sexual infantil, utilização de crianças em atividades ilícitas e nos trabalhos que são susceptíveis de prejudicar a saúde, a segurança e a moral da criança) e a punir os responsáveis. A convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, de 1989 consagrou a doutrina de proteção integral e de prioridades aos direitos da infância.

51


A legislação brasileira proíbe terminantemente o trabalho infantil: o Brasil também é signatário das principais convenções internacionais que combatem a utilização da mão-de-obra de crianças.

ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referencia a Proposta Pedagógica do Programa Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa d Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática seguindo as orientações contidas no Programa: 

    

O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas; O aluno, e/ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar; O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos; O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse do tema, irá pesquisar para fornecer a informação (correspondente ao tema) à turma; O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades sobre o assunto para serem respondidas; e A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual

Atividade em Grupo

Atividade com toda a Turma

PRIMEIRO MOMENTO – DELIMITAÇÃO DA PESQUISA – PESQUISA - LEITURAARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

LEITURA DE BASE TEÓRICA

Nesta Atividade, o professor vai orientar os alunos para que eles busquem as respostas por meio da observação do cotidiano, de coletas de dados, de entrevistas a pessoas que possam auxiliá-los a obter a informação correta sobre o assunto e também por intermédio das informações obtidas nas atividades desenvolvidas anteriormente. O professor determinará se a atividade será realizada individualmente ou em grupo. 52


1ª ATIVIDADE Pesquise o significado dos termos em fontes diversificadas e colete, dados para serem inseridos (escrever) em um texto para informar sobre o assunto.                    

Trabalho Revolução industrial Trabalho cientifico Trabalho informal Gestão participativa Tecnologia SENAR SENAI SENAC SENAT SEBRAE Formação profissional Cursos técnicos Mercado de trabalho Curso profissionalizante Cursos de graduação Política trabalhista Conselho tutelar Trabalho insalubre Indústria do entretenimento

2ª ATIVIDADE Consulte, para informar em um texto explicativo, cursos voltados para o treinamento e capacitação do adolescente que estão de acordo com o estabelecimento na ECA e na CLT. Informe os passos ou os procedimentos necessários para que o adolescente de 12 a18 anos de idade possa participar do Programa “Adolescente Aprendiz” remunerado. Relacione órgãos ou empresas que oportunizam este trabalho e como é feita a seleção. Verifique se a escola tem como auxiliar no encaminhamento e informe sobre o direito estabelecido por lei ao adolescente que deseja participar deste Programa. 3ª ATIVIDADE Relacionar (listar) ou desenhar as atividades voltadas para o lazer onde há a contratação remunerada de profissionais para atender os trabalhadores de outros setores. Registre os benefícios do lazer para o trabalhador e sua família. Utilizando gravuras registre atividades de lazer que geram emprego. 4ª ATIVIDADE Coletar informações sobre tipos de trabalhos realizados em diferentes setores. Registre sua contribuição para o consumidor, sua importância, periodicidade e o trabalho realizado pelo empregado. 53


SETOR

ATIVIDADES

QUEM TRABALHA

O QUE FAZ?

OBJETIVO

Sugestão de alguns setores para a abordagem:              

No lar No transporte Na padaria No banco Na agricultura doméstica Construção civil Na segurança No comércio Na economia informal Nos departamentos públicos No hospital Na feira Na indústria do entretenimento Outros.

5ª ATIVIDADE 1- Nesta atividade, o professor deverá colocar um conjunto de palavras, para direcionar a coleta de dados sobre o assunto. 2- Após a pesquisa os alunos deverão elaborar textos sobre o assunto. 3- Os textos serão distribuídos aos alunos para realizarem a investigação. TEMAS      

Trabalho x Função social Revolução industrial x Inovações Tecnológicas x Mudanças na Economia x Força de Trabalho Força de trabalho x Século XVII, século XIX, século XX e século XXI Trabalho Científico x Progresso Trabalho Assalariado x Consumo x Lazer Trabalho Humano no Século XXI – domínio do homem sobre os elementos da natureza (terra, água, fogo e ar) x Modernização Acelerada x Capacitação por meio do Estudo. Escravidão no Brasil Colonial e no Brasil Império x Escravidão no Brasil Contemporâneo x Escravidão no Mundo Contemporâneo – condições de vida e violação de direitos Regime Escravista praticado – pelos Madeireiros, minerados, agricultores – no Brasil 54


   

Exclusão Econômica x Exclusão social x Estudo x Inclusão Estudo e Conhecimento x Bases de Profissionalização Adolescente Aprendiz x Estágio Remunerado x Inserção no Mercado de Trabalho Etc.

Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a título de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade do grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento. 1ª ATIVIDADE Para muitos operários de qualquer parte do mundo, o cotidiano do trabalho é quase sempre desgastante. Dificuldades de hoje, eram ainda maiores nas primeiras décadas do século XX, por que as leis que regulamentavam as relações entre patrões e empregados, além de poucas, não eram respeitadas. Colete dados sobre as condições de trabalho nas primeiras décadas do século XX. Registre iniciativas governamentais que regulamentaram os direitos dos trabalhadores no Brasil. Registre iniciativas dos trabalhadores de sua cidade ou de outras regiões para conquistar direitos sociais que foram incorporados às relações entre patrões e empregados. Crie uma linha do tempo registrando as conquistas alcançadas em um determinado segmento:  

Escolha em segmento de trabalho da sua cidade; Vá ao sindicato ou onde puder obter informações para realizar registros oficiais.

Use sua criatividade para confeccionar a linha do tempo para que seja eficiente a informação. Registre uma conclusão abordando sobre as expectativas que ainda devem ser conquistadas além do salário. 2ª ATIVIDADE “... em uma sociedade é necessário que as pessoas aprendam uma série de coisas: saber ler, escrever e calcular, aprender profissões, dominar várias ciências e tecnologias. Esses conhecimentos nos são exigidos para que possamos participar da vida em sociedade e da produção de bens e riquezas. Aqueles que não tiverem tais conhecimentos provavelmente terão algumas dificuldades para se inserir na vida social e na vida produtiva”. Olhar Geográfico – coleção Geovida p.40 - IBEP 55


Observar grupos diferenciados de trabalhadores para registrar as rotinas que são realizadas pelos indivíduos e o fruto do seu trabalho. GRUPOS

ROTINA

OBJETIVO DE SUA TRANSFORMAÇÕES ATIVIDADE NO COTIDIANO

Estudante Religioso Políticos Artista

Observar para registrar as coisas que você utiliza no seu dia-a-dia que são frutos do trabalho do homem que realiza atividades interagidas com o cotidiano. Faça um painel com gravuras/cenas para informar.

3ª ATIVIDADE O trabalho do homem é um complexo de atividades, voltadas para atender as suas necessidades pessoais e as necessidades coletivas. O homem produz nos diferentes setores e o fruto do seu trabalho retorna para a sociedade. Fazer uma pesquisa, utilizando bibliografias que podem auxiliá-lo ou entrevistando quem pode auxiliá-lo, para registrar personagens do Mundo ou de sua cidade e os seus feitos (frutos do seu trabalho). Registre e divulgue o mural que pode ser intitulado: GENTE QUE FAZ. a) b) c) d) e) f) g)

conhecimento criatividade avanço tecnológico atendendo desejos lendo necessidades alegria e lazer economia do tempo

Verificar se na sua cidade há personagem que voltou o seu conhecimento para o benefício da população. CIDADÃO

ATIVIDADE REALIZADA

BENEFÍCIO COLETIVO

Coletar cenas de trabalho que foram representadas por autores, pintores, fotógrafos desde os primórdios dos tempos criando uma linha do tempo. Registrar como informação as forças de trabalho empregadas para a realização dos trabalhos que estão apresentadas nas imagens. Selecionar uma cena e fazer um paralelo, comparando-a (se possível) com a modernização da força de trabalho no século XXI. Utilize recursos criativos para divulgar o seu trabalho. 56


Pesquisar, entrevistar, observar para construir um painel com a produção ocorrida através do trabalho humano que revelam o seu domínio nos quatro elementos do Planeta Terra (terra, água, fogo, ar). Registrar a atuação do homem voltado para a economia de tempo/horas e o objetivo. Entrevistar uma pessoa da 3º idade para registrar um texto histórico sobre sua época de trabalho e como vê a atuação dos profissionais na mesma atividade hoje, Com era? O que mudou? Produzir um anuário estatístico da sua escola para caracterizar o perfil do estudante e o papel da escola na sua vida (expectativas de futuro). Sugestão: Coleta de dados da realidade dos alunos de sua turma:    

identificação: nome/origem/cor..... dados escolares/ grau de instrução: o que fazer e ser (profissão) família: número de componentes; grau de instrução; profissão; fonte de renda dados econômicos - renda da família ( 1 salário....) - moradia própria ou alugada dados gerais - aluno trabalhador - atividade que desenvolve - aluno só estudante – atividade que desenvolve; situação na escola; principais dificuldades; desejos de sucesso; como pode ser ajudado na escola.

1) Organizar questionários para a pesquisa e aplicação dos questionários. 2) Tabular os dados e construir gráficos. 3) Conclusão em relatório da realidade coletada nos questionários. Apresentar os dados em sala. Encaminhar o relatório para a coordenação pedagógica e ao serviço de orientação de sua escola para viabilização de atendimento, conforme o perfil dos alunos. Convidar ex-alunos para dar depoimento de sua trajetória estudantil e o resultado alcançado. 4º ATIVIDADE Imagine que você é um cartunista. Utilize as técnicas do grafite ou da colagem para registrar o Mundo do Trabalho. Criatividade e mãos de obra. Contemple o seu trabalho, cenas que informem:   

ascensão no mercado de trabalho; qualificação, a especialização profissional; as conseqüências do desemprego.

5º ATIVIDADE

57


Os seres humanos não nascem trabalhadores. Eles se tornam trabalhadores pela aquisição de habilidade e conhecimento. Faça uma coleta de dados, visitando diferentes setores de sua cidade para listar: a) atividades que atualmente estão sendo solicitadas no mercado de trabalho; b) atividades que foram extintas ou que se encontram em vias de extinção; c) exigências atuais para o trabalhador possa estar inserido no mercado de trabalho. 6º ATIVIDADE No Brasil há poucas cidades que têm o saneamento básico organizado e seguro. Há a necessidade de se implantar em todas as cidades uma rede técnica para o saneamento básico e para a coleta de lixo com o objetivo de garantir a saúde da população. Faça uma pesquisa de campo para compor um documento avaliando o saneamento de sua cidade. Elabore um relatório e apresente-o como se fosse um palestrante. Sugestão de roteiro para a coleta de dados: a) da rede de saneamento básico e de coleta de lixo. Abrangência; atendimento; custo para a população acessível; cobrança da taxa de lixo; localidades que não tem o atendimento (como são?). b) operadores da rede; empresa pública ou privada ou clandestina. c) Há estações de tratamento dos esgotos domésticos? Há tratamento para os afluentes industriais? Qual a participação das empresas nesse tipo de tratamento? d) Como é o sistema de descarte do lixo? Ele é descartado em lixões ou aterros sanitários? Onde se situam? Há métodos de incineração do lixo? Há usina de compostagem? As formas de tratamento do lixo produzem efeitos colaterais, tais como a produção de chorume, que contamina os cursos d`água e os lençóis subterrâneos? e) Funcionários que trabalham na usina de compostagem. Normas para a prevenção do trabalhador. f) Há locais para o lixo hospitalar? Há lugares reservados para outros resíduos de risco (lixo químico e radioativo)? g) Há coleta seletiva do lixo e reciclagem? Como funciona? Após a coleta das informações apresente o resultado da pesquisa de campo e relate as condições de trabalho existentes, as condições necessárias para adequar o saneamento de sua cidade (propostas de melhorias), as ações necessárias que deverão ser adotadas pela população, pela prefeitura e uma proposta de ação que será desencadeada na escola para conscientizar o aluno. Encaminhar em forma de documento as propostas à população, à prefeitura e à secretária de educação para estudo e aplicação de procedimentos que possibilitarão a conscientização de que

58


todos são agentes responsáveis pela situação existente e que também são os principais agentes para a transformação Fazer um vídeo sobre a questão do Saneamento (reportagem, encenação, imagens comentadas...) e apresente para a sua turma. O professor poderá criar uma semana de vídeos para a promoção de debates. 7º ATIVIDADE Ao se dedicar a uma atividade, o homem busca meios para atender os objetivos de sucesso. Empregador tem direito. Trabalhador tem direito. Visite uma empresa para conhecer os objetivos (missão), os setores existentes que propiciam a sua organização e alcance das metas pré-estabelecidas, a dinâmica de trabalho diário, as formas de avaliação que são indicadores para as mudanças, a escolha dos profissionais para compor o quadro. Após conhecer a dinâmica de funcionamento, imagine-se um empregador, e:     

determine a atividade; estabeleça critérios para a contratação de pessoal qualificado (elabore uma entrevista); apresente as exigências para o cargo a ser ocupado redija um contrato de trabalho nos moldes oficiais; apresente sua empresa para a turma.

Criar um anúncio, para captação de profissional para selecionar/contratar. Faça uma propaganda, utilizando recursos visuais da sua empresa apresentar a propaganda, relatando a que público deseja atingir e o porquê. 8º ATIVIDADE As novas exigências do mercado de trabalho. Consultar o caderno de classificados de um jornal ou propagandas de profissões relacionadas às novas tecnologias. Enumere as exigências ou as condições exigidas para ser admitido/exercer o cargo, as exigências de formação e os salários propostos aos profissionais de cada área. Concluir relacionando profissão X profissional X valorização X o diferencial para ser contratado. Visite o centro de capacitação de profissionais da sua cidade (SENAI – SESC – SENAC – SEBRAE..) para coletar informações sobre os cursos oferecidos – objetivo, programa, duração, público atendido, inserção do cursista no mercado de trabalho, material oferecido pelo curso, material adquirido pelo cursista e formas de treinamento.    

Divulgar os cursos mais procurados relatando causas. O setor da economia a que se destina. O resultado alcançado. Como eles elegem os cursos a serem oferecidos. 59


Seleção adotada para a contratação do profissional que vai ministrar o curso......

Elaborar uma matéria jornalística sobre o assunto para ser afixada no mural da escola. Criar um mural para afixar a oferta e a procura de profissionais para a realização de trabalhos de sua comunidade (os alunos podem divulgar, oferecendo a mão-deobra de alguém que precisa trabalhar ou que é um bom profissional para prestar pequenos serviços). 9º ATIVIDADE Professor. Pintor. Escritor. Operador de Caixa. Vendedor. Varredor de Rua. Assistente Social. Balconista. Office Boy... Todos trabalhando e produzindo. Sem eles o mundo pára? Consultar nos departamentos que podem repassar informações legais sobre as profissões existentes ou as profissões selecionadas pelos alunos, para descrever:       

o que é? importância da atividade; como o individuo possa ser inserido nesta profissão (de ser este profissional)? campo de atuação (mercado de trabalho)? remuneração inicial; aprimoramento (atualização) de que forma? e criar uma cartilha informativa com as profissões para ser editada e distribuída na escola (buscar parcerias para edição) ou na comunidade.

Entrevistar para coletar, o “sonho de futuro” da sua turma em relação a atividade que deseja desenvolver quando adulto. Registre as profissões escolhidas pelos alunos de sua turma. Tabule criando um gráfico para ser apresentado na sua turma. Condensar as informações apresentadas pelos grupos para elaborar um gráfico da escola. Sonho de Futuro Porquê? Entreviste pessoas de diferentes profissões para redigir um texto sobre o trabalho na sociedade contemporânea. Sugestão para abordagem:       

horas dedicadas ao trabalho; tempo dedicado ao conhecimento e porquê; coisas que deixa de fazer por causa do trabalho – o que sente; tendo tempo o que faz ou o que gostaria de fazer; utilização do tempo destinado para alimentação; rendimento voltado para quais objetivos; dificuldades enfrentadas diariamente; 60


 

“ medos” e iniciativa para superá-los; Agente motivador.

Condense as informações apresentadas em um texto e crie um painel. Escolher um trabalho do terceiro setor para coletar informações sobre a dinâmica que movimenta a permanência do individuo no quadro profissional. - banco – supermercado – loja comercial etc. Registrar os indicadores utilizados para mensurar os resultados de produção qualificada e a forma de como é dado a conhecer ao trabalhador a avaliação do seu desempenho. Fazer um quadro tendo como título o trabalho escolhido. Colocar o que é exigido para ser p trabalhador do mês e o “prêmio” recebido por ele. Criar um quadro de elogios para contemplar alunos, professores, funcionários, famílias, intitulado: Você é Qualidade 

Escrever os itens ou atividade que o destacou dos demais.

Sugestão: Relacionar uma pessoa de cada setor ( se houver) e as ações que ela realizou (de que forma).

10º ATIVIDADE Desenhar uma atividade do setor informal que gera renda para a sobrevivência de uma família. Ou Faça um organograma contendo as ações adotadas numa empresa do setor informal que tem como trabalhadores os membros da família (o dono é também o empregado – atividades realizadas no negócio – manutenção do negócio – recursos utilizados – resultado mensal) registrando a realidade na comunidade de sua cidade/bairro. 11º ATIVIDADE ...” A história humana não se desenvolve apenas nos campos de batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenvolve também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas”.... Ferreira Gular 61


Listar brinquedos ou brincadeiras que existem no universo infantil de sua cidade. Separe-os, classificando-os como: pouca tecnologia – alta tecnologia – sem recurso tecnológico. Elaborar um quadro explicativo: Brinquedos e Brincadeiras Sem recurso tecnológico

Pouca tecnologia

Alta tecnologia

Origem

Conclua registrando no texto como eles foram produzidos e aborde criticamente a sua influência no universo infantil. Apresentar uma campanha voltada para mobilização da população de sua cidade para atuarem contra a exploração do trabalho infantil no Brasil. Elabore um slogan para sua campanha. Ler o ECA para conhecer o que está instituído em lei sobre o trabalho infantil. Selecione o artigo. Registre-o em um cartaz. Coloque gravuras retratando o desrespeito que vocês verificam o respeito ao direito da criança. Espalhe os cartazes pela cidade. Sugestão: Fazer um concurso para eleger o melhor cartaz e por meio de parceria consiga o prêmio para a turma: um livro de literatura. 12º ATIVIDADE Utilizando a proposta “ Onde guardo meu racismo?” – divulgada na televisão – entreviste diferentes pessoas para listar o preconceito existente que é revelado nas pequenas ações, ofertas ou falados cidadãos da sua cidade ou dos cidadãos do Brasil ou dos alunos da sua escola. Crie um painel para revelar o preconceito e revelar a ação legal, que retorna ao respeito e aos direitos constitucionais. Acontece? Como Mudar? Isto é preconceito Isto é assédio moral

Isto é legal Isto é legal

Apresentar uma campanha voltada para mobilização da população de sua cidade para atuarem contra a exploração do trabalho infantil no Brasil. Elabore um slogan para sua campanha. 13º ATIVIDADE

62


Pequenos e fortes. Olhar que ainda reflete sonhos. Dores no corpo e na alma. Sorriso que revela a inocência. Crianças que espalhadas na cidade, longe muitas vezes da escola, trabalham de sol a sol, na lavoura, na carvoaria, no canavial, nas ruas vendendo bugigangas.... O trabalho infantil é proibido por lei. Mesmo assim ele continua existindo e reflete a miséria de famílias que dependem da renda proporcionada pelo seus filhos. O objetivo principal do seu trabalho é a sobrevivência. Criar uma história relatando a realidade de uma criança que realiza atividades em busca de auxiliar na renda do seu lar. Fazer um gráfico, após coletar dados sobre a realidade de sua cidade: crianças na escola – horas por dia crianças que trabalham – horas por dia Crianças que não estudam

  

Conclua:

Quais as conseqüências para a sua cidade e para criança no futuro? a) Apresente o seu trabalho à turma e exponha no mural da escola. b) Apresente propostas para acabar com o trabalho infantil, além das que já são desenvolvidas pela prefeitura ou pelo Governo Federal. c)

TRABALHO – GRUPO 3

TEMAS

1. A importância da colaboração domestica e da divisão das tarefas no meio familiar 2. As mulheres e o mercado de trabalho 3. Direitos e deveres do empregador 4. Direitos e deveres do trabalhador 5. Previdência e aposentadoria: noções básicas 1. A IMPORTÂNCIA DA COLABORAÇÃO DOMÉSTICA E DA DIVISÃO DAS TAREFAS NO MEIO FAMILIAR O trabalho não remunerado da mulher, especialmente aquele realizado no âmbito familiar, não é contabilizado pelo sistema estatístico e não possui valorização social – nem pelas próprias mulheres – embora contribua

63


significamente para a renda familiar e venha crescendo, englobado, inclusive, atividade exercidas para grandes empresas. 

Somente a partir de 10 a 15 anos atrás, especialmente desde o período Constituinte, 1987/88, as questões que envolvem as relações de gênero do trabalho e na produção encontrarem maior espaço nas pautas importantes de discussão de políticas de emprego, como nos sindicatos, partidos políticos e outros setores similares. Há que se reconhecer, neste contexto, que, seja por falta de consciência política ou pelo desejo de manter o status sexual, muitos ainda apóiam a partição sexual do trabalho, como um procedimento natural.

Sejam elas operárias de fabricas, trabalhadoras do comércio ou do campo ou outras, as mulheres convivem com problemas de ordem privada que em muito dificultam seu desempenho como profissionais e suas necessidades de qualificação e requalificação, afetando o cotidiano de toda família. No entanto, os homens dificilmente consideram tais problemas também como parte de sua São dificuldades que, embora referentes a questões internas da vida familiar, vida. refletem sobre as condições de exploração da força de trabalho – tornando-se, de fato, um problema coletivo, de caráter público – como é o caso de não existência de infraestrutura (creches, restaurantes, lavandeiras, etc.), que apoiariam a saída para o trabalho. Finalmente, hoje se observa a possibilidade concreta de uma nova ordem, que inclui a relação complementar entre os sexos, a possibilidade de um núcleo familiar democrático e outros componentes de formação da sociedade a que venham garantir a efetivação do velho/novo clamor por uma sociedade socialmente justa.

2. AS MULHERES E O MERCADO DE TRABALHO Nos últimos cinqüenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de trabalho. Este contínuo crescimento da participação feminina é explicado por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, provocou a continuidade do processo de urbanização e a queda das taxas de fecundidade, proporcionando um aumento das possibilidades das mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. Segundo, a rebelião feminina do final dos anos 60, nos Estados Unidos e Europa, chegou como uma onda nas nossas terras em plena Ditadura Militar; apesar disso, produziu o ressurgimento do movimento feminina nacional, fazendo crescer a visibilidade política das mulheres na sociedade brasileira (Melo, mimeo/2003)

64


Não há dúvida de que há uma estreita relação entre o trabalho e a educação no processo de desenvolvimento dos grupos e da sociedade como um todo. Segundo dados no IBGE/2000, a taxa de atividade – Pessoas Economicamente Ativas (PEA) – brasileira, em 2001, apresentava uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres ocupadas era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos. Uma conclusão corrente é a de que o cidadão ou a cidadã com maior nível de escolaridade tem mais oportunidade de incluir-se no mercado de trabalho. Além da inclusão no mercado, constata-se uma significativa melhora entre as diferenças salariais. Entretanto, mesmo com o expressivo crescimento da mulher no mercado de trabalho, como já foi colocado, ainda não foram superados os obstáculos de acesso a cargos de chefia e diferenças salariais; estes embora tenham diminuído desde os anos 90, ainda permanecem e significam que as mulheres aceitaram postos de trabalhos miseráveis para sobreviver com sua família, já que as taxas de desemprego feminino são significamente maiores do que as da população masculina.

De acordo com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, sob o ponto de vista da ocupação, o segmento feminino ainda ocupa majoritariamente os postos de trabalho mais precários, está mais na informalidade e ocupa os nichos tradicionalmente dirigidos aos cuidados e aos serviços. No mundo inteiro, as mulheres ocupam apenas 28,3% dos postos elevados de trabalho. Segundo a Organização Internacional de Trabalho (OIT) no Brasil as mulheres têm aumentado significamente a sua taxa de participação. A grande questão é como, além desse aumento significativo, melhorar qualitativamente as condições de inserção da mulher no mercado de trabalho. 

Desde 1995 a participação das mulheres no trabalho cresceu ao ritmo de 2,1 % ao ano. No mundo inteiro, as taxas de participação feminina aumentaram significamente até chegar aos atuais 56,6%, o que contribuiu para diminuir as desigualdades em relação a esse indicador.

Apesar disso, as mulheres ainda ganham menos do que os homens por um trabalho de igual valor. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAE/IBGE), as mulheres brancas recebem cerca de 25% a menos do que os homens brancos. Já as negras recebem metade do que ganham os homens brancos.

65


Em comparação ao que ganham as mulheres brancas, as negras recebem 33% a menos. O relatório também mostra que um percentual significativo de mulheres é trabalhadora doméstica, 17% do total que trabalha no país.

Pesquisas sobre a utilização de novas tecnologias indicam que, em muitos casos, as mulheres são excluídas dos treinamentos que possibilitam o conhecimento das máquinas e de programação, sendo mantidas nas funções que exigem menos qualificação, como já nos referimos. De uma forma geral, a mulher tem mais dificuldades em penetrar nas áreas onde sejam feitos diagnósticos e tomadas decisões técnicas.

3. DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADOR Podemos dizer que as obrigações dos trabalhadores são direitos, dos empregadores, bem como os direitos dos trabalhadores são obrigações dos empregadores. OBRIGAÇÕES DOS EMPREGADORES              

 

Fornecer Carteira de Trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço; Realizar exames médicos de admissão e demissão; Conceder repouso semanal remunerado (1folga por semana); O salário deve ser pago até o 5º dia útil do mês; A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro. A segunda parcela, até 20 de dezembro; Conceder férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário; Conceder vale-transporte com desconto máximo de 6% do salário; Conceder licença maternidade de 129 dias, com garantia de emprego até 5 meses depois do parto; Conceder licença paternidade de 5 dias corridos; FGTS: deposito de 8% de salário em conta bancaria a favor do empregado; As horas extras devem ser pagas com acréscimo de 50% do valor da hora normal; Garantia de emprego por 12 meses em casos de acidentes do empregado; Adicional noturno de 20% sobre a hora trabalhada para quem trabalha de 22 as 5 horas; Abonar faltas ao trabalho nos casos de casamento (3 dias), doação de sangue (1dia/ano), alistamento eleitoral (2dias), morte de parente próximo (2dias), testemunho na Justiça do Trabalhado (no dia), doença comprovada por atestado médico; Conceder aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão; Seguro-desemprego.

66


DIREITOS E DEVERES PARA COM O EMPREGADO DOMÉSTICO           

Carteira de Trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço; Realizar exames médicos de admissão e demissão; Conceder repouso semanal remunerado (1folga por semana); O salário nunca pode ser inferior ao mínimo pago até o 5º dia útil do mês; Primeira parcela do 13% salário deve ser paga até 30 de novembro. A segunda parcela, até 20 de dezembro; Conceder férias de 20 dias úteis com acréscimo de 1/3 do salário; O vale transporte deve ser concedido, com desconto máximo de 6% do salário; Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário , com a duração de 120 dias; Licença paternidade de 5 dias corridos; Conceder aviso prévio de 30 dias em caso de demissão; Fornecer assistência médica, auxilio doença, salário maternidade e aposentadoria: tudo por conta do INSS.

Obs: o empregado doméstico não tem direito ao PIS, as horas-extras, ao salário família. Porém, é facultado a inclusão do empregado doméstico no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mediante requerimento do empregador.

DIREITOS DO EMPREGADOR E DA EMPRESA EM RELAÇÃO AO EMPREGO São direitos do empregador e da empresa em relação ao empregado, e seu não-cumprimento constitui motivo para demissão do empregado por “justa causa”:    

Exigir do empregado que aja com probidade; Exigir do empregado bom comportamento (aquele compatível com as normas exigidas pelo senso comum do homem médio) Exigir do empregado continência de conduta (compatível com a moral sexual e desde que relacionada com o emprego); Cobrar do empregado que evite a desídia (caracterizada como falta de diligência do empregado em relação ao emprego, nas formas de negligência, imprudência e imperícia – embora haja divergências doutrinarias quanto a inclusão desta última); Exigir que o empregado não se apresente no trabalho embriagado (embora alguns autores sustentem que a embriaguez habitual deve ser afastada da lei como justa causa); Cobrar do empregado a obrigação em relação ao segredo profissional ( quanto as informações de que dispõe sobre dados técnicos da empresa e administrativos); Não permitir que o empregado pratique ato de indisciplina (descumprimento de ordens diretas e pessoais);

67


 

Não permitir que o empregado pratique ato de lesivo a honra e boa fama do empregador ou de terceiros, confundindo-se com a injúria, calúnia e difamação; Não permitir que o empregado pratique ofensas físicas, tentadas ou consumadas, contra o empregador, superior hierárquico ou terceiros (quanto a estes, desde que relacionadas com o serviço).

É vedado ao empregador, e constitui também justa causa, dando ao empregado oportunidade de se afastar do serviço sem prejuízo da indenização:       

Exigir serviços superiores as forças do empregado, defesos por lei, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato; Tratar o empregado com rigor excessivo (válido para empregador ou por qualquer superior hierárquico); Colocar o empregado em situação de correr perigo manifesto de mal considerável; Deixar de cumprir as obrigações do contrato (ex:atraso no salário); Praticar ato lesivo à honra ou boa fama do empregado ou de sua família, tanto por parte do empregador quanto de seus prepostos; Ofender fisicamente o empregado, tanto por parte do empregador quanto de seus prepostos, salvo caso de legitima defesa própria ou de outrem; Reduzir sensivelmente o trabalho por peça ou tarefa, de modo a afetar o salário.

Obs: para finalizar o comportamento que se exige do empregado, de forma geral, tem o seu paradigma na moralidade do homem médio e sua tipificação na lei é taxativa e exaustiva em relação à demissão por justa causa, não cabendo ao empregador criar outras formas não previstas em lei.

Todos os trabalhadores registrados em Carteira de Trabalho têm direito a um dia de descanso semanal remunerado.

4. DIREITOS E DEVERES DO TRABALHADOR Os trabalhadores devem manter-se sempre bem informados sobre seus direitos e deveres. Diariamente, os órgãos responsáveis por dar atendimento aos trabalhadores respondem a milhares de consultas nos postos de atendimento. As duvidas mais freqüentes: DIREITOS DO TRABALHADOR    

Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço; Exames médicos de admissão e demissão; Repouso semanal remunerado (1folga por semana); Salário pago até o 5º dia útil do mês; 68


         

 

Primeira parcela do 13º salário paga ate 30 de novembro. Segunda parcela ate 20 de dezembro; Férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário; Vale-transporte com desconto máximo de 6% do salário; Licença-maternidade de 120 dias, com garantia de emprego ate 5 meses depois do parto; Licenças paternidade de 5 dias corridas; FGTS: deposito de 8% de salário em conta bancaria a favor do empregado; As horas extras pagas com acréscimo de 50% do valor da hora normal; Garantia de emprego por 12 meses em casos de acidentes; Adicional noturno de 20% para quem trabalha de 22 as 5 horas; Faltas ao trabalho nos casos de casamento (3 dias), doação de sangue (1dia/ano), alistamento eleitoral (2dias), morte de parente próximo (2dias), testemunho na Justiça do Trabalhado (no dia), doença comprovada por atestado médico; Aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão; Seguro-desemprego.

Os empregados têm direito a um ambiente de trabalho saudável e a equipamentos compatíveis com a sua atividade.

DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADO DOMÉSTICO           

Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço; Exames médicos de admissão e demissão; Repouso semanal remunerado (1folga por semana); Salário nunca inferior ao mínimo, pago ate 5º dia útil do mês; Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda parcela até 20 de dezembro; Férias de 20 dias com acréscimo de 1/3 do salário; Vale-transporte com desconto máximo de 6% do salário; Licença a gestante, sem prejuízo do empregado e do salário com a duração de 120 dias; Licenças paternidade de 5 dias corridos; Aviso prévio de 30 dias em caso de demissão; Assistência médica, auxilio doença, salário maternidade e aposentadoria: tudo por conta do INSS.

Obs: o empregado doméstico não tem direito ao PIS, as horas-extras, ao salário família. Porém e facultada a inclusão do empregado domestico no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mediante requerimento do empregador.

69


DEVERES DO EMPREGADO PARA COM A EMPRESA São deveres do empregado para com a empresa, e seu não-cumprimento constitui motivo para demissão do empregado por “justa causa”.    

    

Agir com probidade; Ter bom comportamento (aquele compatível com as normas exigidas pelo senso comum do homem médio); Ter continência de conduta (compatível com a moral sexual e desde que relacionada com o emprego); Evitar a desídia (caracterizada como falta de diligencia do empregado em relação ao emprego, nas formas de negligência, imprudência e imperícia – embora hajam divergências doutrinarias quanto a inclusão desta última); Não se apresentar ao trabalho embriagado (embora alguns autores sustentem que a embriaguez habitual deve ser afastada da lei como justa causa); guardar segredo profissional ( quanto as informações de que dispõe sobre dados técnicos da empresa e administrativos); Não praticar ato de indisciplina (descumprimento de ordens diretas e pessoais); Não praticar ato de lesivo a honra e boa fama do empregador ou de terceiros, confundindo-se com a injúria, calúnia e difamação; Não praticar ofensas físicas, tentadas ou consumadas, contra o empregador, superior hierárquico ou terceiros (quanto a estes, desde que relacionadas com o serviço).

É vedado ao empregador, e constitui também justa causa, dando ao empregado oportunidade de se afastar do serviço sem prejuízo da indenização:       

Exigir serviços superiores as forças do empregado, defesos por lei, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato; Tratar o empregado com rigor excessivo (válido para empregador ou por qualquer superior hierárquico); Colocar o empregado em situação de correr perigo manifesto de mal considerável; Deixar de cumprir as obrigações do contrato (ex: atraso no salário); Praticar ato lesivo à honra ou boa fama do empregado ou de sua família, tanto por parte do empregador quanto de seus prepostos; Ofender fisicamente o empregado, tanto por parte do empregador quanto de seus prepostos, salvo caso de legitima defesa própria ou de outrem; Reduzir sensivelmente o trabalho por peça ou tarefa, de modo a afetar o salário.

Obs: Para finalizar o comportamento que se exige do empregado, de forma geral, tem o seu paradigma na moralidade do homem médio e sua tipificação na lei é taxativa e exaustiva em relação a demissão por justa causa, não cabendo ao empregador criar outras formas não previstas em lei.

70


3. PREVIDÊNCIA E APOSENTADORIA: NOÇÕES BÁSICAS O QUE É PREVIDÊNCIA SOCIAL? É um sistema de proteção social que assegura o sustento do trabalhador e de sua família, quando ele não pode trabalhar por causa de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice. A Previdência Social mantém dez benefícios diferentes, incluído aposentadorias, pensão por morte, salário-maternidade e auxílio-doença. Quando o trabalhador fica doente, é a Previdência Social que paga o seu salário ate que ele recupere as condições de exercer suas atividades. A Previdência Social também é responsável pelo salário-maternidade nos 120 dias de licença –gestante das trabalhadoras. A Previdência aposentadoria.

Social oferece 10

modalidades de benefícios além da

Os benefícios previdenciários são os seguintes: APOSENTADORIA POR IDADE Têm direito ao beneficio os trabalhadores urbanos do sexo masculino aos 65 anos e do sexo feminino aos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos aos 60 anos, homens, e aos 55 anos, mulheres. Para solicitar o beneficio, os trabalhadores urbanos inscritos a partir de 25 de junho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais. Os rurais têm de provar, com documentos, 180 meses de trabalho no campo.

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ Beneficio concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados pela pericia médica da Previdência Social incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento. Não tem direito a aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar a Previdência Social, já tiver doença ou lesão que geraria o beneficio, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da enfermidade. Para ter direito ao beneficio, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Pode ser integral ou proporcional. Para ter direito a aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a 71


trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e a idade mínima. Os homens podem requerer aposentadoria proporcional aos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição (mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 30 anos de contribuição). As mulheres têm direito à proporcional aos 48 anos de idade e 25 anos de contribuição (mais de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 25 anos de contribuição).

A Previdência é um sistema de proteção que assegura o sustento do trabalhador quando ele não pode trabalhar por causa de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice.

APOSENTADORIA ESPECIAL Beneficio concedido ao segurado que tenha trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição aos agentes físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do beneficio (15, 20 ou 25 anos). AUXÍLIO-DOENÇA Beneficio concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente por mais de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, e a Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho. No caso do contribuinte individual (empresário, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido o beneficio). Para ter direito, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por, mínimo, 12 meses. Esse prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho). O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retoma ao trabalho ou quando o beneficio se transforma em aposentadoria por invalidez. AUXÍLIO-ACIDENTE Benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que reduzem sua capacidade de trabalho. É concedido para segurados que recebiam 72


auxílio-doença. Tem direito ao auxílio-acidente o trabalhador empregado, o trabalhador avulso e o segurador especial. O empregado doméstico, o contribuinte individual e o facultativo não recebem o benefício. Para concessão do auxílio-acidente não e exigido tempo mínimo de contribuição, mas o trabalhador deve ter qualidade de segurado e comprovar a impossibilidade de continuar desempenhando suas atividades, por meio de exames da perícia médica da Previdência Social. O auxílio-acidente, por ter caráter de indenização, pode ser acumulado com outros benefícios pagos pela Previdência Social, exceto aposentadoria. O benefício deixa de ser pago quando o trabalhador se aposenta. AUXÍLIO-RECLUSÃO Os dependentes do segurado que for preso por qualquer motivo têm direito a receber o auxílio-reclusão durante todo o período da reclusão. O benefício será pago se o trabalhador não estiver recebendo salário da empresa, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. Não há tempo mínino de contribuição para que a família do segurado tenha direito ao benefício, mas o trabalhador precisa ter qualidade de segurado. PENSÃO POR MORTE Benefício pago á família do trabalhador quando ele morre. Para concessão de pensão por morte, não há tempo mínimo de contribuição, mas é necessário que o óbito tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha qualidade de segurado. Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção de aposentadoria, concedida pela Previdência Social. SALÁRIO-MATERNIDADE As trabalhadoras que contribuem para a Previdência Social têm direito ao saláriomaternidade nos 120dias em que ficam afastadas do emprego por causa do parto. O benefício foi estendido também para as mães adotivas. O salário-maternidade é concedido à segurada que adotar uma criança ou ganhar a guarda judicial para fins de adoção, se a criança tiver até um ano de idade, o saláriomaternidade será de 120 dias; se tiver de um ano a quatro anos de idade, o saláriomaternidade será de 60 dias; se tiver de quatro anos a oito anos de idade, o saláriomaternidade será de 30 dias. O salário-maternidade é devido a partir do oitavo mês de gestação (comprovado por atestado médico) ou da data do parto (comprovado pela certidão de nascimento).

73


Em casos comprovados por atestado médico, o período de repouso poderá ser prorrogado por duas semanas antes do parto e ao final dos 120 dias de licença. SALÁRIO-FAMÍLIA Benefício pago aos trabalhadores com salário mensal de até R$676,27, para auxiliar no sustento dos filhos de até 14 anos incompletos ou inválidos. (Observação: são equiparados aos filhos os enteados e os tutelados que não possuem bens suficientes para o próprio sustento). De acordo com a Portaria nº142, de 11 de abril de 2007, o valor do salário-família será de R$23,08, por filho de até 14 anos incompletos ou inválidos, para quem ganhar até R$ 449,93. Para o trabalhador que receber de R$ 449,94 até 676,27, o valor do salário-família por filho de até 14 anos incompletos ou inválidos, será de R$ 16,26. Mas atenção: o benefício será encerrado quando o(a) filho(a) completar 14 anos.

Além da aposentadoria, a Previdência Social oferece dez modalidades de benefícios: direitos assegurados somente aos trabalhadores registrados em Carteira de Trabalho.

ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referência a Proposta Pedagógica do Programa Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa de Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática, seguindo as orientações contidas no Programa:  O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar;  O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse do tema, irá pesquisar para fornecer a informação (correspondente ao tema) à turma;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades sobre o assunto para serem respondidas; e  A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual Atividade em GrupoDA Atividade toda a Turma PRIMEIRO MOMENTO – DELIMITAÇÃO PESQUISAcom – PESQUISA – LEITURA ARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

74


LEITURA DE BASE TEÓRICA

Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a titulo de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade do grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento. 1ª ATIVIDADE Pesquise o significado dos termos em fontes diversificadas e colete dados para serem inseridos (escrever) em um texto para informar sobre o assunto.                            

Delegacia Regional do Trabalho Repouso semanal 13º salário Salário mensal Diarista Trabalhador do comércio Funcionário público Férias Vale-transporte Licença-maternidade Licença-paternidade FGTS Hora extra Trabalho noturno Acidente de trabalho Faltas no transito Aviso prévio Demissão Seguro desemprego PIS Assédio moral Aposentadoria por idade Aposentadoria por invalidez Aposentadoria especial Pensão alimentícia Auxílio-acidente Auxílio-reclusão Reabilitação profissional

75


2ª ATIVIDADE Nesta atividade o aluno irá pesquisar em livros, artigos ou coletar informações Com pessoas que sabem sobre o assunto para registrar um texto que abranja o tema. 1. Indústria de eletrodoméstico x redução de tempo gasto nas atividades domesticas. 2. Modernização dos equipamentos domésticos x liberação da mulher para o trabalho remunerado x aumento da renda familiar. 3. Mulheres no mercado de trabalho x direitos. 4. Renda salarial feminina x organização do orçamento x aumento da renda familiar x dupla jornada. 5. Mulheres no mercado de trabalho x conseqüências na estrutura familiar x educação e vivencia com filhos x redução no índice de natalidade. 6. Mercado feminino x atividades econômicas desenvolvidas. 7. População Economicamente Ativa (PEA) x cidadania x mercado de trabalho x desemprego 3ª ATIVIDADE 1.      

Fazer um cartaz ilustrada/informativo sobre: Direitos e deveres do trabalhador, ou Obrigações a serem cumpridas pelo empregador, ou Mulheres no mercado de trabalho, ou Trabalho no canavial, ou Vida trabalhista do _____________(profissão), ou Trabalho doméstico.

LEITURA DA REALIDADE

Nesta atividade, o professor vai orientar os alunos para que eles busquem as respostas por meio da observação do cotidiano, de coletas de dados, de entrevistas a pessoas que possam auxiliá-los a obter a informação correta sobre o assunto e também por intermédio das informações obtidas nas atividades desenvolvidas anteriormente. O professor determinará se a atividade será realizada individualmente ou em grupo. 

Primeiro momento - delimitação da pesquisa.

Segundo momento - propor conexões ao conhecimento trabalhado; - produzir novos conhecimentos; - avaliar os procedimentos realizados.

76


1ª ATIVIDADE Sua casa é uma empresa informal, onde as atividades são realizadas com o objetivo de atender as necessidades das pessoas e conseqüentemente, há pessoas trabalhando e a empresa melhorando. Desenhe as atividades que são realizadas diariamente para que esta empresa – lar – esteja organizada. Manhã – Tarde – Noite (contemple também as atividades coletivas e as de lazer). Apresentar o trabalho à turma e afixar no mural. Criar um texto coletivo sobre a importância da colaboração doméstica, a divisão de tarefas e a organização do orçamento para ser afixado no mural. Não se esquecer de eleger um título tendo como referencia o recurso utilizado nos jornais para as manchetes. 2ª ATIVIDADE As mulheres trabalhadoras cumprem uma jornada dupla. De dia trabalham em ocupações de economia formal ou informal. Depois do expediente, realizam as tarefas domésticas. Grande parte das mulheres trabalhadoras não recebem remuneração salarial pela atividade produtiva que realizam diariamente na dupla jornada. Verifique na sua cidade as mulheres que realizam o trabalho sem remuneração salarial para entrevistá-las. Registrar a rotina do seu dia-a-dia na casa e a sua rotina na dupla jornada (ex: agricultura doméstica – lavoura – produção de alimentos oriundos dos produtos cultivados – criação de pequenos animais de corte – artesanato...). Contemple na sua entrevista perguntas o grau de satisfação e de expectativas. Fazer um quadro registrando os dados coletados na entrevista para ser apresentado. 1º Jornada

2º Jornada

Tipo de trabalho realizado

Tipo de trabalho realizado

Atividades mas trabalhosas

Horas dedicadas

Atividades família

menos

Tempo consumido

reconhecidas

pela Como faz obrigações.

o

trabalho?

Funções?/

Objetivo de atividade Resultado do trabalho

Pessoas da família que trabalham fora e - destino 77


que realizam atividade em casa. Quais? - utilização Divisão de tarefas. - reconhecimento - retorno financeiro - recursos despendidos para a realização de atividade - como são adquiridos os recursos para a realização das tarefas. Resultado do trabalho ao termino do dia. Destino do salário recebido. Pendências. Origem dos recursos para a realização das tarefas Horas destinadas no dia para o descanso

Lazer

- o que faz?

- o que faz para distrair - parte do orçamento destinado ao lazer.

Promover um debate: O trabalho doméstico depende do trabalho assalariado? 3ª ATIVIDADE Crie uma crônica, relatando o dia-a-dia de uma das mulheres entrevistadas ou crie uma história em quadrinhos ou produza um vídeo. Apresente o material para ser divulgado na escola. Elabore um texto que instigue a curiosidade do público (alunos) para ler a sua produção. Criar uma campanha na escola, elegendo um dia para realizar o trabalho voluntário no lar (o aluno deverá realizar uma tarefa que sempre é realizada por outro membro da família). No dia seguinte, na sala de aula, listar as tarefas realizadas por todos. Divulgá-las em um quadro informativo. Coloque um título. 4ª ATIVIDADE Elaborar um cardápio diário, otimizando os custos. O cardápio (as refeições) deverá atende uma família com quatro pessoas. Determinar os pratos para as refeições e registrar os ingredientes necessários, o valor nutricional, a validade para o consumo, o custo final (quantificar gastos). Compor os pratos com produtos industrializados e produtos orgânicos.

78


,

Alimentos que Quantidade compõem o prato a ser preparado

Custo

Tempo preparo

para Lixo gerado

Criar um artigo, valorizando o trabalho realizado no lar.

O TRABALHO DOMÉSTICO ATENDE A EMPRESA: LAR Calcular o tempo utilizado diariamente nas tarefas do lar, o consumo, os gasto e a importância do trabalhador doméstico. Divulgar no período da escola ou no mural denominado:  Atividades informais. 5ª ATIVIDADE A convivência saudável entre os seres humanos é indispensável para o estabelecimento da harmonia, do bem-estar, das melhorias coletivas e também para a construção de projetos de felicidade. Hábitos e comportamentos podem nos tornar mais ou menos vulneráveis a violência urbana e a desestabilização das relações pessoais no ambiente em que vivemos. Criar um manual de Convivência com dicas para que o dia-a-dia seja melhor ou que seja mais agradável:  Na escola  No lar  Nas ruas  No hospital  No trabalho (eleger outros setores com os alunos). 6ª ATIVIDADE Coletar dados nos noticiários ou relatar fatos ocorridos com pessoas da sua comunidade que demonstrem desrespeito aos direitos de trabalhador. Escreva um parecer pessoal sobre as situações apresentadas e apresente em forma de texto jornalístico. Registre: - atividade que realizava; - fato ocorrido; - opinião ou comentário crítico e a possível solução. 79


Criar um painel de denúncias para divulgar os textos jornalísticos. 7ª ATIVIDADE Escolher direitos do trabalhador para criar e produzir uma história em quadrinhos. Ex: Maternidade – abordar a questões referentes a salário, aos benéficos recebidos do Estado, a impostos, à licença-maternidade, ao direito de retorno ao trabalho (garantia), etc. 8ª ATIVIDADE O trabalhador realiza diariamente suas atividades profissionais. O Estado vai computando os dias, meses e anos. Os órgãos públicos (Estado) recolhem impostos do empregador sobre o serviço prestado por sua empresa e do empregado sobre o salário recebido mensalmente. Após a aposentadoria o trabalhador recebe os seus vencimentos (salários) do Estado. Entrevistar trabalhadores aposentados para registrar: 

Atividade que realizava;

Como conseguiu o beneficio chamado aposentadoria;

Vencimento (salário) recebido mensalmente;

Dificuldades enfrentadas ou insatisfações;

Queixas.

Verificar o rendimento recebido em salário mínino quando aposentou e o rendimento recebido atualmente. 

Com que a idade e tempo de trabalho aposentou-se.

Verificar se após a aposentadoria ele realiza trabalho remunerado. 

Diferença entre a aposentadoria pelo regime CLT e aposentadoria do funcionário público. Registrar um texto sobre aposentadoria e os reflexos na vida do aposentado. Visitar um banco para colher dados sobre a aposentadoria privada.

O que é? Como participar?

Quando receber? Como?

Elaborar um texto sobre este benefício enfocando benefícios e riscos. Criar um painel informativo (ilustrando com material) para apresentar à sua turma.

80


SEGUNDO MOMENTO – LER – QUESTIONAR – RESPONDER - AVALIAR

TRABALHO – GRUPO 4 TEMAS 1. 2. 3. 4.

A importância de impostos, taxas e tributos Cadeias produtivas e trabalho por segmento Importância dos direitos dos trabalhadores O trabalho de terceiro setor: conceito e importância para a organização social 5. Salário e outros tipos de remuneração 6. Trabalho formal x trabalho informal 7. Trabalho voluntário: uma opção solidária

1. A IMPORTÂNCIA DE IMPOSTOS, TAXAS E TRIBUTOS Havia um tempo em que a vontade do rei gerava a lei. Um tempo em que o rei era considerado o representante de Deus na terra. Era o absolutismo. Nessa época, o patrimônio do rei se confundia com o patrimônio do Estado. Exemplificando, seria o mesmo que se a rainha da Inglaterra ou o presidente do Brasil utilizassem o dinheiro do Estado para fins particulares, pessoais, conforme as suas vontades. Felizmente, o período absolutista já acabou. Foi a criação do orçamento público um dos instrumentos decisivos para que o interesse da população não se confundisse com o interesse privado do governante – seja ele o presidente, governador ou prefeito. Atualmente, o orçamento é considerado um instrumento de planejamento de gastos. A Constituição Federal de 1988 consolidou essa noção de OrçamentoPrograma, isto é, de um orçamento planejado e capaz de não gerar resultados que agridam o meio ambiente ou produzam desigualdades sociais. Sabe-se de inúmeros exemplos em que os recursos financeiros estatais foram gastos sem qualquer objetivo social, provocando devastação ambiental, miséria social e desesperança.  

No modelo constitucional, os recursos do Orçamento são formados basicamente por impostos pagos pelos cidadãos. Daí a importância da sociedade conhecê-los e participar de sua elaboração. É por meio do orçamento público que se decide onde os recursos serão empregados. A criação de uma área de preservação ambiental e o aumento de recursos na área de saneamento básico são alguns exemplos de iniciativas que requerem a previsão orçamentária.

O processo orçamentário (o meio pelo qual se elabora, aprova, executa, controla e avalia a programação financeira das instituições públicas brasileiras) é 81


composto pela Lei Orçamentária Anual (LOA), pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pela Lei do Plano Plurianual (PPA). LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) A Constituição Federal de 1988 quis evitar que o orçamento fosse elaborado conforme os interesses dos burocratas. Por isso, criou a Lei de Diretrizes Orçamentárias, instrumento pelo qual se fixa parâmetros e diretrizes para a elaboração do orçamento (Lei Orçamentária Anual) propriamente dito, orientando a estruturação da proposta orçamentária anual. PLANO PLURIANUAL (PPA) Há iniciativas governamentais que não são realizáveis em um período de 1 ano. O investimento em saneamento básico, a melhora da qualidade da água, a despoluição de rios e córregos e o reflorestamento são exemplos de ações que exigem continuidade para além de um período de 1 ano. Por essa razão, a Constituição Federal de 1988 criou o Plano Plurianual, um instrumento usado pelo poder público para programar a administração pública por um período de até 4 anos. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) É a Lei Orçamentária Anual que estabelece as despesas e receitas de cada um dos programas a serem realizados no ano seguinte. Elaborada pelo Poder Executivo, essa proposta de orçamento deve considerar as diretrizes e metas fixadas tanto na Lei de Diretrizes Orçamentárias quanto no Plano Plurianual. É fundamental que o orçamento possua dados que descrevam os projetos, o interesse e os possíveis impactos; as expectativas e os resultados esperados; também a mudança na qualidade de vida proporcionada por aquele gasto deve estar presente.

IMPOSTOS Tributo cobrado das pessoas e das empresas para que os governos tenham condições de realizar obras e serviços públicos, bem como o pagamento dos salários das pessoas que trabalham no governo. Os impostos podem ser cobrados pelo governo federal como Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); podem ser ainda cobrados pelo governo estadual, como Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); podem ainda ser cobrados pelo município, como o IPTU, que é o Imposto Predial e Territorial Urbano.

Com o recolhimento de impostos, o Estado tem a responsabilidade de oferecer serviços públicos ao cidadão, como transporte, saúde, segurança e saneamento básico.

82


IMPOSTOS FEDERAIS        

II - Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros; IE - Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados; IR - Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza; IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados; IOF - Imposto sobre Operações Financeiras; IOC - Imposto sobre Operações de créditos; ITR - Imposto Territorial Rural; IGF - Imposto sobre Grandes Fortunas.

IMPOSTOS ESTADUAIS   

ICMS - Imposto sobre Circulação de mercadorias e Serviços; IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores; ITCD - Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito.

IMPOSTOS MUNICIPAIS   

IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana; ITBI - Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens e Imóveis e de Direitos Reais a Eles Relativos; ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.

TAXAS Taxa é uma quantia obrigatória em dinheiro paga em troca de algum serviço público fundamental – ou para o exercício do poder de policia -, oferecido diretamente pelo Estado. Taxas também são vinculadas a um destino: à manutenção e desenvolvimento do próprio serviço prestado, como taxas de recolhimento de lixo urbano, pedágios em rodovias estatais etc. Um conceito bastante similar é o de tarifa. Nestas, no entanto, o serviço prestado é facultativo, e o pagamento é coletado indiretamente pelo Estado, por meio de terceiros. CONTRIBUIÇÕES Na legislação tributária brasileira, contribuição se refere a uma categoria de tributos que pode assumir algumas formas principais: CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL Na instituição programas interesses

legislação tributária brasileira, contribuição especial é um tributo cuja é destinada ao financiamento de planos de Previdência Social, de que impliquem intervenção no domínio econômico, ou ao atendimento de de classes profissionais ou categorias de pessoas, servindo-se de 83


benefícios econômicos ou assistenciais. Exemplos: contribuições para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), contribuições ao Sistema S (Senai, Sesi, Sebrae, Sesc, Sest etc), dentre outras. 2. CADEIAS PRODUTIVAS E TRABALHO POR SEGMENTO As cadeias produtivas se referem ao conjunto de etapas pelas quais passam e vão sendo transformados e transferidos os diversos insumos, em ciclos de produção, distribuição e comercialização de bens e serviços – a soma das despesas e investimentos necessários para obter um produto. Elas implicam a divisão de trabalho, na qual cada agente ou conjunto de agentes realiza etapas distintas do processo produtivo. AGROPECUÁRIA É a prática da agricultura e da pecuária, em suas relações mútuas:  A agropecuária é a arte e a ciência do cultivo da terra e de criação de animais domésticos para tirar, da forma mais econômica, a maior quantidade possível de produtos;  A agricultura se divide em agricultura familiar e agronegócio. A agricultura familiar é uma forma de produção onde predomina a interação entre gestão e trabalho; são os agricultores familiares que dirigem o processo produtivo, dando ênfase à diversificação e ao uso do trabalho familiar, eventualmente complementando pelo trabalho assalariado. Já o agronegócio é um dos pilares do desenvolvimento nacional, responsável por grande parte das exportações, que renderam ao país, em 2005, US$ 38 bilhões, O setor movimentou R$ 520 bilhões. 

Pecuária é o conjunto de processos técnicos usados na denominação e produção de animais com objetivos econômicos, feita no campo.

COMÉRCIO Ramo da atividade econômica que tem por fim facilitar as trocas pela intermediação entre produtores e consumidores. Economicamente, distingue-se o comércio interno, ou nacional – realizado entre indivíduos de um mesmo país – do comércio externo, ou internacional – realizado por indivíduos de diferentes países, e que pode ser de exportação ou de importação. 

Costuma-se distingue-se, ainda, o comércio propriamente dito, intermediário das trocas de mercadorias ou valores, do comércio bancário, intermediário das operações de crédito.

INDÚSTRIA 84


A indústria é uma das fontes de produção, junto com a agricultura e a pecuária. É o conjunto de operações empregadas pelo homem para a transformação das operações necessárias à produção de riquezas; ou, o conjunto de atividades dirigidas, mediante as quais, pela transformação de matérias-primas, se obtêm os bens de consumo (duráveis, finais ou intermediários) ou os bens de capital. Tipos de indústria: 

Indústria de bens de produção ou de base – É toda indústria que trabalha com matéria-prima bruta transformando-a em matéria-prima para outras indústrias. Ex: indústria siderúrgica, indústria petroquímica – Setor Primário; Indústria de bens intermediários ou de bens de capital (tipo de indústria de base) – transforma matéria-prima bruta em outro tipo de matériaprima. São aqueles que produzem máquinas para outras indústrias – Setor Secundário; Indústria de bens de consumo – É aquela que desenvolve produtos voltados ao grande mercado consumidor (população em geral). Ex: indústria têxtil, indústria alimentar – Setor Secundário.

Na cadeia produtiva, o segmento industrial é responsável pela transformação das matérias-primas em produtos manufaturados SERVIÇOS O Setor Serviços é também denominado setor Terciário. No âmbito da economia, sua expansão representa uma das maiores mudanças verificadas no século XX. Costuma ser o setor que mais emprega em diversos países.  O Setor de Serviços gera mais da metade da renda nacional. Fazem parte desse ramo o comércio, o turismo, os serviços financeiros, jurídicos, de informática, comunicação, engenharia, auditoria, consultoria, propaganda e publicidade, seguro, corretagem, transporte e armazenagem, além das atividades públicas e privadas de defesa, segurança, saúde e educação, dentre outras atividades. 3. IMPORTÂNCIA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES DIMENSÃO HISTÓRICA Os direitos trabalhistas que existem hoje são resultado de conquistas obtidas ao longo da história pelos movimentos organizados – sindicatos, associações. Muitos foram os momentos de tensão e de luta registrados na história do trabalho e na memória dos trabalhadores. 85


Além da organização dos operários urbanos, é importante destacar que também os trabalhadores rurais se mobilizaram pela ampliação dos direitos e pela reforma agrária.

As lutas dos trabalhadores cobriram – e cobrem – todo o espectro que vai desde a regulamentação do número de horas máximo a ser dedicado ao trabalho, à conquista de descanso remunerado, férias e direito à aposentadoria, às condições de trabalho, salubridade e segurança, assim como a luta contra a exploração do trabalho infantil e melhoria das condições de trabalho dos jovens, a exploração do (e discriminação ao) trabalho feminino.

Merece atenção a conquista de direitos previdenciários para os trabalhadores rurais, a regulamentação dos trabalhadores avulsos (bóias-frias), assim como a legislação sobre a posse da terra, ligada à sua função social, conquistas asseguradas na Constituição de 1988.

Na Convenção Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1966, passou-se a reconhecer a existência, ao lado dos direitos individuais, dos chamados direitos sociais, como o direito ao trabalho, à moradia, à educação e à previdência social.

No capítulo II da Constituição de 88, que trata dos Direitos Sociais, são definidos como tais o direito à educação, à saúde, ao trabalho ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção maternidade e a infância, à assistência aos desamparados (art. 6º).

Atenção especial merece ser dada à situação da criança e do jovem portador de necessidades especiais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe que “ao adolescente portador de necessidades especiais é assegurado o trabalho protegido”. Trata-se de um movimento que luta contra as atitudes discriminatórias em relação a este público, que possam coibir seu pleno exercício da cidadania – entre elas, acessibilidade aos lugares, ao lazer e também ao trabalho. 4.

O TRABALHO NO TERCEIRO SETOR: CONCEITO E IMPORTÂNCIA PARA A ORGANIZAÇÃO SOCIAL

O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais. O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais. Com a falta de capacidade do Estado, o setor privado começou a ajudar nas questões sociais, por meio das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Ou seja, o 86


terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e governamentais, que têm como objetivo gerar serviços de caráter público.

não-

Os principais personagens do terceiro setor são: FUNDAÇÕES 

As instituições responsáveis pelo financiamento, fazendo doações às entidades beneficentes.

No Brasil, temos também as fundações mistas, que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios.

Nos Estados Unidos já existem 40.000 fundações, sendo que a 10º colocada tem 10 bilhões de dólares de patrimônio.

O terceiro setor possui 12 milhões de pessoas, entre gestores, voluntários, doadores e beneficiados de entidades beneficentes.

ENTIDADES FILANTRÓPICAS Cuidam dos carentes, idosos, meninos de rua, drogados e alcoólatras, órfãos e mães solteiras; protegem testemunhas; ajudam a preservar o meio ambiente; educam jovens, velhos e adultos; profissionalizam; doam sangue, merenda, livros, sopão; atendem suicidas às quatro horas da manhã. Dão suporte aos desamparados; cuidam de filhos de mães que trabalham; ensinam esportes; combatem a violência; promovem os direitos humanos e a cidadania; reabilitam vitimas de poliomielite; cuidam de cegos, surdos-mudos; enfim, fazem tudo.  São mais de 200 mil entidades existentes no Brasil, o que inclui escolas, associações de bairro e clubes sociais. FUNDOS COMUNITÁRIOS  São muito comuns nos Estados Unidos.  Em vez de cada empresa doar para uma entidade, todas as empresas doam para um Fundo Comunitário, sendo que os empresários avaliam, estabelecem prioridades e administram efetivamente a distribuição do dinheiro. ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS Infelizmente, muitas entidades sem fins lucrativos são, na realidade, lucrativas ou atendem os interesses dos próprios usuários. Um clube esportivo, por exemplo, é sem fins lucrativos, mas beneficia somente os seus respectivos sócios. No passado, muitas escolas, universidades e hospitais eram sem fins lucrativos somente no nome. 

O importante é diferencial uma associação de bairro ou um clube que ajuda os próprios associados de uma entidade beneficente, que ajuda os carentes do bairro.

87


ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS (ONGs) Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente. Uma ONG que defenda os direitos da mulher, fazendo pressão sobre nossos deputados, está ajudando indiretamente todas as mulheres. 

Nos Estados Unidos, esta categoria é chamada também de Advocacy Groups, isto é, organizações que lutam por uma causa. Lá, como aqui, elas são muito poderosas politicamente.

EMPRESAS COM RESPONSABILIDADE SOCIAL 

A Responsabilidade Social, no fundo, é sempre do individuo, nunca de uma empresa jurídica, nem de um Estado impessoal.

Caso contrário, as pessoas repassariam as suas responsabilidades às empresas e ao governo, ao invés de as assumirem para si.

Mesmo conscientes disso, muitas pessoas reclamam que os “outros” não resolvem os problemas sociais do Brasil.

Porém, algumas empresas vão além da sua verdadeira responsabilidade principal, que é fazer produtos seguros, acessíveis, produzidos sem danos ambientais, e estimular seus funcionários a serem mais responsáveis. O Instituto Ethos – organização sem fins lucrativos criada para promover a responsabilidade social nas empresas – foi um dos pioneiros nesta área.

5. SALÁRIO E OUTROS TIPOS DE REMUNERAÇÃO SALÁRIO Considera-se salário a contraprestação do serviço devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação emprego (art. 475 da CLT). Alice Monteiro de Barros conceitua “o salário como a retribuição devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado, de forma habitual, não só pelos serviços prestados, mas pelo fato de se encontrar à disposição daquele, por força do contrato de trabalho”. Qualquer que seja a forma do ajuste do pagamento, sempre será garantido ao trabalhador o recebimento do salário mínimo, nos termos do art. 7°, IV, da CF/88. Os salários são comumente estipulados no contrato de trabalho, podendo ser pagos em dinheiro ou em benefícios. O termo tem origem no latim salarium argentum, “pagamento em sal” – forma primária de pagamento oferecida aos soldados do Antigo Império Romano. Em alguns casos o salário recebe nomes especiais, como o soldo dos militares. Alguns países fixam um valor mínimo a ser pago para a mão-de-obra registrada, o chamado salário mínimo. Esse valor deve garantir as condições mínimas 88


de sobrevivência da pessoa. Outros salários podem completar o mínimo, como o salário família (proporcional ao tamanho da família), salário insalubridade (para profissões que envolvam riscos) etc. A soma de todos os salários, normal e adicionais, é a remuneração do trabalhador. SALÁRIO MÍNIMO É uma remuneração mínima estipulada por um governo para determinado número de horas trabalhadas. O salário mínimo é diferente em cada país; no entanto, muitos não possuem este tipo de garantia. O presidente Getúlio Vargas foi responsável pela instituição do salário mínimo no Brasil. O beneficio foi regulamentado pela Lei n° 185, de janeiro de 1936 e pelo Decreto-Lei n° 2162, de 1° de maio de 1940, fixou os valores do salário mínimo, e foi nesse ano que ele passou a vigorar. 13° SALÁRIO A gratificação de Natal, popularmente conhecida como décimo terceiro salário (13° salário, ou 13° mês em Portugal), é uma gratificação instituída no Brasil, que deve ser paga ao trabalhador em duas parcelas até o fim do ano. O valor da gratificação corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração recebida durante o ano. Pela lei, todo empregado, incluindo ai o rural, o de safra, o doméstico, o avulso, tem direito à gratificação. SALÁRIO PROFISSIONAL É o valor mínimo fixado para uma determinada categoria profissional. Esses salários são fixados de acordo com a lei, por exemplo, para médicos, engenheiros, veterinários, etc. PISO SALARIAL É o valor mínimo assegurado a uma determinada categoria profissional, decorrente de acordo e convenção coletiva de trabalho ou de sentença normativa. SALÁRIO UTILIDADE OU “IN NATURA” É o salário pago em utilidades, ou seja, pago com alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, forneça habitualmente ao empregado. O fornecimento de uma ou mais prestações in natura deve ser previamente ajustada entre as partes, ressalvado o pagamento em dinheiro de quantia nunca inferior a 30% do valor do salário mínimo ou da categoria econômica (art. 82 da CLT). EMPREGADO RURAL Nos termos do art. 9° da Lei n° 5.889/73, só podem ser descontados do empregado rural, a título de salário utilidade, calculada sobre o salário mínimo, as seguintes parcelas:

89


1. Até 20% quando fornecida moradia; e 2. Até 25% pelo fornecimento de alimentação sadia e farta, de conformidade com os preços da região. Todos os descontos devem ser previamente autorizados pelo empregado. REMUNERAÇÃO A remuneração é o complexo de verbas pagas pelo empregador em virtude da existência de um contrato de trabalho, de forma habitual. Estas verbas incluem o salário e seus componentes, as gratificações, os adicionais, as gorjetas e outras (art. 457 da CLT). 6. TRABALHO FORMAL X TRABALHO INFORMAL O século XX foi um período de mudanças intensas e profundas na sociedade e economia de diversos países, e em especial do Brasil. Desde meados da década de 1970, o País vive um intenso processo de urbanização e industrialização. 

Nos anos 1990, o país vivenciou, de forma bastante intensa, a terceirização de algumas atividades de sua economia.

Neste processo, as organizações (inclusive o Estado) concentraram esforços num patamar de atuação considerado mais importante. As outras atividades, supostamente não ligadas ao objetivo principal do negócio, foram delegadas a terceiros – como as atividades de limpeza, segurança, manutenção, dentre outras.

A terceirização e flexibilização (redução dos direitos trabalhistas) da economia ainda causam fortes impactos no mercado de trabalho em todo o Brasil, que vivencia um momento de desestruturação.

Nas últimas décadas, a força de trabalho brasileira mudou de uma situação inicial de forte dependência em relação a atividades agropecuárias para uma diversificada estrutura ocupacional urbana.

Recentemente, nos anos 90, mergulhou em um acelerado processo de informalização e precarizarão do trabalho, responsável por uma profunda modificação na qualidade das ocupações criadas.

Isso significou a migração de contingentes de trabalhadores formais para as ocupações informais, ou seja, para ocupações que não oferecem à mão-deobra proteções sociais e trabalhistas.

Percebe-se claramente que a globalização vem transformando o mercado de trabalho e a estrutura ocupacional no Brasil e em diferentes países. O Trabalho formal assegura aos trabalhadores garantias previdenciárias e outros benefícios sociais incessíveis aos que exercem suas atividades na informalidade. 90


Sobre esse processo de flexibilização do trabalho e seus impactos na mão-deobra brasileira, um dos pontos que merece maior atenção refere-se à empregabilidade dos indivíduos. Mercado implacável as exigências por formação profissional empurram os trabalhadores sem qualificação para a informalidade. EMPREGABILIDADE A palavra empregabilidade ocupa posição de destaque em discussões na universidade, no meio empresarial e na discussão sobre políticas públicas; seja no Brasil ou em outros países. 

Seu surgimento é relativamente recente. É reflexo do agravamento da crise pela qual passa o mercado de trabalho em todo mundo, em função da diminuição do número de empregos formais e do aumento dos níveis de desemprego e trabalhos informais.

A atual conjuntura do mercado de trabalho é produto do processo de reestruturação econômico iniciado a partir da década de 1970. Desta forma, a preocupação com a empregabilidade é, na verdade, resultado das novas exigências feitas aos trabalhadores, por parte das organizações, que passaram por um processo de reestruturação, no qual várias ocupações foram destruídas e outras novas surgiram. 

O emprego industrial foi reduzido em função de alta inserção de tecnologia, enquanto o setor de serviços se expandiu.

O mercado de trabalho se flexibilizou e as relações de trabalho se tornaram precárias.

Assim, houve o aumento da ocupação por conta própria e da informalidade em geral.

A empregabilidade remete as características individuais do trabalhador capazes de fazer com que possa escapar do desemprego, preservando sua capacidade de se manter ativo no mercado de trabalho.

O divisor de águas entre trabalhadores empregáveis e não-empregáveis reside no seu grau de aptidão para um determinado trabalho.

91


VANTAGENS DO EMPREGO REGISTRADO Neste contexto, descrito acima, contar com um emprego formal, ou seja, ter um emprego com a assinatura na CTPS se tornou um privilégio. 

Apesar de obrigatória, nos últimos anos, no entanto, a quantidade de trabalhadores ocupados desta maneira decresceu substancialmente.

Isto devido aos elevados encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de trabalho das empresas, que equivalem ao valor do salário do trabalhador registrado.

O emprego registrado na CTPS contém informações sobre a qualificação e a vida profissional do trabalhador e anotações sobre sua filiação ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, serve como um passaporte de proteção aos direitos trabalhistas e previdenciários do cidadão, tais como salário regular, férias, 13º salário, repouso remunerado e aposentadoria.

Não são todos os trabalhadores que possuem o registro de emprego na CTPS. Mas, para aqueles que contam com a rede de proteção garantida por ela, cabe pensar duas vezes antes de optar por um salário mais alto, desprotegido, num momento grave de instabilidade do mercado de trabalho brasileiro – e mundial!

7. TRABALHO VOLUNTÁRIO: UMA OPÇÃO SOLIDÁRIA O trabalho voluntário é aquele feito por vontade própria, sem coação de qualquer espécie. O voluntário age espontaneamente, a partir da sua vontade própria, indo ao encontro de uma causa de natureza social. 

Hoje, nos Estados Unidos da América, por exemplo. A atuação voluntária dos cidadãos já é uma tendência irreversível, plenamente consolidada.

No Brasil, caminhamos no mesmo sentido.

Este crescimento se deve a uma grande conscientização dos cidadãos, de que também eles podem agir para mudar seu entorno social, ao invés de ficar apenas culpando governos ou lamentando omissões da sociedade como um todo.

E qual o significado e a importância do trabalho voluntário?

A atuação voluntária enseja a revalorização da pessoa, da sua presença no mundo, conferindo outro significado. É um tipo de ação que leva a maioria das pessoas a dizerem coisas como: “ estou melhor comigo mesma”; “aprendi mais que ensinei”; “recebi mais do que eu dei”; “cresci”. 92


O mundo empresarial vem se empenhando, nos últimos anos, numa ampla revisão de seu papel e da sua responsabilidade social. Já se foi o tempo em que, para uma organização empresarial ser considerada socialmente responsável basta gerar empregos, pagar impostos e produzir algumas bem ou serviço para o mercado. Há um número crescente de empresas no Brasil envolvendo-se com questões que dizem respeito ao bem comum: ecologia, educação, saúde, lazer; promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, melhoria do espaço urbano, proteção à terceira idade, dentre outras ações. É nesse contexto que os funcionários das empresas acabam desenvolvendo, em conjunto, ações de voluntariado.

O trabalho voluntário traz duplo benefício: a sensação de bemestar de quem o presta e o reconhecimento dos que foram atendidos. Em relação às questões que dizem respeito ao bem comum, a empresa pode atuar em três níveis: 1. O macro-político: Quando a empresa se envolve em questões de grande porte, promovendo ou defendendo determinados pontos de vista e interesses sociais, ou realizando ações em nível estadual, regional ou nacional. 2. O micro-político: Se dá quando a empresa opta por agir no entorno sócio-comunitário de suas unidades. 3. O corporativo ou molecular: A opção pela ação no interior de suas fronteiras organizacionais. O certo é que empresas e trabalhadores vivem melhor quando abraçam o voluntariado. A relação de troca com as comunidades torna-se intensa e irriga a vida organizacional com mais motivação e compromisso. Qual a importância de tudo isso para a vida de alguém enquanto pessoa, cidadão, trabalhador?  É fundamental, pois pode significar o começo de novos significados para a vida.  A realização de trabalhos voluntários contribui para o crescimento da pessoa em termos profissionais, sociais, como trabalhador, indivíduo e cidadão. É importante, então, pensar no uso do tempo livre não só para momentos de lazer, mas também para a participação ativa e solidária em atividades que combatam as desigualdades sociais e aquelas de apoio a causas especificas, como a questão do meio ambiente, da preservação do patrimônio artístico e cultural de nosso povo, dentre outras.

93


ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referência a Proposta Pedagógica do Programa Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa de Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática, segundo as orientações contidas no Programa: 

O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas;

O aluno, e/ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar;

O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos;

O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse do tema, irá pesquisar para fornecer a informação (correspondente ao tema) à turma;

O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades cobre o assunto para serem respondidas; e

A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual

Atividade em Grupo

Atividade com toda a Turma

PRIMEIRO MOMENTO –

DELIMITAÇÃO DA PESQUISA - PESQUISALEITURA- ARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

LEITURA DE BASE TEÓRICA

Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a título de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade do grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento. 1ª ATIVIDADE Pesquise o significado dos termos em fontes diversificadas e colete dados para serem inseridos (escrever) em um texto para informar sobre o assunto.  Impostos 94


 Taxas  Salário mínimo  Tributos  Cadeias produtivas e divisão de trabalho  Trabalho informal  Trabalho formal  Segurança no trabalho urbano  Segurança (do trabalhador) no trabalho rural  Agricultura familiar  Agronegócio  Entidade filantrópica  Desemprego  Carteira de trabalho para o trabalhador  Trabalho voluntário nas empresas  Bens e serviços  Extrativismo  Manufatura  Indústria  Organização não-governamental 2ª ATIVIDADE Nesta atividade o aluno irá pesquisar em livros, artigos ou coletar informações com pessoas que sabem sobre o assunto para:  Fazer um quadro comparativo estabelecendo a diferença entre: ARTESANATO

MANUFATURA

INDÚSTRIA MODERNA

95


ÚSINA TERMELÉTRICA

ÚSINA HIDRELÉTRICA

USINA NUCLEAR

 Fazer um levantamento histórico da economia brasileira em diferentes épocas. - Caracterizar a sociedade nestes períodos (trabalho – vida social – fatos que modificaram o modo de vida...) - Informar os impostos pagos pela população nestes períodos (o que se paga – quanto é pago – o destino dos impostos/aplicação). Colônia

Império

República

Século XXI

3ª ATIVIDADE Fazer um cartaz ilustrando/informativo com elementos que caracterizam a vida no campo ou no agronegócio; a vida na cidade e a vida na zona rural, enfocando trabalho/produção/resultados. 4ª ATIVIDADE Nesta atividade o aluno irá pesquisar em livros, artigos ou coletar informações com pessoas que sabem sobre o assunto para registrar um texto que abranja o tema. 1. Sonegação de impostos x resultados dessa prática para o cidadão e para a sociedade x destino dos impostos. 2. Crise política em 2005 x Corrupção x Caixa dois x Superfaturamente x prejuízos para a sociedade x responsabilidade fiscal. 3. Impostos pagos pela População (IPTU – INSS – IMPOSTO DE RENDA – ICMS – CPMF – IPVA – IPI – ÁGUA – LUZ...) x destino x reclamação do cidadão x retorno dos impostos para o povo. 4. MERCOSUL x Países que participam x Acordos comerciais estabelecidos x benefícios ou Prejuízos para o Brasil x Objetivos. 5ª ATIVIDADE Pesquisar nos livros de história e de geografia para construir um texto. Crie personagens e diálogos. Utilize gravuras de gibis ou crie desenhos para representar o contexto. 96


 O trabalho nos engenhos coloniais.  O trabalho nas lavouras de café no século XIX.  O trabalho escravo na sociedade colonial, a luta pelos direitos e suas conseqüências.  Exploração econômica da Amazônia (problema dos indígenas, contrabando e regime de trabalho praticado pelos madeireiros).  Formas de trabalho no universo rural.  Formas de trabalho e produção no universo indígena e a interferência do homem urbano na sua comunidade.

LEITURA DA REALIDADE

Nesta atividade, o professor vai orientar os alunos para que eles busquem as respostas por meio da observação do cotidiano, de coletas de dados, de entrevistas a pessoas que possam auxiliá-los a obter a informação correta sobre o assunto e também por intermédio das informações obtidas nas atividades desenvolvidas anteriormente. O professor determinará se a atividade será realizada individualmente ou em grupo. 1ª ATIVIDADE Atualmente o tempo-relógio determina o ritmo das nossas ações. No dia-a-dia, refeições rápidas, corre-corre, disputa por um lugar no ônibus, bater o ponto, ir ao banco, ir à escola, hora de dormir, hora de acordar e... Entrevistar trabalhadores de sua escola ou comunidade para registrar um artigo sobre a sua visão em relação ao trabalho no mundo contemporâneo. Registrar as respostas. Comparar as respostas obtidas com as respostas de outros grupos. Sugestões para orientar a elaboração da entrevista: 

Horas por dia dedicado ao trabalho;

Sentimento pessoal sobre o tempo que dispensa à atividade, desde a sua saída de casa até o seu retorno;

Atividades desejadas que deixa de realizar por causa do trabalho;

Satisfação ou insatisfação decorrente da sua atividade diária;

Agentes motivadores no seu trabalho;

97


Dias iguais ou diferentes.

O professor deverá promover o debate em sala para registrar um texto coletivo sobre os sentimentos das pessoas em relação ao trabalho no mundo contemporâneo. Criar um calendário para a sua escola ou para a sua turma, colocando-a como uma empresa. Utilizar palavras, desenhos ou gravuras para ilustrar atividades coletivas (para promover a integração da comunidade, a aplicação das normas necessárias para a convivência e o alcance da qualidade na empresa-escola) que serão realizadas a cada mês do ano e o grupo que será encarregado para realizar o trabalho designado. 2ª ATIVIDADE Os sindicatos são associações que representam uma categoria profissional ou uma atividade econômica, buscando garantir os direitos do trabalhador e apresentar junto aos empregadores melhorias salariais, a qualificação dos serviços prestados, a valorização do trabalhador... Visitar um sindicato ou associação com sede em sua cidade ou pesquise para coletar dados para apresentá-lo na sua classe. Sugestão de roteiro: 

História da instituição, número de associados, as principais reivindicações feitas nas últimas assembléias, as vitorias e derrotas trabalhistas mais recentes, como o associado participa, o sindicato como empregador, arrecadação e aplicação dos recursos, serviços que presta ao associado, etc.

3ª ATIVIDADE Hoje, além dos sindicatos, há várias associações comunitárias, de bairro, de condomínios, de moradores, de religiosos, de empresas, que prestam trabalho voluntário para ajudar as pessoas a alcançarem o desejado: ter condições de vida mais digna, de atenuar as diferenças existentes e eliminar o desrespeito ao ser humano. Se na sua cidade há algum tipo de associação, cooperativa ou ONG visite-a. Marque a visita. Ou informe-se sobre o assunto por meio da leitura para registrar um documentário apresentando-a. 

Campo de atuação; objetivos; metas a serem alcançadas; como atua; atividades desenvolvidas; dificuldades; origem das verbas utilizadas no projeto; profissionais que participam para que as metas sejam alcançadas (funções/voluntariado/assalariado); resultados alcançados; importância para a população...

GENTE QUE FAZ

98


4ª ATIVIDADE O homem negocia bens desde o início dos tempos. Inicialmente usava o escambo e hoje usa papel moeda. Os valores de muitos bens produzidos e consumidores pelo homem têm o seu valor relacionado à cotação do dólar. As mercadorias que consumimos são produzidas no Brasil ou são produzidas em outros países. O Brasil também produz mercadoria, matéria-prima e mão-de-obra para diversos lugares do mundo. Visitar um supermercado ou uma mercearia, ou uma loja para listar os produtos que não são produzidos na sua região ou no Brasil. Anote a sua origem (local) e elabore um quadro com os dados coletados. Ex:

Classificação

Produto

Origem

Alimentação Beleza Saúde Eletrônicos Brinquedos etc. Após, confeccionar um mapa (Brasil ou Mundi) para ser afixado no mural. Localizar o local de origem dos produtos relacionados. Desenhe setas direcionadas para a sua cidade. Faça uma legenda colocando as setas com cores diferentes para representar o produto. Coloque um título. Registrar uma conclusão coletiva, sobre a importância das relações comerciais entre os países para a geração de empregos, atendimento às necessidades, a geração de empregos diversos e também de divisas. Coletar em revistas ou jornais as imagens que representam as diversas atividades profissionais existentes na sua cidade ou no mundo. Criar um painel com as imagens. Verificar se na sua cidade há empregos informais. Caracterizá-los, utilizando desenhos ou gravuras. Selecionar um. Criar uma história em quadrinhos contando o dia-a-dia do trabalhador informal. Informe os procedimentos necessários para que ele receba os benefícios garantidos pelo estado (aposentadoria, pensão, licença remunerada). Sugestão para a abordagem: Horas de trabalho diário, como ele é realizado, as dificuldades existentes, o público a que se destina, a renda diária, a renda mensal, a utilização da renda, a demanda de trabalho e a expectativa de futuro...

99


5ª ATIVIDADE O homem faz extensas plantações para atender as necessidades alimentares da população. Isto esgota o solo rapidamente. Hoje há uma grande mobilização para a utilização racional do solo e o homem adota procedimentos para tornar o solo um recurso renovável em pequeno intervalo de tempo com a utilização de insumos, técnicas e manuseio adequados. Escolher um órgão que possa dar informações precisas sobre o trabalho e o trabalhador no agronegócio ou na agricultura, para elaborar uma cartilha que será inserida no acervo da biblioteca da escola, como fonte de consulta. Sugestão para a coleta de dados

Atividade. Setor. Direitos do trabalhador da agricultura. Capacidade necessária. Divisão de trabalho existente. Impostos pagos pelo empregador e pelo empregado. Destino dos impostos. Técnicas aplicadas para a preservação do solo e para a produtividade e para a segurança do empregado, etc..

7ª ATIVIDADE Escolher direitos do trabalhador para criar e produzir uma história em quadrinho. Ex: Licença maternidade – abordar a questões referentes ao salário, aos benefícios recebidos do estado, aos impostos, à licença maternidade, ao direito de retorno ao trabalho (garantias), etc.. 8ª ATIVIDADE O trabalhador realiza diariamente suas atividades profissionais. O Estado vai computando os dias, meses e anos, para recolher impostos do empregador e do empregado sobre o salário recebido mensalmente. Após a aposentadoria o trabalhador recebe os seus vencimentos (salários) do Estado. Entrevistar trabalhadores aposentados e registrar:  Atividade que realizava;  Como conseguiu o beneficio chamado aposentadoria;  Vencimento (salário) recebido mensalmente;  Dificuldades enfrentadas ou insatisfações;  Queixas. - Verificar o rendimento recebido em salário mínimo quando aposentou e o rendimento recebido atualmente.

100


 Com que idade e tempo de trabalho aposentou-se; -Verificar se após a aposentadoria ele realiza trabalho remunerado.  Diferença entre a aposentadoria pelo regime CLT e aposentadoria do funcionário público. Registrar um texto sobre aposentadoria e os reflexos na vida do aposentado. Visitar um banco para colher dados sobre a aposentadoria privada.  O que é? Como participar?  Quando receber? Como? Elaborar um texto sobre este benefício enfocando benefícios e riscos. Criar um painel informativo (ilustrando-o) para apresentar à sua turma.

SEGUNDO MOMENTO: LER – QUESTIONAR – RESPONDER - AVALIAR

CONSUMO Aos indivíduos cabe a decisão de consumir de forma racional, apenas o necessário ao seu bem-estar, à preservação da sua saúde e à permanente evolução da sua qualidade de vida. Jamais se viu, em toda a história da humanidade, tamanha oferta de alimentos, de produtos industrializados, de bens móveis, imóveis e de um amplo leque de serviços. Toda essa movimentação pela busca desenfreada de mais produtividade resulta em mais consumo e – por conseqüência – em maiores e crescentes danos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo em que eleva a oferta de alimentos e produtos manufaturados, também se verifica um monumental desperdício em toda a cadeia produtiva, desde a fase da colheita até a sua industrialização e o consumo final. Esse modelo de produção, que visa a busca de alta produtividade, aliada ao aumento da oferta e à redução do custo dos produtos, está sendo questionado com grande intensidade em todo o mundo. O consumismo exagerado e o desperdício começam a ser vistos como os novos vilões da civilização, responsáveis pelo grave processo de degradação ambiental presenciado nos dias correntes. Com esses questionamentos – vital para a sobrevivência humana – começa a surgir um movimento econômico mundial, que exigirá das empresas, governos e de cada individuo, a adoção de um comportamento responsável no ato de consumir.

101


As empresas devem adotar uma conduta de responsabilidade social, desde a contratação da mão-de-obra até a destinação adequada dos resíduos da produção. Os governos devem ser responsabilizar pela infra-estrutura de apoio à produção e a instalação de sistemas de saneamento básico e de destinação e reaproveitamento dos materiais recicláveis. E, aos indivíduos, cabe a decisão de consumir, de forma racional, apenas o necessário ao seu bem-estar, á preservação da sua saúde e à permanente evolução da sua qualidade de vida, evitando a compulsão em adquirir mais do que o suficiente para suprir as suas reais necessidades. Somente esse novo consumidor, consciente do ato de sua compra, poderá reverter o atual processo de degradação ambiental. Essa nova postura – que renega o consumo compulsivo e o desperdício e incentiva a destinação correta do lixo e a reciclagem de materiais – é apresentada nos textos a seguir, integrantes dos capítulos de consumo. São conteúdos que auxiliarão o professor a abordar o tema e a compreender e fazer compreender que o homem é o principal causador dos problemas ambientais e o único responsável por solucioná-los.

CONSUMO – GRUPO 1 TEMAS

1. A importância de impostos; taxas e tributos 2. Cadeias produtivas e trabalho por segmento 3. Importância dos direitos dos trabalhadores 4. O trabalho no terceiro setor: conceito e importância para a organização social 5. Salário e outros tipos de remuneração 6. Trabalho formal x trabalho informal 7. Trabalho voluntário: uma opção solidária.

1. CONSUMO RACIONAL X DESPERDÍCIO O aumento do consumo numa sociedade pode ser um sinal de progresso econômico. Mas a realidade é bem diferente, por que os benefícios do consumo não chegam de forma igual a todos. Pior: enquanto uns consomem muito mais do que o necessário para a sua sobrevivência, outros continuam a não conseguir satisfazer as suas necessidades básicas, seja em escala mundial ou nacional. Nas ultimas décadas, entrou no vocabulário corrente o termo consumismo, que traduz quase uma situação de doença. São os tempos de moda passageira, da

102


constante criação de modelos novos. É o desejo feito necessidade, mas só para alguns os que podem. CONSUMO E INJUSTIÇA SOCIAL Os demais indivíduos correspondem à maior parte da população mundial. São os que não podem consumir as calorias e proteínas necessárias, os remédios quando precisam os livros, o lazer e outros bens de serviços. São os que não têm o direito de consumir o mínino que satisfaria às suas necessidades mais básicas. A realidade que gera o consumismo impede uma melhor redistribuição da riqueza: o que se consome a mais em algumas sociedades daria para reduzir a pobreza em muitas outras. Mais: o consumismo desenfreado está minando os recursos naturais, que não são limitados. Cresce a queima de combustíveis que gera graves problemas ambientais, como o aquecimento global, as chuvas ácidas, o aumento do lixo (grande parte não reciclável). Por tudo isso, Ética e Consumo Racional devem caminhar juntos na perspectiva de uma sociedade mais justa, sadia e conscienciosa. UM NÃO AO COMPORTAMENTO PERDULÁRIO O desperdício é um dos grandes vilões da história humana moderna. Temas como sustentabilidade, responsabilidade social, economia de água, alimentos e resíduos, devem fazer parte dos conteúdos dados em sala de aula, no âmbito do consumo consciente. No que diz respeito aos alimentos, cerca de 20% se perdem ainda na colheita, 8% são desperdiçados no transporte e armazenamento, 15% na indústria, 1% no varejo e mais 20% nos ambientes domésticos. Com tanta sedução ao seu redor, o jovem, se não alertado e refreado pelos pais e educadores, se deixa levar pela onda do consumismo. O aluno deve aprender que não é preciso ir muito além de casa para ajudar a mudar esse panorama de desperdício. Basta, por exemplo: 

Tentar aproveitar ao máximo os alimentos que consome;

Fechar a torneira na hora de escovar os dentes e enquanto se ensaboa durante o banho;

Preferir produtos com embalagens mais econômicas ou com refil;

Entender que o reaproveitamento de cascas de alimentos para receitas é um assunto revolucionário e interessante para ser trabalhado em sala de aula;

Ser preparado para atuar como multiplicador do conceito de consumo consciente entre seus próprios familiares e amigos.

103


Outro item pertinente ao consumo consciente é a geração do lixo, sua diminuição e reciclagem.

ENTENDENDO MELHOR PARA LIDAR COM A QUESTÃO Segundo o IBGE, os adolescentes formam uma tribo de 35,2 milhões de brasileiros – ou 20,78% da população – e o Brasil é o terceiro maior mercado adolescente do mundo. A globalização tem feito jovens de todo o mundo terem gostos, aspirações, comportamentos e cultura semelhantes. O fenômeno deve-se, evidentemente, à estratégia de comunicação mercadológica. Com o aumento da classe média e a grande exposição dos jovens às propagandas, eles se tornaram grandes consumidores – e preferindo produtos com marca, para afirmar sua identidade. Principalmente as marcas que têm presença global e forte apelo, para o jovem consumidor são as mais respeitadas e desejadas entre a juventude. No entanto apesar do materialismo exagerado, o relacionamento com familiares e amigos é uma de suas prioridades na vida. Também se observa entre eles preocupações com os aspectos sociais. E é nesse valor que a escola deve investir com segurança e eficiência para moldar o novo e consciente cidadão.

CONSUMO COMPULSIVO É claro que consumir implica ter dinheiro, e nem todos os alunos estarão nesse contingente. É verdade também que o assunto resvala para o campo da psicologia, dos sentimentos e das emoções, sendo subjetivo e complexo. Mas alertar para a realidade que provoca a compulsão é andar meio caminho rumo à saudável consciência cidadã. Assim, todos devem estar conscientes de que o consumo está ligado a objetos desejados. A publicidade seduz e convence: ter o que quer – um tênis, um DVD, uma roupa etc. – faz a pessoa ser mais feliz e pensar que, por isso, vai ter o reconhecimento dos outros - que é o status social.

A compulsão é o comportamento que a pessoa não consegue evitar repetir. É como um vício. Seu nome científico é oniomania. Se a pessoa não consumir, vai sentir a tristeza de não se sentir amada. Fica ansiosa e angustiada, sem saber exatamente o que esta acontecendo com ele. Então, consome para diminuir a ansiedade, evitar essa sensação ruim e disfarçar a carência afetiva.

104


Esse comportamento exagerado, a compulsão ao consumo, é um desequilíbrio emocional. Como todo dependente, o consumidor compulsivo demora a admitir seu vício. É seu caso é mais difícil, já que fazer compras é uma atitude bem vista e incentivada pela sociedade de consumo.

Muitas vezes, em um ano, as fabricas de veículo lançam duas versões de um mesmo modelo: o novo que já nasce velho e estimula a compulsão pelo consumo. O modelo estético ditado pela sociedade moderna leva os jovens a se iniciar nas práticas alimentares restritivas e radicais (dietas exageradas), que acabam provocando em anorexia (falta de apetite) ou bulimia (colocar para fora os alimentos que come pelo vômito), com resultados fatais, como os que tem sido divulgados pela imprensa.

As inovações tecnológicas, atualizadas quase que diariamente, estimulam o consumo é preciso desenvolver uma postura consciente na hora da compra.

O assunto, que preocupa e desorienta pais e educacionais, invade também o terreno da diversidade cultural. O fato de ser fisicamente diferente pela raça ou condição social gera preconceitos e barreiras aos que não agradam ao padrão ideal da sociedade consumista e perdulária. Ás gerações futuras, hoje está sendo construídas, uma pesada e triste herança: 

O maior valor do TER sobre o SER. À Escola Cidadã, cabe o papel:

De inverter os dois verbos e contribuir para o surgimento de uma nova e humanista ordem mundial.

2. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR O Código de Defesa do Consumidor foi promulgado em 11 de setembro de 1990, com o objetivo de proteger o cidadão, em seus interesses econômicos, de respeitar sua dignidade, saúde e segurança, e promover a melhoria de sua qualidade de vida. Apesar de estar em vigência há mais de 16 anos – e de organizações governamentais e não-governamentais desenvolverem um trabalho de proteção e defesa dos diretos dos consumidores que antecede a própria lei – ela ainda é pouco conhecida por grande parte da população. Os movimentos de defesa dos consumidores partem do reconhecimento da necessidade de proteção do cidadão frente a uma relação desigual de forças entre consumidores e fornecedores, tanto de produtos e serviços privados ou públicos. Todos os cidadãos devem ter ciência dos direitos básicos do consumidor. 105


Necessidades básicas – O direito aos bens essências e serviços que garantam a sobrevivência: alimentação adequada, vestuário, abrigo, cuidados de saúde, educação e saneamento básico. Segurança – O direito de ser protegido contra marketing de mercadorias ou a proteção de serviços que sejam perigosos para a saúde e a vida. Informação – O direito de ser protegido contra a publicidade e a rotulagem desonestas e o direito a estar de posse dos dados e informações necessárias a um ato consciente de escolha. Escolha – O direito de escolher produtos e serviços a preços competitivos, com uma garantia satisfatória. Representação – O direito de exprimir os interesses do consumidor na elaboração e execução das políticas públicas. Reparação – O direito de ser indenizado por falsas informações, artigos de má qualidade ou adulterados, ou, ainda, por serviços não satisfatórios. Educação – O direito de adquirir os conhecimentos e a experiência necessários para ser um consumidor consciente. Meio Ambiente Saudável – O direito de viver e trabalhar num ambiente que não seja ameaçador nem perigoso e que permita uma vida de dignidade e bem-estar.

UM POUCO DE HISTÓRIA RECENTE A conquista recente mostra o papel e ação do Estado e a organização da sociedade civil na proteção e defesa dos direitos do consumidor. Anos 70 e 80 – nasce o movimento social em prol de uma legislação de proteção ao consumidor. Anos 80 – o movimento é representado por associações de donas de casa, cooperativas de consumo e associações civis em todo o Brasil. Organizam-se em torno da crítica ao consumismo e da defesa do consumidor, e se articulam à ação precursora do governo: os Procons, grupo executivo de Proteção ao Consumidor. 

Experiências de cooperativas de consumo entre vizinhos, comerciantes e colegas de trabalho mostram como é possível comprar produtos ou contratar serviços com melhores preços e condições de pagamentos.

USANDO O CÓDIGO Aprender a usar no cotidiano o Código de Defesa do Consumidor é conteúdo básico para a vida de todo cidadão. Daí a importância do assunto entrar em sala de aula já no ensino fundamental, e alertar para o reconhecimento da desigualdade de acesso a produtos e serviços públicos e privados, e da discriminação por etnia, idade e classe social nas relações de consumo. 106


O conhecimento dos direitos do consumidor contidos no Código de Defesa do Consumidor fomenta no cidadão uma postura ativa e solidária. Merece, portanto, atenção especial da escola cidadã, que prepara o consumidor consciente de hoje e do futuro.

ORIGENS DA PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR As relações de consumo sempre existiram em todos os países do mundo. Mas, de acordo com alguns pesquisadores, não é sabido com precisão onde e como começaram a ser desenvolvidos os conceitos e os direitos do consumidor.

O consumidor deve estar atento aos seus direitos, solicitando informações sobre a qualidade do produto, prazo de garantia e eventuais trocas, entre outros.

Na Roma antiga, no período de Justiniano, o vendedor deveria ressarcir o comprador de mercadoria (animais) que apresentasse defeitos ou vícios. A partir do século XVIII, as grandes descobertas ocorridas durante a Revolução Industrial modificaram, de modo fundamental, o comportamento de consumo. As grandes quantidades de produtos fabricados após a revolução social nem sempre atendiam aos parâmetros de qualidade, fato que repercutiu diretamente nos direitos comerciais e civis. O primeiro manifesto de interesse pela proteção do consumidor foi dirigido pelo presidente dos EUA, John Kennedy, em 1962, ao congresso norte-americano. No Brasil-Colônia, operações mercantis já eram realizadas visando a satisfação das necessidades do indivíduo e de sua família. Mas só na virada do milênio é que as pessoas começaram a se preocupar mais com a questão da qualidade. No entanto, foi na Constituição de 1988 que o Código de Defesa do Consumidor elevou-se à condição de benefício do Direito moderno. Atualmente, o amparo a consumidores – feito por órgãos, instituições e organizações envolvidos na regulamentação de leis de proteção à qualidade, aplicação e certificação – tem o Procon como o mais popular.

O QUE É O PROCON O Procon (Proteção ao Consumidor) é um serviço que visa orientar e informar o consumidor sobre seus direitos e deveres. É, portanto, um órgão fiscalizador das relações de consumo e pode aplicar sanções administrativas, conforme o Artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Como tal, proporcionam a defesa do 107


cidadão contra as práticas surgidas das relações de consumo, junto aos estabelecimentos comerciais, industriais, prestadores de serviços e órgãos públicos. O Procon recebe, analisa e soluciona as reclamações e denúncias apresentadas pelos cidadãos, assim como as encaminha às entidades pertinentes, caso o problema não for de sua alçada. Além disso, faz campanhas, alertas e exposições de conscientização da população.

O Serviço de Proteção ao Consumidor, conhecido como Procon, é um órgão fiscalizador das relações de consumo. Em casos de insatisfação com os bens adquiridos ou serviços prestados, o consumidor pode procurar, além do Procon, o Decon (Delegacia do Consumidor, que faz investigações técnicas) ou a Procuradoria de Defesa Pública. Nesses locais é feita a indicação do órgão prestador de ajuda. Ou seja, caso o Procon não resolva ou não se adapte ao processo, ele é encaminhado ao Decon, e assim por diante. O veredito também passa pelo mesmo processo, porém, pelo sentido inverso. Veja abaixo. Instâncias da Defesa ao Consumidor - Consumidor - Fornecedor (produtos/serviços) - Procon - Decon - Procuradoria de Defesa Pública (Promotores de Justiça). SENDO UM CONSUMIDOR CONSCIENTE Apesar de não ter um emprego e um salário para comprar coisas, o aluno é consumidor, sempre que pede algo a seus pais e quando usa o dinheiro de sua mesada. Por isso, desde já, deve estar informado sobre os seus direitos e deveres de consumidor – passo número um para exigir o que a lei lhe garante. É não se trata apenas de cuidar de sua própria vida e de seus interesses. Como um consumidor consciente e responsável, poderá, por meio de suas compras, ajudar a preservar o planeta. Alerte seu aluno para o fato de que: 

Se ele tem como opção de compra um caderno de folha reciclada e outro com folhas comuns, deve se escolher o reciclado, por que estará ajudando a poupar a vida de muitas arvores;

Se consumir apenas o necessário, também ajudara o Planeta Terra, reduzindo a poluição ao meio ambiente; 108


Os consumidores brasileiros precisam parar de esperar que outra pessoa os defenda de coisas erradas feitas pelas empresas; devem eles próprios assumir a sua defesa; e o aluno deve crescer e viver com essa consciência.

3. ESTÍMULO AO CONSUMO: O PAPEL DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO Todos sabemos que a sociedade de consumo é aquela incentivada a praticar o consumismo. O termo define a sociedade moderna, urbana e industrial, dedicado à produção e aquisição crescentes de bens de consumo cada vez mais diversificados. O comportamento consumista sustenta a produção e o crescimento econômico. Mas também fomenta a construção e a afirmação de identidades e reforça as diferenças e a exclusão social. Portanto, é fundamental que a escola exercite uma crítica construtiva com os seus alunos em torno do tema. Deve fazê-los distinguir e se posicionar, como cidadãos, quanto às desigualdades que resultam do lado perverso desse modelo e, com isso, estimular-lhes para a prática do consumo consciente.

A televisão informa e auxilia na obtenção de novos conhecimentos, mas também veicula programação de baixa qualidade: é preciso ter uma postura crítica sobre o seu conteúdo.

O aluno não precisa fazer faculdade de comunicação para conhecer um pouco dos bastidores da mídia. Mas, deve ser informado que: 

Para influenciar nos hábitos de consumo da população, as indústrias e empresas contam com a mídia, ou meios de comunicação – jornais, revistas, portais de internet, emissoras de Tv e rádio;

A formação da opinião pública, em relação ao consumo, é comandada por profissionais – os publicitários – que “convencem” sobre o que o público consumidor vai escolher comprar e usar;

Por meio da publicidade, a mídia tem o poder de criar necessidades e convencer o consumidor ao uso de produtos;

As necessidades são criadas para atender à crescente produção e à elaboração cada vez mais diversificada dos bens de consumo – embora pareça que é a tecnologia que atende a essas necessidades.

A imensa quantidade de anúncios vistos, lidos e ouvidos entre os adolescentes os expõe ao estímulo constante do consumo, o que é preocupante para educadores. Ao contrário das atividades lúdicas infanto-juvenis, a passividade exigida pela tevê e o

109


bombardeio de informações oferecidas pela Internet – duas grandes mídias – não preparam a criança para um aprendizado de atitudes. Numa sociedade de consumo, ter dinheiro significa poder consumir, comprar, gastar. Consumir, assim, acaba se tornando um sinônimo de busca de felicidade e status – coisas que o ser humano sempre buscou – e as empresas, por meio da mídia, “vendem” como um ideal de felicidade.

Diariamente, somos bombardeados por um volume extraordinário de mensagens de estímulo ao consumo, que muitas vezes criam necessidades que não temos UMA PITADA DE FILOSOFIA É importante estar ciente de que a sociedade de consumo sobrepõe duas realidades que dividem as questões, levando uns a defenderem, outros a se voltarem contra ela. Uma á aquela que a mídia mostra os produtos ligados à boa qualidade de vida, vacinas, antibióticos, tratamento da água e do esgoto, marca-passos cardíacos, aos cuidados para com o meio ambiente etc. A outra mostra a população do ar e das águas, principalmente nas regiões mais industrializadas, a mão-de-obra explorada em países do terceiro mundo, como o Brasil, onde ainda há uma parte população que trabalha sem as condições de higiene, saúde, moradia e alimentação adequadas à dignidade humana. O PAPEL DA ESCOLA CIDADÃ Hoje, em todo o mundo, há organizações que elaboram e executam programas para conscientizar as populações da necessidade de diminuir o consumo e de lutar pela preservação do meio ambiente, pela igualdade entre os povos e contra as diferenças sociais. Essas organizações, em última análise, estão envolvidos na luta pela sobrevivência, dignidade e liberdade dos seres humanos – os consumidores e os excluídos do consumo. O jovem, assim como a criança, é treinado para o consumo, para o conhecimento de marcas e lealdade a elas na disputa do mercado. É preciso, no entanto, ter respeito à ingenuidade desse público de consumidores que é composto por seres em formação, num mundo em que a comunicação e a propaganda influenciam significamente sua personalidade. A comunicação mercadológica para o jovem deve ser responsável e trabalhar conceitos como consumismo, responsabilidade socioambiental, sexo, drogas e violência, auxiliando na sua educação e funcionando com parceira dos ambientes familiares e educacionais na formação do consumidor consciente. 110


As atuais e próximas gerações de pré-adolescentes e adolescentes devem aprender a colocar em prática o consumo consciente, evitando o desperdício de recursos financeiros e de recursos naturais em escassez, fomentando assim uma nova ética em sociedade. Mesmo que pareça impossível modificar um sistema tão poderoso, a conscientização pode ser um elemento de defesa, e cabe à escola praticá-la com seus alunos, futuros profissionais, para a realidade atual e futura.

4. CUIDANDO COM O PATRIMÔNIO PÚBLICO – A ESCOLA Em grande parte das escolas públicas brasileiras, principalmente municipais, vêm ocorrendo diversos delitos, como furtos e roubos; pichações em carteiras e paredes do estabelecimento; vandalismo em banheiros, com destruição de torneiras, portas e fechaduras; depredação de móveis, vidraças, objetos, como forma de deixar um “autógrafo” no imóvel ou móvel público – além de agressões interpessoais. Boa parte dessas ocorrências acontece nos finais de semana e os autores costumam ser crianças e adolescentes moradores dos bairros. A violência praticada em relação ao patrimônio público está relacionada à falta de conscientização da população sobre o significado do que é público, mas também leva-se em conta a imagem que os usuários fazem das instituições. A instituição pública costuma ter feição de empresa privada e não de patrimônio pertencente aos cidadãos, seus usuários: os administradores, vistos como os “donos”, são os que estabelecem normas e regras de uso e direitos. Pesquisas mostram que essa interpretação provoca em grande parte as reações agressivas da população. Ao agredir o patrimônio público, o usuário materializa a sua insatisfação em relação aos serviços prestados e a seus administradores. É um protesto, um revide às agressões vividas no cotidiano dentro da própria escola. A cultura do autoritarismo, de fortes raízes, necessita ser urgentemente substituída pela de aprovação, aceitação, motivação, inclusão de todo e qualquer aluno no conjunto do aparelho escolar. A escola cidadã deve se empenhar na formação ética de jovens protagonistas, que pensem, falem e se posicionem conscientes dos valores humanitários. Estará assim formando multiplicadores para o exercício dos direitos e deveres sociais no mundo de hoje e do futuro. A escola é um patrimônio da comunidade, construído com os impostos que todos pagam: destruí-la significa dilapidar um bem que pertence a cada um de nós.

O exercício da cidadania pressupõe o zelo pelo patrimônio público, que é um dever de toda a comunidade. 111


Mas, a família? Por outro lado, é preciso considerar a implicação da relação familiar nesse contexto. Filhos são reflexos dos pais que, por meio de exemplo, transmitem o seu modo de tratar os demais. O respeito, a compreensão, o carinho que envolve (ou não) esse trato são imagens reais assimiladas diariamente. Falta de respeito, ofensa, rivalidade, provocação, agressão é também legado da relação familiar. Cada um em seu contexto, pais e educadores devem manter equilíbrio emocional e linguagem adequada, e oferecer ambiente de confiança, respeito, afeto, contentamento. A atuação dos pais em casa e dos educadores na escola deve conduzir a criança e o jovem à boa vivência, ao companheirismo, à urbanidade. Deve propiciar o autodomínio, o respeito às diferenças, a consciência solidária e cidadã.

ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referência a Proposta Pedagógica Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa de Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática, seguindo as orientações contidas no Programa: 

O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas;

O aluno, e/ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar;

O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos;

O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades sobre o assunto para serem respondidas; e

A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual

PRIMEIRO

Atividade em Grupo

Atividade com toda a Turma

MOMENTO – DELIMITAÇÃO DA PESQUISA-PESQUISA-LEITURA-

ARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

112


LEITURA DE BASE TEÓRICA

Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a título de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade de grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento. NA ESCOLA HÁ TRABALHO E CONSUMO 1° ATIVIDADE Pesquisa para explicar os termos. Criar uma Ficha para a aplicação da metodologia. Os textos ficarão disponíveis como fonte bibliográfica ou poderão ser afixados no mural da escola. 

Escola pública

Escola particular

Cliente da escola

Profissionais da escola

Patrimônio público

Impostos

Inclusão na escola

Exclusão na escola

Material escolar

Mobiliário escolar

Água na escola

Lixo escolar

Livro didático – PNDL

Sociedade

Moda

Bens de consumo

Comércio

113


Publicidade

Marketing

Dinheiro – poder aquisitivo

Matéria-Prima

Embalagens

Poluição urbana

Produto manufaturado

Produto industrializado

Produto artesanal

Supermercado

Shopping

Alta tecnologia

Eletrodomésticos

Indústria do papel

Procon

Comportamento perdulário 2° ATIVIDADE

Nesta atividade o aluno irá pesquisar em livros, artigos ou entrevistará pessoas que saibam ou possam informar sobre o assunto. Após a coleta de dados o aluno deverá registrar um texto informativo sobre o tema escolhido. ESCOLA 1. Escola x serviço prestado. 2. Escola x clientes resultado final. 3. Escola x patrimônio público x convivência. 4. Escola x aluno x preservação. 5. Escola x conselho escolar x gestão participativa. 6. Escola x informação x consumidores conscientes. 7. Escola x aluno x vida na comunidade local x cultura x hábitos individuais x ações para o coletivo.

114


8. Escola x aluno x trabalhadores x projetos de melhoria no meio em que vive x visão de futuro. 9. Escola x aluno x sensibilidade x respeito convivência x responsabilidade x compromissos x apropriação e produção do conhecimento. 10. Escola x conhecimento significativo x hábitos conscientes x promoção da qualidade de vida. 11. Trabalhadores da escola x funções proventos/salários x carga horária diária.

x

qualificação

necessária

x

3ª ATIVIDADE O aluno irá pesquisar em livros, artigos ou entrevistará pessoas que saibam ou possam informar sobre o assunto. Após a coleta de dados o aluno deverá registrar um texto informativo sobre o tema escolhido. 1. Bens necessários para atender as necessidades ou funcionamento 

De uma casa

De uma família

2. Recursos naturais x extração com o objetivo comercial x produto final destinado ao consumidor. 3. Reaproveitamento de resíduos x matéria final (produto) x utilização x economia. 4. Geração de lixo x reciclagem x preservação de árvores. 5. Árvores x produção de celulose x necessidade de reflorestamento x produto final x reciclagem x proteção ambiental. 6. Propaganda x incentivo ao consumo x informação. 7. Compra consciente x oferta de produtos x equilíbrio social. 8.

Produtos x qualidade de vida x propaganda.

9. Consumo x preservação do meio ambiente x igualdade x ética x valorização do Ser. 10. Consumo x desperdício x cartão de crédito. 11. Consumo x ansiedade x inserção no grupo x adolescente x padrões estabelecidos na sociedade moderna x prejuízos x benefícios. 4ª ATIVIDADE O professor deverá distribuir textos que enfoquem mudanças no processo produtivo desde a Revolução Industrial até a atualidade para que o aluno elabore uma linha do tempo ilustrada.

115


Promover um debate sobre a automação na indústria e o desemprego e registrar as conclusões em uma ficha. 5ª ATIVIDADE Pesquisar e registrar em uma cartilha os artigos do Código de Defesa do Consumidor, que informa sobre as ações que o consumidor deve adotar em situações de prejuízo ao adquirir um bem, um produto ou utilizar de um serviço. LEITURA DA REALIDADE

Nesta atividade, o professor vai orientar os alunos para que eles busquem as respostas por meio da observação do cotidiano, de coletas de dados, de entrevistas a pessoas que possam auxiliá-los a obter a informação correta sobre o assunto e também por intermédio das informações obtidas nas atividades desenvolvidas anteriormente. O professor determinará se a atividade será realizada individualmente ou em grupo. 1ª ATIVIDADE Desde o surgimento, o homem desenvolve atividades em busca de maior conforto e que atendam as suas necessidades básicas visando uma qualidade de vida melhor. Procure conhecer como era a sua cidade nos primeiros anos de sua fundação e crie um artigo para ser apresentada a sua turma. Sugestão: relatar o seu desenvolvimento, a sua transformação (causas, o papel do cidadão que por meio do trabalho contribuiu para o resultado que você vê hoje, os impactos causados ao meio ambiente para o seu crescimento ( o que mudou – bom ou ruim), como era o comércio e a forma de produção dos bens que não eram produzidos na sua localidade – transporte dos bens adquiridos fora da localidade. Registrar em um quadro comparativo as atividades desenvolvidas no Brasil – na agricultura, no comércio, na indústria, nos centros urbanos, na aldeia indígena... Apresentar informações comparando-as com as atividades desenvolvidas na sua cidade. 2ª ATIVIDADE A educação desenvolvida pela escola deve ser instrumento para a emancipação dos sujeitos sociais e para o cumprimento de seu papel social, que em última instancia visa a construção de uma sociedade justa, humana, solidária e igualitária. Faça uma pesquisa de campo, consultando todos que compõem a comunidade educativa (alunos –pais- professores – funcionários, diretores...) para que escolham o tipo de educação que deve ser desenvolvida na sua escola. Elabore um quadro consultivo para que a pessoa consultada possa registrar sua opção. Após consultar, quantifique o resultado e divulgue-o. 116


Sugestão para a Ficha – Consulta Formulário de Pesquisa 

Nome da escola;

Nome da pessoa consultado;

Segmento que representa;

Texto de introdução

Sugestão: a escola deve representar a necessidade de sua comunidade, propiciando a construção do conhecimento, de atitudes, de valores que tomem o estudante solidário, crítico, ético e participativo. 

Pesquisa

Qual o tipo de educação que deverá ser aplicada na nossa escola? - Quero que nossa escola desenvolva uma educação que mantenha a realidade que vivemos. - Quero que nossa escola desenvolva uma educação que contribua para a transformação da nossa realidade. Faça a pesquisa com no mínino 60% do quantitativo existente na escola. Após a eleição do tipo de escola, faça uma pesquisa, entrevistando pessoas de cada segmento, que deverão apresentar propostas ou metas ou atividades a serem implantadas no universo escolar para atender o objetivo eleito. Condense as informações e elabore um quadro quantitativo com as propostas de encaminhamento em cada setor. Elabore um Plano de Ação contemplando os setores. METAS

AÇÕES

CRONOGRAMA

Justamente com o professor de cada disciplina faça um projeto (estudo/atividades) que proporcione a interação com as necessidades de sua cidade e/ou população. Estabeleçam uma meta a ser alcançada em cada disciplina e elabore uma ação a ser realizada. Faça o planejamento e mãos a obra. Formar um painel informativo, interligando os agentes que usufruem do espaço escolar com as ações que o qualifiquem na escola ou que qualificam a escola. Utilize desenhos, charges ou palavras. Utilize recursos visuais como setas ou círculos... 117


Eleja um tema gerador (do espaço escolar) Ex:

Escola Desenhar as atividades desenvolvidas pelas pessoas que trabalham na sua escola (lembrar sempre de incluir o aluno) na sua escola com as ações adotadas que priorizam a preservação da escola. De posse de uma máquina fotográfica registre imagens significativas que demonstram a utilização incorreta dos recursos existentes pelos usuários da escola (pichações – depredações – desperdício de recursos lixo – espaços inadequados). Revelem as fotos. Escrevam em pequenas faixas de papel, as ações (corretas) que deverão ser adotadas e que orientarão os alunos para as mudanças do que foi apresentado. Eleger as fotos e faixas mais significativas para serem afixadas no mural ou espaço voltado para a observação crítica e a conseqüente mudança de atitudes.

Sugestão: - no cotidiano promoveremos um amanhã melhor; - sabendo usar teremos um lugar legal. Escolher um dia para o trabalho voluntário na escola. Cada turma elegerá um local da escola para ser restaurado. Deverá buscar recursos junto à comunidade para a realização da atividade (material e dicas de como realizar e até convidar pessoas que têm qualificação para orientar o trabalho que será realizado em parceria com os alunos). Liste por amostragem os bens existentes na sua escola e descreva o estado de conservação. Cada grupo ficará com um setor. Após, registre as possíveis causas que ocasionaram a degradação. Verifique se há possibilidade de recuperação. Apresente um relatório que será apresentado pela turma. Viabilizem as soluções apresentadas. Fazer um levantamento dos bens que podem ser recuperados para escolherem um. Após a escolha elaborem uma carta que deverá ser dirigida a pessoas que podem ajudar na recuperação do bem. Usem a criatividade para sensibilizar e alcançar a parceria. Fazer um cronograma (marcar o dia) para a realização da atividade. Após a recuperação, elejam um dia para festejar a meta alcançada destacando o realizado, a parceria e os benefícios. 118


3ª ATIVIDADE Na escola muitas pessoas se beneficiam do seu espaço, do serviço que é oferecido e até dos recursos oriundos dos impostos, que são pagos pelos cidadãos. É necessária a adoção de ações para que esta oferta alcance o resultado final que é o bem estar e a aprendizagem. Observar o relógio de luz ou hidrômetro da escola, registrando o consumo diário durante um mês. Há diferenças de um dia para o outro. Crie normas para a redução. Buscar informações sobre os gastos gerados mensalmente em sua escola quanto: 

A utilização da água;

A utilização da eletricidade;

A utilização do telefone;

A utilização do gás;

A compra de merenda.

Registrem a quantidade de cada item utilizada em um mês (e se possível o custo financeiro) registrando dados do relógio de luz, do hidrômetro, dos pulsos na conta telefônica, o período de durabilidade do gás e a quantidade de desperdício (Kg) da merenda deixando pelo aluno no prato, diariamente. Elaborar quadros para os registros e ao final do mês apresente o resultado. Divulgue-o no mural da escola. Verificar e apresentar as possibilidades de reduzir os custos sem prejudicar a quantidade do serviço oferecido. Estabeleçam metas/ações a serem adotadas durante um mês para alcançar o objetivo de redução de custo. Comparem realizando uma nova pesquisa no mês subseqüente para comparar e verificar as reduções alcançadas. Divulgar o resultado e escrever frases para elogiar as ações que contribuíram para o consumo consciente. 4ª ATIVIDADE Selecionar textos divulgados nos livros em forma de contos, fábulas, história em quadrinhos, crônicas ou parábolas que abordam os valores de Ser ou Ter e suas conseqüências. Representar o texto selecionado na sua turma ou fazer a hora da leitura comentada. 0 Eleger um texto para ser representado (cênica) à outra turma. Relacionar o contexto apresentado no texto com a vida atual.

119


Entrevistar os feirantes para elaborar uma cadeia produtiva de produtos cultivados na sua cidade que são comercializados na feira. Fazer uma relação entre o consumo e o desperdício na feira. Criar um texto retratando o trabalho desenvolvido, as ações do consumidor ao escolher produtos que vai levar para a sua casa, o trabalho no término da feira, o grau de satisfação do feirante e o lixo gerado (registrar causas e o destino do lixo). Entrevistar o Presidente da Associação Comercial ou do Clube dos Direitos Lojistas para elaborar em seguida uma planilha contendo dados sobre a evolução do comércio e/ou da indústria na sua cidade, bem como dados do comportamento do consumidor. 5ª ATIVIDADE A publicidade é a alma de um negócio. As empresas com sua criatividade produzem para envolver o consumidor, textos ou imagens que falam nas revistas, nos jornais, na televisão, nos autos-falantes que invadem o nosso lar com o objetivo de seduzir o consumidor: você. Selecionar propagandas e montar um cartaz com eles. Criar uma propaganda ou uma criação publicitária vendendo a idéia de consumo consciente. Use Recursos Visuais Elaborar um material de divulgação com dicas para o cidadão ser um consumidor consciente: 

Folder

Slogan

Comercial

Jingle

Logotipo

Outdoor

Verificar durante um dia, os produtos ou objetos que vocêw utiliza. Relacioneos a cada uso em uma tabela e depois registre a sua composição, a matéria-prima de sua origem e a utilidade com a indicação e contra-indicação. Conclua com um texto evidenciando a necessidade do uso ou a utilização como supérfluo. Objeto

Material que compõe

Matéria-Prima

Utilidade

120


Escolher um produto para escrever a sua história iniciando com a sua origem (matéria-prima), etapas de produção, trabalhadores envolvidos na sua produção, designer, quantidade produzida, utilização pelo consumidor, validade, destino após o uso. Ler o poema: “Eu Etiqueta” de Carlos Drumond e crie poemas retratando o consumo realizado pelos estudantes da sua escola. Enfoque: Consumo impulsionado pela moeda ou oferta excessivo no comércio caracterizado como baixo custo (acessível); 6ª ATIVIDADE 

 AConsumo impulsionado pelaénecessidade real estabelecida propaganda muitas vezes uma maquiagem do produto. como qualidade de vida saudável; e Para a propaganda ser veiculada, há uma equipe de profissionais que a  Produtos que colocam em riscos os recursos ou a saúde dos usuários. elaboram e há órgãos fiscalizadores. As propagandas têm como objetivo tornar o produto irresistível, construir ou melhorar a nossa imagem enfim, a predispor o consumidor a adquiri-lo. Para exercer sua” ação psicológica”, o anuncio publicitário traz mensagens ao leitor, usando, geralmente no Slogan, a síntese do que quer transmitir de imediato, destacando as qualidades do que deseja propagar; na ilustração imagens, fotos, desenho ou gráficos atraentes; o texto para convencer o leitor de que o produto ou ação promoverá a qualidade e o bem estar de quem o consumir. Assistir comerciais na televisão. Verificar se o objetivo é comercial, é campanha, ou é informação, ou é entretenimento. Registre as mensagens que transmitem e leve-as para serem apresentadas na sala de aula. Procurar em jornais e revistas, anúncios que: 

Revelem a criatividade e a imaginação;

Associem o produto, imagens, ou idéias que não correspondem ao produto;

Primem pelo bom gosto, proporcionando conforto ou status;

São divertidos. Levar os anúncios para a classe para:

Discutir e analisar os anúncios tendo como referencia o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. Montar um cartaz com os anúncios que respeitam o direito do consumidor e outro com anúncios que são propagandas enganosas para seduzir o consumidor. 7ª ATIVIDADE Consumidor pode transformar-se em compulsão? Hábitos revelam a identidade. 121


No mundo da produção, vários recursos são utilizados para atrair os consumidores. Os produtos têm o mesmo fim, mas têm formas variadas para atender gostos e os ditos da moda. Escolher um produto e faça uma pesquisa registrando com desenhos a diversidade com que ele é apresentado ao consumidor. Criar um cartaz com os desenhos e registrar uma frase criticando a sociedade consumista que leva as pessoas a adquirirem o que não precisam e até mesmo o que as prejudica. Fazer um levantamento dos objetos/produtos que existem na sua casa que são utilizados diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Registre para apresentar na sala de aula, com o titulo: Bens indispensáveis. Fazer um levantamento dos objetos/produtos que existem na sua casa que são desnecessários pois ficam armazenados sem o uso ou que raramente são utilizados. Registre para apresentar na sala de aula, com o título: Bens dispensáveis. Escolher 3 pessoas para serem entrevistas sobre os produtos que consomem ou que foram adquiridos recentemente. Priorize no questionário o objetivo da aquisição para tabular a necessidade (modernização – utilização - equipar por que não tem – porque está “barato”). Crie um texto jornalístico com os dados obtidos, reportando para o consumo descontrolado. Apresentar o resultado em um cartaz ilustrado com palavras ou gravuras sobre bens necessários, bens consumidos com pouca utilidade, bens que podem ser descartados. Discutir sobre as ações necessárias de serem adotadas para o consumo consciente. Criar um decálogo do Consumidor Consciente para ser distribuído à população. Analisar a realidade do local em que você vive para registrar a oferta de produtos no comércio local. Entrevistar os vendedores para conhecer o perfil dos consumidores enfocando se o que consomem é por que necessitam ou (qual) outros objetivos que os levam a adquirir determinados bens e o porquê de elegerem uma determinada loja para comprar. Priorizem também saber qual a forma de pagamento (dinheiro, cartão de crédito, boletos...). Registre o valor do produto à vista e parcelado (juros). Registre o percentual no mês de inadimplentes, a ação adotada pelo comerciante e os resultados obtidos. Condense as informações em um texto informativo. Coloque um titulo sugestivo. Apresente o resultado de sua entrevista à turma. Faça um relatório.

122


Criar uma historia em quadrinhos retratando os dados coletados na entrevista onde o personagem é um consumidor compulsivo (adquirindo bens necessários e bens supérfluos) e o caos no seu orçamento mensal. 8ª ATIVIDADE No nosso dia-a-dia o consumo é inevitável, independente da nossa condição social. Consumismos o que produzimos. Consumismo o que é produzido por outros. Faça uma estimativa do seu consumo diário e calcule o valor monetário: Consumo de

Quantidade

Valor monetário

Lixo gerado

Alimentos (quais) Água Eletricidade (chuveiro) Supérfluos Remédios Vestuário Transporte Lazer

Analise o registro. Verifique o que pode ser excluído ou reduzido sem trazer prejuízos a sua sobrevivência ou conforto. 9ª ATIVIDADE O consumismo esta se tornando uma prática nos tempos atuais e tem causando grandes danos ao meio ambiente. O homem tem direito ao conforto, à aquisição de bens necessários, de bens supérfluos, mas tem o dever de contribuir para desacelerar o esgotamento dos recursos naturais não renováveis. Enfim tem o dever de promover a sustentabilidade no Planeta Terra. É necessário ser um consumidor consciente. Analise a conta de água e luz da sua casa relacionando a utilização (quantidade) especificada na conta com o valor monetário. Verifique as possibilidades de redução e aplique-as durante um mês. Crie com a família um código com as ações que serão adotadas por todos. Ao término do mês compare as contas e registre se as ações contribuíram para a redução do consumo. Caso tenha alcançado a redução divulgue as ações adotadas em um cartaz para ser apresentado em sala.

123


O professor juntamente com os alunos irá condensar as ações que alcançaram o êxito e após criar um material informativo que deverá ser entregue nas residências ou encaminhar para a prefeitura providenciar a divulgação. 10ª ATIVIDADE O homem não precisa ter uma vida miserável para minimizar os problemas apresentados no mundo atual. A mudança de hábitos perdulários, para hábitos simples não comprometem o seu conforto. Convidar profissionais ou especialistas para informar os alunos sobre os serviços que são utilizados na sua cidade, promovendo questionamento para otimizar a utilização. TEMAS: ÁGUA-ELETRICIDADE-HÁBITOS ALIMENTAR-TRANSPORTE-LIXOMATERIAL DE USO DOMÉSTICO-GÁS DE COZINHA-SAÚDE(ESCOLHER O TEMA)-SAÚDE BUCAL, ETC.

Após as palestras, elaborar um cartaz informativo com o tema, colocando ações que promovem (o uso consciente) a redução de custos. Com o tema escolhido. Criar uma propaganda ou texto e encaminhar para a rádio local para ser divulgada. Criar um vídeo de 1 minuto. Criar uma história em quadrinhos para fazer parte do acervo da biblioteca. Selecionar algumas embalagens de produtos domésticos e levar para a escola. Realizar a analise das informações registradas sobre o produto: composição (ingredientes e porcentagens), informação nutricional, peso, restrições de uso ou consumo, utilização do produto (cuidados a serem observados no uso ou no consumo), data de fabricação, validade, dados do fabricante, telefone do Sac ou do fabricante para possível reclamação. Criar um comercial ou propaganda impressa educativa. Faça um cartaz para ser apresentado na turma. Após irão eleger a propaganda que revela a verdadeira identidade do produto anunciando (qualidade – a que se destina – conseqüências) para a população. Criar um anúncio/propaganda/artigo segundo os passos para convencer o cidadão a adotar ações voltadas para o estabelecimento de melhor qualidade de vida, otimização de recursos, uso consciente. Utilizar recursos visuais para que todos os itens transmitam a mensagem escrita e o objetivo seja alcançado.

124


TEMAS: 

Dicas do pediatra

Controle do orçamento doméstico

Coleta seletiva de lixo

Desperdício de energia elétrica

Desperdício de água potável

Atividades extrativistas

Utilização racional do papel – reciclagem

Alimentação. Coloque: 

Esclarecimentos na mensagem

Slogan

Determinar a forma de divulgação – veículo 

Impresso

Auditivo

Faixas

Brindes

Eleger o melhor material para ser encaminhador à prefeitura para que a Secretaria de Educação possa utilizá-lo como campanha de divulgação. Na era do computador o cidadão tem acesso a informações sobre diversos assuntos escritos por diferentes pessoas, possibilitando o assim ao individuo interiorizar o conhecimento e buscar novas alternativas para melhorar a sua existência. Visite o site: www.conar.gov.br e selecione um artigo ou proposta voltada ou que vocês julgam importante ao conhecimento público. Reescrever o artigo o artigo para ser afixado no mural. Procurem centrar no objetivo de informar o adolescente. SEGUNDO MOMENTO – LER – QUESTIONAR – RESPONDER - AVALIAR

CONSUMO – GRUPO 2 TEMAS

125


1. Consumo e Impactos ambientais 2. Consumo de Alimentos 3. Consumo e Automedicação 1.

CONSUMO E IMPACTOS AMBIENTAIS

O consumo intenso de produtos e serviços pela sociedade moderna – sem a informação dos prejuízos que seu uso possa causar à vida em coletividade – gera impactos ambientais de proporções incalculáveis. Está ai, como exemplo entre muitos outros, o fenômeno do aquecimento global, que afetará ainda mais as futuras gerações, hoje principais atores de uma nova postura ética para com o meio ambiente que nos acolhe. Nesse contexto, a escola tem o papel primordial de educar os alunos cidadãos consumidores para desfrutar, com consciência, dos bens e serviços provenientes de recursos naturais e preservar a qualidade de vida do seu meio e do planeta. O cidadão consumidor consciente deve ser orientado para a perspectiva do EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA desenvolvimento sustentável, da eqüidade social e, principalmente, da EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA transformação de atitudes.

A questão ambiental está cada vez mais presente no cotidiano da população das nossas cidades, mas a dinâmica de urbanização predatória tem provocado o aumento dos problemas ambientais em nossas cidades. Todos, e em particular os setores mais carentes da população, têm sido afetados pelos problemas, entre eles: 

Contaminação das fontes de água;

Aumento do número de enchentes;

Falta de rede de esgotos;

Dificuldades em gerir os resíduos sólidos;

Despejo inadequado de lixo em áreas potencialmente degradáveis;

Poluição do ar.

Para enfrentar esses problemas, a informação é o primeiro elemento de influência para um novo comportamento, orientado à defesa do interesse geral. Assim, a educação para o consumo consciente representa a possibilidade de motivar e sensibilizar o individuo para transformar as diversas formas de participação na defesa da qualidade de vida. Todas as pessoas devem estar conscientes que: 

O principal responsável pela degradação do meio ambiente é o homem; 126


Se os impactos negativos do conjunto de problemas ambientais resultam da precariedade dos serviços públicos, são também reflexo dos descuidos dos próprios cidadãos, inclusive nos bairros mais carentes de infraestrutura;

A postura individualista e indiferente do cidadão e consumidor diante do seu meio ambiente decorre da falta de consciência e de práticas ambientais comunitárias;

A Educação Ambiental (EA) é um instrumento essencial para superar os impasses da vida na sociedade de consumo.

SUSTENTABILIDADE ECO-AMBIENTAL O meio ambiente vem sofrendo mudanças por conta da produção e do consumo em massa, que ampliou a necessidade do uso de recursos naturais, como o petróleo, o carvão e o ferro. A mesma tecnologia que garante à sociedade os computadores, celulares e videogames de última geração, também levou a: 

Exploração de reservas de energias que devastam os recursos naturais não renováveis e afetam o meio ambiente;

Diminuição do tempo da fabricação e circulação de bens e mercadorias;

Redução da vida útil desses produtos;

Mudanças no modo de pensar e agir das pessoas;

Criação da cultura do instantâneo e descartável;

Um padrão de produção e de consumo atual insustentável a longo prazo;

Necessidade de um desenvolvimento sustentável que exige mudanças no padrão de consumo e diminuição dos resíduos (lixo).

A potência produtiva tornou-se um obstáculo à sobrevivência humana; o consumo não consciente e compulsivo gera resíduo, tornando-se um problema para a sociedade. CONSUMO RACIONAL DOS RECURSOS RENOVÁVEIS Em vez de visar apenas ao lucro, as empresas devem adotar procedimentos administrativos ecologicamente corretos e criar vínculos éticos com a sociedade e com os consumidores. “ Antes de serem mercadoria, os materiais já existem sob a forma de recursos naturais; depois de serem consumidos, continuam a existir, como resíduos e dejetos”. (Benjamin, 1993:33)

127


Os recursos naturais são divididos em renováveis e não renováveis. O recurso natural não renovável tende a ser exaurido. Os recursos naturais renováveis podem ser extintos, se seu uso for superior à sua taxa de regeneração. Os resíduos ocorrem: 

Na extração dos recursos naturais;

Na transformação do recurso natural em produto;

No consumo do produto, que descartamos no lixo.

Uma parte desses resíduos: 

É reciclada (por ex., folhas de papel, provenientes das árvores);

A outra parte não (p.ex., lixo de informática, como placas, monitores etc);

A parte reciclada (o papel que foi para o lixo) volta ao sistema produtivo sob a forma de insumos (e se torna uma caixa de presentes, um porta-retratos);

A parte não reciclada é “lançada” ao meio ambiente, que não tem a capacidade de absorver muitos dos rejeitos sólidos e líquido;

Quando o meio ambiente recebe mais resíduos do que ele pode assimilar, acontece a poluição e a sua degradação.

A sustentabilidade eco-ambiental é alcançada quando a manutenção de resíduos é menor que em relação à capacidade de assimilação do meio ambiente – e o uso dos recursos naturais deve ser menor que a sua taxa de regeneração. Assim, as empresas conseguem sustentabilidade eco-ambiental: 

Fazem-se uso racional dos recursos;

Reciclam-se os resíduos.

A acumulação de resíduos (lixo) representa uma grave ameaça para a água, o solo, o ar, a qualidade de vida e saúde. Mais de 5 milhões de pessoas morrem por ano devido a doenças relacionadas ao lixo. A cada ano, 11 milhões de hectares de matas têm desaparecido e 6 milhões de hectares de terras produtivas se transformam em desertos inúteis.

A qualidade de vida das pessoas tem sido afetada e há uma maior conscientização da sociedade, que exige soluções para os problemas. As indústrias têm sofrido pressão da opinião pública, dos consumidores, da legislação.

128


O aumento da conscientização da sociedade tem sido uma arma poderosa, contra empresas que insistem em não se adequar à realidade do desenvolvimento sustentável. Os alunos, crianças e adolescentes protagonistas da escola que professa o desenvolvimento de atitudes conscientes, devem fazer parte desse coro de consumidores e desenvolver comportamento solidário: a produção precisa atender às reais necessidades das pessoas, de modo a refrear o consumo compulsivo e desnecessário. Dessa forma estará fazendo pressão para a adoção de políticas mais igualitárias. O papel da escola é estimular a reflexão e discussão sobre a qualidade do crescimento, sobre uma sociedade industrial que precisa desenvolver meios de não excluir os recursos naturais – o que exige uma mudança nos padrões de consumo. 2. CONSUMO DE ALIMENTOS Os hábitos e o consumo de alimentos decorrem de condições socioeconômicas de povos e indivíduos, mas também de regras e valores culturais que cada grupo social estabelece. No entanto, a partir da década de 1990 foram ficando visíveis as conseqüências do modelo alimentar moderno, que o processo de produção em massa tornou homogêneo em sabores, cores, formas e tamanhos para o conjunto dos grupos sociais. Entre os anos 80-90, foram adotados os produtos congelados, picados, enlatados, embalados e instantâneos, porque, com a mulher acumulando o trabalho fora de casa e o doméstico, foi-se o tempo de preparo de alimentos de forma tradicional para a família. Surgiram, então: 

Toda uma geração de consumidores jovens, que têm necessidades crescentes de consumos e que começaram a comprar para suas famílias e para si próprios;

Os homens separados, divorciados e viúvos demandando maior praticidade na cozinha;

Estudantes e profissionais morando sozinhos e temporariamente em outras cidades, demandando os “alimentos individualizados”;

Maior população idosa, exigindo dietas balanceadas, para controle de taxas de colesterol e nível de açúcar no sangue.

Grupos sociais exigindo maior qualidade dos produtos, com base nos seus direitos como consumidor.

O questionamento de vários desses grupos sociais sobre qualidade e forma como os alimentos são produzidos levou à desaprovação: 

Do uso abusivo dos agroquímicos;

Da degradação dos recursos naturais; 129


Dos processos que expulsam famílias do meio rural para as favelas das grandes cidades;

Das conseqüências da propaganda abusiva e enganosa dos produtos para à saúde.

Hoje é maior a busca por uma alimentação produzida sem os insumos químicos danosos – os alimentos orgânicos, considerados ”limpos e saudáveis”. Mas, há ainda desconhecimento da população sobre a importância desses alimentos para a saúde, sobretudo com relação a hortaliças. O consumo insuficiente de frutas e hortaliças: 

Aumenta o risco de doenças Crônicas não missíveis, como as cardiovasculares e alguns tipos de câncer;

Está entre os dez fatores de risco que mais causam mortes e doenças em todo o mundo;

Equivale a menos de 400g por dia ou cerca de 7% a 8& do valor calórico de uma dieta de 2.200 kcal/dia;

Corresponde a menos da metade das recomendações nutricionais , sendo ainda mais deficiente entre as famílias de baixa renda.

Entretanto, não se vê propaganda de frutas, legumes e verduras na mídia, mas as de alimentos pobres em teor nutricional e ricos em ingredientes prejudiciais a saúde estão, a todo o momento, seduzindo o consumidor – em especial, o público jovem. Estudos mostram que um comercial de apenas 30 segundos é capaz de influenciar nas escolhas alimentares de crianças, que não distinguem o que é uma campanha e o que é uma propaganda e acabam vítimas das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Entre as principais DCNTs estão diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, que são responsáveis por quase 50% das mortes no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. COMO ENTENDER O RÓTULO DOS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS As práticas alimentares inadequadas e suas conseqüências são grandes obstáculos ao desenvolvimento socioeconômico sustentável e à redução da pobreza. Não há como obter desenvolvimento econômico de longo prazo se os pais não garantir o crescimento e desenvolvimento de crianças e jovens por meio da educação de práticas alimentares apropriadas à boa nutrição e à saúde. Assim: TODOS DEVEMOS TER CUIDADO DE VERIFICAR AS INFORMAÇÕES IMPRESSAS NA EMBALAGEM DOS ALIMENTOS É importante investigar todas as informações nutricionais, descartando os alimentos carregados de gordura e outros ingredientes e se servir melhor de vitaminas, minerais e substâncias que protegem a saúde. 130


O consumidor deve estar sempre atento: 

À validade do produto

- Na compra de qualquer produto, verificar: sua composiç��o, prazo de validade, peso, preço, ingredientes, nome e endereço do fabricante. E ainda: se ele oferece algum perigo à saúde e segurança do consumidor; - Não comprar produtos com má aparência (latas amassadas, estufadas, enferrujadas, etc.) e nem com embalagens abertas ou danificadas; - Exigir higiene dos supermercados, padarias, açougues, bares, lanchonetes e restaurantes; 

Aos nutrientes

- Todos os alimentos industrializados devem ter estampada na embalagem uma tabela nutricional com valor energético (calorias), carboidratos, proteínas, colesterol, fibra alimentar, cálcio, ferro e sódio, nesta ordem. 

Aos ingredientes presentes na composição do produto

- Eles entram numa lista, geralmente impressa abaixo da tabela nutricional, em ordem de quantidade decrescente. ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS: ADITIVOS E CONSERVANTES Os fabricantes são obrigados a colocar informações sobre a presença dos aditivos nos rótulos dos produtos. Alguns recebem avaliações diferentes de país para país, sendo, portanto, permitidos em alguns e proibidos em outros. Porém, todos os aditivos de uso permitido são controlados por lei, o que garante a segurança em seu consumo. Os aditivos possuem uma série de funções: aumentar a duração dos alimentos, adicionar nutrientes, melhorar a aparência, tornando-os mais atraentes para o consumidor, permitir que os alimentos sejam embalados, preparados e usados de modo adequado, ampliando as opções de consumo. Os alimentos industrializados contém uma série de aditivos e conservantes que devem ser conhecidos pelo consumidor

Veja para que servem os aditivos: Acidulantes – conferem ou reforçam um gosto ácido aos alimentos. Geralmente são mais utilizados em bebidas, para dar sabor de frutas. Adoçantes – são produtos católicos, que servem para dar mais energia. Entre os mais comumente utilizados, estão o xarope de glicose e o sorbitol. Antioxidantes – servem para impedir o ranço nas gorduras presentes nos alimentos. Quanto mais gordura o alimento contiver, maiores são as chances de eles

131


ficarem rançosos. Para isso, é necessário usar substancias antioxidantes, que impedem esse processo. Aromatizantes ou flavorizantes – intensificam o sabor e o cheiro dos alimentos, já que muitos produtos acabam perdendo um pouco do aroma durante a fabricação ou na hora de serem armazenados. Na indústria, são usados aromatizantes naturais, como cebola e alho, ou artificiais como a baunilha. A representação é feita pela letra F. Quando se vê FI na embalagem, é porque foram usados aromas naturais; já a presença de FII significa que são artificiais. Conservantes - o papel deles é impedir a ação de microrganismos prejudiciais à saúde ou enzimas sobre os alimentos, prolongando o tempo de consumo. Entre os conservantes mais comuns estão o sal, os temperos e o vinagre. Porém, devido ao processo de embalagem em recipientes especiais, alguns alimentos não necessitam desses aditivos. É o caso do leite longa vida. Corantes – colorem ou intensificam a cor natural do alimento, para melhorar sua aparência e aumentar a aceitação por parte do consumidor. Porém ser extraídos da própria natureza, através de frutas ou vegetais. Um bom exemplo de corante natural é o betacaroteno. Já os artificiais, produzidos em laboratório, são usados para alcançar uma tonalidade desejada para o produto. Edulcorantes – para reduzir as calorias dos alimentos ou fabricar produtos destinados a pessoas que não podem ingerir açúcar, as indústrias, costumam usar substâncias com sabor adocicado, como o aspartame e a sacarina. Emulsificantes – são substâncias gordurosas que mudam as características dos alimentos, permitindo que alguns de seus ingredientes se misturem. Com isso, a consistência do produto fica alterada. Espessantes – têm o poder de engrossar os alimentos, modificando sua textura. Costumam ser utilizados, por exemplo, na fabricação de bebidas lácteas. Estabilizantes – para ajudar a manter a aparência homogênea dos produtos, essas substâncias ajudam a dissolver os ingredientes e impedem que se formem cristais durante a preparação. São bastante utilizados na preparação de chocolates e sorvetes. Umectantes e anti-umectantes – os umectantes servem para impedir que os alimentos ressequem, por isso promovem a retenção de água. Em geral, são usados em bolachas e chocolates. Já os anti-umectantes desempenham o trabalho contrário: evitam o aparecimento de umidade. Aditivos acidentais – são aqueles que aparecem nos alimentos de maneira não-intencional. É o caso, por exemplo, dos antibióticos usados contra doenças de animais, como aves e gado, e os agrotóxicos de combate às pragas nas plantações. Muitas vezes, eles não são eliminados totalmente durante a preparação, deixando alguns resíduos nos alimentos. MAIS DICAS:

132


Açúcar – pode aparecer no rótulo com outros nomes: xarope de milho, melado, açúcar invertido. Maltodextrina, dextrose, frutose ou sacarose. Os alimentos sem açúcar industrial não têm a sacarose, um tipo de açúcar industrial, mas podem conter glicose e frutose, que são naturais. Glúten – outra informação obrigatória por lei, importante para prevenir reações adversas em portadores de alegria ao glúten, é sua presença ou ausência no produto. Deve constar até em embalagens de água mineral. Gordura trans - a Anvisa obriga fabricantes a revelarem no rótulo a presença dessa gordura, tão ruim ou pior que a saturada. Seu consumo em excesso está relacionado a doenças como diabetes, colesterol alto e até câncer de mama. A gordura vegetal hidrogenada (um tipo de gordura trans) aparece em sorvetes, salgadinhos de pacote, pães, biscoitos, bolos, tortas, pratos prontos congelados, margarinas (campeãs em trans) e em quase tudo o que é industrializado. Sal – o fabricante é obrigado a informar a presença desse ingrediente (que aparece como sódio na tabela nutricional). Consumido em excesso aumenta os casos de hipertensão. Vitaminas e minerais – não se deve iludir com a propaganda de que o alimento é enriquecido com vitaminas e mineral antes de verificar a tabela nutricional. Ás vezes, a quantidade adicionada dessas substâncias não atinge 15% em 100 mililitros e 30% em 100 gramas – valores mínimos obrigatórios. 100% natural – é pegadinha de publicidade, porque é quase impossível um alimento industrializado ser totalmente natural. Quando não tem conservantes, pode ter açúcar – e os enlatados tendem a ter mais açúcar do que o consumidor imagina. 3. CONSUMO E AUTOMEDICAÇÃO “A dose correta é que diferencia um veneno de um remédio”. Paracelso (1493 – 1541) Todo mundo sabe que os medicamentos servem para aliviar dores e curar males do corpo, mas muitos desconhecem, ou não querem admitir que, quando consumidos sem prescrição médica, podem agravar a doença que deveriam curar. Grande parte da população brasileira recorre a automedicação, prática de ingerir remédios por conta própria – apesar de saber, ou já ter ouvido falar, do perigo de ingerir remédios com base na indicação do balconista da farmácia ou de amigos, e até por “deduzir” que os sintomas são os mesmos de uma doença sofrida antes. Os medicamentos devem ser consumidos somente com receita médica: a automedicação, em vez de curar, pode agravar as doenças.

Estudo realizado pela Universidade de Campinas (UNICAMP), a pedido do Ministério da Saúde, concluiu que:

133


Pelo menos 50% das vendas dos medicamentos tradicionais do mercado brasileiro correspondem a automedicação;

O estudo revela que uma das principais causas que explica a prática é a economia que o individuo faz na consulta médica e no exame diagnóstico;

Mostra também que, se o paciente ficar satisfeito com o remédio, continuará comprando e ingerindo sem voltar ao médico.

O diagnóstico desse comportamento é: 

Sem condições financeiras de adquirir um plano de saúde ou procurar um médico particular – e vitimas da ineficiência do sistema público de saúde que. Geralmente, não resolve o problema em tempo hábil – as pessoas lançam mão de medicamentos indicados por leigos, amigos e familiares;

A publicidade veiculada nos meios de comunicação encerra, no caso, mais risco à sociedade de consumo: faz com que a população se identifique com os sintomas descritos e se automedique;

O fenômeno é atribuído ainda ao excesso de pontos-de-venda: existe, em média, uma farmácia para cada TRE mil habitantes, quando o número preconizado pela Organização Mundial da Saúde é de uma para cada grupo de oito mil habitantes.

UM POUCO DE HISTÓRIA Embora a existência de efeitos adversos sempre tenha acompanhado o uso de determinadas substâncias, só a partir da década de 60, com a tragédia da talidomida – quando se descobriu uma ligação entre um certo tipo de deformação fetal e o uso da substância – é que a preocupação com os efeitos dos medicamentos tornou-se alvo freqüente das pesquisas dos laboratórios e indústrias farmacêuticas. Esse comportamento pode mudar se; 

A informação chegar à sala de aula;

Campanhas educativas incentivarem a visita ao médico;

Houver mudanças na legislação da propaganda farmacêutica.

O BARATO QUE SAI CARO A conduta de se automedicar, embora calcada na economia que se faz, pode sair mais cara, pois os remédios podem agravar doenças, mascarar sintomas e provocar efeitos colaterais como, por exemplo, a intoxicação causada por alergia ao remédio. O estabelecimento de práticas de consumo consciente em relação à saúde deve considerar que:

134


Uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada (oral, intramuscular, retal..) ou saem uso para fins não indicados, pode transformar um inofensivo remédio em um tóxico perigoso;

O uso indiscriminado de medicamentos fitoterápicos – aqueles remédios naturais que vendedores interessados mais no lucro do que com a saúde pública insistem em afirmar que não provocam efeitos colaterais – também pode causar danos à saúde.

Determinadas substâncias usadas indiscriminadamente alteram as condições fisiológicas do organismo de um paciente. Por exemplo, o uso indiscriminado de medicamentos á base de um analgésico-antitérmico, como a dipirona, pode abaixar os níveis de células de defesa encontrados no sangue.

Automedicação não é brincadeira! 

Uma mistura inocente entre um antiinflamatório e um descongestionante nasal pode provocar uma parada cardíaca;

Mulheres que tomam anticoncepcionais podem ficar grávidas por ingerir a pílula combinada com antibióticos, ao terem relações no período fértil;

Quando tomadas combinadamente, as drogas podem causar reações drásticas no organismo e, em alguns casos até mesmo a morte.

ATIVIDADES EDUCATIVAS

As atividades a seguir são propostas para alunos e para professores. Foram elaboradas tendo como referência a Proposta Pedagógica do Programa Agrinho, que prioriza a informação através da Pesquisa Bibliográfica ou da Pesquisa de Campo (entrevistas) para registrar o conhecimento sobre a Temática, seguindo as orientações contidas no Programa:  O professor repassará ao aluno, ou ao grupo de alunos, os temas para a realização da pesquisa bibliográfica. Os tópicos estarão registrados em Fichas numeradas;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, escolhe os tópicos que deseja pesquisar;  O professor distribui os tópicos após a escolha feita pelos alunos;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse do tema, irá pesquisar para fornecer a informação (correspondente ao tema) à turma;  O aluno, e/ou o grupo de alunos, de posse da informação, irá elaborar uma ficha com as atividades sobre o assunto para serem respondidas; e  A informação coletada e elaborada será apresentada em forma de painel. A abordagem da temática será definida por eles.

Atividade Individual

Atividade em Grupo

Atividade com toda a Turma 135


PRIMEIRO MOMENTO – DELIMITAÇÃO DA PESQUISA –PESQUISA – LEITURA - ARGUMENTAÇÃO TEÓRICA

LEITURA DE BASE TEÓRICA

Nesta atividade o professor colocará em cada Ficha um conjunto de elementos a serem pesquisados pelos alunos, individualmente ou em grupo. Neste material delimitamos os tópicos a serem pesquisados, analisados a titulo de sugestão. Ressaltamos que os mesmos poderão ser substituídos ou acrescentados de acordo com o interesse e/ou necessidade do grupo. É indispensável que a delimitação (dos tópicos) esteja adequada à série em que o aluno se encontra para contemplar as áreas do conhecimento. O aluno deverá coletar informações, para elaborar após a pesquisa, um texto explicativo e informativo. 1ª ATIVIADDE             

Consumo de alimentos x obesidade Consumo de alimentos x diabetes Consumo de alimentos x saúde Indústria de cosméticos x benefícios x prejuízos Indústria têxtil x produção orgânica Indústria têxtil x produção sintética Automedicação x prejuízos x efeitos colaterais Farmácia x consumo x moda Alimentos industrializados x aditivos x conservantes Produtos enlatados ou envazados x saúde x cuidados a serem adotados Consumo x impacto ambiental Rótulos dos produtos x linformação x PROCON Departamento de inspeção dos produtos de origem animal x qualidade do alimento industrializado

A – ALIMENTAÇÃO E CONSUMO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Necessidades básicas do ser humano Alimentação saudável x produtos consumidores Propaganda x estímulo ao consumo Alimento industrializado x conseqüências Alimentos orgânicos x quem consome x conseqüências Gordura saturada Gordura trans Aditivos utilizados para a conservação dos alimentos industrializados x opções de consumo 136


9. Alimento industrializado x informação 100% natural 10. Agencia nacional de vigilância sanitária x informação ao consumidor 11. Supermercado x sedução ao consumidor x consumidor consciente ao adquirir produtos 12. Produção de alimentos x agricultura x pecuária x industrialização x trabalhos gerados x consumidor x benefícios nutricionais 13. Consumo racional x oferta no mercado comercial 14. Alimentação alternativa x aproveitamento total dos vegetais e frutas. B – CONSUMO E SAÚDE      

Medicamentos x uso indiscriminado x automedicação Publicidade x padrão estético x adoção de hábitos x consumo Produtos de estética x utilidade x validade x consumo Produtos mais adquiridos pelas pessoas x finalidade x utilização x substituição para atender qual objetivo Aterro sanitário x trabalho Alimentação alternativa x diminuição do lixo x saúde.

2ª ATIVIDADE Para sensibilizar os alunos para a atividade automedicação, iniciar uma conversa sobre a realidade da classe: alguém toma remédio todos os dia? Alguém está tomando remédio por necessidade no momento? E em casa, tem alguém precisando tomar algum medicamento? O remédio foi passado por um médico ou é orientação de alguém da família ou amigo? Na sua opinião os medicamentos devem ser anunciados na Tv, jornais, rádios e outros meios de comunicação?Por quê? 3ª ATIVIDADE O aluno deverá coletar informações junto a Secretaria de Saúde de sua cidade e junto a alguns membros de sua comunidade, para elaborar, após a pesquisa, um informativo. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

Atendimentos de pacientes x automedicação Validade dos remédios x automedicação Variedades de remédios x automedicação Perigos x automedicação Conseqüências x automedicação Comportamento do cidadão x cuidado ao comprar produtos Medicamento genérico x medicamento de referencia x consumo Receita médica x importância Como devem ser guardados os medicamentos x cuidados ao se jogar fora um medicamento 10. Medidas que devem ser tomadas quando alguém se intoxica por causa de um medicamento.

137


4ª ATIVIDADE Faça uma lista sobre os medicamentos mais utilizados com base na pesquisa realizada junto à Secretaria de Saúde e às Farmácias locai e para que servem. Acrescentando ainda qual o órgão responsável pela fiscalização na área de medicamentos. Relacionar os nomes e os preços de alguns medicamentos de referencia e dos respectivos genéricos (no mínimo cinco).

Medicamento de referência

Preço

Genérico

Preço

% diferença

5ª ATIVIDADE Eleja um remédio dentre os que foram informados como os mais usados em forma de automedicação, analise a bula e destaque: Remédio

Validade

Indicação

Contraindicação

Efeitos colaterais

Promova o debate na sala de aula, e que em grupos apresentem os perigos da automedicação em face dos componentes do remédio escolhido. 6ª ATIVIDADE Desenhar uma prateleira contendo produtos destinados a um fim especifico. Exemplo:  Alimentação Humana  Higiene Pessoal  Limpeza  Alimentação de Bichos domésticos, etc... 7ª ATIVIDADE Pesquisar para inserir dados em um quadro informativo relatando fatores culturais, históricos e econômicos que influenciam a alimentação humana (no campo, na cidade, numa vila de pescadores). Ilustre com desenhos ou gravuras.

138


LEITURA DA REALIDADE

Adotar um comportamento adequado e racional no que se refere ao consumo de medicamentos, com conhecimento apropriado, para influenciar seus colegas, familiares e a comunidade em geral a fazer o mesmo. É importante não se automedicar. Todo remédio, se usado de forma inadequada, pode causar danos à saúde. A reação do organismo em relação ao medicamento ingerido sempre depende da dosagem utilizada, do diagnostico realizado, da orientação médica, dentre outros. Interromper tratamentos prescritos pelo médico, misturar remédios sem orientação podem colocar a vida em perigo. 1ª ATIVIDADE Sugerimos nesta atividade a observação sobre a propaganda de medicamentos na TV para que respondam como as emissoras de televisão fazem publicidade de remédios. Para esta atividade o professor deverá organizar em grupos, onde cada grupo observará uma das emissoras de rede nacional. Devendo na observação seguir o roteiro abaixo: REGISTRO DE OBSERVAÇÃO DA TV Emissora Observada Data e Horário do inicio da observação Período da observação Nome do medicamento Empresa anunciante Texto da mensagem Descrição das imagens Sensação que transmite ao espectador Na sua opinião este tipo de produto deve ser anunciado na TV? Justifique

Reunir os alunos conforme a emissora que acompanharam para: conferir as observações, fazer correções se for o caso, tornar mais preciso e completo o conteúdo das mensagens e fazer uma lista das diferentes sensações registradas. Cada grupo escolhe um integrante para fazer o relato para a classe.

139


Pedir aos pais ou responsáveis uma ou duas embalagens de medicamentos, usando o material com cuidado, pois terão que devolvê-los aos pais. Em seguida visitar farmácias próximas e conversar com o farmacêutico para fazer uma entrevista: 1. Por que a embalagens que apresentam uma tarja e outras não? O que é isso quer dizer? 2. Por quê em alguns há advertências? 3. O que significa o numero de registro do medicamento na ANVISA/Ministério da Saúde? 4. Em todos há indicação de um serviço de atendimento ao consumidor? 5. Já houve medicamentos retirados do mercado? E por quê? 6. Como ficam os pacientes que faziam uso desses medicamentos recolhidos? Em seguida reproduzir, com cartolina, duas ou Três embalagens estudadas, uma de medicamento de venda livre, outra de genérico, outra com tarja vermelha ou tarja preta. A reprodução deve ter todas as informações e detalhes das embalagens originais. 2ª ATIVIDADE Nesta atividade, o professor deverá orientar os alunos para que representem um conflito, demonstrando com uma historia breve, para efeitos ilustrativos uma situação que caracterize um fato conflitante de uso da automedicação ou uso de medicamentos, para que os alunos tenham parâmetros para construir argumentos e criar soluções para o conflito apresentado. Dividir a sala em cinco grupos. Criar uma situação de conflito que relate o perigo da automedicação. Devendo seguir o seguinte roteiro com base na história relatada: 1. Definir quem fará qual personagem e aprofundar argumentos para defendê-lo. 2. Solução para o conflito. 3ª ATIVIDADE Terra, planeta do contraste. “ É gente que começa o dia sem o que comer e chega à noite sem nada. Podese imaginar o quadro que é o de todo dia para milhões de seres humanos: a fome de comida e de tudo. A essa altura da vida da humanidade é incrível que isso aconteça”. Como morrer de fome ao lado de 70 milhões de toneladas de grãos, de 8,5 milhões de hectares de terra, se todos esses humanos miseráveis ficariam saciados com os 20% do desperdício que estão acumulados no lixo que demonstra a riqueza de alguns poucos”. (Artigo – Jornal do Brasil, 12 de setembro de 1993) 140


Criar um painel informativo contendo os pratos típicos de diferentes regiões do Brasil e pratos que fazem parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. Os hábitos alimentares da maioria dos adolescentes leva-os ao consumo indiscriminado. Criar um cartaz com embalagens de produtos mais consumidores pelos adolescentes. Apresentar o cartaz à turma e redigir coletivamente uma critica construtiva sobre o consumo e a oferta. Promover passeata na escola com cartazes representando alguns dos produtos com informações sobre o uso indiscriminado que pode trazer alterações com o objetivo de promover a adoção de hábitos alimentares que promovam a saúde. Exemplo:  Refrigerante em grande quantidade - alto índice de açúcar. Promove a obesidade, - componentes químicos utilizados para a conservação... 

Suco de limão natural - sem química - água potável - consumo imediato, após produção.

4ª ATIVIDADE Fazer uma lista de frutas, verduras, legumes, cereais e carnes que são consumidas na sua cidade. Pesquisar de onde são originarias e como foram introduzidas no Brasil ou na sua região. De posse dessas informações, criar cartazes com mapas mostrando os lugares de onde foram trazidos e redija um texto relatando o caminho percorrido, trabalhadores que focam necessários, as possíveis perdas que contribuem para o preço final. Há variação no tipo de fruta, legume, verdura e cereal que comemos ao longo do ano. Entreviste um produtor para saber:   

Por que existem produtos que não estão disponíveis em quantidade nas feiras e mercados o ano inteiro? Qual a conseqüência para o consumidor? Por que existem variações do preço ao longo do ano? Produtos e época de colheita. 141


Faça um calendário mensal e registre a produção (está na época de produzir) que está em larga escala e que se torna mais barata por ser a época da safra. Meses

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Safra / produto Validade / durabilidade ao armazenado Preço kg Entressafra / produto Validade

/

durabilidade

/

preço kg Valor nutritivo

Busque parceria com uma ONG para que o calendário seja distribuído a população. 5º ATIVIDADE Nesta atividade o professor deverá contemplar a realidade em que vivem os alunos para que possam pesquisar e registrar textos informativos sobre os alimentos que consomem. O objetivo é que possam conhecer os alimentos, a forma de produção e a sua transformação na indústria que gera uma diversidade enorme de marcas. Produto natural – Produção Industrial ( em que se transforma)       

Arroz______________________________________________________ Feijão_____________________________________________________ Trigo_____________________________________________________ Batata_____________________________________________________ Milho______________________________________________________ Mandioca__________________________________________________ Cana-de- Açúcar , etc________________________________________

Criar um informativo para fixar os textos que forem escolhidos pela turma. 6º ATIVIDADE A proteção da saúde e o acesso a alimentos seguros são direitos garantidos por lei.

142

Nov

Dez


O código de defesa do consumidor (CDC) proíbe a colocação no mercado de qualquer produto que acarrete risco à saúde e à segurança dos consumidores. E determina que, se isso acontecer, o fornecedor tem o dever de reparar os danos causados ao consumidor. Na prática, isso significa que, se você adquirir um alimento alterado, deteriorado, fraudado ou com qualquer tipo de sujeira, terá o direito de exigira troca do produto por outro de mesmo valor ou a devolução do valor pago. Professor, para sensibilizar os estudantes a desenvolver uma atividade sobre alimentos, pode-se iniciar com uma conversa sobre o que eles comem na escola e em casa: quem escolhe ou prepara o que trazer para a escola? Como vocês conheceram o alimento mencionado: viram alguém comendo, conheceram por meio de propaganda na TV, viram no supermercado ou armazém? O professor deverá anotar no quadro os alimentos mais citados. Quando você comprar um alimento, sozinho ou acompanhado, deverá observar: - O que deve estar bem visível, para você saber se vale a pena comprar aquele que você quer ou se é melhor escolher outro? - A embalagem deve mostrar a qualidade e a data de fabricação? Por que? - Na compra de um alimento, quais as análises que o consumidor tem que realizar nas embalagens, além da data de validade. (fechada – aberta – colorida – furada – leve – enferrujada – amassada.) Pesquisar junto ao Procon de sua cidade alguns casos de denúncias sobre compra de produtos que apresentaram defeitos após a compra e listar quais os procedimentos que deverão ser tomados com vistas a assegurar os direitos do consumidor: 1. 2. 3. 4. 5.

Quando reclamar? Prazos para reclamar? Como reclamar? Prazo para ser atendido? O que fazer se não for atendido?

Fazer um folheto contendo essas informações e distribua na sua comunidade. Dividir a turma em 5 grupos, onde casa grupo deverá montar uma cartilha informativa, com base nas informações recebidas, sobre os direitos do consumidor relatando uma história onde ocorreu a compra de um produto ou alimento com defeito ou a prestação de um serviço ruim. Para tanto deverão se organizar, seguindo o seguinte roteiro:     

Construa a história a atitude dos personagens ação dos personagens diante dos fatos resultado final dê um nome a sua cartilha 143


ilustração da cartilha com desenhos relacionados com a história

Dica: poderão usar uma história real obtida junto ao PROCON de sua cidade. 7º ATIVIDADE Anotar, durante uma semana, os alimentos consumidos em sua casa. Calcule o percentual de produtos industrializados e naturais consumidos na alimentação. Após registre um texto contendo informações sobre o que leva à utilização de produtos industrializados no dia-a-dia. Analise o lixo gerado na produção ou consumo de alimentos. Por que ocorre? O que é feito com este lixo orgânico? Calcule o custo aproximado deste lixo. Há desperdício? Qual? Como diminuir o lixo alimentar? Com os dados coletados sobre sua realidade, o professor promoverá um debate sobre o desperdício. Após, juntamente com os alunos, promover a construção de uma cartilha para o maior aproveitamento dos alimentos e a conseqüente diminuição do lixo doméstico. Promover um concurso para ilustração das informações contidas na cartilha. Reproduzir a cartilha para que os alunos levem para casa. Após um mês verificar com os alunos se houve diminuição do desperdício na sua casa. 8º ATIVIDADE Os bens industrializados influenciam o comportamento das pessoas, impondo padrões e necessidades de consumo. Sabemos que o objetivo principal dos artigos de uso pessoal é proteger o corpo do indivíduo. Ao comprar um vestido, um calçado, uma camiseta ou uma calça, muitas vezes algumas pessoas levam em consideração a marca do produto (grife) para adquiri-lo, obedecendo os ditames da moda, para se tornar popular ou fazer parte de um tribo. Faça uma pesquisa de campo, entrevistando dez pessoas para registrar o índice de consumo na sua cidade:  

aquisição de produtos necessários nesta semana; compra sem ter necessidade: - produto - objetivo a que se destina - gasto realizado - fato que gerou a compra - utilização diária – semanal - será descartado em quanto tempo......

Tabule o número de compras necessárias realizadas e o número de compras realizadas só pelo apelo da oferta.

144


Faça dois cartazes: 1- Comprador consciente 2- Comprador compulsivo Ilustre-os com gravuras significativas ou crie uma charge engraçada. Escrever um artigo sobre: 1- Alimentação alternativa - combate à desnutrição, valor nutritivo, baixo custo, preparo rápido, multimistura. 2 – Alimentação equilibrada evita doenças - diga não ao desperdício. Fazer uma coleta de embalagens (10) de diferentes produtos de consumo em suas residências (embalagens de leite, guloseimas, remédio...). Levar para a escola. Analisar a embalagem para registrar o produto, a cidade de origem do produto, a composição, a validade, a contra-indicação – relacione o produto a um similar não industrializado. Criar uma tabela contendo dados de um produto industrializado, a do similar natural e o objetivo a que se destinam. Após registre a conclusão desta análise. Produto

Valor Nutricional

Composição

Custo

Contra-indicação

Industrializado Similar

Entrevistar pessoas conhecidas, ONGs, médicos, naturalistas, homeopatas...,e registre informações sobre a alimentação alternativa que tem como objetivo o aproveitamento total dos alimentos de origem vegetal para serem incluídos no cardápio doméstico. (Talos – folhas – cascas – sementes – flores...) Alimentação

Valor Nutricional

Ingredientes utilizados

Coletar receitas nas quais haja a utilização do material orgânico dos vegetais, hortaliças, legumes, frutas que são descartadas em forma de lixo. Apresente as receitas na sua turma para que possam criar um livro com elas. Criar um restaurante imaginário.

145


Fazer um cardápio com produtos alternativos. Determinar o preço (custo dos ingredientes) do prato após o cálculo dos gastos com os ingredientes utilizados na sua confecção. Solicitar que a cantina da escola inclua mensalmente um item do cardápio alternativo. Divulgar o valor nutricional em um cartaz no dia da oferta do lanche. 9º ATIVIDADE Visitar o “ lixão”, entreviste os catadores de lixo, registre as ações adotadas por eles no trabalho realizado ao separar o lixo (objetivo), liste os produtos que procuram e o destino que eles dão à coleta que realizaram. Visite ou procure se informar sobre a produção de papel. Represente com desenhos as fases de produção desde a derrubada da árvore até o produto final. Qual o custo ambiental do livro didático utilizado pelos alunos de sua escola? Calcule os alunos e multiplique pelo número de livros que cada um utiliza no ano. Calcule o peso em kg. Pesquise quantas árvores foram necessárias para a produção do papel dos livros usados na sua escola? Conclua sobre a importância da reciclagem do papel para o meio ambiente. Divulgue o seu registro gráfico. 10º ATIVIDADE Consumo consciente Com os avanços obtidos pela ciência e tecnologia, já existem métodos modernos que possibilitam diminuir os impactos da população e melhorar os sistemas de tratamentos de esgotos. Mesmo assim, isso será pouco se não houver redução no padrão de consumo, mudança de comportamentos e atitudes e também de uma política eficaz que concilie o progresso com a preservação do meio ambiente. Crie um folder com dicas (ilustre-o). Como economizar água (relacionar no mínimo dez situações). Exemplo: Locais

Ações

No chuveiro No vaso sanitário Escovando os dentes Lavando louça

146


Escolha dois produtos industrializados. Há no mercado diferentes marcas de um mesmo produto: - há diferença de preço? - qualidade - material utilizado - qual é o mais adquirido pelo consumidor? - alcança o objetivo a que se destina? - após o uso qual é o seu destino? - durabilidade - conforto/qualidade Verifique se há produto similar com custos mais acessível, econômico que atinge o mesmo objetivo. Divulgue a sua pesquisa por meio de uma propaganda publicitária.

ATIVIDADE DE CULMINÂNCIA TRABALHO E CONSUMO No estudo e nos trabalhos realizados, vocês tiveram a oportunidade de vivenciar ações e adquirir conhecimentos sobre a realização das atividades que movem e modificam o mundo: o trabalho e o consumo. Todos nós, simultaneamente desempenhamos os papeis de trabalhadores, consumidores e patrões, independente da classe social em que estamos inseridos. A reflexão sobre as relações estabelecidas com o meio ambiente, com os seres humanos e com a construção de possibilidades, deverá estar voltada para o desenvolvimento sustentável nesta nossa grande empresa coletiva que é a Terra. O progresso é necessário, o conforto é indispensável e para aproveitarmos do que é criado pelo homem, precisamos com urgência do estabelecimento de uma vida saudável, alegre, digna e segura de novas manhãs. Use a sua criatividade, a divisão de trabalho, a otimização e organize um evento na sua escola ou no seu bairro ou na sua cidade. 1º ATIVIDADE Lixo valioso !!! Verificar comas pessoas da comunidade se há objetos que se encontram no seu lar que não são mais utilizados ou que desejam desfazer para fazer um grande bazar. 147


  

Criar stands para a exposição dos bens ou produtos; Estabelecer a dinâmica da troca, promovendo a circulação das mercadorias; E criar um stand para a escola com os bens doados. Coloquem preços acessíveis para arrecadar recursos que serão empregados na melhoria da escola (divulgar no stand as metas desejadas e o dia para a divulgação do realizado). Estabelecer parcerias:

    

com a prefeitura, para ceder um espaço; com a população, para haver uma grande participação; com a rádio local, para a divulgação e animação musical; na escola, para que haja a coleta de objetos com a comunidade, para montar o stand e a participação dos alunos, professores e funcionários no dia do evento; com uma gráfica, para a confecção e distribuição de folders educativos (selecionar, por meio de um concurso os mais significativos que foram produzidos nas escolas), voltados para os impactos ambientais causados pelo homem na produção de bens duráveis ou não duráveis. 2º ATIVIDADE

Criar na escola, com a participação dos alunos uma feira cultural voltada para o mundo das profissões. Cada turma ficará responsável por três profissões (contemplar as informais). Indispensável ter criatividade, precisão e informação. 3º ATIVIDADE Simular uma fábrica de papel reciclado. Os alunos serão os trabalhadores. Estabelecer as tarefas que serão desenvolvidas desde a aquisição da matéria-prima, até chegar ao produto final e as etapas da produção. Montar cartões, pequenos quadros decorados com resíduos e um pequeno álbum com os textos, poemas....produzidos ao longo do trabalho realizado na escola.

TEXTOS COMPLEMENTARES

O TRABALHO RURAL NO ESTADO DO CEARÁ Em nosso estado o trabalho na zona rural se desenvolve na maioria das vezes baseado na informalidade. Um número elevado de propriedades rurais é de base familiar, ou seja, conta com a mão de obra da família e pouca mão de obra externa. A prestação de serviços geralmente ocorre ajustado como diária, ou em propriedades empresas, onde os empregados tem registro formal (carteira assinada), mas estes ocorrem em menor número no estado. 148


As iniciativas agropecuárias não mais se baseiam apenas no plantio das culturas de feijão e milho, variando para plantio de hortaliças, flores e rosas, frutas cítricas e outras inovações. O turismo rural também já representa uma ocupação em algumas regiões. As políticas públicas para o meio rural têm sido mais incisivas depois do ano 2000. Havendo incremento nas ações voltadas para o pequeno produtor rural e financiamento de algumas iniciativas privadas. Os governos federal, estadual e municipais estão desenvolvendo ações voltadas para desenvolvimento rural sustentável propondo uma nova forma de agrupamento dos moradores de uma região conforme sua forma de produção, a cultura local, a forma de organização da comunidade, etc, os denominados Territórios da Cidadania, com o objetivo de universalizar programas básicos de cidadania e garantir o desenvolvimento. Instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Sindicatos Rural e dos Trabalhadores Rurais, INCRA e ONG que atuam na zona rural, tem buscado formar mão-deobra qualificada para atuar no trabalho rural, numa perspectiva de construir opções de trabalho na zona rural. Cooperativismo O cooperativismo nasceu junto com a revolução industrial, quando também surgiram os problemas sociais dos tempos modernos. Nessa época, os operários, inclusive mulheres e crianças, trabalhavam até 18 horas por dia, moravam em casas sem o mínimo de conforto e pagavam muito caro pelo que comiam e vestiam. Em novembro de 1843, operários tecelões de Rochdale, cidade da grande Machester, na Inglaterra, uniram-se para descobrir um meio de fugir à ameaça iminente da miséria. Eram vinte e oito homens lançando a semente do sistema econômico do cooperativismo. Em 21 de dezembro de 1844, o grupo inaugurou um armazém cooperativo para oferecer aos sócios pequenas quantidades de manteiga, açúcar, farinha de trigo e de aveia e, posteriormente, fumo e chá. Esse é o marco da origem do cooperativismo, com as mesmas características e princípios até hoje seguidos. A organização dos pioneiros foi motivo de deboche dos comerciantes vizinhos. Entendiam que aquele armazém cooperativo, tão diferente do sistema tradicional, não prosperaria. No final de 1849 a quantidade de sócios já subia para 392 membros. Em 1850, a sociedade construiu um moinho cooperativo. Dez anos depois do inicio das atividades da cooperativa, já eram 1.400 cooperados e já haviam sido instaladas duas fiações. Destaques da história do cooperativismo no Brasil Os primeiros registros de trabalho baseado na cooperação, no Brasil, datam do período colonial, com as missões dos jesuítas. No fim do século XIX, surgiram as primeiras cooperativas formalizadas, principalmente no sul e sudeste, no setor de consumo entre funcionáiros de empresas públicas e nos ramos agrícola e de crédito rural com os imigrantes europeus e asiáticos, que trabalhavam em sistema e ajuda mútua para enfrentar as dificuldades de uma terra estranha. O cooperativismo sempre ressurge em períodos de crise. É uma forma de organização econômica entre as pessoas, para amenizar os problemas sociais. Nos anos 30, a Grande depressão e a crise do café levaram o governo Getúlio Vargas a estimular as cooperativas e criar a primeira lei para regulamentar e fiscalizar o seu funcionamento. 149


Nos anos 50, sob o ritmo desenvolvimentista do presidente JK, novas cooperativas surgiram, as centrais se fortaleceram e houve até a tentativa de unificar o movimento, mas que não avançou. O golpe militar, em 1964, acirrou o controle do governo sobre o cooperativismo. Foi criado o Sistema Financeiro Nacional, que quase extinguiu as cooperativas de crédito mútuo abertas à população. Por outro lado, os militares incentivaram as cooperativas agrícolas como questão de segurança alimentar. No início da década de 70, com os esforços do secretário da agricultura de São Paulo, Antonio José Rodrigues Filho, e o apoio do ministro da Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima, o cooperativismo se unificou na Organização das Cooperativas Brasileiras ( OCB). Em 1971, foi promulgada a Lei 5.764 que, entre outras regras, exigia que todas as cooperativas se registrassem previamente no Conselho Nacional do Cooperativismo. Apesar disso, a lei reconheceu a OCB como representante do movimento no País e definiu as relações entre os cooperados e a cooperativa, o chamado Ato Cooperativo. Com o fim da ditadura militar e a promulgação da nova Constituição, em 1988, o cooperativismo se livrou do controle estatal, iniciando a autogestão. Antes do plano Real, nos anos 1980/90, o país passou por crises na economia, com inflação galopante, graves reflexos na agricultura e aumentos sucessivos no índice de desemprego. Muitas cooperativas agrícolas sucumbiram e, no meio urbano, as de trabalho e de crédito surgiram como alternativa pra os trabalhadores driblarem as dificuldades econômicas. Para aprimorar e profissionalizar a autogestão das cooperativas, o governo criou, em 1998, o Serviço Nacional de Aprendizagem do cooperativismo ( Sescoop ). Órgão do Sistema S, o Sescoop oferece ás cooperativas programas de formação, promoção social e monitoramento, em ações com cooperados, funcionários e também jovens, preparando-os para assumir a gestão do cooperativismo no futuro. SUGESTÕES DE TEXTOS, SITE E FILMES Para trabalhar a discussão sobre primeiro emprego ou oportunidades de geração de renda. Cooperativismo. Música do Jota Quest – Dias Melhores Musica de Martinho da Vila – O pequeno burguês Sites recomendados: Ministério do Trabalho e Emprego – TEM – Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNEP) www.mte.gov.br/FuturoTrabalhador/primeiroemprego/Default.asp Violência Violência entre os jovens, uso de drogas, conflitos pessoais. Filmes Cidade de Deus – dirigido por Fernando Meirelles e o Homem de copiava, dirigido por Jorge Furtado. Música dos Titãs – composição de Branco Mello e Arnaldo Antunes. Dívidas. Quando o tema se referir a desvio de comportamento entre os jovens. Economia Solidária O documento final da I Oficina Nacional de Educação/formação em Economia Solidária, realizada em outubro de 2005, está disponível no site do Forum Brasileiro de Economia Solidária – www.fbes.org.br - e da Secretaria Nacional de Economia Solidária/TEM – www.mte.gov.br 150


Artigos sobre Trabalho na entressafra e desemprego estão disponíveis no site da Fundação Banco do Brasil – www.fbd.org.br/portal/pages/publico/expandir.fbb?codConteudoLog=2703 Sobre consumo: www.idec.org.br/images/inmetro_meioambiente código de defesa do consumidor www.mj.gov.br/dpcd/servicos/legislacao/pdf/cdc www.portaldoconsumidor.gov.br/procon.asp Sobre a fome no mundo: Site da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO)https:// www.fao.org.br Sobre situação de segurança e insegurança alimentar, bem como outros dados sobre as condições de vida no Brasil veja o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica – IBGE (www.ibge.gov.br). Texto- Linha da Dignidade: a condição de um novo indicador, de Dora Henrique da Costa – Revista Movimento, n. 4, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense. Para explorar o tema trabalho com crianças e adolescentes sugerimos as fábulas: Um apólogo de Machado de Assis disponível no livro: Várias histórias, v. 9, contos, Ed. Ática, 1986. A cigarra e a formiga – La Fontaine – Extraída do livro: Fábulas de La Fontaine, de Marc Chagall, Editora Estação Liberdade. Fonte: www.saudeanimal.com.br A cigarra e a formiga (A formiga boa) de Monteiro Lobato do livro Fábulas de M. Lobato. Os fazendeiros e os filhos. Parábola de domínio público. Disponível em: http://sitededicas.uol.com.br/fabula_fazendeiro_e_os_filhos.htm Filme – A fuga das galinhas, Vida de Inseto e Os sem floresta.

151


152


MANUAL AGRINHO