Reparação Automotiva 114

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CAPA

EMPODERAMENTO

ticipei de treinamentos e também aprendi na prática com os mais experientes. Quando assumi a gerência da oficina, em 2011, eu precisava contratar mecânicos especializados, o que não conseguia pela indisponibilidade de mão de obra”. À época, Sandra dava aulas na Fundação Casa, em Campinas (SP), e teve a ideia de treinar e formar os meninos residentes para poder contratá-los. “Montei um projeto social e rapidamente começaram a aparecer outras pessoas interessadas em capacitação”. Nascia assim a Escola do Mecânico. PRIMEIROS PASSOS – O primeiro deles foi pesquisar se realmente havia essa lacuna no mercado. “Eu identifiquei que a falta de mão de obra especializada era absurda, o que me impulsionou a montar a Escola do Mecânico. No início, eu mesmo realizava os treinamentos, depois fui contratando gente para me ajudar”, recorda-se. FRANQUIA – O negócio deu tão certo que, em 2014, Sandra partiu para o modelo de franquia. Hoje Sandra Helena Nalli, da Escola do Mecânico

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Maria Izabel de Andrade Scopino, da Auto Mecânica Scopino

são duas unidades próprias, também em Campinas (SP), uma delas é um centro de treinamento para todo o País, e 13 unidades franqueadas. “Muitas mulheres participam dos treinamentos, mas predomina o público masculino”, compara. Mas isso está mudando. “Antes, era uma ou duas meninas que nos procuravam, hoje já conseguimos montar turmas só para elas. Ainda lancei o High Tech Mulheres Também Pode, que eu mesma gravava vídeos chamando-as para fazerem parte deste mundo”, finaliza.

depois RH, dos funcionários e respectivos uniformes, e assim em diante. “Fomos mudando muitas coisas que precisavam na parte administrativa. O (Pedro) Scopino tinha tarefas demais, além da parte técnica, ele dava aulas à noite e não tinha como ele cuidar desta parte”, revela.

MARIA IZABEL DE ANDRADE SCOPINO, DA AUTO MECÂNICA SCOPINO

MAIS MULHERES – Hoje, Maria Izabel está à frente do financeiro, a Nice, do RH, e há também uma mulher mecânica e uma na recepção. “40% da equipe da oficina é feminina. Eu fui a primeira e depois vi a necessidade de ter uma mulher na recepção para atender o público feminino. Percebemos que o número de mulheres que passou a frequentar a oficina aumentou muito”.

De licença maternidade e em casa cuidando do bebê, Maria Izabel começou a frequentar a oficina do seu marido e deixou para trás um emprego na área de vendas. “Eu percebi que a oficina precisava ser organizada, comecei a me envolver, a gostar, e estou aqui até hoje. Isso faz 15 anos. Acho que já vem da mulher essa parte de organização”. Em primeiro lugar, ela se dedicou à parte do cadastro,

PRODUTIVIDADE – Outro ganho mencionado por Maria Izabel é o de produtividade. “A oficina ficou muito mais organizada e limpa, o que também incentivou os colaboradores a seguirem o mesmo exemplo. Nós estamos sempre melhorando e digo que 80% já melhorou muito. Eu ainda participo de cursos no Sebrae, pois é preciso estar sempre atualizada”, conclui.