Page 1

1 Agosto/Setembro/2019


2 Agosto/Setembro/2019


3 Agosto/Setembro/2019

Fabiane Horlle Hoff Diretora da H. Maria Joias Contemporâneas e filha de Maria Helena Horlle Hoff

Ser feliz é uma questão de escolha

G

osto de escrever textos inspirados em coisas que aprendi com minha mãe, que foi uma grande mulher em todos os sentidos, seja como mãe, amiga, professora e vários outros papéis que se protagoniza na vida. Sendo mãe de 4 filhos com carreira solo, professora estadual de Matemática, sem bens como casa ou carro, você, leitor(a), consegue ter ideia da ginástica que esta pessoa fez na vida. O interessante é que Maria Helena era uma mulher feliz. Quem a conheceu lembra, pois ela vestia na maior parte das vezes um largo sorriso, contava histórias e piadas em sala de aula, seu meio de transporte sempre foi uma bicicleta de onde ela perigosamente abanava para todos os conhecidos e sim: aos desconhecidos também! Ela mesma se anunciava ao chegar nos lugares, pois falava alto e já se ouvia a mãe “papagaiando” com quem encontrasse no caminho. Sua presença não passava desapercebida, pois emanava uma vibração de boas energias, o que sempre foi contagiante. Sim, ela foi uma mulher de antônimos. Tinha dificuldades gigantes, problemas cabeludos e muitas vezes a vi sorrindo com os olhos inchados de choro. Sabe o que ela me comprovou com seu exemplo? Que ser feliz é uma questão de escolha. Ela era de bem com a vida, sonhadora,

otimista, colocava amor em tudo o que fazia e sim, era GRATA, principalmente pelos filhos - sua maior riqueza, por ser professora, pelo jardim e por muitas outras coisas. Então percebo que precisamos viver olhando o lado bom das coisas e não lastimando os infortúnios. Entendo que não se pode ser feliz o tempo todo, mas podemos nos apegar a elementos que nos tragam alegria, saborear a felicidade em pequenas coisas, como aqueles pequenos momentos que nos trazem satisfação e que se transformam em grandes tesouros a serem guardados dentro da gente, e sempre lembrados quando precisamos fazer aquele “fofinho” no coração. Segredo meu: tenho um bilhete na minha carteira que diz – Dinda, eu te amo! Ass. Jorge. Este é um tesouro que me ajuda a combater momentos ruins. Quanto mais praticarmos a alegria, quanto mais nos convencermos de que podemos ser felizes, de que temos em nós o que precisamos para ter felicidade, mais ela estará conosco! Não se deixe abater, vença as adversidades e entenda que o que não tiver solução, solucionado está! Precisamos agir para vermos resultados e perceba: quando a gente se esforça, a vida também se esforça para nos ajudar! Bora escolher ser feliz?


4 Agosto/Setembro/2019

Lila Coelho* Psicomotricista | ABP n° 309/2014 – CBO 2239-15

Psicomotricidade:

do reconhecimento à regulamentação

C

ompartilho com vocês uma história escrita e materializada a muitas mãos. A história é longa, quase 40 anos, contudo serei breve para dizer-lhes que 2019 é o ano da Psicomotricidade e dos Psicomotricistas no Brasil: ano do reconhecimento, da regulamentação e da classificação ocupacional. Nós, Psicomotricistas, qualificados e titulados pela Associação Brasileira de Psicomotricidade (ABP), somos profissionais de Fato e de Direito:

03/01/2019 – Lei n° 13.794 regulamenta a profissão 16/07/2019 – MTE dispõe para consulta o CBO do Psicomotricista

A Psicomotricidade é lugar de conhecimento sobre o ser humano em permanente relação, em suas formas de comunicar pela via corporal, em amplos ou imperceptíveis movimentos, do silêncio profundo a picos de agitação/euforia; na família, na escola, no trabalho, no lazer, na saúde e no autoconhecimento. A Psicomotricidade é presença. Somos sujeitos psicomotores da concepção até o fim da vida; nascemos e crescemos aprendendo nas relações com pessoas, lugares, objetos, consigo mesmo; interna e externamente. Exploramos o mundo ao redor, nos aventuramos nos primeiros passos, primeiras palavras, brincamos com tudo -

perto ou fora de alcance; expressamos vontades, necessidades e possibilidades de ser e estar no mundo, com o corpo que temos, e que somos. Na Educação Psicomotora, na Terapia Psicomotora e, na Avaliação Psicomotora, o Psicomotricista age sobre a globalidade do ser e dialoga com diferentes disciplinas, lugares e contextos diversos; trabalha em ambientes abertos, fechados, no meio líquido; em Hospitais, Geriatrias, Clubes, Empresas, Escolas, Associações Comunitárias, por exemplo. Em Ivoti, a Psicomotricidade é uma realidade. Como Prática Integrativa e Complementar, está presente no Centro de Referência da Mulher desde 2017, via Secretaria Municipal da Saúde, onde se destaca como uma Política Pública. No particular, a Psicomotricidade atende crianças e jovens com Transtornos no Desenvolvimento (TEA, TDAH, EC, DA). Na capa da revista, a Mauren , de 13 anos, é um exemplo de quem vem vivenciando a Psicomotricidade há 3 anos. E no social, apoia a criação da AMAI – Associação Amigos Autistas de Ivoti. * Terapeuta Integrativa; Mestre em Educação; Especialista em Educação Psicomotora, Educação Infantil, Psicologia Escolar, Diagnóstico e Avaliação Educativa (Universidade da Coruña); SóciaTitular da Associação Brasileira de Psicomotricidade e Membro da Comissão Científica do Capítulo Regional Sul da ABP.


5 Agosto/Setembro/2019

Fábia Lumertz Psicopedagoga e neuropsicopedagoga ABPq-RS 4527

O impacto do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na família e escola

O

TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que implica em atividades motoras excessivas, dificuldade de sustentar a atenção e controlar impulsos. É considerado um problema de saúde pública, com incidência em 5% da população de crianças e adolescentes. Nem todas as pessoas com déficit de atenção apresentam a hiperatividade. O transtorno, com ou sem hiperatividade, prejudica o funcionamento do sujeito em todos os aspectos da vida. A desatenção pode ser percebida em situações como: ter dificuldade em manter a atenção e de organização, perder coisas necessárias ao que está fazendo, parecer não escutar quando lhe é dirigida a palavra, não conseguir seguir instruções, não terminar tarefas escolares, domésticas e do trabalho, esquecer de coisas do dia a dia, entre outras. O controle de impulsos diminuído leva a pessoa a se envolver em conflitos, a ter dificuldade de socialização e problemas com autoridade – podem ser crianças que tratam adultos como iguais, que se envolvem em assuntos que não lhes dizem respeito, que não conseguem esperar a sua vez ou por uma recompensa tardia. A hiperatividade, quando presente, acrescenta mais um fator de prejuízo

para o desenvolvimento destes sujeitos. Quando crianças e adolescentes, os locais onde mais se destacam as características do transtorno são na escola e na família. Na vida adulta, apresentam dificuldades no trabalho. Na escola, o baixo rendimento ocorre não por terem déficit intelectual, e sim por não conseguirem manter a concentração necessária à aprendizagem, o que implica em baixa autoestima e estresse familiar. Em função da impulsividade, acabam se precipitando em várias situações, apresentando problemas de comportamento nos ambientes, o que faz com que sejam sempre chamadas a atenção. A pessoa acometida de TDAH precisa de ajuda. Ao suspeitar a presença do transtorno, encaminhe para profissional habilitado a fazer o diagnóstico. Quando confirmado, serão feitos ajustes na escola e família. O acompanhamento terapêutico sistemático vai ajudar a pessoa a melhorar seu nível de atenção, organização e planejamento das ações, entre outras questões, o que melhora seu desempenho escolar e familiar, e, consequentemente, sua autoestima. Em alguns casos, terapia medicamentosa indicada pelo médico também pode ser necessária. O TDAH é um transtorno complexo, mas pode ser tratado e controlado.


6 Agosto/Setembro/2019

Fernando Tepasse Educador | Palestrante e Especialista Emocional

O que são e para que servem as emoções, afinal?

A

s emoções são um conjunto de respostas químicas, disparadas por estímulos, baseados na ativação de programas emocionais, que gatilham neuro-hormônios, para gerar ação ou movimento no ser humano. Resumindo: as emoções servem para agirmos. A maioria delas provém da interação com pessoas. Ao perceber os padrões de reações que temos perante as situações, como quando somos contrariados, criticados, injustiçados, conseguimos canalizar as emoções de forma a tirar proveito, sem nos afetarmos tanto. Nenhuma emoção é totalmente boa ou má, ela simplesmente existe e a forma como você percebe, entende e reage a ela é que vai definir os benefícios e malefícios para sua vida. Vamos às 5 principais emoções: MEDO – Desde a gestação, estamos sob sua influência, pois as dúvidas, preocupações, rejeições, dores e os medos dos pais são repassados para o feto de forma inconsciente. Esta emoção pode ser real e visa nos proteger, ou imaginária e se mostra disfarçada através da angústia ou vergonha. O importante é saber que isso se origina do medo de não ser aceito, de não conseguir amar e ser amado. RAIVA – Ela surge para mostrar que algo está incomodando e precisa ser resolvido. Está ligada a uma expectativa ou má interpretação que nós mesmos geramos. Respirar, gritar ou fazer exercícios físicos ajuda a passar pela crise e aí, com mais calma, resolver a situação. TRISTEZA – Uma das principais funções da tristeza é proporcionar um tempo em todo o seu ser que, por causa de um algum motivo, se desiquilibrou. A tristeza diz que algo ruim lhe

afetou e está na hora de por um fim naquilo. Ficou triste, chore o quanto precisar, mas saiba que a tristeza tem um prazo de validade. Independente do que a originou, caso dure demais, pode ter se transformado em depressão e, neste caso, será preciso de ajuda, pois sozinho dificilmente terá capacidade de “dar a volta por cima”. ALEGRIA – Ela dispara uma sensação que causa uma das maiores transformações biológicas no ser humano. O cérebro libera a endorfina e os níveis de energia aumentam, inibindo sentimentos e preocupações negativas. O corpo relaxa e surge uma disposição para qualquer ação. Quando estiver alegre, celebre e impacte o maior número de pessoas, pois se a negatividade infecta o ambiente, a alegria o contagia mais. AMOR – O amor em sua essência é a grande busca do ser humano. Quando uma mãe está prestes a dar a luz, o seu corpo libera a ocitocina, também conhecido como o “hormônio do amor” e ele também é liberado quando vivemos o amor, especialmente quando entregamos o nosso melhor ao outro. Quando compreendemos que em cada um existe uma infinidade de feridas emocionais que determinam a forma com que cada um vê o mundo, passamos a julgar menos e a ter mais bondade e tolerância. O erro é querer que olhem o mundo pela nossa ótica. Esquecemos que nossas lentes são resultados da nossa história e que o outro nunca verá da mesma forma. Ao desenvolver a sua inteligência emocional, você vê o outro como um ser único e aprende a compartilhar o que há de melhor, construindo relações baseadas no respeito e na empatia.


7 Agosto/Setembro/2019

Meu bebê cresceu, e agora?

U

m dos pontos que mais impactam a vida dos pais nesta fase “pós bebê” é a independência que seus filhos começam a desenvolver. Essa necessidade traz consigo o desejo de experimentar ainda mais, de mentir, de ficar sozinho ou com novos amigos, de questionar tudo- a inevitável fase dos por quês. Logo depois, com 6 ou 7 anos, os filhos começam a ver seus pais como amigos, que sempre serão consultados e imitados. Tudo isso é natural para eles, mas como você, PAI ou MÃE, lida emocionalmente com essas transformações? Como está reagindo a esta gradual separação? Pensando nesses aspectos, o Espaço da Arte e o Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) promovem a palestra “Meu bebê cresceu, e agora?”, com Fernando Tepasse, nos dias 28 e 29 de agosto. O encontro será no NAP, das 19h30 às 21h. Os ingressos são limitados e podem ser adquiridos no NAP ou em www.napvs.com.br. O público vai ouvir sobre as principais dores dos pais em relação aos seus filhos, autoestima, respeito, comunicação, confiança

e ainda aprender o método C.A.M.I.L.E., um verdadeiro guia de conexão entre as pessoas. Tepasse é educador e especialista emocional. Ele vai usar toda sua experiência de mais de 17 anos atuando com crianças e adolescentes para ensinar um método capaz de contribuir na melhora da relação entre pais e filhos. Graduado em Teatro, Tepasse é idealizador do Espaço da Arte, organização que, desde 2004, contribuiu no desenvolvimento de mais de 12 mil crianças, adolescentes e adultos, através da arte, da inteligência emocional e do trabalho em grupo. Também é especialista emocional pela Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.


8 Agosto/Setembro/2019

Fabíola Scherer Cortezia

Psicóloga | Especialista em Teoria Psicanalítica e Clínica Psicoterápica (Contemporâneo) | Especialista em Infância e Família | Mestranda em Psicologia Clínica Diretora do Espaço Dom Quixote

Do que os bebês precisam para se desenvolver de maneira saudável?

O

s bebês já nascem com uma prédisposição genética e uma influência ambiental importante. Somo uma mistura do que nossos genes e do que o ambiente produz em nós. Há bebês que nascem com um aparato saudável, poucas prédisposições para doenças e uma capacidade de resiliência boa. Estes se desenvolvem bem, até surpreendem pelo quão bem se desenvolvem, apesar do ambiente que os cerca. No entanto, há bebês que nascem com pré-disposições genéticas e é para esses que o ambiente faz a maior diferença. Há inúmeros fatores da contemporaneidade que são desencadeadores de psicopatologias nos bebês mais suscetíveis. Isso, no entanto, em nada tem a ver com culpabilizar mãe, pai ou escolas. É importante ficar atentos ao que pode estar dificultando o desenvolvimento para trabalhar o meio e intervir para que os sintomas não se cristalizem. Bebês precisam de um aparato orgânico que funcione bem, em primeiro lugar. Um bebê com dor não consegue desenvolver bem. Então, precisamos descartar qualquer infecção

e qualquer perda auditiva ou visual. Depois, é importante avaliar o meio que cerca este bebê. Como está a mãe depois de um pós-parto? Há algum indício de depressão? Como a família percebe este novo membro tão dependente e demandante em casa? Há rede de apoio familiar? Antes de culpabilizar as famílias pela dificuldade dos filhos, precisamos ser empáticos para compreender o que se passa, ou se passou na história de vida desses pais. Um atraso no desenvolvimento de um bebê gera angústia para qualquer família e os pais estão tentando oferecer o melhor que tem ou conseguem para seus filhos. Mães deprimidas, pais criados em ambientes de pouco afeto, família exaustas psiquicamente, geralmente precisam de ajuda profissional para conseguirem dar conta de produzir vínculos saudáveis com seus filhos. Nosso papel enquanto profissionais da saúde que trabalham com bebês é intervir e estimular esses bebês que possuem risco no desenvolvimento, mas é também amparar e instrumentalizar os pais para que possam produzir bons vínculos com seus filhos.


99

Junho-Julho/2019

Michele Zamboni De Boni Agosto/Setembro/2019 Psicóloga | CRP 07/09159 Atua na Clínica Mais Saúde

Claudete Kunst Psicóloga Especialista CRP 07/27438 Professional & Self Coach

SER ou ESTAR, quanta A figura paterna no Desenvolvimento Psicossocial diferença!

N

a Psicologia, sempre houve um foco na relação do bebê com a mãe, pois é a primeira a promover a sobrevivência desde o útero. Contudo, conforme o bebê se desenvolve, a figura paterna ganha um papel fundamental: o do desenvolvimento social. A forma como nos relacionamos com a figura paterna influencia como iremos nos relacionar na escola, no trabalho, no relacionamento amoroso e outros. Segundo Winnicott, quando a criança passa a reconhecer que a mãe não está ali em tempo integral, é o momento da entrada do pai, que lhe ensinará a se relacionar com outras pessoas e a existir. Além disso, a figura paterna é fundamental na gestação para dar proteção e tranquilidade à mãe, que irá se dedicar ao bebê em um primeiro momento, mas, na medida em que este cresça, o pai deve auxiliar a mãe a sair da simbiose com o bebê, pois ela precisa ser esposa e retornar as atividades. Portanto, o nosso desenvolvimento psicossocial depende das figuras paterna e materna para que possamos nos sentir aceitos nessa família. É esse sentimento de pertencimento que auxiliará a nos posicionar no mundo enquanto indivíduos.

O

uço nas primeiras consultas: “EU SOU ASSIM”. E eu pergunto: “Você é ou você está assim? SER e ESTAR são verbos distintos. SER remete ao permanente. O que de fato temos como inalterável? O meio no qual estamos inseridos tem conexão direta com o comportamento, relações e psiquismo. Passamos por períodos de transição que nomeamos de crises, mas é possível reconhecer como oportunidades, modificando atitudes e impulsionando mudanças ou adaptações a fim de minimizarmos sofrimentos. Diferenciar o SER e o ESTAR beneficia na organização das emoções, entendendo que elas não são fixas. “ESTOU infeliz” não é a mesma coisa que “SOU infeliz”. Jogar a culpa na genética ou eventos traumáticos para justificar o SOU ASSIM é abdicar da responsabilidade de gerenciar a vida. Nós nunca SOMOS coisa alguma: profissão, cargo, tristes etc. Isso é transitório e podemos mudar. Nós ESTAMOS. Há uma enorme diferença. Podemos determinar o SER ou ESTAR e o quem somos e quem seremos, pois nosso real é uma hipótese de construção e reconstrução a todo instante pelo cérebro graças aos sentidos, diz a Neurociência.


10

Junho-Julho/2019

Giséli Lindemann Buerger Agosto/Setembro/2019

Marisa Graebin Escritora

Professora na EMEF Ildo Meneghetti - Ivoti Pós-graduada em TIC-EDU/FURG

Um projeto escolar que se transforma no sonho da comunidade

T

oda vez que pensamos em projetos nas escolas, 3 fatores devem estar presentes em nosso fazer pedagógico: sensibilidade, ludicidade e brilho nos olhos. Devemos ter sensibilidade aos interesses e necessidades dos estudantes e identificar quando boas ideias surgem durante uma caminhada pela escola, como aconteceu com o surgimento do Projeto Sonho de Comunidade. Ao perceber que o espaço Cantos Temáticos necessitava de manutenção, a turma abraçou a causa e começou a agir. A ludicidade é outro fator que necessita permear o dia a dia em sala de aula. Quando fazemos o que nos dá alegria e encantamento, faremos da melhor forma, daremos todo o nosso potencial. Foi o que testemunhei ao longo do projeto: estudantes determinados a dar o seu melhor de si e a tornar o projeto em algo concreto e de sucesso. Brilho nos olhos... No momento em que falamos de nosso trabalho, contagiamos outras pessoas a nos auxiliar, contagiamos a comunidade escolar a agir, a dar o seu melhor e a qualificar o espaço de brincar de nossos estudantes.

Benção condicional

O

Salmo 91 nos diz:”Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente, etc... Esta pessoa receberá muitas bênçãos. Quando estamos atravessando um momento difícil recorremos a este salmo esperando as bênçãos de Deus. Mas vamos analisar o que nos daria condições de receber estas bênçãos. Temos aqui duas palavras chaves: HABITAR E DESCANSAR. Você habita ou visita o esconderijo do Altíssimo? Depois de orar, você descansa em Deus sabendo que na Sua hora vai lhe responder, ou de forma sindicalista se acha merecedor de uma resposta imediata? Aqui está a resposta para este Salmo, pois a resposta é condicional. Mesmo que estejam caindo mil ao teu lado e dez mil à tua direita, tu não seras atingido, pois habitas e descansas à sombra do Onipotente.


11 Agosto/Setembro/2019

Carla Rosani Scherer Psicanalista Membro do Círculo Psicanalítico do RS

O olhar como caminho!

P

enso que hoje a procura do verdadeiro sentido das nossas ações e acontecimentos da vida está na palavra, no olhar e nas leituras que fazemos de nós mesmos e do outro. A solidão deste processo muitas vezes provoca sintomas e neste momento nos sentimos perdidos, desamparados. Na busca de significados é através do olhar do outro que nos reconhecemos como sujeitos constituídos singularmente, produtores de uma história que foi escrita por diversas mãos, mas que assume o papel e a caneta e se apropria de sua própria história dando sentido a sentimentos na busca por objetivos que ficam cada vez mais claros ao longo do caminho terapêutico. Como diz uma música do cantor Fagner: “Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão... Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte linguagem. Traduzir uma parte na outra parte- que é uma questão de vida e morte- será arte?” Para a psicanalise a palavra falada tem significado, o dito e o não dito, ou seja, o que vem junto com a palavra, com as traduções

que vamos fazendo ao longo do processo terapêutico... Significados vão se fazendo e novas leituras de nós mesmos vão tomando forma, na tradução de sintomas, traumas e lembranças. Histórias de vida, leituras de nós mesmos que com o tempo se transformam em suporte para sermos felizes. Assim como Michelangelo desvelava suas obras de pedras brutas, também o somos, uma pedra bruta a ser esculpida. Uma pedra bruta que precisa de tempo e desejo para se revelar, se traduzir. Que precisa olhar para si mesmo, reconhecer seus próprios desejos e apropriar-se deles a fim de deixar de ser coadjuvante para reconhecer o lugar de seus próprios desejos. É preciso reconhecer que as angústias, sofrimentos e questionamentos não estão entre e fora, mas dentro, e que o desejo e o tempo passam a ter sentido assumindo seu lugar na descoberta do ser. O tempo e o desejo revelam que somos sujeitos de falta em busca do amor e que a velocidade de nossas descobertas depende do compromisso que assumimos com a nossa própria história. Compromisso que nos mobiliza a recordar, repetir e elaborar a trama dos fios históricos que nos constitui como sujeitos.


12 Agosto/Setembro/2019

Dia dos avós

D

Paulo Link Produtor de plantas ornamentais Autor do livro “Convívio com os netos”

os meus avós maternos, Jacob e

terceira idade, palestras, oficinas e cursos

Clementina Theves, só lembro a avó,

rápidos que promovam conhecer pessoas

pessoa de estatura alta e que, pela

com interesses similares, de como entender

idade, tinha um andar curvado, caminhava

formas de bom convívio. Avós têm muito a

com as mães às costas. A avó morava numa

ensinar aos pequenos. Basta ter um pouco

casa grande e antiga, que ficava no nosso

de paciência, ouvir os que estudam a relação

trajeto para Ivoti.

entre gerações.

Dos avós paternos, Cristiano e Leopoldina

Todo ser humano deve ter agenda pessoal

Link, não conheci a avó. Moravam em Picada

própria. Sou a favor de todas as atividades

Café, e o avô nos visitava em datas especiais.

semanais dos grupos chamados de terceira

Lá vinha ele, não de surpresa, pois em festejos

idade. Que tal cada família promover um

era muito esperado. Numa mala de garupa,

encontro mensal entre avós, pais e netos?!

sempre tinha o que nós netos esperávamos:

No jornal catarinense Cardaxo, a menina

as balas pretas de anis – Neugebauer – que

Maria Eduarda, de oito anos, deu sua

o avô comprava em latas de três ou cinco

definição de avô: “ Um avô é um homem

quilos. Eu não tive acesso à casa onde ele

que não tem filhos, por isso gosta dos filhos

morava. Gostaria de ter conhecido melhor

dos outros.... Os avôs são as únicas pessoas

esses personagens. Há seis décadas, os

grandes que sempre têm tempo para nós.

deslocamentos eram difíceis.

...Todas as pessoas devem fazer o possível

É muito importante o convívio entre netos e avós. É um elo importante na vida dos pequenos, imprescindível para a formação do indivíduo. Defendo que deveria ter formação/cursos para os avós. Matrícula em programas de

para ter um avô, ainda mais se não tiverem televisão”. Feliz de quem consegue espaço para convivência com os netos. Existe uma máxima: colhe-se o que foi semeado.


13 Agosto/Setembro/2019


14 Agosto/Setembro/2019

Márcia Fritzen Arquiteta | CAU A18.681-3

Rota Romântica em Ivoti um retorno às origens

I

voti é uma cidadezinha linda no pé da Serra, a 50 km de Porto Alegre, abençoada com uma natureza maravilhosa, e que guarda ainda nos seus cantinhos uma cultura linda, um dialeto próprio, uma culinária maravilhosa, e principalmente uma arquitetura que precisa ser preservada e mostrada. E por sorte, ainda fazemos parte de uma Rota Romântica, que liga Porto Alegre a Gramado, um pedacinho de estrada com um potencial enorme pra mostrar a nossa história pros milhares de turistas que passam por aqui. Nossas casinhas enxaimel, desde o Núcleo de Casas na Feitoria Nova, até os exemplares espalhadas por essas estradinhas de chão que levam o turista a descobrir nossos produtos coloniais legítimos, precisam ser preservadas e mostradas. Somos uma cidadezinha cheia de tesouros, ao lado

de Porto Alegre, que esconde um potencial gigante em termos de turismo, de preservação do patrimônio histórico, Temos a faca e o queijo na mão. Enquanto a área urbana briga por número de pavimentos, taxas de ocupação e índices de aproveitamento, nosso entorno rural, a estrela do show, precisa ser olhada. Os empreendimentos que estão junto à rodovia que passa por Ivoti e vai em direção à Presidente Lucena e Picada Café, já atraem visitantes e podem atrair mais. É a oportunidade de empreender, como um novo espaço que vai surgir nos próximos meses e assim como já existem pousadas, uma queijaria e outros recantos. É só se informar, vale a pena experimentar esses caminhos com as famílias e amigos.


15 15

Junho-Julho/2019

Wilson Corrêa Vieira Agosto/Setembro/2019

Vera Fernandes

Psicólogo - CRP 07/25933

Convivência em condomínio

D

urante uma boa parte de minha vida moro em condomínio. De 1977 até 2015 em Porto Alegre e desde 2015 em Dois Irmãos. Portanto, tenho vivências suficientes para dividir com nossos leitores. As normas dos condomínios são estabelecidas pelos moradores. O síndico é eleito e a ele é delegado fazer cumpri-las. Se cada um faz sua parte como cidadão e pratica uma política de boa vizinhança, as coisas funcionam bem. No entanto, nem sempre é assim. Há pessoas que nem sequer se cumprimentam e o síndico seguidamente é chamado para impor as normas. Fazer mediações entre moradores que criam animosidades por questões banais geram muito mais que barulho: são reparações de danos, notificações por irregularidades e aplicações de multas. O síndico passa a ter problemas de relacionamento porque aplica multas. Tarefa esta delegada pelos moradores que geralmente não fazem sua parte. O que falar sobre viver em condomínio? Aprender a respeitar o outro deveria ser a principal norma de convivência. Simples assim?

O ARTIGO DE WILSON CORRÊA VIEIRA TEM O PATROCÍNIO DE:

Jornalista e Terapeuta

Celebremos a abundância

A

humanidade está enxergando com os olhos do piloto automático há tempos. Copia e cola tudo ao seu redor e não questiona o seu íntimo sobre as suas escolhas, suas responsabilidades, suas ações e seus resultados. Veja bem, esta não é uma analise genérica. Mas vale para um grande número de pessoas que vagueiam pelas ruas aparentemente perdidas de suas consciências. Aí somam-se estatísticas de depressões, tristezas, compulsões alimentares e financeiras, falências e perda da razão de validar o que de fato é importante dentro do processo evolutivo pelo qual todos temos que passar. Mas, há um passo que pode mudar esta realidade. Trata-se de celebrar a abundância. Não apenas a abundância de saúde, de dinheiro, de amigos, mas também a abundância de aprendizado. Este é o de maior valor. Então, antes de reclamar do que te falta, olhe para os lados e celebre a tua abundância, seja ela qual for. E alegre-se por ela, o Universo faz leituras de sentimentos, e lhe dará cada vez mais, e cada vez melhores motivos para comemorar.


16 Agosto/Setembro/2019

Satoshi Suzuki Eng. Agronomo, diretor da Alface Pizza Gourmet, diretor S. Suzuki Viveiro de Mudas e vereador em Ivoti

Um maravilhoso encontro

H

oje falei com uma amiga que conheci a muito tempo. Ela me disse muitas coisas, mas o mais importante foi que me deixou com vontade de fazer algo novo, pois brotaram ricas ideias na caixinha de pensamentos. Foram tantos sonhos que pareciam flores de pessegueiro, que anunciam o final do inverno. Logo imaginamos as copas repletas e carregadas de flores, e cogitamos que seria necessário um enorme esforço para produzir algo maravilhoso, como um vestido colorido e perfumado de pétalas. Como será possível? Analisando melhor, percebemos que é preciso ser igual ao pessegueiro, que é uma espécie excêntrica e exótica, que voluntariamente larga e elimina as suas folhas ao iniciar o inverno. Lembramos que o evento é denominado tecnicamente de abscisão foliar, que no decorrer do tempo vem merecendo uma imensidão de interpretações, quando viajamos para o mar das reflexões. Porque será que ela faz isso? À primeira vista, ver um ser da natureza sendo obrigado a abnegar partes de si, faz lembrar das dificuldades da vida. Mas observamos a fundo e descobrimos que se

trata de um processo onde as energias das folhas refluem e retornam para dentro de si, de maneira invisível. Nossa!!! É praticamente um processo introspectivo e misterioso, onde a viagem para dentro de si próprio produz o amadurecimento das emoções íntimas e da alma, concluímos. Por um passe de mágica, notamos que a flor de pessegueiro tem 5 pétalas, que lembra o corpo humano com a cabeça e os membros. Deve ser por isso que, segundo os antigos Mestres do Oriente, o fascinante florescer do pessegueiro é parecido com a evolução humana, disse a amiga. Viver os acontecimentos do dia a dia, absorver os aprendizados de uma estação e despir-se das emoções que adoecem o nosso corpo, talvez seja a melhor forma de brilhar e encantar na primavera, concluímos. Ah...!!! Deve ser por isso que grandes realizações dificilmente são compreendidas, pois são sempre temperadas de dentro para fora, com uma considerável dose de reflexão. Enfim, comemoramos com risos as novas descobertas e os novos desafios que juntos iremos enfrentar, eu e a minha adorável e divertida imaginação.


17 Agosto/Setembro/2019

Ingried Maria Weber Especialista em Estudos Avançados em Inglês e Formação Pedagógica para Docentes e diretora da Cliff Idiomas

O BRAZ-TESOL e a missão do professor de inglês

O

que é BRAZ-TESOL? É uma organização não lucrativa de professores de inglês integrada a duas entidades com sedes nos Estados Unidos e no Reino Unido, que representam professores, pesquisadores e desenvolvedores de materiais didáticos em todo o mundo. Esta organização tem como missão promover a competência e o desenvolvimento de profissionais que atuam em instituições de ensino público e privado, bem como cursos de inglês e professores particulares no Brasil. O BRAZ-TESOL també vem organizando eventos cujo interesse dos participantes é aplicar ideias mais inovadoras nas suas aulas. Durante estes encontros, são reforçadas a missão do professor, que é também promover a conscientização sobre a responsabilidades de cada um como cidadãos do mundo. E se já sabíamos, foi bom lembrar os 17 objetivos da UNESCO, definidos em 2015, para um desenvolvimento mais sustentável:

GOAL 1: (Objetivo 1): No Poverty - Combate à pobreza GOAL 2: Zero Hunger – Combate à fome GOAL 3: Good Health and Well-being – Saúde e bem estar GOAL 4: Quality Education – Educação de qualidade GOAL 5: Gender Equality – Igualdade de gêneros

GOAL 6: Clean Water and Sanitation – Água limpa e saneamento GOAL 7: Affordable and Clean Energy – Energia limpa e acessível GOAL 8: Decent Work and Economic Growth – Trabalho decente e crescimento econômico GOAL 9: Industry, Innovation and Infrastructure – Indústria, inovação e infraestrutura GOAL 10: Reduced Inequality – Redução da desigualdade GOAL 11: Sustainable Cities and Communities – Cidades e comunidades sustentáveis GOAL 12: Responsible Consumption and Production – Produção e consumo responsáveis GOAL 13: Climate Action – Ação climática GOAL 14: Life Below Water – Vida marítima GOAL 15: Life on Land – Vida terrestre GOAL 16: Peace and Justice Strong Institutions – Instituições fortes de paz e justiça GOAL 17: Partnerships to achieve the Goal – Parcerias para atingir o objetivo

E se analisarmos, cada um de nós pode ou poderá fazer, ao menos um pouco, para atingirmos estes objetivos que visam, justamente, um mundo melhor para todos os cidadãos do planeta. Primeiramente, devemos agir com responsabilidade dentro das nossas próprias comunidades, colaborando uns com os outros, mantendo o espaço limpo, não desperdiçando, aprendendo, respeitando um ao outro e convivendo em paz.


18 Agosto/Setembro/2019

Tatiana Graebin Médica veterinária, pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Cães e Gatos CRMV 7431

Cães podem comer ração de gato? Gatos podem comer ração de cachorros?

V

ejo muito os tutores de cães e gatos com dúvidas quanto a alimentação de seus bichinhos. Entre elas se cães podem comer ração de gato e vice versa. E a resposta é NÃO!!!! Não pode. E vamos saber o porquê disso. Ração de gatos é formulada especificamente para eles. Contendo taurina, que é um aminoácido essencial para os gatos, mas precisa ser suplementado na alimentação. A taurina previne inúmeras doenças nos felinos e aumenta a sua imunidade. A ração dos gatos também contém mais proteína que a ração dos cães. Porque os gatos precisam de mais proteína. Os cães podem ter problemas de saúde se receberem excesso de proteína. Então não pode dar ração de cães para gatos e ração de gatos para cachorro. E para resolver isso aí vão algumas dicas:

- eleve o comedouro do gato a uma altura que o cão não alcance, como em uma bancada bem alta. Afinal os gatos vão dar o seu jeitinho de chegar lá! - A ração dos cães coloque no momento em que o cão deve comer. Deixando os gatos longe nesta hora. Pode dar de 2 a 3 x dia, como normalmente fazem. Mas não deixe à vontade. Deixe 15 minutos e retire a ração. Mesmo que não tenha comido tudo. Guarde bem. Dê somente no próximo horário de refeição. Mesmo que seu cão esteja acostumado a ter livre demanda, tente ir acostumando com este novo método. Isso fará muito bem a ele. Com amor e paciência é possível ir ajustando e melhorando a qualidade de vida dos nossos bichanos! Forte abraço! Até a próxima!


19 Agosto/Setembro/2019


20 Agosto/Setembro/2019

Vicente Fleck Advogado - OAB 73.662

Regras de Transição

A

previdência acaba de ser vencida

as seguintes regras de transição para o INSS:

pelo governo, ocorre que ainda

1 – O sistema de pontos que soma a idade

existe um longo caminho a ser percorrido, pois

mais o tempo de contribuição, atualmente de

ainda falta mais uma votação na Câmara dos

86 Mulheres e 96 homens, essa pontuação

Deputados e mais duas votações no Senado

irá subir 1 ponto a cada ano, até chegar a

Federal.

100M/110H; 2 – Tempo que falta para se

primeira fase da reforma da

Porém, o que tem tirado o sono de muitas

Até o momento a reforma tem previsto

aposentar, se a pessoa está a 2 anos da sua

pessoas é como fica a sua situação diante

aposentadoria terá de contribuir por esse

do tempo que já trabalhou, será possível se

período mais 50% do tempo que falta, por

aposentar antes dos 62 ou 65 anos?

exemplo, se a mulher tem 29 anos ela teria

A resposta a essa pergunta passa por dois

que contribuir por mais 1 ano, com a reforma

pontos, o primeiro diz respeito à quando e

terá que contribuir por mais 1 ano e 6 meses; 3

se a reforma for aprovada, pois dependendo

– Nas demais regras de transição entram uma

da data em que a reforma entrar em vigor

série de possibilidades de cálculos, porém, em

dependerá a idade e o tempo que a pessoa

todas elas, existe a exigência de idade mínima,

ainda terá que trabalhar.

cuja menor é de 56 para mulheres e 61 para

Além disso, cada pessoa poderá ter uma regra de transição diferente, isso porque

homens. Percebe-se que as regras são bastante

duas pessoas de 50 anos de idade poderão se

confusas para quem não está acostumado

aposentar em datas diferentes, dependendo

a lidar com estes cálculos, por esse motivo

do tempo que trabalharam, da mesma forma,

é fundamental que as pessoas procurem

duas pessoas que trabalharam por 25 também

profissionais que possam lhes auxiliar e

poderão se aposentar em tempos diferentes,

orientar sobre qual o melhor momento da sua

dependendo da idade.

aposentadoria.


21 Agosto/Setembro/2019

Marcia Schardosim Cirurgiã-dentista | CRO 12316 Especialista em Radiologia Odontológica e especializanda em Ortodontia

Doença Periodontal e Doença Cardíaca

D

oença Periodontal (aquela que atinge a fibra que sustenta o dente no osso) e Doença Cardiovascular. Podemos dizer que existe uma relação entre estas duas doenças. Uma explicação para essa associação é que as proteínas inflamatórias e as bactérias presentes no tecido periodontal (aquele de sustentação do dente) penetram na corrente sanguínea, causando diversos efeitos no sistema cardiovascular. Um estudo recente confirmou esta relação. E concluíram que o espessamento da parede dos vasos sanguíneos está associado a presença das mesmas bactérias causadoras da periodontite. Vemos que vários aspectos do estado de saúde de um cardíaco devem ser considerados no momento da avaliação da situação do seu periodonto (que é a fibra da sustentação do dente) e da elaboração de um plano de tratamento adequado, os fatores críticos a serem considerados são a gravidade, a duração da doença e presença de outros problemas - como a diabetes você deve informar o seu dentista sobre

todos estes problemas. A redução da presença de bactérias e a eliminação da placa bacteriana e tártaro, tanto abaixo como acima da linha da gengiva, são partes importantes para saúde bucal e sistêmica, isto é, saúde geral do corpo. Esta redução e eliminação são feitas pelo dentista através da limpeza especializada. E complementado em casa, com a escova e o fio dental. Lembrando que a higiene bucal é parte importante do tratamento e na prevenção da enfermidade periodontal e inflamação bucal. Essa prevenção é essencial para manter não somente boca, mas o corpo saudável. Leia este e outros ar�gos no blog da Revista Mul�Família em www.zmul�editora.com.br

Revista Mul�Família é uma publicação da: Ano 4 - Número 24 - Agosto+Setembro/2019 ISSN 2447631-5

Circulação: Bimestral - 4.000 exemplares | Distribuição: Gratuita

Edição: Sandra Hess (Jornalista - MTB/RS 11.860) Diagramação: Cleber Z. Dariva (Jornalista - MTB/RS 11.862) Capa: Acervo Lila Coelho/Divugação Impressão: BT Ind.Gráfica Faça contato: 51-99961-4410 |contato@zmul�editora.com.br


22 Agosto/Setembro/2019

Carlos Antonello Médico e cirurgião geral e oncológico | Presidente e fundador da ONG Juntos Pela Vida | Mestrando em Hepatologia

A informação é o primeiro passo para a prevenção “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver no presente, nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido” (Dalai Lama).

E

ssa reflexão de Dalai Lama consegue representar a nossa atual sociedade. Em meio a rotina agitada do dia a dia, acabamos colocando como prioridade as nossas reuniões, prazos de entrega de relatórios e tarefas do trabalho. Com isso, deixamos em segundo plano a coisa mais preciosa de nossas vidas, a saúde. Para orientar nessas situações, os profissionais da saúde possuem um papel fundamental. Em nossa clínica, por exemplo, trabalhamos ativamente na conscientização da prevenção de doenças com nossos pacientes e na comunidade com a realização de palestras voluntárias pela ONG Juntos pela Vida. A prevenção pode ser categorizada em 3 níveis: 1)Prevenção primária: são os hábitos e cuidados iniciais realizados para evitar o

aparecimento de doenças como, alimentação saudável, consumo constante de água e a prática diária de exercícios físicos. 2)Prevenção secundária: são os exames preventivos realizados para detectar doenças em estágio inicial e facilitar o tratamento, normalmente indicada para ambos os sexos. Especialmente para as mulheres, é necessário a realização anual do exame de pré-câncer de colo do útero (papanicolau) após a primeira relação sexual, e mamografia para mulheres acima de 40 anos. Já os homens acima de 50 anos devem realizar o exame de próstata anualmente. 3)Prevenção terciária: são as ações de reabilitação realizadas para diminuir as sequelas funcionais após um infarto, ou a um acidente vascular cerebral, por exemplo. A prevenção do câncer se dá primordialmente, por evitar hábitos de vida equivocados como, tabagismo, dieta inapropriada, sedentarismo, obesidade, abuso de álcool e exposição solar inadequada. Por isso, uma vida saudável deve se tornar um hábito simples e comum em nossas vidas. Jamais esquecendo que a informação é o primeiro passo para a prevenção.


23 23

INFORME PUBLICITÁRIO

Agosto-Setembro/2019

Agosto/Setembro/2019

Atividade física, uma aliada para evitar as quedas

A

s quedas representam um

Flexibilidade, segurança e equilíbrio são

grave problema devido as

algumas das capacidades trabalhadas,

suas consequências que vão

lembrando que uma alimentação adequada,

desde lesões leves até necessidade de

o acompanhamento médico regular e a

hospitalização e morte. Quedas na terceira

franqueza de comunicar dores e mal-estar,

idade geralmente produzem o temor de

também são fundamentais na prevenção e

repetição de episódios semelhantes. Por

tratamento dos problemas que aparecem

isto, a esmagadora maioria das pessoas

com a idade”, afirma.

diminui o tamanho de seus passos, no intuito de evitar novos tropeços e tombos. Pensando no bem-estar e na qualidade de vida dos moradores, o Sinfonia Vale do Sinos oferece aulas semanais de reforço muscular, reabilitação e recreação, justamente com o objetivo de evitar o problema ou a sua reincidência. De acordo com o personal sênior (professor de educação física especializado na terceira idade), Jacson Gatelli, a atividade física proporciona aumento de massa muscular e o conhecimento dos limites físicos. “Temos excelentes resultados no trabalho desenvolvido no Sinfonia.

Veja alguns benefícios da atividade física na terceira idade: - Ajuda na prevenção e no combate de diversas doenças; - Auxilia no combate à ansiedade e depressão; - Contribui na redução das dores. - Diminui o risco de quedas; - Eleva a autoestima; - Estimula as relações sociais interpessoais do grupo; - Fortalece o sistema muscular; Conheça o Sinfonia. Venha aproveitar o melhor da vida! (51) 3594.3000


24 Agosto/Setembro/2019

Profile for zmultieditora

Revista MultiFamília - Ed. 24 - Ago+Set/2019  

São 24 páginas repletas de informações acerca de comportamento, saúde, direito e educação, escrita por profissionais comprometidos com suas...

Revista MultiFamília - Ed. 24 - Ago+Set/2019  

São 24 páginas repletas de informações acerca de comportamento, saúde, direito e educação, escrita por profissionais comprometidos com suas...

Advertisement