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Ano 02 - No 03 - 2012 - www.stara.com.br

EXPORTAÇÃO Abrindo novas fronteiras


Confira nesta edição

Expediente

05 - Show Rural Coopavel

Positiva - A Revista da Stara Colaboradores: Cíntia R. Dal Vesco, Roger Baumgratz, Daniel G. de Quadros, Kélin B. Amann, Paulo Kreling Filho, Richard R. Heller e Helaine Gnoatto Zart.

04 - Editorial

06 - Entrevista com Cliente Arthur Bittencourt 08 - Revendas Parceiras Recebem Formação

Impressão: Gráfica Grapel

09 - Difusão Tecnológica - Senar

Editoração: ZERO 3 Comunicação e Design Ltda. Fone: 54 3045.3730 www.zero3design.com

10 - Reunião de Vendas Carreta em Aço Carbono

Pulverizador Autopropelido

11 - Fábrica nova de Tratores Stara

Controlador

12 - Máquinas e Tecnologias para Agricultura de Precisão

Plataforma Carreta de Polietileno

Distribuidor Autopropelido

Distribuidor de Arrasto

17 - Mercado Externo

A mais completa linha de máquinas agrícolas do Brasil

18 - Fazendeiros da Rússia Visitam Stara

Plaina Agrícola Dianteira

19 - Aumentando a Eficiência da Adubação Nitrogenada 20 - Revenda Polotech Visita a Stara 21 - Visita Clientes Polotech, Rota Agrícola e BBR 22 - Receita e Humor

Abastecedor

23 - Social

Subsolador

Plantadoras Distribuidor por Gravidade

Tratores

www.zero3design.com

Plaina Hidráulica Niveladora Reversível

Escarificador

Março/2012 Tiragem 5.000 exemplares Distribuição Gratuita


Show Rural Ano 02 - No 03 - 2012 - www.stara.com.br

Editorial

Gilson L. Trennepohl

O ano de 2012 começou acirrado e disputado. Esse cenário se deve à crise mundial e às secas regionalizadas no sul do Brasil, na Argentina e no Paraguai, ambos fatores refletem diretamente no segmento agrícola. Para enfrentar este cenário a Stara está construindo uma nova filosofia de melhoria contínua, que envolve processos e produtos, tornando a empresa cada vez mais produtiva e competitiva. A Stara tem a consciência de que um cenário como este os competidores buscam se aproximar da sua linha de produtos e também da filosofia. Para nós, essa é a maior certeza de que estamos no caminho certo, isso nos soa como um elogio. Cada dia aparecem mais indústrias de máquinas agrícolas apostando na tecnologia e na evolução constante, fatores que somos pioneiros no Brasil. Muitos competidores chegam a ser irônicos e debochados quando se referem à Stara, porém os que têm essa atitude são aqueles que copiam nossos produtos, e sabemos que só se copia algo quando realmente é bom, o que nos deixa orgulhosos. Enquanto competidores buscam se igualar à Stara, nós já estamos correndo na frente e melhorando ainda mais nossa indústria, tornando-a mais competitiva para produzir mais com menos. Estamos preparando um centro de distribuição de peças de 3.000 m2 e construindo um almoxarifado com 7.500 m2, tudo para atender de forma mais ágil e qualificada o nosso cliente final. Também estamos iniciando fortemente a nacionalização dos tratores, preparando e capacitando nossos colaboradores e fortalecendo nossos revendedores. Contamos com uma equipe de vendas arrojada e motivada, uma equipe técnica sempre pronta e preparada para atender o produtor rural, tudo isso é para evoluirmos constantemente e para que a Stara continue a ser sinônimo de solução inteligente para a agricultura brasileira.

Um dos estandes mais visitados O Show Rural Coopavel 2012 aconteceu de 6 a 10 de fevereiro, realizado em pleno clima de safra de verão, confrontou o desejo de investir com os resultados menos pujantes nas lavouras, decorrência da seca que atinge a Região Sul desde o mês de novembro e deve permanecer até março. O evento que registrou um recorde de público foi termômetro para as vendas nas grandes feiras do Brasil que tem Não-Me-Toque como próxima parada, com a Expodireto Cotrijal. O Show Rural, que é referência mundial para o agronegócio, se apresenta em ambiente de jardins bem cuidados, mas são as máquinas que despertam nos visitantes a vontade de investir em suas propriedades. Em Cascavel, o estande da Stara foi um dos mais visitados. As novidades que são uma marca da empresa e a liderança na tecnologia para Agricultura de Precisão fazem com que os produtores não deixem de passar pelas instalações da empresa e buscar informações sobre produtos específicos e seus preços. Negócios que não saem na hora são iniciados neste contato e confirmados ao longo do ano. A Stara, que vê as grandes feiras como uma ponte entre a indústria e os produtores rurais, compareceu com sua equipe e sua linha de produtos. Em uma área de 2.600 m² de estande, apresentou como novidade para o público paranaense e dos demais estados agrícolas do Brasil, seu mais recente produto, o trator Rinno-S que veio nos modelos 220 e 260. No Show Rural, a Stara ainda disponibilizou aos visitantes um espaço de 10 mil m² para test drive. Nesta área, os produtores puderam testar o desempenho do pulverizador Imperador 3100, que está atraindo a atenção mundial pela qualidade e aporte de tecnologia, sendo o primeiro e único no mundo com barras centrais.

Gilson L. Trennepohl Diretor Presidente - Stara

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De pai para filho Confiança permite adoção de novas tecnologias

Vivendo a pior das safras dos últimos anos, Nairo Kaipper Bittencourt, com 61 anos, não se lembra de ano pior na lavoura de milho e soja do que este, quando nenhum dos produtos terá rendimento próximo de seu potencial. Mesmo assim, ele não se abala, pois criou bem os seus guris e eles estão ao seu lado, prontos para assumir o comando da propriedade. Pelo menos oitenta por cento das decisões já passam por eles. Arthur, 25 anos, e Lourenço, 23, saíram igualzito ao pai no que se refere ao amor pela atividade rural. Eles se criaram, desde garotos, acompanhando o pai na lavoura, no banco, nas feiras e na compra de gado, insumos e máquinas.

- Desde que me conheço por gente acompanhava o pai na lavoura. Lembro que algumas vezes, por sairmos cedo de casa, pegava no sono na caminhonete. O pai dizia: “acorda guri, olha a natureza, que coisa linda, deixa para dormir à noite!” – relata Arthur. Essa parceria é o que sustenta a família neste momento de desolação com tantas perdas devido à seca que castiga com muito mais intensidade a região Oeste do Rio Grande do Sul. O milho sequeiro foi roçado. A soja depende ainda de muita chuva para produzir pelo menos um pouco. As perdas nesta cultura já são estimadas em 95%, segundo a Emater. O milho irrigado produziu 150 sacas/ha bem menos que seu potencial, mas graças à tecnologia implantada, ele está sendo utilizado para alimentar o gado. - Ainda bem que temos esse milho, pois não tem mercado para boi magro e não podemos deixar que morram de fome – afirma sem se lamentar. Ao contrário, Arthur Bittencourt admite que o melhor consolo é olhar para quem está pior. Tem agricultor em situação muito difícil na sua região. Diz que o importante é a família estar unida e ter saúde, sempre contaram com a companhia e apoio da mãe Mariléia que impulciona pois sabe que a dificuldade se vence com trabalho. A segurança vem da participação nas decisões, algo que o pai aos poucos está passado para os filhos, preparando-os para que assumam a gestão integral da propriedade localizada em Entre-Ijuís (RS). Está nos seus planos que os guris assumam integralmente a gestão, mas antes precisa ultrapassar esta fase em que os compromissos terão que ser jogados para frente. Mais uma prova de fogo para os jovens produtores preocupados em buscar soluções que aumentem os ganhos e contribuam para reduzir o déficit de uma

safra completamente frustrada. A adoção de tecnologia de ponta é uma das ferramentas mais eficazes que podem contar. - Somos uma propriedade de ponta, que acompanha o que existe de mais inovador em práticas e uso de tecnologias, o que nos tem garantido resultados acima da média – destaca Arthur referindo-se ao uso de sementes fiscalizadas, práticas recomendadas e tecnologias inovadoras. Dentre essas tecnologias está a agricultura de precisão, adotada há quatro anos. O interesse dos produtores e a experiência prática no emprego da AP fez com que a Stara convidasse os Bittencourt para participar do Projeto de Manejo Avançado Stara. - Tratamos bem do solo porque é dele que tiramos nosso sustento. Adotamos a AP para melhorar a adubação nos pontos fracos e evitar gastos desnecessários onde o solo está fértil. Isso nos ajudou a obter excelentes índices de rentabilidade – explica o jovem produtor. Cliente da Stara há longo tempo, a ponto de já terem substituído máquinas por modelos com tecnologia superior, a Agropecuária Morada do Búfalo foi convidada a fazer parte do grupo que está dando opinião sobre a prática da agricultura de precisão e o uso dos equipamentos da Stara. - É um orgulho para nós fazer parte deste programa que é executado por uma empresa que investe em desenvolvimento de tecnologia, que se destaca no mundo e que valoriza a família, os colaboradores e mostra que tem responsabilidade social – declara Arthur. Ajudar a Stara a testar as máquinas e contribuir com avaliação sobre a aplicação de novas tecnologias é lisonjeiro para a família Bittencourt, porque foram os escolhidos entre tantas excelentes propriedades. - É muito bom ser parceiro e saber que podemos contribuir com o futuro do agronegócio – afirma o agricultor. O perfil de buscar a opinião de quem usa as máquinas torna a Stara ainda mais confiável perante os agricultores, porque eles sabem que tudo que for apontado será melhorado nos equipamentos e todos sairão ganhando. Cada produto colocado no mercado vem com o selo virtual da confiança do produtor.

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Difusão de Tecnologia Senar treina técnicos na Stara Primeiro treinamento reuniu revendedores do Sul do Brasil

Revendas parceiras recebem formação Formar consultores. Este é o objetivo da Stara ao iniciar a formação de redes de revendas autorizadas que se dedicarão com exclusividade à marca. O projeto que nasceu junto com a meta de tornar a Stara a melhor indústria e com a mais completa linha de implementos agrícolas do Brasil está sendo implantado. O primeiro grupo a receber orientação sobre o funcionamento e os benefícios da linha de produtos ocorreu nos dias 13 e 14 de fevereiro, no Centro de Treinamento da empresa, com atividades na fábrica e na área de testes. Durante dois dias, diretores e funcionários de revendas do Rio Grande do Sul ampliaram conhecimento e receberam orientação completa sobre os benefícios dos produtos Stara aos agricultores. - Não basta vender, é preciso vender máquina ou o conjunto que o agricultor precisa para sua atividade, além disso, é preciso saber orientar o comprador sobre todos os benefícios e ainda ajudá-lo a buscar soluções – explica o engenheiro agrônomo Cassiano Schmalz, que é instrutor do projeto piloto de treinamento de venda das Revendas Parceiras Stara (RPS). Segundo Cassiano, todos aproveitaram bem essa oportunidade, ampliando o conhecimento que os habilita a oferecer informações precisas sobre as máquinas e melhorar as negociações com os agricultores. Fausto Martini Menegazzo, gerente da revenda Menegazzo Comércio de Máquinas Ltda., de Constantina (RS), disse que a adesão ao projeto de Revendas Parceiras ocorreu porque a Stara tem uma completa linha de produtos e tem qualidade. Com a adesão, seu objetivo é fidelizar o cliente e com isso crescer ainda mais. Para isso, veio com toda sua equipe em busca de conhecimento, troca de experiências com as demais revendas e, também para receber treinamento técnico sobre o Topper 4500. - No treinamento pudemos fazer comparações com produtos similares e reforçar as diferenças que mostram as vantagens da Stara no domínio da tecnologia em agricultura de 18

Pedro Garcia Júnior quer trans-

precisão – destacou Fausto formar atuação de vendedores em consultores Menegazzo. Parceiro Stara há seis anos, a revenda Granja Sul, de Santa Bárbara do Sul (RS) é mais uma que aderiu à parceria pelas qualificações da marca. Pedro Garcia Júnior, sócio-proprietário da Granja Sul, destaca o excelente relacionamento que a indústria dirige às revendas e os benefícios que a transferência de conhecimento proporciona nesse contato direto entre revenda e indústria: Fausto Martini Menegazzo está - Torna nossa equipe seguro que poderá fidelizar mais preparada para atender clientes bem e agrega conhecimento que contribui para o cliente fazer a melhor escolha. Júnior ressalta uma das principais metas da formação dos profissionais de vendas: - Estamos transformando nossos vendedores em consultores de vendas. Eles passam a ter a missão de levar soluções para os produtores rurais, de ajudá-los a tirar mais rentabilidade e ganhos de sua atividade. Segundo Pedro Garcia Júnior, sua empresa tem como filosofia levar ao cliente o melhor produto e proporcionar atendimento pós-venda ao nível da satisfação do cliente. - Com a qualidade e eficiência da Stara, não tivemos a menor dúvida em integrar esse projeto – afirmou convicto. O primeiro encontro ocorreu em Não-Me-Toque, os demais, que vão atingir todo o Brasil, serão realizado em pontos estratégicos de cada região. O objetivo principal é oferecer subsídios e uniformizar o conhecimento.

O projeto piloto de capacitação de instrutores do Senar em Agricultura de Precisão (AP), realizado na Stara por iniciativa do Senar-RS, será ampliado para atender os profissionais da instituição que atuam em todo o Brasil. O programa conveniado prevê capacitação dos técnicos para que possam atuar na difusão desta tecnologia. Até o final de 2012, serão capacitados 28 técnicos da entidade, que atuarão como multiplicadores, realizando cursos nos estados Dr. Daniel Kluppel Carrara de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia e Distrito Secretário Executivo do Senar Federal. Os treinamentos oferecem conhecimento teórico e prático sobre: tipos de pilotos automáticos, bases de correção diferencial em tempo real, sistemas de controle e distribuição de sementes e pulverizador, além de outros temas que envolvem a operação de tecnologias na Agricultura de Precisão. O material didático foi produzido pela Stara, em parceria com o Senar-RS, a preparação prevê o treinamento de 4 turmas com 7 técnicos, cada turma receberá 88 horas de trainamento, com temas voltados para operação de máquinas precisas e gestão. Nesta entrevista, o Dr. Daniel Klüppel Carrara, secretário Executivo do Senar, fala sobre o convênio que será o primeiro de muitos com o objetivo de fazer a Agricultura de Precisão chegar a todas as áreas agrícolas do país, promovendo o incremento de produtividade, sem necessidade de aumento de áreas. Carrara também fala sobre como o Senar fará a difusão desta tecnologia. - Como surgiu o interesse do Senar em capacitar seus técnicos em agricultura de precisão? CARRARA - O tema agricultura de precisão é uma realidade no campo. Nossas administrações regionais têm recebido uma demanda por treinamentos no uso de tecnologias de Agricultura de Precisão (AP) que muitas empresas do setor tem difundido. Estamos trabalhando em parceria com a Embrapa para desmistificar o conceito, pois existe um inadequado entendimento de que a AP restringe-se ao uso de máquinas. Na verdade, significa gerir a propriedade e as tecnologias disponíveis de forma a obter o controle otimizado na aplicação de insumos, reduzir o impacto ambiental e os custos e, garantir retorno econômico. - Por que a Stara foi escolhida? CARRARA - Replicamos em outros estados a experiência bem sucedida que o Senar-AR/RS teve com a Stara. A empresa, que é líder em Agricultura de Precisão no Brasil e realiza com competência treinamento para clientes, abriu suas portas para receber nossos instrutores e proporcionará a utilização de simuladores nos treinamentos. - Qual é a expectativa de resultados a partir deste convênio com a Stara? CARRARA - A expectativa é que possamos difundir a

tecnologia de uso da AP de forma correta, pois temos produtores que compram uma máquina com tecnologia embarcada, mas não possuem operador capacitado para usá-la de forma otimizada. Pretendemos difundir os benefícios que a AP pode trazer para a agricultura brasileira. to?

- Qual o estágio desta transferência de conhecimen-

CARRARA - Por enquanto estamos na fase de treinamentos dos nossos instrutores da área de mecanização em parceria com a Stara. Queremos trabalhar a difusão do conceito em parceria com a Embrapa e, temos a intenção de também treinar nossos instrutores na área de coleta de dados e mapeamentos georreferenciados de áreas para a definição do uso da aplicação das tecnologias de AP nos diferentes talhões da propriedade. Estamos na fase de construção das cargas-horárias e do conteúdo que será disseminado aos participantes dos treinamentos em todo Brasil. - Os conceitos de AP já estão sendo implantados de alguma forma pelo Senar? CARRARA - Já realizamos treinamentos pilotos na Bahia e no Rio Grande do Sul e vamos aperfeiçoar os conteúdos de cada curso para que nosso público alvo seja bem atendido. 09


Reunião de Vendas

O mês de janeiro é marcado pelo reinício das atividades e muitas vezes para realizar um balanço do ano anterior. No caso da Stara, tradicionalmente acontece a Reunião Semestral de Vendas, que neste ano aconteceu na semana do dia 23 ao dia 27 de janeiro. A Stara reúne todos os vendedores, que atuam tanto no Brasil quanto no exterior. Todo ano é escolhida uma frase tema para a reunião, esse ano o encontro teve como frase selecionada:

“Não espere uma crise para descobrir o que é importante na sua vida”. Durante a semana foram realizadas várias atividades, entre elas a apresentação dos resultados obtidos durante o ano e a classificação dos vendedores de acordo com as metas traçadas para o ano e os resultados obtidos. O vendedor padrão na Linha Multi premiado foi, Jefferson Lauretti, que representa a Stara na região da Venezuela, México, Paraguai e Bolívia. Na Linha de Plantio e Pulverização, o vendedor padrão foi

Volmir Amaral, que atua no Rio Grande do Sul. A equipe também recebeu treinamentos de aperfeiçoamento das Máquinas Stara e participou de uma palestra ministrada por Sr. Gilson Trennepohl, Diretor Presidente da Stara, na qual traçou objetivos, metas e estratégias para o ano. A Stara conta com mais de 40 vendedores distribuídos por todo o Brasil e quatro gerentes de vendas, que supervisionam e auxiliam o trabalho destes vendedores e das revendas.

“Não espere uma crise para descobrir o que é importante na sua vida”

Vendedor Padrão Linha Multi Jefferson Lauretti

Vendedor Padrão Linha Plantio e Pulverização Volmir Amaral

Fábrica de Tratores Obras aguardam licença ambiental De posse da licença prévia do órgão que regula e fiscaliza o impacto ambiental pela ocupação de áreas no Rio Grande do Sul, a Fepam, a equipe encarregada do projeto trabalha na organização da documentação exigida para a obtenção da licença definitiva. - Temos que atender uma série de exigências que comprovem, através de documentos, que a Stara vai garantir segurança ambiental com esta obra, e nós estamos fazendo isso em ritmo acelerado – garantiu o Gerente Industrial, Ricardo Diaz, coordenador da comissão de obras. Assim que for concedida a licença, a previsão é de que leve seis meses para a terraplenagem da área. A estimativa é de movimentar 300 mil m³ de terra nos 9 hectares de área destinada à fábrica de tratores. Este serviço será executado pela Prefeitura de Não-Me-Toque com apoio do Governo do Estado. Para as obras o prazo é de um ano e meio. A fábrica de tratores terá 40 mil m² de área construída, sendo 30 mil m² destinados à produção e o restante distribuído entre almoxarifado, escritório e outros. - Nosso projeto prevê o aproveitamento da energia solar e eólica e o aproveitamento da água da chuva, visando reduzir ao máximo o consumo de energia não renovável –

explicou Ricardo Diaz. O uso de energia solar está programado para entrar em teste em breve. Os postes de iluminação do pátio do atual complexo fabril vão receber os dispositivos necessários para funcionar através da captação da energia solar. Desta forma já vai sendo testado o uso desta energia renovável e medido o potencial de aproveitamento para o novo projeto. Quanto à automação, o projeto prevê o uso de robótica em alguns processos que serão implantados gradativamente, até alcançar o máximo possível. A nova planta industrial terá uma empregabilidade de 500 postos de trabalho direto para uma produção de 2 mil tratores ao ano. Desde o fechamento do negócio, a produção de tratores se mantém na Argentina, mas a partir do mês de agosto deste ano poderá ser montada no Brasil, na unidade da Stara em Não-Me-Toque, de onde saem todos os implementos para o mundo. Os tratores vendidos no Brasil estão vindos montados e entram na fábrica em Não-Me-Toque para receber a tecnologia Stara. Todos os tratores saem da fábrica em Não-Me-Toque com o Topper 4500, que é equipado com DGPS e Piloto Automático.

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Máquinas e Tecnologias em Agricultura de Precisão

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Uma reflexão sobre onde estamos e onde deveremos estar nos próximos anos no Brasil Telmo J. C. Amado Prof. Dr UFSM e consultor Fazendas MAS

agricultura de precisão é definida neste trabalho como o manejo sítio-específico de solo e plantas, com o emprego da taxa variada de insumos em acordo com a variabilidade espacial existente na lavoura, através de máquinas agrícolas desenvolvidas para este fim (máquinas precisas) equipadas com instrumentação de navegação por satélite. O objetivo principal é aplicar a quantidade adequada de insumos, no local correto, no tempo certo e na fonte eficiente seguindo um planejamento que visa ao aumento da produtividade, levando em consideração o retorno econômico e a preservação ambiental. Para tanto, uma etapa anterior as intervenções, o levantamento de informações através de amostragens diretas e detalhadas a campo e/ou sensoriamento remoto é imprescindível para o manejo da variabilidade espacial. Na agricultura de precisão aplicam-se conceitos e princípios de diferentes áreas de conhecimento, com destaque para a geomática, ciência da computação, engenharia agrícola, eletrônica, economia, administração e ciências agrárias. Por ter como característica a multidisciplinaridade e a intensa inovação tecnológica, possui um certo grau de complexidade que demanda qualificação e treinamento de mão de obra tanto para a operação quanto para a prescrição de intervenções. Porém, este fato é compensado pelo enfoque holístico do sistema de produção buscando a identificação e superação gradual dos diversos fatores limitantes à produtividade dos cultivos agrícolas, ao mesmo tempo que possibilita o controle, registro e quantificação da eficiência em todos os processos e intervenções. Na década de 90, a agricultura de precisão estava restrita aos centros de pesquisa e algumas iniciativas pioneiras em lavouras demonstrativas, com equipamentos importados de países desenvolvidos cujo preço, complexidade de operação e o restrito conhecimento sobre sua aplicação limitavam sua adoção em escala no Brasil. Porém, foi notável nesta década os avanços na aplicação dos sistemas de posicionamento global para fins civis, com destaque a agricultura. A amostragem de solo georreferenciada, seguindo malha amostral com tamanho de 1 a 5 ha e a geração de mapas de variabilidade espacial da fertilidade do solo tornaram-se ferramentas frequentes para aplicação de calcário e fertilizantes a taxa variada. Ainda, a aplicação de agroquímicos utilizandos ferramentas de posicionamento como barra de luz e DGPS permitiram reduzir a sobreposição de aplicações com reduções na ordem de 4 a 8%, além de simplificarem a operação com redução do erro humano. O emprego de sensores embarcados em máquinas agrícolas e o sensoriamento remoto também apresentaram importantes avanços, durante esta década. Em 2005, o cenário da agricultura de precisão no Brasil estava muito diferente, as indústrias de máquinas agrícolas brasileiras já ofertavam vários produtos com preços mais acessíveis, de mais fácil operação, com peças de reposição e razoável suporte técnico, fruto da crescente percentagem de nacionalização. Ao mesmo tempo, multiplicavam-se as consultorias técnicas especializadas na nova tecnologia à disposição dos agricultores. Programas computacionais para a agricultura de precisão se tornavam cada vez mais acessíveis e completos. A informação agronômica aplicada a agricultura de precisão também avançava rapidamente, fruto da experiência acumulada em experimentos e lavouras pioneiras, como o Projeto Aquarius (www.ufsm.br/projetoaquarius).

Todas estas ações conjugadas pavimentaram o caminho para a adoção da agricultura de precisão. A partir daquele ano, verificou-se uma adoção em larga escala da agricultura de precisão no Brasil, semelhante a verificada um pouco antes na Argentina. Vários fatores confirmaram esta implementação com destaque a: crescente competitividade da agricultura brasileira, resultado da profissionalização e qualificação dos agricultores e da adoção de tecnologias modernas; valorização do preço da terra e dos insumos; restrições à produção relacionadas a legislação ambiental e aquecida demanda internacional por produtos agrícolas, que combinados induzem a necessidade de verticalização da produção. Alguns números recentes da adoção da agricultura de precisão na Argentina chamam a nossa atenção, por exemplo, na última safra a capacidade instalada para geração de mapas de colheita já cobria 50% da área de grãos e 90% dos pulverizadores comercializados já vinham equipados de fábrica com sistema de navegação por satélites. Estes números falam por si só, demonstrando de forma inequívoca as potencialidades das inovação tecnológica em transformar a

agricultura. No Brasil, as características de solo e as especificidades da agricultura têm induzido que o manejo da fertilidade do solo e aplicação de agroquímicos sejam o principal foco da agricultura de precisão. Este fato, por exemplo, resultou em um expressivo aumento no número de análises de solo contribuindo para o aprimoramento do manejo da fertilidade do solo.

Aplicação à taxa variada em lavoura do Rio Grande do Sul.

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Tendências da Agricultura de Precisão Manejo avançado da Fertilidade do Solo

Entre as tendências atuais da agricultura de precisão destacam-se o manejo avançado da fertilidade do solo, através do cruzamento de atributos químicos do solo georreferenciados com mapas de produtividades. Através destas ferramentas e complementadas por análises foliares é possível identificar desequilíbrio de bases que possam afetar a nutrição das plantas e produtividade dos cultivos. Em artigo recente de Nogara Neto et al. (2011), publicado na Revista Brasileira de Ciência do Solo, foi reportado que a saturação de magnésio na CTC inferior a 10%, a relação de potássio: magnésio inferior a 2,30 acompanhadas de relação cálcio: magnésio > 4 estava ocasionando decréscimo no rendimento do milho em uma lavoura de Guarapuava (PR). Este desequilíbrio, provavelmente, tenha sido ocasionado pela repetida aplicação de calcário calcítico associada a elevada exportação de bases na colheita de grãos. Destaca-se que neste caso, o rendimento médio da lavoura de milho, sem irrigação, alcançou 12.400 kg ha-1 e que para aumentar esta média, a atenção deverá ser dada aos detalhes, como por exemplo, as interações entre nutrientes. Para resolver o desequilíbrio de bases em questão fez-se necessário a prescrição, para a mesma área, de calcário calcítico (Figura 2a) e calcário dolomítico (Figura 2b). Destaca-se que a análise da média de atributos químicos da área não recomendaria a aplicação de calcário, pois na média o pH = 5,5 e a saturação de alumínio < 10%. Porém, quando a análise foi feita considerando o manejo sítio-específico, ou seja, com elevada densidade de amostras de solo, 40,6% da área necessitaria calcário (calcítico ou dolomítico). Exemplos como este têm sido frequentes entre os prestadores de serviço em agricultura de precisão que procuram desenvolver, com base nas ferramentas da agricultura de precisão, um manejo avançado da fertilidade do solo e não ficar restrito aos objetivos iniciais de alcançar teores críticos de fósforo e potássio e eliminar a acidez de uma camada superficial com base em uma média da lavoura.

300 ha por dia, aproveitando as condições favoráveis de umidade do solo. Adubações nitrogenadas mais tardias no ciclo das culturas também têm sido avaliadas no milho, como estratégia de incremento de produtividade, e no trigo, como estratégia de incremento do conteúdo de proteína (qualidade do produto). O conceito de fertilização no qual o diagnóstico do estado nutricional das plantas é feito diretamente a campo, sem necessidade de levar amostras para o laboratório, e ainda na mesma operação realizar a aplicação de insumos (tempo real) é uma importante inovação tecnológica da agricultura de precisão. Os resultados de pesquisa do Projeto Aquarius têm indicado que é possível obter até 8% de incremento da produtividade de milho com a utilização desta tecnologia em comparação a dose fixa de N. Conjunto N-Sensor + Hércules 5.0 para aplicação de fertilização nitrogenada a dose variada e em tempo real.

(Figura 2a) - Recomendação de calcário calcítico (a) e dolomítico (b) no mesmo talhão em Guarapuava (Pr) visando o equilíbrio de bases. Fonte: Nogara Neto et al. (2011). Sensores ópticos aplicados a recomendação em tempo real de fertilização nitrogenada.

O nitrogênio (N) é um nutriente demandado em grandes quantidades pela cultura do milho e, frequentemente, constitui-se no principal fator limitante à obtenção de elevadas produtividades. No solo apresenta um ciclo complexo de difícil predição. Assim, em clima tropical e subtropical úmido as frequentes e intensas chuvas fazem com que o N mineral no solo apresente elevada mobilidade no perfil e, por isto, não seja um indicador eficiente para recomendação de adubação nitrogenada. Alternativamente, utiliza-se o teor de matéria orgânica, a produção de fitomassa da cultura de cobertura antecedente e a expectativa de rendimento como critérios de recomendação da dose de N a ser aplicada. No entanto, estes parâmetros apresentam variabilidade espacial na lavoura, fato que ratifica para a baixa eficiência da fertilização nitrogenada. Desta forma, em um mesmo talhão observa-se diferentes curvas de resposta a adubação nitrogenada em função das ofertas ambientais específicas do sítio, justificando a utilização da dose variável de N. Ainda, deve-se considerar a existência de elevada variabilidade temporal na resposta a adubação nitrogenada, fato que faz com que a dose ótima de N varie em função das condições climáticas como insolação, temperatura e umidade predominantes na estação de crescimento. Em experimentos de longa duração, a dose de máxima eficiência econômica de N na cultura do milho variou de 70 a 210 kg ha-1, dependendo do ano de investigação. A utilização das plantas, em determinados estágios fenológicos, de forma não destrutiva como indicador da necessidade de fertilização nitrogenada tem sido utilizada em países desenvolvidos. Entre os sensores ópticos testados no Brasil destacam-se o N-Sensor (Yara e Stara) e o Greenseeker. A utilização de imagens aéreas para obter o índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) também tem sido aplicada com relativo sucesso. A possibilidade de parcelamento da fertilização em pelo menos três aplicações de cobertura visando conduzir as plantas em um ótimo nutricional nos diferentes estágios fenológicos, através dos sensores ópticos acoplados a distribuidores com elevado rendimento operacional e altura de eixos é muito promissora (Figura 3). Neste caso, é possível fertilizar mais do que

Multi-sensores para diagnóstico da capacidade produtiva do solo A utilização de sensores e da eletrônica embarcada em máquinas agrícolas está apenas iniciando, nos próximos anos espera-se muitas novidades nesta área. Um dos princípios da agricultura de precisão é a coleta de um grande Equipamento multi-sensores para avaliação da capacidade pronúmero de informações, com o objetivo de caracterizar a variabilidade espacial de atributos, que possam ser utilizados dutiva do solo. na prescrição de intervenções. Equipamentos, como o da Figura 4, que utilizam vários sensores ao mesmo tempo e que em apenas uma operação a campo sejam capazes de registrar a variabilidade espacial da condutividade elétrica, teor de matéria orgânica e pH H2O são um importante avanço tecnológico. Estas informações podem ser muito úteis, especialmente se cruzados com o mapa de rendimento, para o entendimento dos fatores limitantes à produtividade. 15


Integração de atributos químicos e físicos do solo Na agricultura de precisão o processo de intervenção deve seguir uma hierarquia de prioridades, atacando-se primeiro aqueles fatores que têm maior probabilidade de estar limitando a produtividade. Na maioria dos solos do Brasil, normalmente destacam-se a necessidade de calagem, deficiência de fósforo, baixa saturação de bases, presença de alumínio em camada subsuperficial ou deficiência de cálcio, desequilíbrio de bases, potássio geralmente em deficiência mas também em alguns casos em excesso, etc... que devem Escarificador com controlador automático de profundidade ser solucionados com o manejo sítio específico e a taxa vaadaptado ao manejo sítio-específico. riada. Assim, a resolução destes problemas deve ser acompanhada por análises de solo dirigidas (re-amostragem após as intervenções), análise foliar para conferir a nutrição de plantas e mapas de colheita. A medida que um fator limitante é aliviado, outros fatores passam a limitar a produtividade, porém em um outro patamar de produtividade mais elevado que o anterior, e portanto exigem nova intervenção e acompanhamento contínuo através dos mapas de produtividade. Em algumas situações, observa-se que o retorno do investimento na melhoria da fertilidade do solo pode estar sendo comprometido por atributos físicos do solo que limitam o desenvolvimento vegetal. Neste caso a melhoria da qualidade física do solo, visando aumentar a disponibilidade de água para as plantas e reduzir os efeitos negativos da compactação, deve fazer parte das estratégias para alcançar e sustentar elevados rendimentos. A interação entre atributos químicos e físicos do solo deve merecer a atenção dos gestores agrícolas. O penetrômetro digital e com GPS frequentemente tem sido utilizado como instrumento de diagnóstico da compactação do solo, porém não deve ser empregado de forma isolada e sim acompanhado de observações do desenvolvimento radicular das culturas, da produtividade e, preferencialmente, de observações de infiltração de água no solo. A compactação do solo em lavouras de grãos não ocorre de forma generalizada e sim regionalizada, fato que viabiliza o manejo sítio específico. Atualmente, já no Brasil, escarificadores a taxa variável com controle automático de profundidade (Figura 5) que se insere dentro do conceito de manejo sítio específico, ou seja, só realizar a intervenção nos locais onde realmente for necessário seguindo um mapa de prescrição.

Agricultura por ambiente Uma das estratégias da agricultura de precisão é ajustar a população de plantas e os insumos a oferta ambiental específica de zonas distintas existentes no talhão. Assim, em alguns casos os fatores limitantes à produtividade (profundidade do horizonte superficial, pedregosidade, declividade, exposição solar e textura) não são técnica ou economicamente viáveis de serem eliminados. Neste caso, a taxa variada de população de plantas de milho pode seguir as zonas de produtividade. Em recente trabalho conduzido no Projeto Aquarius fi-

cou evidenciado que em relação a população fixa de 70.000 plantas ha-1, o decréscimo de 30% da população de plantas na zona de baixa produtividade e o incremento de 15% da população na zona de alta produtividade resultou em incrementos tanto de produtividade como de retorno econômico da lavoura na faixa de 7 a 9%. A agricultura por ambiente é uma estratégia muito utilizada na Argentina e deverá crescer muito no Brasil nos próximos anos, especialmente com as semeadoras desenvolvidas para taxa variada de sementes.

EXPORTAÇÃO

Qualidade e confiança abrem mercados A Stara sempre colocou a conquista do mercado internacional entre seus planos. A evolução da linha de produtos, a qualidade e o aporte de tecnologia de ponta vem abrindo novos caminhos em mercados que até pouco tempo eram intocáveis para a indústria brasileira, especialmente pela presença da imponente indústria internacional. Com a internacionalização da marca, a Stara vem se colocando na linha de frente e disputa mercados de igual para igual. - Temos hoje 9% da nossa produção voltada para a exportação, mas trabalhamos para chegar a 15% até 2015 – explica o gerente de Exportação Márcio Fülber. Presente em 35 países, atuando a mais de 20 anos na América Latina, a Stara é marca reconhecida e desejada pelos produtores rurais em países como Paraguai, Bolívia, Venezuela, Chile e Uruguai. Na Argentina, devido às atuais restrições impostas pelo governo às importações, a Stara agiu estrategicamente e fez parceria com uma fábrica de tratores. A presença neste país permite manter a comercialização de outros produtos da marca no território argentino, pelo menos nos mesmos parâmetros da importação de tratores. - A Argentina é um dos mercados mais importantes da América Latina e a Stara pretende manter sua forte presença no setor de máquinas agrícolas – destaca Fülber. A exportação é muito importante para a empresa porque proporciona solidez e garantia de continuidade, especialmente quando ocorrem problemas climáticos que interferem na produção agrícola e nas vendas no Brasil. Para alcançar a meta projetada para 2015, a indústria não-me-toquense planeja consolidar sua presença na América Latina, onde possui três representantes comerciais. O interessante mercado europeu, que é muito mais exigente em tecnologia, já está sendo trabalhado. A Stara mantém uma equipe de vendas em tempo integral no Leste Europeu, que compreende a Rússia, Ucrânia, Bielo Rússia e Cazaquistão. Além disso, mantém um representante exclusivo no Continente Africano que se mostra como um grande comprador

futuro. A visita dos agricultores russos no mês de fevereiro é resultado de um trabalho iniciado há quatro anos e da presença da empresa Bizon – revenda de máquinas agrícolas – na AgriShow de 2011. - Já tem máquinas nossas na Região Sul da Rússia e somos a primeira indústria brasileira a receber a visita de produtores rurais russos interessados em comprar e conhecer técnicas como o plantio direto e a agricultura de precisão, que são desconhecidas naquele país – ressalta o gerente de Exportação. Márcio Fülber, gerente de Exportação

No Sul da Rússia os produtores têm, em média, 5 a 10 mil hectares que têm necessidade anual de aquisição de máquinas. Pelo menos 90% deste mercado vêm sendo abastecido por empresas da Europa, Estados Unidos e Canadá. - Para a Stara é uma vitória ingressar neste mercado, onde empresas da Alemanha, por exemplo, vendem há 50 anos – avalia Márcio Fülber, uma façanha conseguida devido a estrutura de vendas e pós-vendas na língua russa e inglesa, além do atendimento interno nos dois idiomas. A Stara está investindo nesta região porque percebe um grande e novo mercado, tendo em vista que 22 países falam o idioma russo. Durante a Expodireto Cotrijal, neste mês de março, mais um grupo de agricultores da Rússia vem para visitar a Stara e conhecer a feira.

Semeadora equipada para variar a dose de sementes e fertilizante de acordo com o mapa de prescrição.

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Aumentando a eficiência da adubação nitrogenada

Fazendeiros da Rússia vêm conhecer a Stara

Sob o sol escaldante do verão gaúcho, os russos mostraram entusiasmo com as máquinas da Stara

A participação do diretor da empresa Bizon em uma feira agrícola no Brasil no ano passado despertou o interesse pelas máquinas da Stara e motivou a organização de um grupo para vir conhecer de perto a indústria e seus produtos. A visita de cinco produtores e do diretor Comercial da Bizon, revenda Stara na Rússia, ocorreu no dia 14 de fevereiro. Eles voaram durante dois dias para chegar ao Brasil, deixaram uma temperatura de -30° para enfrentar mais de 30° no Rio Grande do Sul, esforço que, segundo eles, valeu a pena. O produtor rural Victor Ponomarenko declarou que perceberam a alta tecnologia da Stara durante a visitação na fábrica, onde conheceram todos os processos de produção. Disse que o grupo ficou impressionado pelo fato de uma cidade tão pequena contar com uma indústria capaz de desenvolver alta tecnologia e vender para o mundo todo. Os cinco produtores rurais são da região de Rostov, na planície sul da Rússia, que se localiza próximo ao Cáucaso do Norte, uma das mais produtivas entre as onze regiões econômicas 18

do país. Produtores de grande porte eles produzem principalmente trigo, além de um tipo especial de cevada, girassol, milho e soja, em pequena proporção. Durante o ano, em dois meses o solo fica coberto de neve, então realizam apenas uma safra. Representando os fazendeiros, Victor Ponomarenko disse que eles possuem máquinas fabricadas pelas maiores empresas internacionais e depois deste contato em que conheceram a fábrica e as máquinas em situação de trabalho, viram que a Stara é ainda melhor. - Valeu a pena a viagem de dois dias para chegar até aqui! – declarou o agricultor russo, que espera fazer uma boa parceria com a Stara. Vacili Abashkin, diretor Comercial da empresa que trouxe os produtores rurais, afirma que sua companhia foi a primeira a levar a marca Stara para a Rússia e a organizar um grupo para vir conhecer o país e a fábrica. Além da visita na fábrica, os fazendeiros estiveram na área de testes da empresa observando como funcionam detalhadamente as máquinas. Durante o dia que estiveram em Não-Me-Toque, os agricultores russos

tiveram uma mostra da cultura brasileira e gaúcha, além de desfrutar da acolhida dos colaboradores da Stara, que sempre fazem os visitantes se sentirem hóspedes de honra. Feijoada ao meio dia e churrasco à noite integraram o cardápio. - Não imaginava que a comida fosse tão saborosa – afirmou Victor Ponomarenko, muito falante e porta voz do grupo que só fala russo. Os russos, que são divertidos por natureza, ficaram entusiasmados com a apresentação de danças folclóricas do Rio Grande do Sul, com a invernada de danças do CTG Galpão Amigo. – A Stara faz questão de receber bem os visitantes e procura valorizar as origens da empresa mostrando a cultura local – explica Cíntia Dal Vesco, gerente de Marketing. Nestas ocasiões a empresa sempre conta com a colaboração das entidades culturais como o CTG, grupos de danças holandesas e germânicas. Todas essas entidades têm entre seus integrantes colaboradores da Stara que fazem questão de participar da recepção aos visitantes, mostrando o quanto a empresa valoriza a cultura local.

A agricultura brasileira encontra-se em uma fase de evo- absorção do nutriente nitrogêlução e aperfeiçoamento no manejo das culturas. O esforço nio na maioria das áreas agrípor parte dos diversos setores da cadeia produtiva vem bus- colas ocorre de forma variável, cando aumentar a produção de forma vertical, a fim de que definindo-se que uma adubação os ganhos em produtividade garantam uma maior rentabili- de cobertura em dose fixa acardade e estabilidade dos agricultores no meio agrícola. reta em zonas de superdosagem Neste contexto, a inserção da tecnologia vem assumindo e de subdosagem de N, a variaum papel importante em auxiliar os produtores no geren- bilidade de produção e baixa efi- Fabiano Tabaldi Engenheiro Agrônomo ciamento dos fatores que explicam a produção no campo. ciência do fertilizante. Cada segmento, seja a mecanização agrícola, a biotecnoloEm meio a necessidade de uma ferramenta eficaz, a Stara gia, a eficiência dos produtos, estão possibilitando melhorias firmou, uma parceria com a empresa multinacional Yara, para de produção criando um elo entre o setor primário, ciência fornecer aos agricultores o equipamento N-Sensor, uma tece indústria. Esta aproximação está garantindo inúmeros re- nologia de ponta desenvolvida em pesquisa mundial. sultados positivos no advento da agricultura de precisão, o O N-Sensor é um sistema integrado ao distribuidor que aumentou principalmente a eficiência no uso de ferti- Hércules 5.0 que, em tempo real, realiza leituras do estado lizantes. O desafio de melhorar nutricional de N da culo manejo de adubação, é justura, mensurando a vaPrincipais vantagens do conjunto: tificável pelos baixos números riabilidade existente e Aumento de produtividade observados na média geral do recomendando doses vaMaior eficiência de adubação Brasil, em torno de 40 à 50% de riáveis à serem aplicadas. + de 100 leituras de N/ha uso eficiente. Defronte a situaTudo isso é possível atraPermite o maior parcelamento de aplicações Geração de mapas do vigor de biomassa ção, destacam-se os fertilizanvés de um mecanismo de tes nitrogenados, que por par- Realocação de N de acordo com a capacidade produtiva luz infravermelha emitida Análise, recomendação e aplicação em tempo real ticularidades químicas podem sobre o dossel das planapresentar grandes perdas, intas, com a captação de luz tensificadas com o uso em condições de campo inadequadas. refletida em comprimentos de onda específicos, automaticaDe acordo com princípios agronômicos, o nutriente ni- mente são correlacionados dados de teor de clorofila e índitrogênio possui alta influência na produtividade de espécies ce de biomassa. A relação entre estes, a cultura e o estádio gramíneas, como trigo, milho e também na cultura no algo- da mesma, definem a quantidade de N-absorvido e como dão. Estas não possuem a capacidade de fixar nitrogênio at- resposta o sistema recomenda uma dosagem de N para o mosférico, absorvendo uma quantidade limitada e variável local específico. Durante as aplicações, o N-Sensor realiza o via solo, tendo-se a necessidade de adubação suplementar “escaneamento” em duas faixas de 3 metros laterais à máquiem cobertura para garantir altas produtividades. na, gera uma recomendação por segundo, envia a dose ao A partir do estudo da variabilidade de fertilidade e de- Topper 4500 que instantaneamente ajusta a taxa de produto mais características de solo, as conclusões apontam que a ao distribuidor Hércules 5.0. O equipamento é utilizado em mais de 20 países em culturas como milho, trigo, canola, algodão, batata, cana-de-açúcar e arroz. Os principais dados oriundos da pesquisa revelam o incremento de produtividade em até 10%, comparado a mesma dosagem em taxa fixa obtêm-se uma maior eficiência agronômica na recuperação de N e na produção por N absorvido. Ao mencionarmos a eficiência com aplicações de N em cobertura, devemos relatar o uso de fontes nitrogenadas eficazes, de boa granulometria, baixa perda ao ambiente, assim como condições ideais de campo. O produto YaraBela reúne características essenciais para um bom funcionamento do distribuidor e devido a fórmula ser particionada em 50% fonte nítrica e 50% amoniacal, concede um maior período residual de N disponível às plantas, evitando perdas ao ambiente. 19


Visitas

A primeira do ano

A Stara recebeu, no dia 18 de janeiro, a primeira visita de clientes desse ano de 2012. A revenda Polotech que foi inaugurada dia 14 de dezembro de 2011, em Erechim (RS), trouxe seus clientes para visitar o parque fabril da Stara. Os clientes foram recepcionados durante a manhã no auditório da empresa, onde o diretor presidente Sr. Gilson Trennepohl deu as boas-vindas aos visitantes. Após as boas-vindas, os clientes visitaram a fábrica e puderam ver de perto a linha de produção das máquinas. Logo após, foram recebidos com um saboroso galeto com massa, servido por colaboradores da Stara. À tarde, os clientes se dirigiram a área da dinâmica, onde viram o pulverizador autopropelido Imperador 3100, o primeiro pulverizador autopropelido do mundo com barras centrais, em situações reais de trabalho. Ainda puderam prestigiar uma palestra sobre Agricultura de Precisão, ministrada pelo coordenador do Centro de Treinamento Stara, Rafael Magni. Depois da palestra, os clientes dirigiram-se à Fundição da Stara, em Carazinho (RS), onde acompanharam de perto o processo de fundição dos metais, que são utilizados nas máquinas Stara, por fim, encerraram a tarde com uma bela confraternização.

Clientes das revendas Polotech, BBR e Rota Agrícola No dia 23 de fevereiro as revendas Polotech, Rota Agrícola e BBR trouxeram seus clientes para visitar a Stara e conhecer a melhor e maior linha de máquinas agrícolas do Brasil. Os clientes foram recepcionados durante a manhã no auditório da empresa, onde o diretor presidente Sr. Gilson Trennepohl e outros integrantes da direção deram as boas-vindas e contaram a história da evolução constante da empresa. Os produtores rurais visitaram a fábrica e puderam ver de perto a linha de produção. Depois de um saboroso almoço,

que foi servido pelos colaboradores Stara, todos dirigiram-se para a área de dinâmica, onde acompanharam a demonstração do Imperador 3100, Hércules 5.0, Twister 1500 APS, Victória Top Pneumática, Fox e Monitor de Colheita e também a nova linha de Tratores Stara, Star Trak 180, Rinno-S 220 e Rinno-S 260. Para finalizar a visita, no final do dia, a Stara organizou uma confraternização com boa comida, bebida e muita alegria.

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Receitas

Pudim Gelado

Ingredientes: Para a calda de chocolate 8 colheres (sopa) de leite 8 colheres (sopa) de achocolatado em pó para o pudim 3 gemas 1 lata leite condensado A mesma medida (da lata) de leite de vaca 3 claras batidas em neve 1 lata de creme de leite sem soro Modo de preparo: Para a calda de chocolate Em uma panela, misture o leite e o achocolatado em pó. Leve ao fogo até engrossar. Espalhe esta mistura dentro de uma forma média para pudim. Reserve. Para o pudim Em uma panela, fora do fogo, coloque as gemas, o leite condensado e a mesma medida de leite. Leve a panela ao fogo e cozinhe até ficar um creme (cerca de 10 min). Reserve. Em uma tigela, misture delicadamente as claras batidas em neve com o creme de leite, sem o soro. Incorpore no creme cozido (reservado) e mexa bem. Distribua esse creme na forma reservada (que está com a calda de chocolate) e leve ao congelador por 1 dia (24h). Depois deste período, desenforme o pudim e sirva imediatamente.

Social

Pyetro Henrique Schneider nasceu dia 3 de janeiro de 2012. Os pais Marciano e Daiane Schneider e os avós Lene e Norberto Haag estão muito felizes com a sua chegada.

No dia 2 de março a aniversariante foi Daniely Orbach Santos, que completou 2 aninhos. Ela é filha de Giovane da Silva Santos e Marinei Orbach Santos. Parabéns a Nathália Eduarda Canova que completou 7 anos no dia 20 de fevereiro de 2012. A mãe Kayandra dos Santos Wathier e o pai Luís Antônio Canova desejam muita felicidade para a gatinha.

Nasceu dia 5 de dezembro 2011 Muriel Sprandel. Os pais Edemir Carlos e Teressinha de Fátima Sprandel e a irmã Mônica estão muito felizes com a chegada deste anjinho.

Mais um anjinho veio habitar a terra: Enzo Vitório de Costa Andrade, nasceu no dia 6 de fevereiro de 2012 e trouxe muita alegria para os pais Edson Francisco de Andrade e a mãe Patrícia da Costa.

O início de 2012 foi marcado por grandes formaturas, parabéns às nossas colegas que atingiram esta conquista

Piada de Português

A Nasa enviou ao espaço 3 macacos e 1 português: - Nasa para a Nave. Macaco Nº 1, configurar painel de controle da espaçonave. - Configuração efetuada! - Macaco Nº 2, verificar pressurização da espaçonave. - Pressurização verificada! - Macaco Nº 3, alinhar a rota da espaçonave. - Rotaalinhada! - Astronauta português... - Já sei, já sei... põe comida para os macacos e não mexe em nada...

Piada de Loira

O psiquiatra pergunta pra loira: - Costuma escutar vozes sem saber quem está falando ou de onde vêm? - Sim... costumo! - E quando isso acontece? - Quando atendo o telefone!

Geovana Orth Colou grau em Ciências Contábeis pela Universidade de Passo Fundo no dia 28/01/12.

Daiane Grespan Formada em Gestão de Recursos Humanos ULBRA/Carazinho em 21.01.2012.

Luana Kraemer Bortoloti Colou grau em Ciências Econômicas pela Universidade de Passo Fundo - UPF. 23 17


Stara nas redes sociais A Stara sempre priorizou o relacionamento como uma de suas mais fortes bandeiras. É com essa percepção que continua evoluindo e ingressa nas Redes Sociais. Essa iniciativa é chave, e pode dimensionar o que a Stara busca em resultados, não só a venda, mas também a aproximação com todos os envolvidos. Com o setor agrícola em ascensão e o advento das Redes Sociais, podemos aproximar estes dois extremos: indústria e consumidor. Em uma ação conjunta com o site da empresa, as Redes Sociais da Stara no Facebook, no Linkedin, no Twitter e também um canal exclusivo no YouTube já estão sendo fortes elos entre clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros. Siga, curta e acesse todos os canais da Stara na web

STARA S/A Indústria de Implementos Agrícolas Av. Stara, 519 - Cx. Postal 53 - Não-Me-Toque/RS - Brasil Fone/Fax: (0xx54) 3332-2800 - CEP: 99470-000 e-mail: faleconosco@stara.com.br


Revista Positiva 3