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ENTREVISTA Diretor de Defesa Profissional, José Fernando Macedo, debate ações do governo federal na área médica e avalia vaga da SBACV no Conselho Deliberativo da AMB

Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

JVB completa 10 anos Médicos que participaram da criação da revista científica contam sua história

TÍTULO Curso online para prova de especialista já está no ar ESTATUTO Diretoria quer votar reforma em novembro, no Rio de Janeiro

Abril-Junho 2012 Ano 1 Número 2


Pinus pinaster (Pycnogenol ) ®

Efetividade no tratamento dos sintomas da insuficiência venosa crônica1.

Extrato seco - 50 mg

Indicação 2: Indicado na prevenção das complicações causadas pela insuficiência venosa.

Apresentação2: Embalagem com 30 comprimidos.

Posologia2: 1 comprimido de 50 mg, 3x ao dia.

CONTRAINDICAÇÕES: Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não há evidência científica de eventos adversos e alteração de eficácia terapêutica em caso de ingestão simultânea de Flebon® com outros medicamentos. Flebon® (Pinus pinaster - Pycnogenol®). Apresentação: embalagem com 30 comprimidos. Indicações: na prevenção das complicações causadas pela insuficiência venosa, prevenção da síndrome do viajante e no tratamento da fragilidade vascular e do edema, especialmente nos membros inferiores. Contraindicação: hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula. Advertência e precaução: não há cuidados especiais quando administrado corretamente. O extrato de Pinus pinaster está classificado na categoria B de risco na gravidez. Interação medicamentosa: não há evidência científica de interações medicamentosas. Reações adversas: até o momento só foi relatada a seguinte reação adversa rara: desconforto gastrointestinal leve e transitório, podendo ser evitado administrando Flebon® após as refeições. Posologia: problemas circulatórios venosos, fragilidade dos vasos e inchaço (edema): tomar um comprimido de 50 mg três vezes ao dia, via oral. A dose pode ser ajustada a critério médico. Síndrome do viajante: tomar quatro comprimidos três horas antes de embarcar, quatro comprimidos seis horas depois da primeira tomada do medicamento e dois comprimidos no dia seguinte. M.S: 1.0390.0181. Farmoquímica S/A. CNPJ 33.349.473/0001-58. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SAC 08000 25 01 10. Para ver o texto de bula na íntegra, acesse o site www.fqm.com.br. Material destinado exclusivamente aos profissionais de saúde habilitados a prescrever e dispensar medicamentos. Referências Bibliográficas: 1. Cezarone et al. Comparsion of Pycnogenol® and Daflon® in treating chronic venous insufficiency: a prospective, controlled study. Clinical and Applied Thrombosis/Hemostasis 2006; volume 12, number 2: 205-212. 2. Bula do produto.

Junho/2012 Material destinado à classe médica.


Mensagem do Presidente Bete Faria Nicastro

2012: 60 anos da SBACV e 10 do JVB Dr. Calógero Presti Presidente da SBACV

É importante melhorar o fator de impacto do JVB, ou seja, os artigos publicados devem ser lidos e citados, pois houve alguma sinalização da CAPES em futuramente utilizar o FI do Scopus, ao qual estamos indexados, para elevar a classificação de nosso periódico

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m 2002, no aniversário de 50 anos da SBACV o então presidente, o professor Márcio Leal Meirelles, fundou o Jornal Vascular Brasileiro (JVB), nomeando o primeiro Editor-Chefe, o professor Telmo Bonamigo, que assumiu o compromisso de ajudar a disseminar e democratizar o conhecimento da Angiologia e da Cirurgia Vascular no Brasil. Em pouco tempo, o JVB tornou-se importante meio científico de divulgação e na gestão do professor Liberato Karaoglan de Moura, pela primeira vez, publicaram-se Diretrizes Brasileiras sobre DAOP e Trombose Venosa Profunda. Em 2005, o professor Winston Bonetti Yoshida assumiu a função de Editor-Chefe no lugar do professor Bonamigo e no mesmo ano, com muito orgulho, informou aos leitores que o JVB foi aprovado no indexador Scielo e qualificado pela CAPES como Qualis A-Nacional. Recentemente, a CAPES implantou uma série de mudanças no sistema QUALIS e rebaixou a maioria dos periódicos brasileiros na classificação. Muitas revistas nacionais de bom padrão e de extrema importância para a divulgação científica passaram a ter um valor muito menor nos programas de pós-graduação, o que levou a uma fuga de trabalhos nacionais para as revistas estrangeiras, colocando em risco a existência de muitos periódicos nacionais. Muitas revistas brasileiras foram ignoradas mesmo tendo bom fator de impacto (FI). O CAPES apenas privilegiou no programa QUALIS as revistas que estavam no Journal Citation Report. Em 2008, antes da nova classificação QUALIS, o JVB chegou a ter 118 submissões de artigos ao ano. Depois da nova classificação, baixou para 90 trabalhos ao ano, se mantendo nesse patamar até hoje. Estima-se que necessitamos de 120 submissões ao ano para garantir a pontualidade e qualidade das edições. Precisamos de grande aporte de artigos para indexação do JVB ao MEDLINE, o que exigirá sacrifício dos pesquisadores que dependem da classificação do QUALIS para manterem seus programas de pós-graduação. Outro ponto importante será melhorar o FI do JVB, ou seja, os artigos publicados devem ser lidos e citados, pois houve alguma sinalização da CAPES em futuramente utilizar o FI do Scopus, ao qual estamos indexados, para elevar a classificação de nosso periódico. Portanto, além de publi-

car mais, temos que ler e citar os artigos do JVB. Estamos no caminho certo. Esperamos contar com o apoio de todos. Parabéns à SBACV, ao Dr. Winston Bonetti Yoshida e ao Corpo Editorial do JVB pelos dez anos de existência. Este ano será um ano marcante para a SBACV, além dos dez anos de nossa Revista, completamos 60 anos de existência. Somos uma das mais antigas e maiores Sociedades da especialidade e ganharemos a condição de Capítulo da Society of Vascular Surgery (SVS). Seremos o maior capítulo estrangeiro do SVS nos Estados Unidos. Setenta e oito cirurgiões vasculares brasileiros preencheram os requisitos para se tornarem associados do SVS. Outros cerca de quinhentos interessados não conseguiram completar a ficha de filiação dentro do prazo limite, porém oportunamente as inscrições serão reabertas e, assim, a SBACV terá uma participação política muito importante dentro do SVS. Em novembro, teremos a comemoração dos nossos 60 anos e esperamos contar com vocês nesse evento cultural em São Paulo. Estamos preparando um livro sobre nossa história e solicitamos o envio de informações e documentos históricos. Do ponto de vista político e administrativo, os trabalhos para a modernização e atualização dos nossos Estatutos já se iniciaram e esperamos aprová-los em Assembleia Geral a ser marcada para o dia 1º de Novembro de 2012, por ocasião do Congresso Panamericano no Rio de Janeiro. Para isso é necessária presença de um terço dos associados votantes em segunda chamada. Será nosso grande desafio. Preparem-se para fazer valer seus direitos e defender os interesses da SBACV. Outro ponto de extrema importância será a atualização do Cadastro Nacional Único (CANU). Para o perfeito funcionamento da SBACV é necessário um sistema de comunicação eficiente. Muitos associados não atualizam os dados cadastrais e isso cria inúmeros transtornos para a direção e para esses associados. Veja nesta edição as instruções para o acesso ao CANU e recadastramento do associado. A SBACV cada vez mais forte e mais unida. Participe.

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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Conteúdo 1

Mensagem do Presidente

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Editorial

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Abril-Junho 2012 Ano 1 Número 2 www.sbacv.com.br

Agenda / Na rede

Editor Ivanésio Merlo

SBACV em ação

6 9 9 10 12 13 14 15 16 17 18

s i a

Vice-Presidente Vasco Lauria da Fonseca Filho – RJ Secretário Geral Celso Ricardo Bregalda Neves – SP Vice-Secretário Ana Terezinha Guillaumon – SP Tesoureiro Geral Marcelo Fernando Matielo – SP Vice-tesoureiro Pedro Pablo Komlos – RS

Meias elásticas: uma revisão de suas indicações e de como usá-las

Diretor de Publicações Científicas Ivanésio Merlo – RJ

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Defesa Profissional

Vice-Diretor de Publicações Científicas Tulio Pinho Navarro – MG

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Presidente Dr. Calógero Presti – SP

Em pauta

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Diretoria – Biênio 2012/2013

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30 30 31 31 32 32

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Projeto Gráfico e Diagramação Zeppelini Editorial (www.zeppelini.com.br)

Perfil

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g

Reportagem Vithal Comunicação Integrada

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Diretor Científico João Luiz Sandri – ES

As dificuldades da interiorização

Vice-Diretor Científico André Valença Guimarães – PE

Diretor debate iniciativas do governo na área médica

Diretor de Patrimônio Bruno de Lima Naves – MG

Resgate

Vice-Diretor de Patrimônio Giuliano Paiva Santa Rosa – MS

“Nossa SBACV passou incólume por todos os problemas e aponta um futuro comprometido com seus associados”

Curtas Nos Estados

Diretor de Defesa Profissional Jose Fernando Macedo – PR Vice-Diretor de Defesa Profissional Roberto Teodoro Beck – SC Presidente da Última Gestão Dr. Guilherme Benjamin Brandão Pitta – AL

RJ: XXVI Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio SP: X Encontro São Paulo de Cirurgia Vascular e Endovascular MS: SBACV-MS inicia programação científica de 2012 BH: Atualização científica e participação na Ação Global MG: Regional faz palestras e participa de Ação Global DF: Reuniões mensais em Brasília

Lazer

A arte de harmonizar vinho e comida

Visão

Tiragem: 3.000 exemplares Contato: radarsbacv@sbacv.com.br O Radar SBACV é uma publicação trimestral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, distribuído gratuitamente a todos os associados adimplentes da entidade. As afirmações e opiniões expressas em artigos do Radar SBACV são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem a opinião da SBACV. A publicação de anúncios de empresas não garante qualquer respaldo à qualidade, à atividade, à eficácia, à segurança ou a outros atributos expressos pelos anunciantes. O Radar SBACV e a Sociedade se eximem de qualquer responsabilidade por lesões corporais ou à propriedade, decorrentes de ideias ou produtos mencionados nessa publicação. Anúncios: (11)5084-6493 e secretaria@sbacv.com.br Rua Estela 515 BL E CJ 21 – Vila Mariana CEP: 04011-002 São Paulo-SP

Entidades vão aos planos cobrar valores justos

1. REGIONAL ALAGOAS Presidente: José Luna Filho E-mail: luna.filho@uol.com.br sbacv-al@hotmail.com Fone: (82) 3317-1496

4. REGIONAL CEARÁ Presidente: Dr. Luiz Antonio Noleto Guimarães E-mail: noleto.guimaraes@bol.com.br Fone: (85) 9985-1448

2. REGIONAL AMAZONAS Presidente: Dr. Fernando Rodrigues da Silva E-mail: kalango.fr@bol.com.br Fone: (92) 9982 6262

5. REGIONAL DISTRITO FEDERAL Presidente: Antonio Carlos De Souza E-mail: sbacv-df@ambr.com.br souzass@uol.com.br Fone: (61) 3225-6335 / 9993-0032

3. REGIONAL BAHIA Presidente: Dr. Aldo Lacerda Brasileiro E-mail: secretaria@sbacvba.com.br aldobrasileiro@oi.com.br Fone: (71)3271-5369 / 3271-5368 (Carla)

6. REGIONAL ESPÍRITO SANTO Presidente: José Marcelo Corassa E-mail: cooperativa.vascular@hotmail.com josecorassa@gmail.com Fone: (27)3224-3667 / (27) 9998-8800 (Luiza Cal)

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JVB completa 10 anos Participe da reforma estatutária em novembro SBACV se torna capítulo do SVS Como garantir o almejado título de especialista? Concurso de endovascular reúne cerca de 130 especialistas Prova de título regular será de 19 a 21 de novembro Atualize seus dados no CANU SBACV cria medalha Dr. Emil Burihan Convenção Nacional avalia projetos da SBACV Carta Aberta Nacional realiza reuniões científicas nas 5 regiões do país

Jornalista responsável Aline Thomaz (MTb 25937/RJ)

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7. REGIONAL GOÍAS Presidente: Dra. Lussandra Eni Rodrigues Sardinha E-mail: sbacv-go@sbacv-go.com.br lussandrasardinha@hotmail.com Fone: (62) 3251-0679 (Renata)

10. REGIONAL MATO GROSSO DO SUL Presidente: Marcos Rogério Covre E-mail: sbacv-regional-ms@hotmail.com mrcovre@terra.com.br Fone: (67) 3324-7749 - (67) 9283-4444

8. REGIONAL MARANHÃO Presidente: Paulo Cesar Araujo Ribeiro E-mail: sbacv.ma@gmail.com pcribeiro@uol.com.br Fone: (98) 8114-2941

11. REGIONAL MINAS GERAIS Presidente: Dr. Leonardo Ghizoni Bez E-mail: sbacvmg@sbacvmg.org.br lgbez@terra.com.br Fone: (31)3213-0572 - (31) 99831193 (Josiane Diniz)

9. REGIONAL MATO GROSSO Presidente: Dr. Luiz Cezar Dias Betonti E-mail: luizbetonti@gmail.com; luiz_betonti@terra.com.br Fone: (65) 92243541 - (67) 3321-1725 – Graziella

12. REGIONAL PARÁ Presidente: Flávio Cavalleiro de Macedo Ribeiro E-mail: flaviomacedo@live.com Fone: (91)8111-4730


Editorial

A saúde pública agoniza Caros amigos,

Dr. Ivanésio Merlo Editor e Diretor de Publicações Científicas

Nesses tempos modernos, a classe médica tem sido alvo de arbitrariedades e grande tensão política. Como se não bastasse a carência estrutural que assola a política de saúde no Brasil, com grandes prejuízos para o trabalho do médico, querem ainda transferir para o nosso lombo a responsabilidade da desassistência da saúde no Brasil. Na verdade, essa história, que se arrasta cambaleante há décadas, reflete o descaso e o abandono, pelos dirigentes políticos, do sistema de saúde no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) é ao mesmo tempo agonizante, omisso e inoperante. Entretanto, a propaganda mentirosa nos tempos de eleição é sempre a maior bandeira da classe política. É fácil evidenciar, e de forma cristalina, que nossos governantes não demonstram qualquer consideração com a classe médica e muito menos com a saúde do povo brasileiro. A saúde, assim como é a justiça, deve ser reconhecida como um bem essencial para a sobrevida de um país. Sem justiça não há Nação, sem saúde não há vida. Nesta segunda edição, o Dr. Fernando Macedo, ex-presidente e atual Diretor de Defesa Profissional da SBACV, trata de alguns dos problemas que a categoria médica enfrenta, como a pletora de médicos e sua distribuição desgovernada no território nacional. Entre outras, a luta contra a revalidação, sem critérios estabelecidos, de diplomas de medicina obtidos no exterior. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) defendem uma firme posição de exigir respeito às regras imposta pelo próprio governo: o Exame Nacional de Revalidação de Diploma Médico (Revalida).

13. REGIONAL PARAÍBA Presidente: Jânio Cipriano Rolim E-mail:janioeluciola@ig.com.br; janio_rolim@hotmail.com irene_carneirojp@yahoo.com.br Fone: (83) 9106-8435 14. REGIONAL PARANÁ Presidente: Ricardo Cesar Rocha Moreira E-mail: sbacvpr@sbacv.com.br ina@onda.com.br Fone: (41)9102-5271 - 3242-0978 (Maria Luiza) 15. REGIONAL PERNAMBUCO Presidente: Dra. Adriana Ferraz de Vasconcelos E-mail: sbacvpe@yahoo.com.br adrianaferrazv@hotmail.com Fone: (81) 9653-3044 - 3466-5752 (Oziane)

16. REGIONAL PIAUÍ Presidente: Renato Duarte Barbosa E-mail: rduarteb@uol.com.br Fone: (86) 9982-0294 / 3230-1311 / 3232-0596 17. REGIONAL RIO DE JANEIRO Presidente: Carlos Eduardo Virgini E-mail: secretaria@sbacvrj.com.br net.cadu@hotmail.com Fone: (21)2240-4880 (Elaine / Neide) 18. REGIONAL RIO GRANDE DO NORTE Presidente: Dr. Eduardo Dantas Baptista de Faria E-mail sbacv-rn@digizap.com.br eduardofaria@endovasc.med.br Fone: (84) 8117-9647

A saúde, assim como é a justiça, deve ser reconhecida como um bem essencial para a sobrevida de um país. Sem justiça não há Nação, sem saúde não há vida O coordenador do concurso para área de atuação em angiorradiologia e cirurgia endovascular, Dr. Liberato Karaoglan, ex-presidente da SBACV, fala sobre aprovações, reprovações e planejamentos dos futuros concursos. O viés científico dessa edição fica por conta do debate sobre o uso das meias elásticas, coordenado pelo Diretor Científico Dr. João Luiz Sandri. Outros assuntos também de grande interesse são: a interiorização da especialidade, a reforma estatutária, o convênio com a SVS, a festa dos 60 anos da SBACV e por aí vai. Ao completar dez anos, o Jornal Vascular Brasileiro (JVB) ganha fôlego a cada dia e se fortalecerá na medida em que angiologistas e cirurgiões vasculares dirigirem para ele o olhar da produção científica. O Dr. Márcio Meirelles, presidente da SBACV em 2002, ao lado do Dr. Telmo Bonamigo, o primeiro Editor-chefe, lembram com orgulho as dificuldades e os bons frutos do trabalho inicial. Hoje, o Editor-chefe, Dr. Winston Yoshida, e o Editor de texto em inglês, Dr. Ricardo Cesar da Rocha Moreira, entre outros de igual valor, deram a continuidade necessária para a consolidação, já quase adolescente, da nossa revista científica, para a qual bradamos a uma só voz: o JVB é dez !!! E precisa dizer mais? Boa leitura!

19. REGIONAL RIO GRANDE DO SUL Presidente: Dr. Gilberto Tubino Da Silva E-mail: vascular@amrigs.com.br gilbertotubinodasilva@yahoo.com.br Fone: (51) 3014- 2025 (Aline/Gabriela)

22. REGIONAL SERGIPE Presidente: José Aderval Aragão E-mail: jaafelipe@infonet.com.br adervalaragao@gmail.com Fone: (79) 9191-6767

20. REGIONAL SANTA CATARINA Presidente: Reginaldo Boppré E-mail: sbacvregionalsc@yahoo.com.br Fone: (47) 3026-1077 (Cristiane)

23. REGIONAL TOCANTIS Presidente: Dr. Silvio Alves da Silva E-mail: silviocelia@uol.com.br Fone: (63) 9978-2053

21. REGIONAL SÃO PAULO Presidente: Adnan Nesser E-mail: secretaria@sbacvsp.org.br cisep@santamarcelina.org Fone: (11) 5087-4888 (Raquel / Patrícia)

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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Na Rede

Agenda JUNHO 22 a 23 XII Encontro Mineiro de Angiologia e Cirurgia Vascular Hotel Ouro Minas – Belo Horizonte (MG) www.emacv.com.br JULHO 01 a 05 XXV World Congress of the International Union of Angiology 2012 Prague Congress Center – Praga, República Tcheca www.iua2012.org

Editorias Conheça todas as editorias do Radar SBACV no site da SBACV. No menu à esquerda, clique em Radar e depois em Editorias.

AGOSTO 23 a 25 V Congresso Brasileiro de Ecografia Vascular Plaza São Rafael Hotel – Porto Alegre (RS) www.vascular-rs.org.br SETEMBRO 13 a 15 VIII Encontro Centro-Oeste de Angiologia e de Cirurgia Vascular Zagaia Eco Resort Hotel – Bonito (MS) www.sbacvms.com.br OUTUBRO 18 a 20 VII Encontro Norte-Nordeste de Angiologia, Cirurgia Vascular e Endovascular Summer Ville Beach Resort – Porto de Galinhas (PE) www.sbacv-pe.com.br 25 a 27 12º Congresso Brasileiro de Flebologia e Linfologia Mendes Plaza Hotel - Santos (SP) www.tecnomkt.com.br 30/10 a 03/11 XII Panamerican Congress on Vascular and Endovascular Surgery Windsor Barra Hotel – Rio de Janeiro (RJ) www.panamericancongress.com.br NOVEMBRO 14 a 18 39th Annual Symposium on Vascular and Endovascular Issues – VEITH symposium Hilton Hotel – New York (USA) www.veithsymposium.com

Novidades no site A SBACV fez uma nova reestruturação do site de forma a tornar suas atualizações mais notáveis. Agora, as quatro principais matérias do período ficam em destaque no site. As atualizações têm acontecido mais de duas vezes na semana. Mantenha-se informado e acesse sempre: www.sbacv.com.br Mantenha-se atualizado Para estar em dia com as informações da área de saúde e classe médica, veja os sites de importante acesso: Associação Médica Brasileira – www.amb.org.br Conselho Federal de Medicina – www.portalmedico.org.br Ministério da Saúde – www.saude.gov.br Agência Nacional de Saúde Suplementar – www.ans.gov.br Conselho Nacional da Saúde – www.conselho.saude.gov.br

Sucesso nas redes sociais O Facebook da SBACV passou da marca de 2 mil participantes. Na rede social, a entidade divulga eventos, novidades e atualizações do site. Mande sua opinião para radarsbacv@sbacv.com.br

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V Congresso Brasileiro de Ecografia Vascular Coloque as últimas inovações em ecografia vascular no seu currículo. Alfredo Prego – Uruguay Ali F. AbuRahma – EUA Leslie Millar Scoutt – EUA Luis Felipe Gómez Isaza – Colômbia Sérgio X. Salles Cunha – EUA

Convidados Internacionais

23 a 25 de Agosto 2012 Plaza São Rafael Hotel - Porto Alegre, RS Faça já a sua inscrição - www.vascular-rs.org.br

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SBACVRS Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Regional Rio Grande do Sul

SECRETARIA GERAL Plenarium Congressos Rua Ramiro Barcelos, 820, sl 02 — 90035-001 Porto Alegre – RS — plenarium@terra.com.br Fone: (51) 3311.8969 / 3311.9456 / 3311.2578 www.plenarium.com.br


SBACV em ação | Capa

JVB completa 10 anos Publicação científica oficial da SBACV busca o apoio dos associados com o envio de artigos originais para ser indexada ao Medline e ao ISI Por Aline Thomaz

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ano de 2012 é especial para a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Além de completar 60 anos, a revista científica oficial da entidade, o Jornal Vascular Brasileiro (J Vasc Bras ou JVB), também comemora sua primeira década agora em junho. Foram muitos os desafios enfrentados pelos médicos que se dedicaram à criação e manutenção da publicação, mas vê-la hoje sólida e com edições contínuas é motivo de orgulho para todos. “O primeiro exemplar foi publicado em junho de 2002, com 88 páginas e três editoriais apresentando a nova Revista da SBACV e nove excelentes trabalhos. A capa da revista mostrava o mapa do Brasil e o emblema da SBACV. No mesmo dia foi disponibilizado o texto do J Vasc Bras para quem quisesse ler em qualquer lugar do mundo”, recorda-se o primeiro editor da publicação, Telmo Bonamigo, que ficou no cargo por três anos. O cirurgião vascular de Porto Alegre era na época Diretor de Publicações da SBACV e assumiu o desafio de reunir material de qualidade para a primeira edição. Em dois meses foi formado o corpo editorial e o corpo internacional de consultores, composto por 24 professores. “Contei com o apoio e suporte do presidente Dr. Márcio Meirelles e do secretário geral Antônio Monteiro da Silva. Este em uma semana conseguiu o registro nas instituições governamentais de dois títulos, o Jornal Vascular Brasileiro (J Vasc Br) e o Brazilian Vascular Journal (Braz Vasc J). Nossa direção tinha aceito e decidido que se o Brasil estava crescendo, nossa

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especialidade deveria também mostrar o seu crescimento. E assim foi feito, com a disponibilidade do Braz Vasc J por via eletrônica desde o primeiro número”, afirma Bonamigo. De acordo com o presidente da SBACV na época de criação do J Vasc Bras, Márcio Meirelles, a entidade não tinha uma publicação científica oficial até então devido ao número reduzido de associados, o que dificultaria sua manutenção. Havia, no entanto, outra revista científica da área mantida por médicos. “À época da nossa gestão, a situação havia se alterado. A Sociedade já contava com cerca de 2 mil sócios, ia completar 50 anos de existência e, mais importante, de acordo com os estatutos de então, havia que se tomar uma decisão quanto à manutenção da situação da revista, que, embora de propriedade privada, era o nosso órgão oficial”. Meirelles conta que o debate durou meses, mas a diretoria assumiu o desafio com a certeza de que o projeto daria certo. Para os primeiros exemplares, decidiu-se que a publicação não poderia depender de eventuais anunciantes, então a SBACV assumiria seu financiamento. “Estávamos convictos de que – como de fato aconteceu – a revista se imporia pela qualidade editorial e que logo atrairia o interesse e a colaboração das empresas”, diz Meirelles. Um dos desafios na época, aponta Bonamigo, era o fato de muitos médicos acreditarem que a publicação fora do Brasil dava mais respaldo aos trabalhos, o que com a consolidação da revista mostrou ser um equívoco.

A busca pelas indexações Presente na publicação desde sua criação, o cirurgião vascular do Paraná Ricardo Moreira tem a função de revisar os artigos traduzidos para o inglês. No início, era consultado esporadicamente para revisar alguns textos traduzidos pela empresa que editava a revista. “Quando foi iniciado o projeto de indexar o J Vasc Bras, a partir de 2009, passei a fazer a revisão sistemática de todos os artigos, para assegurar que o texto em inglês atingisse o padrão internacional que se exige de uma revista indexada. Para que o texto fique inteligível para o leitor do J Vasc Bras, que não conhece a língua portuguesa, é

Evolução do JVB - Indexação da revista em praticamente todas bases de dados : LILACS, Scielo, SIIC, EBSCO, Elsevier, EMBASE, Scopus e REDALYC; - Apoio do CNPq de 2008 a 2011; - Revisão das normas da revista; - Inclusão dos índices onomásticos e de autores; - Submissão on-line pelo sistema gratuito SEER do Scielo; - Mudança da capa da revista; - Publicação no Scielo e site Ahead-of-print; - Publicação de pequenos vídeos dos artigos no Scielo; - Inclusão da declaração de Helsink nas normas; - Inclusão do registro de artigos clínicos; - Revisões do Inglês pelo Dr. Ricardo Moreira; - Revisão de estatística pelo Dr. Hélio Miot; - Resgate das publicações anteriores com a digitalização da revista “Cirurgia Vascular e Angiologia”; - Enquete sobre o JVB entre os sócios (500 respostas publicadas como editorial); - Apresentação das estatísticas de atuação dos revisores; - Colocação de código QR na capa.

necessário modificar substancialmente muito do jargão médico que é aceitável na nossa língua, mas não faz sentido quando traduzido literalmente para o inglês”, enfatiza. Hoje, a publicação é indexada ao LILACS, Scielo, SIIC, EBSCO, Elsevier, EMBASE, Scopus e ao REDALYC. “O grande desafio da revista atualmente é a sua indexação ao Medline e ao ISI. Para tal, precisamos da submissão de cerca de 120 artigos por ano, revisores que não atrasam suas avaliações, respostas mais rápidas dos autores, inglês impecável, predominância de artigos originais de boa qualidade. Com o novo Qualis da Capes, houve diminuição expressiva nas submissões de artigos originais”,

Marcio Meirelles - Presidente da SBACV quando o JVB foi fundado

Telmo Bonamigo - Primeiro editor-chefe do JVB

Ricardo Moreira - Revisor de inglês

Winston Yoshida - Atual editor-chefe

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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Avaliação Ao longo dos 10 anos, mudanças foram feitas para melhorar a publicação. “Por indicação do Scielo deixamos de publicar a versão da revista em inglês com outro ISBN, por conta de duplicidade na contagem do fator de impacto o que poderia prejudicar a avaliação do JVB por este critério, que hoje em dia é o principal usado para se aquilatar a importância das revistas científicas”, diz Yoshida. Os 10 anos de edições contínuas já é motivo de orgulho e comemoração. “Mas ainda resta muito a ser feito para que o J Vasc Bras atinja o nível de outras revistas internacionais da nossa especialidade e reflita a riqueza da produção científica dos cirurgiões vasculares e angiologistas brasileiros”, aponta Moreira. O ex-presidente da SBACV Meirelles também avalia positivamente a publicação. “A qualidade dos artigos e a apresentação do Jornal são muito satisfatórias. Graças a isso, já contamos com indexações importantes. O próximo objetivo a ser alcançado é a indexação plena. O Dr. Winston Yoshida tem perseguido esta meta com invejável persistência e dedicação e, certamente, irá alcançá-la em breve”.

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Praticamente todos os sócios consultam a revista, a qual ajuda em suas condutas diárias. Os pacientes, por outro lado, consultam a revista para tentar encontrar aqueles com maior experiência em determinados aspectos da especialidade

Ex-editor da CLINICS avalia como garantir indexações O Radar da SBACV conversou com o exeditor-chefe da revista CLINICS, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o cirurgião vascular Pedro Puech-Leão sobre os passos para se alcançar indexações importantes como o Medline e o ISI. Confira: Radar – Há quantos anos existe a Revista CLINICS? Pedro Puech-Leão – Existe há mais de 40 anos. Chamava-se “Revista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”, citada no PubMed como Rev Hosp Clin Fac Med S Paulo. Após ter sido transformada em uma publicação em língua inglesa, decidimos mudar o nome tão longo para um mais fácil de citar. A primeira ideia era “Clínicas”, mas o atual editor, prof. Maurício Rocha e Silva, achou que o acento agudo também causaria problemas. Assim, ficou CLINICS.

Radar – Quais foram os passos dados pela revista para conseguir ser indexada ao MEDLINE? PPL – A revista foi indexada logo após a sua criação. Naquele tempo não havia o MEDLINE e sim seu antecessor, o INDEX MEDICUS. Sem dúvida, a indexação era muito mais fácil, pois o número de periódicos no mundo era muito menor.

Radar – Além do MEDLINE, a CLINICS é indexada a outros? PPL – Sim, ao LILACS, Scielo e ISI.

Bete Faria Nicastro

ressalta o atual editor-chefe do J Vasc Bras, Winston Yoshida. De acordo com Yoshida, é preciso que todos os associados prestigiem e apoiem a publicação para seu maior fortalecimento e conquista das tão almejadas indexações. “Precisamos também de revisores comprometidos e com a responsabilidade de fazerem revisões criteriosas e dentro do prazo. Praticamente todos os sócios consultam a revista, a qual ajuda em suas condutas diárias. Os pacientes, por outro lado, consultam a revista para tentar encontrar aqueles com maior experiência em determinados aspectos da especialidade. O crescimento da publicação depende exclusivamente do envolvimento de todos, como se fosse um pacto, no sentido de sua indexação no Medline e ISI, quando então o J Vasc Bras poderá então ser considerado maduro”, afirma Yoshida.

Puech-Leão acredita que indexação é atrativo para recebimento de artigos

Radar – Esse ano, o Jornal Vascular Brasileiro completa 10 anos. Qual sua avaliação da publicação? PPL – É uma excelente publicação, que veicula pesquisa em cirurgia vascular no Brasil. Mas as revistas médicas são como qualquer outro tipo de publicação, no que se refere a mercado. Sofrem concorrência, têm clientela, etc. É preciso encontrar um nicho de mercado, se houver. Basicamente, precisa que lhe encaminhem bons artigos, e para isso precisa ter algo de atrativo; sem dúvida, a indexação é um atrativo forte.

Radar – Com sua experiência na CLINICS, que dicas o senhor daria para o JVB garantir novas indexações? PPL – Hoje a indexação diretamente no PubMed é muito difícil para revistas brasileiras. Porém, hoje temos o Scielo, uma iniciativa bem sucedida e reconhecida em todo o mundo. Através do Scielo as revistas podem vir a serem indexadas no PubMed, com o tempo. O Jornal Vascular Brasileiro está nesse caminho e creio que vai chegar lá. (AT)


SBACV em ação

Participe da Reforma Estatutária em Novembro SBACV realiza Assembleia Geral durante o XII Panamerican Congress on Vascular and Endovascular Surgery, no Rio de Janeiro, para aprovar mudanças

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Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) está empenhada em renovar seu Estatuto. Para tanto, a diretoria tem se debruçado sobre as normas, verificado itens defasados e redigido adequações. O objetivo é conseguir reunir no mínimo um terço dos associados votantes, cerca de 600 pessoas, na Assembleia Geral a ser realizada durante o XII Panamerican Congress on Vascular and Endovascular Surgery, no Rio de Janeiro, no dia 1º de novembro. “A Sociedade mudou, as leis mudaram, a especialidade mudou, cresceu muito. O Estatuto que servia na época de sua criação, hoje não serve mais. Precisamos nos adaptar à nova realidade. Sem isso nós paramos. Vamos ficar bloqueados totalmente se não revirmos esse Estatuto”, diz o presidente da SBACV, Calógero Presti. De acordo com

SBACV É CAPÍTULO DO SVS Filiação garante benefícios aos associados brasileiros inclusive com possibilidade de se candidatar a fellowship nos EUA

Os diretores do Capítulo brasileiro do SVS: Dr. Virgini, Dr. Lobato, Dr. Presti, Dr. De Luccia e Dr. Miranda durante evento nos Estados Unidos

ele, as mudanças são extremamente importantes para o funcionamento da Sociedade e se depender da gestão, a nova redação do Estatuto será aprovada este ano. “Já há consenso em alguns pontos, tais como: a desvinculação das eleições para a Diretoria, para o Conselho Fiscal e para a escolha da sede do Congresso Brasileiro da SBACV, passando a ser pelos Correios; direito a voto para todos os membros aspirantes; alterações para facilitar a progressão da categoria de efetivo para titular; redefinição da Câmara de Representantes, caindo a proporcionalidade entre titulares e efetivos, tornando-a mais representativa e com funções deliberativas, entre outras”, afirma Presti. As novas sugestões de redação de artigos do Estatuto ficarão disponíveis no site da SBACV para consulta e debate. Participe! (AT)

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Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) acaba de ganhar o reconhecimento internacional. No dia 8 de junho, durante a Assembleia Anual da Society of Vascular Surgery (SVS), no Gaylord National & Convention Center, em Washington D.C., foi oficializado o Brazilian Chapter of SVS. A SBACV é o maior dos Capítulos Internacionais do SVS, contando com 81 membros associados. Os outros países que já garantiram seu espaço na entidade americana são: Colômbia, Egito, Índia e Hungria. O Capítulo permite uma maior proximidade entre as entidades e a troca de experiência técnico-científica. Entre os benefícios está o recebimento gratuito da revista científica Journal of Vascular Surgery; descontos no Congresso da SVS; possibilidade competir por prêmios e bolsas de estudo, inclusive para o fellowship internacional. A diretoria do capítulo brasileiro no SVS é formada por: Dr. Calógero Presti, como presidente, Dr. Carlos Eduardo Virgini Magalhães, como secretário, e Dr. Fausto Miranda Jr., como vice-presidente. Nelson De Luccia e Armando Lobato farão parte do Conselho Científico do Capítulo. O mandato é de dois anos com possível renovação por mais dois anos. A entidade americana existe há 66 anos. No dia 9 de junho, os brasileiros presentes ao Congresso do SVS foram recepcionados com jantar comemorativo oferecido pela Meditronic, quando o Dr. Enrico Ascher, integrante do Comitê de Relações Internacionais do SVS, ressaltou a importância da criação do Capítulo e parabenizou a atual diretoria da SBACV pela iniciativa. Em breve, todos os brasileiros inscritos irão receber a comunicação do SVS por correio e passarão a fazer parte do SVS. (AT e Calógero Presti)

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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SBACV em ação

Como garantir o almejado título de especialista? Médicos que garantiram os primeiros lugares nos últimos exames de cirurgia vascular e endovascular e especialistas do interior revelam o caminho Por Aline Thomaz

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om um índice de aprovação nos últimos anos na casa dos 60% dos inscritos, o concurso de título de especialista em cirurgia vascular e angiologia tem levado os candidatos a estabelecerem um cronograma de estudos periódico. A mesma disciplina tem sido adotada pelos inscritos no concurso de área de atuação em angiorradiologia e cirurgia endovascular, que também costuma aprovar cerca 60% dos candidatos regulares e até mesmo 30% dos especiais, como aconteceu no último exame realizado em abril. Para sabermos o caminho a percorrer para chegar ao tão desejado título, o Radar da SBACV conversou com os médicos que garantiram os primeiros lugares nas últimas provas e também aqueles que são do interior do Brasil e também conseguiram garantir o certificado. Para Bruno Lorenção de Almeida, primeiro lugar em cirurgia vascular no fim de 2011, a boa formação acadêmica conquistada tanto na medicina quanto na especialidade foram fundamentais. “Acredito ter conquistado o primeiro lugar devido à minha formação na Santa Casa da Universidade Federal do Espirito Santo e à residência no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Também graças aos meus colegas de residência do Dante, por termos estudado e nos dedicado juntos. E, claro, aos meus chefes e toda a equipe pelos ensinamentos que ajudaram no desempenho na prova”, afirma. Na visão de Almeida, o título obriga o médico a se manter atualizado, o que o diferencia no mercado. “Além disso, nivela os diversos profissionais, independentemente da sua instituição de formação, visto que existem diferenças entre os diversos serviços de residência/especialização”, acrescenta.

A Sociedade nos forneceu uma ferramenta muito útil e interessante que foi o curso on-line, onde aulas poderiam ser assistidas a qualquer hora. Também FIz o download dos áudios e baixei no meu Iphone. Quando saía para correr, andar ou mesmo ir para o trabalho escutava as aulas - Celso Pizarro

Bruno Lorenção de Almeida, 1º em cirurgia vascular

Celso Pizarro, 1º em cirurgia vascular categoria especial

Já Celso Pizarro, que se classificou em primeiro no exame de cirurgia vascular especial, teve que se acostumar novamente a estudar e aprovou as ferramentas disponibilizadas pela Sociedade para o estudo. “Tive que estudar muito, logo cedo antes de ir para o hospital e operar mais à noite. Mas a Sociedade nos forneceu uma ferramenta muito útil e interessante que foi o curso on-line, onde aulas poderiam ser assistidas a qualquer hora. Também fiz o download dos áudios e baixei no meu Iphone. Quando saía para correr, andar ou mesmo ir para o trabalho escutava as aulas. Essa ferramenta muito me ajudou tanto em novos conhecimentos, como

guia para estudar nos livros de referência. Enfim, parabenizo as pessoas que se dispuseram a preparar o curso on-line, porque para eu que não tenho muito tempo para estudar de forma tão intensa ajudou e muito”, diz o médico de Botucatu (SP). Outro aprovado em primeiro lugar, só que no concurso regular de endovascular, em abril, também cursou a residência no Dante Pazzanese, o cirurgião vascular Eduardo Jordão. Para ele, a equipe técnica do instituto, o treinamento e o material disponibilizado pela SBACV foram fundamentais para o resultado. “O empenho do nosso chefe Dr. Kambara que está sempre junto ensinando as técnicas

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Uma coisa de que não abro mão é a de participar dos principais eventos da especialidade como o Congresso Brasileiro, o CICE, o Congresso Panamericano, os Encontros Regionais e, nos últimos anos, tenho participado do LINC, que, na minha opinião, é um dos maiores eventos da especialidade e é realizado na cidade de Leipzig, na Alemanha - Mário Nazareno

Mário Nazareno, de Macapá, fez parte dos 30% dos aprovados em cirurgia endovascular categoria especial

Aprovação no interior

C Eduardo Jordão, 1º em cirurgia endovascular

Paulo Bahdur, 1º em cirurgia endovascular categoria especial

corretas e atuais para cada caso; o treinamento exaustivo proporcionado pelo grande volume do serviço; o material de estudo disponibilizado pela Sociedade na internet e o livro do Dr. Lobato foram importantes”, diz Jordão. Ele dá algumas dica para se fazer uma boa prova: iniciar o programa de estudos com antecedência mínima de quatro meses, estudar a apostila de radiologia com calma e manter-se calmo no dia. “A prova é nada mais do que o seu dia a dia”, avalia. Na categoria especial do exame de endovascular, quem conquistou a primeira colocação foi o médico de São José dos Campos Paulo Bahdur, que teve que se

dedicar aos estudos para garantir o título que neste concurso reprovou a maioria: 70% dos candidatos. “Resolvi realizar o exame por exigência dos convênios, mas após ter me preparado, o que foi difícil depois de algum tempo de profissão, passei a considerar como uma conquista pessoal”, destaca. Em sua avaliação, a segunda etapa da prova foi mais trabalhosa, mas de acordo com a bibliografia. “A maior importância do título, ao meu ver, foi tirar-me de uma zona de conforto, a qual me encontrava, e fazer com que me dedicasse a estudar, fazer cursos, preparar-me, pois a cirurgia vascular mudou radicalmente em poucos anos”.

omo grande parte das residências e cursos de atualização estão no Sul e Sudeste, há uma falsa impressão de que quem trabalha no interior do Brasil não tem acesso ao mesmo tipo de ensino de qualidade. Com dedicação e esforço para se aperfeiçoar é possível sim garantir o título. O exemplo vem de Macapá, no Amapá. O cirurgião vascular Mário Nazareno também prestou o exame de endovascular especial e ficou entre os poucos aprovados. “Uma coisa de que não abro mão é a de participar dos principais eventos da especialidade como o Congresso Brasileiro, o CICE, o Congresso Panamericano, os Encontros Regionais e, nos últimos anos, tenho participado do LINC, que, na minha opinião, é um dos maiores eventos da especialidade e é realizado na cidade de Leipzig, na Alemanha. Outras fontes de atualização são as assinaturas de revistas da especialidade, livros especializados, etc.”, ressalta o médico que se dedicou 2 horas por dia durante a semana e mais os finais de semana aos estudos.

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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SBACV em ação

Concurso de endovascular reúne cerca de 130 especialistas Exame aprovou 30% dos candidatos com mais de 15 anos de formado e 70% dos regulares

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ealizado em abril, o Concurso para Área de Atuação em Angiorralogia e Cirurgia Endovascular aprovou cerca de 70% dos inscritos no exame Regular e cerca de 30% dos candidatos ao Concurso Especial. Para a próxima edição do Concurso no fim do ano, que será apenas Regular, não haverá mudanças no modelo, apenas a busca pelo aprimoramento ao abranger de uma forma mais completa os assuntos da bibliografia recomendada. Prestaram o exame cerca de 130 especialistas de quase todos os Estados brasileiros. “As provas realizadas em abril puderam cumprir os Editais que já estavam estabelecidos pela gestão anterior da SBACV, ainda que pessoalmente acredite que os candidatos ao Concurso dito Especial foram de alguma forma prejudicados pela pouca abrangência de assuntos, devido ao pequeno número de questões previstas no Edital. Em relação ao concurso Regular com aprovação de cerca de70%, acredito ter cumprido melhor o seu papel de avaliação”, afirma o coordenador do concurso, Liberato Karaoglan. Até a realização do concurso no fim do ano, a Comissão mista – formada por membros da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) – ainda se reunirá três vezes para avaliação curricular, comprovação da documentação exigida e elaboração das provas. Para quem vai fazer o concurso, Karaoglan é enfático: “É preciso que se possa demonstrar um conhecimento bastante abrangente, teórico e prático. Saber os objetivos da avaliação para o tratamento, o planejamento pré-operatório e a execução intraoperatória, a

técnica, o material e a escolha acertada do mesmo. Além disso, será preciso também saber plenamente sobre a doença, as etapas propostas para terapêutica adequada, o tratamento das possíveis complicações, o uso de medicações, etc. Assim, é de suma importância o contínuo aprimoramento das técnicas e habilidades”. (AT)

12 / Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2

Nova prova em novembro As inscrições para o concurso 2012 de obtenção do certificado de área de atuação em angiorradiologia e cirurgia endovascular começam dia 15 de julho e terminam dia 31 de agosto. Elas podem ser feitas pelos sites da SBACV (www.sbacv.com.br) e do Colégio Brasileiro de Radiologia (www.cbr.org.br). As provas serão realizadas nos dias 22 e 23 de novembro, das 8h30 às 11h, no Hotel Century Paulista, em São Paulo. A taxa de inscrição para sócios adimplentes é de R$ 1 mil; inadimplentes, R$ 1.500; e não sócios, R$ 1.700.

Presidente da SBACV, Calógero Presti, conversa com candidatos antes do início do exame, que aconteceu em abril


SBACV em ação

Prova de título regular será de 19 a 21 de novembro Curso preparatório online já está disponível no portal da SBACV. Para ter acesso é preciso usar suas credenciais no CANU

A

s provas de título de especialista regular em cirurgia vascular e angiologia acontecem nos dias 19, 20 e 21 de novembro no Hotel Century Paulista, em São Paulo. As inscrições vão de 15 de julho a 31 de agosto. O exame deste ano não será computadorizado e, ao contrário dos últimos anos, todas as três etapas – objetiva, casos clínicos e exame físico – passam a exigir 70% de acertos. “A prova não será feita no computador, como nos dois últimos anos, devido ao alto custo. A atual situação financeira da Sociedade não comporta este gasto”, afirma o coordenador do exame, Fausto Miranda Jr. O edital já está disponível no site da SBACV: www.sbacv.com.br.

A taxa de inscrição para sócios adimplentes é de R$ 1 mil; inadimplentes, R$ 1.500; e não sócios, R$ 1.700.

Curso Online Para quem está estudando para o exame uma boa notícia: o curso online preparatório para o concurso já está disponível no portal da SBACV. São aproximadamente 70 horas/aulas divididas em seis módulos, os quais podem ser estudados independentemente da ordem. Desta forma, é possível assistir primeiro ao tema que sente maior necessidade em obter um aprimoramento. Os professores foram escolhidos por rígidos critérios e, em sua maioria, são

DADOS PARA ACESSO AO CURSO Para acessar o curso online é preciso ter os dados atualizados no Cadastro Único Nacional (CANU). Veja como recuperar seus dados na matéria da próxima página.

autores de capítulos nos livros que compõem a referência bibliográfica da prova. Ao cumprir todos os módulos, o aluno terá o reconhecimento de 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA) que servirão tanto para a revalidação do título de especialista em cirurgia vascular, como também para os certificados de área de atuação em ecografia vascular com doppler e angiorradiologia e cirurgia endovascular. Para receber a certificação do CNA é preciso ter um aproveitamento de 70% do curso. Os benefícios não param por aí. Os áudios das aulas poderão ser baixados em dispositivos eletrônicos como celular, tablet, MP3, entre outros. Duas semanas antes do exame será disponibilizado um bate-papo online entre os inscritos e os professores com o objetivo de sanar as dúvidas. Para ter acesso ao curso, é preciso utilizar suas credenciais no Cadastro Nacional Único (CANU). (AT)

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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SBACV em ação

Passo a passo Para atualizar seus dados, acesse o site da SBACV e clique no link do menu à esquerda: “Sócios –> CANU”. Em seguida você será direcionado ao CANU. Caso tenha esquecido a sua 2 senha ou nunca tenha atualizado seus dados pelo CANU (Cadastro Único Nacional), clique no link “Esqueceu a sua senha? Clique aqui”, ao agir assim você receberá a senha no e-mail cadastrado previamente no CANU. Caso não tenha cadastrado ne3 nhum e-mail válido, envie-nos um e-mail (canu@sbacv.com.br) com seu nome completo, regional a que pertence e um e-mail válido para atualizarmos seu cadastro.

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Atualize seus dados no CANU SBACV solicita envio de informações atualizadas para renovação do cadastro

T

er um contato direto com o associado e informá-lo sobre as principais ações na área é importante tanto para a Sociedade que o representa como para o próprio médico. Visando essa atualização constante, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lança uma campanha pela atualização plena do CANU, sistema que armazena os dados da entidade. Quem atualizar seus dados estará concorrendo automaticamente a prêmios, como Ipads e inscrições em Congressos da SBACV. O sorteio será na festa de 60 anos da entidade e não será preciso estar presente. O projeto está a cargo dos Drs. Nasser Mahfouz e Alberto Kupcinskas Jr. A

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expectativa dos médicos é ter a atualização completa até o fim de agosto. “Precisamos conscientizar o associado que sempre que houver alguma mudança de endereço, telefone ou e-mail é importante informar à Sociedade para ele não deixar de receber os informes da entidade e acompanhar as ações na área”, afirma Kupcinskas Jr. De acordo com Kupcinskas Jr. e Mahfouz, o CANU auxilia a entidade a ter um panorama da geografia dos cirurgiões vasculares e angiologistas pelo país. “Podemos verificar quantos especialistas estão em cada região”, complementa Mahfouz. As regionais da SBACV terão acesso ao sistema para atualizar o endereço, telefone e e-mail. (AT)


Udo Kurt

SBACV em ação

SBACV cria medalha Dr. Emil Burihan Primeira honraria será entregue à família do professor durante as comemorações dos 60 anos da entidade

O

Conselho Superior da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) decidiu por unanimidade criar a Medalha de Mérito Científico Professor Emil Burihan, a ser entregue ao melhor trabalho apresentado no Congresso nacional da Sociedade. A primeira honraria, no entanto, fará parte das comemorações dos 60 anos da entidade. Será entregue à família do Dr. Emil na solenidade de celebração do aniversário de fundação, no fim do ano, em São Paulo. “Todos os que tiveram a felicidade de conviver com o Prof. Emil compreenderão a justiça da homenagem àquele que tanto contribuiu para o engrandecimento de nossa entidade”, disse o membro do Conselho Superior da SBACV Airton Delduque Frankini ao definirem a honraria. Dr. Emil Burihan morreu no fim de março.

60 anos A diretoria da SBACV planeja diversas ações para marcar o sexagenário da Sociedade. Entre elas, um livro com depoimentos de especialistas importantes que contribuíram para o crescimento da entidade. Um vídeo também apresentará como os médicos enxergam a SBACV. “Temos a grande preocupação de atender a todos os sócios. Por isso, estamos planejando um evento voltado para a confraternização”, explica um dos coordenadores da comemoração Vasco Lauria.

Temos a grande preocupação de atender a todos os sócios. Por isso, estamos planejando um evento voltado para a confraternização

De acordo com o presidente da SBACV e também coordenador do evento, Calógero Presti, a diretoria tem levantado os orçamentos dos possíveis locais para a realização do jantar, que deve ser seguido de apresentação musical. O diretor de Publicações da SBACV, Ivanésio Merlo, que também integra a comissão de organização das comemorações, ficou encarregado de recolher material e entrevistas para o livro e o vídeo do sexagenário. Quem quiser contribuir com fotos e depoimentos pode enviar o material para: secretaria@sbacv.com.br. (AT)

Prof. Burihan sempre foi atuante na Sociedade. No registro, ele durante a Convenção Nacional da SBACV, uma semana antes de sua morte

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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SBACV em ação Udo Kurt

Presidente da SBACV abre sessão apresentando os projetos da gestão

Em seguida, o tesoureiro da entidade, Marcelo Matielo, exibiu a receita e os gastos da SBACV. “Temos que tornar a máquina eficiente para evitar desperdício. Gerenciar muito bem e com responsabilidade”, complementou o presidente da SBACV, Calógero Presti. Após, foi a vez da apresentação do advogado da SBACV, Antônio Carlos Ferreira Araújo. Ele está fazendo um levantamento de todos os artigos do Estatuto que precisam ser atualizados para sugerir uma nova redação. O profissional vai ainda prestar assessoria a todas as regionais da Sociedade.

Convenção Nacional avalia projetos da SBACV Encontro ocorrido em março reuniu cerca de 40 especialistas no Rio de Janeiro. Reforma do Estatuto, Diretrizes e sexagenário da Sociedade foram alguns dos temas Por Aline Thomaz

A

Convenção Nacional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), realizada no fim de março no Rio de Janeiro, marcou a primeira reunião da atual diretoria com o Conselho Superior e os presidentes das regionais. No evento, foram apresentadas: a situação financeira da entidade, a importância da reforma do Estatuto, formas de se agilizar o projeto Diretrizes, as ações de comemoração pelo sexagenário da entidade e as ações futuras. Participaram cerca de 40 especialistas. Em reunião em separado, o Conselho Superior da SBACV transferiu para a atual diretoria a responsabilidade de realizar uma auditoria das duas últimas gestões

da Sociedade, visto que a contratação da empresa de auditoria realizada no fim do ano passado não respeitou as normas pré-estabelecidas pelo Conselho na Assembleia Geral, em outubro. Portanto, teve seu parecer invalidado. O evento foi dividido em apresentações sucintas e ao final houve a oportunidade de discussão sobre os temas. O secretário-geral da SBACV, Celso Bregalda, falou sobre as atividades já realizadas pela atual gestão e os projetos futuros, entre eles o programa “União Brasil Integrando as Regionais”, que vai promover uma reunião científica em cada uma das cinco regiões do país, disseminando, assim, o conhecimento. As regionais provisórias do Acre e Amapá tiveram que ser extintas por não terem o número mínimo de associados. Já a de Rondônia está em avaliação devido à falta de documentos.

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Diretrizes O coordenador do concurso de título de especialista da SBACV, Fausto Miranda Jr., apresentou algumas sugestões de mudança ao exame que estão em debate dentro da Comissão de Avaliação. Miranda também recomendou alterações no projeto Diretrizes para que ele seja concluído o mais rapidamente possível. “Seria importante termos comissões menores e pessoas interessadas em fazer as perguntas e as respostas dos temas”, disse. Duas Diretrizes já foram encaminhadas à Associação Médica Brasileira (AMB): Terapia de compressão dos membros inferiores e varizes dos membros inferiores. Quatro estão em andamento: aneurisma, pé diabético, trombose e doença cérebro-vascular extracraniana. Há ainda outras 16 em desenvolvimento. “A Diretriz vai poder nortear a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a cobrar dos planos o tratamento indicado pelo médico”, afirmou. O coordenador do livro de 60 anos da SBACV, Ivanésio Merlo, explicou o projeto e apresentou a equipe que fará o vídeo comemorativo. Durante a reunião, alguns médicos gravaram depoimentos para o vídeo. Por fim, cada presidente de regional falou sobre a situação atual da entidade local e as ações futuras.


Carta Aberta São Paulo, 21 de maio de 2012 Prezados Associados Primeiramente, cabe ressaltar que a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular não deve ser utilizada para a promoção pessoal de nenhum de seus associados ou dirigentes, independentemente do cargo que ocupe ou tenha ocupado. O acesso ao mail list da SBACV, em razão do cargo ocupado, não dá, em nenhuma hipótese, o direito à sua utilização para fins pessoais, ou, muito menos, de fornecê-lo a terceiros em troca de apoio ou propaganda. Tal atitude deve ser entendida como abuso de direito, abuso de confiança e desrespeito aos fins da SBACV. Dito isso, é a presente para esclarecer a situação da auditoria externa solicitada pela Assembleia Geral que não aprovou as contas da Diretoria na gestão 2010/2011. Em análise ao relatório sobre a contratação da empresa de auditoria, elaborado e encaminhado pela própria Diretoria anterior (gestão 2010/2011), o Conselho Superior não aprovou o procedimento da escolha/seleção da empresa de auditoria externa contratada pela Diretoria anterior (gestão 2010/2011), pois não seguiu os critérios de transparência e independência estabelecidos pelo Conselho Superior em outubro de 2011. Desta forma, considerando que contratação feita pela Diretoria anterior (gestão 2010/2011) não atingiu os fins a que se destinava, o Conselho Superior solicitou à Diretoria atual (gestão 2012/2013) que atenda ao solicitado pela Assembleia Geral e contrate empresa de auditoria externa para auditar as contas das Diretorias das gestões 2010/2011 e 2008/2009, obedecendo a critérios de concorrência e independência. A Diretoria atual está cumprindo suas obrigações e trabalhando no melhor interesse de seus associados, observando e respeitando a necessária transparência, bem como todos os quesitos impostos pelo Conselho Superior para a contratação da empresa de auditoria independente, que auditará as contas das Diretorias das gestões passadas da SBACV. Os documentos e comprovantes dos fatos acima relatados estão à inteira disposição dos associados para análise na Sede da associação, sendo vedada a sua retirada do local. Atenciosamente

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - SBACV

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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O secretário geral da SBACV, Celso Bregalda, apresentou, na Convenção Nacional, o programa que vai rodar o país com palestras

Nacional realiza reuniões científicas nas 5 regiões do país Programa “União Brasil Integrando as Regionais” tem início no segundo semestre

P

ara se aproximar dos associados de todas as regionais do país, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) criou o programa “União Brasil Integrando as Regionais”, em que realizará reuniões científicas com palestrantes gabaritados nas cinco regiões brasileiras. A primeira reunião acontece no segundo semestre e o calendário estará disponível no site da Sociedade. “O objetivo principal do projeto é a atualização científica e aproximar os associados da diretoria nacional e das regionais. Como as reuniões serão realizadas nas regiões brasileiras promoverão não só uma integração com as diretorias (nacional e regionais), mas também dos associados entre si”, afirma o secretário geral da SBACV, Celso Bregalda. Além das reuniões, nos últimos meses a SBACV tem trabalhado para se organizar administrativamente. “Assim que assumimos a diretoria fizemos um

levantamento e vimos que a maioria dos serviços estava com o reconhecimento pela SBACV vencido, alguns há mais de cinco anos. Então, enviamos ofícios a todas as instituições informando as normas para aquisição de novo reconhecimento”, diz Bregalda. Pelas regras, o aval da SBACV tem validade de no máximo cinco anos, pois neste tempo podem ocorrer mudanças no serviço que descaracterizem o mesmo em relação à avaliação inicial. As normas e documentos necessários para garantir o reconhecimento estão no site da SBACV. Outra mudança administrativa foi em relação às respostas aos associados. Bregalda explica que as solicitações à entidade estão sendo respondidas, na maioria das vezes, em 24 horas. “Se precisarmos de parecer jurídico ou fiscal, necessitamos de um tempo maior”, diz. De acordo com ele, a SBACV também tem regularizado as regionais e avaliado a papelada das que foram criadas. (AT)


Perfil Não adianta deixarmos o cirurgião vascular em uma cidade onde ele não possa realizar uma arteriografia e outros procedimentos vasculares e endovasculares

Presidente da SBACV-TO se formou em São Paulo, mas voltou para trabalhar em seu estado em 1998

As dificuldades da interiorização Cirurgião vascular Sílvio da Silva pretende reverter o quadro ao fundar a primeira residência da área no Tocantins Por Aline Thomaz

uem acredita, sempre alcança”. O verso da música de Renato Russo pode ser confirmado através da história do presidente da regional da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular de Tocantins (SBACVTO), Sílvio Alves da Silva. Ele queria se especializar e retornar ao seu estado para contribuir com seus conhecimentos. Viajou, estudou, voltou e passou no concurso para atuar no estado e na prefeitura de Palmas e ainda fez mais. Junto com sua equipe do Hospital Geral Público de Palmas, em parceria com a Universidade Federal de Tocantins, conseguiu, em maio, credenciar uma vaga de residência

em cirurgia vascular para início em 2013, a primeira do estado. A falta de residência em cirurgia vascular em alguns estados sempre distanciou os médicos, que iam para outras cidades se especializar e não voltavam. O estado do Tocantins possui um dos menores números de cirurgiões vasculares do país: 12. Desses, sete estão em Palmas, quatro em Araguaína e um em Gurupi. “Para que a interiorização aconteça, é necessário haver concursos públicos sérios com planos de cargos e salários nas cidades menores. Também é preciso ter a conscientização de que temos condições de ajudar nossa população melhor no nosso estado que quando ficamos nas grandes metrópoles”, afirma Silva. Nascido em Pontalina, sul do estado de Goiás, Silva se mudou ainda criança para

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Colinas, que com a divisão de Goiás, passou a integrar o estado de Tocantins. Para se especializar, precisou viajar quilômetros. Cursou medicina na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís, e a residência no Hospital Jaraguá, em São Paulo, concluída em 1997. No ano seguinte, já estava de volta ao Tocantins.

Infraestrutura Convencer o médico a trabalhar no interior é apenas um dos problemas. Chegando lá, o especialista se torna refém da pouca infraestrutura. “Não adianta deixarmos o cirurgião vascular em uma cidade onde ele não possa realizar uma arteriografia e outros procedimentos vasculares e endovasculares”, diz Silva. Segundo ele, outro problema são as filas nos hospitais públicos para atendimento. “Há filas para o tratamento cirúrgico de varizes dos membros inferiores e a resposta é simples: o preço que o SUS paga para o cirurgião vascular realizar este procedimento não é digno”. A boa notícia é que mesmo no interior é possível se manter informado sobre as novidades do setor. “No passado recente era mais difícil, mas atualmente não se atualiza quem não quer. Depois que mudei para Palmas já fiz três pós-graduações, participo ativamente dos congressos da nossa especialidade, visitei vários centros de excelência aqui no Brasil e no exterior como a Universidade de Michigan, entre outros, e recentemente estou chegando do Charing Cross, de Londres”, afirma. Com poucos associados e recursos, administrar a pequena regional é um trabalho de dedicação. A sede funciona em seu consultório e sua secretária se divide na função de atendê-lo e de atender as demandas dos associados. “Os benefícios às vezes vai ser sentido nas gerações posteriores, pois se trata de um trabalho a longo prazo de divulgação da nossa especialidade junto à classe médica e junto à população. Muitas das vezes somos confundidos com a cirurgia cardíaca ou ainda nos procuram para saber o que um cirurgião vascular faz”, diz.


Em pauta

Meias elásticas: uma revisão de suas indicações e de como usá-las Dr. João Luiz Sandri e Dr. André Valença, diretor e vice-diretor do Departamento Científico

O

uso de meias elásticas é uma das indicações mais comuns no consultório de angiologia e cirurgia vascular e as suas indicações corretas são a chave do sucesso da aderência do paciente às prescrições, pois muito das não adaptações ou não aderência ao tratamento se deve ao desconforto causado por prescrições mal feitas. Nesta edição, teremos uma rodada com alguns experts no assunto meias elásticas, ou melhor, como é o título de uma de nossas Diretrizes, a “Terapia de Compressão de Membros Inferiores”. A sua indicação desde o mais simples sintoma, o cansaço nas pernas, até os casos mais complexos de insuficiência venosa crônica estarão em pauta, com as perguntas elaboradas para revisarmos o que pensam hoje os nossos colegas convidados. Lembramos que o convite é sempre feito baseado na linha de estudos e publicações na nossa revista. Nossos convidados desse número são: Celso Ricardo Bregalda Neves, professor doutor da USP e secretário geral da SBACV; George Carchedi Luccas, professor livre docente da UNICAMP; e Marcondes Figueiredo, professor doutor da Faculdade de Medicina de Uberaba (MG).

Radar SBACV - Em que casos você indica o uso de meia elástica na prática diária? Celso Bregalda - Para todos os pacientes com sinais

e/ou sintomas de doença venosa crônica e para os pacientes com desconforto diário vespertino nos membros inferiores sem causa específica, se não houver contraindicação para seu uso. George Luccas - As principais indicações são para os pacientes portadores de varizes e com quadro de síndrome pós-flebítica, para prevenir a ocorrência ou a recidiva de úlceras venosas. Podemos indicar também para os quadros iniciais de linfedema, embora nos casos mais avançados prescrevemos contensão inelástica. Marcondes Figueiredo - A meia elástica é a melhor opção de tratamento clínico da insuficiência venosa dos membros inferiores, como também na prevenção e no tratamento da trombose venosa profunda. Além disso, ela tem uma boa indicação em linfedema a fim de mantê-lo após a Terapia Física Complexa. Na cicatrização e recidiva de úlceras de origem venosa, a evidência de seu uso é Grade 1 B, ou seja, é fundamental principalmente na prevenção da recorrência.

Radar SBACV – Em cirurgia de varizes usa meia elástica de rotina? Ou tem alguma indicação especial? CB - Utilizo de rotina após cirurgia de varizes, geral-

mente na compressão de 20-30 mmHg para varizes simples e 30-40 mmHg para pacientes com complicações como dermatite ocre e úlceras. GL - No pós-operatório de cirurgia convencional recomendo o uso de meia de suave compressão pelo período de um mês, sendo que na ablação das veias safenas com laser ou radiofrequência, recomendo meia de média compressão tipo meia calça. MF - A compressão pós-cirurgia é importante na prevenção do sangramento imediato, na diminuição de hematomas e equimoses, no conforto e segurança do paciente e na prevenção do tromboembolismo venoso, apesar de ainda não haver unanimidade. Há grupos que usam apenas ataduras de crepe por 24 horas e meias elásticas no pós-operatório imediato de 15 a 60 dias. Há quem indique permanentemente o uso de meia elástica entre 20 a 30 mmHg pós-tratamento cirúrgico de varizes. Mas ainda não há uma determinação clara do uso da meia no pós-operatório de cirurgia de varizes.

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Celso Bregalda

George Luccas

Marcondes Figueiredo

Professor doutor da USP

Professor livre docente da UNICAMP

Professor doutor da Faculdade de Medicina de Uberaba (MG)

Radar SBACV – Num paciente que refere cansaço nas pernas diariamente e não tem nem varizes ou outra causa específica, você indica meia elástica? Que tipo? CB - Sim, em pacientes com sensação de

peso nos membros inferiores e desconforto diário prescrevo meia elástica 3/4 na compressão de 15-20 mmHg. GL - Com o advento do US Duplex é possível a busca pelo diagnóstico correto nas queixas álgicas e não mais as hipóteses não provadas de “varizes internas” para justificar tratamentos empíricos. Não considero boa indicação de meia se não houver de forma clara a razão da prescrição, lembrando que em um país tropical só ocorrerá adesão ao tratamento quando houver a correta indicação. MF - Sim, nesse tipo de paciente, indico a meia que chamo de meia ocupacional, é uma meia que tem em torno de 18 mmHg no tornozelo e previne o edema e o desconforto vespertino, o melhor modelo seria o abaixo do joelho, ou seja 3/4, indicada para pessoas sem patologia venosa, mas que permanece em ortostatismo durante longos períodos.

Radar SBACV – Quando e a partir de que mês você indica meia elástica na gravidez? E com qual compressão? CB - De maneira geral, receito a meia

elástica de gestante a partir do 2º trimestre, na compressão de 15-20 mmHg para pacientes classe CEAP 1, 20-30 mmHg para CEAP 2 e 3 e 30-40 mmHg para CEAP 4 a 6. GL - Na gravidez desde o início, tipo meia calça, de suave compressão se não houver varizes e média compressão na presença

...pois muito das não adaptações ou não aderência ao tratamento se deve ao desconforto causado por prescrições mal feitas de varizes. Recomendo de média ou alta compressão nos últimos meses, especialmente se a paciente for portadora de varizes ou apresentar edema significativo. MF - Existe uma cultura de prescrever de rotina mais na gravidez, entretanto, não entendo dessa forma, e um conceito precisa ficar claro: meia elástica não previne o aparecimento de varizes durante a gestação, mas dá conforto, melhorando o edema. Portanto deve-se prescrever meia na gravidez apenas a pacientes que tenham desconforto e/ou edema em qualquer fase da gestação. Normalmente as meias 20-30 mmHg resolvem, mas eventualmente nos edemas mais intensos as 30-40 mmHg precisam ser prescritas. Radar SBACV – Uso de meias elásticas em viagens aéreas longas é indicado para quem? CB - Indico para pacientes com varizes

calibrosas, sinais e sintomas de doença venosa crônica, episódio prévio de TVP ou com diagnóstico de trombofilia. GL - Recomendo a todas as pessoas associado a exercícios ativos da bomba muscular das panturrilhas. MF - É indicada a pacientes portadores de insuficiência venosa ou linfática com a compressão de acordo com prescrição médica e àqueles que apresentam edema vespertino sem patologia aparente. Para esses casos, uma meia até 18 mmHg no tornozelo resolve.

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Radar SBACV – Quais são os principais itens a serem levados em consideração no momento de prescrição de uma meia elástica ? MF - A meia elástica é um produto tera-

pêutico, como um antibiótico ou um anti-hipertensivo, sendo, portanto, necessário especificar a sua compressão em milímetro de mercúrio (mmHg), determinando a compressão no tornozelo de 15 mmHg, 20-30 mmHg ou 30-40 mmHg. São necessárias medidas, no tornozelo, panturrilha e coxa, baseado neles é que se determina o tamanho da meia. Especificar o modelo da meia: abaixo do joelho ou 3/4, acima do joelho ou 7/8 ou tipo calça. Enfim, o médico, ao prescrever a meia elástica, deve explicar ao paciente a importância da meia elástica no tratamento ou prevenção de sua patologia, que ela deve ser vestida nos primeiros 20 minutos da manhã ao se levantar e que deve permanecer por 4 , 6 ou 12h com a meia, dependendo da necessidade do paciente. A meia deve ser trocada a cada quatro meses se for de uso diário, pois ela perde a elasticidade.

Leitura sugerida: Projeto Diretrizes AMB - Terapia de Compressão de Membros Inferiores (www.sbacv.com)


Defesa Profissional Associação Médica do Paraná

Por Aline Thomaz

N

os últimos meses, posicionamentos do governo federal desapontaram as entidades de defesa da classe médica. Entre eles, a facilitação para validar os diplomas de médicos formados no exterior e a criação de novas faculdades e vagas de medicina. Para debater esses assuntos, o Radar da SBACV entrevistou o diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), José Fernando Macedo. Na entrevista, o especialista também discorre sobre a importância da eleição inédita da SBACV para compor o Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira (AMB). Confira:

“Não há falta de médicos no Brasil, o que há é má distribuição”, diz Macedo

Diretor debate iniciativas do governo na área médica Validação de diploma estrangeiro sem prova e criação de vagas em medicina desagradam classe, que aposta em plano de carreira no SUS para estimular a interiorização 24 / Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2

Radar SBACV – Em março, o governo federal anunciou que pretende estimular a criação de novas faculdades públicas de medicina e ampliar as vagas dos cursos já existentes em instituições federais. Qual sua opinião sobre o tema? José Fernando Macedo – Na última década, o número de médicos cresceu 21% no país. Temos quase dois médicos para cada mil habitantes no Brasil, número superior à proporção de 1 para 1.000 recomendada pela Organização Mundial de Saúde. Não há falta de médicos no Brasil, o que há é má distribuição. Se faltam médicos em algumas regiões é porque há centros que têm um médico para cada 200 habitantes, por exemplo. E não é a criação de novas vagas em cursos de medicina que vai resolver esse problema, pois são exatamente nesses centros que estão sendo criadas as novas escolas. A abertura de novas vagas, sem critérios de distribuição geográfica e sem controle da qualidade do ensino, acaba se transformando em um risco para a sociedade. Radar SBACV – O governo também afirma que há falta de médicos no interior do país e este seria o motivo para abertura de novas escolas. Por que é tão difícil a interiorização do médico?


JFM – A concentração de médicos nos grandes centros e a carência no interior e nas regiões mais afastadas é consequência da desvalorização do Sistema Único de Saúde. Não há um plano de carreira para que o médico queira ficar no setor público, queira atuar na saúde da família ou em hospitais do SUS. Além disso, não há apoio tecnológico e estrutural para esses médicos o que faz com que, sem a base de um hospital de referência por trás, que lhe garanta exames e procedimentos modernos, o médico não arrisque uma carreira no interior por insegurança. Radar SBACV – Que consequências esse aumento de vagas em medicina pode acarretar? JFM – Criam-se novos cursos, novas vagas em faculdades de medicina, mas não há uma política de oferta de vagas em residência médica, o que resulta em muitos profissionais que não conseguem completar sua formação e direcionar sua carreira, prejudicando a qualidade da medicina oferecida à sociedade, uma vez que, fatalmente, são esses os médicos que acabarão atendendo na saúde pública. Radar SBACV – Como atuante nas entidades representativas, quais ações têm sido feitas em relação a este assunto? JFM – Atuamos em defesa do plano de carreira para o SUS e para a criação do piso salarial nacional do médico, projetos que estão em tramitação no Congresso Nacional. Estamos em constante contato com o Ministério da Saúde e da Educação para exigir critérios na criação de novas escolas. Também estamos pressionando o Ministério da Saúde para a criação de mais 4 mil novas vagas de residência médica, o que foi prometido por eles na Conferência Nacional de Saúde, no ano passado. Radar SBACV – Recentemente, foi divulgado que a Casa Civil e a Presidência da República estariam discutindo a alteração das regras de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior com o

Criam-se novos cursos, novas vagas em faculdades de medicina, mas não há uma política de oferta de vagas em residência médica (...) fatalmente, são esses os médicos que acabarão atendendo na saúde pública objetivo de facilitar o ingresso de profissionais estrangeiros no país. Qual a sua opinião e a das entidades de classe quanto a isso? JFM – A facilitação da revalidação do diploma é mais uma estratégia do governo para reduzir essa falsa carência de médicos no país. Uma das propostas que está sendo discutida é que a prova de revalidação do diploma seria substituída por uma espécie de residência de dois anos no atendimento em unidades básicas de saúde ou no Programa Saúde da Família, para depois, o médico estrangeiro ter seu diploma aceito e poder atuar da forma que desejar. Isso é um risco para a sociedade, pois, para a aceitação de diplomas estrangeiros no Brasil há uma prova nacional, a “Revalida”, que avalia a qualidade da formação desse médico. Eliminando a prova e colocando esses médicos para provar a competência no atendimento direto às famílias, estaremos expondo nossos cidadãos ao risco de serem atendidos por médicos com formação deficiente, com desconhecimento das doenças mais comuns no Brasil e de seus sintomas, justamente em regiões que esse médico poderá ser a única opção do paciente. Os médicos com diplomas estrangeiros obtidos em universidades de qualidade que querem atuar no Brasil vêm para cá e passam na prova. Radar SBACV – A SBACV foi eleita pela primeira vez para compor o Conselho Deliberativo da AMB, no qual o senhor é o representante. Qual a importância dessa participação? JFM – A importância se dá pelo fato de estarmos participando ativamente das decisões mais importantes de nossa entidade máter, e pelo relacionamento com todos os presidentes das associações medicas do Brasil (Federadas).

Radar SBACV – As entidades médicas articulam a criação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse de 10% da receita bruta da União para o SUS. Para isso têm recolhido assinaturas. Como os associados podem participar? JFM – A aprovação da Emenda 29 sem a obrigação de o governo federal investir os 10% de sua receita em saúde foi um duro golpe para a sociedade brasileira, pois manteve a obrigação apenas aos entes federados que já cumpriam com sua parte e, às vezes, faziam até mais: estados e municípios. Sem os 10% do governo federal, que terá, apenas, que manter os investimentos realizados no ano passado, R$ 35 bilhões deixarão de ser repassados para a saúde pública neste ano. Dinheiro que seria suficiente para iniciar essa reestruturação do SUS, criar a carreira do médico público e contribuir, assim, para essa diminuição da carência de médicos em algumas regiões do país. Assim, as entidades médicas, apoiadas pela Ordem dos Advogados do Brasil, iniciaram essa mobilização pela Lei de Iniciativa Popular, nos moldes do que foi feito com a Lei do Ficha Limpa. Com uma grande manifestação popular, dificilmente nossos governantes e representantes do Poder Legislativo continuarão insensíveis a essa questão. Mas o caminho é longo, precisamos colher assinaturas de 1% do eleitorado brasileiro, ou seja, 1,3 milhão de assinaturas. E, assim, a participação de todos é fundamental. Temos que entrar no site da AMB, imprimir a lista e divulgá-la, em nossos consultórios, nos hospitais, em nossos eventos científicos, em encontros sociais. É uma questão de saúde pública e, mais uma vez, a sociedade pode romper a inércia dos nossos representantes em Brasília.

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Udo Kurt

Resgate

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Carlos José de Brito conta que entre 1964 e 1972 havia duas entidades voltadas aos médicos angiologistas, a SBACV e o Colégio Brasileiro de Angiologia

“Nossa SBACV passou incólume por todos os problemas e aponta um futuro comprometido com seus associados” Nesta edição, o Radar SBACV convidou o professor Dr. Carlos José de Brito, expresidente da SBACV, e um dos médicos mais ilustres da Sociedade e da especialidade no Brasil para nos contar em depoimento um pouco mais sobre a história da angiologia e da cirurgia vascular e seu trabalho no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro. Confira: 26 / Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2

m primeiro lugar é necessário dizer alguma coisa sobre o que antecedeu a fundação da própria Sociedade Brasileira de Angiologia (SBA). Até 1951 não havia sequer uma libertação da Cardiologia que, na época sendo uma especialidade já bem constituída, era o lado mais forte do binômio. As reuniões e congressos colocavam os angiologistas em conjunto com os cardiologistas. Com o tempo, particularmente no plano internacional, começaram a aparecer propostas para fundar Sociedades que especificamente congregassem os angiologistas. Apesar de não entusiasmar os cardiologistas, mais médicos foram aparecendo que se dedicavam às doenças vasculares, os angiologistas, e a pressão para Sociedades específicas começou a dar frutos por volta de 1951. No Brasil já havia muitos especialistas que tinham como objetivo caracterizar uma Sociedade como de Angiologia. Assim, em 1º de novembro de 1952, reunidos em São Paulo, um grupo de médicos com interesse na especialidade estabeleceu os Estatutos que instituíram a Sociedade Brasileira de Angiologia. O 1º Congresso autônomo de nossa Sociedade foi realizado em Belo Horizonte em 1961. Com o passar dos anos, a cirurgia foi cada vez mais se impondo como método terapêutico fundamental para as doenças vasculares. Assim sentiu-se a necessidade de mudar a razão social para Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Essa alteração foi aprovada em assembleia no dia 4 de outubro de 1985. A constituição da Sociedade como ela hoje é, sem dúvida, foi o fato mais importante em sua história. Em segundo lugar, como fato marcante no caminhar de nossa Sociedade foi a capacidade que ela teve de manter a sua unidade. Em 1964, foi fundada outra Sociedade, por profissionais altamente qualificados e certamente bem intencionados, o Colégio Brasileiro de Angiologia. Foram realizados dois congressos importantes em 1965 e 1966 e outros não mais existiram. Essa duplicidade de Sociedades, com os mesmos propósitos, certamente não era do interesse de qualquer uma delas. Essa duplicidade durou até 1972 quando a Sociedade Brasileira de Angiologia foi credenciada como Departamento da Associação Médica Brasileira (AMB). A partir de então, todos novamente se uniram em torno de uma só Sociedade.


Outro passo importante foi a abrangência da Sociedade em todo o território nacional, com o aparecimento das regionais, cuja primeira foi a de Minas Gerais, fundada em 22 de abril de 1953. Nesse mesmo ano, em 13 de maio foi fundada a regional do Distrito Federal, à época a cidade do Rio de Janeiro.

1ª prova de título: 1973 Ainda outro fato marcante foi a realização da 1ª prova para concessão de Diploma de Especialista. A primeira banca examinadora reuniu-se de 9 a 11 de setembro de 1973, na sala da Diretoria da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade Católica de Salvador. Tivemos a honra de participar dessa primeira banca. Então a Sociedade sedimentou-se, pois a ela cabia conceder o diploma validado pela AMB, para que os angiologistas e/ou cirurgiões vasculares tivessem reconhecida sua capacidade para exercer a especialidade. É claro que nos primeiros concursos houve muito de improvisação, mas com a colaboração de cada um dos membros da banca, os resultados foram muito positivos. Com os concursos sucessivos, no início de dois em dois anos, as provas foram sendo aperfeiçoadas cada vez mais, tornando-se uma atividade madura e de alta efetividade. Mais recentemente os concursos passaram a ser anuais. A bagagem profissional que cada um precisa portar para exercer a especialidade é baseada em livros de referência, nos quais a banca se fundamenta para retirar as perguntas ou dissertações. Esses quesitos da prova procuram abranger de maneira uniforme cada aspecto da especialidade para julgar do conhecimento do examinando sobre o conjunto de nossa atividade. Hoje as provas, que eram conjuntas, foram separadas: uma para angiologista e outra para o cirurgião vascular. Outro fato importante que nós destacaríamos seria a internacionalização da Sociedade, tornando-se uma das mais importantes entre suas congêneres de todos os países. Com o crescimento da Sociedade ela começou a atrair pessoas cada vez mais preparadas para cuidar de seus destinos. Não nos agradaria destacar qualquer Congresso ou Jornada, pois cada um deles, dentro dos recursos que dispunham, fez o melhor que pôde. A todos que o fizeram com grande sacrifício de suas vidas privadas, a Sociedade tem uma dívida de gratidão.

A primeira banca examinadora reuniu-se de 9 a 11 de setembro de 1973. (...) Tivemos a honra de participar dessa primeira banca. Então a Sociedade sedimentou-se, pois a ela cabia conceder o diploma validado pela AMB, para que os angiologistas e/ou cirurgiões vasculares tivessem reconhecida sua capacidade para exercer a especialidade O Hospital da Lagoa O início do serviço de cirurgia vascular do Hospital da Lagoa não diferiu em nada do que foi descrito no início dessas informações. Não foi nada fácil destacar um setor exclusivo de cirurgia vascular até então englobada com a cirurgia cardíaca e Torácica. Nessa ocasião, já se fazia clara a necessidade dessa individualização. Nada de novo acontece nesse mundo sem que haja resistência às mudanças, e assim foi. Com o tempo fomos atraindo colaboradores de grande valor e correção, sem os quais seria inviável sedimentar um Serviço, que já dura desde 1968 até os dias de hoje. A nós coube a enorme distinção de chefiar esse Serviço por 34 anos, quando caímos no limite do serviço público que considera os servidores com mais de 70 anos, incapazes de prosseguir em suas funções. O que mais nos envaidece não é a árvore que nós plantamos, mas os frutos que dela resultaram, nossos residentes e alunos de pós-graduação. Hoje vemos todos eles bem posicionados na profissão, na especialidade e na vida de uma forma geral. Sentimos uma relação verdadeiramente paternal com respeito a eles. O seu sucesso é o nosso. Entregando à comunidade médicos especialistas tão diferenciados, sentimos a sensação plena de um dever cumprido. Embora tenha sido indagado do Hospital da Lagoa, gostaríamos também de nos referir a todos aqueles congêneres em todos os cantos de nosso país, responsáveis pela extraordinária proliferação de especialistas de alta qualificação que, aderindo à nossa Sociedade, fizeram a sua grandeza. Nossa Sociedade passou incólume por todos os problemas que enfrentou e cada vez mais aponta para um futuro comprometido com seus associados e com o acompanhar de novas tecnologias que surgiram, surgem e surgirão. Nossos congressos, jornadas, reuniões científicas, cursos e publicações cada vez mais requintadas em seu planejamento e execução garantem um futuro pleno de sucesso e de repercussões nacionais e internacionais para nossa Sociedade.

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Curtas Osmar Bustos

Radar via Correios Para garantir que os associados recebam as edições do Radar, a SBACV mudou o sistema de entrega do informativo. A partir dessa edição, a publicação será enviada via Correios. Caso não tenha recebido a edição nº 1 (Jan-Mar 2012), entre em contato com a Secretaria da Sociedade: secretaria@sbacv.com.br.

Reajuste desproporcional

Médicos fecharam a Avenida Paulista no dia 25 de abril

Advertência aos planos A paralisação de um dia organizada pelas entidades médicas, como CFM e AMB, no dia 25 de abril, reuniu em São Paulo cerca de 500 médicos que fecharam uma das pistas da Avenida Paulista. A principal reivindicação dos médicos é garantir aumentos regulares nos honorários. Ao todo, 12 Estados suspenderam o atendimento aos planos de saúde.

Segundo levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em nove anos (de 2003 a 2011) os planos médico-hospitalares tiveram 197,8% de crescimento no faturamento em todo o país. A receita anual deste mercado passou de R$ 28 bilhões para R$ 83,4 bilhões no período. De acordo com dados fornecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o valor médio da consulta médica, no mesmo intervalo, subiu 64,7%. Em 2012, no entanto, as entidades médicas têm registros de planos que ainda pagam menos de R$ 30 a consulta.

SIMESP faz 83 anos

CNA mantido

Liga Paulista Acadêmica

Neste ano, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (SIMESP) comemora 83 anos. “Ele tem realizado excelentes trabalhos em defesa da classe médica, na consolidação de uma efetiva implantação da carreira de Estado para médicos, bem como de um plano de carreira”, conta o assessor de Políticas Institucionais da SBACV, Dr. Rubem Rino. A SBACV parabeniza a entidade e seu presidente Cid Célio Jayme Carvalhaes pela representatividade e história.

Em maio, o Conselho Federal de Medicina decidiu não mais revogar a Resolução CFM nº 1.772 que institui o Certificado de Atualização Profissional (CAP) para os portadores dos títulos de especialista e certificados de áreas de atuação e cria a Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Com o auxílio de todas as sociedades de especialidade filiadas, a AMB será agora a única responsável por administrar a pontuação dos eventos científicos necessários para que o Certificado de Atualização Profissional (CAP) seja emitido, garantindo assim que o médico especialista possui conhecimentos atuais sobre a prática médica.

No dia 17 de março tiveram início as atividades da Liga Paulista Acadêmica de Cirurgia Vascular. Realizada na sede da regional São Paulo, contou com a presença de seu presidente, Dr. Adnan Nesser, e de membros atuantes da Sociedade como os doutores Marcelo Calil Burihan, Henrique Jorge Guedes Neto, Arual Giusti, Rubem Rino, Antonio Carlos Netto da S. Branco, Sidnei J. Galego e Alexandre Campos Moraes Amato. Na ocasião, foram discutidos os objetivos da Liga, sua constituição, a necessidade de um estatuto, a interação entre as Faculdades de Medicina e também a participação das Residências Médicas. Participaram cerca de 20 acadêmicos e residentes.

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Defesa de Mestrado O cirurgião vascular de Curitiba Dr. Rodrigo de A. C. Macedo (quarto da esq. para dir.) teve sua tese de mestrado aprovada no Instituto de Pesquisas Médicas, da Faculdade Evangélica do Paraná. O tema estudado foi: “Avaliação da espessura do complexo médio intimal da artéria carótida como marcador de aterogênese acelerada secundária ao dano vascular na Esclerose Sistêmica”. Fizeram parte da banca (da esq. para dir. na foto): Dr. José Fernando Macedo, Dra. Thelma Larocca Skare, Dra.Carmem Marcondes Ribas , Dr. Rodrigo Macedo, Dr. Osvaldo Malafaia, Dr. Constantino Miguel Neto e Dr. Roberto Gomes de Carvalho.

Apareça no Radar Educação à distância Em abril, a SBACV colocou à disposição em seu portal na internet o primeiro fascículo do programa oficial de Educação Médica Continuada (EMC) da entidade. Os três primeiros temas são: “Insuficiência venosa crônica de membros inferiores”, com o professor Dr. Luís Henrique Gil França; “Varizes: mitos e verdades”, com o Dr. Marcelo Araújo, e “Perguntas e respostas sobre insuficiência venosa crônica e varizes de membros inferiores”, com a Dra. Raquel Teixeira Silva Celestino. Entre no site e assista!

Nova revista científica Veins and Lymphatics é um novo jornal internacional online de acesso aberto que publica artigos científicos sobre doenças linfáticas e venosas. Questões abertas e debates acerca da epidemiologia, anatomia, fisiopatologia, etiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção da veia e doenças linfáticas fazem parte do novo projeto. O editor chefe da revista é Stefano Ricci, da Itália. Conheça a publicação no link: www.pagepressjournals.org/index.php/vl

Entidades latino-americanas se reúnem em outubro Entre os dias 3 e 6 de outubro acontece em Santa Cruz, na Bolívia, o XXIX Congresso Latino-americano de Cirurgia Vascular (ALCVA), organizado pela Sociedade Boliviana de Cirurgia Cardíaca, Torácica e Vascular. No dia 3 de outubro, ocorre a primeira Cúpula das Sociedades de especialidade vasculares latino-americanas, do qual a SBACV participará. Saiba mais do evento em: alcva.org/eventos/congreso-latinoamericano/

Ganhou algum prêmio? Apresentou algum trabalho em um congresso ou evento? Defendeu tese de mestrado ou doutorado? Envie-nos as informações e foto para publicarmos nesta seção: radarsbacv@sbacv.com.br. O Radar quer prestigiar você!

Médico federal: salário reduzido a 50% As entidades médicas travam uma nova batalha agora contra o governo federal que publicou em 11 de maio a Medida Provisória 568/2012. A norma equipara os salários dos servidores federais, assim, o médico que tinha carga horária de 20h, passa a trabalhar 40h pelo mesmo valor. Para fazer a redução, sem ir de encontro à Constituição que não admite redução de salários ou vencimentos, a MP 568 institui a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que corresponde aos 50% restantes. Desta forma, quaisquer reajustes de tabelas salariais, aumentos por progressão funcional ou titulação a que o médico, na ativa ou aposentado, fizer jus serão descontados da VPNI, de modo que seu salário ficará congelado até que o valor corresponda a 50% da tabela original.

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Nos Estados Rio de Janeiro

Cerimônia de abertura do Encontro Carioca, da esq. para dir.: Arno Ristow, Sérgio Meireles, Márcia Rosa (presidente do CREMERJ), Calógero Presti, Carlos Eduardo Virgini, Antonio Medina, Adalberto Pereira de Araújo, Leonardo de Castro e Rossi Murilo

XXVI Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio

Cerca de 500 especialistas participaram do evento que lançou o Prêmio Rubens Carlos Mayall Entre os dias 22 e 24 de março, a SBACV-RJ recebeu Juan Carlos Parodi (Argentina), Joseph Coselli (EUA), Mark Farber (EUA), Christian Bianchi (EUA) e Lynne Farber (EUA) para o XXVI Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular. Sucesso de público, com mais de 500 pessoas e elogiado pelo alto nível da programa-

ção científica, o evento ainda contou com a homenagem a José Luís Camarinha do Nascimento e Silva e com o lançamento do Prêmio Rubens Carlos Mayall. O Prêmio incentiva a produção científica dos sócios fluminenses e faz uma justa homenagem a um dos fundadores da nossa Sociedade.

São Paulo

O melhor relato de caso apresentado em reunião científica mensal e publicado na Revista de Angiologia e Cirurgia Vascular da Regional Rio de Janeiro será agraciado com um pacote para o Veith Symposium, em Nova York, com inscrição, hospedagem e passagem aérea incluída. (Assessoria SBACV-RJ)

X Encontro São Paulo de Cirurgia Vascular e Endovascular Evento reuniu 903 especialistas em abril

Mais de 900 pessoas participaram de atualização na área

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A SBACV-SP realizou de 12 a 14 de abril, na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), o X Encontro São Paulo de Cirurgia Vascular e Endovascular. Inscreveram-se 903 especialistas. No primeiro dia aconteceu o Pré-Encontro Interativo São Paulo de Cirurgia Vascular e Endovascular, onde foram debatidos alguns casos, com a finalidade de gerar transferência de conhecimentos e aprofundamento de conceitos. Já nos dias 13 e 14 de abril, os temas abordados foram: Doenças Venosas, Doenças Arteriais Periféricas, Aneurisma de Aorta, Doença Carotídea e Tromboembolismo. O evento contou com a presença de especialistas internacionais, como Juan Fernando Gómez (Colômbia); Michel Perrin (França); Patrícia Thorpe (EUA); Francesca Faresin, Francesca Franz e Salvatore Ronsivalle (Itália); e Thomas Proebstle (Hungria). Trinta e cinco empresas apresentaram seus produtos e equipamentos ao público na Exposição Paralela. (Assessoria SBACV-SP)


Nos Estados MATO GROSSO DO SUL

SBACV-MS inicia programação científica de 2012

Reuniões querem fortalecer os laços entre os dois serviços do Estado que têm residência na área A SBACV-MS iniciou sua programação científica para o ano de 2012 com uma proposta do seu presidente atual, Dr. Marcos Rogério Covre, de integrar os especialistas da capital e do interior do Estado por meio de palestras com temas de interesse geral, definidos em reunião de planejamento da regional. Estas reuniões científicas têm também o objetivo de fortalecer os laços entre os dois serviços do Estado que contam com progra-

mas de residência médica em cirurgia vascular, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Universitário da UFMS, ambos em Campo Grande. Neste formato, os médicos residentes dos referidos serviços apresentam casos clínicos relacionados ao tema da palestra e depois abre-se para discussão com a plateia. O Dr. Marcos Rogério acredita que assim, “ampliam-se os horizontes do cirurgião vascular em forma-

Bahia

Cerca de 60 pessoas participaram da primeira reunião científica baiana

ção”, por meio do acesso às opiniões e experiências diversas dos profissionais nestas discussões. A primeira palestra ocorreu no dia 21 de março com o tema “Trombose Venosa Profunda – Atualidades” e apresentada pelo Dr. Mário Augusto Freitas, cirurgião vascular e professor da UFMS, além dos casos clínicos envolvendo “Implante de Filtro de Veia Cava inferior” (UFMS) e “Síndrome de May-Turner e TVP” (Santa Casa). (Diretoria)

Atualização científica e participação na Ação Global Regional baiana debate temas importantes na área e atende a população em ato social

A SBACV-BA tem mantido as reuniões científicas mensais com boa participação dos nossos associados (média de público de 60 pessoas). Iniciamos a grade deste ano, em março, com a palestra intitulada “Fleboestética”, com palestra do Dr. Eduardo Toledo. Em abril, o Dr. Adilson Paschôa palestrou sobre “Controvérsias em doenças venosas”. Em 8 de maio, contamos com um público de 73 participantes na reunião conjunta com a Sociedade de Neurologia da Bahia. Palestraram o Dr. Jamary Oliveira sobre “Tratamento clinico da doença vascular extracraniana”; o Dr. Alexandre Drayton sobre “Tratamento das doenças vasculares intracranianas” e o Dr. Marcelo Liberato sobre “Indicações atuais para o Tratamento cirúrgico ou endovascular da estenose carotídea extracraniana”. Ainda em maio aconteceu a sessão científica “Trombose Venosa em Ginecologia”, com a participação de membros da Sociedade de Ginecologia da Bahia. Com o intuito de dar um mínimo de atenção à população carente de Salvador, a SBACV-BA se fez presente, mais uma vez, na Ação Global de 2012, em maio. Os médicos Dr. Aldo Brasileiro, Dr. Ítalo Andrade, Dr. Fabio Bahia (residente do HSR), Dr. Ronald Fidélis e Dr. Gilberto Abreu realizaram 55 atendimentos e deram orientações sobre doenças venosas. Aproveitamos para parabenizar o Dr. Maurício de Amorim Aquino pela aprovação em sua defesa de tese de mestrado pela Universidade do Rio Grande do Sul e, pelo 2º lugar no prêmio Edward B. Diethrich, durante o CICE 2012, ambas com o tema “Gradiente de pressão após implante de stent tripla camada no tratamento endovascular do aneurisma de aorta: modelo em suínos”. (Diretoria)

Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2 /

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Minas Gerais

Regional faz palestras e participa de Ação Global

No fim de junho acontece XII Encontro Mineiro de Angiologia e Cirurgia Vascular

Bruno Naves, Antônio Carlos Silva, Leonardo Bez e Rodrigo Moreialvar na Ação Global em abril

Brasília

Médicos no encontro de abril que debateu o colesterol

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A SBACV-MG promove reuniões científicas mensais na Associação Médica de Minas para que seus sócios estejam sempre atualizados frente a crescente produção científica e as necessidades sociais do setor. Desde o início do ano, foram realizadas quatro reuniões científicas com os seguintes temas: “Aneurismas da aorta abdominal”, “Trombose e anticoagulação”, “Tratamento endovascular da doença arterial periférica” e “Apresentação de casos clínicos” dos serviços de residência médica em angiologia e cirurgia vascular, em hospitais de Belo Horizonte. Como grande realização do primeiro semestre, teremos o XII Encontro Mineiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, nos dias 22 e 23 de junho. A regional também esteve presente em eventos direcionados à população, como a Ação Global e o Saúde na Praça, onde foram realizadas ações educativas e de esclarecimento sobre as Doenças Vasculares. (Diretoria)

Reuniões mensais em Brasília

Regional reúne associados para debater assuntos científicos seguido de jantar de confraternização A SBACV-DF tem realizado reuniões mensais para debater assuntos da regional, temas científicos e de interesse geral. Em março, o tema “Tratamento de varizes com técnicas endovasculares - uma realidade sem volta” foi abordado juntamente com tratamentos como radiofrequência e outras técnicas. Também foi apresentada a programação científica anual e os projetos da regional. Em abril, os médicos discutiram casos clínicos; a atualização do site da regional; e assistiram à palestra “Como combater o vilão chamado colesterol?”. Em maio, o assunto em debate foi “Novas perspectivas no tratamento do tromboembolismo venoso”, além de apresentação de caso clínico. Todos os encontros foram seguidos de jantar. (Diretoria)


Lazer Radar SBACV - Qual seria uma dica simples na escolha de um vinho para combinar com um jantar em que vai ser servido tanto carne vermelha, ave e frutos do mar? Deise Novakoski – Se forem os três, o ideal é servir de entrada um espumante rosé brut e com os pratos principais um tinto de uvas pinot noir. Refeições do tipo buffet, ou quando se tem uma grande variedade de pratos, devem ser acompanhadas por vinhos adstringentes e secos que limpem e zerem, na medida do possível, a boca – como é o caso dos espumantes em geral. Sendo que os rosés têm um pouco mais de estrutura e podem continuar sendo servidos durante o jantar para aqueles que preferem beber vinhos mais leves. Já o tinto preferencialmente deve ser elaborado com uvas pinot noir que por carregarem menor quantidade de taninos em sua estrutura, geralmente, são mais flexíveis e se adéquam a maioria dos pratos.

“Apesar da crença de que queijos e vinhos são parceiros sinergéticos, a verdade é: queijos são simpáticos aos vinhos brancos e antipáticos com a maioria dos tintos”, afirma a sommelière

A arte de harmonizar vinho e comida A sommelière Deise Novakoski explica que a regra carne vermelha, vinho tinto, carne branca, vinho branco é apenas cromática e não deve ser levada à risca Por Aline Thomaz

V

ocê convida amigos para jantar na sua casa. Para agradar a todos, resolve servir uma carne vermelha e outra branca. Já no supermercado decide comprar um vinho. E agora? Levar um tinto ou branco? Na dúvida, acaba levando os dois e torce para que nenhum de seus amigos seja conhecedor da harmonização entre vinhos e pratos. Para esclarecer esta e outras dúvidas sobre o casamento ideal entre a bebida e o que será servido, o Radar SBACV conversou com a sommelière, coordenadora conteúdo da pós-graduação “Vinho e Cultura” da Universidade Candido Mendes e apresentadora do programa “Menu Confiança”, do canal GNT, Deise Novakoski. De acordo com ela, na situação relatada, a opção correta seria um espumante rosé brut de entrada e um tinto de uvas pinot noir para acompanhar a refeição. Confira a entrevista:

34 / Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2

Radar SBACV - Há uma regra de harmonização específica para cada tipo de carne? DN – É preciso analisar caso a caso. Depende do tempero que será usado, se a carne será assada, em bife ou com molho. Tudo isso vai influenciar na escolha do vinho. Por exemplo, um linguado que é um peixe sem gordura, sem aroma e leve vai combinar com um vinho branco mais delicado com aroma de frutas. Não se deve servir um vinho forte, pois se não ele vai atropelar o sabor do peixe. Harmonizar é fazer perceber os dois, tanto o prato quanto o vinho. É preciso praticar, testar. E essa é a parte mais prazerosa do vinho, testar sua combinação com os alimentos. O médico tem facilidade de entender sobre vinhos, pois no seu dia a dia ele estuda caso a caso. E isso é fundamental na hora da escolha do vinho para um determinado tipo de alimento. Radar SBACV – Há um tipo de vinho mais apropriado para acompanhar aperitivos? DN – Sim, os vinhos com maior acidez e mais adstringentes também – características normalmente encontradas nos vinhos brancos. No começo das refeições


– quando normalmente são servidos os aperitivos – o Ph da saliva está alto então, temos mais prazer e percepção a vinhos com estas características. Radar SBACV – O vinho do porto pode acompanhar comidas ou é apenas digestivo? DN – Depende do que está se chamando de comidas. Castanhas, em geral, e principalmente avelãs ficam divinas quando servidas com uma taça de vinho do Porto Tawny, sobremesas à base de chocolate também são grandes parceiras deste estilo de vinho. E o que dizer então dos queijos? Especialmente os do tipo Serra da Estrela. Ficam uma delícia! Há ainda as entradas à base de frutos do mar e as sopas do tipo Boston e Leão Veloso que ficam luxuosas quando servidas com uma taça de vinho do Porto branco seco. O fato é que o vinho do Porto tem muitos estilos e pode assumir vários momentos à mesa, porém, os tintos tornam-se mais complicados quando se trata de harmonizar com pratos à base de carnes sejam elas vermelhas, brancas ou de caça. Tudo porque carnes, em geral, pedem por dois elementos em um vinho: tanino e álcool. E os vinhos do Porto tinto apresentam três: tanino, álcool e docilidade. Então, não vou dizer que não se harmonizam, mas que ainda não encontrei uma preparação com estas carnes que se adequasse a eles. Radar SBACV – Quem vai reunir amigos para um queijos e vinhos em casa pode optar por qual tipo de vinho para agradar a todos os convidados? DN – Apesar da crença de que queijos e vinhos são parceiros sinergéticos, a verdade é: queijos são simpáticos aos vinhos brancos e antipáticos com a maioria dos tintos. E quando se diz “Queijos e vinhos” invariavelmente há um sujeito oculto neste tipo de recepção: os frios. Então, o ideal é usar o conceito da primeira pergunta em que falamos dos buffets. Vinhos rosés, mesmo não sendo espumantes, também se adéquam bem a este tipo de situação, digamos assim, indefinida. Pois eles têm a leveza dos vinhos brancos (ideais para queijos de massa mole) e pouco tanino como é o

Harmonizar é fazer perceber os dois, tanto o prato quanto o vinho. É preciso praticar, testar. E essa é a parte mais prazerosa do vinho, testar sua combinação com os alimentos

caso dos tintos leves (ideias para queijos de meia cura), já os tintos encorpados ficam melhores com os queijos curados. Radar SBACV – Que uva caracteriza um vinho leve e um vinho pesado? DN – Uma mesma espécie de uva poderá gerar vinhos leves, de médio corpo e até encorpados. Como é o caso da malbec na Argentina. Aí é que está a grandeza e adaptabilidade da espécie em determinada região e neste caso me refiro à Argentina. No entanto, podemos entender que uma uva alvarinho plantada na região do vinho verde no Minho, em Portugal, dificilmente terá a mesma estrutura que a mesma espécie plantada na Espanha. E, assim, comparando os dois brancos, podemos dizer que o primeiro sempre será mais leve do que o segundo. São essas variações que poderão nos trazer surpresas e que nos obrigam a estudar caso a caso. Radar SBACV – O que é preciso evitar na hora da escolha do vinho em relação a um prato? DN – O “achismo”! Por exemplo, achar que se o prato é caro merece um vinho igualmente caro, ou, achar que carne branca só deve ser harmonizada com vinho branco e as carnes vermelhas só harmonizam com vinhos tintos, isso é harmonização/combinação cromática. É preciso saber, antes de mais nada, quais são as características predominantes do prato e do vinho para então tentar ecoá-las ou aproximá-las. Radar SBACV – O vinho rosé é mais indicado para que tipo de prato? DN – Para as aves, em geral, peixes não untuosos, como linguado, e pratos vegetarianos.

Radar SBACV – Como saber, olhando o rótulo, se o vinho é frutado, tânico ou madeirizado? DN – O dia que souberem isso não terei mais emprego! Mas, geralmente, algumas informações sobre o vinho estão no contra rótulo. E, na maioria das vezes, as embalagens também passam alguns “recadinhos” para o consumidor. Por exemplo: brancos quando estão em garrafas gordinhas do tipo Borgonha, há grande chance desses vinhos terem estagiado em madeira. Já os tintos quando estão em garrafas esguias, do tipo Bordeaux, podemos esperar por algum tanino. Mas isso, é claro, não é uma regra. Radar SBACV – O que acontece quando não há esse cuidado na harmonização na hora da escolha do vinho? DN – Levando-se em consideração que o objetivo da harmonização é aumentar o prazer à mesa e que isso é possível quando se extrai ao máximo a potência gustativa de um vinho e de um prato. O que acontece quando a escolha é descuidada é uma diminuição desse prazer, mas como medir isso? Como se pode perder algo que não se conhece? É como dizer a alguém que jamais esteve em Lexiago, na China, que ele perdeu o amanhecer daquele lugar. Radar SBACV – Indica algum livro para leigos no assunto? DN – O Guia “Vinhos do mundo todo”, da editora Jorge Zahar, tem um ótimo tamanho, é fácil de consultar, as informações são precisas e curtas e há ótimas dicas não somente de vinhos, mas também de harmonizações regionais e roteiros gastronômicos. Vale cada centavo do investimento.

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Visão

Entidades vão aos planos cobrar valores justos Bete Faria Nicastro

A Dr. Rubem Rino Assessor político da SBACV nacional, membro do Conselho Fiscal da SBACV-SP e delegado da APM por São Paulo

luta pela defesa da classe médica, de longa data, parece não ter fim. A semelhança dos mendigos pedindo esmola porque o Estado, a Justiça, a Sociedade lhes negaram atenção, oportunidade, trabalho, saúde, também os incansáveis representantes da classe médica imploram aos poderosos tudo o que é de direito aos médicos, conseguindo convencê-los parcialmente. No dia 8 de maio, Marum David Cruz, diretor de Defesa Profissional da APM, João Ladislau Rosa, do CREMESP, e Aizenaque, do SIMESP, se reuniram com Alexandre Zornig, diretor executivo da Allianz, e Myrna Monteiro, superintendente de gestão médica da Golden Cross. Esses colegas defenderam o valor de R$ 80 pela consulta médica, tendo reajuste anual com critérios estabelecidos. Não deixaram de exigir a implantação da CBHPM, suspensão da interferência na conduta médica e nas restrições a exames e cirurgias. A classe médica acumulou grande perda de seu poder aquisitivo. Desde 1994 o médico chegou a sofrer redução de seus valores nominais e os planos de saúde reajustaram o valor das mensalidades acima da inflação, chegando atingir 135% em 10 anos, enquanto o reajuste dos honorários médicos não ultrapassou 60%. As entidades médicas solicitam divulgação e apoio da classe médica em torno de uma bandeira: 1. Carreira de Estado 2. Denúncia de contratos 3. Plano de carreira e cargos 4. Educação médica 5. Formalização de contratos com planos 6. Regulamentação da medicina 7. Financiamento da saúde 8. Calcular o valor real da consulta médicas 9. CBHPM 10. Salário mínimo profissional

Por ora, isto é um sonho, talvez realizável no momento que o brasileiro se convencer de agir coletivamente, superando o individualismo abominável 36 / Radar SBACV - Abril/Junho 2012 - Ano 1 - Número 2

Médicos lançaram um projeto de lei no Congresso brasileiro que pretende levantar 1.500.000 assinaturas em defesa de verba para garantir um atendimento digno à população

Os cirurgiões dentistas estão determinados em continuar participando ao lado dos líderes da classe médica, lutando pelo óbvio, que parece quase inatingível, porque apenas 0,3 a 0,5% dos médicos se dignam apoiar seus líderes. A ANS fará pesquisa de satisfação dos usuários. Médicos lançaram um projeto de lei no Congresso brasileiro que pretende levantar 1.500.000 assinaturas em defesa de verba para garantir um atendimento digno à população e salários justos aos médicos e a todos os demais funcionários públicos e do SUS. Se, pelo menos, 50% da classe médica e profissões afins de todo o Brasil apoiasse diretamente, todos esses trabalhos das entidades máximas, com certeza, conquistar-se-ia a vitória dessa luta traumática, num curto espaço de tempo; e aí sim, poderíamos dizer e gritar, em alto e bom som: não à mordaça! Recuperando o verdadeiro “lugar ao sol” do médico, do paciente, do cirurgião dentista, do enfermeiro, do auxiliar de enfermagem, do fisioterapeuta, do farmacêutico, e outra tantas profissões, da área da saúde, que têm um baixo salário, e são em número 50 vezes menor do que o necessário. Por ora, isto é um sonho, talvez realizável no momento que o brasileiro se convencer de agir coletivamente, superando o individualismo abominável. “A mais fiel de todas as companheiras da alma é a Esperança” - Pe. Antônio Vieira. “A Esperança é a grande virtude... Mas, quem espera de braços cruzados, Morre de fome e de tédio”- Cleóbulo


A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular leva para todo o Brasil

Simpósios de Flebologia Estética SBACV - Séries 2012-2013

10 Regionais em todas as regiões do país 1. Endolaser - bases teóricas - técnica de execução - trabalhos comparativos

11.08.2012 - Curitiba-PR 29.09.2012 - Rio de Janeiro-RJ 24.11.2012 - Belém-PA 16.03.2013 - Porto Alegre-RS

2. Laser transdérmico - interação laser-tecido - ajustes básicos do aparelho - indicação de uso

20.04.2013 - Cuiabá-MT 18.05.2013 - Brasília-DF 08.06.2013 - Aracaju-SE

3. Escleroterapia líquida e com espuma - uso do resfriador com ar de passagem - esclerosantes, gases 4. Compressão elástica e medicamentos pós cirurgia e escleroterapia - indicações e benefícios reais

20.07.2013 - São Paulo-SP 17.08.2013 - Fortaleza-CE 14.09.2013 - Belo Horizonte-MG

5. Documentação médica - métodos de documentar, comparar e arquivar tratamentos estéticos

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(1) - Andrade,Thiago Antônio Moretti. Modificações teciduais e mecanismos de ação da fração F1 do látex da seringueira Hevea brasiliensis na cicatrização de úlceras cutâneas em ratos diabéticos. Ribeirão Preto,2012. (2) - Frade, M. A.; Cursi, I. B.; Andrade, F. F; Coutinho-Netto, J.; Barbetta, F. M.; Foss, N.T . Management of diabetic skin wounds with a natural latex biomembrane. Med Cutan Iber Am, v. 32, n. 4, p. 157-162, 2004.

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