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Na medida em que o Renascimento resgata a cultura clássica, greco-romana, as construções foram influenciadas por características antigas, adaptadas à nova realidade moderna, ou seja, a construção de igrejas cristãs adotando-se os padrões clássicos e a construção de palácios e mosteiros seguindo as mesmas bases. A arte no renascimento procura imitar os modelos clássicos e isso vê-se presente na arquitetura, escultura e pintura.


A arquitetura apresenta várias características de inspiração clássica tais como: as cúpulas, abóbodas de berço, colunas, pilastras, frisos e arcos de volta perfeita. Como elementos originais, temos as cornijas, por exemplo, bem como a horizontalidade, monumentalidade e racionalidade dos edifícios. Como exemplos temos: Capela dos Pazzi e a Capela de Santa Maria Delfiore. Em Portugal destaca-se o estilo Manuelino aplicado ao gótico. Este estilo tem influências marítimas e religiosas.


Os arquitetos renascentistas perceberam que a origem de construção clássica estava na geometria euclidiana, que usava como base de suas obras o quadrado, aplicando-se a perspectiva, com o intuito de se obter uma construção harmónica. Apesar de racional e antropocêntrica, a arte renascentista continuou cristã, porém as novas igrejas adotaram um novo estilo, caracterizado pela funcionalidade e portanto pela racionalidade, representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega. Os palácios também foram construídos de forma plana tendo como base o quadrado, um corpo sólido e normalmente com um pátio central, quadrangular, que tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas.


Pode dizer-se que a escultura é a forma de expressão artística que melhor representa o renascimento, no sentido humanista. Utilizando-se da perspectiva e da proporção geométrica, destacam-se as figuras humanas, que até então estavam relegadas a segundo plano, acopladas às paredes ou capitéis. No renascimento a escultura ganha independência e a obra, colocada acima de uma base, pode ser apreciada de todos os ângulos. Dois elementos se destacam: a expressão corporal que garante o equilíbrio, revelando uma figura humana de músculos levemente torneados e de proporções perfeitas; e as expressões das figuras, refletindo seus sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo. Encontramos várias obras retratando elementos mitológicos, como o Baco, de Michelangelo, assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e papas.


Pode dizer-se que a escultura é a forma de expressão artística que melhor representa o renascimento, no sentido humanista. Utilizando-se da perspectiva e da proporção geométrica, destacam-se as figuras humanas, que até então estavam relegadas a segundo plano, acopladas às paredes ou capitéis. No renascimento a escultura ganha independência e a obra, colocada acima de uma base, pode ser apreciada de todos os ângulos.


Dois elementos se destacam: a expressão corporal que garante o equilíbrio, revelando uma figura humana de músculos levemente torneados e de proporções perfeitas; e as expressões das figuras, refletindo seus sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo. Encontramos várias obras retratando elementos mitológicos, como o Baco, de Michelangelo, assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e papas.


Duas grandes novidades marcam a pintura renascentista: a utilização da perspectiva, através da qual os artistas conseguem reproduzir em suas obras, espaços reais sobre uma superfície plana, dando a noção de profundidade e de volume, ajudados pelo jogo de cores que permitem destacar na obra os elementos mais importantes e obscurecer os elementos secundários, a variação de cores frias e quentes e o manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade; e a utilização da tinta à óleo, que possibilitará a pintura sobre tela com uma qualidade maior, dando maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras.


Num período de ascensão da burguesia e de valorização do homem no sentido individualista, surgem os retratos ou mesmo cenas de família, fato que não elimina a produção de caráter religioso, particularmente na Itália.


A Basílica de São Pedro, é uma basílica no Estado do Vaticano, tratando-se da maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados. É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, sendo adornada com 340 estátuas de santos, mártires e anjos. Situada na Praça de São Pedro, sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Miguel Ângelo, Rafael e Bernini. A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma.


Michelangelo neste trabalho usou o realismo do corpo nu e o predomínio das linhas curvas. Esta estatua traduz que o “modelo” David está apenas a prepararse para enfrentar uma força que todos julgavam ser impossível de derrotar. Michelangelo é considerado nesta obra uma espécie de inovador, pois retrata a personagem não após a batalha contra Golias mas no momento imediatamente anterior a ela.


Um dos últimos quadros que o jovem Rafael pinta em Florença antes de ser convocado pelo papa para ir à Roma é “O Casamento da Virgem” de 1504. Nele Rafael representa o casamento da Virgem Maria com São José. O cenário é uma estrutura fixa montada para uma real “exibição” dos personagens, é possível imaginar o cenário sem os personagens, o que demonstra que o local pode ser considerado um verdadeiro palco de teatro. É importante ressaltar que a Rafael remete a uma verdadeira representação teatral. A escadaria e a proporção do espaço físico em relação às pessoas retratadas demonstram essa ideia de profundidade, neste sentido a ideia de perspectiva em Rafael está consolidada.

Arte Renascentista  

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