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MÍSSIL o seu primeiro microjornal

Notícias ...e que tudo o + se exploda!

Semana: 26/09 a 02/10 Ed. 1 - Ano I - 2009 distribuição gratuita

LULA CONSEGUE CAPITALIZAR EVENTO SOBRE OLIMPÍADAS Quem se meter e desvendar os mistérios da popularidade do Luiz Inácio vai acabar maluco. O cara consegue capitalizar até festa de condomínio e faz virar pontos a seu favor. Foi assim com o caso das olimpíadas no Rio de Janeiro, onde Obama e representantes de outros países importantes disputavam com o Brasil do presidente "peão" e sem dedo, nascido no agreste pernambucano, acom-

PT reivindica o feito Não é questão de ser PT ou não ser PT, mas a questão é ser brasileiro e enxergar que o Brasil nas mãos de um trabalhador de origem da industria, conseguiu encontrar um rumo que o torna um dos países mais respeitados no mundo. Vocês se lembram que há alguns anos atrás o presidente do Brasil nem era recebido pelos presidentes americanos ? Tinha que se limitar a falar com assessores. Pois é, esse tempo passou e nós estamos orgulhosos de sermos brasileiros. Para desgosto nosso a folha de São Paulo traz neste domingo uma pesquisa que diz que 17 milhões de brasileiros deZé Pimenta anda mais pê da vida que o Saraiva da TV. Nesta edição inaugural ele está impossível e reclama de tudo. Desde a terceirização que acontece câmara de vereadores, passando por arborização de vias públicas e até do marzão, que, segundo ele, sumiu da avenida da praia. É possível o mar sumir? Ele também pergunta se existe “meia luminária”. Confira na pág. 03

panhado do Pelé de origem semelhante, e mais alguns tupiniquins, defendendo a América do sul. Foi una luta difícil e as notícias dizem que Lula pedia voto a voto numa campanha modesta como se fosse de um candidato a vereador de Caraguá, pedindo votos um por um. Os próprios participantes do evento creditaram ao Lula a maior

parte dos créditos conseguidos a favor do Brasil. Há quem não goste do Lula, há os que acham que ele só se deu bem porque o FHC deixou a cama pronta, há os diziam, mas não dizem mais, que o Brasil só ia bem porque o mundo ia bem. Agora que o mundo vai mal e o Brasil vai bem, tiveram que engolir a língua.

claram já ter vendido o voto algum dia, ou mesmo trocado por favores. O Brasil está indo em frente, apesar da corrupção deslavada que impera no Senado, vide Sarney, na Câmara dos Deputados, vide o tal

do Castelo, nas câmaras de vereadores onde milhões são gastos para resultados negativos, prefeituras, com superfaturamentos, e enfim uma nódoa que nos envergonha por todos os lados.

A maldição da cesta básica No dia em os 17 milhões de brasileiro não venderem seus votos e elegerem políticos de caráter o Brasil vai andar bem mais depressa. Não se defende o presidente e seu partido porque não existem elementos para tal, mas sabe-se que o Brasil tem jeito e o Lula, com todos os seus defeitos e os defeitos do PT, PMDB e partidos de sua base de apoio, estão mosA natureza e a sua força mostra o esforço do rio que corre ao lado do mercado de peixes para retomar o seu leito antigo e reconstituir a sua flora e fauna. O jogo do faz-de-conta revela a estratégia de alguns políticos para assumir a paternidade de obras que não são suas e que nem serão feitas. Ambos: pág. 02 Texto da 1a. página extraído do blog www.blogdojoaolucio.blogspot.com

trando que nós podemos ser muito melhores em muitas outras coisas.

Expediente: O Míssil é jornal-laboratório criado pelos alunos de jornalismo do Unimódulo. Sem visar a lucro e sem periodicidade definida, circula com 2 mil exemplares na cidade de Caraguatatuba, SP, Brasil. Contato: José Francisco Fone: (12) 8119-9090 E-mail: sjpetrika@gmail.com


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A natureza e a sua força

Editorial Caraguatatuba acaba de ganhar um novo veículo de comunicação impressa: o microjornal Míssil. Uma alternativa de comunicação em tempos de internet, em que não há espaços para notícias compridas e que apenas cansam o leitor. A proposta é levar o essencial para a compreensão do tema, sem “enchimento de lingüiça”, proporcionando leitura rápida, direta e clara. Foi sentida também a necessidade de contar com um blog, que o leitor poderá acessar quando tiver interesse de acompanhar qualquer notícia apresentada no jornal. O blog já existe (www.missil.blogspot. com) e nele, além da continuidade do texto, o leitor encontrará fotos, links e informações outras de interesse geral. Esta ação pretende preencher o vazio até então sentido em termos de comunicação impressa na cidade. O

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Míssil não está atrelado a qualquer partido, movimento político ou a detentores de poder. Sua intenção é mostrar o fato como ele é, sem a preocupação agradar a este ou àquele e sem temer expor as verdades muitas vezes omitidas do público por medo, negligência, conveniência e até comparsaria. Mais que mostrar a realidade, a intenção é chamar todos ao debate dos assuntos que digam respeito aos interesses da coletividade caraguatatubense e proporcionar o pleno exercício da cidadania. Estamos começando pequeno. Mas temos certeza de que, com a colaboração de nossos leitores e anunciantes, galgaremos espaços maiores e por fim marcaremos de forma definitiva a nossa presença nesta cidade como órgão formador de opinião realmente sério e voltado aos interesses públicos. Este, o compromisso.

Em meados da década de 80, a pretexto de retificar o riozinho que corre no Ipiranga, ao lado do mercado de peixes, a prefeitura de Caraguá sacrificou a área de mangue lateral, onde viviam milhares (ou milhões, bilhões?) de pequenos crustáceos e outros organismos. Não se levou em conta que o local era um repositório de diversas espécies, dentre elas a tainha, e os pequenos caranguejos de braços enormes, que ali viviam, designados “chama-maré”, quase foram à extinção. Hoje, décadas depois, o

rio retomou o seu antigo curso, encurvando e fazendo renascerem os locais com características de manguezal. Os chama-marés agradecem e se multiplicam, até que nova ação tresloucada lhes ponha novamente um fim. O homem, depois, reclama que o planeta está se aquecendo. Seria pra menos?

"trabalharam errado". Numa análise rápida, a conclusão a que se chega só pode ser uma. Os vereadores aproveitaram a lei de diretrizes para fazer média com a população, assumindo a "paternidade" de obras que necessariamente seriam feitas pela prefeitura. Assim, com as emendas nas mãos, correm a exibi-las ao seus eleitores, esperando rece-

ber votos em troca. Trata-se de vício político de todo reprovável. Ou simplesmente de "politicagem" no pior sentido da palavra: tornam-se "pais" de obras que nunca foram suas. Ou seja, têm orgasmo com o pênis alheio. Aconteceu assim no Orçamento para 2010, no Orçamento de 2009, no Orçamento de 2008, no Orçamento de 2007, no...

O jogo do faz-de-conta A lei que disciplina a elaboração do Orçamento do município para 2010 foi aprovada pelos vereadores. Até aí nenhuma novidade, pois eles nunca rejeitaram mesmo uma proposta dessas nos últimos trinta anos, pelo menos. A novidade é que fizeram incluir nada menos que 36 emendas na proposta original, "permitindo" ao prefeito realizar as mais descabidas obras, como se o prefeito da cidade já não tivesse autorização legal para admi-

nistrar e executar as obras úteis do município. O prefeito, por óbvio, negou validade a essas emendas -- isto é, vetou -e as devolveu à Câmara. Reunidos, os vereadores aprovaram o veto por unanimidade. Concordaram com o argumento de que


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A bronca do Zé Pimenta Meia lâmpada Em indicação ao prefeito, o vereador Kazon sugere a colocação de uma luminária completa na rua Miguel da Costa, no Rio do Ouro. Zé Pimenta, aqui da redação, não entendeu e perguntou: toda luminária já não é completa? Acaso existe “meia lâmpada” ou “meia iluminação”? Cada uma...

da sessão. Flexibilizaram até a ordem do dia? disse ele, estarrecido. Zé Pimenta arrematou: quando meu tio-avô era vereador, lá pelos idos de 50-60, havia um regimento interno na câmara. Quê dê ele?, perguntou. Faz de conta Zé Pimenta disse também que andando pelos arrebaldes do palácio municipal não entendeu por que fizeram tantos buracos para plantar mudas no projeto “minha árvore” e depois tamparam todos eles com cimento, coisa horrorosa, sem estética, esculhambando o passeio público. Será que alguma ôtoridade é contra o plantio de árvores ali?

Rendido João Lúcio, em sinais de fadiga, anuncia o fim ao blog que leva o seu nome, assim como fez com a página e blog da Olho Vivo. Zé Pimenta logo concluiu que o já não tão ácido e nem tão critico advogado viu que de nada adianta malhar em ferro frio nesta terra tupinambá. Depor armas é mais que solução, Maníacos da motosserra ao menos parece. Tanto reclamaram pro Zé Pimenta da poda que fizeram na rua Amazonas que Terceirização Os vereadores agora estão ele foi pessoalmente ver o “autorizando” populares a tal serviço. Cortaram a fazerem as suas vezes na copada de todas as árvores tribuna da câmara, até en- da rua e só deixaram o tão de exclusivo uso parla- toco!, exclamou o Zé, que mentar. Zé Pimenta acha ainda disse que rua ficou que depois de terceirizar tétrica, com cara de filme tudo que era possível, ago- de Zé-do-Caixão. Zé Pira estão terceirizando tam- menta disse que isso só bém o que é impossível, até pode ser poda à moda antia nobre e distinta função de ga, com “ph”. Phodaram as vereador, numa espécie de pobres árvores, vítimas de suicídio político. um serial killer do mundo vegetal. É phoda!, exclaFingimento Interno mou o Zé, olhos marejados. Zé Pimenta também ficou pê da vida quando soube Comunidade itinerante que estão votando proje- Pobre Zé Pimenta. Ficou tos durante o expediente pra lá de irritado quando

soube que uma “rádia” comunitária da cidade mudou de endereço, isso depois de apresentar anúncios como uma rádio comercial qualquer. É como se fosse possível o Porto Novo mudar-se para o Massaguaçu e vice-versa. Comunidades migram de lugar? Perguntou o Zé, bufando de raiva. Dentel de coelho Zé Pimenta explicou. As rádios comunitárias estão vinculadas a uma associação, geralmente de moradores, e ela pertence a essa mesma associação; portanto, não tem dono específico. É propriedade da comunidade, que é fixa, autorizada legalmente a explorar a radiodifusão, num raio de até um quilômetro. Mas a “tarzinha” daqui pega até nos “cularinhos do judas”. Zé Pimenta disse que antes havia o Dentel para fiscalizar, e agora?

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tapumes; gente usando a praia para alugar carrinhos, bicicletas; barracas de todo tipo de produto. E a vista para o marzão da avenida da praia? Blaublau. Já era! República de amigos Zé Pimenta acha que tudo isso aconteceu por culpa de políticos da cidade, que em vez de pensar grande, preferem premiar amigos e correligionários com autorizações para todo tipo de comércio. Zé Pimenta ainda comentou: será que “ainda” temos uma secretaria de Turismo? Ela não vê isso? Ora, bolas!

Masmorra Nessa de caminhar para melhorar a saúde, Zé Pimenta acabou chegando no Camaroeiro e decidiu ter uma conversa com a Freira da tal Pedra. Para sua surpresa, ele encontrou uma espécie de masmorra no alto do morro, onde, ao que tudo indica, Sumiu o mar! iria funcionar um quiosO Zé Pimenta outro dia que. Políticos! De novo! estava fulo. Aliás, fulíssimo da vida. Ele dis- Casa das merdas se que comprou um tênis Tudo abandonado, ruindo, caríssimo para andar na cheio de merda e camisiavenida da praia -- ordem nha pra tudo que é lado, médica, como sempre -- e, além de agulhas que os ao passar pela tal badala- viciados usam e jogam da avenida na região do fora. Uma coisa horrorocentro, não viu mais o sa, de espantar turista. De mar. Estava tudo tomado novo, o Zé, vermelho de de construção na praia, es- raiva, da cor do fruto que condendo o nosso marzão. lhe empresta o nome, perTinha de tudo: parque de guntou: quê dê a secretadiversão, quiosques tipo ria de Turismo que não vê pousada, praça de shows essa porcaria lá? E a saúfechada ao público com de do Zé piorou, isto sim.


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Projeto Minha Árvore inicia com restrição Ao que tudo indica, a prefeitura não possui estrutura para cuidar da arborização pública. A placa mostrada na foto foi pregada com enormes pregos numa Palmeira Imperial, que morreu tempos depois pelos maus tratos recebidos. Defronte da prefeitura, massa de cimento foi usada para tapar os locais onde seriam plantadas as mudas do projeto

A prefeitura de Caraguatatuba iniciou um ambicioso projeto de plantio de árvores em suas vias públicas. A meta é arborizar pelo menos 30% das ruas e avenidas da cidade. O projeto “Minha Árvore” começou pela avenida Anchieta, no centro, e promete se estender pelos bairros. A idéia é melhorar a estética da cidade, atualmente muito árida segundo o próprio diretor de Urbanismo César Abboud; oferecer sombra e frutos para os moradores e turistas, e para os pássaros silvestres. Serão plantados exemplares como Pata-deVaca, que oferece grande área de sombra e sem o risco de quebrar calçadas. Também serão planta-

das árvores nativas como a Quaresmeira e árvores ornamentais como o IpêAmarelo e o Ipê-Roxo. Dentre as frutíferas, planeja-se plantar as Jabuticabeiras, as Mangueiras e as Pitangueiras. O projeto municipal de arborização tem tudo para dar certo. Para o seu sucesso, entretanto, será necessária uma estrutura específica por trás, para garantir o funcionamento. Se não, o que veremos será o boicote ao plantio de árvores, promovido por comerciantes e até mesmo por autoridades da prefeitura e câmara municipal. Os locais que deveriam receber as mudas foram fechados por cimento. Um visível sinal de falta de sintonia entre os setores responsáveis. Vemos sinais desse boicote defron-

te da própria prefeitura e da câmara de vereadores. Disseram um “não” às árvores e ao projeto de urbanização. Não bastasse essa resistência, no caso de não existir uma estrutura condizente também continuaremos vendo árvores sofrendo mutilações radicais, sem qualquer técnica, como o que aconteceu na rua Amazonas, no bairro Caputera. São podas que apenas comprometem a vida do vegetal. Ou ainda veremos atitudes como a mostrada na foto abaixo, praticada, acreditem, pelo setor da prefeitura que deveria proteger as árvores. Uma placa afixada com pregos numa Palmeira Imperial, na praça Sumaré, pede ironicamente “respeito ao meio ambiente”. Como essa Palmeira Imperial, que acabou morrendo por maus tratos –

pois o local próximo do seu caule servia e ainda serve de depósito de lixo de toda origem – as demais árvores que sofreram poda indiscriminada também correm o risco morrer. Os locais de onde se retiram os galhos, se não recebem o tratamento apropriado começam a apodrecer e comprometem todo o corpo lenhoso, culminando com a morte prematura da árvore. Nas palavras do viceprefeito Antonio Carlos Júnior, plantar árvores é preciso, e isso é muito mais que um simples conceito. É um comprometimento que deve ser assumido por pessoas competentes e responsáveis, mas em plena sintonia. Do contrário, o projeto todo pode rodar por água abaixo e ter a triste sorte desta que seria uma majestosa Palmeira Imperial: a morte!

Jornal Míssil  

o primeiro microjornal de Caraguatatuba, SP, BR, elaborado por Silvio, Mirna e ZéMário