Issuu on Google+

canalABERTO

Nº 207 | Ano 04 | 11 de março de 2011

litoral norte

Litoral Norte | Distribuição Gratuita | Circulação Semanal | www.jornalcanalaberto.com.br Fotos: Ronald Kraag

O carro abre alas da Escola de Samba Unidos do Garrafão surgiu suntuoso, na Praça Coronel Julião, para o percurso até o fim da avenida, concentrando expectativa para mais uma conquista, em 26 anos. A escola da Água Branca levou honroso tricampeonato (2007, 2010 e 2011)

Fraternidade é amor ao próximo Algumas religiões abominam o carnaval. (Com razão?) Outras o suportam. E há as que aproveitam a época do reinado de Momo para arrecadar mais, exercendo o proselitismo que não apenas pregam, mas que exigem o dízimo como obrigação fiel de seus seguidores. E como arrecadam! A igreja católica tem um padrão de atividade, já tradicional, lançando na quarta feira de cinzas, anualmente, a Campanha da Fraternidade, elegendo um tema que absorve a atenção de seus seguidores, durante toda a quaresma. E o faz com ênfase. Neste ano aborda o tema central – Fraternidade e a Vida do Planeta -. De forma simplista, fraternidade é a harmonia entre os homens, a prática do amor ao próximo, a convivência como irmãos. É a concórdia. Muito se há de falar sobre a fraternidade durante este período. As dioceses – circunscrições territoriais sujeitas à administração eclesiástica de um bispo – lançaram a campanha e os fiéis seguirão a divulgação e a abordagem do tema, importante sob todos os aspectos em virtude das ameaças que o planeta sofre com as agressões ao meio ambiente. Editorial

Alegria e sujeira não combinam Pág. 3

Fila de banco. Abuso, sem multa Pág. 3

Carnaval, sucesso sem precedentes Pág. 4 e 5

A alma de uma Escola de Samba, diz Haroldo Costa, comentarista de grandes carnavais é a bateria. Outros afirmam e a maioria acompanha, o sucesso é alcançado pela unicidade do conjunto. Mas, a bateria da Unidos do Garrafão tem obtido destaques consecutivos. Ela é, a maioria diz, um show de bola. Os passos firmes da Comissão de Frente, mal tocando o piso da avenida, as nuances multicores, o sorriso franco e aberto, braços e mãos que não se cansam. Foi assim

Obras irregulares. Outras, com invasão Pág. 8


02

Canal Aberto 207 | 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

EDITORIAL

FORMADORES DE OPINIÃO

Fraternidade. O que é? O que proporciona? Vale a pena? O que é isso? A baleeira que virou escultura! Depois do carnaval, o tríduo momesco que invadiu o país e um ano seqüencial de muitos preparativos, investimentos milionários onde entra o dinheiro bom e o dinheiro ruim, originário da contravenção (o jogo do bicho), de ruralistas que desmatam, degradam e ferem o meio ambiente (a Confederação Nacional dos Produtores Rurais), prefeituras municipais que deixam de investir em educação e desviam para a auto promoção (Florianópolis) e ditadores de países vizinhos, mal formados como Hugo Chavez (a petroleira da Venezuela), todos entregaram milhões de reais às escolas de samba do país, proporcionando espetáculos inenarráveis, a ponto do prefeito da maravilhosa cidade, Eduardo Paes, dizer alto e bom som – “o Rio de Janeiro está no limite – aqui não cabe mais ninguém -”. Aos olhos do mundo, uma das maiores festas. Terminado o carnaval, encerrado o espetáculo, cerradas as cortinas, a hora é outra. Mesmo aqueles que elegeram afastar-se do burburinho, procurando a serenidade de um retiro centralizam o foco de seus dias seguintes para uma concentração, analisando se vale a pena toda essa festa multicolorida, com os excessos alicerçados em plataformas e camarotes patrocinados pelas bebidas (que não são poucas), enchendoas de gente (inclusive abstêmios). Até quem só bebe água faz propaganda de cerveja (a Devassa, na voz de Sandy, é um exemplo). Algumas religiões abominam o carnaval. (Com razão?) Outras o suportam. E há as que aproveitam a época do reinado de Momo para arrecadar mais, exercendo o proselitismo que não apenas pregam, mas que exigem o dízimo como obrigação fiel de seus seguidores. E como arrecadam! A igreja católica tem um padrão de atividade, já tradicional, lançando na quarta feira de cinzas, anualmente, a Campanha da Fraternidade, elegendo um tema que absorve a atenção de seus seguidores, durante toda a quaresma. E o faz com ênfase. Neste ano aborda o tema central – Fraternidade e a Vida do Planeta -. De forma simplista, fraternidade é a harmonia entre os homens, a prática do amor ao próximo, a convivência como irmãos. É a concórdia. Muito se há de falar sobre a fraterni-

Propriedade da Gráfica e Editora Canal Aberto Litoral Norte Ltda. CNPJ 08.733.712/0001-21 ESCRITÓRIO CENTRAL, REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Rua Morro da Cruz, 241 - conj. 01 Itaguassu - Ilhabela - SP CEP 11630-000 Fone: (12) 3896 3895

dade durante este período. As dioceses – circunscrições territoriais sujeitas à administração eclesiástica de um bispo – lançaram a campanha e os fiéis seguirão a divulgação e a abordagem do tema, importante sob todos os aspectos em virtude das ameaças que o planeta sofre com as agressões ao meio ambiente. Temas vários foram abordados no transcurso das campanhas da fraternidade, seguidamente. Este, entretanto é de importância muito especial, porque generaliza e nos envolve como responsáveis pelo ambiente em que vivemos - o planeta - e destaca a preocupação latente da igreja, sempre preocupada com o seu rebanho. Cabe ressaltar que essa preocupação é da maioria das igrejas, sempre afeitas ao bem estar do ser humano, fiéis à sua ordem ou não, proporcionando a busca incessante da paz entre os homens, a família unida e capaz de suportar os reveses, lutando irmanada para superar os obstáculos, as agruras da vida. Quando testemunhamos dias tempestuosos na família, a sua desagregação, a discórdia imperando, os desmandos prevalecendo, a prostituição invadindo e dominando a juventude, as drogas campeando sem que as forças vivas de cada uma das cidades se unam para um combate sem tréguas e comece a reinar o egoísmo prevalecente de homens públicos, a inversão de valores com autoridades mal formadas deturpando a obediência à norma legal, há que se ter receio da sobreposição do mal diante do bem, da desordem à paz e à ordem tão almejada e há, neste mo-

DIREÇÃO GERAL Fernando Siqueira MTB 10.428 redacao@jornalcanalaberto.com.br COMERCIAL Patrícia Pontes comercial@jornalcanalaberto.com.br DESENVOLVIMENTO Guilherme Siqueira | Projeto Gráfico Jaqueline dos Anjos | Diagramadora arte@jornalcanalaberto.com.br

mento que se pronunciar – a paz está em cada um de nós, como a felicidade e é necessário que se a coloque onde estamos. Somos capazes dessa performance, bem o sabemos. A oportunidade que a igreja oferece é para a sua comunidade e de todas as outras seitas, porque nenhuma deixa de pregar o amor ao próximo e seguem, por caminhos diferentes, rumo a um Ser superior, crentes que são. Nenhum de nós pode (nem deve) contentar-se em viver, pura e simplesmente como homem. É iluminado pela fé que se olha para a vida, julgando as coisas e nos empenhando na ação. Essa dimensão de acontecimentos causados por nós mesmos – a degradação do meio ambiente – pode e dever ser combatida, agindo. Gestos simples como a separação do lixo doméstico, o uso moderado da água, aos poucos – e somados – modificarão o nosso ambiente em casa, o meio em que vivemos, e, por conseguinte o planeta (também nosso). Embora a campanha tenha berço na Igreja Católica, prova inequívoca de fraternidade será o aproveitamento dela por todos os fiéis freqüentadores de múltiplos templos onde se prega a paz, busca-se a luz e a vertente da prática do amor ao próximo. Próximos são todos, não apenas de uma ou outra religião. Fraternidade é isso, proporciona uma abertura de visão e de coração em amplitude capaz de lavrar tento inconfundível diante do Deus de cada um. Ao final da campanha o propósito alcançado determinará a certeza de que ela – a fraternidade – vale a pena. Sempre. CA

IMPRESSÃO Imperial do Vale TIRAGEM 3.000 exemplares PERIODICIDADE Semanal

www.jornalcanalaberto.com.br Todos os direitos reservados à Gráfica e Editora Canal Aberto Litoral Norte Ltda. É vedada a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a permissão da editora ou sem citar a fonte. Os artigos assinados não têm a responsabilidade do Canal Aberto Litoral Norte.

Irineu Nalin

O que aparece nessa foto tem sido motivo de curiosidade de muitas pessoas querendo saber do que se trata e como isso foi colocado em cima das pedras. Aqui segue a explicação, originalmente como já foi publicada, antes de ocorrerem novos fatos

Ela estava lá ha cerca de três anos. Era admirada pelos freqüentadores do local como uma escultura encravada na areia na bela praia de Guaecá. Teria sido ali que o destino escolhera para depositar seus 14 metros de madeira? Com sua boca enterrada na areia, mostrava o fundo do casco, as linhas da quilha finamente lavrada de uma grossa tora, juntamente com os estabilizadores. Os moradores já estavam acostumados com sua imponência que viera modificar a superfície de areia branca dessa linda praia de nosso litoral, acrescentando-lhe uma obra de arte. Para os turistas era ainda mais que isso por mostrar-lhes uma obra rara de velhos artesões da construção naval. Poderia até voltar aos seus dias de glória, mas o proprietário limitou-se a retirar o que havia de valor "o motor", danificando ainda mais o casco, além da ruptura que sofrera ao bater em lajes próximas a praia de Toque-Toque e ser arrastada pelas correntezas até aquele local. No carnaval de 1997 ao fazer minha caminhada matinal vi de longe uma fumaça estranha nas imediações. Ao aproximar-me constatei que aquela preciosidade iria desaparecer. Prováveis campistas utilizaram sua rara madeira para um "luau". A praia estava lotada de banhistas e os que ali passavam limitava-se a olhar. O fogo já havia consumido parte do bico de proa, a bochecha de bombordo e as alhetas, isolando o final da popa do restante da embarcação. O que fazer? Não tive dúvidas corri em busca de um balde e mesmo com a maré baixa, comecei a árdua tarefa de transportar água para conter o fogo. Algumas pessoas aproximaram-se para ajudar, mas não faltou a observação irada de um senhor acompanhado de um menino: "você não vai conseguir, deixa queimar é bom para espantar borrachudo" Que belo exemplo de pai ao garoto. Pessoas como essa que classifico de "micróbio-urbano" não deveriam sair de seus locais de origem. Os borrachudos não necessitam desse tipo sangüíneo. Contido o fogo, utilizando-se muita água e areia, com ajuda de várias pessoas anôni-

mas, o que mais me sensibilizou foram algumas criancinhas com seus baldinhos e a persistência das senhoras Lenita Miranda de Figueiredo e Ana Thereza B. Corrêa, que só deixaram o local depois de eliminada a ultima fumacinha. Seria oportuno que a madeira restante seja reutilizada por algum artista já que a Secretaria de Cultura e Turismo de São Sebastião perdeu a oportunidade de removê-la e utilizá-la como peça de museu aberto no centro histórico da cidade. Agora destruída como está seria mais racional seu aproveitamento em artesanato antes que seja definitivamente transformado em cinzas, apesar de minha preferência ser que permaneça onde está mesmo com risco. Dados: Segundo depoimento de um dos tripulantes por ocasião do acidente, conhecido como "alemão", a embarcação era uma baleeira de pesca de 14 metros registrada na Capitania de Santos como "Obrigado Senhor I". Em Novembro de 1993 mergulhavam nas imediações de Toque-Toque, seus dois únicos tripulantes, quando vieram à tona perceberam que as amarras haviam se soltado e o barco chocado nas lajes provocando um grande rombo e fazendo água. A correnteza encarregou-se de arrastá-la até o Guaecá, onde conseguiram posteriormente retirar o motor, perdendo redes e demais acessórios. Histórico que acrescento: O artigo na época não sensibilizou interessados e assim depois disso várias ressacas mudaram-na de lugar até que foi parar lá no canto leste e como previsto colocaram fogo, queimando quase tudo menos o convés que estava sob a areia. Finalmente, nova ressaca deslocou o convés jogando-o em cima das pedras. Já retiraram muitas tábuas dele, por ser de uma qualidade de ypê que não se encontra mais. A foto mostra o que sobrou da baleeira. A propósito as referidas senhoras que ajudaram: a primeira – foi editora da Folha-SP, polêmica escritora, musicista, pintora; sua amiga professora de letras da USP. CA Irineu Nalin é economista e ambientalista


Canal Aberto 207 | 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

03

NA PONTA

DO LÁPIS

Pesos e medidas (1)

Há bares, restaurantes e que tais servindo refeições – indevidamente – em locais (vários), na cidade, sem condições ou autorizações, seguindo a norma legal. Se a fiscalização funcionar como manda o figurino chegará ao (s) destino (s). Os mesmos – usam e abusam - colocam mesas na calçada – sempre -, protegeram (no carnaval) espaço público – indevidamente - com as cercas ou guarnições utilizadas pela administração e geraram comentários de concorrentes que procuram agir de acordo com a lei.

Pesos (2)

Será que a ordem emanada não é para todos? Será que a letra fria da lei não é para ser seguida pela fiscalização, genericamente? Será que são necessários quatro fiscais para uma só empreitada fiscalizadora? Perguntas assim têm-nos feito e não temos como responder. Infelizmente.

um lado; desrespeito e lei de Gerson de outro. Mau ou maus comerciantes mantêm refeições no cardápio sem ter cozinha em seus estabelecimentos. Pior, não são poucos os que sabem onde ficam. Até eles, fiscais da Vigilância Sanitária sabem onde ficam. Em Ilhabela, lógico.

GAC vibrando

Quando tem trabalho, o Grupo de Acompanhamento da Câmara vibra. Pelo sim pelo não, com a licença de Reinaldo Silva, por excesso de trabalho, em sua prancheta de arquitetura, assume a coordenação Roberval Pizarro Saad, sempre com uma “sede” danada. Tratará se assuntos importantes neste começo de ano. Vai de inconstitucionalidade, vícios de origem a irregularidades na contratação de pessoal pela nova mesa da edilidade, até pedido de cassação por falta de decoro parlamentar. Bom trabalho, pessoal!

Perguntar não ofende Fila de banco (1) E aquela Associação de Amigos de Bairro não vai mais se reunir. Era fogo de palha ou apenas movimentação para “inglês ver”, desejando promover políticos?

Largo do Café

Não é apenas uma locadora de filmes. Agora, na esquina da Princesa Isabel com a Prefeito Mariano Procópio, surgiu o Largo do Café. Filmes, lógico, continuam, mas há um café incrementado, com petiscos de dar água na boca, com uma atenção especial de Cris e Cesare, com fidalguia que marca.

Do 11º para o 2º

Foi assim, com muito trabalho mesmo, que o Lions Clube de Ilhabela galgou postos na classificação que o Distrito LC-5, que congrega 67 clubes, subindo do décimo primeiro para o segundo lugar, no mês de janeiro de 2011.

Uma “pauleira” danada a fila nos caixas de bancos, depois do carnaval. Coisa séria mesmo. Mas numa simples fila de banco dá pra ver e sentir que o brasileiro gosta mesmo é de levar vantagem. Tanto na fila especial, aberta aos preferenciais, idosos, como nas demais. Não são poucos os que pedem um favorzinho só aos amigos que estão em melhor posição na fila. Erra quem pede e erra quem aceita fazer o favor. Fila é pra ser respeitada.

Fila (2)

Senhora de procedência oriental, residente em Ilhabela, estava ontem na fila de determinado banco para recolher o seu INSS. Depois de esperar hora e meia, chegou a sua vez. Por não ter levado preenchido o carnê o caixa mandou-a de volta para preencher a guia e poder fazer o recolhimento.

Do Jalapão, próximo a Palmas, capital do Tocantins, artesanato fino (já exportado em forma de bolsas, pulseiras, chapéus, broches) chega a Ilhabela, podendo ser visto (e adquirido) no salão de beleza Skalla, defronte o Cartório, na Rua Dois Coqueiros. O dourado é brilhante, lindo e de acabamento esmerado.

Sujeira e alegria (1)

Sujeira (2)

É de menino que se torce o pepino (também). Vejamos: um casal possui um casal de filhos. Quando ambos querem urinar, tanto o pai quanto a mãe fala para o menino – vá ali atrás daquela roseira ou do carro – e isso, quando criança, parece normalíssimo -. Esse menino cresce e jamais vai procurar um banheiro, um sanitário para fazer suas necessidades.

Sujeira (3)

“Apertado”, procura se desvencilhar do aperto onde der. Já a menina, mais recatada, educada, para ela ninguém diz: “faça ali mesmo”. Chega a ser repreendida: “não dá pra esperar chegar em casa, ou no destino?” Medidas diferentes, educação idem. E, no fim, dá nisso – a sujeira convivendo com a alegria do carnaval.

Refeições, como?

Incrível ou inimaginável? Nem uma coisa, nem outra. Descaso mesmo, negligência pura de

Praia porto?

Pode ser - fica o dito pelo não dito -. Era uma marina porto, mas segundo as boas línguas passará a chamar-se praia porto. Por quê? Ora, descubra você mesmo a resposta. Tente caminhar pela praia do Itaguassu, sentido Itaquanduba e Engenho D´água, se for capaz. Aliás, toda tentativa é válida. Essa, no entanto, será vã. Com certeza.

Navios 2011/2012 (1)

Os navios de passageiros que fundeiam no Canal de São Sebastião ganharam destaque nos últimos anos. Esforço concentrado, sem dúvida. 2008 fechou a temporada com 61 paradas; 2009 com 97; 2010 com 149. Em 2011 Ilhabela chegará a 138 (ou +), até meados de abril. O embarque em Santos ultrapassará 800 mil turistas. Cada navio traz ao arquipélago número elevado de turistas. Muitos gostam e voltam depois, com a família. Receber bem tem sido o foco da secretaria de Turismo e Fomento.

Capim dourado

Com certeza, não combinam; são adversárias a sujeira e a alegria. Mesmo que o carnaval esteja a cada ano repleto de grande euforia, não dá pra entender marmanjos urinando na rua, atrás de quiosques, inclusive na praia da Vila, à beira da Barraca do Samba.

- para tentar tirar o cheio horroroso e mal bateu o solzinho acanhado em meio a pouca chuva e o odor fétido tomou conta da Praça Coronel Julião. À distância as narinas acusavam. Comerciantes, bancários, turistas, freqüentadores de lanchonetes e restaurantes do pedaço mal podiam saborear a sua refeição. Nem o pipoqueiro suportou e levantou acampamento.

Navios (2)

Investimento

Investir na carreira é eficiência e dedicação. Nem todos pensam assim, mas Dra. Danielle Senff Petroni (Rua Paraíba, 203, concluiu (foram quatro anos) curso com mestres do Brasil e do exterior, aprofundando conhecimentos de Antroposofia para aplicá-los à Odontologia. Quarenta e quatro países adotam essa prática. No Brasil, além de capitais, poucas são as cidades. Ilhabela – excepcionalmente – é uma delas. Sucesso, Dra. Danielle.

Será mesmo?

Pode ser que sim, pode ser que não. Mensagem eletrônica chegou pedindo repasse, anunciando para amanhã, na Avenida Paulista, grande passeata contra os maus políticos. Manifestantes pedirão o fim de mordomias e desmandos, desde diretor de transportes para quem tem apenas dois ou três veículos, passando por passagens aéreas e passaportes especiais para familiares, até cotas de combustíveis e dízimos para compor caixa dois de partidos políticos.

É bom para o Lions, para CCLL, Domadoras, mas é igualmente muito bom para Ilhabela que consta nos boletins de Lions do Brasil e do mundo, na honrosa posição. Esse sucesso só foi alcançado com trabalho. Aliás, a letra “s” de sucesso só vem antes do “t” de trabalho, no alfabeto. E o pessoal do Lions (cinquenta e cinco associados) sabe disso.

Veste um santo...(1)

desnuda outro. É tão pequeno o número de servidores municipais na Divisão de Trânsito, em Ilhabela que, numa operação que necessita de muitos homens, como nos dias de carnaval, é assim que se vê: parece cobertor de pobre – cobre a cabeça e deixa os pés de fora.

Veste (2)

Muitos homens na fila da balsa, outro tanto na Vila, nenhum no Perequê. E os abusos de maus motoristas (parece até perseguição) acontecem. Valendo-se de vagas de idosos e deficientes, não o sendo. Aliás, motorista insistente é o que coloca o carro em vaga de idoso (pode até ser) e a ocupa de cedo à noite. Na Vila.

Fila (3)

Será que no tempo de Amador Aguiar era assim? Nem precisa dizer que o banco era o “Brasileiro de Deis Contos”. E já que perguntar não ofende: o caixa não poderia pedir a uma das moças – atendentes Bradesco – para fazer a gentileza de auxiliar a senhora cliente? Ela tinha cartão do banco. Falta tato, falta orientação ou é problema de má vontade?

Odor fétido

Com a adoção dos banheiros (ou sanitários?) químicos, a fedentina que fica é impossível suportar. No carnaval foi assim – uma vez mais -. Servidores municipais jogaram água – simplesmente

A secretária Djane Vitoriano de Jesus estará no Sea Trade, em Miami, conhecendo de perto (uma vez mais) os detalhes para a grande empreitada da temporada 2011 – 2012. Com novas ofertas de destinos acontecendo, manter o número de paradas da atual temporada será um alvo excelente. Sem dúvida!

Fim do borrachudo

Não é o inseto, não. Fiscais da prefeitura queriam que a lanchonete da Vila tirasse o artístico borrachudo fixado em sua parede frontal. Se for assim, há mais empresas que precisarão tirar os seus adornos. O YCI, por exemplo, é uma delas. Lá existe um marlim. Bem bonito, por sinal. O borrachudo que precisa minimizar aborrecimentos é o inseto, apesar de dizerem que ele é o guardião de Ilhabela.


04

Canal Aberto 207 | 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

LINHA DE FRENTE

Carnaval de Ilhabela foi dos mais alegres e seguros dos último A alegria tomou conta da avenida, desde a sexta feira, com o desfile dos blocos da Saúde, dando ênfase ao combate à dengue e ao uso da camisinha, com sexo seguro; da Armação e do Frade, com os funcionários e colaboradores se reunindo e fazendo uma homenagem aos quarenta anos de existência do Supermercado do Frade. A apresentação era voluntária e não oficial. Para o sábado estava reservada a apresentação dos blocos oficiais, destacando-se o Azul e Branco, o Unidos do Tim Malha, o Segura no Bagre, das Bonitas, com especial destaque para os amigos, correligionários e simpatizantes do organizador, Rui Sitta. Fechando a apresentação Unidos do Morro desceu de seu “pedaço” e chegou à avenida para mostrar a sua força. Domingo foi reservado espaço para as Escolas de Samba credenciadas junto à Leci, a liga que congrega todas as entidades da cidade. A abertura se deu com a Unidos da Padre Anchieta, com decanos do carnaval do arquipélago, destacando-se o seu presidente Mário Sérgio de Jesus. Rita Cadilac emprestou as linhas sinuosas de ex-chacrete à frente da bateria da Padre Anchieta, mas mesmo

assim o esforço dos integrantes não foi suficiente para alcançar melhor resultado na votação do júri. Foi a quarta colocada. Acadêmicos Leões do Ita – (Itaguassu e Itaquanduba), foi a quinta colocada não rememorou o feito do ano passado, quando, por contra própria foi para a avenida, sem verbas oficiais. Entre todos destacaram-se muitos foliões, mas a força do Lions Clube fez-se presente, com trinta de seus associados mostrando o que fazem, como fazem e porque fazem, por um mundo melhor, através da maior organização não governamental do planeta. Valeu o esforço de Água na Boca, terceira; a Escola de Samba que melhorou sua apresentação, o mesmo ocorrendo com a Mocidade Independente (2º colocada), ao passo que a Mocidade Sul da Ilha esforçouse bastante, demonstrou segurança na apresentação, mas não foi bem votada pelos jurados, isto já na segunda-feira. Foi a quinta na classificação. A grande campeã, devagar e sempre, sob a liderança de Cleber dos Santos cantou e enalteceu o amor – o amor festejado, ora incompreendido, ora discordante, mas sempre vitorioso, na busca do entendimento e da paz entre os homens. O amor

– sempre o amor – desde Adão e Eva, ganhou a preferência e mostrou na avenida que a dedicação dos componentes da Unidos do Garrafão teve valor inestimável, sagrando-se tricampeã. Ilhabela viveu cinco noites de muita alegria, prevalecendo segurança e superando anos anteriores. Não faltou o Banho da Dorotéia, tradicional e marcante, na terça feira pela tarde, sendo a noite reservada para a apresentação dos blocos campeões e também os foliões da grande campeã Unidos do Garrafão foram aplaudidos no espaço reservado para o desfile, seguido do baile de rua. Aos organizadores, à Liga, às autoridades a certeza de que muito se fez para alcançar esse resultado e os equívocos estarão se superando ano a ano, para que a presença de turistas e apreciadores do carnaval seja o grande marco para a festa de Momo. O reinado de Milena e Ronilan terminou, repleto de alegria e os momentos felizes de 2011 precisam ser repetidos, porque o carnaval será revivido e festejado a cada ano, com muitas cores e entusiasmo.

Turista chegaram, viram, entraram na folia e gostaram no movimentado carnaval ilhéu. Vol

Mocidade Sul da Ilha teve, também, em sua bateria, o ponto alto da Escola

Desde ano passado o Lions Clube de Ilhabela integra o desfile de carnaval, na Escola de Samba Acadêmicos Leões do Ita. Mostra suas ações

Padre Anchieta teve, em sua bateria, o grande destaque. Entretanto, não vingou


Canal Aberto 207 | 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

05

os anos, diz a Liga das Escolas Carnavalescas. Povo concorda Fotos: Ronald Kraag

Bateria da Mocidade Independente (2ª. colocada) grande presença no desfile. Promete surpresas para o próximo carnaval

ltarão para rever amizades, além da curtição por Ilhabela, “encanto para todas as beldades”

Classificação: 1º Unidos do Garrafão 2º Mocidade Independente 3º Água na Boca 4º Unidos de Padre Anchieta 5º Acadêmicos Leões do Ita 6º Mocidade Sul da Ilha

78,5 75,5 75,0 74,0 72,5 69,5

Leões do Ita, com bateria uníssona, deu um toque exemplar perante a platéia. O maestro comandou o espetáculo. Mesmo assim não deu. Foi 5ª colocada

Água na Boca despontou, marcando expressivo segundo lugar. O destaque se reveste de importância, mostrando união e trabalho


06

Canal Aberto 207| 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

FRATERNIDADE

Pastoral da Criança: 17 anos a serviço da vida com sustentabilidade Leninha Viana Quando se fala em Pastoral da Criança, a primeira imagem que vem à cabeça das pessoas na maioria das vezes é o trabalho incansável desses voluntários pelo mundo na luta contra a desnutrição infantil. Sim, esse é um fato, no entanto, há muito mais ações por trás da ‘misturinha nutricional’ que salva vidas. A Pastoral da Criança trabalha, sobretudo, na reeducação das famílias atendidas para que todos tenham vida com saúde e sustentabilidade. A primeira cidade do litoral norte a receber o trabalho da Pastoral da Criança foi Ilhabela, há 17 anos. Nesse período foram atendidas inúmeras crianças de zero a seis anos sem contar as muitas gestantes e suas respectivas famílias. “Além do que chamamos de Celebração da Vida, com a pesagem e acompanhamento nutricional das crianças e gestantes atendidas, a Pastoral tem se preocupado em orientar essas famílias para que adotem hábitos de vida saudável, com pequenas mudanças que podem ajudar muito o nosso planeta”, explica Maria das Graças, a Gracinha, coordenadora da Pastoral da Criança em Ilhabela. Medidas simples, como escovar os dentes com a torneira fechada, reutilizar melhor os alimentos e separar o lixo orgânico do reciclável, implicam na significativa redução da degradação do meio ambiente e são propagadas por diversos segmentos da sociedade no mundo como ações necessárias para a perpetuação da vida sustentável na Terra. Além disso, é a única forma de combater os desastres ambientais que nos últimos anos tornaram-se frequentes, justamente pela falta dessas medidas, ceifando milhares de vidas. “Toda mudança é complicada, mas sabemos que é necessário para o nosso próprio bem-estar. Assim, fazemos um trabalho de formiguinha, uma família que adota a coleta seletiva, por exemplo, já é uma grande vitória para nós e para o planeta”, acredita Gracinha. As orientações são re-

Fotos: Ronald Kraag

É incansável o trabalho dos voluntários da Pastoral da Criança na luta contra a desnutrição infantil e reeducação das famílias atendidas. Não há esmorecimento

passadas a essas pessoas durante a ‘Celebração da Vida’ e nas visitas que as líderes da Pastoral fazem às casas dessas famílias. Iraildes Rodrigues de Souza tem uma filha de três anos e quatro meses acompanhada pela Pastoral e aprendeu a reutilizar alimentos. “Antes eu jogava o talo da couve fora, agora, eu uso para fazer suco”, relata. Gisele dos Santos costuma ir à ‘Celebração da Vida’ acompanhada do marido para levar os filhos gêmeos de oito meses. “Essa gravidez aconteceu após sete anos do meu primeiro filho. Dois de uma vez então, é ainda mais difícil. Acho que a Pastoral me ensinou a ter principalmente paciência. Gosto muito das orientações para uma vida melhor, tudo que aprendo lá, faço em casa”, afirma.

Líderes: lições de vida e solidariedade

Tudo isso só é possível porque existem pessoas desprendidas e dotadas de solidariedade, já que o trabalho de um líder da Pastoral da Criança é totalmente voluntário. Dados do site oficial da Pastoral (www. pastoraldacriança.org.br) apontam que um líder dedica, no mínimo, 24h mensais de trabalho à Pastoral e em 2007, foram realizadas mais de 21,3 milhões de visitas domiciliares às famílias atendidas pela Pastoral da Criança no Brasil. De acordo com a coordenadora diocesana da Pastoral no litoral norte, Mônica Cristina Silva de Sá, hoje as quatro cidades da região contam com esse

trabalho, desenvolvido por 171 líderes, 52 só em Ilhabela. Esse time, acrescido de 83 apoios, atende mais de 1,4 mil famílias e 1,8 mil crianças, sem contabilizar as gestantes, nos quatro municípios. Além das orientações nutricionais e hábitos de vida saudável, esses líderes recebem capacitação para outros projetos da Pastoral, como por exemplo, a confecção de brinquedos educativos a partir de materiais recicláveis. Durante as ‘Celebrações da Vida’, as chamadas líderes ‘brinquedistas’ realizam oficinas de confecção com os pequenos enquanto aguardam a pesagem e essa lição também é levada para casa. “É muito gratificante ver o sorriso de uma criança ao fazer o próprio brinquedo e o melhor, sem gastar nada para brincar usando material reciclável”, revela a líder Edilma Oliveira, que há oito anos dedica-se à Pastoral e há cinco meses atua como brinquedista na comunidade do Itaquanduba, em Ilhabela. Outro projeto mantido pela Pastoral em outras cidades brasileiras e que em breve será implantado em Ilhabela, é a horta comunitária. “Nós já enviamos dois líderes para a capacitação e eles vão realizar esse trabalho de orientação com as famílias, pois em qualquer pedacinho de terra é possível plantar e colher”, explica Gracinha. Ainda conforme a coordenadora da Pastoral da Criança no arquipélago, esse projeto se deve principalmente em função de outro problema que tem preocupado a equipe: a obesidade infantil. “Aqui não é o caso, mas

É preciso muita paciência para tratar de crianças. Afinal, este não é apenas um dos ensinamentos da Pastoral. É o primordial e todos sabem muito bem disto

Com a “Celebração da Vida” e acompanhamento nutricional das crianças, a Pastoral se preocupa em orientar famílias para adoção de hábitos de vida saudável

em muitos lugares, a desnutrição deu lugar à obesidade e esse é mais um fator importante para que as famílias adotem hábitos de vida saudável”, completa.

Mais sobre a Pastoral A Pastoral da Criança nasceu em 1982, por iniciativa da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com o intuito de combater as altas taxas de mortalidade infantil. Foi

coordenada com maestria pela médica pediatra e sanitarista Zilda Arns a partir do projeto piloto em Florestópolis, no Paraná em 1983, com o apoio do então arcebispo de Londrina, Dom Geraldo Majella Agnelo. O sucesso espalhou-se pelo país e ganhou o mundo. Dona Zilda dedicou a vida ao trabalho da Pastoral da Criança e morreu atuando em ações humanitárias, vítima do terremoto que assolou o Haiti, em janeiro de 2010. CA

OFICIAL DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIÃO DE NOTAS DO MUNICÍPIO DE ILHABELA - Rua Dois Coqueiros, 216, salas 1 a 4 - Perequê - Ilhabela EDITAL DE PROCLAMAS EDITAL DE PROCLAMAS Nº 3181 - LIVRO D - 004 *PÁGINA. 123 Faço saber que pretendem se casar PAULO ROBERTO FERREIRA DE ARAÚJO e MARINA MARTINS DOS SANTOS para o que apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nºs I, III e IV, do Código Civil Brasileiro. ELE é de nacionalidade brasileira, natural de Macaparana, Estado de Pernambuco, nascido a 08 de fevereiro de 1985, de profissão marinheiro, domiciliado e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua Olímpio José dos Santos, nº 465, bairro Itaquanduba, filho de JOSÉ GUEDES DE ARAÚJO FILHO e SEVERINA FERREIRA DE ARAÚJO. ELA é de nacionalidade brasileira, natural de Ilhabela, Estado de São Paulo, nascida a 29 de maio de 1987, de profissão balconista, domiciliada e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua José Joaquim da Silva, nº 91, bairro Itaquanduba, filha de DEDEUS MARTINS DOS SANTOS e MARGARETE INÁCIO DOS SANTOS. EDITAL DE PROCLAMAS Nº 3182 - LIVRO D - 004 *PÁGINA. 124 Faço saber que pretendem se casar JOSIAS ALMEIDABRITO e SANDRA GOMES AMARAL para o que apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nºs I, III e IV, do Código Civil Brasileiro. ELE é de nacionalidade brasileira, natural de Vitória, Estado do Espírito Santo, nascido a 08 de novembro de 1990, de profissão ajudante geral, domiciliado e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua do Senzala, nº 104, bairro Barra Velha, filho de CARMELIO DIAS BRITO e LINDARCY ALMEIDA BRITO. ELA é de nacionalidade brasileira, natural de Palmópolis, Estado de Minas Gerais, nascida a 23 de dezembro de 1991, de profissão doméstica, domiciliada e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua do Senzala, nº 104, bairro Barra Velha, filha de VIRGINIO GOMES DE SOUZA e BELARMINA AMARAL. EDITAL DE PROCLAMAS EDITAL DE PROCLAMAS Nº 3183 - LIVRO D - 004 *PÁGINA. 125 Faço saber que pretendem se casar FRANCIS GARCIA e SERGIVÂNIA WERICA RAMOS para o que apresentaram os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nºs I, III e IV, do Código Civil Brasileiro. ELE é de nacionalidade brasileira, natural de Tupi Paulista, Estado de São Paulo, nascido a 12 de março de 1979, de profissão analista de sistema, domiciliado e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua José Bonifácio, nº 123, bairro Água Branca, filho de JOSÉ LAÉRCIO GARCIA RUBIRA e VANDA HANISCH GARCIA. ELA é de nacionalidade brasileira, natural de Barbacena, Estado de Minas Gerais, nascida a 15 de julho de 1979, de profissão auxiliar administrativo, domiciliada e residente em Ilhabela, Estado de São Paulo, na Rua José Bonifácio, nº 123, bairro Água Branca, filha de SERGIO RAMOS ESPELHO e MARIA DA GLÓRIA MENDES RAMOS. Se alguém souber de algum impedimento, oponha-o na forma da Lei. Lavro o presente para ser fixado em Cartório no lugar de costume e enviada cópia para ser publicada pela Imprensa Local.


Canal Aberto 207 | 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

AQUI | MULHER

CLASSIFICADOS EMPREGOS

Precisa-se de: camareira (masculino ou feminino) e serviços gerais com experiência comprovada. Tratar (12) 3896 2009 em horário comercial Precisa-se de jardineiro/caseiro. Para trabalhar em casa de família, na Cocaia e outro no norte da ilha. Registrado. Marcar entrevista pelo telefone (12) 3896 2113 Precisa-se de empregada doméstica. Vagas para trabalhar na Cocaia e na Vila, todo serviço de casa (cozinhar, lavar e passar). Registrada. Marcar entrevista pelo telefone (12) 3896 2113 Precisa-se de recepcionista masculino com experiência comprovada. Tratar (12) 3896 2009 em horário comercial OPORTUNIDADE

Vendo Montana 1.8, Flex, 2007, prata, DH, 50.000km. R$ 24.500. Tratar (12) 9103 8368 Vendo CG Titan ES, 2002, documento atrasado, R$ 2.000 a negociar. Tratar com Stephane nos telefones (12) 3895 8836 ou (12) 9604 3522 Vendo filhotes de Golden Retrivier, Poodle micro toy, Lhasa-apso, Shih-tzu, Pequines, Chiuahua e Sharpei, com vacina importada e pedigree. Entrego no litoral e vale. Tratar (12) 8166 2398 IMÓVEIS

Terreno na Estrada da Cocaia, plano e suave aclive, 4.314mts, matrícula. R$ 360 mil. Tratar no telefone (12) 3894 1744

07

Vendo casa próximo ao colégio Objetivo, área do terreno 300mts, escritura definitiva, doc. ok, para financiamento. R$ 150 mil. Tratar no telefone (12) 3895 8397 Alugo anual casa com 2 suítes, sala, cozinha com fogão a lenha. Lavanderia e garagem. Local tranquilo com cachoeria no fundo. Com internet (speedy), telefone, alarme. Aluguel a combinar. Tratar nos telefones (12) 91064970 ou 12 3896-1699 ou marcelasobral@bol.com.br Vendo terreno norte, Siriuba I, 450m². R$ 60 mil, escritura definitiva. Tratar com Walter no telefone (11) 9328 8781 Vendo terreno no Borrifos, 1600m². IPTU de 2011 pago. Tratar com Sueli no telefone (12) 3894 9464 Vendo terreno de 730m², na Água Branca. R$ 65 mil. Tratar com Junior nos telefones (12) 7850 9982 ou (11) 8104 1085 Vendo terreno no Bonete 800m². Com levantamento topográfico. Preço de ocasião. Tratar nos telefones (12) 8144 4481 ou 8191 9769 DOAÇÃO

Doa-se gatinho branco, olhos azuis, lindo, com 2 meses. Tratar com Neila no telefone (12) 9119 5782

Anuncie grátis nos classificados do

Uma homenagem. Não, duas Fernando Siqueira Há homens que não se cansam de homenagear a mulher. Há homens que não se cansam de muitas outras coisas, inclusive de renegar a presença da mulher ao seu lado. Há os que não saem com as suas de jeito nenhum. Deixam-nas em casa e saem elogiando outras enquanto agridem as suas, (até por omissão) deixando-as em casa e tratando todas de uma forma diferenciada. Ah...esses homens! Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, oficializado na Dinamarca, em 1910, em congresso mundial, escolheu-se o dia 8 de março, muito a propósito. Já falamos sobre esse importante dia, mas aproveitamos o espaço para dizer que a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação, bem a calhar, fará amanhã, uma “caminhada de mulheres”, reverenciando o seu dia. O Lions Clube local, em reunião (todas as quintas, tem) ratificou conhecimentos de que em suas fileiras há mulheres capazes, inclusive autoras de lindas crônicas, como a que vamos inserir agora, porque linda e merecedora de encômios. “São passados 154 anos, desde o fatídico 8 de março de 1857, que deu origem ao Dia Internacional da Mulher. Daquele tempo a esta parte muita coisa mudou e temos hoje muito a comemorar, seja no campo pessoal, familiar ou profissional. Na política também, alcançamos patamares jamais imaginados. Do direito ao voto, adquirido em 24 de fevereiro de 1932, até a conquista da

Presidência por Dilma Roussef, porém, travamos uma luta árdua e ainda estamos muito longe de alcançarmos o lugar que efetivamente queremos e merecemos, não apenas na política, mas em todas as demais áreas. Ainda Ganhamos menos do que os homens, embora ocupando os mesmos cargos e, na maioria das vezes, trabalhando mais. Ainda somos discriminadas no trabalho, na política, onde somos minoria e até mesmo em nossos lares. Ainda sofremos violência de todo tipo, moral, física, psicológica e somos avaliadas não por nossas qualidades ou nosso caráter, mas pelo nosso tipo físico, cor de cabelo, idade, etc. No Brasil, segundo a organização não governamental “Agenda” uma mulher é espancada a cada quinze segundos, ou seja, mais de dois milhões de mulheres são espancadas por ano. Mesmo no movimento leonístico, onde até bem pouco tempo a mulher não era admitida e hoje é a grande maioria, são poucas que conseguem chegar a Governadoria e, raramente ocupam posições de destaque e, quando o fazem, encontram, ainda muitas barreiras. Existe, ainda a violência que a mulher pratica contra ela mesma, seja quando suporta um homem que a maltrata, hu-

milha e despreza, não por amor ou necessidade, mas por medo de ficar sozinha, de enfrentar a vida e por outros motivos que não existem, verdadeiramente, ou quando se submete ao jugo da beleza, mutilando-se e chegando muitas vezes até a morte, na busca de um corpo perfeito, um modo de não revelar a sua idade, negando seus verdadeiros atributos. Por tudo isso é preciso refletir até que ponto vemos essa violência e trabalhamos nosso processo de mulher para que possamos ajudar outras mulheres. Quero aproveitar essa data para parabenizar as Companheiras e Domadoras do Lions Clube de Ilhabela, não apenas pelas conquistas de todas nós, mas também por suas conquistas individuais como mulher, seja no lar, no trabalho, na política, no nosso movimento leonístico ou em qualquer outra para de suas vidas, mas quero, principalmente, conclamá-las a lutarmos contra todas as formas de violência e discriminação contra a mulher, para que efetivamente possamos comemorar com alegria o Dia Internacional da Mulher. Parabéns e que Deus as abençoe!” Cumprimentar a autora é gratificante. Sobretudo por sabê-la eficiente e capaz, Dra. Ivone Lopes Granado. CA

canalABERTO

Tornar-se sócio da Associação Comercial e Empresarial de Ilhabela é uma opção de cada comerciante ou prestador de serviço. Entretanto, pelas vantagens que a entidade de classe oferece a todos, essa escolha poderia ser ampliada. Dentre as muitas ofertas está a consulta do Serviço de Proteção ao Crédito, garantia absoluta de que o associado estará sempre protegido. A taxa que o associado para mensalmente é, sem dúvida, um investimento. A classe unida será sempre respeitada. Av. Princesa Isabel, 3.039 loja 02 - Barra Velha - Tels. (12) 3895 7102/3895 8523 Fax 3895 8607 E-mail: acilhabela@acilhabela.com.br - Site: www.acilhabela.com.br


08

Canal Aberto 207| 11 de março de 2011 | www.jornalcanalaberto.com.br

MEIO AMBIENTE

Obras irregulares, invasão de terras e permissividade. Abuso inconteste Não são poucas as denúncias que chegam ao conhecimento da imprensa, em toda a região. Em Ilhabela o número delas, percentualmente é desproporcional, haja vista o cuidado (ou o dedodurismo) que muitos têm com a prática de ações que são verdadeiros crimes ambientais. De longo tempo aos dias de hoje se pode testemunhar obras na região costeira, próximas de cachoeiras, na areia de praias distantes ou mesmo no eixo urbano. Se, em São Sebastião houve denúncias sobre autorizações indevidas para a edificação de obras com terceiro pavimento, contrariando a lei vigente, - todas elas passíveis de apuração – e que culminaram com a exoneração de responsável pelo setor e troca conseqüente de farpas com outros setores da administração, em Ilhabela as denúncias chegam primeiro ao burburinho da cidade, comentários entre representantes do povo e mesmo em organizações não governamentais. O assunto cresce, por exemplo, quando atinge lados opostos da vida política e partidária, num confronto de posições que chocam, intimidam e aborrecem. Ainda agora chegam

denúncias – exigindo apurações – de obra suntuosa nos altos do Tesouro da Colina, onde abastado cidadão (sic) constrói (em fins de semanas) – com gente de fora, material idem – sobre cachoeira e leito de riacho que desce do alto do morro. Era só o que faltava, dizem alguns. Cabe fiscalização. É só procurar que será encontrada essa obra. Outros fatos desairosos sobre acontecimentos dessa ordem se vê junto à praia – linda, talvez das mais lindas do Brasil, na Baía dos Castelhanos – Naquele pedaço de paraíso especula-se – grila-se, ergue-se indevidamente algumas obras, pequenas primeiro, para depois crescerem e se tornarem grandes, tangenciando cursos d´água, ocorrendo crime ambiental como os da cidade. A simples ida e vinda, - sem permanência – de Polícia Ambiental por aqueles lados do arquipélago não resolvem a questão em seu âmago. Além dessas, ao Norte há casas fora de padrões legitimados pela norma legal, o mesmo ocorrendo com algumas ao Sul, estas de conhecimento das autoridades, também. Comentários de ilha-

belenses concluem que – se se permite o uso e abuso da areia da praia para canoas, barcos, lanchas e mesmo as irregularidades na ampliação da marina do Yacht Club local – o que se há de fazer? Está mais do que na hora de providências serem tomadas – sérias e definitivas – sem paliativos que só fazem deixar a coisa como está só prá ver como é que fica, concluem outros mais irritados. Todos esses fatos mais novos, como Castelhados e Tesouro da Colina, desta semana em diante são de conhecimento dos responsáveis pelos setores competentes. As demais – antigas e conhecidas de há muito -, aguardam providências. Depois, quando o jornais da capital apresentarem críticas – embora algumas não sejam verdadeiras – porque não checadas na origem e feitas por especializados profissionais que ouvem todos os envolvidos, não haverá do que reclamar. Urge que providências sejam tomadas e realizadas, enquanto há tempo. Mais fácil não deixar construir do que tentar derrubar depois de erguidas as obras em andamento. CA

É BOM SABER...

Cuidado com o sistema de freios

Prática não aconselhável é a reposição constante do nível de óleo de freio, sem a devida preocupação de verificar o motivo do vazamento do fluido. Óleo de freio não evapora e sempre que seu nível baixa é por assentamento da pastilha (desgaste) ou das lonas. Esse desgaste é lento e progressivo. Quando baixa rapidamente indica vazamento e isso tem que ser verificado com urgência,

para não dar margem a acidentes por falha total do sistema de frenagem. Não é comum, portanto completar-se o nível do fluido, mesmo porque é prejudicial. Há outras preocupações, como a substituição por fluido não recomendado para o uso em seu veículo. Sobre isso vamos falar na próxima semana.

Acompanhem-nos; é interessante saber. CA

R. Dois Coqueiros, 45 - Perequê - Ilhabela - Tel: (12) 3896 5195

ETERNO APRENDIZ

Há tempo, sim! Naquela cidade distante, onde nove horas da noite não tinha mais energia elétrica, a não ser no hospital, tudo era muito complicado. Era época pós-revolução (sic) de 31 de março de 1964, extinguiram-se os partidos políticos, líderes ficaram na moita igualzinho inhambu na muda (das penas), não piavam. Poucos se manifestavam entre dentes, no aconchego de seus lares, muito a contra gosto da maioria silenciosa. Alguns não acreditavam, mas instalava-se uma ditadura comandada por militares, embora na caserna houvesse controvérsias. Nem todos da “verde oliva” falavam a mesma linguagem – havia oposição – também silenciosa. De repente ficava-se sabendo que um político recebera intimação para comparecer à regional do Exército, o Comando Geral na capital, no Ibirapuera. Aquele falante político, crítico ferrenho e partidário posicionado contra tudo e todos, permanecia silente: atendia o convite (intimação), ia e voltava à sua cidade sem dizer como foi a entrevista, o depoimento. Poucos não voltavam rapidamente. E os comentários surgiam, especulações idem. Não são poucos os que viveram aquela época. Guardam delas muitas lembranças; poucas boas. Jovem partícipe de todo o movimento, desde a campanha paulista de arrecadação “Ouro para o bem do Brasil” até a busca do fortalecimento da democracia contra o comunismo impulsivo do “Grupo dos Onze” com lideranças nacionais pipocando em todos os estados brasileiros, iniciou campanha de arregimentação de gente de sua idade para prestar serviços à comunidade. Foi difícil, porque os homens das Forças Armadas em cada cidade proibiam aglomerações, mesmo por motivos patrióticos. Driblando, reuniões aconteciam – a maioria em salões paroquiais com movimentos esplêndidos como Cursilhos de

Cristandade e Maranata, entre outros, ou mesmo em templos religiosos de igrejas Presbiterianas, Assembléias de Deus ou da oriental que aflorava no Brasil, marcada pela vinda de seu grande líder Massaharu Taniguchi, a Seicho-No-Iê. Foram momentos de expectativa, cuja única certeza era a arregimentação visando um clareamento de idéias e ideais fora de partidarismo, mas avivado pela política da convivência, da melhor interrelação, contrapondo-se a alguns núcleos que pretendiam lutar e mostrar a força política contra a ditadura. Pensando com os nossos botões – só com eles – e guardando segredo da iniciativa pensamos muito antes de escrever, anunciando uma reunião de força de todos, sem distinção, contra as drogas – a oferta desvairada, incontrolável e a demanda que vê crescer o consumo a cada minuto de muitas horas. Se houve uma ação – bem lá atrás – contra a ditadura e ela conseguiu sair vitoriosa, por que não irmanar-se toda a sociedade, religiosos, políticos (até ou principalmente eles, mesmo com alguns envolvidos com o narcotráfico) para enfrentar essa barra adversa, pesada e velha sempre recorrente? Participamos de uma lição – teórica e prática – naquele tempo e sempre é ocasião para se continuar (ou recomeçar) a luta. Então, fica a sugestão, com a certeza de que, na família e nas religiões, na força e na ação dos políticos de bom caráter, nos governos de um modo geral realizar esse mister será uma luta difícil, mas não impossível. Os filhos de muitos estão sendo sugados pelos males da droga. Traficantes, por mais que se encham as cadeias, sempre haverá. O que não pode haver é o esmorecimento da polícia, nesse combate eficaz e a mão severa da justiça, aplicando as penas, fazendo sua parte. Sem tréguas, à luta, mas com coragem. Há tempo sim, é questão de prioridade.


canalaberto207