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Ano um

ano II - número três / 03 de MARCO de 2015/ Belém - Pará

Número Zero

FUTEBOL, HUMOR E CULTURA

tAÇA CIDADE DE BELÉM VAI PARA... emman walter pinto João bento Harold Brand Honorato JR. Brahim

Estreias: Ítalo Gadelha Pedro Maués Junior Lopes

Marquinho mota

joão bento

Com:


Escalação

Abrindo os trabalhos

Reis do Norte Que rufem os tambores. O PH chega ao primeiro mês depois de sua triunfante volta ao cenário humorístico cultural. Enquanto o mundo continua com suas incongruências, a intolerância deixando todo mundo de cabelo em pé, exércitos religiosos se formando algures e alhures, os cães morrem de fome e tem sede de liberdade. Hoje em dia até o humor virou risco de vida. Quem diria que isso um dia aconteceria. Sobrevivemos num mundo cada vez mais caótico e as profecias vão se concretizando. Triste constatação, diria. Quando muitos diziam que as profecias eram bobagem, um sábio disse: “Elas são consideradas bobagens porque assim são as profecias, e elas só são identificadas quando já estão acontecendo e não há mais como evitá-las”. Por isso acho que a profecia da queda do tal Rei do Norte tem

a ver com o Paysandu. Fora da decisão e contratando estagiários para experimentar, a queda será iminente. Os times considerados grandes da capital sucumbem aos medíocres dirigentes que teimam em repetir erros. Tenho a impressão que tem um manual de dirigente dos anos 30 lá, “O Dirigente Sem Mestre”. Só nos resta sucumbir com a satisfação de que o time adversário é bem pior e nós estamos por cima. Mas sabemos que será um ano difícil. As expectativas não são nada boas. Para o Remo então, nem isso. Assim, continuo rindo um riso amarelo e sem graça que se tornou essa final de times do interior jogando um futebol sofrível. Difícil de empolgar, tanto que o auto flagelo é a única coisa que resta ao torcedor dos outrora grandes do Norte. Remo e Paysandu. Emman Dono do Negoço

Dono da bola Emman Dono do campo Walter Pinto Dono do apito Junior Lopes Dono do placar Harold Brand Dona das bandeirinhas Lu Hollanda Dono da maca Advaldo Nobre Dono das camisas Fernando Nobre Dono da torcida organizada Ricardo Lima Dono do clube de campo Paulo Mashiro Colaboradores especiais Luiz Pê Marquinho Mota Timaço Goleiro: Tomaz Brandão Lateral direito: Honorato Jr. Lateral esquerdo: Elias Ribeiro Zagueiro central: Raimundo sodré 1º Volante: Mauro Bentes 2º Volante: Rodolpho Oliveira Meia direita: Thiago Moraes Meia esquerda: Versales (SP) Ponta direita: Marcelo Seabra Ponta esquerda: Marcelo Rampazzo Centroavante: Mário Quadros Torcida feminina Waléria Chaves, Helena Beatriz e Regina Damasceno Regina Coeli Administração e internet Alícia Ana Paula Administração Pablo, Pedro Brandão Redação e contatos: pauloemman@yahoo.com.br hollandaluciane@yahoo.com.br

SAWE


Walter Pinto Ainda há tempo Volto à Curuzu, onde a torcida do Papão não vê nenhuma evolução do time em sua preparação para a série B do Campeonato Brasileiro. Já se foram os primeiros sessenta dias e o Papão continua como se tivesse voltado de férias, sem definição tática e sem jogadores à altura de uma competição nacional que vai disputar, salvo uma ou outra exceção. A atual diretoria não poupa esforços no sentindo de deixar patente a sua mediocridade, repetindo velhos erros, comuns em seus antecessores. Primeiro, contratou jogadores como se fosse à feira comprar banana. Trouxe-os em lote, indiferente à qualidade. Depois, trouxe um técnico mais medíocre ainda, um tal Sidney Moraes, de currículo inexpressivo, com mais derrotas do que vitórias por onde passou. Os primeiros resultados desse esforço em prol da mediocridade já começaram a aparecer no Parazão: derrotas para times pequenos do interior e eliminação da disputa pelo título. Na Copa Verde, um empate fora de casa contra um time que de grande só tem o nome, o Santos, de Macapá, time que em priscas eras seria esmagado sem dó nem piedade pelo Papão de outrora. Percebido o erro, a diretoria buscou um estratagema para afastar o técnico. Não precisava a encenação armada. Utilizar como desculpa o preparador físico deixou patente outra limitação das diretoria: falta de pulso e de firmeza nas suas decisões. Ora, o descontentamento com o trabalho do técnico era geral, por parte dos diretores, da imprensa e da torcida. Bastava dispensar o rapaz e pronto. Mas, não. Optou pela demissão pelo método confuso. E quando se aguardava um nome de peso e experiência suficientes para conduzir o Papão pela trilha correta rumo ao Brasileirão, veio o anúncio de Dado Cavalcanti, outro técnico desconhecido da galera, um jovem e rodado técnico, com passagem por vários clubes, detentor de um título que honra qualquer currículo, o de bicampeão do futebol de Rondônia. Recentemente, o rapaz foi dispensado pelo Ceará, por problemas na escalação do time. Penso que o projeto da diretoria do Papão é transformar o clube naquela novelinha interminável que a Globo exibe às 16h, Malhação, que prepara atores para voos maiores em outras produções. Contrata técnicos desconhecidos, paga-lhes bons salários, entrega o time para que exercite a profissão, na esperança que eles aprendam na prática as mumunhas e táticas do futebol. Nas raras vezes que alcançam resultados mais significativos, vão embora, como aconteceu com o então desconhecido Mazola, que, para permanecer no Clube, pediu grana altíssima. Faço votos que esse novo técnico bicolor, Dado Cavalcanti, cujo nome está mais para artista de TV do que para técnico de futebol, aprenda rapidamente a lição e mostre-se à altura do Papão. E que o time possa recuperar o tempo perdido, preparando-se de forma adequada para o Brasileirão. Ainda há tempo.


Cartunista estreia no PARAZÃOHEBDO O cartunista paraense Ítalo Gadelha estreia seu traço no ParazãoHebdo. Cartunista desde 2007, é ilustrador e

chargista há quatro anos. Em pouco tempo ja conquistou o reconhecimento participando de salões de humor pela primeira

vez. Foi classificado nos Salões Internacionais de Humor de Piracicaba e Manaus em 2014. Atualmente publica charges no

Diário do Pará, Diário on line ( /DOLdiarioonline ) Bola na rede ( /Bolanarede ) e agora no ParazãoHebdo.


Pedro Maués a

“Al-ci-no, é o nome do homem...” E a final do primeiro turno chegou. Chegou meio assim, de surpresa e sem pedir licença, mostrando um cenário diferente daqueles que eu estava acostumado. Nem lembro a última vez, se é que assim houve, de uma final inusitada e sem a presença de um dos chamados grandes, componentes da dupla RE x PA.Em minha memória já repleta de neurônios rareantes, um filme vem à tona, com aspecto em preto e branco, mostrando memoráveis finais de campeonatos, empolgantes sob todos os aspectos e que mexiam com os corações e mentes de todos nós amantes do bom futebol, dos torcedores, dos dirigentes e da crônica especializada, principalmente pelo que se ouvia através das ondas do rádio, embalando emoções e trazendo o retrato fiel daquilo que se passava no gramado de jogo. “Al-ci-no, Al-ci-no, é o nome do homem...camiseta número 9...quando eram jogados pelo meu cronômetro, 25 minutos do segundo tempo... Vai guardando aí meu caro Reginaldo...Movem-se os números do placar mais uma vez, agora, Leão de Antonio Baena 2, Papão da Curuzu no ronco

identificar, mas expandindo um pouco a memória, sigo renunciando ou repelindo o que não me agrada.

do porco, 1”...bradava Jaime Bastos através de suas inesquecíveis performances. Não quero aqui hierarquizar nada. O noticiário do futebol paraense, ainda que embalado por uma imprensa presente diuturnamente nos eventos esportivos, parece que a cada dia é pintado em matizes opacas e azedas. Toma aparência de um tecido frágil e esgarçado, prestes a se romper a qualquer instante. Dezenas de craques desfilavam pelas passarelas dos campos de futebol daqui.

Baenão,Curuzu e Mangueirão presenciaram partidas inesquecíveis, travestidas em verdadeiras epopeias que insistem em ficar inoculadas em minha retina. Jogadores que encarnavam um espírito guerreiro e pareciam trazer em si, no bico das chuteiras e nos escudos das camisas, um comprometimento que hoje raramente se vê. Sei que é difícil um consenso sobre o assunto. Corro o risco de ser taxado de saudosista e pertencer à deletéria imprensa. Difícil até saber a corrente em qual me

Não sei ao certo o que fazer para amenizar o sofrimento e a nostalgia que se abate sobre mim e muitos outros no momento de uma final assim. Respeitando os sentimentos daqueles que habitam e amam os clubes das aprazíveis Tucurui e Parauapebas, fico imaginando os colegas locutores esportivos na transmissão da já batizada “final caipira”, título sem qualquer demérito àqueles que, assim como eu, são interioranos, atrás da motivação para o uso dos bordões que materializem as emoções através de seus microfones . Aí volto a me reportar ao inigualável mestre Jaime Bastos, bradando “Jáqui-nha, Já-qui-nha é o nome do homem”... E Belém sem os tradicionais fogos de artifício a singrar as nuvens, explodindo no céu, para o gáudio de alguns e melancolia de outros, me faz lembrar os ensinamentos e minha avó:”O dia passa devagar. O ano é que passa depressa”. Oxalá 2016 seja diferente.

O gigante, o Diabo e o Camisão O Gigante Alcino era mesmo gigante. Pela foto se vê que o “negão” quase vara os dois metros de altura. Virou uma lenda no futebol paraense, um goleador nato. Posa ao lado do também craque, Roberto “ Diabo Louro “. Mas a foto é histórica e nem é pelo “Diabo “ou pelo Alcino, é histórica por causa do Rildo Camisão, o moleque que está segurando uma flâmula da internacionalmente famosa Aguardente Alvorada. Filho do seu Dico, morador da Pedro Rodrigues, ali perto do Bancrévea. O jogo em questão era Seleção de Abaetetuba x Remo, amisto-

so que aconteceu em Abaeté no estádio Humberto Parente em 1974. A foto foi tirada pelo fotógrafo e boêmio Dico “Cururu”. Negão elegante e violeiro era expert em fotografar defuntos nos caixões abertos para deixar de lembrança para a família . João Pedro Maués inaugura sua coluna no PARAZÃOHEBDO trazendo o que há de melhor no humor “ made in Abaeté”, uma cidade folclórica com uma história e humor muito peculiar, porque não há lugar no mundo em que um time de futebol tenha um dos nomes mais surreais já visto, o Vênus Futebol Clube. ( Emman)


anos em Retalhos de Junior Lopes Uma trajetória em estilo único. Há 15 anos, o cartunista Junior Lopes iniciava uma trajetória na ilustração nacional, confeccionando trabalhos com retalhos de tecido. Suas obras são modernas e inovadoras, misturando um híbrido entre desenho e

tecitura, retratando personalidades e ícones culturais. Paraense radicado em São Paulo, este fantástico ilustrador e caricaturista já realizou exposições em São Paulo, Piracicaba, Porto Alegre e em Moçambique. Este trabalho já foi premiado com o Leão de Ouro em

Cannes, em 2004 com a campanha da Levi’s. E no ano de 2014, Junior foi escolhido pela revista Illustrattion Now! Da editora alemã Tarsen como um dos 150 melhores ilustradores do mundo. A exposição abriu na última quinta feira, 26 em São Paulo na Galeria Ornitorrinco

e fica até 05 de abril. Quem estiver em Sampa vale a pena conferir as obras em Retalhos.

Onde? Galeria Ornitorrinco Av. Pompéia ,520 Pompéia Fone: (11) 23381146


Sawe povo Munduruku! Marquinho Mota é filho do rio Tapajós com a Floresta Amazônica, nascido em Santarém no Oeste do Pará é um apaixonado pelas belezas desse rio e sua gente. Trabalha com o povo Munduruku desde 2010. Ainda se encanta e se impressiona pela a sua força, coragem e beleza deste povo. Tenta repassar através da fotografia, um pouco desse mundo mágico, no qual eles estão inseridos. Poeta e ativista Marquinho foi premiado em primeiro lugar em vídeo e fotografia no festival audio visual em Santarém, em 2014. Um SAWE para o Povo Munduruku e o seu Rio Tapajós.


Vamos ver se O Bola do Diário do Pará chupa mais essa.. Nossa homenagem a este grande artista na passagem do seu aniversário, Bira Dantas, no poderoso traço do carioca Nei Lima.

Registro nesta quartafeira, 4 o nascimento da Morena Lopes, filha dos amigos Jr. Lopes e Flávia. PARAZÃOHEBDO deseja um bem vindo com muita saúde.


Assista TV Leão #04 Remo X Rio Branco Direto do Boteco Azulino https://www.youtube.comwatch?v=3JsfyB7308E

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“LA LONGUE DURÉE” O historiador francês Fernand Braudel um dos criadores da USP nos anos 30, realizou estudos sobre as civilizações chamando atenção que a fonte de dados ao longo da História Francesa e mediterrânea acessível à época, provinha das informações registradas pelas classes dominantes o que tornava insuficiente para uma leitura maior do contexto, assim ensinou que para entender a História é preciso concentrar-se no que ele chamava de “la long durée” que é outro nome para o Contexto Maior.Passa o pano. Quando diziam ali pelos anos 30 do século passado que o Brasil era o país do futuro, durante muito tempo tal afirmativa soava como uma piada sem graça tal nossa dependência do capitalismo internacional e as reformas necessárias, algumas poucas mudanças no campo trabalhista seriam concretizadas com o advento do Estado Novo. A parceria com os EUA nunca foi consenso ao longo de nossa política externa mesmo o Presidente Vargas tinha clara simpatia pelo nazi-fascismo, o golpe militar de 1964 consolidou, segundo Dreyfus, a conquista do Estado e a influência americana sobre o Brasil em muitos aspectos, mas boa parte do povo brasileiro representado por parte da classe política, não é partidário de um alinhamento automático com os americanos e isto se refletiu no sec. XXI através de uma política externa sul-sul e a formação do bloco BRIC’s. Há um estardalhaço

Brahim

para o bem e para o mal, mas plenamente justificável em relação aos escândalos de desvio de bilhões de dinheiro da estatal PETROBRÁS, e sem dúvida as denúncias, a maioria investigada em ações conjuntas do MP, PF e Judiciário, mexeram com a opinião pública, formatada muitas vezes ao sabor das emoções e com claro viés conservador à direita, que vêem uma oportunidade para o retrocesso em torno da questão de nossa soberania em relação ao petróleo. Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobrás, a única das grandes empresas de

petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultra profundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais. Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle

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do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares (vide situação no Oriente Médio). Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente. Opinião do Economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da UNICAMP ao jornal digital Brasil 247: “Claro que tudo isto que acontece na Petrobrás tem importância geopolítica. Acredito que os Estados Unidos não se conformem em terem ficado de fora da exploração do campo de Libra, no leilão do ano passado, vencido por um consórcio de petroleiras chinesas, e todo o mundo sabe que a China quer disputar novos leilões na área do pré-sal, fortalecendo sua presença”. “A crise da Petrobrás tem que ser compreendida em meio a um quadro maior, que é o problema global do petróleo, envolvendo a Rússia e as pressões feitas recentemente contra a Rússia, tentando encurralar o governo de Putin. Me parece difícil que as potências ocidentais consigam fazer a alma russa ceder”. Nossa opinião é que a punição dos responsáveis pelos desvios deve ser exemplar e retroativa, informações dão conta de que o modus operandis já estava plenamente azeitado em 2000 contando com oito grandes empresas até então, e que passaram a ser 16 nos governos petistas, é muito grave o que vem ocorrendo, mas não deixemos de observar o contexto maior da guerra do petróleo e o cerco a estatal nas últimas décadas.


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Edição das semifinais com Parauapebas e Independente. Colunas Bikudixanka do Walter Pinto e Crônicas de Abaeté, com Pedro Maués. Estreia do...

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