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Estudos Bíblicos Lucas - Capítulos 12 a 24

As Alegrias da Salvação

ÍNDICE 01 Quatro Inimigos Íntimos . .......................................................... 3 02 Questões Espirituais.................................................................. 8 03 A Grande Festa da Salvação..................................................... 13 04 As Alegrias da Salvação........................................................... 18 05 Mordomia e Futuro Eterno........................................................ 23 06 Fé, Gratidão e Prontidão.......................................................... 28 07 Lições de Humildade .............................................................. 32 08 Salvador, Senhor e Rei............................................................ 37 09 Conflitos Religiosos................................................................. 42 10 A Segunda Vinda de Cristo....................................................... 47 11 Dois Lugares, Um Destino........................................................ 51 12 A Maior Oferta de Amor........................................................... 56 13 O Filho do Homem é Vencedor................................................. 61 Autor das lições: Arival Dias Casimiro Aluno Professor

Classe


Apresentação

Estudos Bíblicos

Lucas - Capítulos 12 a 24

Este volume dá continuidade ao estudo do Evangelho de Lucas, iniciado na revista “Evangelho para todos”. Na primeira revista aprendemos que a salvação de Deus é para todas as pessoas e nesta vamos estudar os benefícios de quem recebe a salvação, e o maior deles é a alegria. O tema alegria é abordado de diversas maneiras por Lucas: encontrar a ovelha perdida, o filho perdido que volta, o pecador que se arrepende e recebe Jesus em sua casa e, finalmente, o evangelho termina com os discípulos voltando a Jerusalém cheios de alegria após a ascensão de Jesus. O evangelho de Lucas é o evangelho da alegria. Ele irradia a alegria da salvação que Deus nos oferece em Jesus. Os Editores

AS ALEGRIAS DA SALVAÇÃO Estudos Expositivos em Lucas - Capítulos 12 a 24

EDITOR RESPONSÁVEL: Alberto José Bellan AUTOR DAS LIÇÕES: Arival Dias Casimiro REVISÃO GRÁFICA: Juana del Carmen Cornejo Campos FOTOS: Shutterstock Images IMPRESSÃO E ACABAMENTO: CYMK Quality

Copyright © 2015 - Z3 Editora Ltda. 1ª 2ª Edição Edição -- Setembro/2015 Dezembro /2017

ISBN: 978-85-8283-056-7

Fica explicitamente proibida qualquer forma de reprodução total ou parcial desta revista, sem o expresso consentimento da editora.

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T EXTO B ÁSICO Lucas 12.1-59

1ª Lição ::

Quatro Inimigos Íntimos :: OBJETIVO :: Motivar-se a combater o pecado interno

DEVEMOS TRABALHAR FIELMENTE ATÉ CRISTO VOLTAR

A Bíblia compara a vida cristã a uma batalha espiritual. Nessa guerra, o cristão enfrenta três inimigos reais: os desejos da carne, os prazeres do mundo e as ciladas do diabo. Sexo, poder e dinheiro são consideradas três áreas de tentação para o crente, mas principalmente para os líderes espirituais. Precisamos estar cientes de que as tentações são reais, mas podem ser vencidas. Lembre-se daquele ditado cristão: “Não sou mais um pecador lutando para ser santo. Sou um santo lutando contra o pecado”. Lucas registra a advertência de Jesus para quatro inimigos íntimos e extremamente perigosos para a vida espiritual do cristão: hipocrisia, avareza, ansiedade e displicência espiritual.

1. Hipocrisia (vv. 1-12)

:: LEITURA DIÁRIA :: Segunda-Feira Mateus 23.13-36 Terça-Feira Mateus 6.24-34 Quarta-Feira Filipenses 4.6,7 Quinta-Feira Hebreus 2.1-4 Sexta-Feira 1 Pedro 5.5-14 Sábado Marcos 7.1-23 Domingo Salmo 51

Jesus ordena aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (v.1). A palavra “acautelai” significa “ponha-se em guarda contra” ou “preste muita atenção e vigie” a sua mente contra a hipocrisia. O hipócrita é aquela pessoa que finge ser o que não é. Ele é um ator que representa um papel, escondendo a sua verdadeira personalidade por trás de uma máscara. Implica em ser desonesto, insincero e enganador. Os fariseus, os saduceus e os escribas eram hipócritas religiosos, os quais foram amaldiçoados por Jesus (Mt 16.5,12; Lc 11.37-54). Jesus chama a hipocrisia de “fermento dos fariseus”. É o pecado em que eles mais estão envolvidos. O fermento sempre aparece na Bíblia associado ao mal e ao pecado (Êx 12.15-20; 1Co 5.6-8; Gl 5.9). A sua influência é interna, rápida, crescente e silenciosa. Assim como um pouco de fermento leveda toda a massa, o pecado da hipocrisia pode iniciar-se em nosso coração e contaminar toda a nossa maneira de ser e de agir. Para evitar o fermento dos fariseus 3


As Alegrias da Salvação

precisamos combater a menor porção de hipocrisia no nosso coração. Precisamos considerar a recomendação de Jesus (Mt 16.5). O texto nos oferece uma argumentação baseada na Trindade: o Pai (v.5), o Filho (v.8) e o Espírito Santo (v.10). Para vencermos a hipocrisia precisamos: Temer a Deus e não aos homens O temor ao homem gera a hipocrisia. O medo dos outros é uma armadilha (Pv 29.25), que pode nos prender à falsidade. Jesus disse que não devemos temer aos homens. O máximo que eles podem nos fazer é nos matar, mesmo assim, somente com a permissão divina (v.5). O medo ao homem deve ser substituído pelo temor a Deus. Porque somente Deus pode matar o corpo e lançar a alma do hipócrita no inferno. Devemos temer a Deus, pois ele irá desmascarar toda hipocrisia (vv. 2,3). É inútil e tolo praticar a hipocrisia. Mais cedo ou mais tarde, a verdade será revelada. Ninguém consegue esconder o que é por muito tempo. Também, teremos o juízo final, quando todos os segredos do coração serão manifestos (Ec 12.14; Rm 2.16). A Palavra de Deus é poderosa para revelar os pecados mais escondidos no coração humano (Hb 4.12,13). Por isso Jesus diz aos discípulos que aquilo que eles estão aprendendo em segredo devem proclamar nos eirados (v.3). A melhor explicação desse verso é a Parábola da Candeia (Mc 4.21-23). Devemos temer a Deus porque ele supre as necessidades dos seus verdadeiros filhos. O medo de passar necessidades pode levar-nos também à hipocrisia. Muitas vezes não cremos na provisão de Deus. Jesus exorta-nos: Não temais! (vv. 6,7). Deus não esquece de nenhuma das nossas necessidades. O nosso valor excede ao das outras criaturas que são sustentadas pelo Pai. Ele supre tudo que precisamos e o seu cuidado é tão detalhado, que chega ao controle dos fios de cabelos da nossa cabeça. Não precisamos ceder à hipocrisia. Não tenha medo de ser sincero e verdadeiro, pois o Pai celestial cuida de nós. Confessar a Jesus e não negá-lo publicamente O medo de confessar a Jesus perante os homens gera também a hipocrisia. Esconder seu compromisso com Jesus é também uma forma de falsidade. Por isso Jesus exorta-nos: Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos 4


1ª Lição :: Quatro Inimigos Íntimos

de Deus (vv. 8,9). Confessar a Jesus e crer que o Pai o ressuscitou dentre os mortos é pré-requisito para ser salvo (Rm 10.9,10). Honrar o Espírito Santo e não blasfemar contra Ele. Jesus refere-se ao Espírito Santo (v.10). A blasfêmia contra o Espírito é um pecado imperdoável. Mas, o que significa blasfemar? Significa a rejeição absoluta de Jesus Cristo (Jo 3.36), o qual é testemunhado pelo Espírito (Jo 16.7-15). Essa rejeição é o pecado imperdoável. O Espírito Santo também tem o papel fundamental de capacitar os crentes a pregar o evangelho, principalmente em situações de perseguição (v.11). Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer (v.12). Devemos depender do Espírito para testemunhar a Jesus (At 1.8).

• Você é uma pessoa hipócrita? • Será que é possível sermos genuinamente verdadeiros? • Há diferença entre o hipócrita consciente e o hipócrita ignorante?

APLICAÇÕES

! PRÁTICAS 2. Avareza (vv. 13-21) Após ser abordado por dois irmãos quanto à divisão de uma herança (vv. 13,14), Jesus adverte os discípulos sobre o perigo da avareza (v.15). Três lições: (1) Ordem: “Guardai-vos”. É um imperativo que significa “abster-se”, “manter-se em vigilância constante”. (2) Ordem abrangente: “toda e qualquer”. Inclui avareza por dinheiro, poder, cargos e posições. Envolve a avareza espiritual quando buscamos a Jesus por interesse material ou a comercialização da fé praticada pelos falsos mestres (Jo 6.26,27; 2Pe 2.3). (3) A coisa proibida: avareza por dinheiro. A palavra grega significa “cobiça” indicando a “sede de ter mais, de ter sempre mais e mais e ainda mais”. W. Wiersbe diz: “avareza é a sede insaciável de uma quantidade cada vez maior de algo que acreditamos ser necessário para nos fazer verdadeiramente satisfeitos”. A avareza por bens materiais é um grande perigo espiritual (Pv 30.7-9; Mt 13.22; 1Tm 6.6-10, 17-19). Jesus dá a razão para não sermos avarentos: porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Para ilustrar esta verdade, Jesus conta a parábola do rico insensato. Ele apresenta quatro equívocos que a avareza produz: Ter é mais importante que ser (v.15); aquilo que produzo e tenho é meu (vv. 16-18); coisas materiais podem satisfazer as necessidades da alma (v.19); 5


As Alegrias da Salvação

somos eternos e não iremos morrer (v.20). Jesus usa esses equívocos do rico insensato para concluir: Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus (v.21). Cuidado com a avareza, pois ela pode destruir a sua alma.

3. Ansiedade (vv. 22-34) O terceiro inimigo do crente é a ansiedade (v.22). Três detalhes: (1) Uma ordem: não andeis. O verbo é um imperativo presente. (2) Um estado mental e emocional: ansiosos. A palavra “ansiedade” (merina) significa “preocupar-se” ou “inquietar-se”. Trata-se de uma distração mental. A ideia é que a mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e sofrimento. Na língua inglesa “ansiedade” (worry) traz a ideia de “sufocar” ou “estrangular”. (3) Uma causa: quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Essas são as necessidades básicas da época. Hoje, além dessas, temos moradia, saúde, transporte e educação Jesus nos apresenta seis argumentos para não andarmos ansiosos: (1) A vida não é só comida e vestes para o corpo. Além das necessidades físicas, o homem possui outras necessidades que precisam ser satisfeitas (Sl 42.1,2). (2) Os filhos de Deus valem mais do que as aves. Deus cuida dos animais inferiores, como as aves, que não fazem provisão alguma para si mesmas. Assim também certamente cuidará de seus próprios filhos. (3) A ansiedade não muda nada. A ansiedade não acrescenta nada, exceto angústia e sofrimento. O côvado era usado como medida linear, mas também como medida de tempo. Neste caso, envolve tempo. Jesus completa: Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras? (v.26). (4) A ansiedade é inútil para providenciar o vestuário. A despeito da beleza e da transitoriedade das flores, Deus cuida delas. Se Deus cuida delas, que pouco valem, imaginem o cuidado que ele tem com os seus filhos. (5) A ansiedade pelas coisas materiais é uma característica dos incrédulos. Não devemos nos entregar à ansiedade porque o nosso Pai sabe e supre as nossas necessidades. A ansiedade é essencialmente desconfiança de Deus. (6) A ansiedade é vencida quando priorizamos o reino de Deus. A busca do Reino de Deus e de sua justiça garante, por si mesma, o recebimento daquilo que precisamos para as nossas necessidades físicas. (7) A ansiedade é derrotada pela 6


1ª Lição :: Quatro Inimigos Íntimos

esperança. Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino (v.32). (8) A ansiedade revela onde está o nosso coração. Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (vv. 33,34).

4. Negligência (vv. 35-59) Outra ameaça à vida cristã é a negligência ou desatenção espiritual. Jesus ordena que estejamos sempre atentos à segunda vinda do Senhor. Para alertar-nos ele conta duas parábolas: (1) A parábola dos servos vigilantes (vv. 3540). A lição principal é que devemos estar vigilantes acerca da segunda vinda de Cristo. (2) A parábola dos servos fiel e infiel (vv. 41-48). A lição principal é que devemos trabalhar fielmente até Cristo voltar. As últimas declarações de Jesus neste capítulo são de extrema importância: Jesus estava pronto para cumprir a sua obra que veio realizar neste mundo (vv. 49,50); a pregação do evangelho produzirá divisão e rompimento de relacionamentos entre aqueles que o ouvirem (vv. 5153); devemos observar e discernir os sinais do tempo que apontam para a Segunda Vinda de Jesus Cristo (vv. 54-56); precisamos buscar a reconciliação com Deus antes que seja tarde demais (vv. 57-59).

• Você convive com pessoas avarentas? • Por que a avareza pode destruir a sua alma? • Você se considera uma pessoa ansiosa? • Será que a negligência ameaça a vida cristã?

Hipocrisia, avareza, ansiedade e negligência são inimigos íntimos do cristão. Eles agem de forma silenciosa e em ritmo compassado. Eles são aceitos e incentivados pelo mundo. Mas, Jesus nos ordena a combatê-los de forma implacável e constante. John Owen diz: “Mortifique o pecado. Faça disso sua labuta diária; sempre, enquanto viver; não termine nenhum dia sem lutar; continue matando o pecado ou ele o matará”.

APLICAÇÕES

! PRÁTICAS

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AS ALEGRIAS DA SALVAÇÃO  

Este volume dá continuidade ao estudo do Evangelho de Lucas, iniciado na revista "Evangelho para todos". Na primeira revista aprendemos que...

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