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ABRIL 2018 | Nº63 | MENSAL | REVISTA DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA | NÃO PODE SER VENDIDA

DIRETOR EDITORIAL: TIAGO BELIM

maissuperior.com

Pós-graduados, mestres e doutores no mercado de trabalho Como valoriza o mercado de trabalho as pós-graduações, os mestrados e os doutoramentos? Fomos perguntar a várias empresas e damos-te a resposta nesta edição. PUB:

Música

Desporto

O disco novo dos PAUS

Futsal - Concentração Máxima


Aquele emprego não te sai da cabeça?

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M E V O J A I T N A R A G A COM Uma Garantia, 4 opções emprego educação formação estágio

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COM O APOIO


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índice PASSATEMPOS MEGA NEWS

Prepara as malas: vais aos Festivais de Verão com a Mega Hits

DESPORTO

Futsal: um desporto com cada vez mais adeptos e praticantes!

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MÚSICA

O novo disco dos PAUS

EMPREGO

Pós-Graduados, Mestrados e Doutorados no mercado de trabalho - o que valorizam as grandes empresas?

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EMPREGO

FEP JUNIOR CONSULTING

FJC Porto de Emprego - Uma feira que bateu recordes!

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GAMING

Dragon Ball FighterZ

PELO MUNDO

O ano sabático da Rita Ventura na Islândia

Estás a tirar a tua licenciatura e não sabes o que fazer a seguir? O que será mais indicado: Uma pós-graduação, um mestrado ou um doutoramento? Na Mais Superior deste mês, as recrutadoras e as empresas explicam a que situações se adequam cada uma destas formações. Contamos ainda a aventura de uma jovem portuguesa pela Islândia, falamos com os PAUS sobre o novo disco, e abordamos o futsal universitário e as novidades da Associação Académica de Coimbra. A partir da próxima edição a Mais Superior terá uma nova Diretora Editorial, que vai chegar com muita vontade de escrever sobre os teus temas favoritos. Para mim, foi incrível fazer parte deste projeto e ouvir o feedback dos nossos leitores ao andar pelas faculdades. Continua sempre a seguir a Mais Superior! Tiago Belim, Diretor Editorial

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ficha técnica P r opr i etár i o/ E di tor : Young Direct Media, Lda

NIP C n º 510080723 E m pr esa jor n al i sti c a i n sc r i ta c om o n º : 223852 C api tal S oc i al : 22.500 eu r os D eten tor es do c api tal : G r aç a S an tos, P au l o F or tu n ato, D u ar te For tu n ato ADMINISTRAÇÃO E DIREÇÃO GERAL DA EMPRESA Duarte Fortunato, duartefortunato@youngdirectmedia.pt; Graça Santos, gracasantos@youngdirectmedia.pt ; Paulo Fortunato, paulofortunato@youngdirectmedia.pt Sede de redação: Rua António França Borges, nº 4A loja Dta. 2625-187 Póvoa de Santa Iria Tlf: 21 155 47 91 Fax: 21 155 47 92 Email geral: geral@youngdirectmedia.pt

www.maissuperior.com Revista de conteúdos educativos para os alunos do Ensino Superior REDAÇÃO DIRETOR EDITORIAL Tiago Belim, tiagobelim@youngdirectmedia.pt; JORNALISTA Sónia Costa, soniacosta@youngdirectmedia.pt; DEPARTAMENTO COMERCIAL DIRETOR COMERCIAL E DE PUBLICIDADE Duarte Fortunato, duartefortunato@youngdirectmedia.pt; ACCOUNT Gonçalo Pires, goncalopires@youngdirectmedia.pt; COLABORADORES EDITORIAIS MEGA HITS DESIGN Cristina Germano, imagem@youngdirectmedia.pt COMUNICAÇÃO Hugo Silva, comunicacao@youngdirectmedia.pt; Cristiana Silva, cristianasilva@youngdirectmedia.pt ESTATUTO EDITORIAL Disponivel em www.maissuperior.com TIRAGEM: 15.000 exemplares DISTRIBUIÇÃO: Gratuita PERIODICIDADE: Mensal REGISTO NA ERC Nº 126168 DEPÓSITO LEGAL: 339820/12 TIPOGRAFIA E MORADA: Monterreina, Cabo da Gata, 1-3, Área Empresarial Andalucia, sector 2 28320 Pinto Madrid - Espanha BANCO DE IMAGENS :

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ESTA PUBLICAÇÃO JÁ SE ENCONTRA ESCRITA AO ABRIGO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.


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CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

Cada passatempo da revista Mais Superior tem um regulamento próprio que é necessário cumprir para poderes participar. Para conheceres o regulamento do(s) passatempo(s) que te interessam, consulta a secção "Passatempos a Decorrer" em maissuperior.com.

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mega news

WELCOME PRIMAVERA! ALL ABOARD FESTIVAIS DE MÚSICA! VAIS A TODOS COM A MEGA HITS!

Farto dos dias de chuva, de estar enfiado em casa a estudar para exames atrás de exames, dos casacos de inverno e das botas? Está aí a primavera e está na hora de mudares o chip a isto tudo! Sol, tempo mais quente, exames a terminar e se ainda não tens o outfit perfeito para desfilares pelos melhores festivais é melhor começares a tratar disso, porque a MEGA HITS traz-te os melhores de sempre!

Começas já com o Rock in Rio Lisboa, nos dias 23, 24, 29 e 30 de junho! Desta vez, com grandes novidades repartidas por quatro palcos alucinantes: o já clássico Palco Mundo onde vais poder ver Muse, Bastille, Bruno Mars; Demi Lovato, Agir, Diogo Piçarra; The Killers; The Chemical Brothers, Katy Perry; Jessie J, entre muitos outros. No Music Valley vais ter Carolina Deslandes, HMB, DJ Vibe, Deejay Kamala, Capitão Fausto, Carlão,

Blaya e muito mais. Este ano, a grande novidade de palcos é o Digital Stage, onde os teus ídolos do YouTube e das redes sociais saem do ecrã para se encontrarem cara a cara contigo! Confirmados já estão o Wuant, o Windoh e o SirKazzio, entre muitos outros! E ainda um Game Ring onde vais poder entrar em explosivos confrontos de gaming.

Em julho, a MEGA HITS regressa contigo ao Ericeira Camping para o Sumol Summer Fest, nos dias 6 e 7 de julho. O cartaz já está completo e divide-se entre o palco Sumol e o Palco Quicksilver Boardriders, com coisas tão cool e chill como French Montana, Wet Beg Gang, April Ivy, Joey Bada$$, The Jillionaire (Major Lazer), Piruka, Fresh P DJ set, Dois Brancos & Um Preto, Cupcake Mafia, entre muitos outros. Prepara a tua tenda e sabe mais no site da MEGA HITS!

O último mês do verão não acaba sem a MEGA HITS te levar para outro festival. Malas aviadas para a Zambujeira do Mar, para um dos festivais mais míticos do país: MEO Sudoeste! E este ano está mesmo bom! Shawn Mendes, Hardwell, Wizkid, Piruka; Marshmello, Mundo Segundo & Sam The Kid, entre muito mais confirmações a chegar!

De junho a agosto, vai ser o verão inteiro com a MEGA HITS a dar-te grandes emoções com os teus artistas favoritos nos melhores festivais. E claro, como a MEGA HITS está metida nisto, prepara-te porque vai haver bilhetinhos para ganhar! Como? É ficares bem colado à tua rádio e aos teus MEGA Animadores! Em breve terás novidades para curtires o melhor verão de sempre, sem levares os teus pais à falência =) Sabe mais em www.megahits.sapo.pt!

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Em pleno pico do verão, a MEGA HITS vai levar-te para o lendário Super Bock Super Rock, no Parque das Nações, em Lisboa, de 19 a 21 de julho. Já fizeram check-in The XX, Justice, The Vaccines, Travis Scott, Anderson, Tom Misch, Oddisee & Good Company, Julian Casablancas & The Voidz, entre outros. O festival mais urbano do teu verão espera por ti, e é claro que a MEGA HITS tinha de estar metida nisto!

MEGA HITS! MAIS DE 45 MINUTOS DE MÚSICA SEM PARAR! MAIS MÚSICA NOVA!

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LISBOA 92.4 FM | PORTO 90.6 FM | COIMBRA 90.0 FM | SINTRA 88.0 FM | AVEIRO 96.5 FM | BRAGA 92.9 FM


PUBLIREPORTAGEM

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PARA UMA CARREIRA VERDADEIRAMENTE INTERNACIONAL

A Les Roches - International School of Hotel Management é uma das Melhores Escolas de Hospitality do Mundo com oferta de programas de licenciatura, pós-graduação e mestrado. Sediada nos Alpes Suiços, em Bluche, oferece aos seus alunos Campus em Espanha, China, Jordânia e USA, num ambiente perfeito e seguro que combina o Savoir Faire clássico da educação Suíça com as excelentes oportunidades de vida que caracterizam o país. Com mais de 60 anos a formar alunos de mais de 90 Nacionalidades, a instituição conta com 12.000 ex- alunos em mais de 130 Países, um pouco por todo o Mundo. Atualmente, aproximadamente 60 empresas de topo visitam todos os semestres os Campus da Les Roches para ações de Recrutamento e 90% dos alunos graduados saem com ofertas de trabalho ou múltiplas escolhas laborais mesmo antes de terminaremos seus cursos. A formação proporcionada aos alunos internacionais combina estudo acadêmico rigoroso e estágios profissionais internacionais, com inúmeras especializações para ajustar aos estudos ao próprio plano de carreira que cada aluno traça como objetivo. Existem de fato soluções tailor-made para cada aluno. Outro dos aspetos mais positivos é o multiculturalismo, a maioria dos alunos desta escola tem origem em 130 países diferentes o que permite um contato com múltiplas culturas e modos de estar, representando também a globalidade da instituição.

5 RAZÕES PARA ESCOLHER LES ROCHES FORMAÇÃO ÚNICA Ao combinar uma rigorosa formação académica com educação plura e de qualidade assim como estágios profissionais em todo o mundo, os graduados na Les Roches após a formação estão habilitados para integrar unidades hoteleiras e grandes empresas em todo o mundo. CERTIFICADO NEASC A Les Roches Suíça é uma das 3 Universidades suíças com o certificado NEASC - New England Association of Schools and Colleges (NEASC), outras das razões pelas quais mais de 40 cadeias hoteleiras e empresas multinacionais contratam ainda durante os cursos os alunos da Les Roches. GLOBALIDADE Os alunos da Les Roches desenvolvem uma das competências mais apetecíveis da indústria hoteleira e doo turismo, a capacidade de trabalhar em ambientes multiculturais, uma vez que os alunos têm origem em 130 países, podendo ainda optar por transferências para os diverso Campus da escola. REDE DE ALUMMNI Com uma rede de antigos alunos, os alummni, ativos com mais de 11, 000 membros em mais de 129 países, os graduados na Les Roches têm conexões com a indústria fortes e acesso exclusivo a oportunidades de emprego em todo o mundo. UMA ESCOLA ESPECIAL A experiência de estudar nesta instituição é extremamente gratificante. A escola funciona como uma unidade hoteleira. As instalações state-of-the-art, apresentam alojamentos modernos e inúmeras atividades como desportos de montanha e lazer no coração dos Alpes suíços. Diploma de Pós-graduação em Gestão de Hotéis 1 semestre académico + 6 meses de experiência na indústria

Pós Graduação em Marketing Management for Luxury Tourism 1 ano (1 Semestre Académico + 3 meses de caso prático fora do campus +3 meses de estágios laborais)

Mais informações: Pedro Martins email: pedro.martins@ec.sommet-education.com tel.: +351 910513177 | www.lesroches.es


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desporto TEXTO: Tiago Belim FOTOS: cedidas pelos entrevistados

FUTSAL.

Concentração máxima É um desporto em grande crescimento, com cada vez mais adeptos e praticantes. Ao nível universitário é também um dos mais populares, e a Mais Superior foi falar com os treinadores das equipas campeãs em 2016/17 nas vertentes feminina e masculina, e ainda com o responsável da AAUBI, campeã europeia em título. Os desafios do futsal O futsal é uma modalidade coletiva com características muito próprias, por se tratar de um jogo de 5 contra 5. Tiago Miranda, o treinador da equipa de futsal masculino da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP), ilustra isso mesmo com o exemplo da manobra defensiva: “Basta que um elemento da equipa falhe para que se fique perto de sofrer golo, uma vez que o campo é curto e rapidamente se chega à baliza”. Por isso, conclui, esta é uma modalidade “que exige dos atletas um grande compromisso com a equipa e um grau de concentração muito elevado”.

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Quanto a conselhos, este responsável recomenda aos jovens que “procurem passar o máximo tempo possível a jogar – porque é nessas idades que mais desenvolvem a capacidade técnica – e ver jogos no pavilhão ou até mesmo na televisão, porque aprende-se muito a observar”. Anselmo Calais é treinador da equipa de futsal feminino da Associação Académica da Universidade do Minho, e acrescenta que uma das coisas que o futsal traz “é a velocidade no raciocínio, uma vez que os atletas necessitam de uma elevada capacidade de velocidade/ agilidade e uma rápida capacidade de toma-

da de decisão”. Para se jogar futsal ao mais alto nível é necessário, de acordo com este especialista, “uma intensidade alta, elevada habilidade técnica e uma boa disciplina táctica”.

Os segredos dos campeões Qualquer que seja a modalidade, se há fator decisivo no sucesso de uma equipa é a união entre os seus elementos. O futsal não foge à regra, e o treinador do conjunto masculino da AEFEP diz mesmo que há amizade entre todos: “A receita passou por treinar muito, mas valorizo sobretudo o facto de se tratar realmente de um grupo de amigos. Foi isso


DE FORMAÇÃO

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desporto

AAUBI: Campeões europeus universitários! Apurada para os Jogos Europeus Universitários na sequência de uma desistência de um dos participantes, a equipa da Associação Académica da Universidade da Beira Interior alcançou o título europeu em futsal masculino. De acordo com o seu treinador, Arménio Coelho, este sucesso deveuse “ao respeito e à compreensão que tivemos uns com os outros e com os nossos adversários que, aliado à qualidade individual e conhecimento do jogo dos nossos jogadores, fez com que revelássemos em todos os momentos um compromisso competitivo invulgar”. Na opinião do timoneiro dos campeões europeus, o jogador universitário de hoje “é muito diferente” do que era há 10 anos atrás, e chega ao Ensino Superior “preparado para ajudar a sua academia nas diversas competições universitárias, elevando assim a qualidade da competição”. Por essa razão, para se estar entre os melhores é preciso “para além de reunir qualidades desportivas, ser organizado e equilibrado para poder conciliar a prática desportiva na sua modalidade com o aproveitamento escolar”. que construímos com esta equipa. Não nos juntávamos apenas para treinar e jogar, estávamos juntos constantemente, fosse em intervalos ou até mesmo fora do período de aulas”, explica. E o que é facto é que foi assim que a AEFEP alcançou os quartos de final em 2015, as meias finais em 2016 e venceu a final em 2017. Quanto ao título de 2016/17, Tiago Miranda defende que a equipa “foi muito bem preparada”, e que superou o momento decisivo “nos quartos de final, contra a Associação Académica de Coimbra. Eles jogavam em casa e nós entrámos a perder 2-0, mas conseguimos dar a volta. Transcendemo-nos e foi a partir daí que todos perceberam que tínhamos mesmo

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capacidade para chegar à final e vencer”. Do lado das campeãs femininas, o treinador Anselmo Calais também reforça “o espírito de equipa” como essencial, para além “da ambição e do talento”, que fizeram a diferença quando enquadrados “num modelo de jogo e num processo de treino adequados para atingir os resultados definidos”.

vez em dezembro e outra vez em março para disputar as jornadas concentradas. Depois, de acordo com a pontuação de cada região no ranking, cada zona apura um número variável de equipas num total de 12, que se juntam para disputar o Campeonato Nacional durante uma semana, em abril, onde é encontrado o campeão.”

A importância de praticar desporto As competições Tanto no caso feminino como no masculino, há três competições regionais, conforme nos explicaram os treinadores com quem falámos: “As provas no Porto e em Lisboa disputam-se entre outubro e março, enquanto que as equipas do resto do país se encontram uma

O desporto, seja ele federado ou não, é parte essencial de um estilo de vida saudável, e por isso não o devemos dispensar na nossa rotina diária. Quem o diz é Anselmo Calais, que refere ainda que “praticar desporto pode ser benéfico a nível social, psíquico e físico, para o desenvolvimento das nossas capacidades sociais, facilitando a interação e comunicação com outras pessoas, promove a autoestima e a autoconfiança, melhora a capacidade de raciocínio e memória e aumenta a capacidades físicas e coordenativas”. Tiago Miranda subscreve estas ideias e acrescenta uma outra: “O desporto acaba por nos proporcionar algumas das melhores recordações da Universidade!”


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música ENTREVISTA: Tiago Belim FOTOS: Sony Music Portugal

Os PAUS

e os amigos da Madeira

O novo longa-duração da banda é fruto de uma aventura pela Madeira, e é também uma bonita homenagem às pessoas que fazem dela algo único. Falámos com o Hélio Morais para perceber como funcionou o casamento entre o sítio e a música, e que ilha é esta, vista pelos olhos dos PAUS.

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música É um disco sobre o que vivemos com um grupo de pessoas da Madeira e será, talvez, a visão que elas nos passaram da sua ilha, do seu arquipélago. Porquê um disco na Madeira e sobre a Madeira nesta altura da vida dos PAUS? Este não é tanto um disco sobre a Madeira, será antes um disco sobre a nossa visão da ilha. E essa visão, essa perceção da ilha, mais do que qualquer miradouro, levada, monumento ou praia, é sobre pessoas, as nossas pessoas da Madeira. As mesmas que tornaram esta aventura possível! A vossa visão da ilha centra-se então nessas pessoas? As canções serão um misto da forma como vemos a Madeira com a forma como nos relacionamos com ela, o explorar das nossas cumplicidades. É um disco sobre o que vivemos com um grupo de pessoas da Madeira e será, talvez, a visão que elas nos passaram da sua ilha, do seu arquipélago. Li que a abertura dos madeirenses vos tocou particularmente. Não estavam à espera que ilhéus pudessem ser tão virados para o exterior? Já tínhamos estado algumas vezes na Madeira, mas sempre de uma forma algo entrópica. Fomos tocar à Estalagem da Ponta do Sol, por exemplo, e o sítio é tão bonito e relaxante, que nem sentimos necessidade de conhecer o resto. Quando eu e o Quim fomos passar som à Barreirinha, em dezembro de 2016, conhecemos as pessoas que vivem e fazem acontecer o Festival Aleste. E foi incrível. Enamorámo-nos deles e da forma de fazerem as coisas. Ganharam-nos o coração pela sua generosidade. Foi a Madeira que casou bem com o som que estavam a fazer, ou pelo contrário foi ela a inspirar a vossa criação musical? A parte instrumental já estava gravada quando se confirmou a residência no Aleste. Quando se confirmou ainda não tínhamos escrito as letras, ou feito as melodias de voz,

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támos logo e a ideia era editar o disco, ainda em 2017, e fazer os ensaios gerais na residência, bem como fazer o primeiro concerto da tour no Funchal. Como adiámos o disco para abril de 2018, discutimos o que poderia ser esta residência e foi assim que chegámos a esta ideia megalómana, e quase irresponsável, de gravarmos vídeos para todas as músicas do disco. Foi assim que trouxemos o Ernesto Bacalhau e a Teresa Salomé para esta aventura que, juntamente com a Garage e o Aleste, tornaram este sonho realidade.

por isso, essa parte acabou por ser inspirada pelo que já tínhamos experienciado na ilha. Musicalmente, este disco aproxima-se do anterior? Ou representa uma viragem? É um disco bastante diferente. De disco para disco tentamos não nos repetir, dentro das imitações que implica o nosso processo de criação e o facto de ser a mesma formação. Mas julgo que aqui conseguimos chegar a um sítio diferente, quer instrumentalmente, quer nas melodias de voz e letras. Temos a sensação que, disco após disco, vamos inventando o nosso espaço. Por mais amplo e elástico que esse mesmo espaço possa ser. Também não nos interessa que fiquemos reféns do que quer que seja. Colocarmo-nos em causa importa; muito.

E um documentário, não é? Sobre a vossa experiência na Madeira? Onde vamos poder vê-lo? Exato. Neste momento estamos a terminá-lo, mas a ideia será estreá-lo num canal televisivo e tentar que faça alguns festivais de cinema documental. Vamos poder ver e ouvir os PAUS pelo país inteiro nos próximos meses? Já há datas que queiram destacar? Vamos sim. Para já deixamos as que se podem comunicar: 6 de abril, Hard Club, Porto 7 de abril, Rewire, Haia/Holanda 13 de abril, Capitólio, Lisboa 14 de abril, Teatro Aveirense, Aveiro 12 de julho, NOS Alive, Algés *com o Holly Hood

Para além da gravação das músicas, andaram também pela Madeira a gravar videoclipes para muitas delas, certo? Porquê esta opção e a que locais recorreram? Na verdade gravámos vídeos para todas as músicas e um documentário sobre a experiência. Tínhamos sido convidados pelo Aleste para fazer uma residência. Na altura aceifacebook.com/ofernandodaniel instagram.com/fernando__daniel___ twitter.com/oFernandoDaniel


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EMPREGO TEXTO: Sónia Costa e Tiago Belim

Pós-Graduados, Mestrados e Doutorados no mercado de trabalho Terminaste a tua licenciatura? Parabéns! É tempo de arquivar as sebentas, festejar, atirar as capas, queimar as fitas, respirar fundo e pôr os livros, os filmes, as séries e as amizades em dia. Tu mereces!

E depois? Qual é o passo seguinte?

Feliz ou infelizmente, não existe um caminho definido nem um mapa com indicações diretas até ao tesouro. As boas notícias são que tens várias rotas entre as quais podes optar - e adaptá-las consoante as tuas necessidades e objetivos. As opções são muitas se não te queres lançar de imediato na busca de um emprego.

Precisas de um complemento à tua licenciatura, de adquirir competências mais práticas para te sentires mais capaz e preparado para o mercado de trabalho competitivo e exigente que te espera? Queres continuar a investir na tua formação ou até arriscar numa área de estudo diferente? Para isso, existem as Pós-Graduações, os Mestrados e os Doutoramentos.

É importante

perceber a diferença entre estas três opções

Numa Pós Graduação - que tem a duração média de um ano - vais ter formação em competências mais específicas, “pôr as mãos na massa” e aprofundar os teus conhecimentos numa determinada área de interesse. No Mestrado, com duração de dois anos, tens a famosa Tese (ou, em alguns casos, a possibilidade de um Relatório de Estágio). Já o Doutoramento (caso já estejas numa fase mais avançada da tua formação) permite-te contribuir para o avanço de determinada área, num ambiente académico onde vais partilhar experiências de investigação, ideias, métodos e interesses comuns.

Sabemos que, enquanto te tentas decidir, não são só os teus gostos que colocas na balança. Afinal é do teu futuro que se trata, não de um bibelot para a sala! Se és um jovem precavido, imaginamos que te questiones sobre o que vai na cabeça dos teus possíveis futuros empregadores e o que pode ser mais valorizado aquando da tua candidatura a um emprego. Será que preferem alguém com competências transdisciplinares, formado em várias áreas? Será que dão prioridade a um candidato

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que frequentou um curso com uma maior vertente prática? Ou valorizam mais quem aprofundou o seu conhecimento ao expoente máximo e investiu num Doutoramento? É claro que estas respostas variam de empresa para empresa. Tendo isso em conta, a Mais Superior falou com três empresas de recrutamento (a Randstad, a Argo Partners e a Hays) para entender o que, afinal, lhes salta à vista quando analisam o perfil de um candidato.


DOUTORAMENTOS, MESTRADOS E PÓS-GRADUAÇÕES

O ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa é uma instituição pública de ensino universitário, situada no centro da cidade. No âmbito das suas atividades de ensino, investigação e prestação de serviços à comunidade, forma cidadãos responsáveis e quadros qualificados, cujas competências culturais, científicas e técnicas os tornam aptos a intervir no desenvolvimento sustentado não só do país mas também a nível global. O percurso académico da Fabíola começou no Brasil, onde estudou Comunicação Social. Mudou de país e de área. Veio para Portugal e licenciou-se em Sociologia, em Coimbra. Para o Metrado escolheu o ISCTE-IUL e estudou o Ativismo Feminista no Twitter.

Aos 26 anos, António Raimundo está a fazer o Doutoramento em Engenharia Informática no ISCTE-IUL, onde concluiu a Licenciatura e o Mestrado também em Engenharia Informática.

Estudar Sociologia é um processo de desconstrução do mundo a nossa volta. No Mestrado temos a chance de aprofundar as bases teórico-metodológicas e de aguçar o nosso olhar sobre os fenómenos sociais. Optei pelo ISCTE-IUL sobretudo pelo ótimo corpo docente, pela existência de áreas temáticas de especialização dentro do Mestrado em Sociologia e também pelo foco na empregabilidade dos estudantes.

porque vi uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos na área, onde a investigação científica irá permitir que transforme o meu projeto doutoral numa ideia de negócio. Estou prestes a criar a minha própria empresa. Escolhi o ISCTE-IUL porque tem sido a minha segunda casa, com um ambiente único me fornece todas as bases, todas as oportunidades, todo um caminho construído com o maior dos sucessos.



Fabíola Mousinho Analista de Media Digital no Jornal Público

Decidi seguir um

 programa doutoral

Após concluir o Mestrado em Psicologia das Relações Interculturais e depois de alguns meses no desemprego e de uma breve experiência laboral como investigadora auxiliar, a Inês Ratinho perguntou a si mesma: Porque não fazer o

um doutora Doutoramento? Era o  Fazer mento permite-nos caminho mais óbvio. Acabei por me decidir pelo Doutoramento em Psicologia. E como já conhecia a instituição, onde concluí o 1º ciclo e o 2º ciclo de estudos superiores, optei de novo pelo ISCTE-IUL. Inês Ratinho Doutoranda em Psicologia

António Raimundo Doutorando em Engenharia Informática

49 Mestrados, 22 Doutoramentos e 24 Pós-graduações nas áreas da Gestão, Finanças, Contabilidade, Economia, Antropologia, Psicologia Social, Sociologia, História, Métodos Quantitativos, Ciência Política e Políticas Públicas, Tecnologias de Informação e Arquitetura. Acreditações

O Rúben Barros está prestes da defender a tese de Doutoramento em Gestão, na área de Contabilidade. Também no ISCTE-IUL já tinha feito o Mestrado em Gestão. Tem diversos artigos publicados em revistas científicas.

desenvolver um conjunto de competências avançadas de investigação, tomando contacto com os mais recentes desenvolvimentos científicos nas nossas áreas de interesse. Escolhi o ISCTE-IUL porque é uma instituição de ensino internacional que, com o seu ambiente estimulante, nos dá a oportunidade de tomar contacto com competências de investigação multidisciplinares. Rubén Barros Doutorando em Gestão

www.iscte-iul.pt


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EMPREGO

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Na altura de selecionar os melhores candidatos, qual é a importância que a generalidade das empresas dá à formação académica pós-licenciatura?

RANDSTAD: De uma forma geral, para candidatos a posições técnicas e de chefias intermédias, as empresas valorizam de forma mais preponderante a formação base e que esta seja o mais enquadrada possível com a função. Para candidatos a funções de chefia e de quadros de Direção, a formação base costuma ter menos preponderância, tendendo as empresas a valorizar mais quer a experiência quer uma formação pós-licenciatura - como um curso de especialização nalguma área técnica ou um curso de gestão. Madalena Cidade HR CONSULTANT- ARGO PARTNERS: A formação pós-licenciatura tem sido cada vez mais valorizada pelas empresas. A importância que cada uma dá a outro tipo de formação depende muito do perfil que procuram, das áreas em questão e da senioridade dos candidatos. Se estamos a falar de contratar talento jovem, aí a formação pós-licenciatura é ainda mais valorizada. Por outro lado, se procuramos alguém com 10 anos de experiência em Marketing (que terá a missão

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Relativamente às pós-graduações, que aplicação têm no mercado de trabalho? Em que situações é que tirar uma pós-graduação é a melhor opção?

RANDSTAD: As Pós-Graduações têm maior relevo para as empresas caso acrescentem algo à formação base do candidato e enriqueçam o seu conhecimento numa área de saber diferente - tornando-o mais polivalente. Por exemplo, profissionais formados em Engenharia e que complementam a sua formação com uma Pós-Graduação em áreas como Sistemas integrados de Qualidade, Saúde e Segurança no Trabalho, Lean Management e Gestão de Projetos. Na área Financeira pode ser relevante uma Pós-graduação em Controlo de Gestão e em Business Intelligence & Analytics. Na área de Sales & Marketing, uma Pós-Graduação em Business Management para profissionais da área de Sales, e uma Pós-Graduação em Marketing Digital para profissionais ligados ao Marketing. ARGO PARTNERS: As Pós-Graduações são uma forma de especialização em determinada área ou competência, uma formação mais técnica e com grande aplicabilidade no mercado de trabalho. Por exemplo, alguém licenciado em Gestão (ou outra área similar) e que se encontre a percorrer um caminho profissional em Estudos de Mercado ou CRM, pode optar por uma Pós-Graduação em Information Management, a fim de adquirir competências técnicas como a análise de dados, estatística e métodos econométricos. São competências e/ou ferramentas que vão ter aplicabilidade prática no dia-a-dia destes profissionais. Não existe um timing certo para se optar por uma Pós-Graduação. Cada caso é um caso, tudo depende dos objetivos de cada um. Em todo o caso, é preciso perceber qual a mais eficaz para colmatar as nossas necessidades. Antes de optar por uma Pós-Graduação, importa responder às seguintes questões: quais as ferramentas que me fazem falta no dia-a-dia? Que competências técnicas preciso de desenvolver? Que opções existem no mercado?

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de liderar o processo de transformação digital de uma empresa), então um mestrado, uma pós-graduação, ou cursos técnicos em temas como o Marketing Digital, Big Data ou Inteligência Artificial, serão uma mais-valia - tendo em conta que são temas muito atuais, que não eram conhecidos há 10 anos. Quando escolhem outra formação académica além da licenciatura, devem ter em conta várias questões, como: qual o contexto da empresa em que me encontro? Qual o desafio da minha função atual, e que necessidades sinto que devem ser colmatadas? Em que função me revejo a médio/longo prazo, e que competências técnicas preciso para lá chegar?

Joana Santos HR MANAGER - HAYS: A formação pós licenciatura é sempre uma mais-valia, mas nunca pode ser vista de forma isolada. As soft–skills também são tidas em conta - em paralelo com a formação académica, seja ela a licenciatura ou outras posteriores.

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O mestrado é a escolha mais vezes feita pelos recém-licenciados. Até que ponto é valorizado pelas empresas?

RANDSTAD: A tendência a que assistimos é que as empresas não têm feito uma distinção considerável entre profissionais Licenciados ou Mestrados. Nalgumas situações, esse critério é utilizado mais na perspetiva de distinguirem o que esperam do profissional a integrar. De um jovem recém-licenciado esperam um perfil mais operacional, enquanto que de um jovem recém-mestre esperam alguém já com conhecimento e potencial para gestão de processos. Mas há outros aspetos muito relevantes, como as soft skills destes recém-formados. ARGO PARTNERS: O Mestrado é valorizado, especialmente quando se trata de contratar talento jovem. Na triagem curricular, a formação é o mais importante e apenas uma Licenciatura pode “saber a pouco”. Também as experiências internacionais, os estágios de verão ou curriculares e o voluntariado permitem adquirir competências muito ricas, que amadurecem e preparam os jovens que procuram um primeiro emprego. HAYS: Sem dúvida que é valorizado, mas é importante a pessoa já ter tido uma experiência profissional antes de tomar essa opção pois pode estar a investir dois anos numa área que depois não se veja a trabalhar. Isso gera uma grande frustração, pois significa investir tempo em algo que não será utilizado de futuro.


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EMPREGO

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Devem os estudantes universitários avançar para um doutoramento apenas quando querem seguir uma carreira na área da investigação? Ou também as empresas têm emprego para oferecer a alguém com esse nível de formação?

RANDSTAD: Existem empresas com emprego para doutorados, mas aquilo a que assistimos nas áreas/setores da Indústria, Sales, IT e na área Financeira é que estas oportunidades vão surgindo nas mesmas empresas e de forma específica. Empresas de grande dimensão e/ ou que atuam e setores muito específicos. Neste sentido, são poucos os projetos que surgem em que temos como requisito uma formação superior ao nível de Doutoramento. Por outro lado, os candidatos que chegam até nós com Doutoramento têm de ser analisados e enquadrados caso a caso.

ARGO PARTNERS: O Doutoramento está ainda muito associado a pessoas que querem seguir a vertente académica ou uma carreira em investigação. No entanto, pode ter aplicabilidade em empresas, dentro de várias áreas. Hoje em dia, temas como a Inovação Tecnológica e o Empreendedorismo têm uma importância crescente na nossa Sociedade e, consequentemente, no mundo empresarial. Para quem queira cargos de liderança estratégica, por exemplo, um Doutoramento em Empreendedorismo pode ser uma grande mais valia. Atualmente, existe uma grande oferta de Doutoramentos em Portugal - em variadas áreas e com saídas profissionais de relevo (para além da área da investigação). HAYS: Por norma o Doutoramento não é um requisito por grande parte das empresas, pois está mais associado a quem quer seguir uma carreira na área de investigação.

Para além destas empresas de recrutamento, também a L’Oréal Portugal e a Nestlé, empresas de renome e bem posicionadas no mercado, nos esclareceram quais os pormenores que lhes saltam à vista quando conhecem um candidato. Será o seu extenso currículo, as competências abrangentes que adquiriu na experiência profissional, ou o ano de voluntariado que fez na Índia?

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Na altura de selecionar os melhores candidatos, qual é a importância da formação académica pós-licenciatura? Clara Trindade, Diretora de Recursos Humanos L’Oréal Portugal: Mais do que a formação académica pós-licenciatura, procuramos talentos para a L’Oréal. Pessoas com capacidades empreendedoras, que saibam gerir complexidade, trabalhar numa folha em branco e ter sempre num espírito colaborativo. A inteligência emocional é acelerada com a experiência, pelo que valorizamos muito isso num currículo. Marcelo Fonseca, Recruitment Technician Nestlé: A formação pós-licenciatura é importante para aprofundar e sedimentar os conhecimentos mais iniciais e gerais - adquiridos durante a Licenciatura. Quando selecionamos os nossos colaboradores, temos em conta a formação superior relacionada com a área a recrutar. Se um candidato possui uma licenciatura diferente da pretendida, a formação pós-licenciatura pode ser uma mais-valia para adquirir conhecimentos noutras áreas. Para além da formação, as competências pessoais e sociais são muito valorizadas para garantir um alinhamento com a cultura da empresa.

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Relativamente às Pós-Graduações, que aplicações têm no mercado de trabalho? L’Oréal Portugal: Uma Pós-Graduação pode dar mais confiança ao recrutador de que a pessoa tem um bom domínio técnico de determinada área. No entanto, nunca será mais importante do que as soft skills. Nestlé: São valorizados e importantes quando se procura um perfil com conhecimento técnico muito específico de uma certa área. Assim, se precisamos de uma pessoa especializada, a pós-graduação é uma boa ferramenta para garantir esses conhecimentos.


Ensino Superior Público

Ano Letivo 2018/2019

Mestrados (2 anos)

Assessoria de Administração Auditoria Contabilidade e Finanças Empreendedorismo e Internacionalização Finanças Empresariais Gestão das Organizações - Gestão de Empresas* Gestão das Organizações - Gestão Pública* Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos Informação Empresarial Intercultural Studies for Business Logística* Marketing Digital Tradução e Interpretação Especializadas * - Em parceria com a APNOR

Pós-Graduações (1 ano)

Criatividade para o Negócio Digital Distribuição Moderna Estudos Culturais Russos Gestão da Exportação e Internacionalização da PME Gestão de Sistemas de Informação Empresariais Gestão do Património Imobiliário - Ramo Privado | Ramo Público Gestão e Direção Comercial Inovação e Comunicação Digital (b-learning) Instrumentos de Gestão para a Competitividade Empresarial Tradução Assistida por Computador

Especializações (1 ano)

Contabilidade e Fiscalidade Gestão de Bibliotecas Escolares Gestão Financeira

M. Rua Jaime Lopes Amorim, s/n 4465-004 S. Mamede de Infesta Portugal

Candidata-te! W. www.iscap.ipp.pt E. instituto@iscap.ipp.pt

T. +351 22 905 00 00 F. +351 22 902 58 99


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EMPREGO

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O mestrado é a escolha mais vezes feita pelos recém-licenciados. Até que ponto é valorizado no processo de recrutamento? L’Oréal Portugal: O Mestrado é valorizado dependendo do nível de complementaridade que traz à licenciatura. Também importa se foi realizado numa universidade de renome. Este reforça a bagagem prática (contacto com as empresas) do aluno. Por outro lado, contribuiu para que o aluno tenha mais maturidade para lidar com o contexto empresarial. Nestlé: O Mestrado é a materialização do conhecimento teórico, aumentando o conhecimento prático que muitas vezes fica “esquecido”. Prepara melhor os jovens para o mercado laboral, pelo ênfase dado à prática - na realização de trabalhos e na procura de soluções para problemas reais. Os jovens com mestrado têm tendencialmente uma adaptação mais rápida às empresas e correspondem de forma mais célere aos desafios. Contudo, quando recrutamos não observamos exclusivamente os graus académicos. Os comportamentos e as competências individuais são cruciais.

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Devem os estudantes universitários avançar para um doutoramento apenas quando querem seguir uma carreira na área da investigação? Ou também as empresas têm um lugar para oferecer a alguém com esse nível de formação? L’Oréal Portugal: Se há lugar? Sim, para funções de elevado expertise técnico. Fora deste âmbito, acaba por ter menos impacto do que as soft skills, e portanto é menos valorizado. Nestlé: As empresas também possuem áreas de investigação e recrutam pessoas com Doutoramento para essas equipas. No entanto, quando nos focamos em posições de outras áreas, o Doutoramento não é uma necessidade premente. Adquirir um nível de conhecimento tão focado numa área pode, por vezes, ser contraproducente quando trabalhamos em funções que necessitam de uma visão mais ampla. Os conhecimentos transversais e a adaptabilidade das pessoas são cada vez mais valorizados, sendo que o doutoramento é muitas vezes uma valorização pessoal.

O que é isto de “Soft skills”, afinal? Tratam-se de atributos pessoais de cada indivíduo (como traços de personalidade, habilidades sociais e de comunicação). Envolvem as emoções e as intuições, ambas responsáveis pela capacidade de se expressar e de se relacionar com o próximo. Exemplos de soft skills muito valorizadas pelas empresas são a inteligência emocional, a criatividade, a ética laboral, o trabalho em equipa, a gestão do tempo, a motivação, a flexibilidade e a capacidade de resolução de conflitos.

Não arrisques errar na tua escolha por estares mal informado. As Universidades e os Institutos Politécnicos estão à distância de um clique e podes consultar, nos seus sites, informações detalhadas acerca da sua oferta formativa.

Agora que sabes as opiniões de quem está do outro lado da secretária, podes dormir sobre o assunto - e aproveitar o tempo que ainda tens para apanhar ar fresco e decidir qual vai ser o teu próximo desafio!

Caso não te sintas suficientemente esclarecido, o Mundo é tão pequeno que decerto encontras alguém por perto que já tenha frequentado o curso acerca do qual estás tão indeciso. Fala com essa pessoa! Não tenhas medo de ser chato! Só assim podes ter um contacto mais direto com aquilo que te espera nos próximos tempos - e evitar eventuais surpresas menos agradáveis.

E não te esqueças: o caminho pode nem sempre ser o mais fácil, mas…

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Keep you eyes on the prize!


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EMPREGO TEXTO E FOTOS: Faculdade de Economia da Universidade do Porto

FJC Porto de Emprego.

UMA EDIÇÃO DE RECORDES

Mais empresas e mais oportunidades profissionais para estudantes. É este o saldo da 18ª edição do FJC Porto de Emprego, a feira de emprego da responsabilidade da FEP Junior Consulting e que se assume como a maior do género em Portugal organizada por estudantes. Mais de 60 empresas, de distinção nacional e posicionamento internacional, estiveram presentes na 18ª edição do FJC Porto de Emprego, organizado pela FEP Junior Consulting (FJC) – a empresa de consultoria da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) –, em parceria com o Serviço de Relações Externas e Integração Académica desta faculdade. Este é um número recorde, ultrapassando as 50 empresas que estiveram presentes na edição de 2017. Sonae, PwC, EY, KPMG, Sonae IM, Deloitte, Lidl, Mazars, NOS, Vodafone, são algumas das empresas que marcaram presença nesta edição da Feira de Emprego da FJC. Nos dias 6 e 7 de março, a Faculdade de Economia da Universidade do Porto contou com cerca de 7 mil estudantes, que tiveram ao seu dispor mais de 400 oportunidades de emprego e estágio. Estes novos recordes de empresas presentes e de oportunidades profissionais para estudantes consolidam a FEP como uma escola de talentos nacionais, e valoriza o FJC Porto de Emprego – a maior Feira de Emprego em Portugal organizada por estudantes – como uma oportunidade de agarrar futuros economistas e gestores. SPEED RECRUITMENT: 5 MINUTOS QUE VALEM UMA CARREIRA! Um dos momentos altos desta feira de emprego é o Speed Recruitment, que decorreu este ano no primeiro dia do evento. Aí, 22 alunos tiveram a oportunidade de participar individualmente numa entrevista flash com 22 empresas, em períodos de 5 minutos. Estas foram as empresas presentes: Sonae; PwC; EY; KPMG; Sonae IM; Deloitte; Lidl; Nestlé; L'Oréal; EF Education First; Calzedonia; Decathlon; Continental; Mazars; Adidas; EDP – Energias de Portugal; Jerónimo Martins; Oriflame; Fundação da Juventude; BDO; PrimeIT; Unilever Jerónimo Martins; NOS; Leroy Merlin; Hilti; Arquiconsult; Lactogal; BNP Paribas; Santander Totta; Vodafone; Gestamp Aveiro; Remax; HAYS; Sonae Capital; Rangel; Parfois; Grupo JAP; Auchan Retail Portugal; Grupo Lusiaves; Banco de Portugal; Colep; Sonae Arauco; Viagens Abreu; jp.group; Walter Group; Brisa Auto-Estradas de Portugal; Alerta Emprego; Infineon; Accenture; Grupo Salvador Caetano; Teleperformance Portugal; Elevus - People & Business Results; Mota-Engil; INFOS - informatica e serviços; Millennium bcp; Grupo Moneris; Atepeli - Ateliers de Ponte de Lima; Trofa Saúde Hospital; Desfo Holding; Anje; Grupo VNC.

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OS TESTEMUNHOS Filipa Carvalho (estudante): “É uma mais valia para nós, estudantes, porque podemos ter todas estas empresas junto à nossa faculdade. Temos de facto profissionais de recursos humanos a querer falar connosco e a mostrar-nos todas as alternativas que estão ao nosso alcance.” Sara Rodrigues (Deloitte): “A Deloitte faz questão de marcar presença no FJC Porto de Emprego porque, em primeiro lugar, a FEP é efetivamente uma das escolas com quem mais trabalhamos, e em segundo lugar, porque esta instituição forma de facto candidatos muito bons, quer do ponto de vista das competências técnicas, quer relativamente às competências pessoais.” Mafalda Andrês (organização): “O FJC Porto de Emprego já se realiza há bastante tempo. Todos os anos temos tido um grande sucesso, sendo que nesta que é a 18ª edição, houve bastante recetividade, tivemos bastantes visitantes e as empresas deram um feedback muito positivo.” A FEP JUNIOR CONSULTING A FEP Junior Consulting (FJC) foi criada em 1997 e é uma júnior empresa sediada na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Constituída por estudantes, tem como objetivo promover uma aproximação entre o mundo académico e empresarial através da prestação de serviços de consultoria como, por exemplo, Estudos de Mercado e Planos de Negócios. A FJC é uma empresa sem fins lucrativos, sendo que todas as receitas obtidas de projetos são investidas na formação dos seus membros. Desta forma, consegue garantir os preços mais competitivos do mercado, assegurando sempre a máxima qualidade, o que a torna numa empresa muito atrativa. É, neste momento, a única júnior empresa em Portugal com certificação de qualidade.


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gaming TEXTO: Tiago Belim

FORÇA DE COMBATE

Num videojogo que se chama Dragon Ball e que é dedicado ao universo Dragon Ball, a primeira coisa a perguntar é se és fã de Dragon Ball. Se sim, basta-nos referir que este é um dos melhores jogos alguma vez feitos sobre este anime; se não, podemos dizer-te que mesmo que não tenhas o mínimo interesse na saga, e que até nem costumes ligar a jogos de luta, há boas hipóteses de ficares viciado na ação explosiva de Dragon Ball FighterZ.

Acessível e complexo ao mesmo tempo Fazer um jogo de luta de Dragon Ball oferece vários desafios. Por um lado, há personagens da série que são muito mais poderosas do que outras, e fazer com que haja competitividade entre todas elas não é fácil; por outro lado, grande parte delas transformam-se para ganhar mais poder, e muitas delas têm ataques capazes de destruir tudo o que está à sua volta. Como é que se encaixa tudo isto? A verdade é que a Arc System Works, estúdio responsável pelo desenvolvimento do jogo, encontrou uma fórmula que resulta. Os vários lutadores – são 24 no total – estão bastante bem nivelados entre si e os ataques especiais foram encaixados com sucesso no ritmo dos combates, num jogo que replica muito bem a intensidade e a rapidez das batalhas da saga. Tal como em Marvel vs Capcom, cada luta é protagonizada por duas equipas de três elementos, um de cada vez, sendo possível alternar entre eles ao longo do combate. Parece-te complexo? Tinha tudo para ser, mas os developers conseguiram criar um videojogo de luta que é bastante simples de começar a jogar. Há quatro botões de ataque – ataque leve, ataque médio, ataque forte, e ataque especial. Queres ser capaz de fazer um combo? Basta-te pressionar um botão para ativar o sistema de auto-combos. Queres experimentar os ataques especiais do teu personagem? Qualquer que ele seja, só precisas de fazer no joystick movimentos como baixo-frente ou baixo-trás, seguido de um outro botão. Apesar de ser relativamente fácil pores o teu lutador a fazer os seus melhores truques, há outras mecânicas em Dragon Ball FighterZ que

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são mais difíceis de dominar, como é o caso do Z-Reflect, das Guard Cancels e de combos maiores que causam mais estragos. Significa isto que este jogo é capaz de agradar tanto a quem quiser pegar no comando ocasionalmente para dar cabo dos amigos com ataques especiais que destroem o cenário, como aos jogadores mais dedicados que valorizam a complexidade e os timings de um bom beat'em up.

Parece mesmo que estamos a ver Dragon Ball! Se alguma vez viste um episódio de Dragon Ball, vais reconhecer imediatamente o aspeto gráfico de FighterZ. A tecnologia cel-shading foi implementada de forma brilhante, dando ao jogo um look 2D que durante o combate se funde com fantásticas animações 3D. Todas as personagens surgem recriadas sem mácula e fiéis ao seu estilo de combate, e cada ataque parece uma cópia fiel do original. Para que isso fosse uma realidade, a Arc System Works criou animações específicas para cada um dos 24 lutadores presentes no jogo. De resto, os movimentos rápidos, o teletransporte para as costas do adversário, o recarregamento de energia e os ataques clássicos de Dragon Ball como o Kamehameha de Son Goku ou a Mordedura do Sol de Satã, entre muitos outros, provocam em qualquer fã da série um arrepio na pele e uma sensação instantânea de satisfação.

Melhor modo de jogo: Online Um modo História, outro Arcade, outro de Treino, e ainda o modo Online. Dragon Ball FighterZ segue aquilo que é possível encontrar noutros títulos do género, sendo que acaba por ser o modo Online aquele que poderá proporcionar

maior longevidade no médio prazo. No Treino encontras tutorials detalhados para todas as mecânicas de jogo e desafios de combos, enquanto que Arcade está dividido em vários percursos que estão sempre dependentes da tua prestação na batalha anterior e do ranking que alcançaste. Um dos grandes aliciantes de jogar este modo está nas recompensas finais – o desbloqueio das versões Super Saiyan Blue de Son Goku e Vegeta. Já o modo História é longo, com três arcos e perspetivas diferentes dos acontecimentos, mas peca por ser repetitivo. Cada arco está dividido em capítulos, e em cada um deles há um boss e várias casas com inimigos que são clones dos lutadores do universo Dragon Ball, num loop com muito pouca diversidade. Entre capítulos há pequenas cinemáticas de interação entre os nossos heróis, que oscilam entre o aborrecido e o bastante divertido. O grande aliciante para levar o modo História até ao fim é, mais uma vez, o acesso a um novo personagem. Desta vez, a Android 21. Finalmente, o modo Online. Podes escolher entre batalhas que contam para o ranking, e batalhas casuais. É este o modo onde mais te vais poder divertir, porque nada bate a adrenalina e a competitividade de testares o teu skill contra players de todo o mundo. Só é pena que seja demasiado complicado conseguirmos jogar online contra um amigo, sendo necessários uma série de passos em vez de um simples convite.

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PELO MUNDO TEXTO: Rita Ventura com Tiago Belim FOTOS: cedidas pela entrevistada

ISLÂNDIA, Ano Sabático.

por Rita Ventura

Está a tornar-se cada vez mais comum viajar pelo mundo e fazer pausas nos estudos para viver noutro país, conhecer outras paragens e absorver novas culturas. Com a ajuda da VidaEdu, contactámos com a Islândia e com uma jovem portuguesa que lá está a viver. Este é o relato de uma experiência nórdica, pelos olhos da Rita Ventura.

A Rita Ventura resolveu fazer um ano sabático porque tinha há muito tempo o sonho de viajar para outro destino, não apenas como turista, mas também para poder viver, trabalhar e viajar durante alguns meses para poder absorver a cultura do destino e experimentar algo diferente. Em Portugal, trabalhava numa empresa de experiências educativas e gostava bastante do que fazia, mas sentia que lhe faltava algo. E foi em agosto de 2017 que começou a sua aventura com o Ano Sabático.pt, viajando para a Islândia. Nas suas palavras, “foi sem dúvida a melhor decisão que tomei”. NOVOS COSTUMES Sete meses depois, a Rita está a viver e a trabalhar em Reykjavik – a capital da Islândia – numa empresa de turismo, o que lhe permite “conhecer o país e desenvolver o seu inglês”, até porque neste país o inglês é falado como uma segunda língua. No dia a dia, esta jovem portuguesa regista diferenças como “a descontração dos islandeses, tanto na forma de vestir como no seu comportamento, que é muito engraçada. Levam a vida sem stress”, comenta, antes de ilustrar com um exemplo: “No escritório, praticamente toda a gente tem os seus chinelos debaixo da mesa, e quando chegam trocam os sapatos e andam de chinelos para estarem mais confortáveis!”

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De resto, no trabalho a Rita goza de uma “vista fantástica” da sua secretária, de onde vê “o mar, onde vários barcos passam diariamente, e uma montanha (Esja), agora coberta de neve”. A sua casa é partilhada por mais de 40 pessoas de todo o mundo, e outra das experiências incríveis que está a viver é aperceber-se dos diferentes costumes, horários para refeições e tipos de comida entre todas estas pessoas. A Rita diz que “nunca tinha vivido com tanta gente e no início foi estranho, mas habituei-me rapidamente”, antes de dar outro exemplo dos costumes na Islândia: “Aqui é normal arrotar em público e não pedir perdão, mas é considerado falta de educação assoar o nariz em público.” UM PAÍS DE SONHO Ao falarmos com a Rita Ventura depressa damos conta do seu fascínio pela Islândia, que diz mesmo ser o seu “país de sonho” por não haver “natureza tão incrível como esta”. E explica porquê: “Há imensos glaciares, tais como Vatnajokull, onde podemos fazer hiking e visitar grutas de gelo, ou Langjokull, onde podemos fazer snowmobile, como recentemente o Cristiano Ronaldo veio fazer.” Como boa portuguesa que é, a neve era para ela um fenómeno distante, com o qual aprendeu a conviver. “Foi aqui que vi nevar pela

primeira vez, e tem sido um inverno bastante rigoroso. Durante uma semana a neve chegava-me aos joelhos, e demorava imenso tempo a chegar ao trabalho. Ah, e quando a neve congelava só com crampões é que era possível andar, pois estava sempre a escorregar.” Apesar da neve, a Islândia é um país de praias. A areia é preta e a mais famosa chama-se Reynisfjara, por ter altas colunas de basal-


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PELO MUNDO

to naturais. “No outro lado da praia”, conta a Rita, “podemos ver uma ilha de reserva natural onde há várias espécies de pássaros protegidas, como as gaivotas e os puffins”. A sua favorita é a Diamond Beach, onde há vários pedaços de gelo que se separaram de icebergues, e na capital existe uma praia geotermal onde os islandeses costumam socializar, onde podem mergulhar no mar frio e depois aquecer-se em jacuzzis naturais. De acordo com a Rita, também se pode mergulhar “na Silfra, que é um dos melhores locais para fazer snorkeling e mergulho, porque a água é tão limpa que é possível ver e tocar nas placas tectónicas entre a América do Norte e a Europa/Ásia”. Esta jovem portuguesa fala ainda de muitas outras atrações islandesas. Jokulsarlon (Glacier Lagoon) é uma delas, “um lago cheio de icebergues, onde podemos dar um passeio de barco e ver focas que vão para lá para fugir das baleias”, conta. De resto, há imensas cascatas pelo país, como Skógafoss, Gulfoss, Seljalandsfoss, e a favorita da Rita, Gluggafoss, também conhecida por Window Falls. Ela não se cansou de referir “o muito que há para ver na Islândia”, mencionando também

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“o Geysir, as Ice Caves, as montanhas e as colunas de basalto por todo o país, e claro, as auroras boreais, para as quais não há descrição possível. São simplesmente um dos fenómenos naturais mais lindos que já vi, onde todo o céu fica verde e por vezes um pouco roxo, movendo-se como ondas.” FRIO, MUITO FRIO Não há margem para dúvidas: A Islândia é o país mais frio onde a Rita Ventura já esteve. “Aqui sim, descobri o que é ter frio”, explica. “Por várias vezes já deixei de sentir as mãos por causa do frio, e principalmente por causa do vento, e por mais que coloquemos camadas de roupa e dois pares de luvas, não é suficiente!” Na Islândia podes ter num só dia todas as estações do ano – pode chover, nevar, fazer sol, ficar imenso vento e depois parar. No inverno há poucas horas de luz, conforme nos contou a Rita: “Habitualmente, o sol nascia por volta das 10,11 horas e punha-se entre as 15h30 e as 16 horas, por isso tínhamos de aproveitar bem o tempo que tínhamos de luz para fazer alguma coisa ao ar livre.” Agora, com o verão a chegar, as horas de luz começam a aumentar, e nos meses de verão é dia na Islândia durante 24 horas.

UMA EXPERIÊNCIA ENRIQUECEDORA Ao aterrar na Islândia, o plano da Rita passava por ficar durante 1 ano. No entanto, sete meses volvidos a sensação é de que “o tempo está a passar depressa demais”, e que por isso irá muito provavelmente “prolongar a estadia”. E quando a aventura na Islândia chegar ao fim? A Rita quer “continuar a viajar e ir viver para outro destino mais quentinho”. Mas afinal qual é o saldo destes meses fora de Portugal? “Estar fora da minha casa e da minha zona de conforto fez-me crescer. Quando vim para cá não sabia cozinhar nem fazer uma máquina de lavar roupa e agora já sei fazer umas coisas. Sinto que estou mais madura e independente”, confessou-nos esta jovem. No final, a Rita quis deixar uma mensagem a todos aqueles que possam estar a pensar em fazer um ano sabático e que possam estar indecisos: “Aconselho toda a gente a fazer uma pausa e a experimentar algo novo. Vão em frente e partam à aventura porque é super enriquecedor, tanto profissionalmente como pessoalmente. Ter uma experiência profissional internacional no CV é bastante valorizado e são muitas as amizades que fazemos!”


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Pós- Graduação, Mestrado, Doutoramento… Não consegues decidir qual o próximo passo? A Mais Superior falou com empresas que te vão explicar o...

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