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Os Dois Yeshua Por: Flávio Souza

Introdução

Este livro revelara a real importância de sabermos escolher qual caminho devemos seguir e conhecer a quem seguiremos


como centralizar nosso foco em nosso alvo descobrindo um leque que a muito estava fechado. Você irar aprender mais e mais sobre o bem e o mal, sobre a salvação da carne e a salvação do (alma) espírito, você entrara em uma dimensão de sabedoria e riqueza de detalhes, em um julgamento onde você Vera: OS DOIS JESUS.

AGRADECIMENTOS Agradeço esta obra a todos os judeus messiânicos e a todos os cristãos que verdadeiramente tenta conhecer e buscar mais a Deus em estudos e corretas interpretações. Ofereço esta obra a minha mulher Acácia e minha filha Agatha, Que o S’nhor Adonay Elohenu abençoe sempre estas duas “Talitaot” da minha vida. E que as mãos do Eterno esteja sobre nossa família. Amem. 1) O QUE SIGNIFICA YESHUA? A palavra YE. SHU. A (Jesus). Variante de Y’HOSHUA (Josué). No Tanach, nove pessoas e uma cidade recebem o nome YE. SHU. A, geralmente transliterado “Jesua”. Na septuagitua e no novo testamento, o nome é vertido em grego por IÊSOUS, daí a forma portuguesa “Jesus”. Significa: “Y-H-V-H Salva” (Mt 1.21) é também a forma masculina de YESHU’AH (“salvação”). 1) O messias de YISRA’EL, YESHUA de NATZERET. No hebraico moderno, o nome de YESHUA é escrito e pronunciado YESHU, Que pode ter sido a antiga pronuncia da GALIL. Entretanto, Ao refletir dois mil anos de conflito entre a igreja e a sinagoga, Ele também é o acrônimo de YIMACH SH’MO V’ZIKHRONO (“Que seu nome e sua memória sejam apagados”) (Mt 1.1+). 2 ) Judeu Messiânico de Roma” YESHUA, o chamado justo” (Cl 4.11). YESHU. AH. Salvação; usado em um trocadilho com o nome de YESHUA em (Lc 2.30).


Hebraico ‫ ֵיׁשּוַע‬- Yeshua termo hebraico origina-se da raiz YOD, SHIM e AIN ( ‫)י ׁש ע‬.E Ele tem muitas variantes, dependendo do caso, isto é, se do gênero feminino ou masculino, se singular ou plural, etc. 1) ‫ ֵיׁשּוַע‬- YESHU’A (masculino singular). Deriva-se do verbo SALVAR e significa SALVADOR. 2) ‫ ְיׁשּוָע ה‬- YESHU’AH (Substantivo feminino singular). Significa SALVAÇÃO. (Sl. 118:15) – Lexicon – pgs. 354 e 358. ַ ֵ ‫ י‬- YESHA’ – Significa literalmente SALVAÇÃO, mas pode se 3) ‫ׁשע‬ traduzir também por libertação, redenção, resgate, segurança, ajuda, etc. ַ ְ ‫ י‬- YESHA’YAHU ou ‫ׁשְעָי ה‬ ַ ְ ‫ י‬- YESHA’YAH – Nome do profeta 4) ‫ׁשְעָי הּו‬ Isaías. ַ ְ ‫ י‬- Yesha’yahu significa “Ele (O Eterno) é a salvação”. ‫ׁשְעָי הּו‬ ַ ְ ‫ י‬- Yesha’Yah significa “Salvação do Eterno.” ‫ׁשְעָי ה‬

5) ‫ ְיׁשּוָע‬- YESHU’A – Significa também “Ele será um salvador, um socorro, um seguro, etc”. Lexicon – pg. 354. ִ ‫ ְי הו‬- YEHOSHIY’A – Significa “Ele salvará”. (Futuro da 3ª 6) ‫ׁשיַע‬ pessoa masculino singular), da mesma raiz ( ‫ )יׁשע‬- YOD, SHIM e AIN. Lexicon – pg. 300. (I Sa. 17:47; Sl. 116:6). ֻ ‫ְי הו‬, YEHOSHU’A é um pronome pessoal que 7) Já o termo ‫ׁשַע‬ muito embora seja uma contração do Nome do Eterno ( ‫ )ְי הָו ה‬com o verbo salvar. E que apesar de significar “o Eterno é o seu auxílio, socorro, salvação”, segundo o Lexicon tem como raiz as letras HE, VAV e HE ( ‫) הו ה‬, cujo significado é o seguinte:

I-Existir, ser, derivar... Daí, o Nome de D'us ( ‫ )ְי הָו ה‬O GRANDE EU SOU. II-Desejo, pedido, vontade... Lexicon - pg. 300.


E isso não esta de conformidade com o que disse certo anjo de ִ , Miryam (Maria), D'us para ‫ף‬,‫יוֵס‬, Yosseph (José), esposo de ‫ם‬,‫מְרָי‬ explicando o significado do nome de Yeshua: “Porque ele SALVARÁ o seu povo dos seus pecados”. (Mateus 1:21). Na realidade ‫ ְיׁשּוָע‬- Yeshu'a é tanto o Salvador, como também ֻ ‫( ְי הו‬Yehoshu'a), a Salvação ִ ‫( ְי הו‬Yehoshiy'a - Ele salvará) ou ‫ׁשַע‬ ‫ׁשיַע‬ do Eterno para toda humanidade, todavia eu prefiro chamá-lo de ִ ‫מ‬ ָ ‫ ה‬ ַ ‫ֵיׁשּוַע‬, YESHU'A HAMASHIYACH, o Salvador Ungido ou como ‫ׁשיַח‬ queiram o Messias Salvador. Fontes de pesquisa: 1) HUZEFF Zlochevsk, “Pequeno Dicionário Português / Hebraico”, Sociedade Cemitério Israelita de S.Paulo, Organização Sionista Tnuat Aliá – Depart. Ensino da FISESP, 1980. 2) Benjamin Davidson, “The Analytical Hebrew and Chal Dee Lexicon”, Samuel Bagster e Sons Ltda, 72 Marylebone Lane, London Wi, 1794, Redrinted, 1967, 1970. 3)“A Tanach”, The Britsh and Foreign Bible Society, London, Printes in Great Britain by Lowe and Brydon (Printers) LTD, London and Theford, 1980.Traduzido por Norman Henry Snaith. 4) HaBriyt HaChadashá. Printed in Great Britain at the University Press, Cambridge, the Society for Distributing the Holy Scriptures to the Jews, 237 Shaftesbury Avenue, London, W.C.2. 5) Dicionário Português - Hebraico e Hebraico - Português, Abraham Hatzamri e Shoshana More-Hatzmri. Editado pela Editora & Livraria SÊFER. 6) R. BARGUR H. Iusim, “Dicionário Básico – Hebraico / Português”, All Rights reserved, Maariv book guild, 2 Karlibach ST., Tel – Aviv, Israel., 1975.


2) YESHUA CARNAL BAR-AB-BA (BAR-ABBA). Mais conhecido por BARRABAS; criminoso libertado por Poncio Pilatus em lugar de Yeshua, O Mashia. Este nome aramaico significa: “BAR=Filho ABBA= Pai, logo se tem: Filho do Pai. Era um homem com uma ideologia de salvação do povo judeu ao domínio romano, através de espadas e homicídios. Barrabas assassinava todos que eram a favor da permanência de Roma em ISRA’El; matava tanto os gentios romanos, tanto quanto os judeus que se rendiam a escravidão suposta por Roma. Formou um grupo de rebeldes libertadores, esses no qual com rebelião e manifestações tentavam usar a espada e a força e o ódio para conseguir a liberdade dos judeus “A salvação” da opressão romana, contudo era chamado de yeshua Bar-Abba “Filho do Pai terreno, O Salvador” = A Salvação do filho do pai carnal. Este era um método da salvação da carne. Barrabas pensava na salvação da carne, e no alivio das dores carnais; contudo usava o pecado para a salvação matando pois as coisas espirituais. Este porem derramava sangue humano como sacrifício pela libertação de um só povo. Um verdadeiro servo de BELI’Al o deus da carne. O nome verdadeiro é Bar- Aba, um patriota desordeiro, revoltado, truculento. Um homem do povo, originário da cidade de Jopa. Tinha o ofício de remador de botes. Revolta-se várias vezes contra as autoridades porque lhe tomavam o bote para pagar impostos atrasados. Os impostos eram muito altos e ele não gostava de pagar esta monta sob hipótese alguma e ficava revoltado pelo confisco dos bens, prática comum entre os romanos. Era dotado de muita coragem, força e espírito de iniciativa, mas era muito ignorante e falador. Com os prejuízos que levava, acabou se tornando um salteador das estradas e seu ofício ganhou fama, alguns seguidores dos quais formou um pelotão de marginais e se tornou o chefe. Gerava muito medo por onde andava, pois roubavam todos os pertences de quem quer que seja.


Veio incógnito para Jerusalém e trabalhava escondidamente na parte de baixo de Jerusalém no vale do Kidron quando acabou sendo preso com vários de seus comparsas, todos presos por roubos, assassinatos, desordens. Na verdade Jesus, Barrabás, os dois ladrões seriam todos julgados e executados no mesmo dia. Este era o plano que estava traçado, pois estavam às vésperas da Páscoa e nesta data não se julgava, nem se executava ninguém. Os romanos queriam aproveitar tempo. Bandido ferrenho, atormentava a vida dos romanos atacando com seu bando uma guarnição de soldados romanos em Cafarnaum. Roubou todo o soldo da tropa e os bens dos sacerdotes do templo judaico. Caifás ficou num desespero só e queixou-se a Pilatos e se não houvesse providência, iria se queixar ao imperador Tibério. Barrabás impunha a culpa a outro ladrão: Dimas. Por este motivo Dimas se arma contra Barrabás e acaba retomando numa batalha o dinheiro dos soldados romanos bem como o dos sacerdotes e devolve aos seus legítimos donos através do centurião Flavius com quem tinha amizade. Barrabás foge, mas estava ferido. Por atacar o destacamento da soldadesca romana e os sacerdotes do templo, Barrabás foi caçado por todos os lados e acabou sendo preso juntamente com sua corja pelo Centurião Varro. A pena de Barrabás seria a crucificação. Havia que ele estava preso e já tinha sido condenado à crucificação e para ele foi uma grande surpresa ser escolhido pelo povo para ser solto. Não sabia o que estava acontecendo e só foi saber disto bem mais tarde. Não se sabe se ele mudou sua rotina e nem o que aconteceu com ele depois.

3) YESHUA ESPIRITUAL

O Mashiach mais conhecido como: (Messias ou Cristo). Literalmente “Ungido “ transliterado em portugues como “Messias” , equivalente ao termo grego “Christos”, que tambem


significa “ungido” . No Tanach, reis e Kohanim eram ordenados ao serem ungidos com azeite ( Sh’mot=ex-30.30; Sh’mu’El Alef=1sm-15.1; Terilim=Sl-133). O Yeshua HaMashiach tambem é um termo que podemos usar para( O salvador Ungido, Separado, Santificado, Filho do Pai Celeste , Filho de Deus). Mas diferente do messias carnal esse porem é espirutal matando assim a carne pela sobrevivencia da alma e do espirito. Yeshua HaMashiach diferente do yeshua Bar-Aba, nao derramou sangue humano e sim seu proprio sangue por sacrificio nao de um so povo mais de todos os povos pela libertacao do espirito da escravidao do pecado no qual separava a raça humana da pessoal de Deus. Ele nao lutou com espadas nem usou a força para conseguir a alforria dos homens, nao usou o odio e sim o amor , nao usou a espada e sim as palavras, nao usou a desordem e sim a ordem, nao matou o espiritual e sim perpetuou morta todos os prazeres da carne...Mas uma pergunta: como era o nosso S’nhor yeshua HaMashiach(Jesus Cristo ) ? Como poderiamos saber que Ele era o Filho de Deus? Como se vestia , o que Ele comia , onde Ele estudou, como era verdadeiramente o seu viver?

4) A Natureza de YHWH, Segundo os Primeiros Discípulos Muita polêmica há hoje em dia sobre a questão da Natureza de YHWH. E a verdade é que grande parte dos seguidores de Yeshua não compreendem esta questão. Será que a Trindade é mesmo a melhor forma de explicarmos a YHWH? Neste estudo, veremos como criam os primeiros seguidores de Yeshua. Mas, primeiramente, vamos ver o que diz a Trindade. O QUE DIZ A DOUTRINA DA ‘ TRINDADE' Esta doutrina diz que YHWH é composto de três pessoas que compartilham a mesma natureza. Diz ainda que estas pessoas são iguais e que há uma hierarquia apenas funcional.


O QUE É INEGOCIÁVEL Este estudo pretende analisar este conceito da Trindade, mas não pretende discutir algumas verdades de fé, que vamos estabelecer, para não cairmos em heresias. Os pontos a seguir são tomados como verdadeiros (conforme está CLARO nas Escrituras) e não serão discutidos aqui: -O Pai é YHWH -Yeshua (Jesus), o Filho, é YHWH (Yochanan / João 1) -O Espírito Santo é YHWH (Bereshit / Gênesis 1:2) -Os três interagem (ou seja, não podem ser apenas funções de YHWH -vide Yochanan / João 14:26; 15:26;17:8 e 20:21, dentre outros) -De alguma forma, há um só YHWH (Devarim / Deuteronômio 6) UMA MULHER NA TRINDADE?!? O problema do conceito atual que temos da Trindade começa logo em Bereshit (Gênesis). No versículo 1:2, vemos o termo `Espírito de YHWH'. Se olharmos o termo em hebraico, vemos que é feminino! Ué, mas sempre nos ensinaram que é `O' Espírito Santo. Pois é, caro leitor, mas você mesmo pode conferir em qualquer dicionário de hebráico. Haveria então uma mulher na Trindade?!?! Começa a ficar insustentável o conceito de `3 pessoas em um ser'. Só o argumento acima já é suficiente para demonstrar que temos que rever o conceito sobre a natureza de YHWH. Mas não pára por aí! Se continuamos em Bereshit (Gênesis) 1:26 vemos que YHWH criou o homem à sua imagem e semelhança: pergunta ao leitor: você tem três pessoas vivendo dentro de você? Uma dessas pessoas é mulher? Ora, se a Bíblia fala que YHWH nos criou à sua imagem e semelhança, algo há de semelhante em a nossa natureza e a natureza de YHWH. Este ponto trataremos mais adiante. O terceiro ponto, igualmente, importante é que EM NENHUM MOMENTO a Bíblia fala em três pessoas. Fala sim, que os três são YHWH, e que há distinção entre os três. Mas o conceito de que são três pessoas não é encontrado em lugar algum nas Escrituras.


OLHANDO O ORIGINAL Vejamos o que dizem as Escrituras em Aramaico e em Hebraico no que diz respeito à natureza de YHWH. Yochanan (João) 5:26 em Aramaico diz: "O Pai tem vida em sua `k'numah' e portanto também deu ao Filho ter vida em sua `k'numah'" Em Hebreus 1:3 (novamente em Aramaico), temos, a respeito do Filho: "O qual é o brilho da sua glória e a imagem do seu ser e todopoderoso pelo poder da sua palavra e em sua `k'numah' realizou a limpeza dos nosso pecados e sentou à destra da majestade nos lugares altos.' As Escrituras deixam claro que o segredo está no fato de que o Pai e o Filho, apesar de serem um só YHWH, possuem diferentes k'numeh. O mais interessante é que os manuscritos em hebraico trazem a palavra gaun, que tem exatamente o mesmo significado da palavra k'numah! A K'NUMAH Mas afinal, o que é `k'numah'? De acordo com o Dr. James Trimm, a `k'numah' pode ser definida da seguinte forma: `elemento, essência, natureza, manifestação, aspecto, qualidade, substância, real existência' (é uma palavra um pouco difícil de ser definida). Para nós, o mais interessante é utilizarmos as palavras `essência/natureza', que são as mais fáceis de serem compreendidas neste caso. AS TRÊS K'NUMEH Quando analisamos o Judaísmo histórico, verificamos que os judeus sempre creram que YHWH tem 3 naturezas. O Zohar, importante literatura judaica, explica que as 3 naturezas/essências de YHWH, também conhecidos como 3 pilares de YHWH, são a razão pela qual em Deuteronômio 6, o Shema (tradicional profissão de fé judaica) menciona a YHWH três vezes: ("Ouve oh Israel, o S-NHOR nosso Elohim é o único Elohim).


Este seria o mesmo motivo dos anjos proclamarem a YHWH `kadosh, kadosh, kadosh' (santo, santo, santo – sempre três vezes). Os judeus sempre creram que YHWH é uma pessoa, que tem três naturezas. Isto faz bastante sentido, visto que somos criados à imagem e semelhança dEle e também somos uma pessoa com três naturezas (corpo, alma e espírito)

OS TRÊS PILARES DE YHWH Segundo a tradição Judaica, as três naturezas de YHWH são como três diferentes aspectos do seu ser. Dois deles em lados opostos, e o terceiro sendo o reflexo dos dois primeiros. O PILAR DO PAI: A JUSTIÇA O Pilar do Pai possui os seguintes atributos: Compreensão, Força e Glória. Esta é a face paterna de YHWH, que é justa e soberana. Não é à toa que nós, seres humanos, que somos feitos à imagem e semelhança do Eterno, também associamos tais atributos à figura do Pai. O PILAR DO RUACH: MATERNAL Porém, YHWH também tem uma face maternal. Não é de se admirar que em hebraico `Espirito Santo' seja uma expressão idiomática feminina, e não masculina! Assim como YHWH tem o seu lado pai, também tem o seu lado materno. Quais são os atributos deste pilar? Sabedoria, Misericórdia e Esplendor O FILHO: REFLEXO DO PAI E DO RUACH A união das duas naturezas de YHWH forma uma terceira, que é o reflexo das duas outras. Este pilar do meio é a terceira natureza de YHWH, que é o Filho. Não é de se admirar que nós, seres humanos, sejamos também assim. Quando analisamos as escrituras no hebraico, principalmente o livro de Bereshit (Gênesis), vemos que a nossa `alma' é justamente o reflexo da união entre corpo e espírito. Agora sim, fica claro que somos imagem e semelhança de YHWH!


E é por isso que Yeshua disse a Philipe, seu discípulo, que quem via a Ele via também ao Pai. Ele é o reflexo do Pai! (Yochanan / João 14:9) A DUPLA NATUREZA/ESSÊNCIA DE YESHUA A Bíblia deixa claro que Yeshua teve duas k'numeh. Uma divina, que lhe foi dada pelo Ruach (Espírito), e outra dada por sua mãe humana. É por isso que podemos crer na ressurreição dos mortos e na vida eterna. Por ter dupla natureza, Yeshua venceu tanto a morte física, que nos garante a ressurreição, quanto a morte espiritual, o que nos garante uma eternidade em glória junto a YHWH. RESUMO DOS TRÊS PILARES Portanto, vemos que tudo se encaixa! Não é surpresa nenhuma que os judeus mantenham a crença na mesma percepção sore a natureza do Eterno É por isso que o assunto da natureza de YHWH não era algo que intrigava os primeiros seguidores de Yeshua? Por que? Porque era bem simples: YHWH tem três essências/naturezas, mas é apenas um! (ADONAI Echad vide Deut. 6) Mas como então surgiu essa definição confusa de que YHWH seria três pessoas em uma só? A ORIGEM DE UM ERRO HISTÓRICO O conceito de que YHWH é uma pessoa e tem três k'numeh (naturezas/essências) era defendido tanto por judeus messiânicos quanto pela comunidade que falava o Aramaico. Os primeiros gentios também criam desta forma, tanto que os primeiros pais da igreja (antes do conselho de Nicéia) traduziam a palavra "k'numah" do Aramaico como "hypostasis" (substância) no Grego. Mantinham também a crença de que YHWH tinha três "hypostasis" (substâncias) mas era uma "prosopon" (pessoa). Porém, como vimos anteriormente, a palavra `k'numah' é bastante difícil de ser traduzida. Uma das


teses é a de que possa ter havido distorções de tradução, e aí teriam começado as brigas na igreja. Outra tese, e a meu ver é provável que as duas tenham contribuído, é a de que Roma vinha de um politeísmo pagão, e pelo mesmo era muito mais fácil a percepção de que haveriam três deuses, da qual se derivou o conceito de que YHWH era três "personas" (pessoas) e apenas uma "substantia" (substância).

ROMA ESTRAGA TUDO Em cerca de 362CE, em meio a muita briga, é realizado por Roma o Concílio de Alexandria, onde tentam por panos quentes em tudo. Os judeus messiânicos, que já haviam sido perseguidos por Constantino, não participaram de tal concílio (aliás, não participaram de Concílio algum desde Constantino, o que foi determinante para extirpar quase que totalmente as raízes judaicas da fé). Porém, os seguidores de Yeshua que falavam Aramaico (principalmente os do Leste), defendiam ainda a tese de que YHWH é uma pessoa com três substâncias. Os seguidores que falavam aramaico acusavam os seus oponentes de defenderem um tri-teísmo pagão. Já os romanos os acusavam de modalismo. A conclusão de tal concílio é, no mínimo curiosa: no final, Roma decidiu por panos quentes na situação e criou uma saída política: determinou que eles estavam, no fundo, dizendo a mesma coisa (!!!): que YHWH tinha três "personas" (pessoas) e uma "substantia" (substância). Bateu-se então o martelo, criando a doutrina da Trindade. É incrível a arrogância de Roma nesta questão, que ignorou todos os textos bíblicos e interpretações tradicionais e valeu-se de sua autoridade de "Santa Madre Igreja" para criar o mais profundo dos abismos que existe até hoje entre judeus e cristãos: um judeu jamais aceita a tese de trêspessoas sendo um YHWH, afinal isto soa perigosamente triteísta. MARIA E ROMA


O grande perigo que há em ignorar as origens das Escrituras, e as raízes judaicas da fé, é a de que a igreja fica exposta à interpretação de quem bem entende, tal como ocorreu nos inúmeros mandos e desmandos dos imperadores romanos (chamados, desde Constantino, de `Papas'), que muitas vezes se contradiziam, criando grande confusão e aberrações teológicas. Uma das crença fundamentais dos primeiros seguidores de Yeshua era exatamente a de que Yeshua tivesse duas k'numeh (essências/naturezas): uma divina, e outra humana. Vemos claramente em Matitiyahu (Mateus 1:18) que o Ruach (Espírito Santo) é a `mãe' da k'numah divina de Yeshua, conforme a descrição dos três pilares do Eterno. Já Miriyam (Maria) era a mãe da k'numah humana de Yeshua. Como Roma ignorou este conceito, o caminho ficou livre para que fosse futuramente decretado que se Yeshua era YHWH, então Maria era mãe de YHWH (!!!)

CONCLUSÃO Não é à toa que o Eterno nos chama à sair da confusão que há em Roma e resgatarmos nossas raízes! (Apocalipse 18:4) Vejam como a verdade é simples. YHWH nos fez à sua imagem e semelhança, com três essências/naturezas, a fim de que nós pudéssemos também compreendê-lo de forma simples. Que o Eterno nos abençoe!

5) A divindade do Mashiach nas Escrituras Mashiach como YHVH A divindade do Mashiach é muito fácil de mostrar nas Escrituras. A maneira mais simples de mostrar sua divindade nas Escrituras é apontando para os exemplos onde os Ketuvim Netzarim ("Novo Testamento") citam passagens do Tanach ("Velho Testamento") e as aplicam ao Mashiach. Por exemplo, em Yochanan 19:37, Zacarias 12:10 é citado:


"Foram então os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com Ele fora executado; mas vindo a Yeshua, e vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas; contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água... isto aconteceu para que se cumprisse o Tanach: Nenhum dos Seus ossos será quebrado. (Sl. 34:21(20)) Também há outra passagem no Tanach que diz: Olharão para Mim, a quem traspassaram. (Zc. 12:10)" Mas deixe-nos agora olhar o contexto de Zacarias 12:10: "O peso da palavra de YHVH a respeito de Israel. O provérbio de YHVH, que estendeu adiante os céus, e colocou a fundação da terra, e deu forma ao espírito do homem dentro dele... Eu derramarei sobre a casa de David, e em cima dos habitantes de Jerusalem, o espírito de graça e de suplicas; E olhar-me-ão a quem perfuraram; E prantearão por ele, como se chora por um único filho.... (Zc. 12:1, 10) Esse que está sendo perfurado em Yochanan 19:37 é claramente Yeshua mas esse que está sendo perfurado em Zech. 12:10 é claramente YHVH. Vamos agora olhar a citação que está em Isaias 8:14 em Rom 9:32: "Por que? Porque não a buscavam pela fé, mas por legalismo; e tropeçaram na pedra de tropeço;" (Rom 9:32) Agora, Paulo está claramente referindo-se aqui ao Mashiach, mas vamos agora olhar em Isaias 8:14 no contexto: "YHVH das hostes, a Ele vós santificareis. Então Ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém." (Is. 8:13-14) Aqui é claramente YHVH que é "a pedra de tropeço". OK, Agora vamos olhar a Filipenses 2:10-11 "para que ao nome de Yeshua se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Yeshua HaMashiach é YHVH, para glória de Seu Pai Elohim." Aqui Paulo claramente se refere a IS. 45:1,23 "Assim diz YHVH...que diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda a língua." Claramente Paulo usa passagens do Tanach que fala de YHVH como Mashiach.


Vamos ver agora Rom. 10:9, 13 Porque, se com a tua boca confessares a Yeshua como Senhor, e em teu coração creres que Elohim o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;.. Porque: Todo aquele que invocar o nome de YHVH será salvo. Aqui Paulo cita claramente Joel 3:5 (2:32) mas aplica a passagem a Yeshua apesar do fato que Joel aqui claramente está falando de YHVH.. Há diversos outros exemplos: Tiago 5:7 fala claramente da vinda do Mashiach como comparado "à primeiras chuvas e as últimas" quando em Oséias 6:3 está claramente falando da vinda de YHVH. Da mesma forma, Judas 1:14 e Tes. 3;13 referem-se à vinda do Mashiach contudo citam 1 Enoque 1:9 e Zech. 14:5 que falam claramente da vinda de YHVH. Finalmente temos Mt. 22:41-46 Yeshua ele mesmo identifica-se como o "YHVH" à destra de "YHVH" no Salmos 110:1-2, 5. Os Três Pilares Agora em Rom. 1:19-20 nos é dito: "Porquanto, o que de Elohim se pode conhecer, neles [humanidade] se manifesta... seus atributos invisíveis, o Seu Poder e Sua Divindade [ ou natureza divina]... " Então em Rom 1:26-28 é nos falado que aqueles que não percebem estas coisas podem cair nos erros da homosexualidade e do lesbianismo. Portanto quando na criação eram os atributos invisíveis de YHVH manifestados no homem e faziam visto claramente? A resposta está na Torá, em Gen. 1:26, 27 onde nós lemos: Então Elohim disse, "Vamos fazer o homem a nossa imagem, de acordo com nossa semelhança... Assim Elohim criou o homem em sua própria imagem; na imagem de Elohim criou-o; macho e fêmea criou-os." Agora seguindo o paralelismo da passagem, "nossa imagem"; " nossa semelhança" e o "macho e fêmea" parecem serem termos paralelos. Agora existem algumas passagens no Tanach em que se faz referência a YHVH sob um aspecto masculino, paternal: "... se Eu sou pai, onde está a Minha honra? diz o YHVH dos Exércitos..." Mal. 1:16 "...Você, é YHVH, é nosso Pai..." Is. 63:16 "...Mas agora O YHVH, Você é nosso pai..". Is. 64:7


Mas há também passagens no Tanach em que se faz referência a YHVH sob um aspecto feminino, maternal: "Como alguém a quem consola sua Mãe, assim eu vos consolareis..." Is. 66:13 Agora YHVH como um "Pai" e ainda YHVH como uma "Mãe" são claramente dois diferentes aspectos de YHVH, eles não são a mesma coisa. Além disso YHVH como uma alegoria de "Mãe" é também YHVH como um "consolador", que é o mesmo que a Ruach HaKodesh (Espírito Santo):


"Mas a Consoladora, a Ruach HaKodesh a quem o Pai enviará em meu nome..." (Jn. 14:26 veja também Jn.14:16-17; 15:26; 16:7) Agora apenas como YHVH é expressado como uma alegoria "Pai" e uma alegoria "Mãe", a combinação destes dois aspectos produz uma alegoria "filho": "Quem ascendeu acima no céu, e desceu? Quem recolheu o vento em seus punhos? Quem limitou as águas em sua veste? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o Seu nome? e Qual é o nome de Seu filho, se você sabe?" (Prov. 30:4) "Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra YHVH e contra o seu Mashiach... YHVH disse a mim: "você é meu filho," este dia tem-me gerado... Beije o Filho, a fim de que não esteja irritado..." (Sl. 2:2, 7, 12) Então agora temos uma natureza divina a qual é a "imagem de Elohim" e é "masculina e feminina" expressando YHVH para nós como um Pai, uma Mãe e um Filho. Uma vez que o Filho é a combinação dos aspectos do Pai e da Mãe de YHVH, Ele é a plenitude da divindade eterna: "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" ( Col. 2:9) Assim o Mashiach abrange toda a imagem de Elohim com a qual nós fomos criados: "...Mashiach, o qual é a imagem de Elohim." (2Cor. 4:4) "[Seu Filho] o qual é a imagem do Elohim invisível..." (Col. 1:15) "[O Filho é] o resplendor da Sua Shechiná e a expressa imagem do Seu Ser.." (Heb. 1:3) E dessa forma nós podemos ver todas os três aspectos da natureza Divina nas passagens como: "Eu, sim, eu tenho falado, certamente, chamei-o, Eu trouxe-o, e farei próspero o seu caminho. Chegai-vos a mim e ouça isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que Ela era, lá Eu Sou, e agora ADONAI YHVH tem enviado a mim e Sua Ruach." (Is. 48:15-16) Note quem fala é YHVH. Aqui nós temos: 1. YHVH é o locutor. 2. ADONAI YHVH é quem enviou o locutor.


3. "ela" i. e. "sua Ruach" ("ruach" (Espírito) é a única palavra feminina a que "ela" poderia referir). Um outro exemplo destes três aspectos deve ser encontrado em Hebreus 9:14: "Quanto mais o sangue do Mashiach, que pela Ruach eterna se ofereceu a si mesmo imaculado a Elohim, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Elohim vivo?" Aqui nós temos novamente três aspectos: 1. O Mashiach (que é YHVH).


2. A Ruach (Espírito) através da qual Seu sangue é oferecido. 3. O Elohim a quem ele oferece a si mesmo. Estes três aspectos da natureza divina são chamados no Aramaico de "K´NUMEH" (plural) " K´NUMA" (singular) como nós lemos em Yochanan 5:26 "Assim como o Pai tem vida em sua K´NUMA, assim ele deu também ao seu Filho a vida em sua K`NUMA." (Jo.5:26 do Aramaico) K´NUMA é uma palavra Aramaica que significa "aspecto, elemento, substância, essencia". Os três aspectos da Natureza divina são as três K´NUMEH mas é somente um YHVH. Echad como uma unidade. Isso nos traz à frase do Sh´ma: Sh`ma israel YHVH, Eloheynu, YHVH Echad " Ouve Ó Israel, YHVH é nosso Elohim, YHVH é um." (Deut. 6:4) Deixe-nos examinar outras passagens na Torah para compreender como esta palavra ECHAD ("um") é usada na Torah: "Para tanto um homem deixará seu pai e sua mãe e será juntado a sua esposa e eles serão uma (ECHAD) só carne." (Gen. 2:24) E YHVH disse, "certamente os povos são um [ ECHAD ] e todos têm uma língua... (Gen. 11:6) Assim está claro que a palavra ECHAD de jeito nenhum requer uma singularidade e pode referir-se a uma unidade composta. Assim Deut. 6:4 talvez faça referencia à unidade absoluta das três K'NUMEH do Pai, da Mãe (Espírito Santo Consolador) e do filho (Mashiach). Fontes: Por James Scott Trimm Tradução: Shlomo Ben Avraham Revisado: Sha´ul Bentsion

6) O NASCIMENTO DE JESUS A palavra Christmas é uma forma abreviada de “ Christ’ s Mass” . A palavra “ Mass” é uma


palavra latina que significa “ oferenda” . Logo “ Christ’ s Mass” é literalmente “ Oferenda do Messias” . A oferenda do Messias foi por Sua crucificação, não Seu nascimento. Quando uma pessoa diz em inglês “ Merry Christmas” está dizendo na realidade “ Feliz Crucificação do Messias” . Além do mais, os cristãos observam “ Christmas” (a Oferenda do Messias) uma vez a cada ano. No entanto as Escrituras nos dizem que o Messias foi oferecido uma vez por todas e não se oferece uma e outra vez a cada ano (Hebreus 10:1-4, 10-14). Um “ Christ’ s Mass” anual é por tanto claramente não-bíblico. O aniversario de "Jesus"? O Livro Cristão do Porque admite que o 25 de dezembro NÃO foi o dia do nascimento do Messias: "A maioria dos eruditos bíblicos concorda que o nascimento, de fato, não ocorreu em dezembro..."(CBW p. 205) Quando Yeshua nasceu os pastores estavam vigiando em seus campos Luc. 2:8) o qual não poderia ocorrer no inverno. De fato, é possível demonstrar que o Messias nasceu em Sukot (Cabanas/Tabernáculos) no ano 4 A.E.C. A chave para calcular a data do nascimento do Messias é Lucas 1:5 onde aprendemos que Zekhariah (Zacarias) o pai de Yochanan (João) era um sacerdote da turma de Abiyah. Os sacerdotes chegaram a ser tão numerosos que nem todos podiam servir no Beit HaMikdash (Templo) todo o tempo, assim se dividiram em 24 turmas (1Cron. 24). Cada turma servia por duas semanas cada ano, uma vez na chuva temporã (primeira parte do ano) e uma na chuva tardia (segunda parte do ano). Havia também três semanas nas que se requeria que todos os sacerdotes servissem, estas eram as três festividades de peregrinação Deut. 16:16). 24 vezes 2 é 48, mais três são 51. 51 semanas são 357 dias o qual concorda muito


bem com o ano lunar de 360 dias. A turma de Abiyah é a oitava turma (1Cron. 24:10) o qual servia a décima semana durante a porção do ano de chuva temporã (isto é porque durante Pêssach (Páscoa) e Shavuot (Pentecostes) todos os sacerdotes serviam juntos (Deut. 16:16). Zekhariah (Zacarias) teve sua visão enquanto servia na turma de Abiyah na décima semana (Vem a ser obvio que ele servia durante sua primeira turma não sua segunda, como mostrará a relação de tempo a medida que prosseguirmos.) Logo a visão de Zekhariah (Zacarias) ocorreu durante a décima semana do ano (e o ano religioso começa em Nissan/Abib ao redor de 14 dias antes do Pêssach (Páscoa). Devemos acrescentar outras duas semanas antes de que Yochanan (João) pudera ser concebido, devido as leis de pureza (Lev. 12:5; 15:19, 25). Logo Yochanan foi concebido na semana 12 do ano. Nasceu com 40 semanas mais tarde durante a semana 52 do ano (12 + 40 = 52) o qual nos leva ao Pêssach (Páscoa). Concluímos que Yochanan (João) nasceu em Pêssach (Páscoa), o mesmo tempo em que Eliyahu (Elias), segundo a tradição judaica, deveria aparecer. Yeshua foi concebido seis meses (com 25 semanas) depois da concepção de Yochanan. Isto significa que Yeshua foi concebido ao redor da semana 37 ao redor de Chanukah. Isto significaria que A Luz do Mundo foi concebida durante o tempo da Festividade das Luzes. Yeshua nasceu 40 semanas mais tarde (ao redor da semana 77, isto é, a semana 25 do ano seguinte) o qual nos leva ao tempo das festas de outono. Ha varias chaves que indicam que Yeshua nasceu em Sukot: 1. Beit Lechem (Belém) estava "abarrotada.". Isto não podia acontecer devido a um censo que se podia realizar durante todo o ano. Todo israelita estava obrigado a ir a Jerusalém para


Sukot (Deut. 16:16). Isto haveria abarrotado de gente Jerusalém, assim como a Beit Lechem (Belém) que fica somente a cinco milhas de distancia. 2. Yeshua nasceu em um estábulo. A palavra hebraica para "estábulo" é "sukah" (como em Gen. 33:17), logo que é provável que Yeshua nascera em uma sukah/cabana. 3. Se Yeshua nasceu no primeiro dia de Sukot então havia sido circuncidado "ao oitavo dia", uma festividade que seguia imediatamente a Sukot. Este dia era o original "Simchat Torah" (Alegria na Torah) que agora se celebra o dia seguinte no judaísmo rabínico. Deste modo Yeshua haveria entrado no pacto no dia do "regozijo na Torah." 4. Quando os anjos apareceram aos pastores fizeram uma afirmação que soa como um eco da antiga liturgia de Sukot "...vos trago novas de grande alegria que será para todo o povo.” (Luc. 2:10-11) 5. Sukot simboliza que Elohim mora em uma "cabana" (corpo?) conosco. Neste instante, em Mat. 2:7-8, 16 Herodes mata a todos os bebes de dois anos para baixo. O fato de que matou em uma margem tão grande de tempo indica que ele não sabia exatamente quanto tempo fazia que havia nascido o Messias. Os pais de Yeshua fugiram para o Egito até que ouviram que Herodes havia morrido. Regressaram a Beit Lechem a tempo para realizar a purificação de Miriam (Maria) e a consagração de Yeshua no dia 40 depois do nascimento de Yeshua (como requer a Torah) (Lucas 2:22-38. Para este tempo Herodes teria que haver morrido ou eles não poderiam ir ao Beit HaMikdash (Templo). Herodes tem que haver morrido durante os 40 dias entre o nascimento de Yeshua e sua consagração 40 dias mais tarde. Se sabe que Herodes morreu em Setembro do ano 4 A.E.C. Concluímos que Yeshua tem que haver nascido no outono (isto descarta que


Zekhariah houvera estado servindo durante a segunda turma do ano de Abiyah, já que isso colocaria o nascimento de Yeshua na primavera e não daria conta da morte de Herodes durante os 40 dias depois de seu nascimento no outono). Isto também nos diz que o ano do nascimento de Yeshua foi 4 A.E.C. [Na Festa de Sukot (Cabanas): setembro/outubro

7) A VIDA COMUNITÁRIA DE YESHUA HAMASHIACH Yeshua foi criado como judeu numa comunidade que seria equivalente ao que é hoje uma comunidade judaico-ortodoxa. Você conhece uma comunidade judaico-ortodoxa? Não? Sem ao menos sabermos como é, jamais entenderemos a Yeshua plenamente. Natseret (Nazaré), cidade onde Ele cresceu, foi fundada pelos descendentes do Rei David, e ficava na Galiléia, uma região totalmente judaica. Você conhece a história da Galiléia, berço de nosso Salvador? Pois é, pouco se contam nas igrejas que a Galiléia era um dos maiores centros de estudos judaicos de Israel naquela época. Yeshua não simplesmente "nasceu sabendo" tudo o que ele sabia. Lembre-se de que Ele se desfez de Sua glória para se tornar humano. Não foi por acaso que o Pai o colocou naquele local. Yeshua aprendeu de perto com alguns dos maiores rabinos daquela época. Você sabia que muitos de seus ensinamentos são citações de tais rabinos? Pois é, caro leitor, como você pode ver, sem conhecermos o trabalho de tal rabino, como compreender a educação que teve nosso Messias? Yeshua foi educado como um parush (fariseu). Certamente que tal educação influenciou suas disputas teológicas com algumas escolas farisaicas. Ao contrário do que muitos crêem Yeshua não era contra TODOS os fariseus, mas tinha disputas sérias com os p'rushim (fariseus) da escola de Shamai, que eram extremamente legalistas. Sua vida na comunidade judaica foi absolutamente normal. Conforme o costume judaico, ele observava todas as festas bíblicas, e buscava ao Pai no Shabat, o dia que o Eterno desde a fundação do mundo estabeleceu como Seu dia.


8) A ALIMENTAÇÃO DE YESHUA Yeshua tinha uma saudável alimentação kasher, segundo a Torá em Vayicra (Levítico) 11. Isto significa que carnes como a de porco, coelho, répteis, camarão, etc., além de boa parte da gordura animal, não faziam parte da sua dieta. Durante o Pessach (a "páscoa" judaica), Yeshua como todo bom judeu comia apenas pães sem fermento. Yeshua também jejuava no Yom Kippur, o conhecido Dia da Expiação, quando o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) oferecia sacrifício pela expiação do pecado do povo. 9) COMO YESHUA SE VESTIA? Yeshua se vestia como judeu. Isto significa que não misturava lã com linho, conforme determinação da Torá. Yeshua certamente usava talit, o sagrado manto de oração que contém os tsitsit, que são as franjas que a Torá determina que usemos para nos lembrarmos de que devemos viver segundo os preceitos do Eterno. Os tsitsiyot de Yeshua possuíam um fio azul, que simboliza o caminho de safira descrito em Shemot (Êxodo) 24:10, ou seja o caminho do Eterno. Foi justamente nos tsitsit de Yeshua que a mulher que tinha fluxo de sangue tocou e foi curada. Não foi um simples ato de tocar em Yeshua. Tocar nos tsitsit significava que ela reconhecia nEle a autoridade de Messias. Como todo judeu de seu tempo, Yeshua também certamente usava kippá. O kippá é uma cobertura para a cabeça que representa nosso reconhecimento de que a Shechiná (Glória) do Eterno está sobre nós. É uma vestimenta que deriva das vestes sacerdotais na Torá. Yeshua também usava t'filim, popularmente conhecidos como filactérios. Os t'filim têm como objetivo simbolizar que as leis do Eterno estão presentes em nossa mente (por isso é atado entre os olhos) e em nossos atos (na mão). A Torá do Eterno nos guarda para que não pequemos em nossa mente nem em nossos atos. 10) YESHUA E A SINAGOGA


No Shabat, pela manhã, Yeshua ia à sinagoga. Ao contrário de muitos hoje em dia que fazem tudo por um microfone, Yeshua sabia que antes de poder falar e questionar, era necessário aprender. Provavelmente, como era de costume, aos cinco anos Yeshua começou a aprender a o hebraico (sua língua nativa era o aramaico) e a estudar a Torá do Eterno. Por volta dos 13 anos, Yeshua provavelmente fez o seu Bar Mitsvá, uma cerimônia que marca a passagem da criança para a vida adulta. Como todo judeu, aos 13 anos Yeshua tinha que saber de cor toda a Torá. Fica a pergunta: nós que nos dizemos seguidores dele, quanto das Escrituras sabem nossos filhos aos 13 anos? Será que nós sabemos hoje tanto quanto um menino judeu sabia no tempo de Yeshua? Como teremos uma fé sólida sem conhecermos as escrituras. No Shabat, Yeshua não só aprendia a Torá como recitava bênçãos. Estas bênçãos não são como nas igrejas pósmodernas. Não visavam prosperidade, mas sim darmos o devido reconhecimento ao Eterno da soberania dEle sobre nossas vidas. Ao declararmos Sua majestade, fortalecemos nossa fé. Ao fortalecermos nossa fé, nossa vida espiritual melhora. Com a vida espiritual melhor, somos mais felizes, mais preparados e nos sentimos mais próximos ao Eterno. O menino Yeshua sabia disto ao ler o Sidur (livro de bênçãos) a cada Shabat. Após sua maioridade, Yeshua também passou a participar da leitura do Tanach. É tradição judaica até hoje ler-se muito os textos sagrados no Shabat. Foi desta forma que Yeshua pôde ler o rolo de Yesha'yahu (Isaías) e declarar que Ele era o seu cumprimento. Yeshua sempre argumentava a partir das Escrituras, expondo-as perante o questionador (uma técnica rabínica). Ao final do Shabat, Yeshua participava do Kidush, que é o animado partir do pão onde damos graças ao Eterno pelas provisões semanais. Os discípulos de Yeshua mantiveram esta prática após os serviços, tanto que é mencionado o partir do pão diversas vezes no livro de Atos. 11) YESHUA SE TORNA UM RABINO Yeshua tornou-se um respeitado rabino. Para alguém se tornar um rabino, é necessário (até hoje) muito estudo. Este foi


certamente um dos motivos (ou talvez "o" motivo) de Seu ministério só ter se iniciado por volta dos 30 anos. Ele ensinava a partir do Tanach (Tanach significa: Torá, Nevi'im / Profetas, e Ketuvim / Escritos). Ao contrário do que aparece nos filmes, a grande maioria dos discípulos de um rabino eram meninos, bastante jovens. Com Yeshua não era diferente. Vemos até mesmo pela idade em que morreram que os discípulos de Yeshua tinham entre 13 e 20 anos, no máximo. Eram meninos inexperientes. Ao contrário da nossa cultura, onde vamos à escola por 4-5 horas e voltamos para casa, um discípulo no judaísmo vivia com o seu rabino. Com os discípulos de Yeshua não era diferente. Eles não desviavam os olhos de Yeshua um minuto sequer. Será que somos assim? 12) ONDE ESTUDOU YESHUA? Segundo a tradição judaica, o Messias deveria ensinar ao povo a correta interpretação da Palavra do Eterno. E foi isto que Yeshua fez. Para isto, antes de começar o seu ministério, Yeshua foi um aluno bastante aplicado. Yeshua demonstrou grande familiaridade tanto com a linha dos essênios (com a qual teve contato através de seu primo Yochanan Bar Zachariá, popularmente conhecido como "João Batista") quanto com a linha rabínica da escola de Hillel. Mas seu conhecimento não se limitava às tais linhas. Yeshua, antes de mais nada, conhecia profundamente as Escrituras e a sabedoria judaica. 13) PARALELOS ENTRE YESHUA E A ESCOLA DE HILLEL Os ensinamentos de Yeshua se assemelharam muito com a linha da escola de Hillel (embora houvesse alguns itens de discordância, como questão do divórcio, por exemplo). Hillel, que viveu pouco tempo antes de Yeshua, foi um dos maiores judeus de toda a história, um grande rabino. Veja o impressionante paralelo entre os ensinamentos de Yeshua e Escola de Hillel: 1) A Escola de Hillel disse: "se alguém busca te fazer o mal, farás bem em orar por ele" (Testamento de Yossef XVIII. 2)


Yeshua disse: "Eu vos digo ainda: Amai aos inimigos de vocês, e orai pelos que vos perseguem;" - Matitiyahu (Mateus) 5:44 2) Em Menahot 4, no Talmud, encontramos o Rabino Shamai querendo fazer tsitsit mais largos do que os seguidores da Escola de Hillel (Menahot 4) Yeshua disse: "Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam as tiras dos seus tefilin, e aumentam os tsitsiyot dos seus mantos;" – Matitiyahu (Mateus) 23:5 3) A Escola de Hillel disse: "Se o mundo inteiro estivesse reunido para destruir o yud, que é menor letra da Torá, eles não seriam bem sucedidos" (Canticles Rabá 5.11; Leviticus Rabá 19). "Nenhuma letra da Torá jamais será abolida" (Exodus Rabá 6.1). Yeshua disse: "17 Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir, 18 Amen, e eu vos digo, pois que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um sóYud ou um só traço, até que tudo seja cumprido." – Matitiyahu (Mateus) 5:17-18. 4) A Escola de Hillel disse: "Aquele que é misericordioso para com os outros receberá misericórdia do Céu" (Talmude - Shabat 151b; - compare com); Yeshua disse: "Benditos os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” – Matitiyahu ((Mateus) 5:7). 5) A Escola de Hillel disse: "Eles falam 'Remova o cisco do seu olho? ' Ele retrucará, 'Remova trave do seu próprio olho" (Talmud - Baba Bathra 15b). Yeshua disse: "E por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” Matitiyahu (Mateus 7:3) 6) A Escola de Hillel disse: "É lícito violar um Shabat para que muitos outros possam ser observados; as leis foram dadas para que o homem vivesse por elas, não para que o homem morresse por elas." Todas as seguintes coisas eram lícitas no Shabat, segundo a escola de Hillel (os p'rushim que debatiam com Yeshua certamente eram da escola de Shamai): salvar vidas, aliviar dores agudas, curar picadas de cobra, e cozinhar para os


doentes (Shabat 18.3; Tosefta Shabat 15.14; Yoma 84b; Tosefta Yoma 84.15). Yeshua disse:"Então lhes perguntou: É lícito no Shabat fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida ou matar? Eles, porém, se calaram." – Marcus 3:4 7) "o Shabat foi feito para o homem, e não o homem para o Shabat," também aparece em material rabínico (Mekilta 103b, Yoma 85b). Além disto, os Rabinos da escola de Hillel frequentemente citavam Hoshea (Oséias) 6:6 para argumentar que ajudar os outros era mais importante do que observar ritos e costumes (Suká 49b, Deuteronomy Rabá em 16:18, etc.), Yeshua disse:"E prosseguiu: O Shabat foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Shabat." – Marcus 2:27 8) A respeito dos exageros nos rituais de purificação, um rabino da escola de Hillel, Yochanan Bem Zakai, contemporâneo de Yeshua, disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água, disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água, mas a ordenança do Rei dos Reis, que purifica." - compare com o relato de Marcus 7 9) Os rabinos da escola de Hillel também eram partidários da tese de que é pela graça do Eterno que somos salvos, e não por mérito de obras: "Talvez Tu tenhas grande prazer em nossas boas obras? Mérito e boas obras não temos; aja para conosco em graça." (Tehillim Rabá, on 119,123) 10) A Escola de Hillel também teve disputas com Saduceus a respeito da questão da ressurreição dos mortos. Veja o que o rabino Gamaliel, neto de Hillel e contemporâneo de Yeshua, disse, referindo os Saduceus a Devarim (Deuteronômio) 11:21 ou Shemot (Êxodo) 6:4, ". a terra que YHWH jurou dar aos seus pais”,o argumento é lógico e convincente: “os mortos não podem receber, mas eles viverão novamente para receber a terra” (Talmud – Sanhedrin 90b) Yeshua disse: “Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moshe o mostrou na passagem a respeito da sarça, quando chama a YHWH: Elohim de Avraham, e Elohim de Yits’chak e Elohim de Ya’akov. Ora, ele não é Elohim de mortos, mas de vivos; porque para Ele todos vivem.” Lc 20:37-38


11) O rabino Yochanan Ben Zakai também conta parábola semelhante à de Yeshua, a respeito de convidados de um rei para o banquete Messiânico, ao comentar Yesha'yahu (Isaías) 65:13 e Eclesiastes 9:8 (vide Talmud – Shabat 153a). 12) O próprio Hillel disse: "Sejam discípulos de Aaron, amando a paz e perseguindo a paz, amando as pessoas e as trazendo para perto da Torá" (m.Avot 1:12) Yeshua disse: "9 Benditos os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Elohim." Matitiyahu (Mateus) 5:9 "Uma nova mitsvá vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros." Yochanan (João) 13:34 13) A "Regra de Ouro" de Hillel: “... e [Hillel] disse a ele "Não faça aos outros o que não deseja que façam a você: esta é toda a Torá, enquanto o resto é comentário disto; vai e aprende isto." (b.Shab. 31a) Esta regra, que era a base de todo talmid (discípulo) da escola de Hillel, é citada explicitamente por Yeshua em: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a Torá e os profetas." – Matitiyahu (Mateus) 7:12

14) PARALELOS ENTRE YESHUA E OS ESSÊNIOS Yeshua também demonstrou grande familiaridade com a teologia dos essênios, há qual muito provavelmente aprendeu com Yochanan, seu primo (o qual pouca gente ousaria discordar do fato de que pertenceu ao segmento dos essênios) 1)Os essênios promoviam a unidade (Yachad) em amor. (Philo; A Hipotética 11:2) Yeshua disse: "para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste." Yochanan (João) 17:21 2) Os essênios estabeleciam um conselho de 12 para direcionar a comunidade (1Q58:1). Compare isto com a autoridade dada a Yeshua para os 12 talmidim (discípulos), a fim de que eles pudessem gerenciar o povo.


3) Os essênios eram frontalmente contra juramentos (Documento de Damasco - Geniza A; Col. 15; Linhas 1-3) – compare com Matitiyahu (Mateus) 5:33-37 4) Sobre as viagens dos essênios para pregarem a Palavra do Eterno, veja o que diz o historiador Flavius Josefus: “... e se alguém do segmento deles vem de outros lugares, o que eles têm permanece aberto a eles, como se fossem um deles... como se fossem conhecidos deles de muito tempo. Por esta razão eles não levam nada consigo quando viajam a lugares remotos, apesar de ainda levarem suas armas, por medo de ladrões. Da mesma forma, existe em cada cidade onde eles vivem alguém com a atribuição particular de cuidar dos estranhos, e prover roupas e outras necessidades para eles." (Josephus; Guerras 2:8: 4) – compare com Matitiyahu (Mateus) 10:9-11 e Lucas 22:38 5) A questão do divórcio: "... eles são pegos em duas armadilhas: fornicação, por pegarem duas esposas ao longo de suas vidas apesar do princípio da criação ser: "macho e fêmea Ele os criou." (Documento de Damasco - Col. 4 - linha 20 a Col. 5 - linha 1) Yeshua disse: "Respondeu-lhe Yeshua: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Elohim ajuntou, não o separe o homem." – Matitiyahu (Mateus) 19:4-6 6) A Halacha sobre a questão de "Korban" (uma oferta) ser usada como desculpa para violar a Torá (vide Matitiyahu / Mateus 15:1-8) – é encontrada de forma similar entre os essênios (Documento de Damasco 16:13) 7) No capítulo 4 de Yochanan (João) encontramos a alegoria da "Água Viva" saindo do poço de Ya'akov (Jacó) e trazendo a salvação e a vida eterna. No Manual de Disciplina dos essênios, a lição da "água viva" é encontrada e retirada simbolicamente do poço de Bamidbar (N meros) 21:8, identificado pelo


pergaminho como sendo a Torá. Podemos concluir que Yochanan (João) 4 é uma Midrash (interpretação alegórica), baseada num conceito existente entre os essênios naquela época, para concluir que Yeshua é a Torah Viva, nossa fonte de vida eterna (Compare Yochanan / João 4:10 e Documento de Damasco VI, 4-5; VII, 9 - VII, 21). 8) O uso do Seder de Pessach (a ceia da "Páscoa Judaica") como sendo um banquete messiânico, também era um conceito essênio (Josephus - Guerras 2:8: 5; Manual de Disciplina 6:3-6 e 1QSa. 2, 17-21) 9) O conceito de serem 'Bnei Or' (Filhos da Luz - compare Lucas 16:8 e Yochanan / João 12:36 com Manual de Disciplina 1,9: 2,24; 1QM) 10) Yeshua conhecia bem o Messias esperado pelos essênios. Veja a explicação que ele deu a Yochanan Bar Zachariá (João Batista) em Lucas 7:22: "Então lhes respondeu: Ide, e contai a Yochanan o que tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres são anunciadas as Boas Novas." Agora compare com o critério do Messias esperado pelos essênios: "[os céus] e a terra ouvirão ao Seu Messias, e ninguém se afastará dos mandamentos dos santos. Vocês que buscam ao S-NHOR, fortaleçam-se no serviço dEle! Todos vocês esperançosos em (seu) coração, vocês não encontrarão o S-NHOR nisto? Porque o S-NHOR considerará os hassidim (pios) e chamará os justos pelo nome. Sobre os pobres o Seu espírito pairará e renovará os fiéis com o Seu poder. E Ele glorificará os hassidim (pios) no trono do Reino Eterno. Ele que libera os cativos, restaura a visão dos cegos, endireita os [tortos]... E o S-nhor fará coisas gloriosas que nunca houveram... Pois Ele curará os feridos, e reviverá os mortos e trará as Boas Novas aos pobres..." (4Q521) 11) O conceito da "luz da vida" (Yochanan / João. 8:12 & Man. Disc. 3, 7)


15) PARALELOS ENTRE YESHUA E OUTROS RABINOS Vemos ainda alguns paralelos entre Yeshua e outros rabinos. Como a literatura rabínica é muito extensa, é provável que encontremos ainda muitos outros, mas a idéia deste artigo é apenas a de demonstrar como Yeshua foi muito bem instruído na sabedoria judaica: 1) Normalmente, Yeshua discordava fortemente dos p'rushim (fariseus) da escola de Shamai, os quais eram extremamente legalistas em sua observância da Torá. Vemos apenas UMA situação em que Yeshua concorda com a escola de Shamai, que é a questão do divórcio (repudiar a esposa) exposta em Matitiyahu (Mateus) 5:31-32, semelhante à posição da escola de Shamai em m.Gittin 9:10). 2) Algumas expressões tais como "se teu olho direito de ofende, arranca-o" e "se a tua mão direita te ofende, corta-a for a" (Mt. 5:29-30) são encontradas em discursos rabínicos semelhantes (vide Nidá 13b) "E crescia Yeshua em sabedoria, em estatura e em graça diante de Elohim e dos homens." – Lucas2: 52. As Escrituras deixam bem claro que Yeshua recebeu instrução. Porém, o espectro de conhecimento apresentado pelo rabino Yeshua, tanto das Escrituras, quanto das técnicas de interpretação da mesma, da tradição oral, e dos ensinamentos dos sábios e rabinos ao longo da história dos judeus, é simplesmente inimaginável! Tamanho conhecimento e habilidade jamais foram vistos em toda a história de Israel, e só poderiam vir do Filho de Elohim! Agora para entender completamente o que Yeshua fazia, e também seus ensinamentos, é necessário entendermos o que era ser rabino no primeiro século, como ensinavam etc. 16) O QUE FAZ UM RABINO? Quando conhecemos alguém, uma das primeiras perguntas que fazemos é "Qual a sua profissão?”. Dependendo da profissão, pedimos também à pessoa para explicar um pouco do que ela faz. Ao conhecermos


mais sobre a profissão de uma pessoa, passamos a conhecer mais sobre a própria pessoa, pois ela passa grande parte da vida dela naquela atividade. Por exemplo, se descobrimos que a pessoa que acabamos de conhecer é um médico, esta informação nos diz bastante a respeito da educação da pessoa, do seu círculo social, do seu status financeiro e até mesmo da sua rotina diária. E se você tivesse a oportunidade de voltar no tempo e encontrar com o Yeshua dos Evangelhos, e perguntasse: "O que você faz?" O que Ele te diria? Que tipo de educação um Salvador precisa ter? Qual era o status social da profissão de Filho de YHWH? Quanto um Messias ganhava por mês? Qual era a rotina de um Libertador? Pois é, estas perguntas não fazem sentido, não é mesmo? Porque o fato é que conhecemos muito a respeito das definições teológicas de Yeshua (i.e. Salvador, Filho de YHWH, Messias, etc.), mas normalmente as pessoas conhecem pouco sobre a vocação de Yeshua. A vocação de Yeshua era ser rabino. Ele era um rabino de Galil (Galiléia), com muitos admiradores e seguidores. Só estes fatos já nos dizem muita coisa sobre quem o rabino Yeshua realmente é. Naqueles dias, o termo "rabino" ainda não tinha o significado de hoje. Hoje em dia, "rabino" é um termo usado automaticamente para quem se forma em uma Yeshiva (instituição rabínica). O termo "rabino" era um termo respeitoso para um grande professor. É neste contexto que devemos procurar entender o rabino Yeshua. Felizmente, a literatura judaica preservou para nós uma grande riqueza em termos de tradições, ensinamentos, parábolas e histórias de grandes rabinos do Judaísmo da mesma era que Yeshua (isto é, da Era do Segundo Templo). Ao compararmos as palavras, as vidas e as aventuras de outros rabinos contemporâneos de Yeshua, conseguimos aprender bastante sobre o que significava ser um rabino no Primeiro Século. 17) QUAL ERA O SALÁRIO DE YESHUA? Um rabino do Primeiro Século não era um clérigo ou ministro ordenado. Aliás, apesar de muitas vezes serem vistos desta forma (devido principalmente à cultura ocidental), até hoje os


rabinos não são exatamente ministros. Os rabinos do Primeiro Século não recebiam salário de uma sinagoga ou denominação. Ao invés disto, eles tipicamente praticavam alguma atividade comercial para sustentar o seu ministério de ensino, ou viviam de doações. Por exemplo, Raban Gamliel aconselhava os seus alunos a combinar a prática da instrução da Torá com uma atividade mundana (Avot 2:2). Seu aluno mais famoso, o rabino Sha'ul HaBinyamin, mais popularmente conhecido como o apóstolo Paulo, escolheu ser um fabricante de tendas ao invés de aceitar doações de seus talmidim (discípulos). Outros professores, como Yeshua, ensinavam e faziam talmidim (discípulos) em tempo integral. Tais professores dependiam de doações da comunidade e de seus alunos. (Lucas 8:3 menciona algumas mulheres que apoiavam o ministério de Yeshua. Yochanan / João 12:6 lembra que havia uma sacola de doações levada por Yeshua e seus talmidim / discípulos.) Quando um rabino decidia se dedicar em tempo integral ao ministério, isto normalmente significava ter que levar um estilo de vida bastante humilde. Por isto ele disse que as raposas tinham tocas e os pássaros tinham ninhos, mas o Filho do Homem não tinha um lugar para recostar a cabeça. 18) ONDE MORAVA E TRABALHAVA YESHUA? Pelo Talmud, fica bem evidente que na maioria das vezes um rabino do Primeiro Século ensinava de uma sinagoga local. As sinagogas eram normalmente chamadas de Beit Midrash (Casa de Estudo). Os alunos que desejavam aprender daqueles rabinos frequentemente viajavam grandes distâncias e, se fossem aceitos como talmidim (discípulos), eles dedicavam as suas vidas não só a estudar, mas também a viver com o seu rabino. Por outro lado, muitos dos sábios do Judaísmo do Primeiro Século eram itinerantes, viajando de cidade em cidade, de sinagoga em sinagoga, ensinando a Torá e fazendo talmidim (discípulos). O ministério de Yeshua certamente era itinerante, embora ele também utilizasse Kfar Nachum (Cafarnaum) como sua base. Tanto que nos Evangelhos vemos Kfar Nachum (Cafarnaum) sendo chamada de "Sua própria cidade.” (Matitiyahu / Mateus 9:1). Em Kfar Nachum (Cafarnaum), muito provavelmente ele se hospedava em um quarto na casa de Kefá (Pedro). Contudo, ele


certamente rejitou a oferta de se tornar um rabino residente de Kfar Nachum (vide Lucas 4:43). A maior parte do ministério de Yeshua consistiu das viagens dentre Yerushalayim (Jerusalém) e Galil (Galiléia). Mas por quê? Porque como todo judeu observante da Torá em Israel, ele tinha que ir a Yerushalayim (Jerusalém) e ao Templo para cada uma das três festas de peregrinação: Pessach, Shavuot (Pentecostes) e Sukot (Tabernáculos). O Talmud relata que os sábios aproveitavam as grandes multidões de peregrinos para ensinar um grande número de pessoas nas alas do Templo durante os festivais. Até mesmo aqueles rabinos que normalmente ficavam em uma só localidade faziam isto, por entenderem que era uma grande oportunidade de ensinar às massas. É por isto que vemos nos Evangelhos Yeshua frequentemente ensinando nas alas do Templo, sempre durante as Moedim (Festas Bíblicas). 19) QUAL EXATAMENTE ERA A FUNÇÃO DE UM RABINO? A função de um rabino no início do Judaísmo era a de transmitir os ensinamentos (ou seja, a Torá) para a próxima geração. O livro de Pirkei Avot ("A Ética dos Pais") começa com estas palavras "Moshe (Moisés) recebeu a Torá do Sinai e a transmitiu a seu talmid (discípulo) Yehoshua (Josué) e aos anciãos; os anciãos aos profetas, e os profetas os homens da grande assembléia (geração de Ezra / Esdras)." (Avot 1:1) O padrão de professor-discípulo para transmissão da Torá e do conhecimento do Eterno foi estabelecido desde o início da história, e temos como primeiro exemplo mais concreto a Moshe e Yehoshua (Moisés e Josué). Aos professores de cada geração era confiada a tarefa de fazer talmidim (discípulos) e formar futuros professores para a próxima geração. Geração após geração, de professor a aluno, os ensinamentos da Torá eram transmitidos. Um rabino do Judaísmo do Primeiro Século era dedicado exatamente a esta função (como é considerado função de um rabino até hoje): ensinar a Torá do Eterno. O propósito de sua vida era explicar a Torá em termos práticos e comunicar o conhecimento do Eterno para a geração seguinte. 20) OS TRÊS CRITÉRIOS PARA UM RABINO


O Pirkei Avot continua "Os Homens da Grande Assembléia disseram três coisas Seja deliberado em seu julgamento, forme muitos talmidim (discípulos), e faça uma cerca para a Torá." Esta era a função de um rabino do Primeiro Século. I – Ser deliberado no julgamento: A função de um rabino era ser cuidadoso ao tomar uma decisão legal ou ao interpretar as Escrituras. Ele tinha que cuidadosamente examinar todas as evidências. Quando lhe era perguntado algo sobre as Escrituras, ou quando tinha que tomar uma decisão como ancião ou juiz em uma corte, ou até mesmo ao tomar decisões sobre a observância da Torá (halacha), um rabino tinha que ser cuidadoso e deliberado. Um rabino levava as Escrituras a sério, e as estudava cuidadosamente para ser deliberado em seu julgamento. II – Formar muitos talmidim (discípulos): A função de um rabino era a de formar muitos talmidim (discípulos). Ele tinha que passar as instruções a muitos alunos. Se ele não o fizesse, não haveria continuidade de geração em geração. Sem talmidim (discípulos), o estudo da Torá e o conhecimento do bem desapareceriam em uma passagem de geração, e a próxima geração cairia em apostasia. A função de um rabino era a de formar talmidim (discípulos) que por sua vez se tornariam professores e formariam outros discípulos, para que a Torá não se perdesse. III – Fazer uma Cerca para a Torá: A tarefa de um rabino era a de proteger a Torá, ou seja, proteger os mandamentos para que o povo não caísse em pecado. Por exemplo, para que uma pessoa não cometesse adultério, os sábios fizeram uma cerca, dizendo que um homem não deveria ficar sozinho com uma mulher que não fosse sua esposa, para que não caísse na tentação do adultério. Alguns dizem que Yeshua condenou o princípio da cerca, mas na realidade o que Yeshua condenou foi o excessivo legalismo, e o peso que havia nos exageros sobre as leis de cerca. Como em tudo na vida, o ser humano tem a tendência a cometer exageros, e as leis de cerca, que eram um conceito válido e muito interessante, tornaram-se um peso muito grande.


Em seu ministério, Yeshua foi um rabino completo, cumprindo os três critérios acima. Ele foi deliberado em sue julgamento, tomando decisões brilhantes a respeito da interpretação da Torá. Ele formou muitos talmidim (discípulos), mais do que qualquer outro rabino jamais o fez. Além dos Doze Apóstolos, ele tinha centenas de alunos devotos, e milhares de pessoas que ouviam aos seus ensinamentos. Ele fez cercas para a Torá, por exemplo, quando disse que alguém que sequer olha para uma mulher com desejo já cometeu com ela adultério no coração. Ou quando disse para não fazermos juramentos, mas que o nosso sim seja sim e o não seja não. Nestes dois exemplos, ele fez cercas para os mandamentos de adultério, e para alguns mandamentos relacionados ao falar (i.e. não levantar falso testemunho, leis a respeito de juramentos, não tomar o nome do Eterno em vão, etc.). Vemos então que Yeshua era um rabino completo. 21) ENTENDENDO AS PALAVRAS DO RABINO YESHUA Quando começamos a estudar os ensinamentos e metodologias de ensino dos primeiros rabinos, fazemos uma descoberta fantástica. Logo percebemos que muitas das palavras e ensinamentos de Yeshua refletem os ensinamentos de outros rabinos anteriores ou contemporâneos a ele. A metodologia, hermenêutica, argumentação, pressuposições teológicas, e até mesmo os assuntos abordados nos ensinamentos de Yeshua são fundamentalmente rabínicos. Até mesmo a sua forma de ensinar utilizando parábolas era um método de ensino comum no Primeiro Século. Muitas de suas parábolas são derivadas de parábolas de outros rabinos anteriores a ele, que Yeshua aproveitou e/ou reformulou para transmitir Sua mensagem. Em poucas palavras, como rabino, ele utilizou as ferramentas de um rabino para transmitir Suas idéias. Ele utilizou tanto técnicas rabínicas quanto materiais rabínicos, tal qual já demonstramos brevemente no segundo artigo desta série. A literatura judaica nos permite comparar Suas palavras com as palavras dos rabinos que vieram antes dEle, ou mesmo dos rabinos contemporâneos a Ele. Assim, conseguimos compreender melhor algumas expressões idiomáticas obscuras e elementos do estilo judaico que Yeshua empregou, ao


fazermos tais comparações. Através da literatura judaica, conseguimos entender melhor os pontos de conflito entre Yeshua e o sistema do Judaísmo que existia no Primeiro Século. E o melhor de tudo é que, consequentemente, conseguimos entender melhor a Yeshua e à Sua mensagem, dentro do seu contexto original. Yeshua é um rabino. Seus ensinamentos são fundamentalmente rabínicos. Para entendermos melhor quem Ele foi e o que Ele ensinou, é necessário explorarmos o material e as metodologias rabínicas de Sua época. As três primeiras partes deste estudo mostravam como Yeshua se encaixa na descrição normal de um rabino do Primeiro Século Yeshua foi o único rabino com autoridade para questionar até mesmo as tradições rabínicas anteriores. O próprio Judaísmo rabínico reconhece que o Messias tem autoridade para mudar a Halacha (as decisões sobre como observar corretamente a Torá), e ensinar a observar propriamente a Lei do Eterno. Yeshua não mudou a Torá, pois o Eterno não muda, mas questionou muitas tradições rabínicas (embora tenha concordado com outras). Yeshua disse "Vocês têm ouvido… mas Eu lhes digo." Quando dizia esta frase, Yeshua mostrava Sua autoridade absoluta. Por isto lemos "Ao concluir Yeshua este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina; porque as ensinava como tendo semichá, e não como os seus professores da Torá." (Matitiyahu / Mateus 7:2829) 22) OS MILAGRES DO NOSSO RABINO O ministério de ensinamento do rabino Yeshua foi complementado e validado pelas manifestações dos milagres do Reino dos Céus que o acompanhavam. Os doentes foram curados, os que eram oprimidos por demônios foram libertos, os famintos foram alimentados, os cegos voltaram a ver, os aleijados andaram, os surdos ouviram, e os mortos voltaram à vida. Milagres desta magnitude eram muito raros dentre outros rabinos. Mas no ministério do rabino Yeshua, os milagres eram a regra, e não a exceção. 23) UM RABINO SE TORNA MALDIÇÃO


Os rabinos do Primeiro Século conheciam muito bem a Torá. Sabiam que a Torá, como Palavra do Eterno, é Ets Chayim, mas também pode trazer morte. Por quê? Porque o conhecimento do bem não vem sem o conhecimento do mal, e eles sabiam quais eram as consequências de não viverem segundo a Torá. Sabiam de todas as terríveis maldições que viriam como consequência disto. Certamente encontraríamos no Primeiro Século, e até mesmo hoje em dia, muitos rabinos que dariam sua vida para salvar a alguém. No entanto, nenhum rabino que se preze aceitaria tomar sobre si todas as horríveis maldições que a Torá descreve como sendo conseqüência da transgressão. Certamente que não aceitariam nem mesmo a metade. Yeshua, como rabino, conhecia bem a Torá. Sabia de todas as horríveis maldições, tanto físicas quanto espirituais, que estaria para sofrer, em nosso lugar. E em Seu grande amor, Yeshua decidiu nos salvar. O maior rabino de todos os tempos também demonstrou o maior amor de todos os tempos, ao tomar sobre si algo que todos os outros rabinos julgavam e ainda julgam impensável. 24) O RABINO QUE VOLTOU DOS MORTOS Yeshua também foi o único rabino a ressurgir de dentre os mortos. Nenhum outro rabino na história jamais fez, e jamais fará tal coisa. Se você ainda tem dúvidas sobre isto, imagine a seguinte situação: após a sua morte, os seus talmidim (discípulos) estavam dispersos e completamente desnorteados. Eram pobres, sem as doações que eram feitas ao ministério de Yeshua, não tinham como se sustentar. Estavam desapontados, pois esperavam ver o seu rabino coroado como rei em Yerushalayim (Jerusalém), e no entanto seu rabino foi preso, torturado, morto e nada fez para impedir. A grande maioria das multidões que o seguiam agora também estava desapontadas, se sentindo desiludidas, pois também esperavam que Yeshua os libertasse de Roma. Sem dinheiro, sem as multidões, sem rumo, sem o seu pastor, confusos, desiludidos, amedrontados, dispersos, perseguidos por Roma e por muitos moradores da região de Yehudá: este era o quadro dos talmidim (discípulos) de Yeshua. E, no entanto, algo acontecesse. Eles passam de adolescentes amedrontados a intrépidos proclamadores do Reino dos Céus, ao ponto de


levarem adiante a mensagem de Yeshua até os confins da Terra, dispostos a darem suas vidas por esta mensagem. O que mudou? Justamente o fato de que Yeshua ressurgiu dos mortos, e apareceu para eles. Sem isto seria impossível imaginar que os talmidim (discípulos) seriam capazes de levarem sozinhos uma mentira adiante.

25) SEGUINDO O RABINO YESHUA Uma coisa é saber que Yeshua foi um rabino e até chamá-lo de rabino Yeshua. Outra coisa bem diferente fazer dEle o seu rabino. Tal como no Primeiro Século, até os dias de hoje existe uma grande diferença entre aqueles que são curados ou salvos por Yeshua, e aqueles que decidem serem seus talmidim (discípulos). Para realmente aprendermos de Yeshua como os primeiros talmidim (discípulos) faziam, temos que entender como Ele vivia, e procurar viver da mesma forma, e seguí-lo. Pois o chamado de Yeshua é para que nós o sigamos. Se desejamos conhecê-Lo como Ele realmente é, devemos experimentá-Lo não apenas como Salvador, mas também como Mestre e S-nhor, e devemos dedicar nossas vidas ao discipulado dEle. Assim como ocorria no contexto do Primeiro Século, devemos entender que ser discípulo de Yeshua é estar aprendendo constantemente dEle. É um processo de uma vida inteira. O mesmo chamado de Yeshua está disponível até hoje. Fonte: Sha’ul Bentsion Ben Avraham

26) OS DOIS YESHUA Era costume do governador, por ocasião da festa, soltar um prisioneiro escolhido pela multidão. Naqueles dias estava ali um prisioneiro muito conhecido, chamado yeshua bar-abba. Portanto, quando a multidão se reuniu ali, Pilatus lhes disse: “Qual destes vocês querem que lhes solte: Yeshua Bar-Abba ou Yeshua HaMashiach?”... “O que vocês querem?” Analisemos


esta passagem que esta em (Mt-27:15-21). Vemos esta cena, Jesus de um lado, Barrabas em outro lado e como juiz no meio dos dois esta Pilatus onde pergunta para a multidão que estava ali a julgá-los: “O que vocês querem? Yeshua Bar-Abba ou Yeshua HaMashiach? O Que vocês querem? O filho do pai terreno ou o Filho Do Pai celeste, vocês querem o mal ou o bem, vocês querem a morte ou a vida , vocês querem a condenação ou a absolvição, a escravidão ou a liberdade, o ódio ou o amor, o pecado ou a santidade... realmente o que vocês querem?. E a multidão grita em (Mt-27:21-22). “Executi-o em uma estaca, executi-o em uma estaca”. Quantas vezes nós nos encontramos no lugar daquela multidão e escolhemos Bar-abba no lugar do Mashiach, quantas vezes escolhemos esta em trevas no lugar de luz. É amados isso acontece quando deixamos de ouvir a verdade, mas, qual é a verdade? A verdade é a vontade de Deus. Quando ouvimos e praticamos verdadeiramente a vontade de Deus ouvimos a verdade, e assim escolhemos o Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo), Mas, quando mentimos, criamos ódio no coração do próximo, quando pensamos em praticar luxurias, quando pensamos em maldades , em guerras, na carne e no mundo infelizmente estamos escolhendo viver com Bar-Abba com o filho do mundo. Isso fará com que matemos nosso espírito e alimente nossa carne. Só existe dois caminhos, duas escolhas, ou viver com o filho de B’lli’al ou viver com o Filho de Adonay Elohim (S’Nhor Deus). Agora vocês conhecem um pouco mais sobre este maravilhoso rabino, sumo-sacerdote, pastor, amigo, líder, irmão e Salvador Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo) como também conhecem um pouco mais sobre o filho da perdição e falso salvador yeshua Bar-abba. Fica agora a pergunta: “O QUE VOCES QUEREM?”. FIM



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