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Saúde

MANAUS, DOMINGO, 29 DE SETEMBRO DE 2013

e bem-estar

F7

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Uma vida normal para pacientes com Síndrome do Pânico

Ainda que a síndrome limite a vida do paciente, com os cuidados e tratamento, é possível exercer as atividades diárias

“E

u rezo todos os dias para não ter nenhum ataque de pânico fora de casa. Além do meu medo constante, ainda tenho que lidar com o preconceito e ouvir das pessoas que o que tenho é frescura. Aprender a conviver com isso não é fácil, mas também não é impossível”, afirmou a professora Karina Dias, 32, que há dois anos desenvolveu os primeiros sintomas da síndrome do pânico. Mesmo com as dificuldades e limitações, especialistas afirmam que muitas pessoas conseguem levar uma vida normal e exercer todas as suas atividades diárias. “O importante é reconhecer os sinais da doença, aceitar que precisa de tratamento e buscar acompanhamento médico o quanto antes”, afirmou a psicóloga do Sistema Hapvida de Saúde de Manaus, Irle Souza. A síndrome, que é mais comum entre as mulheres, é caracterizada por crises re-

pentinas de medo e desespero que podem ser facilmente confundidas com ataques do coração, já que o ritmo cardíaco fica bastante acelerado. Após os primeiros sintomas, em menos de dez minutos o paciente apresenta dores agudas no peito, sensação de desmaio, falta de ar, medo exagerado de morrer ou de que haja alguma tragédia de grandes proporções. “As pessoas apenas nos falam que ‘está tudo bem’ e que nada vai acontecer, mas só quem sofre com isso sabe o que está realmente sentindo. Medo de morrer é umas das piores sensações que uma pessoa pode ter”, explicou a professora, que há um ano buscou acompanhamento especializado. “Procurei neurologista, cardiologista e até uma nutricionista, achando que meus sintomas estavam ligados à má alimentação. Somente depois de fazer muitas pesquisas e ler a respeito eu percebi que estava com sintomas claros de Síndrome do Pânico”. DIVULGAÇÃO

De acordo com um dados do Ministério da Saúde, de todos os pacientes com pânico, pelo menos 60% apresentam depressão e 12% tentam suicídio. Além disso, ele pode desenvolver problemas relacionado ao consumo de álcool ou drogas ilícitas, como forma

MULHERES

A síndrome é caracterizada por crises repentinas de medo e desespero que podem ser facilmente confundidas com ataques do coração, já que o ritmo cardíaco fica bastante acelerado de buscar controlar a ansiedade causada pelo medo de uma nova crise. Junto ao especialista, cada paciente desenvolve um meio particular de lidar com a doença, que pode lhe acompanhar por boa parte de sua vida.

“Meu médico disse que eu não preciso ficar dentro de casa em repouso e eu nunca vou esquecer isso. Aprendi que, mesmo com a doença, tenho condições de levar uma vida quase normal, trabalhar, fazer várias atividades e interagir com as outras pessoas. Basta eu conhecer minhas limitações e não transformar o meu medo e um empecilho para viver”, avaliou Karina. A psicóloga Irle Souza, explica que o isolamento é um dos primeiros sinais de que o paciente precisa de uma ajuda. “É comum que, depois de um trauma, a pessoa ache que está em constante situação de risco. A ajuda de um profissional vai ajuda-lo a entender sua condição e separar os sinais da síndrome de um mal estar momentâneo”. A utilização de medicamentos depende da situação de cada pessoa, segundo afirmou a especialista. “Alguns pacientes conseguem bons resultados no tratamento apenas com a terapia”, garante.

Embora seja comum em mulheres, também ataca os homens

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Defina critérios antes de escolher uma atividade física

Escolha o exercício que lhe ofereça mais bem-estar

Tem gente que começa a praticar atividades físicas, seja na academia ou ar livre com uma energia e um pique de dar inveja a maratonista, mas, depois de alguns meses esse ânimo vai diminuindo de maneira impressionante até o novo desportista parar ou reduzir a uma ou duas vezes por semana, no máximo. O que acontece é que, tudo que é repetido exaustivamente tende a cair na rotina. Para evitar esse desânimo, que pode acontecer após alguns meses de treino, você tem mesmo que apelar para a criatividade e, melhor ainda, tem que

escolher uma atividade que lhe traga prazer e bem-estar. Muitas vezes a culpa pela desistência não é só sua, ela é também da própria atividade física, que não combinava com você. Afinal, fazer uma atividade que não lhe dá prazer é algo que não se consegue levar adiante por muito tempo. Antes de definir o que você quer fazer reflita bem porque a escolha do exercício deve levar em conta alguns fatores como por exemplo, a sua aptidão física, o seu objetivo, seu condicionamento, seu gosto pessoal. Tudo isso, considerando, ainda, a questão da

logística: o local, o horário da atividade e a sua disponibilidade de tempo. Esse procedimento vai aumentar as chances de sucesso ao escolher sua atividade física. Na hora da escolha, dê preferência a atividades que lhe deixem mais motivado. Se você ainda não conhece muito bem seus gostos no campo do exercício físico, a melhor opção é testar várias modalidades até encontrar o que mais lhe agrada. Atente para mais um detalhe: o relógio biológico individual deve ser levado em conta no momento de definir o horário

do exercício. Algumas pessoas simplesmente não funcionam no período da manhã, outras não têm disposição à noite.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115

29 de setembro 2013  
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