Issuu on Google+

Saúde

MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014

e bem-estar

F7 DIVULGAÇÃO

Calor aumenta chance de câimbras durante exercícios Desidratação, transpiração e treino intenso estão por trás dessas contrações involuntárias. Medidas simples ajudam a amenizar o transtorno

D

oloridas e temidas pelos atletas, pois, dependendo da intensidade, elas significam o final de uma competição, as câimbras costumam ser comuns durante a prática de atividade física no verão, principalmente ao ar livre. “Isso acontece porque no calor transpiramos mais e desidratamos facilmente, além de água, neste processo há perda de sais minerais”, informa o fisiologista do esporte Diego Leite de Barros, do hospital do Coração, em São Paulo. As câimbras possuem causas multifatoriais, e a desidratação é uma das teorias que explicam o que acontece no organismo. Segundo o especialista, o suor gera perda de água - essencial no funcionamento das fibras musculares. “As funções de contração e relaxamento precisam de água, sua falta implica em espasmos, o que explicaria

as câimbras”, esclarece o especialista. Durante a transpiração excessiva, também se perde certa quantidade de eletrólitos (sais). A falta deles, explica Barros, pode comprometer o equilíbrio dos fluídos corporais, desencadeando também as dolorosas câimbras. Usualmente essas contrações involuntárias afetam os membros inferiores, mas braços, mãos e pescoço também podem ser acometidos. Assim como as altas temperaturas, o frio (por deixar a musculatura mais tensa), a compressão das raízes nervosas, a carência de sais minerais na alimentação e uso excessivo de diuréticos que fazem com que as pessoas percam maior quantidade de potássio, também estão por trás do transtorno. Além disso, as câimbras são comuns em gestantes, diabéticos, pacientes com insufiência renal,

entre outros. Como se prevenir e atenuar a dor A falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar também podem explicar essas contrações, é importante dar atenção especial à alimentação. “O ideal é seguir um cardápio balanceado dando atenção para a ingestão regular de frutas e verduras, que são alimentos ricos em vitaminas e sais minerais nutrientes importantes para o funcionamento dos músculos e do organismo em geral”, aconselha o fisiologista do HCor. A teoria metabólica também é usada para explicar esse tipo de espasmo muscular. Neste caso, as câimbras ocorreriam quando o músculo fica “intoxicado” por metabólitos provenientes da atividade contrátil, como por exemplo, o ácido láctico.

Outras maneiras de prevenção inclui a hidratação, principalmente antes, durante e depois da atividade física. “Quem se exercita de forma intensa e regular pode recorrer aos isotônicos ricos em

PROBLEMA

O suor gera perda de água - essencial no funcionamento das fibras musculares. As funções de contração e relaxamento precisam de água, sua falta implica em espasmos, o que explicaria as câimbras sais minerais. Para quem pega mais leve, a água já é suficiente para repor a quantidade de líquido perdida “, informa. E como atenuar o desconforto? “A massagem na área afetada em movimento cir-

culares consegue promover o relaxamento da musculatura, aliviando a dor”, esclarece Barros. Outra dica: quando as câimbras acontecem nas pernas, a pessoa deve ficar em pé e colocar o peso sobre a perna acometida, dobrando o joelho para estirar os músculos. Se não conseguir ficar em pé, deve sentar-se, e esticá-la e puxar os pés para trás com as mãos. De acordo com o fisiologista, as câimbras não acometem somente os atletas. “Uma contração involuntária desse tipo enquanto a pessoa estiver nadando no mar pode ser perigosa e resultar em afogamento”, alerta o especialista. Curiosidades Na hora de se hidratar, evite recorrer a chás, refrigerantes, café ou álcool - bebidas com efeito diurético que acabam por nos desidratar. Dependendo da distância

da corrida, performance do atleta e da umidade do ar, a quantidade de água a ser ingerida é maior. Não continue correndo ao sentir dor provocada por câimbras, o ideal é parar, ingerir líquidos e usar compressas geladas de água (toalhas molhadas) para resfriar o corpo. Uma condição séria é a exaustão pelo calor. Entre os sintomas: tonturas, arrepios, enjoos, dores de cabeça, falta de coordenação de movimentos, perda de força muscular, câimbras e aumento da frequência cardíaca. Não ignore também os sintomas da insolação que são semelhantes ao da exaustão pelo calor. Outra condição que merece atenção é a hiponatermia - ocorre quando a pessoa apresenta nível muito baixo de sódio no organismo. A pessoa parece até estar embriagada.

Personal Fitness Club DIVULGAÇÃO

www.personalfitnessclub.com.br

Especialistas recomendam treinos de até 22 repetições

Dicas que podem fazer o treino render mais Quer turbinar o treino e ganhar massa muscular? Então use a ciência como um aliado poderoso. Algumas dicas comprovadas podem ajudar o seu treino e, se praticadas de maneira correta podem proporcionar bons resultados. Para começar, invista em pulos antes do treino. Segundo quem entende do assunto, com isso você vai enganar o órgão tendinoso de golgi (OTG), estrutura das fibras musculares que informa o sistema nervoso sobre a tensão dos músculos. Dessa forma, você prepara o corpo para o trabalho de força. Estudos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research (EUA) comprovam que a técnica pode fazer você usar até nove quilos a mais no

agachamento. Outras estratégias podem auxiliar de forma indireta o ganho de massa. A caminhada em que você carrega peso é um ótimo exemplo. Esse exercício trabalha o seu equilíbro e a coordenação. Além disso, você automaticamente contrai o abdômen durante o movimento, o que melhora a execução de supinos e agachamentos. Outra boa dica é evitar treinos intensos. Martin Rooney, personal trainer americano e criador do sistema de treino para praticantes de artes marciais, Training for Warriors recomenda que o treino não ultrapasse um total de 22 séries. Assim, você garante uma boa diversidade de exercícios sem sofrer a perda de massa muscular.

O ideal é não exceder quatro séries em cada exercício. Para quem acha que séries pequenas, com menos de seis movimentos, funcionam para ganhar músculo, é bom saber que elas são mais adequadas ao ganho de força. Pesquisas revelam que manter-se em outra faixa de treino pode ajudálo mais a estufar o shape. O estímulo ideal para a hipertrofia é dado em séries de 6 a 12 repetições, com intervalos de 60 a 90 segundos entre elas. Um meio para usar esse formato de treino e exigir mais dos músculos é o método de repetições forçadas, indicado para praticantes avançados. Por fim, vale lembrar que uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos

Estados Unidos, revela que combinações de exercícios que trabalham ao máximo o aproveitamento de oxigênio fazem a queima de energia perdurar até 14 horas depois do suadouro.

SERVIÇO SUA MELHOR ACADEMIA Local: Rua Acre, 66, Nossa Senhora das Graças Informações: 3584-0317 e 3584-2115


19:02