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Saúde

MANAUS, DOMINGO, 15 DE DEZEMBRO DE 2013

e bem-estar

F7

Atenção especial aos prematuros Está prestes a começar a estação de circulação do VSR – Vírus Sincicial Respiratório, na Região Norte

O

nome do vírus parece estranho, porém é a principal causa de problemas respiratórios em bebês – nas crianças nascidas “a termo”, seus efeitos são de um resfriado forte, mas em prematuros pode levar a hospitalizações frequentes, bronquiolites e, nos casos, mais graves, pode ser fatal. Especialistas alertam para os cuidados especiais necessários com os bebês prematuros – que são assim considerados os bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação. Quanto menor o período de gestação e quanto menor o peso do bebê ao nascer, maiores são os riscos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os 10 países com maior número de bebês prematuros, que já representam quase 12% de todos os nascimentos – números que colocam o Brasil no mesmo patamar de países de baixa renda. Em países de renda média, os bebês prematuros representam cerca de 9% dos nascimentos. A prematuridade é a causa principal de mortalidade infantil durante o primeiro mês de vida, de acordo com dados do Ministério da Saúde

(2011). Cerca de 70% dessas mortes ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento. Uma das principais causas de hospitalização recorrente e morte entre bebês prematuros é a infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um vírus sazonal, cuja circulação pode variar de região para região. No Brasil, está presente durante todo o ano. Na Região

constantes hospitalizações e é a principal causa de internação entre bebês abaixo dos dois anos de idade. Uma das sequelas mais comum é um chiado no peito recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade. Alguns estudiosos acreditam que as taxas de mortalidade relacionadas ao VSR, em bebês prematuros, ficam em torno de 5%. Não há tratamento específico para infecção por VSR, somente prevenção. Prevenção - Medidas preventivas contra o VSR incluem lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar o bebê (o vírus permanece nas mãos por mais de uma hora); evitar aglomerações; lavar sempre os objetos do bebê (em superfície porosa, o VSR pode sobreviver por cerca de 24 horas); evitar o contato de bebês com crianças mais velhas e adultos com sinais de resfriados e com fumantes. A imunização preventiva contra o VSR em bebês prematuros é recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunização, que recomenda um calendário especial, que pode ser acessado em http://www. sbim.org.br/publicacoes/ guias-de-vacinacao/guia-devacinacao-do-prematuro/

TERAPIA

Em bebês nascidos prematuramente, ou que sofrem de doença cardíaca congênita e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização ou o tempo em unidades de terapia intensiva Norte, pode circular a partir de dezembro; nas regiões Sul e Sudeste, seu pico é entre abril e setembro. Chiado no peito - Em bebês nascidos prematuramente, ou que sofrem de doença cardíaca congênita e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização ou o tempo em unidades de terapia intensiva. O VSR é também responsável por

Ainda não existe um tratamento específico para infecção por VSR, somente prevenção

Especialistas alertam para os cuidados especiais necessários com os bebês prematuros

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O ideal é pelo menos 150 minutos de exercícios na semana

Invista em exercícios aeróbicos e de fortalecimento Está procurando um treino completo que, além do gasto calórico promova também um fortalecimento muscular? Então não procure mais. Existem exercícios que trazem duas funções em apenas uma atividade. É o caso do treinamento funcional, por exemplo, que além de ser um ótimo exercício para fortalecer os músculos, promove o gasto calórico e trabalha o sistema cardiorrespiratório. A explicação é simples, esse treino exige velocidade de execução das tarefas e alto tempo de permanência em cada posição, aumentando a frequência cardíaca de acordo com a intensidade das tarefas. Se esta ainda não é a alternativa que você procura, outra opção de treino completo é o CrossFit,

uma atividade de alta intensidade que combina exercícios de atletismo, ginástica olímpica e levantamento de peso para queimar calorias e fortalecer os músculos. O gasto pode chegar até a 1.500 calorias por treino, dependendo da intensidade dos exercícios. Outra vantagem do CrossFit é que esse programa trabalha vários grupos musculares em cada exercício. Se além do fortalecimento muscular, a intenção também é com o gasto calórico por treino, invista em exercícios fracionados. As pesquisas científicas têm demonstrado que fracionar o exercício em três sessões de 20 minutos ou duas de 30 vale a pena. O importante é seguir as recomendações da Organização Mundial de Saú-

de e realizar pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana. Quando a preocupação maior é a saúde, vale ressaltar que, além do maior gasto calórico, o treino fracionado pode também ser mais eficiente para ajudar a controlar doenças. Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas de Estilo de Vida Saudável da Universidade do Estado do Arizona (EUA) mostrou que o treino dividido em três sessões curtas por dia é mais eficiente que uma sessão única de meia hora para controlar a pressão arterial. Embora o estudo ainda não seja suficiente para provar que os treinos divididos são realmente mais eficazes em todas as situações, por outro ele indica que é possível ajustar a rotina

para praticar exercícios e, ainda assim, experimentar benefícios. Entretanto, evite fracionar demais o exercício e diminuir muito o ritmo das atividades, dessa maneira os benefícios serão inferiores ao esperado.

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19 12 2013