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Design 04

Quadrinhos Digitais

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Pixel Art: das telas para o mundo real

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TOP 6 Capas de discos

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Formas orgânicas no design contemporâneo

Cláudio João

Emmanuel Ferreira Gabrielle

Isabel Freitas

Negócios 12

Os melhores países para estudar animação

14

Bancos Físicos e Digitais no bolso dos clientes

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Os sites de freela no mercado

Vanessa Nascimento Mayk Filho

Danilo dos Santos

Cultura

18 Anima Mundi

Gabriel Felix

22

Ainda há esperança para o cinema brasileiro

24

Musicais, porque sumidos?

38

Comédias Brasileiras

26

Histórinhas de Garotinhas

40

A nova Biônica

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Seth Rogen e Evan Goldberg:Uma dupla a ser notada

32

A música sul-coreana

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Gourmet,só que não...

Ingrid Bentes

Verônica Barreto Ursula Barrozo

Taynara Figueiredo Geysiane Oliveira

Luan Pessôa

Mylena Calixto Carlos Rocha

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Os 10 filmes mais impactantes dos últimos 16 anos Roberta Costa

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Faces

Um pouco sobre os criadores

Roberta de Freitas

2

Emmanuel Ferreira

Gabriele Passeri

Isabel Freitas

Roberta Costa

Mylena Calixto

Mayk José

Verônica Barreto

Luan Pessoa

Geysiane Oliveira

Vanessa Nascimento

Carlos Rocha

Gabriel Felix

Claúdio João

Taynara Figueiredo

Danilo Silva

Ursula Barrozo

Ingrid Mendes


Editorial Após meses de trabalho árduo e reuniões para

acertar cada detalhe, é com orgulho que nós da equipe apresentamos a revista Yo-Kult. Nessa publicação, encontram-se diversos olhares sobre design, cultura e negócios. De comida nem um pouco gourmetizada ao uso de próteses, não se esquecendo das paradas obrigatórias no mercado de design e cinema. Porém, o destaque fica com o nosso resumo do que vimos de melhor na 23ª edição do Anima Mundi, festival voltado ao mercado de animação que aconteceu no final de outubro no Rio de Janeiro. Depois de delimitados os assuntos tratados na publicação, os assuntos abordados foram escolhas pessoais de seus autores e o que temos aqui são as visões diversificadas e jovens sobre assuntos relevantes no dia-a-dia de quem trabalha nas áreas ou até mesmo para o leitor casual, que poderá desfrutar de nossos textos, não importando o grau de conhecimento nas áreas. Nós da equipe Yo-Kult gostaríamos de agradecer à professora Roberta de Freitas por toda a orientação dada para que você, nosso caro leitor, pudesse ter acesso ao olhar de nossos autores.

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Quadrinhos

digitais Qual é preço de uma boa história ?

É

sabido que os quadrinhos já tiveram seu ápice na história da humanidade, principalmente durante a segunda grande guerra mas é sabido também que a tecnologia que move o mundo hoje possui um enorme poder para unificar mundos. E por que não termos os quadrinhos no mundo digital!? Muitos leitores ,os mais conservadores ,acham uma afronta pensar numa possível migração entretanto os mesmos assumem que o fato de ter mais uma abertura para ‘’caçar’’ os quadrinhos por ai a fora sem um custo ajuda bastante. O fato é que o número de leitores por scan aumentou muito nos últimos 5 anos e obviamente com um forte impulso dos filmes de super heróis .e até mesmo os grandes colecionadores se renderam e indicam fortemente o scan como forma de enxugar suas respectivas coleções evitando assim um custo perdido num material que não tem tanta qualidade assim. Entretanto

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o mercado dos quadrinhos hoje em dia e sustentado pelos grandes colecionadores já que há uma grande dificuldade no processo de renovação dos leitores ,isso nos EUA no brasil a coisa já muda um pouco de figura há uma ascendente no mercado potencializada pelo impulso na economia que o país teve em 2012/2014. Nessa época o mercado interno brasileiro mostrou ter um potencial ainda não explorado tanto nos quadrinhos independentes,quanto das grandes editoras ou até mesmo no mundo digital. Um ponto interessante é que os próprios autores e editoras ao adentrar em um cenário como esse deverão ser ainda mais criativos por conta da visibilidade que os scans oferecem pois caso contrário o quadrinho será fadado ao fracasso .Claro que esse é o lado visto pelos leitores mas e o lado das editoras e dos autores?É justo vocÊ chegar e consumir o material e não pagar e tudo mais?!Bom de


superhomem atravéis das eras.

qualquer sorte não se pode nadar contra a maré e é evidente que todo esse cenário não serve ou não se mistura com as webcomics onde de fato o mercado dos autores não é dividido entre o mundo físico e digital. Então o que podemos concluir com tudo isso ,vale a pena ou não consumir quadrinhos por meios digitais? É evidente que sim .Os scans é uma grande arma que os leitores possuem agora o acesso e a facilidade que se pode entrar em contato com esse meio sem ficar a mercê das grandes editoras e os benefícios não se prendem só aos leitores as editoras tem a chance de explorar novos conceitos e novos mercados revitalizando cada vez mais essa grande cultura que são as histórias em quadrinhos .

O doutrinador é um exemplo de quadrinho independente brasileiro.

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Pixel Art: das telas para o mundo real

Essa geração marca de maneira crucial a posição do pixel art como uma forma de arte presente e importante.

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É inegável a popularidade da pixel art nos dias de hoje. O que antes havia sido uma limitação gráfica de uma época, hoje é amplamente explorada em inúmeros setores gráficos.

O

hype do que é retro e clássico somou-se à nova idéia dos pixels representados em 3 dimensões, e hoje a arte em pixels 2D e 3D pode ser encontrada em revistas (como aqui, por exemplo, olha só!), capas de livros, canecas, blusas e estampas em geral, jogos, brinquedos, posters, papel de parede, crochê, objetos de decoração, mobília, e o que a criatividade permitir. Bolos de casamento. Acessórios de moda. Filmes do Adam Sandler. Hoje em dia, qualquer coisa vira pixel. Ainda mais agora com impressoras 3D, criadores de jogos digitais, programas de desenho em baixa resolução. O céu é o limite e até ele fica quadradinho nas mãos de alguns ilustradores especializados apenas em pixel art. Quando a tecnologia dos computadores gigantes conseguiu evoluir nos anos 60, de um computador enorme do tamanho de uma sala, que mostrava suas informações em papel impresso e luzes que piscavam, para uma

mesa que possuía uma tela com informações de luz sendo transmitidas, o mundo iria mudar para sempre. A partir de uma rápida evolução tecnológica, o que era uma informação rústica em tela de laboratórios e “fliperamas” mais rústicos, tornou-se uma tecnologia doméstica que transmitia imagens em 8 bits e posteriormente, nos anos 90, os 16 bits, que são o tipo de gráfico em pixel art usado até hoje como referência do design. Os jogos em 16 bits marcaram toda uma geração de uma forma muito mais impactante do que na geração anterior, de 8 bits. Muito mais impactante porque, além de nessa época as narrativas e capacdade de cores e detalhamento tere4m evoluido de forma imensa, a tecnologia permitiu que fossem criadas animações, diálogos, profundidade etc. É nessa época que queremos focar aqui. Os personagens e as histórias que foram mostrados na época tiveram um apreço muito grande pelo público, que no geral era infantil,


Acima: produtos feitos em Pixel Beads, nova moda que cria objetos em pixel de forma artesanal. Acima, à direita: controle de SNES decorativo em pixel art.

e essas pessoas foram a primeira geração de crianças a crescer tendo o estimulo visual e a forma de narrativa dos jogos, que só estes consoles podiam proporcionar. Essa geração marca de maneira crucial a posição do pixel art como uma forma de arte presente, importante e popular como é nos dias de hoje. Elas cresceram e hoje estão presentes nessa geração de jovens adultos. Essa que ama videogames, e blusas estampadas, e tecnologia e trending topics e o retro/vintage. Entende onde eu quero chegar? Essas crianças hoje são parte do mercado consumidor, E parte do produtor de mercado. E agora, com toda essa tecnologia que temos à nossa disposição de criação de produtos, o que não falta é aplicação para o mercado de design seja ele qual for. Centro: ilustração em pixel art isométrica. Abaixo, esq: intervenção artística urbana. Abaixo, dir: almofadas decorativas.

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TOP 6

Capas de discos

Você sabia que até 1938 todos os discos comercializados eram vendidos com uma simples capa de papel marrom?

Sabe aquela capa, preta com um triângulo no meio, que é tipo um prisma de cor? Bom, essa é fácil: Pink Floyd, mas e quando você não lembra o nome da banda? E só a sua memória visual de designer funciona? Para isso existe o site Predominant.ly, que filtra capas de discos por cor. Basta selecionar qualquer cor que, além de informar o código hexadecimal e o nome da matiz selecionada, o site exibe vários discos dentro da mesma paleta.

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The Velvet Underground “The Velvet Underground & Nico” (1967) Até quem nunca ouviu falar da música do Velvet Underground provavelmente saberia dizer que foi Andy Warhol que criou a icônica banana que aparece na capa do disco de estréia da banda. Nas primeiras impressões do álbum, era possível se “descascar” a banana – uma despesa para a MGM Records, a qual contava em capitalizar em cima do nome de Warhol.

2

The Beatles “Abbey Road” (1969) Foi o 12° álbum lançado pelos Beatles, no dia 26 de setembro de 1969. Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. Uma das

mais conhecidas fotos dos Beatles foi tirada pelo fotógrafo escocês Iain Macmillan, em uma sessão de apenas dez minutos, tiradas, no máximo, oito fotos. Na capa do LP, os Beatles estão atravessando uma faixa de segurança a poucos metros do Estúdio Abbey Road, rua que ficou marcada para sempre para os fãs. A imagem serviu para alimentar rumores e teorias de que Paul McCartney estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966.

3

Pink Floyd “The Dark Side Of The Moon” (1973) A gravadora não estava feliz com a capa de um prisma, insistindo que era muito minimalista. Acabou sendo o álbum mais vendido deles. Trata-se da mais icônica das capas criadas para o Pink

1. http://www.shutterstock.com/pt/blog/9-capas-de-discos-que-inovaram-o-campo-de-embalagem-de-msica 2. http://www.zupi.com.br/as-50-melhores-capas-de-albuns-indie-que-voce-precisa-conhecer/ 3. http://lounge.obviousmag.org/vitor_dirami/2014/04/dez-capas-de-discos-inesqueciveis.html

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Floyd pelo grupo britânico de design gráfico artístico Hipgnosis, disse que o prisma foi feito para celebrar as famosas luzes dos shows da banda.

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Madonna “True Blue” (1986) É claro que não podia faltar uma capa da Rainha do Pop Madonna, e a de True Blue, é de longe a mais bonita. O responsável por uma das imagens mais conhecidas da cantora foi o fotógrafo Herb Ritts. A foto azulada de uma Madonna pálida, de perfil, loiríssima, lábios vermelhos e com pescoço levantado com um cisne, estava totalmente de acordo com o caráter mais maduro e evoluído musicalmente que True Blue trazia. Na edição norte-americana e canadense não havia nada escrito na capa, ao contrário das lançadas na Europa e outros países, que mostravam o nome dela e do álbum, e que acabou se tornando mais conhecida, apesar de bem menos impactante.

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Nirvana “Nevermind” (1991) Concebida após Cobain e Grohl terem assistido um programa sobre partos na água, a capa icônica foi, na verdade, tirada em uma piscina pública com o bebê de três anos de idade Spencer Eldon. Quando preocupações sobre a imagem mostrando as partes intimas de um bebê foram levantadas, Cobain sugeriu colocar um adesivo dizendo “se você está ofendido por isso, você deve ser um pedófilo dentro do armário”.

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Amy Winehouse “Back To Black” (2006) Amy chegou 4 horas atrasada para a sessão de fotos, em um quarto preto na casa da fotógrafa Misha Richter em Kendal Rise, com a porta dos armários pintadas com tinta que imita quadro negro, essa foi a última foto tirada no dia, com as primeiras luzes da noite entrando pela janela da sacada à direita e também a última vez que Richter viu Amy.

The Velvet Underground “The Velvet Underground & Nico” (1967) Nirvana

Pink Floyd “The

“Nevermind”

Dark Side Of The

(1991)

Moon” (1973)

Amy Winehouse “Back To Black” (2006) Madonna “True Blue” (1986) The Beatles “Abbey Road” (1969)

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Formas orgânicas

no design contemporâneo

Novos estilos de arte gráfica que usam da internet como musa inspiradora.

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Com a ruptura da arte moderna, após a Segunda Guerra Mundial, os artistas do mundo todo entraram em uma era de procura por uma nova sociedade.

A

inquietação sobrepôs o real, e por meio de novas técnicas e experimentação, o que era caos tornou-se o que hoje é conhecido como Arte Contemporânea. Expressionismo abstrato, Arte bruta, Transvanguarda, Arte urbana, Graffiti estão entre alguns que usam do orgânico de forma maestral. Porém mais recentemente, vimos o resgate de antigos layouts de mistura com formas orgânicas é presente de forma quase que indiscutível; Podemos encontrar inspirações que chegam passar pelo Renascimento. Esses novos estilos de arte gráfica usam a internet como musa inspiradora. Alguns destes são o Cyber punk, Slime punk, Sea punk, e o tão famoso Vaporwave. Essa enxurrada de informações contidas em alguns pixels tem servido de inspiração pra muitos artistas dentro das artes plásticas, moda, vídeos, canais de tv e por aí vai.


Nelas podemos ver a presença de formas orgânicas - natureza - misturado com linhas rígidas, e no caso, de interiores, muita luz. Esse alto contraste entre o correto e o aleatório presente na natureza faz do caos, uma tendência, assim como a Arte bruta fez, ou como o Expressionismo Abstrato.

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Os melhores países para estudar animação

Escola brasileira “ Melies” está incluido na lista das 10 melhores escolas de animação.

O site Animation Career Review (ACR) dedicado a fornecer informações sobre animações, design e games, criou uma lista das melhores escolas internacionais para estudar. E nela, inclui uma escola brasileira entre o top 10.

O

Animation Career Review com a colaboração do site e midia social manager Tom Fronczak, criou um ranking das 100 melhores escolas de animação no mundo, Entre os principais critérios para a fornação do ranking foram as seguintes qualificações: - Qualidade geral de programa incluindo tecnologia (equipamentos, softwares e etc.) e facilidades (infraestrutura, pessoal qualificado e etc.) disponveis para os alunos. - A consistência e a qualidade dos trabalhos dos alunos (incluindo os trabalhos de graduação). - A vantagens geográficas. A proximidamente da escola com o mercado de trabalho de animação e por fim - Reputação do programa de ensino dentro da indústria. Além desses principios foram colocadas informações bem

curiosas, como de ex-alunos que participaram de grandes produções de Hollywood e que depois de suas formações, dão aulas e palestras tanto em eventos, cursos e nas proprias escolas que frequentaram. Segue agora o top 10 das melhores escolas de animação: 10 - Melies - Escola de Cinema 3D e Animação. São Paulo (Brasil) 9 - SAE Institute Paris. Paris (França). 8 - Trazos School of Arts. Madri (Espanha). 7 - Graduate School of Crafts Art (ESMA). Nantes, Toulouse e Montpellier (França). 6 -Vancouver Intitute of Media Arts (VanArts). Vancouver (Canadá). 5 - Institute of Animation at Filmakademie Bande-Wurttemberg. Ludwigburg (Alemanha). 4 - Vancouver Film School (VFS). Vancouver - Canadá. 3 - Gobelins, The School of Visual

1. Nota de Rodapé - Pesquisa do ranking foi feita em 18 de Março de 2014 por Tom Fronczak.

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Communication. Paris e Noisy-leGrand (França). 2 - Bournemouth University. Bournemouth (Reino Unido). 1 - Supinfocom. Arles e Valenciennes (França) e Pune (India). Essa escolas são perfeitas para o futuro de animadores e designers do mundo todo, caso esteja interresado em estudar fora e querer trabalhar com as melhores indústrias de animação e CGI no mundo.

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Bancos Físicos e Digitais

no bolso dos clientes

Com uma conta digital o cliente pode economizar R$ 1.000,00 ou mais por ano. Legenda Manipulação de imagem feita por Mayk Filho representando um banco digital.

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Em meio à crise econômica do país, uma das saídas é encontrar meios de economizar, e como tudo está cada vez mais conectado, o jeito foi criar um modelo de conta corrente.

A

conta digital já é uma realidade no brasil desde 2010, quando o Banco Central publicou a resolução 3.919. Essa resolução afirma a gratuidade de contas bancárias movimentadas somente por meios eletrônicos. Os grandes bancos brasileiros. Imagine se um vendedor de algum produto iria divulgar algo que faz a mesma coisa que o vendido, só que ele é obrigado a oferecer e de graça, você acha que ele iria divulgar? Como a resolução diz, o serviço gratuito é valido somente para atendimentos eletrônicos, ou seja, qualquer transação com cartão de debito dentro do estabelecimento físico do banco junto a um funcionário gera uma taxa. Porém, existe vários meios de atendimento eletrônico que provavelmente serão

entra o trabalho de um designer e um engenheiro de interface. A iConta é o nome deste serviço no banco Itaú, hoje, este banco é considerado o maior da américa latina, e na minha opinião, o melhor em termos de usabilidade dos serviços digitais, principalmente pelo aplicativo. Há também a possibilidade de um cartão múltiplo, que funciona como crédito e debito, porém, a opção credito vem desativada, e se for ativada será cobrada a anuidade do cartão de credito.

1. Transferências para outros bancos

suficientes, como por exemplo, o aplicativo do banco, o internet banking, o caixa eletrônico e o atendimento por telefone. Um dos benefícios mais visado pelos clientes em uma conta digital é o poder de fazer DOC e TED1 (sem pagar taxa alguma, que em média custa 8R$ por transação. Para quem investe por uma corretora de investimentos isso faz uma grande diferença, porque para uma pessoa investir, ela deve transferir o dinheiro para a conta da corretora, que normalmente é um baco próprio ou diferente do banco do investidor. A escolha de onde abrir a conta digital vai depender de sua intimidade com os serviços eletrônicos de cada banco, principalmente do internet banking e do aplicativo para celular. De forma geral todos eles oferecem o mesmo serviço, mas é aí que

DigConta é o nome deste serviço oferecido pelo Bradesco, outro banco privado bem forte na américa latina. Esse ano este banco teve um crescimento considerável, após comprar o banco HSBC e absorver todos os seus clientes. Seu aplicativo as vezes passa por instabilidade, e não tem o melhor design de interface, o que deixa alguns clientes um pouco insatisfeitos, mas, fora isso o banco tem um bom serviço de conta digital

O banco Intermedium foi o primeiro a disponibilizar a abertura de conta totalmente online, e é o único que aceita o deposita via boleto. Ele ainda conta com um cartão de créditos Mastercad isento de anuidade, deposito de cheque via imagem e transações ilimitadas dentro e fora do banco. Todos os problemas encontrados pelos clientes são resolvidos digitalmente. Outro ponto forte deste banco é ser a melhor opção de investimento interno entre as instituições financeiras.

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Os sites de freela

no mercado

Mas quanto eu devo cobrar? O que vale é o bom senso!

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A internet é repleta de recursos que podem ser úteis (ou não) para qualquer pessoa, profissional, empresa, etc. Na área do Design Gráfico não é diferente.

E

xistem muitos sites destinados aos profissionais que buscam um trabalho e clientes que precisam deles, mas é preciso ter cuidado para não cair em ciladas ou contribuir para a desvalorização do mercado. Os sites de freela podem trazer uma experiência de mercado para quem está começando, podem servir para expandir horizontes para quem já atua na área a mais tempo, mas, também podem trazer um risco ao mercado dependendo das práticas de negociação entre profissional e cliente. A raiz do problema da desvalorização da profissão é quem se presta a fazer trabalhos rápidos e de baixo custo visando atender muitos clientes. Isso gera um “mau design” pois quantidade geralmente não é qualidade. O profissional

na maioria das vezes não dedica seu tempo à pesquisas e estudo focado ao projeto que está executando, o que diminui a qualidade do trabalho. Esse tipo de prática acaba causando, geralmente, duas sensações nos clientes: A primeira é que o trabalho do profissional é fácil de ser executado e por isso seu custo é baixo. A segunda (talvez a pior para o design em si) é que a qualidade, geralmente não muito boa nesses trabalhos reflete sobre todo o mercado. Assim o cliente acha que todo designer executa projetos dessa forma. O que cabe aos profissionais é o bom senso. Não se deve pegar vários trabalhos ao mesmo tempo, pois você acha que está fazendo mais dinheiro, mas na verdade está perdendo dinheiro e experiência de como executar um projeto


Legenda https://unsplash. com/search/graphic-designer?photo=jUNuMQvBwGc

corretamente. Ao abandonar essa prática desonesta com você mesmo e com o mercado você acaba dedicando mais tempo a pesquisa, estudo, tentativa e erro, o que vai justamente melhorar a qualidade do seu trabalho. Não há mal nenhum em tentar praticar um preço justo pelos seus projetos. Seu trabalho vale muito mais do que você imagina. Praticando um preço justo você atrai os clientes certos e afasta os que por um acaso estejam mal intencionados. Pesquise o quanto cobrar

quando estiver em dúvida, não há vergonha nenhuma em pedir a opinião de profissionais mais experientes. Busque tabelas de preços de associações, e faça um balanço de quanto você vai se dedicar ao seu projeto. Mas lembrando, o que cabe é o bom senso, você é quem tem que saber o quanto você e seu trabalho valem no mercado.

Se valorize valorize seu trabalho e o seu mercado.

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N

ão é de hoje que o Brasil se destaca no desenvolvimento da arte de animar . São prêmios e indicações, nomes renomados em estúdios que você com certeza conhece . Mas como é a cara do profissional da animação fora desses holofotes dos grandes estúdios e do meio comercial ? É isso que o Animamundi trás a tona . São 24 anos exibindo o melhor dos curta metragens animados . Do Rio de Janeiro a São Paulo ,o evento foi realizado na última semana de Outubro no Rio de Janeiro, acontecendo no centro da cidade. A Identidade visual esse ano foi feita por Jorge Gutierrez, que fora um dos convidados do Anima Fórum no ano passado . “Fomos convidados para ir a um samba. Meu filho estava cansado, então decidimos não ir. A arte do festival é como eu imagino que teria sido aquela festa. A onça feliz representa a alegria que senti quando estive no Anima Mundi.” Ele respondeu ao ser perguntado sobre a inspiração para o projeto .

A Imagem mais acima mostra o longa “ O Menino e o Mundo”, um dos concorrentes ao Oscar de Melhor Animação e vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como Melhor Filme Infantil. O longa voltou a agraciar durante o evento sendo exibido na Sessão Petrobras . A Imagem abaixo é do longa de Jorge Gutierrez, The Book of Life ( Festa no Céuo

Jorge Gutierrez Formado em Animação Experimental pela Calarts, Gutierrez já é um veterano do Animamundi, tendo participado ano passado com o longa metragem The Book of life (Festa do Céu). Conhecido por sua habilidade em Concepts de personagens, Jorge Gutierrez presenteia o Animamundi 2016 com seu estilo e elegância .

) . O longa, originalmente lançado em 2014, conta a história de Manolo, que parte em uma aventura em três mundos : O dos Vivos, dos Esquecidos e dos Lembrados para decidir se segue as expectativas da família ou o seu coração.

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De cima abaixo, imagens dos curtas Geist!, Zimbo e D’Ombres & D’Ailes

As Masterclasses, parte do Anima Fórum para você, profissional, que quer estar por dentro do que se discute na área, abordaram a técnica do Stopmotion, que vêm sendo reinventada com a aplicação da câmera 360°. Curtas apresentados como Zimbo ,Otto e Ship of Years Past mostram o charme da técnica. As técnicas 3D e 2D foram bem representadas. Geist e Beast! Mostram quem um belo render seguido de uma bela trama ou crítica geram contentamento do público . D’Ombres & D’Ailes encanta com técnica tradicional e uma bela metáfora sobre o Mito da Caverna, enquanto Tabook e The Alan Dimension arrancam belas risadas no melhor do estilo tradicional .

É divertido fazer o impossível! - Walt Disney

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Mas as animações brasileiras merecem o devido destaque. Abusando de técnica e criatividade, sem dúvida foram grande destaque no Animamundi esse ano. Aumentando a quantidade de animações brasileiras por sessão, o destaque está totalmente nas Terras Tupiniquins . Cartas encanta com sua beleza e técnica. Aos que foram sábado contaram com a ilustre presença de David Mussel, o animador do curta. Caminho dos Gigantes encanta com sua trilha envolvente e original, esta que dita o ritmo e tem fundamental papel na trama . E All About Jazz, curta produzido pela aluna Isabella Scovino da Universidade Veiga de Almeida, mostrando que o seu TCC também pode e deve ter qualidade para concorrer . Para aqueles que desfrutaram, resta a saudade. Para aqueles que não foram, fica a dica para o ano que vem .Se você tem algum projeto de curta metragem, as inscrições podem ser feitas até março . Quem sabe seu curta aparece na próxima edição da Yo-Kult ?

Imagem acima do Curta Caminho dos Gigantes,de Alois Di Leo , vencedorda categoria de Concepção Sonora pelo Júri Profissional. Abaixo,imagens dos curtas Cartas, de David Mussel. Ao lado, o curta da ex-aluna da Veiga de Almeida, All About Jazz, de Isabella Scovino .

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Ainda há esperança para o cinema brasileiro Filmes brasileiros que são reconhecidos em outros países que o público brasileiro desconhece.

O

público que costuma frequentar o cinema no brasil tem a busca maior por filmes estrangeiros, principalmente os americanos que são recorde de bilheteria em todo o mundo. Mas por que essa preferência ?! Seria pelas produções milionárias, efeitos especiais, pelo sensacionalismo na vida dos atores ?! “Há filmes que simplesmente não interessam a ninguém, isso acontece em todos os lugares. Temos sempre que tentar imaginar se as nossas histórias interessam a alguém e a quanta gente. Com isso, podemos pensar se o investimento a ser feito faz sentido ou não. Foi justamente por achar que o volume de público interessado não justificaria o investimento tão alto a ser

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feito em ‘Grande Sertão: Veredas’, que desisti do projeto, mesmo não conseguindo pensar em história mais bonita já escrita no Brasil”, Fernando Meireles, entrevista para o site Revista de Cinema Uol, 29 agosto 2012. Para Fernando Meireles, há muitos filmes que simplesmente não interessam a ninguém, se tratando de cinema brasileiro, provavelmente o mercado não atinge mais o público por simplesmente apresentarem filmes que não abrangem temas que interessam aos brasileiros. Porém no exterior muito filmes são premiados ano a ano, provando que o público brasileiro deveria dar mais chance ao cinema nacional.


Boi neon Iremar é um peão que trabalha com outros vaqueiros preparando os bois antes de solta-los na arena. Tem o sonho de ser estilista, e em todo lugar que passa recolhe tecidos, revistas e restos de manequins, para um dia poder largar tudo e começar sua carreira no Pólo de Confecções do Agreste. Prêmios: Special Orizzonti Jury Prize, TIFF Awards:FIPRESCI Award

O som ao redor A presença de uma milícia em uma rua de classe média da zona Sul do Recife muda completamente a vida dos moradores do local, alguns comemoram a segurança e outros passam por momentos de extrema tensão. Prêmios: Festival de Veneza, Toronto Film Festival, Hamburg Film Festival e outros.

A História da Eternidade

Depois da Chuva

O filme conta a história de três muheres de geracoes diferentes, a adolescente Alfonsina, Querncia e Dona das Dores. Que moram em um vilarejo no sertão pernambucano

No Brasil, em 1984, a ditadura militar está chegando ao fim, após forte pressão popular pela retomada das eleições diretas. Neste contexto, por meio de uma rádio pirata um grupo de jovens defende seus ideais.

Prêmio: FESTin

Prêmio: Harlem Film Festival

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Musicais, porque sumidos? O gênero que já fez tanto sucesso hoje em dia está quase morto, sobrevive só dos clássicos.

E

xplosões, ação, tiros, gritos, romance, emoções a flor da pele, todas as características de um filme atual, um blockbuster, para ser mais exata. Eles são divertidos, mas porque não variar e contar as histórias de outro modo? Talvez usando um gênero que costumava ser o queridinho do cinema em décadas passadas, o musical. Os musicais tiveram suas origens em meados dos anos 1800, em Nova York, e apresentavam uma mistura de balé, drama e burlesco. A peça considerada o primeiro musical no estilo moderno é “The Black Crook”, de 1866, a estreia coincidiu com o fim da Guerra da Secessão e foi nos teatros que as pessoas encontraram distração e entretenimento. O musical, ficou um ano em cartaz enquanto as peças geralmente ficavam uma ou duas semanas, no máximo. A década de 20 foi a primeira era de ouro da Broadway, atravessando a Grande Depressão fabulosamente, e Hollywood sabia que aquilo traria

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lucro e que teria tanto sucesso quanto nos palcos. Então em 1927, O Cantor de Jazz estreou, o cinema com som tinha começado. O primeiro filme musical, estrelado por Al Jolson, e contava a história através de dança, música e atuação, o que, apresentado na grande tela, era de encher os olhos dos espectadores. De 1940 a 1960, os musicais dominaram e atingiram o ápice, apresentando ao mundo clássicos com “Singing in the Rain”, “O Magico de Oz” e “Amor, Sublime, Amor”, mas no final dos anos 60 o gênero entrou em crise, a indústria estava saturada e precisava se reinventar, precisava mudar a estética e o modo de contar as histórias. A partir daí, foram inseridos temas sociais nas letras, e os filmes ganharam nova vida com o uso de efeitos especiais e iluminação diferenciada, como “Cabaret”, apresentando a icônica Liza Minelli, e “Hair”. E durante os anos 70 e 80 o gênero musical foi se sustentando


Gene Kelly em Cantando na Chuva,1952.

com roteiros sobre romance, dança, dramas, várias inspirações da cultura e música pop e rock, e marcou com “Grease”, “Flashdance”, o cult “Rocky Horror Picture Show”. Mas aos poucos o ‘novo estilo’ também foi sumindo e só voltou a fazer sucesso considerável com “Moulin Rouge” e “Chicago”, nos anos seguintes outros filmes significativos foram lançados, mas todos com um hiato que deixava saudade de algo novo ou que eram fracos demais para marcar e deixar qualquer um cantarolando por dias. E recentemente até a Disney começou a evitar os belos números cantantes nos filmes, que costumavam ser a marca registrada do estúdio. Por que pararam? Será que estava ficando chato ou sem ideias? A esperança dos apaixonados por decorar músicas e coreografias fica para o ano que vem, quando estreia o já aclamado “La La Land” e promete ser um show para os saudosos e para os que querem apostar no vencedor do Oscar de 2017, ou só para aqueles que só querem um bom filme.

Poster de O Cantor de Jazz.

Cena de Moulin Rouge.

Emma Stone e Ryan Gosling em “La La Land - Cantando Estações”

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Historinhas de Garotinhas

As minas do cenário brasileiro não estão de brincadeira.

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Sete talentosíssimas quadrinistas MULHERES brasileiríssimas para você ler e admirar.

P

ense em dois quadrinistas. Pense bem. Já foi? Ok, agora fale em voz alta. Algum deles é mulher? Se não, fique tranquilo, você não é o único. Em uma tarde qualquer, fiz a mesma pergunta para os meus amigos, de oito nomes, apenas um era de uma quadrinista mulher. Perguntei o motivo de não terem citado mais mulheres, a razão era “Não tem muitas no ramo”. Essa frase me deu um motivo para sentar as minhas nádegas em uma cadeira imensamente desconfortável, em uma sala com um ar tão gelado que chega a ser torturante “apenas” para mostrar que: SIM! ELAS EXISTEM! Hoje falarei especificamente das mulheres que atuam no cenário de quadrinhos brasileiro, se até o final dessa matéria você repetir a mesma frase que o meu querido fulano

disse anteriormente, você merece um chá da tarde (ou pinga) com o Pai Google. Mulheres E Brasileiras, basicamente uma dupla para torcer o nariz em 360 graus, “ah, mas Brasil só faz conteúdo ruim”, “mulher? deve ser coisinha delicadinha, sem conteúdo”. CALÚNIAS! De política, feminismo, dia-a-dia, sexo (delicado ou escrachado, você escolhe), bobeiras à fantasia da melhor qualidade, as minas do cenário brasileiro de quadrinhos não estão para brincadeira. De uns anos para cá, a internet tem ajudado com o “boom” das webcomics, elas vêm seguindo esse caminho e crescendo a popularidade. À seguir, citarei quem são as tão maravilhosas quadrinistas.


I ara Naika: Posta tirinhas no facebook, dedicada ao bom humor do dia-a dia.

Lu Cafaggi: Mixtape é uma das hqs mais famosas . Boatos que seus traços são tão sensíveis que soam como abraços quentinhos.

Luiza de Souza: Desenha e escreve “Os Cool Kids”, segundo a autora “é uma história sobre quem as pessoas são, pensam ou sentem de verdade e o que elas aparentam ser”.

Puiupo: Traços brutos e complexos, úlcera é baseado em ficções ciêntíficas, abrange o sentimental existencialista e problemáticas políticas.

Fernanda Nia: Com certeza você já se identificou com a incrível Niazinha do “Como eu realmente...”. Com tirinhas no sistema de “expectativa x realidade”, trata todos os assuntos com um ótimo humor.

Mika takahashi: Nanquim e riqueza nos mínimos detalhes, “Além dos trilhos” é a história de um coelhinho que busca preencher seu vazio

Bianca Pinheiro: Você já deve ter a visto em “Mônica-Força” ou no fofíssimo “BEAR”, uma história sobre a busca de uma garotinha à procura de seus pais, com um urso como companheiro.

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Seth Rogen e Evan Goldberg: Uma dupla a ser notada

Conheça a trajetória da dupla de amigos e roteiristas que colocam sua marca em Hollywood com sua produtora, Point Grey.

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amosos enfrentam o Apocalipse bíblico, um apresentador de talk- show estúpido e seu produtor são recrutados para assassinar Kim Jong-Un, comidas descobrem o que os humanos fazem com elas. Essas são algumas das ideias que saem da cabeça da dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, que são os fundadores da Point Grey Pictures, produtora batizada em homenagem a escola no Canadá onde os dois se conheceram. A produtora é responsável por seus projetos, tais como a franquia “Vizinhos”, que colocou Rogen atuando ao lado do antigo astro adolescente Zac Efron, além de co-assinar o roteiro da sequência, que chegou a lucrar o triplo de seu orçamento. Depois de trabalharem em parceria com o diretor Judd Apatow, com quem Rogen fez o seu primeiro trabalho de destaque na série “Freaks and Geeks”, a dupla de roteiristas fez sua estreia na direção com o filme “É o Fim”. O longa coloca os atores e colaboradores habituais da dupla tendo que sobreviver durante o apocalipse bíblico.

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Essa ideia é uma versão mais bem-humorada do curta “Jay and Seth Vs. The Apocalypse” (”Jay e Seth Contra O Apocalipse”, em tradução literal). O curta, escrito por Rogen e Goldberg ao lado de Jason Stone, foi feito como um trabalho de conclusão da faculdade de Stone e mostra Seth Rogen ao lado de Jay Baruchel confinados em um apartamento, sobrevivendo em um cenário apocalíptico. Nele, não estavam presentes as piadas à indústria Hollywoodiana ou o vasto elenco de celebridades, interpretando elas mesmas. O longa fez US$126 milhões nas bilheterias mundiais (com um orçamento de US$32 milhões), além de receber elogios da crítica. No ano seguinte, a dupla ataca novamente com o filme “A Entrevista”, que coloca Seth Rogen e James Franco como um produtor e um apresentador de talk-show sendo recrutados para assassinar o Líder Supremo da Coreia do Norte. O longa gerou polêmica, causando a invasão dos servidores da Sony, responsável pela distribuição do filme. O grupo de hackers que se chamavam de “Guardiões da Paz”,


Evan Goldberg e Seth Rogen em evento da Sony Pictures para a imprensa em 2013.

roubaram 100 terabytes de informações da empresa, incluindo os filmes “Corações de Ferro”, a refilmagem de “Annie” com Jamie Foxx, o premiado filme “Para Sempre Alice” e e-mails da presidente Amy Pascal e de outros funcionários da empresa.Logo após o ataque, surge a suspeita de que teria sido obra de hackers norte-coreanos em retaliação ao filme de Rogen e Goldberg. Iniciadas as investigações, a Coreia do Norte negouseu envolvimento com os ataques, porém as ameaças do grupo continua, dessa vez, ameaçando explodir os cinemas que exibirem o longa. As ameaças resultaram no cancelamento da turnê de lançamento do filme, do adiamento da estreia, da retirada da exibição dos comerciais de TV para o filme e do cancelamento do projeto Pyongyang, que seria produzido por Gore Verbinski (da franquia “Piratas do Caribe”) e estrelado por Steve Carrell. Após a confirmação do FBI de que a Coreia do Norte era a responsável pelos ataques à empresa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, posiciona-se contra o cancelamento da estreia. “Se um sujeito nos ameaça por causa de um filme satírico, imagine o que ele fará com um documentário sobre coisas que eles não gostam”, alegou o presidente em comunicado transmitido diretamente da Casa Branca.

Três dias de declarações sendo emitidas por ambos os países envolvidos, a Sony decide lançar o longa de Rogen e Goldberg em plataformas on demand e em cinemas selecionados. Após o pronunciamento da distribuidora, o ator James Franco também se pronunciou em sua conta no Twitter. “Vitória! O povo e o presidente falaram! Espero que gostem do filme!”, disse o ator e amigo de longa data de Rogen. O filme fez apenas US$ 11 milhões nas bilheterias, consequência de um número baixo de salas exibindo o longa, além da recepção morna da crítica. Nos próximos dois anos, além de lançar a comédia natalina “Sexo, Drogas e Jingle-Bells” e a sequência “Vizinhos 2”, a produtora da dupla também se encarregou de levar à televisão a adaptação da graphic novel “Preacher”. A série, protagonizada por Dominic Cooper e que teve os primeiros dois episódios dirigidos por Rogen e Goldberg, mostra um padre de uma cidade pequena possuido, unindo-se com sua ex-namorada e um vampiro irlandês em busca de respostas. A série do canal fechado AMC, foi sucesso de crítica e já foi renovada para sua segunda temporada. Além da série, a dupla lançou seu projeto de estimação, “Festa da Salsicha”, uma animação que esperou por 12 anos para ser produzida.

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À esquerda, os personagens principais do longa “Festa da Salsicha”.

O longa animado conta a história de comidas que descobrem o que realmente acontece quando saem do mercado. Além de colocar os seus personagens principais falando palavrões constantemente, a animação coloca as comidas do supermercado constantemente fazendo comentários sobre a religião que seguem e que as fazem acreditar que os humanos levariam eles para um lugar melhor. “A ideia surgiu do modo mais inocente possível, a gente ama animações e percebeu que as pessoas adoram projetar emoções em coisas ao redor delas, como brinquedos, carros, animais de estimação. Foi o que a Pixar basicamente fez durante os últimos 20 anos. Então pensamos em como seria se a nossa comida tivesse sentimentos, aí percebemos que isso seria bizarro, porque nós comemos ela”, respondeu Seth Rogen no festival “South By Southwest” sobre o processo de formação da história. A exibição no festival de uma versão preliminar do filme, ainda com animação inacabada, causou uma reação em massa do público presente, que alegava que a animação era um produto “genial e pervertido”.

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O longa, recomendado para maiores de 17 anos nos Estados Unidos, tem em seu elenco o próprio Seth Rogen como a salsicha protagonista, Kirsten Wiig como Brenda, o pão e interesse amoroso do protagonista, Michael Cera, Edward Norton, Paul Rudd, entre outros colaboradores de Rogen e Goldberg, que apenas assinam o roteiro e ficam no cargo de produtores. A animação foi sucesso de crítica e público, lucrando até o momento US$ 136 milhões, um grande lucro em relação ao seu modesto orçamento de US$ 19 milhões. Rogen e Goldberg não param por aí. Além da segunda temporada de “Preacher”, eles já anunciaram seus próximos projetos diretoriais, que incluem o documentário “Console Wars”, sem data de estreia e que focará na rivalidade entre as empresas de videogame Nintendo e SEGA e o filme para a TV “Future Man”, estrelado pelo astro da franquia “Jogos Vorazes”, Josh Hutcherson. O plano para o filme é servir de piloto para uma série que será exibida na plataforma online Hulu.


Joseph Gilgun, Dominic Cooper e Ruth Negga, os astros protagonistas da série “Preacher”, a adaptação para a TV da graphic novel homônima

Seth Rogen, Anthony Mackie e Joseph GordonLevitt na comédia natalina “Sexo, Drogas e JingleBells”, produzida e roteirizada por Goldberg.

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A música G

sul-coreana

ostando ou não, quem não se lembra do hit Gangnam Style, música do cantor sul-coreano PSY? O clipe da música acabou virando o mais visto do YouTube, com mais de duas bilhões de visualizações. Mesmo que ainda exista certa resistência por parte do lado ocidental do mundo, a música coreana vem se tornando cada vez mais conhecida internacionalmente. Diferente do que muitos pensam, a música do país não se resume apenas ao PSY: há uma grande variedade de gêneros e de artistas de cada gênero existente. Apesar do pop coreano, o k-pop, ser o gênero que mais vem ganhando popularidade, o R&B, o rock e o hip hop coreanos também vem crescendo, tanto na Coreia quanto fora dela. Neste artigo você irá conhecer mais sobre alguns destaques de lançamentos recentes destes gêneros.

K-POP Um álbum que vem chamando atenção veio de um dos grupos masculinos ascendentes do momento, chamado BTS. O intitulado Wings teve uma ótima recepção internacional, alcançando posições inéditas para um artista coreano em vários charts da Billboard: 26ª posição do Top 200 álbuns, 1ª no World Albums e 19ª no Canadian Albuns. No YouTube, o clipe da faixa principal Blood Sweat & Tears chegou a dez milhões de visualizações em menos de dois dias e um milhão de likes em duas semanas. O álbum conta com 15 faixas, muitas delas produzidas e escritas pelos sete integrantes. As letras abordam temas pessoais, motivacionais e críticas sociais, uma das principais marcas do grupo.

Arte de capa do álbum digital.

O grupo masculino EXO, um dos grupos coreanos mais populares da atualidade, reconhecidos pela sua dança e suas músicas viciantes, voltou esse ano com seu terceiro álbum EX’ACT, que alcançou a 2ª posição em World Albuns e a 1ª nos charts do iTunes de vários países. Uma das faixas principais, Monster, ficou em 1º na Billboard em World Digital Songs e em 1º em inúmeras charts coreanas. O álbum possui onze faixas em coreano e mandarim, devido ao grupo promover suas atividades também na China. Arte de capa do álbum digital.

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O grupo feminino Mamamoo, conhecido pelo seu poder vocal e suas personalidades divertidas, lançou seu primeiro álbum Melting, contendo 12 faixas, sendo uma instrumental. Grande parte delas foi escrita pelas quatro integrantes, e possuem influências de jazz, bossa nova, hip hop, R&B, entre outros. O álbum ficou em 8º no World Albums.

Cena do clipe da faixa título You’re The Best.

BLACKPINK, um grupo feminino que debutou este ano, lançou os álbuns single Square One e Square Two, contendo duas e três faixas respectivamente. Square One alcançou 1ª posição no World Digital Songs e no iTunes de vários países, e Square Two tomou as sete principais charts coreanas logo após ser lançado, também alcançando o topo das charts de outros países em seguida. Arte de capa de Square One.

K-R&B Já conhecido na indústria musical pelas suas composições para artistas coreanos e americanos, o compositor e produtor de nome artístico Dean, debutou com seu primeiro mini álbum 130 Mood: TRBL, contendo sete faixas escritas por ele. As músicas contém uma narrativa, se conectando para contar uma estória de amor. O álbum ficou em 3ª posição no World Albums e a faixa Bonnie & Clyde em 12ª no World Digital Songs. Cena do clipe de Bonnie & Clyde.

Lee Hi, uma cantora de apenas 20 anos que chama atenção com sua potência vocal, voltou à ativa com seu segundo álbum Seoulite, dividido em duas partes, cada uma contendo seis faixas. O álbum alcançou 3º no World Albums e sua faixa principal Breathe alcançou o topo de várias charts coreanas.

O clipe da faixa Hold My Hand brinca com a pixel art.

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Zion.T, cantor e produtor musical, apesar de ter lançado um álbum em 2013, que ganhou o prêmio de Melhor Álbum R&B e Soul no Korean Music Awards, atraiu mais atenção para sua música com os singles No Make Up, Just e Eat, lançados em 2015, que o trouxe prêmios em várias das maiores cerimônias de premiação da música coreana e o fez ser convidado para se apresentar na convenção anual de k-pop que ocorre nos Estados Unidos, KCON, mesmo não se enquadrando nesse gênero.

Cena do clipe de Eat.

O cantor, compositor e produtor conhecido como Crush, lançou os mini álbuns Interlude e wonderlust, que ficaram no topo das principais charts coreanas. Cada um contém cinco faixas, onde ele fala sobre suas experiências pessoais e história de vida. Depois de ter se apresentado na KCON de Nova Iorque e de Los Angeles, Crush fará um tour nos Estados Unidos e na Europa neste ano. Cena do clipe da faixa Woo Ah, do álbum Interlude.

K-HIP HOP Um dos integrantes do grupo anteriormente citado BTS, o rapper, compositor e produtor musical conhecido pelo seu nome artístico Suga, desta vez adotou o nome de Agust D no lançamento de sua tão esperada mixtape de mesmo nome. São dez faixas produzidas e escritas por ele, onde conta sobre as adversidades que enfrentou em escolher viver de música. O clipe da faixa principal Agust D alcançou um milhão de visualizações em 12 horas no Youtube e virou o assunto mais falado do Twitter, onde a hashtag #AgustD alcançou o primeiro lugar nos trendings mundiais. Arte de capa.

A mixtape intitulada RM, do também integrante do BTS, líder do grupo, rapper, compositor e produtor, de nome artístico Rap Monster, foi lançada em 2015 contendo onze faixas. O rapper coreano aborda temas variados, sendo o principal a dificuldade que ele sentia em ser parte de um grupo considerado mainstream, mas ao mesmo tempo ser um rapper underground. O clipe da faixa principal Do You tem mais de quatro milhões de visualizações no YouTube atualmente. A crte de capa reinforça o tema da mixtape, representando as “duas caras” do rapper.

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A rapper e cantora americana-coreana Tasha Reid, mais conhecida pelo seu nome coreano Yoon Mirae, considerada uma das melhores rappers da Coreia, voltou com o single JamCome On Baby, com versões em coreano e inglês. Além de atuar solo, ela também faz parte do trio de hip-hop MFBTY. Seu álbum de 2015 WondaLand foi elogiado pela Billboard, com atenção para as faixas Buckubucku e Bang Diggy Bang Bang.

Arte de capa do single.

Cena do clipe de Buckubucku.

O segundo álbum do músico e produtor conhecido como Primary, intitulado 2, é um ótimo meio de conhecer muitos outros artistas. Suas doze faixas contam com a colaboração de vinte artistas diferentes, incluindo famosos nomes da música coreana como a cantora e rapper Hwasa, integrante do grupo citado Mamamoo, e o rapper já citado, Rap Monster. No Youtube, os clipes das faixas Don’t Be Shy, Mannequin e Hello juntos possuem mais de 10 milhões de visualizações. Primary sempre faz referências a si mesmo nos clipes por meio do personagem que o representa, à esquerda. Detalhe do clipe da faixa Hello.

• Nota final • A música coreana vem se expandindo cada vez mais. Outros gêneros como o k-rock, o k-indie, entre outros, vem surgindo, assim como artistas dos gêneros citados. Se você se interessou, assista clipes no YouTube (que, inclusive, são geralmente muito bem produzidos e têm conceitos interessantes). Os recomendados do site te levarão a outras músicas assim como a outros artistas.

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GOURMET, só que não...

Contrapondo a gourmetização crescente, a Culinária Ogra trás consigo um exagero e brutalidade culinária digna do Shrek.

B

acon,500 gramas de carne, muito queijo, bastante cebola e uma cerveja pra acompanhar. Isso possivelmente está escrito em muitos cardápios de food trucks ogros. Ok, explicando com calma. Food truck são veículos adaptados para vender comida como uma lanchonete móvel. Você já deve ter visto diversas destas por

aí vendendo de tudo, desde sorvete de casquinha, picole, hambúrguer, cervejas artesanais, até pratos culinários mais elaborados, como algum tipo de macarrão com algum molho italiano refinado. Prima distante da Culinária Gourmet, a Culinária Ogra visa em sua grande maioria o oposto de tudo o que a cozinha mais chique e formal prega: excesso e pouco e/ou quase nenhum rebuscamento. Pelo contrário, toda comida ogra tende a servir bem, misturar bastante e ter aparência… bem, o nome diz tudo, não vai ser nada arrumado. Agora podemos voltar de forma correta ao início, onde você pode imaginar perfeitamente chegar em um podrão e pedir um suculento hambúrguer, recheado com bastante calabresa e ovo, grande o suficiente pra ficar difícil de dar uma mordida. Fácil de imaginar, não? Mas a cozinha ogra vai muito além de muito bacon, deliciosos queijos, molhos em alta quantidade, e muita carne regada com garrafas de cerveja. À direita: Imortal Joe da hamburgueria Sir Joe. Mais de 500g de carne esperando para ser devorada.

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A Culinária Ogra é mais do que um estilo, é uma filosofia: a verdadeira beleza está muito além das aparências, mas em quão bem aquilo te fará. Seu cerne está embasado saciação. Seja esse sentimento proveninente após a sua visualização e deslumbre ou da degustação de tais iguarias que com certeza deixam qualquer pessoa satisfeita. Por isso que seus pratos não precisam ter uma bela apresentação ou ter qualquer tipo de harmonia em sua forma, eles tendem a ser caóticos e serem puxados mais pro lado de algo pesado na gordura, fritura e excesso de carboidratos e proteínas.Eles querem passar que você vai ter uma refeição completa independente do que estiver comendo.

Abaixo: O melhor pedido para uma tarde de Verão, Crunchy Avalanche da Crunchy Comics Culture. Muito sorvete com pedaços de cookie de chocolate, mais chocolate e cobertura de... isso mesmo, mais chocolate.

A Culinária Ogra é mais do que um estilo, é uma filosofia: a verdadeira beleza está muito além das aparências. Um exemplo disso? Milkshake de Bacon, ou batata frita com cheddar, ou coxinha de mais de meio quilo. Mas não pense que só por ser um tanto quanto ‘brutal’, a culinária ogra se restringe aos amantes de carne. Muitos veganos e vegetarianos viram na estética ogra um caminho a seguir e fazem seus próprios pratos verdes. Tão saborosos quanto os não veganos, as versões ogras verdes diferem apenas por não conter derivados animais, contendo hamburguers de soja, grão de bico e lentilha, quinoa, acompanhados de muitas cores e sabores que não vão te deixar na mão.

Acima: Bacon Bomcshake, do Rock’n’Roll Burguer. Acredite ou não, isso existe e é delicioso!

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Comédias Brasileiras Há algum tempo a produção decomédias nacionais tem crescido e se destacado no Brasil, filmes do gênero tem alcançado grandes bilheterias e agradado ao grande público.

U

ma detalhada pesquisa encomendada pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro (disponível no site da entidade) Mostra oque os brasileiros preferem assistir. Se estivermos falando de filmes estrangeiros, o brasileiro prefere ver filmes de ação (43%), seguido de comédias (16%), suspense (9%), romance (7%), terror (6%), drama (6%), ficção (3%), policial (2%), infantil (1%), desenho animado (1%) e guerra (1%). Quando se pergunta em relação a filmes brasileiros, a preferência por gêneros muda: o espectador prefere ver comédias (37%), seguido por filmes de ação (22%), romance (9%), drama (8%), suspense (3%), policial (3%), documentário (3%), terror (1%), ficção (1%), infantil (1%), desenho animado (1%) e

guerra (1%). A comédia, portanto, é o gênero de filme brasileiro que o espectador prefere encontrar nos cinemas. Isso explica muito do foco que parte da produção tem dedicado ao gênero – nem sempre com bons resultados. Mas Sabe-se que a maioria dos brasileiros preferem filmes estrangeiros, grande parte deles Hollywoodianos, ao invés de prestigiar os filmes nacionais. O gênero comédia nacional é o único que costuma ter uma bilheteria maior que as comédias estrangeiras. Esse interesse nacional pelo gênero, já faz parte da nossa cultura, brasileiros são conhecidos como um povo alegre e que adora dar boas gargalhadas. Esse gosto por comédia somado à identificação cultural, onde as pessoas se identificam e se vem retratadas, pode ser considerado um dos segredos do sucesso do gênero no país.

Somos conhecidos como um povo alégre e que adora dar boas gargalhadas.

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A nova Biônica

A nova geração de membros biônicos está começando a fechar lacunas entre incapacidade e capacidade entre limitação humana e potencial humano.

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Estamos diante de uma nova realidade na tecnologia em próteses dado os avanços da bionica.

A

Biônica é a investigação, sistemática, das soluções orgânicas e estruturais aplicadas pela natureza aos seus elementos, visando colher dados para a solução de problemas técnicos de formas, estruturas ou objetos. Ao contrário da prótese Mecânica que serve para substituir um membro do corpo, porém ela não concede ao usuário a mesma mobilidade, a Biônica possibilita a movimentação normal do membro pelo fato de reagir aos impulsos nervosos. A cada dia a imprensa mundial divulga alguma novidade da área da tecnologia biônica aplicada aos dispositivos em desenvolvimento voltados para as pessoas com deficiências. Um bom exemplo de prótese biônica é a prótese que foi

desenvolvida por Hugh Herr, biofísico do grupo de pesquisa em Biomecatrônica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para a bailarina Adrianne HasletDavis que perdeu seu membro em um ataque terrorista, capazes de fornecer ao usuário maior liberdade de movimentos e capacitá-la a voltar para sua vida na dança. Foi preciso estudar dança durante 200 dias com especialistas em próteses, robótica, aprendizagem de máquina e biomecânica. Ao contrário das próteses convencionais, que tendem a executar funções simples e repetitivas, como andar ou correr, esse tipo de prótese é dotado de articulações que reproduzem todo os movimentos de dança. Foram estudados dançarinos


A drianne HasletDavis dançou pela primeira vez desde os atentados de maratona

com membros biológicos para saber como eles se movimentam e quais forças eles aplicam na pista de dança. Após pegar esses dados, foi estudado os princípios fundamentais da dança, capacidade reflexiva da dança para incluir essa inteligência ao membro biônico. A biônica não se trata apenas em tornar as pessoas mais fortes e rápidas. Nossa expressão e nossa humanidade podem ser incorporadas à eletromecânica.

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Os 10 filmes mais impactantes dos últimos 16 anos Lista com alguns filmes que são pouco conhecidos e que deveriam ser descobertos.

O Outros filmes 6 - Dançando no Escuro, Lars Von Trier, 2002 7 - Pietá, Kim Kiduk, 2013 8 - Amores Brutos, Iñárritu, 2000 9 - Cidade dos Sonhos, David Lynch, 2002 10 - Má Educação, Pedro Almodóvar, 2004

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que nós procuramos quando assistimos a um filme? Histórias? Personagens? Fugir da “sua” realidade? ou simplesmente preencher o vazio de uma noite chuvosa? Aos 16 anos larguei o colégio, e me deparei com uma tarefa: preencher o longo tempo surgido pela falta de estudos. A resposta veio quase que naturalmente: Filmes, sempre gostei e podia passar horas assistindo sem me dar conta disso. Por mais clichê que possa parecer, Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971) foi a porta de entrada pra um “mundo” até entao desconhecido: Composição, direção de cena, cores, roteiro, fatores essss que são fundamentais para a concepção de um filme. Com base na experiencia adiquirida como cinéfila, me proponho

aqui a elencar os 10 filmes mais marcantes dos ultimos 16 anos na minha humilde visão, estes que ainda são notórios por sua natureza conflituosa. Confira a lista:

Gaspar Noé, 2002

Irreversível. O filme narra, de trás para frente, a história de uma vingança. Pôlemico em sua época de lançamento (e considerado um dos filmes mais pertubadores da história do cinema) Gaspar Noé nos leva a uma montanha russa de emoções. O filme transmite facilmente a ideia de como seria voltar no tempo, já que ele é irreversível. E por ser irreversível, “o tempo destrói tudo”. Tenso e brutal.


E sua Mãe Também. 2 adolescentes se juntam a uma mulher mais velha em uma jornada. Os três acabam se envolvendo, onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir. O filme se mostra de uma simplicidade e, ao mesmo tempo, profundidade sensacionais. Cuarón nos faz refletir sobre a importância da vida, o peso do tempo e a inevitabilidade da morte. Um digno road movie latino! Alfonso Cuarón, 2001

Dente Canino. O filme conta a história de uma família cujos pais criam seus três filhos isolados do “mundo”, em uma grande casa cercada por muros altos. A família segue várias regras (inventada pelos próprios pais), e uma delas, é de que ninguém jamais pode sair de casa. O filme é mais do que cenas bizarras e violentas. Lanthimos faz crítica à sociedade atual, a como criamos nossos filhos. É um filme que as pessoas só acreditarão vendo e não exige explicações. Pedir lógica, é destruir toda sua base. Yorgos Lanthimos, 2009

Sala Verde. A trama gira em torno de uma jovem banda punk que se encontra presa em um local isolado após presenciar um ato de violência, diante de uma gangue de neonazistas que quer eliminar todas as testemunhas do ocorrido. Jeremy Saulnier cria uma atmosfera fria, crua e claustrofóbica, deixando muita expectativa no ar, dando a impressão de um sufoco, enquanto a trama vai se desenrolando. Equilibra ação e emoção com bons diálogos, o transformando em um suspense visceral. Jeremy Saulnier, 2016

Incêndios. Na leitura do testamento de sua mãe, os gêmeos Simon e Jeanne descobrem que eles tem um irmão e que o pai, estava vivo. Dentre muitos outros pedidos, o seu desejo era de que eles encontrassem seu irmão e seu pai, dando-lhe 2 cartas seladas. “Jeanne, 1 + 1 é igual a 1?”

Denis Villeneuve, 2011

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Yo-Kult  

A YO-KULT jura solenemente informar tudo de bom!Se você pegou essa referência super básica da cultura pop esta no lugar certo.

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