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LEILOMEIRELES, S.A. Paredes 1,5 € (IVA 6%) // Diretor: José Ferreira // Ano I // Edição Nº 7 // 10 de maio de 2018 • Semanário • www.yesparedes.pt

Pág.(s) 8 e 9

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Em destaque: Vilela

Política

Conheça os primeiros candidatos à concelhia do PSD Pág.(s) 4 a 5

Freguesias

Grande entrevista Mariana Silva

Junta de Freguesia de Vilela Pág.(s) 6 a 7

Desporto

O regresso do Hóquei em patins ao USC PAREDES Pág. 13

Nossa Senhora da Hora Dias 11,12 e 13 de Maio

EQUIPA EM DESTAQUE: USC BALTAR


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Paredes

Opinião Tudo como dantes

Jorge Ribeiro da Silva CDS/PP Paredes

A Assembleia Municipal é o espaço por “excelência” para o exercício da oposição ao executivo para obter esclarecimentos sobre as políticas em curso, para obter resposta às questões colocadas pelos representantes eleitos pelos cidadãos. Por isso, quando o executivo é questionado “olhos nos olhos”, espera-se a sabedoria das ideias, e se não tenho dúvidas de que a afirmação a respeito dos olhos serem o espelho da alma é verdadeira, não se aceita que a resposta seja vazia, como pão sem fermento. Alexandre Almeida disse saber quantos processos deram entrada este ano no DIAP de Paredes, no Juízo de Família e Menores de Paredes e na instância Central Cível de Penafiel. Se sabe não disse. Tão pouco soube dizer as consequências que a perda do DIAP para Penafiel e do Juízo

de Família e Menores para o Marco, apenas que seria coisa “pouca”. Será pouco para o senhor presidente trocar 1200 pendências por 60. Afirmou-se jurista, e revelou não saber que as acções da instância central cível têm o valor mínimo de € 50.000,00, e não € 25.000,00. Prometeu obras no Tribunal para receber a instância central, criando um “elefante” na sala, depois de ter dito que a Câmara não tem dinheiro e que estava de “tanga”. Ficou de “olhos azuis”, o Senhor Presidente. Como “cozinhado” sem tempero, queixou-se da má herança que lhe deixaram no regaço, o descalabro das contas, que serão “infelizes” como disse, e porque o são, porque é que se abraçou ao testador para votar a favor?´ Num comovente abraço entre herdeiros em plena confe-

rência de interessados. E porque é que são infelizes se a auditoria externa às contas ainda não foi feita? “É já a seguir”, disse! Mas não era “já a seguir” em Setembro? Em Outubro? Em Dezembro? O “já a seguir” mais parece a “mira – técnica” da televisão pública nos anos 80 pela noite fora, em que, sem lugar a hino, o amanhã nunca mais chegava. Pelo acórdão do Tribunal de Contas n.º 15/2018, ficamos a saber que aquela entidade vetou a aquisição do complexo desportivo das “Laranjeiras” não sem antes ter pedido esclarecimentos ao Município de Paredes. Foi – lhe perguntado se foram prestados e em que termos. A resposta não foi “já a seguir” nem até “hoje”, nem porque é que o PDM naquela zona prevê AINDA, que é uma área

de construção de grande volumetria, r/c + 6 andares, numa altura em que pelo que se vê por lá que “os galegos já montaram cerco a Lisboa”. E entre respostas “mudas” e silêncios de “ocasião” sobre assuntos que estão sempre “em cima da mesa”, a moderna definição para “metidos na gaveta”, se caminha pela rota do “nim”. Uma nota final para felicitar o União Sport Clube de Paredes pelo regresso da secção de Hóquei em Patins, modalidade que mora no coração dos Paredenses e que formou muitas dezenas de jovens não só do Concelho de Paredes mas também dos concelhos vizinhos, estou certo que será uma “ventura” mas também um sucesso. Bom Trabalho.

vez, marcou na agenda um evento próprio, organizou a caminhada que teve como ponto de saída a junta de Castelões de Cepeda e como meta o conhecido monte de S. Domingos, em Besteiros. Partindo do centro, trilharam caminho e todos os participantes conheceram ruas e caminhos até então para muitos desconhecidos. Eram muitos os que corriam às janelas para ver a caminhada passar. As surpresas ao longo do trajeto foram muitas, embebidas pelo misticismo, foram tão assustadoras o quanto divertidas. Chegados ao fim, brindaram com a queimada galega que aqueceu e enalteceu este momento de convívio. E porque o dinamismo da nossa agenda não esmorece, a próxima sexta-feira 13 é já no mês de julho e já tem caminho traçado. A partida é o centro da nossa cidade, a junta de Castelões de Cepeda, e termina na doce terra de Vila Cova de Carros. Mais

uma vez, vamos percorrer a nossa terra, com muitas surpresas à mistura e sustos capazes de provocar um friozinho na barriga. Esta atividade reúne o melhor de dois mundos, a contemplação das nossas lindas paisagens aliada à celebração do misticismo criado com a sexta-feira 13. Este evento com a dimensão cultural que lhe está intrínseca permite tornar-se uma referência para Paredes, mobilizando todos quantos se queiram juntar das cidades vizinhas e das mais longínquas. Assim, coloca-se Paredes no mapa e a poção mágica começou arder no dia em que assinalamos a mudança e renovamos Paredes. Nesse dia, já recitavam aos nossos ouvidos o esconjuro. Hoje, temos vida em Paredes. Hoje, vive-se numa cidade renovada!

Paredes com Vida

Sara Leal JS Paredes

Assistimos orgulhosamente ao renascer da nossa cidade! Renascida, brilha, dá saúde e faz crescer. Os eventos culturais que têm preenchido a nossa agenda e enchem a nossa cidade são cada vez mais regulares e até já nos habituaram ao seu êxito. Florescem a cidade e tornam-na mais bonita. A estação vernal foi marcada pelo Primavera Festival da Flor, em que se deu lugar à criatividade e as flores tornaram-se a cobertura das coisas simples e bonitas, como os incríveis chapéus e os vestidos graciosos. O início da estação foi marcado pela animação e começamos a ficar certos de que este espírito que tem invadido a cidade será uma constante. Mas não podemos ficar por aqui, paulatinamente sentimos a cidade a rejuvenescer. E o nosso pavilhão? Esse que tantas saudades nos fazia carregar no peito e que havia sido abandonado, mas nunca esquecido por quem lá viveu tantos momentos memorá-

veis. Hoje, não se arruína a beleza do parque José Guilherme, com a montagem de tendas, que tantos milhares custavam à nossa câmara. Hoje leva-se as pessoas ao pavilhão e fazem dele o que nunca deveria ter deixado de ser: palco de eventos. Hoje, a Câmara Municipal diz-nos o que fazer em cada fim de semana. Marcamos na agenda eventos culturais da nossa cidade, de entretimento, sem que para isso seja necessário extravasar as portas do concelho. Também aqui, do lado de cá, há cultura e entretenimento para ver. A cidade tem estremecido e exemplo vivo disso foi a passada sexta-feira, 13 de abril, que de azar não teve nada. Foi noite de sorte para a nossa cidade e para os cerca de setecentos participantes. A caminhada com queimada galega organizada pela junta de freguesia de Paredes foi um evento altamente memorável. A junta de freguesia de Paredes, que, pela primeira

FICHA TÉCNICA Diretor: Manuel Pinho diretor@yesnoticias.pt Redação: Carlos Mota, Alana Rodrigues, Cristina Borges

Departamento Gráfico: InstantEstrela, Lda Paginação : InstantEstrela, Lda

Tiragem: 1500 exemplares por edição Periodicidade: Semanário (sai à quinta-feira)

Propriedade: InstantEstrela, Lda Contribuinte Nº 514 139 170; Registo da ERC n.º 127 057

Contactos: Avenida Combatentes da Grande Guerra, 55 C 4620 Lousada redacao@yesparedes.pt assinaturas@yesparedes.pt www.yesparedes.pt

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Cultura Café Literário Estava cansada. O dia 4 de maio, primeira sexta- feira do mês, fora longo, intenso mesmo, a preparar mais uma apresentação do meu novo livro “NO ARQUIVO DA MEMÓRIA” desta vez na casa Da Beira Alta no Porto.

Donzília Martins

Telefonemas para cá, para lá, mensagens, face, e-mails… (sim porque nestas coisas de livros e de cultura, ou se tem fama vincada, ou se é da TV, ou jornalista, ou… ou… ), é preciso fazer cem contactos para, no melhor das hipóteses, aparecerem os amigos e pouco mais. Pois como dizia e após as dedicatórias em livros que iria oferecer aos que me ajudaram nesta jornada e, deitada no sofá a ouvir o noticiário, resolvi ir ver se havia alguma novidade nos e-mails. Havia um convite interessante que logo me tirou o cansaço. Ia haver na Biblioteca de Paredes O “Café LITERÁRIO” que já se tinha realizado duas vezes. Consistia na apresentação de um autor paredense e da sua obra mais recente. Desta vez seria o Autor Dr. Ivo Rafael Silva que nos iria falar do seu livro “Paredenses na Grande Guerra de 1914/ 1918. Livros? Era comigo! Levantei- me rápido e a pé, pernas ao caminho que se fazia tarde. Em marcha rápida, cheguei à hora certa, 21.30h. Pouca gente. O costume - pensei. O mau hábito dos

portugueses chegarem sempre atrasados em especial a atos culturais. Mas não. Infelizmente estava pouca gente: o autor, a vereadora da Cultura Drª. Beatriz Meireles, mais dois casais e eu. Mais tarde chegaram mais dois interessados em livros. Simplesmente vos digo amigos leitores, que adorei aquela hora e meia, que foi maravilhosa e que pena se a tivesse perdido… Abriu a sessão a Drª Beatriz apresentando o autor. Este, com uma vasta cultura e um curriculum de fazer inveja a qualquer um, sendo investigador do Centro de Estudos Interculturais, Coordenador/ autor de monografias, a sua tese de Mestrado foi distinguida com o prémio CEI 2011 da melhor tese do ISCAP na área de estudos interculturais etc, apresentou-se e falou-nos da sua obra. Bebi-lhe as palavras. Cresci. Após escalpelizar o livro que tinha sobre a mesa, para cuja elaboração foi investigar nos próprios locais da guerra e nos abriu a sede de o lermos logo ali, constatamos tratar-se de um livro cientifico interessantíssimo não só para Paredes mas para quem quer saber mais. Passou-se depois à segunda parte. Foram distribuídas folhas para cada presente ler em voz alta, com extratos de textos de autores famosos para se

descobrir entre três hipóteses a quem pertencia tal literatura, tais como:

presente um exemplar da obra apresentada e ainda uma FLOR.

De Sophia de Mello Breyner; (O cavaleiro da Dinamarca)

Acabou já passavam das 11.30 mas eu pensava que eram 10.30 e por isso entrei na minha filha. Achando a hora tardia de mais, a minha neta trouxe-me a casa.

Bernardo Soares (semi-heterónimo de Fernando Pessoa) Erasmo de Roterdão (excerto do inicio de “Elogio da Loucura)

Edgar Allan Poe (O Poço e o Pendulo)

Estas maravilhas que muitos paredenses desconhecem, (e eu também) e que vi por acaso, acontecem cada primeira sexta do mês, para dar a conhecer os autores paredenses ou os que aqui estejam ligados.

John Steinbeck (Noite Sem Lua)

Junho já tem autor já marcado.

Fiódor Dostoievski (O jogador)

Mas para julho fui gentilmente convidada. Serei eu pois a autora a falar da minha obra.

Henry Miller ( Trópico de Capricórnio) Gunter Grass (o gato e o rato)

Alexandre Herculano (o Bobo) Fernão Mendes Pinto (Peregrinação) Susan Sontag (o Amante do Vulcão) William Shakespeare ( O Mercador de Veneza) Luis Buñuel tradução de Mário Cesariny (Uma traição inqualificável) Bocage soneto. (O Poeta distante da sua amada) E finalmente Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa. (Odes) Como veem foi uma panóplia de grandes e famosos autores que por ali passaram naquela 1ª sexta de maio. Para acabar (como os sonetos) com chave de ouro, foi oferecido gentilmente a cada

Desejo receber comodamente, no endereço que assinalo, o semanário YES PAREDES

255 718 559 // assinaturas@yesparedes.pt

Obrigada Camara Municipal de Paredes por esta iniciativa. Paredes merece que a cultura mecha, que haja incentivos para vir, para ler, para aprender, para crescer. Com cultura sempre se chega mais além. Já nos bastou quarenta anos de obscurantismo. A cultura é a nossa maior riqueza. É bom investir nela. Todo o resto… é vazio, pó, cinza… nada. No próximo mês venham todos tomar comigo um café literário.


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Ricardos S... são os primeiros a avançar para as eleições da c Foi no plenário no dia 9 que Ricardo Sousa e Ricardo Santos apresentaram a sua disposiçao de se candidatarem à presidência da concelhia do PSD Paredes. O YES Paredes quis conhecer melhor os projetos e anseios destes dois militantes, que se apresentam às eleições que se realizarão no dia 9 de junho. Militante social-democrata há 25 anos, Ricardo Sousa, natural de Rebordosa, apresenta-se como candidato à presidência do PSD Paredes. Leia a entrevista e fique a conhecer a sua perspetiva sobre o atual momento político do concelho e as suas ideias para o futuro.

uma cada vez maior participação de todos os militantes e atraindo novos protagonistas.

YES: O que diferencia a sua candidatura em relação à outra que foi assumida no último plenário? RS: Esta candidatura não é de continuidade nem representa a continuidade de processos, é uma proposta com ideias. Esta linha terá sempre como contributo as ideias que todos querem expor para a dinâmica do partido que mobilizará o Concelho por nelas se rever.

YES: Já está há alguns anos na política. O que salienta neste percurso? Ricardo Sousa (RS): Sou Militante há mais de 25 anos. Comecei por ser Presidente do núcleo da Comissão Politica da JSD de Rebordosa, fui membro da Comissão Política da JSD Paredes e, posteriormente, presidente deste órgão. Integrei a Comissão Política Distrital da JSD Porto vários mandatos, tal como a Assembleia Distrital do PSD Porto vários mandatos. A nível local, destaco o facto de ter desempenhado as funções de secretário da Mesa da Assembleia Municipal de Paredes e ter assegurado a liderança do grupo parlamentar na bancada do PSD na Assembleia Municipal de Paredes.

YES: Sente o apoio dos militantes nesta sua candidatura. De que forma é que o mesmo é demonstrado?

YES: O que o leva a assumir a candidatura à concelhia do PSD Paredes? Ricardo Sousa (RS): Em função do que se passou ultimamente e face aos resultados obtidos, fui ouvindo os militantes, eleitores, e percebi que nos últimos anos o partido não esteve em sintonia com os Paredenses. Deste modo, entendi que me devia candidatar, estando aberto ao que for necessário para o melhor do partido, para inverter os resultados e retomar a liderança no concelho de Paredes. Gerir é tomar decisões e, por vezes, só a posteriori sabemos se foram boas ou não. Fomos penalizados pelas decisões menos boas e por não termos passado bem a mensagem das boas decisões que tomamos e das políticas que seguimos, sobretudo enquanto executivo camarário. Até porque cada vez está mais claro que do lado do Partido Socialista não há uma estratégia para o concelho! Os nossos militantes e os Paredenses em geral têm de sentir que estamos cá com projetos, que somos ousados e que venceremos!

YES: Quais são as principais ideias que pretende implementar enquanto presidente do Partido? RS: A nossa candidatura assenta em cinco pilares: Proximidade, Coesão, Pluralidade, Renovação e Responsabilidade. Pretendemos tornar o PSD mais próximo das pessoas (de quem se afastou nos últimos anos),

ouvindo-as, utilizando as suas sugestões e contribuindo para a resolução dos seus problemas. Queremos saber o que elas pensam, por exemplo, sobre a junção de freguesias. Não se trata de sermos a favor ou contra mas gostávamos de saber a sua opinião e fazer respeitar a sua vontade. Pretendemos reorganizar o partido no concelho, reativando ou criando núcleos em todas as freguesias; organizar um congresso concelhio com militantes a representar todas as freguesias para debater e definir diretrizes para o caminho a seguir, com apresentação de uma moção de estratégia. Queremos postar na formação política autárquica, através de cursos de formação autárquica, tendo em vista a qualificação da nossa intervenção política nos diversos órgãos autárquicos, a valorização dos quadros atuais e a promoção do aparecimento de novos quadros. Também organizar uma Convenção Autárquica Concelhia, onde tenham acento todos os autarcas eleitos no concelho de forma a mobilizar todo o partido para o partido partidário, e colaborar afincadamente com a JSD no intuito de cativar mais do que nunca jovens para o partido, propor-

cionando a criação e participação em eventos nas áreas politicas, sociais, culturais e desportivas. Pretendemos ser uma voz ativa no partido ao nível distrital e nacional, contribuindo para que o partido volte a liderar os destinos do país. Pretendemos melhorar a imagem do partido ao nível concelhio, através das redes sociais e promovendo uma relação salutar com os diversos órgãos de comunicação social, com uma presença forte e regular através de notas de imprensa e artigos de opinião, para que os próprios meios de comunicação sintam o mérito da sua divulgação; promover a presença das mulheres nas lides do partido, não por uma questão de quotas, mas pelo mérito que representam; aumentar o número de militantes no concelho. Pretendemos motivar a adesão ao PSD de novos militantes promovendo uma saudável relação com a sociedade civil, ao mesmo tempo que acolheremos antigos militantes que de uma forma ou de outra se foram afastando, sempre porque lhes é reconhecido o seu mérito participativo; promover debates com diversas individualidades da vida pública nacional e elevar os padrões de democracia interna, assegurando

RS: Sempre falei com os militantes de vários setores, freguesias, base ou com responsabilidade acrescida e este final corresponde ao que sentia e ao que me ia sendo transmitido há muito tempo. Chegou a hora de me propor a este caminho e penso que seremos capazes de recolocar o PSD a vencer. Mais uma vez reafirmo que a minha disponibilidade para construir um projeto mais amplo e igualmente importante para os Paredenses se mantém com quem estiver igualmente empenhado no bem comum na social democrática e servir Paredes.

YES: Para si, quais as principais razões para os maus resultados nas últimas eleições? RS: As eleições não se perdem no dia da eleição. Normalmente começam a perder-se (ou a ganhar-se) no dia seguinte à eleição anterior. É o desempenho nesse período de tempo que dita o resultado. O que acontece no dia das eleições é apenas o corolário dos acontecimentos. Há mais demérito de um partido que está no poder e perde as eleições do que mérito daquele que as vence. Foi isto que se passou em Paredes nas últimas eleições. Independentemente do esforço e do valor individual de cada candidato, ao não dar resposta às verdadeiras necessidades sentidas pelo Paredenses . Por outro lado, o trabalho partidário foi esquecido, descansando na atuação Municipal. A juntar a isto, o processo final não ajudou o concelho a acreditar numa nova forma, numa mudança e acabamos por não ser mobilizadores e não continuamos no poder.

YES: Levará a sua candidatura até ao fim, mesmo surgindo outras

candidaturas próximas do seu objetivo? RS: Por tudo o que apresentei, por mim estou disponível para levar esta candidatura até ao fim, mas, tal como decorre do que disse, em primeiro de tudo, estarei disponível para criar para o partido as melhores soluções possíveis para que este alcance os seus objetivos.

YES: Na sua opinião, como deve o PSD atuar estando na oposição? RS: O PSD deve ter uma atuação responsável, solidária até quando estiverem em causa investimentos a serem efetuados no nosso concelho, mas sobretudo exigente, deixando claro não ser nenhuma força de bloqueio, consigo próprio e com aqueles que neste momento estão no poder. Deve ser um PSD com o “trabalho de casa” bem feito, preparado para a qualquer momento e sobre qualquer assunto demonstrar aos paredenses que é uma alternativa forte, credível e competente.

YES: Ser líder da concelhia pode ser um passo de gigante para uma candidatura à presidência da Câmara. Como encara esse desafio? RS: Estamo-nos a candidatar a um mandato de dois anos que vão ser importantíssimos.Temos as eleições para o Parlamento Europeu, em que pretendemos ser a força mais votada no concelho e mostrar de uma forma clara que somos o maior partido, e as eleições Legislativas, em que, para além de sermos a força mais votada no concelho, pretendemos que o concelho de Paredes consiga estar devidamente representado na Assembleia da República. Creio que falar em nomes para futuras eleições é extemporâneo. O que faz sentido é trabalhar a partir do dia seguinte afincadamente, no sentido de serem criadas as melhores condições de apoio para que os melhores candidatos possam aceitar o desafio de serem os representantes do Partido nas eleições para os diversos orgãos autárquicos. YES: Deixe uma mensagem aos militantes. RS: Aos militantes, deixo-lhes uma mensagem de confiança na sua capacidade de contribuírem, porque são todos muito importantes. Temos em mão um projeto de reorganização do PSD no Concelho de Paredes, tendo como referência os desafios eleitorais que se desenham no horizonte, procedendo a uma profunda reestruturação dos métodos de trabalho e da ação política do partido no concelho, para


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concelhia de Paredes do PSD Militante social-democrata há 25 anos, Ricardo Sousa, natural de Rebordosa, apresenta-se como candidato à presidência do PSD Paredes. Leia a entrevista e fique a conhecer a sua perspetiva sobre o atual momento político do concelho e as suas ideias para o futuro.

YES: Já está há alguns anos na política. O que salienta neste percurso? Ricardo Sousa (RS): Sou Militante há mais de 25 anos. Comecei por ser Presidente do núcleo da Comissão Politica da JSD de Rebordosa, fui membro da Comissão Política da JSD Paredes e, posteriormente, presidente deste órgão. Integrei a Comissão Política Distrital da JSD Porto vários mandatos, tal como a Assembleia Distrital do PSD Porto vários mandatos. A nível local, destaco o facto de ter desempenhado as funções de secretário da Mesa da Assembleia Municipal de Paredes e ter assegurado a liderança do grupo parlamentar na bancada do PSD na Assembleia Municipal de Paredes.

YES: O que o leva a assumir a candidatura à concelhia do PSD Paredes? Ricardo Sousa (RS): Em função do que se passou ultimamente e face aos resultados obtidos, fui ouvindo os militantes, eleitores, e percebi que nos últimos anos o partido não esteve em sintonia com os Paredenses. Deste modo, entendi que me devia candidatar, estando aberto ao que for necessário para o melhor do partido, para inverter os resultados e retomar a liderança no concelho de Paredes. Gerir é tomar decisões e, por vezes, só a posteriori sabemos se foram boas ou não. Fomos penalizados pelas decisões menos boas e por não termos passado bem a mensagem das boas decisões que tomamos e das políticas que seguimos, sobretudo enquanto executivo camarário. Até porque cada vez está mais claro que do lado do Partido Socialista não há uma estratégia para o concelho! Os nossos militantes e os Paredenses em geral têm de sentir que estamos cá com projetos, que somos ousados e que venceremos!

YES: Quais são as principais ideias que pretende implementar enquanto presidente do Partido? RS: A nossa candidatura assenta em cinco pilares: Proximidade, Coesão, Pluralidade, Renovação e Responsabilidade. Pretendemos tornar o PSD mais próximo das pessoas (de quem se afastou nos últimos anos),

ouvindo-as, utilizando as suas sugestões e contribuindo para a resolução dos seus problemas. Queremos saber o que elas pensam, por exemplo, sobre a junção de freguesias. Não se trata de sermos a favor ou contra mas gostávamos de saber a sua opinião e fazer respeitar a sua vontade. Pretendemos reorganizar o partido no concelho, reativando ou criando núcleos em todas as freguesias; organizar um congresso concelhio com militantes a representar todas as freguesias para debater e definir diretrizes para o caminho a seguir, com apresentação de uma moção de estratégia. Queremos postar na formação política autárquica, através de cursos de formação autárquica, tendo em vista a qualificação da nossa intervenção política nos diversos órgãos autárquicos, a valorização dos quadros atuais e a promoção do aparecimento de novos quadros. Também organizar uma Convenção Autárquica Concelhia, onde tenham acento todos os autarcas eleitos no concelho de forma a mobilizar todo o partido para o partido partidário, e colaborar afincadamente com a JSD no intuito de cativar mais do que nunca jovens para o partido, proporcionando a criação e participação em eventos nas áreas politicas, sociais, culturais e desportivas. Pretendemos ser uma voz ativa no partido ao nível distrital e nacional, contribuindo para que o partido volte a liderar os destinos do país. Pretendemos melhorar a imagem do partido ao nível concelhio, através das redes sociais e promovendo uma relação salutar com os diversos órgãos de comunicação social, com uma presença forte e regular através de notas de imprensa e artigos de opinião, para que os próprios meios de comunicação sintam o mérito da sua divulgação; promover a presença das mulheres nas lides do partido, não por uma questão de quotas, mas pelo mérito que representam; aumentar o número de militantes no concelho. Pretendemos motivar a adesão ao PSD de novos militantes promovendo uma saudável relação com a sociedade civil, ao mesmo tempo que acolheremos antigos militantes que de uma forma ou de outra se foram afastando, sempre porque lhes é reconhecido o seu mérito participativo; promover debates com diversas individualidades da vida pública nacional e elevar os padrões de democracia interna, assegurando uma cada vez maior participação de todos os militantes e atraindo novos protagonistas.

YES: O que diferencia a sua candidatura em relação à outra que foi assumida no último plenário? RS: Esta candidatura não é de continuidade nem representa a continuidade de processos, é uma proposta com ideias. Esta linha terá sempre como contributo as ideias que todos querem expor para a dinâmica do partido que mobilizará o Concelho por nelas se rever.

YES: Sente o apoio dos militantes nesta sua candidatura. De que forma é que o mesmo é demonstrado? RS: Sempre falei com os militantes de vários setores, freguesias, base ou com responsabilidade acrescida e este final corresponde ao que sentia e ao que me ia sendo transmitido há muito tempo. Chegou a hora de me propor a este caminho e penso que seremos capazes de recolocar o PSD a vencer. Mais uma vez reafirmo que a minha disponibilidade para construir um projeto mais amplo e igualmente importante para os Paredenses se mantém com quem estiver igualmente empenhado no bem comum na social democrática e servir Paredes.

YES: Para si, quais as principais razões para os maus resultados nas últimas eleições? RS: As eleições não se perdem no dia da eleição. Normalmente começam a perder-se (ou a ganhar-se) no dia seguinte à eleição anterior. É o desempenho nesse período de tempo que dita o resultado. O que acontece no dia das eleições é apenas o corolário dos acontecimentos. Há mais demérito de um partido que está no poder e perde as eleições do que mérito daquele que as vence. Foi isto que se passou em Paredes nas últimas eleições. Independentemente do esforço e do valor individual de cada candidato, ao não dar resposta às verdadeiras necessidades sentidas pelo Paredenses . Por outro lado, o trabalho partidário foi esquecido, descansando na atuação Municipal. A juntar a isto, o processo final não ajudou o concelho a acreditar numa nova forma, numa mudança e acabamos por não ser mobilizadores e não continuamos no poder.

YES: Levará a sua candidatura até ao fim, mesmo surgindo outras candidaturas próximas do seu objetivo? RS: Por tudo o que apresentei,

por mim estou disponível para levar esta candidatura até ao fim, mas, tal como decorre do que disse, em primeiro de tudo, estarei disponível para criar para o partido as melhores soluções possíveis para que este alcance os seus objetivos.

YES: Na sua opinião, como deve o PSD atuar estando na oposição? RS: O PSD deve ter uma atuação responsável, solidária até quando estiverem em causa investimentos a serem efetuados no nosso concelho, mas sobretudo exigente, deixando claro não ser nenhuma força de bloqueio, consigo próprio e com aqueles que neste momento estão no poder. Deve ser um PSD com o “trabalho de casa” bem feito, preparado para a qualquer momento e sobre qualquer assunto demonstrar aos paredenses que é uma alternativa forte, credível e competente.

YES: Ser líder da concelhia pode ser um passo de gigante para uma candidatura à presidência da Câmara. Como encara esse desafio? RS: Estamo-nos a candidatar a um mandato de dois anos que vão ser importantíssimos.Temos as eleições para o Parlamento Europeu, em que pretendemos ser a

força mais votada no concelho e mostrar de uma forma clara que somos o maior partido, e as eleições Legislativas, em que, para além de sermos a força mais votada no concelho, pretendemos que o concelho de Paredes consiga estar devidamente representado na Assembleia da República. Creio que falar em nomes para futuras eleições é extemporâneo. O que faz sentido é trabalhar a partir do dia seguinte afincadamente, no sentido de serem criadas as melhores condições de apoio para que os melhores candidatos possam aceitar o desafio de serem os representantes do Partido nas eleições para os diversos orgãos autárquicos. YES: Deixe uma mensagem aos militantes. RS: Aos militantes, deixo-lhes uma mensagem de confiança na sua capacidade de contribuírem, porque são todos muito importantes. Temos em mão um projeto de reorganização do PSD no Concelho de Paredes, tendo como referência os desafios eleitorais que se desenham no horizonte, procedendo a uma profunda reestruturação dos métodos de trabalho e da ação política do partido no concelho, para conseguirmos os nossos objetivos.


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“Farei tudo o que está ao meu alcance para desenvolve de inércia, outra solução não me restará do que, junto das entidades judiciais competentes, solicitar a solução da questão.

Mariana Machado Silva, de 29 anos, natural de Vilela, é presidente da Junta de Vilela. Licenciada em Direito, a jovem autarca social-democrata, após as eleições que a levaram ao poder, tem econtrado dificuldades na formação do novo executivo. Nesta curta entrevista, fala-nos do problema, das expectativas para o futuro e dos projetos para a sua Terra.

YES: Na última Assembleia Municipal, o presidente da Câmara acusou-a de se vitimizar. Aceita esta acusação? MS: “Diz o roto ao nu: porque não te vestes tu?!”. Nos provérbios populares, por vezes, encontra-se facilmente a resposta a determinadas questões. O Sr. Presidente de Câmara é o exemplo vivo da definição de vitimização, usando e abusando da responsabilidade de terceiros para justificar as suas escolhas atuais. Essa acusação, vinda de quem vem, é uma não questão.

YES: Quais foram as razões que a levaram a candidatar-se à presidência da Junta de Vilela? Mariana Silva (MS): O meu amor por Vilela e pelas pessoas da terra nasceu cedo. Tenho orgulho de pertencer a uma família de grandes mulheres, que me ensinaram que a vida só faz sentido quando partilhada. Com esses princípios, alicercei a minha personalidade, tentando abraçar as causas públicas e participando ativamente no associativismo local. Nos quatro anos que precederam as últimas eleições, fui também Presidente da Assembleia de Junta de Freguesia. No desempenho do mencionado cargo, pude inteirar-me sobre o funcionamento da Junta e ajudar na resolução de diversas questões. Com o convite que me foi endereçado, acreditei que poderia ser uma mais-valia para os vilelenses e dessa forma surge a candidatura à Presidência da Junta.

YES: Muitos a acusam de ter sido “utilizada” nas eleições, para que o anterior presidente da junta pudesse continuar. Como responde a estas acusações? MS: Quando não se sabe: inventa-se! É a única observação que me ocorre tecer quando confrontada com essas acusações. Ao longo da minha vida, sempre me esforcei para conseguir alcançar objetivos pelo mérito pessoal. Da mesma forma que valorizo o trabalho e a dedicação, seria incapaz de me sujeitar a imposições de poder. O Sr. Cruz foi um grande Presidente de Jun-

YES: Como analisa a ação da oposição, PS e CDS, neste caso. E já agora o que espera deles para o futuro?

ta, mas a minha candidatura surge com ideias próprias, prioridades distintas e pessoas novas, como os tempos assim exigem. Quis constituir uma lista que contemplasse a experiência passada e o engenho das novas gerações e apenas nessa prospetiva tentei rodear-me dos melhores. Não me arrependo das escolhas que fiz e tenho orgulho nas pessoas que me acompanham.

YES: Venceu as eleições mas não conseguiu formar executivo. Quais foram as principais razões para não ter conseguido o consenso entre as forças partidárias? MS: A oposição vilelense estava convencida que, à

semelhança do governo, seria possível destronar a Presidente da Junta com uma coligação improvável. Com base numa falsa premissa, ainda durante a campanha eleitoral, selaram acordos e assumiram compromissos para que, em conjunto, pudessem alcançar a tao desejada maioria. É praticamente impossível obter consensos quando as partes envolvidas não estão dispostas a “negociar”. Como diversas vezes já referi, com o voto favorável dos membros do PSD, o cargo de primeira vogal foi atribuído à segunda da lista do PS (porque o candidato recusou o mesmo). Claro está que, face a esta coligação entre oposições - publicamente assumida - uma junta tripardidária me colo-

caria numa posição de total subjugação, pelo que essa não será uma opção. Sinto que fiz o que estaria ao meu alcance para desbloquear esta situação forçada por razões que ultrapassam a própria razão, mas depende de todos a ponderação de valores em causa!

YES: Sabendo que a freguesia está a ser prejudicada com este impasse, o que vai fazer para resolver este problema? MS: A resolução do “problema” está nas mãos de quem o criou. A oposição só pode e deve fazer uma de duas coisas: ou viabilizar o executivo e deixar-me trabalhar, ou provocar novas eleições! Caso a oposição assuma uma posição

MS: A oposição embarcou por um caminho afunilado. Espero que tenham a capacidade de refletir sobre o que é melhor para a freguesia, sem condicionalismos políticos, pré-formatações ou cegueiras extremistas. O legislador, ao alterar propositadamente a lei, quis que o Presidente de Junta tivesse a autonomia para propor os membros com os quais poderia trabalhar. A lei deve ser interpretada e não apenas lida.

YES: Vai deixar esta situação prolongar-se até ao final do mandato? Ou pode garantir aos Vilelenses que a mesma será resolvida brevemente? MS: Não posso comprometer-me com prazos porque a resolução do empasse não depende unicamente de mim. O que posso garantir aos vilelenses é que, independentemente da composição da junta de freguesia e do regime de governação aplicado, darei sempre o melhor de mim a pensar no bem-estar coletivo! Nunca tomarei decisões egoístas e farei tudo o que está ao meu alcance para desenvolver a nossa freguesia e unir a população!


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Paredes

Sociedade

er a nossa freguesia e unir a população!” Mariana Silva da terra, participamos ativamente na divulgação de propostas de emprego nas redes sociais, criamos um formulário para os diversos prestadores de serviço da terra possam apresentar o seu trabalho, informatizamos os serviços de modo a que as declarações possam ser entregues na hora, alargamos o horário de funcionamento da Junta de Freguesia, aproximando-nos das necessidades da população... Estes são exemplos do que tem sido feito, sendo certo que muito mais virá.

YES: Caracterize a freguesia a nível associativo. De que forma a Junta de Freguesia apoia essas associações?

Como citei na Assembleia Municipal, “não é o trabalho, mas o saber trabalhar, que é o êxito no trabalho”.

YES: Que prejuízos podem advir para a freguesia com esta gestão por duodécimos? MS: A atividade da Junta de Freguesia fica manifestamente condicionada, mas a Junta não está obrigada a uma governação por duodécimos, mas sim de gestão. Tudo o que for urgente e inadiável será feito! Todos os atos de gestão ordinária serão garantidos! As obras que a Junta não poderá fa-

zer são da responsabilidade da Câmara Municipal! O prejuízo causado não diz diretamente respeito ao funcionamento da Junta, mas ao povo de Vilela e às suas Associações que deixaram de receber os auxílios monetários que tanta diferença fazem para um crescimento e desenvolvimento efetivo das suas atividades.

nencialmente nos últimos 12 anos e uma freguesia que tem todas as condições para continuar a crescer e a demonstrar o seu valor no concelho e no país!

YES: Como é que encontrou a freguesia de Vilela?

MS: Senti, neste últimos meses de governação, que os vilelenses ansiavam por eventos diversificados, culturalmente enriquecedores e capazes de reunir e unir a população. O trabalho

MS: Encontrei uma freguesia de gente forte, dedicada e apaixonada! Uma freguesia que evoluiu expo-

YES: Para si quais são as maiores necessidades da freguesia na atualidade? Sintetize os objetivos do seu mandato.

desenvolvido até agora tem demonstrado que é possível mudar mentalidades e renovar a forma de atuação de uma Junta de Freguesia. Já deixamos uma marca em todas as áreas em discussão. Incrementamos práticas de desporto com caminhadas semanais, promovemos conferências vocacionadas para empresários, associações e instituições (no próximo dia 17 de maio decorrerá uma conferência sobre o alcance do novo regulamento de proteção de dados), criamos um núcleo de trabalho mensal com todos os representantes das associações

MS: Desde que tomei posse, tenho vindo a reunir mensalmente com os representantes das diversas associações da terra. Com um grupo de trabalho coeso e dedicado, sinto que foi constituído o elo de ligação entre todos. A Junta de Freguesia, neste momento, orgulha-se de fazer parte de uma equipa de pessoas capazes e extremamente competentes e que trabalham a pensar unicamente nas pessoas.

YES: Aproveitando a altura festiva na Terra, deixe uma mensagem final. MS: Aproveitando as festas, não posso deixar de dizer um muito obrigada a todos os festeiros, que muito trabalharam para chegar a este momento. À restante população reitero o que tenho transmitido: Juntos construímos um futuro.


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Freguesia em destaque: Vilela

Festividades em honra de Nossa Senhora da Hora Críticas à forma de estar na política dominam discursos

P

ossivelmente iniciado no séc. XVIII, o culto a Nossa Senhora da Hora em Vilela tornou-se popular entre as grávidas, que pediam proteção no parto. As mães, agoniadas com as doenças dos filhos, também evocavam a santa para obter a recuperação da saúde das crianças. Às grávidas que imploravam à Virgem “uma horinha curta e boa” no parto e às mães aflitas, juntavam-se as estéreis ansiosas por conceberem o desejado filho, os solteiros que pretendiam arranjar namoro…  Os casais e namorados vinham beber um pouquinho de água de cada uma das sete bicas da Fonte para casarem, pois, segundo a crença, conseguiriam assim concretizar o desejo de casamento. Também os casados rogavam pela felicidade, os doentes suplicavam a cura, os tristes e oprimidos pediam para se libertarem… Assim, a Virgem passou a acudir a todos os males, sendo muitos os que ali vinham para cumprir

promessas, em sinal de agradecimento por serem ouvidos em horas de enorme aflição. As promessas dos devotos eram semelhantes àquelas feitas a outros santos, destacando-se a realização de um determinado percurso à volta da Igreja, de joelhos, em caráter penitencial. Outros ofereciam à divindade figuras em cera de partes do corpo que tinham sido curadas, sob sua proteção. Também era usual os lavradores oferecerem produtos cerealíferos e hortícolas. Todas as ofertas eram guardadas no edifício situado no lado esquerdo da antiga Igreja Matriz, onde ainda se poder ler ‘Casa dos Milagres’. As festividades em honra da Virgem realizam-se 40 dias após a Páscoa. Este ano a 11, 12 e 13 de maio, o fim de semana mais próximo da data certa. Durante várias décadas, a festa realizou-se na quinta-feira da Ascensão, mas, desde 1995 que passou a ser ao fim

de semana. Uns consideram positiva a mudança, outras dizem que a mística da festa se perdeu. O que não se perdeu

foi o culto à Nossa Senhora da Hora. Esse continua fortemente associado às mães e ao momento do parto, pelo que são muitas as mulheres grávidas ou com os filhos ao colo que vêm de várias localidades à festa de Vilela. A vertente religiosa é muito forte e começa logo na quarta-feira antes, com a novena na capela de Nossa Senhora da Hora. A procissão de velas, à sexta-feira, realiza-se de dois em dois anos apenas, apresentando uma divisão em cinco procissões, que partem de cinco lugares diferentes da freguesia. A Eucaristia em honra da Virgem, celebrada no domingo da festa, é um dos pontos altos. A vertente religiosa termina com a procissão, que integra 7 andores.

Arraial de S. José foi a grande novidade

GRUPO

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Além desta festa, Vilela celebrava, na altura do dia do pai,

a festa de S. José no lugar com o mesmo nome do Santo. No entanto, esta deixou de existir há cerca de duas décadas, deixando a população desgostosa. A Comissão de Festas quis colmatar essa lacuna e devolveu a vida à tradição com um arraial. Célia Rocha, da Comissão de Festas, explica que a ideia foi “unir as pessoas, que ficaram sem a Festa de S. José”, e criar elos com a paróquia e as festas. “Vamos ver se nos próximos anos dão continuidade a esta nossa ideia”, espera. Leilões, jantares, peditórios e cantares de Janeiras têm sido algumas das iniciativas para conseguir fazer face ao orçamento das festas, que ronda os 50000 euros. A Comissão de Festas, para além do pároco de Vilela, Padre Paulo Pinto, integra outros vilelenses: Célia Rocha, José Portelinha e Ricardo Pinto… Ao todo são dezassete elementos, “mas quem comanda o grupo são as mulheres”, diz Célia,

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Freguesia em destaque: Vilela

PROGRAMA SEXTA: 11 de Maio Procissão de Velas com saída de 5 locais da freguesia. 21h – Maninho 21h15 – Valcarreiras 21h15 – Boa Vista 21h15 – Aldeia Nova 21h45 – Capela da Senhora da Hora 22H30 – Concerto Sons do Minho

23h45 – Sessão de Fogo de Artíficio SÁBADO: 12 de Maio 22h – Espetáculo Musical com A CONQUILHA 23h45 – Sessão de fogo de artíficio

que nos explicou que, normalmente, a comissão é nomeada, mas, como no ano passado não houve comissão, “reuniram um grupo de mulheres e convidaram-me… Acho que não havia gente suficiente e angariamos cinco homens… Começamos a trabalhar em outubro. E mantivemos o grupo de dezassete pessoas. O Padre é o presidente, o senhor Portelinha é o procurador, eu sou a secretária e o Ricardo que é o tesoureiro e juiz. Temos a juíza e os restantes são mordomos”, explica. Apesar de todos ajudarem, a organização passa pelo trio Célia, José e Ricardo. Célia afirma que não é fácil trabalhar com muitas pessoas, mas  as reuniões com todos os elementos ajudam. O certo é que têm conseguido levar a bom porto este trabalho: “Foi traçado um caminho desde o início, que começou no passeio a Fátima no dia 8 de dezembro e continuou com muitos jantares, cadernetas, bilhetes, patrocínios, peditórios... Vivemos numa altura de crise e as comissões de festas padecem com isso. Há uns anos atrás, era mais fácil, mas felizmente correu muito bem. Tivemos muito apoio das gentes de Vilela, e podemos dizer que temos o dinheiro

todo para a festa, fruto do trabalho, mas também da ajuda das pessoas”, regozija-se. A última semana de trabalho será certamente a mais intensa, mas, sem o problema financeiro, acredita que será mais fácil. Tendo em conta que começaram apenas em outubro, o resultado é extremamente positivo. “Imagine se começássemos mais cedo, rebentávamos as festas todas aqui das redondezas”, diz Célia, em tom de brincadeira. Apesar de não terem arriscado contratando “ nomes mais sonantes”, esta Comissão acredita que vai ser um festa bonita. “Quem é de Vilela vive muito esta festa, é a única. O que fica realmente é o convívio diário, e isso cria laços entre as pessoas”, afirma, com satisfação. A festa costuma ser, de facto, muito participada, com muita gente de fora. As antigas Festa de S. Tirso e de S. José convergiram numa só, o que faz com que as pessoas não queiram perder o evento festivo. “Esta é uma das primeiras festas das redondezas. Abre as festas, por isso cria também muita expectativa. É uma festa que marca a diferença entre a chuva e o sol”, remata.

00h – Concerto NÉMANUS

DOMINGO: 13 de Maio 09h – Receção da BANDA DE VILELA 11h – Eucaristia no Mosteiro de Vilela 15h – Atuação da BANDA DE VILELA 18h – Procissão em honra da Senhora da Hora 20h – Passagem a nova comissão para 2019 21h30 – Concerto de EDUARDO SANTOS 22h30 – Concerto de VITÓRIA SILVA 23h45 – Sessão de fogos de artifício


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Equipa em destaque: USC Baltar

Baltar: a melhor defesa, o segundo melhor ataque e o melhor marcador da série

época que correu de acordo com as nossas expectativas. Foi para alcançar este objetivo que formámos a equipa e, por isso, não contávamos com menos do que isto. Os jogadores e o treinador foram incansáveis e estão de parabéns.

Isidro Almeida, de 39 anos, natural de Baltar, é atualmente o presidente do União Sport Clube de Baltar. Nesta edição, destacamos o emblema que conseguiu assegurar o segundo lugar da Segunda Divisão, Série 1, que dá acesso à fase de subida.

Yes: Quais são as perspetivas para este minicampeonato que vão disputar?

Yes Paredes (Yes): Quando e como começou a ligação ao Baltar? Isidro Almeida: A ligação ao Baltar começou há cinco anos aquando da formação da equipa sénior do clube. Foi criada uma comissão administrativa e nasceu a equipa sénior. Foi um ano especial, porque, nesse ano, subimos logo de divisão. Há cerca de um ano assumi o cargo de Presidente do clube, com objetivo de elevar o clube a níveis mais elevados. Era preciso mais ambição neste clube e eu vim ajudar nesse sentido.

Yes: Quais foram os principais desafios que teve enquanto presidente ao longo deste ano? I.A: O principal desafio deste ano foi formar a equipa competitiva como ela é atualmente. Assumimos desde o primeiro minuto a subida de divisão e formámos a equipa para alcançar esse objetivo. O outro objetivo fundamental é a criação de um novo campo. Batemo-nos todos os dias para ter aquele campo, que é essencial para este clube.

Yes: Como está a situação do novo complexo do Baltar? I.A: Foi-nos prometido que o estádio era inaugurado em agosto e é nisso que tentámos acreditar. É muito difícil andar “com a casa às costas” e a falta

I. A: O objetivo é ficar em primeiro lugar e ser campeão. Com a equipa que temos somos capazes de atingir esse objetivo. O treinador e os jogadores também são muito ambiciosos e é para isso que já estão a trabalhar. de um bar, para exploração do clube, faz muita diferença. Em termos de faturação, no final do ano, em termos de orçamento tira-nos uns milhares de euros. Aproveito para agradecer ao Sr. Teixeira, do bar, que tem sido uma pessoa formidável connosco, e ao Felisberto Silva ex-presidente pela ajuda que tem dado à atual direção. A construção deste complexo não é apenas importante para o clube, mas também para a freguesia de Baltar, porque vamos conseguir estar a lutar com equipas que já estão em patamares muito superiores. Os pais dizem-nos constantemente que estão cansados desta situação e nós já não sabemos o que lhes dizer. Nós não temos mais para lhes dar. Este ano demos equipamento a todos os jogadores de todos os escalões, para os cativar e não os deixar ir embora, mas já não chega para o próximo ano. Se o complexo não estiver pronto no início da próxima época, o clube pode terminar.

Yes: Quantos atletas tem o clube e quais são os escalões que envolve? I. A: O clube tem perto de uma centena de atletas e abrange todos os escalões, desde os sub 10, infantis, iniciados, juvenis, juniores e seniores. A maioria dos atletas são de Baltar. Na equipa sénior, mais de metade do plantel passou pela formação do clube e é do concelho de Paredes.

Yes: Como carateriza o Baltar? I. A: Ao nível das camadas jovens, somos um dos clubes com menos atletas, mas isso deve-se à falta de instalações. Começamos uma época sempre inferiorizados em relação aos outros, porque as nossas condições são muito reduzidas em relação às outras equipas do concelho. Nós fazemos um esforço enorme para ter estes miúdos, mas também temos de lhes agradecer a eles e aos pais, porque também fazem muitos sacrifícios. Prometemos-lhes que era só mais este

ano e que, na próxima época, já iríamos para o nosso campo e se isso não se concretizar, não sei o que vai acontecer às nossas camadas jovens. Estamos a suportar custos que não conseguimos suportar mais nenhuma época.

Yes: Qual é a principal ambição deste projeto? I. A: Em relação à formação, o objetivo é manter todos os escalões, mas com mais miúdos. Com o novo campo não tenho dúvidas que o número de atletas vai aumentar para o dobro. Em termos de equipa sénior, é voltar a subir já na próxima época. Vamos manter esta equipa e, para o ano, atacar novamente a subida de divisão.

Yes: Que avaliação faz desta época do Baltar? I. A: Nós festejámos pouco, porque ainda não sabemos o que vai acontecer. Mas temos ambição e acreditamos que vamos subir de divisão. Foi uma

Yes: Qual é o balanço que faz deste ano como Presidente? I. A: É um balanço muito positivo. Tenho de agradecer a todos os sócios do Baltar, aos adeptos e aos jogadores. É também muito importante agradecer aos patrocinadores, porque sem eles não conseguíamos, e à Câmara Municipal, pela ajuda na construção do complexo. Continuamos a acreditar e confiar na promessa que nos fizeram.

Yes: Já estão a pensar na próxima época? I. A: Sim, já estamos a trabalhar nesse sentido. A ideia é reunir com o treinador no fim da época, para dar continuidade ao projeto, porque ele faz parte deste projeto e tem feito um bom trabalho, vamos para o vigésimo segundo jogo sem perder. Custou cativar estes jogadores para este projeto, mas eles têm sido incansáveis e contámos com todos para a próxima época.


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Paredes

Equipa em destaque: USC Baltar

A exigência do treinador que já conseguiu um feito histórico Joel Fernando Moreira de Oliveira, de 37 anos, é o treinador da equipa sénior do União Sport Clube de Baltar. O técnico, natural de Lordelo, já tinha alcançado o feito histórico de subir a equipa, depois de 13 anos sem plantel de futebol sénior. A subida aconteceu em 2015 e três anos depois os baltarenses voltaram a festejar. A ligação de Joel Oliveira ao futebol começou aos nove anos, por influência de um tio. O Nun’Álvares foi o primeiro

clube que representou, mas Valonguense, Guimarães e Penafiel fazem parte do currículo da formação. Enquanto sénior a estreia deu-se ao serviço do Penafiel, mas também alinhou pelo Padroense, Baltar, Nun’Álvares, Valonguense, Caíde, Barrosas e Alfenense, onde terminou a carreira de jogador com 27 anos. O percurso como treinador começou em 2007 com a formação, mas foi no Baltar que se estreou como treinador da equipa sénior. Quando confrontado com as mudanças que trouxe ao clube que representa, Joel Oliveira reconhece: “No primeiro ano que cheguei aqui conseguimos subir de divisão.

O Baltar não tinha equipa sénior há 13 anos e conseguimos o acesso à subida de divisão. Acho que isso demonstra a ambição e vontade de vencer que quisemos impor nesta equipa. O Baltar já esteve em divisões superiores e é para lá que deve voltar.” A ligação entre treinador e jogadores ainda é recente, mas é evidente a união e boa-disposição no balneário, tal como reconhece Joel Oliveira: “É um plantel jovem, unido e amigos uns dos outros. Apesar de ainda

não se conhecerem bem, porque só começaram a trabalhar juntos no início da época dão-se todos muito bem. O misto entre atletas jovens e jogadores com alguma experiência enriquece a equipa. Neste momento estão numa fase de diversão e mais desinibidos pelo que já alcançámos.” O técnico baltarense considera que a “disciplina e organização são as caraterísticas chave do trabalho” e admite que “Eu não sou exigente só com o meu plantel, mas também comigo mesmo. Eu dou o melhor para que a situação esteja totalmente organizada, porque, na minha opinião, sem organização as coisas não correm bem.”

O Baltar conseguiu atingir o objetivo principal, o acesso à fase de subida, meta de extrema importância para o clube: “O objetivo interno sempre foi a subida de divisão e estou muito feliz por termos conseguido alcançá-lo. Quando aceitei o convite para vir treinar o Baltar foi com o intuito de conseguir a subida de divisão e estou muito feliz por termos conseguido. Agora vamos disputar o minicampeonato e faremos de tudo para vencer todos os jogos.” A equipa de Joel Oliveira vai terminar o campeonato em segundo lugar, até ao momento, com apenas 4 empates e 2 derrotas. Um percurso “quase imaculado” que o treinador justifica com “muito trabalho. Nós temos trabalhado muito, treinámos às 22h, num campo emprestado e não é fácil. É um sacrifício enorme que todos os jogadores estão a fazer e o trabalho é deles. Eu já lhes disse que 90% deste trabalho é deles. Acho que é de louvar o campeonato que estamos a fazer.” Assim sendo, o balanço da época só pode ser “bastante positivo. Era isto que tinha planeado, sabia que ia encontrar equipas competitivas, num campeonato onde sete ou oito clubes assumiram a luta pela subida desde o início, e nós conseguimos superar as expectativas e ficar à frente de todas essas equipas.” Quanto ao minicampeonato que o Baltar vai disputar, o treinador não quis fazer revelações, mas garante: “Estou a preparar o plantel para essa etapa que ai vem. Nestes últimos jogos tenho dado descanso aos jogadores mais utilizados e tenho dado minutos e ritmo de jogo aos restantes atletas. Os jogadores treinam a época inteira e trabalham para dar competitividade à equipa, por isso, é mais do que merecido. Eu fico mais chateado do que eles por não lhes poder dar mais tempo de jogo, porque eles estão aqui é para jogar. Acho que temos uma equipa bem estruturada e com muitas hipóteses de fazer bons resultados neste minicampeonato.” Em relação à próxima época Joel Oliveira considera que ainda está tudo em aberto, mas garante que o objetivo é “dar seguimento ao projeto.” Cristina Borges redacao@yesparedes.pt

Sétima subida consecutiva na carreira Marco Aurélio de Oliveira Clemente, natural de Santo Tirso, é o capitão da equipa sénior do Baltar. O defesa central tem 38 anos, mas começou a jogar futebol aos nove, no Tirsense, onde fez a formação.

tunidade nos jogos. Eles sabem que às vezes não é fácil, mas não desistem e dão motivação aos mais experientes continuarem a trabalhar. Com esta qualidade e experiência, sem dúvida nenhuma, este plantel é

Já como sénior, Marco Clemente representou vários emblemas. São Martinho, Regilde, Vilarinho, Ataense, Ermesinde e Folgosa da Maia são alguns dos clubes que tem no currículo, mas é no Baltar que alinha desde o início da época. Marco pensou terminar a carreira no fim da temporada anterior, mas o convite do Baltar e o “bichinho do futebol” foram mais fortes. Sobre a chegava o defesa central confidencia: “Quando vim para aqui era um desconhecido, mas como sou um jogador experiente procurei incutir neles, jogadores jovens e com ambição, vontade de fazer algo bonito pelo Baltar. A equipa motivou-se e conseguimos formar um bom grupo e um bom balneário. Também temos de dar os parabéns ao treinador, que teve de criar uma equipa nova e coube-lhe a ele o trabalho de formar este grupo, está de parabéns porque fez um ótimo trabalho.” Capitão da equipa baltarense pela primeira vez, Marco Clemente assume a importância da braçadeira: “É uma responsabilidade ser-se um líder, acima de tudo, ser o primeiro a dar o exemplo. É preciso comandar o grupo e ter obrigações extras, mas aqui é fácil desempenhar esta tarefa, porque temos um bom grupo e as coisas fluem naturalmente.” Jogador de futebol há 19 anos, experiência é caraterística que não falta ao defesa-central, assim como a grande parte do plantel do Baltar: “A nossa equipa tem um misto de qualidade e de experiência. Temos jogadores da formação, que querem aprender e que trabalham muito nos treinos, para conseguir ter opor-

claramente capaz para estar a disputar outras divisões.” A equipa “respira saúde”, como afirma o capitão depois de alcançar o principal objetivo: “O objetivo principal foi conquistado, tudo indica que está garantido, mas ainda não temos a certeza. Eu já ando há muitos anos no futebol e acredito piamente que o Baltar no próximo ano vai estar na 1ª Distrital. Além disso, vamos continuar a sonhar em ser campeões. A equipa está muito bem preparada para disputar este minicampeonato que aí vem. O plantel está extremamente motivado e vai lutar até ao fim para trazer o título de campeão para Baltar.” Esta é já a sétima subida consecutiva na carreira de Marco. Sobre o segredo para o sucesso, o capitão responde: “Eu às vezes digo que nós caímos nas equipas certas, mas a verdade é que é preciso trabalhar muito. Temos de deixar a família, os filhos, abdicar de saídas e tudo custa, mas quando se entra num projeto é para mostrar que temos qualidade e personalidade para alcançar o objetivo que se ambiciona. Isso tem de acontecer em tudo na nossa vida. Temos de ser competitivos e ambiciosos. Em todos os clubes por onde passei sempre lutámos por andar nas classificações cimeiras e felizmente tem corrido bem.” Sobre o futuro, Marco Clemente assume: “Ainda não sei se vou continuar a jogar, mas sinto-me com capacidades para o fazer. Acho que não sou mais um no plantel, mas sim mais um para ajudar e, neste momento, não penso no abandono.”


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Sociedade

Paredes com duas Equipas de Intervenção Permanente para combate a incêndios e socorro à população

Secretário de Estado na assinatura do contrato de reconstrução e ampliação da Capela Mortuária de Recarei

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, assinou, hoje, em Fornos de Algodres, os protocolos da constituição das novas 79 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários e as Câmaras Municipais. O Concelho de Paredes terá

O Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, homologou, dia 3 de maio, em Recarei, o Contrato de Reconstrução e Ampliação da Capela Mortuária de Recarei. O Governante considerou de “vital importância esta obra que vai beneficiar a população de Recarei”. O presente contrato de financiamento agora assinado pela Junta de Freguesia de Recarei, a DGAL e a CCDRN, representa “muito para Recarei. Esta é uma obra que dá resposta aos problemas de utilização do espaço reclamados pela população”, sublinha o presidente da Junta local, Belimiro Sousa. A intervenção nesta obra, no valor total e 99.981,55 €, comparticipada a 50% ao abrigo do contrato assinado será de 49.990,78 €, sendo os restantes 70% suportados pela Junta de Freguesia de Recarei e pela Câmara Municipal de Paredes.

duas EIP nos quartéis dos Bombeiros de Baltar e de Paredes. Os protocolos foram assinados pelo Vereador da Proteção Civil do Município, Elias Barros, e pelas direções dos Bombeiros Voluntários de Baltar e Paredes. As EIP são compostas por cinco elementos, em regime de permanência e têm como missão assegurar serviços de com-

bate aos incêndios, de socorro à população local em caso de incêndios, inundações, desabamentos de terras, abalroamentos e em todos os acidentes ou catástrofes. Refira-se que os custos de funcionamento das EIP são divididos em partes iguais, pelo município e pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

14 novos investimentos industriais de 15 milhões de euros que vão criar 200 postos de trabalho A Câmara de Paredes celebrou 14 contratos de investimento, no valor global de cerca de 15 milhões de euros, criando cerca de 200 empregos. “São cerca de 200 novos postos de trabalho e essa é uma das premissas para haver estes apoios”, comentou o presidente Alexandre Almeida. A cerimónia decorreu, dia 2 de maio, nos Paços do Concelho e os contratos assinados garantem às empresas

facilidades no licenciamento das instalações, por parte da autarquia, e vantagens nos impostos municipais. Refira-se que os 14 investimentos abrangem empresas dos setores do mobiliário, maquinaria industrial, turismo, pneus e automóveis, entre outros. “O mérito destes investimentos é todo dos empresários”, frisou Alexandre Almeida, enquanto agradecia a confiança dos investidores que vão ser distribuídos pelas

zonas industriais de Lordelo, Rebordosa e Parada-Baltar, diversificando as apostas no contexto do território concelhio. O autarca Alexandre Almeida, destacou, ainda, que “os vários dos contratos celebrados têm a ver com empresas de fora do concelho que decidiram investir em Paredes. Indicou, a propósito, uma empresa de Paços de Ferreira que vai agora investir cerca de quatro milhões de euros em Lordelo, Paredes”.

“São estes investimentos em obras de proximidade que Câmara de Paredes está focada em apoiar”, refere Alexandre Almeida, presidente da Câmara Municipal de Paredes. Para o autarca, “a reconstrução e ampliação da Capela Mortuária de Recarei e da requalificação da zona envolvente é um bom exemplo de um investimento que não é muito grande, mas que resolve um problema que é muito caro às pessoas, que se prende com a organização interna e o bom funcionamento do cemitério”. Alexandre Almeida, refere que “a preocupação enquanto autarca e a do meu Executivo é mesmo essa, resolver os problemas à comunidade, é isso mesmo o que temos vindo a privilegiar nestes 6 meses que já levamos de mandato”.

Alunos de Cristelo visitam Ecocentro e Centro de Transferência local

O Ecocentro e Centro de Transferência de Cristelo vai receber a visita dos alunos do 8.º ano da escola EB 2/3 de Cristelo, nos dias 8 e 10 de maio. As visitas de estudo, dirigidas à comunidade escolar e ao público em geral, visam sensibilizar e consciencializar a população para as boas práticas ambientais, para a importância da conservação e sustentabilidade e em particular para os impactos das ações humanas sobre

o ambiente e a alteração de comportamentos, sobretudo em relação ao destino a dar aos resíduos urbanos. Refira-se que o ecocentro funciona como um laboratório ao ar livre, onde os visitantes podem conhecer “in loco” os diferentes processos de valorização de resíduos e constatar o funcionamento do sistema de recolha de resíduos, as instalações, a estação de triagem e a fábrica de briquetes.


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Paredes

Desporto

Hóquei em patins está de regresso ao USC de Paredes

F

oi em Dezembro de 2017, na comemoração do 93º aniversário, que Pedro Silva anunciou a reativação da secção do hóquei em patins, no União Sport Clube de Paredes. Cinco meses depois, o Yes esteve novamente presente num dos momentos marcantes da história do clube, a apresentação da secção de hóquei em patins.

O treinador... Diogo Pereira vai ser o treinador da equipa sénior do hóquei em patins do União Sport Clube de Paredes. Natural de Sobreira, Diogo iniciou o percurso como jogador na Casa do Povo da Sobreira, mas foi em Valongo que fez todo o trajeto de formação. Regressou à terra onde nasceu para iniciar o percurso como treinador e conta já com vários prémios na carreira.

A apresentação aconteceu na Casa da Cultura, em Paredes, no dia 4 de maio. No evento estiveram presentes várias figuras da história do hóquei paredense, que conta com uma tradição muito antiga no concelho. Rui Orlando foi um dos presentes na cerimónia e admitiu que “causa arrepio recordar os momentos que vive ao serviço do hóquei neste clube, as sobretudo, uma enorme saudade, porque vivi momentos absolutamente marcantes na minha vida.” Também António Costa relembrou os tempos passados da modalidade e não quis deixar de parabenizar a atual direção do clube pela “coragem de ousar desenvolver este sonho e torna-lo realidade novamente.” A cerimónia despertou muitas das emoções vividas ao longo dos anos no hóquei em patins da cidade de Paredes, que regressa ao clube quinze anos depois. Quem também regressa a casa é Néné Magalhães, o “filho da terra” como foi apresentado na cerimónia foi o único jogador a ser revelado da próxima equipa de hóquei em patins do Paredes. Atualmente a representar o rival AD Penafiel, Néné Magalães conta já com larga experiência na modalidade e prepara-se para disputar o Campeonato Nacional da 3.ª Divisão já na próxima temporada, ao serviço do

Este é um novo desafio na vida de Diogo Pereira que mostrou grande satisfação: “Foi um desafio que eu aceitei com muito agrado. É um voto de confiança do União de Paredes na minha pessoa e resta-me retribuir com empenho na pista semanalmente. Contribuir com sucesso, com trabalho e, acima de tudo, com vitórias. É um trabalho com alguma dificuldade tendo em conta que a equipa é nova e os jogadores não se conhecem, isso acumula ainda mais dificuldade no trabalho, mas sem trabalho não se faz nada.”

“clube do coração.” Na próxima época, o União Sport Clube de Paredes terá equipas de sub 13, sub 15 e escolinhas. O responsável pela secção do hóquei em patins do clube será Carlos Seabra que admite que “este era um sonho antigo, porque o hóquei me diz muito, já que foi o desporto que pratiquei ao longo da minha vida.” O também Vice - Presidente do clube traça como principais objetivos “fazer renascer o hóquei que sempre teve tradição na cidade de Paredes e também dar aos jovens a possibilidade de praticar esse desporto.” Apesar de não fazer grandes promessas Carlos Seabra admite: “É importante não tirar os pés do chão e traçar

o percurso tranquilamente. No entanto, sempre que no União começamos algum projeto é para vencer e estamos aqui é para ganhar.” Para o desenvolvimento do projeto foi necessário um grande esforço da direção do União Sport Clube de Paredes, que Pedro Silva considera como “ambição secreta que durante muitos anos andou longe da vista, mas perto do coração dos paredenses.” O Presidente do clube assume as dificuldades que terão de enfrentar, mas garante que “é com enorme força de vontade e o espírito de servir a juventude de Paredes, que assumimos esta missão e acreditamos que com a ajuda de todos os paredenses conseguiremos chegar a

bom porto.” A direção pretende envolver a população, junta de freguesia, instituições e o município no apoio à modalidade. Armando Coelho Rodrigues, vice-presidente da Associação de patinagem do Porto, também presente no acontecimento assegurou que “a instituição está totalmente disponível para apoiar o Paredes nesta nova etapa” e lembrou que “nenhuma casa se começa pelo telhado é preciso criar alicerces e, neste caso, estou a falar da formação. É muito importante investir nas camadas jovens, porque são elas que garantem o futuro do clube.”

Já com um vasto leque de troféus no currículo Diogo assume a vontade de vencer: “O meu passado recente felizmente é vitorioso e eu quero transmitir isso à equipa e ao público e ter sucesso no final da época. O clube deu-me confiança para acompanhar este projeto vou, de certeza absoluta, ser feliz aqui no Paredes.” A direção mostra-se cautelosa quanto a promessas, o técnico vai mais longe: “Eu percebo essas opiniões, mas eu tenho de olhar para mim. Não me foi criada qualquer tipo de pressão para haver uma subida de divisão na próxima época, mas vai haver um objetivo interno e eu vou partilhar isso com o grupo a seu tempo. Eu quero muito o hóquei, quero muito andar no hóquei e quero pôr o Paredes lá em cima. Eu sei que é um trabalho progressivo e difícil, mas eu quero andar na elite do hóquei.”


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Edição N.º 7 | 10 de maio, 2018 | www.yesparedes.pt AF Porto 2ª Divisão Série 1

Futebol

Aliados de Lordelo perde na final com o Leça

27.ª JORNADA (15 Abr) GDC Ferreira 2-1 Aliança de Gandra B Bougadense B 2-2 Marechal G. Costa Aliados Lordelo B 4-0 Melres DC Monte Córdova 7-0 Leões Seroa USC Baltar 15:00 Ramaldense AC Gervide 2-1 Escola Futebol 115 ISC Sobreirense 15:00 Vandoma Inter Milheirós 4-0 Zebreirense Sp. Cruz 15:00 SC Nun´Álvares B

Classificação

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74 27 24 2 1 Inter Milheirós 28.ª JORNADA (22 Abr) 2 USC Baltar 66 26 21 3 2 Ramaldense 16:00 Inter Milheirós 3 Aliados Lordelo B 58 27 18 4 5 Aliança de Gandra B 18:00 Leões Seroa 4 Ramaldense 54 26 17 3 6 Marechal G. Costa 16:00 GDC Ferreira 5 GDC Ferreira 52 27 16 4 7 AF Baltar Porto 2ª Divisão Série 1 USC 16:00 Monte Córdova 6 AC Gervide 47 27 14 5 8 Zebreirense 16:00 ISC Sobreirense 7 Monte Córdova 44 27 14 2 11 27.ª JORNADA (15 Abr) SC Nun´Álvares B 16:00 Aliados Lordelo B 8 Melres DC 42 27 13 3 11 GDC Ferreira 2-1 Sp. Aliança de Gandra B Futebol 115 16:00 9 Escola 36Cruz26 10 6 10 ISC Sobreirense Bougadense B 2-2 Marechal G. Costa 10 Sp. CruzVandoma 16:00 AC 35Gervide 26 10 5 11 Aliados LordeloDCB 16:00 4-0 Bougadense Melres DC B 11 AliançaMelres 35 de Gandra B 27 9 8 10 Monte Córdova 7-0 Leões Seroa 12 Bougadense B 34 27 9 7 11 USC Baltar 15:00 Ramaldense 13 SC Nun´Álvares B 33 26 10 3 13 Marechal Gomes da2-1 Escola Futebol 115 AC Gervide 14 26 27 7 5 15 Costa ISC Sobreirense 15:00 Vandoma 15 Vandoma 21 26 6 3 17 Inter Milheirós 4-0 Zebreirense 16 Zebreirense 12 27 2 6 19 Sp. Cruz 15:00 SC10Nun´Álvares B 17 Leões Seroa 27 2 4 21 18 Escola Futebol 115 4 27 1 1 25 1

28.ª JORNADA (22 Abr) Ramaldense 16:00 Inter Milheirós Aliança de Gandra B 18:00 Leões Seroa Marechal G. Costa 16:00 GDC Ferreira USC Baltar 16:00 Monte Córdova Zebreirense 16:00 ISC Sobreirense SC Nun´Álvares B 16:00 Aliados Lordelo B Escola Futebol 115 16:00 Sp. Cruz Vandoma 16:00 AC Gervide Melres DC 16:00 Bougadense B

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74 Inter Milheirós 2 USC Baltar 66 3 Aliados Lordelo B 58 4 Ramaldense 54 5 GDC Ferreira 52 6 AC Gervide 47 7 Monte Córdova 44 8 Melres DC 42 9 ISC Sobreirense 36 10 Sp. Cruz 35 11 Aliança de Gandra B 35 12 Bougadense B 34 13 SC Nun´Álvares B 33 Marechal Gomes da 14 26 Costa 15 Vandoma 21 16 Zebreirense 12 17 Leões Seroa 10 P Classificação 18 Escola 4 Futebol 115 Milheirós Com casa cheia,1 o Inter estádio São Miguel de74 USCverdadeira Baltar Gondomar recebeu2 uma final. Um66 3 com Aliados Lordelo jogo bem disputado, duas boasB equipas,58 4 Ramaldense onde a equipa paredense acabou por mostrar54 5 GDC alguma superioridade, queFerreira não se concretizou52 47 no resultado final. 6 AC Gervide 7 Monte Córdova 44 8 oMelres DC de Lordelo en-42 Na primeira parte, Aliados 9 ISC Sobreirense trou muito bem na partida e logo aos 15’, numa36 10 Sp. rápida desmarcação doCruz meio campo, isola35 11 Aliança de Gandra BÂngelo,35 Maurício, que bateu o guarda-redes inaugurando assim12 o Bougadense marcador. Após o golo,34 B o Leça equilibrou 13 o jogo e foi à procura SC Nun´Álvares B de re-33 Marechal Gomes da verter o resultado.14 Apesar de ter mais posse26 Costa de bola, acabou por ser o Aliados a ter duas21 15 Vandoma hipóteses claras para o jogo. 16 matar 12 Zebreirense Na segunda parte, Aliados 17 o Leões Seroavoltou a entrar10 forte e a ter algumas oportunidades. 18 Escola Futebol 115 Como4 1

diz o velho ditado, quem não marca arrisca-se a sofrer, e foi assim que aconteceu, aos 75’, na resposta de um canto do Leça, Carlão,

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27 24 2 1 26 21 3 2 27 18 4 5 26 17 3 6 27 16 4 7 27 14 5 8 27 14 2 11 27 13 3 11 26 10 6 10 26 10 5 11 27 9 8 10 27 9 7 11 26 10 3 13 27 7 5 15 26 6 3 17 27 2 6 19 27 2 4 21 J D 27 1V 1E 25 27 tentar 24 2cortar 1 o lance, acabou por marcar na ao 26 21 baliza 3 2de cabeça, empatando a partida. própria 27 18 4 5 Logo de seguida, Sérgio Pedras do Leça, num 26 17registo, 3 6enviou a bola à trave. Quando bom 27 se16esperava 4 7 prolongamento, no período de já 27 14 5 aos 8 91’, o capitão leceiro Diogo descontos, 27 14 aproveitou 2 11 Pedras a excelente assistência de 27 13e, isolado, 3 11 marca o golo da reviravolta no Cheta 26 10O golo 6 10 jogo. que deu o título de Campeão da 26 10de Élite 5 11 visão da AF Porto ao Leça FC. 27 O 9resultado 8 10 acabou por premiar a equipa mais 27 9eficiente. 7 11 26 10 3 13 Pedro 27 7 Barroso 5 15 26 “Foi 6 um3 jogo 17 em que começamos bem, dominamos o jogo, 27 2 6 19 fizemos o golo. A partir daí, o27Leça2 equilibrou. 4 21 Na segunda parte, entramos de 27 novo 1 muito 1 25 bem, tivemos algumas possibi-

1

2

A. LORDELO

LEÇA

Local: Estádio São Miguel, em Gondomar Árbitro: João Gonçalves Aliados de Lordelo: Nico, Vitor Mendes (Rui Alves, 88’), Pinto, Hugo Silva e Paulo Monteiro, Carlão, Ricardo Preto e Pedrinho (Hugo Costa, 58’), Fonseca (Gilmar, 88’), Diogo Brandão (Diogo Preto, 58’) e Maurício (Carlão Júnior,88’) Treinador: Pedro Barroso Leça: Ângelo, Zé Carlos, Ramalho, Vítor Fonseca e Paulo Lopes, Marcos Silva, Caio (Pinto, 68’) e João Castro (Areias, 62’), Benvindo (Cheta, 68’), Sérgio Pedras e Diogo Pedras. Treinador: Domingos Barros Ao intervalo: 1 – 0 Golos: Maurício (15’), Carlão (75’pb) e Diogo Pedras (90’+1’)

merecíamos ganhar com toda a justiça, onde o campeão da eficácia acabou por vencer o jogo. O resultado é muito enganador. Os adeptos do Lordelo compareceram em grande número. Não conseguimos oferecer-lhes a vitória. Foi uma jogo importante de preparação para a próxima fase, para “tirar as medidas ao Leça”. Estas quatro equipas que estão nesta fase final têm uma palavra a dizer, todas elas têm condições de subir. É um pouco frustrante. Temos 71 pontos, fomos a equipa da elite com mais pontos. Na nossa série, tínhamos cinco pontos sobre o segundo… E agora vamos todos começar com zero, não nos vale de nada”.

lidades para fazer o dois a zero, acabamos por ser infelizes sofrendo um autogolo e, mesmo a acabar, o Leça matou o jogo. Era um jogo que

Baltar regressa às goleadas 5

0

BALTAR

SC CRUZ

Local: Cidade Desportiva de Paredes Árbitro: Sérgio Ferreira Baltar: Nelo; Pedrinho (Botelho, INT); Bruno Rocha; Emanuel; Alex (Carlos, 75’); Paulinho; Telmo; Paredes (Tasca, 75’); Paiga; Sabiá (Zé Tó, 70’); Santos (Ni, INT)

dio de Sabiá. Os visitantes ainda conseguiram chegar à baliza adversária, mas sem perigo para Nelo. O jogo seguia sempre no mesmo sentido e, aos 37 minutos, Sabiá voltou a dar o gosto ao pé e fez o segundo. Ainda antes do intervalo, Telmo ampliou a vantagem e fez o 3-0.

Treinador: Joel Oliveira

Na segunda metade do encontro, Santos e Paulinho ficaram no balneário e foram a jogo Botelho e Ni, dois juniores do clube baltarenTreinador: André Loureiro se. Para Ni foi mesmo uma Ao intervalo: 3 – 0 estreia. O extremo, de 17 anos, deu uma boa resposta Golos: Sabiá (26’ e 37’); Telmo (44’ e 76’); Ni (89’) e carimbou a exibição com um golo mesmo no final da partida. Ainda antes, Telmo O Baltar recebeu o Sporting Clube da Cruz e voltou às goleadas. A equipa já tinha marcado. de Joel Oliveira venceu por 5 – 0, num O resultado final fixou-se nos 5 – 0. jogo que já pouco ou nada mexe nas posições ocupadas pelas equipas, na Reação dos treinadores tabela classificativa. Sp. Cruz: Ivo; Michael; Joel; Mário (Brito, INT); Ricardo; Crespo (André, 30’); Valério; Dani; Cláudio; Nico; Begonha (Márcio,70’)

O jogo, com cerca de setenta espetadores, ficou marcado pelas várias mudanças implementadas na equipa da casa. Ainda assim, o Baltar conseguiu dar uma boa réplica e abriu o ativo logo aos 26 minutos, por intermé-

Para o jogo entre frente ao Sp. Cruz, o técnico do Baltar fez várias alterações ao onze inicial. No entanto, Joel Oliveira mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa: “Já tinha avisado os meus jogadores que ia fazer várias alterações ao onze que cos-

Alberto Matos e Cristina Borges redacao@yesparedes.pt

tuma ser titular, no total, foram cinco alterações. A ideia é dar minutos aos jogadores menos utilizados, nestes últimos jogos que faltam. Ainda assim, apesar das alterações, fiquei satisfeito porque a equipa deu garantias e fez um bom jogo. O Sp. Cruz não nos incomodou muito, ao longo de toda a partida.”

panhar as camadas jovens e estou atento ao desempenho dos atletas. Reconheço que há jogadores com muito valor e o Ni é um exemplo. É um júnior ainda de primeiro ano e que tem vindo a trabalhar muito, está a fazer uma boa época nos juniores e, hoje, deu mais uma boa resposta. Eu fiquei feliz por ele e acho que tem possibilidades de ser integrado na A receção ao Sp. Cruz ficou ainda equipa sénior, do próximo ano.” Tammarcada pela estreia de um júnior na bém Botelho, júnior de 2º ano, está a equipa sénior do Baltar. O atleta de 17 treinar com a equipa sénior desde o anos deixou boas indicaçõesAFao trei-1ª Divisão início(série da 2)época. O atleta de 18 anos Porto nador, que está atento às camadas leva já 1210 minutos em campo e jovens do clube: “Eu costumo conta com 11 golos marcados. 30.ª eacomÚLTIMA JORNADA (6 Mai) FC Parada Caíde Rei AD Várzea FC SC Salvadorense Raimonda ASS Nevogilde Lousada B CCD Sobrosa

2-1 1-4 0-3 2-0 2-3 0-3 1-1 0-0

S. Lourenço Douro AJM Lamoso Livração ADC Frazão FC Lagares UDS Roriz UD Torrados AD Marco 09

AF Porto 1ª Divisão (série 2) 30.ª e ÚLTIMA JORNADA (6 Mai) FC Parada 2-1 S. Lourenço Douro Caíde Rei 1-4 AJM Lamoso AD Várzea FC 0-3 Livração SC Salvadorense 2-0 ADC Frazão Raimonda 2-3 FC Lagares ASS Nevogilde 0-3 UDS Roriz Lousada B 1-1 UD Torrados CCD Sobrosa 0-0 AD Marco 09 1 2 3 4 5 6 7 8

30.ª JORNADA (6 Mai) FC Parada vs S. Lourenço Douro Caíde Rei vs AJM Lamoso AD Várzea FC vs Livração SC Salvadorense vs ADC Frazão Raimonda vs FC Lagares ASS Nevogilde vs UDS Roriz Lousada B vs UD Torrados CCD Sobrosa vs AD Marco 09

9 10 11 12 13 14 15 16

Classificação 30.ª JORNADA (6P Mai)J V E 69 30 20 9 AD MarcoFC09 Parada vs S. Lourenço Douro 61 30 18 7 Caíde ReiCaíde Rei vs AJM Lamoso 51 30 15 6 S. Lourenço Douro AD Várzea FC vs Livração 51 30 15 6 Livração SC Salvadorense vs ADC Frazão 49 30 14 7 FC Parada Raimonda vs FC Lagares 48 Roriz UD Torrados 30 12 12 ASS Nevogilde vs UDS 43 CCD Sobrosa 30 12 7 Lousada B vs UD Torrados 41 Lousada B 30 09 11 8 CCD Sobrosa vs AD Marco 39 30 11 6 UDS Roriz 38 30 10 8 AJM Lamoso 33 30 7 12 FC Lagares 33 30 9 6 AD Várzea FC 28 30 8 4 SC Salvadorense 27 30 7 6 Raimonda 25 30 6 7 ADC Frazão 22 30 3 13 ASS Nevogilde

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1 5 9 9 9 6 11 11 13 12 11 15 18 17 17 14


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Paredes

Modalidades

Vodafone Rally de Portugal 2018 Emoção do Shakedow em Baltar 17 de Maio

O Vodafone Rally de Portugal 2018, prova que se irá realizar de 17 a 20 de maio, passa por Baltar-Paredes no dia 17, no shakedown de 4,6 km, onde os melhores pilotos do mundo vão dar espetáculo e emoção.

Para o autarca Alexandre Almeida, “tal como na edição anterior, o Rally vai ter locais pagos para ver os melhores pilotos do mundo no melhor troço da prova para os espetadores”.

A Casa da Arquitectura, em Matosinhos, acolheu, dia 3 de maio, a apresentação da 52ª edição do “Melhor Rally do Mundo”. Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal foi o anfitrião do evento, que contou com a presença dos autarcas dos concelhos por onde vai passar o Vodafone Rally de Portugal, dos representantes da autoridade civil e militar e dos orgãos de comunicação nacional. Pedro Almeida, diretor de prova, apresentou os exigentes detalhes que envolvem a organização da prestigiada prova portuguesa integrada no Campeonato Mundial FIA de Rally.

Assim, no shakedown, prova extracompetição que se realizará em Baltar no dia 17 de maio, o bilhete para a bancada é de 20 euros e para os lugares de peão uma entrada custa 10 euros.

Refira-se que o Rally de Portugal 2018 mantém uma estrutura semelhante ao ano passado em Baltar.

Os bilhetes estão à venda no Balcão Único da Câmara Municipal, nas Juntas de Freguesia, no kartódromo de Baltar, no Clube TT Paredes Rota dos Móveis e na loja online do ACP. Programa Shakedown de Baltar 2018: 07:30/11:30 | Shakedown (Pilotos P1) 09:00/11:30 | Shakedown (Pilotos P2 & P3) 11:30/13:00 | Shakedown (Outros Pilotos)

Executivo felicita equipas do Concelho de Paredes

O Executivo Municipal de Paredes recebeu e felicitou, esta manhã, no salão Nobre dos Paços do Concelho, os representantes das equipas do União Sport Clube de Paredes, do Aliados Futebol Clube de Lordelo, que se apuraram para a fase de subida e disputam a liderança da divisão de Elite Pro-Nacional, 2ª série, e da equipa de Pólo Aquático de Paredes, que saiu como finalista vencida da Taça de Portugal de Pólo Aquático. O autarca Alexandre Almeida está a torcer para que seja uma equipa de Paredes a subir de divisão e garantiu “lá estaremos para apoiar”.

Goalball no Pavilhão Rota dos Móveis em Lordelo

A Casa da Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia do Porto organiza dois eventos de Goalball, com o apoio do Município de Paredes, no Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo. O Goalball é um jogo praticado por atletas que possuem deficiência visual, cujo objetivo é arremessar uma bola com as mãos no gol do adversário. Cada equipa joga com três jogadores e três reservas, sendo obrigatório o uso de vendas nos olhos por todos os atletas. Assim, a contar para a sexta jornada do campeonato nacional de Goalball, no dia 12 de maio, sete equipas e 80 jogadores estarão em competição. Já no dia 19 de maio, o mesmo local vai acolher uma sessão de formação de Goalball, que se destina a todos os interessados na modalidade e a treinadores. As inscrições são gratuitas.

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Atleta paredense venceu o 11º Grande Prémio de Atletismo de Rebordosa

Para o efeito, disponibilizou autocarros para transportar atletas e adeptos que queiram acompanhar as equipas nesta fase decisiva. Recorde-se que já estão definidas as quatro equipas da AF Porto que vão lutar por um lugar no Campeonato de Portugal. Valadares e Leça, pela série 1, Aliados Lordelo (71 pontos) e Paredes (66 pontos), na série 2, são os quatro emblemas que discutem uma vaga.

A prova principal masculina do 11º Grande Prémio de Atletismo Cidade de Rebordosa foi ganha, ontem domingo, 6 de maio, pelo atleta paredenses Bruno Jesus do Maia Atlético Clube. Na prova feminina venceu Marisa Barros do Sport Clube Salgueiros.

A segunda fase será disputada a duas voltas entre os quatro clubes. O primeiro classificado sobe ao Campeonato de Portugal.

O Presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, deu o tiro de partida do 11º Grande Prémio de Atletismo da Cidade de Rebordosa organi-

zado pelo Grupo Desportivo da Portela, com a meta montada no Parque do Rio Ferreira. A prova de atletismo contou ainda como uma caminhada solidária alusiva ao Dia da Mãe, tendo a receita total angariada nas inscrições revertido para os Bombeiros Voluntários de Rebordosa. No evento inscreveram-se cerca de 800 participantes nas variadas provas, incluindo a caminhada do Dia Mãe num per-

curso de 6 Km. O autarca Alexandre Almeida e os seus vereadores Elias Barros e Paulo Silva procederam à entrega de prémios nesta competição onde participaram atletas federados e não federados de todos os escalões etários. A 11ª Edição do Grande Prémio de Atletismo teve o apoio da Câmara Municipal de Paredes, Junta de Freguesia de Rebordosa e o patrocínio de diversas empresas


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Pólo aquático

Paredes nas meias finais PAREDES x CWPC, Recarei No passado sábado, jogou-se a segunda mão dos quartos-de-final do Playoff, entre Paredes e Cascais. Na primeira mão os nortenhos haviam ganho por uma diferença de dois golos, estando, portanto, tudo em aberto na decisão do vencedor da eliminatória. O equilíbrio foi a nota dominante nos dois primeiros perío-

causado pelo excessivo calor na piscina ou ainda pelo desgaste físico da Taça, o jogo decorria lento e previsível, para ambos os lados. Na entrada para a segunda metade, a equipa paredense assumindo o favoritismo trocou de velocidade e passou não só a ganhar a maior parte dos confrontos diretos, como também a finalizar com mais regularidade as ocasiões criadas no ata-

Guia Passatempos Palavras Cruzadas

Luís Pacheco, Armando Rodrigues (2), Eduardo Rocha, Diogo Ferraz (2), Cristiano Santos, Hugo Barbosa (3), Jorge Carneiro, Tiago Pacheco, Ricardo Teixeira (3), João Sousa. Tiago Pinto cumpriu castigo, João Alves esteve ausente por motivos profissionais e Rafael Sousa participou na competição Sub18. O Paredes assegurou assim a presença nas meias-finais do

Sudoku dos de jogo. Os visitantes foram os primeiros a marcar, mas o Paredes deu a volta ao resultado. Contudo, deixou-se empatar no final da primeira parte. Prevaleciam as defesas perante a ineficácia dos ataques, sendo prova disso os quatro golos ao cabo de dois períodos. Talvez

que. O resultado foi-se assim dilatando a favor da equipa da casa, terminando num 11-6 (01, 2-1, 3-1, 6-3). Constaram na ficha de jogo da equipa do Paredes os seguintes jogadores: João Silva, Ruben Barbosa (1), José Fougo,

campeonato, os que lhes dará na pior das hipóteses o terceiro lugar na competição. A equipa do Vale do Sousa irá defrontar o Povoense, com a primeira mão agendada para dia 19 de Maio, em Recarei.

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Edição n.º7 - Jornal Yes Paredes - Nossa Senhora da Hora

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