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Grande Entrevista José Miguel Garcez

Presidente da concelhia do CDS Paredes Pág.(s) 5 a 7

93.º

aniversário

Bombeiros BombeirosVoluntários Voluntáriosde deCete Cete EQUIPA EM DESTAQUE: ALIANÇA DE GANDRA

Desporto

Piloto de Baltar dominou totalmente a Super 1600 Pág. 11


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Edição N.º 4 | 19 de abril, 2018

Opinião

José Carlos Barbosa PS Paredes

Paredes

A pesada herança

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o passado mês de dezembro, foi apresentando o orçamento para o ano 2018, denominado o “Orçamento da Má Herança”. Infelizmente, é impossível pensar no futuro e apresentar um orçamento sem ter em conta os graves erros cometidos no passado. A anterior presidência deixou-nos a todos com uma péssima e pesada herança. Para além de nos deixar uma má herança nas contas, também nos deixou uma má herança nos principais serviços do município, deixando-os depauperados, debilitados e em risco de sobrevivência. Quem, tal como eu, foi falando, ao longo dos longos anos em que a anterior presidência esteve no poder, com os vários trabalhadores do município, facilmente percebia que o desânimo era grande. Falta de liderança, desmotivação do pessoal e incertezas em relação ao futuro eram até outubro passado motivos de conversa nos corredores da câmara, com os trabalhadores a não terem condições para darem o seu máximo por muito que o desejassem. Esta tem sido uma das principais preocupações do atual executivo: motivar os seus trabalhadores, sem os quais, como todos sabemos, é impossível atingir os objetivos ambiciosos

que esta presidência se propôs atingir. A mudança de paradigma na gestão dos serviços é visível através de algumas ações já tomadas pelo executivo, como a apresentação efetuada pelo Presidente da Câmara sobre o estado financeiro do município a todos os dirigentes. Tomando como exemplo a atitude do Presidente, também, nos vários pelouros, os vereadores têm reunido por diversas vezes com os seus trabalhadores. Em apenas seis curtos meses, foi possível organizar processos que se encontravam sem qualquer rumo, o que levará a índices de produtividade maior e que resultará em benefícios para os paredenses, nomeadamente uma resposta rápida e efetiva por parte da Câmara aos seus pedidos. Obviamente que esta organização exige a implementação de algumas regras. Uma das regras implementadas foi o controlo efetivo das entradas. Ao contrário do que acusa o líder interino do PSD Paredes, ninguém é “bloqueado à entrada da Câmara Municipal”, as pessoas são apenas encaminhadas para os serviços mais adequados às suas necessidades, onde serão recebidas pelos técnicos mais indicados para lhes prestar serviço. Compreendo que isto possa causar alguma confusão à opo-

sição. O processo pelas quais se guiavam anteriormente, em que muitos dos “líderes locais” vagueavam pelos serviços a meter a sua “cunha” aqui e ali para quem fosse do seu partido, morreu e, no seu lugar, surgiu um processo novo e justo para todos. Vamos deixar de ouvir como acontecia até agora: “Queres que o teu processo ande para frente fala com A ou B”! Outra alteração que o atual executivo implementou foi a disponibilidade para receber e ajudar todos os presidentes de junta independentemente da sua cor política, como ficou explícito quando o Presidente da Câmara, confrontado por alguns dos presidentes de junta sobre as atuais regras de acesso aos serviços, respondeu e passo a citar “Todos os Presidente de Junta têm o meu número e dos Vereadores, quem não tem faça favor de pedir aos serviços, porque para situações urgentes estamos sempres disponíveis”. Não posso dizer que me surpreenda que isto também tenha sido ignorado pelo líder interino da Oposição. Em suma, deixaram de haver paredenses de primeira, aqueles que seguiam as cores políticas da anterior Gestão, e paredenses de segunda. Neste momento, os paredenses são todos tratados da mesma forma correta, sem exceção,

apesar de ainda haver quem, de forma negligente e ignorante, continue a querer politizar os serviços. Quem assistiu da “bancada” à eleição da CPCJ de Paredes facilmente percebeu que houve interferência da ex-vereadora derrotada nas eleições passadas. Para a ex-vereadora foi a sua única, embora inútil, vitória, já que, como todos sabemos, nas eleições autárquicas foi sempre derrotada com larga margem na sua freguesia. Esta eleição revela claramente que a ex-vereadora nunca esteve preparada para o cargo que desempenhou, como já tinha ficado claro com a sua incapacidade de resolver o problema da comunidade cigana. Usar a CPCJ como arma política para tentar descredibilizar a atual vereadora da Ação Social e Cultura mostra claramente o quão impreparada estava para o combate político. No entanto, não posso deixar de referir que nada disto seria possível sem o forte contributo dos trabalhadores do município, com os quais continuamos a contar para construir um presente e um futuro melhor para todos. Todos sabemos que a mudança é difícil, mas juntos iremos construir um Futuro mais risonho para Paredes e para os seus cidadãos!

Paredes sem tribunal

S Jorge Ribeiro da Silva CDS/PP Paredes

FICHA TÉCNICA Diretor: José Ferreira diretor@yesnoticias.pt Redação: Carlos Mota, Alana Rodrigues, Cristina Borges

e aquando da última campanha eleitoral já se pressentia que assentava em promessas “a mais” para realidade “de menos”, estes meses de governação socialista têm demonstrado, em Paredes, apenas terá havido “mudança de cor”, ou nem isso. As sete bandeiras eleitorais tão acirradamente então empunhadas de forma categórica como arquétipo da declarada mudança, foram caindo com velocidade excessiva deixando os mastros despidos. O executivo está de costas voltadas ao futuro, fixado no passado e na herança que aceitou, como herdeiro legitimado pelo voto. E não se vendo que exista

Departamento Gráfico: InstantEstrela, Lda Paginação : InstantEstrela, Lda

um pensamento firmado sobre o futuro que se pretende para o concelho e suas gentes, percebe-se que em lugar de construir, de ganhar ou crescer se desenha a perda de valências, buraco negro, vazio e frio, entre a Rua do Calvário e o Parque José Guilherme. Vem isto a propósito da transferência do Ministério Público de Paredes para Penafiel, anunciada de forma alegre pelo executivo camarário, como se nada fosse. Se o desconhecimento da lei não aproveita ao “ignorante”, também o alheamento da realidade não se aceita a quem exerce funções executivas e não percebe as graves consequências para o acesso ao direito e à justiça dos cidadãos de Pare-

des com a perda do DIAP para Penafiel e de parte da Jurisdição de família e menores para o Marco de Canavezes, valências essas que são aquelas que mais gente movimenta em torno do Tribunal, Alheado da realidade, Alexandre Almeida troca o “pão” por “migalhas”. Se nos gabinetes de Lisboa se desconhece o terreno é obrigação do executivo mostrar a realidade do dia-a-dia, se não fez é grave, mas se o não fez por não querer ou saber, pior, tanto assim que estes factos foram conhecidos aquando da visita a Paredes da secretária de estado Adjunta e da Justiça, e a pedido do executivo camarário. E ao vê-los passear alegremente pelo Parque rumo aos

Tiragem: 1500 exemplares por edição Periodicidade: Semanário (sai à quinta-feira)

paços do concelho se podia pensar que se estava a salvar o nosso Tribunal, afinal de contas tinham acabado de lhe dar a extrema-unção. Se o PS criticou, e bem, a reforma do Mapa Judiciário do anterior governo, não se compreende que, estando agora no poder, autárquico e central, lhe siga as pisadas e o exemplo que em tempos idos tanto criticaram lhes sirva agora de manual de instruções a seguir acriticamente de “fio a pavio”. Assiste-se no concelho de Paredes a uma fuga de habitantes, empresas e serviços para os concelhos de vizinhos. Agora foi o Tribunal, o que mais irá?

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Opinião Descentralização

Nuno Serra PSD Paredes

Regra geral, os países mais desenvolvidos do mundo são os mais descentralizados, onde as competências e os respetivos fundos para as realizar ficam entregues às organizações mais próximas dos cidadãos. Até o FMI vem agora sugerir que sejam incentivadas reformas para aproximar as escolhas públicas das preferências dos Cidadãos, alegando inúmeras vantagens para a economia. No entanto, no meu entender, as vantagens vão muito mais além, pois ajudam também a reforçar a Democracia de proximidade, criando um elo entre o poder e os cidadãos que permite aos atores políticos perceberem melhor os problemas de determinado território e aos cidadãos ficarem envolvidos e comprometidos com as soluções, melhorando, obviamente, os serviços públicos prestados à população. A Descentralização em Portugal tem estado na ordem do dia e é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes e determinantes reformas do Estado para a projecção do desenvolvimento do nosso país. Como todos sabemos, Portugal é tido como um dos Países mais centralistas da União Europeia e essa é uma das principais razões das desigualdades que sentimos ao longo de um território tão pequeno, mas com realidades tão diferentes. Daí, a vital importância do acordo celebrado esta semana entre os dois maiores partidos do “Arco do Poder”, que prevê uma reforma administrativa

de descentralização das funções e competências pelos vários níveis do Estado. No nosso País, são as Autarquias Locais que desempenham o papel de maior proximidade com os cidadãos, mas é precisamente neste contexto que me parece que este acordo agora firmado entre o PSD e o PS se torna mais perigoso e ambíguo, até na própria nomenclatura. Senão vejamos: sendo uma Autarquia, por definição, uma entidade administrativa com órgãos próprios e que atua com autonomia em relação ao poder central (em Portugal são as Freguesias e os Municípios que assumem este papel), qual a razão para uma dependência tão vincada de uma freguesia em relação ao seu Município? Atendendo a que o “princípio da subsidiariedade” diz claramente que a transferência de atribuições e competências se efectue para a autarquia local, mais bem vocacionada para o prosseguir, tendo em conta a amplitude, a natureza da tarefa e as exigências da eficácia e da economia, por que razão não têm as Juntas de Freguesia mais competências próprias? A limpeza e manutenção dos espaços públicos, as pequenas reparações dos equipamentos e uma maior resposta nos serviços administrativos por parte das Juntas de Freguesia, só para citar apenas alguns exemplos, iriam certamente agilizar e aumentar o grau de

Cultura desempenho e eficácia dos serviços públicos e, como consequência, o aumento da satisfação dos cidadãos. Obviamente que estas atribuições teriam de ser acompanhadas dos recursos humanos, equipamentos e o respetivo envelope financeiro adequado, para a correta execução das mesmas. Espero bem, que não se caia no ridículo dos últimos anos, em que tem havido um aumento de competências para as autarquias locais, nomeadamente para as freguesias, só que essas competências são por exemplo, o licenciamento para vendedores de cautelas, licenças para arrumadores ou licenças de ruído, onde, a título de exemplo, teríamos de cobrar uma taxa ao pároco da freguesia para poder organizar as festividades religiosas. Por fim, temo que esta Descentralização não passe de uma transferência de “tiques de Centralismo”, tão característicos dos nossos sucessivos Governos, para as Câmaras Municipais, reforçando assim o Municipalismo e esvaziando ainda mais a autonomia das Freguesias. A ANAFRE terá aqui um papel fundamental neste debate, para uma correta descentralização, sem atropelos nem injustiças, e que no final, sejam os Fregueses a sair beneficiados.

Desejo receber comodamente, no endereço que assinalo, o semanário YES PAREDES

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Donzília Martins

Hoje quero ser útil Olhar e ver, cheirar e sentir os pequenos nadas dentro e fora de mim.

Hoje quero ser útil aos sorrisos para que não se feche na minha e na tua face. Às palavras que flutuam para que elas fluam voem, criem voz e amem, Ao vento para que ele amaine ao sopro do coração.

Hoje quero ser útil ao outro para que sinta a minha mão e em liberdade eu possa fazer feliz sem ser futilidade.

Hoje quero ser útil Como quem ama, como quem chora, como quem reza, como quem espera, como quem consola.

Hoje quero ser eu própria sem fugir de mim.


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Sociedade

Passivo aumentou 1 milhão de euros e dívida de curto prazo aumenta 7,4 milhões de euros Na reunião do Executivo desta terça-feira, 17 de abril de 2018, foi aprovado o documento de prestação de contas do Município. Para o líder da autarquia de Paredes, as contas de 2017 comprovam o esperado. O passivo da Câmara Municipal de Paredes passou de 102 milhões de euros para 103 milhões de euros. O Presidente da Câmara, Alexandre Almeida, referiu que este passivo só não aumentou mais, porque a grande maioria dos trabalhos feitos em 2017 serão apenas faturados em 2018, pelo que é expectável que o passivo em 2018 ainda aumente face a 2017. De referir o aumento do en-

dividamento de curto prazo de 15,7 milhões euros para 23,1 milhões de euros, o que vai obrigar o atual executivo a um enorme esforço de contenção por forma a controlar o prazo médio de pagamentos. As contas de 2017 mostram também, uma vez mais, uma fraca execução orçamental que se ficou pelos 70,44%, muito abaixo dos 85% que corresponde à taxa mínima de execução orçamental recomendada pelo Tribunal de Contas e pela DGAL. O Presidente da Câmara, referiu igualmente, que apesar deste aumento do passivo, muitos dos compromissos assumidos com particulares ainda não foram concretizados e, como tal, esses custos não

estão refletidos no passivo. Apesar de tudo isto, e desta falta de cumprimento do saneamento financeiro a que a Câmara de Paredes se tinha comprometido, é intenção deste Executivo implementar uma gestão transparente, rigorosa e eficiente com vista à redução do endividamento da autarquia e ao alcance da estabilidade financeira do Município. Na reunião de Câmara de hoje, salienta-se a captação de investimento pelo Pelouro das Atividades Económicas na ordem dos 12,210 milhões de euros, resultantes de sete contratos de investimento a instalar nas zonas industriais de Baltar, Rebordosa e Lordelo e que se prevê a criação de 127 novos postos de trabalho no

Concelho de Paredes. Refira-se que os novos investimentos contemplam a diversificação das indústrias, tratando-se uma empresa de serviços para o desporto automóvel, fábricas

de estofos, indústria de serralharia e unidades fabris de mobiliário. CM Paredes

No dia dos monumentos e sítios Paredes apresenta projeto “Caminhar pelo património” ambiente, o desporto e o turismo nas Freguesias de Paredes. Este projeto nasce da vontade da comunidade, juntando as diferentes associações envolvidas e as pessoas amigas do património cultural e das caminhadas por Paredes. A Câmara Municipal de Paredes, ”consciente da importância do Património como um elemento para o desenvol-

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BIBROPEDRA

Assinalando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, celebrado a 18 de abril, e no âmbito do Ano Europeu do Património. O Município de Paredes apresenta as linhas gerais do projeto “Caminhar pelo Património” que pretende agregar um conjunto de percursos já existentes e outros a traçar e homologar, acrescentando-lhes valor com o propósito de dinamizar a cultura, o

vimento integrado do concelho, antes de mais, pela sua diversidade tipológica (a nível arqueológico, arquitetónico, etnográfico e natural) e a possibilidade de vivência de inúmeras experiências”, frisa Alexandre Almeida, presidente do Município. Com este projeto multidisciplinar que envolverá todos os Pelouros da autarquia, pretende-se também a complementaridade da vertente desportiva, cultural, turística e ambiental. Ainda embrionário, o projeto terá, numa primeira fase, de identificar todo o património (por forma a desenhar os caminhos) onde se pretende desenhar, marcar, homologar e promover trilhos pedestres no concelho, por forma a dar a conhecer, através dos trilhos construídos, o que de melhor e de diferente existe em Paredes.

Permitirá, igualmente, que qualquer caminhante/turista possa caminhar de forma autónoma, individualmente ou em grupo, nos trilhos desenhados. Como estratégias para a consecução do programa irá proceder-se a um levantamento exaustivo de todo o património existente nas freguesias do concelho de Paredes, esperando-se atingir um resultado, a três anos, da marcação e homologação de, pelo menos, seis trilhos. Os caminhos/trilhos escolhidos passarão, entre outros, pelos monumentos que integram a Rota do Românico; as Casas, Quintas e Agras (entre as quais, as Casas dos Brasileiros em Paredes); as Serras e os Montes (valorizando-se as Serras do Porto e o Caminho da Mineração Romana, assim como Os 3 Picos de Baltar); Rios e Ribeiras; Vias (Romanas, Reais e de Ferro); Personalidades (poetas e prosistas); e demais singularidades (“Ao Encontro da Lontra” e “O Tre-

moço: do campo ao Copo”). A Câmara de Paredes, juntamente com estes caminhos e trilhos irá identificar e marcar a “Rota dos Brasileiros”, uma vez que este território é rico em património edificado, vivências culturais da vida desta época da história de Portugal que refere os imigrantes portugueses nos Brasil que são também conhecidos como “portugueses de torna viagem”. Para Alexandre Almeida, “estas serão novas formas de zelar, de divulgar, de olhar e de ver o património, permitindo-se aos caminhantes/ turistas que circulem num concelho uno, Paredes, com a máxima segurança”, garante o autarca. O projeto permitirá também tornar a herança cultural menos passiva, envolvendo e consciencializando todos os atores locais, que se associam aos poucos ao Município, neste árduo e contínuo trabalho de valorização do património, gerador de riqueza e de desenvolvimento local.

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Grande entrevista: José Miguel Garcez - CDS/PP Paredes

“Somos a única força de oposição ao executivo do PS em Paredes” José Miguel Garcez José Miguel Garcez, de 32 anos, é natural da freguesia de Castelões de Cepeda. Atualmente é Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP Paredes, Conselheiro Nacional do CDS-PP e membro da Comissão Executiva Permanente da Comissão Política Distrital do Porto do CDS-PP. Licenciado em Estudos Europeus, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, completou a sua formação académica com programas em Lisboa, no âmbito da NATO e das Tendências do Pensamento Político Contemporâneo; no âmbito das Nações Unidas, na Universidade de Cambridge, e sobre a União Europeia, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. YES Paredes (YES): Como surgiu o interesse pela política, neste caso pelo CDS-PP? JG: Dei os primeiros passos na participação política ativa do concelho com apenas 16 anos na Juventude Popular. Um ano depois, fui eleito presidente da JP Paredes e conselheiro nacional da mesma estrutura. Os meus pais, curiosamente, até são socialistas, mas entrei pela primeira vez na sede do CDS-PP em Paredes no tempo em que Jorge Malheiro era Presidente da Câmara de Paredes, tinha eu sete anos,  com o meu avô paterno, que era do CDS-PP, e  a partir desse momento até agora esta sempre foi a minha casa. É aqui que me sinto bem.

YES: Como caracteriza atualmente o CDS-PP em Paredes? JG: Somos a única força de oposição ao executivo do PS em Paredes. Temos sido os únicos a fazer uma oposição responsável, séria, construtiva e com propostas. O PSD, de uma forma ou outra, tem votado sempre lado a lado com o PS. São iguais. É visível o crescimento da implementação do partido em Paredes. Todos os meses temos pedidos de novas filiações, porque as pessoas identificam-se com as nossas ideias e com a nossa forma de estar e de fazer política. Nós não queremos ideias para conquistar votos, queremos votos pelas nossas ideias. Somos a alternativa ao panorama político em Paredes. As pessoas começam a perceber que é importante dar voz às novas gerações e que

o futuro passa pelo CDS-PP. Os paredenses reconhecem que o CDS-PP está a trabalhar, e só com o trabalho árduo em prol do Concelho é que se alcançam as vitórias. Sentimos que estamos no bom caminho. Sabemos qual é e sabemos quais são os caminhos que não queremos seguir.

Temos uma ambição máxima para dar a Paredes o que cada paredense merece, o melhor. Queremos retomar o progresso no concelho de Paredes, queremos voltar a honrar a história do Partido em Paredes. Temos orgulho na nossa história em Paredes e temos paixão por aquilo que fazemos. Estamos a

trabalhar para voltar a sermos o maior partido em Paredes.

YES: O resultado nas últimas autárquicas não reflete esse crescimento? JG: No nosso ponto de vista, não foram maus. É verdade que tínhamos a expectativa de atingirmos um resultado superior, mas também é verdade que dissemos que estávamos em 2017 a preparar o caminho para as próximas eleições;

Concorremos a todas as freguesias do concelho de Paredes, objetivo que o partido já não alcançava há mais de 12 anos, o que permite agora ao CDS-PP Paredes estar implementado e ativo em todo o Concelho. Aumentamos o número de representantes e eleitos nas freguesias, aumentamos o resultado para a Câmara e para a Assembleia Municipal e passamos

a ser a terceira força política do concelho de Paredes.

Esta candidatura soube mostrar que o CDS está mais que vivo. Para quem dizia que não contava para as contas, o CDS provou exatamente o contrário, tendo-se demarcado do PS e do PSD. Continuamos unidos, com força e paixão para continuar a trabalhar.

YES: É um recuperar? JG: Sem dúvida alguma, é um revitalizar, pois, se olharmos para trás, se houve algum partido que fez pela terra, foi sem dúvida o CDS com Jorge Malheiro. Temos um legado que nos

foi deixado e vemos que o PSD não foi solução e o PS também não o será.

Estas autárquicas serviram como o ponto de viragem que o CDS precisava. O partido conseguiu recuperar a dignidade, as vozes em todas as freguesias, estamos em todo o concelho, não existe em Paredes alguma família onde alguém não tenha votado um dia no CDS em Paredes.

YES: 24 anos de poder social-democrata. Como analisa esse período? JG: O PSD trouxe apenas dívidas e trouxe das coisas mais injustas para todos paredenses: refiro-me à situação das águas. Em 2001, o PSD fez uma

concessão à BeWater, o que foi uma decisão péssima para o concelho de Paredes. Nós tínhamos com o CDS a água mais barata da região. Neste momento, temos das águas mais caras do país. Nós éramos a referência do Vale do Sousa e neste momemnto não somos, devido a estes 24 anos de má gestão de Granja da Fonseca, que fica associada a este contrato desastroso para Paredes. Celso Ferreira, com muitas ideias megalómanas, não concretizou nenhuma. E custaram milhões. Refiro-me ao Planet Valley e à cidade despor-

tiva. Esta era de dimensão tão grande que nem sequer o concelho teria capacidade para a mesma. Eles ficam também associados à situação do Complexo das Laranjeiras. Se foi o CDS que montou o Gimnodesportivo que dava vida à cidade, o CDS construiu-o e foi o PSD com o PS, Celso Ferreira e Alexandre Almeida, aquando da revisão do PDM votaram pela passagem da zona desportiva a zona de construção de alta densidade. Ambos querem, portanto, acabar com o estádio, o pavilhão e o campo de treinos. Querem construir prédios encavalitados. Aliás, basta ver o contentor e ver quem é o empreiteiro que vai começar a construir ao lado, para perceber o que vai acontecer a seguir às Laranjeiras. Já para não falar da taxa de IMI que nos deixaram que é, foi sempre, das mais elevadas na região.

YES: Mas é intenção de Alexandre Almeida recuperar o Complexo das Laranjeiras… JG: Alexandre Almeida pediu o visto do Tribunal de Contas, já depois de ser presidente da Câmara, porque sabia que o parecer iria negativo. E


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Grande entrevista: José Miguel Garcez - CDS/PP Paredes assim arranjou desculpa para não cumprir a promessa eleitoral de recuperar o complexo das Laranjeiras e devolvê-lo à cidade e ao concelho. É grave: o Com-

plexo das Laranjeiras é uma marca intocável da identidade do concelho de Paredes.

das aos fornecedores (ver Relatório do Conselho das Finanças Públicas). Paredes é, agora, um dos municípios do país que mais demora a pagar os seus compromissos. Criticou o clientelismo partidário do PSD, mas farta-se

niões, resolve o assunto. Nem o dossier domina. E deixa isso claro quando, numa entrevista, afirma que “eu gostava que nos criticassem por eu já estar sentado à mesa com a BeWater a resolver problemas que em 40

JG: De uma forma pragmática, o PS sabe que esteve 8 anos na vereação e sabe o que é que votou, o que fez e esquece-se de que quem esteve na oposição também tem responsabilidades. Ele sabe que tem responsabi-

Por outro lado, Alexandre Almeida diz que vai recorrer da decisão do Tribunal de Contas, mas já sabe que vai ser negativa, abrindo assim as portas - e isto é ainda mais grave - aos especuladores imobiliários e à completa descaracterização do que resta da identidade da cidade de Paredes. Foi uma maneira de não cumprir a promessa eleitoral. Era uma medida eleitoral dele, como outras medidas, que não cumpriu. Ele quer construir lá um multiusos, e é fácil perceber que lá não o vai construir. Ele prometeu uma coisa que não queria cumprir. Qual a razão de enquanto vereador não ter pedido o parecer ao Tribunal e Contas? Isso é o que eu questiono.

YES: Qual é a sua opinião em relação a estes primeiros meses da governação socialista? JG: A governação socialista não tem trazido nada de novo. As promessas eleitorais de Alexandre Almeida não passaram de rebuçados pré-eleitorais. O CDS não vê com bons olhos esta governação. A cada dia que passa cai uma promessa: a baixa do IMI foi uma mentira eleitoral; a oferta dos livros foi um fiasco; a auditoria às contas tarda ou nunca mais se faz. Nunca devia ter tomado qualquer decisão em relação às contas antes de clarificar completamente a situação financeira da autarquia. Prometeu pôr as contas da Câmara em ordem, mas o que fez foi contrair mais um empréstimo. Em termos objetivos, o que fez foi aumentar a dívida e o passivo. O que vai fazer ao dinheiro? Só o futuro dirá. Para já, sabe-se que a autarquia tem mais dinheiro, mas tem mais dívidas. O passivo é maior do que o que herdou. Pior do que isso tudo: mudou o partido e aumentou o atraso no pagamento das dívi-

YES: Para si, o PS tem feito tudo mal? JG: Não quero dizer que fez tudo mal, mas tenho dificuldade em encontrar coisas que estejam a ser bem feitas para levar Paredes no bom caminho, até porque de mudança e de verdade pouco vemos, é mais do mesmo. E Paredes está numa fase crucial para dar a volta e retomar o caminho do progresso e do sucesso, mas este PS não tem uma ideia estruturante para o futuro do concelho de Paredes. Contudo, vejo com bons olhos a postura deste executivo face ao Conselho Municipal da Juventude, medida que também por nós foi defendida na campanha eleitoral. Aliás, relembro que a proposta para a instituição do Conselho Municipal da Juventude em Paredes foi uma proposta apresentada em 2012 pela Juventude Popular na Assembleia Municipal que foi aprovada por unanimidade.

YES: Um dos assuntos do momento tem a ver com o impasse em relação à Junta de Freguesia de Vilela. Afinal, os representantes do CDS eleitos vão-se demitir ou não?

de meter pessoal “político”, sem qualquer concurso e sem formação, para exercer funções na autarquia. Alguns andam aos empurrões, de vereador para vereador, de gabinete em gabinete, para ver se encontram qualquer coisa que saibam fazer. Parece que está difícil. O preço da água continua a ser insuportável e Alexandre Almeida tenta passar a imagem que, com umas reu-

anos ninguém resolveu”. Ao fazer esta afirmação, desconhece que este problema foi criado por Granja da Fonseca em 2001, que concessionou as águas de Paredes. De duas uma: ou desconhece o dossier ou não sabe fazer contas.

YES: Por que razão acha que a auditoria não é feita?

lidades, pois esteve lado a lado a votar coisas de que agora está com receio.

YES: Existe receio por parte do PS em relação ao resultado da auditoria? JG: Claramente. Ele não a faz porque tem medo de assumir aquilo que fez e votou na oposição.

JG: É um jogo de poder entre o PSD e o PS. O PSD quer continuar a mandar em Vilela, apesar do atraso em que as ‘gestões laranjas’ deixaram a freguesia. O PS quer o poder pelo poder. É fácil de adivinhar que o PS escolheu Rebordosa para vencer a “guerrilha” com o PSD. As freguesias mais próximas serão as mais prejudicadas e Vilela faz fronteira. Só o CDS-PP se poderá impor ao novo poder e exigir para Vilela os investimentos que Vilela merece, até porque é uma das maiores freguesias do concelho, quer em número de habitantes quer em importância económica.

YES: Para o CDS qual o futuro dos bairros de Paredes? JG: Sabemos que o bairro do “Sonho” foi construído numa lógica de habitação social que


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Grande entrevista: José Miguel Garcez - CDS/PP Paredes reversão daqueles terrenos para a construção do lar. A autarquia não tinha doado os terrenos da antiga escola de Baltar à Misericórdia de Paredes? Depois disso, Celso Ferreira não vendeu parte desse terreno? Que fez Alexandre Almeida para corrigir o erro de Celso Ferreira? NADA! Ou formou-se uma nova “tempestade perfeita” em Baltar, para prejudicar a freguesia e beneficiar outros fregueses?

YES: Como vê atualmente o PSD? JG: Não os queremos pois foram parte do passado que não nos honraram e não fizeram as coisas bem feitas. Temos visto o PSD juntamente com o PS a votar, normalmente quem se abstém ou vota contra é o CDS. A oposição construtiva e séria tem sido a do CDS.

YES: Acusa a governação do PS de clientelismo…

existia há 30 anos, mas hoje em dia o panorama é diferente. Do nosso ponto de vista, existe uma prioridade neste aspeto, que é encontrar uma solução e articular com os proprietários uma forma de cuidar da zona envolvente dos bairros de Paredes, que continuam aquém do seu potencial como espaço de bem-estar, desporto e lazer para os que lá vivem e para os que vivem na cidade de Paredes, no fundo, em prol da sociedade. Queremos a criação de mais parques e zonas verdes de proximidade, prioritariamente em zonas de carência, apostando em particular em processos de participação pública ao nível do bairro, que permitam a requalificação do espaço público com base em propostas e ideias da população local, potenciando a apropriação do espaço por parte das pessoas e uma maior vivência da vida comunitária no espaço público, que contribui também para maiores níveis de segurança.

YES: Qual deverá ser a imagem de marca do Concelho? JG: Com o PSD, passamos de um brasão identificativo do concelho para uma simples cadeira. A cadeira dá a entender que somos um concelho que só faz cadeiras. Nem sequer representa a indústria do mobiliário.

Mesmo que representasse o mobiliário, era redutor. Um concelho moderno não se afirma pelo monolitismo de uma atividade industrial. Paredes é muito mais do que isso. E, se queremos um concelho à dimensão dos quase 100 mil habitantes, precisamos de uma imagem que represente a nossa dimensão. O Brasão que consta da heráldica nacional daria uma ideia muito mais condizente com a dimensão do concelho. Paredes é mobiliário, pretende continuar a ser, mas terá de ser muito mais do que uma cadeira. Assim, parece a cadeira do poder onde eles se sentam e de onde nunca mais querem sair. Aliás, este PS não trouxe nada diferente em relação ao velho PSD. Mudaram as pessoas. Só isso.

YES: Uma das grandes preocupações do atual executivo é a situação do trânsito na cidade, qual a posição do CDS sobre este assunto? JG: Alexandre Almeida diz que a Câmara mandou fazer um estudo técnico para reordenar o trânsito na cidade, mas, entretanto, dá entrevistas a dizer que a Av. da República vai ter dois sentidos. Em que é que ficamos? Vai haver um estudo que melhore a circulação do trânsito na cidade ou é o presidente da Câ-

mara que faz de técnico? Aliás, tenho sérias dúvidas das vantagens que teria o trânsito com dois sentidos na Av. da República ou, até, tenho dúvidas que tecnicamente isso seja possível de forma a beneficiar o comércio local. Não é mais importante retirar o trânsito por trás da Câmara e não levar os automobilistas a “visitarem” sempre o condomínio fechado da comunidade cigana? É mais importante o trânsito com dois sentidos na Av. da República ou já devia ter mudado toda a circulação de veículos junto às escolas? Achamos mais importante a criação de zonas kiss&school junto aos estabelecimentos de ensino, garantindo fluidez e segurança na circulação rodoviária.

YES: Como avalia o trabalho desenvolvido no âmbito da cultura? JG: Para o CDS-PP, a atual agenda cultural não está no bom caminho. Vemos claramente que é uma agenda de propostas e atividades avulsas, não existe uma estratégia. E não sou eu que o digo, basta verificar a afluência das pessoas às mesmas. É uma agenda cultural que não vai ao encontro das necessidades da população, mas sim uma agenda ao gosto da vereadora, quando deveria ser o inverso.

YES: Uma das grandes lutas do CDS é sobre o edifício da antiga escola de Baltar. Como está este processo? JG: Após o conhecimento pelo Partido e pela População daquele negócio, que levanta muitas dúvidas, não restou alternativa, perante o silêncio da Câmara e do atual executivo da Junta de Freguesia de Baltar, senão apresentar uma denúncia criminal no DIAP de Paredes, estando de momento em preparação uma ação no Tribunal Administrativo. Como foi amplamente divulgado pela senhora ex-presidente de Junta da Freguesia de Baltar, foi celebrado um protocolo entre a Santa Casa da Misericórdia de Paredes e a Câmara que previa a doação do edifício da antiga Escola Secundária de Baltar para ali reabilitar aquele espaço que, ao longo do tempo, foi sendo abandonado, e ali construído um lar de idosos, preferencialmente para acolhimento de doentes com doenças degenerativas. Alguém consegue imaginar no crescimento que o lar traria para a freguesia? O número de postos de trabalho diretos e indiretos que geraria? O exponencial crescimento do comércio e indústria da freguesia? O reconhecimento e visibilidade que o mesmo ofereceria a Baltar? O CDS-PP pretende a

JG: Para isso já bastava o clientelismo político com que o PSD encheu a autarquia em ano de eleições. Pois bem, Alexandre Almeida não precisou de 4 anos para fazer em quatro meses aquilo que condenava no PSD. Quantos comissários políticos “devolveu” à proveniência? Zero! (Quer os votos do PSD e do CDS daqui a 4 anos!.) Quantos contratos por ajuste direto já fez para criar JOBS FOR THE BOYS AND GIRLS do PS ou dos que se “renderam” aos encantos das propostas de Alexandre Almeida? Em três meses fez tantos ou mais do que o PSD em ano de eleições! (Mais de 60 mil euros para contratar uma assessora para fazer posts no facebook?) Mas os outros é que desperdiçavam o dinheiro! Para concluir, qual a mensagem que transmite para os paredenses? Sempre afirmamos que uma gestão do PS é igual ou pior do que uma gestão do PSD! É altura de repetirmos alto e bom som! Alexandre Almeida tira mais fotografias do que qualquer modelo fotográfico. Não é com fotografias que se resolvem os problemas. As fotografias são “faz de conta que fiz” e tentam esconder o incumprimento das promessas eleitorais, mas os eleitores não são ignorantes como Alexandre Almeida julga que são. Daqui a 4 anos terá de prestar contas.

José Ferreira diretor@yeslousada.pt


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Em destaque: 93.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Cete

93 anos a servir o sul do concelho de Paredes A maior prenda de aniversário foi a tomada de posse do novo comandante Os Bombeiros Voluntários de Cete celebraram ontem o seu 93º aniversário. Paulo Pinto, já com uma longa história como secretário na direção da instituição, assumiu recentemente a sua liderança. Ciente dos desafios do futuro, explica a importância da tomada de posse do novo comandante, Noel Ferreira: “É uma confiança grande. Nós, direção, tomamos conta numa altura em que não havia comandante, mas tivemos a ajuda do nosso oficial Vitorino Tadeu, que comandou as ‘tropas’ até maio, sempre com uma política de paz, tanto com os bombeiros como com a direção”.

Há muito trabalho a fazer... Paulo Pinto refere as muitas necessidades da instituição tem atualmente: “Temos muitas obras a fazer nas instalações, temos um parque de viaturas muito velho, bastante velho mesmo... Já conseguimos uma viatura nova, que foi apresentada no domingo passado. A nível de obras, já conseguimos fazer algumas, inclusive um gabinete para o comandante”, contou.

Sobre aquilo que falta fazer, a lista ainda é extensa: “Já temos um projeto para alterar a central telefónica da nossa associação e até a receção para receber as pessoas. Temos também uma dificuldade grande – positiva, por um lado – a falta de camaratas, pois o aumento de bombeiros exige melhores condições para os receber”.

Nova fardas e equipamentos Este dirigente mostra-se satisfeito com o novo fardamento e alguns equipamentos, realçando a importância de ter os bombeiros “devidamente fardados”, o que foi conseguido com muito investimento, trabalho e ajuda exterior. “Aliás, no domingo passado, estiveram com fardas novas, equipamentos também e, portanto, tudo o que é necessário para o trabalho dos bombeiros. Estamos mais ou

menos apetrechados, mas não estamos satisfeitos ainda”, referiu. Para os bombeiros, todas as ajudam contam e são importantes

para prestar um melhor serviço às populações. Paulo Pinto realçou a colaboração da Câmara, que “ajuda muito, e conseguimos comprar esta viatura”. O envelhecimento do parque automóvel é, de facto, um problema: “Realmente, precisamos de adquirir mais viaturas. Nós estamos a precisar pelo menos de uma ambulância de emergência, pois essa viatura que compramos não é de emergência, é de transporte de doentes”. O dirigente garante que vai continuar a lutar para que a sua aquisição seja possível: “Vamos lutar para ter aqui uma viatura do INEM e para isso temos que ter aqui os bombeiros homologados para tal. Temos que ter o TAS e já estamos a conseguir alguns bombeiros a funcionar neste capítulo. Estamos a lutar para isso. É a saúde que me está a preocupar um bocadinho mais, porque são as viaturas

com mais deterioração”, explicou. A população em geral tem também um papel importante na renovação dos meios materiais da corporação, ao contribuir financeiramente, como salientou Paulo Pinto, considerando que a comunidade é “um empurrão”: “Nós fizemos um porta-a-porta na freguesia de Cete e fomos muito bem recebidos. A nível financeiro, nós queremos sempre mais, mas já foi muito razoável, e sentimos a aproximação da população”. Acrescenta, ainda, que é muito importante que as pessoas confiem nos bombeiros. Após alguns sobressaltos, o líder da corporação  crê que estão a passar para o exterior confian-

ça, sentindo o apoio da população. Destacou também a colaboração das juntas de freguesia de Cete, Parada, Recarei, Sobreira e Aguiar de Sousa: “Já tivemos reuniões com os presidentes das juntas, o que nos tem aproximado. Já temos combinado um porta-a-porta em Aguiar de Sousa”, contou.

Apoio da Câmara para já não sofre alterações

Presente na cerimónia, o Presidente da Câmara, Alexandre Almeida, reconhece que os bombeiros de Cete precisam de um rumo diferente e congratula-se com o facto de, “felizmente, agora haver um horizonte ao fundo do túnel. Uma instituição organizada, uma instituição que sabe o que quer e tem que prosseguir”. Acrescentou que a corporação pode “contar com o apoio de instituições, nomeadamente da Câmara Municipal de Paredes”. O autarca reconheceu o esforço para dar um novo rumo à instituição e lembrou o seu difícil trabalho para fazer face ao “flagelo que foi o ano passado”, na parte sul do concelho, “aquela que está mais vulnerável e tem freguesias identificadas como sendo de alto risco”. Foi com orgulho que se referiu ao facto de o posto passar a estar aberto ao longo de todo o ano e não apenas no período do verão.   Sobre o subsídio atribuído pela Câmara aos bombeiros, reconhece que não é suficiente, mas “infelizmente é aquilo que nesse momento se torna possível”. Prometeu, no entanto, após “reequilibrar as contas na câmara nos próximos 2 anos”, tentar ir ao encontro das pretensões das instituições, “responsáveis pela proteção civil do concelho e têm que ser compensadas por isso”, concluiu.


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Em destaque: 93.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Cete

Novo comandante elege como prioridade a renovação das instalações e do parque automóvel

Bombeiros Voluntários de Cete

O

Capitão Noel Ferreira, de 34 anos, é natural de Cete e, apesar de jovem, possui já uma carreira académica e profissional invejável. Este piloto-aviador na Força Aérea Portuguesa foi empossado no passado domingo, dia 15, comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, aos quais está ligado desde tenra idade. A sua carreira militar iniciou-se na Força Aérea Portuguesa, em setembro de 2000, como socorrista voluntário na especialidade de Serviços de Saúde. Volvidos dois anos, ingressou na corporação dos Bombeiros Voluntários de Cete. Em 2003, iniciou a formação de nível superior, que completou em 2008, licenciando-se em Ciências Militares Aeronáuticas, na especialidade de Piloto Aviador, na Academia da Força Aérea. Seguiu-se o curso de pilotagem de helicópteros na esquadra 552, que o ocupou dois anos. EM 2010, concluiu a qualificação base de piloto de busca e salvamento na esquadra 751. Atualmente, desempenha funções na esquadra 751 como Piloto Comandante desde 2013. Ao Yes Paredes, falou do atual momento da corporação de Bombeiros Voluntários de Cete, que completou o seu 93º aniversário, bem como das perspetivas futuras.

YES: Como surgiu esta oportunidade? O que o levou a aceitar esta responsabilidade? Noel Ferreira (NF): Surgiu por convite da direção, após os infelizes acontecimentos de 2017. Os motivos para a aceitar são simples: primeiro, a salvaguarda da instituição; segundo, o enorme respeito que tenho por estes homens e mulheres de coração gigante.

YES: Caracterize o atual momento da corporação. NF: A corporação neste momento caracteriza-se por um sentimento de entusiasmo e orgulho generalizado. Tenho um corpo ativo extremamente jovem e com uma enorme determinação.

YES: Está satisfeito com as

atuais condições da corporação, em relação às instalações, ao parque automóvel e ao número de voluntários que a servem? NF: A resposta sincera, em relação às condições, é não!A s

instalações estão muito degradadas, sendo difícil assegurar condições ideais para os bombeiros. Em relação ao parque automóvel, infelizmente, cenário é igualmente triste. As viaturas estão demasiado velhas e ultrapassadas.

O número de voluntários, felizmente, não é um cenário tão drástico, sendo que agora, a entrada nos quadros de novos estagiários nos vai dar uma grande ajuda. São jovens cheios de energia e até coragem por terem decidido ingressar nesta vida no momento em que o fizeram.

YES: Como analisa o momento atual da classe de bombeiro? O que seria necessário para a sua maior valorização? NF: Infelizmente,  a classe do bombeiro continua a não ser devidamente enquadrada e apoiada no sistema de proteção civil. Acredito que as novas gerações estão a dar um enorme contributo para a melhoria da imagem e profissionalismo dos bombeiros.

YES: Quais são para si os maiores desafios para o futuro? NF: Com as todas as dificuldades que somos obrigados a superar, e vamos superar, imagino que não seja fácil manter estes jovens motivados para continuar a dar de si em prol do próximo. Dado que a minha prioridade serão sempre os meus bombeiros, também eles, felizmente, serão o meu maior desafio. Depois,

naturalmente

os

maiores desafios serão a renovação de instalações e parque automóvel. Quero que os bombeiros se sintam confortáveis no quartel e seguros nas operações.

YES: Quais são os principais sentimentos após esta tomada de posse? NF: Como referi ao discursar, tenho a sorte de ter bombeiros extraordinários sob o meu comando, tenho a sorte de ter sido extremamente bem recebido e isso, naturalmente, faz-me sentir bastante feliz e motivado para trabalhar. Sinto que a corporação irá crescer bastante nos próximos tempos.

YES: Qual é a principal mensagem que transmite às populações servidas pela sua corporação? NF: A mensagem que quero passar a toda a população é que nós existimos por eles e para eles, que têm aqui uma porta aberta e muita gente para o que precisarem. E, principalmente, que têm aqui mulheres e homens muito capazes e munidos de uma extraordinária dose de altruísmo, podendo assim dar garantias de que estes bombeiros tudo farão em prol da defesa da sua população e bens associados.  José Ferreira diretor@yeslousada.pt


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Paredes

Futebol

Campeonato Portugal (série B)

Rebordosa goleia o São Pedro da Cova

29.ª JORNADA (15 Abr) SC Coimbrões 3-1 Camacha Sp. Espinho 2-2 FC Felgueiras 1932 Canelas 2010 1-0 Cinfães FC Pedras Rubras 2-3 Cesarense AD Sanjoanense 4-2 Freamunde SC Salgueiros 2-1 Sousense Amarante FC 0-1 Trofense Gondomar 2-0 Aliança de Gandra

Classificação

1 2 3 4 5 6 7 8

30.ª JORNADA (22 P Abr) J Classificação

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

V

E

53 Coimbrões 29 15 8 FC Felgueiras 1932 16:00 SC 51 Espinho Sp. EspinhoCinfães 16:00 Sp. 29 14 9 49 29 2010 Gondomar 13 10 Aliança de Gandra 16:00 Canelas 48 Pedras CesarenseCamacha 16:00 FC 29 Rubras 11 15 45 Sanjoanense Cinfães Cesarense 16:00 AD 29 13 6 44(série Trofense 16:00 SC Salgueiros Amarante FC 29B) 12 8 Campeonato Portugal 41 29 FC Freamunde 16:00 Amarante SC Coimbrões 11 8 39Abr)29 9 12 Sousense 16:00(15Gondomar AD Sanjoanense 29.ª JORNADA 39 29 10 9 SC Coimbrões FC Pedras Rubras 3-1 Camacha Sp. Espinho 2-2 FC39Felgueiras Trofense 29 1119326 Canelas 38 29 10 8 Canelas 20102010 1-0 Cinfães Pedras Rubras 2-3 Cesarense 35 29 7 14 SCFCSalgueiros AD Sanjoanense 4-2 Freamunde 34 29 10 4 Camacha SC de Salgueiros 29 29 8 5 Aliança Gandra 2-1 Sousense Amarante FC 0-1 Trofense 27 29 6 9 Freamunde Gondomar 2-0 Aliança de Gandra 18 29 Sousense 5 3

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6 6 6 3 10 9 10 8 10 12 11 8 15 16 14 21

10

30.ª JORNADA (22 Abr) FC Felgueiras 1932 16:00 SC Coimbrões Cinfães 16:00 Sp. Espinho Aliança de Gandra 16:00 Canelas 2010 Camacha 16:00 FC Pedras Rubras Cesarense 16:00 AD Sanjoanense Trofense 16:00 SC Salgueiros Freamunde 16:00 Amarante FC Sousense 16:00 Gondomar

28.ª JORNADA (15 Abr) Rebordosa AC 4-0 S. Pedro da Cova Aliados Lordelo 1-0 CD Sobrado Folgosa da Maia 0-0 Paços Ferreira B FC Vilarinho 0-4 Baião Barrosas 1-3 Paredes SC Nun´Álvares 0-1 Penafiel B Vila Meã 2-2 Lixa Ermesinde 1936 1-3 Tirsense

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

P Abr) J V E Classificação 29.ª JORNADA (22 65 28 AC Aliados Lordelo 21 2 Baião 16:00 Rebordosa 62 28 20 2 S.Paredes Pedro da Cova 16:00 Aliados Lordelo 61 28da Maia Rebordosa AC 16:00 Folgosa 20 1 CD Sobrado Tirsense Paredes 16:00 FC51Vilarinho 28 14 9 50 28 15 5 Barrosas Lixa 16:00 Barrosas 45 (série VilaAFMeã 28 122) 9 Porto Elite Pro-Nacional Tirsense 16:00 SC41Nun´Álvares Paços Ferreira B 28 11 8 B 16:00 Vila 37 Meã Lixa Penafiel 28 9 10 28.ª JORNADA (15 Abr) Ermesinde 36 Ferreira CD Sobrado1936 16:00 Paços 28 10 B 6 Rebordosa AC 4-0 S. Pedro da Cova 30 28 7 9 S. Pedro da Cova Aliados Lordelo 1-0 CD Sobrado 30 28 8 6 Ermesinde 1936 Folgosa da Maia 0-0 Paços Ferreira B 27 28 6 9 SC Nun´Álvares FC Vilarinho 0-4 Baião 27 28 7 6 Baião Barrosas 1-3 Paredes 27 28 7 6 FC Vilarinho SC Nun´Álvares 0-1 Penafiel B 19 28 6 1 Penafiel B Vila Meã 2-2 Lixa 17 28 4 5 Folgosa da Maia

Ermesinde 1936 1-3 Tirsense

29.ª JORNADA (22 Abr) Baião 16:00 Rebordosa AC S. Pedro da Cova 16:00 Aliados Lordelo CD Sobrado 16:00 Folgosa da Maia Paredes 16:00 FC Vilarinho Lixa 16:00 Barrosas Tirsense 16:00 SC Nun´Álvares Penafiel B 16:00 Vila Meã Ermesinde 1936 16:00 Paços Ferreira B

11 12 13 14 15 16

P

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V

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27.ª JORNADA (15 Abr) AJM Lamoso 1-4 Raimonda Livração 0-3 SC Salvadorense Caíde Rei 4-0 FC Parada S. Lourenço Douro 4-3 Lousada B ADC Frazão 1-1 ASS Nevogilde UD Torrados 2-2 AD Marco 09 FC Lagares 3-1 CCD Sobrosa AD Várzea FC 2-1 UDS Roriz

D

53 29 15 8 6 FC Felgueiras 1932 51 29 14 9 6 Sp. Espinho 49 29 13 10 6 Gondomar 48 29 11 15 3 Cesarense 45 29 13 6 10 Cinfães AF Porto 1ª Divisão (série 2) 44 29 12 8 9 Amarante FC 41 29 11 8 10 SC Coimbrões 27.ª JORNADA (15 Abr) AD Sanjoanense 29 91-412Raimonda 8 AJM39Lamoso 39 29 10 9 10 FC Pedras Rubras Livração 0-3 SC Salvadorense 39 Trofense Caíde29Rei 114-0 6 FC12 Parada 38 Douro Canelas 2010 S. Lourenço 29 104-3 8 Lousada 11 B 35 Frazão SC Salgueiros 29 71-114ASS8 Nevogilde ADC 34 Camacha 29 102-2 4 AD15Marco 09 UD Torrados 29 Aliança de Gandra 29 83-1 5 CCD 16Sobrosa FC Lagares 27 29FC 62-1 9 UDS Freamunde 14Roriz AD Várzea 18 29 5 Sousense 3 21

1 2 3 4 5 6 7 8

28.ª JORNADA (22 Abr) P J V Evs D AJM Lamoso Classificação SC Salvadorense 1 FC Felgueiras 1932 53 FC29 15 8vs 6 Livração Parada 2 Sp. Espinho 51 Caíde 29 14 Rei 9vs 6 AD Várzea FC 3 Gondomar 49 Raimonda 29 13 10vs 6 S. Lourenço Douro 4 Cesarense 48 Lousada 29 11B 15vs 3 ADC Frazão 5 Cinfães 45 13 6vs 10UD Torrados CCD 29 Sobrosa 6 Amarante FC 44 Nevogilde 29 12 8vs 9 FC Lagares ASS Treinador Andres Madrid Num início 7deSCjogo forte do Rebordo41 Coimbrões 29 11 AD Marco 09 8vs 10UDS Roriz “Jogo muito difícil, que nós acabamos sa, com uma8 grande pressão sobre a 39 29 9 12 8 AD Sanjoanense por tornar fácil. O São Pedro da Cova veio equipa forasteira, que culminou com o 9 FC Pedras Rubras 39 29 10 9 10 fazer o jogo pelo jogo. Na primeira parte, tento inaugural, aos 15’. Na marcação 10 Trofense 39 29 11 6 12 conseguimos abrir o jogo e marcar golos; de um canto,11Mansilha do São Pedro da 38 29 10 8 11 Canelas 2010 Cova marcou12o golo na própria baliza. O na segunda parte, a equipa relaxou um 35 29 7 14 8 SC Salgueiros Rebordosa foi controlando, mas o S. Pe- bocado, mas foram 60 minutos consegui13 Camacha 34 29 10 4 15 dro da Cova, 14mesmo assim, ia dando29boa dos da nossa parte, merecemos a vitória. Aliança de Gandra 29 8 5 16 Faltam só dois jogos, mas não existe nada réplica. Aos 15 35’ Fabu foi ceifado dentro 27 29 6 9 14 Freamunde da grande área, e o “óscar” de grande de diferente, demos apenas uma passo 16 Sousense 18 29 5 3 21

14

mais, para conseguir atingir o nosso objetivo. Domingo a domingo temos esta pressão mas temos de estar habituados. Já no próximo domingo vamos jogar com o Baião, que já conseguiu os seus objetivos. Vai certamente fazer o P J V E D Classificação jogo pelo jogo, e pode65 28 21 2 5 Aliados Lordelo rá ser mais complicado. 62 28 20 2 6 Paredes Viu-se isso no último 61 28 20 1 7 Rebordosa AC jogo, onde venceu por 51 28 14 9 5 Tirsense quatro a zero. Temos de AF50Porto Divisão Barrosas 282ª 15 5 Série 8 1 dignificar a camisola do 45 28 12 9 7 Vila Meã Rebordosa como o fize27.ª JORNADA (15 Abr) 41 28 11 8 9 Paços Ferreira B mos até agora, por isso GDC Ferreira 2-1 Aliança de Gandra B 37 28 9 10 9 Lixa o próximo jogo é que Bougadense B 2-2 Marechal G. Costa 36 28 10 6 12 CD Sobrado Aliados Lordelo B 4-0 Melres DC está na nossa cabeça, 30 28 7 S. Pedro da Cova Monte Córdova 9 12Seroa não podemos pensar no 7-0 Leões Ermesinde 1936 28 15:00 8 Ramaldense 6 14 outro a seguir pois seria USC30Baltar 27 28 2-1 SC Nun´Álvares 6 Escola 9 13Futebolum AC Gervide 115erro. Vamos acredi27 28 15:00 tar que vamos conseBaião 7 Vandoma 6 15 ISC Sobreirense guir”. Inter Milheirós 27 28 4-0 FC Vilarinho 7 Zebreirense 6 15

15

Penafiel B

9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 D

9

5 6 7 5 8 7 9 9 12 12 14 13 15 15 21 19

10 11 12 13

4

Sp. B 19 Cruz 28 15:00 6 SC1 Nun´Álvares 21

0

indireto, Cesinha e aumentou 16 aproveitou 17 28 4 Folgosa da Maia 5 19 a vantagem da equipa da casa, marcando P 28.ªJ JORNADA VRebordosa E (22D Abr) Classificação S.P. Cova o terceiro golo. Numa bela jogada magisRamaldense 16:002 Inter 1 AliadosJuninho 65 o 28 21 Lordelo marcou 5 Milheirós tral, o recém-entrado de62 Gandra 18:002 Leões Seroa 2 Paredes 28 BEstádio 20 quarto golo, num remate bemAliança colocado. do6 Azevedo, em Rebordosa, Pare16:001 GDC Ferreira 61G. Costa Rebordosa AC Marechal 28 des. 20 7 Vitória justa da3equipa da Casa, num jogo Árbitro: Paulo Sousa Silva. USC 16:009 Monte 4 Tirsense 51 Baltar 28 REBORDOSA: 14 5 Córdova onde o Rebordosa demonstrou ter uma André Fonseca, Parada, Zebreirense 16:00 ISC 5 Barrosas 50 28 15 5 8Sobreirense grande superioridade sobre o adversário. Xandão, Frazão (Mica-68’) e Varela, Sergio 16:009 Aliados B 6 com 45 28 B 12 O Rebordosa, 61 pontosSCeNun´Álvares a um Vila Meã 7 Lordelo Cardoso (Edi-68’), Paulo Oliveira (PedroEscola Futebol 115 11 16:00 Sp. Cruz 41só 28 ponto do clube7vizinho o USCBParedes, Paços Ferreira sa-78’)8 e 9 Óscar (Marcelo-78’), Cesinha, Vandoma 16:00 depende de si para conseguir o almejado 8 Lixa 37 28 Fabu 9 (Julinho-78’) 10AC9Gervide e Pedro Oliveira. TreinaMelres 16:006 Bougadense B lugar no play-off dá acesso ao Cam9 que 36 28DC 10 CD Sobrado 12 Madrid. dor: Andrés peonato de Portugal. Noda próximo 10 S. Pedro 30 28 7 9 12 Cova dominSÃO PEDRO DA COVA: Ricardo, Mansilha, go, a equipa paredense vai1936 defrontar fora 11 Ermesinde 30 28 8 6 14 Filipe (Vitinha-70’), Chico (Zé Martins-46’) de casa o Baião antevê-se, 12 eSC Nun´Álvaresem caso 27de 28 e 6Edgar, 9 Postiga, 13 Ventura (Rafa-80’), João não existir mudanças 13 Baião na tabela, um dér27 28 Silva 7 (Moreira-70’), 6 15 Tiago Mourão (Sérgio, bi decisivo para a última jogada em casa 14 FC Vilarinho 27 28 70’) 7 e 6Betinho. 15 Treinador: Alexandre Silva. com o USC Paredes. 15 Penafiel B 19 28 6 1 21 Campeonato ao rubro na cidade de Ao intervalo: 2-0. Marcadores: Mansilha 16 Folgosa da Maia 17 28 (15’,pb), 4 5 19 Óscar (35’, gp), Cesinha (60’) e Paredes. Julinho (83’).

P Classificação 28.ª JORNADA (22 Abr)J V E 64 27 19 7 ADSCMarco 09 Salvadorense vs AJM Lamoso 55 27 16 7 Caíde ReiFC Parada vs Livração 47 27 14 5 S. Lourenço Douro Caíde Rei vs AD Várzea FC LivraçãoRaimonda vs S.47Lourenço 27 14 5 Douro 44 27 13 5 FC Parada Lousada B vs ADC Frazão AF Sobrosa Porto 1ª Divisão 43(série UD Torrados 272) 11 10 CCD vs UD Torrados 38 CCDASS Sobrosa 27 11 5 Nevogilde vs FC Lagares 27.ª JORNADA (15 Abr) 36 Lousada B 27 10 6 AD Marco 09 vs UDS Roriz AJM Lamoso 1-4 Raimonda 36 27 10 6 UDS Roriz Livração 0-3 SC 34 Salvadorense AJM Lamoso 27 9 7 32 Parada AD VárzeaCaíde FC Rei 4-0 FC 27 9 5 S. 29 27 B 6 11 FCLourenço Lagares Douro 4-3 Lousada ADC Frazão 1-1 ASS 24 Nevogilde ADC Frazão 27 6 6 UD Torrados 2-2 AD Marco 09 5 23 27 6 Raimonda FC Lagares 3-1 CCD Sobrosa 22 27 6 SC Salvadorense 4 AD Várzea FC 2-1 UDS Roriz 21 27 3 12 ASS Nevogilde

D

1 4 8 8 9 6 11 11 11 11 13 10 15 16 17 12

28.ª JORNADA (22 Abr) SC Salvadorense vs AJM Lamoso FC Parada vs Livração Caíde Rei vs AD Várzea FC Raimonda vs S. Lourenço Douro Lousada B vs ADC Frazão CCD Sobrosa vs UD Torrados ASS Nevogilde vs FC Lagares AD Marco 09 vs UDS Roriz

penalidade ampliou a vantagem. Na segunda parte, o Rebordosa dominou a seu belo prazer e, à passagem dos 60’, o guarda-redes Ricardo recebeu um passe de um colega, originando livre

AF Porto Elite Pro-Nacional (série 2)

1

AF Porto 1ª Divisão (série 2)

AF Porto 2ª Divisão Série 1 27.ª JORNADA (15 Abr) GDC Ferreira 2-1 Aliança de Gandra B Bougadense B 2-2 Marechal G. Costa Aliados Lordelo B 4-0 Melres DC Monte Córdova 7-0 Leões Seroa USC Baltar 15:00 Ramaldense AC Gervide 2-1 Escola Futebol 115 ISC Sobreirense 15:00 Vandoma Inter Milheirós 4-0 Zebreirense Sp. Cruz 15:00 SC Nun´Álvares B

Classificação

P

J

V

E

D

74 27 24 2 1 Inter Milheirós 28.ª JORNADA (22 Abr) 2 USC Baltar 66 26 21 3 2 Ramaldense 16:00 Inter Milheirós 3 Aliados Lordelo B 58 27 18 4 5 Aliança de Gandra B 18:00 Leões Seroa 4 Ramaldense 54 26 17 3 6 Marechal G. Costa 16:00 GDC Ferreira 5 GDC Ferreira 52 27 16 4 7 AF Baltar Porto 2ª Divisão Série 1 USC 16:00 Monte Córdova 6 AC Gervide 47 27 14 5 8 Zebreirense 16:00 ISC Sobreirense 7 Monte Córdova 44 27 14 2 11 27.ª JORNADA (15 Abr) SC Nun´Álvares B 16:00 Aliados Lordelo B 8 Melres DC 42 27 13 3 11 GDC Ferreira 2-1 Sp. Aliança de Gandra B Futebol 115 16:00 9 Escola 36Cruz26 10 6 10 ISC Sobreirense Bougadense B 2-2 Marechal G. Costa 10 Sp. CruzVandoma 16:00 AC 35Gervide 26 10 5 11 AliadosMelres LordeloDCB 16:00 4-0 Bougadense Melres DC B 11 Aliança de Gandra B 35 27 9 8 10 Monte Córdova 7-0 Leões Seroa 12 Bougadense B 34 27 9 7 11 USC Baltar 15:00 Ramaldense 13 SC Nun´Álvares B 33 26 10 3 13 Marechal Gomes da2-1 Escola Futebol 115 AC Gervide 14 26 27 7 5 15 Costa ISC Sobreirense 15:00 Vandoma 15 Vandoma 21 26 6 3 17 Inter Milheirós 4-0 Zebreirense 16 Zebreirense 12 27 2 6 19 Sp. Cruz 15:00 SC10Nun´Álvares B 17 Leões Seroa 27 2 4 21 18 Escola Futebol 115 4 27 1 1 25 1

28.ª JORNADA (22 Abr) Ramaldense 16:00 Inter Milheirós Aliança de Gandra B 18:00 Leões Seroa Marechal G. Costa 16:00 GDC Ferreira USC Baltar 16:00 Monte Córdova Zebreirense 16:00 ISC Sobreirense SC Nun´Álvares B 16:00 Aliados Lordelo B Escola Futebol 115 16:00 Sp. Cruz Vandoma 16:00 AC Gervide Melres DC 16:00 Bougadense B


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Paredes

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Futebol

Paredes vence em Barrosas e mantém o sonho vivo O USC Paredes foi ganhar por três bolas a uma o SC de Barrosas, num jogo onde a equipa paredense fez jus ao seu lugar na tabela classificativa, continuando assim na luta por um lugar no play off da subida de divisão. O início da primeira parte foi um jogo bem disputado, com a equipa paredense a entrar bem no jogo, perdendo logo no início uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador. O

Barrosas equilibrou mais o jogo conseguindo marcar aos 23’: num contra-ataque rápido, Daniel Bessa isolou-se e, à frente do guarda-redes, disparou para o fundo das redes da baliza de Dani Carvalho. O Paredes marcou logo a seguir, na sequência de um canto. Alex Porto, aos 25’, aproveitou um desvio ao primeiro poste e no segundo poste empatou a partida. Logo a seguir, aos 32’, Jorginho, num bom lance pela esquerda, viu o guarda-redes ligeiramente adiantado, rematou junto à linha lateral do lado esquerdo e fez um golo de Barrosas Paredes belo efeito. A bola ainda bateu na barra e no poste mas acabou por entrar. Complexo Desportivo de Barrosas, em FelNa segunda parte, o jogo gueiras. Árbitro: Tiago Sá. foi muito disputado a BARROSAS: Paulo Costa, Carlão, Alex (Zé meio campo, sem granPedro-85’), Moreno e Pedrinho, David des situações de golo, Bessa (Nuno Silva-75’), André Monteiro onde o Paredes acabou (Luciano-85’), Teté (Tiaguinho-85’), Almiro por fechar o resultado marcando o terceiro golo: (Sérgio Abreu-75’), Ratinho e Hélio Costa. num ataque organizado, Treinador: Tonanha. com uma assistência de PAREDES: Dani Carvalho, Tó Jó, (Ema-88’), Tojó do lado direito, IsmaNuno Moreira, Ismael (Hélder-88’) e Gusel remata cruzado e Hélio tavo (Fonseca-67’), Sousa, Jorginho e PeCosta do Barrosas acaba dro Duarte, Martins (Madureira-67), Alex por encostar, marcando Porto e Joel. Treinador: Eurico Couto. na própria baliza. Com esta vitória, o USC Ao intervalo: 1-2. Marcadores: David BesParedes não deixa terresa (23’), Alex Porto (25’), Jorginho (32’) e no para o ARC RebordoHélio Costa (68’-pb). sa, tendo atualmente 62

1

3

pontos, mais um que o clube vizinho. O próximo jogo é em casa com o Vilarinho e antevê-se, se não houver nenhum percalço por parte de ambas as equipas, a decisão para o último jogo, no dérbi em casa do Rebordosa. Eurico Couto, Treinador do Paredes “O Barrosas é uma excelente equipa com bons jogadores, um plantel muito rico e que cria sempre muitas dificuldades. Penso que entramos muito bem no jogo, tivemos até uma situação para inaugurar o marcador, mas não conseguimos. Coube ao Barrosas, contra a corrente do jogo, marcar o primeiro golo da partida. Tivemos depois a felicidade em poucos minutos de conseguir empatar a partida. Isso deu-nos uma motivação extra e logo a seguir conseguimos dar a volta ao marcador, marcando o segundo golo, que nos deu algum conforto. Devo destacar o facto de que, após sofrermos o golo, tivemos 7 remates à baliza do Barrosas, o que demonstra o querer que esta equipa teve para dar a volta ao resultado. Na segunda parte, foi um jogo muito disputado a meio campo, e conseguimos fazer o terceiro golo numa jogada de transição, ditando o resultado final.

Foto: Edmundo Regalo

Sinto que esta equipa tem neste momento mais maturidade e confiança,  que foi adquirindo ao longo da época e isso vai ajudando a ter outro tipo de postura em campo e isso é muito bom. Temos de pensar jogo a jogo, e o próximo é aqui em casa com o Vilarinho. Vai ser mais um jogo difícil, que vamos ter de ganhar.

Os jogadores estão, uns mais que outros, preparados para esta pressão destes últimos jogos, mas são estes jogos que os vão fazer crescer. Enquanto jogadores, estão com uma vontade enorme de ganhar estes jogos. Eu acredito neles. Já passamos muitos momentos e sei do que são capazes.”

2

0

1

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1

4

0

Gondomar

A. Gandra

A. Lordelo

Sobrado

Nun´Álvares

Penafiel “B”

Caíde de Rei

Parada

Estádio São Miguel, em Gondomar. Árbitro: Albano Correia. GONDOMAR: Luís Monteiro, Bruno Sousa, Rui Filipe, Tiago Graça, Ari, Issouf, Tiago Gomes, Wang Peng, (Camará-55’), Yao Daoganf (Telmo-84’), Domingos (Generoso-66’), Manuel e Namora. Treinador: José Alberto. ALIANÇA GANDRA: Rica, Bruno (Edgar-61’) Marcelo, Celso, Pepe, Sousa, Diogo Almeida (Cancelas-53’), Diogo Torres, Prince, (Ricardo Barros-75’), Vitor Hugo e Jorginho. Treinador: Jorge Regadas. Ao intervalo: 0-0. Marcadores: Manuel Namora (72’) e Generoso (90’+2’).

Estádio Cidade de Lordelo, em Paredes. Árbitro: Daniel Soares. Cartão vermelho: Pedro Miguel, no banco de suplentes do Sobrado (20’). ALIADOS DE LORDELO: Nico, Rui Alves (Vitor Mender-60’), Hugo Silva, Diogo Brandão (Silvério-60’) e Pedrinho (Vítor Gomes-85’), Maurício, Fonseca (Diogo Preto-85’), Preto, Monteiro, Carlão e André Pinto. Treinador: Pedro Barroso. SOBRADO: LuÍs Barros, Gustavo, Zé Pedro, Costinha, Leo Bonfim, Tiago Veiga, Pabrício (Rúben-55’), Caio, Miguel, Garba (Yussef-55’) e Sábio. Treinador: Tiago Moreira. Ao intervalo: 0-0. Marcador: Maurício (84’).

Complexo Desportivo d Nun’Alvares, em Recarei, Paredes. Árbitro: Emanuel Neto. NUN’ ÁLVARES: Postiga, Miranda, Teixeira, Tiago e Almeida (André Rocha-45’), Apolónio (Pinto-84’), Guedes, Roma (Paiva-45’/ João Pinto-63’), Rui Fernando e André Fernando (Xivina-45’). Treinador: José António PENAFIEL “B”: André, Botelho, Paulo, Leandro, João Mendes, Cardoso (João-75’), Oliveira (Valente-90+5’), Tiago, Henrique, Rafa (Alex-46’) e Carlos. Treinador: Hugo Neto. Ao intervalo: 0-0. Marcador: Henrique (90’+4’).

Campo da Quinta dos Ingleses em Caíde de Rei (Lousada). Árbitro: Diogo Cancela. CAÍDE DE REI: Tiago, Nuno Bessa, André Santos, Rui Moreira, Carcanho, Hugo Freitas, Faria (Edmundo-75’), João Babo (Abílio-82’), Nias (Fábio Magalhães-82’), André Miranda (Diogo Neto-82’) e Miguel Vaz. Treinador: Tó Jó. PARADA: Henrique, Pedro (Loris-60’), Lopes, Zé Pedro, Agostinho, César, Albano (Diogo-45’), Nuno (Pico-45’), Patelas (China-79’), Leonel (Guedes-79’) e Joãozinho. Treinador: David Barbosa. Ao intervalo: 2-0. Marcadores: Miranda (43 e 73’), Miguel Vaz (44’) e Fábio Magalhães (88’).

Parada goleado em Caíde

Baltar abranda ritmo

No passado domingo o Parada saiu de Caíde de Rei com uma pesada derrota, por 4-0, que deixou a equipa sem qualquer hipótese de chegar ao 2.º lugar. A jogar precisamente no terreno do atual segundo classificado, a quem um triunfo deixaria a equipa com as portas da subida escancaradas, os paredenses só na fase inicial conseguiram algum equilíbrio. E, foi só aos 42 minutos que Miranda, depois de tirar um rival da frente, concluiu uma jogada de contra-ataque com um remate colocado. Com o caminho encontrada para a baliza de Henrique não demorou muito a ser dilatada a vantagem. Volvidos dois minutos, Carcanho tirou um cruzamento para a área, onde surgiu

O Baltar venceu na receção ao Ramaldense por 2 – 0. A equipa de Joel Oliveira ocupa o segundo lugar da tabela classificativa e mantém-se assim na luta pelo acesso à fase seguinte. Cerca de meia centena de pessoas assistiu nas bancadas ao jogo entre segundo e quarto classificados da Segunda Divisão (Série 2). O jogo começou com o Ramaldense a tentar impor-se e a inverter a tendência de goleada que tem aparecido para os lados de Baltar. Os visitantes mostraram-se determinados e

Miguel Vaz a apontar o segundo dos locais. Apesar da vantagem relativamente confortável, os caidenses não abdicaram de presentear os adeptos com um bom espetáculo e foram ainda mais determinados na segunda parte. Miranda bisou na partida e Fábio Magalhães encerrou a contagem. O Parada ficou praticamente arredado dessa luta, até porque as hipóteses de o conseguir já eram muito remotas. Ao Caíde basta agora um empate na receção de domingo aos felgueirenses do Várzea para garantir a presença no play-off de subida.

o jogo chegou empatado a zero ao intervalo. No início da segunda parte, o Baltar entrou mais forte e mostrou-se inconformado com o resultado. Já diz a expressão “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e o Baltar chegou mesmo à vantagem. Ao minuto 79 Santos inaugura o marcador e, cinco minutos mais tarde, amplia a vantagem para 2-0 final.


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Equipa em destaque: Aliança de Gandra

O sonho quase concretizado do Aliados de Lordelo

A apenas um jogo do fim do Campeonato de Portugal o Aliança de Gandra sentenciou o destino da próxima época. A derrota frente ao Gondomar por 2 – 0 ditou a descida de divisão. No entanto, a má temporada não apaga o bom percurso do clube ao longo dos anos e o bom trabalho do atual Presidente, Rui Pinto, que deixa o clube sem dívidas.

Rui Pinto é Presidente do Gandra há três anos. Nascido e criado na terra, o empresário garante que este é o último mandato do clube que considera como a sua paixão: “Estou neste clube porque esta é a minha terra e gosto muito dela. Tenho muito orgulho em estar envolvido neste projeto e tento sempre ajudar em tudo o que é preciso. Este clube é uma paixão. Eu gosto da freguesia e estou aqui por ela e pelos gandarenses. Sou também vogal na junta de freguesia e na associação “Olhar atento”, para ajudar a crescer e melhorar esta terra. Este é o último mandato como Presidente, mas vou continuar na direção a ajudar e apoiar o clube em tudo o que for possível. Quero dar o lugar a outros e, em maio, haverá novas eleições.” A um mês de deixar o cargo de Presidente da Direção, Rui Pinto olha para trás e reflete sobre a temporada, que está prestes a terminar: “Este ano tentámos preparar a equipa da melhor forma, pensávamos até que estava melhor preparada do que no ano anterior, mas não foi isso que aconteceu. Estamos num campeonato muito difícil e equilibrado, onde descem seis equipas. Se formos comparar as pontuações com outras séries percebemos as diferenças e a grande competitividade deste campeonato, mas a verdade, é que as coisas também não nos correram bem. A saída do treinador foi também um momento complicado durante esta época. Houve jogadores que não se conseguiram adaptar ao clube e tiveram de sair, foi um ano que não correu bem.” A Associação de Futebol do Porto já avisou que estão a ser estudadas mudanças para a próxima

aposta, não só na formação, mas também em outras modalidades: “Temos a formação de futebol de todos os escalões e, ao nível das modalidades, temos ainda o atletismo e o futsal feminino. São duas centenas de atletas que estão envolvidos neste clube e requerem um grande trabalho e colaboração de todos, eu só sozinho não conseguia. A união da direção é muito importante na estrutura

deste clube. Todos os diretores têm uma tarefa e todos cumprem com os seus trabalhos devidamente, o que torna tudo mais fácil. A formação continua a ser uma das grandes apostas, mas além do objetivo de formar jogadores, o mais importante é formar pessoas.” Cristina Borges e José Ferreira redacao@yeslousada.pt

Marcelo Santos, capitão, de 30 anos. No clube há sete anos, passou pelo Valonguense, Vilarinho, Ermesinde e Campo.

época, o que leva o Presidente e o clube a ter esperança até ao último minuto: “Nós acreditamos até ao fim que era possível mantermo-nos nesta competição e ainda não deixamos de acreditar que possa haver surpresas e que consigamos permanecer no Campeonato de Portugal. Vamos continuar a lutar até ao último jogo e, depois, logo se verá.” O clube ocupa atualmente o 14º lugar da tabela classificativa, mas Rui Pinto lembra que “há diferenças em relação a outras equipas também, porque aqui, todos os jogadores trabalham. Não são jogadores profissionais como acontece nas restantes equipas. Este plantel treina à noite, depois de um dia de trabalho.” O clube que já andou nas com-

petições nacionais e teve ainda uma participação na Taça de Portugal prepara-se agora para descer à Divisão d’ Elite, mas o Presidente garante “Acho que o Campeonato de Portugal é a competição onde este clube deve estar. Depois do esforço que fizemos para chegar até aqui, com as boas infraestruturas que temos, acho que o Gandra deve tem condições para se manter neste campeonato.” Apesar de admitir a dificuldade financeira da prova “É necessário fazer um grande esforço, não só ao nível do investimento do plantel, mas também, as taxas de jogos são mais caras, assim como, o policiamento, por exemplo.” Atualmente, com cerca de 200 atletas, o Aliança de Gandra

“O Gandra é um clube especial para mim, não só porque já estou aqui há bastante tempo, mas também porque quem chega cá de novo percebe que este é um clube diferente. É um clube onde se encontra um grupo de amigos uns dos outros. Este ano foi uma ano atípico, com a descida de divisão. Falharam várias coisas, as vitórias não começaram a acontecer, o que levou à ansiedade e a uma série de situações que começaram a ser incontroláveis. Este campeonato é muito mais difícil, é uma realidade muito diferente. A maior parte dos clubes que defrontamos tem jogadores profissionais, mas nós não nos dedicamos a isto a 100%, o que se reflete no nosso desempenho. Há um contraste muito grande do primeiro ano até agora. Chegamos a treinar em Paredes no complexo às 10h da noite, agora não. Temos aqui boas condições. O clube merece voltar a subir de divisão, está preparado para isso. O grupo está bom e demos uma boa imagem. Ainda no último jogo estivemos unidos e fortes, acima de tudo falhamos nós. Ainda houve uma fase em que acreditámos, mas foi tudo por água a baixo.”


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Equipa em destaque: Aliança de Gandra

Jorge Regadas, treinador

“Esta descida é uma aprendizagem para todos nós” Jorge Regadas, treinador, de 61 anos. Começou no Freamunde, onde esteve 7 anos, passou pelo Moreirense, Trofense, Chaves, Amarante e Penafiel. A cerca de meio da época tomou conta dos destinos do Aliança de Gandra, mas, já não conseguiu livrar o clube da descida. “Tinha pensado estar esta época sem treinar mas surgiu o convite. Já passava do meio da época, numa posição difícil. Fiz até agora 10 jogos. Sabia que era uma tarefa muito difícil, mas as pessoas reconheciam isso, estavam preparadas para a eventualidade da equipa descer. Era tentar dignificar o clube e procurar motivação para encarar todos os jogos e foi isso que tentamos fazer. Não nos foi possível salvar a equipa da descida mas resta-nos a satisfação do dever cumprido e de termos trabalhado de uma forma séria, todos nós. Às

vezes, com estes percalços, também se aprende, quer a direção, jogadores até eu, todos aprendemos com isso. Quando este clube voltar a esta divisão, certamente, estará bem mais preparado para a disputar. É um campeonato competitivo. Há equipas que descem, como o Aliança da Gandra, o Salgueiros, Freamunde ou o Camacha, que têm orçamentos que davam para uma subida, mas vão descer. Para este campeonato, é preciso ter jogadores mais experientes neste tipo de campeonatos. Tem de

se jogar com muita intensidade e estes jogadores não estavam preparados para isso. Temos aqui bons jogadores com futuro, mas que ainda não estavam prontos para esta abordagem neste campeonato. Se fizéssemos a média de pontos destes últimos dez jogos, teríamos ficado em sexto lugar, mas, quando peguei, dependíamos de outras equipas. Estamos tristes com a descida, mas satisfeitos, dada a dedicação.”

Automobilismo Piloto de Baltar dominou totalmente a Super 1600 tal como havia feito na temporada passada

João Ribeiro entrou a vencer na defesa do título “Começar assim é sempre um bom ânimo…”

O Eurocircuito da Costilha, em Lousada, foi palco no passado fim de semana da abertura da nova temporada do Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy, agora denominado PTRX. O paredense João Ribeiro, aos comandos do habitual Citroen Saxo, dominou o fim de semana na categoria Super 1600, à semelhança do que havia feito durante toda a temporada de 2017. O piloto de Baltar arrancou na frente e só por breves instantes perdeu a liderança para Mário Teixeira, quando fez a sua passagem pela Joker Lap, recuperando-a logo na volta seguinte. A luta pelo lugar intermédio do pódio já foi mais emotiva e José Eduardo Rodrigues acabou por ser mais eficaz na estratégia da Joker Lap, relegando

Mário Teixeira para o último lugar do pódio. Pedro Tiago (Super Nacional A 1600), Jorge Gonzaga (Kartcross), Miguel Moura (Super Nacional 4WD) todos de Lousada venceram as respetivas categorias. Joaquim Santos (Super Car), Santinhos Mendes (Super Nacional 2RM), Paulo Godinho (Super Buggy) e João Novo (Iniciação) foram restantes pilotos a subir ao lugar mais alto do pódio em finais emotivas e presenciadas por uma moldura humana como há muitos anos não se via numa prova do nacional. Entre as novidades regista-se o regresso das quatro corridas de qualificação e a introdução da Joker Lap para os Kartcrosse e Super Buggy que proporcionaram ainda mais espetáculo.

“A nível pessoal foi fantástico. Consegui ganhar quase tudo durante o fim de semana. Não podia estar mais contente. Começar assim é sempre um bom ânimo para o resto do campeonato. Foi uma corrida bastante disputada, com um público magnífico. A organização nesse ponto está de parabéns porque conseguiu atrair muito público à corrida”, foi desta forma que João Ribeiro analisou a sua prestação na ronda de abertura da nova temporada. O piloto de Baltar avançou que ponderou não participar esta temporada, mas depois dos trabalhos no “velhinho” Saxo, garantiu que a meta final é a revalidação do título: “Estámos cá para vencer, não vamos esconder essa pretensão. Conseguimos evoluir bastante este inverno. Não erámos para estar presente, mas ainda bem que estámos…”. Apesar de competir contra máquinas mais recentes, o Citroen Saxo continua a provar ser um dos mais competitivos carros e que tem dominado esta classe desde a sua antiga denominação, a Divisão 3. João Ribeiro mantém-se confiante, mas antevê uma luta mais renhida: “Este ano não sei se vou dominar tão facilmente, mas quero tentar vencer o máximo de provas possível e chegar à reta final do campeoanto com alguma margem de erro. A concorrência está mais forte, principalmente o José Eduardo está

a conduzir muito bem e deixo-lhe já aqui os meus parabéns. Nota-se também uma evolução muito grande em alguns carros e espera-se um bom campeonato”. Esta primeira ronda veio confirmar os sinais dados na temporada anterior de que a disciplina estava com grande dinamismo e em crescendo. Também neste particular João Ribeiro mostrou-se satisfeito embora tenha deixado algumas criticas quanto à forma como decorreu a consagração dos vencedores: “A modalidade está a crescer, basta ver pelo número de carros na nossa classe que é fantástico, assim com em outras classes. Há alguns pontos que devem ser reftificados, como por exemplo esta entrega de prémios que a meu ver não faz nenhum sentido, porque não está ninguém na bancada. Era muito mais giro os pilotos quando acabam a corrida receberam uma salva de palmas do público. Mas, corrida a corrida, com algumas melhorias

aqui outras ali e o campeonato está a crescer e recomenda-se”. Na opinião do piloto, o interesse agora revelado pela entidade que regula a modalidade é um dos principais motivos que está a atrair um maior número de pilotos e, consequentemente, mais público e espetáculo: “Hoje em dia há muito mais abertura. Há uns anos atrás, em questões com a FPAK, nem sei quem lá estava, nunca conseguimos ter acesso a qualquer elemento da FPAK, eram pessoas praticamente inacessíveis. Hoje em dia dão a cara, estão presentes e conseguimos conversar. Ouvem os pilotos e têm abertura para alterar as regras se a maioria destes achar que isso será melhor e irá trazer mais espetáculo”. O outro piloto de Paredes presente nesta ronda de abertura da nova época, o lordelense Bruno Gonçalves, em Citroen Saxo kit Car, classificou-se na 4.ª posição.

Mário Teixeira e Eduardo Rodrigues ainda deram luta


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Paredes

Sociedade

Jovens a pensar no futuro

Cristina Borges redacao@yesparedes.pt

InVista - Feira do Emprego, Formação e Empreendedorismo de Paredes A iniciativa foi da Câmara Municipal de Paredes em parceria com o projeto CLDS – Horizontes de Inclusão. Decorreu entre os dia 12 a 14 de abril, no Pavilhão Municipal de Paredes, a InVista - Feira do Emprego, Formação e Empreendedorismo de Paredes. Estiveram presentes neste evento algumas escolas de moda, profissionais, artísticas, instituições de ensino superior, entre muitas outras. Durante os três dias, o espaço da InVista serviu para divulgar ofertas de emprego, promover o empreendedorismo e fazer demonstrações das diferentes ofertas ao nível académico e profissional, como forma de apoiar os jovens nas suas opões escolares e profissionais.

“Invista – Uma amostra do futuro.” João Paulo Silva, representante do ISLA de Vila Nova de Gaia, instituição de ensino superior onde encontramos cursos técnico-profissionais, licenciaturas, pós graduações e mestrados, disse que a semana não poderia ter sido melhor e que a adesão dos jovens foi excelente, tendo em conta que o público alvo pretendido era essencialmente os estudantes do 12º ano das escolas secundárias. Acredita também que esta iniciativa foi uma mais-valia e afirmou que no fundo é um serviço que a Câmara está a prestar aos jovens, mostrando-lhes para onde podem ir, além das diversas ofertas formativas, “o que é muito importante”.

O expositor da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, que dá formação profissional na área das ciências informáticas, ao nível da programação e a nível de reparação de equipamentos, e também nas áreas de marketing e publicidade, esteve sempre cercado de curiosos, apesar de o último dia ser menos movimentado, como referiu Cidália Simões, representante da Escola na Feira. Apesar de a escola ser no centro do Porto, refere que tem uma percentagem elevada de alunos de Paredes, cerca de 30%. A Erasmus + Juventude em ação também esteve presente e, conforme Adriana Neto referiu, foi um dos expositores mais movimentados, sobretudo pelo jogo gigante que atraiu a atenção de muitos jovens e crianças e também o interesse dos professores, que mostraram vontade de levar o jogo para a escola, onde também seria uma forma de ensinarem a Europa através de questões, não só de escolha múltipla, e cultura em geral. Joel Ferreira marcou também presença nesta feira, representando a Agito, uma empresa de formação profissional, a qual integra um centro Qualifica, que foi aprovado já no início do ano de 2017, e permite obter equivalência escolar ao 4º, 6º, 9º, 12º anos, através do processo RVC. Também é possível fazer um RVC profissional, que permite obter uma carteira profissional de acordo com a experiência que a pessoa tenha em determinada área. Este responsável referiu que a maior parte dos visitantes

eram jovens das escolas do concelho, que conheceram assim o que possuem a nível de oferta formativa. Esta empresa pôde cativar os jovens e adultos para a frequência de formação profissional, que é sempre “uma mais-valia”. Joel Ferreira mencionou que não desenvolvem o seu trabalho apenas em Paredes. A sede é em Cristelo, mas a formação decorre também no centro urbano de Paredes. As parcerias com várias instituições em várias localidades, como Cinfães, Resende e Ermesinde, permite-lhes ir ainda mais longe em termos geográficos. Presente também no último dia do InVista, o vereador Paulo Silva fez um balanço positivo da iniciativa, “sobretudo dos dois primeiros dias, porque ainda estávamos em tempo de aulas e assim houve uma boa adesão

por parte dos alunos, quer na quinta, quer na sexta-feira”. A ideia de prolongar a feira até sábado foi para a fazer chegar às famílias. O autarca referiu que as pessoas não só procuraram uma resposta em termos de qualificação, mas também ofertas de emprego, ou uma perspetiva em termos de emprego, razão pela qual existiam algumas empresas ligadas à área do recrutamento e recursos humanos. O IFP também esteve presente. Paulo Silva mostrou-se também surpreendido pela procura em termos de expositores, que superou as expectativas” e que, apesar de já estarem terminadas as inscrições na última semana, foi confrontado com novos pedidos. “Um deles foi para nós uma alegria muito grande, que foi a perspetiva de poder ter cá o Erasmus, sendo a primeira vez

que está cá e um parceiro que consideramos importante”, afirmou. Ainda sobre a importância da iniciativa, o Vereador disse-nos que “é sempre uma mais-valia este tipo de iniciativas, pois abre perspetivas às pessoas. O facto de ter aqui vários centros de formação, várias universidades, a mostrar as suas ofertas, ajuda os estudantes e suas famílias a tentarem perceber que estão muito próximos de uma fase determinante. Os alunos que terminam o 9º ano e querem seguir vias profissionais e os que terminam o 12º ano e querem seguir a via da faculdade veem aqui as suas opções. Aqui há uma pequena amostra do muito que existe na região e no país, para poderem fazer as suas opções”, completou.

A sexta do azar…mas só em encenação!

Cristina Borges redacao@yesparedes.pt


Edição N.º4 | 19 de Abril, 2018

Paredes

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Cultura

Com plateia lotada, Blind Zero apresentou-se na Fundação A LORD Banda apresentou o seu último disco “Often Trees”

N

o sábado, dia 14 de abril, o auditório da Fundação A LORD, em Lordelo, Paredes, recebeu o concerto do Blind Zero, para apresentação do seu último disco, “Often Trees”, com plateia completamente lotada. “Often Trees” apresentou-se em formato acústico, mas sem perda de identidade, o que permitiu uma maior dimensão da palavra e da intimidade. Uma viagem pelos muitos pormenores de recorte das árvores na densa floresta de “Often Trees”. Com 23 anos de percurso, o Blind Zero demonstrou a força que os anos têm solidificado, no auditório da fundação. Aproveitando a oportunidade, o Yes Paredes conversou com o vocalista, Miguel Guedes, para saber mais sobre a banda.

YES PAREDES: Para os poucos que não conhecem, o que é Blind Zero? MIGUEL GUEDES: É uma banda com alguns anos, já mais de 20 anos. Durante este percurso, temos feito um trabalho de resistência e tem sido muito bonito, com muitos discos, mas sobretudo com muitos concertos, que é aquilo que nos mantém juntos, basicamente como uma família que gosta de se reunir. Hoje, a noite foi a prova disso.

YES PAREDES: Quem são as pessoas que pertencem a essa família? MG: Nós, desde que nascemos em 1994, temos quase os mesmos elementos. Há um elemento que tem mudado, pois passaram

alguns guitarristas, mas o Pedro, o Vasco, o Nuxo e eu somos da formação original, o que é extraordinário. Isso dá um sentimento de pertença muito forte e, de facto, temos um grande respeito uns pelos outros. Só assim é possível que uma banda consiga viver tanto tempo, sentindo-se criativa, tendo coisas a dizer, pensando em nós e tirando muito gozo daquilo que fazemos. E, além disso, tendo uma dimensão de respeito por pessoas que acabaram a crescer juntas, não é?

bandas. De repente, encontramo-nos num ensaio, que resultou maravilhosamente bem para nós e fizemos logo uma canção, que depois foi editada no primeiro disco, o “Keeping in Wonder”. É engraçado porque desde o início tínhamos ali uma química na relação muito grande e depois, passados dois, três meses, estávamos a dar concertos no Porto e em pequenos bares, com muitas pessoas a verem e daí até gravarmos o nosso primeiro disco foi tudo muito rápido.

YES PAREDES: Como surgiu a ideia de se juntarem?

YES PAREDES: Falem-nos um pouco do vosso estilo...

MG: Foi tudo fruto de pequenos acasos e boas coincidências porque alguns de nós andavam numa faculdade, outros andavam noutra e tínhamos várias

MG: Somos uma banda rock, que tenta ter intensidade naquilo que faz e naquilo que diz - já fizemos discos muitos diferentes. Chegar a esse ponto a fazer um

disco muito diferente (o nosso último disco é muito distinto dos outros), com uma tradução muito boa ao vivo, pelo que eu acho, pelas reações das pessoas… Ainda hoje nós tocamos o disco inteiro aqui em Lordelo, em formato mais acústico…

YES PAREDES: Teve uma abordagem de imagem, luz e som que foi muito organizada, muito trabalhada... MG: Nós temos sempre que desejar que seja um ser integral e que as coisas estejam integradas umas nas outras. Eu acho que o trabalho de luz, de som e o nosso trabalho são complementares. E nós temos um enorme respeito e trabalhamos em conjunto com todas as pessoas que fazem o nosso espetáculo, que é feito por muita gente que dá também a sua arte, porque nós sentimos que não é só a música que está em palco, é fundamentalmente música, como é evidente, mas, se nós queremos passar a ideia que queremos, temos de pensar em grande e com dimensão.

YES PAREDES: Esse concerto foi especial? MG: Esse concerto foi especial. Ele foi num auditório, o que o faz ser muito específico. Tem a ver com a natureza das canções, muitas vezes travestidas, para pessoas que querem escutar músicas, sentadas, despertas mais auditivamente, com o sentido mais aguçado. Isso é muito bom para nós, porque há concertos que são mais elétricos, mais fortes, mais densos e mais energéticos porque se tem motor, mas depois perde-se um pouco do filigrana que às vezes nós tenta-

mos passar de algumas versões travestidas.

YES PAREDES: Qual o momento alto que a banda teve nesses mais de 20 anos? MG: É muito difícil eleger um momento. Os melhores momentos são aqueles que passam e nós recordamos. É claro que há discos, prémios e reconhecimentos, também há concertos para muita gente: tocamos para 30 pessoas e já tocamos para 150 mil pessoas! Já fizemos um pouco de todos os concertos, isso é muito bom. Mas há pequenos momentos que nós guardamos para sempre, e são muitas emoções também. O que sentimos em palco é indescritível.

YES PAREDES: Como vai ser o futuro do Blind Zero? Há projetos? MG: Há. O projeto é tocar este disco esse ano. Saiu no fim do ano passado, é muito fresquinho, queremos tocá-lo durante este ano e queremos projetá-lo para outra dimensão, para elétrico, para ficar o acústico e o elétrico. Para o próximo ano, começamos a pensar, temos alguns planos, mas não temos nada concreto. Essa liberdade que temos este ano, de estarmos a tocar um disco que demorou tanto a fazer, também é ótima. Uma vez feito queremos tocá-lo muito.

José Ferreira diretor@yesparedes.pt


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Edição N.º 4 | 19 de abril, 2018

Paredes

Diversos

A Câmara de Paredes assinala o dia da Liberdade com diversas iniciativas O município de Paredes preparou um conjunto de iniciativas para comemorar o dia da Liberdade.

autarquia.

Para o efeito, as comemorações têm início no dia 24 de abril, com um concerto alusivo à efeméride, pelo Orfeão do Altis Clube de Paredes, pelas 21h30, na Casa da Cultura de Paredes.

21h30 – Casa da Cultura de Paredes

A cerimónia evocativa dos 44 anos da revolução dos cravos, tem lugar no dia 25 de abril, de acordo com diversas iniciativas programadas pela

PROGRAMA: 24 de abril Concerto de Abril pelo Orfeão do Altis Clube de Paredes 25 de abril 9h30 – Receção aos convidados 10h00 – Salão Nobre dos Paços do Concelho SESSÃO SOLENE DAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL 11h00 – Registo fotográfico na entrada da autarquia, com largada de pombas brancas

Guia Passatempos Palavras Cruzadas

11h15 – Memórias – Projeção de vídeo “25 de Abril em Paredes” 11h30 – Parque José Guilherme Concerto da Banda Filarmónica de Vilela 15h00 – Casa da Cultura de Paredes “As minhas histórias de ABRIL” Com a presença de Manuel Ferreira Coelho, diretor do jornal “O Paredense”, e Alberto Pereira Leite, presidente de Câmara entre 7 de junho de 1973 a 8 de julho de 1974. - Apontamento musical do Conservatório de Música de Paredes e declamação de poemas de Fernando Soares.

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Edição n.º4 - Jornal Yes Paredes - 19-4-2018  

Edição n.º4 - Jornal Yes Paredes - 93º Bombeiros Voluntários de Cete

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