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Desagregação Desagregação de deFreguesias: Freguesias:

Sim ou Não?

Começa hoje a VI edição do Indie Music Fest Pág. 8

Em destaque

Primeira parte O regresso dos Glaucoma Pág. 9

Pág.(s) 5 a 7

Apresentação do plantel sénior do SC Nun’Álvares

Desporto

Louredo vence o 1.º torneio de Futebol de Praia em Paredes

Pág.(s) 10 e 11

Pág. 12

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Paredes

Opinião Desmazelo, desinteresse ou desleixo?

D

Luís Cruz Vice-Presidente JP Paredes

e 30 de Agosto a 1 de Setembro decorre a 6ª edição do festival Indie Music Fest no emblemático Bosque do Choupal em Baltar. Este festival, que começou por ser um “desafio” entre amigos, conseguiu, ao longo dos tempos e com muita competência e trabalho da sua organização, transformar-se numa referência no panorama musical nacional, fazendo parte do roteiro dos festivais de verão. Conquistou, por dois anos consecutivos, o galardão de Melhor Micro-Festival nos Portugal Festival Awards, colocando, como diz a “gente”, Baltar no mapa. O local é sem dúvida a alma do festival: um bosque com muita história, numa linda paisagem com um ambiente muito acolhedor, cenário bucólico, “locus amoenus” em perfeita afinação com os acordes que por lá se fazem ouvir.

Não posso deixar de sublinhar que o local é gentilmente cedido pelo ilustríssimo baltarense Exmo. Senhor Manuel Cruz, personalidade ímpar pelo percurso de vida, pela resiliência com que enfrentou os desafios que se lhe foram sendo colocados ao caminho, mas que infelizmente parece votado ao esquecimento pelos senhores das “comendas”. Como temos assistido ao longo dos anos não são apenas os paredenses que aderem em grande número ao festival, como também festivaleiros oriundos de todo o território nacional e ilhas, mas também de outros países, uma vez que o evento não oferece apenas música. Prima também por uma variedade de conteúdos diversos e pelas comodidades que são cada vez mais garantidas aos festivaleiros. Baltar aberto ao mundo pela cultura. Cada vez mais o conceito “indie” está na moda mas o

“Indie Music Fest” foi primogénito e já o soube ser antes de estar em voga. Este evento tem a especificidade de ser uma celebração artística independente que tem vindo a crescer no panorama da música nacional, recebendo alguns dos maiores nomes da música independente portuguesa e abrindo portas a novos projetos ainda à procura do seu lugar, ano após ano, prova de vida e da consistência do projeto “Indie”. As bandas que atuam são uma lufada de ar fresco perfeito para o divertimento total que se vive no “indie”. Em 2018 são destacados como cabeças de cartaz as bandas Trêsporcento, PAPERCUTZ, Throes + The Shine, Luís Severo e Conan Osiris. Mas se me é permitido, não poderia deixar de sublinhar que esta edição uma banda de Baltar irá subir ao palco, os Glaucoma. Recordo-me de há uns anos me falarem de uma banda de

Baltar que em 1997 gravou um álbum promocional e que nos anos seguintes e ganhou diversos prémios atribuídos por várias publicações da altura mas que por motivos académicos e profissionais não lhes foi possível continuar o seu percurso. Fico pessoalmente muito satisfeito por saber do seu regresso 17 anos depois para ter a possibilidade de assistir ao espetáculo uma vez que apenas tenho o CD da banda que me foi oferecido já há alguns anos. Por tudo isto e mais alguma coisa, o Indie Music Fest encerra a temporada de festivais de verão, com classe e em Baltar, o Centro do Mundo. Vamos ao Indie?

As “Nossas” freguesias

E José Henriques Soares Partido Socialista de Paredes

stava em curso o mandato do governo do PSD/CDS (20112015) – de Passos Coelho e Miguel Relvas – e o plano de intervenção da Troika, quando surgiu a intenção de mexer na organização do estado, como forma de diminuir à despesa pública, objetivo crucial para atingir os objetivos definidos pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Estas duas entidades internacionais, impunham ao nosso País um plano de reorganização administrativa que levasse a uma poupança financeira significativa. Todos nós sabemos que as eventuais alterações ao modelo organizacional vigente que, de facto, promoveriam poupanças financeiras relevantes e imediatas, seriam ao nível do topo da hierarquia do estado, mormente e a mero título de

exemplo, na diminuição das diversas subvenções (subsídios) aos partidos políticos, corte nas verbas do Orçamento de Estado alocadas aos órgãos de soberania – Assembleia da República e Presidência da República – e a sempre falada mas nunca concretizada diminuição do número de deputados da nação. Infelizmente não foi isto que aconteceu. Na defesa de interesses diversos, a famigerada “Lei Relvas” não mexeu substantivamente nestes troncos do estado, nem tão pouco houve coragem para mexer noutro ramo importante, que são os municípios. Não importa hoje aferir se a eventual alteração da “fotografia” dos 308 municípios existentes, traria alguns benefícios financeiros (diminuição da despesa pública). Mas, à boa moda da política Portuguesa, Passos Coelho e Miguel Relvas, apenas tiveram

coragem para atacar os pequenos, ou seja, a “Lei Relvas” apenas mexeu com as mais de 4 mil freguesias do País. A imposição desta Lei conseguiu de facto eliminar mais de 1000 freguesias. Promoveram-se União de Freguesias que, na maioria dos casos, não tinham qualquer coesão e identidade entre si e quase sempre contra a vontade das populações. No interior do País, esta agregação de freguesias contribuiu e muito para o processo de desertificação em curso e o afastamento das pessoas das suas referências de apoio administrativo e social. No caso de Paredes, não foi diferente. O processo de agregação das 7 freguesias (Besteiros, Bitarães, Castelões de Cepeda, Gondalães, Madalena, Mouriz e Vila Cova de Carros) na atual freguesia de Paredes, foi um processo cego e muito mal conduzido. Se, eventualmente, em 2 ou 3 freguesias

houvesse algum sentido na sua união, o grosso delas não faz qualquer sentido. Ao PS resta agora procurar repor a normalidade e encontrar a melhor forma de respeitar os interesses e vontades das populações, até porque entendo estar hoje provado que este processo não trouxe qualquer diminuição de despesa pública, talvez até antes pelo contrário. Do executivo municipal liderado pelo socialista Alexandre Almeida e da Comissão Política do Partido Socialista de Paredes, os cidadãos destas freguesias unificadas poderão contar com todo o apoio e solidariedade, para que o erro cometido na gestão dos sociais-democratas, seja agora também corrigido ou remendado.

FICHA TÉCNICA Diretor: Manuel Pinho diretor@yesnoticias.pt Redação: Carlos Mota, Cristina Borges

Departamento Gráfico: InstantEstrela, Lda Paginação : InstantEstrela, Lda

Tiragem: 1500 exemplares por edição Periodicidade: Semanário (sai à quinta-feira)

Propriedade: InstantEstrela, Lda Contribuinte Nº 514 139 170; Registo da ERC n.º 127 057

Contactos: Avenida Combatentes da Grande Guerra, 55 C 4620 Lousada redacao@yesparedes.pt assinaturas@yesparedes.pt www.yesparedes.pt

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Opinião A reversão da união de freguesias

Pedro Ribeiro da Silva PSD Paredes

No passado dia 6 de abril, completaram-se sete anos desde que o Governo português de então, chefiado pelo Eng.º José Sócrates abordou a chamada troika (composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia) e formalizou a sua intervenção pedindo um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. Perante um cenário de crise internacional, as grandes dificuldades atravessadas pela economia portuguesa, agravadas nos anos que antecederam o pedido fizeram com que o líder socialista seguisse o conselho do seu ministro das finanças Teixeira dos Santos que na véspera declarara

ser inevitável a vinda da referida troika. De entre as diversas obrigações que foram impostas no Memorando de Entendimento assinado a 17 de Maio de 2011 estava a reorganização da estrutura da administração local. O Governo de então comprometia-se a desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de municípios e freguesia, com o objetivo de reforçar a prestação do serviço público, aumentar a eficiência e reduzir custos. Assim nasceu a denominada Reorganização Administrativa do Território das Freguesias

operada pela Lei n.º 11A/2013, de 28 de janeiro, em execução da Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, cujo impacto, ao contrário do esperado se cingiu à eliminação de mais de 1000 freguesias, promovendo as chamadas Uniões de Freguesia. Mesmo admitindo que tenha havido algumas poupanças e até a geração de “economias de escala”, esta medida não atingiu os objetivos esperados e provocou constrangimentos nas populações, sobretudo porque lhes foi imposta, não lhes tendo sido sequer dado a conhecer as vantagens e desvantagens da medida. Nesta fase, mais importante do que manter

ou reverter as uniões de freguesias, creio que é importante dar a palavra aos cidadãos das freguesias unidas, para que expressem a sua vontade e seguir a opção que maioritariamente escolherem. Posteriormente, deveria ser colmatada a falta de uma lei de criação, extinção e modificação das freguesias com critérios e objetivos claros, que adaptem as freguesias à evolução da própria sociedade. Olhando agora “mais para a floresta e menos para a “árvore”, na organização administrativa do país, assim como noutras áreas fulcrais para o desenvolvimento do nosso país, continuam-se

Cultura O Vinho (continuação)

CULTURA E ETNOGRAFIA

Altino Magalhães

Logo pela manhãzinha, os vindimadores rogados para ajudarem a colher as uvas, vinham munidos de escadas de madeira, tesouras e cestas de vime e lá subiam ao cimo dos bardos e das ramadas (latadas) e desciam com as cestas cheias de uvas, para as virarem em cestos maiores, para serem transportadas à cabeça, pelas mulheres, até aos lagares de pedra ou até às balsas de madeira e por vezes nas dornas, onde seriam pisadas, à noite.

Os homens, em cima das escadas de madeira e as mulheres a caminho dos lagares ou dos carros de bois, carregadas com os cestos das uvas, cantavam alegremente, ao ponto de inventarem quadras alusivas às vindimas, ao vinho e seus trabalhos, mas principalmente à provocação do rapaz ou da rapariga, a quem se queria cortejar. Daí, os cantares ao desafio serem uma representação atual dos tempos de outrora, no que diz respeito aos cantares amorosos e de provocação. Segundo o livro “Memórias da Minha Gente”- “Os Trabalhos do Campo em Meinedo – Lousada” de

Ana Perdigão, as mulheres usavam saia de riscado aos quadrados de várias cores, ou de chita florida. Blusa de chita com folhos do mesmo pano ou de riscado, ou de gorgorina quando estava o tempo mais frio. A saia era presa abaixo da cintura por um lenço grande da cabeça, ou uma corda. Usavam um lenço na cabeça de várias cores, feitos de merino ou de algodão, já usados nas idas à Missa, e, quando ficavam mais velhos, acabavam de ser rompidos na cabeça durante os trabalhos mais sujos e usavam, também, saias remendadas e blusas mais gastas, quase rotas, ou já remendadas. Por baixo da saia comprida, usavam saiotes de linho ou de estopa e por cima da saia, um avental de riscado escuro. Calçavam socos e ou andavam descalças.

Os homens vestiam calça de cotim (espécie de tecido feito de linho), camisa de riscado ou estopa, com peitilho de pano branco e punhos da mesma cor, colete de cotim que tiravam quando andavam a vindimar, chapéu de palha de aba larga, de socos (tamancos)

nos pés ou descalços. A segurar as calças usavam uma corda à cintura, mas neste tempo das vindimas, apertavam-nas na cinta com um arame que iria também servir de suporte para as tesouras de poda que usavam para cortar os cachos mais resistentes. Os cachos de uvas menos resistentes eram cortados com as unhas. Todos os trabalhos do campo e nomeadamente os trabalhos de produção de vinho, eram acompanhados pelas danças e cantares, bem à maneira dos cantares ao desafio, para animarem os trabalhos e torná-los menos “pesados” e aproveitavam para, através das quadras, também namoriscarem. Eram tempos de azáfama, mas também de alegria e convívio social. No dia da vindima, logo pela manhã, antes de começarem os trabalhos, a dona da casa servia o “mata-bicho” (pequeno almoço), normalmente pão e aguardente. Casas havia que davam uma malga de caldo de legumes que se fazia nas panelas de ferro, de três pernas que ferviam impulsionadas pelo lume da lenha que se ia buscar aos montes. Por vezes lá vinha o café, feito na “cafeteira”, a acompanhar o pão de milho. Ao meio da manhã, por norma e tradição eram servidas frutas da época, principalmente maçãs ou peras acompanhadas pela broa de milho. Ao meio dia, na região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega era usual oferecer-se para o almoço, massa com carne de porco, curada e fumada na casa no inverno passado, e, misturada com

a tomar medidas avulsas: falou-se de regiões, criaram-se concelhos, uniram-se freguesias, centralizou-se, descentralizou-se, espalharam-se secretarias de estado pelo país e mais recentemente o Infarmed que vai para o Porto e depois não vai ou vai só um bocadinho! Enfim... Quando é que os nossos altos dignatários vão deixar de conduzir o país “navegando à vista” e se reúnem para discutir e decidir a organização do território e outros assuntos relevantes, com horizontes temporais muito além do prazo de uma legislatura?

hortaliças, principalmente tronchudas, couves ou repolhos criados na horta lá de casa. A meio da tarde lá vinham as azeitonas e o pão de milho, os pimentos curtidos em vinagre, bolos de farinha milha com sardinha, cebola que se molhava no molho com mais vinagre que azeite (produto bastante caro). Por vezes também aparecia nas vinhas, o bacalhau da “peça”, às farpas ou nas casas mais abastadas, o pedacinho de presunto. À noite, à ceia, antes de se ir para o lagar, comia-se uma boa malga de caldo acompanhada da broa de milho. Todas as refeições eram devidamente acompanhadas por bom vinho tinto. Chegada a hora de se ir para o lagar, arregaçadas as calças, os pés eram lavados numa pia ou bacia e entrava-se nos lagares de pedra para durante cerca de duas a três horas, se pisarem as uvas, sem parar, com pés firmes e fortes, para se conseguir mosto de qualidade. Enquanto se pisavam as uvas, lá apareciam as violas, as concertinas, os cavaquinhos, os ferrinhos e o bombo, para acompanharem as raparigas, que da parte de fora do lagar e os rapazes lá dentro, cantavam ao desafio. Nas terras de Paredes, os Grupos Folclóricos possuem na sua representação cultural e etnográfica, uma moda muito característica dos tempos das vindimas, denominada “A Chula” e cantam-na da seguinte maneira: (homem) Boa noite meus Senhores


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Sociedade

Parque das Serras do Porto arranca com as obras de requalificação da futura sede O Presidente da Associação do Parque das Serras do Porto e autarca de Valongo, José Manuel Ribeiro, acompanhado pelos autarcas de Gondomar, Marco Martins, e de Paredes, Alexandre Almeida, assinaram esta quinta-feira, 30 de agosto, o contrato de consignação da obra de requalificação do edifício que albergará a sede da Associação do Parque das Serras do Porto. Trata-se de um edifício icónico localizado no centro da cidade de Valongo, construído há mais de um século, que irá ser requalificado e adaptado para as novas funções. A obra implica um investimento superior a meio milhão de euros e tem um prazo de conclusão de 240 dias. Para além as indispensáveis zonas de trabalho, a recuperação do edifício prevê a construção de áreas de expo-

sição, um pequeno auditório e uma biblioteca.

O Parque das Serras do Porto é um projeto inovador e ambicioso que está a ser desenhado desde 2014 pela mão dos municípios de Valongo, Paredes e Gondomar, que partilham um território com cerca de 6.000 hectares

que inclui as Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores,

Santa Iria e Banjas. Nesta área já classificada como Paisagem Protegida Regional, os visitantes podem desfrutar da imensa beleza cultural e paisagística de serras, vales e rios. Num território que já foi mar, podem descobrir-se

as trilobites (animais marinhos muito mais antigos do que os dinossauros), minas de ouro subterrâneas com 2.000 anos (o maior complexo do género do Império Romano), aldeias pitorescas, plantas e animais raríssimos, entre outras maravilhas de um local que é também o “livro geológico” mais antigo de Portugal. O Parque das Serras do Porto destaca-se na paisagem urbana da Área Metropolitana do Porto, sendo um importante ativo da região honrado com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Trata-se da primeira infraestrutura verde metropolitana que está a ser construída em Portugal, num território ímpar com imenso potencial recreativo, turístico, produtivo, mineiro e desportivo, gerador de mais-valias económicas para a população.

Município e Universidade Lusófona do Porto atribuem uma bolsa de estudo a estudante residente em Paredes No âmbito de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Município de Paredes e a Universidade Lusófona do Porto, é atribuída anualmente uma bolsa de estudo a um aluno residente no Concelho de Paredes e que não seja ainda detentor de um curso de ensino superior. Os estudantes podem formalizar as candidaturas à bolsa de estudo de 3 a 20 de setembro, no balcão único da Câmara Municipal de Paredes. A bolsa de estudo traduz-se na isenção de propinas e aplica-se a alunos que frequentem pela primeira vez o ensino superior (sem nenhuma licenciatura prévia), não beneficiem de outra bolsa de estudo e estejam matriculados no primeiro ano de um curso da Universidade Lusófona do Porto. É intenção do Município de Paredes apoiar e promover a qualificação dos jovens com menos recursos económicos que pretendem ingressar no ensino superior, para melhor prepararem o futuro profissional e contribuírem para o desenvolvimento da região.

Caminhada solidária pelas crianças com Programa ambiental eurocancro dia 9 de setembro no Parque da peu acolhe jovens de PaCidade de Paredes redes em intercâmbio no Chipre

A campeã europeia nos 50 quilómetros marcha, Inês Henriques, aceitou o convite para madrinha da corrida / caminhada solidária que se realiza no dia 9 de setembro, pelas 9h30, no Parque da Cidade de Paredes. Este evento de cariz solidário reverte a favor das crianças da Unidade Pediátrica de Oncologia do Hospital de São João. Recorde-se que a atleta do CN Rio Maior foi a grande vencedora dos 50 quilómetros marcha, no Campeonato da Europa, realizado no passado mês de julho, em Berlim. Inês Henriques vai participar na caminhada solidária ao lado do padrinho, o paredense Jaime Pacheco. Refira-se que o treinador e ex-

-futebolista português conquistou vários títulos incluindo o Campeonato Europeu pelo F. C. Porto. Por estes dias, ainda decorrem as inscrições para a caminhada que tem como lema “ajudar as crianças com cancro, seja a caminhar ou a correr”. O grupo Viver Melhor, apoiado pelo Município de Paredes, já prepara os kits da caminhada que poderão ser levantados nos dias 7 e 8 de setembro, das 10h às 20h, no Lugar da Feira, na loja do ant i g o Mercado da Terra (junto ao Posto da GNR). Os kits estão garantidos p a r a as inscrições efetuadas até sexta-feira, 31 de agosto. Inscrições: Câmara Municipal de Paredes ou vivermelhor@cm-paredes.pt

A campeã europeia nos 50 quilómetros marcha, Inês Henriques, aceitou o convite para madrinha da corrida / caminhada solidária que se realiza no dia 9 de setembro, pelas 9h30, no Parque da Cidade de Paredes. Este evento de cariz solidário reverte a favor das crianças da Unidade Pediátrica de Oncologia do Hospital de São João. Recorde-se que a atleta do CN Rio Maior foi a grande vencedora dos 50 quilómetros marcha, no Campeonato da Europa, realizado no passado mês de julho, em Berlim. Inês Henriques vai participar na caminhada solidária ao lado do padrinho, o paredense Jaime Pacheco. Refira-se que o treinador e ex-futebolista português conquistou vários títulos incluindo o Campeonato Europeu pelo F. C. Porto.

Por estes dias, ainda decorrem as inscrições para a caminhada que tem como lema “ajudar as crianças com cancro, seja a caminhar ou a correr”. O grupo Viver Melhor, apoiado pelo Município de Paredes, já prepara os kits da caminhada que poderão ser levantados nos dias 7 e 8 de setembro, das 10h às 20h, no Lugar da Feira, na loja do antigo Mercado da Terra (junto ao Posto da GNR). Os kits estão garantidos para as inscrições efetuadas até sexta-feira, 31 de agosto. Inscrições: Câmara Municipal de Paredes ou vivermelhor@cm-paredes.pt


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Paredes

Sociedade

Câmara de Paredes dinamiza a integração social de crianças desfavorecidas com oficinas artísticas O projeto ORPHEU PAREDES SOCIAL lançado pelo Pelouro da Ação Social do Município, em parceria com algumas instituições locais, visa a intervenção na área social e a integração de crianças e jovens, através de oficinas artísticas de ocupação dos tempos livres. A iniciativa já envolveu a participação de 88 crianças dos 6 aos 12 anos. Ao longo do mês de agosto há oficinas de pintura, teatro e música, atividades divididas em duas quinzenas, nos dias 6 a

17 e 20 a 31, entre as 9h00 e as 17h30, na Casa da Cultura e Biblioteca de Paredes, Rebord´arte, Centro Social da Parteira, Associação S. Pedro e Cruz Vermelha da Sobreira. Com o ORPHEU PAREDES SOCIAL, “pretende-se que as famílias com menos recursos possam ocupar gratuitamente as crianças nas férias escolares de verão em oficinas de pintura, teatro e música, que além de despertarem o gosto pela cultura e arte, promovem a inclusão social”, refere Alexandre Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Paredes. Trata-se de um projeto agregador aberto à comunidade que tem como objetivo a ocupação dos tempos livres das crianças e jovens do Concelho de Paredes. As atividades de agosto do ORPHEU PAREDES SOCIAL

envolveram maioritariamente crianças das famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (RSI), institucionalizadas, dos empreendimentos de habitação social da autarquia, e da comunidade de etnia cigana. As oficinas acolheram também crianças de agregados familiares paredenses que pagaram a inscrição. As oficinas artísticas de música, expressão plástica e expressão dramática, abordam os Direitos das Crianças nos temas do amor, proteção, liberdade, paz, trabalho infantil, tempos livres e educação. Os trabalhos

que resultam destas oficinas serão apresentados numa exposição, este sábado, 1 de setembro, pelas 18 horas, na Casa da Cultura de Paredes. Para além da autarquia, a organização está a cargo do Centro Socio-Educativo e Profissional da Parteira, Juntas de Freguesia de Paredes, Rebordosa e Sobreira, Rebord’arte, São Pedro – Centro Social da Sobreira, Cruz Vermelha da Sobreira, Associação para o Desenvolvimento de Rebordosa, RSI, Santa Casa da Misericórdia de Paredes.

Gastronomia brasileira e música animam Paredes nos dias 15 e 16 de setembro trar como se assam as carnes, de forma tradicional. Como convidado para este evento, vindo diretamente do Brasil - mais propriamente de Piracicaba (estado de S. Paulo) - vai estar presente o chef Fábio de Pádua, responsável do projeto Assadores, que também leva este tipo de eventos (de churrasco a céu aberto) a todos os cantos do Brasil. Será uma oportunidade única para ver os chefs em ação e a mostrar como se assa de forma tradicional.

O Parque da Cidade de Paredes vai acolher, nos dias 15 e 16 de setembro, o maior festival de churrasco brasileiro realizado em Portugal. O convite do BBQ Brazilian Barbecue Festival traz carnes assadas à moda brasileira e música a acompanhar. São dois dias de festa e convívio, onde é divulgada a cultura e a gastronomia do Brasil. O evento contribuirá para “dar vida a Paredes” e conta com o apoio da Câmara Municipal. A organização do Festival de Churrasco Brasileiro em Paredes é do restaurante Fornalha, Steakhouse e Pizzaria, no Cabo do Mundo, em Matosinhos).

O objetivo é “dar a conhecer ao público, uma cultura brasileira desconhecida por grande parte do povo português e europeu, que vai além dos estereótipos de: samba, carnaval e futebol”, refere o organizador Alan Barros, do restaurante Fornalha, de Matosinhos. “A cultura do churrasco, com maior influência na região sul do Brasil, vem apresentar o convívio entre família e amigos em volta do fogo com carne, cerveja e música, durante todo o dia”, explica o chef Samuel Barros, sócio de Alan, do restaurante Fornalha, que vai estar a mos-

Durante o evento, o público vai poder assistir à confeção (a entrada é livre) e poder degus-

tar as carnes: costela no fogo de chão, leitão na cruz e borrego na cruz - os acompanhamentos também serão brasileiros. As sanduíches de carne vão custar 3,50€ e as carnes no prato, com acompanhamento, terão o preço de 5 euros. “Um dos pontos importantes do evento, e a principal razão de o organizarmos, para além de mostrar como é feito este tipo de churrasco, é também que as pessoas possam experimentar toda a riqueza de sabores de uma carne após 12 horas de fogo lento”, explica o chef Samuel Barros.

E o evento é para toda a família já que vai haver insufláveis para os mais novos se divertirem e artistas de rua (como um mágico, por exemplo) e ainda uma exposição de carros antigos e motas para os adultos. Além das carnes, a gastronomia brasileira vai também estar representada por outros produtos brasileiros, como o famoso pão de queijo, a tapioca, a coxinha de frango, o queijo coalho, gelado (picolé), açaí, caldo de cana, caipirinha, sumos e doces regionais.

Informações: Datas: dias 15 e 16 de setembro de 2018 Local: Parque da Cidade de Paredes, Portugal (campo de futebol) Horários: Sábado, 15 de setembro, 18h00 às 23h00 Domingo,16 de 11h00 às 18h00

setembro,

Entrada livre Comidas: a 3,50€ e a 5€


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Sociedade

Desagregação da União de Freguesias de Paredes: sim ou não? (Primeira parte) O Governo vai apresentar uma proposta de lei que poderá levar à desagregação de muitas das 1168 freguesias agregadas em 2013. De acordo com as últimas informações, a intenção de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, não é reverter diretamente o processo de fusão das freguesias. O que está em causa é a criação de “um novo quadro legal, com novos critérios, que, sendo cumpridos ou verificados, possibilitam aos territórios e às suas populações, através dos seus eleitos locais, promover alterações de organização territorial autárquica ao nível da freguesia”. Espera-se que o novo mapa autárquico fique concluído até 2021, a tempo das próximas eleições autárquicas.

Silva, presidente da União de Freguesias de Paredes, fez um balanço bastante positivo da agregação e analisou os critérios mencionados para equacionar a pertinência de uma possível desagregação: “A freguesia de Paredes, analisada de acordo com os cinco critérios apontados como relevantes para a desagregação, está a responder cabalmente aos interesses da população que serve, a eficácia e eficiência da gestão pública foi melhorada pelos ganhos de escala obtidos, quer com funcionários, quer na realização de obras e eventos. Nos restantes parâmetros, não há diversidade cultural, histórica ou populacional que justifique a desagregação da Freguesia de Paredes”, sustentou .

No concelho de Paredes, existe apenas uma união de freguesias, a de Paredes, que agregou Bitarães, Castelões de Cepeda, Besteiros, Madalena, Gondalães, Mouriz e Vila Cova de Carros. Segundo foi tornado público, não caberá aos responsáveis pelas juntas de jreguesia agregadas decidir se a fusão das suas autarquias será para continuar ou não. Para que a desagregação se concretize, serão observados cinco critérios: a prestação de serviços à população, eficácia e eficiência da gestão pública, representatividade e vontade política da população, população, área e meio físico, história e identidade cultural.

Apesar de não ter notado “nenhuma reação exacerbada a querer a desagregação”, o autarca acredita, porém, que alguns cidadãos continuam a ambicioná-la. “Dos contactos que mantive neste mandato com a população, encontrei pessoas a favor da desagregação, essencialmente por bairrismo e pessoas que se identificam com a nova freguesia, mas nenhuma motivação exagerada ou devidamente fundamentada nos

“A União de Freguesias de Paredes está a responder cabalmente aos interesses da população que serve” - Artur Silva Embora reconheça que inicialmente colocou muitas reservas ao processo de fusão das freguesias, aquando da discussão sobre o assunto, ao Yes Paredes, Artur

critérios que são apontados para a desagregação”, afirmou. O aumento da distância das pessoas em relação à sede da Junta poderá ser um aspeto menos positivo, “mas é compensado com o facto de terem os serviços abertos todo o dia e continuarem a ter um atendimento de proximidade”, garantiu. Apesar da sua opinião pessoal (que não vincula o PS nem o executivo da Junta, como fez questão de esclarecer), Artur Silva considera importante que “as pessoas possam escolher” e que, “se efetivamente se avançar para a possibilidade de desagregação, ninguém melhor que a população visada para decidir o que pretende. Esse é o principio básico da democracia”, rematou.

“Não só estamos de acordo com a desagregação, como exigimos e reposição da identidade integral dessas freguesias” - José Miguel Garcês, líder do CDS-PP Bem mais crítico em relação a todo este processo, José Miguel Garcês, líder paredense do CDS-PP, considera a atual agregação fruto da estratégia partidária do PSD. “Como o PSD, então no poder, tinha dificuldades em ganhar eleições na freguesia sede do concelho – Castelões de Cepeda – uniu-a a outras seis ao redor da malha urbana. Com isto, pretendia só potenciar dois objetivos: ganhar mais facilmente as eleições na sede do concelho e potenciar a sede do concelho como a maior freguesia de Paredes”, explicou. Para o líder centrista, não só “a anterior gestão do PSD foi penalizada”, como todas as freguesias agregadas: “Nem Castelões de Cepeda ficou a ganhar e as restantes seis freguesias só ficaram a perder. A democracia no poder local é mais efetiva e eficaz quanto maior for a proximi-

dade dos eleitores aos eleitos”, sustentou. José Miguel Garcês reconhece que a população, “ao ver os recursos divididos por sete”, perdeu, “mas não se manifestou”. E avança uma razão para tal: “Nas sedes dos concelhos, confunde-se o trabalho da junta de freguesia com o do executivo municipal”. Mas não tem dúvidas de que, “nas freguesias agregadas à revelia das populações, se instalou a indignação, com a perda de identidade, e a contestação pela diminuição da qualidade dos serviços oferecidos pela junta de freguesia. Quanto a vantagens, ninguém ficou a ganhar e todas as freguesias só ficaram a perder”, disse. E continuou: “Quando há, abruptamente, uma alteração do número de habitantes, acontece sempre uma espécie de terramoto demográfico. Castelões de Cepeda, da noite para o dia, passou de cerca de 8.000 habitantes para 18.000. A massificação, neste caso, correspondeu à perda de qualidade dos serviços. Foi o que aconteceu e a melhor prova disso foram os resultados eleitorais das últimas autárquicas em Paredes”. Por tudo isto, a posição do CDS-PP sobre a desagregação é clara: “Não só estamos de acordo como exigimos e reposição da identidade integral dessas freguesias. Aliás, esse era um dos compromissos do

nosso manifesto eleitoral. Em nome da democracia, a favor do poder local e em defesa dos cidadãos”. Miguel Garcês aponta o dedo a Artur Silva, eleito pelo partido socialista: “Curioso é que o PS tenha vencido as eleições em Paredes com a promessa da reposição das freguesias e, logo a seguir, o presidente da junta eleito deu o dito pelo não dito. Já não queria “puxar a carroça” da desagregação. Só se compreende isto por uma de duas razões ou ambas: ou, pura e simplesmente, mentiu na campanha eleitoral ou, agora, não quer prescindir da diferença salarial que distingue um presidente da junta de uma freguesia com 18.000 eleitores do de uma com 8.000, ataca. Quanto à posição da população, lamenta que esta não tenha sido consultada aquando da fusão: “Nessa altura, ninguém perguntou aos eleitores se queria a união das freguesias. Por ora, reponham-se, na totalidade, todos os órgãos, direitos e deveres que as freguesias tinham antes da fusão. Depois, as freguesias que não estiverem de acordo que se manifestem. Duvido que alguma o faça”, concluiu. Na próxima edição, continuaremos a destacar este assunto, com as posições do presidente da Câmara e dos restantes partidos políticos.


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Paredes

Cultura

Começa hoje a VI edição do Indie Music Fest O concelho de Paredes volta a ser palco de mais um festival de verão já no próximo fim de semana. A sexta edição do Indie Music Fest (IMF), organizada pela Associação Movimento Indie de Baltar (MOVÍ) e com o apoio da Câmara Municipal de Paredes, realiza-se na Quinta do Choupal, em Baltar, de 30 de agosto a 1 de setembro.

rarem nem o maior festival, nem alternativos, “a nossa função como produtores do festival consiste em criar uma oportunidade de apresentação de alguns artistas. Criar as condições para que a vontade de mostrar música nova seja ainda maior”, afirma.

Já enraizado a nível nacional, este festival nasceu do gosto de um grupo de jovens pela música nacional, que decidiram criar uma associação para dinamizar a cultura do concelho. O projeto nasceu no Indie Bar e a ideia inicial de fazer uma noite de verão com concertos e djs rapidamente cresceu. Este ano são três os dias de festa, com a atuação de 35 bandas, que celebrarão a música portuguesa e os novos talentos.

Um festival desta envergadura necessita de meios financeiros, sendo esta a maior dificuldade, segundo Pedro Bessa, apesar de a participação da Câmara Municipal de Paredes, nos últimos dois anos, ter aliviado a pressão. Para este responsável, “o comportamento do atual executivo face ao Indie Music Fest é extremamente positivo e motivador para o futuro desta mostra de nova música portuguesa”. Pedro Bessa congratula-se também com o “crescente interesse da Antena 3, que tem vindo a alargar o apoio dado desde a criação do festival, que culmina este ano com a atribuição do palco principal a esta estação”.

Pedro Bessa, presidente da associação Moví, caracteriza o evento como sendo “descomprometido e relaxado, um festival de descoberta e de aventura musical”. Para este paredense, o festival celebra aquilo que de melhor se faz no nosso país. Um patamar atingido com o trabalho “consistente” desenvolvido ao longo dos anos: “Acho que, com o passar dos anos, a nossa estratégia tem vindo a ser otimi-

Apoios “mantiveram o sonho possível”

zada. Com as condições que vamos criando e acertando com o passar dos anos, a evolução tem sido marcada de forma positiva, tanto pelo reconhecimento como pelo respeito ganho entre profissionais e visitantes”. Tendo como cenário o belíssimo Bosque do Choupal, este festival cria as condições ideais para se conseguir a concreti-

zação de um dos objetivos do evento: “criar três dias para que todos possamos desligar-nos de tudo o que se passa fora do bosque do Sr. Cruz”, explica Pedro Bessa. Para além de representar uma pausa no stress quotidiano, o festival assume-se principalmente como uma oportunidade para apresentar e desfrutar da nova música portuguesa e apro-

ximar o público de novos artistas e de novas músicas.

Cartaz para todos os gostos Para os interessados, Pedro Bessa garante que o cartaz é eclético e “repleto de nova música portuguesa e novos artistas, uns com mais seguidores do que outros, mas todos com muito par mostrar e, acima de tudo, com material fresco para apresentar no recinto do IMF”. O cartaz desta sexta edição é o resultado do “esforço para alargarmos a oferta no que aos estilos musicais diz respeito”, diz. Throes + The Shine, Mundo Segundo, Conan Osiris, Keep Razors Sharp, Luís Severo, Filipe Sambado e os Acompanhantes de Luxo, Yuzi, Solar Corona, Irêsporcento, Máquina del Amor, Papercutz, Enes e Vaarwell são alguns dos nomes prometidos para esta edição. O cartaz é composto unicamente por artistas nacionais. Pedro Bessa explica porquê: “Concentramo-nos na música portuguesa porque, ao longo destes 6 anos, ainda não sentimos necessidade de internacionalizar o cartaz. Ainda há muito para descobrir no nosso país”. Sem a pretensão de se conside-

As empresas do concelho também merecem o reconhecimento por parte da organização, pelo “incansável auxílio prestado, pois em 6 anos nunca nos abandonaram. É admirável o apoio dado por empresas como a Fibromade, Cácio, Ventilações Moura, MAB, entre outras, que, no decorrer de todas estas edições, mantiveram o sonho possível”. Para além da boa música, pode ainda usufruir de outros serviços no recinto: piscina, campismo e o Mercado Indie. Aproveite ainda os transfers gratuitos entre a estação da CP e o Bosque do Choupal. Aos apreciadores da música portuguesa, fica o convite de Pedro Bessa para que apoiem a nova música e os novos artistas: “Celebrem connosco, de 30 de agosto a 1 de setembro a mostra artística independente nacional”. Fotos capa e artigo: ©MarianaVasconcelos www.facebook. com/indiemusicfestofficialpage


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Destaque

Glaucoma de regresso, após dezassete anos Com o Indie Music Fest à porta, o Yes Lousada destaca nesta edição uma das bandas participantes no evento: Glaucoma. Oriunda de Baltar, a banda esteve fora dos palcos cerca de 17 anos. Regressa agora com a mesma energia e vontade de continuar um projeto que apenas estava adormecido.

sempre foi para nós um “porto de abrigo”, ponto de partida e também de chegada. Foi sempre um orgulho para nós, onde quer que fôssemos, dizer que somos de Baltar. Ficamos muito agradados e orgulhosos com o convite, que foi um desafio grande, uma vez que se trata de um festival que tem vindo a crescer ano após ano, mas sentimos também a vontade e responsabilidade de mostrar a todos que não passou assim tanto tempo, que o espírito que tínhamos em 2001 é o mesmo que temos hoje. Sentimos a responsabilidade de não defraudar as expectativas.

Conheça melhor esta banda paredense nesta curta entrevista a Jorge Ribeiro da Silva. Atualmente advogado de profissão, o teclista, de 38 anos, continua a alimentar a paixão pela música.

YES: Conte-nos a história dos Glaucoma. Jorge Ribeiro da Silva (JRS): Tudo começou quando, em 1993, quatro amigos, de Baltar, Paredes, apesar de terem referências musicais algo divergentes, se juntaram para formar uma banda, e assim nasceram os Glaucoma. Na altura, como amigo de todos os membros, assistia aos seus concertos e acompanhei de perto esses momentos.

YES: O que esperam desse concerto?

A banda era na altura constituída pelo Marco Pedrosa, na voz, guitarra ritmo e solo, pelo Américo Araújo no baixo, pelo Sérgio Sousa, na guitarra ritmo e solo, e pelo Bruno Costa na bateria, e tinha o seu reportório composto exclusivamente por “covers”, essencialmente “grunge”, tendo então realizado vários concertos em bares da região de Paredes e Vale do Sousa.

YES: Esta nova união poderá ter desenvolvimento no futuro?

Com a experiência adquirida, a banda na altura aventurou-se na criação de temas originais, dotados de uma sonoridade que pretendia aliar o Heavy Metal mais tradicional com melodias mais lúgubres, criando uma atmosfera intimista e obscura. E foi assim que, no verão de 1996, passei a fazer parte do grupo, nos teclados. Mais tarde, em 1997, fizemos uma pequena digressão por alguns festivais e bares na região do Grande Porto, com o intuito de dar a conhecer a sua nova proposta musical, e em outubro de 1997, quando todas as condições ficaram reunidas, fomos para estúdio para gravar a nossa primeira “demo-tape” de originais, intitulada ”Under my Eyes”, composta por seis temas. As gravações tiveram lugar nos estúdios Rec&Roll, com produção a cargo do Luís Barros, baterista dos Tarântula, e nossa. O lançamento da maquete aconteceu em janeiro de 1998, em Baltar. Como pode reparar, é a nossa terra natal e foi sem-

JRS:Que seja um momento de celebração, de aproveitar o momento e de rejuvenescimento dos laços que sempre tivemos com o público ao longo dos anos, e que sempre apelava ao nosso regresso. Este momento não é só nosso: é de todos e para todos.

pre o nosso ponto de partida, marcou o início de uma digressão de promoção, que se realizou no Norte do país, percorrendo o circuito “underground”. As críticas foram na altura extremamente positivas, tanto em fanzines e em rádios locais, assim como em alguns nomes maiores da imprensa especializada da altura, como a revista “Loud”, o jornal “Blitz”, e a revista “Pró Música”. Para esta última, a nossa “demo tape” foi considerada a “demo” do ano e a banda considerada uma das 10 bandas revelação do panorama musical a nível nacional. Por motivos académicos primeiro, e profissionais depois, alguns elementos não tiveram alternativa senão sair da banda, mas sempre com a porta aberta para o regresso.

YES: De que forma surgiu este regresso? JRS: Uma das características que sempre preservamos enquanto banda foi o espírito de grupo, a amizade e a cumplici-

dade entre todos, e estes sentimentos foram sendo maturados com o tempo. Em alguns encontros falávamos sempre da possibilidade de regressar, talvez marcar um

Naturalmente que preferíamos estar os cinco mas, por impossibilidade profissional, o Américo não está connosco fisicamente, embora sempre recordado. Quem sabe se, um dia,

JRS: Durante todo o nosso percurso nunca deixamos nada ao acaso, e tentamos nunca dar um passo maior que a perna, como se costuma dizer. Foi assim que se deu a minha entrada na banda, e foi também por isso que apenas gravamos a “demo-tape” quando nos sentimos realmente preparados. O mesmo aconteceu agora: apenas depois de sentirmos que, com a sucessão de ensaios, nos sentíamos preparados para regressar ao palco, é que começamos a pensar em concertos. Tudo a seu tempo. Em todo caso, posso adiantar que temos planeado regressar ao estúdio até ao final do ano. Neste nosso regresso aos palcos, gostaríamos de agradecer à organização do Indie Music Fest pela confiança demonstrada no convite, mas também a todos aqueles que sempre nos acompanharam e se lançaram connosco à estrada onde quer que fôssemos. Este concerto é para todos eles, sem esquecer aqueles que entretanto já não estão entre nós.

ensaio para matar saudades, voltar a sentir o momento em que tocamos juntos, só para nós… Depois do primeiro, veio o segundo, e assim sucessivamente, até que a ideia de um concerto para assinalar os vinte anos da Banda serviu de mote para concretizar o regresso.

não voltará.

YES: O que sentem, após dezassete anos, a escassos dias de atuar num festival como o Indie Music Fest, ainda por cima na vossa freguesia, Baltar? JRS: Como te disse, Baltar

E se o nosso regresso 17 anos depois é um sonho de 4 amigos que se realizou, o melhor que podemos desejar é que ninguém desista do seu. Esperamos por vós no Indie!


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Paredes

Desporto

Paredes surpreende o líder no seu reduto O USC de Paredes venceu em casa do Cesarense por duas bola a uma, um resultado justo que premeia a excelente primeira parte da equipa paredense

1 Cesarense

O Cesarense entrou na partida mais dominante, tendo a equipa paredense estado mais na expectativa, apostando no contra-ataque. A Partir dos 15’ , o Paredes começou a equilibrar o jogo.

2

USC Paredes

Local: Estádio do Mergulhão (Cesar) Árbitro: Tiago Mendes Cesarense: Diogo; Edgar, Fabeta, Leça, Chapinha (Ansuname, 46), Cuero, Diogo Pereira, Joel (Varela, 55), Sérgio Conceição, Breda (Rui Sampaio, 36) e Tavares Treinador: Bruno Conceição Paredes: Dani Carvalho; Tojó, Nuno Moreira, Ismael, Jorginho, Madureira (Sousa, 80), Ema, Ginho (Faneca, 40), Vitor Hugo (Vlady, 70) Seixas e Joel Treinador Eurico Couto Ao Intervalo 0-2 Golos Seixas (17), Joel (45) e Cuero (84)

Numa boa jogada do lado direito, aos 17’, Seixas responde de cabeça e, muito bem colocado na grande área, marca, respondendo a um cruzamento de Madureira da direita, onde Ismael de cabeça levanta a bola, possibilitando o golo ao seu colega, Seixas. A equipa da casa procurou reagir à desvantagem e Joel, aos 26’, na segunda vaga de um livre, respondendo ao alívio de Dani Carvalho, que

encontra Joel no início da área, tenta rematar de belo efeito, enviando a bola com força para cima da baliza. Madureira, aos 44 minutos, sofre falta na esquerda à entrada da área, originando um livre perigoso, Joel marca, de forma irrepreensível, um grande golo, com um remate potentíssimo, tendo o guarda-redes ainda tocado na bola, mas não consegue suster o remate. No início da segunda parte, o Cesarense tomou conta da partida, procurando dar a volta ao resultado, tendo a equipa paredense, com rigor defensivo, conseguido controlar o jogo, não deixando a equipa da casa ter grandes oportunidades de golo. Aos 74’, Fábio Cuero num lance individual, na área, obriga Dani Carvalho a uma grande defesa. Uma grande oportunidade para o Cesarense inaugurar o marcador. Aos 84’, Fábio Cuero, aproveitando um conjunto de ressaltos dentro da área, após um livre, fuzila a baliza de pé esquerdo, rematando para o fundo da baliza. Estava feito o golo da equipa da casa. Até ao final da partida, o Cesaren-

se encostou a equipa do Paredes no seu último reduto, mas não conseguiu oportunidades para mudar o resultado negativo. Uma vitória importante para o Paredes, que vence em casa do atual líder do campeonato. Com três jornadas realizadas, o USC Paredes encontra-se na quarta posição com 4 pontos.

Aliança perde no reduto do Ermesinde

Eurico Couto – Técico do USC Paredes “Na primeira parte, fomos superiores ao adversário a todos os níveis, com uma boa exibição coletiva. Na segunda parte, com dificuldade em controlar mais o jogo direto do adversário, que nos criou algumas dificuldades.”

2

0

Rebordosa

Vilarinho

Local: Estádio do Azevido em Rebordosa Árbitro: Emanuel Neto Rebordosa: Rica; Rick, Carlos Nunes, Tiago Vieira e Rui Miguel; Ratinho, Vitor Teixeira e Edu Santos (Sousa, 63); Tiago Carvalho (Sérgio Cardoso, 63), Migas (Ricardo Teixeira, 78) e Claúdio (Leo, 78) Treinador: Tonanha

1 Ermesinde

0 Aliança de Gandra

Local: Estádio dos Sonhos, em Ermesinde Árbitro: João Teixeira Ermesinde 1936: Pedro; Chico, Costa, Bruno e Pedro Pereira; Deco, João Lindo e Quim (Ramalho, 88); Quim, Nando (Herdeiro, 75) e Dani (pimpão, 75) Treinador: António Tavares Aliança de Gandra: Brandão; Edgar (Ricardo Barros, 26), Pepe, Marcelo e Bruninho; Brian, Careca e Pilhas; Alex, Alex Carvalho (João, 80) e Diogo. Treinador Mário Rocha Ao intervalo 0-0 Golo Quim (72)

Declarações de Mário Rocha - Treinador do Aliança de Gandra “Não correu como esperávamos, perdemos o jogo, mas a nível do comportamento da equipa estou contente, porque o compromisso da equipa foi muito positivo no jogo. Pena não termos estado bem no capítulo da finalização, temos um plantel muito jovem com alguma ansiedade e isso condiciona sempre. Perdemos cinco a seis situações de golo que podíamos ter feito, e o adversário marca um golo num lance estranho, onde o árbitro assistente marca fora de jogo, mas o árbitro não apitou. A minha equipa parou e deu a possibilidade de eles terem marcado o golo. Estou contente, houve atitude, esteve determinada, penso que estamos no bom caminho. É preciso trabalhar mais para a equipa ganhar mais confiança. Se assim for, vamos fazer um bom campeonato.

Na primeira parte, o Ermesinde entrou melhor, sendo um pouco mais agressivos, mais pressionantes, a partir dos 10 a 15 minutos tomamos conta do jogo, tendo enviado uma bola à barra através de Pepe, respondendo a um canto. Na segunda parte, o jogo foi mais dividido, tendo o Aliança do Gandra assumido o jogo por completo, tendo várias situações de golo. Acontece o lance. Procuramos sempre o empate, com o Ermesinde a queimar tempo. Para Mário Rocha o empate já era injusto, quanto mais a derrota! O nosso objetivo este a no é recuperar o clube e tentar ao máximo lançar jovens para que, daqui a dois anos, apostar novamente na subida de divisão. Esta equipa tem 13 jogadores com 19 anos, tendo 8 da formação do clube.

Vilarinho: Ricardo; Bruno (Ruca, 46), Gil, Azevedo e Machadinho; Ricardo André (Daniel Pereira, 46), Mica (Carlos Ribeiro, 87) e Dani (Nuno, 46); Jonas (Pedro Neto, 71), Paulinho e Neiva Treinador Marcos Nunes Ao intervalo 1-0 Golos Migas (35) e Sousa (64)

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Desporto

Nun’Álvares aposta na formação para garantir manutenção na Divisão de Elite

Precisamente uma semana antes do início oficial da temporada 2018/2019, o Sport Clube Nun’Álvares mostrou-se aos sócios no jogo de apresentação frente ao Marco 09. Depois de na época passada ter ficado em 11º lugar na Divisão de Elite, o SC Nun’Alvares volta a manter a manutenção como objetivo principal da época que agora começou. A equipa recaredense contratou apenas um jogador, João Teixeira, ex-tirsense, e aposta na formação do clube para assegurar mais tranquilamente a manutenção. Foram cinco os juniores que integraram o plantel sénior do conjunto de José António Moreira: Cláudio Ferreira, Cristiano Seabra, Jorge Rebelo, Rodolfo Dias, Rúben Ferreira e Ricardo Santos. No primeiro teste da equipa do Nun’Álvares, a equipa de Recarei venceu por 2 – 0 o Marco 09, num jogo que serviu para o técnico dar

são. No entanto, vai ser um campeonato muito difícil, pelo que temos visto, há equipas muito fortes, mas vamos tentar conquistar o nosso lugar na divisão de elite.” Depois de, no ano passado, ter um começo de época atribulado, o presidente do clube espera que este ano o começo seja bem diferente: “Este ano só não quero é ter tantas lesões como no ano passado. Na época passada, os jogadores entraram sem saber bem o que esperar, porque eram atletas que vinham desde a 1ª divisão distrital, que tinham passado pela honra, subimos dois anos seguidos e, por isso, não sabiam o que os esperava. Por tudo isso, houve um início de época um bocadinho atribulado, mas penso que este ano já sabem com o que contam e espero que este início de época seja mais calmo e que corra melhor.” Dada a forte concorrência que

somos um clube da aldeia. Não conseguimos grandes patrocinadores e, por isso, vamos andando para ver como as coisas correm.” No entanto, o presidente assume: “Penso que já estamos a ficar com condições para nos afirmarmos nesta divisão, mas vamos ver como corre esta época.” O emblema recaredense tem melhorado significativamente a vários níveis e, este ano, voltou a presentear os adeptos com melhores condições. O piso exterior do complexo foi alcatroado, assim como o parque de estacionamento: “Era algo que já tínhamos previsto desde o ano passado e está finalmente concluído. Esta obra foi lançada ainda no mandato do anterior executivo, mas o presidente atual resolveu dar continuidade, e o processo foi agora finalizado. Esta é uma mais-valia para o clube e dá mais comodidade aos nossos sócios.” Foi já com o piso novo que o Nun’Álvares se apresentou aos associados, que assistiram à vitória da equipa recaredense por 2 – 0 frente ao Marco 09. A equipa marcoense, que atua na divisão de honra, mas com aspirações de subir à divisão de elite. O conjunto de José António Moreira deixou sinais positivos, sobretudo na primeira parte, e mostrou que tem um plantel com boas opções para a disputa do campeonato. Com golos apontados por Guedes e Teixeira, todos os atletas foram chamados a jogo pelo técnico recaredense.

tempo a todos os atletas do plantel. Antes do encontro, o Yes Paredes falou com Amândio Guimarães que perspetivou a época 2018/2019: “O nosso objetivo, como é óbvio, é a manutenção. O ano passado foi um ano de experiência, mas este ano os jogadores já estão habituados à divi-

uma vez mais se espera nesta divisão, Amândio Guimarães assegura que ainda é cedo para falar em voos maiores: “Para já, ainda é muito cedo para lutarmos por outros objetivos, há emblemas com muito dinheiro. Nós somos um clube da aldeia, apesar de Recarei ser vila, eu digo que

O jogo de apresentação serviu ainda para os jogadores mostrarem aos sócios os equipamentos para a nova época, o principal com as tradicionais cores do emblema (azul, branco e vermelho) e a novidade, o equipamento alternativo. Este ano a cor escolhida (por votação online) foi o amarelo.

Derrota amarga no primeiro jogo da época Derrota amarga no primeiro jogo da época (Outro título) Na primeira jornada da época 2018/2019, o Nun’Álvares deslocou-se à Foz do Sousa para defrontar o Sousense. Depois de estar em desvantagem, por duas vezes na partida, a equipa recaredense conseguiu empatar o encontro. No entanto, no sétimo minuto do prolongamento, a equipa da casa acabou por marcar e garantir assim a vitória. Os golos dos recaredenses foram ambos apontados por João Teixeira, aos 32 e aos 65 minutos. O único reforço da equipa do Nun’Álvares teve, assim, uma estreia exemplar e mostrou que pode ser muito útil à equipa, que agora representa. No final da partida, o Yes Paredes conversou com o técnico José António Moreira:

Yes Paredes (Yes): Qual o comentário que lhe merece o jogo frente ao Sousense? José António Moreira (JM): De modo muito sucinto, esta foi uma partida em que a nossa equipa teve que correr atrás do resultado negativo, por duas vezes, fruto de dois erros defensivos, nada habituais. Conseguiram estes magníficos jogadores esse desiderato, em resultado de enorme empenho e organização, todavia, foram atraiçoados por um golo ao sétimo minuto dos descontos.

Yes: Este foi um adversário recém-despromovido à Divisão de Elite. Notou essa diferença de competitividade ou atribui esta derrota a outros fatores? JM: O Sousense é um adversário oriundo de um campeonato de âmbito nacional e, ao que sei, ambiciona retornar a essa competição, porquanto desenha-se como um conjunto com um foco diferente do nosso, contudo, a nossa equipa merecia pontuar neste jogo.

Yes: Que marcas pode deixar na equipa

a entrada com “o pé esquerdo” nesta época? JM: Ficámos muito tristes com o desfecho desta partida pelas razões já apontadas, no entanto, tal não vai esmorecer a equipa para abordar com confiança e determinação os próximos embates, até porque, em termos exibicionais, a equipa fez jus à sua identidade.

Yes: A derrota fê-lo concluir que são precisos mais reforços para esta equipa do Nun’Álvares? JM: Apenas temos um novo jogador no nosso plantel e a gestão deste clube, no seu passado recente, tem sido regida numa lógica de continuidade e aposta na juventude, principalmente, da sua formação, realidade que não vai mudar nesta época. Ainda neste jogo, alinhou um ex-júnior 90 minutos e um outro 35’, quadro bem evidenciado dessa premissa.

Yes: Quais são as expectativas para a próxima época? JM: A exemplo da época passada, a manutenção é a nossa aspiração, sempre numa lógica de tentarmos ser o mais competitivos possível. Queremos ser uma equipa que consiga disputar todos os jogos com qualidade e com os pés bem assentes no chão, porque a manutenção já não é uma tarefa fácil. Este ano descem quatro equipas e, portanto, todas essas nuances tornam este campeonato bastante competitivo. Pelo que tenho percebido, as equipas têm-se vindo a reforçar bem e há, inclusive, clubes que já estão a trabalhar com maior intensidade. Parece-me, por isso, que os índices competitivos vão subir e nós temos de dar um passo em frente, numa lógica de melhoria contínua para podermos competir ao nível dessas equipas, sob pena de não ficarmos para trás. A segunda jornada da Divisão de Elite marca a estreia, em casa, da equipa do Nun’Álvares frente ao Barrosas, no próximo domingo, dia 2 de setembro.


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Paredes

Desporto

Louredo vence o 1.º torneio de Futebol de Praia em Paredes

O Parque da Cidade de Paredes acolheu o primeiro Torneio de Futebol de Praia do concelho, que contou com a participação de dez equipas e mais de 100 atletas. A iniciativa da Parjovem, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Paredes, realizou-se entre os dias 10 e 24 de agosto e atraiu centenas de pessoas entusiastas da modalidade.

hoje, dia 30, mas outras iniciativas estão já a ser pensadas pela Parjovem, para continuar a garantir a vivacidade. José Sá revelou já uma para os amantes das duas rodas: Paredes Mountain Extreme BTT.

derou o aproveitamento daquele equipamento positivo. “O evento proporcionou momentos de grande espetacularidade. Quem esteve presente não saiu defraudado”, disse.

O campo de areia é uma infraestrutura criada aquando do Paredes Handball Cup, aproveitada agora para outras iniciativas que pretendem dar vida à cidade. É esta aliás a marca do evento: Paredes be alive.

Paredes ganhou vida Para José Sá, da Parjovem, o objetivo foi atingido: Paredes ganhou vida. “Conseguimos e esperamos prosseguir no próximo ano”, disse. Para além do espaço físico, que considera lindíssimo para este tipo de eventos, José Sá realçou o apoio “fantástico” do público, “o calor humano foi excelente”. As iniciativas neste âmbito não se ficam por aqui. Está em curso o Torneio de Voleibol de Praia, que termina

Alexandre Almeida, presidente da Câmara Municipal de Paredes, congratulou-se com a afluência de pessoas que se quiseram associar à iniciativa e consi-

Louredo conquistou taça A equipa de Louredo foi a grande vencedora deste torneio, num jogo muito

Foto com as duas equipas que disputaram a final, o Sobrosa e o Louredo.

disputado, contra Sobrosa, decidido nos últimos segundos, com o famoso pontapé de bicicleta, que fixou o resultado em 8-7. No final do torneio, o presidente da Junta de Louredo, José Borges, estava visivelmente satisfeito com a vitória da equipa da sua freguesia. Considerou o torneio “um evento de excelência e uma novidade que ficará para o futuro”. Sobre o desempenho da equipa de Louredo, garantiu que a vitória é o resultado da “aposta forte neste torneio”. Caracterizou a equipa como combativa e diz que acreditou sempre que iria ser campeã: “Louredo vai ficar no mapa como a primeira a vencer um torneio de futebol de praia em Paredes”, afirmou. José Borges salientou, ainda, que a participação no evento mobilizou toda a freguesia. “Estamos todos de parabéns”, rematou. O treinador vencedor, Luís Maia, diz ter acreditado sempre na vitória. Habituado a ganhar nos últimos segundos, como aconteceu com Besteiros, diz que a vitória foi “sofrida”. Mostrou-se naturalmente feliz com a vitória e salientou que

o mais importante é a união da equipa e espírito de luta.

Pontapé de bicicleta “eufórico” Sabino foi o herói do jogo ao garantir a vitória da sua equipa, com um golo que caracteriza de “eufórico”. Considera que a sua equipa foi uma justa vencedora, pois jogou para ganhar. Márcio, jogador da equipa de Sobrosa, salientou o bom espetáculo e a boa experiência da participação no evento. Apesar de não ter conseguido a vitória no jogo final, Márcio considera que a equipa fez uma boa exibição. “Gente humilde, com desportivismo”, caracteriza. O jogador agradeceu ainda à Junta de Freguesia o apoio. Telmo Sousa foi o melhor marcador deste torneio. O jogador mostrou-se satisfeito com o facto, mas também com a importância que este evento tem para a cidade de Paredes, ao garantir vivacidade e entusiasmo..


Edição n.º21 - Jornal Yes Paredes - 30-08-2018  

Edição n.º21 - Jornal Yes Paredes - Desagregação de freguesias

Edição n.º21 - Jornal Yes Paredes - 30-08-2018  

Edição n.º21 - Jornal Yes Paredes - Desagregação de freguesias

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