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1,5 € (IVA 6%) // Diretor: Manuel Pinho // Ano I // Edição Nº 12 // 14 de junho de 2018 • Semanário • www.yesparedes.pt

Paredes Pág.(s) 8 e 9

Sociedade Grande Entrevista José Carlos Barbosa

Presidente do PS Paredes Pág.(s) 4 a 6

Festas Alexandre Almeida assegura que o Complexo Desportivo das Laranjeiras será da autarquia

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Edição N.º 12 | 14 de junho, 2018 | www.yesparedes.pt

Opinião A culpa não pode morrer solteira

Rui Silva Líder da Bancada Assembleia Municipal PS Paredes

Num Domingo do já longínquo mês de Janeiro de 2017, os habitantes deste Concelho, foram confrontados com a primeira página do Jornal de Noticias, que em grande destaque, referia que o Executivo Camarário de Paredes, tinha sido alvo de uma investigação por parte de um organismo europeu, denominado OLAF, que é o Organismo de Luta Anti Fraude da União Europeia, e que o relatório elaborado resultante dessa diligencia, tinha sido enviado para a Camara Municipal, que não o contestou e ainda o manteve “escondido” durante cerca de 2 anos, num arquivo esconso da Autarquia, sendo que as várias irregularidades lá apontadas, de imediato teriam como consequência a devolução de seis milhões de euros de fundos comunitários, que a Camara Municipal já tinha recebido para apoio na construção dos novos centros escolares. Eram depois descritos os factos que essa Entidade acusava a

Camara PSD de então, como, fortes suspeitas de que fundos da União Europeia atribuídos à Camara Municipal de Paredes para a construção de escolas foram utilizados de forma fraudulenta, de que houve favorecimento na contratação das empreitadas, que existiu fuga de informações sobre os concursos para as empresas candidatas, uma vez que eram sempre as mesmas, que aparentemente eram concorrentes, mas que afinal eram geridas e controladas pelos mesmos indivíduos. O OLAF, também achou estranho que os membros dos Júri fossem sempre os mesmos funcionários municipais, teria ainda detectado casos de “fraccionamento abusivo”, de empreitadas, em que foram divididas para evitar que o seu valor global as sujeitasse a concurso público, que desta forma não seria necessário. Terão sido assim celebrados diferentes contratos por ajuste directo a determinadas empre-

sas, o que justificava, segundo o JN, o título “Câmara investigada por dar empreitadas a empresas amigas”, e que o relatório final seria enviado para a Inspecção Geral de Finanças, onde eram referidas suspeitas de “falsificação e corrupção”, o que terá levado também à abertura de um inquérito-crime no Ministério Público e à remessa do dossier para o Tribunal de Contas. Apesar destas tomadas de posição, ainda não são conhecidas consequências para os eventuais prevaricadores, no entanto as consequências para os Paredenses já estão a acontecer, pois o novo Executivo Camarário tem até ao valor de seis milhões de euros, os fundos comunitários que teria direito a receber para outras Obras retidos, apesar de ter já contestado esta medida, para tentar a sua suspensão, a mesma continua em vigor, o que tem condicionado de forma muito significativa a saúde financeira do nosso Municipio, que até

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saber o resultado dessa acção de contestação, tem de inventar soluções para o dia a dia. Os governantes da Camara anterior, apesar destes acontecimentos, parece que nada fizeram para investigar as acusações de que eram alvo, para verificarem da sua justiça e veracidade, teve de ser a nova Gestão Municipal a meter os pés ao caminho, ordenando a execução de vistorias com uma análise pormenorizada aos vários problemas de concepção e execução dos novos centros escolares, o que se tem revelado uma tarefa árdua, com várias irregularidades a serem detectadas, as quais tem forçosamente de serem denunciadas junto das entidades competentes, para que os erros sejam reparados e os responsáveis punidos, pois a culpa não pode morrer solteira. Brevemente voltarei a este assunto.

Mudança com futuro

Jorge Ribeiro da Silva CDS/PP Paredes

Paredes recebeu na passada sexta-feira dia 08 de Junho a apresentação da candidatura de Cecília Meireles à Comissão Política Distrital do CDS-PP, acolhendo com sala repleta representantes de todos os concelhos do distrito do Porto. Depois de Lamego e na linha do que ocorreu no 27º Congresso do partido de Março que recordo, agitou talvez como poucas vezes visto nas últimas décadas todo o panorama político nacional na semana que o antecedeu, os “olhos do mundo” estavam, desta feita, postos em Paredes. Talvez por isso, a forma decidida e firme com Cecília Meireles que se dirigiu ao púlpito para falar às bases e ao Distrito, fazia antever que, em caso de vitória nada ficará como antes, tanto para o desenvolvimento sustentado do distrito, como para o bem –estar da população, enfim, a benefício do interesse geral. Abriu a “alma” aos militantes, disse “do coração” ao que “vem”, apresentou o seu programa de-

pois de ouvir todos aqueles que para o mesmo pretenderam contribuir, não perdeu a “voz” , clamando por um debate e sempre salutar confronto de ideias com o seu opositor. Momento em ficou a falar para as “Paredes”, porque uma de duas, ou até ambas, quem foge ao debate de ideias ou é por que não tem por que debater, o que é pouco democrático, ou não tem ideias, o que é pouco ético. Mas como disse Cecília, em que o desportivismo casa com a Política, no minuto seguinte à notícia do resultado eleitoral, o Partido é só um e de todos. Num momento essencial para a vida do CDS, em que num distrito como o Porto se disputam eleições para os seus órgãos Distritais, perante o vazio aberto pela aparente ausência de liderança do PSD e a sua recente aproximação a um bloco central, numa demonstração clara da metáfora perfeita, em que o “Rio” corre para abraçar a “Costa”, tem cabido ao CDS o protagonismo da verdadeira oposição

ao Governo, não apenas Central como local. E tendo presente estes princípios e olhando ao horizonte do destino, a candidatura da Cecília Meireles e da sua equipa configura uma “lufada de ar fresco”, e um claro sinal de esperança num futuro melhor, mais do que para o Partido mas para o Distrito e, por inerência, para o País. Num distrito tão heterogéneo como o do Porto, em que os meios rural e urbano convivem “Paredes – meias” e em que os diversos concelhos crescem (quando crescem), a velocidades díspares, estou certo que lutará por uma maior coesão territorial, pelo desenvolvimento sustentável de todos, e todos por igual, independentemente do concelho de residência ou de exercício de actividade profissional. Aqui se traduz a mudança, até porque, basta acompanhar o percurso da Cecília Meireles, e sua forma de estar na vida pública, que passa pelo estudo e conhecimento das matérias, a acutilância

política, a honestidade dos seus argumentos a resiliência na defesa das suas ideias e causas, para perceber o seu conhecimento do terreno e o estoicismo no trabalho para fazer chegar ao Parlamento as preocupações e os problemas do Distrito, recordo-me a propósito de Paredes e a título de exemplo, da luta que travou na Assembleia da República na questão da violação de regras ambientais junto ao Parque Ecológico nas margens do Rio Ferreira em Lordelo, ao confrontar o Ministro da Educação em relação ao problema da escola de Rebordosa para evitar que os alunos tomem as suas refeições à chuva estando dentro da cantina, ou até, na falta de pagamento das bolsas de estudo em Cristelo, sem esquecer as várias visitas a instituições como o Centro Social de Cête, a fundação “A Lord” e a empresas sedeadas no Concelho. É assim em Paredes, é assim nos demais, e aqui se chega ao Futuro…com Cecília Meireles.

FICHA TÉCNICA Diretor: Manuel Pinho diretor@yesnoticias.pt Redação: Carlos Mota, Cristina Borges

Departamento Gráfico: InstantEstrela, Lda Paginação : InstantEstrela, Lda

Tiragem: 1500 exemplares por edição Periodicidade: Semanário (sai à quinta-feira)

Propriedade: InstantEstrela, Lda Contribuinte Nº 514 139 170; Registo da ERC n.º 127 057

Contactos: Avenida Combatentes da Grande Guerra, 55 C 4620 Lousada redacao@yesparedes.pt assinaturas@yesparedes.pt www.yesparedes.pt

Paredes


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Paredes

Opinião Eleições PSD Paredes

A

pesar de recente, o Yes Paredes é já uma referência da informação local do nosso concelho, estando a cumprir com distinção a missão a que se propôs.

Pedro Ribeiro da Silva

Por diversos motivos acompanho este jornal desde o início da sua existência, tendo por isso ficado muito satisfeito quando solicitaram a minha participação neste espaço de opinião. O maior facto político que ocorreu recentemente no concelho de Paredes foram as eleições dos órgãos concelhios do PSD para o próximo biénio. O ato eleitoral teve lugar na sua sede concelhia, no passado sábado dia 9 de junho, tendo sido aliás acompanhadas em direto

pelo Yes Paredes. No seguimento de uma campanha eleitoral interna que decorreu dentro da normalidade, apresentaram-se a sufrágio duas candidaturas, verificando-se uma adesão interessante, tendo em conta a conjuntura atualmente vivida. Do escrutínio, saiu vencedora a Lista A, encabeçada por Ricardo Sousa na Comissão Política Concelhia e Inácio Costa no Plenário dos Militantes. Os resultados obtidos foram democraticamente aceites por todos, tendo sido expressa a vontade de dali em diante todos trabalharem em prol do partido. O novo líder do PSD, Ricardo Sousa, é militante do PSD há mais de vinte e cinco anos

e antigo líder da JSD Paredes. Encabeça uma equipa que junta militantes oriundos de diferentes freguesias do concelho, com diferentes valências, diferentes experiências de vida dentro e fora do partido. Propôs-se a unir o partido, preparando-o para as próximas eleições, assentando a sua atuação numa estratégia de proximidade com a população.

Esta postura valeu-lhe a hostilidade de certa imprensa local e fez com que nenhum dos chamados “pesos-pesados” do PSD paredense tenha ousado manifestar publicamente o seu apoio.

Para os menos atentos, os resultados podem ter sido surpreendentes dado que a candidatura de Ricardo Sousa se apresentou em rotura com a linha seguida pelo partido no passado recente. Descontente com o rumo que o partido seguia, Ricardo Sousa fez ouvir a sua voz em sede própria por diversas vezes, temendo pelo futuro do partido no concelho.

Na hora da verdade, essa gente, militantes menos conhecidos e sobretudo menos reconhecidos souberam entender a mensagem do Ricardo Sousa e confiar-lhe o seu voto.

Mas o PSD é, no concelho de Paredes e por todo o país de uma forma geral, um partido de bases, de gente simples, lutadora, que se revela nos momentos mais difíceis.

Acredito que não os vá desiludir!

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Grande entrevista José Carlos Barbosa, líder do PS Paredes

“Levaremos décadas a pagar as megalomanias e devan Oriundo de Beire, Paredes, José Carlos Barbosa lidera o PS Paredes. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, profissionalmente, é técnico superior da EMEF, responsável técnico da manutenção dos comboios Alfa Pendular. Esta semana entrevistamos o jovem dirigente político, de 34 anos, para conhecer a sua opinião sobre as políticas concelhias e o trabalho da oposição. YES: Como surgiu o interesse pela política, neste caso pelo PS? José Carlos Barbosa (JCB): A política sempre me acompanhou. Cresci no seio de uma família de esquerda e, embora os meus pais nunca tenham sido militantes, foram sempre socialistas. Recordo-me que, desde muito cedo, o meu pai levava toda a família aos grandes comícios do Partido Socialista a Norte. Para além disso, a grande maioria dos meus vizinhos e amigos também são de esquerda e sempre lutaram por uma mudança profunda nas políticas do nosso concelho. Em 1999, entrei para a escola de aprendizes da CP, onde passei três anos e os ideais de esquerda intensificaram-se. A luta do movimento operário contra as desigualdades sociais, contra as privatizações e contra a falta de investimento na ferrovia fez de mim aquilo que sou hoje, socialista convicto e adepto da famosa ‘Geringonça’. Até porque quando se vive num concelho onde a grande maioria das pessoas ganham o salário mínimo e se vê um governo que, em apenas três anos, aumentou o salário mínimo em cerca de 75 euros, só podes estar de acordo com esta solução governativa. É comum ouvir na nossa região que as pessoas trabalham muito e ganham mal e eu concordo em absoluto, é preciso de uma vez por todas valorizar efetivamente o trabalho. Sou socialista por-

que acredito que só à esquerda conseguimos combater as desigualdades e resolver os principais problemas dos portugueses. YES: Como entrou para o PS Paredes ? JCB: Comecei desde jovem

a participar nas campanhas em Beire, de onde sou orgulhosamente natural e onde cresci. Nas campanhas de 1997

e 2001, por exemplo, ainda era demasiado jovem para votar, mas participei na colocação dos cartazes na freguesia de Beire. Em 2005, o PS tinha um problema em Beire, os socialistas estavam cansados de sucessivas derrotas e ninguém se queria apresentar a eleições. Nessa altura, o PS Paredes lançou-me o desafio de ser o candidato por Beire e decidi aceitar. Fui o

candidato mais jovem a uma junta de freguesia. Não consegui ganhar porque era pouco conhecido na altura, mas consegui mobilizar os jovens da nossa freguesia em torno da minha candidatura, e conseguimos que o PSD perdesse pela primeira vez a maioria.

Em 2009, devido a um projeto profissional novo, decidi que não ia conseguir dedicar-me como gostaria e não fui candidato, mas tive a responsabilidade de escolher quem seria o candidato. Como todos nós comete-

mos erros, escolhi aquele que é o atual presidente de junta pelo PSD, pois em 2013 trocou o PS pelo PSD. Confesso que felizmente para o PS Beire ainda bem que não está connosco, um Presidente de Junta tem de ter capacidade reivindicativa, tem de saber trabalhar em equipa, o que, infelizmente, não é o caso. Mas, para terminar sobre Beire, deixe só dizer o seguinte: ao trocar de partido prejudicou a freguesia e prejudicou também a eleição do atual presidente. Não

cumpriu com a palavra, está neste momento numa posição muito fragilizada, que só prejudica a freguesia. Eu no caso dele já me tinha demitido, se gostasse realmente de Beire já tinha provocado eleições, pois a sua governação está esgotada e sem rumo. Voltando à minha participação na estrutura do PS Paredes, em 2009, fui eleito membro da assembleia municipal e, em 2013, fui candidato a vereador na sexta posição da lista. Fui

candidato a vereador na altura em que ninguém acreditava, mas eu nunca duvidei que a melhor solução para o nosso concelho seria dar oportunidade ao PS para governar a Câmara.

Em 2013, tivemos um resultado fantástico e eu continuo a acreditar que ganhamos.

Repare que, na aferição de votos brancos e nulos, a diferença desceu de 73 para 59 votos. Imagine se fosse feita a recontagem em todas as mesas dos votos… Entre 2013 a 2017, participei em várias reuniões de câmara e fui sempre manifestando os meus pontos de vista. Com o aproximar das eleições de 2017, informei o Alexandre Almeida que, para mim, não era

essencial ir na lista de vereadores, que iria continuar a trabalhar e a colaborar com o partido porque, como digo sempre, acima dos meus interesses estão os interesses do meu partido e da minha terra.

Obviamente que isto levou a que dentro do PS e na oposição tentassem criar a ideia de que o Alexandre já não contava comigo, o que não podia estar mais longe da verdade. A minha re-

lação com o Alexandre candidato e Alexandre presidente é igual, estamos e estaremos juntos neste projeto! Para dar o

nosso contributo não temos necessariamente de ser vereadores

ou assessores. Por vezes, o contributo de quem está de fora é até mais importante porque tem uma visão diferente das coisas. Então, em maio de 2017, participei numa reunião com várias pessoas de Beire e senti que havia uma grande dificuldade em encontrar candidato à freguesia de Beire e que estas pessoas queriam que eu me candidatasse, o que decidi aceitar. Como

sabe fiquei a escassos votos da vitória! Em 2021, se tudo correr conforme planeado, serei candidato a Beire e venceremos (risos). YES: Quais foram as principais razões que o levaram à presidência da concelhia socialista?

JCB: Com a saída do José Batista Pereira, criou-se um vazio. Confesso que nunca esteve no meu horizonte ser o Presidente da CPC, porque sinceramente detesto as lutas internas que por vezes só dividem o partido. Como deve imaginar, existiam diversas pessoas que se podiam perfilar para uma possível candidatura. No entanto, a partir

de certo momento, comecei a

receber apoio de vários camaradas a incentivar-me a candidatar-me e, nesse momento, percebi que o meu nome era consensual. Logicamente que o

passo seguinte foi perguntar ao Alexandre Almeida se podia contar com o apoio dele, tendo sido a resposta afirmativa e, a partir desse momento, convidei todos os potenciais candidatos para fazerem parte da minha equipa.

Acabei por criar uma equipa da CPC e do secretariado de consenso, com a renovação que se impunha. YES: Como caracteriza atualmente o PS em Paredes?

JCB: O PS Paredes vive um momento de renovação. As listas do PS em Paredes têm dezenas de novos elementos, muitos deles, apesar de terem um posicionamento de esquerda, nunca tinham participado de forma ativa em campanhas eleitorais. Acre-

dito que só ganhamos as juntas e a câmara porque fomos capazes de nos mobilizarmos e fazermos um trabalho que


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Grande entrevista

neios do anterior executivo!” Assembleia da República eleito pelas listas do PS. Por último, posso confidenciar-lhe que a minha principal

prioridade será a defesa política do atual Presidente de Câmara e da sua equipa, porque o sucesso das futuras eleições é totalmente dependente da relação do Presidente com os militantes do nosso Partido! YES: 24 anos de poder social-democrata. Como analisa esse período? JCB: Foi um período catastrófico para o concelho, não vale a pena evitar o termo.

Quando vemos o passivo da câmara superior a 100 milhões de euros, os serviços da câmara despojados de valências e o valor gasto anualmente em juros da dívida, só podemos utilizar o termo ‘catastrófico’.

Hoje a Câmara é incapaz de colocar tapete numa estrada!

um dia será objeto de case study. Os nossos candidatos foram praticamente a todas a casas do concelho e conseguiram passar a mensagem. Agora temos vários desafios.

O primeiro passa por saber gerir o poder, ou seja, nas jun-

tas que vencemos temos de ser capazes de cumprir o programa eleitoral, com os presidentes de junta próximos das suas populações. O segundo desafio é

conseguir dar o apoio necessário aos candidatos que perderam. Temos de ser capazes de fazer uma oposição dura mas sempre numa ótica construtiva e de olhar para o futuro. É essencial para nós que, nas freguesias onde não somos poder, os nossos futuros candidatos sejam capazes de alcançar a notoriedade necessária.

YES: Como líder da concelhia, quais são os principais objetivos para o seu mandato? JCB: Num horizonte próximo, vamos trabalhar para que o PS vença as próximas elei-

ções europeias e legislativas no nosso concelho. Estamos também desde já a preparar as autárquicas de 2021, pois é nosso objetivo vencer a maioria das juntas e reforçar a votação para a câmara e assembleia municipal. No que diz respeito à organização interna do partido, vamos incentivar a militância no Partido Socialista de todos os nossos simpatizantes e vamos melhorar a nossa política de comunicação, para que todos os militantes tenham conhecimento das nossas iniciativas. Como já deve

ter constatado, estamos a dar oportunidade aos militantes de fazerem artigos de opinião sobre o nosso concelho.

Paredes é um dos concelhos mais industrializados da região e é também a maior potência nacional na área do mobiliário. Nas eleições autárquicas, obtivemos um resultado histórico para o Partido Socialista e é importante que a estrutura do PS distrital valorize o nosso trabalho e dê ao PS Paredes a oportunidade de ter um paredense a deputado na

Não tem as competências necessárias para isso. E sabe porquê? Porque venderam tudo, desinvestiram, e aplicaram a politica neoliberal que caracteriza a direita, que é retirar valências aos serviços municipais para depois justificarem a falta de recursos internos e poderem contratar empresas amigas dos presidentes! O relatório da OLAF

é claro e diz tudo sobre o que se passou na construção das escolas. Eu vou ainda mais longe: se a OLAF fizesse uma auditoria às obras municipais ia encontrar muitos problemas. É visível que muitas das obras do último ano foram feitas à pressa, muitas delas com um custo superior ao real e com péssima qualidade e as empresas que ganharam os concursos são as empresas de sempre!

Outro grande erro cometido pelo PSD foi a privatização das águas! Disseram aos pare-

denses que seria uma mais-valia para o concelho e que todos ficariam a ganhar com a venda dos serviços municipalizados de água e saneamento e alguém

ganhou e deve continuar a ganhar, mas não foram os paredenses. Hoje somos um dos concelhos com pior rede de água e saneamento do país e alguém deve um pedido de desculpa aos paredenses por este grande erro Deixo mais dois exemplos:

Alguém da estrutura do PSD Paredes consegue explicar aos paredenses como foi gasto um milhão de euros em obras de arte quando continuam a existir barracas a 50 metros da câmara? Alguém da estrutura do PSD Paredes consegue explicar aos paredenses como se paga um sinal de 300 mil euros para compra do Complexo das Laranjeiras sem ter o visto do tribunal de contas? YES: Para si, quais foram as principais razões para a mudança política no concelho de Paredes? JCB: Existem várias razões, mas acredito que a principal foi a apresentação do Alexandre Almeida como candidato. O Alexandre tem um percurso académico e profissional notável, que ninguém pode colocar em causa. A partir do momento que o PS apresentou Alexandre Almeida como candidato tudo ficou mais fácil, porque, dentro da estrutura do PS, houve imediatamente unanimidade total, todos se reveem no líder e, na sociedade civil, todos o reconhecem como

uma pessoa séria, próxima das pessoas e de enormes capacidades técnicas e pessoais.

A juntar a isso, havia um claro desgaste da figura do anterior presidente, que tentava criar uma imagem a nível nacional de um concelho próspero, com as melhores escolas, com a maior cidade desportiva a seguir ao Jamor, com a ideia que iria criar uma cidade inteligente, etc, etc, o que, na realidade, não podia estar mais longe da verdade. Os problemas das escolas são amplamente conhecidos, faltam muitos equipamentos para termos uma verdadeira cidade desportiva, a cidade inteligente continua na América. Podia estar horas a falar sobre os erros do anterior executivo mas vou ficar por aqui.

YES: Alexandre Almeida considera que recebeu uma “má herança”. Após 180 dias, ainda existem muitos ecos das últimas eleições. É estratégia política este tipo de abordagem? JCB: Como sabe, o Alexandre Almeida não é um político de carreira, é sim um paredense que decidiu dar um contributo

político ao concelho, por isso é que o seu principal slogan foi sempre “Fazer com Verdade”.

Quando o Alexandre afirma que há “má herança” não é nenhuma estratégia política, é, pura e simplesmente, dizer a verdade! Repare que, infelizmente, os ecos da anterior governação vão existir durante décadas, porque o anterior executivo da câmara hipotecou o futuro do nosso concelho. Levaremos décadas

a pagar as megalomanias e devaneios do anterior executivo!

YES: Pelas suas palavras, depreendo que a opinião em relação a estes primeiros meses da governação socialista é muito positiva… JCB: A minha opinião, embora seja obviamente suspeita, é muito positiva. É bastante cla-

ro que Paredes tem agora uma dinâmica nunca vista. Temos uma agenda cultural que é comunicada semanalmente a todos os munícipes e que, apesar de ainda não termos a participação desejada, para lá caminhamos. Há que recuperar o tempo perdido e criar hábitos de participação nos eventos. A câmara

é agora um grande parceiro das associações que desejam promover eventos, como são

exemplo os eventos já realizados: Paredes a rir; Queimada Galega; Celebração São Jorge, com mais de 5 mil escuteiros; Papas da Sobreira; BeireStance 2018, entre outros. Estão já agendados outros grandes eventos, como o Paredes Andebol Cup, a corrida de motorizadas “Paredes Road Race 2018” e, segundo me informaram, em setembro haverá um

grande evento para os amantes do automobilismo.

Também foram já cumpridos alguns compromissos assumidos, o pagamento dos manuais escolares é já uma realidade e acredito também que, nos próximos anos, seja possível baixar o IMI. No capítulo financeiro, o novo executivo tem conseguido implementar a necessária recuperação financeira. Começou por

conseguir um empréstimo para se libertar do garrote do PAEL e que vai permitir uma poupança anual de cerca de


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Freguesias: Beire A minha opinião é simples : só há uma pessoa a lutar para resolver este impasse, que é o Rui Machado. O nosso candidato esteve e está sempre disponível para dialogar e encontrar uma solução que resolva este impasse. Já várias vezes reuniu informalmente com a Presidente da Junta para tentar encontrar uma solução. Infelizmente o que tem verificado é que a

1,3 milhões em juros.

Está também em marcha uma providência cautelar que visa desbloquear o acesso aos fundos comunitários, com um valor próximo dos 6 milhões e, por último, há hoje um controlo

efetivo sobre as despesas do município que visa sobretudo cortar nos gastos desnecessários do município.

Presidente da Junta de Vilela optou pela vitimização, o que atualmente lhe vale alguma simpatia por parte dos seus fregueses, mas a longo prazo

YES: Como caracteriza a oposição (CDS e PSD) neste momento? JCB: Há em Paredes muitos líderes de opinião que afirmam que o CDS é a única oposição que o PS tem, mas eu discordo completamente. O CDS, ou por

e, quando todos estiverem bem esclarecidos, irão perceber que a Presidente da Junta prejudicou a freguesia com as suas posições. Em entrevista a este jornal, o Presidente do CDS afirmou, mais uma vez erradamente, que o problema de Vilela é um jogo de poder entre o PSD e o PS. Se fosse rigoroso, diria que o problema de Vilela é que os dois ex-membros do executivo da Junta do PSD e agora número dois e três da lista do PSD não aceitam negociar com o cabeça de lista do CDS, ou seja, as guerras pessoais destes senhores colocam em causa o bom funcionamento da junta.

não ter massa crítica dentro do Partido, ou por ainda não ter acordado para o dececionante resultado eleitoral, continua com a mesma estratégia negativista de criticar tudo o que se faz ou se tenta fazer. Ainda hoje me recordo que o líder do CDS tentou colar o PS à venda das Laranjeiras, quando todos sabemos que a oposição esteve sempre contra. O CDS continua com a sua estratégia de ataques pessoais que em nada contribuem para o concelho e que demonstra que eles não são oposição nenhuma.

Em suma, o PS está disponível para uma solução, desde que a Presidente não volte ao passado nomeando para o executivo quem já lá esteve tempo a mais.

Acredito piamente que ou mudam ou desaparecem...

Quanto ao PSD, está naturalmente fragilizado. Acredito

que levará vários anos a resolver os problemas internos, os vereadores eleitos e a Assembleia Municipal têm posições divergentes, o que denota desde logo a falta de comunicação entre as partes. O PSD elegeu recentemente um novo líder, confesso que pouco sei sobre ele. Apesar de ele ter vivido na minha freguesia durante alguns anos, não me recordo de qualquer participação na chamada sociedade civil da freguesia até há pouco tempo. Não é propriamente curioso que tenha defendido recentemente na Assembleia de Freguesia de Beire as políticas do PSD Paredes nos últimos anos e, por isso, deduzo que concorde com o trágico rumo das políticas do anterior executivo. Não me recordo que tenha tomado uma posição pública para se descolar das megalomanias do Celso Ferreira, o que demonstra que as apoia apesar do efeito nefasto que teve no nosso concelho.

YES: Como analisa as primeiras críticas da oposição ao mandato de Alexandre Almeida (cliente-

lismo, falta de auditoria, entre outras)? JCB: Acho que é uma falta de noção e de bom tom, vindo de quem vem. A oposição tenta,

com demagogia, enganar os paredenses. Como sabe, o pre-

sidente da câmara tem o direito, de acordo com a lei, de escolher a sua equipa, pode nomear 3 pessoas para o GAP e mais 3 para o GAV, e foi isso que fez.

A diferença em relação ao anterior executivo é que não os nomeou de imediato como se os cargos estivessem ‘prometidos’, primeiro avaliou as necessidades e depois nomeou. Mas podemos detalhar:

um exemplo claro é o cargo de adjunto com responsabilidade de acompanhar as obras municipais. O anterior presidente tinha nesse cargo uma pessoa formada em recursos humanos, o atual presidente escolheu uma pessoa formada em engenharia civil. Agora que nos estamos a aproximar do Mundial deixe-me fazer uma analogia com o futebol. Como no futebol, só ganha-

mos se colocarmos os jogadores na posição certa e foi isso que o atual presidente fez. Outro exemplo da independência destes nomeados e da diferença em relação ao anterior executivo é que antigamente os nomeados só faziam política, enquanto agora os nomeados fazem trabalho técnico. Questione ao técnicos da câmara que trabalham com eles e rapidamente perceberá que são um grande apoio para os serviços.

Posto isto, ainda dou o beneficio da dúvida ao CDS porque o seu Presidente nunca conseguiu ter votações que lhe permitissem ser autarca, o que pode justificar o seu desconhecimento das leis que regem as autarquias. Agora o candidato derrotado do PSD só pode estar a agir de má fé. Conhecia os seus dons para criar ilusões, mas desconhecia por completo os seus dons adivinhatórios, que por sinal saem sempre furados.

YES: A oposição acredita que o

ciclo do PS no poder autárquico em Paredes será de apenas um mandato. Refuta esta ideia? JCB: Isso é mais um sinal do quão à deriva a oposição está. Ficamos a poucos votos de eleger o 6º vereador; vencemos várias juntas de freguesia; subimos a votação em todas as juntas de freguesia; ficamos a poucos votos da vitória em mais algumas.

Não é preciso perceber muito de política para perceber que a tendência será claramente aumentar o número de juntas de freguesia e aumentar o número de vereadores e deputados municipais. YES: Um dos assuntos do momento tem a ver com o impasse em relação à Junta de Freguesia de Vilela. Qual é a sua opinião sobre este assunto? JCB: Em primeiro lugar, é preciso que fique registado que

o PS é o único partido realmente interessado em resolver os problemas de Vilela.

YES: Em Croca, Penafiel, existiu o mesmo problema, que se resolveu neste fim de semana como novas eleições. Será esta a melhor solução? JCB: Não posso falar sobre Croca porque não acompanhei o processo. Acredito que a me-

lhor solução para Vilela será sempre eleger o meu camarada Rui Machado como presidente da junta. Conheço o Rui

há vários anos, é um exemplo de perseverança. A equipa que o PS apresentou em Vilela é uma das melhoras equipas apresentadas às juntas de freguesia e com capacidade para fazer a diferença por Vilela.

Acredito fielmente que, se solução passar por eleições intercalares, o PS irá ganhar a Junta de Vilela, porque o povo de Vilela sabe que a proximidade do Rui com o Alexandre Almeida é uma mais-valia para a freguesia.

Manuel Pinho diretor@yesparedes.pt


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Sociedade

Alexandre Almeida assegura que o Complexo Desportivo das Laranjeiras será da autarquia Esclarecido o edital, que, segundo Alexandre Almeida, deu origem a especulações nas redes sociais, o autarca garantiu a continuidade da utilização daquele espaço, através da assunção da dívida do Altis Clube de Paredes, no valor de 47 mil euros. Mas o Presidente da autarquia foi mais longe, ao garantir que a Câmara “vai ficar com aquele património, seja através da compra ou expropriação”. O autarca avançou que pretende declarar o interesse municipal do espaço. Para já, o pagamento dos 47 mil euros, correspondentes às rendas em atraso, vai ser faseado, “em 7 prestações, não em nome da Altis mas sim em nome da autarquia”. Esta situação é essencial para que, numa fase posterior, possa ver feita a venda, segundo Alexandre Almeida. O presidente da autarquia paredense lembrou, ainda, que, apesar de a compra do Complexo das

der ser atrativo para outros licitadores e aumentar o custo. A especulação imobiliária pode penalizar a câmara”.

Subsídio 128 mil euros para bombeiros e Cruz Vermelha Na reunião, foi também aprovado o valor de 128 mil euros em subsídios às cinco corporações de bombeiros do concelho e às duas delegações da Cruz Vermelha. Ainda este mês, as corporações e Cruz Vermelha receberão 50% do valor, sendo o restante pago em outubro.

Laranjeiras ser um desígnio da Câmara, o veto do Tribunal de Contas impediu o ato, ficando por liquidar 1,3 milhões de euros: “Ao pedirmos o visto, o Tribunal de Contas vetou a compra porque não podíamos ter dado o sinal antes de termos o visto numa compra superior a 900 mil euros”, clarificou. A solução poderá

passar pela compra do espaço em lotes , para evitar valores altos, que possam passar no visto do Tribunal de Contas. “Solicitamos que fossem colocados os bens à venda em separado, por exemplo o pavilhão, o estádio e depois os outros terrenos. Assim nunca estaríamos a falar de valores superiores a 900 mil eu-

ros”, explicou o autarca. A falta de outra solução poderá levar o município a avançar com a expropriação. Já Rui Moutinho, vereador do PSD, mostrou algum ceticismo ao alertar para os perigos da venda em separado do Complexo: “Corremos o risco de o lote que não é equipamento po-

Como já disse noutras ocasiões, Alexandre Almeida garantiu aumentar o valor dos subsídios aos bombeiros no próximo ano, de acordo com as condições financeiras do município. A subida de divisão conseguida pelos clubes USC Paredes e USC Baltar foi ainda premiada com um voto de louvor.

Autarquia de Paredes entrega 57 bolsas de estudo a estudantes residentes no concelho A Câmara Municipal de Paredes entregou esta terça-feira, 12 de junho, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, as Bolsas de Estudo relativas ao ano letivo 2016/17, num total de 25.500 euros.

secundário estão afetas 12 bolsas de estudo, no valor de 125 euros por cada ano de escolaridade, 10.º, 11.º e 12.º, respetivamente. Já os alunos do ensino superior serão contemplados com 15 bolsas de 1000 euros.

O presidente do Município, Alexandre Almeida, enalteceu o mérito, a capacidade e empenho dos estudantes paredenses distinguidos com as bolsas de estudo, “eu próprio fui bolseiro e sei o que representa este estímulo para estudar”, revelou o autarca. Alexandre Almeida sublinhou ainda que “é uma prioridade para a autarquia pagar as bolsas de estudo antes de dezembro. As bolsas deste ano letivo 2017/2018 serão pagas ainda este ano” e deixou a garantia de “aumentar o valor e as bolsas de estudo do 10º, 11º e 12º ano”.

Foi, ainda, atribuída uma bolsa de estudo a uma aluna do ensino superior que é operacional dos Bombeiros.

Refira-se que ao ensino

Foram, igualmente, entregues 5 bolsas de estudo aos alunos que frequentam a Licenciatura em Tecnologias da Madeira, referentes ao ano letivo 2017/2018. O montante destas bolsas é de 1000 euros. Recorde-se que este é um incentivo atribuído a alunos residentes no concelho, que tem em conta a ponderação do seu aproveitamento escolar e a situação socioeconómica do agregado familiar, de

acordo com o respetivo regulamento. “Reiteramos a nossa aposta no setor da educação e da

formação e nas boas práticas de ensino. Estamos motivados para continuar a apoiar a educação e a apoiar os es-

tudantes paredenses”, sublinhou o autarca Alexandre Almeida.


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Desporto

A realização do sonho: USC Paredes sobe ao Campeonato d 2

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USC Paredes

Leça

Local: Cidade Desportiva de Paredes Árbitro: Manuel Oliveira Paredes: Dani Carvalho; Pedro Duarte (Sousa,61’); Gustavo; Nuno Moreira; Tó Jó; Jorginho; Martins (Madureira,61’); Joel; Ismael; Hélder (Faneca,79’); Seixas Treinador: Eurico Couto Leça: Gabi; Joel (Marcos Silva, 69’); Ramalho; Vitor Fonseca; Paulo Lopes (Castro, 77’); Noura (Benvindo, 77’); Areias (Alex, 69’); Sérgio Pedras; Diogo Pedras; Pinto; Zé Carlos Treinador: Domingos Barros Ao intervalo: 0-0 Golos: Ismael (55’) e Sousa (75’)

Fez – se história em Paredes. A equipa de Eurico Couto realizou o sonho tão ansiado desde o início da época e garantiu a subida ao Campeonato de Portugal, depois de vencer, em casa, o Leça por 2 – 0. Estava repleto e com muito azul a bancada do estádio da Cidade Desportiva. Era o derradeiro teste para os comandados de Eurico Couto. Motivado pelo apoio que se fazia sentir na bancada, o Paredes entrou em campo disposto a fazer tudo para alcançar a vitória que lhe garantia o título de campeão da Divisão d’Elite. Logo, aos cinco minutos de jogo, os da casa podiam ter chegado à vantagem, mas o cruzamento de Jorginho foi direto às mãos de Gabi. Um jogo prosseguiu a um ritmo acentuado e de grande intensida-

de, com os adeptos a continuarem o espetáculo, que se vivia dentro de campo. O Paredes queria fazer a festa, mas o Leça não estava disposto a facilitar. Aos 28 minutos, os visitantes tentaram chegar ao golo, mas Dani Carvalho defendeu com a ponta dos dedos. O Paredes não desarmava e, antes do intervalo, Jorginho pôs o coração dos paredenses a bater mais forte. O camisola 11 do Paredes ficou isolado em frente ao guarda – redes e na cara de Gabi tentou o chapéu, que saiu fraco e permitiu a defesa ao guardião leceiro. Apesar da superioridade, a equipa

de Eurico Couto foi para o intervalo sem conseguir marcar. Os paredenses acederam em massa ao pedido do União Sport Clube de Paredes e não faltaram com apoio ao plantel de Eurico Couto. Tal como no início da primeira parte, os jogadores entraram no segundo tempo debaixo de cânticos e aplausos. O clima era de festa, mas o Leça tentou impedir os festejos. À passagem do minuto 55, falha na defesa do Paredes, e mais uma vez, foi Dani Carvalho a impedir o golo. Logo a seguir, a primeira explosão

de alegria. Ismael rematou cruzado e inaugurou o marcador. O Paredes alimentava o sonho e estava cada vez mais perto de o conquistar. E, como diz o ditado “o sonho comanda a vida”, e foi com o sonho no coração, que o Paredes concretizou com as pernas o feito histórico. Primeiro Gustavo acelerou os corações, com um remate que bateu com estrondo na barra e, logo a seguir, a explosão no Complexo de Paredes. Foi dos pés do capitão que o sonho se concretizou, Sousa atirou sem hipóteses e levou os adeptos à loucura. Até ao fim jogo, os ânimos não se acalmaram. Mas, bastou o árbitro apitar para a festa começar. Adeptos, jogadores, treinadores e equipa técnica todos se juntaram no campo e fizeram a festa. Treinador do Leça No final do encontro, o treinador do Leça considerava: “Penso que neste jogo o Paredes foi à procura da vitória. Entrou bem no jogo e chegámos ao intervalo com um empate, na segunda parte, acho que nós entrámos melhor, apesar do golo do Paredes. Depois disso, o jogo ficou em aberto, mas acabámos os dois com os mesmos pontos. Eles conseguem

ficar em primeiro pela diferença de golos, portanto, resta – me dar – lhes os parabéns. No entanto, ressalvo que este jogo em nada belisca a época fantástica que nós tivemos, fomos campeões da divisão e vamos ver ao que isto vai dar.” Para Domingo Barros, este não foi um resultado justo: “Era justo vencerem por um golo. Acho que o Paredes não justificou a margem por dois golos, seria justo uma vitória do Paredes, mas por um golo.” Apesar do resultado, o treinador leceiro lembra: “Nós não éramos dados como candidatos, ninguém esperava que o Leça ficasse nas decisões, mas, a partir do momento em que ganhámos a taça, começaram a olhar para nós de outra forma e a verdade é que ninguém tem mais pontos do que nó, apenas mais golos. Eu nunca prometi que íamos subir, mas disse aos meus jogadores, desde o início, que íamos estar nas decisões com equipas que têm orçamentos muito mais fortes que os nossos. Vamos agora esperar pela administração associativa porque o segundo lugar pode dar a subida e, por isso, vamos aguardar.” Eurico Couto Acreditámos sempre que era possível, subestimaram-nos, mas nós acreditámos sempre que íamos conseguir. Mesmo quando fomos para esta fase toda a gente julgava


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Desporto

de Portugal

História do União S. Paredes Cristina Borges e Manuel Pinho redacao@yesparedes.pt

Durante cerca de 30 épocas disputou sempre o campeonato nacional da II e III Divisão nacional. Conquistou os títulos de campeão distrital da I Divisão em 1958 (futebol 11); campeão nacional da III Divisão 1999/2000 (futebol 11); campeão nacional da III Divisão futsal 2011/2012. O nome deve-se à UNIÃO de vontades, de esforços, de convicções e de gentes. Anteriormente a 1924, o apoio dos Paredenses dividia-se por vários clubes de menor dimensão: o Aliança, o Comercial ou o Paredense. Mas, por iniciativa do padre Marcelino da Conceição, Evaristo Soares Leal e Delfim da Costa foi conseguida a fusão dos três clubes, surgindo assim o União. Para além da equipa sénior, conta com um Departamento de Formação de Futebol constituído por cerca de 10 equipas (Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores). O USCP conta, ainda, com uma escola de futebol dirigida a crianças com idades compreendidas entre 4-8 anos. A par do futebol, o União de Paredes dispõe também de uma equipa de Futsal Sénior a disputar 2ª Divisão Nacional e ainda de uma equipa de Futsal Juniores. Recentemente, reativou o Departamento de Hóquei em Patins, com grande tradição em Paredes, que iniciará as suas competições em 2018/2019. Apenas dois anos após a sua fundação, o União conquistou o seu primeiro título ao vencer o primeiro e único campeonato do concelho Paredes, em 1926, da II Divisão do Campeonato do Porto. Títulos desta importância só voltaram à sala de troféus do União em 1941, quando o Paredes conquistou o campeonato Distrital da 3 Divisão da A.F. Porto, ganhando assim o direito de disputar a 2 Divisão Distrital no ano seguinte. Este nível qualitativo do União acompanhou sempre a evolução dos campeonatos de Futebol.

que éramos os mais fracos e que tínhamos menos qualidade individual e que não íamos conseguir. O calendário também assim o fez com a primeira jornada a recebermos o candidato Valadares, que era o favorito, e depois com três jogos fora. No entanto, disse aos meus jogadores, que se ganhássemos no primeiro jogo, 50% do trabalho já estava feito e os restantes 50% íamos fazê

dos jogadores que aqui estão e me acompanham há dez anos. Estou extremamente feliz e quero dedicar esta vitória ao meu pai. Campeões recebidos na varanda da Câmara Jogadores, equipa técnica e direção subiram à varanda da Câmara Municipal de Paredes e festejaram a conquista com os adeptos. O Presidente da Câmara, acompanhado por vários representantes do executivo municipal, receberam os campeões da cidade. Alexandre Almeida elogiou os atletas, equipa técnica e respetiva direção pelo trabalho desenvolvido ao longo da época.

-los em casa, porque eu tinha a certeza que nos íamos aguentar nos jogos fora. Acho que é um sonho e não importa se o nosso sonho é chegar à segunda nacional. Este é o sonho que, para já, é possível e todos os dias temos de reformular os nossos sonhos. Hoje foi este e quem sabe amanhã seja chegar aos campeonatos profissionais, esse é o meu sonho e também o de parte

O presidente paredense enalteceu o feito histórico conquistado pelo clube: “O clube e os adeptos paredenses estão de parabéns pela subida de divisão 5 anos depois. Este é um momento de grande alegria e satisfação para o União Sport

Clube de Paredes e para o nosso Concelho pela conquista deste objetivo.” O autarca reforçou também que “é uma jovem equipa, com uma direção jovem, que lutou em campo até à vitória final.” O presidente, do União Sport Clube de Paredes, também quis deixar um agradecimento especial pela: “entrega dos atletas, da equipa técnica e da forma como os sócios sempre acompanharam a equipa. Temos um grupo de trabalho unido, que ultrapassou as dificuldades com que se foi deparando e que de outsider passou a candidato a subir de divisão, tendo-o conseguido”, referiu, ainda, o “apoio incondicional dos adeptos que em casa e fora de casa sempre se mantiveram com os jogadores.” Mais uma vez, os adeptos juntaram – se a jogadores e equipa técnica, e festejaram “o orgulho em ser União.”

Em 1958 conquistou o campeonato distrital da 2ª Divisão da A.F. Porto e chegava assim ao primeiro escalão do futebol distrital. Por lá se manteve até 1974, onde emergiu para as divisões nacionais. Depois de ter vencido o torneio de abertura no início da época, o União de Paredes sagrou-se pela primeira vez campeão distrital absoluto. Na época 74-75, o União fez a sua estreia na Taça de Portugal. Essa época seria recheada de sucessos, já que o União obteve a primeira promoção da sua história à II Divisão Nacional. Em 75-76 o União atingiu pela primeira vez os 16 avos de final da Taça de Portugal. No ano de 1979, as Laranjeiras testemunharam os primeiros encontros oficiais com participação de equipas da I divisão nacional. 1983/1984 foi a época de ouro. O União de Paredes obtém a sua melhor prestação de sempre na Taça de Portugal ao atingir os quartos de final. Feito de realçar até porque o clube estava à altura na III divisão nacional. Embora sendo bafejado pelo sorteio foi uma caminhada histórica. Depois de muitos altos e baixos o União subiu à II divisão nacional em 99/00. Inserido na série B, o Paredes lutou toda a época pela subida, tendo a decisão da subida passado pela 32ª Jornada nas Laranjeiras. Um mês depois na Marinha Grande o Paredes conquistou o título de campeão nacional ao vencer no desempate o Seixal. O primeiro título nacional para o União Paredes. O último feito histórico do Paredes foi na época de 2005/2006, mais uma vez na taça de Portugal, onde atingiu os oitavos de final. O Paredes conquistou ainda o terceiro lugar no campeona-


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Sociedade

Ricardo Sousa é o novo líder do PSD Paredes

Câmara de Paredes instala lombas na avenida junto ao Parque da Cidade O Município de Paredes está a instalar lombas limitadoras de velocidade junto ao parque da cidade. Esta medida enquadra-se no plano de segurança rodoviário previsto para o local e vem impedir a realização de “eventuais

Ricardo Sousa é o novo líder da concelhia do PSD Paredes. O ato eleitoral realizou-se no passado sábado, tendo os votantes duas listas à escolha, encabeçadas por Ricardo Sousa e Ricardo Santos. Numa eleição onde votaram 306 militantes dos 551 inscritos, Ricardo Sousa, da lista A, venceu estas eleições por nove votos de diferença, tendo tido 150 votos, contra os 141 votos da lista B, de Ricardo Santos. O Yes Paredes conversou com o novo líder para conhecer a sua reação a esta votação e as perspetivas para o futuro.

YES: Quais são as primeiras palavras após esta vitória? A vitória é sobretudo do PSD Pa-

redes, que mostrou assim que tem uma afluência razoável às urnas e que está aí para as batalhas que se avizinham. Isso é o mais importante acima de tudo.YES: Quais se-

rão os primeiros passos enquanto presidente desta concelhia?

Vamos começar reunindo com os nossos autarcas e com os representantes que possamos ter nas freguesias e, a partir daí, começar a trabalhar porque em breve temos as eleições europeias, que são vitais para o partido, para demonstrar que, mais uma vez, este é o maior partido do concelho de Paredes.

YES: Para si, que fator o fez ganhar as eleições?

corridas improvisadas de automóveis”. As lombas começaram a ser montadas na avenida junto ao parque da cidade, na sexta-feira passada, e prevê-se a conclusão dos trabalhos na via nos próximos dias

Provavelmente, nós termos explicado melhor o que queríamos para o Partido.

YES: Quais são os seus principais objetivos? Voltar o Partido para as bases e puxar as bases para o Partido. Trabalhar nas bases para conseguirmos com elas preparar as eleições que se avizinham e, para isso, disse muitas vezes que é necessário preparar núcleos nas freguesias, trabalhar com esses mesmos núcleos e, junto com esses militantes, criar um congresso. É esse o nosso objetivo no concelho de Paredes, onde começamos a mobilizar as nossas tropas atempadamente para todas as eleições que aí virão.

Piscinas municipais encerram ano letivo em festa no próximo sábado

Mirandela é o destino escolhido para o Passeio dos Idosos de Paredes guesias. Esta atividade tem como propósito combater a solidão e o isolamento da geração mais velha, proporcionando momentos de cultura e convívio.

Hoje, a cidade de Mirandela recebeu a visita de 327 idosos paredenses durante o passeio anual que a autarquia de Paredes promove com a população sénior, juntamente com todas as juntas de Freguesia do Concelho.

O passeio teve início hoje bem cedo com os seniores das Freguesias de Cête, Aguiar de Sousa, Astromil e Sobreira. Durante o mês de junho serão realizados mais cinco passeios com os idosos das restantes fre-

O Presidente do Município, Alexandre Almeida, acompanhado do Vice-Presidente, Francisco Leal, e da Vereadora da Ação Social, Beatriz Meireles, participaram neste passeio a Mirandela, onde foram recebidos pelo Vice-Presidente da autarquia local, Orlando Ferreira Pires. Do programa do passeio a Mirandela faz parte um roteiro pela Igreja Nossa Senhora da Encarnação com missa, almoço no Parque José Gama e baile, no Parque do Império.

O Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Paredes vai promover no próximo sábado, 16 de junho, a festa de encerramento do ano letivo em curso das Piscinas Municipais.

Os jogos serão disputados em equipas de 4 elementos. Os participantes devem fazer a inscrição junto do professor responsável pela turma preferencialmente por equipas.

A piscina de Paredes acolhe a iniciativa entre as 15h30 e as 18h30, o que obrigará ao cancelamento das aulas no período da tarde.

PROGRAMA:

No sábado, à piscina de Paredes podem chegar todos os alunos utilizadores da piscina Rota dos Móveis, Lordelo e Rebordosa para celebrarem o fim das aulas. Na festa propõem-se aos utentes da Escola de Natação da Câmara Municipal de Paredes a realização de Jogos sem Fronteiras. A comunidade em geral terá uma aula de hidroginástica (Aqua Fun).

15h30: Jogos sem Fronteiras Níveis AI, AII e AIII 16h30: Jogos sem Fronteiras (para utentes com adaptação ao meio aquático e uma técnica de nado consolidada. Grande parte dos jogos serão realizados no tanque principal) 17h30: Aqua Fun


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Paredes

Freguesias: Paredes

Festividades em honra de Nossa Senhora da Guia em Paredes

PROGRAMA Dias 11-12-14 21h00- Celebração do terço na Capela de Nª Sº da Guia

Dia 13 21h00- Celebração do terço na Capela de Nª Sº de Fátima.

Dia 15 21h30- Atualização do grupo “Banda Jovem”.

Dia 16

Nossa Senhora da Guia é um dos muitos títulos atribuídos à Virgem Maria que revela uma das muitas facetas e caraterísticas da Mãe de Deus. O epíteto acentua o seu caráter de padroeira dos navegantes, sendo esta uma devoção muito forte em Portugal. Este título teve origem no facto bíblico de Maria ter guiado muito Jesus, o Deus encarnado e o Filho de Deus, quando Ele era ainda criança e jovem. A Nossa Senhora da Guia, por estar associada à estrela que guiou os Reis Magos até à manjedoura do menino Jesus, tornou-se emblemática e padroeira daqueles que se movem através de transportes, seja pelo ar ou via terrestre. A estrela e o menino ao colo são os símbolos principais.

Relativamente às expectativas para a festa, esperamos por parte da população uma grande adesão, esperamos uma festa que abranja vários públicos, do mais jovem ao mais velho. Achamos que a população irá gostar e usufruir da festa, pois foi com esse intuito que trabalhamos ao longo deste.

nização de eventos, principalmente os eventos ligados à gastronomia. Pudemos também contar com o apoio de empresas que se disponibilizaram para patrocinar o nosso cartaz de festas.

Como se organizou a comissão de festas para levar a cabo esta festa?

Sim, sem qualquer dúvida que as pessoas da freguesia nos ajudaram, comparecendo aos vários eventos realizados.

No mês de junho de 2017, a comissão anterior convidou-nos para este desafio que é fazer a festa. Aceitámos e desde cedo começámos a reunir para definir eventos que ao longo do ano foram concretizados para angariar dinheiro, sendo a nossa maior aposta o bar da comissão de festas, aberto todos os fins de semana.

Quais foram os maiores desafios para esta comissão? E as maiores dificuldades?

Constituição da comissão de festas António Durães, Albertino Carvalho, Benjamim Bambino, Belmiro Carvalho, Carlos Durães, Diogo Durães, Pedro Durães, Rui Nunes, Vitor Sousa Estivemos à conversa com Diogo Durães que nos divulgou um pouco mais sopbre a edição deste ano.

Sem dúvida que o nosso maior desafio foi arranjar disponibilidade para trabalhar em prol da festa, isto porque 8 elementos da comissão de festas trabalham e 1 elemento está no último ano de secundário. Tentamos dedicar o máximo de tempo possível à festa, mas, como é óbvio, sem deixar a vida profissional e escolar de cada um. Durante este ano, a maior dificuldade não foi de todo o trabalho em si, foi o facto de ter de abdicar do tempo que passámos com as nossas famílias para conseguirmos fazer a festa.

Com que apoios puderam contar? Quais são as expectativas para a festa deste ano?

Pudemos contar com o apoio de alguns moradores da zona da festa, que nos ajudaram na orga-

As pessoas da freguesia ajudaram e apoiaram esta comissão?

Que importância tem esta festa para si? E para a freguesia? Para nós, tem muita importância, porque grande parte da comissão cresceu junto desta festa, uma festa cheia de tradição já organizada por antepassados da comissão de festas. A população da freguesia tem uma grande devoção à Senhora da Guia, daí toda a importância desta festa.

09h00- Entrada do grupo de bombos da Madalena 21h30- Entrada do humorista “Francisco Menezes”. 22h45- Atualização da “Rosinha” 22h30- Grandiosa sessão de fogo de artificio. 23h45- Continuação da atualização da “Rosinha”

Dia 17 09h00- Entrada da “Banda Musical de Cete” 11h00- Missa solene no salão dos B.V. Paredes 17h00- Entrada da fanfarra dos B.V. Paredes 18h00- Majestosa procissão que percorre o habitual itinerário 21h30- Atuação da fadista “Margarida Rodrigues”. 23h15- Encerramento das festas com fogo de artificio.

Como chegaram ao cartaz final da festa? Desde cedo que o nosso objetivo foi juntar várias faixas etárias, com diferentes gostos musicais, daí a nossa escolha do cartaz. Começando por humor, passando pela música popular portuguesa e acabando num símbolo nacional, o fado.

Foi uma escolha difícil? Em que se basearam para fazer essa escolha? A escolha para o cartaz não foi difícil, todos os elementos estavam em sintonia no momento de decidir, visto que esta é uma festa do povo. Cristina Borges

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Freguesias: Gandra

Comemoração dos 90 anos da reconstrução da Capela do mesmo esse, tentar criar a Confraria do Mártir São Sebastião.

Yes: Normalmente, na maior parte das freguesias, as comissões das festas mudam de ano para ano. Por que razão em Gandra a comissão se tem mantido? (JMM): Quando se falou em fazer as festas da Cidade de Gandra, foi proposto acabar-se com as festas nos lugares e pôs-se em causa até realização da parte religiosa. Como esta festa era a maior e a mais antiga da freguesia, procurámos sempre, junto das entidades competentes, procurar a melhor maneira para continuar pelo menos com a parte religiosa. Com vista a não prejudicar os fundos da Festa da Cidade, fomos limitados e mantivemos a nossa Confraria, para que a festa não saísse do orçamento inicial.

Cimssão de Festas 2018

Este ano comemoram-se os 90 anos da reconstrução da Capela do Mártir São Sebastião, em Vilarinho de Cima, Gandra. A festa, que decorre entre 15 e 17 de junho, tem, por isso, um significado especial. O Yes Paredes esteve à conversa com o tesoureiro, José Mário Moreira.

YES Paredes (Yes): Este ano comemoraram-se os 90 de reconstrução da capela. Que simbolismo tem esta data? José Mário Moreira (JMM): Simboliza o esforço e a dedicação que os nossos antepassados fizeram para a reconstruir. Muito haveria a contar da antiga capela e da sua reconstrução, mas o mais importante é referir que o culto a São Sebastião neste lugar já vem desde há muitos anos e desde sempre se uniu esforços para manter a sua memória. Ao fim destes 90 anos, representa o empenho que todos ao longo destes anos fizeram, não só pela festa a São Sebastião, mas todo o empenho que tiveram na conservação e me-

lhoramento da Capela. É com os ensinamentos da história que crescemos no presente e projetamos o futuro para fazer mais e melhor. É, também, por isso que este ano as expectativas são mais elevadas. Depois de oito anos, voltar a organizar uma festa com esta fasquia é um grande desafio e uma grande responsabilidade.

Yes: Que importância tem esta festa para a freguesia? (JMM): Nas palavras do nosso presidente de Junta, o Dr. Paulo Ranito, é muito importante, pois é a identidade de um povo que se une por uma causa. Apesar de não ser a opinião de algumas pessoas, para nós comissão e para o nosso lugar, é sempre um momento de união e de convívio entre todos.

Yes: Acha que este ano as pessoas veem a festa de uma forma diferente, por se comemorarem os 90 anos? (JMM): Sim, notamos que há um esforço maior por

parte de todos, seja economicamente, seja em termos de preparação. Temos sentido que há um interesse em descobrir a história e em melhorar a nossa capela: restauraram-se portas, pintaram-se as grades e limpou-se o adro, por exemplo.

Yes: Esta é uma comissão que já está junta há algum tempo. Há quanto tempo

exatamente? (JMM): A primeira vez que fizemos esta festa foi em 2011. Éramos uns sete elementos. Por isso, com o tempo, fomo-nos apelidando de confraria, pois éramos sempre os mesmos e o objetivo era a realização da parte religiosa. Adotámos esse nome e o desafio será

Yes: Como se organizou a comissão de festas para levar a cabo esta festa? (JMM): Fizemos passeios, jogos, almoços para fora, venda de doces….

Yes: Quais foram os maiores desafios para esta comissão? E as maiores dificuldades? (JMM): O maior desafio é


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Paredes

Freguesias: Gandra

Mártir São Sebastião fazer uma festa digna memoração e do nosso A maior dificuldade é guir o valor económico festa.

da coSanto. consepara a

Yes: Com que apoios puderam contar? (JMM): Maioritariamente com o contributo das pessoas do nosso lugar de Vilarinho de Cima, embora pessoas de outros lugares também tenham ajudado. Sem esquecer a Junta de Freguesia, que sempre foi muito prestável.

Yes: Aumentaram a festa para três dias, com noitadas. Qual foi o objetivo? (JMM): Festejar com mais entusiasmo estes 90 anos, e mais dignamente o padroeiro da nossa Capela.

Yes: Como é que as pessoas estão a reagir a estas mudanças? (JMM): No geral, bem, é sempre um momento de recordações e de estarmos juntos. Procuramos ter um programa diversificado. Temos grupos da terra e vêm grupos de outras freguesias que, pelos seu laços afetivos, quiseram estar presentes também…

PROGRAMA

amigos também se mostraram empenhados em vir: o Grupo Ciklone foi por decisão unânime, vimo-lo noutras festas e ficamos a gostar da sua apresentação, e o empresário Fernando Pereira, que é cá deste lugar, ajudou nas negociações. O programa de domingo é a prata da terra, desde os Zés Pereiras aos grupos de dança e o ginásio para os mais jovens. Mas a que queremos mais digna é mesmo a parte religiosa. Por isso, apostamos na arte floral, na dignidade da Eucaristia Solene e na majestosa procissão, com o grupo Zés Pereiras, passando pela Fanfarra, a Banda de Música, cavalos, estandartes, andores, associações civis e religiosas.

21h00 – Abertura das testas com o grupo de bombos “Ermesinde a Bombar” da associação académica e cultural de Ermesinde. 21h30 – Rancho folclórico de Gandra. 22h00 – Grupo de cantores “Flor de Linho” - Abragão. 22h30 – Rancho folclórico de Sto André – Sobrado.

Dia 16 – Sábado 09h00 – Salva de morteiros. 22h00 – Conceituado grupo “Ciklone”. 23h45 – Fogo de artificio.

Dia 17 – Domingo

Yes: Qual é o orçamento que têm para esta festa? (JMM): Cerca de 18 mil euros, já com as despesas ao longo do ano e destacando que alguns grupos vêm voluntariamente sem pedir cachê.

Nossa Senhora dos Remédios é uma devoção mariana. O Mártir São Sebastião foi um jovem soldado do século III. Soldado do Império Romano, converteu-se ao

Cristina Borges redacao@yesparedes.pt

Yes: Como chegaram à escolha do cartaz final da festa? Foi uma escolha difícil? Em que se basearam para essa es- Constituição da comissão de festas colha? (JMM): Procurámos ter um programa que fosse do gosto de todos. Desde o ano passado que sempre fomos falando em fazer uma festa melhor este ano. Uma das pessoas que mostrou interesse foi a responsável do Rancho Folclórico de Gandra, que mostrou disponibilidade para vir e, como tal, outros grupos

Dia 15 – Sexta-feira

cristianismo e aproveitou o seu estatuto para ajudar os cristãos presos e torturados a manterem a fé, mesmo sabendo que iriam ser martirizados. Foi denunciado por um dos seus colegas militares e foi condenado à morte. Prenderam-no a um tronco de

Maria Silva – juíza

Sara Guedes

João Guedes – juiz

Sofia Ferreira

José Mário Moreira – Tesoureiro

Delfina Ferreira Helena Garcês

apesar desse martírio, conseguiu re-

Roberto Guedes

Érica Ribeiro

sistir e, quando recuperou, voltou à

Rosa Rocha

Diana Guedes

Margarida Rocha

presença do imperador Diocleciano.

Alda Barros

Zélia Ribeiro

Este não hesitou em matá-lo com o

Joaquim Silva

Ana Maria Barbosa

uma árvore e serviu de alvo a flechas, que lhe foram atiradas. No entanto,

fio da espada.

09h00 – Salva de morteiros 14h00 – Entrada do grupo de bombos “Zés Preiras de São Miguel de Gandra” junto ao Cruzeiro. 14h00 – Entrada da banda musical de S. Martinho. 15h00 – Entrada da fanfarra dos B.V. de Lordelo. 16h30 – Eucaristia Solene em honra do Mártir. 17h30 – Majestosa procissão em honra do Mártir. 20h00 – Despedida da banda de música. 22h00 – Grupo “Clap Z”. 23h00 – Encerramento das festividades.


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Edição N.º 12 | 14 de junho, 2018 | www.yesparedes.pt

Paredes

Desporto

Derrota atira Aliados para o último lugar do play-off O Aliados de Lordelo perdeu por duas bolas a uma na deslocação ao Valadares Gaia. A equipa de Pedro Barroso precisava de vencer e esperar pelo resultado do vizinho Paredes para ainda ter hipóteses de chegar ao segundo lugar do grupo.

Com este resultado, o Aliados terminou assim a fase de acesso ao Campeonato de Portugal no último lugar do grupo, com 6 pontos. Já o Valadares Gaia terminou no terceiro posto, com mais um ponto que os lordelenses.

Só a vitória interessava ao Aliados de Lordelo para ter possibilidade de chegar ao segundo posto. A equipa de Pedro Barroso precisava ainda que o Leça vencesse o vizinho Paredes. Os visitantes até começaram melhor e puseram-se em vantagem logo aos 17 minutos, por intermédio de Pedrinho. Contudo, os da casa conseguiram empatar à passagem do minuto 22, com um remate de Joãozinho. E, quando se pensava que o empate seria o resultado final, eis que o Valadares chega à vantagem. Aos 89 minutos, Emanuel fez o 2 – 1 e deu a vitória à equipa de Paulo Campos.

2

1

Valadares

Aliados Lordelo

Local: Complexo Desportivo do Valadares Árbitro: Pedro Estrela Valadares Gaia: Hélder Costa; Joel Alves; Carlos Pinto; Jonathan; Paulinho (Osório, 73’); Vitor Lobo (Rato, 73’); Jorge Gonçalves (Fábio Rola, 89’); Fabinho; Joãozinho; Rafa (Emmanuel, 73’); Ruizinho (Hugo Soares, 89’) Treinador: Paulo Campos Aliados de Lordelo: Nico; Hugo Silva; Rui Alves (Vitor Mendes, 69’); Preto; Pinto; Pedrinho (Hugo Costa, 84’); Maurício; Silvério (Diogo Preto, 84’); Carlão; Diogo Brandão (Fonseca, 69’); Paulo Monteiro (Gilmar, 69’) Treinador: Pedro Barroso Ao intervalo: 1 - 1 Golos: Pedrinho (17’); Joãozinho (22’); Emmanuel (89’)

Onda de lesões impõe Cândido Silva assume a presigoleada ao Baltar dência do Aliança de Gandra O Baltar sofreu a primeira goleada da época. A equipa de Joel Oliveira perdeu por 5 – 0 e ficou assim afastada do primeiro lugar do minicampeonato, que decide o campeão da 2ª Divisão, da AF Porto. Quatro dias depois de se terem defrontado na Cidade Desportiva de Paredes, Baltar e Inter Milheirós voltaram a medir forças, desta vez no Complexo Desportivo Municipal de Milheirós. Previa-se um jogo difícil para os comandados de Joel Oliveira, dado que o técnico não podia contar com seis dos habituais titulares, Zé Tó e Telmo, devido a castigo, Paredes, Barbosa, Emanuel e Pedrinho ficaram de fora por lesão. As dificuldades aumentaram, já que, logo no primeiro minuto da partida, o Inter Milheirós pôs-se em vantagem, com um golo de Bica. O Baltar ainda tentou reagir, mas não foi capaz de concretizar as oportunidades criadas. Douglas estava inspirado e bisou na partida ao marcar dois golos para os da casa. O Inter Milheirós foi a vencer por 3 – 0 para o intervalo e não estava disposto a quebrar o ritmo na segunda parte. Leão, aos 63 minutos, ampliou a vantagem para o 4 – 0. À passagem do minuto 68, foi Marmelo

a faturar: através da conversão de uma grande penalidade, o camisola 5 fixou o resultado final em 5 – 0. Com a derrota, o Baltar caiu assim para o último lugar do grupo e soma apenas dois pontos. Já o Inter Milheirós solidificou o primeiro posto, com 10 pontos, e pode sagrar-se campeão da divisão, no próximo encontro frente ao Penamaior.

A lista apresentada por Cândido Silva na assembleia geral extraordinária realizada no dia de ontem foi eleita por unanimidade e vai gerir os destinos do Aliança de Gandra até 30 de junho de 2019. ASSEMBLEIA GERAL PRESIDENTE – Paulo Ranito VICE-PRESIDENTE – Carlos Correia SECRETÁRIO – Jorge Oliveira DIREÇÃO PRESIDENTE – Cândido Silva VICE-PRESIDENTE – Jose Duarte VICE-PRESIDENTE – Rui Pinto SECRETARIO – Manuel Fernando Rocha TESOUREIRO – Rui Vieira VOGAIS – Carlos Monteiro, José Martins, Vítor Silva, Vítor Baioneta, Diana Teixeira, José Augusto Neves, Helena Barbosa, Leonel

Neves, António Barros, João Moreira, Agostinho Teixeira e Pedro Duarte CONSELHO FISCAL PRESIDENTE – Paulo Teixeira VICE-PRESIDENTE – Jorge Coelho SECRETÁRIO – Daniel Moreira

Anúncios Edição 12 Yes Paredes | 14/06/2018

Edição 12 Yes Paredes | 14/06/2018

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Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este

Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este

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Telf. 255 788 840 Fax 255091629 Mail: paredes.judicial@tribunais.org.pt

Telf. 255 788 840 Fax 255091629 Mail: paredes.judicial@tribunais.org.pt

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Juízo Local Cível de Paredes - Juíz 2 Palácio da Justiça - Parque José Guilherme 4580-130 Paredes

ANÚNCIO INTERDIÇÃO /INABILITAÇÃO

Processo: 1398/18.0T8PRD Referência: 76877672 | Data: 11/06/2018 Requerente: Ministério Público Requerido: Maria Rosa da Silva Seabra Afonso

Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/ Inabilitação em que é requerida Maria Rosa da Silva Seabra Afonso, nascido em 23/10/1988, na freguesia de Duas Igrejas,Paredes ,filha de Américo Seabra Afonso e de Defina Ribeiro da Silva, BI-13864748, com residência na Travessa de Valinhos nº109, 4580-389 Duas Igrejas-PRD, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica. A Juiza de Direito, Dr(a) Silvia Barbosa A Oficial de Justiça,

Maria Fátima Curralo

Juízo Local Cível de Paredes - Juíz 2 Palácio da Justiça - Parque José Guilherme 4580-130 Paredes

ANÚNCIO

INTERDIÇÃO /INABILITAÇÃO

Processo: 1403/18.0T8PRD

Referência: 76882546| Data: 11/06/2018 Requerente: Ministério Público Requerido: Maria do Céu Ferreira Nunes Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/ Inabilitação em que é requerido Maria do Céu Ferreira Nunes,estado civil:viúvo, BI-3709456, com residência em domicílio:Rua de Trevoares nº39, 4585-781, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica.

Juízo Local Cível de Paredes - Juíz 2 Palácio da Justiça - Parque José Guilherme 4580-130 Paredes

ANÚNCIO INTERDIÇÃO /INABILITAÇÃO

Processo: 445/18.0T8PRD Referência: 75991130 | Data: 01/03/2018 Requerente: Maria Alice Teixeira Torres Requerido: Jorge Torres Pacheco Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/ Inabilitação em que é requerido Jorge Torres Pacheco,com residência em domicílio:Rua Nossa Senhora de Fátima nº357, 4580-630 Vila Cova Carros PRD, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica. A Juiza de Direito, Dr(a) Sandra Moreira

A Juiz de Direito, Dr(a)Sandra Moreira

A Oficial de Justiça, Maria Alcina Santo A.M. Sousa


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Paredes

Desporto

As corridas de motos regressam a paredes em Julho Idade não é travão

Vinte anos depois, as corridas de moto estão de regresso a Paredes com a G. P. Paredes Road Race. A apresentação da prova fez – se na Casa da Cultura, no sábado, 12 de junho. A competição vai acontecer a 8 de julho e junta 50 pilotos, alguns dos quais competem a nível nacional. O Parque da Cidade foi o local escolhido para o local da prova, onde vai ser criado um circuito, com uma extensão de 1800 metros. Narciso Andrade, responsável pela organização, garantiu que “a escolha do local foi pensada de forma ponderada e prende-se com o seu enquadramento e com o facto de ser o local que reúne as melhores condições para a realização deste tipo de competição.” O evento desportivo irá contar com mais de 50 pilotos e contempla três corridas: uma prova dirigida às motas vintage e duas corridas de 50 e 85 cc. Ao longo de toda a apresentação, Narciso Andrade referiu, várias vezes, que a segurança é a priori-

dade desta prova. O responsável pela organização garantiu que as condições de segurança estão a ser especialmente pensadas de forma a garantir que não aconteça nenhum acidente com os pilotos e os próprios espectadores: “No circuito, vamos ter um espaço reservado às boxes, neste caso, vamos ter a necessidade de termos aqui um corte de velocidade, porque nas retas pode atingir-se uma velocidade muita elevada. Estão a ser construídas umas lombas, para prevenir essas situações. Vamos proceder a uma vedação de todo o circuito, ou seja, vamos fechá-lo por completo.” O entusiasmo com que Narciso Andrade falava da prova era evidente. O responsável pela organização da competição lembrou que, desde a década de 80, a cidade não realiza este tipo de competição. Narciso explicou que o principal objetivo é “fazer regressar os desportos motorizados ao concelho, promover a cidade e fomentar a união na população, entre os comerciantes e associações no mu-

nicípio.” A par da segurança, a vertente solidária do evento é também um fator com elevada importância. A entrada simbólica de três euros reverte para os Bombeiros Voluntários de Paredes, instituição que celebrou recentemente 134 anos de existência. Um evento que envolve toda a comunidade e que conta com participantes dos 8 aos 80: “Este evento é fomentado desde os 8 aos 80, porque nós temos aqui um piloto que tem 74 anos e ainda hoje participa. Além dele, há miúdos que gostam de motas e há pessoas com outras idades que gostam de motas. Por isso, achamos que este tipo de eventos motiva toda a população, aliás, nós já sentimos que a população está empolgada com a organização deste evento”, garantiu Narciso Andrade. Para atrair ainda mais público, a prova vai incluir vários escalões de diferentes faixas etárias. Além das motos de maior cilindrada, haverá uma corrida para as motos chamadas vintage: “É uma forma de as pessoas reviveram esse tempo e terem a oportunidade de verem essas corridas que cá existiram”, asseverou o responsável. Na apresentação, esteve também presente o vereador do desporto da Câmara Municipal de Paredes, que relevou que a realização desta prova vai permitir reavivar as memórias desta corrida e levar à cidade inúmeros

apaixonados pelas motos. Paulo Silva lembrou que o concelho de Paredes tem já uma longa tradição no que aos deportos motorizados diz respeito, além de, na cidade, serem muitos os praticantes deste desporto: “Durante muito tempo, Paredes foi conhecida pela dinâmica que este tipo de eventos tinha na cidade, no concelho e até na região, tendo sido realizados no Largo da Feira. E por isso quisemos abraçar este projeto, apoiando um evento carismático que, obviamente, terá outras regras e decorrerá noutro local.” O responsável pela pasta do desporto do município de Paredes garantiu ainda que a realização do Grande Prémio Paredes Road Race é para manter e que, para isso, conta com a colaboração das instituições da sociedade civil, juntamente com os comerciantes locais: ““Temos condições para que estes tipos de provas se possam fazer mais vezes. Há que dar oportunidade à sociedade para organizar este tipo de eventos e estou certo que, com o nosso apoio, este grande prémio será uma mais-valia para a cidade, para o comércio local para a economia do território e com condições para continuar a ser desenvolvido”, garantiu, acrescentando que o evento irá acontecer uma semana antes das Festas de Paredes e será um arranque diferente desta festividade.” A apresentação do Grande Prémio Paredes Road Race contou ainda com a presença do Presidente dos Bombeiros Voluntários de Paredes, Mário Sousa, do comandante da instituição, José Soares, e do piloto da Team Racing Soares, José Soares. Cristina Borges

redacao@yesparedes.pt

José Pinto é um verdadeiro apaixonado pelas motos e nem os 74 anos o detêm. É conhecido no circuito do motociclismo e é, até, uma referência para muitos pilotos. Natural de Penafiel, mas a residir em Paredes há vários anos, José Pinto não perde uma prova e, como seria de esperar, esta não será exceção. O septuagenário confessou ser uma presença habitual neste tipo de competições e, como tal, encara a prova de dia 8 de Julho como sendo mais um desafio à sua já longa carreira. José Pinto vai competir na categoria de 85 cc e garante que a idade e as limitações físicas não serão um problema: “É mais uma competição que quero fazer. É mais um desafio entre muitos que me proponho fazer e mais uma competição entre muitas realizadas quer em Portugal quer no estrangeiro. Só em Portugal fiz mais de 20 corridas e em Espanha participei numa corrida em Jerez de la Frontera. Foi uma prova que me marcou por ser diferente das anteriores e por ter contado com um número invulgar de pilotos, mas, também, pela visibilidade que me deu.” José Pinto assegura que a paixão pelas motos já vem praticamente desde que nasceu: “Nasci por cima de uma oficina de motos e, com apenas cinco anos de idade, sentei-me em cima de uma motorizada e comecei a andar de mota, nessa altura. Apesar de ser uma criança já punha o pé no pedal. O meu pai tinha uma oficina de conserto de motos e uma coisa levou à outra, tanto assim é que, além de competir, tenho, hoje, uma oficina de motos em Paredes.” A competir estreou-se aos 15 anos, numa motorizada da Sachs de quatro velocidades. Eram tempos bastante diferentes: “As motos de hoje em dia nada têm a ver com as motorizadas do meu tempo, são muito mais velozes, evoluíram de uma forma significativa, atingem velocidades impensáveis. Por outro lado, no meu tempo, os veículos não tinham a segurança que têm hoje.” Jorge Pinto aproveitou para dar os parabéns à organização da prova, que considera ser uma mais-valia não só para a cidade, como também para o concelho e para a economia local.


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Parabéns USC Paredes

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Edição n.º12 - Jornal Yes Paredes - USC Paredes sobe divisão

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