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Publicação mensal • Agosto 2018 • Edição nº5 • Ano 01 • 200 MZN • www.xonguila.co.mz

770261 666826 9

ISSN

0261-6661

À conversa com Talking with

JAMES

BAMPTON 1 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

AZAGAIA

Entre rimas e desafios Between rhymes and challenges

DINO JETHÁ

O escultor do quotidiano The sculptor of everyday life

AMORAMBIQUE


AZAGAIA De onde surgiu o nome Azagaia? Conta-nos um pouco da tua trajectória. O nome Azagaia surge quando decidi criar o meu primeiro grupo de música rap, perto do ano 2000. Na altura estava a frequentar o ensino pré-universitário na Francisco Manyanga, em Maputo. Eu e mais uns colegas juntámo-nos e formámos os Dinastia Bantu, um grupo que procurava reavivar as raízes culturais africanas através do hip-hop. Criámos alguns nomes artísticos que nos identificavam, consoante as nossas funções, e foi aí que surgiu o Azagaia, mas também o Escudo, o Batuque, entre outros. Com o passar do tempo, o grupo foi-se dispersando, e, quando lançámos o nosso álbum em 2006, éramos somente a dupla Escudo e Azagaia. Escolhi este nome porque a música rap estava muito ligada à cultura americana, mas eu queria algo que estivesse relacionado com a nossa cultura, os povos bantu, uma nova forma de estar, um novo pensamento dentro deste estilo de música. Uma azagaia é uma lança de cabo curto utilizada para combate, criada por Chaka Zulu, rei do império Zulo. Já o escudo era um utensílio de defesa. Como éramos uma dupla de defesa e ataque, estes nomes faziam todo o sentido. Segundo o teu ponto de vista, qual o papel do rap na sociedade? Consideras que cumpre o seu objectivo? Creio que está a desempenhar o seu papel. O rap é um estilo de música, uma manifestação daquilo que as pessoas pensam e vivem, é um meio de expressão. É um género musical com o propósito de intervenção social cirúrgica em questões que vão acontecendo à nossa volta. Transmitimos mensagens que despertam a consciência em relação a vários problemas sociais, o que penso ser uma atitude louvável. Procuramos inspirar jovens a não seguirem maus caminhos, a não praticarem crimes, incentivando-os também a fazerem a diferença compondo as suas próprias músicas. Como avalias o movimento do hip-hop em Moçambique? Que criticas farias ao rap de hoje em dia? A meu ver, o movimento hip-hop, que não é somente rap, é débil no nosso país. Não se expressa completamente e utiliza somente a vertente da música. Existem alguns DJs deste estilo, mas que infelizmente não são devidamente especializados, e há também algum graffiti espalhado pelas cidades. Mas faltam outros elementos. A dança, por exemplo, tem de ganhar mais expressão. Há falta de uma liderança, de organização, uma estrutura, uma indústria, e acabamos todos por tocar nos mesmos assuntos. É um movimento que continua vivo, apesar de existirem muitos artistas que, por pressão dos media, e para que as suas músicas passem na rádio ou televisão, envergam por uma vertente mais comercial. Eu penso que é possível fazer a nossa arte sem perder a sua essência. Existem maneiras estratégicas para mostrar isso. Este tipo de música não tem o objectivo de tornar as pessoas famosas; o que queremos é retratar o nosso quotidiano, recordar a luta e dar forças para enfrentar a vida. Naturalmente que, bem feito, pode trazer a fama, mas não é o fundamental. É um estilo de vida, uma forma de ser, um modo de estar.

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Fotografia: Mariano Silva 3 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


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Rubrica - Sons da Alma

Fotografia: Mariano Silva

Acreditas que o teu trabalho exerce algum tipo de influência na nova geração de MCs? Como é que a música pode ajudar os jovens num contexto de inserção social? Penso que a minha música exerce alguma influência nas novas gerações. Até há bem pouco tempo, existia alguma dif iculdade nas pessoas em se expressarem. Eu quebrei essas regras, o que foi uma inspiração para que perdessem o medo. Uma das mensagens que tento também transmitir é a da busca de conhecimento. É importante estudar e melhorar a nossa educação. Estamos num país em que existem muitas pessoas com dif iculdades de subsistência, e a música pode ajudar, trazendo sustento para um lar. Num quadro de inserção social, pode auxiliar os jovens a conhecerem melhor o país e pessoas nas mais variadas áreas. A música faz-nos viajar, é um veículo importante, e deveria ser vista e explorada de uma forma mais inteligente. Qual a tua opinião sobre o espaço oferecido aos rappers nas rádios e outros órgãos dedicados à cultura? O espaço cresceu bastante e está mais abrangente comparativamente ao tempo em que eu comecei. Os rappers ganharam expressão. Antigamente eram vistos como molowenes ou marginais, hoje são convidados para encontros e palestras. Há jovens que olham para o rap como um estilo de vida a seguir. Existem pessoas a cantarem nas nossas línguas tradicionais – changana, macua e outras –, o que faz com que as nossas línguas sejam mais conhecidas. Os órgãos dedicados à cultura focam-se em temas cujo conteúdo visa mais a descontracção, não passando tanto aquelas músicas mais centradas em tópicos sociais pertinentes, o que faz com que os rappers com mais projecção sejam os que se inserem nestes géneros. Isto é um problema de economia, infelizmente. Depois acabamos por f icar com a ideia errada de que os representantes do país neste estilo são esses, mas, na verdade, eles são apenas os que aparecem mais na televisão. Os que não se deixam aliciar pelos media continuam a existir, e acredito, inclusive, que são a maio5 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

ria, mas esses não vamos ver tanto na TV. Quais foram os momentos que mais marcaram a tua carreira? Ficaste particularmente sensibilizado com o feedback do público quando realizaste a campanha “Help Azagaia”? As viagens que faço para representar Moçambique no estrangeiro são sempre marcantes. Já conheci muitos países. Conheci a terra do meu pai, Cabo Verde, através da música. Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi a altura em que tive um tumor cerebral, que me foi retirado na Índia. Esta intervenção foi f inanciada por uma angariação de fundos que eu e a minha equipa organizámos, que recebeu contribuições de pessoas de todo o mundo. Fiquei surpreendido pelo carinho e pelo facto de as pessoas que deram o maior contributo para a causa terem sido moçambicanos dos mais desfavorecidos. Recebi muitas orações e mensagens de apoio, a que estarei eternamente grato. Eu não tinha condições f inanceiras para realizar a operação, e deu para perceber a força que os media têm e as vidas que podem salvar quando bem utilizados. Com quem sonhas um dia dividir um palco? Sonho dividir o palco com um ídolo meu, o Method Man, da Wu-tang. É um dos responsáveis por eu estar aqui hoje, uma das minhas inspirações. Novos projectos e planos para o futuro? Estou neste momento a preparar o meu terceiro álbum, que se chama Magaíza, que irá sair em 2019. Estou a gravar temas que vão servir como uma espécie de aquecimento para o disco. Os meus álbuns saem com um intervalo de tempo razoável. Este ano vou lançar alguns clipes para reavivar a memória das pessoas. Vou fazer alguns concertos com a banda que criei recentemente, “Os cortadores de lenha”, em Moçambique e fora do país. O objectivo é elevar a minha música a um nível superior e fazer com que se oiça cada vez mais.


AZAGAIA Where did the name Azagaia come from? Tell us a little about your trajectory. The name Azagaia comes up when I decided to create my first group of rap music in 2000. At the time I was attending pre-university education in Francisco Manyanga in Maputo. Together with some colleagues we formed the group “Dinanstia Bantu” (Dynasty Bantu), we sought to revive the African cultural roots through hip-hop. We came up with artistic names that identified us, according to our functions , and that is how “Azagaia” (type of spear) came to be, as well as “Escudo” (Shield), “Batuque” (African Drum), among others. Over time, the group dispersed and when we recorded our album in 2006 it was just Escudo and Azagaia. I chose this name because rap music was very linked to the American culture, but I wanted something that was related to our culture, the Bantu people, a new way of being, to bring a new way of thinking into this style of music. The Azagaia is a short cable lance used for combat, created by Chaka Zulu, king of the Zulo empire, conversely the Escudo (shield) is for defense. Since we were in defence and attack, these names made sense. From your point of view, what is rap's role in society? Do you consider that it fulfills its objective? I think it is playing it’s part. Rap is a style of music, a manifestation of what people think and live, it is a means of expression. It is a musical genre for the purpose of social surgical intervention on issues that are happening around us. We convey messages that raise awareness of various social problems, which I think is a commendable attitude. We seek to inspire young people, so they are not misguided, not to commit crimes, and to encourage them to make a difference by composing their own songs. How do you evaluate the hip-hop movement in Mozambique? How would you critique today's rap? In my opinion, the hip-hop movement, which is not only rap, is weak in our country. It is not fully expressed and uses only the music strand. There are some DJs of this style, but who unfortunately are not properly specialized, and there is also some graffiti scattered around the cities. But other elements are missing. Dance, for example, must gain more expression. There is a lack of leadership, organization, structure, industry, and we all end up touching the same issues. It is a movement that is still alive, although there are many artists who, under pressure from the media so that their music plays on the radio or television, rearing content to a more commercial side. I think it is possible to make our art without losing its essence. There are strategic ways to show this. This type of music is not meant to make people famous; what we want is to portray our daily lives, to remember the struggle and to give the strength to face life. Of course, well done, it can bring fame, but it is not the fundamental intention. It is a way of life, a way of being, a way of life. 6 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

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Rubrica - Sons da Alma

Do you believe that your work has any influence on the new generation of MCs? How can music help young people in a context of social insertion? I think my music has some influence on the younger generation. Until recently, people had some difficulty expressing themselves. I broke these rules, which was an inspiration for them to lose their fear. One of the messages I also try to convey is the search for knowledge. It is important to study and improve our education. We are in a country where there are many people with subsistence difficulties, and music can help, bringing sustenance to a home. Within a framework of social insertion, it can help young people to get to know the country better and people in different areas. Music makes us travel, it is an important vehicle, and it should be seen and explored in a smarter way.

Fotografia: Mariano Silva

What is your opinion on the space offered to rappers in radio stations and other cultural bodies? Space has grown a lot and is more comprehensive compared to the time I started. The rappers carved a space where they express themselves. Formerly they were seen like molowenes (street kids) or delinquents, today they are invited for meetings and lectures. There are young people looking for rap as a lifestyle model. There are people singing in our traditional languages - changane, macua and others - which means that our languages are better known. The bodies dedicated to culture are focused on themes whose content is laidback, not playing those songs more focused on relevant social topics, which makes rappers with more projection than those that fall in these genres. This is an economic problem unfortunately. Then we end up getting the wrong idea that the representatives of the country in this style are these, but actually they are just appearing in television. Those who do not allow themselves to be enticed by the media continue to exist, and I believe, also, that they are the majority, but we will not see them much on TV. What are the most marking moments of your career? Were you particularly sensitized by the public’s feedback to the "Help Azagaia" campaign? The trips I take to represent Mozambique abroad are always striking. I have been to many countries. I went to my father’s country, Cape 9 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Verde, through music. One of the most important moments of my career was when I had a brain tumour, which I had operated in India. This intervention was funded by a fundraiser that I and my team organized, which received contributions from people around the world. I was surprised by the affection and by the fact that the people who made the greatest contribution to the cause were poor Mozambicans. I have received many prayers and messages of support, to which I shall be eternally grateful. I could not afford to have the operation, and the campaign showed me the power of the media and how they can save peole’s lives when used properly. Who do you dream of sharing a stage with? I dream to share the stage with an my idol, Wu-tang’s Method Man. He is one of those responsible for me being here today, one of my inspirations. New projects and plans for the future? I am currently preparing my third album, which is called Magaíza, which will be released in 2019. I am recording songs that will serve as a sort of warm-up for the album. My albums are released with reasonable time intervals. And this year I'm going to release some clips to revive people's memories. I will do some concerts in Mozamnbique and abroad with the band I created recently, "Os cortadores de lenha" (The Wood Cutters) in Mozambique. The aim is to raise my music to a higher level and to make it heard more and more.

Music makes us travel, it is an important vehicle, and it should be seen and explored in a smarter way


AZAGAIA 10 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva 11 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


SUMÁRIO

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PALADARES À SOLTA

/ PALATES ON THE LOOSE

Apresentamos-lhe o Fish Monger, um cantinho rústico e sedutor We present you the Fish Monger, a rustic and seductive corneron the bay of the capital

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SONS DA ALMA / SOUNDS OF THE SOUL

Azagaia, um dos MC'S mais relevantes no cenário do Hip Hop lusófono Azagaia one of the most relevant mc's in the history of Lusophone Hip Hop

30

YOU'RE INVITED

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FRESH AIR

Afrin Prestige Hotel, luxo e requinte na baixa de Maputo Afrin Prestige Hotel, luxury and refinement in Maputo downtown

O miradouro e sua vista majestosa sobre a baía da capital The Maputo Miradouro and its majestic view over the bay of the capital

ARTE DAQUI/ ART FROM HERE

O artista que conta histórias em madeira colorida The artist who tells stories in colorful wood

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FICHA TÉCNICA Propriedade: Veludo & Mentol, Sociedade Unipessoal Lda • Administração: Nuno Soares, Omar Diogo, Mariano Silva • Director: Nuno Soares • Colunistas: Malaika Ribeiro, Ana Gomes Pinto, Tininha, Hussein Hassan • Capa: Mariano Silva (Fotografia), Nuno Azevedo (Ilustração) • Fotografia: Mariano Silva, Vitor Dias, Mike Kock, Colleen Begg, John Guernier, Luis Picolo, Kirimizi Hotel • Revisão linguística (Português): Fátima Ribeiro • Tradução (Inglês): Filipa Carreira • Paginação: Omar Diogo • Ilustração: Ana Gomes Pinto • Marketing: Omar Diogo, Nuno Soares, Ana Piedade, Nuno Lopes • Digital - Jorge Oliveira • Departamento Comercial: +258 849 286 627, geral@xonguila.co.mz • Registo de Propriedade Industrial: 3 5 0 6 5 / 2 0 1 7 - 3 5 0 6 6 / 2 0 1 7 ( 1 5 /0 1 / 2 0 1 8 ) • ISSN - 0261 - 661 • Registo:02/Gabinfo-dec/2018 Os artigos com assinatura reflectem a opinião dos autores e não necessariamente da revista. Toda a transcrição ou reprodução, parcial ou total, requer a autorização expressa da empresa titular da revista. 12 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Sumário

RELAXE / RELAX

Conheça a praia do Bilene, uma excelente dica para a escapadinha ideal Get to know Bilene beach an excellent tip for the ideal getaway

60

90

MOMENTOS FASHION / FASHION MOMENTS

Amorambique e seus acessórios feitos à base de matérias primas tradicionais Amorambique and its accessories made from traditional raw materials

CINEMA 35MM

Felicité, um impressionante drama terno e comovente Felicité, a striking and heart touching drama

À CONVERSA COM / TALKIN WITH

BIOS

James Bapton, director da WCS, realça a importância da reserva do Niassa no panorama nacional e internacional James Bapton, director of WCS, talks about the importance of Niassa in the national and international panorama

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Property: Veludo & Mentol, Sociedade Unipessoal Lda • Administration: Nuno Soares, Omar Diogo, Mariano Silva • Director: Nuno Soares • Columnists: Malaika Ribeiro, Ana Gomes Pinto, Tininha, Hussein Hassan • Cover: Mariano Silva (Photography), Nuno Azevedo (Illustration) • Photography: Mariano Silva, Vitor Dias, Mike Kock, Colleen Begg, John Guernier, Luis Picolo, Kirimizi Hotel • Copy Editing (Portuguese): Fátima Ribeiro • Translation (English): Filipa Carreira • Page make-up: Omar Diogo • Illustration: Ana Gomes Pinto • Marketing: Omar Diogo, Nuno Soares, Ana Piedade, Nuno Lopes • Digital - Jorge Oliveira • Commercial: Department: +258 849 286 627, g e r a l @ x o n g u i l a . c o . m z • Pr o p e r t y R e g i s t r a t i o n I n d u s t r y : 3 5 0 6 5 / 2 0 1 7 - 3 5 0 6 6 / 2 0 1 7 ( 1 5 /0 1 / 2 0 1 8 ) • I S S N - 0 2 6 1 - 6 6 1 • Registo: 02/Gabinfo-dec/2018 The articles reflect the authors opinion, and not necessarily the magazine opinion. All transcript or reproduction, partial or total, requires the authorization of the company that owns the magazine 13 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Editorial

Do Director / From the Director Prezados leitores,

Dear Readers,

C

ada número novo da nossa revista que chega às vossas mãos é uma alegria renovada para nós. Grande é a dedicação que empenhamos em cada detalhe seu, e ver o resultado desse esforço levar até vós o que Moçambique de bom tem para oferecer é, afinal de contas, ter o nosso principal propósito concretizado. Esperamos que ela corresponda também às vossas expectativas. Nesta quinta edição, trazemos uma conversa com James Bampton, Director Geral da Wildlife Conservation Society, que realça a importância da reserva do Niassa no panorama nacional e internacional e o contributo que o turismo de conservação pode trazer à gestão dos parques nacionais. Contamos também com uma entrevista inédita ao consagrado rapper moçambicano Edson da Luz, mais conhecido por Azagaia, e na rubrica “Arte daqui” mostramos o percurso do escultor que conta histórias do quotidiano em madeira colorida, Dino Jethá. Temos ainda outros temas que acreditamos que serão do vosso agrado.

E

very new issue of our magazine that comes to your hands is a renewed joy for us. We are very dedicated to its every detail, and to see that because of this effort we are able to bring you the good that Mozambique has to offer is, after all, our main purpose. We hope it also meets your expectations. In this f ifth edition, we have a conversation with James Bampton, Director Geral at the Wildlife Conservation Society, which emphasized the importance of the Niassa reserve in the national and international panorama and the contribution that conservation tourism can make to the management of national parks. We also bring you an exclusive interview with Mozambican rapper Edson da Luz, known as Azagaia, "Art Here" showcases Dino Jetha’s path as a sculptor who tells stories of everyday life in colourful wood. We have yet other themes that we believe will be to your liking.

Moçambique é um país fantástico onde a vasta diversidade paisagística e cultural oferece um sem-fim de opções. Um local onde pode conjugar sol, praia, experiências gastronómicas únicas, natureza, aventura e exotismo, e a Xonguila está aqui para lhe apresentar todas estas possibilidades.

Mozambique is a fantastic country where vast landscape and cultural diversity offer endless options. A place where you can combine sun, beach, unique gastronomic experiences, nature, adventure and exoticism, and Xonguila is here to present you with all these possibilities.

Leia, aprecie e compartilhe este magazine que foi feito especialmente para si.

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Nuno Soares Director

14 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


15 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


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Entrevista realizada na embaixada da Tailândia em Maputo

Rubrica - Arte Daqui

18 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

19 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Arte Daqui

Arte Daqui DINO JETHÁ

Falemos do teu começo. Como e com que idade começaste a trabalhar em madeira? Foi por prazer ou por necessidade? Eu comecei a trabalhar em madeira com 13 anos de idade, por prazer. Quando voltava da escola, via os meninos mais velhos a fazerem animais em madeira. Fiquei apaixonado e comecei a imitá-los. Vendíamos as nossas peças na feira do pau para ganhar algum dinheiro. Com o passar do tempo, como havia muita gente a fazer animais, comecei a fazer figurinhas humanas. Tinha muitos clientes e, como não conseguia atender todos pedidos, ensinei alguns amigos a fazerem o mesmo trabalho para poder satisfazer a procura. Podes comparar o que fazes agora com o que fazias na altura? Como foi esse processo de evolução? Houve uma grande melhoria. A concorrência no mercado obrigou-me a inovar. Decidi elevar a fasquia e fazer peças que representassem a nossa cultura, a makwaela, o lobolo, os mercados e outras coisas que via em meu redor. Tento relatar em madeira os acontecimentos do momento. Psikhelekedana é o nome que se costuma dar a este tipo de arte. O que significa essa palavra? Psikhelekedana é uma palavra ronga e corresponde a toda a arte feita em madeira branca no Sul de Moçambique. Pode ser feita com madeira de mafurreira ou de cajueiro, embora seja mais comum a de mafurreira, pois é menos propícia ao aparecimento do bicho da madeira. Dizem que contas história em madeira colorida. Já houve, inclusive, quem te chamasse repórter do quotidiano. Concordas? Concordo, uma vez que procuro representar aquilo que vai ocorrendo no nosso país. Já te apresentaste aqui em Moçambique em diversas exposições individuais e colectivas. 20 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Qual foi a que mais te marcou e melhor contribuiu para a tua evolução? Sem dúvida que foi a exposição de 2003. Foi uma exibição colectiva muito grande e abriu bastantes portas. Chamava-se “Moçambique: Vida e história em Psikhelekedana”. Representava a história de Moçambique desde os tempos primitivos até aquela data. Foi apadrinhada e visitada por Graça Machel e muitas centenas de pessoas. Uma das minhas peças representava Graça Machel e Nelson Mandela numa campanha de combate ao HIV/SIDA que lançaram. A sua fundação encomendou mais 100 réplicas desse mesmo trabalho. Outras peças minhas, como, por exemplo, a que representava a proclamação da independência de Moçambique, foram também muito solicitadas, e ainda hoje alguns artistas se inspiram nelas. Como lidas com o facto de muitos outros artesões se basearem nas tuas obras e ideias para fazerem os seus trabalhos? Eu não vejo qualquer problema nisso. Muitos destes artistas fui eu próprio que ensinei a trabalhar. É uma maneira de deixar um legado, a minha marca num determinado estilo. Em todo o caso, tento sempre inovar fazendo obras com novos temas. Há ainda muita coisa para ser feita. Também no que respeita a participações no estrageiro o teu currículo é invejável. Não é comum um artista moçambicano ir 8 vezes aos Estados Unidos e participar na maior feira de artesanato do mundo. Como foi essa experiência? Foi muito boa. Estava numa exposição na fortaleza “As mãos falam” quando fui convidado a participar no International Folk Art Market. Viram o meu trabalho e disseram que era exactamente aquilo de que estavam à procura. A interacção com os outros artistas nesta feira foi excelente, foram boas experiências. Aprendi novas técnicas e o intercâmbio cultural foi óptimo.


Entrevista realizada na embaixada da Tailândia em Maputo

Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

21 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Arte Daqui

Depois dessas muitas idas aos Estados Unidos, veio a Tailândia e o Brasil. Como é que as pessoas acolheram lá a tua arte? Foi uma surpresa para elas. A exposição que f iz na Tailândia teve bastante adesão. Fui muito bem recebido. Constatei que as nossas culturas têm muitas semelhanças. Os nossos txopelas são parecidos com os tuk-tuk deles, e a venda nos passeios também é uma actividade comum por lá. As peças acabaram por f icar expostas mais tempo do que o previsto. Foram duas exposições em locais diferentes. A primeira foi no maior centro comercial do país, em Banguecoque, e foi inaugurada pelo Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia. A segunda foi na Sede Central de Empresas de Petróleo e Gás. Fiz ainda uma demonstração do meu trabalho numa universidade que se dedica ao ensino de artes. Adorei também a experiência no Brasil, que foi na Casa Museu do Objecto Brasileiro, em São Paulo. Foi uma rica troca de experiências com artistas de lá. Como artista, qual o objectivo, empreendimento ou plano que gostavas de ver realizado? Gostava de me tornar uma referência no meu país, de abrir o meu atelier e de fazer uma exposição no meu bairro, “Land of Psikhelekedana”. Grande parte dos que se dedicam a esta arte provêm do bairro de São Dâmaso, onde nasci. Gostaria de lhes prestar um tributo. Quem procura as tuas peças onde as poderá encontrar? Neste momento estou a preparar-me para uma nova exposição, que será inaugurada em Setembro ou Outubro do presente ano. Faço, no entanto, peças personalizadas por encomenda. Posso ser contactado por telefone, que está indicado na minha página de Facebook, que tem o meu nome. Das muitas peças que f izeste, há alguma que te tenha agradado mais? Sim, na verdade foram duas. Uma delas foi a fábrica da Coca-cola. Era uma peça de grande porte, muito realista. Houve inclusive quem tenha visto uma fotograf ia da peça e tenha pensado que era uma foto da fábrica real. A segunda, foi uma peça que f iz para a Embaixada da Tailândia em Moçambique, que representa o dia-a-dia deles. Qual a tua opinião sobre a arte contemporânea em Moçambique? Começa a haver uma maior aposta na cultura em Moçambique, embora ainda seja necessário percorrer um longo caminho. Houve uma evolução positiva no que diz respeito à união entre os artistas, pois todos sabemos que a cultura representa a alma do país.

Procuro representar em madeira aquilo que vai ocorrendo no nosso país

22 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

Entrevista realizada na embaixada da Tailândia em Maputo

Rubrica - Arte Daqui

23 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Entrevista realizada na embaixada da Tailândia em Maputo

Rubrica - Arte Daqui

24 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Arte Daqui

How old were you when you started working on wood? Was it for pleasure or out of necessity? I started working on wood when I was 13 years old for pleasure. When I got back from school, I saw the older boys making wooden animals. I fell in love and began to imitate them. We sold our pieces at the market place to earn some money. Over time, as there were many people making animals, I began to make human figurines. I had many clients and, as I could not meet all requests, I taught some friends to do the same work in order to meet demand. Can you compare what you do now with what you did at the time? How was this process of evolution? There was a big improvement. Competition in the market forced me to innovate. I decided to raise the bar and make pieces that represented our culture, the makwaela, the lobolo, the markets and other things that I saw around me. I try to portray in wood current events events. Psikhelekedana is the name given to this type of art. What does this word mean? Psikhelekedana is a Ronga word and corresponds to all the art made in white wood in the south of Mozambique. It can be made with mahogany or cashew wood, although the most common is mafurreira, since it is less vulnerable to the woodworm.

You have already participated in several solo and group exhibitions here in Mozambique. What was the most memorable one that most contributed to your development? No doubt it was the exhibition of 2003. It was a great team performance and opened many doors. Entitled "Mozambique: Life and History in Psikhelekedana". It represented the history of Mozambique from the earliest times to that date. Graça Machel was our patro she visited the exhibition and so did hundreds of people. One of mine pieces represented Graça Machel and Nelson Mandela in an HIV/AIDS campaign they launched. Her foundation has commissioned over 100 replicas of the same work. Other pieces of my work, such as the proclamation of Mozambique's independence, were also much sought after, and even today some artists are inspired by them. How do you deal with the fact that many other craftsmen base their work on your work and ideas? I do not see any problem in that. Many of these artists were taught by me. It's a way to leave a legacy, my brand in a certain style. In any case, I always try to innovate by doing works with new themes. There is still much to be done.

25 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Fotografia: Mariano Silva

People say you tell stories in colourful wood. There are even those who call you the daily reporter. Do you agree? I agree, since I try to represent what is happening in our country.


Rubrica - Arte Daqui

Your participation in the foreigner exhibitions is enviable. It is not common for a Mozambican artist to go 9 times to the United States and participate in the largest handicraft fair in the world. How was this experience? Was very good. I was exhibiting "Talking Hands" at Fortaleza when I was invited to participate in the International Folk Art Market. They saw my work and said it was exactly what they were looking for. The interaction with the other artists at this fair was great, it was a good experience. I learned new techniques and the cultural exchange was great. After these many trips to the United States, you also went to Thailand and Brazil. How did people welcome your art there? It was a surprise to them. The exhibition I did in Thailand had a lot of support. I was very well received. I have found that our cultures have many similarities. Our txopelas are similar to their tuk-tuks and selling on the side of the ride is also a common activity there. The pieces ended up being exhibited longer than expected. There were two exhibitions in different places. The first was in the country's largest mall in Bangkok and was inaugurated by Deputy Minister of Foreign Affairs of Thailand. The second was at the Headquarters of Oil and Gas Companies. I also showcased my work at an arts university. I also loved the experience in Brazil, which was in the House Museum of the Brazilian Object, in São Paulo. It was a rich exchange of experiences with artists from there. As an artist, what is the purpose, undertaking

Entrevista realizada na embaixada da Tailândia em Maputo 26 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

or plan that you would like to see accomplished? I would like to become a reference in my country, to open my atelier and to make an exhibition in my neighbourhood, "Land of Psikhelekedana ". Much of those dedicated to this art come from the São Dâmaso, where I was born. I would like to pay tribute to them. Who looks for your pieces and where can they find them? At this moment I am preparing myself for a new exhibition, which will be inaugurated in September or October this year. I do, however, custom pieces by order. I can be reached by phone, which is on my Facebook page, which has my name. Of the many pieces you have made, is there one that has pleased you most? Yes, there were two. One of them was the Coca-Cola factory. It was a large piece, very realistic. There were even people wo saw a photo of the piece and thought it was a photo of the actual factory. The second was a piece I made for the Embassy of Thailand in Mozambique, which represents their daily lives. What is your opinion about contemporary art in Mozambique? There is a growing commitment to culture in Mozambique, although it is still a long way to go. There has been a positive evolution in relation to the union between artists, because we all know that culture represents the soul of the country.


Fotografias: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

27 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


a única ferramenta que precisas Pintura

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iscate é um serviço que possibilita os trabalhadores informais em Moçambique registarem as suas qualificações por USSD (sistema disponível em telemóveis básicos). Posteriormente, a informação é disponibilizada na aplicação ou no website biscate.co.mz. Paralelamente, o Biscate permite às pessoas que procuram por determinados serviços, pesquisar, obter contactos, solicitar profissionais e depois avaliar os serviços prestados. Actualmente, o Biscate tem mais de 60 mil trabalhadores registados, a nível nacional, e já foi usado por mais de 40 mil clientes.

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29 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


You’re Invited AFRIN PRESTIGE HOTEL

30 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - You’re Invited

31 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - You’re Invited

O

O Af rin Prestige Hotel está localizado na zona baixa da cidade de Maputo, próximo de importantes espaços empresariais e administrativos e achegado ao um dos maiores centros comerciais da capital. Com uma excelente vista panorâmica sobre a baía, e a uma curta distância de alguns dos pontos de maior referência da cidade, tais como o Jardim Tunduro, o Mercado Central, o Centro Cultural Franco-Moçambicano e a famosa Estação de Caminhos de ferro, este Hotel é uma excelente opção para conjugar lazer e negócios. Todos os quartos incluem serviço de televisão por satélite, ar condicionado e minibar, e o acesso a Wi-Fi é gratuito. Cada detalhe visa proporcionar-lhe uma estadia memorável. O hotel dispõe ainda de um requintado restaurante, bar, piscina, spa e comodidades para reuniões e conferências. O Aeroporto de Maputo f ica a cerca de 15 minutos de carro e poderão ser organizados serviços de transporte. Trata-se de um elegante hotel que procura oferecer serviços de excelência e que fala o seu idioma. Fotografia: Mariano Silva

32 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - You’re Invited

You’re Invited AFRIN PRESTIGE HOTEL

33 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - You’re Invited

Fotografias: Mariano Silva

34 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5 Fotografia: Mariano Silva


You’re Invited

AFRIN PRESTIGE HOTEL

The Af rin Prestige Hotel is located in downtown in the city of Maputo, near important business and administrative spaces and is close to one of the largest shopping centers in the capital. With a great panoramic view of the bay, and within walking distance of some of the greatest landmarks of the city such as the Tunduro Garden, the Central Market, the Centro Cultural Franco - Mozambican and famous Rail Station, this Hotel is an excellent option to combine leisure and business. All rooms include satellite television, air conditioning, minibar, and the Wi-Fi access is f ree. Every detail aims to provide you with a memorable stay. The hotel also has an exquisite restaurant, bar, swimming pool, spa and meeting and conference facilities. Maputo Airport is a 15-minute drive away, and shuttle services can be arranged. It is an elegant hotel that seeks to offer excellent services and that speaks your language.

"luxury and refinement in Maputo downtown"


Rubrica - You’re Invited

O Chef sugere INGREDIENTES:

• • • • • • • • • •

450 g de feijão nhemba 1 Kg de camarão 2 cebolas 4 dentes de alho 2 colheres de sopa de óleo 1 colher de café de: açafrão, colorau, coentros, cominhos, cardamomo e cravinho Leite de um coco ou leite de coco em lata q.b. 2 paus de canela Vinho branco ou cerveja Sal e azeite

Feijão nhemba com camarão Coza o feijão com uma cebola, cravinho, dois paus de canela e um fio de azeite. Numa panela à parte, faça um refogado com o óleo, a cebola picada e o alho, pilado. Junte o açafrão, o colorau, o cardamomo, os coentros e o cravinho. Adicione um pouco de vinho ou cerveja, acrescente o feijão e o camarão descascado e deixe ferver por alguns minutos. Misture o leite de coco e mexa até levantar fervura. Sirva acompanhado de arroz branco ou xima.

Chef’s suggestion Nhemba beans with shrimp Cook the beans with the onion, cloves, two cinnamon sticks and a string of olive oil. In a separate pan, sauté in oil, the chopped onion and the crushed garlic. Add the turmeric, paprika, cardamom, coriander and cloves. Add some wine or beer, add the beans and peeled shrimp bring to boil for a few minutes. Mix the coconut milk and stir until boiling. Serve with white rice or xima (maze meal). 36 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

INGREDIENTS: • • • • • • • • • • •

450 g of nhemba beans 1 Kg of shrimp 2 onions 4 cloves garlic 2 tablespoons oil 1 teaspoon of: saffron, paprika, coriander, cumin, cardamom and cloves Milk of a coconut or canned coconut milk q . b . 2 cinnamon sticks White wine or beer Olive oil Salt


Rubrica - Arte Daqui

REGISTE-SE

E HABILITE-SE A PRÉMIOS* FÁCIL, RÁPIDO E MAHALA

37 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

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Rubrica - Fresh Air

38 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Fresh Air

39 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Fresh Air

40 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Fresh Air

41 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Fresh Air

FRESH AIR

THE MAPUTO MIRADOURO 42 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Fresh Air

T

he Maputo Miradouro is one of the ex-libris of the Mozambican capital. And f inding yourself in it, no matter the direction in which you look, you will always have a majestic view over the bay or shoreline.

Fotografia: Mariano Silva

Fotografia: Mariano Silva

It is situated on Friedrich Engels Avenue and is approximately 600 meters long. You can see as far as Inhaca Island and the coast of Machangulo. It connects with the “caracol” (snail) road that, connecting at the bottom with the “barreiras” (barriers), leading to Marginal Avenue next to the Club Naval. The engineer Francisco Pinto

43 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Teixeira, former director of the Railway of Mozambique, at the time mayor of Lourenço Marques, strangely called it the Lisbon viewpoint. Many newlyweds traditionaly take their wedding photographs here or sing songs to bless their marriage. More than a place of contemplation, the Miradouro of Maputo is a park that appeals to the leisure and to practice sports activities outdoors. There are many Maputenses who flock to it in the f irst hours of each morning or at dusk to exercise there.


DESTAQUE - À conversa com

À conversa com

JAMES BAMPTON

Para quem não conhece, qual é papel da WCS (Wildelife Conservation Society) na preservação dos diferentes ecossistemas onde actua? A WCS está a trabalhar em mais de 60 países. Trabalha sempre tendo a ciência como base para a conservação da natureza, e o seu lema é descobrir, proteger e inspirar. Na maioria dos países, os programas começaram com cientistas fazendo pesquisas para promover a conservação da biodiversidade dos seus ecossistemas em estudo. Em Moçambique, a nossa intervenção iniciou-se de uma forma um pouco diferente, porque a WCS chegou ao país em 2012 em resposta a um pedido do Governo para apoiar a conservação da Reserva do Niassa. Geralmente actuamos em áreas cujas paisagens são vastas e onde existe uma biodiversidade importante. Nem sempre são locais fáceis para trabalhar, mas é onde a conservação é importante e necessária para proteger a biodiversidade. Em África estamos a trabalhar na Nigéria, Gabão, Camarões, Tanzânia, Moçambique, Uganda, Madagáscar, ambos os Congos… Temos alguns programas no Quénia e já estivemos também na Zâmbia. Porquê a Reserva do Niassa e não outra reserva em Moçambique? Bem, como disse antes, foi em resposta a um pedido do Governo que iniciámos a actividade de conservação no Niassa. Esta reserva é vastíssima, possui 42.300 km2. É do tamanho da Dinamarca, ou o dobro do País de Gales. Portanto, a Reserva do Niassa tem muitos desafios e temos muito trabalho pela frente, por isso não estamos em condições de avançar para outras reservas. Que programas de conservação estão a cargo da WCS na reserva do Niassa? A gestão da reserva faz-se representar, por parte do governo, pela ANAC. Tem três departamentos: um de fiscalização, outro de comunidades, conservação e turismo, e um terceiro relativo a administração, finanças, recursos humanos e logística. No que concerne à fiscalização, estamos tentando diminuir as actividades ilegais,

tais como a caça furtiva contra elefantes e outras espécies de alto valor. Há também o garimpo ilegal de rubis e ouro. A extracção ilegal de ouro é grave porque os garimpeiros utilizam mercúrio, que é venenoso e causa problemas principalmente na água e, consequentemente, nos peixes, acabando por se espalhar por toda a cadeia alimentar. É, portanto, um problema muito sério. Também existe o corte ilegal de madeira, não em toda a reserva, mais no lado oriental. A expansão da agricultura e as queimadas descontroladas são também questões que nos preocupam. No que respeita às comunidades, o programa mais importante é o de prevenir e mitigar o conflito entre humanos e a fauna bravia. Ainda existem muitos conflitos porque as pessoas habitam nos locais que os animais frequentam. Todos os anos, infelizmente, há 6 a 10 fatalidades devido a ataques de elefantes, búfalos, crocodilos, hipopótamos. Os ataques de leões são raros, mas também ocorrem. Por outro lado, também se verifica danificação de culturas por animais que procuram comida. Estamos a instalar vedações eléctricas e outros meios para espantar os animais e, por vezes, quando aparece um animal muito problemático temos que o abater. Temos um outro programa que ensina às populações a melhor forma de empregar o dinheiro que recebem dos concessionários. Os 20% que estes pagam pela concessão são direccionados para as comunidades, para estas investirem em melhoria da sua qualidade vida. Temos ainda programas de educação ambiental junto das escolas. Estamos a iniciar um outro projecto relacionado com alternativas económicas, porque existem muitas actividades ilegais por as pessoas não terem outras alternativas para gerar dinheiro. Existe a agricultura, mas apenas numa base de subsistência. Não gera renda, no fundo é apenas para consumo. São, portanto, necessárias outras alternativas na exploração de recursos naturais, como, por exemplo, produção de mel, ou agricultura de conservação, mais apropriadas para se praticarem dentro de uma reserva natural.

44 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

DESTAQUE - À conversa com

45 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


DESTAQUE - À conversa com

Há a hipótese de a WCS expandir a sua acção a outras reservas? Por enquanto não, mas ainda existem algumas áreas de conservação para as quais o Governo está procurando parceiros para ajudarem. Estamos agora começando um programa marinho, mas vamos iniciar fora das áreas das reservas marítimas. Niassa ainda nos vai absorver muito trabalho.

A instalação de operadores turísticos na reserva do Niassa é o caminho que a reserva deve seguir? Sim. Outro benef ício do turismo dentro das reservas é o de afastar naturalmente actividades ilegais. Além disso, a implantação de operadores turísticos gera renda por meio do pagamento de taxas de operação que, por sua vez, apoiam a gestão da reserva. Quando as pessoas têm a oportunidade de ver a natureza no seu estado selvagem, elas sentem-se impelidas a apoiar através de doações, e, portanto, o turismo é uma mais-valia. O que falta para a reserva do Niassa ser considerada um destino turístico? No fundo são dois os obstáculos que a impedem de ser um destino turístico. Um deles é o acesso. São necessárias 10 horas de carro,

Fotografia: Colleen Begg

Dada a experiência de mais de 125 anos da WCS na conservação de áreas de natureza por todo o mundo, qual a sua posição a respeito do impacto do turismo nas áreas de conservação? Em geral o turismo é uma actividade positiva porque traz dinheiro. A conservação precisa de dinheiro para se sustentar, não surge de forma gratuita. Mas existem áreas em que o turismo, quando é excessivo, pode causar problemas. É, assim, muito importante que se controlem os números e as actividades a que se dedicam os turistas, bem como que se mitiguem os aspectos negativos, como o lixo e a poluição. Aqui em Moçambique há a Lei da Conservação e os seus regulamentos, que estabelecem a necessidade de se fazerem avaliações de impacto ambiental e um plano para mitigar

qualquer problema que possa ocorrer. Pela nossa experiência, quando o turismo está bem gerido não provoca quaisquer problemas, mas em Áf rica existem alguns locais onde o excesso de pessoas retirou à experiência o lado que era suposto ser selvagem. Em Moçambique ainda não existe esse tipo de excesso.

46 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

DESTAQUE - À conversa com

a partir de Pemba, para chegar ao centro da reserva, pelo que o acesso é o maior obstáculo. Em segundo lugar, há o problema de as instalações para os operadores ainda não serem as adequadas para o efeito. A reserva, no momento, está dividida em 16 blocos, ou áreas de gestão. 13 delas estão ocupadas, das quais 9 são destinadas a caça e as restantes a ecoturismo fotográf ico. Os operadores dos blocos de caça não abrem as portas ao turismo convencional. Nos locais destinados ao turismo houve um operador que se instalou há 10 anos, mas não foi viável. Actualmente temos dois outros operadores em início de operação que são ainda de pequena dimensão. A época das chuvas também restringe, em muito, o turismo na reserva por causa da subida dos caudais dos rios. No fundo, a reserva só é turisticamente visitável na época seca. Porquê canalizar investimento para a exploração turística nesta reserva? Bom, eu acho a Reserva do Niassa uma reserva especial porque é um dos últimos redutos selvagens, onde a pegada humana atinge os valores mais baixos de toda a Áf rica subsaariana. A sua paisagem é única, os inselbergs característicos da região parecem transportar-nos para uma época pré-histórica, por isso é tão diferente e especial. Não 47 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

podemos concorrer com o Kruger Park, onde se avistam os “big f ive”, mas é uma experiência diferente. Pode-se andar de barco pelos rios, subir montanhas…Tem cavernas com pinturas rupestres, tem também a componente histórica da primeira Grande Guerra Mundial e da guerra da Independência. Os grandes players de exploração de gás no mundo estão presentes relativamente perto da reserva. O desenvolvimento directo e indirecto por eles gerado é uma boa janela de oportunidade para o investimento no turismo de conservação dada a proximidade de um potencial mercado de longo prazo? Na verdade não sei. Depende de quem trabalha para esses grupos e de se essas pessoas têm ou não tempo para fazerem as suas férias em Moçambique. Mas esperamos que sim, esperamos que tenham interesse em conhecer as ilhas no Norte, a reserva e o lago, uma trilogia interessante. Mas as distâncias são grandes, e no início será certamente apenas para pessoas f inanceiramente um pouco mais abastadas. Elas estão a utilizar helicópteros para visitar as ilhas e pode ser que comecem a querer visitar o parque também de helicóptero.


Fotografia: John Guernier

DESTAQUE - À conversa com

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DESTAQUE - À conversa com

49 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


DESTAQUE - À conversa com

JAMES BAMTON For those who do not know, what is the role of the WCS (Wildelife Conservation Society) in preserving the different ecosystems where it operates? WCS is working in more than 60 countries. Always taking science as a basis for the conservation of nature, and its motto to discover, WCS works to protect and inspire. In most countries, the programs began with scientists doing research to promote the conservation of the biodiversity of their ecosystems under study. In Mozambique, our intervention started in a slightly different way because WCS arrived in the country in 2012 in response to a request from the Government to support the conservation of the Niassa Reserve. We generally act in areas where landscapes are vast and where there is significant biodiversity. Not always are these easy places to work, but it is where conservation is important and necessary to protect biodiversity. In Africa we are working in

50 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

TALKING WITH Nigeria, Gabon, Cameroon, Tanzania, Mozambique, Uganda, Madagascar, both Congos ... We have had some programs in Kenya and we have already been in Zambia. Why the Niassa Reserve and no other reserve in Mozambique? Well, as said before, it was in response to a request from the Government we started the conservation activity in Niassa. This reserve is vast, has 42,300 km2. It is the size of Denmark, or twice the size of Wales. So the Niassa Reserve has many challenges and we have a lot of work to do, so we are not in a position to move on to other reserves. What conservation programs is WCS in charge of in the Niassa Reserve? The management of reserves is represented, by the government, and by the administrator. It has three departments: one for inspection,


DESTAQUE - À conversa com

one for communities, conservation and tourism, and a third for administration, finance, human resources and logistics. With regard to supervision, we are trying to reduce illegal activities, such as the poaching of elephants and other species of high value. There is also the illegal mining of rubies and gold. The illegal extraction of gold is serious because the miners use mercury, which is poisonous and causes problems mainly in water and consequently in fish, eventually spreading throughout the food chain. It is therefore a very serious problem. There is also illegal logging, not in the entire reserve, on the eastern side. The expansion of agriculture and uncontrolled burning are also issues of concern to us. With regard to communities, the most important program is to prevent and mitigate the conflict between humans and wildlife. There are still many conflicts because people live in the same places as animals. Each year, unfortunately, there are 6 to 10 fatalities due to attacks by elephants, buffaloes, crocodiles, hippos. The attacks of lions are rare, but they also occur. On the other hand, there is also damage of crops by animals that are looking for food. We are installing electric fences and other means to scare off the animals, and sometimes when a very troublesome animal

appears we have to put it down. We have another program that teaches the local people the best way to use the money they receive from concessions. The 20% that they pay for the concession are directly for the communities, for them to invest in improving their quality of life. We also have environmental education programs in schools. We are starting another project related to economic alternatives, there are many illegal activities because people have no other means to generate money. There is agriculture, but only on a subsistence basis. It does not generate income, basically it is for consumption. Hence, it is necessary to provide alternatives in the exploitation of natural resources such as, for example, production of honey, or conservation agriculture, that are most appropriate to be practiced inside the nature reserve. Is there a possibility that WCS will expand to other reserves? Not yet, but there are still some conservation areas for which the Government is looking for partners to help in. We are now starting a marine program but we will start outside the areas of sea reserves. Niassa is still going to absorb a lot of work.

Fotografia: Mike kock 51 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


DESTAQUE - À conversa com

Given WCS's more than 125 years of expe-

that may occur. From our experience, when

rience in conserving nature around the

tourism is well managed, it does not cause

world, what is your position on the impact

any problems, but in Af rica there are some

of tourism on conservation areas?

places where too many people have taken

In general tourism is a positive activity

away the experience that was supposed to

because it brings money. The conservation

be wild. In Mozambique there is still no such

needs money to sustain itself, does not

kind of excess.

come for f ree. But there are areas where Is the installation of tour operators in the

problems. It is thus very important to control

Niassa reservation a step in the right direc-

the numbers and activities in which they en-

tion?

gage tourists as well as mitigate its negative

Yes. The other benef it of tourism within re-

aspects, such as waste and pollution. Here

serves is to naturally exclude illegal activities.

in Mozambique there is the Conservation

In addition, the deployment of tour opera-

Law and its regulations, which establish the

tors generates income through the payment

need to make environmental impact assess-

of operating fees which, in turn, support the

ments and a plan to mitigate any problems

management of the reserve. When people

Fotografia: Colleen Begg

tourism, when it is excessive, can cause

52 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


DESTAQUE - À conversa com

have the opportunity to see nature in its

The operators of the hunting blocks do not

wild state, they feel compelled to support

open the doors to conventional tourism. In

through donations, and, therefore, tourism

the places destined to the tourism there

is an asset.

was an operator that settled down ten years ago, but it was not viable. At present we

What is missing for the Niassa reservation

have two other recent operators that are

to be considered a tourist destination?

still small. The rainy season also restricts

Fundamentally, there are two obstacles that

tourism in the reserve because of rising

prevent it f rom being a tourist destination.

water levels in rivers. In the background, the

One is access. It is a 10 hour drive, f rom

reserve is only visited for tourism in the dry

Pemba, to get to the middle of the reserve,

season.

so access is the biggest obstacle. Secondly, there is the problem that facilities for oper-

Why channel tourism investment into this

ators are not yet suitable for this purpose.

reserve?

The reserve is currently divided into 16

Well, I f ind the Niassa Reserve to be special

blocks, or areas of management. 13 of which

because it is one of the last wilderness areas

are occupied, 9 are destined for hunting

where the human footprint reaches the

and the rest to photographic ecotourism.

lowest values in all of sub-Saharan Af rica. Its landscape is unique, the characteristic inselbergs of the region seem to carry us into a prehistoric era, so it is so different and special. We cannot compete with Kruger Park, where we can see the " big f ive ", but it is a different experience. If boating the rivers, climbing mountains ... The cave paintings, it also has a historical component of First World War and the War of Independence. The major gas exploration players in the world are present relatively close to the reserve. The direct and indirect development they generated is a good window of opportunity for investment in conservation tourism given the proximity of a long-term potential market? I do not really know. Depende of those who work for these groups and if whether these people have time to holiday in Mozambique. But I hope so, we hope they have an interest in knowing the islands in the North, the reserve and the lake, an interesting trilogy. But the distances between them are large, the beginning will surely be only for the f inancially affluent. They are using helicopters to visit the islands and they may start wanting to visit the park also by helicopter.

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Rubrica - Areias de Sonho

PRAIA DO BILENE

A

Praia do Bilene encontra-se localizada na parte sul da província de Gaza, a 145 km da cidade de Maputo. É, das praias mais conhecidas, a que se encontra mais próxima da capital acessível por estrada asfaltada. Fica nas margens da Lagoa Uembje e está separada do Oceano Índico por uma estreita faixa de dunas. Águas quentes e pouco profundas, com ondulação geralmente muito baixa, são o que caracteriza a praia do Bilene. Se tiver alguma sorte poderá nela visualizar tartarugas, flamingos, garças e outras espécies. Durante a sua visita, não deixe de conhecer, atravessando a lagoa de barco, a praia de mar 54 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

aberto. É grande a oferta para o seu alojamento, e, procurando com alguma antecedência, poderá encontrar boas oportunidades, com preços de hospedagem bastante atractivos. Actividades de lazer como windsurf, kitesurf, vela, canoagem e snorkeling são algumas das opções para que a sua estadia seja ainda mais memorável. Todos estes aspectos fazem da Praia do Bilene um local tranquilo de rara beleza, o destino ideal para passar bons momentos em família ou com amigos. E, sobretudo se tiver crianças pequenas, não hesite em considerar esta uma excelente opção.


Fotografia: Vitor Dias

Rubrica - Areias de Sonho

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Rubrica - Areias de Sonho

56 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

With a great selection of accommodation, you may f ind good opportunities, with quite attractive lodging prices if you book in advance. Leisure activities such as windsurf ing, kite surf ing, sailing, canoe-

Fotografia: Vitor Dias

The Bilene Beach is in the southern part of Gaza Province, 145 km f rom the city of Maputo. It is one of the most famous beaches, the closest to the capital accessible by asphalt road. It lies on the shores of the Uembje Lagoon and is separated f rom the Indian Ocean by a narrow strip of dunes.

Warm, shallow water, usually with very low ripple, characterize Bilene Beach. If you are lucky you can see turtles, flamingos, herons and other species. During your visit, be sure to cross the lagoon by boat to the open sea beach.


Rubrica - Areias de Sonho

Fotografia: Vitor Dias

ing and snorkelling are some of the options to make your stay even more memorable one. All these aspects make of Bilene Beach a quiet place of rare beauty, the

destination is ideal to spend good moments with family or f riends. Specially if you have small children, do not hesitate to consider this an excellent option.

"Cool dips and breathtaking landscapes"

57 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

60 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

61 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

MOMENTOS FASHION AMORAMBIQUE

P

atrícia Vasco nasceu na cidade de Maputo e é, desde criança, uma apaixonada pelo mundo da moda. Os tecidos, botões e linhas sempre fizeram parte do seu dia-a-dia, uma vez que a mãe, para assegurar o sustento da família, além de trabalhar num banco, fazia trabalhos de costura. Um dia decidiu apostar no seu próprio negócio e criar uma marca de moda inspirada no amor ao seu país, às pessoas e ao mundo da arte. Assim nasceu a Amorambique, que apresentou a primeira colecção com a sua assinatura em 2013, no Mozambique Fashion Week, e que, graças à grande visibilidade proporcionada pelo evento, veio a ganhar maior dimensão.

A marca sempre se caracterizou por acções de responsabilidade social. A Amorambique aposta fortemente em desfiles de beneficência e oficinas de artesanato, e, em parceria com a ONG Fraternidade Sem Fronteiras, tem outras iniciativas para ampliar os seus projectos nessa vertente. Pretende realizar, o mais brevemente possível, um desfile de grande dimensão que, promovendo a criação de novas oportunidades e a partilha de conhecimento, proporcione simultaneamente momentos de diversão e bem-estar às pessoas menos favorecidas.

Fotografia: Mariano Silva

Apercebendo-se de que o mercado do vestuário começava a ficar saturado, Patrícia decidiu passar a apostar também nos acessórios, que têm tido bastante aceitação do público em geral. Todos os artigos são à base de matérias-pri-

mas tradicionais, como a capulana, por exemplo, e os desenhos são por ela elaborados. No início, a confecção também o era. Ainda que a Amorambique não tenha um espaço físico de venda próprio, as suas colecções de vestuário, sandálias, clutches e carteiras podem ser compradas dentro e fora do país. Encontram-se em várias lojas de Maputo, assim como no Brasil e em França, através de revendedores.

62 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Relaxe

63 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

MOMENTOS FASHION AMORAMBIQUE

P

atricia Vasco was born in the city of Maputo and is, since childhood, passionate about the world of fashion. The fabrics, buttons and threads have always been part of her day-to-day life, since her mother, besides working in a bank, supported her family as a seamstress. One day Patricia decided to take a chance on her own business and create a fashion brand inspired by the love for her country, people and the world of art. And so was born Amorambique that showcased

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its first collection with its signature in 2013, at the Mozambique Fashion Week, thanks to the show’s high visibility Amorambique grew even further. Realizing that the clothing market was becoming saturated, Patricia decided to start focusing on accessories that have had great acceptance by the general public. All articles are designed by her and based on traditional raw materials such as capulana. In the early days Patricia also produced her items. Although Amorambique does not have a physical sales


Rubrica - Relaxe

"A fashion brand inspired by the love for Mozambique"

The brand has always been characterized by social responsibility activities. Amorambique is heavily involved in

charitable fashion shows and craft workshops, in partnership with the NGO Brotherhood Without Borders has other initiatives to expand their projects. It intends to carry out as soon as possible a large fashion show that promotes the creation of new opportunities and the sharing of knowledge, while putting on a show for the enjoyment of disadvantaged people.

65 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Fotografia: Mariano Silva

space of its own, its collections of clothing, sandals, clutches and wallets can be purchased inside and outside the country. They are found in several stores in Maputo, as well as in Brazil and France, through resellers.


Rubrica - Paladares à solta

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Rubrica - Paladares à solta

THE FISHMONGER

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The Fishmonger f ica localizado no nº 258 da rua Mateus Sansão Muthemba, na cidade de Maputo. É um cantinho que mistura uma decoração rústica e acolhedora com referências anglo-saxónicas. Nada é deixado ao acaso e há pormenores interessantes um pouco por todo o lado. Neste simpático restaurante a comida é caseira com um toque gourmet. A sua ementa é bastante diversif icada. Poderá deliciar-se com f rutos do mar ou hambúrgueres servidos em pequenas bandejas de madeira peculiares, ou compartilhar uma mistura de saborosas tapas, entre muitas outras possibilidades. As sangrias e as caipirinhas são um must. Não deixe de as experimentar.

Fotografia: Mariano Silva

Tudo tem um toque especial, o que torna este lugar uma excelente opção para uma celebração ou reunião de negócios.

67 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Aqui encontrará música ao vivo ocasional, tendo já actuado inúmeros artistas de referência nacional e internacional. Se procura uma experiência sensorial agradável, este é um local excelente para si.


Rubrica - Paladares à solta

THE FISHMONGER

T

he Fishmonger is located at 258 f rom Mateus Sansão Muthemba street in the city of Maputo. It's a little place that mixes a rustic and welcoming decor with Anglo-Saxon references. Nothing is left to chance and there are interesting details everywhere. In this nice restaurant the food is homemade with a gourmet touch. Their menu is quite diverse. You can savour seafood or hamburgers served in small peculiar wooden trays, or share an assortment of tasty Tapas, among many other possibilities. The sangrias and caipirinhas are a must. Do not miss the experience. Everything has a special touch, which makes this place an excellent choice for a celebration or a business meeting. Here you will f ind occasional live music, having already acted countless artists of national and international reference. If you are looking for a pleasant sensory experience, this is a great place for you.

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Fotografias: Mariano Silva

Rubrica - Paladares à solta

69 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


TEA TÓNICO

RECEITA / RECIPE Chá de Frutos Vermelhos Red Fruit Tea

Frutos Vermelhos Red Fruits

Gin Beefeater Gin Beefeater Tónica

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Fotografia: Mariano Silva

Seja responsável, se conduzir não beba.

Tonic

70 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


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Rubrica - Investir no Turismo

Investir no turismo em Moçambique POR MALAIKA RIBEIRO MXR - SERVIÇOS JURÍDICO-FISCAIS

O Regulamento de Animação Turística

O

Regulamento de Animação Turística em Moçambique, aprovado pelo Decreto nº 40/2007, de 24 de Agosto, aplica-se ao acesso e exercício da actividade de empresas de animação turística e ao acesso de animação nos empreendimentos turísticos e nas agências de viagem e turismo.

Actividades de animação turística Constituem actividades, serviços e instalações de animação turística os projectos que integram, entre outros: • • • • • •

passeios a pé, de barco, a cavalo, de bicicleta, de natureza turística; passeios em veículos e motos todo terreno e motociclos de natureza turística; passeios marítimos e fluviais de natureza turística; jogos tradicionais; produtos tradicionais regionais, feiras e festas locais; artes e ofícios de determinada região, etc.

Constituem, ainda, actividades e serviços de animação turística os desportos de natureza que integram automobilismo, montanhismo, pára-quedismo, parapente, asa delta, equitação desportiva, golfe, surf, windsurf, bodyboard, esqui aquático, motas de água, vela, 72 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

remo, canoagem, mergulho, pesca desportiva, etc.

Licenciamento As actividades e serviços de animação turística são exercidas em regime de exclusividade, por empresas de animação turística e por operadores turísticos, devidamente licenciados para o efeito. O licenciamento é aprovado pelo Ministro do Turismo, que tem ainda competência para autorizar a suspensão e mudança de localização das actividades, bem como a abertura e mudança de sucursais. O pedido de licenciamento deve conter informação específica nos termos da Lei (e.g. identificação do requerente, valor do investimento, estimativa de postos de trabalho a serem criados, prova de registo fiscal, planta e memória descritiva das instalações e plano técnico e justificado do projecto no âmbito das actividades turísticas da região). A licença é intransmissível e válida por cinco anos, renováveis por igual período. A licença caduca e deve ser devolvida se o respectivo pedido de renovação não for submetido à entidade competente no prazo de 15 dias antes da data limite da sua validade. Na realização de viagens turísticas no âmbito


Rubrica - Investir no Turismo

73 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Investir no Turismo

das actividades de animação turística, as empresas licenciadas para o efeito podem utilizar meios de transporte próprios, devendo cumprir com os requisitos específicos aplicáveis aos veículos com lotação superior a 9 lugares. Nestes casos, o motorista do veículo deve ser portador do seu horário de trabalho e de documento contento os detalhes do evento (hora e local de chegada e partida). É obrigatório as empresas de animação turística terem livro de reclamações, que deve ser apresentado de imediato sempre que solicitado por um utente.

Infracções

Garantias

As empresas de animação turística devem prestar caução e seguro de responsabilidade civil nos seguintes termos:

As infracções são punidas com multas e sanções acessórias em função da gravidade da infracção e culpa do agente, tais como:

Fotografia: Vitor Dias

Caução a favor da entidade licenciadora no valor de 500.000,00 Mt, mediante seguro ou garantia bancária, para cobrir (i) o reembolso dos gastos suplementares suportados pelos clientes em consequência da não prestação dos serviços acordados ou de prestação insuficiente ou defeituosa, (ii) o ressarcimento de danos patrimoniais e não patrimoniais causados a clientes ou terceiros e (iii) o repatriamento de clientes e a sua assistência até ao ponto de partida ou chegada. Seguro adequado a garantir os riscos decorrentes das actividades, com cobertura igual ou superior a 500.000,00 Mt para cobrir situações semelhantes às indicadas nos pontos (i) e (ii) acima. O seguro pode ser dispensado pela entidade licenciadora, em caso de actividades de risco reduzido.

74 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Constituem infracções, nos termos do Regulamento: • •

o exercício de actividades de animação turística sem a respectiva licença; a não comunicação, à entidade licenciadora, de transmissão de propriedade dos equipamentos utilizados no exercício da actividade de animação turística e da cessão de exploração da mesma; a falta de livro de reclamações ou a sua não apresentação (quando solicitada); a não prestação de caução e/ou seguro.

interdição do exercício de actividade por período máximo de 2 anos; suspensão de autorização para o exercício da actividade e encerramento do estabelecimento; suspensão da licença de empresa de animação turística, quando não tenha sido prestada caução e/ou seguro.

***** Disclaimer A informação contida neste artigo não consubstancia um parecer jurídico-fiscal, tem um carácter meramente informativo e a sua aplicação prática não dispensa o aconselhamento jurídico-fiscal de advogado ou outro profissional devidamente qualificado. A MXR Serviços Jurídico-Fiscais, seus sócios e trabalhadores não poderão ser responsabilizados por qualquer procedimento adoptado com base na informação aqui exposta. *****


Rubrica - Investir no Turismo

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75 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Investir no Turismo

Invest in tourist activity in Mozambique BY MALAIKA RIBEIRO - TAX & LEGAL SERVICES

The Mozambican Regulation of Tourist Entertainment

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It is compulsory for tourist entertainment companies to have complaints book, which must be presented immediately whenever requested by a user.

Tourist activities

Tourism companies must provide collateral and liability insurance in the following terms:

he Regulation of Tourist Entertainment in Mozambique, approved by Decree No. 40/2007, of August 24, applies to the access and exercise of the activity of companies of tourist entertainment and to the access of entertainment in the tourist enterprises and in the tourism and travel agencies.

These are entertainment activities, services and facilities in tourist projects that integrate, among others: • • • • • •

walking, boating, horse riding, cycling, nature tourism; rides on vehicles and off-road motorcycles and motorcycles of a tourist nature; maritime and river tours of a tourist nature; traditional games; traditional regional products, local fairs and festivals; arts and crafts of a certain region, etc.

These further include activities and services in tourist entertainment such as sports including racing, mountaineering, parachuting, paragliding, sport riding, golf, surfing, windsurfing, boogie boarding, water skiing, jet skiing, sailing , rowing, canoeing, diving, sport fishing, etc.

Licensing The tourist entertainment activities and services are exercised in an exclusive regime, by tourist entertainment companies and by tour operators, duly licensed for this purpose. Licensing is approved by the Ministry of Tourism, who also has the authority to approve the suspension and relocation of activities, as well as opening and changing branches. The application for licensing should contain specific information under the law (eg identification of the applicant, value of the investment, estimation of jobs to be created, proof of tax registration, plant and descriptive document of the installations and technical and justified plan of the project with in the tourism activities in the region). The license is non-transferable and valid for five years, renewable for an equal period. The license expires and must be returned if the renewal application is not submitted to the competent authority within 15 days before its expiry date. In carrying out tourist trips within the framework of tourist activities, companies licensed for this purpose may use their own means of transport and must comply with the specific requirements applicable to vehicles with a capacity of more than 9 seats. In these cases, the driver of the vehicle must be the carrier of his / her working hours and document containing the details of the event (time and place of arrival and departure). 76 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Warranties

Security deposit in favor of the licensing entity in the amount of MZN 500,000.00, through insurance or bank guarantee, to cover (i) the reimbursement of the additional expenses incurred by customers as a result of the failure to provide the agreed services or insufficient or defective service, (ii) compensation for damages to customers or third parties and (iii) the repatriation of clients and their assistance to the point of departure or arrival.

Adequate insurance to guarantee the risks arising from activities, with coverage equal to or greater than MZN 500,000.00 to cover situations similar to those indicated in items (i) and (ii) above. The insurance may be waived by the licensing entity in case of reduced risk activities.

Infringements The following shall constitute offenses under the Regulation: • •

• •

the exercise of activities of tourist entertainment without the respective license; the non-communication, to the licensing entity, of the transfer of ownership of the equipment used in the exercise of tourist activity and the assignment of exploitation of the same; the lack of a book of complaints or its non-submission (when requested); the non-provision of security and / or insurance.

Offenses shall be punishable by fines and ancillary penalties depending on the seriousness of the offense and fault of the offender, such as: • • •

prohibition of the exercise of activity for a maximum period of 2 years; suspension of authorization for the exercise of the activity and closure of the establishment; suspension of the tourist animation company license, when no guarantee and / or insurance has been provided.

***** Disclaimer The information contained in this article does not constitute a legal or tax opinion, as is merely informative and its practical application does not exempt the legal and tax advice from a lawyer or other suitably qualified professional. MXR Serviços Jurídico-Fiscais, its partners and employees cannot be held liable for any procedure adopted based on the information set forth herein.*****


Rubrica - Investir no Turismo

77 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

78 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

KIRIMIZI HOTEL

Fotografia: Cortesia do Kirimizi Hotel

Este hotel é composto por 4 edif ícios perfeitamente enquadrados na paisagem circundante. Os quartos têm dimensões amplas, televisão por cabo, ar condicionado e um terraço exterior panorâmico para momentos de relaxamento, com vista de praia e mar, proporcionando um ambiente sossegado. Para uma visita em negócios ou turismo, oferece uma gama variada de serviços complementares ao alojamento, tais como syndicate rooms

79 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

e áreas preparadas para pequenas reuniões de trabalho com todo o equipamento de apoio necessário. Dispõe também de um restaurante e bar climatizados, e de uma zona de lazer ao ar livre com esplanada e piscina. Nanhimbe é uma zona serena onde os hóspedes podem apreciar um cenário de pôr-do-sol com vistas fantásticas para a terceira maior baía do mundo. Quando a maré está baixa diante do hotel, é curioso apreciar pessoas do local apanhando moluscos no vasto lençol de coral. Com esta diversidade, o Kirimizi Hotel pretende ser uma estância luxuosa, confortável a nível f ísico, mas sobretudo emocional. Seu objectivo é que os hóspedes de todo o mundo descrevam a sua estadia como uma experiência inesquecível.

Fotografia: White Pearl

O

Kirimizi Hotel & Restaurante abriu as portas ao público em Junho do presente ano. Fica localizado na praia Nanhimbe, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado. Encontra-se numa propriedade com uma área de 4.000 m², somente a 5 Km do aeroporto e a cerca de 7 Km do centro da cidade.


he Kirimizi Hotel & Restaurant opened its doors to the public in June this year. It is located on Nanhimbe beach, in the city of Pemba, in Cabo Delgado province. It is located on a 4,000 m² property, just 5 km f rom the airport and 7 km f rom the city center. This hotel consists of 4 buildings perfectly f ramed in the surround-

ing countryside. The rooms have large dimensions, cable TV, air conditioning and a panoramic outdoor terrace for relaxing moments with view of beach and sea, in a quiet environment. For a business or tourism visit, it offers a range of complementary accommodation services such as meeting rooms and areas prepared for small business meetings with all the necessary support equipment. It also has an air-conditioned restaurant and bar, and an outdoor leisure area with terrace and swimming pool.

Nanhimbe is a peaceful area where guests can enjoy a scenic sun set with fantastic views of the third largest bay the world. When the tide is low in f ront of the hotel, the local people catch molluscs on the vast coral sheet.

With this diversity, the Kirimizi Hotel aims to be a luxurious catering for your physical, but especially emotional comfort. Its aim is that the guests f rom around the world to describe their stay as unforgettable.

Fotografias: Cortesia do Kirimizi Hotel

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80 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Relaxe

81 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


82 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


83 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Entrevista realizada no Polana Serena Hotel

NOVOS


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A província de Tete está localizada no topo da região centro de Moçambique. Tem contacto fronteiriço com 3 países: a nordeste, com o Malawi; a noroeste, com a Zâmbia; e, a sudoeste, com o Zimbabwe. A sul ladeiam-na as províncias de Manica, Sofala e Zambézia. Tete é a cidade capital, localizada cerca de 1 570 km a norte da cidade de Maputo. Fica situada num planalto com 500 m de altura e é a cidade mais quente do país. Com uma área de 100 724 km² e uma população de 2 764 169 habitantes em 2017, a província de Tete está dividida em 15 distritos e possui, desde 2013, 4 municípios: Moatize, Nhamayábué, Tete e Ulongué. 51,2% da sua população é do sexo feminino e 48,8% do sexo masculino. Nyanja, Sena e Nyungwe são as etnias mais representativas. É uma província montanhosa em que se encontram árvores de grande porte. O embondeiro, uma árvore secular, é muito abundante na região. A província de Tete é muito rica em recursos minerais. Carvão, ferro, fluorite e ouro são os que mais se destacam. É atravessada pelo rio Zambeze, onde se encontra a barragem de Cahora Bassa, uma das maiores do continente africano. Produz energia eléctrica não só para Moçambique mas também para os países vizinhos África do Sul e Zimbabué. Uma das grandes referências culturais da província é a dança Nyau, que exige bastante agilidade do dançarino e faz parte dos ritos de iniciação. Foi consagrada pelas Nações Unidas, em 2007, património cultural da humanidade. A albufeira de Cahora Bassa, as termas de Boroma, as fontes de água da Angónia, Macanga, Chiúta e Zumbo, assim como as fortalezas na cidade de Tete são sítios que deverá conhecer caso tenha oportunidade de visitar esta província. Diz-se que a palavra Tete provém de "Mitete", que na língua local Nyungwe significa caniço.


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The province of Tete is located at the top of the central region of Mozambique. It has border contact with 3 countries: to the northeast, with Malawi; to the northwest, with Zambia; and, in the southwest, with Zimbabwe. To the south are the provinces of Manica, Sofala, and Zambezia. Tete is the capital city, located about 1 570 km north of the city of Maputo. It is located on a 500 m high plateau and is it the hottest city in the country. With an area of 100 724 km² and a population of 2 764 169 inhabitants in 2017, the province of Tete is divided into 15 districts and has, since 2013, 4 municipalities: Moatize, Nhamayábué, Tete and Ulongu . 51.2% of the population is female and 48.8% male. Nyanja, Sena and Nyungwe are the most representative ethnic groups. It is a mountainous province in which large trees are found. The baobab tree, a secular tree, is very abundant in the region. The province of Tete is very rich in mineral resources. Coal, iron, fluorite and gold being the most prominent. It is dissected by the Zambezi River, home to the Cahora Bassa Dam, one of the largest in Af rican continent. It produces electricity not only for Mozambique but also for neighboring countries South Africa and Zimbabwe. One of the great cultural references of the province is the Nhau dance, which demands a lot of agility f rom the dancer and is part of the initiation rituals. It was consecrated by the United Nations in 2007, cultural heritage of humanity.. The Cahora Bassa, the spa Boroma, Angonia, Macanga, Chiuta and the Zumbo water springs, as well as fortresses in Tete city are sites you should visit if you find yourself in this province. It is said that the word Tete comes f rom " Mitete ", which in the local language Nyungwe means reed.


(RE)LEMBRAR - Mistery of Foreign Affairs Xiquitsi - Temporada de música clássica de Maputo - 3ª Série Camões - Centro Cultural Português

86 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5

Fotografia: Mariano Silva

Fotografias: Mariano Silva

Rubrica - Acontece


Rubrica - Acontece

ACONTECE

TRAÇOS - Exposição de pintura Butcheca na Galeria Kulungwana

87 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Rubrica - Acontece

88 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


Fotografias: Mariano Silva

Rubrica - Acontece

Deltino Guerreiro Apresentação do Eparaka no CCFM 89 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


O ESTÁDIO DA MACHAVA A 30 de Junho de 1968 - fez recentemente meio século - teve lugar um importante acontecimento no domínio do futebol e do desporto em geral em Moçambique: a inauguração do Estádio da Machava, que antes da Independência se chamava Estádio Salazar. Para marcar o evento, que decorreu cheio de pompa e circunstância, defrontaram-se as selecções nacionais de futebol de Portugal e Brasil. Embora desprovidas das suas duas maiores estrelas, Eusébio e Pelé, estas duas grandes equipas enfrentaram-se num sensacional desafio que terminou com o triunfo da selecção canarinha por 2-0. António de Oliveira Salazar, então Primeiro-Ministro de Portugal, não compareceu na cerimónia, tendo enviado uma mensagem gravada. Coube a José Magalhães, atleta do Clube Ferroviário e na altura o homem mais rápido de todo o território português, acender a chama olímpica. Do programa, a que assistiu um mar de gente provindo de todo o Moçambique, fez também parte um desfile de majoretes. Marcando gerações, o Estádio da Machava foi já palco de inúmeras importantes realizações de carácter político, desportivo, social, religioso e cultural. A proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975, os primeiros jogos escolares, a missa celebrada pelo Papa João Paulo II aquando da sua visita a Moçambique e um grande concerto do famoso Eric Clapton são apenas alguns exemplos. O Estádio da Machava pertence aos Caminhos de Ferro de Moçambique. Para além do campo de futebol, que agora se encontra com relva sintética (diz-se que o regresso à relva natural está para breve), possui uma pista de atletismo e de ciclismo. Tem capacidade para 35 mil pessoas sentadas, podendo acomodar, no total, 45 mil espectadores. É, até hoje, o estádio com maior capacidade do país.


THE MACHAVA STADIUM On June 30, 1968 - half a century ago an important event in the f ield of football and sport in general in Mozambique took place: the inauguration of the Machava Stadium, which before Independence was called the Salazar Stadium. To mark the event, which was full of pomp and circumstance, Brazil played the then national soccer team of Portugal. Although devoid of its two biggest stars, Eusebio and Pele, these two great teams played a sensational match that ended with the triumph of the home team 2-0. António de Oliveira Salazar, then Prime Minister of Portugal, did not attend the ceremony and sent a recorded message. It was up to José Magalhães, an athlete f rom Clube Ferroviário and at the time the fastest man in all Portuguese territory, to ignite the Olympic flame. The program, which was witnessed by a sea people coming f rom all over the Mozambique, included a cheerleader parade. Marking generations, the Machava Stadium has already been the scene of numerous important political, sporting, social, religious and cultural achievements. The proclamation of national independence on June 25, 1975, the f irst school games, the Mass celebrated by Pope John Paul II during his visit to Mozambique and a great concert by the famous Eric Clapton are just a few examples. The Machava Stadium belongs to the Mozambique Railways. In addition to the football f ield, which now has synthetic grass (it is said to be returning to the natural grass soon), it has an athletics and cycling track . It has a capacity for 35 thousand people seated, and can accommodate, in total, 45 thousand spectators. It is, until today, the stadium with the largest capacity in the country.


Na Imensidão do Mar... Tofinho Encontro... Beija Flor!!! A Verdade do Silêncio... Que Penetra na Tranquilidade!!! Harmoniza as Ondas... Trazendo a Espuma... Enrolada na Areia... Falando a Língua da Água... No Silêncio da Bravura do Mar...

Albertina Santos - Tininha


CINEMA

35MM FÉLICITÉ

Sugestão Xonguila

A

viver na República Democrática do Congo, na cidade de Kinshasa, Félicité esforça-se por criar o filho, o jovem Samo, de 16 anos de idade. Os dois vão sobrevivendo com o pouco dinheiro que ela vai conseguindo arranjar cantando em restaurantes e bares. A certa altura, Samo sofre um grave acidente e pode ter que lhe ser amputada uma perna, intervenção para a qual lhes é exigida uma enorme quantia. Sem recursos, Félicité, desesperada, é obrigada a percorrer a cidade numa busca frenética de alguém que a consiga ajudar a salvar a vida do filho. Alain Gomis, o franco-senegalês que realiza este filme, cola a sua lente no rosto da protagonista, levando

o espectador a sentir todas as dores desta mulher batalhadora. Mesmo vivendo em aterradora miséria, ela consegue ter forças e inspiração para todos os dias agarrar no microfone e agradar o seu público com a única ambição de alguma coisa ganhar para viver com dignidade com o seu filho Samo. Félicité é um drama social dolorosamente doce e emocionante ao mesmo tempo. Foi agraciado com o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim de 2017 e esteve nomeado para diversos outros prémios. Uma equipa de actores estreantes compõe o elenco: Gaetan Claudia, Véro Tshanda Beya Mputu, Papi Mpaka e Nadine Ndebo.


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CINEMA

35MM FÉLICITÉ

L

Xonguila suggestion

iving in the Democratic Republic of the Congo, in the city of Kinshasa, Félicité struggles to raise her son, 16-year-old Samo. The two survive with the little money she can get singing in restaurants and bars. Samo suffers a serious accident and may have to amputate one leg, an intervention for which a huge sum is required. Without resources, Félicité, desperate, is forced to travel the city in a f rantic search of someone who can help save her child’s life. Alain Gomis, the Franco-Senegalese f ilm directer, glues his lens on the face of the protagonist , leading the spectator to

feel all the pains of this struggling woman. Even living in terrifying misery, she has the strength and inspiration to grab the microphone to grab the microphone and entertain her audience with the only ambition of making some money to live with dignity with your child Samo. Félicité is a painfully sweet and exciting social drama. It was awarded the Silver Bear at the Berlin Film Festival in 2017 and was nominated for several other awards. A team of amateur actors make up its cast: GaetanClaudia , Véro Tshanda Beya Mputu , Papi Mpaka and Nadine Ndebo.


centro cultural

franco-moçambicano

Rubrica - Saúde e Bem-Estar

98 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


81 - Maio/May 2018• REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 2


100 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


· Português para Estrangeiros · Tradução · Edição & Revisão Linguística · Aperfeiçoamento em Língua Portuguesa

(+258) 21492479 (+258) 823170470 contacto@tvcabo.co.mz Rua de Tchamba, nº 49, 1º dto Maputo - Moçambique


POR

Ana Gomes Pinto

Moztoon

102 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


103 - Agosto/August 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 5


INFORMAÇÕES ÚTEIS USEFUL CONTACTS Precisa de alguma informação?

Nesta secção irá encontrar contactos que lhe poderão ser bastante úteis.

Need some info? In this section you will find contacts that can be very useful to you.

Polícia - Police

Hospitais - Hospitals

Rent-a-Car

Polícia Fixo 119

Hospital Central de Maputo Av Eduardo Mondlane, Maputo +258 21 320 828

Hertz Rent-a-car Av. Julius Nyerere, Hotel Polana +258 21 494 473 www.hertz.co.mz

Instituto do Coração Av. Kenneth Kaunda, Nº: 1111 +258 21 411 000

Imperial Car Rental Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 465 250 www.imperialcarrental.co.mz

Polícia Celular 112 Polícia Machava +258 21 751 412 Polícia Sala de Operações Maputo +258 21 325 031 PRM +258 21 311 195

Bombeiros - Fire Department Bombeiros - Chamadas de socorros 197 Bombeiros +258 21 322 222 | +258 21 322 334

Transportes - Transport Taxi Novo 843 275 000/863 275 000/823 275 000 Taxi Marcelo 847 575 758

Picket Águas/Water Águas da Região de Maputo +258 21 308 855

Hospital Privado de Maputo Rua do Rio Inhamiara, nº 1100 +258 21 488 600 | +258 843 012 711 Clínica Sommershield Rua Pereira do Lago, nº 52 ,Sommerschield, Maputo +258 21 493 924/5/6 Hospital Psiquiátrico de Infulene +258 21 470 623 Hospital Geral da Machava +258 21 758 147 Hospital Geral de Chamanculo +258 21 400 094 | +258 21 400 086

Avis Maputo Av. Mao Tse Tung, nº 1 +258 21 321 243 www.avis.com/ EuropCar Av. Julius Nyerere, nº 1418 +258 21 497 339 www.europcar.com RentMaputo +258 829 162 320 | +258 43 352 880 www.rentmaputo.com Sixt Car Rental Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 465 250 | +258 21 465 250 www.sixt.com

Hospital Geral José Macamo +258 21 400 045/6

Win Car Rental Av. Guerra Popular, nº 1666 +258 829 162 320 | +258 843 162 320 info@win.co.mz www.win.co.mz

Centro de Saúde Shifaa Av. Maguiguane, nº 1949 +258 21 407 903 | +258 829 632 330

Car Premium Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 401 713 www.carpremium.co.mz

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Câmbio - Exchange houses SA Câmbios Avenida Kwame Nkrumah, nº 501. +258 21 488 830 Africâmbios Avenida 25 Setembro, nº 1339 R/c +258 21 428 605 Mundial Câmbios Avenida 24 Julho, nº 1830 +258 21 310 867 Acácio Câmbios Avenida Patrice Lumumba, nº 658 - R/c +258 21 312 263 Coop Câmbios Lda Avenida Maria J Albuquerque, nº 70 - R/c +258 21 414 357 Executivo Câmbios Lda Avenida Samora Machel, nº 26 - R/c +258 21 310 432 Manusso Câmbios Lda Rua Consiglieri Pedroso, nº 79 +258 21 325 303 Mundo de Câmbios Lda Avenida Mao T Tung, nº 278 +258 21 499 995

Aeroportos - Airports Aeroporto de Inhambane Avenida OJM-Inhambane, nº 509 +258 29 320 312 Aeroporto Internacional da Beira Rec Aeroporto-Beira +258 23 301 071/2 Aeroporto Internacional de Maputo Aeroporto Mavalane-Maputo +258 21 465 827/8 Aeródromo de Pemba Aeroporto de Pemba, Cabo Delgado +258 27 220 312 Aeródromo de Inhambane Cidade de Inhambane +258 29 320 312 Aeroporto Internacional de Nampula Avenida do trabalho A, 418, Nampula +258 6 213 133/213 100 Aeroporto de Angoche Ilha de Angoche Aeroporto de Cuamba Aeroporto de Cuamba, Cuamba Aeroporto de Nacala Aeroporto de Nacala, Avenida do trabalho A, 418, Nampula +258 26 213 100 Aeródromo de Tete/Chingodzi Unidade Albano, Chingozi Estrada Nacional 7, Tete +258 522 312

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Aeródromo de Quelimane TM 146, Quelimane +258 24 213054 Aeródromo de Chimoio TM 200, Chimoio +258 25 122 242 | +258 82 598 162 Aeródromo de Lichinga Lichinga +258 27 120 127 | +258 27 121 594 | +258 826 401 776 Aeródromo de Vilankulo Cidade de Vilankulo, Inhambane +258 23 822 07

Bancos - Banks Banco de Moçambique Sede: Av. 25 de Setembro, nº 1679 2º +258 21 354 683/4 Millennium BIM Sede: Rua dos Desportistas, nº 873/879, 6º Andar +258 21 350 035 Moza Banco SA Sede: Rua dos Desportistas, Jat 5.3 +258 21 342 000 BCI Sede: Av. 25 de Setembro +258 21 353 700 Banco Único SA Sede: Av. Julius Nyerere, nº 585 +258 21 488400 Banc ABC Sede: ABC House, Avenida Julius Nyerere, nº 999 +258 21 482 100


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Revista Xonguila Nº5  

A Xonguila é uma revista que tem como foco a divulgação turística e cultural de Moçambique.

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