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xii bienal internacional de arquitetura de são paulo

[ ]civilização 1

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


[DES]CIVILIZAÇÃO [NEO]CIVILIZAÇÃO [TRANS]CIVILIZAÇÃO [PROTO]CIVILIZAÇÃO [RETRO]CIVILIZAÇÃO [PRE]CIVILIZAÇÃO [POS]CIVILIZAÇÃO [ANTE]CIVILIZAÇÃO [RE]CIVILIZAÇÃO [ ]civilização

RESUMO DA PROPOSTA CURATORIAL

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Esta cidade pertence a quem? Este país pertence a quem? Esta casa pertence a quem? Por que determinada região pertence a um povo? A cultura moderna ocidental faz do verbo civilizar um sinônimo de tomar posse. Seculares são os processos de colonização de territórios e doutrinação de povos. Neles, culturas foram apagadas, populações foram removidas, paisagens foram transformadas. Como tais padrões civilizatórios marcam as cidades e seus edifícios? Quais são as particularidades das arquiteturas provenientes da importação de valores? O que resiste à dominação? Estas serão as perguntas apresentadas na 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. É, portanto, um estudo acerca das acepções contidas no termo civilização. Outra figura que se apresenta como protagonista nos dias atuais é o imigrante. Cabe aqui reconhecer as virtudes da polifonia cultural. E examinar que imigração e multiculturalismo são alicerces da história de São Paulo, uma grande metrópole tão exemplar em diversidade quanto em desigualdade. Logo, como digerir nosso passado colonial e criar novos processos de interação? Em meio a fluxos e refluxos migratórios, a arquitetura emerge tanto como lugar de análise das crises globais quanto como campo do diálogo e da coexistência. XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


EIXOS CURATORIAIS O NATIVO E O MODERNO

“Trata-se de um ato deliberado de posse, de um gesto no sentido ainda desbravador, nos moldes da tradição colonial.” Lucio Costa1

1 COSTA, Lucio. Memória Descritiva do Plano Piloto. In.: Registro de uma vivência. São Paulo: Empresa das Artes, 1995. p.283.

IMIGRANTES

Esta reveladora frase pertence ao quarto parágrafo do mais importante texto da arquitetura brasileira: a Memória Descritiva do Plano Piloto, a proposta textual que fez de Lucio Costa o autor do grande projeto urbano moderno nacional – a construção da nova capital. Desde a Era das Grandes Navegações (ou seja, o Descobrimento do Brasil), a modernidade está intimamente ligada ao ato de tomar posse, de colonizar regiões, de transformar paisagens, de educar os “bárbaros”, de domesticar povos, de civilizar. Paradoxalmente, talvez tomado por culpa, o ser moderno mantém interesse pelo outro, pelo “primitivo”, pelo nativo. Porém, no trabalho De-Habitat, Paulo Tavares percebeu que os objetos apresentados como “arte indígena” na revista Habitat, editada pelo casal Bardi, são alienados de sua conjuntura política, uma vez que foram “coletados” de povos que naquele período sofriam uma violenta política de ocupação de seu território indígena. Cabe, portanto, o debate próprio à formação brasileira da relação entre as noções de modernidade e a manutenção de sua “natividade”.

“Quando pessoas, com ou sem crianças, entram no nosso País, deve-se falar para elas irem embora, sem que nosso País seja forçado a manter um longo e custoso julgamento. Diga às pessoas ‘FORA’, elas devem ir embora, tal como se elas tivesse paradas em frente ao seu quintal.” tweet de Donald Trump em 5 de julho Em uma era de intensificação dos fluxos migratórios e de intercâmbios tanto econômicos quanto culturais, uma onda de discursos populistas disseminam o medo do estrangeiro. Quando fronteiras entre o público e o privado tornam-se imprecisas, alguns demandam a manutenção do que consideram que lhes pertence. O melhor contraponto é a própria história de São Paulo. Uma cidade de chegadas e partidas, construída por aqueles que vieram de longe e por cá se estabeleceram, numa narrativa não ausente de conflitos, mas com virtudes provenientes do multiculturalismo. A partir do caso paulistano, interessa investigar retroativamente histórias global-coloniais. Observar como padrões coloniais marcam a construção das cidades. Analisar como operam a importação e a exportação de valores na arquitetura. O que resiste da cultura de origem do imigrante? Como o lugar de chegada transforma o imigrante? Com a crise migratória global, que vocabulário será preciso para abraçar a polifonia cultural, colaborar com o outro e descolonizar nossas práticas?

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


AFROBRASIL 2 BO BARDI, Lina. Curumirim.

“A arquitetura é profundamente ligada com a vivência, na medida que ela é tudo. O Ocidente está à beira de uma revisão total. Eu acho que o Brasil não faz parte do Ocidente. É África.” Lina Bo Bardi2

In.: FERRAZ, Marcelo. Lina Bo Bardi. São Paulo: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1993. p.203.

APAGAMENTOS E CONTINUIDADES 3 BERMAN, Marshall. Tudo que

Nos seus “Cinco anos entre os ‘brancos’”, primeiro período em que morou na Bahia, a arquiteta imigrante Lina Bo Bardi constatou como a cultura brasileira é intrinsecamente conformada pelos milhões de africanos que vieram escravizados para o Brasil. Percebe como o povo brasileiro provém de uma interação distinta da Europa que havia deixado no pós-guerra. Por sua vez, o fotógrafo e etnólogo de origem francesa Pierre Verger escreveu o livro “Fluxo e Refluxo”, acerca do modo como a sociedade baiana é profundamente configurada pelo que trouxeram as pessoas de origem africana. E também olha para o Benin e observa, muito em virtude dos antigos escravos que retornaram a seu continente, como as manifestações religiosas e culturais são semelhantes dos dois lados do oceano Atlântico – podemos ver edificações nessa região africana que muito bem poderiam estar no nordeste brasileiro. Depois de ter traficado milhões de pessoas da África, o Brasil aboliu a escravidão, mas nunca produziu esforços suficientes para gerar equidade entre negros e brancos. Hoje, com o aumento dos fluxos migratórios, o Brasil tem um novo encontro com a África. Como digerir nosso passado colonial e criar novos processos de interação?

“Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor – mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos.” Marshall Berman3

é sólido se desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p.24.

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O paradoxo do ser moderno é que a noção de progresso caminha lado a lado com a destruição do existente. Nos processos de urbanização – ou possessão do território – da colônia até os dias de hoje, povos são removidos à força e paisagens são brutalmente transformadas, ou mesmo apagadas. Fáusticas hidrelétricas são edificadas em santuários naturais. A Amazônia é desmatada pela marcha do agronegócio. Exacerbam-se conflitos entre ruralistas e grupos indígenas. Que histórias foram (e são) inviabilizadas nesses processos da expansão de áreas ditas “economicamente produtivas”? Que arquiteturas desapareceram? Por exemplo, conhecemos a diversidade do patrimônio indígena; suas formas de ocupação do território e manejo do solo? Ou como os territórios informais e favelas poderiam ser estruturados com projetos sensíveis à identidade local, e não com padrões normativos que impõem deslocamentos e rupturas afetivas? Como os arquitetos contribuem com a colonização da paisagem hoje? Que tipo de continuidade e acumulação cultural é possível quando há constantes apagamentos?

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


PROGRAMAÇÃO ESPAÇO

CENTRALIDADE E IRRADIAÇÃO

Obs.1. É importante observar que esta é uma lista sugerida. Uma diretriz de escolhas de sedes. O uso de tais locais demanda a negociação com cada uma das instituições.

Esta proposta busca estabelecer um agenciamento espacial na cidade de São Paulo e investigar as especificidades dos conceitos de público, privado e comum nesta metrópole. A programação proposta configura uma rede de espaços ativados, que somam novas camadas de usos, percursos e interrelações à complexidade existente entre a arquitetura e a cidade. XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo precisa de uma centralidade clara. Um lugar em que os visitantes possam reconhecer facilmente o evento. Vendo tais características na Avenida Paulista, esta equipe curatorial buscará fazer dela o eixo central desta Bienal. Núcleo na malha viária paulistana e de transporte público, elege-se a Paulista por contar com equipamentos culturais de grande valor arquitetônico. Isso pode se revelar como uma ótima estratégia de viabilização dos eventos desta Bienal, uma vez que contam com infraestrutura física, recursos humanos e de mídia para fins de divulgação. Por já contarem com público cativo, potencializa-se o alcance da Bienal, atraindo um público não especializado, e ampliando a interação entre o debate arquitetônico e a sociedade. Pretende-se ativar também a interface entre rua e edifícios, ocupando temporariamente espaços privados disponíveis, como sobrelojas e imóveis na Avenida Paulista. Nos domingos, com a Paulista aberta, é possível que a programação expanda-se para as pistas repletas de pedestres. Deixamos claro, de pronto, que não intentamos que a Bienal se restrinja à via. A Avenida Paulista será o núcleo a partir da qual a Bienal se irradia pela cidade.

Obs.2. Para fazer parte desta rede de espaços

núcleo

irradiações

Masp Fiesp Japan House IMS Paulista Conjunto Nacional Imóveis privados disponíveis (a serem mapeados)

No intuito de criar uma rede de ativações urbanas mais complexa, espaços em outras regiões serão selecionados para a programação da Bienal.

basta termos um dispositivo expositivo no local. Não é necessário disponibilizar uma sala, esta proposta é flexível às opções oferecidas por cada instituição. Obs.3. Os edifícios listados abaixo podem participar de um evento temporário da Bienal, que dure, por exemplo, apenas um dia ou uma semana.

ARQUITE-TOUR

EVENTOS

Sesc Pompéia Sesc 24 de Maio Teatro Oficina Copan Casa de Vidro Museu Afro-Brasileiro IAB Casa do Povo Mube Ocupação Nove de Julho Teatro de Contêiner Casa Plana

Pensando no público visitante de São Paulo e de estrangeiros, esta proposta pretende fundir um circuito turístico-arquitetônico à sua programação, otimizando o tempo daqueles que querem conhecer a cidade e o conteúdo da Bienal.

Esta proposta prioriza a ativação de espaços por meio de usos, visando deixar um rastro material mínimo e um impacto imaterial máximo para os participantes.

ATIVAÇÕES

Ativações são propostas de ocupação dos espaços selecionados para a Bienal. Ativações têm formato totalmente aberto - podem ser performances, eventos, debates, conversas, intervenções artísticas (dentro da verba disponibilizada).

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


Ativações devem ser autogeridas. Ativações buscam acontecimentos e usos imaginativos dos espaços. Ativações provocam os arquitetos a pensarem o espaço por meio do programa; a transformar os espaços sem precisar destruí-los; a trazer novas camadas e articulações aos espaços existentes das cidades. Ativações buscam promover encontros e transformações coletivas da subjetividade. Ativações visam a economia de materiais e a precisão propositiva. Ativações devem dialogar com públicos não-especializados. Ativações serão comissionadas pelos curadores e também selecionadas por meio de chamadas abertas.

EXPOSIÇÕES

Exposições são pontuais, havendo no máximo uma exposição por edifício selecionado. Exposições contam com uma mostra central, com o conteúdo curatorial principal detalhado nas primeiras páginas desta proposta. Isto é, é uma exposiçãostatement que apresenta as questões estruturantes desta Bienal. Exposições serão pequenas mostras com pesquisas aprofundadas, aprofundando aspectos específicos e derivados dos temas da proposta curatorial. Exposições buscam descobrir movimentos que revisam retroativamente padrões civilizatórios dentro de cidades consolidadas. Exposições têm especial interesse por assentamentos humanos que tem solo estruturado por usos coletivos. Exposições contam com uma mostra de fotografias, selecionada por meio de chamada aberta a ser situada no IMS Paulista (a negociar). Exposições serão comissionadas pelos curadores e também selecionadas por meio de chamadas abertas.

DISPOSITIVOS

Dispositivos são objetos-ícones que identificam a presença da Bienal na cidade. Dispositivos estão presentes em todos os espaços ocupados pela Bienal, e também em outros locais como uma forma de divulgação da programação. Dispositivos são organizados em módulos, podendo ter diferentes tamanhos quando agrupados. Dispositivos serão desenhados pela equipe curatorial, fazendo um duplo papel de mobiliário urbano e divulgação, podendo ser acoplados a estruturas urbanas existentes. Dispositivos conterão uma pequena exposição informativa sobre o espaço onde está situado – no caso dos projetos arquitetônicos de relevância; ou locais de relevância histórica para a cidade. Dispositivos podem conter pequenas utilidades públicas, como um assento, uma tomada, um wi-fi público, o informativo com a programação completa da Bienal e outras possibilidades de acordo com o programa para aquele espaço específico.

PALESTRAS E DEBATES

Palestras e Debates serão ativações frequentes nos espaços da Bienal. Palestras e Debates embasarão as oficinas promovidas durante a Bienal, fomentando a elaboração dessas práticas a partir da experiência dos palestrantes. Uma Palestra de Abertura da Bienal sobre conceitos de civilização. Alguns nomes de interesse para essa abertura são: Eyal Weizman (Forensic Architecture), Paulo Tavares (Forensic Architecture e Agência Autonôma), Suely Rolnik, Anooradha Iyer Siddiqi, Angela Davies, Elena Barthel and Andrew Freear (Rural Studio), The Otolith Group, Kader Attia and La Colonie, Nabil Canaan (Station Beirut). Quatro Ciclos de palestras organizadas de acordo com os quatro temas curatoriais: O Moderno e o Nativo; Imigrantes; Afrobrasil; Apagamentos e Continuidades. Quatro Debates de Projetos e Pesquisas ocorrerão seguindo os quatro temas curatoriais citados acima, a fim de abrir a discussão para arquitetos e grupos que estejam engajados nessas questões. Deseja-se aqui criar uma

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


interface com a produção acadêmica: pesquisadores poderão expor seus estudos em curso. Para cada módulo, haverá uma chamada aberta que selecionará três participantes – somando um total de doze selecionados nos quatro módulos.

OFICINAS

Oficinas serão promovidas a fim de criar um laboratório prático alinhado com os questionamentos levantados pela proposta curatorial. Oficinas serão experiências imersivas, que ocorrerão ao longo de toda Bienal, nos edifícios citados. Os trabalhos serão inaugurados em eventos abertos ao público durante o processo. Três Oficinas de Projeto e Construção serão promovidas. Os arquitetostutores deverão inscrever estratégias projetuais preliminares, a serem selecionados e depois desenvolvidos no coletivo de participantes. Tais oficinas serão lideradas por arquitetos que tenham prática de construção em mutirões e com ênfase nos processos construtivos. Buscando alta inventividade arquitetônica com recursos mínimos, elas construirão intervenções permanentes em espaços urbanos (a serem negociados com a Prefeitura), em edifícios públicos ou habitacionais que demandem melhorias comunitárias. Duas Oficinas de Publicação serão organizadas, a fim de estimular a prática discursiva, a reflexão textual, a crítica, narrativas e ficções no campo da arquitetura. Essas oficinas buscarão entender como e que tipos de diálogo o arquiteto pode estabelecer com a população. A publicação será impressa e disponibilizada também online ao público ao final da Bienal. Oficinas terão seus tutores parcialmente comissionados pelos curadores ou selecionados por meio de chamadas abertas. Por sua vez, os participantes serão selecionados exclusivamente por meio de chamadas abertas.

FESTIVAL DE VIDEOARTE E CINEMA

O Festival de Videoarte e Cinema terá um curador convidado. Acontecerá em espaços públicos e debaterá os temas sugeridos na proposta curatorial. Desejase explorar o cinema produzido no Sul Global, com narrativas que envolvam a descolonização da paisagem.

PROCESSO SELETIVO

7

O processo seletivo terá como objetivo configurar uma Bienal inclusiva, diversa, transparente e plural. Neste sentido, a curadoria estará atenta às participações identitárias, às políticas afirmativas, e representações dos diversos movimentos negro; feminista; LGBTQ+; indígena etc. A divulgação das chamadas abertas buscará atingir estes grupos, pois acredita-se que é apenas mediante essas representações que a democracia pode operar. A comissão de projetos por parte dos curadores visa estabelecer os parâmetros da Bienal, junto a grupos cujas pesquisas e práticas inserem-se na proposta e debate levantados. As chamadas abertas terão um júri independente, predefinido e divulgado junto sua publicação detalhada. As chamadas abertas serão divulgadas com a antecedência entre nove e seis meses antes da inauguração da Bienal. As chamadas abertas serão promovidas, conforme especificado acima, para Exposições, Ativações, Palestras e Debates, Oficinas. As chamadas abertas terão todas suas etapas publicadas no site da Bienal. Os projetos não selecionados também serão publicados no site.

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


MAPA DE AÇÕES

1. Av. Paulista 2. Copan / Casa Plana 3. Sesc Pompéia 4. Museu Afro-Brasileiro 5. Ocupação Nove de Julho 6. Casa de Vidro

3

7. Casa do Povo 8. Mube 9. Teatro Oficina 10. Sesc 24 de Maio 11. IAB 12. Teatro de Contêiner

7 12 11

10 2 5 9

1

8

4

6

8

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


CRONOGRAMA DE FLUXO DE TRABALHO ETAPA I – PRÉ-PRODUÇÃO

agosto/2018 a junho/2019

ETAPA II – PRODUÇÃO

julho/2019 a agosto/2019

ETAPA III – EXPOSIÇÃO

setembro/2019 a dezembro/2019

ETAPA IV – TÉRMINO DA BIENAL

•  Checagem do orçamento preliminar •  Ajuste e detalhamento do projeto curatorial •  Captação e desenvolvimento de parcerias •  Desenvolvimento dos editais para chamadas abertas •  Elaboração de estratégia de produção geral •  Ajustes de projetos das propostas de ativação, exposições, dispositivos, palestras/debates e festival de videoarte e cinema •  Ajustes e layouts de projeto de comunicação visual da Bienal •  Elaboração de identidade gráfica do projeto •  Detalhamento de necessidades técnicas de audiovisual / preparação técnica •  Detalhamento final com pesquisa e desenvolvimento do conteúdo •  Apresentação final dos projetos executivos de cenografia, digital e expográfico para aprovação •  Abertura das chamadas abertas.

•  Discriminação final de serviços a serem fornecidos e contratação de serviços para projeto físico, projeto de iluminação, comunicação visual, projetos gráficos e execução de outros projetos •  Seleção dos vencedores dos processos seletivos •  Preparação de insumos para difusão: fotos e releases •  Elaboração e entrega de textos finais •  Preparo de espaços de ativação/exposição/oficinas/dispositivos/festival de videoarte e cinema: painéis, mobiliário expositivo, suportes, necessidades técnicas e etc •  Finalização e entrega do material digital •  Montagem dos espaços •  Instalação dos dispositivos

•  Inauguração •  Manutenção das exposições •  Programação: oficinas, palestras, festival de videoarte e cinema, ativações

dezembro/2019

•  Prestação de contas •  Organização de material de divulgação •  Entrega de relatório final.

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO I R$800.000,00 Planilha orçamentária BIA_2019 I item

descrição

quantidade

unidade

quantidade de unidades

valor unitario

total item

1. EQUIPE Curadores - Ana Altberg, Francesco Perrotta-Bosch e Giacomo Pirazzoli

Profissional

3

Mês

8

R$4.000,00

R$96.000,00

Designers - Nina Farkas/Felipe Sabatini

Profissional

2

Mês

6

R$4.000,00

R$48.000,00

Produtora - Paula Marujo

Profissional

1

Mês

6

R$6.000,00

R$36.000,00

Verba

1

Verba

1

R$6.000,00

R$6.000,00

Profissional

3

Mês

4

R$2.000,00

R$24.000,00

10

R$300,00

R$6.000,00

Jurados chamadas abertas Assistente curadoria - a definir

TOTAL EQUIPE  R$210.000,00 2. DESLOCAMENTOS EQUIPE Passagens equipe curatorial - rj/sp

Profissional

2

Passagens

TOTAL DESLOCAMENTO EQUIPE  R$6.000,00 3. MÍDIAS DIGITAIS Programação site

Profissional

1

Cachê

1

R$10.000,00

R$10.000,00

Manutenção site

Profissional

1

Mês

10

R$500,00

R$5.000,00

TOTAL MÍDIAS DIGITAIS  R$15.000,00 4. COMUNICAÇÃO VISUAL DIGITAL Projeto gráfico

Profissional

1

Serviço

1

R$5.000,00

R$5.000,00

Cartazes

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Totens

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Programação

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Catálogo

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Revisão

Profissional

1

Serviço

1

R$2.000,00

R$2.000,00

Tradução

Profissional

1

Serviço

1

R$3.000,00

R$3.000,00

Fotografia

Profissional

1

Cachê

1

R$2.600,00

R$2.600,00

Vídeo

Profissional

1

Cachê

1

R$3.700,00

R$3.700,00

1

R$15.000,00

R$90.000,00

TOTAL COMUNICAÇÃO VISUAL  R$16.300,00 5. ATIVAÇÕES Verba por ativação - comissionadas e chamadas abertas

Ações

6

Verba

TOTAL COMUNICAÇÃO VISUAL  R$90.000,00 6. EXPOSIÇÕES Verba - exposição central

Ações

1

Verba

1

R$80.000,00

R$80.000,00

Verba - exposição fotografias ims

Ações

1

Verba

1

R$60.000,00

R$60.000,00

Verba - exposições chamada aberta

Ações

3

Verba

1

R$48.000,00

R$144.000,00

TOTAL EXPOSIÇÕES  R$284.000,00

10

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


7. DISPOSITIVO Verba dispositivos - construtivo, comunicação visual, etc

Dispositivos

15

Verba

1

R$3.000,00

R$45.000,00

TOTAL DISPOSITIVO  R$45.000,00 8. PALESTRAS / DEBATES Cachê convidados

Profissional

12

Cachê

1

R$1.000,00

R$12.000,00

Per diem convidados internacionais

Profissional

4

Diária

2

R$100,00

R$800,00

Passagens internacionais

Profissional

4

Passagem

1

R$3.500,00

R$14.000,00

Estadia convidados internacionais

Profissional

4

Diária

3

R$300,00

R$3.600,00

Per diem convidados nacionais

Profissional

8

Diária

1

R$100,00

R$800,00

Passagens nacionais

Profissional

4

Passagem

1

R$450,00

R$1.800,00

Estadia convidados nacionais

Profissional

4

Diária

3

R$300,00

R$3.600,00

Equipamentos - projetor, tela, microfone, etc

Verba

1

Evento

4

R$1.000,00

R$4.000,00

Técnico audiovisual

Profissional

1

Evento

4

R$500,00

R$2.000,00

Tradução simultânea

Profissional

1

Evento

4

R$1.000,00

R$4.000,00

Verba

1

Evento

4

R$2.300,00

R$9.200,00

Aluguel equipamentos tradução simultânea

TOTAL PALESTRAS / DEBATES  R$55.800,00 9. OFICINAS Cachê tutores convidados

Profissional

5

Cachê

1

R$1.000,00

R$5.000,00

Oficinas

3

Verba

1

R$10.000,00

R$30.000,00

Passagem nacional tutores

Profissional

3

Passagem

1

R$400,00

R$1.200,00

Estadia tutores

Profissional

3

Diárias

3

R$300,00

R$2.700,00

Refeição

3

Verba

1

R$500,00

R$1.500,00

Verba para construção

Alimentação (almoço para a equipe mutirão)

TOTAL OFICINAS R$40.400,00 10. FESTIVAL DE VIDEOARTE E CINEMA Curadoria festival Aluguel projetor, tela, som Técnico audiovisual

Profissional

1

Cachê

1

R$4.000,00

R$4.000,00

Verba

1

Verba

1

R$15.000,00

R$15.000,00

Profissional

1

Verba

1

R$2.000,00

R$2.000,00

TOTAL FESTIVAL DE VIDEOARTE E CINEMA R$21.000,00 11. ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO Assessor de imprensa

Profissional

1

Serviço

1

R$8.000,00

R$8.000,00

Verba para postagem

Serviço

1

Verba

1

R$1.500,00

R$1.500,00

1

R$7.000,00

R$7.000,00

TOTAL ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO R$9.500,00 12. AUTORIZAÇÕES Aprovações, licenças, alvarás

Verba

1

Verba

TOTAL AUTORIZAÇÕES R$7.000,00

CUSTO TOTAL R$800.000,00

11

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO II R$1.647.500,00

Este segundo orçamento refere-se ao cenário ideal para realização da 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, levando em conta o plano de captação proposto, visando realizar mais ações, atingir um público maior, produzindo um evento ainda mais interessante e completo. Neste caso, a equipe curatorial compromete-se a buscar apoiadores externos e parcerias, sempre em alinhamento com o IAB. O plano consiste em aproximar instituições, com histórico de parcerias, cujos interesses aproximam-se aos do IAB e da Bienal de Arquitetura, como no caso do Sesc-SP. Como parceiros confirmados, o projeto já conta com o apoio de diversos grupos nacionais e internacionais como Assemble (Londres), Guiding-architects (www.guiding-architects.com), Saracvra (Rio de Janeiro), MAPA (Montevidéu e Porto Alegre) e Traumnouvelle + Wai Think Tank (Bruxelas). Além disso, a proposta também inclui estabelecimento de relações para realização de ações no Masp, Fiesp, Japan House, IMS Paulista, Conjunto Nacional, Teatro Oficina, Copan, Casa de Vidro, Museu Afro-Brasileiro, Casa do Povo, Mube. Propõe-se também a inscrição do projeto em editais e busca de apoiadores nacionais e internacionais como Pro Helvetia, Instituto Goethe, entre outros. De qualquer forma, deixamos claro que o projeto é realizável dentro do orçamento estabelecido de R$ 800.000,00, como colocado na chamada aberta.

12

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


Planilha orçamentária BIA_2019 II item

descrição

quantidade

unidade

quantidade de unidades

valor unitario

total item

1. EQUIPE Curadores - Ana Altberg, Francesco Perrotta-Bosch e Giacomo Pirazzoli

Profissional

3

Mês

14

R$4.000,00

R$168.000,00

Designers - Nina Farkas/Felipe Sabatini

Profissional

2

Mês

10

R$4.000,00

R$80.000,00

Arquitetura (projeto expográfico exposições, ativações, etc) - a definir

Profissional

1

Mês

6

R$5.000,00

R$30.000,00

Produtora - Paula Marujo

Profissional

1

Mês

6

R$6.000,00

R$36.000,00

Consultores - a definir

Profissional

5

Cachê

1

R$5.000,00

R$25.000,00

Verba

1

Verba

1

R$12.000,00

R$12.000,00

Profissional

6

Mês

8

R$2.000,00

R$96.000,00

10

R$300,00

R$6.000,00

Jurados chamadas abertas Assistente curadoria e produção - a definir

TOTAL EQUIPE  R$447.000,00 2. DESLOCAMENTOS EQUIPE Passagens equipe curatorial - rj/sp

Profissional

2

Passagens

TOTAL DESLOCAMENTO EQUIPE R$6.000,00 3. MÍDIAS DIGITAIS Programação site

Profissional

1

Cachê

1

R$10.000,00

R$10.000,00

Manutenção site

Profissional

1

Mês

10

R$500,00

R$5.000,00

TOTAL MÍDIAS DIGITAIS  R$15.000,00 4. COMUNICAÇÃO VISUAL / MATERIAL DIGITAL E IMPRESSO Projeto gráfico

Profissional

1

Serviço

1

R$5.000,00

R$5.000,00

Catálogo impresso

Material

1

Tiragem

2000

R$35,00

R$70.000,00

Cartaz impresso

Material

1

Tiragem

500

R$5,00

R$2.500,00

Flyer/folder programação impresso

Material

1

Tiragem

10000

R$0,45

R$4.500,00

Catálogo digital

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Cartaz digital

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Programação digital

Material

0

Tiragem

0

R$0,00

R$0,00

Revisão

Profissional

1

Serviço

1

R$3.000,00

R$3.000,00

Tradução

Profissional

1

Serviço

1

R$4.000,00

R$4.000,00

Fotografia

Profissional

1

Cachê

1

R$5.000,00

R$5.000,00

Vídeo

Profissional

1

Cachê

1

R$8.000,00

R$8.000,00

TOTAL COMUNICAÇÃO VISUAL / MATERIAL DIGITAL E IMPRESSO  R$102.000,00 5. ATIVAÇÕES Verba por ativação - comissionadas pelos curadores

Ações

6

Verba

1

R$25.000,00

R$150.000,00

Verba por ativação - chamadas abertas

Ações

9

Verba

1

R$10.000,00

R$90.000,00

TOTAL ATIVAÇÕES R$240.000,00 6. EXPOSIÇÕES Verba - exposição central

Ações

1

Verba

1

R$120.000,00

R$120.000,00

Verba - exposição fotografias ims

Ações

1

Verba

1

R$80.000,00

R$80.000,00

Verba - exposições chamada aberta

Ações

3

Verba

1

R$80.000,00

R$240.000,00

TOTAL EXPOSIÇÕES R$440.000,00

13

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


7. DISPOSITIVO Verba dispositivos - construtivo, comunicação visual, etc

Dispositivos

50

Verba

1

R$3.000,00

R$150.000,00

TOTAL DISPOSITIVO R$150.000,00 8. PALESTRAS / DEBATES Cachê convidados

Profissional

12

Cachê

1

R$2.000,00

R$24.000,00

Per diem convidados internacionais

Profissional

4

Diária

2

R$100,00

R$800,00

Passagens internacionais

Profissional

4

Passagem

1

R$4.000,00

R$16.000,00

Estadia convidados internacionais

Profissional

4

Diária

3

R$300,00

R$3.600,00

Per diem convidados nacionais

Profissional

8

Diária

1

R$100,00

R$800,00

Passagens nacionais

Profissional

4

Passagem

1

R$500,00

R$2.000,00

Estadia convidados nacionais

Profissional

4

Diária

3

R$300,00

R$3.600,00

Equipamentos - projetor, tela, microfone, etc

Verba

1

Evento

4

R$2.000,00

R$8.000,00

Técnico audiovisual

Profissional

1

Evento

4

R$500,00

R$2.000,00

Tradução simultânea

Profissional

1

Evento

4

R$1.000,00

R$4.000,00

Verba

1

Evento

4

R$2.500,00

R$10.000,00

Aluguel equipamentos tradução simultânea

TOTAL PALESTRAS / DEBATES R$74.800,00 9. OFICINAS Cachê tutores convidados

Profissional

5

Cachê

1

R$4.000,00

R$20.000,00

Oficinas

3

Verba

1

R$20.000,00

R$60.000,00

Passagem nacional tutores

Profissional

3

Passagem

1

R$500,00

R$1.500,00

Estadia tutores

Profissional

3

Diárias

3

R$300,00

R$2.700,00

Refeição

3

Verba

1

R$500,00

R$1.500,00

Verba para construção

Alimentação (almoço para a equipe mutirão)

TOTAL OFICINAS R$85.700,00 10. FESTIVAL DE VIDEOARTE E CINEMA Curadoria festival Aluguel projetor, tela, som Técnico audiovisual

Profissional

1

Cachê

1

R$8.000,00

R$8.000,00

Verba

1

Verba

1

R$50.000,00

R$50.000,00

Profissional

1

Verba

1

R$3.000,00

R$3.000,00

TOTAL FESTIVAL DE VIDEOARTE E CINEMA R$61.000,00 11. ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO Assessor de imprensa

Profissional

1

Serviço

1

R$15.000,00

R$15.000,00

Clipping

Serviço

1

Verba

1

R$1.500,00

R$1.500,00

Verba para postagem

Serviço

1

Verba

1

R$1.500,00

R$1.500,00

1

R$8.000,00

R$8.000,00

TOTAL ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO R$18.000,00 12. AUTORIZAÇÕES Aprovações, licenças, alvarás

Verba

1

Verba

TOTAL AUTORIZAÇÕES R$8.000,00

CUSTO TOTAL R$1.647.500,00

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EQUIPE

EQUIPE CURATORIAL CURADORIA

Ana Altberg, curadora Francesco Perrotta-Bosch, curador Giacomo Pirazzoli, curador A definir, assistente curatorial 1 A definir, assistente curatorial 2 A definir, assistente curatorial 3 A definir, assistente curatorial 4

DESIGN

Felipe Sabatini, designer Nina Farkas, designer

PRODUÇÃO

Paula Marujo, produtora A definir, assistente de produção 1 A definir, assistente de produção 2

COLABORADORES CONSULTORIA DE CONTEÚDO

Catarina Duncan (Pro-Helvetia, Suíça - São Paulo), consultora de conteúdo Laura Belik (Universidade de Berkeley, EUA), consultora de conteúdo A definir, consultor de conteúdo 3 A definir, consultor de conteúdo 4 A definir, consultor de conteúdo 5 Os parceiros listados abaixo participarão no desenvolvimento de Exposições, Ativações, Palestras e Debates, Oficinas, Arquitet-tour:

PARCERIAS

Parceiros confirmados

Ana Araujo (Architectural Association, Inglaterra) Assemble (Inglaterra) ENTRE (Rio de Janeiro) Fabrizio Gallanti (McGill University, Canadá) Guiding-architects (www. insight-architecture.com) Jorn Konijn (Stroom Den Haag, Holanda) Luiza Franco (Brasil) MAPA (Uruguai e Brasil) Rural Studio (EUA)

Parceiros a confirmar

Saracvra (Rio de Janeiro) Traumnouvelle + Wai Think Tank (Bélgica) Yadhira Alvarez, Pablo Moreira (Bienal de Quito, Equador) Zeuler Lima (Universidade de Saint Louis, EUA)

Canadian Center of Architecture - CCA (Canadá) Instituto Goethe (Alemanha) Istituto Italiano di Cultura (Italia) Keeping it modern – Getty Foundation (EUA) Pro-Helvetia (Suíça) NAI - Instituto de Arquitetura (Holanda) San Rocco (Itália)

PARCERIAS UNIVERSITÁRIAS

Haverá um esforço, por parte da equipe curatorial, em incluir as oficinas e debates dentro da grade das Universidades de Arquitetura de São Paulo e de outras cidades do Brasil, a fim de possibilitar maior participação dos alunos.

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


CURRÍCULO DOS MEMBROS DA EQUIPE

Ana Altberg é arquiteta e urbanista. Formada na PUC-Rio, é membro do coletivo de pesquisa Entre, baseado no Rio de Janeiro. Com ele participou da X Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2013, promovendo entrevistas abertas ao público; e também da XVI Bienal de Arquitetura de Veneza, colaborando com 12 entrevistas para o pavilhão brasileiro “Muros de Ar”, em 2018. No momento coordena uma publicação impressa do coletivo, contemplada por um edital de patrocínio cultural do CAU-RJ. Trabalhou no escritório de projeto urbano l’AUC Paris, onde participou do projeto curatorial da AGORA Bienal de Arquitetura de Bordeaux em 2010. Foi assistente da Coordenação do Parque Olímpico da Barra, na Empresa Olímpica Municipal, em 2013. Foi assistente da Coordenação de Educação, Pesquisa e Ação Social do Instituto Moreira Salles em 2014. Participou do projeto de arte Permanências e Destruições II, organizando os mutirões para a Escada do Amor construída no Complexo do Alemão, em parceria com o Instituto Raízes em Movimento - projeto contemplado pelo prêmio Designing Respect em 2016. Dirigiu o curta-metragem Memória Noturna de Chão, sobre pescadores urbanos, selecionado para o Tehran Film Festival 2016. Hoje desenvolve projetos de arquitetura, cenografia e assistência técnica no Rio de Janeiro. Francesco Perrotta Bosch é arquiteto, ensaísta e curador. Formado na PUC-Rio e mestre pela FAU USP com a dissertação intitulada “Informes”. Com o ensaio “A arquitetura dos intervalos” foi o vencedor do Prêmio de ensaísmo Serrote, promovido pelo Instituto Moreira Salles, em 2013, e publicado na revista Serrote #15. Coordenou a equipe de pesquisa e montagem da Coleção Arquitetura Brasileira da Casa da Arquitectura, na cidade portuguesa de Matosinhos em 2017. Foi curador assistente no pavilhão brasileiro da Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2016, e cocurador das exposições Conjunto Habitacional e Lutar. Ocupar. Resistir, no Studio X, laboratório urbano da Universidade de Columbia no Rio de Janeiro. Foi editor assistente do portal Vitruvius e pesquisador da X Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2013. Participou de projetos nos escritórios de arquitetura SIAA (São Paulo, 2010-2013) e Christian de Portzamparc (Paris, 2011). É coautor do livro “Entre. Entrevistas com arquitetos por estudantes de arquitetura” (editora Viana & Mosley, 2012). Tem textos publicados no Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo, Piauí, Monolito, AU, ProjetoDesign, Bamboo, Plot (Argentina), Summa+ (Argentina), Architectural Design (Inglaterra) e Architectural Review (Inglaterra). É membro permanente do júri de arquitetura da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Giacomo Pirazzoli é arquiteto. Formado na Università di Firenze e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Università di Roma La Sapienza - com pesquisa na Fondation Le Corbusier e bolsa europeia pelo escritório Christian de Portzamparc, em Paris. Desde 2000, é Professor na Faculdade de Arquitetura, Università di Firenze, nos cursos de Projeto e Expografia+Museus. É membro da Escola Doutoral do Departamento de Arquitetura e Coordenador do iCad-International Master Course on Architectural Design. Foi professor convidado na ENSAM-Montpellier (França); Universidade de Ciências Aplicadas de Munique (Alemanha); Curtin University em Perth (Austrália), e na FAU-Mackenzie em São Paulo. Foi assessor pelo Architect’s Council of Europe em Bruxelas, Presidente pela Academia de Belas Artes em Florença e Conselheiro pelo Museu Stibbert-Firenze. É fundador do think-tank CrossingLab, produziu e implementou as pesquisas “Site Specific Museums” e “GreenUP - a Smart City”, na Europa, EUA e China. Desde 1993 atua profissionalmente em expografia+museus e arquitetura sustentável com obras construídas, publicadas e premiadas na Itália e em outros países.

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


Felipe Sabatini é designer. Formado pela ESPM-SP, fez parte do grupo de designers brasileiros que, em 2014, participaram da ‘Exposição Internacional de Cartazes’, promovida pela Alliance Graphique Internationale. Têm trabalhos selecionados pelo Museu da Casa Brasileira, pela Bienal Brasileira de Design Gráfico e pela Latin American Design. Trabalhou como assistente de Kiko Farkas e Celso Longo + Daniel Trench. Durante esse período esteve envolvido no desenvolvimento da comunicação da ‘X Bienal de Arquitetura de São Paulo’. Desde 2016 lidera os projetos da ésse design, estúdio de São Paulo que desenha projetos gráficos e digitais focados no ambiente cultural. Nina Farkas é designer. Tem formação em arquitetura e urbanismo pela Escola da Cidade (SP). Passou pelos escritórios dos designers Celso Longo e Daniel Trench e também pelo escritório das designers Julia Masagão e Elisa Randow, onde participou de diversos projetos na área cultural, tais como as exposições A Pele e a Espessura do Desenho (SESC SP), German Lorca (SESC SP), Desenhos de Cena (SESC SP) e Museu do Louvre Pau-Brazyl. A convite do designer Celso Longo, participou da exposição internacional de cartazes AGI em São Paulo em 2014. De 2017 a 2018, trabalhou como designer do Theatro Municipal de São Paulo, tendo desenvolvido diversos projetos para o equipamento cultural, como para as óperas da temporada, o balé da cidade e o coral paulistano, entre outros. Desde o começo do ano trabalha como designer no escritório RegularSwitch, em São Paulo, desenvolvendo, principalmente, projetos de identidade visual, identidade expográfica e editoriais. Paula Marujo Ibrahim é produtora cultural. Formada em Relações Internacionais pela PUC-SP, atua desde 2014 em diversos segmentos do mercado cultural, principalmente no desenvolvimento e gestão de projetos com foco em artes visuais. Coordenou equipes em mais de 15 exposições nacionais e internacionais, como em Frestas - Trienal de Artes idealizada pelo SescSP, o recém-inaugurado Farol Santander, Ex Africa e Zeitgeist: Arte da Nova Berlim, no CCBB-Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Trabalhou também na produção dos filmes de abertura do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e das Olimpíadas de 2016. Foi produtora convidada no Singapore International Festival of Arts (SIFA), no qual coordenou uma equipe e treinou um grupo de artistas para a performance Standard Time de Mark Formanek como parte da programação do O.P.E.N. Festival, entre outras mostras e projetos na área da cultura.

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XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


PLANO DE DIVULGAÇÃO E COMUNICAÇÃO

18

O plano de divulgação e comunicação da bienal acontece por meio da justaposição de duas redes: uma física e uma digital. A rede física é estruturada a partir do núcleo principal - a Avenida Paulista - por meio de dispositivos objetos-ícones, que difundem a 12a Bienal Internacional de Arquitetura pela cidade. Ter a Avenida Paulista e seus edifícios como eixo central de implantação traz uma série de possibilidades para uma divulgação de grande escala e com recursos simples como, por exemplo, projeções nas fachadas dos prédios, demarcando uma sinalização noturna, e o uso dos painéis do canteiro central da ciclovia para sinalização do evento. Por sua vez, os dispositivos atuam nessa proposta como módulos independentes ou de forma conjunta: a possibilidade de combinação modular faz com que cada dispositivo possa atuar de forma específica e pontual para cada ocasião, seja em um ambiente interno (espaços expositivos, centros culturais) ou em um ambiente externo (ruas, praças, mobiliários públicos). Uma comunicação indicativa da Bienal é acoplada a esse dispositivo, promovendo sua programação e discussões através de uma divulgação ativa, a qual convida o público a interagir e propõe novos usos da cidade. Sem a necessidade de impressos (cartazes, programação etc), a comunicação da Bienal atrelada a seu dispositivo é um modo de pulverizá-la a um custo reduzido. Ela passa a relacionar-se de forma direta com o estar na cidade e, consequentemente, com o discurso que pauta essa edição. Também faz parte do plano de divulgação a discussão do tema e da forma da Bienal em Centros Acadêmicos de cursos universitários de Arquitetura. Através de palestras, workshops e fóruns de debates, os curadores abrem espaços de participação para alunos, professores e pesquisadores da área, criando assim um contato direto com um público extremamente ligado às questões dessa proposta. A rede digital estrutura-se de dois modos diferentes: o primeiro é traçado através de publicações impulsionadas em redes sociais (facebook e instagram) que são divididos em duas fases. Em um primeiro momento, antes de abertura da Bienal, os posts são direcionados a promovê-la, convidando e amplificando o alcance da proposta a círculos sociais relacionados. Em um segundo momento, os posts são direcionados a promover eventos específicos que acontecem dentro da programação, ligando públicos segmentados que possam se interessar de forma direta às temáticas abordadas nessas ações. Também faz parte da proposta virtual a catalogação dos eventos promovidos pela Bienal. Devidamente registrados (com gravação de vídeo e aúdio), as ações estarão disponíveis, num segundo momento, para acesso gratuito e livre através de um hotsite e dos canais oficiais da Bienal. Toda essa produção também estará disponível no catálogo do evento, o qual pode ser produzido de forma física ou digital. Esta rede digital também amplificará o alcance da mensagem desta Bienal através do amparo das instituições consolidadas nas quais ela pretende ser acolhida: promoveremos as ações da proposta através dos canais de comunicação online das instituições parceiras, obtendo assim um alcance de público mais amplo e diversificado. Tais diretrizes demonstram que é interesse fundamental dessa proposta dialogar com diferentes campos interdisciplinares, movimentos da sociedade civil e grupos identitários - em especial, minorias e grupos marginalizados - promovendo um ambiente rico de troca e construção conjunta do saber.

XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo


REFERÊNCIAS VISUAIS DISPOSITIVOS

1

2

1 Marius Holtmon, Mette Landsem e Madeleine Skjelland Eriksen 2 Lance Wyman, Beatrice Colle, Jose Luis Ortiz e Jan Stornfeld 3 Autor desconhecido 4 Mark Reigelman 5 Adrian Blanc 6 Guy Architecte

3

4

7 Alphabeticalstudio 8 No Studio 9 Augusto Serquiz

5

7

6

8

9

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PROPOSTA 29  

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