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# c od e x e s t , m a i s n ’ e s t p as s e u l , c ’ e s t u n c o l l e c t i f . U n c o l l e c t i f a n on y m e , o ù n o u s s o m m e s c h a q u e m o t , c h a q u e l e t t re . # c od e x n ’ a p as d e v i s a g e , c a r c ’ e s t u n m i ro i r , q u i re f l è t e p e u i m p o r t e q u i s ’ y m i re e t s a it y vo i r . # c od e x e s t à l a f o i s l e c o m m e n c e m e n t , l e m o y e n e t l a r é s u l t a n t e d e n o s r é f l e x i on s c o m m u n e s . # c od e x e s t à l ’ a f f û t . M a l g r é l e peu de sommeil, la virulence de l’épidémie d e t r a v au x d e m i / f i n d e s e s s i on , i l e s t l à . I l vo u s re g a rd e . I l vo u s c on t e m p l e d a n s vo t re d é l i c i e u s e h é b é t u d e , d a n s vo s d é s a r ro i s d e f i n s d e c h a r re t t e , d a n s vo s h e u re s s o m b re s c o m m e d a n s vo s h e u re s c l a i re s . S u r t o u t c e l l e s d e s m at i n s p re s s é s d e n u it s b l a n c h e s . # c od e x n ’ e s t p as u n e rev u e d ’ a r c h it e c t u re , c ’ e s t u n e rev u e des choses qui nous obsèdent. Il est l à p o u r n o u s g u i d e r , re p è re s p at i a l s u r u n e t r a m e i m p ro b a b l e d e g e n s q u ’ on vo it t o u t l e t e m p s , q u i n o u s c on n a î t p re s q u e m i e u x q u e n o s p ro c h e s . # c od e x s e r é i n ve n t e c h a q u e f o i s . C e n ’ e s t

c on d it i on h u m a i n e d ’ ê t re s q u i a i m e n t d e s s i n e r d e s p o u t re s e n W . # c od e x e s t e n c r i s e p e r m a n e n t e d ’ i d e n t it é , en re c h e r c h e i n i n t e r ro m p u e de re n o u ve l l e m e n t . Te l u n l i v re q u i c h a n g e r a it de t it re à chaque p a g e , i l e s t t r i b u t a i re d e n o t re é vo l u t i on , d e n o s r é vo l u t i on s , d e n o s m e n t i on s , d e n o s s o u p ç on s . I l n ’ e s t p as l i n é a i re , m a i s it é r at i f , comme des maquettes de pliage. C ’ e s t u n c h e m i n n on c on t i n u , a ve c d e s a r r ê t s é t r a n g e s , d e s détours obscurs, des raccourcis abrupts et un guide qui change p a r f o i s au s s i s o u ve n t d ’ a v i s que Philip J o h n s on . # c od e x est un amalgame. # c od e x re c u e i l l e les mots et les p h r as e s p o u r l e s m e t t re e n espace, pour les disposer au x q u at re c o i n s d ’ u n b o u t d e p a p i e r , t e l P a l l ad i o a ve c

#crise

qu’un nom générique, u n e a p p e l l at i on d ’ o r i g i n e c on t r ô l é e , a f i n q u e vo u s p u i s s i e z vo u s d é l e c t e r d e n o s e r re u r s , d e n o s m a l h e u r s , d e n o s a i g re u r s c o m m u n e s , t e i n t é e s d ’ i ron i e . Mieux v au t en r i re , m ê m e , d e t o u t , d e rien, de nos angoisses démesurées pour des d é t a i l s a n od i n s . S i l e r i d i c u l e n e t u e p as , l ’ au t od é r i s i on nous re s s u s c it e chaque jour davantage. Sans même a vo i r jamais été défini, # c od e x e s t e n c r i s e , # c od e x est une crise. Une crise de l’échelle, une crise étudiante, une crise humaine, une crise a r c h it e c t u r a l e , UNE CRISE, AH H ! C ’ e s t u n c r i l on g , m a i s p as désespéré, sur n o t re

des c o l on n e s . # c od e x s ’ a n c re d a n s l e r é e l , e n c re s e s p ro p o s s u r f on d b l a n c , s ’ at t a q u e à t o u t , d on c à rien, s ’ ad a p t e partout, d on c n u l l e p a r t . # c od e x n ’ a p as q u ’ u n n o m , m a i s p l u s i e u r s . # c od e x e s t u n e f a m i l l e , d on t c h a q u e m o t e s t u n e n f a n t p rod i g u e . # c od e x e s t u n e a r c h it e c t u re d e l a p e n s é e , u n e a r c h it e c t u re d e p a p i e r , s p on t a n é e , i m m é d i at e , c h a o t i q u e , d é s i l l u s i on n é e . Mais dans laquelle il est possible de t o u t e s p é re r . # c od e x e s t , e t e x i s t e , e t p e n s e à t r a ve r s t o u s c e u x q u i l e ve u l e n t b i e n . # c od e x n ’ e s t p as u n j o u r n a l , c ’ e s t u n m a n i fe s t e . U n m a n i fe s t e l i b re , q u i s e r t d ’ e x u t o i re à n o s e s p r it s f at i g u é s d e vo i r Z a h a e t R e m t r i o m p h e r s u r c h a q u e rev u e u n p e u c on n u e . To u t c e l a n ’ e s t p as # c od e x . F u c k # c od e x . C ’ e s t l e d é b u t d ’ u n e # c r i s e , i m p at i e n t e d e s ’ e x a c e r b e r à t r a ve r s vo t r e e s p r i t d u b i t at i f .

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C ’ e s t l ’ i m a g e d ’ u n e c r i s e, d ’ u n e c r i s e p o u r l ’ i m a g e, d ’ u n e c r i s e p a r l ’ i m a g e. C ’ e s t i n n o c e n t t e l l e m e n t ç a s e ve u t v u l g a i re. C ’ e s t ri d i c u l e à q u e l p o i n t ç a s e p re n d a u s é r i e u x . C ’ e s t a n o n y m e t e l l e m e n t c ’ e s t p e r s o n n e l . L e s u j e t e s t l a c ri s e ; l e p o i n t d e v u e e s t s o n p ri s o n n i e r.


La #crise

Échelle de gestion de crise

La crise de l’écrivain / La crise de l’expression

Les stades d’une crise architecurale

Pour sa première parution, l’équipe du #codex s’est penchée sur l’état de crise.

Dans tous les projets survient, à un moment ou à un autre, une crise. Plusieurs types de crises ont été répertoriés par #codex. Afin de t’aider à gérer une ou plusieurs de ces crises, #codex te propose un manuel de gestion de crises, te permettant de reconnaître chacune d’entre elles et de t’aider à les résoudre.

Écrire c’est déjà choisir. Choisir de s’exprimer. S’exprimer, certes mais faut-il écrire une histoire dans une suite directe ou encore en « hors-série »? S’adresse-t-on à des lecteurs ou à un seul?

Les stades d’une crise architecturale. Lors d’un projet (un défi, une recherche d’emploi, un exercice, une situation, un problème …) Devant l’inconnu, car il y en aura toujours!

Je m’aperçois que cela n’est pas toujours aussi clair que l’on voudrait. Écrire, c’est aussi choisir un thème que l’on veut partager, dans lequel nos lecteurs se reconnaitront. Quoi de plus simple, en archi, nous sommes tous passés par tant de différentes crises!

Stade 1 : tension croissante

LA CRISE La Crise La #crise Elle se conjugue la crise:

Je suis en crise Tu es en crise On est dans marde Elle arrive tout le temps, elle est inévitable. C’est comme allez se faire vacciner : tu sens que l’aiguille va arriver, et tu sais que ça va faire mal. Elle est contagieuse, la #crise. Et elle est aussi égocentrique : tout le monde est en train de capoter avant la critique, et chacun pense à ses problèmes. La crise est en nous, à côté de nous, tout autour de nous. Elle est si présente la crise, qu’elle nous donne presque envie de s’en inspirer. Et c’est exactement ce que #codex te propose, cher étudiant en crise de nerf. #codex te propose son diagnostic : sortir de l’atelier, prendre un peu de soleil, et allez te divertir. Salut, #l’équipe.

CRISE PROGRAMMATIQUE Tu travailles en maquette depuis les deux dernières semaines, les gens s’arrêtent devant ta table pour admirer cette forme qui les séduit tous, puis vient le jour où tu regardes plus sérieusement la commande programmatique, à ton grand malheur. Rien n’entre là-dedans, tu as des espaces résiduels à tous les deux mètres et ton tuteur ajoute au drame en les nommant « rack à chats morts ». C’est maintenant au tour de la crise programmatique de prendre le dessus. Tu devras accepter que tu auras probablement (certainement) à retoucher la forme de ton projet. C’est à ce moment que la trame devient un outil magique. En appliquant rigoureusement une trame à ta forme, tu pourras redéfinir à la fois la forme et l’espace selon des principes clairs logiques. Et en plus, tu t’évites la crise suivante; la crise structurale! Et d’une pierre deux coups! CRISE STRUCTURALE Grâce à ta crise programmatique, tu évites cette crise! Si tu n’as pas encore eu de crise programmatique, nous te suggérons de la provoquer! CRISE PASSIONNELLE Tu regardes ton projet et ne ressens plus la moindre envie pour lui. Tu te demandes même ce qui a bien pu t’attirer vers lui. Il t’énerve à un point tel que tu n’as plus envie de passer tes vendredi soir avec lui. Pire encore : quand tes collègues viennent dans ton atelier, tu te sauves pour ne pas être vu avec ce projet, TON projet. Bon, tu es en pleine crise passionnelle. Malgré ton envie de tout recommencer, il existe d’autres alternatives. Il faut revenir à la base et te remémorer les premiers gestes posés qui t’avaient fait croire en ton projet. Revenir à la simplicité des arguments fondateurs. Requestionner le projet et réapprendre à le connaître en passant du temps avec lui. CRISE REPRÉSENTATIONNELLE Tu imagines ton projet. Tu vois tout son potentiel, les gens s’y promènent à cœur-joie, sa présence semble faire revivre le secteur. Tu as tous les arguments pour faire rêver tes auditeurs. Tout est parfait dans ta tête, mais personne ne semble être sur la même longueur d’ondes que toi. Tu vis probablement une crise représentationnelle. Suggestion : Essaie la schématisation, et si jamais les gens ne comprennent toujours pas ton projet, tu peux toujours te tourner vers ton vieux livre Form, space and Order de Ching ou l’Espace vivant de Jean Cousin, de manière à nous faire ressentir pleinement les caractéristiques spatiales de ton projet. CRISE TEMPORELLE Après avoir passé beaucoup trop de temps à régler la dernière crise, tu te retrouves pris dans une nouvelle crise, celle que tous redoutent, la crise temporelle. Acculé au pied du mur, tout l’échéancier que tu avais prévu (ou que ton tuteur avait largement suggéré) s’en trouve bouleversé. La crise temporelle est dangereuse parce qu’elle peut entraîner une série exponentielle de crises (crise d’angoisse, crise alimentaire, crise de sommeil, crise hygiénique, crise sociale, crise esthétique… et j’en passe). Dans ton état fragile, #codex te suggère la respiration profonde dans un premier temps et la pensée positive dans un deuxième temps. Enfin, dans un troisième temps, nous terminerons sur cette analogie de madame Léa Zepetelli : La préparation d’une présentation de projet doit être faite de façon semblable au dessin de modèle vivant, l’ensemble doit d’abord être étoffé de manière à assurer une compréhension de l’ensemble. Par la suite, on procède par couches de détails, selon le temps dont nous disposons. Cette technique assure donc une représentation égale de tous les éléments du projet, assurant ainsi une meilleure compréhension de tous les niveaux.

Crises pour lesquelles nous n’avons pas le temps. Le temps lui-même est bien trop souvent la raison de nos crises. Voir le temps passé, mais si peu de choses avancées, être rayées de cette longue liste de choses à faire... Le temps que l’on passe à l’école, temps qui passe si vite qu’on ne le voit pas passer, on dirait qu’il ne fait que ça et nous ne faisons qu’être devant nos ordis… L’écriture, c’est passer le temps, temps qui devrait être consacré à construction… Mais « à toute fin pratique », je passe du temps à parler et essayer de comprendre le temps. Ne le met-on pas ainsi en valeur, le temps, qui nous désoriente? Nous nous projetons dans le futur sans penser au moment présent, « dans une heure faut que ça soit fini ». Arrêtons-nous et tendons l’oreille. N’entendez vous pas? Non, pas le silence, c’est impossible nous sommes en atelier… Le temps que nous employons le plus est le subjonctif, « je doute qu’il y arrive à temps », « il faut qu’on prenne une décision maintenant ».

La crise du paysage Dans son exposition Pétrole au Musée McCord, le photographe Edward Burtinsky se penche sur la production, la distribution et l’utilisation du pétrole. À partir de prise à vue en vol d’oiseau, de portraits, de détails, il nous emmène dans un monde extraordinaire, mais qui touche à sa fin. Show de camions, structure viaire extraordinaire, échangeur à n’en plus finir, c’est à travers un regard critique que Burtinsky nous montre un décor, qui, si l’on s’arrête quelques minutes pour le regarder, prend un sens tout à fait absurde. Nos paysages sont modifiés, deviennent l’empreinte des conséquences de la sur-utilisation et de la surconsommation d’un produit, qui nous l’espérons, sera renouvelé d’ici peu. Alors, quel est l’avenir de ces endroits, qui deviendront l’image d’une société figée dans le pétrole? Comment pouvons-nous agir en tant qu’architectes? Nous pouvons d’abord penser plus loin que le bout de notre table de travail. Pensez que lorsque nous créons, nous envisageons aussi pour les générations à venir. Et que toutes les générations sont marquées par le changement. Nous devons imaginer les conséquences de nos actes avant qu’elles n’arrivent sous notre nez, avant que Burtinsky viennent mettre en scène l’erreur de nos choix.

La crise de la première année

La maquette Ce n’est pas parce que ta maquette ressemble à un temple grec que c’est le temps de changer pour le HEC. Ton tuteur la comparera à un vaisseau spatial ou un gâteau de mariage, mais cette étape d’intimité avec ton dispositif est nécessaire à l’accession de la maturité architecturale. À ce propos, #codex recommande chaudement de ne jamais faire un projet courbe. JAMAIS. C’est MAL. Conseil d’ami. Tu demanderais ensuite à ton tuteur « C’était comment ? » et ton tuteur te répondra : « C’était… ça. » et ça ne sera jamais plus. La colle bleue Après le choc du pliage, il y a la crise de la gravité. Pas de panique! La solution se trouve dans la colle bleue de la COOP. À 1750$ le litre, cet attachant liquide noble permettra de terminer n’importe quelle maquette qui tenait en Sketchup, mais pas en carton, défiant même la gravité la plus élémentaire. De toute façon, le cours de structure est seulement en deuxième année, et faire tenir un bâtiment, ça fait tellement maîtrise. L’impression Avant archi, imprimer un document relevait d’utiliser la vieille imprimante à jet d’encre et ses lignes de textes mal alignées (de toute façon ça remplissait la page d’un devoir de philo plus rapidement). Une nouvelle conception jusqu’alors inconnue apparait peu à peu : les joies de la science de l’imprimerie. Non, les lettres CMYK ne seront pas une marque à la mode mais bien une véritable fatalité nouvellement explorée. Un petit pourcentage oublié et le gris de ta planche apparaitra aussi jaunâtre qu’un teint post nuit-blanche. Tu feras connaissance avec l’ésotérisme des profils de couleurs, une science obscure relevant de la chance et de toute façon inexistante à la coop. Au lieu de tout ça, ton gris sortira vert-forêt et tu pourras exercer tes talents relationnels autrement inutilisés pour obtenir un remboursement de toute manière impossible. L’archispeak En architecture, on aime bien s’inventer de nouveaux mots. Si traditionnellement le langage de l’architecte classique s’apprenait dans le cours de Ponte, il perdit de ses lettres de noblesse

Les méthodes et outils : Éducation pré-universitaire, le cégep. La méthode scientifique, avec ses va-et-vient. Vive Aristote, Bacon et Descartes! Nouvelles méthodes des enfants de la réforme, à voir.Une technique ou, déjà, un diplôme universitaire. Les manuels de références qu’il faut éplucher. Le rôle du tuteur comme intervenant et les cas de précédents, d’explorations, d’analyses, de recherches et d’exemples. Une combinaison de tout, reste encore le degré d’intensité relatif au problème et à l’architecture, car il y a trop souvent de variables. Note : si vous avez réussi à résoudre votre défi, vous avez sûrement de l’expérience appropriée en architecture ou vous entretenez des méthodes rigoureuses. Bravo! Continuez comme d’habitude, il n’y a pas vraiment de crise. Stade 2 : Plateau de désorganisation On y passe un bon moment. On arrive très vite à ce stade, avec les mille autres choses qui se passent dans différents projets et nos vie personnelles, ou alors ce sont d’autres réalités qui nos rattrapent.

Imaginons ce que nous pouvons apporter aux autres, imaginons des utopies! Imaginons comment nous voulons nous même vivre dans un monde parfait. Ne nous contentons pas juste d’accepter. Changeons.

La première année à l’École d’architecture est synonyme de #crise. Première nuit blanche, première coupure d’exacto, premier contact avec le tuteur. C’est aussi l’arrivée de mots et de concept inconnus. Pour terminer la session du bon pied, #codex t’offre quelques conseils d’ami sur des sujets auparavant inexplorés, te permettant de passer tout à fait inaperçu dans la faculté.

L’utilisation des méthodes habituelles de résolution de problèmes, dans une tentative de maintenir notre état d’équilibre, ou d’être en contrôle du projet.

lorsque Corbu inventa la machine à habiter. Après tout, si le bâtiment est une machine, alors l’architecte devait parler le langage de l’ingénieur. Les choses ne s’améliorent pas avec la crise du postmodernisme. Trahison! Il fallait trouver un autre vocabulaire. On a alors inventé l’archispeak : un vocabulaire extensif et impénétrable utilisé par les architectes et les designers pour se montrer plus cool que vous (le vous étant le client, l’observateur, ou le critique invité). L’archispeak ne réinvente rien, il ne fait que berner votre critique et sauver votre mise; en cas de doutes dans le feu de l’action d’une critique, rajouter « té » à la fin du terme. Citons quelques exemples utiles à savoir : La matérialité : se dit de tous les matériaux qui composent un bâtiment. Autrement dit c’est plus impressionnant dans une conversation que de parler de clous et de mortier… La tectonique : la même chose que la matérialité, mais en moins clair. C’est la science très obscure du mariage de la matérialité, de la poésie constructive et du bon goût. Ça te permettra aussi de jouer dans le plâtre de Paris comme à la maternelle tout en ayant l’air crédible. La spatialité : se dit de tout ce qui revêt d’une qualité intrinsèque relativement à la perception de l’usager dans l’espace. Autrement dit, la quantité de cool que l’espace t’apporte quand tu t’y trouves. En étant vraiment motivé, on peut l’utiliser à toutes les sauces; un bon show, c’est spatial aussi vous savez… Analogie : excuse salutaire pour contribuer à la blobification de l’architecture contemporaine et justifier la forme courbe (voir « la maquette ») de ta maquette qui ne tient pas, défendant ainsi le projet architectural sous les angles d’une vile chupinerie. L’appropriabilité : tu découvriras la joie de l’espace appropriable dans l’exercice du cube. Faire ramper les usagers pour traverser une pièce, c’est peut être bien design dans une coupe, mais quand c’est le temps de monter un escalier, on la trouve moins drôle. Bref, ce petit glossaire devrait te permettre sans problème de passer aux cycles supérieurs, là où l’archispeak est une langue bien vivante. Par exemple une phrase telle que : « La filigranité intrinsèquement appropriable pour l’usager renforce une perception formelle tributaire d’une tectonique affirmée dont la matérialité de couleur claire apparaît à toute fin pratique analogue au bien être spatial des individus.» devrait te permettre de manger gratuitement dans un cocktail des cycles supérieurs en toute impunité. Bref...

Symptômes : - le sentiment d’anxiété, d’inefficacité, de chaos, d’être dans une tempête au point de devenir dingue - tentatives répétitives et rapidement abandonnées de résoudre le problème, et qui se retrouvent systématiquement dans les boîtes de recyclage - développement à une dépendance accrue pour se soulager et le besoin de … (pause cigarette) … respirer Note : Stade où ont lieu les actions stéréotypées de désespoir, comme « frapper sa tête contre un mur de briques ». Stade 3 : la mobilisation de toutes les ressources internes et externes La date butoir sonne tic-tac-tic … Symptômes : - excitation maximale, la panique! - suggestibilité accrue : en effet, le mot crédule n’existe pas dans le dictionnaire. - vulnérabilité croissante aux conseils et suggestions, bons ou mauvais, à ce point-ci, tout semble être une excellente idée, que cela vienne de camarades de classes, amis, parents et tuteur En contraste, des méthodes d’urgence ou de création personnelles surgissent, de nouvelles solutions peuvent être tentées, résultant dans un éventail de solutions possibles. Ceci mène au … STADE 4 : Adaptation ou inadaptation. Ça passe, ça casse ou ça explose. A – Résolution de la crise (youpi!) : On s’adapte aux nouvelles circonstances. On apprend (quoi, de nouveau !), mais vous seul et votre interprétation personnelle vous définissent. On commence à saisir votre expression individuelle qui sera manifestée dans vos futurs projets. La stabilité et l’équilibre de votre état d’être se rétablit, à un niveau égal ou supérieur. (Note : résultat le plus courant) B – Problème d’adaptation : on résout de façon superficielle et temporaire. La problématique peut resurgir et voilà la crise à nouveau. C’est en critique qu’on reconnaît cette ampleur. C – Désorganisation majeure : vous n’avez absolument rien appris de l’exercice. La crise pourrait même précipiter des épisodes psychotiques ou de troubles affectifs, si vous êtes vulnérable. Dangereux durant les nuits blanches et les journées de repos, au point que les semaines sabbatiques et le HEC, ou tout autre programme, deviennent une réalité tout à coup très envisageable. Note : plus on a d’expérience, passée dans les pires conditions, et qu’on arrive à y survivre, plus le plateau de désorganisation (stade 2) se raccourcit au point de seulement passer par le stade 1. En architecture, on est toujours à la recherche de plus, à pousser nos limites, et on entre dans ces crises pour mieux se connaître, pour mieux cerner ce qui donne enfin des singularités à nos projets.


#Codex Automne 2011  

Parution inaugurale de #Codex, le journal des étudiants en architecture de l'Université de Montréal.

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