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Editorial

Expediente

Sumário

POSSEBON EDITORA E ANÚNCIOS LTDA. ME. +CANAL ABERTO 07 - Mulher empreendedora:...

Prezados Leitores A equipe da “SER MAIS Revista”, orgulhosamente comunica aos seus parceiros e amigos que mudou de endereço e, desta vez, foi para a sua sede própria.

www.sermaisrevista.com.br DIRETORIA EXECUTIVA - Ana Paula Possebon - Antonio Celso Possebon Administração - Lucila Zelenski - Camila Benevides dos Santos Editoração \ Redação - Antonio Celso Possebon Arte \ Diagramação - Caio César Revisão - Shirley Terenciano Comercial - Ana Paula Possebon - Ariadna Silva - Sibeli C. Salvestrini Napoli Impressão - Gráfica Grafilar

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A charmosa casa que nos abriga fica na Rua Rio de Janeiro, 70 – Jardim São José (em frente à sede central da Guarda Municipal que fica ao lado do Banana’s Buffet & Bar).

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Esta mudança física representa um grande marco em nossa história que, ao completarmos a nossa 61ª edição, uma onda de entusiasmo e de fé no futuro toma conta de toda a nossa equipe, prontos para enfrentar os desafios do século XXI com muita força e coragem, inclusive com a promessa de grandes novidades em sua programação futura. Aguardem. Nesta edição, mês que comemora o “Dia da Mulher”, demos ênfase especial à ela através de diversos artigos, não deixem de ler. Boa leitura e até a próxima. ANTONIO CELSO POSSEBON editor@sermaisrevista.com.br

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Tiragem - 20.000 exemplares Localidades de entrega - Arujá (incluindo todos os seus condomínios). - Itaquaquecetuba \ Santa Isabel \ Guararema \ Guarulhos \ Mogi das Cruzes \ Suzano \ - Assinantes espalhados por todo território nacional.

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Rua: Rio de Janeiro nº70 - Jd. São José Arujá / SP - Cep: 07402-280 O conteúdo editorial da SER MAIS Revista é resguardado por direitos autorais, não podendo ser reproduzido sem prévia autorização da POSSEBON EDITORA E ANÚNCIOS LTDA. Opiniões expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da Revista. Os anúncios são de responsabilidade dos anunciantes.

+EMPRESARIAL 08 - Mercado do E-Commerce no... +INSPIRAÇÃO 10 - A Inspiração da Vida +SAÚDE & CORPO 12 - A era do vazio: depressão 14 - Psicoterapia no tratamento... 16 - Juntas 18 - A doença do Refluxo... 20 - Dependência química: qual... 22 - Freio lingual! Será que tenho... 24 - Laser na Odontologia 26 - A procura da felicidade 28 - O verão e as infecções de... +SAÚDE ANIMAL 30 - Cinco erros que o dono de... +MATÉRIA DE CAPA 34/35 - Mulher +CONSCIÊNCIA 36 - Brincadeira é coisa séria 38 - Quer saber sobre o seu filho? +INOVAÇÃO 40 - Acessórios femininos para... 42 - Você é apaixonado por carro... +CONEXÃO 44 - Do que você é capaz quando... 46 - Ambição & Ética 48 - O interesse crescente pela... 50 - A conectividade humana +IDEIAS 52 - Quem inventou a cadeira de... 54 - Respeitando os limites 56 - A mulher moderna: executiva... +MÃOS À OBRA 58 - O que pode ser pior que a... +GASTRONOMIA 60 - Coisas de comer +ATITUDE 62 / 64 - Acontecimentos & Dicas +PONTO FINAL 66 - Mulher: a exigência na escolha..


você está respirando com ajuda de aparelhos?

CANAL ABERTO

O tempo

Irlei Wiesel

Mulher empreendedora:

O dia nos oferece 24 horas, mesmo que melhoremos o nosso desempenho, continuaremos atuando num cenário onde o tempo é finito. Muitas mulheres tentam driblar esta finitude do tempo: correndo mais, abraçando várias tarefas ao mesmo tempo, dormindo menos e culpando-se pelo que não conseguiram realizar.

O dilema É uma luta constante entre: - A culpa e a realização. - Entre o ir ou o ficar. - Desejar ou abafar. - Agora ou depois. - Ser do jeito que se pode ser ou ser perfeita. - Servir ao desejo pessoal mais profundo ou seguir o que é o comum. - Ir em direção ao sonho ou paralisar pelas programações inconscientes. - Realizar-se profissionalmente ou manter a qualidade nos vínculos afetivos.

A realidade

A ansiedade A falta de ar eleva consideravelmente o nível de ansiedade. O abismo ocorre pelo desequilíbrio entre o que se estimou e o que foi possível realizar. A ansiedade é fruto da distorção do que é humanamente possível e do que é exagerado demais. Por exemplo, é possível ficar 4 horas diárias em uma academia, cumprindo uma carga horária de 8 a 10 horas de trabalho, tendo: filho, mercado, casa, trânsito e muito mais para cuidar?

O equilíbrio Para muitas mulheres o dia não deveria ser contado em horas, o ideal seria que fosse um ano em um dia. Um ano não cabe em um dia. O que, para algumas, é desesperador. O tempo é curto para aquela que deseja estar sempre 100% perfeita. Esta perfeição de beleza, competência e capacidade técnica não cabe na realidade de mulher empreendedora que a maioria deseja. Não dá para ser e fazer tudo. A humanidade vive na era das escolhas. Ser mulher divina, sarada, super, mega, poderosa e empreendedora é difícil, exigindo mais do que se pode aguentar por muito tempo. O conflito advindo da exigência estabelecida pela distorção da realidade possível e a realidade inventada, traz prejuízo às mulheres empreendedoras. A saúde é a mais afetada. Hora de encontrar espaço para o equilíbrio, evitando que nós, empreendedoras, respiremos com ajuda de aparelhos. Boa sorte a todas nós.

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O maior dilema feminino é a distorção entre a realidade possível e a realidade inventada. A distância entre ambas cria um abismo imenso. No abismo o ar é rarefeito e, portanto, insuficiente para manter saudáveis mulheres altamente empreendedoras e com exigências exageradas.

IRLEI WIESEL (Santa Maria / RS)

Psicoterapeuta / Coach / Conferencista / Escritora www.irleiwiesel.com.br 7


Rafael Cebola

EMPRESARIAL

Mercado do E-Commerce no Brasil. Vale a pena vender pela Internet? O fenômeno internet O surgimento da Internet nos permitiu, gradativamente, várias facilidades em nosso cotidiano. Hoje em dia, é possível fazer pesquisas, comprar produtos, ler notícias, se relacionar com outras pessoas, acessar nossa conta do banco, jogar, ouvir músicas e assistir vídeo direto do nosso computador, celular ou tablet, onde estivermos. O crescimento da Internet ocorreu de forma acelerada e ainda continua crescendo. Acessam a rede mais de dois bilhões de pessoas, correspondendo a mais de 30% da população mundial e, calcula-se que, mais de um milhão de novos adeptos engrossam esse contingente todos os dias. A Internet levou apenas 4 anos para atingir 50 milhões de usuários no mundo; já o rádio levou 22 anos e a TV 26 anos para atingir o mesmo número. O Facebook em apenas 1 ano atingiu 200 milhões de usuários (fonte: Ibope) No Brasil, segundo o Ibope, quase metade da população está online, somos o 3º país no mundo em internautas, 2º maior em acesso ao Youtube, atrás apenas dos Estados Unidos e 90,8% dos nossos quase 100 milhões de usuários de internet estão nas redes sociais. E desde 2007 são vendidos mais computadores do que televisores no país. (Fonte: Ibope) Todos esses números e toda essa audiência têm levado as empresas a repensarem a sua comunicação.

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O comércio virtual

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O crescimento da Internet permitiu um novo canal de divulgação, de comercialização de produtos e de serviços para empresas de todos os tamanhos. Hoje, muitas empresas estão criando estratégias de Marketing Digital e vendendo pela Internet, o chamado E-Commerce. No Brasil, podemos notar um grande crescimento neste setor de E-Commerce; a cada dia, uma nova loja virtual é lançada. Cerca de 42 milhões de pessoas já fizeram pelo menos uma compra online no país. Só no ano de 2012, mais de 10 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra pela Internet, esses dados são da E-Bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico. Em 2012 o faturamento do E-Commerce no Brasil chegou a 22.50 Bilhões e, no primeiro semestre de 2013, tivemos um aumento de 24%, chegando a 12.70 Bilhões nos primeiros 06 meses do ano. Em 2013, também, tivemos pela 1ª vez a categoria de Moda e Acessórios atingindo a liderança de vendas online, seguido pela de Eletrodomésticos em segundo. Já o segmento de Cosméticos, Perfumes e Saúde, também subiu ficando em terceiro. Em 4º e 5º, tivemos respectivamente, Informática e a categoria Livros e Revistas.

As estratégias Isso demonstra que comprar pela internet não é mais motivo de desconfiança para os internautas do Brasil. Pelo contrário, vivemos um momento de euforia do e-commerce. Mas, é importante compreender que uma loja virtual é um negócio como outro qualquer e necessita de planejamento. Fazer um bom plano de negócios e traçar boas estratégias são essenciais para se ter sucesso nesse competitivo mercado digital. É necessário, também, procurar ajuda especializada para escolher a melhor plataforma para o desenvolvimento do e-commerce. Além disso, se atentar para a escalabilidade, recursos de SEO (SearchEngineOptimization), que é a otimização do site para os mecanismos de buscas e a preocupação com a segurança das informações, principalmente em relação as transações financeiras. Inicialmente é interessante utilizar empresas facilitadoras de pagamentos. Depois disso tudo, é hora de pensar em: investimentos com marketing; atendimento ao cliente e pós-venda; criação de descrições de produtos e produção de fotos e conteúdo. Uma boa dica é se utilizar das Redes Sociais e de um Blog para gerar tráfego à loja virtual.

RAFAEL CEBOLA – 36 anos (Mogi das Cruzes / SP)

Publicitário (com Extensão em Redes Sociais e Inovação Digital - ESPM-SP) Pós Graduado em Marketing Digital pelo SENAC–SP ACTMOB MARKETING DIGITAL


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Rita Berberian

A inspiração da vida

INSPIRAÇÃO

A vida vivida

Certa vez li um texto que a essência era mais ou menos assim: - “Inspire-se para o novo dia, nas boas imagens que você guarda dos anos vividos e das experiências positivas e transformadoras que moldaram seu caráter. Não há problema algum em visitar o seu arquivo ou o seu velho baú, se for para buscar a inspiração que alimentará o dia presente. Atenha-se ao que de mais precioso aconteceu e ao que mais valeu a pena ter vivido. Um momento e... você. Um amor e... você. Uma época e... você. Um toque e... você. Pessoas, mestres, situações, delicadezas, preciosidades, momentos, pessoas, lugares, palavras, sons e imagens. Você é resultado de tudo o que passou, com quem viveu e o que aprendeu. Sua identidade vem se esculpindo pelo tempo e pelas histórias desse tempo. E você será feliz hoje, se o sonho de infância estiver vivo na sua mente. Deixe sua criança brincar no tempo presente, não importa a sua idade. E que ela predomine na sua história.”

A idade do resto de nossa vida! Sempre acreditei que é nesse caminho que passeamos pela vida e quando reflito sobre meus anos vividos e o que tenho pela frente é assim que eu penso: - Se alguém lhe perguntar quantos anos você tem? - Responda: “A idade do resto da minha vida”! - É isso mesmo, veja: você já viveu até ontem todas as suas escolhas e muito bem vividas, acredito! - Daqui para frente ainda continuará escolhendo com base na sabedoria que adquiriu com os resultados de todos estes anos que se foram! - Pense, então, que presente maravilhoso é ter “vida”, com mais tantos e tantos dias a seu dispor, de graça, para você fazer o que quiser e do modo que achar melhor! - Quer presente melhor? É o único presente que não pedimos e, talvez, seja o mais fantástico e surpreendente! - A cada dia que você desperta, está na sua frente, pronto para você puxar o laço e abrir... - E, a “vida” lhe diz: -“Estou à sua disposição, é só respirar e continuar vivendo! - Feliz dia de hoje e sempre! RITA BERBERIAN – (Arujá / SP)

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Licenciada em Ciências Físicas e Biológicas / Técnica em Análises Clínicas e Administração em Saúde Ouvidora Médica do Laboratório Deliberato / Participante do Grupo FEMPIRH Palestrante do Projeto: “De bem a vida, acreditando nas pessoas”

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Maria Odete Galbiatti

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A era do vazio: depressão A vida A vida é paradoxal, na maioria das vezes procuramos amarras que nos libertam, construímos uma vida confortável, usufruímos de todos os bens de consumo que a sociedade moderna nos proporciona, porém, sintomas como o medo, a angústia e o desamparo assolam cada vez mais as pessoas, provocando suor fio, taquicardias, paralisações e inibições de toda ordem e essas são as queixas mais frequentes no consultório, que são acompanhadas de um assombro, pois, os exames clínicos estão perfeitos. Esses pacientes relatam os sintomas como algo estranho, pois, apareceram após a viagem tão sonhada ou depois da aquisição da casa ou, simplesmente, estavam vivendo o melhor momento de suas vidas. Lipovetsky declara em seu livro “A era do vazio”: -“A evolução da sociedade paradoxal que conquistou tudo, porém, não consegue a almejada satisfação”. Uma análise somente se inicia quando a pessoa entra no dispositivo analítico e se pergunta: o meu desejo está realmente engajado no que faço? Ou faço, simplesmente, por obrigação, por que “tenho quê”; esse imperativo categórico, na maioria das vezes, leva as pessoas por caminhos que não o almejado.

O vazio Joel Birman afirma que: -“É possível reconhecer como o excesso transborda no psiquismo como humor e “phatos” antes de se deslocar para os registros do corpo e da ação”. É fácil para um analista observar o excesso, pois, ele aparece no discurso do paciente como afetação e sentimento, ou melhor, é um regulador de afetações e sentimentos. O paciente passa da exaltação, do excesso para a depressão através de modulações de intensidades expressas nos sentimentos. Portanto, o excesso aparece na vida da pessoa como irrupção de algo que escapa ao controle e a regulação da vontade e que se impõe no psiquismo como um corpo estranho, levando a pessoa a uma posição de impotência diante de algo muito maior que ela, resultado: paralisação psíquica e pânico. E é claro que diante desse panorama catastrófico a autoestima se dissolve. O sentimento de desqualificação e de desvalorização aumenta e, tudo isso, vem acompanhado de sensações de abismo, de vertigem, de afetações e de insegurança psíquica. É assim que chegam meus pacientes, decepcionados com a vida e com inúmeros tratamentos sem resultados, como o seu “eu” e psiquismo efetivamente impossibilitado de fazer e de agir. E, se já estão frustrados com os remédios, com a vida, do que adianta conselho ou lição de moral!? Você não vai ao médico para que ele lhe dê aulas de medicina, você quer a cura simplesmente! Observo que diferente das depressões do passado onde a base era a culpa, a depressão hoje, inscrita na cena principal das narrativas psicopatológicas e psicanalíticas, é o vazio. As pessoas estão vazias e a sua existência e o seu mundo perderam absolutamente o sentido, não tendo, pois, mais qualquer razão para existir, perdendo o impulso para a afirmação da vida e mergulhadas no abismo da depressão.

A psicanálise A proposta da psicanálise é: existe a possibilidade de um gesto de interlocução com a existência de um “Outro”, a quem se possa fazer um apelo e ser então o suporte efetivo para a produção do sentido e a responsabilização dos próprios atos, dependendo somente do que se deseja!

MARIA ODETE GALBIATTI - (Arujá / Mogi das Cruzes / São Paulo)

Psicóloga/Psicanalista/Especialista em Psicopatologia / Mestre em Psicanálise - em Arujá: Avenida Antonio Afonso de Lima, 209 – sala 4 e.mail: maria.o.galbiatti@uol.com.br / fones: (11) 4653.6691 | (11) 97100-5253


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Dra. Renata Ferraz

SAÚDE E CORPO

Psicoterapia no tratamento da obesidade Emagrecimento Emagrecer implica em mudança de hábito e estilo de vida. Para emagrecer não basta fazer aquela dieta mágica ou tomar remédios que resolvam o problema, perdendo alguns quilos por algum tempo. É preciso compreender que o processo de emagrecimento consiste em mudanças de hábitos alimentares medico/nutricional, atividade física e psicológica. A maneira como lidamos com a comida não é necessariamente fisiológica, mas, também, pode ser fruto de um aprendizado emocional consciente ou inconsciente: para lidar com a ansiedade, para se acalmar quando se sente estressado, para reconfortar quando se sente triste, quando estamos com raiva ou quando a nossa auto-estima está rebaixada. A comida traz um alívio provisório e é uma maneira fácil e imediata de obter prazer, provocando assim o aumento de peso e perda do autocontrole alimentar. Com isso, a dificuldade de manter o peso perdido a longo prazo, junto com a frustração, a insatisfação com a sua imagem corporal, as suas dificuldades de socialização e as co-morbidades decorrentes do seu peso, levam ao insucesso no processo de perda de peso, gerando assim mais conflito, consequentemente ganho de peso e depressão. Desse modo, o processo de emagrecer envolve tanto o aspecto físico como o emocional.

A ciência A psicoterapia com ênfase na área de emagrecimento e de transtornos alimentares, ajudará a identificar as emoções que estão associadas à obesidade, às questões de ordem emocional como a depressão, ansiedade, stress e outros conflitos emocionais geradores da angustia que levam à compulsão e, consequentemente, ao aumento de peso. Através de uma abordagem psicoeducativa e psicodinâmica se pretende desvincular o conforto emocional que a comida traz, descobrir que existem outros prazeres na vida além de comer, dominar o impulso de comer e compreender que a compulsão provoca um prazer imediato, compreender, também, a diferença entre fome e vontade de comer. A proposta é vivenciar esse processo e conquistar a liberdade do próprio corpo, buscando o resgate da autoestima, o controle da ansiedade, o autoconhecimento, a mudança de hábitos na vida do individuo e a elaboração dos sentimentos que estão presentes, a cada dia, como obstáculo nesta jornada do emagrecimento. Enfim, a saúde e o bem-estar são resultado de: nossos hábitos cotidianos; da nossa consciência em relação ao corpo e à saúde; dos nossos pensamentos; dos nossos sentimentos e a maneira como lidamos com todos esses fatores. Ser feliz é cuidar da pessoa mais importante desse mundo, ou seja: “VOCÊ”.

DRA. RENATA FERRAZ - CRP. 06/97835 (Arujá / SP)

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Psicóloga / Terapeuta EMDR (especializada em Transtornos Alimentares e Obesidade) CESA - Centro Especializado em Saúde de Arujá

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Juliana P. Tosato

SAÚDE E CORPO

“Juntas” Articulações Quem nunca ouviu o ditado: -“Junta tudo e joga fora”? Antes que essa fala se torne uma realidade em nossas vidas e a única solução para nossas “juntas” seja jogar tudo fora, fique atento e cuide dessa preciosidade. As famosas “juntas” são as nossas articulações, que podem ser definidas como a união entre dois ossos. Graças a essa estrutura, nosso corpo é capaz de realizar uma infinidade de movimentos.

Saúde articular Para manter a saúde das nossas articulações, é importante praticar exercícios, evitar movimentos repetitivos, manter a forma, não carregar peso, cuidar da postura e não ignorar a dor caso ela apareça.

Problemas articulares Dor, por definição, é um sinal de que alguma coisa está errada. Com nossas articulações não é diferente. Quando existe algum incomodo é porque algum problema esta se instalando ou já está instalado. A dor acaba por limitar os movimentos e um ciclo vicioso é formado. Logo acima, citamos que o movimento ajuda a manter a saúde articular. Quando existe dor, a movimentação fica limitada e isso prejudica ainda mais o bem estar dessa estrutura.

Causas

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Sedentarismo, excesso de peso, movimentos repetitivos, má postura e o próprio envelhecimento biológico são as causas mais comuns de disfunções articulares. Além dessas, existem doenças que podem trazer prejuízos, entre as quais se destaca a osteoartrose, que tem como principal característica o processo degenerativo.

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Cuidados Infelizmente, não é possível colocar um óleo nas nossas articulações como fazemos em uma dobradiça quando ela emperra. Trocar a articulação apesar de possível com as próteses, também esta longe de ser a melhor das soluções. Ou seja, preserve essa maravilha do nosso corpo que nos permite andar, correr, dançar, pular, e aproveitar a vida com saúde e movimento.

DRA. JULIANA DE PAIVA TOSATO - (Arujá / SP) Fisioterapeuta (Doutorada pela FOP/UNICAMP) JPT Saúde e Bem Estar


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Dr. Sebastião Carlos

SAÚDE E CORPO

A doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) O procedimento

O que é? A “DRGE” é considerada hoje em dia uma das queixas mais frequentes em ambulatório da Gastroenterologia. É uma condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo procedente do estômago provoca sintomas desagradáveis e/ou complicações. No Brasil, segundo estudo populacional foi identificado prevalência de DRGE em mais de 20 milhões de pessoas.

O diagnóstico. Seu diagnóstico é difícil, pois, a ocorrência de sintomas apenas leva a muito erro de conduta. A pHmetria esofágica ambulatorial é considerada o exame padrão ouro no diagnóstico da DRGE, sendo usada na quantificação da exposição esofágica ao ácido e no estudo da sua relação com os sintomas do paciente. Sabendo-se que o refluxo gastroesofágico (RGE) pode ser induzido por atividades cotidianas, exercício físico e variações posturais, desenvolveu-se sistema de monitorização portátil para que o paciente pudesse ser estudado ambulatorialmente, livre para exercer suas funções habituais. Com a introdução dessa ferramenta diagnóstica, pôde-se compreender melhor a fisiopatologia da DRGE, constatando-se que ocorre RGE em pessoas normais sem que apresentem qualquer sintoma.

Na última década dedicou-se atenção especial ao RGE proximal, ou seja, aquele que atinge as regiões supra-esofágicas, levando a sintomas relacionados à presença do ácido proveniente do estômago nessas regiões (laringite, tosse crônica, otalgia, mau hálito, rouquidão, pigarro, engasgo e perda do esmalte dentário). Habitualmente é feito a pHmetria com apenas um sensor de localização distal, ou seja, a 5cm do esfíncter inferior do esôfago, deixando-se então de se estudar a região proximal. Para se avaliar essa região, o médico assistente tem que fazer o pedido de pHmetria esofágica de duplo canal (distal e proximal), infelizmente pouco disponível em nosso meio.

Os estudos

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Estudamos essa relação entre o RGE distal e proximal na tentativa de padronizarmos um valor da normalidade do RGE proximal e concluímos que, essa relação não foi um método adequado para definir a normalidade, o que gerou uma defesa de tese de mestrado na Escola Paulista de Medicina defendida em junho de 2013 com posterior publicação no “World Journal of Surgery”. Como o assunto é muito abrangente estamos estudando agora a possibilidade de o RGE proximal ser um fator de risco importante no desenvolvimento de adenocarcinoma pulmonar, tema esse então no desenvolvimento de pesquisa em Ciência Cirúrgica a nível doutorado na mesma instituição.

DR. SEBASTIAO CARLOS PANNOCCHIA NETO CRM 68.555 (Arujá / SP)

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Médico / Especialista em: Clínica Geral e do Aparelho Digestivo


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Paulo Henrique

Dependência química: qual o melhor tratamento? A dependência química Primeiramente, é necessário deixar claro que a dependência química é uma doença, conforme classificação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e que é crônica, progressiva, que pode ser fatal e é multifatorial, ou seja, atinge o indivíduo em diversas áreas: mental, físico, emocional e espiritual. Portanto, para um tratamento eficaz é importante que a família e os profissionais quebrem preconceitos onde são utilizados, por muitas vezes, termos pejorativos, como: “outra vez bêbado”, “viciado”, “drogado”, “é um fraco”, entre outros.

O dependente químico Assim como qualquer outro paciente, precisa ser respeitado e atendido com atenção e humanidade, pois, por trás de um histórico de dependência há um ser humano que é único e que, também, possui uma infância, traumas, crenças, vivências, enfim, uma história de vida. O seu histórico de vida, qual substância psicoativa, está utilizando a quantidade e o período, entre outras informações que são necessárias para determinar o melhor tratamento a ser indicado.

O tratamento

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Internações em clínicas e comunidades terapêuticas, tratamento ambulatorial, moradia assistida e/ou residência terapêutica são algumas das formas de tratamento. A aderência do indivíduo ao tratamento indicado, bem como a cooperação e postura diferenciada do corpo familiar são essenciais para a sua eficácia. Além da conscientização que se trata de uma doença incurável e que necessita de acompanhamento especializado por um longo período, na maioria dos casos. O trabalho em rede entre profissionais da área buscando sempre o melhor para o assistido é um dos fatores que contribui, também, para a sua reabilitação. Assim, não podemos afirmar qual o melhor tratamento para o dependente químico e, sim, qual a diretriz escolhida por um bom profissional dentro dos diversos tipos de tratamento a disposição. Portanto, o que deu certo para um, não necessariamente dará certo para outro, pois, não se trata de uma ciência exata.

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A clínica Existe clínica que utiliza o tratamento ambulatorial e a moradia assistida, além de suporte e acompanhamento em casos de internações. O tratamento ambulatorial com uma equipe multidisciplinar especializada em dependência química tem demonstrado bons resultados para a manutenção de diversos tratamentos já realizados e bem sucedidos ou para aqueles indivíduos que ainda não necessitam de abordagem mais drástica, como a internação em clínica. No caso da Moradia Assistida: trata-se de uma residência terapêutica onde os assistidos irão residir por um período determinado em conjunto com os seus responsáveis da equipe multidisciplinar, com o objetivo de romper os hábitos, os comportamentos e os condicionamentos disfuncionais que vivenciaram durante muito tempo. Resumindo, a moradia assistida oferece a reinserção social do residente para que ele possa voltar a “funcionar” perante a sociedade, através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, estimulando e estabelecendo hábitos saudáveis e a melhora do estilo de vida do residente, a partir da conquista de sua maior autonomia, autoestima e autoconfiança.

PAULO HENRIQUE POSSEBON FILHO - (São Paulo/SP) Terapeuta (credenciado pelo Sinte) formado pela Uniad / Unifesp. Capacitado em aconselhamento e liderança comunitária pela Universidade Federal de Santa Catarina em conjunto com o Conselho e Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas, bem como pela Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas. Atua na área há 6 anos e, atualmente, é diretor geral da Vínculo. VÍNCULO – NÚCLEO DE APOIO A DEPENDENTES QUÍMICOS


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Dr. Fabrício J. Araújo

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Freio lingual! Será que tenho a língua presa? O que é O freio lingual é uma pequena tira de tecido que conecta duas estruturas, uma das quais é móvel. É uma prega de pele ou membrana mucosa que restringe o alcance de movimento da língua e vai do soalho da boca até a parte inferior da língua.

As consequências Esta condição é uma das dúvidas mais frequente entre os pacientes e pais de crianças que estão demorando em falar. Geralmente o diagnostico ocorre através de profissionais que acompanham o desenvolver da criança, como: médico pediatra, terapeuta da fala, professor, entre outros, porém, quando isso não acontece ou é ignorado, o problema se mostra já em uma fase tardia e requer maiores tratamentos, com múltiplos profissionais.

Como funciona? Nem todas as alterações da fala têm relação com a “língua presa”, porém, há casos que realmente a presença deste encurtamento do freio lingual irá prejudicar os movimentos da língua e, consequentemente, a fala e a deglutição, que é o ato de engolir. O comprimento do freio lingual varia de pessoa para pessoa e, ao nascer, os bebês possuem a língua curta e o freio estreito, características estas que favorecem a amamentação, contudo apos o primeiro ano de vida o freio pode normalizar ou ficar demasiadamente curto.

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Como testar?

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Então, como saber se está normal ou não? A resposta se mostra com alguns testes: - o primeiro deles é ver se a ponta da língua pode ou não ser puxada para fora da boca ou, se ao puxar, a língua se parte ao meio ficando de forma bífida, como uma asa de gaivota. - outro teste é pronunciar sons, como: ”t”, “d”, “l”, “r”, entre outros sons, entretanto, o teste mais simples é tentar colocar a língua no palato com a boca aberta, se não conseguir você tem grande chance de ter a língua presa.

O tratamento Uma vez diagnosticada, faz-se necessária a intervenção, pois, quanto antes melhor e mais simples é o tratamento. A presença da língua presa, além da dificuldade de falar e deglutir, como já foi dito, também, dificulta a higienização dos dentes e, como diz a maioria dos adolescentes paciente de nossa clinica: -“Fica ruim para beijar, incomoda”. O tratamento inicial é a frenectomia, ou seja, liberar cirurgicamente o freio lingual, para que a língua possa ter liberdade de movimentos, porém, se já existem alterações na fala ou na articulação de algumas palavras, o tratamento com um fonoaudiólogo se faz necessário, para reorganizar o padrão motor da língua e para que se possa falar normalmente, pois, vale a pena lembrar que: nem todo mundo que tem a língua presa virará presidente do Brasil, como é o caso do nosso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

DR. FABRÍCIO J. ARAÚJO - CRO-SP. 80665 (Arujá / SP)

Cirurgião Dentista / Implantodontista FABRÍCIO IMPLANTES (Diretor Clínico)


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Dra. Ana Cláudia

SAÚDE E CORPO

Laser na Odontologia A laserterapia Nesse período de férias, muitos pacientes procuraram o consultório odontológico com manifestações bucais de herpes viral. O herpes é um tipo de doença que acomete milhões de pessoas, relacionado ao sistema imunológico e que incomoda muito o paciente, devido as lesões em face que perduram por vários dias. O que poucos sabem é que, atualmente, diversas formas podem melhorar a cicatrização dessa patologia, além do uso de medicamentos tópicos, a laserterapia vem cada vez mais sendo utilizada em consultórios odontológicos. O uso da laserterapia em odontologia abrange diversas aplicações, entre elas: a paralisia do nervo facial, a dor em ATM, a lesão da língua e o uso em clareamento dental. Os sintomas e as manifestações de afta bucais são amenizados com poucas sessões de laser na região afetada. Na implantodontia, ele acelera o metabolismo ósseo e diminui o edema e o desconforto pós-operatório. Uma nova tecnologia chamada de PDT promove, através da utilização do laser, a descontaminação dos canais dentais e diminuição de bactérias.

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Você conhece seu implante?

Sem duvida alguma, o implante está cada vez mais presente nos tratamentos reabilitadores orais. Sua finalidade e devolver ao paciente a estética e a função dos dentes perdidos. Um tipo de tratamento cada vez mais simples, indolor e com valores acessíveis à população. O que poucos sabem é que os implantes dentais possuem diversas marcas e modelos e que cada um desses tipos possui uma indicação especifica. Você conhece seu implante? Quando compramos um carro procuramos uma marca, o modelo, a garantia e a durabilidade e não somente quanto custa. Então, com nosso implante não pode ser diferente, é preciso conhecer seu implante, sua marca e seu modelo também. A grande maioria dos pacientes que procura o consultório odontológico com implante já instalado desconhece suas referências. Quando é necessário trocar a prótese ou mesmo algum dos componentes, como um simples parafuso, encontramos grandes dificuldades. Alguns modelos ou marcas deixam de ser comercializados e, muitas vezes, não são mais encontrados. Atualmente possuímos, basicamente, os implantes dos tipos: Hexágono Externo, Hexágono Interno e Cone Morse. Há diversos tipos de tratamento das superfícies de titânio dos implantes, que possibilitam uma cicatrização bem rápida após a instalação. Alguns tipos importados possibilitam a instalação da prótese definitiva em torno de 30 a 40 dias. O que diminui a espera pelo “dente definitivo”. Uma imensidão de pesquisa cientifica é realizada atualmente para avaliar os tipos de implante que o mercado possui. Melhorando suas resistências, as conexões implante-prótese e promovendo um tratamento reabilitador duradouro ao paciente. Manter o elemento dental, quando possível, é a melhor opção ao paciente. Entretanto, quando realmente a indicação for a instalação de implante oral é necessário escolher bem. Procure uma boa marca, com boa referência de seu dentista e, quando possível, com comprovação cientifica. Como tudo hoje em dia, valores não sugerem qualidade. Cuide bem de você, de seu sorriso e, principalmente, da sua saúde bucal, afinal, esperamos que seu implante seja “para sempre”.

DRA. ANA CLAUDIA S. BARBOSA - CRO.100838 (Arujá / SP) 24

Cirurgiã Dentista / Mestre em Anatomia USP Especialista em Implantodontia USP


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Marcia Maria

SAÚDE E CORPO MA RÇ O 2014 26

Em Paris, o sol é brasileiro 16/fevereiro/2014 Em Paris, brasileiros conquistaram fãs em show de beleza internacional com o tema ‘Bienvenue au Brésil’, onde, pela primeira vez, “hairstylists” da HCF do Brasil se apresentaram no “International Beauty Show” e galgaram posição de destaque entre os profissionais deste setor de todo o mundo. Uma plateia, com profissionais de beleza de 45 países, aplaudiu a delegação brasileira da HCF do Brasil (Haute Coiffure Française) composta de 70 profissionais, entre: cabeleireiros, maquiadores, modelos, dançarinos, atores e técnicos, que estiveram reunidos

no “Carrousel du Louvre”, para a primeira apresentação de “hairstylists” membros da associação (com o apoio da “The Madam” (design de joias),” Indice Tokyo” (maquiagens profissionais) e o patrocínio da “L’Oréal Professionnel”) no evento internacional de beleza que apresenta as principais tendências do setor para profissionais e que acontece duas vezes por ano na capital francesa, tendo um país convidado a cada show e, este ano, foi a vez do Brasil. Dentro do tema ‘Bienvenue au Brésil’, os “hairstylists”: Evaldo Ribeiro (Tez Cabelos e Estética), Marli Rosa (D‘ Marthani Hair Visage), Christian Weisheim (Walter´s Coiffeur), Cecy Procópio (Studio Cecy), Beth Omori (Beta Coiffeur), Carlos Lira (Espaço Be), Marina Honda (MH Honda Hair) e Silvio Ferreira (Square & Company Hair) apresentaram uma performance com demonstrações típicas como floresta (fauna e flora), folclore

(com ênfase no regionalismo, festas tradicionais, cultura, música e dança) e preciosidades (a riqueza). Também fez parte da equipe HCF do Brasil: Iran Junior (Diretor Artístico), Márcia Maria (presidente HCF do Brasil e Studio Márcia Maria) e o embaixador de “L’Oréal Professionnel Brasil”, Célio Faria e os maquiadores Alex Cardoso (Espaço Be), Jurandir Holanda (The Look) e Marta Barreto (Única Hair). A temática do espetáculo exaltou a diversidade e a personalidade marcante da mulher brasileira, com elementos audiovisuais simultâneos à realização dos penteados e ”looks” pelos “hairstylists”. O figurino (exclusivo para a “L’Oréal Professionnel”) do estilista brasileiro Rodrigo Rosner enalteceu e complementou o trabalho com maestria, juntamente com as joias de pedras nativas da “The Madam”.


Missão cumprida e expectativa para o futuro - Francis L. Rhod, presidente mundial da “Haute Coiffure Française”, assim abriu o evento internacional em pleno inverno francês: -“Hoje, o show da equipe brasileira será o sol de Paris”, - Para Iran Jr, diretor artístico da HCF do Brasil, foi o prenúncio de que a apresentação seria um sucesso: -“Conquistamos o público com uma ode ao nosso país. A plateia suspirou durante a exibição da imagem do Cristo Redentor, se empolgou com a presença dos capoeiristas e da passista de escola de samba e se encantou com as imagens da flora e fauna brasileira, além da chuva de pedras preciosas”. - Márcia Maria, presidente da HCF do Brasil e responsável pela apresentação técnica do último bloco, celebrou a aceitação do público internacional como uma grande conquista e reconhecimento: -“A expectativa da plateia era perceptível e a correspondemos com nossa técnica e arte, somados à nossa exibição cultural. Um espetáculo que coroa o trabalho realizado pela associação, de estímulo e educação aos profissionais do setor e, sobretudo, que valoriza e acredita a mão de obra brasileira”. A HCF do Brasil é a sede brasileira da HCF Internacional. Atualmente possui mais de 20 salões associados e defende o aprimoramento profissional dos cabeleireiros a fim de promover o desenvolvimento técnico-artístico e crescimento de seus afiliados. A associação prevê uma série de vantagem a seus membros, como constante atualização por meio do lançamento de coleções anuais e suas apresentações artísticas, intercâmbio cultural e de ideias com os principais profissionais do setor pelo mundo, workshops técnicos, vídeos de treinamento, material de divulgação, entre outras sessões de desenvolvimento prático e teórico – mais informações no www.hcfbrasil.com.br.

Sobre HCF Internacional A HCF é uma associação internacional de grandes cabeleireiros criada em 1945 pelos mais renomados profissionais parisienses como Fernand Aubry, Guillaume, Antoine e Albert Pourrièr. Com sede em Paris (França), está presente em mais de 43 países e conta com um número superior a 1.300 membros no mundo, sendo que 103 estão na França. Seu objetivo é desenvolver a capacidade técnica e artística dos profissionais em todo o mundo.

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Sobre a HCF do Brasil

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Dra. Cristiane de Castro

SAÚDE E CORPO

O verão e as infecções de ouvidos O que acontece Com a chegada dos dias quentes de verão, com o aumento da frequência aos banhos de mar e de piscina e, com isso, as crianças e os adultos avolumam os consultórios médicos com queixa de “dor de ouvido”; é a chamada otite externa, uma inflamação extremamente dolorosa da porção externa da nossa orelha.

Por que acontece A orelha externa é composta pelo pavilhão auricular e pelo canal auditivo externo, terminando na membrana timpânica. A parte mais externa do conduto auditivo é revestida por pele grossa e com numerosas estruturas anexas, como glândulas que produzem cerume, glândulas sebáceas e folículos pilosos; a porção mais interna é revestida por pele mais fina, sem tecido subcutâneo. Assim como em varias partes do nosso organismo, o canal auditivo possui sua própria flora de bactérias que, normalmente, não causam problemas à saúde e que nos defendem de bactérias mais agressivas. Além da presença de bactérias de flora normal, também, a presença de cerume no conduto auditivo age como barreira física e diminui o pH do canal auditivo, ajudando a inibir o crescimento de fungos e bactérias. O excesso de umidade causado pelo banho de mar e de piscina leva a uma maceração da pele do conduto e à quebra da barreira de cerume, mudando a microflora do canal do ouvido, o que favorece o crescimento de bactérias que causam a otite.

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Os sintomas Os sintomas mais comuns da otite externa são: dor, sensação de ouvidos tapados, secreção e prurido. Os sintomas pioram quando se manipula a orelha e em caso mais grave pode haver febre. Ao examinar, o médico observa o canal auditivo edemaciado, hiperemiado e, por vezes, com secreção purulenta, sinais típicos de inflamação.

O tratamento O tratamento da otite externa deve ser feito com medicações em gotas, que geralmente contém antibióticos, com anti-inflamatório por via oral e proteção dos ouvidos contra a entrada de água (geralmente algodão impermeabilizado com óleo de amêndoas na hora do banho). Não se devem pingar gotas otológicas por conta própria, pois, há risco de agravar ainda mais a infecção. Durante o período de tratamento devem-se evitar banhos de piscina e de mar, bem como o uso de aparelhos auditivos e fones de ouvidos.

Os cuidados Cuidados importantes que devemos ter com nossas orelhas: - Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido - Enxugue as orelhas com cuidado, usando toalha macia enrolada na ponta do dedo - Evite o uso de cotonetes, pois, eles podem retirar a cera que protege o ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo - Procure um otorrinolaringologista sempre que apresentar dor ou prurido nos ouvidos ou, então, alteração da audição.

DRA. CRISTIANE DE CASTRO PERCEBO RINALDI - CRM 91.404 (Arujá / SP)

Otorrinolaringologista / Cirurgia Cérvico Facial

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CLÍNICA PERMÉDICA


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SAÚDE ANIMAL


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Stephanie D’Ornelas

SAÚDE ANIMAL

Cinco erros que o dono de cachorro comete O cachorro

Existem evidências de que cachorros e seus ancestrais são domesticados desde a pré-história. O animal caminha junto ao nosso lado “desde sempre” e, mesmo assim, ainda é cercado de estereótipos que, por vezes, não têm nenhum fundamento.

Os conceitos

Pensando nisso, uma adestradora profissional de cachorro, chamada: Mischa Oldman, resolveu arregaçar as mangas e elencou cinco conceitos sobre a prática com cachorros que contrariam o senso comum. Então, veja:

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1 - Punir um cachorro só o faz ficar confuso Da mesma forma que se tenta educar criança e adulto com punição por seus erros, muitos donos de cachorro acham que o animal aprende logo um sistema de recompensa e castigo, mas, não funciona bem assim. O cachorro não associa uma atitude que acabou de tomar ao tratamento recebido em seguida. Por exemplo, se o seu animal fizer uma sujeirinha pecaminosa no tapete da sala e você gritar com ele em seguida, ele não vai pensar “eu não devia ter feito isso” e, sim, algo como “meu dono é louco, há cinco minutos ele estava me agradando”. Recompensa pelo acerto dele é até recomendada quando se quer que ele aprenda, entretanto, punição pontual ao erro torna o seu comportamento um verdadeiro enigma para o cão.

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2 - Falar com o cachorro só o confunde ainda mais Muita gente se gaba de ter uma relação de estreita sintonia com seu cachorro e garante que ele entende tudo que fala para ele. Segundo a treinadora, isso é balela. O cachorro até pode, com o tempo, atender pelo próprio nome e executar ordens, como: “senta”, “deita” e “rola”, mas, a capacidade lexical dele não vai muito além disso. Se você está tentando ensinar algo ao cão, ficar falando com ele sem parar só vai atrapalhar o raciocínio do bicho com sons incompreensíveis. É como se alguém ficasse berrando palavras em japonês no seu ouvido enquanto você tenta resolver uma equação. O segredo, portanto, são estímulos visuais, muito mais eficazes, e palavras simples.

3. Comida mais cara raramente é mais benéfica Não é incomum que marcas de ração lancem produtos mais refinados sob o argumento de conterem nutrientes especiais para os cães, tais como: glucosamina e multivitamina. Algumas empresas chegam a preparar linhas especiais para filhote, cão adulto e cão idoso. Na esmagadora maioria dos casos, de acordo com a especialista, se trata de jogar dinheiro fora. Uma ração comum, de acordo com Mischa, já cobre todos os nutrientes que são realmente necessários ao cachorro. Se por alguma razão ele tiver uma deficiência que exija uma alimentação especial, ela deverá ser indicada por um veterinário. Outra coisa: nenhuma substância que seja necessária a um São Bernardo de 100 quilos será dispensável a um chihuahua que cabe na palma da mão. A quantidade obviamente muda, mas, a dieta pode ser a mesma. 4 - Puxar a coleira não o faz aprender a parar Eis uma lição sobre o sistema nervoso do cachorro: puxar uma coleira ativa neles o senso de movimento oposto, de resistência. Logo, quanto mais você puxa a coleira esperando que isso o ensine a parar, mais está estimulando exatamente o contrário. Estabilidade é a palavra chave quando se passeia com o animal. O ideal é que a coleira tenha sempre o mesmo comprimento, para que ele se acostume à distância e regule os próprios passos. Se ele começa a latir raivosamente para um gato, por exemplo, é importante não puxar a coleira com força. O melhor é tentar seguir o movimento do animal com a maior naturalidade possível e só intervir se parecer realmente que ele vai realmente atacar algo ou alguém. 5 - Paciência é mais importante do que tudo Ensinar comportamentos a um cachorro não acontece da noite para o dia. Se ele não aprender a rolar na segunda ou terceira vez, continue tentando. Se ele não aprender depois da décima, da vigésima vez, não importa. Todo cachorro tem capacidade cognitiva, mas, com algumas diferenças. A maioria, por exemplo, faz associações a lugares e momentos específicos: se você gastou duas horas ensinando ele a sentar no chão da sua casa, não significa que ele vai responder ao comando em qualquer hora e em qualquer lugar. Vai ser necessário treiná-lo em outros lugares e outras situações, com repetição e consistência. A mesma regra vale para quase todas as ações do animal.

STEPHANIE D’ORNELAS - (Curitiba / PR)

Estudante de jornalismo

Hiperciência


Thais Accioly

MATÉRIA DE CAPA

Mulher Nos meados do século XX Há algumas décadas atrás um movimento feminino tomou conta do mundo na luta pelos direitos e pela liberdade da Mulher. Naquela época éramos educadas, sobretudo, para sermos submissas, adornos do lar, o máximo que se poderia pretender além de casar e de ter filhos era, em se querendo estudar, cursar o magistério. As mulheres que viveram antes do movimento feminista e que sonharam fazer diferente, eram raridade.

No século XXI Hoje vemos mulheres ocupando muitos lugares na sociedade e no mundo empresarial, político, científico. Mas, se pretendíamos sair da submissão por meio do trabalho e da busca pelo respeito à nossa condição, antes de tudo, de seres humanos, encontramos ao longo do caminho outras formas de sujeição, pois, entramos no universo masculino, obedecendo às regras do jogo anteriormente definidas e, se antes éramos educadas para sermos muito pouco, hoje somos educadas para negarmos nossa feminilidade. Desta forma e de modo geral, nossa auto-estima como mulher ainda é baixa, especialmente nas áreas que se referem à: maternidade, sexualidade, relações afetivas e familiares.

A nova mulher

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As novas gerações de mulheres, a partir do movimento feminista no ocidente, começaram a ser razoavelmente bem preparadas para assumir posições na sociedade, para estudar e para trabalhar, mas, na maioria das vezes, sofrendo condicionamento para raciocinar e agir no mundo de forma mais masculina. Acabou, muitas vezes, apenas copiando o jeito masculino de ser, perdendo-se de vista, se anulando ou se usando, em menor medida, às características marcantes da feminilidade. Não se vê hoje em dia meninas sendo preparadas para a maternidade, algumas o são para a sexualidade, mas, definitivamente não é a mesma coisa. Também não se vê o preparo para o uso do raciocino intuitivo, nem para cuidar e proteger o que é tradicionalmente frágil, carente, delicado, seja em nós mesmos ou nos outros. E o feminino, assim, negado, faz falta à nossa humanidade.

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Arquétipos femininos Fome, abandono e maus tratos na infância, são alguns sintomas característicos do enfraquecimento de alguns arquétipos femininos em ação na Terra, especialmente o arquétipo materno. É responsabilidade só das mulheres? Não, eu, com certeza, não afirmaria isso. Nem sugiro um retrocesso ao passado, mas, a darmos um passo adiante usando a liberdade com respeito às nossas necessidades essenciais, resgatando a nossa auto-estima, ganhando consciência sobre a importância de nosso papel na sociedade, fortalecendo de novo o feminino. Podemos para isso lançar mão das essências florais, na medida em que ajudam a estabelecer entre nossa Alma e a Alma da Natureza um diálogo nutridor, revivificando nossa Alma Feminina, auxiliando-nos a fazer as pazes com nossos corpos, destinos e missões. Mas, essa não é uma meta para ser atingida em um mês de tratamento ou com um vidro de essências florais, nem há uma fórmula mágica que resgate em nós o prazer e a delícia de se sentir mulher. Falo de um projeto de vida, que implica em se responsabilizar, primeiramente, pelas mudanças necessárias e, depois, trilhar uma jornada de cura por um período de tempo, mais longo para umas, menos longo para outras, numa rota de resgate de si mesma e do sentido maior de sua própria existência.

Reflexões sobre o feminino - Ser feminina não se define pelo uso da cor rosa ou por deixar os cabelos compridos ou por ser vaidosa, pintar os olhos e os lábios ou, ainda, por usar salto alto e saia. - O feminino em essência é nutridor. Nutre a mulher com seu leite ao seu filho, a si mesma e a vida com a sua intuição, com os seus gestos, com a sua capacidade de ouvir e de receber em si o outro, com sua fala que aquece e envolve. A nutrição é um ato de amor. Quando assim nutrimos a vida (filhos, carreira, companheiros de existência e a nós mesmos) ela revivifica, ganha novo significado e se robustece. A competitividade exagerada que usamos no trabalho e no cotidiano dificulta estarmos em paz com esse atributo que irá requerer de nós: disponibilidade para ouvir, para ser receptivo ao outro e para dar de nós a nutrição afetiva. - Ser feminina requer de nós estarmos em paz e aceitando os aspectos tipicamente femininos do nosso corpo, cuidando bem dele, com alimentação adequada, exercícios físicos apropriados, higienização necessária e tudo levando em consideração os períodos do ciclo hormonal que, às vezes, requerem de nós pequenas mudanças nos hábitos. E, estar em paz com nosso corpo, nos ajuda a desenvolver uma sensualidade e uma sexualidade mais vibrante e saudável.


A intuição não é “achismo”, nem é julgamento ou “pré-conceito”. A intuição é uma percepção muito real e completa, não requer análise criteriosa do assunto, é um saber. Ela deve ser trabalhada, observada, para podermos usá-la com confiança em parceria com a nossa capacidade de raciocinar, passando a ser benção na vida de cada uma. - Ser feminina é ser acolhedora. Hoje milhares de crianças pequeninas são educadas por atendentes de creches, professores, babás, enfermeiras ou empregadas domésticas, tanto faz a classe econômica. A pior parte fica para a classe mais pobre, pois, aí as crianças se criam sozinhas. Faltam-nos o tempo e a disponibilidade para acolher nossos filhos com a quantidade e a qualidade que precisam e merecem. Repassamos nosso dom da “maternagem” para funcionários pagos para “ocupar” nosso espaço, já que “temos que“ ocupar outros lugares na vida. Acolher é receber o outro e o envolver. Pode ser através dos abraços e afagos, mas, também, da atitude de ouvir e de enxergar verdadeiramente o outro, sem pressa, entregue ao deleite do momento, pode ser através da fala amorosa que aquece e enternece, fazendo com que o outro se sinta vivo e importante. - Ser feminina é ser, por natureza, criativa. Criatividade que pode ser direcionada para criar filhos; criar beleza na vida; para pintar quadros; escrever poesia; costurar; bordar; conceber prédios, livros, trabalhos sociais; encontrar a cura para doenças; inventar comidas deliciosas; cultivar jardins etc... Através da nossa criatividade podemos acolher nossa alma e aos que estão ao nosso redor de uma forma mais bela e menos tediosa.

Afinal... Feminino e masculino, atributos complementares da alma humana, um não é melhor ou pior que o outro, ambos são importantes para nosso pleno desenvolvimento como individualidades e como humanidade. Negar um atributo para robustecer outro, tem sido a escolha nossa como coletividade, ao longo de séculos, mas, através do clamor das mazelas humanas podemos ouvir a necessidade premente do resgate do feminino, primeiramente através da figura arquetípica da mãe e, por meio dela, de todas as demais. As gerações futuras muito agradecerão.

Thais Accioly (São Paulo / SP)

Especialista em Terapia Floral pela Escola de Enfermagem da USP - Professora Pós Graduação convidada na USP - Professora da Flower Essence Society – CA / EUA - Professora da Bush Flowers Essence – AU / Brasil - Consultora em Cultura de Paz

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- O corpo feminino que a mídia adora e que é vendido como perfeito, é anoréxico (ou quase), sem formas femininas naturalmente arredondadas ou é “turbinado” com silicone – peitos, coxas, nádegas, bochechas, lábios, para ficar mais, muito mais, arredondado e farto a fim de vender mais revista, novela, pornografia, produto e negócio. As mulheres que ficam fora desse padrão, conseguido a base de cirurgia plástica ou com uma alimentação a base de muita “água e alface”, muitas vezes, passam a detestar o seu próprio corpo, negando-o ou castigando-o com cirurgias desnecessárias, tratamentos estéticos caríssimos, com dietas sem propósito ou com “malhação” exagerada. - O tipo de vida que a mulher do ocidente leva, faz com que ela, vez ou outra, sinta que a menstruação a atrapalha. Existem, também, mulheres que chegam a se sentir doentes quando menstruadas. Comum, também, encontrar uma mulher que odeie menstruar ou que sofra de TPM, desenvolva endometriose, tenha dificuldades para engravidar. Muitas retardam ao máximo a gravidez, privilegiando a carreira, inclusive a sociedade atual prega que isso é o melhor para nós. Será? O ciclo menstrual, as marés, os ciclos lunares, as estações do ano, os ciclos de vida (gestar, nascer, crescer, amadurecer, morrer e renascer) estão todos de certa forma intrinsecamente relacionados ao feminino. Faz parte, assim, do sagrado círculo da vida na Terra. Menstruar é nossa dádiva, porque está associada ao dom de criar e recriar a vida. Claro que há mulheres para quem a menstruação é tão penosa, com hemorragia e muita cólica, que é uma questão médica, de bem-estar e de saúde suspender a menstruação. Bom senso é sempre importante em todas as situações. - A mídia, também, vende outra imagem da mulher, a qual tentamos copiar a qualquer preço, ainda que seja à base de antidepressivos, pois, ela é forte, é feliz, trabalha fora, tem sucesso, faz carreira, tem dinheiro, é jovem, tem filhos pequenos sadios e felizes, marido ou namorado satisfeitíssimo, amigas igualmente bem-sucedidas, família, casa bonita e florida, tudo lindo, equilibrado e perfeito, ainda que fora dos padrões da realidade viável. Digo não viável porque não se consegue colocar o mesmo necessário empenho em coisas que nos puxam para lados opostos, como fazer carreira bem sucedida e criar filhos pequenos, de forma a que eles sejam saudáveis emocional, física, mental e espiritualmente. Algo não será bem atendido seja a carreira ou os filhos. A mulher que hoje assume tantos encargos vive cansada, às vezes, mal-humorada, outras vezes sente que a vida exige demais dela, quando não é ela mesma quem se exige muito. Fica ressentida. É essa mulher que deprime, sofre de ansiedade, de estresse. Descobrir que não temos que seguir os modelos de perfeição ditados pela mídia e que precisamos de ajuda ou de abrir mão de algum encargo, digo encargo e não dever, poderá começar a nos ajudar. - Ser feminina é ser intuitiva e usar dessa intuição na vida comum. Apesar de este atributo ser muito badalado, vejo que, de uma forma geral, usamos menos a intuição do que deveríamos, pela falta de hábito que estamos a ela.

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Nathalia Cassante

Brincadeira é coisa séria

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CONSCIÊNCIA

A importância do brincar

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Com o passar dos anos, a estrutura familiar, as relações sociais, as relações de trabalho, as metodologias educacionais, o uso da tecnologia, as brincadeiras, entre outras coisas, mudaram muito. O que não mudou é o gosto que a criança tem por brincar. Toda criança deve ter a oportunidade de brincar, pois, é por meio da brincadeira que ela aprende a conviver, a respeitar regras, a criar e a desenvolver estratégias. As brincadeiras aprendidas em casa com parentes mais próximos têm um significado especial, pois, além de preservarem uma cultura aprendida de geração em geração, trarão o fortalecimento dos laços afetivos de quem está brincando. É uma oportunidade única de dar gargalhada, sorrir, conversar, fazer de conta, discordar, entrar em acordo e aprender muito. A ideia mais difundida entre adultos é de que o brincar não tem função mais importante do que o passar do tempo; entreter as crianças com atividades divertidas. Engana-se quem pensa que brincar serve para a criança que não tem nada melhor a fazer. Brincar é uma atividade muito séria e deve ser compreendida como tal. Enquanto a criança brinca, desenvolve a inteligência, a relação com o outro e aprende, também, a lidar com suas emoções. É imprescindível que o adulto perceba a brincadeira como uma atividade extremamente séria e importante para o pequeno.

Dicas sobre o assunto

Estudos mostram que a criança que tiver a oportunidade de brincar na infância demonstra melhor desenvolvimento e mais facilidade para interagir com outras pessoas. É importante ressaltar que hoje já se tem um olhar pedagógico para o ato de brincar, por isso, as escolas incluem a brincadeira como a principal ferramenta para o desenvolvimento saudável da criança. A seguir, listamos algumas dicas sobre o assunto, direcionadas aos familiares das crianças que estão na escola: - Acreditem no professor quando diz que: “brincar faz bem à criança”. - Deixem uma roupa especial (mais velha) para que a criança possa brincar sem medo de voltar suja para casa. - Façam perguntas para saber do que seu filho gosta de brincar. - Fiquem atentos às brincadeiras, elas revelam situações que, às vezes, passam despercebidas entre nós. - Oportunizem situações de brincadeiras para a criança. - Lembrem-se de que, para a criança brincar e se divertir vocês não precisam gastar, basta: caixas, potes vazios, tampas, colheres de pau e outros objetos que chame a atenção dela. - A criança precisa ter oportunidade de viver plenamente a infância e nada melhor do que a brincadeira para isso. - Brincando, a criança desenvolve a fantasia, a socialização, diferente habilidades e, acima de tudo, aprende a viver e a conviver.

A responsabilidade

Quem educa a criança, também é responsável por ensinar-lhe a brincar. Pense que você não pode deixar o pequeno crescer sem saber o que são brincadeiras, principalmente conhecer aquelas que você brincou na infância. Então, mãos a obra. O que a criança gosta de fazer quando não está na escola? Ficar sentada no carrinho vendo o que você faz ou assistir a televisão ou brincar? Então, que tal brincar com ela? Um bom começo é saber qual o brinquedo que ela mais gosta e qual brincadeira com que ela se encanta. Se você ainda não sabe, não se preocupe, logo, logo, ficará sabendo. É só sentar no chão e inventar algo simples, como contar uma história, criando personagens e vozes diferentes e deixar que a fantasia tome conta de você. A criança menor gosta de jogar brinquedos no chão para que você junte inúmeras vezes, o que pode se tornar uma brincadeira sem fim e esconder-se atrás de panos e cortinas é outra boa alternativa, assim como pôr e tirar coisas de dentro de caixas. Cantigas infantis (aquela do “seu tempo”) também tornam um bom motivo para brincar. Quando cresce um pouco mais, as brincadeiras de roda atraem bastante, assim como jogos de montar, empilhar e, depois, derrubar. Cabanas feitas com lençol ou panos no chão onde elas sentam para que você as puxe, também são ótimas alternativas. Não é necessário ter brinquedos caros, mas, sim, se dispor a brincar e entrar no mundo da fantasia, ter paciência e conversar enquanto brinca. É importante lembrar sempre que a criança aprende brincando e imitando, portanto, valorize essas atitudes.

NATHALIA CASSANTE - (Arujá/SP)

Pedagoga formada pela UBC ESCOLA CATAVENTO (Diretora) www.escolacataventoaruja.com.br escolacatavento@live.com.br


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Guilherme de Souza

CONSCIÊNCIA

Quer saber sobre o seu filho? Pergunte aos colegas dele. O futuro Pode não parecer, mas, criança pode ser muito boa em “prever o futuro”: de acordo com estudo divulgado recentemente, colegas de classe foram capazes de avaliar a personalidade de seus amigos com mais precisão do que eles próprios e, inclusive, dar pistas sobre quais traços de personalidade iriam predominar na vida adulta.

A pesquisa Começou em 1976, quando 700 estudantes da 1ª, 4ª e 7ª séries foram entrevistados para avaliar traços da personalidade de seus colegas, como: nível de agressividade, simpatia e timidez. Eles também responderam os mesmos questionários a respeito de si mesmos. Ao longo de 20 anos, os pesquisadores acompanharam os entrevistados e, entre 1999 e 2003, fizeram um segundo estudo, no qual os participantes deveriam medir em si as seguintes características: neurose, extroversão, abertura, afabilidade e responsabilidade.

Pequenos “videntes” A psicóloga Alexa Martin-Storey, uma das pesquisadoras responsáveis por analisar os dados coletados anteriormente, assim destacou: -“Nós descobrimos que as avaliações feitas pelo grupo de colegas estavam muito mais próximas de eventuais consequências na vida adulta do que suas próprias percepções de personalidade na infância e isso faz sentido, já que as crianças estão perto de seus colegas o dia todo e comportamentos como agressividade e afabilidade são extremamente relevantes no ambiente escolar”.

Avaliação Criança que se dizia tímida, por exemplo, se mostrou menos responsável quando adulta, ao mesmo tempo, aquela que foi reconhecida como tímida pelos colegas, de fato se tornou adulta menos extrovertida. Criança considerada mais amigável, também, manteve essa característica ao longo dos anos. Muitas das crianças que se diziam amigáveis, porém, acabaram não fazendo jus à própria avaliação.

Comportamento Para tanto, ressalta a psicóloga Lisa Serbin: -“As informações do nosso estudo podem ajudar crianças e pais a desenvolver melhores mecanismos para lidar com comportamentos agressivos ou excessivamente introvertidos e promover um comportamento mais sociável”.

GUILHERME DE SOUZA (Curitiba / SP)

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Jornalista \ Ilustrador gsouzaprguilherme@hiperciencia.com

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Sayuri Matsuo

Acessórios femininos para carros

INOVAÇÃO

As mulheres Os veículos, culturalmente falando, têm um visual mais masculino e, certamente, as mulheres que, com todo o esforço, puderam comprar o seu carrinho, tem vontade de colocar alguns enfeites e acessórios femininos para deixá-lo o máximo, não é verdade? O público feminino de motoristas vem crescendo cada vez mais, existindo várias mulheres que gostam muito de dirigir, são tão apaixonadas por seus carros que os tratam com todo o carinho e cuidado possível para que ele se mantenha novo por muito tempo.

Os acessórios Certamente os acessórios que são direcionados para o público feminino, tão exigente, são muito mais fáceis de encontrar do que você pensa. Existem várias possibilidades e composições para que se possa deixar aquele veículo com a sua cara, seja ele por forma estética para que melhore ainda a sua performance no volante ou ainda por que não unir o útil ao agradável neste sentido, não é verdade?

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Personalizando seu carro A grande variedade de acessórios femininos para veículos é muito grande no mercado. É possível se encontrar de tudo mesmo, até mesmo cílios para serem colados no veículo. Existem outros acessórios um pouco menos absurdos e que ainda faz muito sucesso. A capa para estepe emborrachada com uma estampa bonita, do jeito que as mulheres gostam. Este tipo de capa protege seu pneu reserva de uma exposição da chuva e do sol. Estes modelos são para várias marcas, existem compatíveis com diversos modelos de carros. Outra dica interessante são os adesivos externos, que deixam o seu veículo muito mais bonito, carros com desenho de flores em rosa, que ficam bonitos nos veículos brancos podendo ser aplicados nas laterais do seu veículo. Para os bancos, além dos adesivos poderem ser feitos sob medida, também, podem ser coloridos e com personagens de desenhos animados, encontrados em lojas especializadas no ramo. Uma das marcas mais comuns de acessórios para veículos é a Hello Kitty. Existem ainda capas de proteção tanto para o câmbio como, também, o freio de mão. Além, é claro, do porta-objetos e espelho retrovisor interno que pode ser personalizado.

SAYURI MATSUO (São Paulo / SP)

Advogada / Articulista ARTIGONAL

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Roberta Clarissa

INOVAÇÃO

Você é apaixonado por carro antigo? O colecionador

O seguro para o carro antigo

Há muitos motivos que levam pessoas a ser um colecionador, pode ser: por paixão, por mania, por admiração ou por somente o prazer de ter artigos favoritos. Um bom exemplo de dedicação a essa paixão é por carros antigos. Os colecionadores cuidam e são responsáveis por um artigo de luxo que requer muito zelo. Neste caso não significa somente possuir o carro, porém, entre o dono e o veículo há uma relação maior, é porque, muitas vezes, o automóvel faz lembrar um tempo que já passou, um modelo que não é mais fabricado e isso aumenta ainda mais o prazer de possuí-lo.

Algumas dificuldades são enfrentadas pelos donos de carros antigos em relação ao seguro, não é difícil descobrir as razões, não é fácil substituir peças fora do mercado, por exemplo. Em muitos casos, peças específicas são encomendadas em funilarias, porque não é possível encontrar no mercado. A oferta de seguro auto para os “antigomobilistas” (os que possuem uma relíquia na garagem) ainda é restrita. Isso porque é baixo o interesse pelas seguradoras em disponibilizar esse serviço, essa falta de opções é facilmente apontada pelos entusiastas que mantêm a paixão por essa antiguidade.

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Investimento em restauração

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Sendo ou não colecionador, ou seja, tendo vários ou somente um, o admirador de carros antigos dedica tempo e dinheiro para reformar ou melhorar a carroceria, a pintura e os acessórios. Para eles quanto mais parecido com o original melhor. Nesta etapa a procura por serviços especializados e por peças originais, muitas vezes sob encomenda, é uma fase prazerosa para o colecionador, porque é como montar um quebracabeça do passado e dar vida a um meio de transporte que fez parte de uma época. Após essa fase, muitos compartilham a novidade entre amigos, muitas vezes em clubes de carros antigos. Essa relação, que é dividida com outros com essa mesma paixão, é um motivo forte para o crescimento do número de clubes de colecionadores. Eles divulgam novidades, trocam informações, além de ajudar em diversos assuntos, como: segurança, impostos etc...

A paixão que une os colecionadores Os clubes desempenham um papel relevante neste caso também, porque agrega a função de proteger. Os afiliados têm registros de email, endereço e no caso de algum problema como roubo, todos se propõe a ajudar, já que um carro antigo chama muito mais atenção na rua do que uma edição de carro moderno. É correto dizer que é muito mais difícil um carro vintage se envolver em um sinistro ou ser roubado em comparação com os veículos comuns, até porque o uso é mais limitado, alguns donos têm mais de um na garagem ou só usam para passeios em fins de semana ou desfiles e reuniões de parceiros do clube.

Um pouco de modernidade Com a larga oferta tecnológica, até essas raridades recebem investimento nessa área, por exemplo: uso de rastreador, de alarme e alguns apetrechos modernos, como: equipamento de som e de DVD é um item escolhido pelos colecionadores. Passear dirigindo uma raridade já é uma boa experiência e, somado a isso, ter uma música da época como sonoplastia é como se mover no tempo visitando o passado. E você, conhece algum colecionar de carro antigo ou gostaria de ser um?

ROBERTA CLARISSA LEITE (São Paulo / SP)

Jornalista / Radialista Artigonal


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Rosana Braga

Do que você é capaz quando está com ciúme?

CONEXÃO

O problema Há quem garante que o ciúme é o tempero do amor e outros justificam esse sentimento afirmando que quem ama, cuida. As duas assertivas fazem algum sentido, especialmente se considerarmos a dose, ou seja, ciúme excessivo em vez de temperar, envenena as relações e quem ama, cuida sim, mas, também, se lembra de que monstros e situações mal resolvidas minam qualquer intenção, por melhor que seja. A ideia não é brigar com os sentimentos, sejam eles quais forem, pois, sentimentos são humanos e podem nos ensinar muito sobre quem somos. São chaves para o autoconhecimento e para a conquista da maturidade, portanto, a ideia é aprender a percebê-los e a lidar com eles. No caso do ciúme, o aprendizado é experimentá-lo com bom senso e equilíbrio. Sei que muitos não conseguem sequer imaginar essa combinação. Ciúme, em muitos casos, não tem absolutamente nada a ver com bom senso e equilíbrio e, é aí que está o problema.

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A atitude

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Vale esclarecer que este sentimento não tem, necessariamente, a ver com os fatos. Explico: tem gente que acredita que o outro só pode se sentir enciumado se tiver, de fato, um motivo, ou seja, se seu par estiver olhando para os lados, paquerando ou traindo. Não é bem assim. Claro que o ciúme pode ser motivado pela realidade, mas, em muitos casos, tem a ver bem mais com a dinâmica de quem o sente do que com o que o outro faz. Uma pessoa pode sentir ciúme: por estar insegura, por não confiar no outro, por conta da atitude de um terceiro, por ter medo de ser enganado, entre várias outras razões que não refletem a concretização de um fato. E vale lembrar, também, que chamar o ciumento de “maluco” ou de “lunático” ou qualquer adjetivo pejorativo, não ajuda em nada. É provável que ele só queira ser acolhido e, na maioria das vezes, basta ouvi-lo e se colocar no lugar dele para que se acalme. Aí sim, a situação se torna motivo para esquentar a relação, podendo até render uma picante noite de amor. Por outro lado, é muito importante que o ciumento se observe e reflita sobre seu comportamento. Sentir ciúme é aceitável e até compreensível, mas, criar constrangimento ao seu redor, reagir sem ponderar, “fazer barraco” e “descer do salto”, acusando o outro de ser o único responsável por seus próprios sentimentos é sinal de imaturidade e falta de noção. E isso é, realmente, muito desgastante! Quase impossível render algo de sedutor e prazeroso.

A sua capacidade Creio que a questão essencial seja: do que você é capaz quando está com ciúme? Se considerarmos que existem pessoas: que choram, que gritam, que se fecham, que ficam sem falar com o outro, que fazem escândalo, que rompem a relação ou que tornam o centro de toda a sua vida e, ainda, que são capazes de matar, literalmente, a quem julgam culpado pelo que sentem. Já dá para perceber que o ciúme tem sido justificativa para as mais variáveis decisões. Assim sendo, se você tem se dado conta de que o ciúme é um problema e até um obstáculo para o seu sucesso no amor, saiba que descobrir a resposta para esta pergunta: - “Do que você é capaz quando está com ciúme?” - vai revelar muito a seu respeito. E vai possibilitar que você se empenhe em encontrar maneiras mais criativas e coerentes de lidar com o que sente. Porque esta é a única diferença entre quem é feliz e quem não é: não o que sente, mas, como lida com seus sentimentos!

rosana braga - (Florianópolis / SC) Psicóloga / Consultora em Relacionamentos Palestrante / Escritora palestra@rosanabraga.com.br


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Paulo Rogério Tariffe

Ambição & Ética

CONEXÃO

A ambição O dicionário define ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma bela moça ou um moço bonito ou, então, viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

A ética Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos, como: não roubar, não mentir ou não pisar nos outros para atingir a sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se deve observar no exercício de uma profissão. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas, nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa desde que tenha passado de ano, o objetivo maior. Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos ou, pelo menos, da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas, pouco sobre ética.

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A decisão pessoal O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes da nossa ética, quando o certo seria o contrário. E por quê? Porque dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético e não reduzir a ambição. O mundo conheceu a história de uma estagiária na Casa Branca que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão. Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético. Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição, não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo. Conforme ensinou Jesus: “Seja o seu falar: sim, sim e não, não”. Seja em que situação for. E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato se praticado por outra pessoa. Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente. Defina sua ética o quanto antes. A ambição não pode antecedê-la, é ela quem tem que preceder a sua ambição. Em tempo: o consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu a matéria: “Ambição e Ética”, publicada na Revista Veja, da qual extraímos algumas reflexões.

PAULO ROGÉRIO TARIFFE – (Arujá / SP) 46

Empresário / Corretor de Imóveis TARIFFE IMÓVEIS


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Dr. Luiz Eduardo

O interesse crescente pela Arbitragem

CONEXÃO

A busca

A procura por resolução de negócios que envolvam direitos patrimoniais, com contratos de toda espécie, tem causado significativo interesse por parte do empresariado e dos escritórios de advocacia do país, em buscar a resolução dos conflitos por meio da justiça privada que a arbitragem propicia. No trato de fusões de empresas, principalmente as que envolvem capital estrangeiro, é notório que os escritórios de advocacia vêm se especializando no trato da arbitragem, visto que a forma rápida, segura, sigilosa e com flexibilidade de custos atrai a utilização da metodologia pela lei de arbitragem garantida.

Os setores mais utilizados

As práticas da arbitragem vêm sendo previstas em contratos que envolvam, principalmente, demandas ou controvérsias que abrange as áreas: de transporte, de construção, de contratos financeiros, de franquias e de empresas ligadas a fornecimento de energia elétrica.

Segurança jurídica

O numero de contratos que vêm contemplando cláusula de arbitragem aumentou sobremaneira, pois, trazem absoluta segurança jurídica nas decisões que escolhem e se valem das intermediações de especialistas que funcionam como árbitros, ao contrário do Judiciário, onde o magistrado por cuidar de diversos tipos de demanda, não é especialista em nenhum assunto.

A atuação dos advogados

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A tendência é que a advocacia venha a se interessar de forma decisiva pela lei de arbitragem, pois, a prática que é já usual em outros países do mundo e até na América do Sul, onde na Argentina, por exemplo, as Cortes Arbitrais são respeitadíssimas e, nesse contexto, a advocacia só tem a ganhar, considerando que a resolução dos conflitos será melhor debatida e trará solução que agradará ambas as partes. É a teoria do ganha / ganha.

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Um caso

Importante lembrar que o caso de maior destaque dos últimos tempos no cenário da arbitragem no Brasil é o que envolveu a rede de supermercados Pão de Açúcar e a Casino, empresa francesa que era associada do grupo, onde após muita polêmica, o acordo foi firmado de maneira definitiva.

Futuro

As perspectivas em curto prazo são de que, com a alteração da Lei de Arbitragem em fase final de tramitação, acelere o interesse pela forma de utilização deste meio extra-judicial, por contemplar a utilização pela administração pública e em alguns casos no âmbito da justiça trabalhista.

DR. LUIZ EDUARDO DA SILVA (Arujá e Suzano / SP)

Advogado (especialista na área do Direito Arbitral)


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Talita Gouveia Couto

A conectividade humana

CONEXÃO

A internet Parte da queda das “fronteiras” entre as pessoas, suas tribos, nacionalidades, seus costumes e atividades deu-se com a acessibilidade e popularização da internet. A internet, vendo alguns de seus pontos positivos, possibilitou o conhecimento rápido de informações de diferentes fontes, locais e pontos de vista, como visualizar literalmente ruas de outros países e ouvir suas línguas. Ela é um poço inesgotável de respostas práticas para qualquer tipo de pergunta. Quem nunca respondeu algo que não sabia dizendo: -“Joga no Google!” Essa troca de informações de forma imediata fez com que criássemos vínculos que estão gerando mudanças no nosso comportamento, linguagem e escrita. O uso da internet para captar informações foi além do Google. Durante o início da popularização das redes sociais, a internet ganha outro sentido, passando de uma ferramenta de acessibilidade (em sua maioria acesso de dados) para ser uma ferramenta de necessidade, além do uso no trabalho e entretenimento (jogos) e agora o seu uso é necessário para uma comunicação social.

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As formas de interatividade

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O primeiro a se espalhar no Brasil (e por coincidência ou não, apenas em países emergentes também) foi o Orkut. Nele, as formas de interatividades não eram tão desenvolvidas, porém já viciantes. As “fronteiras” entre as tribos se mantém digitalizando-se nas chamadas comunidades e começam a se definir e a exibir seus gostos publicamente. Durante dois ou três anos ele foi líder de acesso no Brasil, tempo suficiente para começar a era de comunicação digital e em seus usuários mais frentes uma possível dependência de seus computadores pessoais e notebooks, pois, nessa época os “smartphones” estavam entrando no país ainda com preço bem alto. Não demorou muito tempo para que os usuários do Orkut migrassem para o chefe de nossa era: o Facebook. Com seu sucesso mundial, nele as nacionalidades se misturam de modo natural, passa a ser “comum” adicionar um amigo Italiano ou alguém que mora em Bangladesh! Diferente do Google onde se lê teorias sobre o costume dos povos, no Facebook pode-se visualizar a prática dos seus costumes, hábitos e atividades. Por outro lado, os muros da privacidade desabam! Com a multiplicação diária dos smartphones, as pessoas ficam conectadas 24h por dia exibindo seus pensamentos, críticas, gostos, vida íntima e familiar o tempo todo, como uma espécie de diário. Ironicamente, num passado pré tecnológico, algumas pessoas, principalmente as mulheres, tinham o hábito de escrever diários, só que eram trancados com cadeado e a chave muito bem escondida! De onde vem essa necessidade? Ela é bem primitiva, vem desde os desenhos nas cavernas que registravam qual novo animal foi morto aquele dia e onde foi encontrado, ou seja, a necessidade de registro da nossa própria trajetória de vida, antes secretamente, hoje abertamente para gritar para o mundo e para si mesmo: -“Eu existo e estou aqui vivendo”! Registrar seu sentimento perante algo, uma descoberta ou apenas uma tarde com fotos. Ah, as fotos! Elas eternizam o momento de alegria em um segundo. Não tão distante de nós: -“Onde vão”? –“Com quem estão”? Era o que os pais com esforço queriam saber dos filhos. Hoje isso é postado com orgulho, assim como confissão, fotos que em sua grande maioria são públicas e facilmente forjadas! Sim, qualquer um pode criar uma conta e passar uma imagem bem diferente do que realmente é e esse risco diminui conversando pessoalmente.

A comunicação Cada vez mais fácil saber sobre as pessoas e cada vez mais difícil se comunicar com elas? Estamos desaprendendo a mais primitiva de nossas técnicas dominadas: a fala. Não a fala superficial e vazia conduzida hoje pelo perturbador imediatismo, mas, a fala emocional e a comunicação do corporal. Por exemplo, expressar seu sentimento por alguém bem próximo que fez aniversário por telefone, ao invés de mandar uma imagem de bolo com parabéns em cima assim que o programa te avisou da data. Quem é muito jovem nunca saberá o prazer de saber que tal pessoa lembrou-se do seu aniversário porque você comentou um dia, pensando: - “Nossa devo ser importante para essa pessoa”!

A conectividade Muito pró e muito contra, entretanto, difícil é fugir dela. Quem gosta: ama e quem detesta: vai se deixar seduzir um dia. É nosso dever e privilégio desfrutar de suas mágicas facilidades, mas, é também nossa obrigação não deixar morrer a afetividade humana. Mesmo com tanta conexão, velocidade, excesso de imagem e texto, às vezes sentese uma ansiedade ou uma sensação de vazio a ser preenchido. O que fazer? Se ainda souber falar com seu emocional procure um psicólogo ou observe se não é só a sede de uma conversa desapressada, olho no olho, um abraço sincero ou um desabafo entre amigos. Se fizer isso, faça só, sem compartilhar com o mundo, de preferência sem WiFi ou 3G por perto! Uma desintoxicação da conexão, às vezes é boa. Experimente e seja mais feliz!

TALITA GOUVEIA COUTO (Arujá-SP)

Bailarina / Atriz / Modelo Estudante de Comunicação das Artes do Corpo PUC-SP - Teatro / Dança


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Natasha Romanzoti

Quem inventou a cadeira de escritório?

IDEIAS

O cientista O inglês Charles Darwin, certamente estava à frente de seu tempo, em vários sentidos. Nascido na cidade de Shrewsbury, em 1809, esse cientista revolucionou nossa visão de mundo com sua teoria da seleção natural, se tornando figura polêmica não só até 1882, ano de sua morte, mas, até hoje em dia. A evolução ainda não é completamente aceita por todos, por conta de certa (discutível) contradição com alguns dogmas religiosos, mas, inúmeras evidências e uma ampla disseminação no meio científico trazem a teoria da seleção natural e Charles Darwin ao topo do pódio da ciência.

O ato de sentar O famoso, embora pouco lido e compreendido, luminar da ciência do século 19 é bastante conhecido por suas viagens, seus estudos de campo e suas teorias, mas, o que quase nunca nos damos conta é de que Darwin teve que sentar em algum momento de sua vida para analisar todas as suas anotações, além, é claro, de ter sentado por um bom tempo quando passou pelas Universidades de Edimburgo (Escócia) e de Cambridge (Inglaterra).

O inventor Junte a isso o fato de Darwin ser um gênio e temos a cadeira ergonômica de escritório. Claro que não é como a conhecemos hoje (na qual você, provavelmente, deve estar sentado enquanto lê isso), mas, o conceito é basicamente o mesmo. Como passava muito tempo estudando, Darwin logo somou 2 + 2 e meteu algumas rodas nos pés de sua cadeira para poder trabalhar mais rápido. Era basicamente uma poltrona sobre rodas, mas, também, era a origem da atual cadeira de escritório que, aliás, entrou nas casas do mundo todo muito antes de as ideias de Darwin se tornaram amplamente aceitas. Com a industrialização e a ascensão do trabalhador de escritório na segunda metade do século 19, elas foram adotadas de vez e não saíram de cena até hoje, assim como, espera-se, aconteça com as ideias de Charles Darwin.

NATASHA ROMANZOTI - 24 anos (Curitiba / PR)

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Jornalista / Escritora nat@hiperciencia.com

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Andrea Pavlovitsch

A procura da felicidade

IDEIAS

Conjecturas Eu estava tomando o meu banho matinal, pensando na minha vida e, claro, como sempre faço, lembrando de algumas coisas que ouvira de clientes e amigos durante a semana. E, de repente, um tema ficou recorrente na minha cabeça. Comecei a pensar numa cliente antiga, pois, recebi notícias dela e fiquei muito contente em saber que ela está muito feliz. Ela sempre teve uma dúvida, um conflito interno que, graças a Deus e a ela, foi resolvido com a ajuda da terapia.

A sua história... Ela não sabia o que de fato ela queria da vida. Ela tinha um conflito no “ser mulher”. Um lado dela, de família italiana e super tradicional, achava bacana largar o trabalho para cuidar da casa e dos filhos. Ela sonhava com essa vida e, vira e mexe, falava mal do namorado porque achava que ele não poderia dar a ela a estrutura que ela necessitaria para isso (não, no começo ela não tinha noção desse conflito, apenas achava que não amava mais o namorado). Por outro lado era formada, com pós-graduação e uma carreira em ascensão. Seu lado prático era assim, firme, comprometido com o trabalho, não mediria esforços em ser a melhor profissional do ramo. Mas, o seu lado maternal e feminino a puxava para uma vida simples, sem tantos luxos financeiros, somente com uma família feliz.

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Com o passar do tempo...

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E o tempo passava e ela ia de um extremo a outro em poucos dias. Uma semana chegava falando mal do namorado e do quanto ele era incompreensível sem entender as suas necessidades. No final, descobriu que só estava colocando no então namorado uma responsabilidade que ele nem tinha pensado em puxar para si. Procurava nele o homem que complementasse a sua fragilidade. Queria um protetor, alguém que resolvesse os seus problemas de dinheiro, de sobrevivência e realizasse seus sonhos. Na outra semana chegava xingando o chefe. Cansada e tanto trabalho, mas, se sentindo feliz. Tinha um milhão de planos (e aí a mãe de família não entrava) e queria viajar o mundo, fazer um blog e aprender fotografia. Eram duas pessoas diferentes, presas no corpo de uma!

Qual caminho? Não é que não dá pra ter tudo. Mas, é o tudo que realmente queiramos. O grande problema não é definir e perseguir os nossos objetivos. São, sim, saber quais são eles! Eu tinha a certeza de que, quando ela fizesse a escolha, dentro de si, pela alma, ela saberia o que fazer com o resto. Mas, o conflito a estava comendo viva, levando seus anos de juventude e deixando-a deprimida por não saber que caminho tomar. Não, ela não estava sendo sincera com ela mesma. Ela não estava, de fato, se perguntando quem ela era e o que ela queria de verdade. A “workaholic” de mochila nas costas brigava com a mãe de família estável o tempo todo. E o conflito só atrasou a sua vida.

A decisão Um dia, depois de meses e meses de terapia ela chegou decidida. Queria chegar a um equilíbrio e passou a sentir que não queria tanto assim a vida de mulher do lar. Tirou a máscara, deixou de tentar só seguir as tradições familiares e foi viver a “workaholic” em todas as suas vertentes. Largou o emprego e se mudou para Barcelona onde ficou por seis meses estudando. Depois que voltou abriu um negócio, está muito feliz e namorando um aventureiro como ela. Foi só o tempo dela se decidir. Quando ignoramos a alma e escolhemos um caminho pelo ego, não tem jeito, dá errado. Não, não é errado querer ser a mãe de família, mas, essa não era a vibração dela. Não era o que alma dela queria. Pode ser que seja a sua, mesmo que venha de uma safra de mulheres-fálicas, amazonas à la Princesa Xena. O que importa é o que, de fato, o seu coração quer. Ser sincera, muito sincera a respeito de si mesmo. Isso não é fácil, mas, acreditem, é o único caminho possível. Qual é a sua escolha de alma? Procure lá dentro de você, quem você é de verdade. Esse é e sempre será, o único e verdadeiro caminho da felicidade. Pense nisso!

ANDREA PAVLOVITSCH – (São Paulo / SP)

Psicóloga / Espiritualista / Conselheira Colunista das revistas: “Mulher Executiva” e “Ser Mais” Autora do livro: “Cá entre nós” (www.clubedosautores.com.br/book/142698)


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Dr. Angelo Carbone

A mulher moderna: executiva, gestora e provedora

IDEIAS

À moda antiga

Hoje a mulher mudou seu perfil, não é mais aquela “Amélia”, que amargava os alhos e bugalhos de um mau marido ou companheiro, que mais usava a mulher como um objeto, como se ela fizesse parte dos moveis e utensílios da casa. Não faz muito tempo, nossos avós escolhiam as mulheres pela riqueza do pai, pela beleza (não era tão importante), pela saúde, pelos bons dentes (isso era essencial) e que tivesse condições de dar uma linda prole. Elas viviam uma condição análoga de escravas, era da casa para a igreja e da igreja para casa, cuidavam dos inúmeros filhos e, para economizar, pariam os seus filhos com parteiras na própria moradia e sei que muitas delas pereceram ou tiveram problemas irreversíveis.

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Novos tempos

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Mas, os tempos mudaram, a mulher conseguiu o direito de votar, de estudar, de fazer faculdade, sei da primeira contadora formada pela Álvares Penteado, que por sinal é minha mãe, que no meio de 400 formandos era a única mulher que ousou fazer a Faculdade de Contabilidade naqueles idos. Elas tornaram-se independentes, exercem cargos de direção, temos uma Presidenta da República, Ministras do STF, sem contar as executivas, que representam multinacionais. A Lei Maria da Penha mudou a concepção de passiva, passou a penalizar em procedimento especial e rápido os maus maridos, os maus companheiros, os péssimos namorados agressores, impondo-lhes distância, até os limites do cárcere, com penas elevadas. Dessa feita, hoje temos a MULHER independente que pode, mesmo casada, ter seus próprios pensamentos e atuações, mas, que noto, falta-lhes só uma coisa: exigir seus direitos com relação aos homens, não só para si, como para seus filhos.

A covardia

Na maioria dos casos, o companheiro ou o marido deixa a família, paga uma miséria de alimentos aos filhos, nega subvencionar a mulher durante pelo menos dois anos, ou seja, até que ela se recoloque no mercado e se esconde atrás de empresas que trocam a carteira registrada por contratação de micro empresas (ninguém sabe o que ganhava o assalariado e na ME o alimentante declara o que quer) ou sonegam informações ao IR, usam contas de laranjas, e, com isso, penalizam ainda hoje as mulheres e os filhos do casal.

A atitude

Diante disso, a concepção moderna é que a mulher guarde todos os documentos, todas as despesas de cartão de crédito, as contas, os extratos de banco, as aplicações, as contas Primes (aquelas que não são detectadas facilmente),as compras de veículos e de imóveis (principalmente com contratos de gaveta), fotos dele dirigindo os carrões ou frequentando locais e restaurantes caros, as roupas de marca, ou seja, tudo aquilo que ele tem e que vai dizer que não tinha. Por fim, não aceitar qualquer tipo de agressão, nem gritos, nem pressões verbais ou físicas. Um tapa no rosto ou um beliscão ou um puxão de cabelo são hoje tipificados como crime, então, procure uma Delegacia da Mulher relate o fato, faça o B.O. e abra inquérito. Hoje em dia, um agressor leva um dia para ficar impedido de ingressar em casa, dois dias para ter seus vencimentos bloqueados (de 30 a 50% de seus ganhos) dependendo da mulher e da prole e poucas horas para ir preso, se a agressão for grave ou que ele venha a descumprir os 300 metros ou tente retornar para a moradia sem ordem judicial.

A vitória feminina

Mulheres, parabéns pela independência! Mas, o importante mesmo é vocês terem a plena capacidade de exercerem as suas vidas livremente, lembrando sempre que são protegidas pelo Estado e pela Justiça, pois, mesmo sem um advogado o Estado fornece gratuitamente para quem precisa. Vocês podem instar a JUSTIÇA e receber imediatamente a resposta garantindo o seu direito de viver feliz longe das mazelas do passado. DR. ANGELO CARBONE – (São Paulo / SP)

Advogado de família Agência LD Comunicação e Marketing Artigonal


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Mustafá Ali Kanso

MÃOS A OBRA

O que pode ser pior que a ignorância? Para pensar — Se “metacognição” é o conhecimento e o controle do próprio conhecimento, qual seria o efeito da ignorância sobre a própria ignorância.

A pesquisa Com intuito de responder essa questão vou me referir à pesquisa de David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, realizada em conjunto com Justin Kruger da Universidade de Nova York. A pesquisa fundamentou-se na realização de diversos testes dentro de determinadas áreas das habilidades humanas, tais como: raciocínio lógico, inteligência emocional, jogos de estratégia, sagacidade no humor etc..., seguida de uma entrevista. E, nessa entrevista, era solicitada a opinião de cada participante sobre seu próprio desempenho nos testes.

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Os resultados

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Os resultados foram esclarecedores. Os participantes da pesquisa que tiraram as mais baixas pontuações superestimaram seus resultados em 100% das entrevistas. E quanto pior o resultado quantitativo em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades em jogar xadrez, por exemplo, maior foi a diferença entre a sua real pontuação e a sua estimativa arrogada na entrevista, ficando patente que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Tal limitação pode ser a principal responsável pelo descompasso nos relacionamentos interpessoais e no funcionamento da sociedade como um todo. Com mais de uma década de pesquisa os resultados demonstraram que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem” e, o pior em tudo isso é que, não se trata apenas de otimismo ou autoconfiança. Os pesquisadores descobriram uma total falta de habilidade em se auto-avaliar. Um bloqueio nessa parte do autoconhecimento individual que implica na ignorância sobre a extensão de suas reais habilidades e na confusão entre a imagem que se tem de si mesmo e a realidade de suas próprias competências (ou incompetências). Mesmo quando os pesquisadores ofereceram aos participantes uma recompensa de US$ 100 para aqueles que classificassem seu desempenho com maior precisão, os resultados foram praticamente os mesmos. E assim afirmou David Dunning: -“Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais. Percebia-se ali uma real incapacidade de avaliar o seu próprio conhecimento bem como seus próprios limites. Nisso podemos apontar a causa de muitos dos problemas da sociedade, como por exemplo, a própria negação das alterações climáticas. Tal negação passa pela sedimentação de uma opinião desinformada e desatrelada da realidade e, o que é pior, aliada à inconsciência dessa desinformação”.

A conduta humana E, para agravar o caso, ficou evidente, também, que as pessoas que não são talentosas em uma determinada área são incapazes de reconhecer esse talento nos outros. O que é mais uma das obviedades que a psicologia cognitiva está nos esfregando na cara. Quanto mais ignorante for a pessoa, maior a valorização que ela dá a si mesmo e menor a valorização que ela dá aos outros. De fato, é um resultado que não surpreende um bom observador da conduta humana, desde que se tem falado em ignorância e arrogância — parecem que são características indissociáveis e com os resultados mais nefastos que podemos imaginar na conduta humana. O que me leva a concluir, sobre a nossa questão base: -“Pior que a ignorância, só mesmo a ilusão do conhecimento, que invariavelmente a acompanha”. Essa terrível ilusão, que além de levar o indivíduo ao erro, também o aprisiona na própria ignorância, impedindo-o de buscar pelo conhecimento. Afinal, ninguém precisa encher um cântaro quando acredita que ele está completamente cheio.

MUSTAFÁ ALI KANSO (Curitiba / PR) Escritor \ Professor \ Engenheiro Químico Empresário da Mídia Educacional \ Divulgador Científico em programas culturais da TV Paranaense mustafa@hiperciencia.com


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Giuliana L. Fabbroni

GASTRONOMIA

Coisas de comer O doce italiano

O “Tiramisù” é um doce italiano apreciado em todo o mundo, mas, como todas ou quase todas as receitas italianas é muito difícil saber sua origem exata, existindo sempre muitas lendas. E, com esse doce maravilhoso não é diferente. Existe uma “guerra” entre a Toscana e o Veneto, para dizer qual das duas regiões é a “mãe verdadeira” desta receita. A história contada pelos toscanos é que no final do século XVII, quando o Duque da Toscana Cosimo III de’ Medici foi visitar Siena, os doceiros da cidade resolveram preparar um doce importante, fresco, mas, muito doce, ensopado no café, ingrediente da moda daquele momento. Esse doce foi chamado de “Zuppa del Duca” (sopa do conde). O conde gostou tanto do doce que pediu para o “chef” ensinar a receita para os seus cozinheiros, levando-a para Florença, onde a receita ficou famosa. Já no Veneto, eles rebatem essa lenda, dizendo que no século XII não existia geladeira e o “Mascapone”, que é um queijo fresco de origem da Lombardia (região vizinha de Veneto) também é produzido em Veneto e, desta forma, não era possível que esse queijo fosse disponível em Siena. Sendo assim, a origem do nome é quase certa de Veneto, onde no dialeto local se chamava “tiramesu”, pela sua fama de ser um doce afrodisíaco, mas, quando seu nome foi “italianizado” e virou o “tiramisù” que, em português, significa “levanta-me” ou “puxe-me para cima”

Tiramisù (receita para 6 porções) Ingredientes - 3 ovos - 250 gramas de queijo Mascapone - 3 colheres de açúcar - 1 pacote de biscoito champagne - 3 cafés expressos - Chocolate em pó para polvilhar

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Modo de preparo Separar as claras das gemas. Adicionar 1 colher de açúcar nas claras e montar em neve bem dura. Em outro recipiente colocar as gemas e o restante do açúcar, batendo até a gema ficar bem montada (deve ficar com uma cor bem mais clara, quase branca). Acrescentar o queijo Mascapone e bater bem, até adquirir uma consistência dura. Misturar a clara em neve ao composto com uma colher. Montar como um pavê, molhando o biscoito no café. Faça 3 camadas de creme e 2 de biscoito. Leve a geladeira por, pelo menos, 2 horas. Polvilhar o chocolate em pó momentos antes de servir. Atenção: caso não encontre o queijo Mascapone, a receita também fica boa com o Philadelphia, porém, não é mais o Tiramisù tradicional.

GIULIANA LIPTAC FABBRONI (Arujaense na Toscana-Itália) Técnica em Gastronomia pelo SENAC São Paulo

Especialização pela Scuola Internacionale di Cucina Italiana Di Lucca 60


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Acontecimentos & Dicas

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LEGI CABELO & ESTÉTICA Completa um ano de atividade

FARMALERG Nova farmácia inaugurada

ONG CAPIVARI MONOS Apresenta suas atividades

Aconteceu em: 07 / fevereiro / 2014

Aconteceu em: 15 / fevereiro / 2014

Dica para conhecimento geral

Com 10 anos de experiência no ramo, há 1 ano atrás, as amigas e hoje sócias: Alessandra Lellis e Gisele Couto resolveram se arriscar juntas na montagem do salão. E, nesta data, ao soprar a primeira vela de comemoração, sentem-se honradas em poder expandir a alegria de suas conquistas ao apresentar os serviços que o salão oferece: nas mãos de uma prestimosa equipe de 12 profissionais para cuidar do seu cabelo e do seu corpo, ou seja, manicures, esteticistas, cabeleireiros, make, entre outros. E tem mais, é o único salão com os produtos Moroccanoil, entre outros de qualidade. Venha você, também, conhecer as maravilhas que o salão oferece, além, é claro, da simpatia de toda equipe. Rua Prudente de Morais, 126 – centro Fones: 4655-2407 / 4655-2847

De propriedade do tradicional Odontologista Dr. Nivaldo R de Andrade, residente em Arujá há 33 anos, a FARMALEG foi inaugurada com o foco de bem atender o público arujaense no seguinte: produtos hipoalergênicos (principal diferencial), medicamentos em geral, genéricos e perfumaria. Como facilidade à clientela dispõe do serviço de “Disk-Entrega”. A sua localização é muito fácil: na entrada da cidade, próximo ao trevo de acesso à Dutra, no Jardim Planalto, ou seja, na Rua Bahia, nº. 6. Venha conhecer!

A “ONG CAPIVARI MONOS”, tem como objetivo a recuperação de áreas degradadas. E, mais uma vez, vem fortalecer e embelezar a cidade de Arujá recuperando a área verde da Rua Londres, com a ajuda das crianças do Lar São José. Com essa atividade, atinge a sua razão de existir, ou seja: realizando um trabalho sócio-ambiental, construindo essa percepção nas crianças e apostando num futuro melhor. Para tanto, conta com o apoio da FAI Fundição de Aço Inox e o patrocínio da Ecobox Papelaria e Presentes. Visitem a página da ONG e vejam todos os trabalhos realizados: www.capivarimonos.org.br


GRUPO RH da FEMPI Promove o seu “Café com Ideias”

GRUPO RH da FEMPI Convida para Workshop sobre eSOCIAL

Aconteceu em: 11/fevereiro/2014

Dica para: 20 / março / 2014

O propósito do GRUPO RH FEMPI no seu “Café com Ideias” é realçar o olhar sobre a saúde do seu RH ou se a Empresa não tem esse setor, alimentar a performance dos líderes sobre os colaboradores, com Temas e Treinamentos para melhorar a gestão da sua equipe. Nós, do FEMPI RH, temos a proposta de estreitarmos os laços com as Empresas associadas colhendo sugestões que possamos embasar nosso planejamento de Palestras e Treinamentos. Construímos: Missão, Visão e Valores embasados nas pessoas: - Missão: atuar na orientação e desenvolvimento do potencial humano, a fim de que os resultados almejados por nossos associados sejam alcançados de forma estruturada, coerente, sustentável, em um ambiente saudável, harmonioso e participativo. - Visão: sermos referencial em gestão e desenvolvimento de pessoas, com foco na excelência organizacional, reconhecido pelos nossos associados. - Valores: ética, parceria, respeito, responsabilidade, comprometimento com os resultados, trabalho em equipe, criatividade e bom humor norteiam as nossas ações e atitudes para a superação das expectativas de nossos associados.

Prepare sua empresa para o eSOCIAL. O Grupo Fempi RH traz, para seus associados e convidados, tudo o que é preciso saber, desde já, sobre esta nova obrigação que afetará profundamente a relação Empresa /Colaboradores / Governo: o eSOCIAL. - Publico Alvo: Empresários / Gestores de RH / Profissionais das áreas: Fiscal, Contábil e Jurídica. - Data / Horário: dia 20/03/2014 - das 16:00 às 18:00 horas - Exposição do tema, seguido de espaço aberto para apresentação de dúvidas dos participantes - Local: Auditório da FEMPI - Avenida Vereador João Fernandes da Silva 160, Vila Virginia – Itaquaquecetuba - SP. - Inscrições: Através do e-mail: fempi@fempi.com.br ou Telefone (11) 4642-8686 com Srtª. Valdilene - Investimento: R$ 30,00, com coffee Break, a ser pago no local. - Palestrantes: Vera Lúcia Gomes: Consultora empresarial, sócia da SPEDNET, empresa de soluções para obrigações acessórias digitais e palestrante de temas relacionados ao SPED desde 2008. Graduada em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Atua no mercado de soluções fiscais, na definição, implantação e análise de obrigações acessórias das três esferas governamentais, tendo participado dos grupos de trabalho das empresas piloto no SPED Contábil e Fiscal. Jose Ricardo Gomes: Consultor de tecnologia da informação, sócio-diretor da GR4, empresa de consultoria em processos fiscais. Graduado em Tecnologia da Informação, com especialização em Sistemas e Métodos pela FAAP e CIO pela Universidade Anhembi-Morumbi, MBA em Gestão Empresarial pela FGV e mestrado em Engenharia de Software pelo IPT-USP. Atua no mercado de soluções fiscais desde 1994, sendo que nos últimos anos ocupou o cargo de diretor de soluções fiscais na Thomson Reuters Mastersaf, tendo participado dos grupos de trabalho das empresas piloto no eSocial. M ARÇ O 20 14

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BNI-BUSINESS NETWORKING INTERNATIONAL Convida para o primeiro encontro

LOJA AUTORIZADA VIVO ARUJÁ Venha conhecer

Dica para: 18 / março / 2014

Dica aos interessados

“Mudando a forma de como o mundo faz negócios”. A primeira reunião dedicada aos empresários de Arujá e Itaquaquecetuba acontecerá nos salões do Buffet Santa Arruaça (Estrada de Santa Isabel, 2.290 - Arujá / SP), a partir das 6:30 horas, a qual estará aberta para todos que se interessarem em participar do BNI.Brasil, devendo tão somente confirmar a sua presença nos e.mail: - anapaula@sermaisrevista.com.br ou - tiago@gruposocium.com.br E o que é BNI? O BNI foi fundado nos Estados Unidos, em 1985, por Ivan Misner, chamado de “o pai do networking moderno” pela CNN. Atua na área de Networking de negócios em 55 países há 29 anos e no Brasil em apenas 5 anos, onde já gerou mais de 50 milhões de reais, sendo líder mundial em seu segmento, com milhares de empreendedores e empresários em países das mais diversas culturas. Em todo o mundo gerou mais 15 bilhões de dólares somente no último ano, sendo o seu sucesso tão marcante que é frequentemente pauta em mídias internacionais como CNN, Business Week e New York Times. O poder do Networking moderno é a grande novidade no mundo empresarial, onde a colaboração entre os participantes venceu a competição e agora os empresários brasileiros podem, por meio do BNI, usufruir deste método já comprovado e consagrado mundialmente há praticamente três décadas. O BNI é a maior e mais bem sucedida organização de indicações de negócios com grupos de empresários, tendo como alicerce a filosofia “Givers Gain” ou “Ganhar contribuindo”. O BNI vai apresentar o funcionamento de sua plataforma de negócios e metodologia, tanto para negócios locais como internacionais, mostrando porque está mudando a forma de como o mundo faz negócios. No universo BNI esta metodologia fomenta negócios de forma tão significativa, que os empresários reportam que até 90% de seu faturamento vem de indicações via BNI. Vamos mostrar aos empresários interessados este sistema de marketing boca a boca. BNI Brasil - Business Network International

A empresa DDC Telefones, há 15 anos no mercado e por acreditar na cidade de Arujá, decidiu assumir a loja autorizada “VIVO” no município e vem, há 1 ano, fazendo a diferença no atendimento aos moradores da cidade com diversas ofertas exclusivas, apresentando aparelhos com ótimos preços e os mais novos lançamentos do mercado de telefonia, onde oferece o mesmo compromisso e qualidade de sempre. “Somos hoje, em Arujá, a única loja autorizada a prestar todos os serviços de voz e dados oferecidos pela maior operadora de telefonia móvel: a VIVO, que consegue cumprir com a missão de levar a conexão para todos os clientes e tornar a vida deles mais humana, segura e divertida”. Aproveite e venha conhecer os planos de internet móvel e fixa a partir de R$ 29,80. Avenida Antonio Afonso de Lima, 777 - centro de 2ª. a 6ª. das 9:00 ás 18:00 horas no sábado das 9:00 ás 15:00 horas

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Acontecimentos & Dicas

Grupo BNI Prisma - Mogi das Cruzes 64


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Dr. Flávio Gikovate

PONTO FINAL MA RÇ O 2014

Mulher: a exigência na escolha do parceiro A escolha

Eis aí um tema que tem de ser abordado com muito cuidado, pois, há condições em que uma mulher está, de fato, sendo muito exigente na escolha de um namorado ou, eventualmente, um futuro marido. Acontece que tal exigência pode ser muito justificada ou pode estar totalmente em desacordo com a realidade, condição que deixará a mulher frustrada em suas expectativas. E, ainda tem mais: talvez seja justo exigir muito de um parceiro, mas, isto pode, também, implicar apenas no desejo de levar vantagem, envolvendo uma mentalidade um tanto oportunista. Vamos caminhando devagar. Quando uma moça inteligente, esforçada, independente e atraente busca, para si, um rapaz que esteja à sua altura, que também seja portador de peculiaridades similares à sua, não estará, em hipótese alguma, pretendendo demais. Poderá ter dificuldade em encontrar um par adequado – até porque são poucos os homens assim prendados – e não são raras as situações em que alguns familiares dizem a ela, especialmente quando costuma recusar pretendentes que julga inferiores, que agindo dessa maneira acabará ficando sozinha, que é melhor não ser tão exigente e aceitar a corte de tal moço “que é bom e que gosta dela, mesmo não tendo tantas qualidades”. O que está acontecendo aqui é certa aflição, presente em muitos pais e avós até hoje, de que a moça, já estando com certa idade – em geral algo como 25 ou 30 anos – ainda não tenha se casado.

O merecimento

Nas condições descritas acima, acredito que a moça faz muito bem em não aceitar menos do que ela acha que merece, em não abaixar suas expectativas – pois não se trata de uma “liquidação”, na qual a “mercadoria” terá de “desencalhar” a qualquer custo. Acontece, porém, que muitas moças acham que merecem muito mais do que, de fato, merecem. E aí ficamos sempre numa situação muito difícil para julgar, pois, trata-se de uma avaliação subjetiva. Quando é essa a situação, é claro que são os pais que têm razão e a moça deveria se tornar menos pretensiosa e aceitar alguém à sua altura. Como julgar em cada caso concreto? É muito difícil ser categórico, mas, acredito como regra geral, que devemos tentar nos atribuir valores que podemos medir. Por exemplo, uma moça que se acha muito inteligente e disciplinada, mas, que não faz nada o dia inteiro deveria se reconhecer mais claramente como preguiçosa; em caso de dúvida, devemos deixar a decisão para os fatos.

O valor

Até aqui, estamos nos referindo a mulheres que têm de si um determinado juízo e esperam poder encontrar alguém à altura – sendo que umas dão a si mesmas uma nota alta que efetivamente lhes cabe, enquanto outras são um tanto benevolentes consigo mesmas. Existe, porém, um bom número de mulheres que sabem perfeitamente que não valem muito e, mesmo assim, tentam encontrar um homem que, segundo elas, seja muito especial, de bom caráter, bem posto social e, financeiramente, amoroso e gentil. Uso muitas vezes a palavra “valor” por uma razão muito simples: acredito que temos o direito de querer receber o que julgamos estar em condições de oferecer, ou seja, não tem cabimento continuarmos a pensar no amor como uma mágica incompreensível como flechadas de Cupido, que poderão favorecer algumas pessoas e prejudicar outras. Ainda que seja a aparência, a realidade não é bem assim; ainda existem homens que gostam de se ligar a mulheres consideradas inferiores a eles, mas, tal tipo de insegurança masculina tende a desaparecer na atualidade. Essas mulheres que sabem que não têm para dar o que pretendem receber são, de fato, as que agem de forma muito exigente, mas, são plenamente conscientes de suas atitudes: tentam fazer de um eventual relacionamento afetivo um “bom negócio”. Elas serão cada vez menos numerosas, uma vez que os homens também têm evoluído, de modo que pretenderão ter parceiras à sua altura. O tempo é outro e, daqui para frente, o que vai prevalecer mesmo é caráter e competência e não apenas esperteza. Isso valerá para tudo, inclusive para os envolvimentos amorosos. Está terminando a época em que muitas pessoas usavam palavras românticas para encobrir claros interesses materiais e de ascensão social.

DR. FLÁVIO GIKOVATE (São Paulo)

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Médico Psiquiatra / Psicoterapeuta / Palestrante / Escritor Articulista em diversas mídias escritas (inclusive na SER MAIS) Programa na Rádio CBN: “No divã com Gikovate”



Mulher