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NILTON CORREIA - Engenheiro de Concepção em Hidrologia -


O desenvolvimento urbano se acelerou na segunda metade do século vinte com grande concentração de população em pequeno espaço, impactando o ecossistema terrestre e aquático e a própria população através das inundações, doenças e perda de qualidade de vida. Este processo ocorre devido à falta de controle do espaço urbano que produz efeito direto sobre a infra-estrutura de água: abastecimento, esgoto sanitário, águas pluviais (drenagem urbana e inundações ribeirinhas) e resíduos sólidos. O crescimento urbano nos países em desenvolvimento tem sido realizado de forma insustentável com deterioração da qualidade de vida e do meio ambiente.


PROBLEMATICA DA G.A.P DOS PAISES DO 3º MUNDO O maior desafio das cidades dos paises do 3º mundo é gerir o desenvolvimento da urbanização. A gestão das aguas pluviais constitui um dos problemas Cruciais pela sua dupla dimensão “RECURSO“ e “RISCO“ Apesar dos discursos nacionais e internacionais bem intencionados, as cidades dos P.T.M não conseguem assentar um sistema de saneamento operacional que assegura o metabolismo urbano ligado a agua Segundo relatório do banco mundial 90% do investimento utilizado nos serviços urbanos vem do exterior, esta precariedade orçamental limita os recursos necessários para assegurar o funcionamento das infra-estruturas de S.G.A.P Apesar de vários problemas no qual as cidades do P.T.M são confrontados, tem – se constatado um “handcap” no S.G.A.P por causa de uma ma gestão dos meios disponibilizados: corrupção, falta de rigor, não comprimento dos planos de urbanização etc. etc. etc.


Santo At達o

Santiago Ribeira Grande

S達o Vicente Mindelo

S達o Nicolau Ribeira Brava

Praia 400,0

300,0

200,0

100,0

0,0

ANO

0

-2

1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008

500,0

2

INDICE PLUVIOMETRIA MEDIA ANUAL

Municipio

1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008

Ilha

PLUVIOMETRIA MEDIA ANUAL (mm)

Media anual 4

ANO


Praia não foge ao modelo classico das cidades dos P.T.M!!!! O crescimento demografico facultau/fomentou uma urbanização anarquica e desordenada 1.

Urbanização não estruturada na maioria dos bairros (cerca de 60% da área ocupada)

Ocupação do leito das ribeiras e encostas dos planaltos pelas habitações espontâneas

2. Insuficiência de infra-estruturas de gestão das aguas pluviais

Inexistência de dispositivos de captação das aguas pluviais nos telhados das habitações (cerca de 70%)

Inexistência de dispositivos de captação das aguas na maioria parte das bairros da cidade da Praia (80%)


3. Sub-dimensionamento das infra-estruturas de G.A.P inexistentes 

Anualmente constata-se a inundação dos canais existentes e o transporto dos canais inundando os bairros

3. Má gestão dos canais existentes 

A população utiliza os canais para o deposito de residuos solidos e residuos de demolição

Assoreamento dos diques nas ribeiras do município da Praia


2001

1999

1997

80 78 76 74 72 70 68 66 64 62 60

MESES

Déc

Nov

Oct

Sep

Aoû

ANO

Jui

Jui

Mai

Déc

Nov

Oct

Sep

Aoû

Jui

Jui

Mai

Avr

Mar

22,5 Fév

23,0

Avr

Jan

23,5

Mar

24,0

Fév

24,5

TEMPERATURA MEDIA MENSAL (ºc)

1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

TEMPERATURA MEDIA ANUAL( ºC)

25,0

Jan

HUMIDADE RELATIVA MENSAL (%)

ANO 1995

1993

1991

1989

1987

1985

1983

1981

HUMIDADE RELATIVA MEDIA ANUAL (%)

25,5

1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990

1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0

MESES

1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991

1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

1991


2002

2001

2000

1999

1998

1997

1996

1995

1994

5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0

MESES

1992

1986 1994 2002

1991

1990

1985 1993 2001

1989

1988

1984 1992 2000

1987

ANO

1986

1983 1991 1999

1985

1984

1982 1990 1998

1983

1982

1981 1989 1997 7

1981

VENTO A 2 METROS MEDIA MENSAL (m/s)

ANO 1993

1992

1991

1990

1989

1988

1987

1986

1985

1984

1983

1982

1981

VENTO MEDIA A 2 METROS MEDIA ANNUAL (m/s)

12,0

10,0

1987 1995

6

5

4

3

2

1

0

Déc

Nov

Oct

Sep

Aoû

Jui

Jui

Mai

Avr

Mar

Fév

Jan

INSOLAÇÃO MEDIA MENSAL (H)

1998

1997

1996

1995

1994

1993

1992

1991

1990

1989

1988

1987

1986

1985

1984

1983

1982

1981

INSOLAÇÃO MEDIA ANUAL (h) 9,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989

1990 1991 1992 1993 1995 1994 1996 1997 1998

8,0

6,0

4,0

2,0

0,0

MESES

1988 1996


INDICE PLUVIOMETRIA MEDIA ANUAL -0,5

-1

-1,5

-2

ANO

300,0

200,0

100,0

0,0

ANO

2,5

1,5

2

1

0,5

0

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

2009

2009

400,0

2008

500,0

2008

2008

2006

ANO

2007

2006

2005

2004

2002

2000

1999

1998

1997

1996

PRAIA

2004

2003

2002

2001

2000

1999

2000

1998

1996

1995

1994

1993

1992

1991

1990

1989

1988

1987

1986

1985

1984

1983

1982

1981

1980

1979

1978

TRINDADE

1998

1997

1996

1995

1994

1994

1992

1990

1988

1986

1984

1982

1980

1978

1976

1977

1976

Sテグ FRANCISCO

1993

1992

1991

1990

1989

1988

1987

1986

1985

1984

1983

1982

1981

1980

1979

1978

1977

1976

PLUVIOMETRIA MEDIA ANUAL (mm)

PLUIVIOMETRIA MEDIA ANUAL (mm)

RIBEIRテグ CHIQUEIRO Linear (PRAIA)

600,0

500,0

400,0

300,0

200,0

100,0 0,0


-1

-2 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Ano

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

Pluviometria (mm)

200 150

100

50 0

4 INDICE

3

2

1

0


450 444

400 382

350 319

300 250

378

351

352

311

262 249

227

286

291 283

284

207

200

198

198

155

150

109 92 102

100

129

182 165 145

106 77

67

50

182

155

20

79

101

42

0 1976 1978 1980

Media Annual

1982 1984 1986

Media Diaria

1988 1990 1992

1994 1996 1998

2000 2002 2004

2006 2008


Superficie do Municipio: 102 km2

Superficie das bacias: 157.5 km2


BACIA HIDROGRAFICA SÃO MARTINHO (34 Km2) PALMAREJO GRANDE (17 Km2)

TRINDADE (69 Km2)

CURAL VELHO (9 Km2) SÃO FRANCISCO (27 Km2)

RIBEIRA São Martinho Grande Palmarejo Grande Palmarejo Pequeno Covão Grande São Jorge Laranjo São Filipe Agua Funda Ribeirão Pedro Cural Velho São Tomé São Francisco Lobo

Bacias

Volume annual de escoamento (m3)

São martinho

800,000.00

Palmarejo grande

300,000.00

Trindade

1,500,000.00

Cural velho

100,000.00

São Francisco

700,000.00

Total

3.4 milhões de m3/ano


Na maioria das bacias encontra-se zonas de poucas infiltraçþes (30%)


Canal Canal de Vila Safende nova TIPO REDE

DE

Rectangular

TIPO DE Céu aberto COBERTURA ANO DE CONSTRUÇÃ Anos 80 O COMPRIMEN 4.5 TO (Km) LARGURA 30 (m) ALTURA (m)

1 a 2.5

ESPESSURA (cm)

50

MATERIAIS UTILIZADOS

Alvenaria hidráulica

BAIRROS DREINADOS

de Canal Castelão

de Canal de avenida Parque cidade 5julho Lisboa

Rectangular

Rectangular

Céu aberto

Céu aberto

2010

Anos 90

Rectangul ar Coberto e Céu aberto Anos 90

1.4

1.7

1.7

15

10-20

2

1

1-2

1.5

40

40

30

Canais da da Palmar Várzea companhia ejo

Trapezoi dal

Rectang ular

Rectan gular

Céu aberto

Céu aberto

Céu aberto

90 2010

e Ano 2000

Assoreado em Assoreado Assoread em alguns o em trechos alguns trechos

ESTADO DE Assoreado em alguns trechos FUNCIONAM alguns trechos ENTO

1.6

1-2

0.5

0.5

1

0.5

0.5

50

15

15

Betão Armado

Betão Armad o

Assoread o em Bom estado alguns trechos

Coberto e Céu aberto Ano 2000

0.8

Achada santo Antonio e Quebra Canela

Rectangular

Ano 90

0.3

Alvenaria Alvenari hidráulica a hidráulic a Alto Safende, Ponta de Achadinh Bacia trindade, Cruz Mártires Agua, Achada a, Pensamento, e Safende Mato, Fazenda, Calabaceira, coqueiro, Cabon de Fazenda, Achadinha, Vila castelão e Varzea, Plato, Nova, Fazenda, Paiol várzea, Lem Cachoro, Sucupira Taiti e Paiol, Plato, Achada Castelão, Lem santo Ferreira António Alvenaria hidráulica

Alvenaria hidráulica

Quebra canela

Palmar ejo

Bom estado

2.3 1-1.5 1-1.5 40 Alvenaria hidráulica

Santaninha, Terra Branca, Achada santo Antonio, Várzea, Bairro

Assoreado 70%

a


Chuva torrenciais de forte intensidade e curta duração + Zonas com fortes inclinações + Geologia constituído de solos impermeáveis + Inexistencia de rede de colecta de drenagem

= INUNDAÇÂO


O QUE ESTA A SER FEITO!!!!!


1.

O INGRH esta a implementar o projecto OSHS

Tem como objectivo: Objectivos específicos: Reabilitação e construção de novas estações hidrométricas, Formação dos agentes das estações hidrométricas;

Aquisição dos materiais necessários para a realização das actividades de hidrometria; Implantação de uma base de dados hidrológicos,

Implantação de um sistema de informação geográfica sobre a hidrometria; Desenvolvimento de produtos de informação hidrológica


Para a elaboração: • Grafico IDF; • Curva de calibração das ribeiras • Previsão de inundação no municipio


1.

Plano de chuva elaborado pelos Municipios

O Conteúdo do plano baseia-se essencialmente na forma de fazer as limpezas antes e durante a época das chuvas; sencibilização da populção ; as acções do SNPC e SMPC

2.

Elaboração da carta de susceptibilidade das zonas de risco pelo SNPC

Projecto financiado pela PNUD que esta ser executado pela equipa GEORISK , contemplando numa primeira fase trés ilhas: Santiago, Santo Antão e São Nicolau com 5 tipologia de risco: Inundação, Movimento de massa, Volcanologia, Sismologia e risco biologico (Dengue e Paludismo)


Projecto Encosta Vila Nova PROJECTO

Antes

Antes

Depois

Depois


Projecto Cobon-Fontom

Antes

Depois

Calcetamentos de bairros

Antes

Depois


O QUE DEVE SER FEITO!!!!!


1.

Uma melhor articulação entre os serviços

INMG, INGRH, SNPC e smpc

2.

Elaboração da cartografia de inundação e movimento de massa de todas as cidades sujeitas a inundação em cabo

Actores: INMG, INGRH, SNPC DGOT, UCCP…

3.

Criação d sistema de alerta precoce das inundações

Actores: INMG, INGRH fornecendo dados em forma de previsão e tempos reais ao SNPC ESMPC

4.

INGRH

Elaborar a cartografia de rede hidrologica das bacias que provocam inundações;

Equipar essas bacias do observaotrio hidrologico com sistemas de alerta precoce.


PREVISテグ METEOROLOGICA E HIDROLOGICA Meteo

Hidro


AS DIRECTIVAS DO PDM DA PRAIA


1. Elaboração do esquema director de drenagem das águas pluviais do Município; 2. Legislar sobre a matéria de gestão das águas pluviais

3. Realização dos projectos e obras de drenagem das águas pluviais


OBRIGADO


Tema 3 a problemática cheias inundaçoes cidade praia  
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