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LEOZINHO EL BAILE FABRÍCIO PEÇANHA OVERCAST SAX & PHONE RIO MUSIC CONFERENCE

Pic Schmitz pelo Brasil DJ conta sobre o atual momento.

O que é balada perfeita? Confira a definição da galera que faz a noite acontecer.


EDITORIAL

A profissionalização do mercado. Você já ouviu aquela história de quem muito fala pouco faz? Tem outra parecida, que foi adaptada para o mercado do entretenimento, que diz pra dançar mais e falar menos. Pois bem, eu acredito que é por este caminho que a coisa funciona mesmo, só que não adianta pregar os bordões por aí e fazer de forma contrária. Se você falar pra alguém não dirigir se for ingerir bebida alcoólica, você não pode ingerir as bebidas e sair dirigindo por aí! Se fizer isso, você vai "pregar moral de cuecas"! Nós, do Grupo FBN, estamos aqui para provar que é possível fazer um trabalho sério, ético, com respeito e qualidade no nosso meio. Tenho plena convicção que temos grande parcela de contribuição e responsabilidade pelo processo de profissionalização que o mercado vem passando. Isto não é privilégio nosso, aqui do RS e SC. Em todo país, os trabalhadores e empresas do entretenimento estão sendo colocados à prova, e vai se criando uma espécie de filtro, onde os competentes estão prosperando. Quem não sabe como fazer vai ficando de lado. Isto é saudável e normal, em todos os meios, todos mercados. E por falar em mercado... A FBN Mag, em sua terceira edição, destaca o DJ gaúcho Pic Schmitz, que vem ganhando as picapes de todo Brasil. Além disso, o DJ paranaense Leozinho troca uma ideia com a revelação Gui Gasparotto. Os DJs e o uso cada vez mais imprescindível das novas tecnologias, definição de balada perfeita e um roteiro por diversas regiões do RS e pelo litoral catarinense são alguns dos destaques da revista que você tem em mãos. Que venha o verão, e seja um dos melhores de nossas vidas! GO DANCE! Maicon Buttenbender Diretor do Grupo FBN maicon@flybynight.com.br

FBN Mag | Edição 3 Tiragem: 15.000 exemplares | Distribuição gratuita Jornalista responsável: Rani Vargas Publicação de frequência incerta e aleatória Distribuição: Rio Grande do Sul e Santa Catarina Projeto gráfico: Vert Design Impressão: Gráfica Coan Contato comercial: comercial@fbnmag.com.br Um produto do FBN Promoção e Entretenimento Ltda. Foto de capa: Fotógrafo: Diego Larré Local: Pink Elephant Porto Alegre

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COLUNA

Katiússa Bitencourt, 23 anos Jornalista.

Os points deste verão no Litoral Gaúcho.

Como opções de balada, no litoral norte do RS temos muitas! O Maori Club, eleito melhor beach club do RS, conta com nova estrutura e vem com força total. A reabertura no feriado da proclamação da República foi um sucesso, com mais de 7 mil pessoas. Ainda em Xangri-lá, vem aí o Wari Club, um dos empreendimentos mais falados nas últimas semanas. Inspirado em civilizações do passado onde um “Portal” promete levar o público a noites épicas. Planejado pelos mesmos donos de antigas casas de sucesso, como Cozumel e Jimbaran, o novo club está chegando com uma superestrutura jamais vista no litoral gaúcho. Já o Scooba, em Imbé, é um dos mais antigos points do litoral e reúne o melhor da surf music, pop rock, pagode e música eletrônica. Durante o verão é aberto toda terça-feira, sexta-feira, sábado e em alguns domingos; cada noite com uma proposta musical. Em Atlântida, a West é uma casa de shows que recebe o melhor da música country e sertaneja, localizada na Avenida Central. Também em Atântida a Set levará o glamour de Miami para o Litoral Gaúcho, a balada premium do litoral promete revoluções com uma vibe diferenciada nas pistas, ao estilo da Pink Elephant, que mudou totalmente o cenário de festas vips de Porto Alegre. Logo mais adiante, em Arroio Teixeira tem a Space On. A festa consagrada no carnaval 2011 - com Fatboy Slim - já tem data marcada para abalar o verão do litoral gaúcho 2012: dia 06 de janeiro David Guetta sobe aos palcos em uma nova estrutura sob a coordenação mais uma vez da Green Valley. E para quem acha que litoral só tem praia, aconselhamos conhecer as cascatas naturais localizadas em Osório. O município também esconde um Mirante no Morro da Borrúsia, onde praticantes de voo livre vão com frequência durante todo o ano. Há também trilhas ecológicas pelo Morro e observatório para ver as estrelas durante a noite. Uma das mais belas vistas turísticas do litoral norte gaúcho. No topo do morro a paisagem é belíssima, com vista panorâmica de tirar o fôlego, podendose apreciar a serra, as lagoas, o mar, a sede da cidade, as praias vizinhas e o Parque Eólico. Em Torres as praias são propícias para o surf, a pesca e o balonismo. Imbé sedia o Kite Surf, com ventos fortes na barra, vale a pena vir praticar esse esporte. Além disso, parques aquáticos aguardam os visitantes nas praias de Capão da Canoa e Arroio Teixeira.


COLUNA

Opções de balada: Maori Club - Xangri-lá Em nova estrutura o Maori Beach Club recebe seu público com uma grande expectativa para o verão 2012. O Maori, eleito melhor beach club do RS, veio com força total mais uma vez. O preview Creamfields foi um sucesso no feriado da proclamação da República, com 7 mil pessoas curtindo a reabertura do club. Scooba - Tramandaí Um dos mais antigos points do litoral, o Scooba reúne o melhor da surf music, pop rock, pagode e música eletrônica. Durante o verão é aberto toda terça-feira, sexta-feira, sábado e em alguns domingos; cada noite com uma proposta musical. Set – Atlântida Com lançamento previsto para Janeiro a SET promete trazer todo o glamour de Miami para o Litoral Gaúcho. A balada Premium do Litoral promete revoluções com uma vibe diferenciada nas pistas, ao estilo da Pink Elephant, que mudou totalmente o cenário de festas vips de Porto Alegre. O lançamento nacional da Set acontece em São Paulo, Atlântida e Goiânia. Agora é só aguardar. Space On - Arroio Teixeira A festa consagrada no carnaval 2011 - com a presença de Fat Boy Slim - já tem data marcada para abalar o verão do litoral gaúcho 2012: dia 06 de janeiro David Guetta sobe aos palcos em uma nova estrutura sob a coordenação mais uma vez da Green Valley.

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Wari Club - Xangri-lá: Um dos empreendimentos mais falados nas últimas semanas, Wari Club vem inspirado em civilizações do passado, onde um “Portal” promete levar o público a noites épicas. Planejado pelos mesmos donos de antigas casas de sucesso, como Cozumel e Jimbaran, o novo club está chegando com uma superestrutura jamais vista no litoral gaúcho. A abertura da casa já tem data: réveillon 2012. Atrações confirmadas para a festa são Marck Correa, Adriano Carazzo, THOMAS SAGSTAD (Suécia), Overcast (Federico Barco + Rodrigo Ayala).


COLUNA

West - Atlântida A casa de shows recebe o melhor da música country e sertaneja, localizada na rua central de Atlântida. Aberta inverno e verão, West já tem um público fiel e tem como lema o respeito às raízes.

Dicas Gastronômicas: Passar um final de semana na praia com sol, mar e balada pede uma boa refeição. As opções gastronômicas do litoral gaúcho são muitas, tendo os restaurantes de frutos do mar como os mais lotados na estação. Opções de lanches rápidos como os famosos Crepp’s italianos também são uma boa pedida. Em Imbé temos o Crepp da Barra, localizado próximo ao Guia Corrente, na barra do município, onde quem tem pressa pede e come rápido apesar do local estar sempre lotado. Em Tramandaí, Capão da Canoa e Torres temos, conhecido pelo alto nível de atendimento aos seus clientes, muitos restaurantes com um amplo Buffet a quilo com peixes, frutos do mar, carnes grelhadas, saladas e sobremesas e a sensação dos Temakys. Uma grande dica é pesquisar; você entra no estabelecimento e dá aquela olhada no visual e vê se está ao seu agrado. Vale a pena!

Dicas de turismo:

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Para quem acha que litoral só tem praia vamos conhecer as Cascatas naturais localizadas em Osório. O município também esconde um Mirante no Morro da Borrúsia, aonde praticantes de voo livre vão com frequência durante todo o ano. Há também trilhas ecológicas pelo Morro e observatório para ver as estrelas durante a noite. Uma das mais belas vistas turísticas do litoral norte gaúcho. No topo do morro a paisagem é belíssima, com vista panorâmica de tirar o fôlego, podendose apreciar a serra, as lagoas, o mar, a sede da cidade, as praias vizinhas e o Parque Eólico. Em Torres as praias são propícias para o surf, a pesca e o balonismo. Imbé sedia o Kite Surf, com ventos fortes na barra, vale a pena vir praticar esse esporte. Além disso, parques aquáticos aguardam os visitantes nas praias de Capão da Canoa e Arroio Teixeira.


COLUNA

Poucas cidades no Brasil evoluíram tanto no entretenimento como Balneário Camboriú e Florianópolis. Os dois roteiros do litoral catarinense atualmente exportam conceito para toda América Latina.

Kisy, 29 anos RP e Promoter.

Santa e Bela Catarina.

A capital caracteriza-se pelas práticas de esportes nos mais diversos cartões postais e pelo agito na beira da praia nos incontáveis quiosques e beach clubs. O que traduz o amor de sua população pelo dia. O entretenimento noturno sempre encontrou muita dificuldade para evoluir. Locais como El Divino, no Centro, Confraria Club, na Lagoa da Conceição, e o complexo do Stage Music Park, englobando Pacha, Posh e Stage, em Jurerê Internacional, contribuíram para a evolução noturna da cidade. Em compensação, Balneário Camboriú sempre teve as baladas como o carro chefe do seu turismo. Os barzinhos da orla também fazem parte da cultura de Balneário. Com cardápio, atrações e festas assinadas por reconhecidos DJs (confiram a festa conduzida por Rodrigo Paciornik e convidados aos domingos!) a população local interage com turistas vindos de todos os lugares do Brasil. A praia Brava, dominada por surfistas, possui dois dos mais tradicionais beach clubs do Estado: Kiwi e Galeras. Na Praia dos Amores a areia também é muito bem frequentada e badalada, e no final de tarde convites e cortesias de baladas são distribuídos para os grupos mais animados! E é na praia Brava de Itajaí, que os amantes da música eletrônica se encontram para ver e ouvir os maiores nomes da e-music no eterno templo Warung Beach Club, que dispensa apresentações. A Green Valley, super club da região, completa com louvor a cena eletrônica da noite. A Space, radicada na ilha espanhola de Ibiza, também desembarcará em BC nos próximos meses. A novidade da região está nos bares das praias de Estaleiro e Estaleirinho. Lugares como a Guest House Estaleirinho, e os beach clubs Sky e Parador, renovaram as opções do dia para os turistas. Todo exagero é pouco para elas: “Ibiza Brasileira”, “Melhores Praias”, “Reveillons , Melhores Clubs e Festas do Mundo”, “Capital da Música Eletrônica”, “Maior Concentração de Belas Mulheres”. Acreditem, vocês estão no roteiro mais divertido e disputado! Sejam bem-vindos!


COLUNA

Balneário Camboriú Os barzinhos da orla também fazem parte da cultura de Balneário. Do tradicional Chaplin, situado no burburinho central da Av. Atlântica, passando pelo divertido Didge, saboreando a comida mexicana do Guacamole até o sofisticado TAJ, da Barra Sul. Com cardápio, atrações e festas assinadas por reconhecidos DJs (confiram a festa conduzida por Rodrigo Paciornik e convidados aos domingos!) a população local interage com turistas vindos de todos os lugares do Brasil. Apesar de começar habitualmente mais tarde, o dia na região também tem seus pontos de encontro. A praia Brava, dominada por surfistas, possui dois dos mais tradicionais beach clubs do Estado: Kiwi e Galeras, que oferecerem estrutura de restaurantes, piscinas e bares. Na Praia dos Amores a areia também é muito bem frequentada e badalada, e no final de tarde convites e cortesias de baladas são distribuídos para os grupos mais animados! E é na praia Brava de Itajaí, que os amantes da música eletrônica se encontram para ver e ouvir os maiores nomes da e-music no eterno templo Warung Beach Club, que dispensa apresentações. A novidade da região está nos bares das praias de Estaleiro e Estaleirinho. Lugares como a Guest House Estaleirinho, e os beach clubs Sky e Parador, renovaram as opções do dia para os turistas. Mesmo com boas opções de festas de dia, Camboriú chama atenção mesmo é pela noite. A Green Valley, super club da região, completa com louvor a cena eletrônica da noite. A Space, radicada na ilha espanhola de Ibiza, também desembarcará em BC nos próximos meses. VERSÃO ON-LINE EXCLUSIVO

Disposição e animação são as dicas para vocês, porque essa região respira música eletrônica! Dancem, dancem até o sol raiar!


Entrevista: Pic Schmitz Quando o assunto é noite de luxo, glamour, o nome dele sempre desponta nos lines: Pic Schmitz! Porém, quase sem querer, ele anda sumindo das gigs aqui pelo RS... Agora Pic é sucesso nacional e requisitado pelas principais baladas, weekends, e eventos refinados da House Music pelo Brasil afora. Ele conta que a primeira festa em que comandou as picapes (bem informalmente) foi aos 13 anos. Entretanto, quatro anos depois essa experiência viria a se tornar a profissão que segue até hoje. Em novembro de 2011 completou o número de MIL gigs! Conversamos com ele para saber mais sobre a carreira e a projeção nacional que ela tomou. Confira:


Como decidiu ir para esse lado mais "chic" do House? Na verdade não foi uma decisão, foi uma questão de gosto. Eu sempre gostei de música de uma maneira geral por influência das minhas irmãs e dos amigos delas. Anos mais tarde, comecei a escutar também música eletrônica. Lembro do Fabrício Peçanha e do Eduardo Herrera tocando na UK do Ibiza. Mas foi pelo ano 2000 que o saudoso mestre Cako Bolsoni - a quem devo praticamente tudo que sei - me apresentou a House Music. Vi que aquele era o tipo de som que eu me identificava. Sempre gostei dessa linha de house, mais suave, mais cantado, mais alegre. E, por coincidência ou não, creio que anos mais tarde o público em geral começou a optar por uma sonoridade assim. Entretanto, apesar de ser conhecido como um DJ de house "chic", em alguns clubs que toco onde a pista é mais pegada, preciso "pesar a mão", sem fugir do meu gosto pessoal. Lembra como pessoal fora do RS "te descobriu"? Um grande amigo meu de Porto Alegre se mudou pra Floripa em 2007. Eu comecei a ir pra lá com certa frequência e tocava sempre nos "esquentas". Então, um conhecido estava organizando o Winter Play #3. Lembro que incomodei muito pra me dar uma oportunidade, e ele disse “ok, tu toca, mas não tem cachê e os custos você é quem paga". Topei na hora! Sabia que era a minha grande chance e tentei fazer o melhor set possível. Toquei no sunset que do Café de La Musique, que acabou me rendendo um convite para ir tocar na Disco em SP e na Lique em Curitiba. A partir de lá virei residente em todas as edições do Winter Play (já está na sétima) e em clubs como Posh e Café de la Musique de Floripa. Foi aquela coisa de agarrar uma chance com unhas e dentes. Acho que deu certo! Tua agenda tem 70% de gigs fora do estado e 30% aqui, aparentemente... É assim? Parece, mas não é tanto. Comecei a tocar muito seguido por Florianópolis e em algumas outras cidades fora do RS. Mas foi em 2009, com a entrada na DJcom (minha agência até hoje), que a coisa começou a acontecer mais fora das terras gaúchas. As viagens começaram a aparecer, sempre aliadas a um trabalho "formiguinha" - meu e da agência - para criar um nome e começar a ter entrada em novas cidades. Desde a minha entrada na DJcom, o RS representa cerca de 50% das minhas gigs. Em 2011 passei por 11 estados diferentes...


Como é viajar quase toda semana? Cansativo! Tem muita gente que diz "coisa boa viajar, adoro o clima dos aeroportos". Bem, eu já não acho o mesmo (risos)! O DJ Memê sempre me disse que nós DJs somos pagos pra viajar, pois tocar é de graça... E é verdade! A rotina é sair de casa > aeroporto > cidade estranha > hotel > club > gig > hotel > poucas horas de sono (ou quase nada) > aeroporto > outra cidade > tudo de novo. Mas por outro lado é bom poder conhecer muitos lugares diferentes, muita gente nova, ver culturas diferentes. Enfim, sem sombra de dúvidas eu não conheceria o Brasil como conheço hoje se eu não fosse DJ, e sou muito grato a isso! Viajar é bom? Claro que é! Cansa? Cansa! Mas faz parte do trabalho. Hoje já virou rotina dividir line com grandes nomes gringos. O que tu achas disso? Já esperavas? Volta e meia tenho a oportunidade de poder dividir o line up com gringos, mas isso ocorre com menos frequência hoje em dia. Nos clubs onde já fui - ou sou - residente, como Madras, Jimbaran e Posh, já pude abrir para gringos como Sharam, Chris Lake, Kaskade, David Guetta, Laidback Luke, Hernan Cattaneo, Layo & Bushwacka, Miss Nine, Dennis Ferrer, Dirty South, Steve Angello, Phonique, Miguel Migs, entre outros. Hoje em dia quando vou tocar em alguma cidade, os lines na maioria das vezes têm gringos. De qualquer forma, eu acho ótimo tocar ao lado deles, pois aprendemos muito - além de dar uma credibilidade ao nosso trabalho. Acho natural qualquer DJ que seja residente de algum lugar poder ter a chance de abrir ou encerrar a noite ao lado de um estrangeiro que venha.

Como gravamos as imagens no verão de 2011, vários gringos que fiz amizade estariam pelo Brasil. Convidamos alguns para dar um breve depoimento. Para minha felicidade, todos toparam e cada um deu a sua declaração de forma espontânea. Fiquei envaidecido ao ver as palavras de mestres como Memê, Kaskade e Grant Nelson. Não esperava que eles fossem dizer coisas daquele tipo. Acho que esse reconhecimento que criamos não está baseado somente na amizade, mas sim pelo respeito, humildade e confiança que construí junto a cada um deles ao longo desses anos. Qual lugar mais gostou de tocar? E qual ainda não tocou, mas gostaria muito? É difícil dizer isso. Tenho recordações maravilhosas das festas “Quebra Tudo”, de noites no Jimbaran e na Green Valley, das edicões do Winter Play, em especial a edição deste ano, da Posh, do La Barra em Caxias do Sul, do sunset Hed Kandi em Punta del Este de 2009, e sem contar a La Fiesta, que é a festa de reveillón que eu toco há 8 anos também em Punta. Hoje em dia, em termos de clubs no Brasil, acho que já toquei em todos os que gostaria, felizmente. Claro que ainda existem alguns que eu admiro muito como D.Edge e Warung, que são verdadeiros templos. Mas, de qualquer forma, é ótimo poder tocar em um club novo e desconhecido com frequência, pois ali pode estar escondida uma noite incrível.

O que vem por aí para Pic Schmitz em 2012? Trabalhar mais em produções é um passo essencial para o meu trabalho. É algo que nunca desenvolvi a fundo e que preciso fazer mais fortemente. Além disso, pretendo Alguns deles te elogiaram muito no teu tocar mais para fora do Brasil. Este ano de video promo... Como é ter esse 2011 pude tocar em Portugal e nos EUA, e espero manter isso em 2012. E, por que não, reconhecimento além do público? O vídeo foi feito com o intuito de mostrar o aumentar o número de países. meu trabalho para públicos de cidades onde ainda não me apresentei antes.


Top 10: VERSテグ ON-LINE EXCLUSIVO

01) Calvin Harris - Feel So Close 02) Avicii - Levels 03) Oliver $ - Granulated Soul 04) Chris Lake - Sundown 05) Depeche Mode - World In My Eyes (Jask Deep Burnt Sky Mix) 06) Joris Voorn & Moby - After The After 07) Eats Everything - The Size 08) Kaskade feat. Mindy Gledhill - Eyes 09) Fleetwood Mac - Gypsy (Gui Pimentel Rework) 10) Alesso - Nillionaire

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O uso de tecnologias por DJs e VJs. Fabricio Peçanha, JZK e VJ Leo contam os prós e contras das modernidades na profissão. Sabe aqueles cases pesados, recheados de discos? Cada vez mais vai ficando na saudade dos DJs. Isso porque a tecnologia tem sido a maior aliada dos profissionais das cabines, facilitando e aumentando a gama de recursos para efeitos e melhorias do som e das imagens. Há quem ainda corra até os vinis, mas a verdade é que já são quase artigos de colecionador perto das novidades que essa galera anda usando por aí. “Acho uma grande bobagem a discussão do CD x vinyl, do hardware x midi e etc. Testo todas as tecnologias que posso, filtro pra ver a qual me adapto bem e torna meu trabalho melhor”, conta o DJ e produtor gaúcho JZK. Ele ainda lembra que a tecnologia sempre esteve presente na vida de quem trabalha com música, porém a mudança não era tão rápida quanto hoje e completa: “com o boom dos computadores e da profissão, grandes empresas começaram a dar mais atenção

para esse mercado – com equipamentos e softwares. Pra mim, a figura do DJ está completamente ligada ao uso e renovação da tecnologia”. No meio dos VJs, a função não foi muito diferente... “Tínhamos fitas VHS e pouco material na internet e de baixa qualidade”, conta Leonardo Schenkel (VJ Leo). Fabricio Peçanha também é um usuário convicto das novidades, e conta que há dois anos tem o setup. “Hoje em dia toco com o Traktor em um Mac book Air, placa de som e dois iPads pra controlar”, lista o #1 do Brasil. Como esse mercado se renova o tempo todo, JZK alerta que é necessário estar sempre ligado nas atualizações. “Vários hardwares e softwares têm suas fabricações descontinuadas e, com isso, depois de um tempo não se tem mais atualizações”, e ele recomenda ainda que se pesquise bem e, então, opte por fabricantes de boas marcas – que tendem


a dar suporte ao cliente por muito mais tempo. Peçanha conta ainda que além da internet, a network é importantíssima, “estou sempre trocando informações com outros DJs”.E quando bate a saudade? JZK é assumidamente fã de vinyl e dos toca-discos, “por achar bonita a imagem do DJ manipulando e se apresentando com eles”, mas afirma que é louco por novas tecnologias e que uma coisa não interfere na outra. “Encare isso tudo como um aliado, é mais uma arma pra enfrentarmos os problemas de hoje em dia”, completa Fabricio. Mas afinal, para quem está começando, quais são as vantagens e desvantagens desses recursos? Fabricio diz que consegue fazer mais coisas do que faria com o uso de CDs. “Uso acapellas, coloco efeitos, edito as músicas na hora... É divertido”. Leo também acredita que haja mais liberdade para a parte artística e de criação. Porém, como tudo tem seu lado negativo, o VJ vê como um malefício as tendências que acabam deixando os artistas muito parecidos, mas ressalta “aí é questão de ou tu criar uma tendência, ou adicionar a sua originalidade a uma existente”. Já para Fabricio, o ruim mesmo é só montar e desmontar tudo, “fio pacas (risos)”.

Qual equipamento do momento? JZK: tocadores multi-plataformas (CDJ-2000/900 e mixers DJM 2000/900 da Pioneer). Fabricio Peçanha: iPad e Macbook Air.

E qual programa vale a pena ter? JZK: Traktor S2/S4 e software da Native Instruments. Fabricio Peçanha: iTunes, Logic Audio, Ableton Live, Traktor e OSCtouch. Leo: os voltados para o Mapeamento de Superfícies (Mapping).


COLUNA

Quem mora na Serra Gaúcha ou está pensando em conhecer Caxias do Sul e/ou Farroupilha, segue algumas sugestões de baladas, bares e pubs. Lugares atraentes, gente bonita e música boa para todos os gostos.

Daiane Calabria, 22 anos Promoter.

Um tour pela Serra Gaúcha.

Agora com a chegada do horário de verão, a pedida nas quintas feiras é o Happy Hour do Havana Café com DJs no Deck das 18h até meia noite. Na sexta e no sábado o club também oferece baladas. Sextas tem a proposta do pagode e/ou rock e, no sábado, o House. Se estiver pensando em dar aquela relaxada e degustar uma cerveja diferente, o lugar que proporciona essa maravilha é Pub Bier Haus, com cervejas especiais. Já o Mississsipi Delpa Blues Bar remete aos juke joints do sul dos Estados Unidos, de beira de estrada - onde o blues e o southern rock são as principais atrações. O La Barra foi inspirado na diversidade de pessoas e lugares de Punta del Este e oferece aos seus clientes os típicos pratos uruguaios. A casa funciona de terça a sábado, cada dia com uma atração diferente. Matinê Sunset tem programa no domingo, com ambiente, comidinhas e música legal. O Elvis Café, em Farroupilha, é a única casa no Brasil totalmente decorada com peças exclusivas do músico. Também em Farroupilha, o The Cavern é uma casa de shows contemporânea com ambiente agradável e aconchegante, com música para todos os gostos. Por fim, no modelo de bistrôs europeus, o restaurante/bar Curinga tem #bonsdrinks e culinária contemporânea, shows e música eletrônica na programação.


COLUNA

A região norte do Rio Grande do Sul há muito tempo é conhecida no cenário eletrônico gaúcho e nacional. A responsabilidade dessa notoriedade é da Beehive Club, uma das melhores casas noturnas do estado, e premiada duas vezes no FBN Players - e que deixa o público sorrindo de orelha a orelha após seus eventos. Franco Rodrigues, 28 anos Fotógrafo.

O Norte Gaúcho fazendo história.

Uma afirmação clara disso foi a apresentação no club do DJ inglês James Zabiela, no dia 19 de novembro. Muita gente bonita curtindo, se divertindo, dançando, ao som de um dos melhores DJs do planeta. Além de fazer a alegria do povo local, trendsetters de diferentes regiões do RS e de SC, estavam presentes (em massa) e puderam sentir sensações dignas de um grande evento. O caldeirão foi preparado pelo DJ Juan Rodrigues, conduzido com categoria e entregando para James Zabiela que botou fogo na pista, e se jogou nela também. Não bastando levar o público ao delírio, o cara finalizou o seu set no meio da pista, junto com a galera, controlando o som através do seu iPad, loucura total! Momentos como os vividos em Passo Fundo, no dia 19 de novembro, ficam marcados na memória de quem gosta e vive a música eletrônica, e valem aquela velha frase de que “só quem tava lá sabe”. A Beehive está de parabéns, pela competência e solidez no trabalho que possibilita proporcionar eventos como esse. E o público também mandou muito bem, fazendo com que os artistas que passam pela colmeia não esqueçam nunca mais da picada da abelha.


COLUNA

O que fazer em Santa Maria? Além de ter a fama da ''cidade das mulheres bonitas'', é um lugar com um grande número de jovens, ótimas opções gastronômicas e de entretenimento.

Luana Binotto, 20 anos Cursa Publicidade e Propaganda - Unifra e Produção Editorial UFSM.

Por aqui a movimentação noturna já começa na terça-feira em bares e pubs locais.Referência de bom gosto e qualidade musical, o Zeppelin oferece as melhores marcas de cervejas e tem um ambiente aconchegante, com uma pegada rock/blues. Para quem curte balada, a Boate Kiss e o Absinto Hall são grandes referências na região. Não deixe de passar por alguns restaurantes, como Santa Brasa, Iguarias e Las Leñas. Se você curte comida japonesa, o Sushi By San é uma boa pedida.

Santa Maria e suas belezas.

No mês de dezembro inaugura na cidade o Blender café bar, um lugar ideal para um happy hour com os amigos, podendo jogar uma sinuca, beber uma cerveja, um drink, e ao mesmo tempo aproveitar um variado e sofisticado cardápio. O mesmo acontece com a Hentiale Delicatessen, um novo empreendimento que inaugurou este mês no Royal Plaza Shopping. Santa Maria-RS - Agradece por a sua atenção. Obrigada.


por Rani Vargas fotos: divulgação

Os Lives estão roubando a cena! Música eletrônica e instumentos: a mistura que vem dando o que falar.


Quem disse que música eletrônica é só coisa de DJ? Não é bem o que os projetos Live estão mostrando por aí! Além do profissional das picapes, os instrumentos entram em cena e dão um diferencial que vem ganhando o público e incrementando ainda mais a música. O resultado são sets especiais, verdadeiros shows. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina não é diferente. Por essas bandas é possível encontrar artistas que se juntaram em prol da música, por mais diferentes que seus estilos pareçam. Por exemplo, o pessoal do Sax & Phone in Concert (Lê Araújo, Silvio Erne, Thiago Marques Vini Netto e Luis Baner), que une o DJ + e-percussion + sax + baixo + teclados. O formato “novo” do já famoso duo completa um ano em janeiro e vai ganhando espaço nos lines de grandes eventos e shows gringos que passam por aqui, misturando o lounge e o house, se adaptando à pista. O duo Overcast (Federico Barco e Rodrigo Ayala) também ganhou uma versão mais “palco”, com a participação de músicos da banda Nacional Kid, buscando uma maior interatividade com o público. Prova disso foi a presença no palco principal do Planeta Atlântida, como lembra Ayala, no encerramento de uma das noites do festival com uma grande mistura de elementos do pop, rock e house. Em Santa Catarina, Thiago Zacchi e Fabricio Parisoto eram amigos de infância e começaram brincando de integrar a música eletrônica com o acordeom. Tanto deu certo que a gaita, as músicas e a percussão conquistaram clubs do país todo com um contexto ímpar. Como as apresentações mesclam um toque de cada artista, o repertório traz também adaptações. Segundo Lê Araújo, o importante para o

Sax & Phone in Concert é “fazer algo que não seja repetitivo e mantenha o público sempre na vibe”, claro, tirando o máximo – e o possível - dos instrumentos. Já Ayala conta que as apresentações do Overcast Live são baseadas na cultura POP internacional, “aquelas músicas que m a rc a r a m a v i d a d a s p e s s o a s , principalmente as nossas vidas”. Para Zacchi, DJ que veio das vertentes mais undergrounds, toda apresentação é um desafio. “Nos adaptamos a cada local sem perder nossa característica, mesmo em clubs mais comerciais - com a inserção dos instrumentos, tudo sai muito bem”, conta. E quanto à satisfação de estar em um projeto ousado, a resposta de todos é unânime: o som é feito para divertir o público! “A felicidade das pessoas é a nossa alegria, tenham certeza disso”, completa o catarinense. Porém, nem tudo são flores, e Ayala diz que há, sim, certa dificuldade em trabalhar com um grupo, “nem tudo é fácil, cada um tem o seu ego e as opiniões divergem às vezes”. Lê aponta as incompatibilidades de datas também como um desafio, “a agenda deles tem ainda shows com os seus outros projetos paralelos”, mas ressalta que o fato de poderem tocar juntos já é uma felicidade. Thiago mantém os pés no chão, “mesmo sabendo que é um começo, a alegria maior é chegar aos lugares e ver toda aquela galera para nos assistir”. Quando o assunto é futuro, o Sax & Phone tem como meta para o próximo ano uma música própria, que será lançada no verão de 2012 comemorando o primeiro ano do projeto. O Overcast Live também tem lançamento no início do ano, mas do novo show - no Wari Club, em Xangri-lá. E o acordeom MIDI - único no Brasil até o momento – é a aposta dos meninos do El Baile. “Ele emite sons de todos os instrumentos, violino, guitarra, entre outros. Será que vamos nos divertir?”, finaliza Zacchi.


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LEOZINHO X GUI Leo: Quando rolou seu primeiro contato com a música eletrônica? Teve alguma track que te marcou? Gui: Acho que com a música eletrônica mesmo, meu primeiro contato foi lá no início da adolescência e conheci como a maioria das pessoas, pelo lado mais comercial, de rádio mesmo... A partir daí comecei a pesquisar mais e mais. Já escutava alguma coisa de techno mas não tinha a mínima noção do que era o que. Com 15 anos tive a oportunidade de ir a uma ou duas festas no Fim de Século e fiquei maluco com aquele estilo de som. Leo: Atualmente, existem inúmeras maneiras de se apresentar - até o início dos anos 2000, a grande maioria usava vinil. Qual o setup que você usa? Vê alguma vantagem/desvantagem no setup que você usa comparado a outros? Gui: Acho que não existe um setup melhor que o outro, o que existe é aquele no qual o DJ se dá bem, treina e se sente confortável. Eu uso dois diferentes, um quando me apresento sozinho e outro quando toco junto com meu brother Johnny F (no projeto LoPressure). Sozinho, toco com CD por me sentir confortável, gosto de operar as CDJs, da qualidade do som e de ter meu case, meus CDs... O único inconviniente é a necessidade de organizar a case a toda hora – e nesse quesito sou meio atrapalhado. Quando me apresento com o LoPressure, utilizo Ableton, Akai APC-40 e iPads. Leo: Qual o seu produtor preferido no momento? E qual a sua track predileta de todos os tempos? Aquela que você levaria para o túmulo? Gui: Acho que meu produtor preferido, ou pelo menos um dos principais desde que comecei a realmente conhecer a música eletrônica, é o Gui Boratto. Por ser um cara que possui muitas tracks que eu gosto, por ser um cara que sabe botar muita qualidade nos seus trabalhos e por saber lançar hits que não apelem para o óbvio. Mas como tu falou “no momento”, nos últimos tempos são Love Girls, El Mundo & Satori e NTFO. E, cara, falar de uma track só seria muito complicado. Têm algumas que eu curto demais, mas não consigo escolher entre elas! Hoje, eu diria, Youandewan - 1988 (Original Mix), Arsenal - Estupendo (Gui Boratto Remix), Robert Babicz - Dark Flower (Joris Voorn Magnolia Mix), Oliver Koletzki - Hypnotized.. Acho que estas me representam bem! Leo: O que me fez cair na última pergunta... Se você pudesse trabalhar com algum artista, vivo ou morto, quem seria? E o que esperaria dele? Gui: Vou até soar repetitivo com essa, mas acredito que seria com o Gui Boratto, pelos motivos que já citei. Admiro muito o trabalho dele, acho que é um cara criativo, de bom gosto e que se preocupa com a qualidade de suas tracks. Poderia aprender muito com ele. Estou dando meus primeiros passos na produção musical, e é o que realmente gosto de fazer. Poderia tirar muito proveito disso.


GUI X LEOZINHO Gui: Como foi a tua trajetória até conseguir mostrar o teu trabalho e sentir que ele começou a fazer a diferença? E que conselho você daria pra essa galera que está começando e já sai reclamando da cena, da falta de oportunidades, da dificuldade em conseguir gigs? Leo: Quando eu comecei não existiam festas e tocava por incentivo de amigos, e principalmente pra poder rolar as festas. Simplesmente queríamos curtir! Hoje em dia, com a popularização da profissão ficou mais difícil se destacar. Procurar espaço nos clubes para fazer warm up e investir em produções próprias são caminhos, mas o principal mesmo é acreditar naquilo que você está fazendo. Faça com amor que o resultado eventualmente aparece. Gui: Qual sua opinião sobre estes avanços tecnológicos na profissão? Acha que esta avalanche de DJs com pouco conhecimento e intenções “duvidosas” pode realmente tirar o espaço de quem trabalha sério e com qualidade? Leo: Não acho que a tecnologia atrapalha a profissão. O que atrapalha são os DJs celebridades, além dos donos de clubs e promoters que contratam tais artistas! O pior é que geralmente o cachê dessa turma é altíssimo! Eu, pessoalmente, não me sinto totalmente à vontade com toda essa tecnologia para tocar, eventualmente uso o Traktor e acho uma ferramenta maravilhosa, mas nunca consegui fazer um set que eu considerasse excelente. Nunca deixei de comprar vinil e a verdade é que o prazer em tocar nesse formato é muito maior do que qualquer outro... Gui: Há pouco tempo tive a oportunidade de tocar depois de você na Sense, com meu projeto LoPressure. Você iniciou o set com um deep/tech e foi crescendo, terminando em um som bem mais agitado. Qual seu estilo preferido, que te faz querer tocar e realmente te empolga? Leo: Na verdade eu gosto é de música boa! Não importa se é deep, tech, prog... Se for boa - ao menos pra mim - eu vou tocar. Porém, atualmente o estilo que eu mais tenho encontrado boas músicas é o nu-disco. Martin Brodin, Cosmonauts, Plastic Plates, Drop out Orchestra são apenas alguns que estão com a mão cheia no momento. Tem também Hot Creations, Lee Foss, Danny Daze, Soul Clap, Art Department e Solomun. Gui: Algum produtor/DJ com o qual você gostaria de tocar e nunca tocou? Leo: Já tive oportunidade com todos os DJs que eu gostaria, menos um: Julian Coalesce. Provavelmente ninguém vai saber quem é... Ele tocava em Londres, foi um dos caras mais sinistros que eu já vi tocar.


GALERIA

Rodrigo Vieira

Neymar

Helen Ganzarolli

Dudu Massa

www.greenvalley.art.br Rua Mamoré, 1083 - Balneário Camboriú/SC Fotos: Adriel Douglas


GALERIA

Gustavo Souza e Lisiane Foerstnow

Pamela Wasburguer, Guilherme Schmitt, Rafael Steigleder, Sabrina Maurer, Rodrigo Wildner, Filipe Fernandes, Kerol Kley, Felipe Hansen, Amanda Wiest e Gabriel Luis Jardim

Márcio Krumenauer e Daniela Spaniol

Vinicius Zardo e Andressa Goldoni

Daniele Andrade, Julio Kley, Daniel Tavares, Kerol Kley, Nuno Ruthner, Carina Koller e Natalia Koller

Júlia Schuch dos Reis, Walker Puhl, Bárbara Viegas, Tamiris Ortolan e Ramon Vieira

www.dutx.com.br Rua Tupi, 1199 Novo Hamburgo - RS, 93320-050 Fone (51) 3239-0310 Fotos: Rafael Torres Atz


GALERIA

Porto Belo-Aline Oliveira

Piçarras-Anderson Moreti e Leticia Moreira

Porto Belo-Najara Isidoro

www.balihai.com.br Içara: Rod. Icr, 357 - Centro - Içara/SC Garopaba: SC-434 - - Garopaba/SC Piçarras: Av. Nereu Ramos, 2.970 - Centro, Piçarras/SC Porto Belo: Av. Gov. Celso Ramos - Centro, Porto Belo/SC Piçarras-Maithê Pozes

Fotos: William Vilela e Thiago Pavan


COLUNA

Profissão DJ – entenda o projeto de lei que busca a regulamentação da atividade Desde 2007, através de um projeto de lei do Senador Romeu Tuma (IM), que a regulamentação do exercício da atividade de DJ no Brasil. O texto inicial acabou sofrendo cortes no próprio Senado, e ficou reduzido a apenas algumas laudas que buscavam não criar, mas apenas inserir a figura do DJ na lei 6533 - já existente e que regulamenta atividades de cunho técnico e artístico. Vetado em Dezembro de 2010 pelo ex-presidente Lula, no mesmo mês o projeto teve como porta-voz o Senador Sérgio Zambiasi, que o apresentou novamente com o mesmo objetivo. Em menos de um ano, o projeto já foi aprovado na Comissão de Educação e foi aprovado com demonstrações de apoio de outros parlamentares. Atualmente está na Comissão de Assuntos Sociais, no Senado, onde deve ser votado em breve. Por trás desta iniciativa encontram-se entidades de diversos estados que buscam medidas que garantam a inclusão do profissional no mercado de trabalho formal, proporcionando a ele todas as garantias previstas pela CLT. Muitos dos que dizem ser contra este movimento, ou são desinformados, ou vivem na informalidade, ou simplesmente não se enquadram no perfil. Hoje o profissional que exerce esta atividade e busca o registro em carteira tem que optar entre funções como sonoplasta, técnico de som ou outras atividades como a de Disc Jockey. Isto porque a atividade ainda NÃO É reconhecida como profissão. Se aprovado o projeto, o DJ terá que fazer um curso de DJ para obter sua DRT e exercer a atividade profissional? Ninguém tem este poder de decidir quem vai tocar ou não. Para o DJ representa um dispositivo de proteção e respeito pelo tempo investido na carreira. Já para o contratante, um certificado e identificação do prestador de serviços junto ao Ministério do Trabalho. O DJ terá que pagar mais taxas com a regulamentação? Não existe nenhum tipo de “taxa” a ser imposta aos profissionais da categoria após a regulamentação. A contribuição sindical obrigatória só vale para quem tem carteira de trabalho assinada e registrada como DJ e equivale a um dia de salário por ano. A regulamentação NÃO OBRIGARÁ NINGUÉM a ter carteira assinada. Quem atua como autônomo continuará agindo da mesma maneira, sem nenhuma intervenção do Sindicato. Por Tibor Yuzo (Presidente da Associação Brasileira dos Titulares de Música Eletrônica) e Fernando De Conto (Presidente do Sindicato dos DJs Profissionais do RS).


Rio Music Conference por Maicon Buttenbender

No dia 18 de novembro Porto Alegre foi sede de uma etapa do Encontro Regional da Rio Music Conference. O evento teve como sede o Club 688, no centro histórico da cidade. O momento que mais destaco do encontro foi o debate Música Eletrônica e o Sul do País, onde a mesa composta por Renato Ratier (D-Edge/SP), Juan Rodrigues (Beehive/Passo Fundo-RS), Everson K (Melody/POA), Rani Vargas (Fly by Night), Otávio Conci (fotográfo) e mediada por João Anzolin (House Mag) debateram e interagiram com a público de forma inteligente e construtiva. Os conferencistas transmitiram sua visão e experiência de mercado de forma imparcial, sem "picuinhas". Por mais que estivessem ali representantes de núcleos e regiões distintas, que trabalham seus mercados cada um à sua maneira. Todos sempre buscando o melhor, como disse Juan em uma de suas intervenções: “Eu não queria ser o DJ, o cara que faria uma festa, eu queria levar um comportamento para o interior”. Além do debate positivo, que coloca o RS finalmente na rota de eventos deste gênero, tivemos uma seção de Perguntas & Respostas com Renato Ratier, que abriu o jogo; painel da Red Bull e um workshop de produção musical encabeçado por Ilan Kriger, sócio-fundador da AIMEC (maior escola de DJs e música eletrônica do Brasil). A Rio Music Conference 2012, acontece de 14 a 25 de fevereiro no Rio de Janeiro e o Fly by Night estará lá, pelo terceiro ano consecutivo, represetando o RS e SC como único veículo de promoção de eventos desta região com stand no evento. Venha nos visitar. Para mais infos, acesse www.riomusicconference.com.br

Fotos: Diogo Abelin


OPINIÃO

Definição de balada perfeita. por Gabi Stein

Hoje em dia escutamos muitas pessoas falando “a melhor balada do ano”, “a festa perfeita”, após grandes eventos que temos espalhados pelo Brasil. Mas a definição de balada perfeita é muito subjetiva, pois vários fatores influenciam para esta conclusão como: atrações, estado emocional, companhia, club, atendimento etc. E para você qual seria a definição de balada perfeita?

“Bom, balada perfeita no meu ponto de vista é aquela que reúne gente bonita, bacana, e animada. Entretanto, essa reunião necessariamente precisa ser num local climatizado, especialmente projetado para tanto, e com um bom fine vocal house na caixa! rsrsrs... Ah, a combinação desses fatores irão gerar uma vibe incrível, acredite!” Tiago Escher - empresário e proprietário da Holding de Entretenimento (responsável por Pink Elephant POA, Farm's Bar e Set Atlântida).

“Bebida gelada, música boa, amigos e local bacana são itens básicos. Mas o principal é o clima da noite, o espírito coletivo faz a diferença em uma balada e esse é o ingrediente secreto. Se o DJ ou banda não estiver com uma energia bacana, não há música ou bebida que salve a festa.” Sury Melo, DJ e empresário.


“Para ser perfeita, a balada começa antes de abrir as portas. O atendimento deve passar as informações sobre os artistas, logística de atendimento, valores e reservas, sendo breve e não deixando o cliente perder horas em filas, tanto de caixas quanto de entradas e banheiros. O conforto conta muito, o sistema de som, a música em si. O público por sua vez deve ir pela música, e pelo artista, acima de tudo o clube deve proporcionar ao mesmo esse sentimento de alegria e descontração, pois o cliente sai em busca não só de música, mas de um momento relaxante.” Pedro Freiberger, DJ, produtor e Manager Label

“É uma série de fatores! O estilo musical, a localidade e estacionamento próprio, receptivo da casa...Também são importantes para avaliação o dinamismo e atendimento dos garçons, a qualidade da bebida servida o espaço físico da casa, conforto, a qualidade e pontualidade da atração anunciada, tratase de respeito! Na saída, uma equipe profissional em bem treinada faz toda a diferença nessas horas. Se todos esses quesitos andarem juntos e de forma harmônica!” Rodrigo Simões, Marketing Wood’s Bar Balneário Camboriú


OPINIÃO

“Para mim, a balada perfeita tem que ter música de primeira (odeio música comercial), conforto, segurança, boa bebida, gente muito bonita e alto astral.” Pedro Hering, empresário e assessor de imprensa.

“Em primeiro, lugar mulher bonita! De resto, tudo que agrade mulher bonita (risos), ou seja, música boa, limpeza, segurança e atendimento de qualidade.” Rico Grunfeld, Sócio proprietário Confraria Club

“É um conjunto de variáveis que, naquele momento, foram atendidas com qualidade, eficiência e surpreenderam positivamente o meu bem estar. Desde as companhias, o atendimento dos bares, seguranças e o objetivo maior que me faz ir até ela: a música. Casas bem conceituas e profissionais certamente atendem estes primeiros itens sempre, agora, a música é algo que realmente faz toda a diferença. Pode estragar uma noite inteira se o som for ruim, ou te fazer dançar sem parar até o fim. Ou seja, a "balada perfeita" pra mim, é aquela onde o artista consegue tomar minha atenção de maneira que me faça ficar na festa, que me emocione e que principalmente me lembrar por um bom tempo daquela noite especial.” Danee, DJ, residente Warung e 128bpm


FBN Mag #3  

Fly by Night Magazine Ed. 3