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Worsa | Reviews | 2013 07 Na mira do Groove | LINK Escrito por Tiago Ferreira em quarta-feira, julho 17, 2013

NA MIRA: WORSA Rock experimental que trabalha uma infinidade de ideias em desfragmentações Cidade natal: Brasília (DF) Gênero: Experimental Membros: Feleps (guitarra/vocais), Bruno Rocha (bateria) e Wolve Rodrigues (baixo/ vocais) Agrada quem gosta de: Koenjihyakkei, Naked City, Massacre com interrupções abruptas Links: soundcloud.com/worsa www.atrator.org/worsa Fragmentação necessita de controle – principalmente na música, onde a fluidez inflige diretamente no andamento da canção. Acontece algo parecido quando falamos de desfragmentação. Isso porque ela procura evitar ainda mais o teor anárquico. Ela não pode evitar interrupções abruptas até a ideia atingir seu „fim‟ – justificando ainda mais o tal do… controle. O Worsa trabalha com isso, e muito bem. Formando um rock difuso que bebe de diversas fontes que vão da construção Naná Vasconcelos ao free-way-of-mind que o Massacre instituiu com maestria nos anos 1980, o trio de Brasília pode sim ser antecedido por um „power‟. Não muito pelo virtuosismo, que às vezes nos remetem a chatices de nomes que nem precisamos mais soltar aos sete ventos; e sim pelo autocontrole, que dá um tom ainda mais libertário aos seus escapismos instrumentais.

“o Worsa eleva a potencialidade do rock livrando-se de qualquer amarra.” A banda foi formada em Brasília em 2003 e, até agora, conta com dois trabalhos: o EP Morsa, de 2005, que se diz repleto de influências que vão de trilhas de videogame às ideias do filósofo anarquista Mikhail Bakunin; e o disco mais recente lançado no finalzinho de 2012, Omoioi que, apesar de ter um nome que lembra aquele bordão ridículo da novela das 9 da TV Globo, leva às agruras a ideia de espicaçado. Este último disco, além dos integrantes, conta com as participações de Natasha Salles (vocal soprano), Adil Silva (trombone), Marcus Dale (piano) e Carlos Tort (marimba/glockenspiel). Tudo quanto é experimentação entra no cardápio: de interjeições vocais operísticas a riffs tortos e baterias incisivas, o Worsa eleva a potencialidade do rock livrando-se de qualquer amarra. São 33 faixas praticamente sem título – elas são separadas por “Atos”. Todas elas têm menos de dois minutos, jogando e brincando com diversas ideias a partir da liberdade do gênero) em um formato que muito agrada aos fãs do incendiário Torture Garden (1989), do Naked City.

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