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ROAR AFRICA O primeiro safari carbono neutro é uma experiência única The first carbon neutral safari is a unique experience

VIDI 04 | Ano/ Year 01 Fev / Feb /20 | R$ 20,00

FÓRUM ECONÔMICO

MUNDIAL 2020 Encontro redefine o papel dos principais stakeholders globais do capitalismo na busca pelo equilíbrio sócio-econômico-ambiental

2020 World Economic Forum | Meeting redefines the role of the main global stakeholders of capitalism in the search for socio-economic-environmental balance

KLAUS SCHWAB | A visão de futuro do fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial | The vision of the future by the World Economic Forum founder and executive President


Conectando pessoas e mercados

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Conselho Editorial | Editorial Board Jorge Pinheiro Machado (Presidente | President ) Patrícia Iglecias, Agostinho Turbian e|and Elmano Nigri Edição | Edition Agência Startup Direção de Arte | Art Direction Purim Comunicação Visual VIDI é uma publicação de responsabilidade do Grupo Innsbruck de Comunicação e Eventos Os textos assinados pelos articulistas não refletem, necessariamente, a opinião da revista VIDI Atenção: pessoas não mencionadas em nosso expediente não têm autorização para fazer reportagens, vender anúncios ou pronunciar-se em nome da VIDI VIDI is a publication of Innsbruck Communication and Events Group. The articles signed by specific writers do not necessarily reflect VIDI magazine’s opinion. Attention: people not mentioned on the personnel list above are neither authorized to write articles, interviews, sell advertisements nor speak in behalf of VIDI.

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CEO Tathiana Hardt Souto Turbian Diretor de Mercado | Market Director Gilberto da Silva Departamento Comercial (publicidade, suplementos e edições especiais) | Commercial Department (advertising, supplements and especial editions) Grupo Enzo Almeida Av. Angélica, 688, conj. 704 | 688 Angélica Ave., room 704 - São Paulo - SP - Brasil - Atlanta Business Tower - 01228-000 +55 11 3663.2242

10 | VIDI


Sumário|Index

DIVULGAÇÃO

14 Green Pages|

Edmar Lopes, CFO da Movida, fala sobre a entrada da empresa para a Carteira de Sustentabilidade Empresarial da B3 Edmar Lopes, Movida’s CFO talks about the company’s entry into the B3 Corporate Sustainability Portfolio

54 Experiência | Experiment

Hyundai Motor e Uber lançam novo modelo de táxi aéreo Hyundai Motor and Uber launch a new model of air taxi

58 Perfil | Profile

Green Eletron triplica a quantidade de lixo eletrônico coletada The Green Eletron triples the amount of electronic waste collected

13 Editorial |

44 Artigo | Article

20 Visão | Vision

Principado de Mônaco investe e utiliza energia solar Monaco Principality invests on and uses solar energy

24 Change |

Empresas incorporam mudanças climáticas em estratégias de negócios Companies incorporate climate changes into business strategies  

30 Fórum Econômico Mundial | World Economic Forum

Davos: entre debates e soluções Davos: between debates and solutions

12 | VIDI

Sustentabilidade: investimentos para o mercado imobiliário brasileiro Sustainability: investments for the Brazilian’s real estate market

48 MundoVIDI | World VIDI

O primeiro safari carbono neutro é uma experiência única The first carbon neutral safari is a unique experience

52 Futuro | Future

Parque Eólico da Honda chega ao quinto ano de operações Honda Wind Farm reaches its fifth year of operations

60 Sustentável | Sustainable

CEOs globais querem atingir os Objetivos Globais de Sustentabilidade Global CEOs want to achieve Global Sustainability Goals

64 Inovação | Innovation

IBM desenvolve bateria inovadora com materiais extraídos da água do mar IBM develops innovative battery with seawater-extracted materials

+66 Goodnews |

68 Cultura VIDI | VIDI Culture

70 VIDI Aplaude | VIDI Cheers


Editorial|

Encontro de povos Entre os dias 21 e 24 de janeiro, mais de 3 mil líderes globais da política, sociedade civil, academia, artes e cultura, além da mídia, se reuniram em Davos-Klosters, na Suíça, para a 50ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum). O encontro foi marcado pela busca por um mundo mais sustentável e equilibrado, no qual o meio ambiente e suas necessidades passam agora a influenciar diretamente os

agentes empresariais e seus negócios, transformando assim o próprio capitalismo. Em resumo, os participantes se concentraram na definição de novos modelos para a construção de sociedades sustentáveis e inclusivas em um mundo mais pluralista e unido. Para celebrar esse momento de suma importância para darmos um passo decisivo na evolução da economia verde, preparamos uma reportagem especial sobre o Fórum Econômico Mun-

dial e quais as grandes conquistas, decisões e projetos que evidenciam essa nova postura exigida das empresas e corporações. Confira também uma entrevista exclusiva com Edmar Lopes, CFO da Movida, que fala sobre a presença da empresa na Carteira de Sustentabilidade Empresarial da B3, sendo a primeira vez que uma locadora de carros aparece na lista. Preserve a vida, seja VIDI! Boa leitura. Mar 2020 | 13


Por Edgar Melo

DIVULGAÇÃO

Green Pages|

14 | VIDI


Movida pela inovação Após entrar para a Carteira de Sustentabilidade Empresarial da B3, Edmar Lopes, CFO da Movida, fala sobre o feito e as principais questões ligadas ao tema Em dezembro do ano passado a Movida se tornaria a primeira empresa do setor de locação de carros a compor a carteira ISE2020 da B3, com vigência de 06/01/2020 a 01/01/2021. O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) considera a performance das empresas de capital aberto sob o aspecto da sustentabilidade, o que inclui governança, resultados econômicos e equilíbrio ambiental e social. A carteira reúne companhias de 15 setores que somam mais de R$ 1,6 trilhão em valor de mercado, representando quase 38% do total do valor das companhias com ações negociadas na B3. Em 2019, a Movida alterou seu estatuto, definindo, claramente, que além dos interesses

de curto e longo prazo da companhia e de seus acionistas, as atividades da Movida devem considerar os efeitos econômicos, sociais, ambientais e jurídicos das suas operações em relação aos empregados ativos, fornecedores, clientes e à comunidade como um todo. Além disso, reafirma que os administradores deverão considerar o melhor interesse da Companhia, incluindo as expectativas e os efeitos de seus atos também para a coletividade e o meio ambiente. Para dar conta desse objetivo, a Movida criou uma célula dedicada a Sustentabilidade para aumentar o foco na melhoria do desempenho dos indicadores ESG (na sigla em inglês, Environmental, Social and Governance).

Para 2020, além da admissão no Sistema B - uma certificação internacional que prevê como modelo de negócios o desenvolvimento social e ambiental - a locadora prevê expandir o rollout da lavagem a seco para praticamente todas as suas lojas. Mas não é de hoje que a Movida age pensando de forma sustentável. O programa Carbon Free, que neutraliza as emissões de carbono das locações, acaba de completar 10 anos com árvores plantadas numa área equivalente a 42 campos de futebol iguais ao Maracanã. Acompanhe a entrevista de Edmar Lopes, CFO da Movida e conheça a visão da empresa sobre os principais temas de importância para o equilíbrio sócio-econômico-ambiental do Brasil e do mundo. Abril/April Mar 2019 2020 | 15


Green Pages|

VIDI – Qual a importância da presença da empresa na carteira de Sustentabilidade da B3?

Edmar Lopes – A Movida Aluguel de Carros se tornou a primeira locadora de carros a entrar para o grupo das 30 empresas que compõe a Carteira ISE 2020 da B3. Esse reconhecimento, que nos enche de orgulho e prova que estamos no caminho certo, é reflexo de uma mudança de cultura focada em um crescimento mais justo, equilibrado e sustentável, que não começou hoje. Essa conquista, assim como a da Certificação de Empresa B, deixa claro que qualquer empresa, de qualquer setor, pode pensar o seu negócio de um jeito diferente. E talvez isso seja o mais importante: mostrar que é possível. VIDI – Quais são as bases e metas da visão de sustentabilidade da Movida?

EL – A sustentabilidade, no seu viés mais amplo, é um eixo transversal do nosso negócio e perpassa todas as nossas áreas de atuação. Em 2019, alteramos o nosso estatuto, definindo, claramente, que além dos interesses de curto e longo prazo da companhia e dos seus acionistas, nossas atividades devem considerar os efeitos econômicos, sociais, ambientais e jurídicos das suas operações em relação aos empregados ativos, for16 | VIDI

necedores, clientes e à comunidade como um todo. Além disso, esse documento reafirma que os administradores deverão considerar o melhor interesse da empresa, incluindo as expectativas e os efeitos de seus atos também para a coletividade e o meio ambiente. Nossa Política de Compras foi atualizada para aplicação de critérios socioambientais na triagem de seus fornecedores e foram definidos temas materiais para a companhia por meio de consulta a seus principais stakeholders. VIDI – Uma grande parcela dos empresários já deixou de ver o investimento em sustentabilidade como um custo. Quais os próximos passos nesse sentido? O que falta para termos empresas 100% alinhadas com o meio ambiente?

EL – Para alcançar uma sociedade mais inclusiva e colaborativa, na velocidade e urgência que precisamos, é necessário mudar a regra do jogo. Por isso, é muito importante mostrar que é possível usar o poder dos nossos negócios para o bem e redefinir esse conceito de sucesso, indo além do fator financeiro e avaliando também os impactos sociais e ambientais. Talvez, o que falte, seja justamente isso, esses exemplos de grandes empresas questionando essa lógica e fazendo, de fato, diferente.

VIDI – Quais são as principais metas e desafios da empresa no âmbito ambiental/sustentável para os próximos anos?

EL – Entre os próximos passos estão estender a estratégia de diversidade também para o board; a busca constante pela otimização do uso dos recursos naturais em nossas lojas e escritórios; contribuir para a melhoria da mobilidade urbana, inclusive democratizando a locação de carro; investir cada


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vez mais no programa Carbon Free, que neutraliza as emissões de CO2 das locações. VIDI – Quais são os projetos em que a Movida está atualmente envolvida?

EL – Trabalhamos atualmente com o rollout da lavagem a seco; criação da área de Qualidade do Atendimento; inserimos a diversidade como um dos temas prioritários e, atualmente, buscamos direcionar

recursos, programas, iniciativas e ações para estruturar e avançar cada vez mais a frente neste tema. Do atual total do quadro de seus colaboradores, 40% são mulheres e 43%, negros. Em relação aos cargos de liderança, dos 182 cargos de Coordenadores e Supervisores, mais de 65% são preenchidos por mulheres. Também ampliamos a licença maternidade para 6 meses e a paternidade para 20 dias. Estamos ainda investindo

Para alcançar uma sociedade mais inclusiva e colaborativa, na velocidade e urgência que precisamos, é necessário mudar a regra do jogo Abril/April Mar 2019 2020 | 17


Green Pages|

em novas soluções de mobilidade, como os tuk tuks elétricos que começaram a circular por Vitória, no Espirito Santo, no dia 28 de janeiro. VIDI – Qual o seu entendimento do termo “responsabilidade social” nos dias de hoje e como a Movida atua nesse campo?

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EL – Sempre acreditamos que a responsabilidade por um mundo melhor, mais justo, mais sustentável é de todos. E, por isso, também nossa. O programa Carbon Free, por exemplo, já completou 10

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anos. E, de lá para cá, conforme o nosso negócio cresce, cresce também esse nosso papel, o nosso comprometimento. Ajudamos a democratizar a locação, levando essa opção também para as classes C e D, quando abrimos as primeiras lojas do setor fora dos grandes centros urbanos, nas rodoviárias. Uma boa mobilidade urbana impacta na qualidade de vida das pessoas e isso é fundamental. Daí também todos os investimentos em pesquisa e implantação de outros modais como a bicicleta, o trici-

clo, o tuk tuk. Hoje temos, no total, quase 4 mil colaboradores em todo o Brasil e isso também tem um peso. VIDI – Como uma empresa se aproxima do público consumidor para informá-lo sobre a importância da consciência ambiental? Ainda é uma tarefa complexa?

EL – Até hoje, apesar de ter o impacto positivo como algo intrínseco a sua operação, a Movida não comunicava isso de forma muito clara, e talvez não muito constante, para os seus clientes. Mas isso vai mudar, até


para estimulá-los, assim como a nossos próprios colaboradores, a mudarem pequenos hábitos também e se orgulharem das escolhas diárias que fazem, inclusive, quando alugam um carro ou vão trabalhar. VIDI – A exposição e representatividade de Greta Thunberg mostra que o jovem está cada vez mais ligado nas questões ligadas a sustentabilidade?

EL – Essa representatividade não vem de hoje. Basta lembrar da menina de 12 anos que marcou a Eco 92, há quase 30 anos. Mas, sem dúvida nenhuma, as pessoas estão mais ligadas a essas questões, até por causa do ponto em que chegamos, da urgência em fazer diferente. E, hoje, cobram não apenas os governos, mas também a iniciativa privada. E com um poder enorme. Das redes sociais, a internet. Por um lado, você tem mais conhecimento e, por

Os jovens, Millennials e Geração Z, acabam tento um papel muito importante, porque, naturalmente, as mudanças partem deles e dali se ampliam

Raio-X

A MOVIDA é uma empresa de soluções inovadoras em mobilidade urbana para todo tipo de necessidade. Pioneira em oferecer serviços como aluguel mensal para pessoa física, wi-fi no carro, pré-pagamento e chatbox nas redes sociais, foi a primeira locadora do País a ir além do carro e incluir o aluguel de bicicletas e triciclos elétricos, ajudando a revolucionar o setor de locação no Brasil. Antenada aos novos tempos, investe em sustentabilidade e, ainda hoje, é a única locadora brasileira com um programa como o Carbon Free, que neutraliza as emissões de CO2 das locações dos seus clientes. Desde 2006 no mercado, a Movida passou a fazer parte do Grupo JSL em 2013 e abriu capital em fevereiro de 2017. Com perfil inovador aliado a forte governança corporativa, as suas ações têm apresentado consistente valorização e mais R$ 5,0 bilhões já foram captados no mercado. Atua tanto no varejo, com aluguel de carros e venda de seminovos, como no mercado corporativo, com a terceirização de frotas para empresas. Após investimentos de aproximadamente R$ 8,5 bilhões em sua frota nos últimos três anos, conta, atualmente, com uma frota de mais 110 mil veículos, 188 lojas de aluguel de carros e 66 de seminovos.

outro, mais pressão. Os jovens, Millennials e Geração Z, acabam tento um papel muito importante, porque, naturalmente, as mudanças partem deles e dali se ampliam. E essa, de fato, é uma batalha que precisa ser lutada junto: políticos, empresas e sociedade civil. VIDI – A tecnologia já tem um papel preponderante na busca pelo equilíbrio sócio-econômico-ambiental? De que forma?

EL – Muito. Seja pelo conhecimento que ela proporciona, do acesso a informação na palma da mão, a qualquer hora, com muito mais transparência,

até a pressão que ela possibilita, quando permite que um cliente cobre uma empresa na página dela do LinkedIn, por exemplo. E isso é muito interessante, porque quando a comunicação fica mais direta, mais profunda, as partes se conhecem melhor. A empresa oferece produtos e serviços com maior “fit” e os consumidores podem escolher empresas com as quais se identificam mais. E, além disso, estão disponíveis novas matérias-primas, novas tecnologias, novos combustíveis, que quanto mais usados forem, mais baratos se tornarão e mais populares ficarão. Abril/April Mar 2019 2020 | 19


Visão|Vision

DIVULGAÇÃO

Por Redação|By Staff Writer

Em 2016, o Príncipe Albert II de Mônaco criou a Missão de Transição de Energia para promover o uso de energias renováveis e eficiência energética em todos os setores do principado. Quando se trata de opções de energia renovável no país, a energia solar e as bombas de calor serão as principais fontes que apoiarão o 20 | VIDI

plano de ação implementado pelo governo. Nos últimos dois anos, os painéis fotovoltaicos vêm ocupando os telhados do país e agora estão instalados tanto em residências privadas como em edifícios públicos. O próximo projeto é a instalação de quase 500 m² de painéis no telhado do Corpo de Bombeiros de Fon-

Quando se trata de opções de energia renovável no país, a energia solar e as bombas de calor serão as principais fontes que apoiarão o plano de ação implementado pelo governo


Principado de Mônaco investe e utiliza energia solar

The Principality plays the solar card... all year round When it comes to the renewable energy options that the Principality hopes to exploit as part of the energy transition called for by H.S.H. Prince Albert II, solar power and seawater heat pumps will be the primary sources that will supply the action plan rolled out by the Prince’s Government.

Over the last two years, photovoltaic panels have been taking over the Principality’s roofs, and are now found on both private homes and public buildings, including the Parc and Révoires primary schools, as well as Monaco’s Vocational and Catering School. The next project in line is the installation of nearly 500 m² of panels on the roof of Fontvieille Fire Station. These will produce 88,000 KWh annually, help to re-

duce CO2 emissions by 7.2 tonnes per year, and supply nearly 27% of the electricity used by the entire fire station and the building’s 40 housing units. Last April saw the inauguration of 1,000 m2 of photovoltaic panels on the roof of the Monte-Carlo Bay hotel. This is a solar power plant funded, operated and implemented by SMEG as part of the SunE contract. It receives a Government grant and

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Visão|Vision

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Em abril de 2019, foram inaugurados 1.000 m2 de painéis fotovoltaicos no telhado do hotel Monte-Carlo Bay. Este gerador de energia solar é financiado, operado e implementado pela SMEG (Companhia Monegasca de Eletricidade e Gás), para garantir a geração de eletricidade fotovoltaica por 15 anos

Dalles solaires, Fontvieille

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tvieille. Eles produzirão 88.000 KWh anualmente, ajudarão a reduzir as emissões de CO2 em 7,2 toneladas por ano e fornecerão quase 27% da eletricidade usada por todo o quartel de bombeiros e pelas 40 unidades habitacionais do edifício. Em abril de 2019, foram inaugurados 1.000 m2 de painéis fotovoltaicos no telhado do hotel Monte-Carlo Bay. Este gerador de energia solar é financiado, operado e implementado pela SMEG (Companhia Monegasca de


Eletricidade e Gás), para garantir a geração de eletricidade fotovoltaica por 15 anos. Em setembro deste ano, 2.425 m2 de painéis fotovoltaicos foram instalados no telhado do Fórum Grimaldi, também pela SMEG. Iniciativa Para incentivar uma maior utilização de energia solar entre a população, em junho de 2017 o governo publicou um mapa online de recursos solares, que fornece informações a todos os residentes sobre a capacidade de produção de energia solar fotovoltaica de todos os telhados de Mônaco (www.cadastresolaire.mc). Desde 2008, o Estado oferece aos moradores subsídios para a instalação de painéis solares fotovoltaicos e térmicos. Finalmente, por meio da empresa Monaco Energies Renouvelables, fundada em parceria com a SMEG, o principado comprou oito geradores de energia solar na França, que cobrem 10% do consumo de eletricidade do país. guarantees photovoltaic electricity generation for 15 years. Finally, in mid-September this year, H.S.H. the Sovereign Prince officially opened a power plant comprising 2,425 m2 of photovoltaic panels on the roof of the Grimaldi Forum. These were also installed by SMEG in anticipation of the requirements of the offshore urban extension project and will be part

of the new district’s energy mix. The installation received €1.5 million in funding paid to the State by SAM Anse du Portier. To encourage more take-up of solar power among individuals, in June 2017 the Government published an online solar resource map, which provides all residents with information on the solar PV production capacity of every roof in Mona-

co (www.cadastresolaire.mc). Since 2008, the State has offered residents grants for the installation of solar PV and thermal panels. Finally, through the company Monaco Energies Renouvelables, founded in partnership with SMEG, the Principality has purchased eight solar power plants in France, covering 10% of the Principality’s electricity consumption.

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Change|

Por Redação|By Staff Writer

Empresas incorporam mudanças climáticas em estratégias de negócios Estudo do CEBDS, com apoio do WWF-Brasil e CDP, mostra que companhias com operações no Brasil reportaram oportunidades que representam impactos financeiros positivos de US$ 124 bilhões As mudanças do clima são hoje um dos principais vetores de riscos e oportunidades para os negócios. A maior parte das grandes empresas com atuação no Brasil já entendeu isso e está atuando para enfrentar o problema. Essa é a principal conclusão do estudo ‘Como as empresas vêm contribuindo para o Acordo de Paris’, que foi lançado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), durante a Conferência das

Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), realizada em Madri, na Espanha, no final do ano passado. O estudo, realizado com o apoio do WWF-Brasil e CDP (Carbon Disclosure Program) América Latina, baseia-se nas respostas de 61 companhias brasileiras e multinacionais com operações no país, que representam cerca de 90% do capital comercializado em bolsa de valores no Brasil. Em sua segunda edição, a pesquisa mostrou que

o entendimento dos impactos climáticos pela lente financeira tem contribuído para que as companhias materializem as oportunidades associadas. Ainda que de maneira estimada, em 2018, elas reportaram oportunidades que representam impactos financeiros positivos de US$ 124 bilhões, com um investimento necessário para materializá-las de US$ 17,5 bilhões. Enquanto os riscos apresentaram impactos negativos de US$ 45 bilhões.

Companies incorporate climate change in business strategies A research study by Brazilian Business Council for Sustainable Development (CEBDS) shows that companies with operations in Brazil reported in 2018 opportunities representing positive financial impacts of US$ 124 billion

Climate change is today one of the main vectors of business risks and opportunities. Most large companies operating in Brazil already understand this and are working to address the problem. This is the main conclusion of the research study. How companies have been contributing to the Paris Agreement’, released by the Brazilian

Business Council for Sustainable Development (CEBDS) at the United Nations Climate Change Conference (COP25), in Madrid, Spain, last year. The research study, supported by WWF-Brazil and Carbon Disclosure Program (CDP) Latin America, is based on the responses of 61 Brazilian and multinational companies with operations in the coun-

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Ainda que de maneira estimada, em 2018, elas reportaram oportunidades que representam impactos financeiros positivos de US$ 124 bilhĂľes

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O estudo mostra também um entendimento crescente das empresas de que a crise climática ameaça a estabilidade financeira dos negócios

try, which represent about 90% of the capital traded on the stock exchange in Brazil. In its second edition, the research showed that the climate impacts understanding by financial point of view has contributed to companies realizing the associated opportunities. Although estimated in 2018, they reported opportunities representing positive financial impacts of US$ 123,7 billion, with an investment needed to materialize them of US$ 17,5 billion. While the risks had negative impacts of US$ 45 billion. “There is a clear business justification for investing in solutions that contribute to the decarbonisation of the economy,” said Marina Grossi, President of CEBDS. Many companies have realized this and are directing investments in research

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“Ou seja, há uma justificativa empresarial clara para investimento em soluções que contribuam para a descarbonização da economia”, disse Marina Grossi, presidente do CEBDS. Muitas empresas já perceberam isso e estão direcionando investimentos em pesquisa e desenvolvimento de soluções de baixo carbono, sendo que o montante total destinado a este fim em 2018 foi de US$ 7,7 bilhões. Análise “O estudo mostra também um entendimento crescente das empresas de que a crise climática ameaça a estabilidade financeira dos negócios”, observou Alexandre Prado, Diretor de Economia Verde do WWF-Brasil. De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2019, do Fórum

Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), a mudança do clima aparece direta ou indiretamente associada a três dos cinco riscos globais mais prováveis e a quatro dos cinco riscos globais com maior impacto negativo. Neste caso, risco global é definido como um evento incerto ou condição que, se ocorrer, poderia impactar negativamente várias indústrias e países nos próximos 10 anos. “Uma vez que uma gestão eficiente depende necessariamente da capacidade de mensuração, ao estabelecer uma métrica financeira para os riscos climáticos, as empresas conseguem adotar medidas estratégicas na direção da nova economia e ganhar competitividade”, afirmou Lauro Marins, Diretor Executivo do

and development of low carbon solutions, with the total amount bound for this purpose in 2018 was US$ 7,7 billion. “The research study also shows companies’ growing understanding that the climate crisis threatens the financial stability of their businesses,” noted Alexandre Prado, Director of Green Economy  of WWF-Brazil. According to the World Economic Forum (WEF) Global Risk Report 2019, climate change appears directly or indirectly associated with three of the five most likely global risks and four of the five most negative impacting global risks. In this case, global risk is defined as an uncertain event or condition that, if it occurs, could negatively impact various industries and countries over the next 10 years.

“Since efficient management necessarily depends on measurement capability, by establishing a financial metric for climate risks, companies are able to take strategic steps toward the new economy and gain competitiveness”, said Lauro Marins, Executive Director of CDP Latin America. The research study shows that 32% of Brazilian companies adopt science-based targets and 33% do internal carbon pricing. They are voluntarily pricing their emissions as a way of managing climate-related risks and opportunities. Another 21% intend to do internal pricing in the next two years. “The results of the companies revealed in this study show that facing climate change represents more opportunities than risks for Brazil. In summary, it is financially more ben-


CDP América Latina. O estudo mostra que 32% das empresas brasileiras adotam metas baseadas na ciência e 33% fazem a precificação interna de carbono. Ou seja, estão voluntariamente atribuindo preços para suas emissões como forma de gerir riscos e oportunidades associados ao clima. Outras 21% pretendem fazer a precificação interna nos próximos dois anos. “Os resultados das empresas revelados neste estudo demonstram que enfrentar a mudança do clima representa mais oportunidades do que riscos para o Brasil. Em resumo, é financeiramente mais vantajoso fazer investimentos para materializar essas oportunidades do que gerir os impactos negativos das mudanças no clima”, explicou Marina Grossi. Esse aprendizado das empresas pode ajudar na construção de políticas adequadas visando maior resiliência da economia brasileira diante dos impactos gerados pela mudança do clima. “Este tema poderia ser incorporado como uma das variáveis críticas nas propostas de reformas em discussão no País. Assim, políticas econômicas, tributárias e ambientais, dentre outras, não mais competiriam entre si, mas sim poderiam convergir para fortalecer a competitividade do Brasil nessa nova economia”, disse o Diretor de Economia Verde do WWF-Brasil.

Principais resultados do estudo • 83% identificam riscos associados às mudanças climáticas • 85% identificam oportunidades associadas às mudanças climáticas • 93% integram mudança do clima à estratégia de negócios • 68% fazem uso de cenários climáticos • 30% desenvolveram um plano de descarbonização e 10% têm um plano de descarbonização em desenvolvimento a ser finalizado nos próximos 2 anos • 33% utilizam precificação interna de carbono Outras 21% pretendem fazê-los nos próximos 2 anos • 32% se comprometeram com uma meta baseada na ciência • Empresas analisadas investiram um total de US$ 7,7 bilhões em P&D de baixo carbono Main results of the research study • 83% identify risks associated with climate change • 85% identify opportunities associated with climate change • 93% integrate climate change into their business strategy • 68% make use of climate scenarios • 30% have developed a decarbonization plan and 10% have a decarbonization plan under development to be finalized within the next 2 years • 33% use internal carbon pricing. Another 21% intend to do so in the next 2 years • 32% committed to a science-based goal • Analyzed companies invested a total of US$ 7,7 billion in low carbon R&D

A integração das questões climáticas na construção dessas políticas, inclusive, pode apresentar soluções para endereçar o atual déficit orçamentário por meio de instrumentos financeiros inovadores como títulos verdes e debentures incentivados. O estudo destaca que há um apetite crescente de investidores por esses produtos financeiros. O mercado global de investimento de impacto, que considera critérios Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), já movimenta US$ 502 bilhões, considerando os

ativos de 1.300 investidores de impacto de todo o mundo. Energia renovável A Fundação Ellen MacArthur também participou com líderes  de todo o mundo  da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP25) para apresentar sua mais recente publicação,  que revela a necessidade de uma  transição  fundamental na abordagem global de enfrentamento das mudanças climáticas. O artigo, desenvolvido em colaboração com a consultoria Mar 2020 | 27


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Material Economics, teve versões em português e espanhol lançadas em apoio ao chamado da Fundação para que líderes governamentais e empresariais ao redor do mundo adotem a economia circular como um modelo vital para zerar as emissões até 2050. O anúncio aconteceu sobre o painel presidencial sobre economia circular e mudanças climáticas. A  organização  sem fins lucrativos, que tem como  missão  acelerar a  transição  a uma economia circular para enfrentar os principais desafios do mundo, diz que é vital ir  além  da energia  renovável  como foco atual de  solu-

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ção para a mudança climática. Como exposto no artigo  Completando a Figura: como a economia circular ajuda a enfrentar a mudança climática, a  transição  para energias  renováveis  endereça  apenas 55% das  emissões  globais de gases de efeito estufa. Para atingir os objetivos  climáticos da ONU, o artigo enfatiza a necessidade urgente de lidar com os 45% restantes. O artigo demonstra o potencial da economia circular para enfrentar essas  emissões  negligenciadas. Para ilustrar esse potencial, o artigo considera cinco áreas chave:  aço,  plástico,  alumínio, cimento e alimentos. Economia circular Adotar um modelo de economia circular nessas  áreas  pode gerar uma  redução  total de 9,3  bilhões  de toneladas de gases de efeito estufa  até 2050. Isso equivale a eliminar as  emissões  atuais de todas as formas de transporte do mundo.  Esses exemplos fornecem uma mensagem clara a outras  indústrias - como a moda, a  indústria  de  eletrônicos e de embalagens - sobre o valor que a  economia circular pode oferecer. Mudanças  na dieta,  inova-

ções emergentes e captura e armazenamento de carbono são as últimas peças necessárias  para completar a figura de como o mundo pode zerar as emissões até 2050. Ao  lançar  o artigo, a  Fundação Ellen MacArthur diz que ele busca fornecer uma  peça  importante que estava faltando nas  soluções  contra a  mudança  climática, demonstrando como empresas, instituições financeiras e agentes  públicos podem construir uma economia próspera e resiliente, ao mesmo tempo em que combatem a mudança climática. “A  transição  para a energia  renovável  tem um papel essencial no enfrentamento das mudanças climáticas, mas só isso  não  será suficiente. Para atingir os demais objetivos do clima, é crucial que transformemos a forma como projetamos, fazemos e usamos os produtos e os alimentos. Completar a figura  por meio de uma  transição  para a economia circular pode nos tornar aptos a alcançar as necessidades de uma  população  global em crescimento, ao mesmo tempo em que criamos uma economia  próspera  e resiliente, que pode funcionar a longo prazo,” diz a dama Ellen  MacArthur, fundadora da  Fundação Ellen MacArthur. O Acordo de Paris exige a redução  das  emissões  líquidas  a zero  até 2050 para limitar o crescimento da temperatura


A adoção de um modelo de economia circular pode ajudar a América Latina a superar a sua dependência de indústrias extrativas e práticas agrícolas que promovem desmatamento e, em vez disso, gerar valor de maneiras que regenerem o seu capital natural incomparável

em até 1,5°C.  Enquanto  a economia circular está fundamentada na energia  renovável, o artigo  também  demonstra o papel crucial que o setor de alimentos e setores industriais chave podem ter  na redução  das  emissões  para atingir o objetivo. “Esse artigo mostra que a transição para uma economia circular não é apenas uma oportunidade de enfrentar as emissões  intersetorialmente, mas de projetar uma economia que é restaurativa e regenerativa, criando benefícios para a sociedade, empresas e o meio ambiente,” acrescenta Ellen. Christiana Figueres, ex-secretária  executiva da  ConvençãoQuadro  das  Nações  Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) e  sócia-fundadora  da Global  Optimism  diz: “a  redução  nas  emissões  de carbono representa oportunidades enormes de criatividade. Isso é real para toda empresa, para toda cidade e qualquer  país essa é a direção para a qual precisamos nos mover, e este  re-

latório oferece dados convincentes para confiarmos nas nossas habilidades de otimizar a  descarbonização  e o desenvolvimento  econômico  em apoio mútuo de um ao outro.” Efeitos A economia circular é baseada em  três  princípios: eliminar resíduos e poluição, manter produtos e materiais em uso e regenerar sistemas naturais. Além  de reduzir as  emissões, o artigo mostra que a economia circular tem o potencial de aumentar a  resiliência  aos efeitos da  mudança climática e contribuir para atingir os diversos Objetivos do Desenvolvimento  Sustentável da ONU. A adoção de um modelo de economia circular pode ajudar a América Latina a superar a sua dependência de indústrias extrativas e práticas agrícolas que promovem desmatamento e,  em vez disso,  gerar valor de  maneiras  que regenerem o seu capital natural incomparável.

Esse modelo proporciona também maior resiliência aos efeitos da mudança climática que, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), poderão custar à região entre 2 a 4% do seu PIB até 2050.

eficial to make investments to materialize these opportunities than to manage the negative impacts of climate change”, explained Marina Grossi. This learning from companies can help in the construction of suitable policies aiming at greater resilience of the Brazilian economy in face of the impacts generated by climate change. “This topic could be incorporated as one of the critical variables in the reform propos-

als under discussion in the country. Thus, economic, tax and environmental policies and others would no longer compete with each other but could converge to strengthen Brazil’s competitiveness in this new economy”, said the Director of Green Economy of WWF-Brazil. The integration of climate issues into policymaking can even provide solutions to address the current budget deficit through inno-

vative financial instruments such as green bonds and incentive debentures. The research study highlights that there is a growing appetite for investors for these financial products. The global market of the impact investment, which considers Environmental, Social and Governance (ESG) criteria, already has a turnover of US$ 502 billion, considering the assets of 1,300 impact investors from around the world.

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DIVULGAÇÃO

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Por Redação


Davos: entre debates e soluções

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Fórum Econômico Mundial 2020 foi marcado pela afirmação do papel dos principais stakeholders globais do capitalismo na busca definitiva pelo equilíbrio sócio-econômico-ambiental

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Børge Brende, presidente do Fórum

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A 50ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), evento que reuniu líderes políticos e empresários em Davos-Klosters, na Suíça, entre os dias 21 a 24 de janeiro, foi definida pela busca por um mundo mais sustentável e equilibrado, no qual o meio ambiente e suas necessidades passam a influenciar diretamente no capital. O presidente do Fórum Børge Brende disse: “nossa 50ª Reunião Anual foi verdadeiramente notável, devido ao progresso real que criamos em um espectro de questões em que a colaboração público-privada é crucial. Lançamos as bases para uma década de entrega”. O encontro reuniu mais de 3 mil líderes globais da política,

governo, sociedade civil, academia, artes e cultura, além da mídia. Reunindo-se sob o tema “Partes Interessadas por um Mundo Coeso e Sustentável”, os participantes se concentraram na definição de novos modelos para a construção de sociedades sustentáveis e inclusivas em um mundo mais plural.

O encontro reuniu mais de 3 mil líderes globais da política, governo, sociedade civil, academia, artes e cultura, além da mídia. Reunindo-se sob o tema “Partes Interessadas por um Mundo Coeso e Sustentável”


Capitalismo stakeholder Ao longo da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, os líderes governamentais e empresariais compartilharam suas prioridades para o próximo ano, incluindo os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas), abordando a paridade de gênero e combatendo as ações que prejudicam o meio ambiente. Este conceito proposto chamado de capitalismo stakeholder tem o objetivo de atender interesses de profissionais, investidores, comunidades, parceiros e demais membros da cadeia produtiva e que influenciam no meio ambiente. Por isso, mais do que nunca, o diálogo ditará as regras do jogo na próxima década. Um bom exemplo é a Arábia Saudita, o único país do Oriente Médio no G20, que estabeleceu uma agenda ambiciosa. Sob a rubrica de “Realizando opor-

Abdulaziz Bin Salman Bin Abdulaziz Al Saud, Ministro da Energia da Arábia Saudita

tunidades do século XXI para todos”, o plano em três frentes se concentrará em capacitar as pessoas, salvaguardar o planeta e moldar novas fronteiras. Todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das

Nações Unidas são abordados direta ou indiretamente. “A Arábia Saudita é mais conhecida como grande produtora de petróleo, mas também possui uma agenda ambiental agressiva”, explicou Abdulaziz Bin Salman Bin Abdulaziz Al Saud, Ministro da Energia da Arábia Saudita. Isso inclui gerenciar condições para as indústrias e a cadeia de valor alimentar e mobilidade sustentável. Durante o Fórum, repercutiu o anúncio realizado pela Microsoft em meados de janeiro de que a empresa terá uma pegada de carbono negativa até 2030. Assim, na próxima década, a empresa terá de eliminar da atmosfera mais dióxido de carbono do que produz. Para a gigante tecnológica a Mar 2020 | 33


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Satya Nadella, CEO da Microsoft

neutralidade não é suficiente e o compromisso se estenderá até 2050, ano que a Microsoft quer eliminar todo o carbono que produziu desde a fundação, em 1975. A empresa também vai investir US$ 1 bilhão em um novo Fundo de Inovação Climática para acelerar o desenvolvimento de tecnologias de redução e remoção de carbono que ajudará o mundo a se tornar negativo em carbono. Durante o Fórum, o CEO da Microsoft Satya Nadella, falou sobre o compromisso de bilhões de dólares da empresa para compensar todo o carbono que já colocou na atmosfera. O executivo explicou que a empresa reconhece que o progresso requer não apenas 34 | VIDI

uma meta ousada, mas um plano detalhado. Por este motivo, a Microsoft está lançando um programa agressivo para reduzir emissões de carbono em mais da metade até 2030, tanto

Larry Fink, CEO da BlackRock

para emissões diretas quanto para toda a nossa cadeia de suprimentos e valor. Outro importante posicionamento foi da BlackRock, uma das maiores gestoras de fundos de investimento do mundo, atualmente responsável por administrar US$ 7 trilhões. Para a empresa, poderosas tendências estruturais estão testando limites da expansão econômica, assim as tendências incluem aumento da desigualdade e agitação social crescente; desglobalização e fragmentação em blocos comerciais; um foco intensificador na sustentabilidade e nos efeitos físicos das mudanças climáticas; e o conjunto limitado de ferramentas que os bancos centrais precisam para combater a próxima crise. Por meio de duas cartas, o presidente global da gestora, Larry Fink, anunciou mudança no padrão e na estratégia de


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“Forte liderança na restauração, crescimento e melhor gerenciamento de nossas árvores e florestas” Oceanos Príncipe Albert II de Mônaco foi um dos principais nomes na apresentação What’s at Stake: Our Ocean, promovida no dia 23 de janeiro, na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial 2020 em Davos-Klosters. O principado conta hoje com diversas ações em busca da sustentabilidade e preservação ambiental, principalmente com foco nos oceanos.

Klaus Schwab e Donald Trump

investimentos da BlackRock, agora colocando a sustentabilidade no centro da análise. “Veremos uma reavaliação profunda do risco e do valor dos ativos. Estamos à beira de uma significativa realocação de capital. Nossa convicção de investimento é que os portfólios integrados com a sustentabilidade e clima podem proporcionar melhores retornos ajustados ao risco para os investidores”, comentou Fink. Mais árvores O Fórum Econômico Mundial lançou uma iniciativa glo-

bal para plantar e conservar 1 trilhão de árvores em todo o mundo - em uma tentativa de restaurar a biodiversidade e ajudar a combater as mudanças climáticas. O projeto 1t.org visa unir governos, organizações não-governamentais, empresas e indivíduos em uma “restauração da natureza em massa”. Um dia antes de seu lançamento oficial, a iniciativa recebeu o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump. Mesmo cético em relação às mudanças climáticas, Trump disse que queria mostrar “forte liderança Mar 2020 | 35


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Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial

na restauração, crescimento e melhor gerenciamento de nossas árvores e florestas”. Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, disse: “a próxima década deve ter níveis sem precedentes de colaboração se quisermos atingir as metas globais de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. O 1t.org apresenta um exemplo importante de como as partes interessadas de todas as esferas da vida e de todas as idades po36 | VIDI

dem trabalhar juntas para alcançar um objetivo único e globalmente significativo. ” A Salesforce anunciou um novo compromisso de plantar 100 milhões de árvores; a Colômbia confirmou seu compromisso atual de plantar 180 milhões de árvores até 2022;  o Paquistão reafirmou sua campanha de 10 bilhões de árvores; e a Global Shapers também se comprometeu a plantar 1 milhão de árvores até 2021 em seus 400 hubs em todo o mundo.

Mudança Outro ponto abordado é sobre o uso do carvão. Um acordo recente será definido para tornar a Alemanha uma zona livre de carvão até 2038, abrindo caminho para uma transição para fontes de energia mais limpas. O acordo entre o governo e os líderes regionais estabelece um prazo de 18 anos para eliminar gradualmente as usinas a carvão da Alemanha, que são um importante impulsionador do aquecimento global.


Em uma tentativa de reduzir as emissões, o governo pretende gerar pelo menos 65% das necessidades de eletricidade do país a partir de fontes renováveis até 2030. Visão sustentável O Governador de São Paulo João Doria e o Ministro da Economia Paulo Guedes, foram as únicas autoridades públicas brasileiras convidadas a participar como conferencistas nos diversos painéis de debate promovidos em Davos. Também foi a terceira participação seguida de Doria como conferencista convidado do Fórum Econômico Mundial. Durante o encontro, o Governador foi conferencista em dois painéis e esteve em 34 reuniões com líderes empresariais e representantes de governos de todo o mundo. Doria foi palestrante ao lado de nomes como o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore e o presidente da Colômbia, Iván Duque. A comitiva do Governo de São Paulo também contou com a participação dos Secretários de Estado Julio Serson (Relações Internacionais) e Patricia Ellen (Desenvolvimento Econômico). Nas palestras, Doria pontuou que o progresso nos próximos 50 anos está diretamente ligado à nova revolução digital, controle das mudanças climáticas e redução da desigualdade social. Ele apresentou exemplos adotados em São Paulo que permitem soluções

Ministro da Economia Paulo Guedes

João Doria, Governador de São Paulo

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maram investimento somado de R$ 17,2 bilhões em várias regiões do Estado. “A soma de compromissos destas seis empresas nesses próximos quatro anos é de R$ 17,2 bilhões. Um resultado excepcionalmente bom para São Paulo”, declarou o Governador. “Com novos investimentos, você tem mais empregos e mais prosperidade econômica”, acrescentou Doria. Energia limpa No Fórum, João Doria, Patricia Ellen e Julio Serson, se reuniram com o Presidente e CEO do grupo Iberdrola, Ignacio Galán, e anunciaram o investimento de R$ 8,8 bilhões da multinacional espanhola para São Paulo e outros Estados brasileiros. O recurso, que faz parte do plano de investimen-

Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA

inovadoras e melhorias diretas na qualidade de vida da população. Um deles foi a concessão Piracicaba/Panorama, que prevê compensação de emissões de gás carbônico por parte do grupo privado que assumirá cerca de 1,2 mil km em rodovias no Estado. O Fórum terminou com importantes anúncios para São Paulo. Seis empresas confir38 | VIDI

Iván Duque, presidente da Colômbia

tos da empresa no Brasil até 2023, vai beneficiar o sistema de energia, programas sociais e modernizar tecnologias da área de energia. “Fico feliz em ver que nossos esforços para atrair novos investimentos e recuperar a confiança do mercado internacional estão dando bons resultados. Mais empregos e renda para os brasileiros de São Paulo”, disse Doria. Do total do investimento, R$ 2,1 bilhões serão para o Estado de São Paulo e R$ 6,7 bilhões para outras regiões do país. A Iberdrola tem mais de 170 anos de história, é líder do setor energético global, além de ser a primeira geradora eólica e uma das maiores empresas de energia elétrica em valor de mercado do mundo.


Eletrobras Presente durante o esforço brasileiro ao longo do Fórum Econômico Mundial, a Eletrobras divulgou a certificação do Climate Bond Certified para a emissão de suas debêntures, um importante título nesse momento de futura e possível capitalização da empresa. No primeiro episódio do podcast lançado em janeiro pela estatal, o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, chamou a atenção para o tema da sustentabilidade que dominou o evento na Suíça. O executivo detalha que a estatal se desfez das térmicas poluentes movidas a óleo combustível e diesel e duas das suas térmicas a carvão. “A única que mantivemos fizemos um investimento muito grande. Tanto que nossa operação é 96% limpa e 92% renovável”. Para Ferreira, investir em sustentabilidade não é mais uma opção, mas sim uma questão econômica. “O carvão, por exemplo, os bancos não financiam mais esse tipo de investimento. Os investimentos têm que trazer satisfação para todas as pessoas (acionistas, sociedade, empregados), uma evidência é restrição de agências de rating e bancos para financiar projetos que não promovem esse equilíbrio”, destacou. Ele também lembrou que a Eletrobras é signatária, desde 2016, do Pacto Global da ONU que definiu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Temos plano de ser uma das empresas mais renováveis e limpas do mundo”, enfatizou.

“Muito bom ver que o trabalho liderado pelo Governador João Doria está recuperando a confiança do mercado internacional e atraindo novos investimentos para o nosso Estado e para o Brasil”, afirmou Ellen. Ignacio Galán ressalta que o investimento da Iberdrola nos próximos anos no Brasil é em torno de R$ 30 bilhões e cerca de 25% desse valor será destinado para o Estado de São Paulo. “Se o Brasil vai bem é porque São Paulo vai bem. O nosso compromisso com o país é total e estamos muito satisfeitos com essa parceria”.

O grupo Iberdrola fornece energia para aproximadamente 100 milhões de pessoas nos países onde atua. No Brasil, é mantenedora da Elektro, concessionária da Neoenergia, que foi eleita 10 vezes a melhor distribuidora de energia do país e mantém 2,6 milhões de clientes e 3,7 mil colaboradores, que trabalham diariamente para distribuir energia para 228 municípios dos Estados de São Paulo (nas regiões de Campinas e Vale do Ribeira) e Mato Grosso do Sul.

Ignacio Galán ressalta que o investimento da Iberdrola nos próximos anos no Brasil é em torno de R$ 30 bilhões e cerca de 25% desse valor será destinado para o Estado de São Paulo

Ignacio Galán, Presidente e CEO do grupo Iberdrola

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Resultados da Reunião Anual 2020 Em uma carta enviada aos participantes antes da Reunião Anual, Klaus Schwab, o Fundador e Presidente Executivo do Fórum, e os chefes do Bank of America e da Royal DSM, pediram a todos os membros e parceiros que se comprometessem a alcançar as emissões líquidas de carbono zero até 2050 ou mais cedo.  Parcialmente inspirada por isso, a Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial 2020 alcançou vários resultados que fizeram progressos em direção a um mundo mais sustentável por meio de projetos que preservem o equilíbrio, diminuam desigualdades, gerem novos empregos e não permitam que a temperatura suba a níveis alarmantes. Confira:

comunidade Global Shaper do Fórum comprometeu-se ainda a fornecer habilidades para 100 mil pessoas em comunidades vulneráveis. • A Parceria para a Igualdade LGBTI Global, lançada em Davos no ano passado para acelerar a inclusão de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI), anunciou que aumentou sua participação em 17 empresas internacionais.

Competências e Trabalho • A Revolução de Reskilling foi lançada para fornecer melhor educação, habilidades e empregos a 1 bilhão de pessoas até 2030, com o apoio inicial dos governos do Bahrein, Brasil, Dinamarca, França, Índia, Omã, Paquistão, Cingapura, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos e parceiros de negócios, incluindo PwC, Salesforce, ManpowerGroup, Infosys, LinkedIn, Coursera Inc. e The Adecco Group.  Compromissos para fornecer melhor educação, habilidades e trabalho para 250 milhões de pessoas já foram assumidos.  A

A Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial 2020 alcançou vários resultados que fizeram progressos em direção a um mundo mais sustentável por meio de projetos que preservem o equilíbrio, diminuam desigualdades, gerem novos empregos e não permitam que a temperatura suba a níveis alarmantes

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Crescimento inclusivo • O Conselho Internacional de Negócios, incorporando 140 das maiores empresas do mundo, concordou em apoiar os esforços para desenvolver um conjunto principal de mé-

tricas e divulgações comuns que poderiam ser usadas para medir o progresso do setor privado em relação às principais metas ambientais, sociais e de governança (ESG). • A Plataforma de Crescimento Amigos de África de Davos foi lançada com o apoio dos Presidentes do Botswana e Gana para promover o empreendedorismo na África. O objetivo inicial da plataforma é atingir 1 milhão de empreendedores até o final de 2020. • Foi assinada uma parceria estratégica entre o Fórum Econômico Mundial e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para acelerar o progresso em direção a um crescimento inclusivo e sustentável globalmente. • Cerca de 42 organizações, incluindo empresas de mineração, automotiva, química e energia, com uma receita combinada de US$ 1 trilhão de dólares, concordaram em 10 princípios orientadores para uma cadeia de valor sustentável da bateria, possibilitada por uma plataforma de rastreabilidade chamada Battery Passport . • O estado australiano de Queensland anunciou que se juntará à Rede Global de Faróis do Fórum em uma tentativa de ajudar pequenas e médias empresas a adotar tecnologias avançadas de fabricação.


• O Fórum fez uma parceria com o governo japonês em um esforço de várias partes interessadas para encontrar mecanismos práticos para permitir o “Fluxo Livre de Dados com Confiança” gratuito, em apoio ao processo de Osaka Track, iniciado no G20 em 2019.

Salvando vidas • O CEPI, a Coalizão de Inovações para a Preparação de Epidemias, lançada em Davos em 2017, anunciou o início de três programas para desenvolver vacinas contra o novo coronavírus, o nCoV-2019. A ação rápida foi possibilitada pelo fato de os líderes das organizações parceiras estarem todos em Davos. • O Fórum Econômico Mundial anunciou uma parceria com a Global CEO Initiative (CEOi) para formar uma coalizão para acelerar diagnósticos e tratamentos para a  doença de Alzheimer.

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Comércio • Os ministros de Davos anunciaram negociações entre 99 economias sobre um novo acordo internacional sobre facilitação de investimentos na OMC. O acordo visa facilitar o fluxo do investimento entre as economias e aumentar o impacto no desenvolvimento. • Enquanto o  EUA e França concordaram com uma suspensão do imposto digital durante a Reunião Anual, o Fórum recebeu um mandato de parceiros com múltiplas partes interessadas para desenvolver ainda mais a compreensão entre elas e contribuir para as reformas tributárias internacionais e ajudar na busca de soluções amplamente suportadas.

Sociedade civil • A Fundação Schwab para o empreendedorismo social anunciou que sua comunidade melhorou a vida e o sustento de mais de 622 milhões de pessoas  em 190 países desde 2000. Os impactos incluem a distribuição de US$ 6,7 bilhões em empréstimos ou valor de produtos e serviços; mitigar mais de 192 milhões de toneladas de CO2;  melhorar a educação para mais de 226 milhões de crianças e jovens;  melhorar o acesso à

energia para mais de 100 milhões de pessoas e impulsionar a inclusão social para mais de 25 milhões de pessoas. • 11 executivos de ONGs unidos para interromper a venda do domínio .org a uma empresa de private equity. Os diretores executivos do Greenpeace Internacional, Acesso Agora, Human Rights Watch, ACLU, Confederação Sindical Internacional, Sierra Club, Anistia Internacional, Consumer Reports, 350.org, Color of Change and Transparency International divulgaram uma  carta aberta  em 21 de janeiro de 2020 “apelando aos líderes da Internet Society (ISOC) e da Internet Corporation para nomes e números atribuídos (ICANN) para interromper a venda do domínio de primeiro nível .org para a empresa de private equity Ethos Capital ”.

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Resultados da Reunião Anual 2020 Combate às mudanças climáticas • Novos CEOs se inscreveram na comunidade de líderes climáticos  do fórum.  A comunidade está comprometida em ajudar suas respectivas empresas a cumprir os Objetivos Climáticos de Paris.  Novos membros incluem: AstraZeneca;  Bayer AG;  BBVA, Dalmia Cement; Grupo de Engenharia Jacobs;  JLL;  Newmont Corporation; OVG Real Estate e Zurich Insurance Group. • A  Iniciativa de Mercados Sustentáveis, apoiada por um

Greta Thunberg e HRH The Prince of Wales

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Conselho de Mercados Sustentáveis, foi lançada por HRH The Prince of Wales em colaboração com o Fórum Econômico Mundial, com o objetivo de promover uma transição para mercados sustentáveis e uma rápida descarbonização em todo o setor. • A comunidade de Manufatura e Produção Avançada do Fórum lançou a Iniciativa de Redução de Carbono na Manufatura com Johnson & Johnson, Schneider Electric e Unilever, com o apoio do Generation Investment Manage-

ment de Al Gore para atingir uma meta de reduzir as emissões de carbono na manufatura em 50% até 2030. • Foi lançado o Champions for Nature, um grupo de alto nível que pedia maior ambição pela natureza. É presidido pelo diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o CEO da Unilever e o presidente da Costa Rica.  O lançamento seguiu um novo relatório Nature Risk Rising, que descobriu que mais da metade do PIB total do mundo é altamente dependente da natureza. Metas de desenvolvimento sustentável • A fronteira 2030 foi lançada como uma plataforma para alavancar as tecnologias da Quarta Revolução Industrial para acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.  A plataforma é presidida pelo PNUD em parceria com os governos do Botsuana, Coréia do Sul e Noruega, além do compromisso do setor privado da Microsoft, Google, Cisco, Arm, Planet Labs, X, Amazon Web Services e Chipsafer.  • A  Food Action Alliance  foi lançada por mais de 25 parceiros do Fórum Econômico Mundial, agências da ONU, empresas, organizações de agricultores, sociedade civil e instituições financeiras para dimensionar a


Tecnologias emergentes • O Fórum fez parceria com uma comunidade de 40 bancos centrais, organizações internacionais, pesquisadores acadêmicos e instituições financeiras para criar uma estrutura para ajudar os bancos centrais a avaliar, projetar e potencialmente implantar a Moeda Digital do Banco Central (CBDC). • O Fórum Econômico Mundial, em colaboração com 100 partes interessadas, produziu o Empowering AI Toolkit para ajudar os membros do conselho a entender melhor as implicações positivas e negativas da implantação da inteligência artificial. • O Governo do Brasil, juntamente com o Fórum Econômico Mundial e principais partes interessadas do negócio, implementou um conjunto de  novas intervenções de políticas escaláveis  para aumentar a adoção bem-sucedida da Internet industrial das tecnologias de coisas pelas pequenas e médias empresas na fabricação. • Os  parceiros da Rede Global do Centro para a Quarta Revolução Industrial, incluindo Brasil, Colômbia, Japão e Arábia Saudita, ampliaram seu

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ação coletiva e transformar os sistemas de alimentos em sustentáveis, nutritivos e saudáveis, eficientes e inclusivos.

compromisso de garantir uma governança responsável e ética das tecnologias de cidades inteligentes por meio da Aliança Global de Cidades Inteligentes do G20 em Governança Tecnológica, liderada pelo Fórum Econômico Mundial. Segurança digital • Um grupo de líderes do setor privado de empresas de segurança cibernética, provedores de serviços e corporações globais, juntamente com as agências policiais, Interpol e Europol, concordaram em trabalhar em conjunto com o Fórum Econômico Mundial até 2020 para promover uma aliança público-privada global contra o cibercrime.

O Governo do Brasil, juntamente com o Fórum Econômico Mundial e principais partes interessadas do negócio, implementou um conjunto de novas intervenções de políticas escaláveis para aumentar a adoção bem-sucedida da Internet industrial das tecnologias de coisas pelas pequenas e médias empresas na fabricação Mar 2020 | 43


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Por|By Por Fabiano Cordaro*

Como a sustentabilidade pode atrair mais investimentos para o mercado imobiliário brasileiro? A preocupação com melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) é uma tendência mundial que vem ganhando força no Brasil e movimentando a indústria de gestão de ativos. Segundo estimativas, um terço dos ativos em nível global 44 | VIDI

já são voltados para investimentos sustentáveis. O conceito leva em conta questões corporativas, como emissão de carbono, impacto ambiental, cidadania e desenvolvimento de capital, para a tomada de decisão sobre investimentos. Os critérios ESG também funcionam como

moderadores de risco, pois dão mais credibilidade aos investidores sobre as companhias em que estão alocando capital, o que garante o retorno do investimento. Para as empresas, a preocupação com o meio-ambiente e políticas sociais também reflete em uma reputação mais


positiva entre os consumidores e, com isso, um em melhor desempenho financeiro. E para o mercado imobiliário, não é diferente. Após um período de crise, o setor começou a se recuperar este ano e vive uma janela de oportunidade. Aliado a esse cenário, outro dado também chama a atenção: o Brasil está entre os cinco países com maior déficit habitacional do mundo. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas FGV), seria necessário construir 1,2 milhão de imóveis ao ano para atender a demanda por moradia na próxima década. O déficit em unidades habitacionais cresceu 7% em apenas 10 anos, de 2007 a 2017, atingido 7,78 milhões em 2017. Aproveitando esse movimento, o ESG pode ser um importante aliado da indústria de

imóveis para conquistar investimentos e impulsionar o setor. Inclusive, investidores estrangeiros já vêm apostando nesse diferencial. Um relatório publicado pela Harvard Business Review apontou que, a partir do início de 2018, a cada US$ 4 trilhões investidos nos EUA, US$ 1 trilhão foi encaminhado para investimentos sustentáveis. No ano passado, esse valor chegou a US$ 11,6 trilhões, um aumento de US$ 9 trilhões em comparação a 2010. E não só a economia ganha com esses investimentos, mas a sociedade também. O crescimento da adoção de princípios ESG traz à tona a melhoria do sistema como um todo, já que aumenta a entrega de práticas sociais e ambientais positivas. Pensando no mercado imobiliário, esse retorno para a população chega a oferecer residências que aliam arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e práticas de engajamento social.

Pensando no mercado imobiliário, esse retorno para a população chega a oferecer residências que aliam arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e práticas de engajamento social

How can sustainability attract more investments to the Brazilian real estate market? Concern with best environmental, social and governance (ESG) practices is a worldwide trend that has been gaining power in Brazil and driving the asset management industry. According to estimates, a third of global assets are already focused on sustainable investments. The concept takes into account corporate issues such as carbon emissions, environmental impact, citizenship and capital develop-

ment for investment decision making. The ESG criteria also act as risk moderators as they give investors more credibility over the companies they are allocating capital to, which ensures a return of the investment. For companies, concern with the environment and social policies also reflects a more positive reputation among consumers and, consequently, to a better financial performance. And for the real estate market it’s no different. After a period of crisis, the sector has started to recover this year and is experiencing a window of opportunity.

Allied to this scenario another fact also draws attention: Brazil is among the five countries with the largest housing deficit in the world. According to research by the Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – Abrainc (Brazilian Association of Real Estate Developers – in English) in partnership with the Fundação Getúlio Vargas – FGV (Getúlio Vargas Foundation – in English), it would be necessary to build 1.2 million properties per year to meet the demand for housing in the next decade. The deficit in housing

Já pensou viver em um condomínio hi-tech, com uma série serviços e soluções integradas no âmbito do imóvel e do prédio, como sensores e medidores inteligentes, Wi-Fi em todos os ambientes, horta urbana, gestor social, biblioteca e até creche para as crianças? Esse novo conceito tem como foco a economia compartilhada, que faz com que

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os moradores tenham maior interação. O objetivo é entregar um novo tipo de moradia, que tem como centro principal melhorar a vida das pessoas com projetos inteligentes, ao mesmo tempo que atraem novos investidores e fortalecem a economia. E engana-se quem acredita que esses imóveis são voltados apenas para classes mais altas, pelo contrário, hoje já é possível financiar um apartamento com esse conceito até pelo programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Isso porque, com a aposta em inovação e tecnologia, essas moradias contam com soluções que não são normalmente aplicáveis

aos produtos de interesse social. Há menos desperdício de materiais e maior agilidade nos processos, o que reduz os custos de construção de uma forma geral. A inovação também permite, inclusive, diminuir os gastos com condomínio, internet, energia e até TV a cabo.

units grew by 7% in just 10 years, from 2007 to 2017, reaching 7.78 million in 2017. Taking advantage of this movement, ESG can be an important ally of the real estate industry to gain investment and boost the sector. Even foreign investors are already betting on this differential. A report published by the Harvard Business Review pointed out that as of early 2018, for every $ 4 trillion invested in the US, $ 1 trillion has been directed to sustainable investments. Last year, that amount reached $ 11.6 trillion, an increase of $ 9 trillion compared to 2010. And not only does the economy gain from these investments, but so does society. The growing adoption of ESG principles brings about the improvement of the system as a whole as it increases

the delivery of positive social and environmental practices. Thinking about the real estate market, this return to the population comes by offering homes that combine architecture, technology, sustainability and social engagement practices. Have you ever thought of living in a hi-tech condominium with lots of services and solutions integrated within the property and the building, such as smart sensors and meters, Wi-Fi in all environments, urban garden, social manager, library and even nursery for the children? This new concept focuses on the shared economy, which makes residents have more interaction. The goal is to deliver a new type of housing, whose main center is to improve people’s lives with smart projects while attracting new investors and strengthening the economy.

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Em um mundo globalizado essas iniciativas estão cada vez mais presentes e o desafio é que todas as pessoas possam ter acesso a esse novo jeito de viver de agora em diante. O investimento nesses novos empreendimentos desencadeia um grande potencial de crescimento para todos os envolvidos, e essa é a verdadeira sustentabilidade.

* CFO da InLoop Desenvolvimento Imobiliário SA, que atua com participações em incorporação e construção de empreendimentos há quatro anos. | CFO of InLoop Desenvolvimento Imobiliário SA, company that has been working with real estate development and construction for four years.

And it’s wrong to believe that these properties are only for the upper classes, on the contrary, today it´s already possible to finance an apartment with this concept even by the program Minha Casa Minha Vida from Caixa Econômica Federal bank. This is because focusing on innovation and technology these houses have solutions that aren’t normally applicable to products of social interest. There is less waste of materials and faster process, which reduces overall construction costs. The innovation also allows reducing costs of condominium fee, internet, energy and even cable TV. In a globalized world these initiatives are increasingly present, and the challenge is that everyone can have access to this new way of life from now on. Investing in these new ventures unleashes great growth potential for all involved and that is the true sustainability.


Mundo VIDI|

Por Redação

Duba Plains

O primeiro safári carbono neutro

Esta experiência única é uma jornada épica para apenas 10 pessoas que transformarão os viajantes em agentes visionários de mudança para conservação e sustentabilidade

O primeiro ROAR AFRICA Emirates Executive Private Jet Safari é uma extraordinária experiência de viagem, projetada para preservar e apoiar a natureza africana e as comunidades da África. É a primeira vez que a Emirates Executive faz uma parceria com um especialista 48 | VIDI

em viagens para criar uma experiência épica, com um etos enraizado na humanidade, visando a sustentabilidade e a conservação ambiental e social. O itinerário, nunca antes visto, levará 10 hóspedes a quatro destinos africanos icônicos – Ruanda, Quênia, Botsuana e

Zimbabwe - que oferecem as melhores experiências de aventura e uma série de encontros ao longo da viagem com educadores ambientais. Guias especializados e experientes e líderes renomados em uma variedade de campos guiarão a experiência e apresentarão sua visão e insights


Emirates A319 Executive Private Jet Fornecendo o único meio de transporte internacional durante toda a viagem (de Dubai à África e de e para os quatro países africanos visitados), o jato particular Emirates A319 foi criado para viajantes que desejam ir “além da primeira classe” e reflete o glamour de um época passada, quando as

Nunca foi tão importante quanto agora desenvolver experiências que facilitem a compreensão de como o mundo natural funciona e por que e como devemos ajudar FOTOS: DIVULGAÇÃO

ao longo da jornada. O safári de 12 dias custa US$ 125,000 por pessoa, com uma parcela da receita beneficiando a Great Plains Foundation. “Nunca foi tão importante quanto agora desenvolver experiências que facilitem a compreensão de como o mundo natural funciona e por que e como devemos ajudar”, diz Deborah Calmeyer, CEO e fundadora do especialista em viagens de ultra luxo na África ROAR AFRICA. Selecionamos cuidadosamente os destinos surpreendentes e as descobertas íntimas da natureza africana para revelar o que deve ser feito para garantir que as pessoas, a natureza e os animais da África sobrevivam e prosperem no futuro. O tempo um recurso não renovável e os participantes desta viagem incrível apreciarão a exclusividade absoluta e a facilidade de viagem sem paralelo que experimentarão. Essa experiência autêntica não apenas estabelece um novo paradigma em turismo de ultra luxo nas viagens sustentáveis, mas é um catalisador robusto para a mudança, facilitando a participação ativa e o diálogo perspicaz entre viajantes conscientes e informados e as comunidades locais. Nosso objetivo é mudar a filosofia e a visão de mundo dos líderes, e eu acredito que esta viagem será a melhor e mais impactante experiência de safári do mundo”, acrescenta Calmeyer.

Singita Kwitonda

Emirates A319 Executive Private Jet

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Mundo VIDI|

O itinerário O itinerário de safári transformador inclui os mais incríveis pontos turísticos da África incluindo as Cataratas Vitória do Zimbabwe (uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo), o Delta do rio Okavango em Botsuana (o maior delta interior do mundo), a Grande Migração do Quênia e a observa os raríssimos gorilas-das-montanhas nas florestas de Ruanda. Os viajantes se hospedarão em propriedades estelares, escolhidas a dedo por causa de sua visão e compromisso de criar um futuro melhor, combinado com o charme e a hospitalidade de suas comunidades e residentes locais. 22 de setembro – Burj Al Arab Jumeirah, Dubai, Emirados Árabes Unidos 23, 24 de setembro – Mpala Jena Camp, Cataratas Vitória, Zimbábue 25, 26 e 27 de setembro – Duba Plains, Delta do rio Okavango 28, 29 e 30 de setembro - Mara Plains Camp, Maasai Mara, Quênia 1, 2 e 3 de outubro - Singita Kwitonda, Parque Nacional dos Vulcões, Ruanda Itinerário completo: http://travel.roarafrica.com/print/ itinerary-html/9178 viagens aéreas eram exclusivas e um aspecto integral das experiências de viagens de luxo. O jato possui 10 suítes privativas, spa privativo com chuveiro e lavabo, um amplo lounge que funciona como espaço para reuniões ou como um restauran50 | VIDI

te e uma tripulação de cabine comprometida em fornecer os mais altos níveis de serviço personalizado. Os viajantes também podem assistir documentários reconhecidos sobre a África feitos por personalidades como o historiador David Attenborough,

Mara Plains Camp

conservacionistas Dereck e Beverly Joubert e ambientalista e cineasta Craig Foster. Turismo responsável A ROAR AFRICA fará uma doação substancial à The Great Plains Foundation, que irá diretamente para programas de educação em conservação para jovens que vivem nas áreas visitadas e nas proximidades. Os hóspedes experimentarão uma conexão íntima com o local onde o dinheiro é gasto e observarão seu impacto positivo. Os hospedes terão a oportunidade de conhecer a equipe que administra e gerencia esses programas, analisando, em primeira mão, as iniciativas e


programas que foram financiados com essa doação direta. Consciente de que voar no novo jato executivo A319 cria uma pegada de carbono significativa, a ROAR AFRICA está garantindo que toda a viagem (voos e emissões no solo) seja neutra em carbono com compensações de alta qualidade.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Anfitriões, guias e especialistas Uma equipe de especialistas altamente qualificados acompanhará os hóspedes

Mpala Jena Camp

nesta aventura de safári africano. Os guias especializados que vão acompanhar o grupo incluem Deborah Calmeyer, CEO da ROAR Africa e uma premiada especialista em safári africano comprometida com a conservação ambiental e o empoderamento das mulheres; Humphrey Gumbo, guia especializado com quase 20 anos de experiência profissional em vários países africanos; e o Dr. Ian McCallum, renomado poeta, conservacionista e psiquiatra,

ROAR AFRICA A experiência ROAR AFRICA Emirates Executive Private Jet African Safari também terá futuras edições de 10 a 29 de agosto de 2021; e 28 de agosto a 7 de setembro de 2022. Para reservar esta experiência única: Visite: https://roarafrica. com/contact-us/ Instagram: @roarafrica

que é um dos embaixadores mais eloquentes para a preservação de animais silvestres e o meio ambiente. Os hóspedes também terão a oportunidade de conhecer e falar com outros profissionais experientes com amplo conhecimento de sua terra natal africana. Entre os participantes notáveis que compartilharão fatos fascinantes e ideias perspicazes sobre as regiões visitadas está a zoóloga Dra. Lucy King, que falará sobre seu trabalho com a conservação de elefantes, abelhas e trabalho social com aldeias africanas. Mar 2020 | 51


Futuro|

Por|Edgar Melo

Resultados positivos

Parque Eólico da Honda chega ao quinto ano de operações e ressalta a viabilidade de um processo produtivo sustentável

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

O parque eólico da Honda Energy do Brasil completou no final de 2019, seu quinto ano de operação. Em uma iniciativa pioneira do grupo Honda no mundo e setor automotivo nacional, a marca inaugurou seu próprio parque eólico, em resposta à meta global da companhia de reduzir em 50% as emissões de CO2 até 2050. Alinhada aos esforços para a concretização de uma sociedade livre de carbono, o aniversário de cinco anos do parque é celebrado com a importante marca de mais de 600 mil automóveis produzidos com energia 100% limpa e renovável. Com isso, mais de 27 mil toneladas de CO2 já deixaram de ser emitidas no meio ambiente. “O Parque Eólico Honda Energy representa o compromisso da marca para garantir uma sociedade livre de emissões de carbono e um futuro sustentável para as próximas gerações. Os resultados comprovam a solidez do projeto e destacam o pioneirismo da Honda Automóveis como uma empresa autossuficiente em energia limpa e renovável”,

afirma Otavio Mizikami, Presidente da Honda Energy do Brasil e Vice-Presidente Industrial da Honda Automóveis. Com mais de 344 mil MWh de energia gerada, os bons resultados do parque eólico Honda Energy mostram que investir em inovação sustentável é a melhor maneira de respeitar o meio-ambiente, além de oferecer aos consumidores a oportunidade de contribuir, por meio de suas escolhas, para um futuro melhor. Empreendimento Localizado na cidade de Xangri-Lá (RS), o parque eólico Honda Energy conta com nove aerogeradores, resultando em uma capacidade total de 27,7MW.

Em uso pleno, o empreendimento alcança a geração de 85.000 MWh/ano. Os equipamentos estão entre os maiores do Brasil. As torres têm 94 metros de altura e o ponto mais alto do conjunto alcança 150 metros. As 27 pás, por sua vez, possuem 55 metros e 15 toneladas cada. A energia proveniente da Honda Energy supre a demanda energética da unidade de Sumaré, no interior de São Paulo, onde estão localizados a fábrica de automóveis, o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento de Automóveis e o escritório sede da marca. A estrutura atende ainda o escritório administrativo da empresa em São Paulo (SP). Em abril de 2019, a Honda anunciou a expansão do projeto com a construção de uma torre adicional, ampliando para dez o número de aerogeradores. Com isso, será possível suprir, por completo, a demanda energética da nova fábrica de automóveis, inaugurada também no ano passado, na cidade de Itirapina (SP). Mar 2020 | 53


DIVULGAÇÃO

Experiência|Experiment

Por Redação|By Staff Writer

Hyundai Motor e Uber lançam novo modelo de táxi aéreo

Montadora é a primeira parceira da Uber Elevate com capacidade de produção em massa A Hyundai Motor Company e a Uber anunciaram uma nova parceria para desenvolver o Uber Air Taxis para uma futura rede de compartilhamento de viagens aéreas e apresentou

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um novo conceito de aeronave em escala real durante a Consumer Electronics Show (CES), realizada em janeiro, em Las Vegas. A Hyundai é a primeira empresa automotiva a aderir à

iniciativa Uber Elevate, trazendo capacidade de fabricação em escala automotiva e um histórico de veículos elétricos de produção em massa. O conceito de veículo aéreo que a Hyundai


Hyundai Motor and Uber Announce New Full-Scale Air Taxi Model Hyundai is the first Uber Elevate partner with manufacturing capabilities to mass produce Uber Air Taxis Hyundai Motor Company and Uber announced a new partnership to develop Uber Air Taxis for a future aerial ride share network and unveiled a new full-scale aircraft con-

divulgou foi criado em parte pelo processo de design aberto do Uber, uma abordagem inspirada na NASA que impulsiona a inovação ao lançar publicamente conceitos de design de veículo para que qualquer empresa possa usá-lo para inovar seus modelos de táxi aéreo e tecnologias de engenharia. Nesta parceria, a Hyundai produzirá e implantará os veículos aéreos e o Uber fornecerá serviços de suporte ao espaço aéreo, conexões para transporte terrestre e interfaces com os clientes por meio de uma rede de compartilhamento de passeio aéreo. Ambas as partes estão colaborando nos conceitos de infraestrutura para apoiar a decolagem e o pouso desta nova classe de veículos. “Nossa visão da mobilidade aérea urbana transformará o

Nesta parceria, a Hyundai produzirá e implantará os veículos aéreos e o Uber fornecerá serviços de suporte ao espaço aéreo, conexões para transporte terrestre e interfaces com os clientes por meio de uma rede de compartilhamento de passeio aéreo

cept at the Consumer Electronics Show (CES). Hyundai is the first automotive company to join the Uber Elevate initiative, bringing automotive-scale manufacturing capability and a track record of mass-producing electric vehicles. The air vehicle concept Hyundai released today was created in part through Uber’s open design process, a NASA-inspired approach that jump-starts innovation by publicly releasing vehicle design concepts so any company can use them to innovate their air taxi models and engineering technologies. In this partnership, Hyundai will produce and deploy the air vehicles, and Uber will provide airspace support services, connections to ground transportation, and customer inter-

faces through an aerial ride share network. Both parties are collaborating on infrastructure concepts to support take-off and landing for this new class of vehicles. “Our vision of Urban Air Mobility will transform the concept of urban transportation,” said Jaiwon Shin, Executive Vice President and  Head  of Hyundai’s Urban Air Mobility (UAM) Division. “We expect UAM to vitalize urban communities and provide more quality time to people. We are confident that Uber Elevate is the right partner to make this innovative product readily available to as many customers as possible.” “Hyundai is our first vehicle partner with experience of manufacturing passenger cars on a global

conceito de transporte urbano”, disse Jaiwon Shin, vice-presidente executivo e  chefe  da divisão de mobilidade aérea urbana (UAM) da Hyundai. “Esperamos que a UAM vitalize as comunidades urbanas e forneça mais tempo de qualidade às

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Experiência|Experiment

Como resultado, o  modelo  S-A1 da Hyundai  apresentado na CES reflete os projetos anteriores do eVTOL que o Uber Elevate lançou das seguintes maneiras: • Ele foi projetado para uma velocidade de cruzeiro de até 180 milhas / h (290 km / h), uma altitude de cruzeiro de cerca de 300 a 600 mt acima do solo e para viagens de até 100 km. • O veículo Hyundai será 100% elétrico, utilizando propulsão elétrica distribuída e, durante o horário de pico, será necessário de cinco a sete minutos para recarregar. • A aeronave elétrica da Hyundai utiliza propulsão elétrica distribuída, alimentando vários rotores e hélices ao redor da estrutura da aeronave para aumentar a segurança, diminuindo qualquer ponto único de falha. Ter vários rotores menores também reduz o ruído em relação aos grandes helicópteros com motores de combustão, o que é muito importante para as cidades. • O modelo foi projetado para decolar verticalmente, fazer a transição para o elevador por asa em cruzeiro e depois voltar ao vôo vertical para aterrissar. • O veículo Hyundai será pilotado inicialmente, mas com o tempo eles se tornarão autônomos. • A cabine foi projetada com quatro assentos de passageiros, permitindo que os passageiros embarquem / desembarquem facilmente e evitem o temido assento do meio. As a result, Hyundai’s S-A1 model unveiled at CES reflects previous eVTOL designs Uber Elevate has released in the following ways: • It is designed for a cruising speed up to  180  miles/hr (290 km/hr), a cruising altitude of around 1,000-2,000 feet (300 - 600 mt) above ground, and to fly trips up to 60 mile (100 km). • The Hyundai vehicle will be 100% electric, utilizing distributed electric propulsion and during peak hours will require about five to seven minutes for recharging. • Hyundai’s electric aircraft utilizes distributed electric propulsion, powering multiple rotors and propellers around the airframe to increase safety by decreasing any single point of failure. Having several, smaller rotors also reduces noise relative to large rotor helicopters with combustion engines, which is very important to cities. • The model is designed to take off vertically, transition to wing-borne lift in cruise, and then transition back to vertical flight to land. • The Hyundai vehicle will be piloted initially, but over time they will become autonomous. • The cabin is designed with four passenger seats, allowing riders to board / disembark easily and avoid the dreaded middle seat with enough space for a personal bag or backpack / rider.

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Acreditamos que a Hyundai tem o potencial de fabricar veículos Uber Air a taxas nunca vistas na indústria aeroespacial atual, produzindo aeronaves confiáveis e de alta qualidade em grandes volumes para reduzir custos por viagem pessoas. Estamos confiantes de que o Uber Elevate é o parceiro certo para tornar esse produto inovador prontamente disponível para o maior número possível de clientes”. “A Hyundai é o nosso primeiro parceiro de veículos com experiência na fabricação de automóveis de passageiros em escala global. Acreditamos que a Hyundai tem o potencial de fabricar veículos Uber Air a taxas nunca vistas na indústria aeroespacial atual, produzindo aeronaves confiáveis e de alta qualidade em grandes volumes para reduzir custos por viagem. A combinação do músculo de fabricação da Hyundai com a plataforma de tecnologia da Uber representa um grande salto à frente para o lançamento de uma vibrante rede de táxi aéreo nos próximos anos “, disse Eric Allison,  chefe  do Uber Elevate.


tricas de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL) para fins de compartilhamento de passeio aéreo. A iniciativa Elevate baseou esse processo na abordagem histórica da NASA de divulgar publicamente conceitos de design para inspirar inovação en-

tre várias empresas, estimulando o desenvolvimento de modelos de pesquisa comuns para investigar novos conceitos aerodinâmicos e catalisando o progresso da indústria em design de asas, ruído, aerodinâmica e verificação de simulação .

scale. We believe Hyundai has the potential to build Uber Air vehicles at rates unseen in the current aerospace industry, producing high quality, reliable aircraft at high volumes to drive down passenger costs per trip. Combining Hyundai’s manufacturing muscle with Uber’s technology platform represents a giant leap forward for launching a vibrant air taxi net-

work in the coming years,” said Eric Allison, head of Uber Elevate.

ridesharing purposes. The Elevate initiative based this process on NASA’s historical approach of putting design concepts out publicly to inspire innovation amongst multiple companies, spurring the development of common research models  to investigate new aerodynamic concepts and catalyzing industry progress in wing design, noise, aerodynamics, and simulation verification.

Evolution In preparation for this announcement, Hyundai has worked with Uber Elevate to develop a PAV (Personal Air Vehicle)  model,  S-A1  that utilizes innovative design processes to optimize electric vertical take-off and landing (eVTOL) aircraft for aerial

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Evolução Em preparação para este anúncio, a Hyundai trabalhou com o Uber Elevate para desenvolver um modelo PAV (Veículo Aéreo Pessoal), S-A1, que utiliza processos de design inovadores para otimizar aeronaves elé-

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Perfil|

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Por|Redação

Green Eletron triplica a quantidade de lixo eletrônico coletada

Foram reaproveitadas cerca de 100 toneladas de metais e 47,5 toneladas de plástico pela Indústria, o que possibilitou uma redução de aproximadamente 69 toneladas de CO2 A Green Eletron, gestora sem fins lucrativos para a logística reversa de eletroeletrônicos fundada pela Abinee em 2016, coletou e deu a destinação correta para mais de 514 toneladas de eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis sem uso em 2019. A entidade terminou o ano com 104 Pontos 58 | VIDI

de Entrega Voluntária (PEVs) de eletroeletrônicos instalados, sendo 72 disponibilizados neste ano, e 2.245 unidades voltadas a pilhas e baterias, que teve um aumento de mais de 500 novos coletores em 2019. No programa de Descarte Green, focado em eletroeletrônicos, a gestora mais que tripli-

cou a quantidade coletada em comparação com 2018. Neste ano, com os produtos descartados em PEVs e com a ajuda de campanhas, foram recicladas 343 toneladas, em comparação com as 102 toneladas do ano anterior. Os principais produtos descartados pelos consumidores foram acessórios de com-


putadores (teclados, mouses, carregadores e cabos). “Estamos honrados em fazer parte da solução para esse problema. Vamos continuar nos próximos anos reciclando cada vez mais e assim incentivar a Economia Circular no Brasil”, disse Ademir Brescansin, gerente executivo da Green Eletron. Retorno Com a reciclagem do lixo eletrônico foi possível o reaproveitamento de aproximadamente 100 toneladas de metais ferrosos (ferro fundido, aço e suas ligas) e não-ferrosos (cobre, estanho, zinco, chumbo, e outros) pela indústria siderúrgica, diminuindo a necessidade da extração de matérias-primas virgens da natureza. Foram recicladas também cerca de 47,5 toneladas de plástico, fazendo com que 69 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas. Em 2019, dez novas empresas fabricantes, importadores ou distribuidores de eletroeletrônicos e pilhas se associaram à Green Eletron. Até o momento, são 54 organizações representando 61 marcas. Com o Acordo Setorial para a Logística Reversa de Eletroeletrônicos assinado no dia 31 de outubro deste ano, a expectativa é que mais empresas se juntem a sistemas coletivos ou implementem seus próprios com o objetivo de até 2025 reciclar 17% em peso dos aparelhos eletroeletrônicos colocados no mer-

cado em 2018, como estabelecido pelo acordo assinado pelo Ministério do Meio Ambiente. “Tivemos um ano extremamente positivo para o crescimento da Green Eletron e suas ações para minimizar os efeitos do lixo eletrônico na nossa sociedade. Também presenciamos um marco histórico para a Indústria com a assinatura do Acordo Setorial após nove anos de negociações, que estabelece metas de reciclagem e traz segurança jurídica às empresas”, disse Humberto Barbato, Presidente da Abinee e Green Eletron. A gestora também promoveu e apoiou diversas ações de conscientização e coleta do lixo eletrônico em 2019. A Green Eletron organizou o Dia Internacional do Lixo Eletrônico dentro de em-

presas associadas que resultou na coleta de uma tonelada em apenas duas semanas. Também atuaram como parceiros no Movimento Greenk, que arrecadou 227 toneladas de lixo eletrônico, o Programa Nacional Lixão Zero, o Mutirão do Lixo Eletrônico em Presidente Prudente que possibilitou a reciclagem de 50 toneladas, entre outras. Para os próximos meses, uma Caravana para coleta de pilhas passará por 120 cidades do interior paulista. Atualmente, a Green Eletron conta com dois parceiros homologados que fazem a reciclagem e destinação correta do lixo eletrônico, a Sinctronics e a GM&C Soluções em Logística Reversa e Reciclagem Ltda. Outras duas novas recicladoras já estão na fase final de avaliação.

Permitidos

Não Permitidos

PILHAS

LÂMPADAS

ELETRÔNICOS

EMBALAGENS DE ELETRÔNICOS

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Sustentável|Sustainable

Por Redação|By Staff Writer

CEOs globais querem atingir os Objetivos Globais de Sustentabilidade Estudo da Accenture em parceria com a ONU mostra caminhos para que o setor empresarial colabore com o atingimento das metas 60 | VIDI


123RF

Accenture Strategy CEO Study on Sustainability Despite the opportunity of sustainability, CEOs believe business execution is not measuring up The 2019 United Nations Global Compact – Accenture Strategy CEO Study on Sustainability offers a candid look from CEOs at the opportunities and challenges to sustainability since the launch of the Global Goals in 2015. While CEOs acknowledge the opportunity for competi-

A Accenture desenvolveu, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), um estudo que traz a visão dos CEOs sobre as oportunidades e os desafios para o atingimento dos  Objetivos Globais  de Sustentabilidade, lançados pela própria  entidade  em 2015.  O estudo mostra que os CEOs reconhecem que a comunidade empresarial  poderia  e  deveria  dar  uma contribuição muito maior para alcançar uma economia global sustentável, mesmo que o compromisso com os objetivos represente uma potencial  vantagem competitiva para suas empresas. “É hora de  os líderes garantirem que as metas de sustentabilidade estejam firmemente incorporadas na estratégia corporativa e no objetivo da empresa”, diz Peter Lacy,  diretor  da  Accenture  Strategy  para  Reino Unido e Irlanda e líder da Accenture WEF, siglas de World Economic Forum.

O estudo aponta que a comunidade empresarial global atingiu um ponto de inflexão claro na jornada para 2030. Os CEOs concordam que os negócios devem desempenhar um papel mais crítico no avanço dos Objetivos Globais  e apontam  para as barreiras que  os impedem  de fazer mais  por esse objetivo, assim como os fatores que facilitariam o potencial do setor privado.

tive advantage through sustainability efforts and report pockets of progress, they recognize that the business community could – and should – be making a far greater contribution to achieving a sustainable global economy by 2030. In fact, the global community has reached a clear inflection point on the journey to 2030. CEOs agree that business must play a more critical role in advancing the Global Goals. They point to the barriers that are preventing business from

doing more and the enablers that would unlock the potential of the private sector.

Oportunidade Em 2016, um ano após o lançamento dos Objetivos Globais, as ações dos líderes empresariais em relação à sustentabilidade atingiram um pico, pois os CEOs viram a oportunidade de reavaliar seus esforços de sustentabilidade. Este não é exatamente o caso três anos depois.  Em 2019, os CEOs  reconhecem que a execução do negócio não está à altura do tamanho do desafio dos Objetivos Globais, ou de sua ambição anterior. Ansiosos por uma correção no curso, os CEOs estão renovan-

Time for a reality check In 2016, business leaders’ attitudes toward sustainability reached a peak as CEOs saw opportunity to recalibrate their sustainability efforts in line with global milestones. This is not exactly the case three years later. Despite clear opportunity, CEOs in 2019 acknowledge that business execution is not measur-

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Sustentável|Sustainable

do seu comprometimento  para aumentar o impacto  de suas ações de sustentabilidade.  Dessa forma, 71% dos CEOs acreditam que, com maior comprometimento e ação,  seus negócios podem desempenhar um papel crítico na contribuição para os Objetivos Globais. “Com uma década para cumprir os Objetivos Globais, a tecnologia tem o potencial de acelerar o progresso, ajudando as empresas a aumentar sua agilidade competitiva”, diz Jessica Long, diretora de Sustentabilidade da Accenture Strategy. No entanto, a transformação é difícil. Restrições econômicas e prioridades concorrentes são barreiras  identificadas pelos CEOs  para serem superadas, e eles  veem a  próxima  década  como  desafiadora, por conta  das incertezas geopolíticas, tecnológicas e socioeconômicas.

O estudo traz dados impactantes • Apenas 21% dos CEOs acreditam que as empresas estão contribuindo de forma crítica para alcançar os Objetivos Globais; • Ao mesmo tempo, 99% das empresas com mais de US$ 1 bilhão em receita anual acreditam que a sustentabilidade é importante para o futuro de seus negócios; • 71% dos CEOs acreditam que as empresas têm o potencial para contribuir de forma crítica para alcançar os Objetivos Globais, com o comprometimento necessário; • No entanto, 55% se veem pressionados a operar sob extrema redução de custo, o que prejudica os investimentos em sustentabilidade; • Para os CEOs, o Objetivo Global mais longe de ser atingido é a redução de poluição nos oceanos, com apenas 13% da meta atingida; • Apenas 44% dos líderes de negócios acreditam na concretização de um futuro de emissões zero nas suas empresas ao longo dos próximos 10 anos.

Três caminhos para a ação em prol dos Objetivos Globais de Sustentabilidade O cenário global incerto está levando os líderes empresariais a irem mais longe

e a serem mais proativos na agenda de sustentabilidade. Com isso, os CEOs ouvidos pelo estudo recomendam às empresas do mundo todo as seguintes práticas: • Estimular a ambição e o impacto Os líderes devem promover mudanças em suas próprias organizações e por meio da disrupção nos modelos de negócios.

• Inovar na colaboração Os principais  players  do mercado devem conectar-se de novas maneiras,  colaborando em prol da transformação significativa em suas ações sustentáveis. • Assumir a liderança responsável Os líderes devem assumir seu papel como agentes de mudança para defender a agenda de sustentabilidade.

ing up to the size of the challenge of the Global Goals – or to their previous ambition. Anxious for a course correction, CEOs are renewing calls for the business community to step up impact. In fact, 71 percent of CEOs believe that – with increased commitment and action – business can play a critical role in contributing to the Global Goals.

Beyond incrementalism While there has not been as much progress as CEOs would like, they believe there is real opportunity for the global business community to embrace the Global Goals to drive growth, efficiency, reputation and innovation. Leading companies are already doing these things to transform their organizations.

However, transformation is difficult. Economic constraints and competing priorities are common barriers to overcome – and CEOs see a challenging decade ahead in light of geopolitical, technological and socioeconomic uncertainty. These forces and stakeholder expectations are driving business leaders to go further and be more proactive on the sustainability agenda.

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Inovação|

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA | 123RF

Por|Redação

Potente e ecológico IBM desenvolve bateria inovadora com materiais extraídos da água do mar, oferecendo armazenamento de energia mais seguro

As baterias têm um papel fundamental na vida cotidiana. Estão embutidas em nossos smartphones e laptops e em muitos outros dispositivos eletrônicos de consumo. Também 64 | VIDI

são cruciais para uma quantidade crescente de necessidades de energia sustentável, como por exemplo, para a operação de veículos elétricos ou para as empresas de servi-

ços armazenarem energia solar e eólica em momentos em que não há sol ou vento. Mas a atual tecnologia dominante de baterias, baseada em lítio, tem várias desvantagens.


Fundamentos As desvantagens do lítio estão bem documentadas. Como as baterias são propensas a pegar fogo, as companhias aéreas têm regras sobre o uso e armazenamento de smartphones e laptops em voos comerciais. As baterias de lítio descarregam rapidamente e precisam ser recarregadas com frequência, tanto em telefones como em carros elétricos. A nova tecnologia da IBM pode ser recarregada com 80% da capacidade em menos de 5 minutos. Por outro lado, a extração de metais pesados necessários para a fabricação de baterias de lítio, especialmente o cobalto, é

prejudicial ao meio ambiente e perigosa para as pessoas que os manipulam. Isto é especialmente verdade para os mineiros que vivem na principal fonte de cobalto, a República Democrática do Congo, e que costumam cavar com suas próprias mãos. A nova tecnologia de baterias da IBM Research não requer cobalto, o que apresenta menos problemas ambientais. Além disso, a tecnologia tem um risco de incêndio muito menor do que as baterias de íon-lítio e estaria disponível não apenas para smartphones mais seguros e confiáveis, mas também para o futuro dos veículos elétricos e redes de serviços de energia renovável. Essa nova tecnologia é baseada nos sólidos fundamentos da IBM Research em química exploratória e ciência de materiais. Por exemplo, a equipe de

A nova tecnologia da IBM pode ser recarregada com 80% da capacidade em menos de 5 minutos pesquisa aproveitou a microscopia de força atômica para entender melhor as forças nos materiais da bateria nos níveis molecular e atômico. Essa mesma infraestrutura é o que impulsionou outras descobertas transformadoras da IBM, do desenvolvimento de semicondutores à computação quântica.

DIVULGAÇÃO

As baterias de íon de lítio perdem energia de forma rápida e podem pegar fogo facilmente, e os metais pesados presentes nesse tipo de bateria apresentam outros riscos de segurança para as pessoas e para o meio ambiente. É por isso que a corrida começou para encontrar um substituto viável para a tecnologia de íons de lítio. A nova tecnologia de baterias desenvolvida pela IBM Research, que utiliza materiais extraídos da água do mar, promete ser mais segura para as pessoas e o meio ambiente do que o lítio. Foi demonstrado que excede o desempenho das baterias de lítio em termos de custo, tempo de carregamento, densidade de potência/energia e eficiência energética.

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Good News|

Por Redação

Empreendedorismo ambiental DIVULGAÇÃO

Corredor Ecológico de Árvores Nativas do Cerrado da AVIVA é primeiro lugar no 13° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável

Para ser sustentável não é preciso realizar ações grandiosas, que envolvam muitos recursos. Com atitudes concretas e um verdadeiro engajamento, capazes de gerar grandes transformações, o Corredor Ecológico formado com árvores frutíferas nativas do Cer-

rado em uma área de 0,525 ha, da AVIVA, ficou em 1º Lugar no 13º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, na categoria “Empreendedorismo ambiental”, modalidade Médio-Grande e Grande Porte. O anúncio foi feito no dia 6 de fevereiro.

“Entre a nossa área de preservação permanente e o Parque Estadual de Caldas Novas havia uma área fragmentada. Decidimos, então, criar um corredor ecológico incluindo vegetação nativa frutífera “Pequi” que é um dos mais importantes frutos do Cerrado para a fauna local. O projeto proporciona a regeneração da área, garantindo o fluxo de genes e a melhoria da qualidade ambiental do nosso entorno”, conta Neide Tavares, Gerente de Meio Ambiente da Aviva. “Em breve, os ganhos para todo o ecossistema local poderão ser vistos”, complementa.

Echoenergia amplia projetos eólicos no Nordeste A Echoenergia expande sua atuação no setor eólico ao assinar novos PPAs - Power Purchase Agreement de longo prazo no mercado livre de energia. A empresa contratou 206 megawatts (MW) para seu cluster localizado no município de Serra do Mel-RN, região na qual já possui projetos de 273 MW (Echo 3, Echo 6 e Echo 7) em estágio avançado de construção. O investimento pode chegar a 1 bilhão de reais.

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Com isso, são 479 MW em implantação na cidade potiguar, dedicados exclusivamente ao mercado livre. Os novos PPAs foram negociados com quatro diferentes off takers de alto nível de credibilidade. Segundo o CEO da Echoenergia, Edgard Corrochano, as novas aquisições chancelam o principal objetivo da empresa: crescimento estratégico, focado na disciplina financeira e geração de valor aos acionis-

tas. “Com esse objetivo em mente, chegaremos a 1.5 gigawatts de capacidade instalada até o final deste ano. Já temos, obviamente, outros PPAs em negociação, mas não é só isso. Vamos ampliar nossa participação no mercado, com muito critério, via rígida responsabilidade financeira e geração de valor”.


Cultura VIDI |

Por Redação

Para animar e conscientizar FOTOS: DIVULGAÇÃO

Greenpeace lança o filme de animação Jornada das Tartarugas sobre a situação dos oceanos com participação de ganhadoras do Oscar

Olivia Colman e Helen Mirren - atrizes ganhadoras do Oscar, juntamente com Bella Ramsey, de Game of Thrones, David Harbour, de Stranger Things, e a brasileira Giovanna Lancellotti estrelam uma nova animação que destaca a situação dos oceanos, divulgada, pelo premiado estúdio Aardman Animations e o Greenpeace do Reino Unido. O poderoso curta-metragem Jornada das Tartarugas mostra as ameaças que nossos oceanos estão enfrentando e a importância de protegê-los por meio da história comovente de uma família de tartarugas tentando chegar em casa em um oceano que está sob a crescente ameaça das mudanças 68 | VIDI

climáticas, poluição por plásticos, perfuração de petróleo e pesca excessiva. Olivia Colman, que dubla a tartaruga mãe, afirma que ficou muito feliz em ter participado. “Estou emocionada por ter trabalhado nesse comovente filme com o Greenpeace e a Aardman. Nossos oceanos enfrentam tantas ameaças, algumas das quais eu nem sabia antes de fazer esse curta... Espero que isto seja uma inspiração para que mais pessoas possam tomar medidas para proteger nossos mares”, afirma. Brasileira

A atriz Giovanna Lancellotti, embaixadora dos Oceanos pelo Greenpeace Brasil, deu

voz a estrela-do-mar. Ela já esteve com o Greenpeace no navio Esperanza e pôde entender todo o processo de pesquisa e proteção dos mares, por isto, faz um alerta: “Eu me sinto cada vez melhor em fazer parte de movimentos que pensem no nosso futuro, no futuro dos animais e, principalmente, do nosso planeta. O Greenpeace tem me abraçado muito nessa busca. E essa animação mostra, de forma simples e real, como os bichinhos são subestimados e sujeitos a situações horríveis graças às ações humanas. Espero que essa consciência global continue crescendo e que possamos, juntos, proteger os oceanos e respeitar os animais como eles merecem.” “Os governos conversaram por muito tempo, sem oferecer o nível de proteção que nossos mares precisam para recupe-


Bella Ramsey, atriz de Game of Thrones e a voz da filha da família das tartarugas, disse:

“Quando eu for mais velha, como serão os oceanos? Quero que minha geração e todas as gerações futuras tenham oceanos saudáveis e prósperos, cheios de vida e que sejam um lar seguro para criaturas bonitas e importantes, como as tartarugas. Mas estou preocupada que isso não seja possível. Em minha curta vida, nosso oceano já foi danificado em uma escala que muitas pessoas não pensavam ser possível quando eu nasci. Precisamos agir ou será tarde demais! As gerações futuras viverão as consequências do que fizermos ou não fizermos agora. Os governos continuarão a fazer nada enquanto nossos oceanos são destruídos ou deixarão um legado de oceanos saudáveis e protegidos que podem ser admirados por todos, agora e no futuro? Os olhos do mundo e de todos os nossos descendentes estão em nossos governos. Cada um de nós precisa fazer nossa parte, mas eles, coletivamente, devem agir agora para criar mudanças positivas, duradouras e fortes. Não basta ouvir, façam algo sobre isso!”

Helen Mirren, atriz vencedora do Oscar e a voz da avó da família das tartarugas, disse:

“Durante a minha vida, vi a natureza sendo destruída em uma escala inimaginável pela atividade humana. Fico triste por nossa geração deixar para as futuras gerações um planeta danificado, que já perdeu muito da biodiversidade que o torna especial. No entanto, temos a chance de fazer algo agora e deixar um legado de oceanos adequadamente protegidos para todas as pessoas que vierem depois de nós. Não podemos trazer de volta o que já perdemos, mas podemos proteger o que ainda temos. Espero que este filme ajude a fazer com que mais pessoas percebam que vale a pena proteger os oceanos e nos inspire a agir antes que seja tarde demais.”

rar a saúde, após décadas de atividade humana destrutiva. O tempo de conversar acabou. Agora, precisamos de uma ação global urgente para proteger

totalmente 30% dos oceanos do mundo - uma meta acordada pelos cientistas como o mínimo que a vida marinha precisa para se recuperar. Os

Jim Carter, de Downton Abbey, e a voz do avô da família das tartarugas disse:

“Essa história comovente de uma família de tartarugas tentando chegar em casa em um oceano em crise vai tocar a todos que a assistirem. Todos vivemos em um mundo que mudou enormemente com a atividade humana, e essa realidade é tão verdadeira para os animais marinhos, como as tartarugas marinhas de Jornada das Tartarugas, como para nós, humanos, que vivemos na terra.”

governos têm a chance de transformar palavras retóricas e vazias em ação nas Nações Unidas este ano, quando se reunirem para acordar um novo Tratado Global dos Oceanos. Algo robusto fornecerá a estrutura de que nossos mares precisam para termos santuários marinhos totalmente protegidos”, alerta Will McCallum, diretor da campanha de oceanos do Greenpeace do Reino Unido. Abril/April Mar 2019 2020 | 69


Por Redação

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VIDI Aplaude|

Poder feminino

CEO da Gastromotiva, Nicola Gryczka esteve em Davos para o Fórum Econômico Mundial. A Empreendedora social participou de painéis que discutiram igualdade de gênero.

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Fórum Econômico Mundial 2020  

Encontro redefine o papel dos principais stakeholders globais do capitalismo na busca pelo equilíbrio sócio-econômico-ambiental

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