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Pr贸ximo tema/Next issue:

DOIS TWO Deadline: 20/02/10

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EDITORIAL EDITOR-CHEFE/PUBLISHER Eduardo Burger - e.burger@gmail.com CO-EDITOR/PUBLISHER Sandro Bueno - spbueno@gmail.com REVISOR/REVISOR Geraldo Escudero - gmescudero@gmail.com Julio Feriato - juliuscaligula@gmail.com

COLABORAÇÃO/COLABORATION Ale Macedo Ana Himes Andreja Budjevac César Munhoz Dan pearlman Deco Vicente Eduardo Burger Felipe Bracelis Jeffrey Herrero Jener Gomes Mattia Paco Rizzi Michelle De lavega Nico Palomba No klassdesign Pilar Berrio Ricardo Silva Softmachine Thiago Carvalho Fernandes Timo Stammberger Willy Ollero

AGRADECIMENTOS/THANKS WOOF’S SOUNDTRACK SPECIAL THANKS: CÉSAR MUNHOZ

CONTATO/CONTACT contact@woofmagazine.net

COLABORE/SUBMIT Para colaborar envie e-mail para: submit@woofmagazine.net 6


A WOOF!MAGAZINE é uma publicação bimestral do WOOF!STUDIO São Paulo - SP - Brasil www.woofmagazine.net www.woofstudio.com.br

Todos os artigos publicados na revista são de responsabilidade de seus autores. Não refletem necessariamente a opinião dos editores. É expressamente proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens por qualquer meio, sem a nossa prévia autorização.

FOTO: EDUARDOBURGER

WOOF!MAGAZINE® é marca registrada.

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por Deco Vicente


E cá estou eu. Olhando para as paredes deste lugar que escolhi dividir com minha velha conhecida. Eu mudei. Ela não. Tem a mesma face disforme e inconfundível de sempre. É a velha tumba deste projeto mal-acabado de nosferatu que quis me tornar. A mesma casa. Mesmíssima. Já sem Helena. Ela não aceita o quanto precisava me libertar dos seus beijos, das manias de arrumação que começavam do nada e principalmente das canjas de galinha feitas prazerosamente às terças sem se importar com a temperatura do outro lado da janela. Por mais que me explicasse, jamais fugiria do rótulo de crápula ansioso em voltar a comer as meninascabeça frequentadoras das sessões de arte do cinema da augusta.

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Logo eu, que não conseguia sequer dar um oi para qualquer uma que fosse centímetros mais bonita que Elza Soares sem estar devidamente apoiado em álcool. Que tinha vergonha de minhas pernas tortas sem serventia até pra montar em um pangaré raquítico com força para cavalgar apenas poucos metros. Não era esse o plano. Queria apenas olhar para aqueles olhos profundos, quase deformados de olheiras que não encarava fazia uns 13 anos, desde que a primeira menina surpreendentemente aceitou um sim e matou a era dos nãos eternos, o tom de toda adolescência. Sentir o hálito abafado e pegajoso grudando em meus passos, lembrando a cada momento da finitude que fica mais próxima em um piscar de olhos. Sentir-me vivo ao lado de minhas desobrigações.


Não Helena, você não entende. Seria mais fácil, eu sei, se arrumasse uma pequena fútil de grandes argolas nas orelhas que servisse para você usar como argumento em conversas satíricas entre seu grupinho de amigas. Mas não é outra. É a de sempre. Que afugenta a geração valium, mas me impulsiona como se fosse mais um dentre os milhares de caranguejos-ferradura em busca das lascivas fêmeas de seis patas. A que me mostra de verdade. E, por isso mesmo, me impulsiona a mudar. É clichê, eu sei. Não são seus braços, Helena. Sou eu.

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TUBO DE ENSAIO: INTERIORES MUTANTES E POLIMÓRFICOS

A agência criativa alemã dan pearlman inspira a próxima geração de design de interiores para o showroom, Create Berlin“ e para o Second Life. Desengane-se quem pensar que as Epiphytes são peças de mobiliário. Os protótipos criados pela agência criativa alemã dan pearlman são criaturas híbridas, únicas, de formas poligonais e evolução orgânica.

Umas prolongam-se sobre mesas, sobem pelas paredes ou serpenteiam pelos tetos. Outras estão apenas suavemente dispostas sobre os interiores que as abrigam, cobertas com vegetação, adornando ou funcionalizando o espaço. Surpreendem sempre, quer pela capacidade de brilhar no escuro ou de garantir a sua utilidade de inúmeras formas.

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“Os nossos objetos são como mutantes criados a partir de áreas como a manufatura, o mobiliário e a biologia”, afirma Nicole Srock. Stanley, fundadora e managing director da dan pearlman. Entre as peças criadas para o showroom de apresentação e, em paralelo, para o “Second Life”, contam-se uma TV, colunas de som, candeeiros, vasos, pratos, espelhos e até mesmo um revisteiro. Criadas com um propósito experimentalista, as possibilidades que se abrem a estas peças são praticamente ilimitadas: possuem a capacidade de permear espaços reais e virtuais através da sua multi-dimensionalidade. O posicionamento destes organismos define a sua funcionalidade e a vontade dos humanos ou dos avatares determinando os parâmetros da sua performance. A (re)produção das peças decidese on demand. A assimilação inovadora de ambos habitats definiu não só a criação das peças e a sua experiência, mas também o seu desenvolvimento - a

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manufatura (artesanato digital) e materialização de organismos binários botânicos. Para o desenvolvimento destes protótipos existiu a preocupação de que fossem variáveis na forma, cor e posicionamento. O candeeiro trepadeira, que ondula sobre as mesas como uma planta rara, é um exemplo do processo, e tem como passo seguinte uma parceria com a Philips. Foi com esta perspectiva que a dan pearlman e a werk5 decidiram adivinhar o futuro do design de interiores e desbravar trilhos inovadores na sua produção: o mobiliário dissolve-se da sua aplicação fixa, imposta, e torna-se ligeiro e flexível, numa correlação entre o design 3d-CAD, a técnica simultânea 5-axis e o material CORIAN. O desenvolvimento do design e a sua experimentação foram cruzados repetidamente, tornando possível a realização em tempo real. “A habitação, a vida e o trabalho estão tornandose cada vez mais flexíveis e multifuncionais. Com as Epiphytes, queremos acompanhar este desenvolvimento,” garante Nicole Srock.Stanley.


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ABOUT ::DAN PEARLMAN Na dan pearlman, especialistas em comunicação estratégica, designers, arquitetos e produtores de mídia trabalham juntos para desenhar e conceber o universo ideal de cada marca. Com clientes espalhados por todo o globo, a dan pearlman criou o conceito visual de marca de empresas como a Audi, Lufthansa, BMW, Mini, Montblanc, German Wings, smart, Silhouette, Betty Barclay, Pimkie, Escada e mesmo o Zoo de Hannover.

A área de especialização da dan pearlman é o brand management integrado e multi-funcional. As marcas, tal como os edifícios, são estruturas complexas. Estas apenas podem ser analisadas e geridas com a aplicação de um pensamento multidimensional e interdisciplinar. A dan pearlman dá resposta às necessidades dos seus clientes através de quatro unidades especializadas: strategy, retail, exhibition and media.

CONTACT Diana Nóbrega d.nobrega@danpearlman.com dianadenobrega@gmail.com +49 0176 77 229379 www.danpearlman.com

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SÉRVIA - WWW.FLICKR.COM/PHOTOS/ANDREJABUDJEVAC

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Roteiro de RICARDO SILVA

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INT. BAR GLS – NOITE DÊNIS, sentado no balcão, bebe sozinho, fuma. Bar cheio, movimentado, mesas animadas, alguns casais se beijam. Música eletrônica ao fundo. Dênis apaga o cigarro. CHICO entra e senta no banco à sua frente. CHICO Oi. DÊNIS (ainda soltando a fumaça, indiferente) Oi. CHICO Você vem sempre aqui? DÊNIS Se tá a fim de me xavecar, melhor começar com uma frase melhor. Nada contra, mas essa já tá batida. CHICO Desculpa, mas a frase foi sincera. É que eu bato ponto aqui e nunca te vi. DÊNIS Então tá respondida sua pergunta. Você já me viu aqui antes? CHICO Acho que não. Se tivesse visto, não teria esquecido. DÊNIS Cara, eu não tô legal. Tô de boa sozinho. Se você não se incomoda.

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CHICO Mas é claro que me incomodo. (estende a mão) Prazer. Chico. DÊNIS (se levantando) Pelo visto, não vou ter paz. Dênis tira dinheiro do bolso e coloca no balcão, apaga o cigarro, vai sair. CHICO (com a mão no ombro de Dênis) Ei, ei, calminha aí, guy. Eu só queria te conhecer um pouco melhor. Não quero gongar a noite de ninguém. DÊNIS (senta-se novamente) Qual o seu nome? CHICO Chico. DÊNIS Então, Chico, você é um cara superbonito. Em qualquer outro dia, você não precisaria fazer o mínimo esforço pra conseguir o que quer. Mas hoje é um bad hair day. CHICO Ok. Mas acho pretensão você falar por mim. De repente, eu só tô a fim de bater um papo. DÊNIS Conheço esse papo de só bater um papo. Garçon, mais uma dose.

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CHICO (ao garçon) Mais duas. (volta-se para Dênis). Sim, eu sou inconveniente e vou te acompanhar na próxima rodada. Não quer me contar por que o dia tá cinza hoje? DÊNIS Brigado, mas pra isso eu já tenho minha terapeuta. Eu falo pouco, sou de Escorpião. CHICO Ótimo! Já temos uma coisa em comum. Eu também costumo Olhar pras estrelas. Sou de Leão. DÊNIS Logo reparei pela juba. (Os dois começam a rir). CHICO Um a zero pra mim. Já consegui arrancar um riso do escorpiano carrancudo. Sabe seu ascendente? DÊNIS Áries, eu acho. Fiz uma vez nesses sites de astrologia. CHICO Hum... Marte é forte no seu mapa. DÊNIS E o que isso quer dizer, Mãe Dinah? CHICO Sei lá. Marte é guerra, é ímpeto, é sexo. DÊNIS Pronto. Chegou onde queria desde que sentou aqui na minha frente.

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CHICO Não sou eu que falo isso, são as estrelas. Olhar pro céu é olhar pra si mesmo, já diria o poeta. (O garçom chega com a garrafa e serve mais uma dose para Dênis e Chico. Eles agradecem e o garçon sai). DÊNIS Garoto, tenho que confessar, você é engraçado. Diferente, no mínimo. E olha que hoje eu não estou achando graça em nada. CHICO Mas por quê? Não se leve muito a sério. A vida é curta. DÊNIS Eu sei. Você é a segunda pessoa que me fala essa frase hoje. E justamente hoje eu tive essa nítida sensação de que o tempo passou muito depressa. Eu olhei pra trás e vi que não dava mais pra voltar. Foi foda! CHICO Hoje? Exatamente hoje? DÊNIS Hoje eu quis ter feito tudo diferente. Eu tive vontade de ter escolhido a estrada certa enquanto eu podia, enquanto ainda havia tempo. CHICO Que estrada? Do é que você tá falando? DÊNIS Da vida, cara. Dessa vida que você tá falando que é curta. E acredite, mesmo que tenha falado da boca pra fora, ela é. (Dênis acende outro cigarro, dá uma tragada).

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DÊNIS Você fuma? CHICO Ainda não. (Ficam em silêncio por alguns segundos). DÊNIS (enquanto solta a fumaça) Hoje eu perdi meu emprego. Hoje eu perdi meu amor. CHICO Putz! Hardcore total! Mas o que é que aconteceu? Perdeu os dois ao mesmo tempo? DÊNIS Já ouviu aquela frase de que desgraça pouca é bobagem? Eu trabalho há vinte anos como diretor de publicidade, tinha ido gravar um comercial em Porto Alegre e os caras acharam tudo uma merda. Sobrou pra quem? Pro coroão aqui. Me falaram que eu tava enferrujado. Contrataram uns caras que acabaram de sair da PUC, uns gênios do Youtube, do Twitter, eu nem sei que porra é essa. CHICO Acredite, eu também não. DÊNIS Então é melhor saber pra não se tornar um marginal. O mundo tá high-tech demais, cara! CHICO Gongaram seu emprego por causa do Twitter? E o bofe? Como foi que ele gongou?

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DÊNIS Cheguei em casa e o Fabrício me falou ”eu te amo, mas tô apaixonado por outro cara, a vida é curta”. Simples e direto. Como se a gente se conhecesse há duas semanas e não há duas décadas. CHICO Duas décadas? Não! Para! Você tá de brincadeira! DÊNIS Brincadeira? Eu e o Fabrício começamos a ficar quando eu tinha 23 anos. Pode não parecer porque minha dermatologista é ótima, mas já tenho 43. CHICO Tô Barbie na caixa! Você ficou 20 anos com o cara e levou um pé na bunda? Puxa! Realmente hoje é um bad hair day! DÊNIS Viu como não era tipo? Você acredita que o Fabrício veio com um papinho de que a gente podia continuar amigos, que eu poderia continuar morando com ele até achar um lugar melhor. CHICO Filha da puta! DÊNIS Desgraçado! Como se eu tivesse morado esse tempo todo de favor, como se a gente não tivesse dividido despesas, amigos, a vida! CHICO Mas pensa pelo lado bom.

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DÊNIS Que lado bom? Ele existe? CHICO Você tá solteiro, prontinho pra cair na noite! E a sua dermatologista é Deus! Quero o telefone dela agora! DÊNIS Sem essa, cara! Nunca tive paciência pra esse povinho pop-cult-descolado! Você sabe que nem me arrependo de ter ficado tanto tempo com o Fabrício? Eu não tenho muito saco pra esse mundo de neon. CHICO É, desse jeito fica difícil! Pra jogação tem que ter vocação! Tem que arriscar! A vida tá aí batendo na tua porta! DÊNIS Vida. A vida bateu a porta na minha cara, isso sim! Tô sem prumo, sem vontade de levantar a cabeça! Tô com vontade de desaparecer, de ir pra Índia ou fazer o caminho de Santiago. (tempo) Não, Santiago, não! Pra Índia que tem muita gente. Fazer aquele caminho sozinho já é exagero, até porque eu nunca fiquei sozinho. CHICO Quem é que gosta da solidão? A gente passa a vida inteira fugindo da solidão. DÊNIS Eu falei isso pra minha terapeuta e sabe o que foi que ela me disse? Que a solidão é boa, que ruim é o desamparo. CHICO Pra mim é tudo a mesma bosta!

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DÊNIS Ela me disse que é diferente, que você pode aproveitar seu momento de solidão pra fazer as coisas que você gosta, mas que o desamparo te empurra pro abismo. CHICO Que porra de abismo é esse? DÊNIS Sei lá. Mas ela me falou. E eu fiquei pensando nisso. Nesse abismo. Acho que é um lugar onde muitas pessoas estão e não se dão conta. A gente nunca olha pro que é feio porque a gente tem medo de se reconhecer ali. (O telefone de Dênis toca, ele o tira do bolso). CHICO É ele? (Dênis faz que sim com a cabeça). CHICO Você não vai atender? DÊNIS Deixa tocar mais um pouco. Deixa ele se sentir bastante culpado, pensando que eu me joguei de um viaduto, ou que uma hora dessas, eu tô preso no meio das ferragens do carro. (O telefone para de tocar). DÊNIS Valeu pelo papo, cara. Tô indo nessa. CHICO Mas já? Achei que essa fossa ia render uma boa bebedeira!

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DÊNIS Fica pra outro dia. (Dênis se levanta. Deixa mais uma nota no balcão, vai sair). CHICO Ei, não vai deixar nem um telefone? DÊNIS Melhor não. Vamos deixar por conta do destino. Quem sabe um dia a gente se encontra à beira do abismo? CHICO À beira do abismo, boy, queira ou não queira, estamos prestes a voar. (Dênis vai embora. Em Chico, parado, observando-o). Corta para INT. CARRO EM MOVIMENTO – NOITE Dênis chora compulsivamente enquanto dirige. Trilha sonora: ”Love is Colder Than Death”, The Virgins, que toca no som do carro. No banco do carona, o celular vibra. Focalizar visor que mostra o nome ‘meu amor’. O carro morre subitamente. Corta imediatamente para EXT. RUA DESERTA – NOITE DÊNIS desceu do carro, chuta a porta do veículo com muita raiva. Pega o celular no banco do carona. Atende. DÊNIS O que é? (tempo) Eu tô péssimo! Como que eu poderia estar? (tempo) Eu não sei onde eu estou. Eu comecei a dirigir sem rumo. Tô numa rua que nunca vi antes. Tô com fome, frio, medo de ser assaltado! Eu quero morrer! (tempo)

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Eu não sei o nome da rua! Já disse! (tempo) Pera, tem uma placa aqui. Eu vou olhar. (Dênis caminha até a placa). DÊNIS Tamoios esquina com Doutor Lino de Moraes Leme. (tempo) Tá. Eu tô te esperando. Liga pro seguro. Chama o guincho. (Dênis desliga o telefone, senta no capô do carro. CAM abre. Entra trilha sonora: “Love is Colder Than Death”, The Virgins). FIM

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CONTACT Timo Stammberger Quitzowstr. 146 10559 Berlin Germany info [at] timostammberger.com www.timostammberger.com

Stammberger was born in 1980 in Hamburg, he grew up there and in Frankfurt / Main. From 2006 to 2009 he studied at the Ostkreuzschule for Photography / Berlin. Currently Stammberger works on different conceptual series. Above all his Underground Landscapes series deserves special mentioning. For this series Stammberger photographs partly with, sometimes without permission, the subway tunnels of cities such as Berlin, New York, Philadelphia, Lisboa or Stockholm. Stammberger lives and works in Berlin.

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UNDERGROUND LANDSCAPES 59


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ARTISTS

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BERLIN NEWSPAPER

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Linguamara Genoa, IT www.linguamara.tk

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CONTACT Ana Himes contact@anahimes.es www.anahimes.es

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I was born in Burgos the same year that Naranjito does, the same that ARCO Art Festival celebrates its first edition, that the autobiography of Luis Buñuel “Mi último suspiro” is edited, when Michael Jackson Thriller hit goes our for sell, that Gabriel García Márquez receives the Nobel Prize or that Ingrid Bergman o Grace Kelly past away. After spending fourteen years in a nuns religion school and with a powerful need to cross the walls of Burgos, made me move away to Segovia to study Advertising and Public Relations. It was, the year with I ended up my degree when I was received my very first

camera: a 350D. After a couple of months I moved to live to Madrid. And there, in the jungle, within work and more work, that photo hobby was turning out to, little by little, in my own space, in my own expression and extension of my eyes and my fingers. I´ve contributed for publications such Neo2, Lamono or mU and my works has been published in magazines from Argentina, USA, Colombia, Brasil, Alemania, Australia, Poland or England. Currently I´m maching the photographic works with other personal tasks and with a new artistic side: collages and illustration.

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www.flickr.com/photos/willyollero www.willydibujando.blogspot.com

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Porto Alegre/Brasil jener_pro@yahoo.com.br

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Toulouse, France - noklassdesign.fr

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Bogotรก, Colombia - www.pilarberrio.com

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Kovre, Italy - www.flickr.com/softmachine

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Roma, Italia - www.nicopalomba.com

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www.jeffreyherrero.com

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S達o Paulo, Brasil - www.flickr.com/eduardoburger

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UPCOMING SHOWINGS Attleboro Arts Museum, Attleboro, MA, July, 2009. Home exhibitions Monarch Studio in Seattle WA, Sept. – Nov., 2009 Full installation: 300 pillows hung with fishing line Villa Victoria Center for the Arts (formerly known as La Casa de la Cultura / Center for Latino Arts), Boston, MA, Sept. – Oct. 2009 Border Crossings exhibition Jupiter Art Gallery Centralia, Washington Nov. – Dec., 2009

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Dream House is hundreds of sewn paper pillows made from photocopies of my father’s finely hand drafted architectural drawings. It is about the relationship of dreams to reality. It also deals with the diversity of my family heritage and the experience of being a person of mixed race in modern culture. My father’s parents were Filipino and Nicaraguan immigrants. His drawings were small oases of relief that helped him cope with the strain of a long journey with Post Traumatic Stress Disorder, a result from his time spent as a combat Marine in the Korean War.

The pillows are also related to my maternal grandmother who epitomized the skill of pragmatism. She was an expert seamstress and made clothes, quilts, curtains, place mats, tablecloths and other material items that were used in the tangible business of daily life. My mother’s side of the family is exclusively white American: Ranchers, Quakers and Wild West homesteaders. My parents were married in 1963, during the Civil Rights Movement in the US. At that time people were still being arrested as felons, fined, jailed and banished in some states for marrying outside of their race.

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One of my experiences as a person of mixed race is that I have missed sense of connection that comes from belonging to a singular racial group with long practiced traditions seamlessly linking me to my genetic heritage. Racially I am a person divided into parts, and I’ve had no single name for what I am. Dream House fuses my family lineage into a single image. It represents the experiences surrounding my father’s dream houses, but is also the house of my own self; a complete house of history and belonging.

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A further developed installation of Dream House is proposed to exhibit in 2010. It will incorporate video, a 12 year old girl’s figurines, a giant paper dress made with the drawings, and more, amid mass arrangements of stacked, hung and pinned up pillows. The compositions will be reminiscent of architectural pathways and domestic archetypes, creating an elaborate luminous environment of texture and imagery.


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PRÓXIMO TEMA - DOIS DATA DE ENTREGA - 20/02/2010

NEXT ISSUE - TWO DEADLINE - 02/20/2010

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