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Março-Abril March April 2020 | #38 | Ano Year IV | Periocidade Bimestral Periodicity Bimonthly

ial Spec iversary nn A h t 4

wonder wonderGO! PORTUGAL

l a i c e sp E o ã Ediç versário i n A º 4 Issue

travel

Países Baixos Netherlands Um poema feito de flores A poem made of flowers

GO!

Olhão | Michoacán | Havana | James Dean


GO | 22 Países Baixos | Netherlands

MUNDO | 34 Michoacán


WONDER STAY | 46 L’AND Vineyards PHOTO-GALLERY | 78 Havana

SPA | 56 Spa L’AND Vinothérapie


WONDER TASTE (I) | 62 Tropismo

WONDER TASTE (II) | 70 AKLA


ART & GO. | 102 James Dean

WONDER DRIVE | 110 Suzuki Jimny

WONDER PORTUGAL | 92 Olhão


wonderGO! travel

PROPRIEDADE | OWNERSHIP Agência Analógica CEO Carla Branco NIPC 509977596 Nº REGISTO ERC 127113 DIRECTOR Fernando Borges EDITORA EXECUTIVA EXECUTIVE EDITOR Carla Branco ARTE & DESIGN GRÁFICO ART & GRAPHIC DESIGN Carla Branco MARKETING & MULTIMEDIA Agência Analógica FORMATO | FORMAT Online CUSTO | COST Gratuito| Free PERIOCIDADE | PERIODICITY Bimestral | Bimonthly ESTATUTO EDITORIAL EDITORIAL STATUTE www.wondergomagazine.com

WEB www.wondergomagazine.com SOCIAL MEDIA facebook.com/wondergomagazine instagram.com/wondergomagazine EMAIL info@wondergomagazine.com TELEFONE | TELEPHONE (+351) 96 335 4142 | 96 274 9108


"Nasci. Stop. Chego amanhã. Stop. Mamã e papá felizes. Stop.”!

"I was born. Stop. I'll arrive tomorrow. Stop. Mom and Dad happy. Stop.”!

Assim era anunciado o nascimento da Wonder GO num dia de Março de 2016, um projecto editorial que pretendia acima de tudo “viajar… para contar”. E passaram quatro anos. Quatro anos cimentados na paixão pelo jornalismo e pelo viajar, pelas experiências, pelas descobertas e reencontros, pelos momentos olhados, sentidos e guardados para serem partilhados na forma de palavras escritas e fotografadas por quem, em 75 países, nos segue. E já são mais de 118.000.

Thus was announced the birth of Wonder GO on a day in March 2016, an editorial project that intended above all "travel ... to tell”. And four years have passed. Four years cemented in the passion for journalism and traveling, for experiences, for discoveries and reunions, for moments that are looked at, felt and saved to be shared in the form of words written and photographed by those who, in 75 countries, follow us. And there are already more than 118.000.

Quatro anos em que também deambulámos por sonhos. Uns que aguardam concretizar-se, e outros que se tornaram realidade. Como o de um dia podermos virar com a ponta dos dedos cada página. E assim, como que um reconhecimento por esta “aventura” e teimosia, nasceu a Wonder GO España.

Four years in which we also wandered through dreams. Some that are waiting to come true, and others that have become reality. Like one day we can turn each page with our fingertips. And so, as if in recognition of this “adventure” and stubbornness, Wonder GO España was born.

Mas tudo, este “projecto romântico”, como escreveu Nina Arenas quando lhe chegou às mãos a Wonder Go España, jornalista que no “grémio feminino” está entre as três jornalistas espanholas mais influentes do sector turístico, ou esta “obra de arte” como se lhe referiu Ramón Biosca no programa “Pecados Veniales” da Rádio Libertad FM de Espanha, começou há quatro anos. Quatro anos com o seu “quê” de transcendentalismo, levando-me por vezes a ter encontros com as obras Natureza, Ensaios e Sociedade e Solidão do escritor, filósofo e poeta norte-americano Ralph Waldo Emerson. Encontros que não acontecem apenas com a sua obra, mas também na vida real. É que viajar e o escrever é isso mesmo. São encontros com a Natureza, são Ensaios sobre a Vida, a descoberta de uma nova Sociedade… e Solidão. Sim, muitas vezes viajar e escrever são sinónimo de Solidão. Por, ou não por opção. Mas, como Ralph escreveu, o importante mesmo durante estes quatro anos tem sido trazer até aqui e partilhar com quem nos lê e nos vê “o que é belo”. E penso que temos conseguido. A vocês que nos seguem… obrigado por estes quatro anos!

Fernando Borges Director

But everything, this “romantic project”, as Nina Arenas wrote when Wonder Go España, a journalist who in the “women's association” is among the three most influential Spanish journalists in the tourism sector, or this “work of art” as if Ramón Biosca referred to him on the program “Pecados Veniales” by Rádio Libertad FM in Spain, it started four years ago. Four years with his "what" of transcendentalism, sometimes leading me to have encounters with the works Nature, Essays and Society and Solitude of the American writer, philosopher and poet Ralph Waldo Emerson. Encounters that happen not only with your work, but also in real life. It's just that traveling and writing is just that. They are encounters with Nature, they are Essays on Life, the discovery of a new Society ... and Solitude. Yes, travel and writing are often synonymous with Solitude. By, or not by option. But, as Ralph wrote, the important thing even during these four years has been to bring it here and share it with those who read and see us “what is beautiful”. And I think we have succeeded. To you who follow us… thanks for these four years!


Tudo começou há quatro anos atrás numa mesa de café em Lisboa.

It all started four years ago at a coffee table in Lisbon.

Uma conversa animada entre um pequeno grupo de jornalistas transformou-se na ideia de começar um novo projecto editorial, uma revista de viagens diferente de todas as outras! As ideias fervilhavam e o plano começou a ganhar forma.

A lively conversation between a small group of journalists became the idea of starting a new editorial project, a travel magazine unlike any other! Ideas seethed and the plan began to take shape.

Como em todos os novos projectos, aquela paixão e adrenalina inicial tomou conta de nós e ainda hoje permanece, sempre com aquele entusiasmo de “o que vamos fazer a seguir?” e sempre que sai uma edição, e já lá vão 38, ficamos com aquela sensação de dever cumprido.

As in all new projects, that initial passion and adrenaline took over us and remains today, always with that enthusiasm of “what are we going to do next?” and whenever an issue comes out, and there are already 38, we are left with that sense of accomplishment.

Tínhamos noção que seria um plano arrojado e irreverente. Na bagagem trazíamos experiências e histórias, e queríamos partilhá-las com todo o mundo, daí a escolha de um formato online e bilingue, que nos permitisse de uma forma rápida e eficaz, chegar a muitos países.

We were aware that it would be a bold and irreverent plan. In the luggage we brought experiences and stories, and we wanted to share them with everyone, hence the choice of an online and bilingual format, which would allow us to reach many countries quickly and effectively.

Tínhamos noção que o mundo está cheio de lugares mágicos por descobrir mas em todas as edições mantivemos os olhos postos em Portugal, destacando acima de tudo o nosso país, a nossa história, cultura, hotelaria, gastronomia… Acima de tudo, queríamos transportar os leitores para um mundo de sonho, mas um sonho passível de se tornar realidade, de se transformar em algo que possa ser vivido e contado.

We were aware that the world is full of magical places to discover but in all editions we kept our eyes on Portugal, highlighting above all our country, our history, culture, hospitality, gastronomy… Above all, we wanted to transport readers to a dream world, but a dream that can become reality, something that can be lived and told.

Tudo isto faz parte de um sonho que também para nós se tornou realidade, com o recente lançamento da edição em papel da Wonder GO España.

All of this is part of a dream that has also come true for us, with the recent launch of the paper edition of Wonder GO España.

E o ambicioso projecto que nasceu com um pequeno grupo de jornalistas, abrange hoje uma grande equipa em Portugal e em Espanha, contando com mais de 40 colaboradores em 10 países!

And the ambitious project that was born with a small group of journalists, today covers a large team in Portugal and Spain, with more than 40 colaborators in 10 countries!

Hoje sinto-me realizada e orgulhosa por partilhar convosco esta pequena história. Mas também me sinto agradecida, pela equipa que tenho e pelos leitores assíduos.

Today I feel fulfilled and proud to share this little story with you. But I also feel grateful, for the team I have and for the regular readers.

Obrigada por fazerem parte deste “Wonder World”.

Thank you for being part of this “Wonder World”.

Carla Branco CEO | Editora Executiva


GO


Países Baixos

Uma paixão chamada tulipa Quando chega Abril, o espetáculo dos campos de tulipas, em cores extravagantes, liberta uma poesia irresistível. A planície assume a aparência de um gigantesco tapete multicolorido, com infinitas nuances. Uma paisagem de excepcional encanto ilustrada por esses gigantes que enchem as velas do vento que sopra do mar, os moinhos. Entre canais e palácios. E mais campos de tulipas. Assim é a Holanda. Ou melhor, os agora oficialmente Países Baixos. Texto Fernando Borges | Fotos Netherlands Tourism

The Netherlands A passion called tulip

When April comes, the spectacle of the tulip fields, in extravagant colors, releases an irresistible poetry. The plain takes on the appearance of a giant multicolored carpet, with infinite nuances. A landscape of exceptional charm illustrated by the windmills, those giants that have their sails filled by the wind, blowing from the sea. Among channels and palaces. And more tulip fields. This is Holland. Or rather now officially the Netherlands. Text Fernando Borges | Photos Netherlands Tourism


A força do mar enche as velas dos moinhos cuidadosamente espalhados pelos campos, à beira de canais, ilustrando a luta do vento contra a água. Uma paisagem artificial única nascida da luta centenária travada pelos holandeses para drenar a terra e protegela das inundações. Os mesmos holandeses que com arte e engenho fizeram nascer polders, diques, portos marítimos e fluviais. E com eles, ou por causa deles, dos moinhos, quando chega Abril tudo se cobre de flores. De tulipas. Milhões de tulipas de todas as cores. Essas flores solitárias de seis pétalas que ao longo dos outros meses do ano cedem a sua beleza a narcisos, jacintos e açafrões. É o espectáculo dos campos multiculores, um amor à primeira vista cativado pela simplicidade de uma flor que se tornou emblema de um país, o descobrir de uma parte da cultura e tradição de um país através de paisagens dignas dos grandes mestres da Idade de Ouro da pintura holandesa. E basta seguir os moinhos de vento de Kinderdijk, Dordrecht, Giethoorn, caminhar pelo Parque Nacional Weerribben-Wieden, pelas paisagens de rara beleza dignas dos grandes mestres que marcaram os séculos XVII e XVIII, de Rembrandt a Vermeer, e que contam histórias de água e de ventos.

The power of the sea fills the sails of the mills carefully spread across the fields, on the edge of channels, illustrating the struggle of the wind against the water. A unique artificial landscape born from the centenary struggle of the Dutch people to drain the land and protect it from flooding. The same Dutch who with art and skill built polders, dikes, sea and river ports. And when April comes with the windmills or because of them, fields are covered with flowers. With tulips. Millions of tulips of all colors. These solitary six-petal flowers that over the other months of the year yield their beauty to daffodils, hyacinths and crocuses. 
 It is the show of multicolored fields, a love at first sight captivated by the simplicity of a flower that has become the emblem of a country, the discovery of a part of a country's culture and tradition through landscapes worthy of the great masters of the Golden Age of Dutch painting. And we just have to follow the windmills of Kinderdijk, Dordrecht, Giethoorn, walk through the WeerribbenWieden National Park, through the landscapes of rare beauty worthy of the great masters that marked the 17th and 18th centuries, from Rembrandt to Vermeer, and that tell stories of water and winds.


Forças que se domesticam ilustradas por esses moinhos e canais por onde se pode navegar ou que fazem serpentear ciclovias ao longo do rio Amstel. E assim se percorre os Países Baixos. As suas planícies, pequenos lugares e grandes cidades. Em pequenos barcos pelos canais ou de bicicleta. Assim se descobre Amesterdão, olhando para a sua arquitectura, as suas muitas pontes e mercados de flores, se passa pelos coffee shops, onde nos podemos deixar ou não tentar, sem qualquer proibição de lei, por um cigarro de cannabis, se percorre as montras onde se exibem mulheres nas vitrines iluminadas pelos neons da Red Light District, e se chega às ruas estreitas do boémio De Pijp onde se perfilam pubs tradicionais, cafés e esplanadas. Também desta forma, ou simplesmente caminhando, se chega à casa onde Anne Frank e a sua família se escondeu tentando escapar ao Holocausto, um dos lugares que é símbolo desse momento negro da história da Humanidade. E ao Museu Van Gogh para nos deixarmos encantar com um acervo de pinturas, desenhos e cartas escritas por este mestre, com destaque para as obras Os Comedores de Batatas, Sapatos, Amendoeira em Flor e Girassóis.

Tamed powers illustrated by those mills and channels that can be navigated or wind up paths along the Amstel River. And so you travel along the Netherlands. Along Its plains, small places and big cities. In small boats along the channels or by bicycle. This is how you discover Amsterdam, looking at its architecture, its many bridges and flower markets, going through the coffee shops, where we can try or not, without any legal prohibition, a cannabis cigarette, or go through the shop windows where women are displayed in shop windows illuminated by the neon lights of the Red Light District, and you reach the narrow streets of the bohemian De Pijp where you can find traditional pubs, cafes and terraces. Whether riding a bike or just walking, you arrive at the house where Anne Frank and her family hid trying to escape the Holocaust, one of the places that is a symbol of this dark moment in the history of Humanity. And to the Van Gogh Museum to let ourselves be enchanted with a collection of paintings, drawings and letters written by this master, with emphasis on the works The Potato Eaters, Shoes, Blossomed Almond and Sunflowers.


Caminhares que também nos levam ao Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos, um castelo onde se perfilam mais de 8 mil obras divididas em salas cronológicas desde a Idade Média, com foco sobretudo para o século XVII e início do século XVIII, para Vermeer, Jan Steen, Frans Hals e, claro, para Rembrandt e a sua obra maior, A Ronda Nocturna. Passos pausados que nos levam também ao Stedelijk, o museu de arte moderna e contemporânea, um acervo de Matisse, Mondrian, Kandinsky, Picasso, Monet… Mas há que deixar Amesterdão para trás e partir ao encontro dos coloridos campos da região de Bollenstreek, onde se encontra Keukenhof, o maior parque de exposições de flores do mundo, considerado por muitos como a meca da “tulipania”. Um retrato idílico da natureza complementado por jacintos, narcisos, rosas, orquídeas e lírios. Também por dunas e moinhos. A partir daqui, cruzam-se mais canais e percorre-se Leiden, lugar que dizem ser o regresso às origens das tulipas, onde foi plantada em 1594 a primeira tulipa neste país que um dia, não muito distante, se chamou Holanda. Walks that also take us to the Rijksmuseum, the National Museum of the Netherlands, a castle where more than 8,000 works are divided into chronological rooms since the Middle Ages, focusing mainly on the 17th and early 18th centuries, for Vermeer, Jan Steen, Frans Hals and, of course, for Rembrandt and his greatest work, The Night Watch. Slow steps that also take us to the Stedelijk, the museum of modern and contemporary art, a collection of Matisse, Mondrian, Kandinsky, Picasso, Monet... But we have to leave Amsterdam behind and go to the colorful fields of the Bollenstreek region, where Keukenhof is located, the largest flower exhibition park in the world, considered by many to be the mecca of “tulipania”. An idyllic portrait of nature complemented by hyacinths, daffodils, roses, orchids and lilies. Also by dunes and windmills. From here, you can cross more channels and visit Leiden, a place that is said to be the return to the origins of the tulips, a place where the first tulip was planted in 1594 in this country that was once named Holland.


São jardins e jardins que nos desafiam a ser percorridos de bicicleta entre casas tradicionais de tijolo, mansões de antigos tecelões e palácios dos séculos XVI e XVII alinhados ao longo do canal de Rapenburg. E chega-se a Leiden, talvez o maior testemunho da Idade de Ouro da pintura holandesa, lugar onde nasceu Rembrandt e onde René Descartes e Jan Steen se instalaram para dar largas à sua criatividade. E continua-se com os olhos cheios de cor por outros caminhos que nos levam a Delft, que teima em manter a sua aparência antiquada, uma cidade conhecida não só pela sua beleza mas também pelo museu Prinsenhof onde permanecem os buracos de balas que nos recordam a morte de William de Orange e nos contam episódios da Guerra dos Oitenta Anos, ou Revolta Holandesa, que pôs fim ao jugo espanhol, unindo os diversos estados para dar origem ao que hoje se chama Países Baixos. Mas sobretudo Delft é mundialmente conhecida pela cerâmica Delftware, a cerâmica tradicional branca e azul pintada à mão desde o século XVI. Mas há outros lugares que, pelas mais variadas razões, mas sempre tendo as planícies cobertas de cor e os moinhos como companhia, nos desafiam a continuar. Lugares como Gouda, cidade conhecida pelo seu queijo e pela arquitectura que nos leva a um encontro com a Idade Média. Ou como Haia, a Cidade Real cheia de monumentos e edifícios notáveis, com destaque para o Binnenhof, a sede do Parlamento Nacional, e para os seus bairros cheios de história.

There are gardens and gardens that challenge us to cycle through traditional brick houses, mansions of former weavers and palaces from the 16th and 17th centuries lined up along the Rapenburg channel. And you get to Leiden, perhaps the greatest testimony of the Golden Age of Dutch painting, the place where Rembrandt was born and where René Descartes and Jan Steen settled to let their creativity go. And with our eyes full of color we travel to other paths that lead us to Delft that insist in keeping its old-fashioned appearance, a city known not only for its beauty but also for the Prinsenhof museum where the bullet holes remind us of the death of William of Orange and tell us episodes of the Eighty Years' War, or Dutch Revolt, that ended the Spanish subjection, uniting the different states to make what is now called the Netherlands. But above all Delft is known worldwide for Delftware ceramics, traditional white and blue hand painted ceramics from the 16th century. But there are other places that, for the most varied reasons, always with the plains covered with color and the mills as a company, challenge us to continue. Places like Gouda, a city known for its cheese and architecture that leads us back to the Middle Ages. Or like The Hague, the Royal City full of monuments and notable buildings, especially the Binnenhof, the seat of the National Parliament, and its neighborhoods full of history.


www.netherlands-tourism.com

E há Hoorn, cidade que foi a cidade toda poderosa da Companhia das Índias Orientais agora testemunhada pelos seus edifícios, pelo seu porto e por várias embarcações que nos remetem para esses tempos de riqueza, e ainda Lisse, parte obrigatória de qualquer roteiro, Kinderdijk, com os seus 19 moinhos de vento que são Património Mundial da Humanidade da UNESCO e parte de qualquer imaginário bucólico. E há Roterdão.

And there is Hoorn, a city that was the almighty city of the East India Company, now witnessed by its buildings, its port and the various vessels that take us back to these times of wealth, and also Lisse, a mandatory part of any itinerary, Kinderdijk, with its 19 windmills that are a UNESCO World Heritage Site and part of any bucolic imaginary. And there is Rotterdam.

Uma Roterdão que é bem mais do que uma simples vila de pescadores do século XVIII, tornando-se mesmo na mais moderna cidade dos Países Baixos, cheia de bairros históricos que desejam ser visitados e muitos museus, como o Boijmans Van Beuningen, com obras de arte desde a Idade Média aos tempos modernos, incluindo algumas das mais famosas obras-primas de Dali, Van Gogh, Picasso, Gauguin, Bosch, Monet, Matisse e Rembrandt.

Rotterdam that is much more than a simple 18th century fishing village, it is even the most modern city in the Netherlands, full of historic neighborhoods that want to be visited and many museums, such as the Boijmans Van Beuningen, with art works from the Middle Ages to modern times, including some of most famous masterpieces by Dali, Van Gogh, Picasso, Gauguin, Bosch, Monet, Matisse and Rembrandt.

Cidade que apesar de ter sido quase que totalmente destruída durante a II Grande Guerra soube erguer-se, tornar-se destino obrigatório de quem gosta de festivais de Verão e de noites percorridas entre bares, discotecas e mercados, e símbolo mundial da arquitectura inovadora. E basta olhar para a Cube Houses, ou para a ponte Erasmus, apelidada de “The Swan”, original e imponente, que é muito mais que uma simples ponte, é uma obra de arte.

A city that, despite having been almost completely destroyed during the Second World War, was able to rise, to become a mandatory destination for those who enjoy summer festivals and nights spent in bars, clubs and markets, and is a world symbol of innovative architecture. And you just have to look at the Cube Houses, or the Erasmus bridge, nicknamed “The Swan”, original and imposing, which is much more than a simple bridge, it is a work of art.

Mas antes de se regressar a Amesterdão, é obrigatório viajar cerca de 2000 anos na história, aos tempos dos romanos. E ali está a Utrecht, cidade fundada para ser uma fortaleza de uma Roma governada por um qualquer César. Hoje, esta cidade de universidades e amplas ofertas culturais, continua a fazer sentir o seu coração cheio de história, que também nos fala da Idade Média, marcando a sua arquitectura. Como a marcam as suas pontes e canais. Também os campos que se estendem para além dos limites das praças e ruas.

But before returning to Amsterdam, it is mandatory to travel around 2000 years back in history, back to Roman times. And there is Utrecht, a city founded to be a fortress of Rome ruled by some Caesar. Today, this city of universities and wide cultural offerings, continues to show its heart full of history that also tells us about the Middle Ages, quite visible in its architecture. As its bridges and channels. Also the fields that extend beyond the limits of squares and streets.

Esses campos moldados pelo homem e pela água que fascinam pelos seus tapetes multicolores testemunhados por esses gigantes, os moinhos de vento.

Those fields shaped by man and water that are fascinating for their multicolored carpets and are overlooked by those giants, the windmills.


Michoacán A alma do México

Há lugares que podem ser resumidos numa só palavra. E Michoacán, um dos 31 estados do México, é um desses lugares. E a palavra neste caso é “magia”. Não apenas pela sua grande beleza natural, mas porque é o estado com as cidades mais fascinantes de todo o México. Também pelos seus costumes, por ser portadora de uma cultura inigualável, uma culinária deliciosa e paisagens pelas quais qualquer um se apaixona. E como máximo testemunho desta realidade está Morelia, a capital do estado, inscrita na lista de Património da Humanidade pela UNESCO. Ou o lago Cuitzeo. Texto Fernando Borges | Fotos VisitMexico

MUNDO

The soul of Mexico There are places that can be summed up in one word. And Michoacán, one of Mexico's 31 states, is one of those places. And the word in this case is "magic". Not only because of its great natural beauty, but because it is the state with the most fascinating cities in all of Mexico. Also for its customs, for having a unique culture, delicious cuisine and landscapes anyone falls in love with. And the greatest testimony to this reality is Morelia, the state capital, inscribed on the list of World Heritage Sites by UNESCO. Or Lake Cuitzeo as well.
 Text Fernando Borges | Photos VisitMexico


O sol perde-se no horizonte num pôr-do-sol que parece silenciar todo o México ao entardecer. É assim Michoacán, popularmente conhecido como "A alma do México”, um lugar que termina ao encontrar-se a oeste com os estados de Colima e Jalisco, Guanajuato e Querétaro a norte, México a leste, Guerrero a sudeste e o Oceano Pacífico a sul.

The sun sets in the horizon in a sunset that seems to silence the whole Mexico at twilight. This is Michoacán, commonly known as "The soul of Mexico", a place that ends when it meets the states of Colima and Jalisco to west, Guanajuato and Querétaro to the north, Mexico to the east, Guerrero to the southeast and the Pacific Ocean to the south.

Mas há mais. Muito mais. Tanto que Michoacán deve fazer obrigatoriamente parte dos planos de qualquer viajante. Desde a riqueza arqueológica que se ergue diante dos olhares perplexos às florestas que são verdadeiros santuários.

But there is more. A lot more. So much so that Michoacán must be part of any traveler's plans. From the rich archaeology that rises before the puzzled looks to the forests that are true sanctuaries.

Apenas parte de uma incontestável jóia no coração do México a que se juntam muitas outras razões que a inscrevem na lista de Património Cultural e Natural da Humanidade, e outras que fazem com que pertença ao “clube” do Património Intangível Cultural da Humanidade registrados na UNESCO. E há ainda a Reserva da Biosfera da Borboleta Monarca, um dos principais protagonistas de Michoacán, um lugar onde entre os meses de Novembro e Março chegam milhões de borboletas do Canadá, oferecendo uma visão alucinante de beleza e fantasia, tapando o céu azul de cores negra e laranja, as cores das asas destas borboletas. E segue-se. Segue-se por entre outras razões que se integram na lista de Património Imaterial e que formam as “Oito Cidades Mágicas”, um roteiro desenhado por inúmeros testemunhos considerados monumentos nacionais, entre edifícios pré-hispânicos, coloniais e modernos, por um rico artesanato indígena que vai do bordado à madeira, da cerâmica ao cobre, por uma das gastronomias mais apreciadas do México, festivais folclóricos cheios de cor, tradições e lendas, reflectindo seculares ligações entre os povos indígenas e coloniais, religiosidade e tradições que não se perderam no tempo nem na memória.

Only part of an undisputed jewel in the heart of Mexico, joined by many other reasons that inscribe it in the list of Cultural and Natural Heritage of Humanity, and others that make it belong to the UNESCO Intangible Cultural Heritage Club. And there is also the Monarch Butterfly Biosphere Reserve, one of the main protagonists of Michoacán, a place where between the months of November and March millions of butterflies arrive from Canada, offering an overwhelming view of beauty and fantasy, covering the blue sky with black and orange colors, the colors of the wings of these butterflies. 
 And we go on. We go on for other reasons that are included in the list of Intangible Heritage and that form the “Eight Magic Cities”, a route designed by countless testimonies that are considered national monuments, among pre-Hispanic, colonial and modern buildings, by a rich indigenous handicraft ranging from embroidery to wood, from ceramics to copper, through one of the most appreciated gastronomies in Mexico, folk festivals full of color, traditions and legends, reflecting centuries-old connections between indigenous and colonial people, religiosity and traditions that have not been lost in time nor in memory.


Uma viagem única em que o pôr-do-sol, o mais maravilhoso do México, se transforma todos os dias numa paleta de cores diferentes nas suas praias, falésias, estuários e comunidades de pescadores, num constante sentir e pleno contacto com a natureza. É um pouco por tudo isto que aparece a rota das “Oito Cidades Mágicas”, a melhor forma de descobrir este estado que é muitas vezes sentido como o “coração mexicano”, uma rota que pode começar no centro histórico de Morelia, a capital “michoacana”, que é Património da Humanidade pela UNESCO. E são poucas as cidades que possuem uma arquitectura colonial tão sólida, diversificada e bem preservada como Morelia. Caminhar pelas suas ruas é fazer um passeio pela história não só de Michoacán, como do México. Para explorar esta cidade que se deteve no tempo, com ruas tranquilas que testemunham silenciosamente a história guardada nos cantos e nas esquinas, há que caminhar e respirar os seus mercados, ruas e praças, olhar e ver a magnificência das construções coloniais, enquanto à sua volta se erguem cenários soberbos na sua beleza. Como Los Azufres, onde águas termais são um convite à tranquilidade e à descoberta do que é fascinante entre construções de pedra rosa, característica da região, de monumentos que manifestam a fusão magistral do espírito barroco com elementos renascentistas e neoclássicos, erguendo-se como ecos da época de um vicereinado de uma “Nova Espanha” que se estendia para lá da Europa. E daqui, de Morelia, parte-se ao encontro de mais testemunhos históricos, culturais e humanos que fazem dos “Oito Cidades Mágicas” um destino obrigatório. E sempre na companhia de uma natureza generosa que parece indicar o caminho de outros lugares marcados por mais de 500 anos de história, como Pátzcuaro e as suas ruas de paralelepípedos, casas senhoriais, praças arborizadas e portões de ferro. Uma cidade debruçada sobre o lago com o mesmo nome, que faz as delicias dos fotógrafos e apreciadores do “bem comer”, e onde nasceu a primeira universidade do México, um secular edifício que acompanha uma profusão de templos e conventos que cercam o pitoresco centro.


A unique trip in which the sunset, the most wonderful in Mexico, turns every day into a palette of different colors on its beaches, cliffs, estuaries and fishing communities, in a constant feeling and full contact with nature. And that’s how the “Eight Magic Cities” route appears, the best way to discover this state that is often felt as the “Mexican heart”, a route that can start in the historic center of Morelia, the capital “michoacana”, which is a UNESCO World Heritage Site. And few cities have such a solid colonial diverse and well preserved architecture as Morelia. Walking on its streets is taking a stroll through the history not only of Michoacán, but of Mexico.

To explore this city that has stopped in time, with quiet streets that silently testify the history kept in the street corners, it is necessary to walk and sense its markets, streets and squares, to watch the magnificence of the colonial constructions, while around rise a beautiful superb scenery. Like Los Azufres, where thermal waters are an invitation to tranquility and to discovery of what is fascinating among pink stone buildings, characteristic of the region, of monuments that manifest the masterful fusion of the Baroque spirit with Renaissance and Neoclassical elements, rising as echoes from the time of Viceroyalty of a “New Spain” that extended beyond Europe. And from here, from Morelia, one finds more historical, cultural and human testimonies that make the “Eight Magic Cities” a mandatory destination. And always in the company of a generous nature that seems to point the way to other places marked by more than 500 years of history, such as Pátzcuaro and its cobbled streets, manor houses, wooded squares and iron gates. A city overlooking the lake with the same name, which delights photographers and lovers of “good eating”, and where was born the first university in Mexico, a secular building that accompanies a profusion of temples and convents that surround the picturesque center.


Não muito longe, aninhada nas montanhas de Michoacán e rodeada de uma floresta de cedros e pinheiros, ergue-se a mineira Angangueo. Caminha-se pelas suas ruas de pedra que sobem e descem rodeadas de casas com telhados de cerâmica e templos no mais puro estilo neogótico e neoclássico. Mas há que seguir o caminho até ao “Mirador Cruz de Hierro” e daí admirar toda a cidade. É quando nos apercebemos que Angangueo é uma bela obra de arte impressionista. As mesmas montanhas e lago que são terra dos purépechas, um povo hábil no trabalho do cobre, que foi próspero e forte, um dos poucos que os aztecas não conseguiram dominar e que teve como capital do seu império Tzintzuntzan. Uma cidade que nos dá a oportunidade de viver a cultura indígena de Michoacán, de explorar o lago Lago Pátzcuaro, de visitar pequenas aldeias, como Santa Fe de la Laguna ou as ilhas Tecuena, Yunuén e Pacanda. Purépechas que sempre encontraram no artesanato uma forma de exprimirem o seu dia-a-dia, as suas crenças e religiosidade, quer através da cerâmica, do vidro, da tecelagem e do cobre. Também da gastronomia e da música. E é com estas formas de expressão, passadas de pais para filhos e que vão para além dos templos coloniais, que encontramos Santa Clara del Cobre vaidosa no seu coreto, lamparinas e castiçais feitos em cobre, uma cidade com um estilo boémio intenso e um pôr-do-sol que transforma todos os finais de tarde numa paleta de cores impressionante, realçando a beleza das suas praias, falésias, estuários, comunidades piscatórias e o odor dos jacarandás. São lugares de origem pré-hispânica que cresceram entre montanhas e o mar, entre o vento quente e a brisa fresca onde cresce o abacate e a cana-de-açúcar, entre quedas de água, crateras de vulcões, piscinas naturais, cordilheiras cobertas de um intenso verde e lagoas de água azul e cristalina.


Not far away, nestled in the mountains of Michoacán and surrounded by a forest of cedars and pines, is the Angangueo mining. You walk through its stone streets that go up and down surrounded by houses with ceramic roofs and temples in the purest neo-Gothic and neoclassical style. But you have to follow the path to “Mirador Cruz de Hierro” and from there admire the whole city. That's when we realize that Angangueo is a beautiful piece of impressionist art. The same mountains and lake that are the land of the purépechas, a skillful people in the copper work, who were once prosperous and strong, one of the few that the Aztecs failed to dominate and that had Tzintzuntzan as their capital empire. A city that gives us the opportunity to experience the indigenous culture of Michoacán, to explore Lake Pátzcuaro, to visit small villages, such as Santa Fe de la Laguna or the islands of Tecuena, Yunuén and Pacanda. Purépechas that have always found in crafts a way of expressing their daily lives, their beliefs and religiosity, whether through ceramics, glass, weaving and copper. Also gastronomy and music. And it is with these forms of expression, passed from parents to children and that go beyond colonial temples, that we find Santa Clara del Cobre proud of its bandstand, lamps and candlesticks made of copper, a city with an intense bohemian style and a sunset that turns every evening into an impressive color palette, highlighting the beauty of its beaches, cliffs, estuaries, fishing communities and the scent to jacarandas. These are places of pre-Hispanic origin that grew between mountains and the sea, between the hot wind and the cool breeze where avocado and sugar cane grow, between waterfalls, volcano craters, natural pools, mountain ranges covered with an intense green and lagoons of crystal blue water.


E é nesta moldura cheia de beleza que aparece Tacambaro, com as suas igrejas, conventos, casarões coloniais e muitos outros testemunhos históricos, assim como Tlalpujahua, cidade que preserva as suas raízes pré-hispânicas reflectidas entre esculturas de pedra e o esplendor barroco das suas igrejas, cidade que se invade dos aromas da floresta e de muitas histórias e lendas dos tempos em que das entranhas da montanha se extraia ouro, prata, cobre e chumbo. São “cidades mágicas” perfeitas para serem desfrutadas ao longo das suas ruas por onde se estendem majestosos compromissos entre testemunhos históricos, religiosos e culturais que muitas vezes se misturam numa esplendorosa e fecunda natureza. E é por causa deste compromisso que encontramos nas margens do lago Cuitzeo aquela que é a mais fascinante das “Oito Cidades Mágicas” de Michoacán, lugar escolhido pelos purépechas para viverem e onde em 1549 a Ordem dos Agostinianos ergueram o convento de Santa Margarida Magdalena, bem junto aos Três Cerritos, que foi o centro cerimonial dos purépechas. E o seu nome é o mesmo que foi dado ao lago, Cuitzeo. Passear por Cuitzeo é acompanhar e viver um mundo animado por uma intensa vida animal e vegetal, é sentir a história que aqui se fez, as suas gentes, a sua cultura milenar, as suas jóias arquitectónicas do século XVI, as suas cores. É sentir, logo pela manhã, os intensos raios de sol e o tom ocre que nos rodeia, seguir por pequenas veredas marcadas pelo tempo, é ser cúmplice dos voos das aves que planam sobre a água e de um estado de vida partilhado pelos pescadores que baloiçam os seus pequenos barcos enquanto atiram as suas redes de borboleta. Passeia-se e respira-se Pluma Hidalgo, uma majestosa cascata que cai nos seus 70 metros sobre os rios que dasaguam no lago entre o cantar de muitas espécies de aves no meio de um véu de água que mostra muitas vezes a magia do arco-íris e o bater de asas do beija-flor de Oaxaca. Observa-se as suas cores, em tons de verde, azul-turquesa, verde-esmeralda e azul-violeta; admira-se os seus movimentos, escuta-se o seu canto e sentamo-nos no alto das montanhas de Pluma Hidalgo. E por aqui ficamos perdidos entre olhares que se espantam perante tanta beleza, perplexos diante de tantos testemunhos arqueológicos, históricos e humanos, fascinados por este lugar, de nome Michoacán, que dizem ser a “alma do México”.

www.visitmexico.com


And it is in this frame full of beauty that Tacambaro appears, with its churches, convents, colonial mansions and many other historical testimonies, as well as Tlalpujahua, a city that preserves its preHispanic roots reflected in stone sculptures and in the baroque splendor of its churches, a city that is invaded by the aromas of the forest and many stories and legends from the times when gold, silver, copper and lead were extracted from the bowels of the mountain. These are “magical cities” perfect to be enjoyed along their streets, where majestic compromises stretch between historical, religious and cultural testimonies that often mix in a splendid and fruitful nature. And it is because of this compromise that we find on the shores of Lake Cuitzeo the one that is the most fascinating of the “Eight Magic Cities” of Michoacán, a place chosen by the purépechas to live and where in 1549 the Order of Augustinians built the convent of Santa Margarida Magdalena, right next to the Três Cerritos, which was the ceremonial center of the purépechas. And its name is the same as that given to the lake, Cuitzeo. Strolling through Cuitzeo is to accompany and live a world animated by an intense animal and plant life, to feel the history that has been made here, its people, its ancient culture, its 16th century architectural jewels, its colors. It is to feel right in the morning the intense sunbeam and the ocher tone that surrounds us, to follow small paths marked by time, is to partake the flights of birds gliding over the water and a state of life shared by fishermen who swing their small boats while throwing their butterfly nets. We walk to Pluma Hidalgo, a majestic waterfall that falls 70 meters over the rivers that flow into the lake between the singing of many bird species in the middle of a veil of water that often shows the magic of the rainbow and the flapping of wings of the hummingbird of Oaxaca. We watch their colors in shades of green, turquoise, emerald green and blue-violet; we admire their movements, we listen to their singing and we sit at the top of the mountains of Pluma Hidalgo. And there we stare at so much beauty, perplexed by so many archaeological, historical and human testimonies, fascinated by this place, called Michoacán, which they say is the “soul of Mexico”.


WONDER STAY


L’AND Vineyards Retiro único de tranquilidade

O L’AND é sem dúvida um dos espaços mais singulares que tive a oportunidade de conhecer. Um wine resort de cinco estrelas que funciona como uma genuína homenagem à paisagem Alentejana e à eterna magia do vinho. De destacar o conceito Sky View Suite, o spa, as provas de vinhos e uma gastronomia ímpar confeccionada pelo chef Nuno Amaral. Texto Carla Branco Fotos Carla Branco & L’AND Vineyards

Unique tranquility retreat L’AND is undoubtedly one of the most unique spaces that I had the opportunity to visit. A five star wine resort that works as a genuine homage to the Alentejo landscape and the eternal magic of wine. Noteworthy is the Sky View Suite concept, the spa, wine tasting and unique cuisine made by chef Nuno Amaral. Text Carla Branco Photos Carla Branco & L’AND Vineyards


Estamos a poucos quilómetros de Montemor-oNovo, em pleno Alentejo. No ar sente-se a tranquilidade e uma brisa que anuncia a chegada de um tempo primaveril. Diante dos nossos olhos, o castelo da vila medieval, um correr de vinhas, olival e um lago artificial em pano de fundo, complementando um cenário perfeito. O contraste com o mundo rural faz-se através da arquitectura moderna com um toque vintage, a cargo do arquitecto brasileiro Márcio Kogan, patente nos espaços interiores e exteriores, decorados com peças originais de arte que se traduzem numa decoração de luxo sóbrio e de simplicidade no detalhe.

We are a few kilometers away from Montemoro-Novo, in the heart of Alentejo. In the air you can feel the tranquility and a breeze that announces the arrival of a Spring time. Before our eyes, the castle of the medieval village, a stream of vineyards, olive groves and an artificial lake in the background, complementing a perfect setting. The contrast with the rural world is made through modern architecture with a vintage touch, by the Brazilian architect Márcio Kogan, evident in the interior and exterior spaces, decorated with original pieces of art that translate into a sober and simple luxury decoration in detail.


O vinho é o elemento de ligação entre todos os espaços, desde o restaurante, até ao spa, passando pela adega e pelo wine club, não esquecendo as suites, que gentilmente nos aguardam com uma garrafa de vinho personalizada com o nosso nome - um gesto singular que marca toda a diferença e imediatamente nos faz sentir bem-vindos.

Wine is the link between all spaces, from the restaurant, to the spa, through the cellar and wine club, not forgetting the suites, which kindly await us with a bottle of wine personalized with our name - a gesture that makes all the difference and immediately makes us feel welcome.

O L’AND conta com apenas 26 suites, todas possuem um terraço privado com lareira, o que permite uma maior privacidade e tranquilidade numa atmosfera de luxo sóbrio. As Sky View Suites são um verdadeiro privilégio e uma experiência única de dormir “debaixo do céu estrelado do Alentejo”, através da abertura do tecto do quarto que oferece a observação do céu aos visitantes.

The L'AND has only 26 suites, all of which have a private terrace with a fireplace, which allows greater privacy and tranquility in an atmosphere of sober luxury. The Sky View Suites are a real privilege and a unique experience to sleep “under the starry sky of Alentejo”, through the opening of the room's ceiling that offers the observation of the sky to visitors.


Ao passear pelo recinto ao final da tarde invade-nos uma suave harmonia. Ao longe o som da natureza, o canto dos pássaros e diante de nós um pequeno coelho faz-nos companhia. Quantas vezes temos oportunidade de parar um pouco e viver estes pequenos momentos? O meio da tarde fez-se no spa L’AND Vinothérapie (ver reportagem completa nesta edição) e o final do dia estava reservado para o restaurante L’AND. O chef Nuno Amaral, que conta com 15 anos de experiência, é um génio gastronómico que abraça a cultura portuguesa através da utilização dos produtos únicos da região, da terra e do mar. O Menu de Degustação L’AND é verdadeiramente criativo e talentoso e confere uma identidade própria e uma verdadeira experiência que é contada como se de uma história se tratasse - com princípio, meio e fim - onde todas as peças se interligam de uma forma natural e com sentido. Todos os pratos, cuidadosamente elaborados e visualmente apelativos, possuíam um sabor rico, distinto e equilibrado, sendo que alguns dos ingredientes são provenientes de Agricultura Biológica. De destacar a Cavala com aneto, funcho e caviar, o Salmonete com espargo branco, açafrão e hortelã da ribeira e o Chocolate de São Tomé e Príncipe com biscoito, amendoim e framboesa. De destacar igualmente o profissionalismo e simpatia do sommelier Gonçalo Mendes, encarregue da Harmonização de Vinhos.

Walking around the enclosure at the end of the afternoon, a gentle harmony invades us. In the distance the sound of nature, the sound of birds chanting and in front of us a small rabbit keeps us company. How many times do we have the opportunity to stop for a while and live these little moments? Mid-afternoon was held at the L’AND Vinothérapie spa (see full report in this edition) and the end of the day was reserved for the L’AND restaurant. Chef Nuno Amaral, who has 15 years of experience, is a gastronomic genius who embraces Portuguese culture through the use of unique products from the region, land and sea. The L'AND Tasting Menu is truly creative and talented and gives its own identity and a true experience that is told as a story - with beginning, middle and end where all the pieces interconnect in a natural way and with a purpose. All the dishes, carefully elaborated and visually appealing, had a rich, distinct and balanced flavor, with some of the ingredients coming from Organic Agriculture. Noteworthy are mackerel with dill, fennel and caviar, mullet with white asparagus, saffron and mint from the riverside and São Tomé and Príncipe chocolate with biscuit, peanut and raspberry. Also of note is the professionalism and friendliness of sommelier Gonçalo Mendes, in charge of the Wine Harmonization.


E sendo este um espaço onde a vinha é predominante, abrangendo 6 hectares de produção, não podíamos deixar de visitar a Adega L’AND e o Wine Club, um projecto muito original que permite a todos os proprietários e hóspedes do hotel tornarem-se produtores vitivinícolas com garrafas e respectivos rótulos personalizados. E foi com a enóloga Margarida Barrancos Vieira, responsável pelas Provas de Vinhos na adega, que tivemos oportunidade de realizar uma experiência para nós inédita, fazer o nosso próprio vinho através da mistura de diferentes castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah. Foi um bom momento de descontração e aprendizagem. Mas existem outras experiências no L’AND tal como uma viagem de balão no céu alentejano, experimentar um voo em planador ou fazer um passeio a cavalo na herdade. No regresso a casa, depois de um pequeno-almoço de excelência, sentimos energias renovadas, uma experiência única que vale a pena repetir. Este é sem dúvida um lugar especial que abraça a natureza e merece ser visitado em diferentes alturas do ano.

And this being a space where the vineyard is predominant, covering 6 acres of production, we could not fail to visit the L’AND Cellar and the Wine Club, a very original project that allows all owners and hotel guests to become wine producers with their own personalized bottles and labels. And it was with the winemaker Margarida Barrancos Vieira, responsible for the Wine Tastings at the winery, that we had the opportunity to carry out an unprecedented experience for us, making our own wine by mixing different grape varieties: Alicante Bouschet, Touriga Nacional and Syrah. It was a good time for relaxation and learning. But there are other experiences at L’AND such as a balloon trip in the Alentejo sky, experiencing a glider flight or taking a horse ride on the estate. Upon returning home, after an excellent breakfast, we feel renewed energies, a unique experience that is worth repeating. This is undoubtedly a special place that embraces nature and deserves to be visited at different times of the year. www.l-and.com


SPA


Spa L’AND Vinothérapie by Caudalie

Está inserido em torno de um vale central de vinha, no Hotel L’AND Vineyards, e é surpreendentemente relaxante, tal como um bom spa deve ser. São 800 metros quadrados de ambiente sereno onde predominam os ingredientes à base da vinha e do vinho, valorizados pelas suas propriedades antioxidantes que contribuem para a beleza, bem-estar e vitalidade. Fomos experimentar um dos tratamentos de assinatura, a Massagem Caudalie, com a duração de 50 minutos. Texto Carla Branco Fotos Carla Branco & L’AND Vineyards

It is set around a central vineyard valley, at Hotel L’AND Vineyards, and is surprisingly relaxing, just like a good spa should be. There are 800 square meters of serene environment where the ingredients based on vine and wine predominate, valued for their antioxidant properties that contribute to beauty, well-being and vitality. We went to try one of the signature treatments, the Caudalie Massage, which lasts 50 minutes. Text Carla Branco Photos Carla Branco & L’AND Vineyards


Entramos no spa e imediatamente sentimos um aroma muito agradável que nos atrai. A terapeuta Sofia Tapiço, simpaticamente me explicou que se trata do aroma Fleur de Vigne®, à base de madeira tostada e óleos essenciais orgânicos. Desenhado pelo arquitecto brasileiro Marcio Kogan, o ambiente é de baixa luz e predomina a decoração à base de pedra natural macia e madeira, dando-lhe um ambiente acolhedor e luxuriante. Sentimos uma boa energia. A tranquilidade do Alentejo ajuda a sentir-nos ainda mais descontraídos. Sabemos que no meio da correria em que andamos todos os dias, estes pequenos pedaços de tempo em que cuidados de nós podem ser altamente decisivos na nossa saúde e bem-estar. Pode ser apenas por uma hora ou até um dia inteiro mas o importante é relaxar. Deixar as preocupações para trás e desfrutar de verdadeiros momentos zen naqueles que são considerados os melhores spas do nosso país e este é sem dúvida um deles, nomeado para os World Luxury Spa Awards em 2017. O spa disponibiliza vários Tratamentos à la Carte, que se dividem em tratamentos de corpo e cuidados faciais de excelência, tudo num ambiente de tranquilidade, luxo e sofisticação. Durante a nossa estadia, aproveitamos para conhecer a Massagem Caudalie, com a duração de 50 minutos. Esta é uma massagem com assinatura por excelência, à base das melhores técnicas de pressão e de modelação, pode ser relaxante ou tonificante. Deixamo-nos envolver pelo toque e pela música relaxante e no final o objectivo foi cumprido, conseguimos aliviar tensões e dinamizar as energias. Podemos ainda complementar o tratamento com a sauna ou um banho relaxante na piscina interior aquecida.

We enter the spa and immediately feel a very pleasant aroma that attracts us. Therapist Sofia Tapiço, sympathetically explained to me that it is the Fleur de Vigne® aroma, based on toasted wood and organic essential oils. Designed by the Brazilian architect Marcio Kogan, the environment is low light and the decoration based on soft natural stone and wood predominates, giving it a warm and luxurious atmosphere. We feel good energy. The tranquility of the Alentejo helps us to feel even more relaxed. We know that in the middle of the rush that we walk every day, these little pieces of time when we take care of ourselves can be highly decisive in our health and well-being. It may be just for an hour or even an entire day but the important thing is to relax. Leave worries behind and enjoy true zen moments in those who are considered the best spas in our country and this is undoubtedly one of them, nominated for the World Luxury Spa Awards in 2017. The spa offers several à la Carte treatments, which are divided into excellent body and facial treatments, all in an atmosphere of tranquility, luxury and sophistication. During our stay, we took the opportunity to get to know the Caudalie Massage, which lasts 50 minutes. This is a signature massage par excellence, based on the best pressure and modeling techniques, it can be relaxing or invigorating. We let ourselves be involved by the touch and relaxing music and in the end the goal was accomplished, we were able to relieve tensions and supply the energies. We can also complement the treatment with the sauna or a relaxing bath in the heated indoor pool.


Não é de surpreender que, estando nós rodeados de vinhas, o uso de ingredientes à base de uvas é predominante nos tratamentos e alguns deles despertam muita curiosidade: Envolvimento Mel e Vinho, Banho de bagaço de uva, Banho de vinha vermelha, Tratamento Vinoperfect ou Esfoliação Crushed Cabernet - um esfoliante à base de grainhas de uva, mel, açúcar escuro e óleos essenciais, entre outros.

It is not surprising that, while we are surrounded by vines, the use of grape-based ingredients is prevalent in the treatments and some of them arouse a lot of curiosity: Honey and Wine Wrap, Grape bagasse bath, Red vine bath, Vinoperfect treatment or Crushed Cabernet Exfoliation - an exfoliant based on grape seeds, honey, dark sugar and essential oils, among others.

Mas há muito mais para conhecer neste espaço de tranquilidade: uma massagem romântica a dois, relaxar no jardim da vinha e na piscina exterior, yoga, pilates, reiki, sessões de sons com taças Tibetanas, experimentar uma sessão de meditação ou um programa de detox exclusivo e adaptado a cada pessoa.

But there is much more to discover in this space of tranquility: a romantic massage for two, relaxing in the vineyard garden and in the outdoor pool, yoga, pilates, reiki, sound sessions with Tibetan bowls, try a meditation session or an exclusive detox program adapted to each person.

Da nossa parte ficou a vontade de regressar, mas numa próxima vez, garantir que podemos prolongar a estadia durante mais tempo.

We wanted to come back, but next time, make sure we can extend the stay for a longer time.


www.l-and.com


WONDER TASTE (I)


Tropismo

Um jardim secreto Fica em Campo de Ourique e é um dos restaurantes mais aclamados em Lisboa, e agora já sabemos porquê. O Tropismo abraça a arte, os sabores genuínos, a boa conversa e o ambiente acolhedor e possui um jardim secreto (por sinal muito falado e não tão secreto assim), que lembra o Jardim Majorelle em Marraquexe. A avaliar pela primeira impressão, tinha a certeza que me esperava uma boa surpresa! Texto Carla Branco | Fotos Carla Branco & Tropismo

A secret garden It is located in Campo de Ourique and is one of the most acclaimed restaurants in Lisbon, and now we know why. Tropismo embraces art, genuine flavors, good conversation, a welcoming atmosphere and has a secret garden (but the word has been around and its not so secret anymore), reminiscent of the Majorelle Garden in Marrakesh. From the first impression, I was sure a good surprise was waiting for me! Text Carla Branco | Photos Carla Branco & Tropismo


O Tropismo designa-se como um restaurante francês fora da caixa, com alma e coração e quando conhecemos os donos, a jurista Luha Vieira e o chef Luca Fievez, ambos franceses, percebemos que existe aqui muita entrega e partilha dos mesmos objectivos: a saúde da humanidade e do ambiente e a esperança de poder viver aplicando esta ética ao seu trabalho: "Podemos fazer qualquer coisa com nada, mas nada sem ninguém". Em 2017 mudaram-se para Portugal para sair da sua zona de conforto e em Julho de 2019, depois de uma breve experiência gastronómica e cultural na Charneca da Caparica, decidiram abrir o Tropismo e abraçar o bairro de Campo de Ourique. Quando entramos percebemos que a arte é um dos pontos fortes da decoração e de todo o conceito. Luha explicou-me que o seu irmão, o artista Melha Ghroum, é o autor dos quadros, do mural exterior e das restantes obras expostas um pouco por todo o restaurante. Nas traseiras, encontramos um pátio/jardim exuberante onde se destaca uma fonte e o mural, azul forte, cruzado com a vegetação verde. Por instantes tive a sensação de regressar ao Jardim Majorelle em Marraquexe.


Tropismo is known as a French restaurant outside the box, with soul and heart and when we meet the owners, jurist Luha Vieira and chef Luca Fievez, both French, we realize that there is a lot of delivery and sharing the same goals: health of humanity and the environment and the hope of being able to live by applying this ethics to their work: "We can do anything with nothing, but nothing without anyone�. In 2017 they moved to Portugal to leave their comfort zone and in July 2019, after a brief gastronomic and cultural experience in Charneca da Caparica, they decided to open Tropismo and embrace the neighborhood of Campo de Ourique. When we entered we realized that art is one of the strengths of decoration and the whole concept. Luha explained to me that her brother, the artist Melha Ghroum, is the author of the paintings, the exterior mural and the rest of the works exhibited throughout the restaurant. At the rear, we find a lush courtyard/garden with a fountain and the mural, strong blue, crossed with green vegetation. For a moment I had the feeling of returning to the Majorelle Garden in Marrakesh.


Ao deparar-me com todo este conceito, confesso que estava muito curiosa para provar os pratos e a criatividade dos mesmos. Desde as entradas, Creme Brûllée de queijo de cabra com alecrim, Tártaro de beterraba, Atum escabeche e Croquetes de porco com molho tártaro, até aos pratos principais, Saltimboca de frango, queijo brie, presunto e legumes, Tataki de Atum, quinoa, passas, molho de limão e Legumes da estação. Nada aqui decepciona, mesmo para os palatos mais exigentes, tudo irresistivelmente saboroso, bem temperado e com balanço adequado entre doçura e acidez. E a doçura esteve presente também no final da refeição com duas sobremesas especiais: Pêra Belle-Hélène e Profiteroles. Sente-se o respeito pelos ingredientes e o amor em cada prato. O credo do Luca é: "Gostamos de pensar que comer bem requer consciência ambiental e o esforço para fazer o certo". Para o conseguir, os seus produtos são todos nacionais e vão alternando de acordo com as estações do ano. Os legumes frescos, comprados em pequenas quintas biológicas, são cozinhados com doçura. A preocupação ecológica também é uma constante: Luha e Luca eliminaram do restaurante todos os plásticos não recicláveis, qualquer objecto para uso único e qualquer desperdício de alimentos. Luca acrescenta: " A nossa equipa está empenhada em fornecer-lhe o bom gosto da ética alimentar, numa atmosfera amigável, relaxada e quente.”

When faced with this whole concept, I confess that I was very curious to taste the dishes and their creativity. From starters, Gotas Cheese Creme Brûllée with rosemary, Beet tartar, Marinated tuna and Pork croquettes with tartar sauce, to the main dishes, Chicken saltimboca, brie cheese, ham and vegetables, Tuna Tataki, quinoa, raisins, lemon sauce and seasonal vegetables. Nothing here disappoints, even for the most demanding palates, everything irresistibly tasty, well seasoned and with an appropriate balance between sweetness and acidity. And sweetness was also present at the end of the meal with two special desserts: Belle-Hélène pear and Profiteroles. One feels the respect for the ingredients and the love in each dish. Luca's creed is: "We like to think that eating well requires environmental awareness and the effort to do the right thing". To achieve this, their products are all national and alternate according to the seasons. Fresh vegetables, bought on small organic farms, are cooked with sweetness. The ecological concern is also a constant: Luha and Luca eliminated from the restaurant all non-recyclable plastics, any object for single use and any waste of food. Luca adds: "Our team is committed to providing you with the good taste of food ethics, in a friendly, relaxed and warm atmosphere."


https://tropismolisboa.com

Foi uma refeição exemplar, em boa companhia e com boa conversa. Enquanto terminava o meu cocktail, ao fundo soava uma música de Kurt Weill, e ia passando os olhos atentamente pela obras de arte em meu redor. “Todas as sextas-feiras convidamos artistas de todo o género - pintura, música, cinema, poesia… - oferecemos um café, trocamos experiências, percurso e existe uma partilha saudável de trabalho. O artista pode sentir-se sozinho mas aqui encontra um lugar, uma casa”, informou Luha. Se a definição de TRO / PIS / MO é a tendência intrínseca de crescer na direção da excitação externa, este restaurante cresce sem dúvida na direção certa ao proporcionar um espaço altamente diferenciado e único.

It was an exemplary meal, in good company and with good conversation. As I finished my cocktail, Kurt Weill's music was playing in the background, and I was looking intently at the artwork around me. “Every friday we invite artists of all kinds painting, music, cinema, poetry… - we offer a coffee, exchange experiences, course and there is a healthy sharing of work. The artist can feel alone, but here he finds a place, a house ”, said Luha. If the definition of TRO / PIS / MO is the intrinsic tendency to grow in the direction of external excitement, this restaurant certainly grows in the right direction by providing a highly differentiated and unique space.


WONDER TASTE (II)


AKLA

Inovação “Seagan” O restaurante AKLA, inserido no Intercontinental Lisboa Hotel, é um espaço elegante e com um interior renovado e sofisticado. A Wonder GO foi descobrir os prazeres à mesa durante um almoço distinto confecionado pelo chef Eddy Melo, que nos mostrou os segredos da cozinha “seagan”, assente numa selecção de ingredientes saborosos e saudáveis. Texto Carla Branco Fotos Carla Branco & AKLA

“Seagan” innovation The AKLA restaurant, inside the Intercontinental Lisboa Hotel, is an elegant space with a renovated and sophisticated interior. Wonder GO went to discover the pleasures at the table during a distinct lunch cooked by chef Eddy Melo, who showed us the secrets of “seagan” cuisine, based on a selection of tasty and healthy ingredients. Text Carla Branco Photos Carla Branco & AKLA


O Intercontinental Lisboa Hotel é um espaço muito apetecível. Não só pela envolvência elegante que assenta numa arquitectura moderna e de design requintado, que alia os tradicionais painéis de azulejo tipicamente portugueses, com as madeiras nobres mas também porque dispõe de um atendimento distinto e de uma ementa variada que contempla a cozinha portuguesa e internacional - reflexo das influências gastronómicas do chef executivo Eddy Melo que recria receitas com um sabor único. E foi o próprio chef, que simpaticamente nos recebeu à mesa e explicou um conceito inovador que eu desconhecia até aqui: o conceito seagan, que tem vindo a ganhar lugar na cozinha do restaurante. Trata-se de uma opção saudável que combina a dieta vegan com produtos do mar – seagan, o vegan que vem do mar. A cozinha seagan inclui, além de algas e outras plantas marinhas, pontualmente peixe e crustáceos, o que, com a riquíssima costa que o nosso país tem, faz todo o sentido.

Intercontinental Lisboa Hotel is a very desirable space. Not only for the elegant surroundings that are based on modern architecture and exquisite design, which combines the traditional Portuguese tile panels with noble woods, but also because it has a distinctive service and a varied menu that includes Portuguese and international cuisine - a reflection of the culinary influences of executive chef Eddy Melo, who recreates recipes with a unique flavor. And it was the chef himself, who kindly welcomed us to the table and explained an innovative concept that I had never known until now: the seagan concept, which has been gaining ground in the restaurant's kitchen. It is a healthy option that combines the vegan diet with sea products - seagan, the vegan that comes from the sea. The seagan cuisine includes, in addition to seaweed and other marine plants, occasionally fish and crustaceans, which, with the very rich coast that our country has, makes perfect sense.


A refeição iniciou-se com Pão de queijo da ilha, Focaccia de tomilho e limão, Pão de azeitona, Manteiga caseira e Azeite da Herdade do Esporão. E para quem é bom apreciador de pão, depois de provar estas pequenas iguarias, confesso que dá vontade de fazer uma refeição só com estes ingredientes. Mas seria uma perdição não provar os restantes pratos. A entrada de Ceviche de atum dos Açores, com cenoura bio picante, abacate e tobiko wasabi é extremamente fresca e deliciosa. Segue-se o Pica-Pau de camarão de Moçambique com alho e piri-piri, uma harmonia perfeita de sabores. Para prato principal a escolha recaiu sobre o Papardelle de beterraba com legumes bio assados e requeijão Serpa.

The meal started with island cheese bread, thyme and lemon focaccia, olive bread, homemade butter and olive oil from Herdade do Esporão. And for those who are good bread lovers, after tasting these small delicacies, I confess that I could have a meal with only these ingredients. But it would be a waste not to try the other dishes. The starter of tuna Ceviche from the Azores, with bio spicy carrot, avocado and tobiko wasabi is extremely fresh and delicious. This is followed by the Pica-Pau of Mozambique shrimp with garlic and piri-piri, a perfect harmony of flavors. For the main course, the choice fell on the beetroot papardelle with bio roasted vegetables and Serpa cottage cheese.


Depois de uma refeição reconfortante há sempre espaço para sobremesa, que neste caso nos surpreendeu com um trio de doçura: Mousse de chocolate e creme de lima com gelado de avelã, Tarte de frutos exóticos, creme de maracujá e gel de manga e Abacaxi caramelizado, merengue de gengibre e sorbet de coco, este último uma autêntica perdição. Uma ementa que surpreende pela positiva e pela frescura, reforçando a aposta do restaurante em ingredientes de grande qualidade e de produção nacional. Saímos com a sensação reconfortante que temos ao desfrutar de uma refeição saudável e saborosa num espaço elegante e versátil. É acolhedor não só para os hóspedes alojados no hotel mas também para quem procura um almoço de negócios, uma refeição entre amigos ou um elegante jantar a dois.

After a comforting meal there is always room for dessert, which in this case surprised us with a trio of sweetness: Chocolate mousse and lime cream with hazelnut ice cream, Exotic fruit tart, passion fruit cream and mango gel and Caramelized pineapple, ginger merengue and coconut sorbet, this last one a true perdition. A menu that surprises by the positive and the freshness, reinforcing the bet of the restaurant in ingredients of great quality and of national production. We leave with the comforting feeling that we have when enjoying a healthy and tasty meal in an elegant and versatile space. It is welcoming not only for guests staying at the hotel but also for those looking for a business lunch, a meal with friends or an elegant dinner for two.


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Havana

by Fernando Borges


Havana é assim: é uma cidade que a cada batida do coração parece sorrir, cantar e dançar, numa arritmia constante que nos desafia igualmente a sorrir, a viver com paixão. Intensamente, como ela tão bem sabe fazer. É também a Havana do amor, um amor que se mostra ao longo do Málecon, ou “Muro dos Beijos”, como chamam a essa marginal que prolonga o olhar para lá do azul do mar das Caraíbas. Ou do amor que se resguarda um pouco mais nas bodeguitas. Esses lugares que muitos dizem ser o coração de uma cidade cujo nome, só por ele, parece nascido de um doce poema aqui e ali pontuado com vírgulas que exalam erotismo, um poema feito de sonhos, desejos e realidades. Uma Havana também “mordida” pelo tempo e pela História, que não cansa e que nunca aborrece.

This is Havana: a city that at every heartbeat seems to smile, sing and dance, in a constant arrhythmia that also challenges us to smile, to live with passion. Intensely, as the city knows so well how to do. It is also Havana of love, a love that is shown along the Málecon, or “Wall of Kisses”, as they call that road by the sea whose look goes beyond the blue Caribbean Sea. Or the love that hides a little more in the Bodeguitas. Those places that many say to be the heart of a city whose name, by itself, seems to have been born from a sweet poem here and there punctuated by commas that exude eroticism, a poem made of dreams, desires and realities. Havana also "bitten" by time and History and that is never tiresom or boring.


Havana arrebata-nos. Toma conta de todos os nossos sentidos. Invade-nos de desejos. Trucidanos de paixões. Devora-nos em constantes sensações que nem o mais prolongado dos tempos consegue apagar, permanecendo guardadas dentro de nós entre animadas melodias embaladas por quentes raios de Sol compassados pelo sabor de mojitos, cubalibres, daiquiris e rum. Por vezes mesclados por uma doce melancolia que nos acompanha enquanto nos passeamos pelo Malecón ou pelos “callejóns” guardados por testemunhos históricos e culturais que nos contam 500 anos de uma cidade irresistivelmente arrebatadora enquanto por nós passam clássicos Cadilac, Dodge, Chevrolet, Pontiac que parecem, também eles, marcar o ritmo de cada minuto caminhado, olhado, sentido, amado.


Havana takes us away. It grabs all our senses. It invades us with desires. It slaughters with passions. It devours us in constant sensations that not even the longest of times can erase, remaining within us amid lively melodies wrapped in warm rays of the sun, to the beat of the flavor of mojitos, cubalibres, daiquiris and rum. Sometimes mixed by a sweet melancholy that accompanies us as we stroll throughout the Málecon or the “callejóns” guarded by historical and cultural testimonies that tell us about 500 years of an irresistibly sweeping city while classic Cadilac, Dodge, Chevrolet, Pontiac pass by us and that seem as well to set the pace of each walked, looked at, felt, loved minute.


São velhas e novas as trovas que nos envolvem e acompanham enquanto vagueamos ao longo da Havana Vieja, aquela parte da cidade que segundo o mapa começa à beira mar, no porto, para terminar onde se inicia Monserrate e a avenida de Las Missiones. Ou quando percorremos El Callejón de Hammel, localizado no popular bairro de Cayo Hueso, um lugar que é ponto de encontro de “rumberos” e onde os tambores parecem exorcizar almas que um dia aqui chegaram vindas de África. É como que uma porta aberta que apela a outros encontros, a um permanente zaguezaguear pela Havana Colonial, o centro histórico declarado Património da Humanidade, pelo Paseo del Prado, lugar para um descanso relaxante nos seus bancos de mármore sob a sombra de centenas de árvores e o testemunho de seculares edifícios. Também de revoluções e de resistência. The music that involves us as we wander along Havana Vieja are old and new, that part of the city that, according to the map, starts by the sea, in the port, to end where Monserrate and Las Missiones avenue begin. Or when we go through El Callejón de Hammel, located in the popular neighborhood of Cayo Hueso, a place that is a meeting place for “rumberos” and where the drums seem to exorcise souls who once arrived here from Africa. It is like an open door that calls for other encounters, to a permanent zagging around Colonial Havana, the historic center declared a World Heritage Site, by Paseo del Prado, a place for a relaxing rest on its marble benches under the shade of hundreds of trees and the testimony of secular buildings. Also of revolutions and resistance.


© Sérgio Duarte


Havana é, como um dia disse o poeta, ”amada porque é única!”. Única porque vive. Vive intensamente nas ruas desenhadas por um emaranhado de asfalto contornado por velhos edifícios que teimam em resistir ao tempo, que respiram fascínio, onde há sempre, à porta ou à janela, alguém a ver passar a vida, a olhar a rua enquanto assobia uma canção. Geralmente de amor! Mesmo quando Havana parece adormecida pela melancolia das horas, quer caminhemos pelo seu “coração” ou pelos bairros e ruas descalcificadas pela idade e por esse mesmo tempo. Partes de uma Havana que tem o feitiço de contagiar e de nos introduzir nas conversas animadas das suas gentes, gentes que nos mostram a sua cultura entre gestos e palavras que parecem bailar ao mesmo ritmo. Animadas e contagiantes.

Havana is, as the poet once said, "loved because it is unique!" Unique because it lives. It lives intensely in the streets drawn by a tangle of asphalt surrounded by old buildings that insist on resisting time, that breathe fascination, where there is always someone, watching at the door or at the window, looking at the street while whistling a song. Usually a love song! Even when Havana seems asleep due to the melancholy of the hours, whether we walk through its “heart” or through the neighborhood and streets decalcified by age and that same time. Parts of a Havana that has the spell of infecting and introducing us to the lively conversations of its people, people who show us their culture between gestures and words that seem to dance at the same pace. Lively and contagious.

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WONDER PORTUGAL


Olhão

O namorado de uma Ria que é Formosa Sempre viveram a olhar uma para a outra. E nem a intriga dos cordões de areia que se escondem ou se revelam ao sabor das marés interrompe esse namoro entre o “lugar de Olhão” e a Ria Formosa. E há a claridade das areias, o sapal e o chão lodoso um pouco mais à frente. E há o casario marcado pelo tempo e por estórias e tradições marítimas espelhadas nas águas da ria. Esse mesmo casario que entre estreitas ruas e pequenas praças ora parece dormente, ora parece deslumbrante, como que um clarão de vidas que sabem a mar. Assim é Olhão! Texto Fernando Borges Fotos Fernando Borges & Salt&Sea

The boyfriend of a Stream that is named Formosa They have always lived looking at each other. And not even the knotty of sand cord hiding or showing with the tide can break thatcourtship between the “place of Olhão” and the Ria Formosa. And there is the clarity of the sands, the marshland and the muddy ground a little further on. And also the houses marked by time and by stories and maritime traditions reflected in the waters of the estuary. The same houses that throughout narrow streets and small squares seem sometimes slumberous sometimes stunning like a flash of lives that taste like sea. That's Olhão! Text Fernando Borges Photos Fernando Borges & Salt & Sea


Sempre esteve ligada ao mar. E sempre a olhar para um cenário marcado por matizes azuis e por areias feitas de uma cor de ouro que por vezes se escondem na maré alta. Outras vezes aparecendo erguendose como que por magia quando a maré baixa. Ali, mesmo em frente dos nossos olhos, transfigurando a cada momento a enorme lagoa que se abre ao Parque Natural da Ria Formosa. Desde aqui, deste “lugar de Olhão” onde um dia chegaram do outro lado dos cordões de areia que separa a ria do mar romanos, fenícios, gregos, visigodos, árabes, bizantinos, celtas, cartagineses, normandos…, agora olha-se e acompanha-se o vai e vem de veleiros e outros barcos de recreio num novo ciclo de evolução e de ligação entre os povos. E seguem contornando sapais, salgados, vasas, ilhotes e um sem número de canais que confinam com praias e dunas que anunciam terra firme, deixando a bombordo ou a estibordo outros barcos fundeados em frente do areal das ilhas da Culatra, de Armona ou do Farol. Também outros barcos que transportam homens e mulheres a caminho de outros solos lodosos e encharcados onde ameijoas, lingueirão e armações de criação de ostras são o “pão” de gentes que dão vida a um cenário único e que faz parte das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Ou ainda outros que chegam da faina num mar mais agitado carregados de peixe e marisco que acabam expostos nas bancas do mercado ou, pelo talento de chefs e cozinheiros, fazem com que Olhão tenha a reputação de capital gastronómica do Algarve.

It has always been linked to the sea. And always looking at a scenario marked by blue hues and sands made of a golden color that sometimes hide at high tide. Other times rising as if by magic when the tide is low. There, right in front of our eyes, transfiguring at every moment the huge lagoon that opens to the Ria Formosa Natural Park. From here, from this “place of Olhão” where one day Romans, Phoenicians, Greeks, Visigoths, Arabs, Byzantines, Celts, Carthaginians, Normans arrived on the other side of the sand cords that separate the estuary from the sea… now we watch the coming and going of sailboats and other pleasure boats in a new cycle of evolution and connection among people. And they go on sailing around salt marshes, salts, muds, islets and an endless number of channels that adjoin beaches and dunes that announce firm land leavin on the port side and to starboard ship other boats anchored in front of the sands of Culatra, Armona or Farol islets. Also other boats that transport men and women on their way to other muddy and soggy soils where clams, razor clams and oyster breeding frames are the “bread” of people that give life to a unique setting and that is part of the 7 Natural Wonders of Portugal. Or even others who arrive from work in a more agitated sea loaded with fish and shellfish that end up being displayed on the market stalls or, due to the talent of chefs and cooks, gives Olhão the reputation as the gastronomic capital of the Algarve.


E pode ser este Marcado de Olhão, um conjunto de dois edifícios de tijolo vermelho na zona portuária, onde é bem visível a mão de Eiffel e onde logo pela manhã se faz sentir um verdadeiro festival de cores, cheiros e burburinho dos pregões, entre bancas de carnes, fruta, hortaliças, doces de amêndoa, frascos de mel, bifes de atum, polvos e lulas, pregados e meros, ostras e camarões, uma das mais atractivas sugestões para desfrutar todo esse movimento que está para lá da marina.

And this Olhão Market is a set of two red brick buildings in the port area, where Eiffel's hand is clearly visible and where in the morning a true festival of colors, smells and buzz of the trading sessions is felt, between stalls of meat, fruit, vegetables, almond candy, jars of honey, tuna steaks, octopus and squid, turbot and grouper, oysters and shrimp, can be one of the most attractive suggestions to enjoy all this movement that is beyond the marina.

Basta sentarmo-nos numa das esplanadas e olhar. Olhar para essa ria ou para o lado oposto, esse lado onde começa a cidade dos edifícios e das ruas entre uma mescla de tradições e modernidade, de cenários, movimentos e sons que continuam a mostrar que esta é uma cidade que vive o mar.

We just need to sit on one of the terraces and look. To look at that stream or to the opposite side, that side where the city of buildings and streets begins between a mixture of traditions and modernity, of scenarios, movements and sounds that continue to show that this is a city that lives the sea.

Olha-se para o casario da cidade velha e para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, bem no meio da cidade, na Praça da Restauração, um templo barroco do século XII e sente-se essa ligação com o mar. Até porque foi nesta igreja que os marinheiros de Olhão tocaram o sino como sinal da sua posição contra os franceses, um sinal correspondido pelos residentes da região que aqui se deslocaram para apoiar a rebelião. E é contornando esta mesma igreja que encontramos uma grade de ferro que protege a capela da Nossa Senhora dos Aflitos, onde quando havia grandes tempestades as mulheres se reuniam e rezavam pelos marinheiros que arriscavam a sua vida para alimentar a família.

One looks at the houses of the old city and the Church of Nossa Senhora do Rosário, right in the middle of the city, in Praça da Restauração, a baroque temple from the 12th century and one feels that connection with the sea. Especially because it was in this church that the sailors of Olhão rang the bell as a sign of their position against the French, a sign corresponded by the residents of the region who came here to support the rebellion. And it is going around this same church that we find an iron railing that protects the chapel of Nossa Senhora dos Aflitos, where in great stormy days women gathered and prayed for the sailors who risked their lives to feed the family.

Muito perto, e após um tranquilo deambular, chega-se à capela da Nossa Senhora da Soledade, que alberga o pequeno Museu Municipal, com uma pequena coleção de achados arqueológicos da região, nomeadamente vasos islâmicos, enquanto no andar superior nos encontramos com relíquias do património industrial de Olhão, modelos de barcos de pesca, prensas de óleo e fotos antigas cheias de história e de estórias.

Quite close and after a leisurely walk, you reach the chapel of Nossa Senhora da Soledade, which houses the small Municipal Museum, with a small collection of archaeological findings from the region, namely Islamic vases, while on the upper floor we find relics from the industrial heritage of Olhão, models of fishing boats, oil presses and old photos full of history and stories.


Percorrem-se mais ruas estreitas da cidade velha, passa-se por jardins que em Agosto acolhem o Festival do Marisco, bares e cafés, e restaurantes de montras preenchidas de peixes a mariscos. Regressa-se à frente ribeirinha e ao Mercado Municipal. E olha-se para uma réplica do caíque Bom Sucesso, um barco de pesca com duas velas e cerca de 20 metros de comprimento por 5 metros de largura que em 1808 atravessou o Oceano Atlântico até chegar ao Rio de Janeiro, após se perder na rota e ter aportado na Guiana Francesa, numa viagem épica que levava a bordo a notícia para o rei português D. João VI, que se tinha refugiado no Brasil com toda a corte, de que os franceses tinham sido expulsos de Portugal. Daqui olha-se de novo a ria. Agora iluminada por um sol que se despede. E regressa-se ao Real Marina Hotel & Spa para, da varanda da Suite Ria Vew, olhar-se a lua a reflectir-se nas suas águas. E também elas parecem descansar. E acorda-se com o ar impregnado de forte cheiro a mar. É o chamamento para que embarquemos num catamarã da Salt&Sea e nos deixemos levar mais uma vez por entre sapais, salgados, ilhotes, canais e cordões de dunas ao encontro de experiências e de um ecossistema ímpar, de um santuário de flora e de vida selvagem. Também das longas e imaculadas praias das ilhas da Culatra, do Farol e da Armona. Aqui desembarca-se entre dezenas de pequenos barcos de pesca que descansam encostados a um passadiço coberto de redes de pesca ou sobre a areia da praia. E percorre-se um outro passadiço que nos leva a uma aldeia de pescadores e a mais uma praia. Também a uma produção de ostras onde Paulo Padinho, um jovem que herdou dos pais a vida de produtor de ostras, nos espera para nos deliciar, com meio corpo dentro de água, com o sabor daquelas que dizem ser as melhores ostras do mundo. E dizem também que tudo se deve ao teor de sal das águas, ao contínuo movimento de ventos, correntes e marés. Ostras, muitas delas, que também chegam de França ainda no seu estado embrionário e que aqui ficam até atingirem o tamanho certo e serem devolvidas à terra de origem.  


We walk through more narrow streets in the old town, we pass through gardens that host the Seafood Festival in August, bars and cafes, and storefront restaurants filled with fish and shellfish. We return to the riverfront and to the Municipal Market. And we watch a replica of the Bom Sucesso caique, a fishing boat with two sails and about 20 meters long by 5 meters wide that in 1808 crossed the Atlantic Ocean until reaching Rio de Janeiro, after getting lost on the route and having landed in French Guiana, on an epic voyage to take the news to the Portuguese king D. JoĂŁo VI, who had taken refuge in Brazil with the entire court, that the French had been expelled from Portugal. From here we watch the Ria again now enlightened by a farewell sun. And we go back to the Real Marina Hotel & Spa to look from the balcony of Suite Ria View at the moon reflecting on its waters. They also seem to rest. And we wake up with the air impregnated with a strong sea smell. It is the call for us to embark on a Salt & Sea catamaran and let ourselves be taken once again through salt marshes, islets, channels and dune cords to meet experiences and a unique ecosystem, a flora and wildlife sanctuary. Also to the long and immaculate beaches of the islands of Culatra, Farol and Armona. Here you land among dozens of small fishing boats that rest against a boardwalk covered with fishing nets or on the beach sand. And there is another walkway that takes us to a fishing village and another beach. Also to an oyster production where Paulo Padinho, a young man who inherited from his parents the life of an oyster producer is waiting to delight us half in water, with the taste of those that are said to be the best oysters in the world. And they also say that everything is due to the salt content of the waters, to the continuous movement of winds, currents and tides. Oysters, many of them, that also arrive from France still in their embryonic state and that remain here until they reach the right size to be given back to their original land.


Aqui, como nas outras praias das outras ilhas, respira-se paz entre labirintos de areia e silêncio. E respira-se vida por toda esta Ria Formosa que tem os olhos virados para Olhão. Por aqui, nesta área protegida, cresce livremente o estorno e os cordeirinhos de praia, o pinheiro bravo e manso, o sobreiro, o zambujo, o rosmaninho, o tomilho e o caniço. E há os sapais, verdadeiros prados e habitat natural para o pato-colhereiro, a garça-real, o ganso-patola, o ostraceiro, o garajau comum, o mergulhão de pescoço preto, o fuselo, a gaivota de cabeça preta, flamingos…, enquanto lontras, genetas, fuinhas e camaleões encontram aqui o seu refúgio. E continua a haver o mar. O do Atlântico e o da Ria. E os polvos, chocos, caranguejos, ameijoas, ostras, lingueirão, búzios, ouriços-do-mar, safias, sargos, salemas, robalos, pargos, bicas e enguias, enquanto vão nadando golfinhos e mais escondidos entre a vegetação aquática balançam na sua graciosidade uma das espécies mais fascinantes da vida animal, o cavalo-marinho. No final, quando olhamos à nossa volta neste lugar que se estende desde o velho casario do “lugar de Olhão” ao Atlântico, onde a natureza é uma constante comunhão de vida, uma verdadeira miríade de cores, sons e tranquilidade, impregnando todos os sentidos de prazer e das mais genuínas sensações, partimos com o desejo de voltar. Voltar a este lugar para redescobrir, entre passeios de barco, mergulho, observação de golfinhos, cavalos-marinhos e aves, que esta é terra de pescadores. Também para nos deixarmos perder pelas praias das suas ilhas e salinas. Que este é um Algarve de muitos sabores nascidos do mar e que tem em Olhão e na Ria Formosa um legado de vida e de inspiração.

Here, as on the other beaches of the other islands, peace is breathed between labyrinths of sand and silence. And life is breathed throughout this Ria Formosa that has its eyes turned to Olhão. Around here, in this protected area, the chard and the small beach lambs, the wild and tame pine, the cork oak, the zambujo, the rosemary, the thyme and the reed grow freely. And there are marshes, true meadows and natural habitat for the spoonbill, heron, gannet, ostraceiro, common tern, black-necked grebe, fuselo, black-headed gull, flamingos…, while otters, genets, weasels and chameleons find their refuge here. And there is still the sea. The Atlantic and the Ria. And octopuses, cuttlefish, crabs, clams, oysters, razor clams, whelks, sea urchins, sapphires, sea bream, salemas, sea bass, snapper, beak and eel, while dolphins swim and more hidden among the aquatic vegetation they sway in their gracefulness one of the most fascinating species of animal life, the sea horse. In the end, when we look around us in this place that stretches from the old houses of the “place of Olhão” to the Atlantic, where nature is a constant communion of life, a true myriad of colors, sounds and tranquility, permeating all the senses with pleasure and the most genuine sensations, we leave wishing to come back. To come back to this place to rediscover, among boat trips, diving, dolphin, seahorse and bird watching, that this is a land of fishermen. Also to get lost on the beaches of its islands and salt flats. That this is an Algarve of many flavors born from the sea and that has in Olhão and Ria Formosa a legacy of life and inspiration. A Wonder GO agradece a: | Wonder GO thanks to:


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James Dean O rebelde dos olhos doces Com um look ousado mas um olhar melancólico, arrebatou corações e tornou-se no símbolo de uma geração pós-guerra que deambulava entre a tradição e a vontade de seguir um caminho próprio. Ao falecer num acidente de automóvel com apenas 24 anos, James Dean tornou-se numa das maiores lendas de Hollywood, imortalizando-se para sempre na juventude e singular beleza que o caracterizava. Texto Fernando Borges | Fotos DR

ART & GO.

The sweet eyed rebel With a bold look but with eyes full of melancholy he enraptured hearts and became the symbol of a post-war generation that wandered between tradition and the desire to follow its own path. When he died in a car accident aged just 24, James Dean became one of Hollywood's greatest legends, immortalizing himself in his youth and singular beauty. Text Fernando Borges | Photos DR


“Eu, James Byron Dean, nasci a 8 de Fevereiro de 1931, em Marion, estado do Indiana. Os meus pais, Winton Dean e Mildred Dean, antes Mildred Wilson, e eu vivemos no estado do Indiana até aos meus seis anos”. Assim começa a auto-biografia do jovem actor norte-americano James Dean no início de uma vida que ficará para sempre não só nas fitas de cinema, como na memória de milhares de fãs, de então e de agora. Como uma estrela cadente, a carreira de Dean decorreu num ápice. Com uma actuação cintilante e extremamente veloz, conseguiu demonstrar o seu talento, fascinar o público e convencer os críticos, chegando a ser nomeado para dois Óscares da academia. A morte prematura num terrível acidente de automóvel ajudou a imortalizar o percurso do jovem actor, que encheu os ecrãs com um olhar perdido e um semblante atraente, uma presença rebelde, mas meiga. Se o desfecho da vida de Dean foi trágico, também o início foi traumático, quando aos cinco anos deixou a sua Marion e acompanhou os pais para Los Angeles onde, passados quatro anos, fica órfão de mãe. Uma perda que, como afirmou na sua auto-biografia, o abalou profundamente, fazendo com que regressasse a Indiana para viver com um tio, e aí perder alguns hábitos culturais, como tocar violino, para se deixar fascinar pelo desporto e pelas corridas de motos.

“I, James Byron Dean, was born on February 8, 1931, in Marion, Indiana. My parents, Winton Dean and Mildred Dean, formerly Mildred Wilson, and I lived in Indiana until I was six”. Thus begins the auto-biography of the young American actor James Dean at the beginning of a life that will remain forever not only on film tapes, but in the memory of thousands of fans, then and now. Like a shooting star, Dean's career ran at a glance. With a sparkling and extremely fast performance, he managed to demonstrate his talent, fascinate the public and convince critics, even being nominated for two Academy Awards. The premature death in a terrible car accident helped to immortalize the journey of the young actor, who filled the screens with a lost look and an attractive countenance, a rebellious but sweet presence. If the outcome of Dean's life was tragic, the beginning was also traumatic, when at the age of five he left his Marion and accompanied his parents to Los Angeles where, after four years, he lost his mother. A loss that, as stated in his auto-biography, shook him deeply, causing him to return to Indiana to live with an uncle, and then lose some cultural habits, such as playing the violin, to be fascinated by sport and motorcycle racing.


Mas um dia regressa à Califórnia, para frequentar o Santa Mónica Junior College e a Universidade da Califórnia, e iniciar, num workshop do actor veterano James Whitmore, os primeiros passos no mundo da representação. Seguiram-se várias aparições em anúncios (a primeira num anúncio da Pepsi), alguns filmes e peças teatrais, partindo para Nova Iorque a conselho de Whitmore, onde inicia a construção da sua carreira de actor. Primeiro limitando-se a aparecer em programas televisivos, ao mesmo tempo que, como forma de ganhar dinheiro, trabalhava como motorista de autocarro, conseguindo um pequeno papel na peça “See the Jaguar”, na Broadway. Até que um dia, um ano depois de ter chegado à Big Apple, escreveu à sua família em Farmount: “Depois de meses de castings, tenho muito orgulho em anunciar que sou membro do Actors Studio, a melhor escola de teatro”, onde conheceu Marlon Brando, Julie Harris, Arthur Kennedy e Mildred Dunnock, alguns actores com quem contracenou. Era o início de uma das mais curtas carreiras da história de Hollywood. Em pouco mais de um ano actuou em três filmes e tornou-se num dos actores mais admirados de sempre, com a participação em filmes como “A Leste do Paraíso” e “O Gigante”, a valerem-lhe a nomeação póstuma para dois Óscares, e em “Fúria de Viver” onde, nas palavras do próprio, era “um rapaz mau oriundo de uma família boa”, revelando o seu grande potencial. Um filme que acabou por ser estreado depois do acidente com o seu Porsche 550 Spyder prateado e que lhe causou a morte, tornando-se inevitável que se veja este “Fúria de Viver” num misto de sentimentos entre perda e revolta.

But one day he returns to California, to attend Santa Mónica Junior College and the University of California, and to start, in a workshop by veteran actor James Whitmore, the first steps in the world of acting. There followed several appearances in advertisements (the first in a Pepsi advertisement), some films and plays, leaving for New York on the advice of Whitmore, where he began to build his acting career. First, limited to appearing on television programs, while, as a way of earning money, he worked as a bus driver, getting a small role in the play “See the Jaguar”, on Broadway. Until one day, a year after arriving at the Big Apple, he wrote to his family at Farmount: “After months of casting, I am very proud to announce that I am a member of Actors Studio, the best theater school”, where he met Marlon Brando, Julie Harris, Arthur Kennedy and Mildred Dunnock, some actors with whom he acted. It was the beginning of one of the shortest careers in Hollywood history. In little more than a year he acted in three films and became one of the most admired actors ever, with the participation in films such as “East of Eden” and “Te Giant”, earning him the posthumous nomination for two Oscars, and in “Rebel without a cause” where, in his own words, he was “a bad boy from a good family”, revealing his great potential. A film that was released after the accident with his silver Porsche 550 Spyder and which caused his death, making it inevitable that this “Rebel without a cause” is seen in a mixture of feelings between loss and revolt.


E assim nascia um mito. Dessa conjugação de vontade de desafiar a vida com o pé a calcar o acelerador a fundo no seu “little bastard”, o fascínio pelas corridas de automóveis e motos, a rebeldia de um jovem disfarçada pelo olhar triste de um rapaz louro de casaco de cabedal que aparecia nos ecrãs, uma suposta bissexualidade e os seus desempenhos como actor. E o que persiste são também os filmes e os livros à volta desta jovem estrela de Hollywood que ainda hoje continua a ter seguidores e a ser idolatrado. Talvez porque os papéis que desempenhou na vida e no ecrã não perderam actualidade ao retratar uma geração como todas as gerações de adolescentes, expressando de modo singular as esperanças e receios dos jovens. Tudo aconteceu na década de 50. Como aconteceram as músicas de Elvis Presley e as poses e actuações de Marilyn Monroe. Como o olhar doce e sorriso melancólico num rosto que terá para sempre 24 anos, o de James Dean.

And so a myth was born. From this combination of willingness to life challenging with the foot pressing the accelerator deep in his “little bastard”, the fascination with racing cars and motorcycles, the rebellion of a young man disguised by the sad look of a blond boy in a leather jacket who appeared on the screens, a supposed bisexuality and his performances as an actor. And what persists are also the films and books around this young Hollywood star who still continues to have followers and to be worshiped today. Perhaps because the roles he played in life and on the screen have not lost their relevance in portraying a generation like all generations of adolescents, expressing in a unique way the hopes and fears of young people. It all happened in the 50's. As Elvis Presley's songs and Marilyn Monroe's poses and performances happened. Like the sweet look and melancholic smile on a face that will be forever 24 years old, James Dean's.


Suzuki Jimny O regresso de um bom companheiro A chegada da quarta geração do Jimny representa a recuperação da tradição no universo do todo-o-terreno, exprimindo-se num à vontade surpreendente fora de estrada. E não importa o tamanho. Simplesmente veio para alegrar o espírito de evasão sem receios, evidenciando uma eficácia e agilidade de um samurai. E à moda antiga. Texto & Fotos Fernando Borges

WONDER DRIVE

The return of a good companion The arrival of the fourth generation of the Jimny represents the recovery of tradition in the universe of the all-terrain, expressing itself in a surprising ease off-road. And it doesn't matter the size. It simply came to brighten the spirit of evasion without fear, showing the efficiency and agility of a samurai. And in the old fashioned way. Text & Photos Fernando Borges


Podemos dizer que é o regresso de um clássico não só da Suzuki, mas também dos veículos todo-o-terremo, exprimindo características que nos fazem regressar aos tempos em que conduzir um TT tinha muito “trabalho manual”, destreza em conduzir um veículo por “caminhos de cabras”, por lugares que por vezes pareciam dizer “por aí não”. E como se não fosse suficiente alegrar-nos com o seu regresso, o novo Jimny vem acompanhado por um estilo “gráfico” simples a atirar para o quadrado que nos faz dizer que está “muito giro”. Olha-se e gosta-se. E até nos faz sorrir. É que existe uma certa inocência no seu ar. Mas uma inocência robusta na sua pequenez e em alguns detalhes. Basta olhar para a grelha dianteira, de linhas simples, os faróis dianteiros redondos, numa alusão aos modelos do passado, com os piscas separados, uma goteira no tejadilho e jantes escuras, de liga leve de 15”, acentuando uma bem conseguida ideia de robustez. Mas engane-se que tudo isto é apenas uma tentativa de passar uma ideia. É que este Jimny é na realidade robusto, um guerreiro preparado para fazer frente aos mais difíceis caminhos fora de estrada e aos modernos SUV cheios de ajudas electrónicas que pretendem brincar por caminhos fora de asfalto. Na realidade, o Jimny regressa para ser conduzido em qualquer situação de piso. Como acontecia nos tempos dos TT puros.

We can say that it is the return of a classic not only from Suzuki, but also from all-terrain vehicles, expressing characteristics that make us go back in time when driving a TT meant a lot of “manual work” like dexterity in driving a vehicle by “goat paths”, for places that sometimes seemed to say “do not go there”. And as if it were not enough to rejoice in its return, the new Jimny comes with a simple "graphic" square style that makes us say that it is "very cute". We look at it and we like it. It even makes us smile. There is a certain innocence in the way it looks. But a robust innocence in its smallness and in some details. We Just have to look to the front grille, with simple lines, to the round headlights, in an allusion to models of the past, with separate turn signals, a leaking roof and dark, 15 ” alloy wheels, accentuating a successful idea of robustness. But we’re mistaken if we think that all this is just an attempt to convey an idea. As a matter of fact this Jimny is really robust, a warrior prepared to face the most difficult off-road paths and modern SUVs full of electronic aids that intend to play on paths outside the asphalt. In fact, Jimny is back to be driven on any ground. As it happened in the times of the puré TT.


Para o conseguir, não necessitou de se “esticar”, ganhando mesmo, pela sua “pequenez”, muitos pontos. Começando pela altura ao solo de 21 centímetros e pela distância entre eixos, que lhe permite ângulos de ataque de 37º e de 49º como ângulo de saída, abrindo assim muitos horizontes para a evasão. E a acompanhar, reforçando a sua eficácia e potencial, vem equipado com um motor 1.5 litros com 102 cv e 130 Nm de binário, associado a uma caixa manual de cinco velocidades, permitindo uma resposta pronta do motor ao acelerador. Mas não é em estrada ou em circuito urbano que mais se evidencia. Também não importa. Nem é para potenciar o conforto. Esta não é a sua essência, o seu estatuto. É que o Jimny é uma proposta diferente, imaginado e criado para exprimir as suas potencialidades e características, que marcam o seu sucesso, por caminhos mais rudes que peçam respostas a baixo regime e o uso de tracção 4x4 com “redutoras” à moda antiga, incorporadas no seu sistema 4WD e às quais se pode aceder a partir de uma alavanca secundária situada atrás da caixa manual de cinco velocidades. Uma alavanca que permite alternar entre os modos 2H (2WD), a 4H (4WD para condução dentro ou fora de estrada), e 4L (4WD – baixa, para percursos sobretudo fora do asfalto), fazendo com que se solte e progrida por caminhos que apelam à sua robustez e agilidade.

To achieve it the car did not need to “stretch”, managed to win many points with its “smallness”. Starting with the height of 21 cm to the ground and the distance between axes, which allows angles of attack of 37º and 49º as an exit angle, thus opening many horizons for evasion. And to go with it, to reinforce its efficiency and potential, it is equipped with a 1.5 liter engine with 102 hp and 130 Nm of torque, associated with a fivespeed manual gearbox, allowing a full response from engine to accelerator. But it is not on the road or in an urban circuit that it stands out the most. But It doesn't matter. It is not even to enhance comfort. That is not its essence, its status. Jimny means a different proposal, imagined and created to express its potentialities and characteristics, which mark its success, through rougher paths that demand answers at low regime and the use of 4x4 traction with “reducers” in the old fashioned way, incorporated in its 4WD system which can be accessed from a secondary lever located behind the five-speed manual gearbox. A lever that allows you to switch between 2H (2WD) to 4H (4WD for on- or off-road driving), and 4L (4WD - low, for mostly off-road) modes, allowing it to loosen and progress along paths that appeal to its robustness and agility.


Claro que o Jimny vem com algumas modernidades, como o sistema de reconhecimento de sinais de trânsito que se mostra no ecrã central do painel de instrumentos, o Suzuki Safety Support, que ajuda o condutor a evitar acidentes através do recurso a uma câmara monocular e sensor laser para o sistema Dual Sensor Brake Support, que avisa o condutor da proximidade para o veículo da frente ou, em último caso, aplicar o travão directamente, dependendo da situação, e um sistema de controlo de velocidade em descida, que não necessita do travão por parte do condutor, e um assistente de arranque em subidas. Mas isto são apenas pormenores de menos importância quando temos entre mãos um Jimny que mantém, como se deseja, o conceito base de um 4x4 sem temer desafios mais radicais.


www.suzukiauto.pt

Of course Jimny comes with some modernities like the traffic sign recognition system that is shown on the central screen of the instrument panel, the Suzuki Safety Support, which helps the driver to avoid accidents through the use of a monocular camera and sensor laser for the Dual Sensor Brake Support system, which warns the driver of the proximity to the vehicle ahead or, as a last resort, to apply the brake directly, depending on the situation, and a downhill speed control system, which does not require the use of the brake by the driver, and an uphill start assistant. But these are only minor details when we have a Jimny in our hands that maintains, as desired, the basic concept of a 4x4 without fearing more radical challenges.


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Algarve Cinco destinos “Tudo Incluído” Lagos, Portimão, Albufeira, Salgados e a Praia da Falésia são os destinos algarvios eleitos pela Top Atlântico para umas férias despreocupadas, aproveitando não só as suas praias, vida nocturna, festividades, campos de golfe, gastronomia e os muitos percursos para caminhadas, mas também o sistema Tudo Incluído que é oferecido por alguns dos seus mais emblemáticos hotéis. Assim aparece na Meia Praia, em Lagos, o Vila Galé Lagos, hotel de 4 estrelas que oferece uma vista fantástica para o mar, um relaxante spa com piscina interior, uma gastronomia de excelência nos seus dois restaurantes com sugestões da região, um clube para crianças, campo de ténis e de golfe, para além de uma impressionante piscina exterior. Privilegiando o ambiente familiar e descontraído, em Portimão o destaque vai para o Club Amarílis, localizado a 350 metros do areal da Praia da Rocha, enquanto em Albufeira é apontado o Júpiter Albufeira Hotel – Family & Fun como o lugar certo para umas férias em família, oferecendo para isso várias diversões que passam por seis escorregas, splash park, quatro piscinas e um Kids Club, com o regime Tudo Incluído a oferecer refeições variadas e adequadas a todas as idades, com os três restaurantes e o bar self service a permitirem a escolha entre snacks, buffet, à la carte e especialidades italianas. Já em Albufeira, na Herdade dos Salgados, o Nau Salgados Palm Village é a escolha perfeita para famílias com crianças com inúmeras actividades desportivas, uma gastronomia diversificada, um excelente programa de animação e entretenimento sazonal, durante o dia e à noite, para adultos e crianças e um comboio turístico gratuito até à praia. Não muito longe de Albufeira e de Vilamoura, na Praia da Falésia, é o Adriana Beach Club Hotel Resort, de 4 estrelas, inserido num ambiente natural e gozando de uma localização privilegiada junto à praia, garantindo o sossego e a privacidade dos hóspedes, uma excelente alternativa para quem procura passear e divertir-se por terras do Algarve, usufruindo do sistema Tudo Incluído.

www.topatlantico.pt


Five “All Inclusive” destinations Lagos, Portimão, Albufeira, Salgados and Praia da Falésia are the Algarve destinations chosen by Top Atlântico for carefree holidays, enjoying not only its beaches, nightlife, festivities, golf courses, gastronomy and the many hiking routes, but also the All Inclusive system that is offered by some of its most emblematic hotels. Thus appears in Meia Praia, in Lagos, the Vila Galé Lagos, a 4-star hotel that offers a fantastic sea view, relaxing spa with indoor pool, excellent cuisine in its two restaurants with region suggestions, a club for children, tennis and golf course, as well as an impressive outdoor pool. Privileging the family and a relaxed atmosphere, in Portimão the highlight goes to Club Amarílis, located 350 meters from the beach of Praia da Rocha, while in Albufeira the Jupiter Albufeira Hotel - Family & Fun is pointed out as the right place for a family holiday, offering several amusements that go through six slides, splash park, four swimming pools and a Kids Club, with the All Inclusive regime offering varied and suitable meals for all ages, with the three restaurants and a self service bar allowing to choose from snacks, buffet, à la carte and Italian specialties. In Albufeira, at Herdade dos Salgados, the Nau Salgados Palm Village is the perfect choice for families with children with countless sports activities, a diverse gastronomy, an excellent program of animation and seasonal entertainment, during the day and night, for adults and children and a touristic train ride to the beach. Not far from Albufeira and Vilamoura, on Praia da Falésia, is the 4-star Adriana Beach Club Hotel Resort, inserted in a natural environment and enjoying a privileged location next to the beach, ensuring the peace and privacy of guests, an excellent alternative for those looking to stroll and have fun in the Algarve, using the All Inclusive system.


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www.fitcuba.com


FITCuba 2020 Por um turismo sustentável A 40ª edição do FITCuba, o maior evento do sector de turismo de Cuba, que se realizará de 4 a 9 de Maio no Centro de Convenções Plaza America, em Varadero, irá concentrar-se na modalidade sol e praia, e terá a Rússia como país convidado. Com a ambição de conquistar a classificação de melhor praia do mundo, Varadero e a FITCuba 2020 esperam receber mais de 7,500 participantes, o número de participantes que marcaram presença na edição de 2019 da FITCuba, em representação de 53 países, propondo-se apresentar ao mundo um turismo sustentável, elegante, integrado e de excelência.

For sustainable tourism The 40th edition of FITCuba, the largest event in the Cuban tourism sector, which will take place from the 4th to the 9th of May at the Plaza America Convention Center, in Varadero, will focus on the sun and beach modality, and will have Russia as its invited country. With the ambition of conquering the classification of the best beach in the world, Varadero and FITCuba 2020 expect to receive more than 7,500 participants, the number of participants who attended the 2019 edition of FITCuba, representing 53 countries, proposing to present a sustainable, elegant, integrated and excellent tourism.


Hotéis Vila Galé Da Serra da Estrela aos Açores

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Actualmente com 34 hotéis, 25 em Portugal e nove no Brasil, o grupo hoteleiro Vila Galé prepara-se para ampliar durante 2020 o seu portfólio com a abertura de duas novas unidades hoteleiras em Portugal, o Vila Galé Serra da Estrela, em Manteigas, em Março, que será o primeiro hotel de montanha do grupo, oferecendo 91 quartos, piscina exterior, restaurante, bar, Spa Satsanga, tendo como temática os mitos, lendas, costumes e tradições da região serrana, e em Abril o Vila Galé Collection Alter Real – Resort Equestre, Conference & Spa, que contará com 77 quartos, três piscinas exteriores, Spa Satsanga, restaurante, bar, enoteca, biblioteca, salas de reuniões, salão de eventos e um museu do cavalo, lagar e falcoaria, para em Junho inaugurar em São Paulo, no Brasil, o Vila Galé Paulista, um hotel em plena Avenida Paulista que vai contar com 108 quartos, restaurante Massa Fina, cafetaria Vila Galé Café e clube de saúde com ginásio, sauna, sala de massagens e piscina exterior. Para além destas novas unidades que serão inauguradas durante este ano, o grupo Vila Galé tem em carteira a sua entrada nos Açores, com a abertura em 2021 de um hotel em São Miguel, no centro histórico de Ponta Delgada, que resultará da reabilitação e conversão do edifício da Misericórdia na Praça de São Francisco, a ampliação do Vila Galé Douro Vineyards, estando igualmente projectado desenvolver dois novos hotéis em Beja, um só para adultos e outro vocacionado para as crianças, assim como o Casas de Elvas by Vila Galé, um “modelo de alojamento completamente diferente”, segundo as palavras de Jorge Rebelo de Almeida, CEO do grupo hoteleiro. No que diz respeito ainda ao Brasil, o grupo espera iniciar, no segundo semestre de 2020, as obras do resort Vila Galé Alagoas que vai contar com 514 quartos, além do já anunciado hotel que resultará da recuperação do Palácio Rio Branco, em Salvador da Bahia.


www.vilagale.com

Vila Galé Hotels From Serra da Estrela to the Azores Currently with 34 hotels, 25 in Portugal and nine in Brazil, the Vila Galé hotel group is preparing to expand its portfolio during 2020 with the opening of two new hotel units in Portugal, Vila Galé Serra da Estrela, in Manteigas, in March, which will be the first mountain hotel in the group, offering 91 rooms, an outdoor pool, restaurant, bar, Satsanga Spa, with the myths, legends, customs and traditions of the mountain region as its theme, and in April the Vila Galé Collection Alter Real Equestrian Resort, Conference & Spa, which will have 77 rooms, three outdoor pools, Spa Satsanga, restaurant, bar, wine bar, library, meeting rooms, event hall and a horse museum, mill and falconry, to open in June in São Paulo, Brazil, Vila Galé Paulista, a hotel on Avenida Paulista with 108 rooms, Massa Fina restaurant, Vila Galé Café cafeteria and health club with gym, sauna, massage room and outdoor swimming pool. In addition to these new units that will be inaugurated this year, the Vila Galé group has its portfolio in the Azores, with the opening in 2021 of a hotel in São Miguel, in the historic center of Ponta Delgada, which will result from the rehabilitation and conversion of the Misericórdia building in Praça de São Francisco, the expansion of Vila Galé Douro Vineyards, and it is also planned to develop two new hotels in Beja, one for adults only and one for children, as well as Casas de Elvas by Vila Galé, a “completely different accommodation model”, in the words of Jorge Rebelo de Almeida, CEO of the hotel group. With regard to Brazil, the group expects to start, in the second half of 2020, the construction of the Vila Galé Alagoas resort, which will have 514 rooms, in addition to the already announced hotel that will result from the restoration of the Rio Branco Palace, in Salvador da Bahia.


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www.lam.co.mz

LAM reinicia voos Lisboa-Maputo

LAM restarts Lisbon-Maputo flights

A LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, irá retomar a 2 de Junho a operação de voos da rota Maputo / Lisboa / Maputo com três voos semanais - Segundas, Quartas e Sextas-feiras de Maputo para Lisboa e às Terças e Quintas-feiras e aos Sábados de Lisboa para Maputo, voos que serão nocturnos. Com estas ligações, a LAM irá oferecer um serviço personalizado que responde às necessidades de viagens de negócios, actividades académicas, de turismo e lazer que incluem a envolvente desportiva, o intercâmbio histórico-cultural e reencontros, contribuindo assim para a realização de sonhos e concretização de objectivos que passam pelo melhor conhecimento de cada um dos destinos e sua gente, valorizando o contacto com as realidades há muito desejadas. Estes voos serão operados por uma aeronave Airbus A330 - 200, com capacidade de 269 lugares, sendo 251 na classe económica e 18 na executiva.

LAM, Moçambique’s Airline Company, will restart operating flights on the Maputo / Lisbon / Maputo route on 2 June with three weekly flights Mondays, Wednesdays and Fridays from Maputo to Lisbon and on Tuesdays and Thursdays and Saturdays from Lisbon to Maputo, flights that will be overnight. With these connections, LAM will offer a personalized service that responds to the needs of business trips, academic activities, tourism and leisure that include sports, historical-cultural exchange and reunions, thus contributing to the realization of dreams and fulfillment of goals that go through the best knowledge of each destinations and its people, valuing the contact with the realities that have long been desired. These flights will be operated by an Airbus A330 200 aircraft, with a capacity of 269 seats, 251 in economy class and 18 in business class.


Lisboa mostra vida e arte de Van Gogh Até 31 de Maio Lisboa recebe “Meet Vincent van Gogh", uma exposição interactiva do museu do pintor que percorre a vida e obra de um dos maiores artistas de sempre de um forma criativa e sensorial, numa produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, desafiando o público a "experienciar uma viagem" através da vida do mestre holandês. Ao longo de seis galerias numa mega tenda no Terreiro das Missas, em Belém, o visitante faz a mesma viagem de vida que Vincent van Gogh fez há mais de 130 anos percorrendo uma exposição que apresenta réplicas dos seus quadros, que recria alguns dos espaços fundamentais na vida do artista, como a casa amarela ou o quarto em Arles, reproduzindo sons e cheiros relacionados com episódios da sua vida, num convite para que os visitantes toquem, usem, mexam, experimentem, desenhem ou pintem, razão por que o mote é "Por favor, toque". Uma experiência sobre a história biográfica de Vincent van Gogh feita para adultos e crianças, com um tipo de linguagem diferente para cada um deles e que permite ao visitante caminhar despreocupadamente pela exposição com um áudio-guia no bolso.

Lisbon shows Van Gogh's life and art Until May 31 Lisbon receives “Meet Vincent van Gogh", an interactive exhibition of the painter's museum that covers the life and work of one of the greatest artists ever in a creative and sensorial way, in a production by the Vincent van Gogh Museum, in Amsterdam, challenging the audience to "experience a journey" through the life of the Dutch master. Throughout six galleries in a mega tent at Terreiro das Missas, in Belém, the visitor takes the same life journey that Vincent van Gogh made more than 130 years ago, going through an exhibition that presents replicas of his paintings, which recreates some of the fundamental spaces in the artist's life, like the yellow house or the bedroom in Arles, reproducing sounds and smells related to episodes in his life, in an invitation for visitors to touch, use, stir, experiment, draw or paint, which is why the motto is "Please touch". An experience about Vincent van Gogh's biographical history made for adults and children, with a different type of language for each of them that allows the visitor to walk leisurely through the exhibition with a pocket audio guide.

https://meetvincent.pt


Café da Gorongosa chega à Europa

www.gorongosa.org

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Gorongosa coffee arrives in Europe Grown in the shade of the Gorongosa tropical forest, taking advantage of the unique microclimate of the mountain and a nutrient-rich topsoil, Gorongosa National Park, through its Gorongosa Restoration Project, has become a world example of sustainable development and an innovative conservation model, combining the needs of savannah’s wildlife, which almost disappeared in the 17 years of civil war, with the ecosystems and people who inhabit the park, having invested in the education, health and livelihoods of its people, training it to be the Guardian of Gorongosa. As part of this Gorongosa Restoration Project, Gorongosa Coffee was launched, creating a partnership with local farmers to plant coffee and presenting itself in three unique blends; Girls Run the World, a bold combination with layers of milk chocolate, roasted almonds, lemon and coffee; Elephants Never Forget, a mix of pineapple, star fruit, dark sugars and coffee and Speak for the Trees, a full-bodied combination of cloves and cinnamon with black chocolate and coffee. Coffees that now arrive in Europe in different 250gr packages and 1 kg, returning 100% of the profits from roasted coffee to the Park to finance educational programs for girls, activities for the conservation of the savanna’s fauna and for initiatives to restore the rainforest.

Cultivado à sombra da floresta tropical da Serra da Gorongosa, aproveitando o microclima exclusivo da montanha e um solo superficial rico em nutrientes, o Parque Nacional da Gorongosa, através do seu Projecto de Restauração da Gorongosa, tornou-se um exemplo mundial de desenvolvimento sustentável e um modelo de conservação inovador, unindo as necessidades da vida selvagem da savana, que quase desapareceu nos 17 anos de guerra civil, com os ecossistemas e pessoas que habitam no parque, tendo investido na educação, saúde e meios de subsistência do seu povo, capacitando-o para ser o Guardião da Gorongosa. Enquadrado neste Projecto de Restauração da Gorongosa, foi lançado o Café da Gorongosa, criando uma parceria com os agricultores locais para plantar café e apresentando-se em três misturas únicas; Girls Run the World, uma arrojada combinação com camadas de chocolate de leite, amêndoas torradas, limão e café; Elephants Never Forget, uma mistura entre ananás, carambola, açúcares escuros e café e Speak for the Trees, uma combinação encorpada de cravo e canela com chocolate preto e café. Cafés que chegam agora à Europa em embalagens distintas de 250gr. e de 1 kg, regressando 100% dos lucros do café torrado ao Parque para financiar programas educacionais para raparigas, actividades de conservação da fauna da savana e para iniciativas de restauração da floresta tropical.


46th APAVT Congress "Tourism: The Modernity of an Ancient World”

46º Congresso APAVT “Turismo: A Modernidade de um Mundo Antigo” Com a cidade de Aveiro como palco, o 46.º Congresso Nacional da APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), que decorrerá de 12 a 15 de Novembro de 2020, terá como tema “Turismo: A Modernidade de um Mundo Antigo”. Para Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, o tema escolhido acontece porque “é altura de chamarmos a atenção para a necessidade de lutarmos todos pela modernidade. O Turismo não gosta de intolerância, não gosta de barreiras à circulação, não gosta de fronteiras fechadas, gosta de tolerância, de proximidade entre os povos, de solidariedade e de alegria de viver em conjunto”, enquanto que para Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro de Portugal, este “é um grande evento que aproxima os agentes de viagens e todos os stakeholders responsáveis pela maior parte da operação turística em Portugal e que vem ao encontro da nossa aposta reforçada na estratégia de posicionar o Centro de Portugal como destino de captação de conferências e congressos, nacionais e internacionais”. Já para José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, cidade que receberá pela terceira vez um congresso da APAVT, este “será mais um impulso na nossa economia e em especial no conhecimento e na promoção do destino turístico de Aveiro”.

With the city of Aveiro as the stage, the 46th National Congress of APAVT (Portuguese Association of Travel and Tourism Agencies), which will take place from 12 to 15 November 2020, will have as its theme “Tourism: The Modernity of an Ancient World ”. For Pedro Costa Ferreira, president of APAVT, the chosen topic happens because “it is time to call attention to the need of fighting for modernity. Tourism does not like intolerance, does not like barriers to circulation, does not like closed borders, likes tolerance, closeness between peoples, solidarity and the joy of living together”, while for Pedro Machado, president of Tourism of Centro de Portugal, this “is a great event that brings together travel agents and all stakeholders responsible for most of the tourism operation in Portugal, along with our reinforced commitment to the strategy of positioning Centro de Portugal as a destination for attracting national and international conferences and congresses”. For José Ribau Esteves, Mayor of Aveiro, city that will host an APAVT congress for the third time, this “will be another boost in our economy and especially in the knowledge and promotion of the tourist destination of Aveiro”.

www.apavtnet.pt


NEWS

Caldas da Rainha recebe 7º Fórum “Vê Portugal”

Caldas da Rainha hosts the 7th Forum "See Portugal"

O famoso Zé Povinho, personagem satírica de crítica social e obra mais emblemática criada pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro será o anfitrião da 7ª edição do Fórum Turismo Interno – “Vê Portugal” que se realizará nas Caldas da Rainha entre 4 e 7 de Maio, e que contará na sessão de abertura com intervenções da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, de Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, e de Fernando Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

The famous Zé Povinho, satirical character of social criticism and the most emblematic work created by the artist Rafael Bordalo Pinheiro will be the host of the 7th edition of the Internal Tourism Forum - “See Portugal” that will take place in Caldas da Rainha between the 4th and the 7th of May, and which will feature in the opening session, interventions by the Secretary of State for Tourism, Rita Marques, Pedro Machado, president of Turismo Centro de Portugal, and Fernando Tinta Ferreira, president of the Municipality of Caldas da Rainha.

Entre as novidades deste 7º Fórum está um novo formato, passando de dois para quatro dias e que incluirá uma Bolsa de Contactos no primeiro dia, enquanto o último dia vai ser dedicado a visitas e passeios turísticos na zona das Caldas da Rainha e região Oeste, incluindo a “Rota Bordaliana”, num percurso que levará os participantes ao encontro de 20 figuras produzidas pelo grande mestre em escala gigante.

Among the novelties of this 7th Forum is a new format, going from two to four days, which will include a Contact Exchange on the first day, while the last day will be dedicated to visits and sightseeing in the area of Caldas da Rainha and the West region, including the “Bordalian Route”, a route that will take participants to the meeting of 20 figures produced by the great master on a giant scale.

Para Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, que organiza o evento anualmente, pretende-se que esta 7ª edição do Fórum “Vê Portugal” seja uma “plataforma para a negociação” e “o maior evento em Portugal sobre a importância do mercado interno”, assim como perceber “como é que os outros olham para nós”, tendo por este motivo sido convidados vários oradores internacionais que irão abordar temas transversais ao mercado interno e externo.

For Pedro Machado, president of Turismo Centro de Portugal, which organizes the event annually, this 7th edition of the “See Portugal” Forum is intended to be a “platform for negotiation” and “the biggest event in Portugal on the importance of the internal market", as well as to understand "how others look at us", for this reason several international speakers were invited who will address themes transversal to the internal and external market.

Entre os vários painéis destacam-se os temas “Valorização e Capacitação dos Recursos Humanos”, “Território: Sustentabilidade, Alterações Climáticas, Mobilidade, Coesão e Valorização Territorial”, “Estruturação e Qualificação de Produtos”, que irá reflectir os pilares estratégicos e as linhas de acção identificadas no novo Plano Regional de Desenvolvimento Turístico do Centro de Portugal, havendo ainda espaço para o debate de outros temas como “Desenvolvimento e Qualificação da Oferta: Agentes Turísticos”, “Marketing Digital e Marketing Relacional”, “Internacionalização e dinamização comercial junto dos mercados externos”, e “Investimento: Análise Prospetiva, Monitorização, Inovação, networks de stakeholders e empreendedorismo”.

Among the various panels, the themes “Valuation and Training of Human Resources”, “Territory: Sustainability, Climate Change, Mobility, Cohesion and Territorial Valuation”, “Structuring and Qualification of Products” stand out, which will reflect the strategic pillars and the lines of action identified in the new Regional Plan for Tourism Development of the Center of Portugal, with space for the debate on other topics such as “Development and Qualification of the Offer: Tourist Agents”, “Digital Marketing and Relational Marketing”, “Internationalization and commercial promotion with external markets", and "Investment: Prospective Analysis, Monitoring, Innovation, stakeholder networks and entrepreneurship ".


www.cm-caldas-rainha.pt


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Wonder Go #38 Março-Abril/March-April 2020  

GO | Países Baixos | Netherlands MUNDO | Michoacán PHOTO-GALLERY | Havana WONDER STAY | L'AND Vineyards SPA | L’AND Vinothérapie WONDER TAST...

Wonder Go #38 Março-Abril/March-April 2020  

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