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Janeiro-Fevereiro January-February 2018 | #31 | Ano Year III | Periocidade Bimestral Periodicity Bimonthly

wonderGO! travel

JerusalĂŠm Jerusalem Apaziguadora e sofrida

Relieved and suffered

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dial n u eM s s a l m eC s i d r u o m To Turis ld Class Wor

Marraquexe | Utah | Club Med Palmiye | Kruger Park Marrakesh | Utah| Club Med Palmiye | Kruger Park


wonderGO! travel

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GO | 14 Jesrusalém | Jerusalem 26

38 WONDER PORTUGAL | 26 Portugal MUNDO (I) | 38 Marraquexe | Marrakesh 38 WONDER STAY | 48 Club Med Palmiye SPA | 60 Satsanga Spa Collection

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WONDER TASTE | 68 Mercantina Bistro 37


Wherever you GO… Wonder GOes with you! 68

PHOTO-GALLERY| 76 Utah por Enio Paes Barreto Filho | Utah by Enio Paes Barreto Filho

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MUNDO (II) | 86 Kruger Park ART&GO. | 100 Kitagawa Utamaro 10X10 | 108 Paloma Arín

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LIFESTYLE | 120 Fred Perry NOTÍCIAS | NEWS | 122

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PROPRIEDADE | OWNERSHIP Sépia Analógica Lda. (Agência Analógica) CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | ADMINISTRATIVE COUNCIL Carla Branco SEDE & REDAÇÃO | HEAD OFFICE Praceta Prof. Dr. António Flores, N3, 2E, 2720-468 Amadora NIPC 509977596 Nº REGISTO ERC 127113 DIRECTOR Fernando Borges fborges1960@gmail.com DIRECTORA EDITORIAL | EDITORIAL DIRECTOR Carla Branco cbrancowondergo@analogica.pt ARTE & DESIGN GRÁFICO | ART & GRAPHIC DESIGN Carla Branco MARKETING & MULTIMEDIA Agência Analógica FORMATO | FORMAT Online CUSTO | COST Gratuito| Free PERIOCIDADE | PERIODICITY Bimestral | Bimonthly

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editorial Sonhar horizontes, com os primeiros raios da luz da manhã ou os últimos da tarde, também da Lua, ser protagonista de caminhos, rotas, histórias e dos cantos que nos quatro pontos cardeais do planeta Terra enriquecem a paisagem. E tentar alcançá-los. É esta a inspiração que deve estar presente sempre que decidimos sair por aí, de viajar. Partir para recuperar os passos de quem ao longo dos séculos foi seduzido pelo mundo, pelo seu lado mais íntimo, por vezes silencioso. Partir para descobrir e explorar o que um dia foi novo para quem ali chegou pela primeira vez. Caminhos feitos de histórias inesgotáveis tecidas com o fascínio da palavra, do olhar, do gesto... Abrir as nossas janelas e portas à admiração e entrega do que encontramos ao longo desse caminho. Numa qualquer ruela, no meio de um vale, no correr das águas de um rio, no pico de uma montanha. Ou apenas no olhar para aquele recanto onde alguém parece contar a sua própria viagem. Talvez por paragens tecidas por lendas, mitos e mistérios. E realidades. Tudo parte da entrega e admiração oferecida por caminhos por vezes feitos de pinturas inacabadas e desenhadas pelo talento criativo da Natureza a que o Homem juntou a paixão pelas viagens e descoberta. E que estão à nossa espera para serem admiradas e compreendidas. O que resta é o caminho. A vida. Por tudo isto, e no início de mais um ano, desejamos a todos os nossos leitores apaixonantes viagens e que dela tragam imagens, sentires e novas revelações do nosso maravilhoso planeta. Da Vida!

To dream horizons, with the first rays of morning light or the last rays of the moon, to be protagonists of paths, routes, stories and songs that in the four cardinal points of planet Earth enrich the landscape. And try to reach them. This is the inspiration that must be present whenever we decide to go out there, to travel. Going to recover the footsteps of those who have been seduced by the world through its most intimate, sometimes silent side. Depart to discover and explore what was once new for those who first arrived there. Paths made of inexhaustible stories woven with the fascination of the word, the look, the gesture... Open our windows and doors to the admiration and surrender of what we find along this path. In any alley, in the middle of a valley, in the running of a river, at the top of a mountain. Or just look at that nook where someone seems to tell their own journey. Maybe for stops woven by legends, myths and mysteries. And realities. All part of the surrender and admiration offered by paths sometimes made of unfinished paintings and drawn by the creative talent of Nature to which Man has joined the passion for travel and discovery. And that are waiting for us to be admired and understood. What remains is the way. Life. For all this, and at the beginning of another year, we wish all our readers passionate journeys and bring with them images, feelings and new revelations of our wonderful planet. Of Life!

Fernando Borges Director


GO


Jerusalém A cidade de todos os impossíveis

Não é uma só cidade, mas sim uma sucessão de cidades que por vezes se confrontam. Mas que acabam por se encontrar no seu fascinante percurso histórico e cultural, contrastando com os desesperos grilhetados pela história da própria História. Cidade que é judia, muçulmana, ultra-ortodoxa, agnóstica, árabe, laica e cristã… Mas que também não o é. Assim se mostra e se sente Jerusalém, uma cidade apaixonante e inquietante como nenhuma outra, mesmo quando não consegue apaziguar as suas dores, que é um pouco de todos nós e a que muitos chamam de “a Cidade Impossível”. Texto & Fotos Fernando Borges

Jerusalem The city of all the impossible

It is not a single city, but a succession of cities that sometimes confront each other. But they end up finding themselves in their fascinating historical and cultural journey, contrasting with the despair crushed by the history of History itself. A city that is jewish, muslim, ultra-orthodox, agnostic, arab, lay and christian… But neither is it. This shows and feels Jerusalem, a passionate and disturbing city like no other, even when it can not appease its pains, which is a bit of all of us and what many call the "Impossible City". Text & Photos Fernando Borges


Entre as vielas do bairro cristão da Cidade Velha, há sempre uma passagem que nos transporta no tempo até um lugar que parece ter sido retirado dos tempos dos Cruzados. E outras que nos parecem indicar o caminho para Meca. Também entre as vielas da Cidade Velha se percorre a antiga Via Romana e se chega a um lugar onde judeus ortodoxos e ultra-ortodoxos deixam os seus desejos escritos entre pedras, ao Muro das Lamentações, o último vestígio do Templo construído pelo Rei Salomão. Para os cristãos é Jerusalém, Yerushalayim para os judeus e Al Quds para os árabes. Mas para todos, esta cidade cujos bairros se sobrepõem e enredam os vestígios das principais religiões monoteístas do mundo é sagrada. E, no entanto, é paradoxal que uma cidade tão espiritual cujo nome deriva de yerush, que significa casa e shalom, que é a paz, seja ao mesmo tempo protagonista de tantos confrontos ao longo da sua longa história. Mas a razão principal para que não consiga apaziguar dores, sofrimento e separações, agitando muitas vezes radicalismos, é que todos dizem que ela é sua. Para os judeus ela é sua porque é a cidade que o rei David conquistou por volta de 990 a.C. convertendo a união de várias tribos numa única e consolidada nação, tornando-a capital do Reino Unido de Israel e núcleo espiritual de todo um povo, guardando no seu interior a Arca Sagrada, e onde o seu filho, o rei Salomão, construiu o templo cuja destruição os judeus continuam a chorar. Para os muçulmanos, Jerusalém é a terceira cidade mais sagrada do Islão, depois de Meca e Medina. E para os cristãos, é o lugar onde Jesus viveu o seu martírio e depois ressuscitou. Between the alleys of the christian quarter of the Old City there is always a passage that transports us back in time to a place that seems to have been removed from the Crusader times. And others that seem to indicate the way to Mecca. Also along the alleys of the Old City are the ancient Roman Road, and one arrives at a place where orthodox and ultra-orthodox jews leave their desires written between stones, to the Wailing Wall, the last vestige of the Temple built by King Solomon. For christians it is Jerusalem, Yerushalayim for the jews and Al Quds for the arabs. But for all, this city whose neighborhoods overlap and entangle the vestiges of the major monotheistic religions of the world is sacred. And yet it is paradoxical that such a spiritual city whose name derives from Yerush, meaning house and shalom, which is peace, and at the same time protagonist of so many clashes throughout its long history. But the main reason for not being able to appease pain, suffering and separation, shaking often radicalisms, is that everyone says that it is his. For the jews it is theirs because it is the city that King David conquered around 990 BC converting the union of several tribes into a single and consolidated nation, making it the capital of the United Kingdom of Israel and spiritual core of a whole people, guarding in its interior the Sacred Ark, and where his son, the king Solomon, constructed the temple whose destruction the jews continue to cry. For muslims, Jerusalem is the third holiest city in Islam, after Mecca and Medina. And for christians, it is the place where Jesus lived his martyrdom and then resurrected.


Talvez então seja por todas estas razões e muitas incontáveis outras razões que em nenhum outro lugar do mundo se toque tantas lembranças, se reze tanto e exista tanta coexistência sob um equilíbrio tão tenso. E isto também torna esta cidade apaixonante. Para descobrir e mergulhar na essência de Jerusalém, há que levantar bem cedo e percorrer os seus muros, como que contando cada uma das suas pedras. Só assim podemos compreender esta cidade tão intensa que nos seduz a cada passo, que nos fascina a cada olhar, e que nos “embriaga” cada vez que paramos. E rapidamente sentimos que de facto nenhuma outra cidade do mundo é tão complexa. Basta dizer que na Cidade Velha os lugares mais sagrados para as três religiões estão concentrados, que por detrás dos seus muros estão quatro bairros; o cristão, muçulmano, judeu e arménio. E que para lhes aceder há oito portas, sendo as mais importantes a de Jaffa, ao lado da Torre de David, e a de Damasco. E que basta caminhar… Entrando pela segunda, e depois de deixar para trás a agitação do mercado árabe que cheira a incenso e especiarias e em cujos cafés se fuma narguilé, ou shisha, os famosos cachimbos de água utilizados para fumar tabaco aromatizado, a Via Dolorosa aparece sem grandes apresentações. Mas sabe-se desde logo que estamos no caminho certo pelas centenas de pessoas que à nossa frente e atrás de nós calcorreiam estas ruas da Cidade Velha, que este foi o caminho percorrido por Jesus desde a sua condenação à morte ao local da crucificação, um percurso que se divide em 14 estações que nos contam os principais momentos da derradeira caminhada de Cristo; o momento em que é condenado à morte, em que carrega a cruz, que cai pela primeira vez, que encontra a sua mãe, que é ajudado por Simão de Cirene, em que Verónica limpa o seu rosto, que cai pela segunda vez, que encontra as mulheres de Jerusalém, que cai pela terceira vez, em que é despido, pregado na cruz, que morre na cruz, que é descido da cruz e em que é sepultado. Tudo está aqui, nesta Via Dolorosa ou Via Sacra que se inicia junto à porta do Leão para terminar na igreja do Santo Sepulcro, erigida no lugar chamado Gólgota, onde foi crucificado, sepultado e depois ressuscitado. Maybe then it is for all these reasons and countless other reasons that in no other place in the world will touch so many memories, if you pray so much and there is so much coexistence under such a tense balance. And this also makes this city enthralling. To discover and immerse yourself in the essence of Jerusalem, you have to get up very early and go through its walls, as if counting every one of its stones. Only in this way can we understand this city so intense that it seduces us at every step, which fascinates us at every glance, and that "makes us drunk" every time we stop. And we quickly feel that in fact no other city in the world is so complex. Suffice it to say that in the Old City the most sacred places for the three religions are concentrated, which behind their walls are four neighborhoods; the christian, muslim, jewish and armenian. And to access them there are eight gates, the most important being Jaffa, next to the Tower of David, and Damascus. And we just have to walk... Entering the second, and after leaving behind the bustle of the arab market that smells of incense and spices, and in whose cafes one smokes narghile, or shisha, the famous pipes of water used to smoke flavored tobacco, Via Dolorosa appears without great presentations. But we know right from the beginning that we are on the right path for the hundreds of people in front of and behind us who run through these streets of the Old City, that this was the way Jesus traveled from his death sentence to the place of crucifixion, a journey that is divided into 14 seasons that tell us the main moments of Christ's last journey; the time when he is condemned to death, in which he carries the cross, which falls for the first time, which finds his mother, who is helped by Simon of Cyrene, in which Veronica cleanses his face, which falls for the second time, which finds the women of Jerusalem, who falls the third time, when he is naked, nailed to the cross, who dies on the cross, which is descended from the cross and buried. Everything is here, on this Via Dolorosa or Via Sacra, which begins at the door of the Lion and ends at the church of the Holy Sepulcher, erected in the place called Golgotha, where it was crucified, buried and then resurrected.


Sente-se o seu peso, dimensão espiritual e importância. E não apenas para o mundo cristão. Em cada arco, em cada pedra e em cada canto guardado por diferentes confissões é-nos permitido admirar a capela da Crucificação, a do Calvário, a pedra da Unção e o centro do templo, a Edícula, a pequena câmara funerária em que se acredita que Jesus foi enterrado. Não muito longe, numa praça, como que uma sinagoga ao ar livre, judeus ortodoxos e ultra-ortodoxos rezam com as cabeças cobertas e deixam os seus desejos escritos entre as pedras do último vestígio do mítico Templo construído pelo rei Salomão, filho do rei David, destinado a guardar a Arca da Aliança e as leis que o Senhor concedeu a Moisés, o Muro das Lamentações. Impressiona, é o mínimo que se pode dizer quando olhamos para este lugar. E ficamos ali, parados, olhando aquele mundo onde homens e mulheres, separados, rezam virados para uma parede e que se enche especialmente no sabat, o dia sagrado da semana que começa na sexta-feira ao pôr-do-sol. Mas quase que basta dar meia dúzia de passos para que nos encontremos perante um dos maiores protagonistas de discórdia de uma cidade que foi quatro vezes erguida e três vezes destruída, o complexo do Monte do Templo, para os cristãos e judeus, e Haram al Sherif para os muçulmanos. Ou Esplanada das Mesquitas. Poucos lugares existem que sejam tão intensos como este palco sagrado para judeus, muçulmanos e cristãos no Monte Moriá, que guardava as ruínas do Templo de Salomão e onde se escreveu a história bíblica do sacrifício de Isaac, sobre as quais se ergueu a mesquita Al Aqsa e o Domo da Rocha, uma obra de arte coberta de mosaicos e coroada pela sua espectacular cúpula dourada, de onde Maomé subiu ao céu e Abraão preparou o sacrifício de seu filho, um lugar onde apenas os muçulmanos têm acesso e a horas definidas os turistas. Um lugar esmagador de história e de beleza. You feel your weight, spiritual dimension and importance. And not just for the christian world. In each arch, in each stone and in each corner guarded by different confessions we are allowed to admire the chapel of the Crucifixion, the Calvary, the stone of the Anointing and the center of the temple, the Edicule, the small funerary chamber in which it is believed that Jesus was buried. Not far away, in a square like an open-air synagogue, orthodox and ultraorthodox jews pray with their heads covered and leave their desires written between the stones of the last vestige of the mythical Temple built by King Solomon, son of King David , destined to keep the Ark of the Covenant and the laws that the Lord granted to Moses, the Wailing Wall. It's the least you can say when you look at this place. And we stand there, looking at the world where men and women, separated, pray facing a wall and that fills especially on the Sabbath, the sacred day of the week that begins on friday at sundown. But it is almost enough to take half a dozen steps to meet one of the greatest protagonists of discord in a city that has been erected and destroyed three times, the Temple Mount complex for christians and jews, and Haram al Sherif for the muslims. Or Esplanade of the Mosques. Few places exist that are as intense as this sacred stage for jews, muslims and christians on Mount Moriah, who guarded the ruins of Solomon's Temple and wrote the biblical story of Isaac's sacrifice, on which the Al Aqsa mosque was erected and the Dome of the Rock, a work of art covered with mosaics and crowned by its spectacular golden dome, from where Muhammad ascended to heaven and Abraham prepared the sacrifice of his son, a place where only muslims have access and at defined times the tourists. An overwhelming place of history and beauty.


Mas percorrer a Cidade Velha de Jerusalém é ir também ao encontro do Império Romano e caminhar por uma parte do que resta de O Cardo, uma longa avenida romana formada por arcadas e galerias que atravessava toda a cidade de norte a sul, revelada pelas escavações onde se ergueram os bairros muçulmano, arménio, judeu e cristão. É descobrir outros cenários que fazem parte da historiografia bíblica de Jerusalém, como o Cenáculo, edifício que foi poupado por Tito durante a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C, lugar onde dizem ter acontecido a Última Ceia de Jesus com os seus discípulos, e onde está o túmulo do rei David. E há a Jerusalém fora das muralhas da Cidade Velha, essa onde se situa a igreja de São Pedro em Gallicantu, um santuário bizantino construído na encosta oriental do Monte Sião dedicado ao arrependimento de Pedro depois de negar a Jesus três vezes, ou a Abadia de Hagia Maria, junto ao portão de Sião, o lugar onde segundo a tradição a Virgem Maria viveu após a Páscoa até morrer na companhia dos discípulos de Jesus, ou onde ocorreu a Dormição da Virgem Maria. Mas para entender melhor Jerusalém há que olhar para ela de uma perspectiva a partir da qual se possa ter uma visão quase que total da cidade. E isso significa subir a um outro lugar igualmente bíblico, o Monte das Oliveiras, tendo a seus pés um impressionante cemitério judeu e lugar de eleição para se obter algumas das melhores fotos da cidade. A partir daqui vê-se a Cidade Velha, cercada por muros, e o brilho deslumbrante do dourado do Domo da Rocha, enquanto na mesma colina ergue-se a Basílica do Getsêmani, ao lado do olival, guardando a rocha onde, e de acordo com a tradição, Jesus orou na noite em que foi preso depois de celebrar a Última Ceia.

But walking through the Old City of Jerusalem is also going to meet the Roman Empire and walk through a part of what remains of O Cardo, a long roman avenue formed by arcades and galleries that traversed the whole city from north to south, revealed by the excavations where the muslim, armenian, jewish and christian districts were erected. It is to discover other scenarios that are part of the biblical historiography of Jerusalem, such as the Cenacle, a building that was spared by Titus during the destruction of Jerusalem in 70 AD, where they say that the Last Supper of Jesus took place with his disciples, and where there is the tomb of King David. And there is Jerusalem outside the walls of the Old City, where the church of St. Peter is located in Gallicantu, a Byzantine shrine built on the eastern slope of Mount Zion dedicated to Peter's repentance after denying Jesus three times, or the Abbey of Hagia Maria, near the gate of Zion, the place where according to tradition the Virgin Mary lived after the Easter until she died in the company of the disciples of Jesus, or where the Dormition of the Virgin Mary took place. But to better understand Jerusalem one has to look at it from a perspective from which one can have an almost total vision of the city. And that means walking up to another equally biblical place, the Mount of Olives, having at its feet an impressive jewish cemetery and place of choice to get some of the best pictures of the city. From here you can see the Old City, surrounded by walls, and the dazzling glow of the gold of the Dome of the Rock, while on the same hill rises the Basilica of Gethsemane, next to the olive grove, guarding the rock where, and according to with tradition, Jesus prayed the night he was arrested after celebrating the Last Supper.


Olha-se mais uma vez para a Cidade Velha a partir do Monte das Oliveiras e desce-se a montanha. No caminho, no Vale do Cedron, uma outra igreja também nos conta mais uma história relacionada com a vida de Cristo, a Igreja do Sepulcro de Santa Maria, lugar onde a tradição ortodoxa coloca o túmulo de Maria, mãe de Jesus Cristo. Tudo isto faz parte de uma cidade que por mais que a tentemos descobrir será sempre um exercício inacabado. Mesmo que tenhamos percorrido também a parte mais moderna da cidade, como a Praça Safra, a Avenida Ben Yehuda ou o bairro de Nahalat Shiv’a, um concorrido espaço pedonal recheado de cafés e esplanadas, ou o bairro de Mea Shearim, onde a comunidade de judeus ultraortodoxos vive como há séculos. Mesmo que tenhamos sido tentados a andar pelo luxuoso Centro Comercial Mamilla, entre a Porta de Jaffa e o Hotel King David, entre as bancas coloridas do mercado Mahane Yehuda, aproveitando para saborear as especialidades hebraicas num de seus restaurantes tradicionais. Ou passado pelo Museu de Israel, com uma notável colecção de arte e arqueologia que mostra, num lugar de destaque, os manuscritos do Mar Morto, pelo Yad Vashem, lugar onde Israel presta homenagem e relembra os milhões de vítimas judias do Holocausto, ou ainda pela First Train Station, um espaço cultural dinâmico onde não faltam restaurantes, cafés, lojas e todo tipo de eventos. Sim, tentar descobrir e entender Jerusalém é um exercício impossível. E não importa o tempo que possamos ter para o tentar. Ela é fascinante e complexa. Simbólica e concreta. Apaixonante e cheia de simbolismos. Ela é a “Cidade Impossível”!

One looks once more at the Old City from the Mount of Olives and descends the mountain. On the way, in the Cedron Valley, another church also tells us a story related to the life of Christ, the Church of the Sepulcher of Santa Maria, where orthodox tradition places the tomb of Mary, mother of Jesus Christ. All this is part of a city that no matter how hard we try to discover it will always be an unfinished exercise. Even if we have also toured the most modern part of the city, such as Safra Square, Ben Yehuda Avenue or the Nahalat Shiv'a neighborhood, a busy pedestrian area full of cafés and terraces, or the Mea Shearim neighborhood, where the community of ultra-orthodox jews lives as they have for centuries. Even though we have been tempted to walk through the luxurious Mamilla Mall between Jaffa Gate and King David Hotel, between the colorful stalls of the Mahane Yehuda Market, savoring the hebrew specialties in one of their traditional restaurants. Or passed by the Israel Museum, with a remarkable collection of art and archeology that showcases the Dead Sea scrolls by Yad Vashem, a place where Israel pays homage and remembers the millions of jewish victims of the Holocaust, or by First Train Station, a dynamic cultural space where there are restaurants, cafes, shops and all kinds of events. Yes, trying to discover and understand Jerusalem is an impossible exercise. And no matter how long we may have to try it. It is fascinating and complex. Symbolic and concrete. Passionate and full of symbolism. It is the "Impossible City”!

A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled with the invitation of:


©Yad Vashem Museum

©Yad Vashem Museum

©Yad Vashem Museum

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WONDER PORTUGAL


Portugal

Ecos de um Turismo de Excelência em 2018 Memorável é o mínimo que se pode dizer sobre o ano de 2018 para Portugal no que diz respeito ao Turismo. E basta olhar para os destaques e prémios recebidos, em praticamente todos os segmentos, desde escolhas dos viajantes a prémios mais globais, como os Virtuoso Awards ou os World Travel Awards, destacando-se por ter sido eleito o “ Melhor Destino do Mundo”, “Melhor Destino Europeu” , Melhor Destino Insular” (Madeira), “Melhor Destino de Cidade (Lisboa) e "Melhor Organismo Oficial de Turismo Europeu" (Turismo de Portugal). Ecos que obrigatoriamente foram tema de debate e de realce no 44º Congresso da APAVT que se realizou na ilha de S. Miguel nos Açores. Texto Fernando Borges | Fotos D.R.

Portugal

Echoes of a Tourism of Excellence in 2018 Memorable is the least that can be said about the year 2018 for Portugal regarding Tourism. And just look at the highlights and awards received in virtually every segment, from travelers' choices to more global awards, such as the Virtuoso Awards or the World Travel Awards, standing out for being voted the "Best Destination in the World”, "Best European Destination", Best Insular Destination "(Madeira)," Best City Destination (Lisbon) and "Best Official European Tourism Organization" (Turismo de Portugal). Echoes that were the subject of debate and highlight at the 44th APAVT Congress held on the island of S. Miguel in the Azores. Text Fernando Borges | Photos D.R.


E se desde o início de 2018 as menções foram uma constante, o mês de Junho chegou com a eleição de Portugal como "Melhor Destino Europeu" pelos World Travel Awards, repetindo 2017. Nesta mesma edição europeia, que decorreu em Atenas, também Lisboa recebeu um prémio, o de "Melhor Cidade Destino da Europa", cidade que recebeu igualmente o prémio de "Melhor Porto Europeu de Cruzeiros". Por seu lado, a Madeira recebeu o prémio de "Melhor Destino Insular", enquanto o Turismo de Portugal voltava a ser reconhecido como o "Melhor Organismo Oficial de Turismo Europeu”. No total, e apenas no que diz respeito aos World Travel Awards para a Europa, Portugal viu serem-lhe entregues 36 prémios, 21 como campeão europeu. E se Junho já anunciava um ano de reconhecimento internacional na área do Turismo, Agosto chegou com o reforçar desse reconhecimento quando em Las Vegas decorreu a Gala Anual da Virtuoso Travel Week e perante uma audiência de quase dois mil membros da indústria de viagens de luxo, Portugal foi eleito o destino mais “in” do ano, e “destino a visitar” em 2018, recebendo ainda o prémio mais cobiçado, o de “Hottest Destination of 2018”, atribuído diretamente ao Turismo de Portugal por esta rede global de viagens de luxo que opera com maior incidência nos Estados Unidos.

And since the beginning of 2018 the mentions were a constant, the month of June arrived with the election of Portugal as "Best European Destination" by the World Travel Awards, repeating 2017. At the same european edition, which took place in Athens, Lisbon also received a prize, "Best Destination City of Europe", city that also received the prize "Best European Cruise Port". For its part, Madeira was awarded with the "Best Insular Destination" prize, while Turismo de Portugal was once again recognized as the "Best Official European Tourism Organization”. In total, and only with regard to the World Travel Awards for Europe, Portugal was awarded with 36 prizes, 21 as European champion. And if June already announced a year of international recognition in the area of Tourism, August arrived with the reinforcement of this recognition when in Las Vegas held the Annual Gala of Virtuoso Travel Week and before an audience of nearly two thousand members of the luxury travel industry, Portugal was chosen as the "in" destination of the year, and "destiny to visit" in 2018, receiving the most coveted prize, the "Hottest Destination of 2018", awarded directly to Turismo de Portugal by this global travel network which operates more heavily in the United States.


Uma distinção que para Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, é “uma óptima notícia e mostra que Portugal se afirma cada vez mais como um destino de qualidade, que é atraente para turistas que gastam mais”, com Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, a afirmar que “devemos agora continuar a apostar na experiência turística direcionada a este mercado, não só para que continuem a visitar-nos, mas também, para que comecem a considerar-nos como destino para investir e viver”. Depois de Agosto, da gala da Virtuoso, rede global que junta operadores turísticos e agentes de viagens de todo o mundo, contando com 15 mil associados, dos quais nove mil são dos Estados Unidos, chegou Dezembro e a 25ª edição anual dos World Travel Awards, os “óscares do turismo” que pela primeira vez se realizou em Lisboa. E o resultado foi histórico para Portugal.

A distinction that Ana Mendes Godinho, Secretary of State for Tourism, considers “great news and shows that Portugal is increasingly affirming itself as a destination of quality, which is attractive for tourists who spend more", with Luís Araújo, president of Tourism of Portugal, stating that "we must now continue to focus on the tourism experience aimed at this market, not only to continue to visit us, but also to begin to consider us as a destination to invest and to live." After August, the Virtuoso gala, a global network of tour operators and travel agents from around the world, with 15 thousand members, including nine thousand from the United States, arrived December and the 25th annual World Travel Awards, the "Oscars of tourism" which was held for the first time in Lisbon. And the result was historic for Portugal.


No total, Portugal ganhou 17 prémios atribuídos pelos World Travel Awards, tendo sido eleito o “Melhor Destino do Mundo” pelo segundo ano consecutivo, com Lisboa a ser eleita “Melhor Cidade Destino” e “Melhor Destino City Break” a nível mundial, enquanto o Turismo de Portugal foi considerado, pela segunda vez consecutiva, o Melhor Organismo Oficial de Turismo do Mundo e o portal  visitportugal.com  a repetir o feito de 2017, sendo eleito novamente o “Melhor Website Oficial de Turismo do Mundo” (World’s Leading Tourism Authority Website).
 Também a Madeira foi distinguida, como “Melhor Destino Insular do Mundo”, a TAP foi eleita “Companhia Aérea Líder Mundial para África” e “Companhia Aérea Líder Mundial para a América do Sul”, com a sua Revista de Bordo, a UP, a conquistar o prémio de “Revista de Bordo Líder Mundial”, com os Passadiços do Paiva a serem distinguidos como “Melhor Atracção Turística de Aventura Do Mundo” e os Parques de Sintra – Monte da Lua a receberam o prémio “Melhor Empresa de Conservação do Mundo”. Na hotelaria, o Corinthia Hotel Lisbon recebia o prémio de “Melhor Hotel de Cidade do Mundo”, o Olissippo Lapa Palace ganhava como “Melhor Hotel Clássico do Mundo”, o The Vine Hotel, no Funchal, era distinguido como “Melhor Hotel Design do Mundo”, o Vila Joya Hotel Restaurante recebia a distinção de “Melhor Restaurante de Hotel do Mundo”, com o prémio de ” Melhor Resort de Luxo do Mundo” a ir para o Conrad Algarve, enquanto a Amazing Evolution recebia a distinção de “Melhor operador de Boutique Hotels do Mundo”.

In total, Portugal won 17 World Travel Awards, having been voted "Best Destination in the World" for the second consecutive year, with Lisbon being voted "Best Destination City" and "Best Destination City Break" worldwide. Tourism of Portugal was considered for the second consecutive time the Best Official Tourism Organization of the World and the portal visitportugal.com to repeat the 2017 event, being once again the "Best Official Tourism Website in the World" (World's Leading Tourism Authority Website). Madeira was also recognized as "Best Insular Destination in the World", and TAP was elected "World's Leading Airline for Africa" and "World's Leading Airline for South America" with its onboard magazine, UP, to win the "World Leading Travel Magazine" prize, with the Paiva Footbridges to be distinguished as "Best Adventure Attraction in the World" and the Sintra - Monte da Lua Parks have been awarded the "Best Conservation Company of the World" award. In the hotel industry, Corinthia Hotel Lisbon was awarded the "Best City Hotel in the World" award, the Olissippo Lapa Palace won the "Best Classic Hotel in the World", The Vine Hotel in Funchal was distinguished as "Best Design Hotel of the World", the Vila Joya Hotel Restaurant received the distinction of “Best Hotel Restaurant in the World", with the prize “Best Luxury Resort in the World” to go to the Conrad Algarve, while Amazing Evolution received the distinction of “Best operator of Boutique Hotels of the World ".


Distinções consideradas pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho como um “momento único para o turismo em Portugal”, e um “reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos anos por todos os que estão de alguma forma ligados ao turismo”, sustentando ainda que “é igualmente o reconhecimento pelo país que temos. Um país autêntico, inovador, que se soube reinventar, que reúne uma grande variedade de experiências e paisagens, um país que junta cosmopolitismo, história, tradição, sol, natureza e gastronomia. Um país que sabe e que gosta de acolher todos”. E foi sob esta chuva de prémios que chegou em Novembro a S. Miguel, nos Açores, o 44º Congresso  Nacional da  APAVT, que teve como lema “Turismo: Os desafios do Crescimento”, que contou com a presença e participação da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), jornalistas e cerca de 600 congressistas de todas as áreas do turismo e convidados, e que teve como anfitriões Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) e Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores.

Distinctions considered by the Secretary of State for Tourism, Ana Mendes Godinho as a "unique moment for tourism in Portugal", and a "recognition of the work developed over the years by all those who are in some way linked to tourism", further supporting that "is also the recognition by the country that we have. An authentic, innovative, reinvented country that combines a wide variety of experiences and landscapes, a country that combines cosmopolitanism, history, tradition, sun, nature and gastronomy. A country that knows and likes to welcome everyone." And it was under this rain of prizes that arrived in November to S. Miguel, in the Azores, the 44th National Congress of the APAVT, whose motto was "Tourism: The Challenges of Growth", which was attended by the Secretary of State Tourism Minister, Ana Mendes Godinho, the President of Tourism of Portugal, Luís Araújo, Francisco Calheiros, president of the Portuguese Tourism Confederation (CTP), journalists and about 600 congresses from all areas of tourism and guests, having as hosts Pedro Costa Ferreira, president of the Portuguese Association of Travel Agencies and Tourism (APAVT) and Marta Guerreiro, Regional Secretary for Energy, Environment and Tourism of the Azores.


Um Congresso onde Pedro Costa Ferreira na sessão de abertura, que teve como lema “Combater os problemas, apostar na formação”, afirmou que mais importante do que o fim/início de um ciclo é debater problemas concretos, colocando no topo da lista a situação do aeroporto de Lisboa, não esquecendo o aeroporto da Madeira, “uma situação anacrónica, em que a tecnologia que hoje existe nas aeronaves e aeroporto estão limitadas por uma legislação de 1964, e onde apenas o medo de actuação política pode justificar a inexistência de acção”. Também o turismo em Lisboa foi um dos aspectos focados pelo p r e s i d e n t e d a A PAV T, a f i r m a n d o q u e “ o s constrangimentos colocados à operação turística não foram ultrapassados e foram mesmo agravados, naquilo que parece ser uma cedência aos mantras anti-turismo", para que “a aparente dificuldade de diálogo, entre a câmara e a globalidade do sector turístico, neste capítulo representado pela Confederação do Turismo Português, não está a ajudar.” Uma sessão de abertura aproveitada por Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, para assinar o protocolo para promoção regional externa para os próximos três anos, justificando a opção pela importância dos congressos da APAVT enquanto momentos "de balanço, momentos de partilha, momentos também cada vez mais de união entre as várias actividades e sub-sectores do turismo para cada vez mais em conjunto olharmos em frente”.

A Congress where Pedro Costa Ferreira at the opening session, whose motto "Fighting problems, bet on training", stated that more important than the end/ beginning of a cycle is debating concrete problems, placing at the top of the list the situation from Lisbon airport, not forgetting the airport of Madeira, "an anachronistic situation, where the technology that exists today in aircraft and airport are limited by a 1964 legislation, and where only the fear of political action can justify the inexistence of action". Tourism in Lisbon was also one of the aspects addressed by the APAVT president, stating that "the constraints placed on the tourist operation were not exceeded and were even aggravated, in what seems to be a concession to antitourism mantras", so that "the apparent difficulty of dialogue between the chamber and the tourism sector as a whole, in this chapter represented by the Portuguese Tourism Confederation, is not helping." An opening session by Ana Mendes Godinho, Secretary of State for Tourism, to sign the protocol for external regional promotion for the next three years, justifying the option for the importance of the APAVT congresses as "moments of balance, moments of sharing, also increasingly union between the various activities and sub-sectors of tourism to increasingly jointly look forward to.”


Dado o mote ao congresso, durante quatro dias foram realizadas seis sessões de trabalho; “Os elefantes comem-se às fatias”, onde se falou da necessidade, dos constrangimentos e das oportunidades para continuar a crescer; “Turismo em Portugal: os desafios do crescimento”, em que os estrangulamentos, as dificuldades, os desafios do turismo em Portugal, o sector público, os compromissos e acções para o crescimento foram tema de debate; “Desafios do crescimento: o caso dos Açores”, que debateu o crescimento recente, consolidação e sustentabilidade no arquipélago; “As oportunidades da tecnologia”, com a mudança geracional, os novos padrões de consumo, os desafios de sempre e as oportunidades da tecnologia estiveram em debate; “Sorrir e avançar”, onde se desenhou uma experiência em cinco passos para ajudar a crescer, com “À conversa com Francisco Pita” a ter os aeroportos de Portugal como tema e a ser a sexta e última sessão de trabalhos. Um congresso que para Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, foi “um momento muito importante de promoção, atendendo ao perfil da grande maioria dos participantes, concretamente agentes de viagens que promovem e comercializam potenciais destinos”, destacando o peso do mercado português para a região e determinante para a sazonalidade.

Given the motto to the congress, during four days were realized six sessions of work; "Elephants eat slices," where they spoke of the need, the constraints and the opportunities to continue growing; "Tourism in Portugal: the challenges of growth", where the bottlenecks, the difficulties, the challenges of tourism in Portugal, the public sector, commitments and actions for growth were the subject of debate; "Challenges of growth: the case of the Azores", which discussed recent growth, consolidation and sustainability in the archipelago; "Technology opportunities," with generational change, new consumption patterns, the ever-changing challenges and opportunities of technology have been under debate; "Smiling and moving forward", where a fivestep experience was designed to help grow, with "Conversation with Francisco Pita" to have the airports of Portugal as theme and to be the sixth and last session of work. A congress for Marta Guerreiro, Regional Secretary for Energy, Environment and Tourism of the Azores, "was a very important moment of promotion, taking into account the profile of the great majority of the participants, namely travel agents who promote and commercialize potential destinations", highlighting the portuguese market for the region and determining seasonality.


Para Marta Guerreiro, “a favor do arquipélago estão as características como o “clima ameno” e a “relação intensa com o mar”, que permitem que, mesmo no Inverno, seja encarado como “um centro de rejuvenescimento, de tranquilidade e de paz interior”, desafiando os congressistas a vivenciar, por exemplo, os banhos nas águas termais, os mais de 800 quilómetros de trilhos oficiais nas nove ilhas, com paisagens de “cortar a respiração”, a vasta rede de centros interpretativos e ambientais que dão a conhecer mais sobre a geologia, a flora e a fauna do arquipélago, a oferta gastronómica “rica e diversa” e, também, o “forte apelo de ilhas de romance, onde o tempo corre mais devagar”. Já com o palco para o fim do 44º Congresso da APAVT montado, e depois de uma visita turística organizada para mostrar a congressistas, convidados e jornalistas algumas das belezas naturais de S. Miguel, Pedro Costa Ferreira aproveitaria no seu discurso de encerramento para afirmar que para crescer “devemos combater a politização do turismo, a hiper regulamentação ou a esquizofrenia legislativa”, acrescentando que, “a formação é o único caminho que conduz à melhoria da qualidade do serviço” e relembrou a necessidade de modernizar e dotar o sector de ferramentas que permitirão uma melhoria da resposta técnica e da interacção com o cliente, afirmando, a jeito de conclusão, que “o crescimento anterior não garante o crescimento futuro, e isso não tem nada que ver com falta de auto-estima, tem que ver com percepção do futuro e planeamento”. E assim chegou ao fim mais um Congresso da APAVT onde o turismo português, nos mais variados sectores e prismas, foi o centro de todas as atenções num ano memorável.

For Marta Guerreiro, "in favor of the archipelago are the characteristics such as the “mild climate” and the “intense relationship with the sea", which allow, even in the winter, to be seen as “a center of rejuvenation, tranquility and inner peace”, challenging congressmen to experience, for example, bathing in the hot springs, over 800 kilometers of official rails on the nine islands, with breathtaking landscapes, the vast network of interpretive and environmental centers that give the know more about the geology, flora and fauna of the archipelago, the "rich and diverse" gastronomic offer, and also the "strong appeal of islands of romance, where time runs slower." Already with the stage for the end of the 44th Congress of the APAVT assembled, and after a tour organized to show to congressmen, guests and journalists some of the natural beauties of S. Miguel, Pedro Costa Ferreira would take advantage in his closing speech to affirm that to grow "we must combat the politicization of tourism, hyper-regulation or legislative schizophrenia," adding that "training is the only way to improve quality of service" and recalled the need to modernize and equip the tooling sector which will allow for an improvement in the technical response and interaction with the customer, stating by way of conclusion that "previous growth does not guarantee future growth, and this has nothing to do with lack of self-esteem, has to do with perception of the future and planning." And so came to an end another APAVT Congress where portuguese tourism, in the most varied sectors and prisms, was the center of all attention in a memorable year.


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MUNDO (I)


Marraquexe Ao encontro da “cidade vermelha” Tantas vezes já se escreveu sobre Marraquexe. Podia dizer que é a capital do turismo de Marrocos ou que possui uma cultura e uma história extraordinariamente ricas, mas para mim, esta foi a primeira vez que visitei a “cidade vermelha” e o que vi deixou marcas: céus e desertos sem fim, uma sensação de liberdade, um mergulho num mar de gente e de aromas exuberantes e uma estranha sensação de que estava a embarcar numa espécie de mundo novo. Texto & Fotos Carla Branco

Marrakesh Encountering the "red city" So many times it has been written about Marrakesh. I could say that it is the tourism capital of Morocco or that it has an extraordinarily rich culture and history, but for me, this was the first time I visited the "red city" and what I saw left marks: skies and endless deserts, a sense of freedom, a plunge into a sea of people and exuberant aromas, and a strange feeling that I was embarking on a new kind of world. Text & Photos Carla Branco


É impossível falar da história de Marrocos sem falar nos portugueses, o povo que ajudou a construir este país. E não é para menos, até porque usufruímos de uma grande proximidade. A TAP dispõe de voos directos que em pouco mais de uma hora e meia nos levam de Lisboa a Marraquexe. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Duas cidades separadas por um passo gigante de cultura e costumes. A origem do seu nome em berbere significa “Terra de Deus”. Fundada em 1062, está actualmente dividida em duas partes: Medina e Guéliz. Medina é o distrito histórico, a cidade velha de Marraquexe e Guéliz ou Ville Nouvelle é o distrito europeu mais moderno. Os locais explicam-me que ao longo dos últimos anos a cidade mudou muito. Houve um aumento significativo de população, o que originou mais trânsito, mais movimento, mais poluição e muito mais ruído. Foi uma expansão espontânea e no fundo eles encaram esta mudança como um sinal dos tempos, o que originou também uma subida dos preços e uma maior separação de classes sociais. Mas o aumento substancial do turismo temse revelado muito benéfico para todos. Não é por acaso que Marraquexe é a cidade mais visitada de Marrocos. Todos os anos, a cidade enche-se de amantes de viagem à procura de magia e exotismo e é isso mesmo que aqui encontramos com facilidade. It is impossible to speak of the history of Morocco without speaking of the portuguese, the people who helped to build this country. And not for less, even because we enjoy a great proximity. TAP has direct flights that in just over an hour and a half take us from Lisbon to Marrakesh. So close and yet so far. Two cities separated by a giant step of culture and customs. The origin of his name in berber means "Land of God". Founded in 1062, it is currently divided into two parts: Medina and Guéliz. Medina is the historical district, the old city of Marrakesh and Guéliz or Ville Nouvelle is the most modern european district. The locals explain to me that over the last few years the city has changed a lot. There was a significant increase in population, which resulted in more traffic, more movement, more pollution and much more noise. It was a spontaneous expansion and deep down they see this change as a sign of the times, which also led to a rise in prices and a greater separation of social classes. But the substantial increase in tourism has proved to be very beneficial for all. It is not by chance that Marrakesh is the most visited city in Morocco. Every year, the city fills up with travel lovers looking for magic and exoticism and that's what we find here with ease.


Ao deambular pela cidade, parece que todas as ruas convergem na direcção da praça principal, Djemaa el Fna, protegida pela UNESCO e incluída no Património Mundial da Humanidade, mas há muito mais para descobrir. Uma coisa é certa, quando aqui chegamos temos a sensação de que não existe lugar mais místico do que este. Ao chegar à praça somos imediatamente invadidos pelos sons hipnotizantes dos encantadores de serpentes. Mais ao longe, há sempre alguém que nos conta histórias que fascinam e nos enchem de animação, ao mesmo tempo que aguçam ainda mais o nosso apetite para a descoberta. Aqui a vida começa aproximadamente às quatro da tarde, altura em que o sol já não aquece com tanta intensidade, e prolongase até de noite. Milhares de pessoas enchem as ruas e as medinas no seu passo descontraído e incerto, em contraste com o trânsito frenético e constante de motocicletas, carros velhos e carroças que nos obriga a ter muita atenção ao andar nas ruas e calçadas. A verdade é que aqui sentimo-nos bem-vindos. Todos nos recebem com um sorriso e amabilidade. À minha volta observo as casas, todas elas têm cor de terracota, daí o nome de cidade vermelha, porque esta cor ajuda a afastar o sol. Os nossos sentidos perdem-se com tanta informação na Praça Djemaa el Fna. Aqui encontramos de tudo um pouco. A praça é turística mas sem perder identidade. O ideal é aventurar-nos pelo souk adentro e deixarmo-nos perder num mar de gente e de compras, no frenesim que transparece em cada esquina, na fadiga de quem tem pressa para trabalhar misturado com a calmaria de quem visita e de quem quer devorar toda a informação que nos chega. When wandering around the city, it seems that all the streets converge towards the main square, Djemaa el Fna, protected by UNESCO and included in the World Heritage of Humanity, but there is much more to discover. One thing is certain, when we arrive here we have the feeling that there is no more mystical place than this. Upon reaching the square we are immediately invaded by the mesmerizing sounds of the snake charmers. Further afield, there is always someone who tells us stories that fascinate and fill us with excitement, while sharpening our appetite for discovery. Here life begins at about four o'clock in the afternoon, when the sun no longer warms so intensely, and lasts until night. Thousands of people fill the streets and medinas at their relaxed and uncertain pace, in contrast to the frantic and constant traffic of motorcycles, old cars and carts that forces us to pay close attention to walking on the streets and sidewalks. The truth is that we feel welcome here. Everyone greets us with a smile and kindness. Around me I look at the houses, they all have terracotta color, hence the name red city, because this color helps to keep out the sun. Our senses are lost with so much information in Djemaa el Fna Square. Here we find a little of everything. The square is touristy but without losing identity. The ideal is to venture through the souk inside and let ourselves be lost in a sea of people and shopping, the frenzy that appears in every corner, the fatigue of those who are in a hurry to work mixed with the lull of who visits and wants to devour all the information that comes to us.


Artesanato, roupa, calçado, alimentação, bijuteria, decoração, cosmética, souvenirs, aqui há mesmo de tudo. Os preços são negociados à boa maneira marroquina, tanto que os vendedores apreciam esta arte negocial. Afáveis mas persistentes. Nada como aproveitar o terraço de um riad para ouvir o Almuadem do anoitecer a chamar para a última oração do dia ou sentar no mítico Café des Epices e beber um chá típico de hortelã e menta e absorver o ambiente, as suas gentes, costumes e formas de estar. Durante a nossa visita aproveitamos para visitar o Jardim Majorelle e o Museu Yves Saint Laurent (ver edição Wonder GO #25), bem como o Palácio da Bahia, uma lufada de ar fresco e de relaxamento e de muito verde face ao movimento da medina. Trata-se de um conjunto de prédios recheados de história, com grandiosos pátios e jardins, construído no século XIX a mando do grão-vizir Si Moussa. É admirável o detalhe das portas, pisos coloridos, janelas e fontes de água que se encontram pelo caminho. Outro lugar de destaque são as Tumbas Saadianas, um dos lugares mais visitados de Marraquexe. Estão abertas ao público desde 1917, ano em que foram descobertas, mas datam do final do século XVI. No próprio jardim podemos ver mais de 100 tumbas decoradas com mosaicos. Nelas estão enterrados os corpos dos serviçais e guerreiros da dinastia saadiana. O edifício mais importante é o mausoléu principal, nele está enterrado o sultão Ahmad al-Mansur (o criador) e sua família. Crafts, clothing, footwear, food, jewelry, decoration, cosmetics, souvenirs, there is everything here. Prices are negotiated in the good moroccan way, so much so that sellers appreciate this fine art. Friendly but persistent. Nothing like enjoying the terrace of a riad to listen to the Almuadem of the evening to call for the last prayer of the day or sit in the mythical Café des Epices and drink a typical mint tea and absorb the environment, its people, customs and forms of being. During our visit, we visited the Majorelle Garden and the Yves Saint Laurent Museum (see Wonder GO #25), as well as the Bahia Palace, a breath of fresh air and relaxation and a lot of greenery facing the medina's movement. It is a set of buildings filled with history, with grand courtyards and gardens, built in the 19th century by the Grand Vizier Si Moussa. It is admirable the detail of the doors, colored floors, windows and water sources that are by the way. Another highlight is the Saadian Tombs, one of the most visited places in Marrakesh. They have been open to the public since 1917, the year they were discovered, but date back to the end of the 16th century. In the garden itself we can see more than 100 tombs decorated with mosaics. In them are buried the bodies of servants and warriors of the saadian dynasty. The most important building is the main mausoleum, in it is buried the sultan Ahmad al-Mansur (the creator) and his family.


Uma das referências da cidade é a Mesquita Koutoubia, a mais importante de Marrakech que outrora foi uma das maiores do mundo islâmico quando terminou de ser construída, em 1158. A obra foi iniciada pelo califa almóada Abd al Mu-min e destaca-se pela sua altura de 69 metros, pelas suas quatro fachadas diferentes e pela sua cor avermelhada, típica da cidade. O nome Koutoubia significa “mesquita dos livreiros”, devido às diversas barracas de livros que a rodeavam nos seus primeiros tempos. No fim estamos estourados, o sol aperta, e quando achamos que já demos o dia por terminado eis que os nossos olhos nos puxam para ver outra tenda e dá sempre vontade de levar um souvenir connosco, um pedaço da cultura que viaja até nossa casa para conseguir de alguma forma guardar aquele momento e recordar de uma forma constante. Enriquece-nos muito conhecer novos locais, culturas e novas pessoas. Ser recebido com um sorriso, simpatia e amabilidade. São estes momentos que guardamos para sempre. Compramos o tal souvenir para nos lembrar do quanto a viagem valeu a pena, do quanto queremos que não acabe e do quanto queremos regressar um dia. Fica sempre algo para descobrir e aqui não foi excepção. A viagem aproxima-nos enquanto seres humanos e enquanto cruzamento de culturas, identidades e nacionalidades. Todo o mundo a dada altura se encontra num determinado espaço. No fundo o que nos move não é o destino mas sim a viagem e toda a experiência que ela acarreta. One of the city's references is the Koutoubia Mosque, the most important mosque in Marrakesh that was once one of the largest in the islamic world when it was completed in 1158. The work was initiated by the Almohad caliph Abd al-Mu-min and stands out its height of 69 meters, by its four different facades and its reddish color, typical of the city. The name Koutoubia means "mosque of the booksellers", due to the diverse tents of books that surrounded it in its first times. In the end we are bursting, the sun tightens, and when we think we have finished the day, our eyes are pulling us to see another tent and it always makes us want to take a souvenir with us, a piece of the culture that travels to our house to somehow manage to keep that moment and to remember in a constant way. It is very enriching to know new places, cultures and new people. Be greeted with a smile, sympathy and kindness. These are moments we keep forever. We bought that same souvenir to remind us how much the trip was worth, how much we want it not to end and how much we want to return one day. There is always something to discover and here was no exception. The journey approaches us as human beings and as a crossroads of cultures, identities and nationalities. Everyone at a given time is in a certain space. In the background what moves us is not the destination but the trip and all the experience that it entails. A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled with the invitation of:


WONDER STAY


Club Med Palmiye O mar luxuriante do Mediterrâneo

Situado em Antalya, este village de férias tem tudo incluído, desde actividades de desportos aquáticos, sessões de spa, gastronomia rica e caminhadas tranquilas ao longo de uma extensão espectacular de praia. Este é um destino familiar ideal com algo para todos e com uma vista deslumbrante para o Mediterrâneo e para o Monte Taurus: duas atmosferas complementares para este grande Village Club Med. Texto Carla Branco Fotos Carla Branco & Club Med

Club Med Palmiye

The lush sea of the Mediterranean Situated in Antalya, this holiday village has everything from water sports activities, spa sessions, rich cuisine and quiet walks along a spectacular stretch of beach. This is an ideal family destination with something for everyone and with a breathtaking view of the Mediterranean and Mount Taurus: two complementary atmospheres for this great Club Med Village. Text Carla Branco Photos Carla Branco & Club Med


Antália é um destino de eleição no sul da Turquia. Considerada por muitos como a Riviera turca, é um lugar exótico, mágico e com um património muito rico e de vasto interesse histórico com mais de 200 cidades antigas. O clima é ameno com cerca de 300 dias de sol por ano, ideal para usufruir da qualidade das praias de cor turquesa que abrangem uma extensão de costa superior a 700 quilómetros. Aqui se escondem tesouros, bazares e paisagens lunares como é o exemplo da Capadócia ou de Pamukale com as suas piscinas naturais de calcário de um azul translúcido, harmonioso e deslumbrante. E é aqui, a dez minutos de carro de Kemer e a 40 quilómetros de Antália, entre monumentais montanhas e o Mediterrâneo, que se situa o Club Med Palmiye, um resort de 18 hectares com tudo incluído e capacidade para 1800 hóspedes, onde as palavras de ordem são férias, família, diversão e sol! Antalya is an election destination in southern Turkey. Considered by many as the turkish Riviera, it is an exotic place, magical and with a very rich heritage and of vast historical interest with more than 200 ancient cities. The climate is mild with about 300 days of sunshine a year, ideal for enjoying the quality of turquoise beaches that cover a coastline of more than 700 kilometers. Here are hidden treasures, bazaars and lunar landscapes as is the example of Cappadocia or Pamukale with its natural limestone pools of translucent, harmonious and stunning blue. And it is here, a ten-minute drive from Kemer and 40 kilometers from Antalya, between monumental mountains and the Mediterranean, which lies the Club Med Palmiye, an 18-hectare all-inclusive resort accommodating 1800 guests where the motto is holidays, family, fun and sun!


Bananeiras, buganvílias, palmeiras e pinheiros: o Villagio está repleto de vegetação densa com uma imensa diversidade. Respiramos fundo e sentimos os odores e aromas exóticos do Mediterrâneo. A primeira impressão não podia ser melhor ao longo deste passeio entre o verde luxuriante do jardim e o azul profundo do mar. A vegetação é um dos aspectos importantes do resort por isso as flores são mudadas todos os meses para que todas as plantas estejam sempre floridas. Aqui sabemos que há sempre algo para fazer, e é importante (ou não) saber gerir o nosso tempo de férias caso queiramos aproveitar tudo. E este tudo inclui 800 metros de praia, seis piscinas (para crianças e adultos) quatro restaurantes e inúmeras actividades em terra ou no mar. São várias actividades desportivas, criativas ou lúdicas enquadradas consoante as idades. No mar destaca-se o ski náutico, windsurf, vela, caiaque ou stand up paddle. Os mais aventureiros podem sempre fazer snorkeling ou wakeboard, enquanto que os mais românticos podem simplesmente dar um belo passeio de barco em pleno pôr do sol. De pés assentes na terra e com equipamentos de topo, há futebol, ténis, basquetebol, vólei, tiro ao arco, aulas de grupo com vários níveis de zumba, pilates, fitness e ainda uma escola de trapézio com actividades circenses onde miúdos e graúdos podem explorar novas emoções. Depois de tanta actividade, o melhor mesmo é aconchegar o paladar para o que se segue. Quatro restaurantes à nossa escolha com ofertas locais e não só, todas elas distintas. Banana trees, bougainvilleas, palm trees and pines: Villagio is full of dense vegetation with an immense diversity. We breathe deeply and feel the exotic smells and aromas of the Mediterranean. The first impression could not be better along this walk between the lush green of the garden and the deep blue of the sea. The vegetation is one of the important aspects of the resort so the flowers are changed every month so that all the plants are always flowering. Here we know that there is always something to do, and it is important (or not) to know how to manage our vacation time if we want to enjoy everything. And this all includes 800 meters of beach, six swimming pools (for children and adults) four restaurants and numerous activities on land or at sea. There are various sports activities, creative or playful according to age. In the sea stands out the nautical ski, windsurf, sail, kayak or stand up paddle. The more adventurous can always snorkel or wakeboard, while the more romantic can simply take a beautiful boat ride in the sunset. There are football, tennis, basketball, volleyball, archery, group classes with various levels of zumba, pilates, fitness, as well as a trapeze school with circus activities where kids and adults can explore new emotions. After so much activity, it is best to tuck in the palate to the following. Four restaurants of our choice with local cuisine and other offers, all different.


O “Phaselis” e o “Olympus” são restaurantes buffet que preparam uma selecção diária de refeições variadas e adequadas a todos os gostos. A oferta é extremamente variada e com muita qualidade. Por sua vez, o “Topkapi” e o “Bosphore” são restaurantes de especialidades turcas, que nos permitem jantar à noite com amigos e familiares, de frente para o mar. O chef conduz-nos através de uma viagem gastronómica pelos sabores da cozinha turca, com produtos locais frescos. Algumas das especialidades são o borek (pastel recheado com carne picada e queijo), cacik (salada de pepino, iogurte e alho), yayla corbasi (sopa de iogurte com arroz), doner kebab (carne grelhada na vertical e fatiada), shish kebab (carne grelhada e vegetais servidos como espetada) ou kofte (almôndegas). Terminamos a refeição com as delícias turcas, pastéis doces com mel, amêndoas e pistachios como baklawa, ou sutlaç (arroz doce). Ao longo da estadia, podemos descontrair e repor energias num dos seis bares espalhados pelo resort, incluindo um de praia onde se organizam festas temáticas e espectáculos programados, com atmosferas acolhedoras, decoração típica e serviço de snack ou simplesmente descontrair no Spa com uma massagem relaxante ou hammam (banho turco). "Phaselis" and "Olympus" are buffet restaurants that prepare a daily selection of varied meals suitable for all tastes. The offer is extremely varied and with a lot of quality. “Topkapi” and “Bosphore” are restaurants serving turkish specialties, which allow us to dine in the evening with friends and family, facing the sea. The chef leads us through a gastronomic journey through the flavors of turkish cuisine with fresh local produce. Some of the specialties are borek (cake stuffed with minced meat and cheese), cacik (cucumber salad, yogurt and garlic), yayla corbasi (yogurt soup with rice), doner kebab (grilled vertical and sliced meat), shish kebab (grilled meat and vegetables served as skewered) or kofte (meatballs). We finished the meal with the turkish delicacies, sweet pastries with honey, almonds and pistachios like baklawa, or sutlaç (sweet rice). Throughout the stay, we can relax and energize in one of the six bars spread around the resort, including a beach bar where theme parties and scheduled shows are organized, with cozy atmospheres, typical decoration and snack service or simply unwind in the Spa with a relaxing massage or hammam (turkish bath).


Olhamos à nossa volta e sentimos que tudo aqui funciona com um propósito de organização, segurança e profissionalismo. As crianças correm livremente e as famílias passeiam tranquilas num ritmo vagante de férias. Neste resort familiar os mais pequenos ocupam um lugar de destaque para que os pais possam também usufruir de tempo a sós. Para o efeito, existem quatro clubes dedicados às crianças e aos jovens, com actividades programadas e niveladas a cada faixa etária, que opera de manhã à noite durante seis dias por semana. Existe também um Baby Club, para bebés dos quatro aos 23 meses, e outro para jovens até aos 17 anos, o Passworld. Mas fora do resort, há todo um mundo a explorar e o ideal é aproveitar a nossa estadia para descobrir a beleza natural e cultura fascinante da região. Estamos a dez minutos de Aspendos, um dos mais bem preservados locais arqueológicos da Ásia Menor; a 20 quilómetros de Serik e Manavgat, a cidade onde a água é omnipresente, com a sua represa, dois lagos e cascata artificial; e também Demre, Myra, Simena, Phaselis ou até mesmo Istambul. Perdemo-nos nos mercados locais, com tamanha oferta de artesanato, jóias, cerâmica, cachimbos de água, onyx, tapetes ou com a grande variedade de especiarias, frutos secos ou azeitonas. Os nossos olhos deambulam por todo o lado e absorvemos o momento. O importante é mesmo ir. We look around us and feel that everything here works for a purpose of organization, safety and professionalism. Children run freely and families walk quietly on a smooth vacation pace. In this family resort, the youngest ones occupy a prominent place so that the parents can also enjoy time alone. To that end, there are four children and youth clubs with scheduled and level activities for each age group, which operates from morning to night for six days a week. There is also a Baby Club, for babies from four to 23 months, and another for youngsters up to 17 years old, the Passworld. But outside the resort, there is a whole world to explore and ideally we avail our stay to discover the natural beauty and fascinating culture of the region. We are ten minutes from Aspendos, one of the best preserved archaeological sites in Minor Asia; 20 kilometers from Serik and Manavgat, the city where the water is omnipresent, with its dam, two lakes and artificial cascade; and also Demre, Myra, Simena, Phaselis or even Istanbul. We lose ourselves in the local markets, with such a large supply of handicrafts, jewelry, pottery, pipes, onyx, carpets or with a great variety of spices, nuts or olives. Our eyes wander everywhere and we absorb the moment. The important thing is really to go. A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled with the invitation of:


SPA


Satsanga Spa Collection Relaxar com arte… e poesia O Satsanga Spa Collection fica situado num espaço privilegiado e com uma das mais belas vistas sobre o rio Tejo. Estamos a falar do hotel de cinco estrelas Vila Galé Palácio dos Arcos, a pouco mais de 10 minutos de Lisboa. Habituado a receber a realeza, que procurava estes aposentos para assistir às regatas no rio Tejo, o hotel aguarda agora a sua visita para um momento único de beleza e bem-estar. Texto Carla Branco | Fotos Carla Branco & Satsanga Spa Collection

Satsanga Spa Collection Relax with art... and poetry The Satsanga Spa Collection is located in a privileged area with one of the most beautiful views over the Tagus river. We are talking about the five star hotel Vila Galé Palácio dos Arcos, just over 10 minutes from Lisbon. Accustomed to receiving royalty, who sought these rooms to watch the regattas on the Tagus river, the hotel now awaits your visit to a unique moment of beauty and well-being. Text Carla Branco | Photos Carla Branco & Satsanga Spa Collection


Inaugurado em 2013, este hotel de charme em Lisboa, resultante da reabilitação do património histórico, é dedicado à temática da poesia, aliando a tradição de um palácio centenário com o conforto de um espaço moderno. Circular por este hotel entre Cascais e Lisboa, significa “cruzar-nos” com Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Eugénio de Andrade. Os poemas destes e de outros autores dão vida às zonas comuns e decoram as paredes dos alojamentos e respectivo spa. E foi neste ambiente de arte e poesia que fomos conhecer o tratamento “Elogio ao Sol” com a duração de 90 minutos e dividido em três partes, igualmente enriquecedoras. Tem início com uma esfoliação refrescante que combina sal marinho com um um trio de citrinos (limão, laranja e mandarina), seguido de um curto banho de jacuzzi. Já com a pele suave e rejuvenescida, segue-se uma massagem revitalizante com azeite de alecrim aquecido. O aroma é inesquecível, sente-se a leveza do toque e um relaxamento cada vez mais intenso. E porque o rosto reflecte e ilumina a nossa alma e bem-estar, terminamos com a Express Facial Alma d´Flor. Na realidade passaram-se 90 minutos mas temos a sensação de que ocupou uma tarde inteira, até porque podemos sempre prolongar a experiência com uma infusão reconfortante de plantas à beira da piscina interior, enquanto nos deliciamos com a vista de jardim à beira-mar. Inaugurated in 2013, this charming Lisbon hotel, resulting from the rehabilitation of the historical heritage, is dedicated to the theme of poetry, combining the tradition of a centenary palace with the comfort of a modern space. Circling through this hotel between Cascais and Lisbon, means "to cross" with Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes or Eugénio de Andrade. The poems of these and other authors give life to the common areas and decorate the walls of the lodgings and respective spa. And it was in this environment of art and poetry that we went to know the treatment "Praise to the Sun" with the duration of 90 minutes and divided in three parts, equally enriching. It begins with a refreshing exfoliation that combines sea salt with a trio of citrus fruits (lemon, orange and mandarin), followed by a short jacuzzi bath. Already with the skin soft and rejuvenated, it follows a revitalizing massage with heated rosemary oil. The aroma is unforgettable, you feel the lightness of the touch and an increasingly intense relaxation. And because the face reflects and illuminates our soul and well-being, we end with the Express Facial Alma d'Flor. In fact, it's been 90 minutes, but we have the feeling that it's been an entire afternoon, because we can always extend the experience with a comforting infusion of plants by the indoor pool, while enjoying the garden view by the sea.


Para além da piscina interior aquecida, salas para massagens e tratamentos estéticos, já referidas anteriormente, o spa Satsanga Collection inclui ainda sauna, jacuzzi, banho turco, duche vichy e ginásio. Se o dia assim permitir, aproveitamos o ar-livre e a maresia, ou simplesmente um passeio pelos jardins com árvores centenárias que servem de cenário à piscina exterior. Ta m b é m e s t ã o d i s p o n í v e i s a s “experiências Spa com Alma”, programas de dia e meio dia adequados às necessidades de cada cliente. São autênticas jornadas de autoconhecimento e de bem-estar. O conceito Satsanga Spa Collection revela a Alma Portuguesa, o melhor da nossa natureza com utilização de ingredientes frescos e puros, como a uva, o azeite, as algas, o sal marinho, os frutos e as plantas aromáticas tal como o alecrim, a alfazema ou o eucalipto. É também de salientar a importância ambiental em torno deste conceito orgânico e práticas orgânicas para assegurar que a experiência é saudável para nós mas também para o planeta Terra. In addition to the heated indoor pool, massage rooms and aesthetic treatments, previously mentioned, the spa Satsanga Collection also includes sauna, jacuzzi, turkish bath, vichy shower and gym. If the day allows, we take advantage of the open air and the sea, or simply stroll through the gardens with centenary trees that serve as scenery to the outdoor pool. Also available are the "Spa with Soul" experiences, day and half day programs tailored to the needs of each client. They are authentic journeys of self-knowledge and well-being. The Satsanga Spa Collection concept reveals the Portuguese Soul, the best of our nature using fresh and pure ingredients such as grapes, olive oil, seaweed, sea salt, fruits and aromatic plants such as rosemary, lavender or eucalyptus. It is also of note the environmental importance around this organic concept and organic practices to ensure that the experience is healthy for us but also for the planet Earth.


Aliado a este boticário natural, existe todo um conceito holístico fundamentado no conhecimento milenar de terapias orientais que transformam o corpo, a mente e o espírito. O tema da poesia ilustra todos os Tratamentos de Assinatura e serve igualmente de inspiração, mostrando ao mundo a verdadeira natureza do povo português. São estas experiências e estes pequenos momentos de prazer que nos retomam energias e nos ajudam a regressar ao mais básico e elementar mundo do rejuvenescimento, uma transformação do interior para o exterior. Aqui somos sempre recebidos com um sorriso e entregues aos cuidados de profissionais especializados que nos ajudam a entrar em contacto com o melhor que a vida tem. Allied to this natural apothecary, there is a whole holistic concept based on the millenarian knowledge of oriental therapies that transform the body, mind and spirit. The theme of poetry illustrates all Signature Treatments and also serves as inspiration, showing the world the true nature of the portuguese people. It is these experiences and these little moments of pleasure that take us back and help us return to the most basic and elementary world of rejuvenation, a transformation from the inside to the outside. Here we are always greeted with a smile and given to the care of specialized professionals who help us get in touch with the best that life has.


WONDER TASTE


Mercantina Bistro 37 Sabor verdadeiro e “surrealista” Chama-se Mercantina Bistro 37 e abriu portas num antigo café surrealista dos anos 40 na Avenida da República em Lisboa. Com uma identidade muito própria e um conceito gastronómico mais amplo, aposta em deliciosas experiências confeccionadas com produtos autênticos do mar e da terra. Fomos conhecer as iguarias deste verdadeiro italiano. Texto Carla Branco | Fotos Carla Branco & Mercantina Bistro 37

Mercantina Bistro 37 True and "surreal" flavor It's called Mercantina Bistro 37 and it opened doors in an old surreal café from the 1940s at Avenida da República in Lisbon. With a very own identity and a broader gastronomic concept, bet on delicious experiences made with authentic products of the sea and the land. We got to know the delicacies of this true italian. Text Carla Branco | Photos Carla Branco & Mercantina Bistro 37


Depois da Mercantina em Alvalade e no Chiado, a marca criou um novo conceito e inaugurou nos finais de Novembro o Mercantina Bistro 37. Tudo aqui nos deixa satisfeitos. O espaço arejado e sobriamente decorado, as cores, o ritmo, a história e sobretudo o aroma que paira no ar com o forno de lenha, que aquece o corpo e a alma. O ambiente familiar a que a Mercantina já nos habituou também está presente aqui e sentimo-nos à vontade e de coração cheio. Neste novo espaço da Avenida da República, além das reconhecidas pizzas e massas, é possível experimentar pratos inéditos ligados ao mar e à terra, bem como outras propostas para partilhar. Desta forma, o novo Mercantina alargou o conceito gastronómico e arrancou com ligação directa ao Surrealismo como factor identitário e, ao mesmo tempo, hospitaleiro. Um restaurante com esplanada sobre a cidade que abriu as portas no mesmo local onde, há décadas, um café frequentado por surrealistas testemunhou, por exemplo, o começo da amizade entre Alexandre O’Neill e Mário Cesariny. Para uma experiência gastronómica completa, o Mercantina Bistro 37 passou a ter pratos de fácil partilha, como o Tártaro de atum e abacate com lima, coentros e maionese de wasabi; Arancini de salsicha em vinho tinto com compota de tomate; Croqueta basca de presunto com creme de milho fumado; Cogumelos recheados com cremoso de presunto ibérico; Burratina com tomate cereja; Pimentos Padrón; e Ovos cremosos com farinheira e espargos. Isto ao lado de fantásticas tábuas de charcutaria, das focaccia e da inclusão do mítico presunto Cinco Jotas. After Mercantina in Alvalade and Chiado, the brand created a new concept and inaugurated in late November the Mercantina Bistro 37. Everything here leaves us satisfied. The airy and soberly decorated space, colors, rhythm, history and above all the aroma that hangs in the air with the wood oven, which heats the body and soul. The familiar environment to which Mercantina has already accustomed us is also present here and we feel at ease and full of heart. In this new area of Avenida da República, besides the renowned pizzas and pastas, it is possible to try new dishes linked to the sea and land, as well as other proposals to share. In this way, the new Mercantina extended the gastronomic concept and started with direct connection to Surrealism as an identity and at the same time hospitable factor. A restaurant with terrace overlooking the city that opened the doors in the same place where, for decades, a café frequented by surrealists witnessed, for example, the beginning of the friendship between Alexandre O'Neill and Mário Cesariny. For a complete gastronomic experience, Mercantina Bistro 37 now features easy-to-share dishes such as tuna tartar and avocado with lime, coriander and wasabi mayonnaise; Arancini sausage in red wine with tomato compote; Basque ham croquettes with smoked corn cream; Mushrooms stuffed with creamy iberian ham; Burratina with cherry tomatoes; Pimentos Padrón; and creamy eggs with farinheira and asparagus. This is alongside fantastic charcuterie boards, focaccia and the inclusion of the legendary Cinco Jotas ham.


Estas novas especialidades da Mercantina Bistro 37 foram concebidas pelo chef consultor Giorgio Damasio e contam com Natanael Silva como chef executivo. Juntos, desenvolveram ainda novos pratos como o Espadarte à siciliana com gnocchi de laranja e azeitonas pretas; Atum marinado e ravioli de massa de arroz de legumes com cremoso de ervilhas e menta; Lombo de bacalhau fresco confitado e fumado, mil folhas de legumes e tapenade de azeitona; Rabo de boi estufado à antiga com risotto de pera e lima; e Scaloppine de vitela com molho de gongorzola. A engrossar as novidades há ainda mariscos e carnes grelhadas. Além deste novo conceito associado à marca Mercantina, há várias outras boas razões para visitar o restaurante do ponto de vista cultural. É que o restaurante nasceu num local privilegiado da cidade de Lisboa: pela sua centralidade, pela sua beleza e pelo facto de ter sido, há 70 anos, um café – o antigo Cubana – onde conviviam alguns dos mais relevantes artistas plásticos do Surrealismo português e onde, em tardes de bilhar e tertúlia, Mário Cesariny e Alexandre O’Neill se tornaram amigos. Desse lugar mágico, onde nasceu agora o Bistro 37, fala aliás com encantamento Artur do Cruzeiro Seixas, o último desses quixotescos artistas plásticos e poetas, sendo assim o Surrealismo um conceito que a Mercantina honrou e desenvolveu com vários apontamentos gráficos e estéticos alusivos a essas histórias. These new Mercantina Bistro 37 specialties were designed by consultant chef Giorgio Damasio and feature Natanael Silva as executive chef. Together, they also developed new dishes such as the sicilian Swordfish with orange gnocchi and black olives; Marinated tuna and vegetable rice pasta ravioli with creamy peas and mint; Fresh and smoked cod tenderloin, vegetable millefeuilles and olive tapenade; Stuffed old-fashioned oxtail with pear and lime risotto; and veal scaloppine with gongorzola sauce. To thicken the news there is still seafood and grilled meats. In addition to this new concept associated with the Mercantina brand, there are several other good reasons to visit the restaurant from a cultural point of view. The restaurant was born in a privileged place in the city of Lisbon: its centrality, its beauty and the fact that it was 70 years ago a café - the old Cubana - where some of the most important portuguese artists of portuguese Surrealism lived together where Mário Cesariny and Alexandre O'Neill became friends on billiard afternoons and gatherings. From this magical place, where Bistro 37 was born now, Artur do Cruzeiro Seixas, the last of these quixotic plastic artists and poets, speaks in the same way as Surrealism, a concept that Mercantina honored and developed with several graphic and aesthetic notes alluding to these stories.


Mas a sua decoração é marcada por outros pormenores deliciosos: à entrada, uma enorme garrafeira repleta de dezenas de garrafas de óptimos vinhos, mais adiante o forno Stefano Ferrara, o Ferrari dos fornos, de quatro toneladas, desenhado à mão e do qual a equipa de Diogo Coimbra continuará a fazer sair fantásticas pizzas. Com cerca de 100 lugares sentados no interior, alguns deles em áreas reservadas, e 60 na esplanada, o Mercantina Bistro 37 devolveu à cidade o brilho, o contraste e a categoria de outros tempos. But its decoration is marked by other delicious details: at the entrance, a huge wine cellar filled with dozens of bottles of fine wines, later the oven Stefano Ferrara, the four-ton oven Ferrari, designed by hand and where the team of Diogo Coimbra will continue to make fantastic pizzas. With about 100 seats seated in the interior, some of them in reserved areas, and 60 on the terrace, Mercantina Bistro 37 returned to the city the brilliance, contrast and class of other times.


PHOTO GALLERY


Utah

por Enio Paes Barreto Filho Para quem sonha em conhecer Marte mas acha a passagem muito cara, a solução é visitar o estado de Utah nos Estados Unidos. Certamente o que se vê por lá é o que mais se aproxima do planeta vermelho. Não há cartões de memória suficientes para registrar a riqueza de detalhes dessa região. Além disso, a  grande vantagem dos parques americanos é a comodidade e a segurança com que se viaja por eles, o que torna a vida do fotógrafo muito mais doce. E o que dirá o turista? Mesmo tratando-se de locais praticamente selvagens, eles sempre contam com uma infraestrutura que, ao contrário de descaracterizá-los, permite que guardas especializados, os park rangers, constantemente vigiem o local para garantir a preservação da natureza. Ajudam os amantes da natureza e inibem os destruidores e outras ameaças. Assim, os fotógrafos circulam tranquilamente com os seus equipamentos e podem trazer belas imagens como souvenirs. E os turistas também. Nas suas máquinas e nas suas memórias.

Utah

by Enio Paes Barreto Filho For those who dream of knowing Mars but find the passage very expensive, the solution is to visit the state of Utah in the United States. Certainly what you see there is the closest thing to the red planet. There are not enough memory cards to record the richness of detail in that region. In addition, the great advantage of american parks is the convenience and safety with which they travel, which makes the photographer's life much sweeter. And what will the tourist say? Even though they are virtually wild, they always have an infrastructure that, unlike discharging them, allows specialized rangers, park rangers, to constantly monitor the site to ensure the preservation of nature. They help nature lovers and inhibit destructors and other threats. Thus, the photographers circulate quietly with their equipment and can bring beautiful images as souvenirs. And tourists too. In your machines and in your memories.


Dos parques fotografados, Antelope Island State Park é o mais próximo da capital do estado, Salt Lake City, um parque que é uma ilha no Great Salt Lake, lago com índice salino muito alto e um ecossistema bem peculiar onde vivem livremente cabras, bisontes e gamos. Chega-se por uma estreita estrada. E esse caminho já é um passeio com paisagens que parecem mesmo de outro planeta.  E há o Canyonlands National Park. Ou será Canyon Wonderlands? Ao longo dos rios Colorado e Green formou-se um labirinto de canyons, tranquilamente exploráveis a pé usando um bom mapa e seguindo as indicações das cairns, marcos formados por pedras cuidadosamente empilhadas que ajudam o visitante a se assegurar que segue o trilho correto. Manter-se no trilho em alguns trechos do parque é também uma questão de preservação da natureza, pois este é um lugar onde habitam organismos microscópicos imperceptíveis à visão do homem, sendo a base desse delicado ecossistema. Um paraíso para fotógrafos que tem na Mesa Arch um dos pontos mais fotogénicos do parque, um imenso arco que emoldura o abismo e a vastidão dos canyons a perder-se de vista. Of the parks photographed, Antelope Island State Park is the closest to the state capital, Salt Lake City, a park that is an island in the Great Salt Lake, lake with very high salinity and a very peculiar ecosystem where live goats, bison and gamos. You come down a narrow road. And this path is already a tour with landscapes that look like from another planet. And there is the Canyonlands National Park. Or will it be Canyon Wonderlands? Along the Colorado and Green Rivers there was a maze of canyons, quietly explored on foot using a good map and following the indications of the Cairns, landmarks formed by carefully stacked stones that help the visitor to ensure that he follows the correct trail. Staying on the trail in some stretches of the park is also a matter of preserving nature, as this is a place where microscopic organisms inhabit imperceptible to the vision of man, being the basis of this delicate ecosystem. A photographers paradise that has at Mesa Arch one of the most photogenic spots in the park, a huge arc that frames the chasm and vastness of the canyons to be lost sight of.


Como o nome diz, os arcos naturais de pedra, sempre vermelhos, são a característica do Arches National Park. É um verdadeiro catálogo de arcos de diferentes formatos onde se vê que o Criador estava inspirado. Basta percorrer o c a m i n h o d o P a r k A v e n u e , q u e c o m seus  monolitos de pedra ao longo dele parece uma metrópole com os seus “arranha-céus”, só que muito mais clássicos e perenes do que as construções feitas pelo homem. O arco mais famoso do parque é o Delicate Arch, que empresta a sua elegância para ser um dos símbolos do estado, com o Landscape Arch a impressionar por ser um dos mais finos ao longo dos seus 91 metros de comprimento. E há ainda um ponto chamado Fiery Furnace, onde as rochas se assemelham a labaredas, ficando especialmente belas ao pôr-do-sol. Formações que são também muito comuns no Bryce Canyon. Na verdade, o Bryce Canyon National Park é um imenso anfiteatro natural.  A paisagem predominante são os  hoodoos, rochas em formatos curiosos em espiral que a cada curva é capaz de surpreender. Pelo caminho, vê-se o Queen’s Garden com as suas torres de castelos, o Martelo de Thor e até a rainha Victoria. Sobe-se, sobe-se e continua-se a subir. Mas o esforço compensa. Porque ali está a Ponte Natural que impressiona os visitantes pela perfeição de seu arco. As the name says, the natural stone arches, always red, are the hallmark of the Arches National Park. It is a true catalog of arcs of different formats where it is seen that the Creator was inspired. Just walk the path of Park Avenue, which with its stone monoliths along it looks like a metropolis with its "skyscrapers", but much more classic and perennial than man-made buildings. The park's most famous arch is the Delicate Arch, which lends its elegance to being one of the symbols of the state, with the Landscape Arch impressing as one of the finest along its 91 meters in length. And there is also a point called Fiery Furnace, where the rocks resemble flames, getting especially beautiful at sunset. Formations that are also very common in Bryce Canyon. In fact, Bryce Canyon National Park is a huge natural amphitheater. The predominant landscape is the hoodoos, rocks in curious shapes in spiral that at each curve is able to surprise. Along the way, one can see Queen's Garden with its castles towers, Thor's Hammer and even Queen Victoria. We rise, rise and continue to rise. But the effort pays off. Because there is the Natural Bridge that impresses visitors by the perfection of its arch.


Chega-se ao Zion National Park e as formas e cores das rochas atordoam o mais insensível dos visitantes. Ainda há todo o trabalho feito pelos anos, pelo vento, neve e pelo rio Virgin. A vegetação aqui é um pouco mais exuberante do que nos outros parques de Utah. O resultado é uma paisagem impossível de observar sem que o “queixo caia”. São as Emerald Pools, a desafiante The Narrows, onde se percorre caminhando por dentro do rio Virgin, cercado pela parte mais estreita e alta do canyon. Mas aquele que é considerado o parque dos parques de Utah chama-se Monument Valley Navajo Tribal Park. Mil vezes cenário de filmes e desenhos animados situados no velho oeste, o Monument Valley já emociona mesmo quando ainda se está a quilómetros de distância. A estrada que dá acesso por si só já é assunto. É quando se tem quase a certeza de estarmos a conduzir em Marte. E bem antes de cruzar a fronteira de Utah com o Arizona, avista-se o peculiar contorno das pedras do Monument Valley. Impossível não exclamar alguma coisa ao identificar o skyline único das rochas. Aqui, neste parque que é uma reserva indígena da tribo Navajo, 100% controlado e administrado por eles, o espectáculo é a própria paisagem que a cada mudança de hora muda as suas cores e sombras. Após o pôr-do-sol, é o céu estrelado e sem interferência de luzes artificiais que desenha o contorno das rochas, tirando o sono a quem quer ver estrelas cadentes. Mas as montanhas podem e devem ser vistas bem de perto. Percorrendo de carro a estrada indicada no mapa, ou fazendo passeios a cavalo, visita-se os pontos mais curiosos, como as Three Sisters e o John Ford’s Point, onde se tem o mesmo ponto de vista dos inúmeros filmes de velho oeste. Mas a melhor recordação deste mítico lugar é sem dúvida a lembrança de acordar de madrugada para assistir ao nascer do sol  neste cenário marciano e improvável do planeta Terra. You get to Zion National Park and the shapes and colors of the rocks stun the most insensitive of visitors. There is still all the work done by the years, wind, snow and the Virgin River. The vegetation here is a bit more lush than in the other Utah parks. The result is a landscape that is impossible to observe without the "chin dropping". They are the Emerald Pools, the challenger The Narrows, where you walk through the Virgin River, surrounded by the narrowest and highest part of the canyon. But one that is considered the park of Utah parks is called Monument Valley Navajo Tribal Park. A thousand times scenery of movies and cartoons situated in the old west, the Monument Valley already thrills even when it is still miles away. The road that gives access by itself is already a subject. That's when you're pretty sure we're driving on Mars. And well before crossing the border of Utah with Arizona, you can see the peculiar outline of the stones of Monument Valley. Impossible not to exclaim anything when identifying the unique skyline of the rocks. Here, in this park that is an indian reservation of the Navajo tribe, 100% controlled and administered by them, the spectacle is the landscape itself that with each change of hour changes its colors and shadows. After sunset, it is the starry sky without the interference of artificial lights that draws the contour of the rocks, making sleep to those who want to see falling stars. But the mountains can and should be seen very closely. Driving around the indicated road on the map, or taking horseback tours, visit the most curious spots, such as the Three Sisters and John Ford's Point, where you have the same view of the countless movies of the old west. But the best memory of this mythical place is undoubtedly the memory of waking up at dawn to watch the sunrise in this martian and improbable scenario of planet Earth.


Enio Paes Barreto Filho Nascido na cidade do Rio de Janeiro, este carioca e fotógrafo é apaixonado por viagens, aviões, carros e principalmente pelo Flamengo, o seu “time” de futebol do coração. Gosta de músicas de diversos estilos, em especial da Bossa Nova. Anualmente, “faço uma viagem de férias e uso as minhas lentes eternizando paisagens de lugares por onde passo. Desta forma posso voltar a cada um dos lugares todas as vezes que revejo as fotos”, diz Enio. Para o autor desta fotogaleria, regressar de cada viagem e fazer a seleção das melhores fotos é quase tão prazeroso quanto a viagem em si. E quando alguém em algum momento disse que "viajar é a única forma de se gastar dinheiro e ficar mais rico", acrescenta: “mais rico eu fico quando volto e tenho tudo registrado em fotografias”.

Born in the city of Rio de Janeiro, this carioca and photographer is passionate about travel, planes, cars and especially Flamengo, his heart football team. He likes music of different styles, especially Bossa Nova. Annually, "I take a vacation trip and use my lenses to eternalize landscapes of places I pass. This way I can go back to each of the places every time I review the photos”, says Enio. For the author of this photo gallery, returning from each trip and selecting the best photos is almost as enjoyable as the trip itself. And when someone once said that "traveling is the only way to spend money and get richer," he adds: "I'm richer when I come back and I have everything recorded in photographs."


MUNDO (II)


Kruger Park

Viver a emoção da vida A emoção de ver “animais selvagens” no seu habitat natural, esse espaço onde a diferença entre viver e morrer está na distância que separa a astúcia de caçar e o dominar a capacidade de sobrevivência, numa sequência de cascos e cornos entrecortados pelo rugido dos leões, de movimentos e sons marcados por tempos longínquos e que se perdem para lá das savanas onde o instinto parece arrastar-se a um ritmo cadenciado para de repente se tornar num turbilhão sôfrego de luta pela vida, é sem dúvida uma das aspirações de qualquer viajante. E essa emoção está ali, no Kruger Park, ponto de encontro dos Big 5. Texto Fernando Borges Fotos Fernando Borges & Protea Hotel by Marriott Kruger Gate

Kruger Park Live the thrill of life

The thrill of seeing "wild animals" in their natural habitat, this space where the difference between living and dying lies in the distance between the cunning of hunting and the ability to survive, in a sequence of hooves and horns interspersed by the roar of lions, of movements and sounds marked by distant times and that are lost beyond the savannas where the instinct seems to creep in a rhythm to suddenly become a swirling band of fight for life, is without a doubt one of the aspirations of any traveler. And that excitement is there, at Kruger Park, the Big 5 meeting place. Text Fernando Borges Photos Hotel Borger & Protea Hotel by Marriott Kruger Gate


A sorte e o instinto que separa a vida da morte sente-se a cada olhar. E é a lei da Natureza que marca essa separação. Quase sem pontos intermédios entre a beleza de uma paisagem que nos vai passando pelos olhos e pelo pó das picadas, esses estreitos e esburacados trechos de terra batida que nos levam ao encontro dos mais belos seres vivos que connosco habitam o planeta Terra. Entre acácias e imbondeiros percorrendo savanas ou contornando um charco que é fonte de vida. E aí, também nós, seres ditos “humanos”, sentimos fazer parte deste mundo cheio de magia e de encanto. Sem anestesia. Simples e verdadeiro. É assim o Kruger Park na África do Sul. E não importa se já andámos por outros lugares onde essa emoção de sermos olhados por girafas, gnus, leões, elefantes, crocodilos, chitas ou hipopótamos já aconteceu. Tenham esses lugares o nome de Ngorongoro, Naivasha ou Manyara, Masai Mara ou Tsavo. Ou rio Kuanza, Limpopo, Okavango ou Kunene. Sim, não importa. E não importa porque estamos em África. Essa África pura e livre onde o coração bate ao ritmo da vida que nela acontece. Naturalmente! Também assim é o Kruger Park. Também aqui sentimo-nos seres privilegiados, voyeurs de cenas irrepetíveis que respiram emoção, ilusão, liberdade e respeito. E porque não dizer ternura? Mas há que levantar bem cedo para que possamos respirar em toda a sua plenitude todas estas sensações e sentimentos. Que importa se o sol ainda não nasceu? Não importa mesmo nada pois sabemos que quando ele nos sorrir por detrás de uma acácia irá oferecer um espectáculo único, fazendo com que o nosso coração entre em batimentos cada vez mais acelerados e o corpo comece a ser trespassado por arrepios que anunciam grandes emoções. The luck and instinct that separates life from death is felt at every glance. And it is the law of Nature that marks this separation. Almost without intermediate points between the beauty of a landscape that passes through our eyes and the dust of bites, these narrow and bumpy stretches of beaten earth that lead us to meet the most beautiful living beings that inhabit us with planet Earth. Between acacias and imbondeiros crossing savannahs or bypassing a pool that is a source of life. And then, we also, beings called "humans", feel ourselves to be part of this world full of magic and charm. No anesthesia. Simple and true. So it's Kruger Park in South Africa. And it does not matter if we've already been to other places where that thrill of being looked at by giraffes, wildebeest, lions, elephants, crocodiles, cheetahs or hippos has already happened. Those places with the name of Ngorongoro, Naivasha or Manyara, Masai Mara or Tsavo. Or river Kuanza, Limpopo, Okavango or Kunene. Yes, it does not matter. And it does not matter because we are in Africa. This pure and free Africa where the heart beats to the rhythm of the life that happens in it. Naturally! So is Kruger Park. Also here we feel privileged beings, voyeurs of unrepeatable scenes that breathe emotion, illusion, freedom and respect. And why not say tenderness? But we must get up very early so that we can breathe in all its fullness all these emotions and feelings. What does it matter if the sun is not yet born? It does not matter at all because we know that when it smiles behind an acacia it will offer a unique spectacle, causing our heart to beat faster and faster and the body begins to be pierced by shivers that announce great emotions.


Para trás tinha ficado o Protea Hotel by Marriott Kruger Gate, a minha “base” de operações no Kruger Park. Também um final de tarde a tratar do corpo no Spa Dee’s African, nas margens do rio Sabie, esse rio que depois de nascer no Zimbabwe e de atravessar Moçambique me fez companhia num jantar sob as estrelas, uma noite passada entre a varanda do quarto tentando descobrir cada som que me chegava para lá do jardim e o dormir entre pensamentos e sonhos com cheiro a África. Mas tudo isto tinha acontecido no dia em que cheguei ao Kruger Park. Agora, num jeep preparado para safaris fotográficos, era tempo de seguir pelas picadas deixando também para trás o pó da terra vermelha que ia criando nuvens cheias de fantasia. Era tempo de ir ao encontro dos Big 5, de elefantes, rinocerontes, leões, búfalos e leopardos, de outras 147 espécies de mamíferos, de répteis e de mais de 500 espécies de aves que aqui, no Kruger Park, têm o seu habitat natural. De repente, depois de já ter sido saudado por elegantes e curiosas girafas, tímidas gazelas, kudus, zebras e gnus, à beira de uma pequena lagoa, uma grande manada de elefantes. Ali estavam, de todas as idades, a brincar, a chapinhar, a banhar-se. Por vezes, olhavam na nossa direcção abanando as enormes orelhas, ou simplesmente levantando as trombas. Tudo naquele momento se resumia àquele instante. E como me senti tão pequeno perante tal cenário. A poucos metros de distância, alguns hipopótamos pareciam dormir submersos na água, enquanto um pouco mais ao lado, um grupo de impalas, algo nervosas, bebericava aquela água partilhada com mais algumas girafas, enquanto outras impalas olhavam atentamente para cada movimento da água, em especial para o que à distância parecia ser troncos de árvores a boiar mas que elas sabiam serem crocodilos. Um pouco mais à frente, no meio do rio Sabie, algumas pequenas ilhas cobertas de verde faziam de prado a gnus e búfalos. Também a dois enormes rinocerontes. Behind we left the Protea Hotel by Marriott Kruger Gate, my "base" of operations in Kruger Park. Also a late afternoon to treat the body at the Spa Dee's African, on the banks of the Sabie River, this river that after being born in Zimbabwe and crossing Mozambique made me company at a dinner under the stars, a night spent between the balcony of the room trying to discover every sound that came to me beyond the garden and to sleep between thoughts and dreams smelling of Africa. But all this had happened the day I arrived at Kruger Park. Now, in a jeep prepared for photographic safaris, it was time to follow the bites, leaving behind the dust of the red earth that was creating clouds full of fantasy. It was time to meet the Big 5, elephants, rhinos, lions, buffaloes and leopards, 147 other species of mammals, reptiles and more than 500 species of birds that here in Kruger Park have their natural habitat. Suddenly, after already being greeted by elegant and curious giraffes, timid gazelles, kudus, zebras and wildebeest, at the edge of a small pond, a large herd of elephants. There they were, of all ages, playing, splashing, bathing. Sometimes they would look in our direction by wagging their big ears, or simply raising their trunks. Everything was just now. And how I felt so small in such a scenario. A few feet away, some hippopotamus seemed to sleep submerged in the water, while a little more beside it, a group of impalas, somewhat nervous, sipped that water shared with a few more giraffes, while other impalas watched closely for every movement of the water, in especially for what in the distance seemed to be logs of trees to float but that they knew to be crocodiles. A little further on, in the middle of the Sabie River, some small islands covered in green made meadows of wildebeest and buffalo. Also to two huge rhinos.


Mas apesar desta pacatez sentia-se no ar uma certa tensão. Sentia-se que ali havia uma equação permanente entre a vida e a morte. E não era necessário o ranger que me acompanhava ter alertado para a proximidade de um grupo de leões. Sentia-se! Respirava-se! E foi entre dois respirares que, por entre o capim, o vulto de cinco leoas e de três crias apareceu. Elas, as mães e irmãs mais velhas, silenciosamente, numa elegante parcimónia de movimentos, enquanto as crias brincavam entre mordidelas de caudas e outras tropelias, como que se exercitando na sua condição de caçadores. Não muito longe, na sombra de uma acácia, a juba de dois machos parecia dizer, entre bocejares, que ali estava o “senhor” de todo aquele reino. Mas o momento era de paz no reino do leão. E lá continuaram as impalas e gazelas, por vezes um pouco nervosas, o seu caminho entre o verde e amarelo que cobria a planície, indiferentes a um ajuste de contas entre dois búfalos. Também nós seguimos desafiando os olhos e ouvidos para tudo o que nos rodeava. Um espaço de tempo de encontro com mais algumas manadas de elefantes, de outras curiosas girafas, de mais manadas de gnus, kudus, elans e zebras, de um ou outro elefante solitário… Um pouco mais à frente, já a tarde tinha chegado e depois de mais uma curva de pó vermelho, uma outra lagoa. Aqui, também um grupo de hipopótamos dormitava dentro de água, um casal de rinocerontes arrancava tufos de capim verde, uma girafa num gesto de equilibrismo bebia mais um pouco de água, enquanto uma outra tomava a posição de vigilante, dando também mais tranquilidade a um grupo de gazelas de Thompson que aproveitava a presença deste vigia para se refrescarem, enquanto que por aqui e por ali guarda-rios, águias pescadoras, calaus, grifos, garças, patos, rolieiros, picanços… exibiam o colorido das suas penas entre um suave voo e um saltitar de ramo em ramo. But despite this pacing, there was a certain tension in the air. It felt there was a permanent equation between life and death. And it was not necessary for the ranger who accompanied me to have alerted to the proximity of a group of lions. We felt! We breathed! And it was between two breaths that, through the grass, the figure of five lionesses and three young ones appeared. They were the older mothers and sisters, silently in an elegant parsimony of movements, while the chicks played between tails and other taunts, as if exercising in their condition of hunters. Not far away, in the shade of an acacia, the mane of two males seemed to say, between yawns, that there was the "master" of that whole kingdom. But the moment was of peace in the kingdom of the lion. And there continued the impalas and gazelles, sometimes a little nervous, their way between the green and yellow that covered the plain, indifferent to an adjustment of accounts between two buffaloes. We too continued to challenge our eyes and ears to everything around us. A time of encounter with a few more herds of elephants, other curious giraffes, more herds of wildebeest, kudus, elans and zebras, another solitary elephant ... A little further on, the afternoon had come, and then another curve of red dust, another pond. Here, too, a group of hippopotamuses slept in the water, a pair of rhinoceros ripped off tufts of green grass, a giraffe in a gesture of equilibrium drank some more water, while another took the position of watcher, also giving more tranquility to a a group of Thompson gazelles who took advantage of the presence of this lookout to refresh themselves, while here and there keepers, ospreys, cala, griffins, herons, ducks, scrollers, picanços… they exhibited the color of their feathers between a soft flight and a skipping from branch to branch.


E voltavam mais elefantes, agora em gestos de ternura entre mães e crias, sob o olhar do macho dominante que uns momentos antes tentava derrubar mais uma acácia, enquanto num estreito desfiladeiro mais um grupo de leões seguia em fila indiana na direcção de um distraído grupo de búfalos. Fez-se silêncio e parecia que ninguém queria respirar. Talvez com receio que o simples e silencioso respirar interferisse naquele momento marcado pela Natureza. O tempo ia passando. Eram minutos transformados em eternidade. O mundo parecia ter parado. Mas nada, esse nada que separa a vida da morte, aconteceu. E a vida seguiu o seu caminho. Também nós. E a tarde. Mas sentia-se que a tarde não tinha terminado. Que havia algo mais à nossa espera. E esse “algo mais”, em todo o seu esplendor, estava ali camuflado no ramo de uma copa de uma árvore. Um leopardo. Indiferente a quem passava. E a tudo o que o rodeava. Apenas nos dirigiu por breves segundos os seus olhos claros e transparentes. Nada mais. Até que, talvez incomodado por se sentir observado, ergueu-se da sua posição de descanso e elegantemente desceu do seu ramo para desaparecer no meio do capim. E ali ficámos. Impotentes e agradecidos por aquele momento. Ao longe, já o azul do céu ia dando lugar aos tons amarelos, laranjas, vermelhos e lilases do pôr-do-sol africano, numa beleza única e incomparável, fazendo realçar os contornos de mais uma acácia e de um imbondeiro, enquanto qualquer movimento parecia pura poesia. Era tempo de regressar ao Protea Hotel e à varanda do meu bungalow para um final de tarde na companhia de um gin e ali ficar à espera que chegassem os sons da noite africana. E a noite chegou. E com ela foi voltar a ter a sensação de que o meu cordão umbilical continuava ali, em África. Nesta noite no Kruger Park. And elephants were coming back, now in gestures of tenderness between mothers and offspring, under the gaze of the dominant male who a few moments before had tried to overthrow another acacia, while in a narrow canyon plus a group of lions were lined up in the direction of a distracted group of buffaloes. There was silence and no one seemed to want to breathe. Perhaps for fear that the simple and silent breathing interfered in that moment marked by Nature. Time was passing. They were minutes transformed into eternity. The world seemed to have stopped. But nothing, that nothingness that separates life from death, has happened. And life went its way. So did we. And the afternoon. But it felt like the afternoon was not over. That there was something else waiting for us. And this "something else", in all its splendor, was camouflaged there in a branch of a tree. A leopard. Indifferent to those who passed. And everything around him. He only directed us for brief seconds with his clear and transparent eyes. Just it. Until, perhaps bothered by feeling observed, he rose from his resting position and elegantly descended from his branch to disappear in the middle of the grass. And we stayed there. Impotent and grateful for that moment. In the distance, the blue of the sky was giving way to the yellow, orange, red and lilac tones of the African sunset, in a unique and incomparable beauty, highlighting the contours of another acacia and an imbondeiro, while any movement seemed pure poetry. It was time to return to the Protea Hotel and the balcony of my bungalow for a late afternoon in the company of a gin and wait there for the sounds of the African night. And the night has come. And it was with it that I felt that my umbilical cord was still there in Africa. This evening at Kruger Park. A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled with the invitation of:


Art & GO.


Kitagawa Utamaro O mestre do “ukiyo-e” e do erotismo

A sua arte encantou escritores como Baudelaire e Edmond de Goncourt. E pintores como Manet, Toulouse-Lautrec e Monet foram seus seguidores. Mas sem a sua audácia, a forma lasciva como pintava esse ser que tanto amava, as mulheres. Pintava-as como ninguém usando a arte “ukiyoe”, ou "retratos do mundo flutuante", em sentido literal, um género de xilografia e pintura em madeira. E eram de facto as mulheres o centro e a paixão das suas obras, sobretudo as oirans, cortesãs da alta classe no Japão, e geishas das zonas de meretrício. Pintava-as à espera, penteando os cabelos, maquilhando os seus rostos ou preparando-se para agradar aos homens que procuravam os seus afectos nos “yūkaku”, os bordéis reconhecidos pelo governo. Texto Fernando Borges | Fotos DR

Kitagawa Utamaro The master of "ukiyo-e" and eroticism

His art charmed writers like Baudelaire and Edmond de Goncourt. And painters like Manet, Toulouse-Lautrec and Monet were his followers. But without his audacity, the lascivious form as he painted this being he loved so much, women. He painted them like no one using "ukiyo-e" art, or "portraits of the floating world," literally, a genre of xylography and wood painting. And women were in fact the center and passion of their works, especially the Oirans, courtesans of high class in Japan, and geisha of the meretricious zones. He painted them waiting, combing their hair, making up their faces or preparing to please the men who sought their affections at the “yūkaku", the brothels recognized by the government. Text Fernando Borges | Photos DR


É difícil encontrar um artista que tenha pintado a mulher em traços tão intensamente eróticos como Kitagawa Utamaro. Talvez apenas Degas, que aprendeu com o mestre japonês, valorizando e colecionando obras de quem foi também mestre na arte de “ukiyo-e”. Nas suas obras, na realidade, sente-se erotismo. Não pornografia como alguns pretendem apontar. Basta olhar para as linhas requintadas que percorrem e ondulam ao longo dos trabalhos perpetuados em madeira, papel ou tecido para que seja a forma e o fluxo do traço o que de imediato se destaca. Só depois o nosso olhar é transportado para mais perto, para aquele centímetro onde se revela o corpo nu que nos chega de uma forma diáfana através da mais suave ceda, fina rede de gaze, chiffon ou tela de papel. É esta a primeira realidade que nos fascina quando olhamos para as obras daquele que é considerado o representante máximo do movimento “ukiyo-e”, que dominou a arte japonesa desde o século XVII ao XIX. Também do erotismo passado a arte num Japão que sempre teve em relação à representação do sexo uma reputação como em nenhum outro país, perpassando mesmo a cultura japonesa até às suas origens. A esta técnica de pintura e gravação em madeira, o artista nascido a 1753 em Edo, na época conhecida como “cidade dos solteiros”, uma pequena cidade piscatória na actual região de Tóquio onde se desenvolveu um comércio de sexo ilícito, levando a que o governo estabelecesse áreas dedicadas ao prazer carnal, como Yoshiwara, Utamaro juntava véus nos mais subtis dos meios-tons, com as cores a percorrer o preto e o branco em todos os tons cinza, ameixa, âmbar e ocre, como se estivesse a acontecer um sonho. It is difficult to find an artist who has painted the woman in traits as intensely erotic as Kitagawa Utamaro. Perhaps only Degas, who learned from the japanese master, valuing and collecting works of those who also mastered the art of "ukiyo-e". In his works, in fact, we feel eroticism. Not pornography as some pretend to point out. One only has to look at the exquisite lines that run through and undulate through the works perpetuated in wood, paper or fabric so that it is the shape and flow of the trace which immediately stands out. Only then will our gaze be carried closer, to that inch where the naked body is revealed, which arrives to us in a diaphanous form through the softest yield, thin net of gauze, chiffon or paper canvas. This is the first reality that fascinates us when we look at the works of the one who is considered the maximum representative of the movement "ukiyo-e", that dominated the japanese art from 17th to 19th century. Also of the eroticism passed the art in a Japan that always had in relation to the representation of the sex a reputation as in no other country, crossing even the japanese culture until its origins. To this technique of painting and engraving in wood, the artist born in 1753 in Edo, at the time known as "single city", a small fishing town in the present area of Tokyo where an illicit sex trade developed, leading to the government established areas dedicated to carnal pleasure, such as Yoshiwara, Utamaro gathered veils in the most subtle of halftones, with the colors running black and white in all shades of gray, plum, amber and ocher, as if a dream.


E era no meio desse “sonho” que Utamaro reproduzia diferentes tipos de imagem, viajando pelas silhuetas, sombras, reflexões, ilusões, realidades, numa espécie de jogo de esconde-esconde para encontrar o significado da cena. Mesmo que por nós trespasse algo que nos parece invisível ou mais misterioso, mais ou menos espectral à vista. Talvez sejam prostitutas que estejam nas suas obras. Ou talvez não. Esta é uma outra dúvida que temos quando olhamos para as suas obras, contrariamente ao que nos é apresentado nas obras de Toulouse-Lautrec. Nos traços de Utamaro, e mesmo que sejam prostitutas que estejam representadas sob um quimono negro e sobre uma esteira de palha, existe dignidade, a mesma com que desenhava os aristocratas que procuravam as “mulheres de Utamaro”. Tudo nas obras de Utamaro parece tão real que muitas vezes nos leva a questionar se também ele não está ali, observando aquele momento íntimo e carnal, entre o homem e a mulher, ou olhando sobre um qualquer ombro o momento em que uma das suas mulheres se prepara para receber mais um cliente, como que cheirando a sua pele, numa tentativa por vezes quase explicita de tocar com a ponta dos dedos aquele corpo por detrás de um quimono. And it was in the midst of this "dream" that Utamaro reproduced different types of image, traveling through silhouettes, shadows, reflections, illusions, realities, in a kind of game of hide and seek to find the meaning of the scene. Even if we trespass on something that seems invisible or more mysterious, more or less spectral in sight. Maybe they are prostitutes who are in their works. Or maybe not. This is another question we have when we look at his works, contrary to what is presented to us in the works of ToulouseLautrec. In the traces of Utamaro, and even if they are prostitutes who are depicted under a black kimono and on a straw mat, there is dignity, the same as with the aristocrats who sought the "women of Utamaro." Everything in the works of Utamaro seems so real that it often leads one to question whether he too is not there, observing that intimate and carnal moment between man and woman, or looking over one shoulder at the moment when one of his women prepares to receive another client, as if smelling his skin, in an attempt sometimes almost explicit to touch that body behind a kimono.


Talvez por tudo isto Kitagawa Utamaro, um mestre do retrato, tenha conseguido tão grande notoriedade e admiração pelo mundo japonês e depois pelo mundo ocidental, uma admiração apenas suplantada pelo seu intenso amor e fascínio pela figura feminina, onde os rostos de mulheres bonitas, cheias de detalhes, vida e realidade falam por si, dando à representação das mulheres o espaço intemporal da arte que ele ansiava na sua época. E dignidade. Tanto no retrato como quando num acto sexual, nos detalhes mais íntimos, olhando sempre para as mulheres como um ser completo, complexo e delicado. Assim é a arte de Utamaro, transformando o quotidiano do que poderia ser o erótico e sexualmente banal e brutal em sublime através de traços específicos e inocentes, uma forma de retratar a mulher que seria mais tarde explorada com especial atenção pelos pintores impressionistas e pós-impressionistas europeus, mais de meio século depois, levando a que em Paris tenha nascido um movimento que ficou conhecido por “Japonismo”. Um movimento que se reflecte na forma diferente de representar a beleza feminina e a mulher na arte, também conhecida por Shunga, que significa “imagens de Primavera”, que teve e continua a ter muitos seguidores, admiradores e colecionadores, como o foi Picasso, tendo-se inspirado durante a época final da sua vida no mestre Kitagawa Utamaro, o “homem que amava as mulheres”. Perhaps for all this Kitagawa Utamaro, a master of the portrait, has achieved such great notoriety and admiration for the japanese world and then for the western world, an admiration only supplanted by his intense love and fascination for the female figure, where the faces of beautiful, full-bodied women of details, life and reality speak for themselves, giving the representation of women the timeless space of art he longed for in his day. And dignity. Both in the portrait and when in a sexual act, in the most intimate details, always looking at women as a complete, complex and delicate being. Such is the art of Utamaro, transforming the everyday from what could be the erotic and sexually banal and brutal into sublime through specific and innocent traits, a way of portraying the woman who would later be explored with special attention by impressionist and postimpressionists in Europe, more than half a century later, leading to the birth of a movement known as “Japonism" in Paris. A movement that is reflected in the different way of representing female beauty and woman in art, also known as Shunga, which means "images of Spring", which had and continues to have many followers, admirers and collectors, as was Picasso, having been inspired during the final season of his life in the master Kitagawa Utamaro, the "man who loved women".


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Paloma Arín 10 Perguntas, 10 Respostas | 10 Questions, 10 Answers Nascida em Miranda de Ebro, um município da província espanhola de Burgos, começou a estudar música aos 8 anos e aos 14 recebe uma bolsa para estudar canto e piano no Conservatório de Burgos, enquanto compõe e participa em alguns espectáculos, aproveitando também para estudar guitarra clássica com o músico e compositor Javier Iturralde. Aos 17 anos muda-se para Madrid para estudar jornalismo, continuando a sua carreira de canto no Real Conservatório Superior de Música de Madrid e na Escola Superior de Canto com a soprano lírica Carmen Pérez Durías. E é nessa altura que passa a fazer parte do elenco de um dos mais famosos cantores espanhóis dos anos 70, 80 e 90, Raphael, não deixando o teatro, uma paixão que cresceu com ela desde pequena, representando no teatro La Villa de Madrid peças como “Agua, Azucarillos y Aguardiente”, “ La Corte del Faraón”, “La Tabernera del Puerto”, “La Alegría de la Huerta” ou “La Verbena de la Paloma”. Paralelamente, como cantora, cria grupos musicais pop e pop-soul, participando activamente na vida musical da capital espanhola, fazendo ainda parte do grupo de rock RH+. Seguem-se alguns anos de retiro da vida artística, para seguir a carreira jornalística, para mais tarde regressar à actividade musical como vocalista da Big Band Celeste 21, fazendo ainda parte de um dos grupos da Fundación Orquesta Sinfónica Chamartín que a levaram a actuar em lugares tão emblemáticos como o Auditório Nacional de Madrid, Teatro Monumental, Auditório de León, entre outros. E também fora de Espanha. Actualmente, para além de ser uma das responsáveis da principal agência de comunicação espanhola dedicada exclusivamente ao turismo, a RV Edipress, Paloma Arín faz parte do Trio Tamarindo, interpretando música hispano-americana, dando ao mesmo tempo concertos a solo, apenas acompanhada pelo pianista e compositor espanhol J. Garcia. E foi numa ida a Madrid, entre “tapas” e “cañas”, que aconteceu este 10x10.

Born in Miranda de Ebro, a municipality in the spanish province of Burgos, she began studying music at age 8 and at 14 she received a scholarship to study singing and piano at the Conservatory of Burgos, while composing and participating in some shows, also taking advantage of studying guitar classical music with musician and composer Javier Iturralde. At age 17 she moved to Madrid to study journalism, continuing her singing career at the Royal Conservatory of Music in Madrid and at the Escuela Superior de Canto with the lyrical soprano Carmen Pérez Durías. And it is at this point that she becomes part of the cast of one of the most famous spanish singers of the 70s, 80s and 90s, Raphael, not leaving the theater, a passion that grew with her from a young age, representing in the La Villa de Madrid plays such as "Agua, Azucarillos y Aguardiente", "La Corte del Faraón", "La Tabernera del Puerto", "La Alegría de la Huerta" or "La Verbena de la Paloma”. At the same time, as a singer, she creates pop and soul music groups, participating actively in the musical life of the spanish capital, as well as being part of the RH+ rock group. Following a few years of retreat from artistic life, to pursue her journalistic career, to later return to the musical activity as singer of Big Band Celeste 21, being also part of one of the groups of the Foundation Symphonic Orchestra Chamartín that led her to act in such emblematic places as the Auditorio Nacional de Madrid, Teatro Monumental, León Auditorium, among others. And also outside of Spain. Currently, besides being one of the main responsibles by spanish media agency dedicated exclusively to tourism, RV Edipress, Paloma Arín is part of the Trio Tamarindo, playing spanish-american music, giving solo concerts at the same time, only accompanied by the pianist and spanish composer J. Garcia. And it was on a trip to Madrid, between "tapas" and "cañas", which happened this 10x10.


Wonder Go – Eis a primeira pergunta e em forma de provocação: tens uma carreira como cantora, e uma outra como jornalista. Em qual delas te sentes mais “fêmea”, mais desejada, mais sensual? Paloma Arín – Que pergunta... Eu amo ser mulher, sinto-me mulher em todas e em cada uma das facetas da minha vida, é uma honra sêlo, sinto-me com muita sorte. Então não há diferença entre a jornalista e a cantora. Eu sou uma, a mesma, Arín. Gosto de "gostar" das pessoas, como pessoa, como mulher, mas a partir daí faz-me sentir desconfortável, não gosto de me sentir desejada e sensual... Sou-o apenas quando o quero ser. WG – Aprendeste canto com a grande soprano lírica Carmen Pérez Durías, andaste pelo mundo do pop e pop-soul, do rock, dos “mariachi” e cantaste com um dos maiores nomes da canção de língua hispânica, Raphael… Que viagem é esta? Que mundos se revelaram neste caminhar? PA – A música é universal e maravilhosa em toda a sua extensão, todos os mundos parecem-me interessantes, diferentes, únicos... Então sempre quis aprender sobre esses mundos, experimentando-os, investigando-os e fazendo o meu próprio caminho. A música lírica, sul-americana, pop, soul, rock... música afinal, sequências de sons, silêncios, ritmo, harmonia, melodia, poesia, sentimentos, emoções... Sinto-me capaz de interpretar diferentes estilos musicais e desfruto com cada um deles. Como cantora e jornalista, sempre viajei de um lugar para outro, não só no sentido literal da frase, aproveito todas as experiências que a vida me oferece, aprendo com tudo e com todos ao meu redor. Gosto de paixão, com entusiasmo, estudo cada dia e não fecho as portas absolutamente a nada, não gosto de desistir de nada. Wonder Go - Here's the first question and in the form of provocation: you have a career as a singer, and another as a journalist. In which of you do you feel more "female", more desirable, more sensual? Paloma Arín - What a question... I love being a woman, I feel like a woman in each and every facet of my life, it's an honor to be a woman, I feel very lucky. So there is no difference between the journalist and the singer. I am one, the same, Arin. I like to "like" people, as a person, as a woman, but further there it makes me feel uncomfortable, I do not like feeling wanted and sensual... I am only when I want to be. WG - You learned singing with the great lyric soprano Carmen Pérez Durías, you walked through the world of pop and soul, rock, mariachi and sang with one of the biggest names in the spanish-language song, Raphael... What is this trip? What worlds have revealed themselves in this walk? PA - Music is universal and wonderful in all its extension, all worlds seem interesting, different, unique... So I've always wanted to learn about these worlds, experiencing them, investigating them and making my own way. Songs, sounds, silences, rhythm, harmony, melody, poetry, feelings, emotions... I feel able to interpret different musical styles and enjoy each of them. As a singer and journalist, I have always traveled from one place to another, not only in the literal sense of the phrase, I take advantage of all the experiences that life offers me, I learn with everything and everyone around me. I like passion, with enthusiasm, study every day and do not close the doors to absolutely nothing, I do not like to give up anything.


WG – Já cantaste e continuas a cantar em palcos tão grandes em termos de espaço como de importância, como o Auditório Nacional de Madrid, e com orquestras como a Sinfónica Chamartín. Que peso se sente nestes momentos e perante milhares de pessoas? PA – É uma experiência inigualável... A minha estreia no Auditório foi espectacular. No teste de som eu senti a majestosidade do Auditório, do seu palco, e senti-me muito pequena... Mas no concerto, quando vi diante de mim aquelas 2.300 pessoas em pé aplaudindo, algumas delas desde o terceiro balcão… foi mágico. Toda a vez que canto no Auditório lembro-me daquele dia, daquela "primeira vez". Voltei desde então em várias ocasiões, a última em Novembro passado e a sensação ainda é a mesma... Magia absoluta! WG – E existe também no teu espaço artístico, o teatro. É ele, o teatro, a simplicidade que emerge em forma de arte como recompensa ao mundo brutal e cínico que existe num outro palco, o da vida? PA – Como actriz, o que tenho feito têm sido as interpretações nas obras de Zarzuela, mas a minha melhor forma de expressão, onde me sinto mais confortável, mais eu, mais autêntica, mais natural, é a música. Cantar para mim é essencial, é a minha vida, é a minha paixão, é a minha ilusão, é onde dou tudo em troca de nada pelo simples facto de poder cantar. Mas o teatro, é isso que dizes. Assim como toda a Arte. WG – Há no cantor, por vezes ou muitas vezes, a necessidade de cantar para extravasar um “grande silêncio” ou de despertar fantasmas que possam existir dentro dele? PA – Muitas vezes... Eu diria que sempre, no cantor e no compositor. É uma forma fantástica de expressão, muito verdadeira, muito real, e nem sempre a linha melódica do que está programado cantar está em comunhão com o seu sentimento emocional daquele momento... De facto, nos meus concertos, não gosto de imprimir programas porque por vezes e já em palco mudo a ordem de algumas das músicas, elimino algumas e incluo outras, dependendo do meu humor. Eu enlouqueço os músicos, mas eles já me conhecem, já estão à espera… E isso torna o espectáculo muito mais real. É Arín em estado puro, sentimento puro, pura expressividade… WG - You've already sang and you continue to sing on stages as big in terms of space as of importance, like the Auditorio Nacional de Madrid, and with orchestras like the Chamartín Symphony. What weight do you feel in these moments and in front of thousands of people? PA - It's an unparalleled experience... My debut at the Auditorium was spectacular. In the sound test I felt the majesty of the Auditorium, its stage, and I felt very small... But in the concert, when I saw before me those 2.300 people standing applauding, some of them from the third balcony... it was magic. Every time I sing in the Auditorium I remember that day, that "first time". I have been back since then on several occasions, the last one last November and the feeling is still the same... Absolute magic! WG - And there is also in your artistic space, the theater. Is it, the theater, the simplicity that emerges in the form of art as a reward for the brutal and cynical world that exists on another stage, the one of life? PA - As an actress, what I've been doing has been interpretations in Zarzuela's works, but my best form of expression, where I feel more comfortable, the more authentic, the more natural, is music. Singing for me is essential, it's my life, it's my passion, it's my illusion, it's where I give everything for nothing simply because I can sing. But the theater, that's what you say. Just like all Art. WG - Is there in the singer, sometimes or often, the need to sing to extravasate a "great silence" or to awaken ghosts that may exist within it? PA - Often... I would say always, the singer and the composer. It is a fantastic form of expression, very true, very real, and the melodic line of what is scheduled to sing is not always in harmony with your emotional feeling of that moment... In fact, in my concerts, I do not like to print programs because sometimes and on the stage mute the order of some of the songs, I eliminate some and include others, depending on my mood. I drive the musicians crazy, but they already know me, they're already waiting... And that makes the show a lot more real. It is Arin in pure state, pure feeling, pure expressiveness…


WG – Podemos dizer que tens dois públicos com quem costumas “falar”: aquele que está do outro lado do rádio, quando encarnas o teu papel de jornalista, e o outro, aquele que está à tua frente quando estás em cima de um palco. Qual mais te encanta, sentes ser-te mais fiel, que mais te faz aumentar as pulsações? Que diferenças existe entre ambos? PA – Arín, a cantora, é inspiração, é magia, paixão, adrenalina é vocação, é veemência, é entrega, é sedução, é técnica... Entrego-me em cada concerto, mostro-me a todos tal e qual sou, falo através música... Isso faz subir as pulsações, porque eu arrisco muito, vou ao limite, não poupo nada e sinto perfeitamente o público, amo o que tenho perante mim, toco os seus pensamentos… Paloma Arín, a jornalista, em frente ao microfone de Miradas Viajeras, o melhor programa de rádio de Espanha especializado em turismo, enriquece e aprende com a mestria do seu director, com as experiências de seus companheiros tertulianos convidados, com as viagens que são feitas através das suas reportagens... Neste caso o que eu faço é receber, “mergulhar” em tudo ao meu redor, tirar o melhor de todos os convidados, de cada situação, de cada experiência e fazê-lo chegar aos ouvintes, compartilhar com eles. Não é muito diferente o público de ambas as situações, porque imaginas os milhares de ouvintes que estão para lá dos microfones e embora não os vejas, como acontece quando estou num palco, sinto-os a cada minuto do programa, em cada mensagem através das redes, em cada chamada telefónica...

WG - We can say that you have two audiences with whom you usually talk: the one on the other side of the radio, when you embody your journalistic role, and the other one who is in front of you when you are on a stage. What do you lovemore, do you feel to be more faithful, what makes you increase your heart rate? What differences exist between the two? PA - Arín, the singer, is inspiration, it's magic, passion, adrenaline is vocation, it's vehemence, it's delivery, it's seduction, it's technique... I give myself to every concert, I speak through music... It makes the pulsations rise, because I risk a lot, I go to the limit, I do not spare anything and I feel perfectly the audience, I love what I have before me, I touch their thoughts… Paloma Arín, the journalist, in front of the microphone of Miradas Viajeras, the best radio program in Spain, specializes in tourism, enriches and learns with the mastery of its director, with the experiences of her fellow guest speakers, with the trips that are made through their reports... In this case, what I do is to receive, "immerse" in everything around me, to make the best of all the guests, of each situation, of each experience and to get it to the audience, share with them. It's not very different from the public in both situations, because you imagine the thousands of listeners who are beyond the microphones and although you do not see them, as I do when I'm on stage, I feel them every minute of the program, every message through networks, in every phone call ...


WG – No palco, e quando o espectáculo chega ao fim, os instrumentos musicais calam-se, regressas ao camarim, o silêncio invade a grande sala e as luzes apagam-se. Que momento é esse? Existe beleza ou sentes que tudo não passou de mais um capítulo da vida testemunhado por centenas de pessoas, de olhares, sorrisos, lágrimas, aplausos…? PA – É um momento feliz e triste ao mesmo tempo, emocionante, melancólico, de análise, de reflexão, de pensar no próximo concerto, como melhorá-lo ou mudá-lo, de comer algo (eu não gosto de comer nada antes de entrar no palco e frequentemente estou com fome), de descanso, de voltar para casa pensando que dei o melhor de mim mesma. WG – Concordas com Friederich Novalis, um dos símbolos mais persistentes do movimento romântico quando afirmou que a “vida de um homem culto deveria simplesmente alternar-se entre música e não-música, como entre o sono e o despertar”? PA – Acredito que a música é fundamental na vida, não apenas como forma de expressão, mas como sistema pedagógico, de ensinamento, de educação. A vida é música do começo ao fim. Cada situação na minha vida tem um registo sonoro diferente. WG – Muitas vezes, quando estamos sós, apetece-nos ouvir música. Principalmente “aquela”, essa que nos toca, que fala connosco. É esta uma forma de povoar a solidão? PA – Claro, a música é um baú cheio de lembranças, de emoções..., a melhor forma de reviver aqueles momentos, sensações suspiradas, alegres ou tristes, as que tu escolhas. WG – E para terminar: é a música a arte de pintar o silêncio, uma forma do verbo “futuro”, um laço que une almas que não se conhecem? PA – A música é tudo isso que dizes; é a arte de pintar o silêncio, uma forma do verbo "futuro", um laço que une almas que não se conhecem. Mas é também a arte de pintar as emoções, as ilusões, um companheiro de viagem. Também uma forma dos verbos presente e passado, um laço que une não só almas que não se conhecem mas igualmente as que se conhecem perfeitamente. Adoro música, seduz-me, excita-me, cativa-me... Dá-me vida!

WG - On stage, and when the show comes to an end, the musical instruments are silent, you return to the dressing room, silence invades the great room and the lights go out. What moment is that? Is there beauty or do you feel that everything was just another chapter of life witnessed by hundreds of people, of looks, smiles, tears, applause...? PA - It is a happy and sad moment at the same time, exciting, melancholy, analysis, reflection, thinking about the next concert, how to improve or change it, to eat something (I do not like to eat anything before entering on stage and often I am hungry), of rest, of returning home thinking that I gave the best of myself. WG - Do you agree with Friederich Novalis, one of the most persistent symbols of the romantic movement when he said that the "life of a cultured man should simply alternate between music and non-music, as between sleep and awakening"? PA - I believe that music is fundamental in life, not only as a form of expression, but as a pedagogical system, teaching, education. Life is music from beginning to end. Every situation in my life has a different sound record. WG - Often, when we are alone, we feel like listening to music. Especially "that one", the one that touches us, that talks to us. Is this a way to populate loneliness? PA - Of course, music is a chest full of memories, emotions... the best way to relive those moments, sensations that are sighing, happy or sad, the ones you choose. WG - And to conclude: is music the art of painting silence, a form of the verb "future", a bond that unites souls that do not know each other? PA - Music is all that you say; is the art of painting silence, a form of the verb "future," a bond that unites souls that are not known. But it is also the art of painting the emotions, the illusions, a traveling companion. Also a form of verbs present and past, a bond that unites not only souls that are not known but also those that are perfectly known. I love music, it seduces me, it excites me, it captivates me… Give me life!


LIFESTYLE


Amy Winehouse continua a ser uma inspiração para a Fred Perry. A coleção mantém-se enraizada nas silhuetas de pin-up e sportswear, características deste ícone da música britânica. Cada peça conta ainda com o detalhe de assinatura Amy Winehouse: os dois corações acima da coroa de louros – uma alusão às suas tatuagens. O pólo de duas riscas Fred Perry, com a beira das mangas dobradas para cima, está disponível em banco e em preto com padrão leopardo de alto brilho – um novo e arrojado jogo de padrões, sinónimo do espírito rebelde de Amy. Este é um destaque em toda a coleção e poderá ser encontrado tanto no casaco de malha, como no vestido em piquê, no bomber reversível e mesmo nos acessórios. O artista londrino Pe g a s u s – c o n h e c i d o p e l a s s u a s p e ç a s em  stencil  da cantora por toda a zona de Camden, presta homenagem a Amy com um design exclusivo, impresso na frente das t-shirts. Criado para se assemelhar a pop-art, a expressão labial foi retirada das fotografias da cantora, enquanto o diamante é uma referência ao piercing Marilyn Monroe, que Amy usou durante a era do álbum “Frank”. Era habitual vermos a Amy com uma rosa no cabelo e tornou-se num motivo recorrente no trabalho de Pegasus. Mais info em www.fredperry.com Texto Carla Branco | Fotos Fred Perry Amy Winehouse continues to be an inspiration to Fred Perry. The collection remains rooted in pin-up silhouettes and sportswear, features this icon of British music. Each piece also features Amy Winehouse's signature detail: the two hearts above the laurel wreath - an allusion to her tattoos. The double-breasted Fred Perry polo shirt, with the hem of the sleeves folded up, is available in black leopard pattern and high-gloss black - a bold new set of patterns, synonymous with Amy's rebellious spirit. This is a highlight throughout the collection and can be found in both the knit coat, the pique dress, the reversible bomber and even the accessories. London artist Pegasus - known for his stencil pieces from the singer throughout the Camden area, pays homage to Amy with a unique design, printed in front of the t-shirts. Created to resemble pop-art, the lipstick was taken from photographs of the singer, while the diamond is a reference to the piercing Marilyn Monroe, which Amy used during the era of the album "Frank." It was customary to see Amy with a rose in her hair and became a recurring motif in Pegasus's work. More info at www.fredperry.com Text Carla Branco | Photos Fred Perry


NOTÍCIAS Club Med inaugura Les Arcs Panorama Em Dezembro de 2018, o Les Arcs Panorama, o novo e elegante village de esqui do Club Med, abriu as suas portas para que possa desfrutar da sua arquitectura moderna e vistas amplas sobre as pistas de uma das maiores áreas de esqui do mundo, o Paradiski®, e sobre as montanhas que envolvem o vale de Tarentaise nos Alpes franceses. Situado na estância de esqui familiar Arcs 1600, encontrará no Les Arcs Panorama o lugar perfeito para ski cross, ski country, ski alpino, snowboard e caminhadas na neve, oferecendo uma área de bem-estar, com o spa Cinq Mondes, piscinas aquecidas interiores e exteriores, banheira de hidromassagem, banho turco, instalações de fitness e cardio e muito mais. Em Les Arcs Panorama, as famílias podem aproveitar ao máximo dos clubes infantis, para crianças dos 4 meses aos 17 anos, e desfrutar do novo estilo de restaurante familiar, Bread & Co, onde são as crianças que levam os pais para jantar! E para uma experiência ainda mais exclusiva com momentos gastronómicos numa atmosfera íntima com uma vista panorâmica sobre as montanhas, espera-o o restaurante "Gourmet Lounge", assim como há que experimentar o excelente espaço 5 Tridente Le Bélvèdere, situado no topo do Village. O Les Arcs Panorama conta com acomodações luxuosas em suites espaçosas, uma opção perfeita para quem procura privacidade e serviços de alta qualidade, com serviços personalizados enquanto desfruta do convívio do espírito Club Med.

Club Med opens Les Arcs Panorama In December 2018, Les Arcs Panorama, the new and elegant ski village of Club Med, has opened its doors so you can enjoy its modern architecture and wide views of the slopes of one of the largest ski areas in the world, the Paradiski®, and over the mountains encircling the Tarentaise Valley in the french Alps. Set in the Arcs 1600 family ski resort, you will find Les Arcs Panorama the perfect place for ski cross, country skiing, downhill skiing, snowboarding and snowshoeing, offering a wellness area with the Cinq Mondes spa, heated indoor pools and outdoor pools, whirlpool, hammam, fitness and cardio facilities and more. In Les Arcs Panorama, families can make the most of children's clubs, for children from 4 months to 17 years old, and enjoy the new style of family restaurant, Bread & Co, where the children take their parents to dinner! And for an even more exclusive experience with gastronomic moments in an intimate atmosphere with a panoramic view of the mountains, the "Gourmet Lounge" restaurant is waiting for you, as well as the excellent 5-room Tridente Le Bélvèdere at the top of the Village. Les Arcs Panorama offers luxurious accommodation in spacious suites, a perfect choice for those seeking privacy and high quality services with personalized services while enjoying the spirit of Club Med.


Os “50 Melhores Restaurantes da Ásia” regressam a Macau em 2019 Após a bem-sucedida mudança para Macau em 2018, na sequência da designação de Macau como Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia, a cerimónia de entrega de prémios dos “50 Melhores Restaurantes da Ásia” e outros eventos relacionados regressam a Macau em 2019. Organizada com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e patrocinada por S. Pellegrino e Acqua Panna, na noite de 26 de Março, os “50 Melhores Restaurantes da Ásia” reunirão os chefs mais famosos da região, reconhecidos donos de restaurantes, VIP’s da indústria e media internacional no Wynn Palace Cotai para revelar a lista de 2019 e os vencedores do prémio especial. O programa de 2019 incluirá o popular evento #50BestTalks no Wynn Macau, apresentado pela Miele a 25 de Março, um fórum de um dia que reunirá os principais chefs e líderes culinários do mundo que debaterão ideias em torno da sustentabilidade, sourcing, excesso de consumo e outros problemas actuais enfrentados pelos chefs, donos de restaurantes e clientes sob o lema "Ingredientes Vitais”. Lançada em 2013, a lista dos “50 Melhores Restaurantes da Ásia” é a versão regional da famosa lista dos “50 Melhores Restaurantes” do mundo, publicada pela William Reed Business Media desde 2002.

The "50 Best Asian Restaurants" return to Macao in 2019 Following the successful move to Macao in 2018, following the designation of Macao as UNESCO's Creative City in Gastronomy, the award ceremony of the "50 Best Asian Restaurants" and other related events will return to Macao in 2019. Organized with the support of the Macao Government Tourist Office (DST) and sponsored by S. Pellegrino and Acqua Panna on the night of March 26, the "50 Best Restaurants in Asia" will bring together the region's most famous chefs, renowned restaurant owners, VIP industry and international media at Wynn Palace Cotai to unveil the list of 2019 and the special prize winners. The 2019 program will include the popular #50BestTalks event at Wynn Macau presented by Miele on March 25, a one-day forum that will bring together the world's top culinary chefs and culinary leaders who will brainstorm ideas on sustainability, sourcing, and other current issues faced by chefs, restaurant owners and customers under the motto "Vital Ingredients." Launched in 2013, the list of "50 Best Restaurants in Asia" is the regional version of the world's "50 Best Restaurants" list, published by William Reed Business Media since 2002.


Oliveira da Serra abriu a primeira loja de uma marca de azeites O’live by Oliveira da Serra é um espaço único no centro de Lisboa, situado na Rua da Prata nº237, num autêntico tributo ao azeite português. Pensado para enaltecer o azeite, o espaço pretende ser o local de eleição para quem aprecia o produto em todas as suas formas. Com um cunho 100% nacional, mais do que uma loja, O’live by Oliveira da Serra oferece uma experiência única a quem o visita. Aqui, a marca dá a conhecer azeites com diferentes características no aroma e no sabor. O espaço desperta todos os sentidos e expõe inúmeras opções para utilizar este ingrediente na gastronomia. A loja O’live by Oliveira da Serra apresenta uma vasta gama de produtos que incluem azeites virgem extra e produtos associados ao azeite como especiarias, vinagres e tábuas do pão em madeira de oliveira.

Oliveira da Serra opened the first store of an olive oil brand O'live by Oliveira da Serra is a unique space in the center of Lisbon, located at Rua da Prata 237, in an authentic tribute to portuguese olive oil. Designed to enhance the olive oil, the space aims to be the place of choice for those who appreciate the product in all its forms. With a 100% national stamp, more than a store, O'live by Oliveira da Serra offers a unique experience to those who visit. Here, the brand introduces olive oils with different characteristics in aroma and flavor. The space awakens all the senses and exposes innumerable options to use this ingredient in the gastronomy. The O'live by Oliveira da Serra store presents a wide range of products that include extra virgin olive oils and products associated with olive oil such as spices, vinegars and olive tree breadboards.


Symphony of the Seas nas Caraíbas a partir de Miami O maior navio de cruzeiro do mundo, o novo Symphony of the Seas, da Royal Caribbean, está em Miami após uma temporada de grande sucesso no Mediterrâneo, para realizar partidas desde o terminal A da Royal Caribbean, em PortMiami, o maior terminal de cruzeiros dos EUA, rumo às Caraíbas. Sendo uma combinação perfeita dos clássicos navios de Royal Caribbean e de grandes novidades de restauração, actividades e entretenimento inigualáveis, tudo para agradar aos hóspedes, o Symphony of the Seas faz partidas de 7 noites, desde Miami, entre as Caraíbas Ocidentais e Orientais, fazendo igualmente escalas em Perfect Day at CocoCay, o novo destino privado da companhia.  Adicionalmente, a Royal Caribbean conta com os restantes navios da classe Oasis - os maiores navios de cruzeiro do mundo nesta região, com o Allure of the Seas a realizar partidas de 7 noites nas Caraíbas Ocidentais e Orientais, desde  Fort Lauderdale, o Oasis of the Seas a fazer partidas de 7 noites nas Caraíbas Ocidentais e Orientais, desde  Miami, e o Harmony of the Seas partidas de 7 noites nas Caraíbas Ocidentais e Orientais, desde  Orlando (Port Canaveral).

Symphony of the Seas in the Caribbean from Miami The world's largest cruise ship, the new Royal Caribbean Symphony of the Seas, is in Miami after a highly successful Mediterranean season to make departures from Royal Caribbean's A-terminal at PortMiami, the largest cruise terminal from the US, heading for the Caribbean. A perfect combination of classic Caribbean ships and great dining novelties, unmatched activities and entertainment, all to please guests, the Symphony of the Seas makes 7night departures from Miami, between the Western and Eastern Caribbean, making also scales at Perfect Day at CocoCay, the company's new private destination. In addition, Royal Caribbean has the remaining Oasis class ships - the largest cruise ships in the world - in this region, with Allure of the Seas hosting 7-night departures in the Western and Eastern Caribbean from Fort Lauderdale, the Oasis of the Seas to make 7-night departures in the Western and Eastern Caribbean from Miami, and the Harmony of the Seas 7-night departures in the Western and Eastern Caribbean from Orlando (Port Canaveral).


TAP anuncia novos voos para Chicago e Washington em 2019 A TAP Air Portugal quer duplicar a sua operação na América do Norte nos próximos anos e volta a expandir a sua rede de destinos nos Estados Unidos, com o anúncio do lançamento de duas novas rotas, para Washington e Chicago, com início em Junho de 2019. A partir de 1 de Junho, a TAP oferece cinco frequências semanais entre Lisboa e Chicago O’Hare, com a ligação de voos directos entre Lisboa e Washington – Dulles a começar no dia 16 de Junho, com cinco frequências. A TAP é a primeira companhia do mundo a voar o novo Airbus A330-900neo, um avião moderno e sofisticado, e vai receber 19 unidades da nova coqueluche da Airbus até final de 2019, permitindo à companhia lançar novos destinos e aumentar a sua rede e oferta. O Airbus A330neo está equipado com a nova cabina Airspace by Airbus, com a classe económica a oferecer duas categorias, Economy e EconomyXtra. A configuração e design dos interiores de cabina oferece aos passageiros um ambiente inovador, mais confortável, com maior reclinação dos assentos e novos revestimentos. A nova classe Executive da TAP nos Airbus A330neo tem uma configuração que inclui 34 novas poltronas full-flat, com mais de 1.80m quando totalmente reclinadas. A TAP equipou as novas poltronas de Executive com ligações USB e tomadas eléctricas individuais, ligação para headphones, luzes individuais de leitura e mais espaço, incluindo pequenos armários de arrumação.

TAP announces new flights to Chicago and Washington in 2019 TAP Air Portugal wants to double its operation in North America in the next few years and again expand its network of destinations in the United States, with the announcement of the launch of two new routes to Washington and Chicago, starting in June 2019. From June 1, TAP offers five weekly flights between Lisbon and Chicago O'Hare, connecting direct flights between Lisbon and Washington Dulles starting on June 16 with five frequencies. TAP is the first company in the world to fly the new Airbus A330-900neo, a modern and sophisticated aircraft, and will receive 19 units of Airbus' new pertussis by the end of 2019, allowing the company to launch new destinations and increase its network and offer. The Airbus A330neo is equipped with the new Airspace by Airbus cabin, with economy class offering two categories, Economy and EconomyXtra. The interior design and layout of the cab offers passengers an innovative, more comfortable environment with greater reclining seats and new coverings. The new TAP Executive class in the Airbus A330neo has a configuration that includes 34 new full-flat seats, over 1.80m when fully reclined. TAP equipped the new Executive seats with USB connections and individual electrical sockets, connection for headphones, individual reading lights and more space, including small storage cabinets.


Singapore Airlines com refeições pré-encomendadas em network A Singapore Airlines (SIA), lançou um novo serviço que permite que os clientes que viajam em Suites, First Class e Business Class a partir de qualquer lugar na rede global da companhia aérea pré-encomendem pratos principais dos menus dos seus voos, tornando-se a primeira companhia aérea do mundo a lançar este serviço personalizado em todos os voos da sua rede, havendo planos para que este serviço seja ampliado num futuro próximo à Premium Economy Class, garantindo a sua escolha de refeição, podendo os clientes pré-selecionar as suas opções de refeição a qualquer momento, a partir de três semanas antes da viagem, até 24 horas antes da partida do voo. O novo serviço complementa o programa existente Book the Cook, que permite que clientes em Suites, First Class, Business Class e Premium Economy Class em voos selecionados préencomendem pratos principais a partir de um menu de até 68 opções. O programa Book the Cook da Singapore Airlines apresenta uma ampla variedade de pratos principais gourmet que incluem clássicos favoritos do estilo ocidental, escolhas saudáveis e carnes, pratos populares asiáticos, a icónica culinária de estilo familiar de Singapura e criações exclusivas do Painel Culinário Internacional da companhia aérea que conta com aclamados chefs, como Sanjeev Kapoor da Índia, George Blanc da França, Matt Moran da Austrália, Suzanne Goin e Alfred Portale dos Estados Unidos, Zhu Jun da China, Carlo Cracco de Itália e Yoshihiro Murata do Japão.

Singapore Airlines with pre-ordered meals in network Singapore Airlines (SIA) has launched a new service that allows customers traveling in Suites, First Class and Business Class from anywhere on the airline's global network to preorder main dishes from their flight menus, the first airline in the world to launch this personalized service on all flights in its network, with plans for this service to be extended in the near future to the Premium Economy Class, ensuring your choice of meal, and customers can pre-select the meal options at any time, from three weeks before the trip, until 24 hours before the departure of the flight. The new service complements the existing Book the Cook program, which allows customers in Suites, First Class, Business Class and Premium Economy Class on selected flights to pre-order main courses from a menu of up to 68 options. Singapore Airlines's Book the Cook program features a wide range of gourmet main dishes including classic western favorites, healthy choices and meats, popular asian dishes, iconic Singapore-style cuisine and exclusive creations from the International Culinary Panel the airline's acclaimed chefs such as Sanjeev Kapoor of India, George Blanc of France, Matt Moran of Australia, Suzanne Goin and Alfred Portale of the United States, Zhu Jun of China, Carlo Cracco of Italy and Yoshihiro Murata of Japan.


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Wonder Go #31 Janeiro-Fevereiro/January-February 2019  

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