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PORTUGAL

Janeiro-Fevereiro January-February 2019 | #37 | Ano Year III | Periocidade Bimestral Periodicity Bimonthly

wonder wonderGO! travel

Ilha de Gorée Gorée Island Um memorial à Humanidade A memorial to Humanity

GO!

Rio de Janeiro | NCL Encore | Real Marina Hotel & Spa


GO | 16 Ilha de Gorée | Gorée Island

PHOTO-GALLERY | 38 Rio de Janeiro by Luiz Bhering


GO CRUISE | 28 NCL Encore

WONDER STAY | 50 Real Marina Hotel & Spa

SPASPA | 86 | 60 Sayanna Wellness Atitude Spa


WONDER TASTE (I) | 68 The 19 NOTÍCIAS NEWS | 110

WONDER TASTE (II) | 76 Conservas de Peixe | Canned Fish


LIFESTYLE | 102 Aqua dos Açores/Kocca/Eugénio Campos

10X10 | 84 Sandra Nobre

WONDER DRIVE | 94 Vitara 1.4T GLX 4WD


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PROPRIEDADE | OWNERSHIP Agência Analógica CEO Carla Branco NIPC 509977596 Nº REGISTO ERC 127113 DIRECTOR Fernando Borges EDITORA EXECUTIVA EXECUTIVE EDITOR Carla Branco ARTE & DESIGN GRÁFICO ART & GRAPHIC DESIGN Carla Branco MARKETING & MULTIMEDIA Agência Analógica FORMATO | FORMAT Online CUSTO | COST Gratuito| Free

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ESTATUTO EDITORIAL EDITORIAL STATUTE www.wondergomagazine.com

COLABORADORES (nesta edição) COLLABORATORS (in this issue) Luiz Bhering


Estou a escrever este editorial, o primeiro de 2020, no topo de uma montanha coberta com o branco manto da neve. O cenário é simplesmente indiscritível na sua majestosidade. E o vento sopra entre o brilho do sol, o azul de céu e esse branco. E tento descobrir de onde vem e para onde vai. Um exercício para o qual não consigo encontrar a resposta. Para mim, este é mais um grande mistério da existência e para o qual gostaria de encontrar o sentido. Mas em vão. Julgo mesmo, neste momento, que esta tentativa de decifrar o sentido do vento faz parte da lista das “verdades absolutas” que nunca encontrarei. Por isso resolvo continuar a admirar a grandeza da criação que se abre perante os meus olhos. Indiferente se neste momento sou um viajante ou um turista. Ou seja, se estou a viver este momento como a inocência de um menino ou como uma realidade cheia de expectativas. Sei apenas que estou maravilhado, ignorando, sem qualquer tipo de desespero, o que não consigo compreender. Talvez esta seja também uma forma de aprendizagem que cada viagem me traz. Sem me importar demasiado com o que possa ou não encontrar. Venha o vento de onde vier, vá ele para onde for.

I am writing this editorial, the first of 2020, on a mountain top covered with a white snow blanket. The scenery is simply indescribable in its majesty. And the wind blows between the sunshine, the blue sky and this white. And I try to find out where it comes from and where it goes. An exercise to which I cannot find the answer. For me this is yet another great mystery of existence and for which I would like to find meaning. But in vain. I really think at this moment that this attempt to decipher the wind is part of the “absolute truths” list that I will never find. That is why I choose to continue to admire the greatness of creation that opens before my eyes. Regardless of whether I'm a traveler or a tourist right now. That is, if I am living this moment as the innocence of a boy or as a reality full of expectations. I only know that I am amazed, ignoring without any kind of despair what I cannot understand. Perhaps this is also a way of learning that each trip brings me. Not caring too much about what I may or may not find. Wherever the wind comes from, wherever it goes.

Fernando Borges Director


GO


Ilha de Gorée Uma homenagem ao belo e à reconciliação

Sempre que regresso a África, sou de imediato invadido de intensas sensações e emoções. Algo de especial que se apodera do corpo e da mente de uma forma tão natural e genuína como é essa África que fica a sul do Equador. A África pura e negra. Sensações e emoções que voltaram a repetir-se quando pisei terras do Senegal. E que mais intensas se tornaram ao desembarcar na ilha de Gorée. Aqui, para além de se honrar essa África, presta-se homenagem à sua história. Também aos antepassados das gentes que ali vivem. E abre-se a mente a um passado que nesta ilha foi vivido de uma forma brutal. Desumano. Sim, chega-se a uma ilha que se tornou num símbolo de exploração humana e dos negros anos da escravatura. Também de liberdade e de reconciliação. Texto & Fotos Fernando Borges

Gorée Island

A tribute to beauty and reconciliation Whenever I come back to Africa I am immediately overwhelmed with intense sensations and emotions. Something special that takes hold of body and mind in such a natural and genuine way as it is this part of Africa, on the south of the Equator. Pure and black Africa. Sensations and emotions that recurred when I set foot in Senegal. And which became more intense when I landed on the Gorée Island. Here in addition to honoring this part of Africa we also pay tribute to its history. Also to the ancestors of the people who live here. And we recall a past that was brutally lived on this island. Inhuman. Yes we come to an island that has become a symbol of human exploitation and of the dark years of slavery. Also of freedom and reconciliation. Text & Photos Fernando Borges


Embarca-se num velho ferry no porto de Dakar, entre mulheres cobertas de coloridos e tradicionais roupas da África Ocidental muçulmana, oferecendo uma atmosfera exuberante num velho cais onde se agitam locais e turistas. A mesma que acompanha entre o céu azul e águas claras esse velho ferry que navega em direcção de uma ilha que flutua não muito longe. A cada milha ultrapassada, as paredes de uma fortaleza vão-se agigantando, enquanto casas brancas de telhados vermelhos e outras do tipo colonial de vários tons pastel vão revelando uma ilha que mais parece uma pintura capaz de impressionar qualquer crítico de arte. O ferry continua a sua viagem enquanto o vento de mar vai dando lugar a um vento de areia. Talvez seja o vento de areia que sopra das praias onde já se consegue ver jovens que correm em direcção do mar, para seguir nadando entre coloridas canoas e pirogas de pescadores, para se acercarem de quem chega. E o casario cada vez mais perto. Também as esplanadas sob um baobá e as coloridas paredes que dão sombra aos corpos de homens que parecem descansar indiferentes a quem passa. Mesmo que sejam esbeltas mulheres de pele bem negra que caminham elegantemente nos seus coloridos vestidos. Tudo está calmo na ilha de Gorée. Mesmo ali ao lado um grupo de rapazes luta por uma bola num “estádio” de futebol feito de terra batida, demarcado num lado por um muro que nos permite ver mais roupas coloridas suspensas numa corda a secar e do outro por algumas árvores onde outros homens se protegem do sol, indiferentes ao entra e sai das lojas de “souvenirs”. A mesma calma que se respira sob outras árvores onde mulheres entre conversas vendem bananas, abacaxis, mangas, peixe acabado de desembarcar e algumas verduras.

We go on board of an old ferry at the port of Dakar with women wearing colorful and traditional Muslim West African clothing showing a lush atmosphere on an old pier where locals and tourists move around. The same atmosphere that, between the blue sky and clear water, goes along with that old ferry that sails towards a floating island not far away. As each mile is traveled the walls of a fortress loom while white houses with red roofs and others of colonial-style painted of several pastel colors reveal an island that looks more like a painting that can touch any art critic. The ferry continues its journey as the sea wind gives way to a sand wind. Perhaps it is the wind of sand that blows from the beaches where we can already see young people running to the sea, to continue swimming among colorful canoes and pirogues of fishermen, to get closer to those who arrive. And the houses getting closer and closer. Also the terraces under a baobab tree and the colorful walls that shade the bodies of men who seem to rest indifferent to those walking by. Even to the slender black-skinned women who walk elegantly in their colorful dresses. Everything is calm on the Gorée Island. Right next door a group of young men fight for a ball in an unpaved football “stadium”, marked on one side by a wall that allows us to see more colorful clothes hanging on a drying rope and on the other by a few trees where other men protect themselves from the sun indifferent to people entering and leaving the souvenir shops. The same calm you breathe under other trees where women between conversations sell bananas, pineapples, mangoes, fresh fish and some vegetables.


Tudo aqui se passa sem pressas. Sente-se a terra, o ar quente, o odor das flores das acácias, das frutas, do peixe e do mar. Caminha-se tranquilamente enquanto se olha o estilo colonial das suas casas e as águas transparentes que deslizam sobre a areia da praia reflectindo mais canoas coloridas. E há as ruas, ruelas, becos e praças adornadas de cameleiras cheias de flores rosadas por onde correm crianças de sorriso largo e brilho nos olhos. Mas Gorée não é apenas esta realidade idílica e o nome de uma ilha classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1978, não é apenas um refúgio de tranquilidade. É também um nome que evoca outras emoções em quem a visita. Estas perturbadoras. Simplesmente porque Gorée é também o nome do que foi entre os séculos XV e XIX, sob o domínio português, inglês, holandês e francês, o maior centro de comércio de escravos e um dos maiores símbolos da exploração do homem pelo homem na História da Humanidade. Em Gorée, no meio de mais uma rua onde se perfilam coloridos quadros que descansam no chão encostados a paredes amarelas e de múltiplos tons ocre, existe uma enorme parede num tom rosa escuro. E no meio, um enorme portão verde encimado por uma placa corroída pelo tempo com a inscrição “Maison des Esclaves”. Sabemos que este não é um lugar para visitar. Que este é um lugar para ser sentido. Um lugar também de reflexão.

Everything here goes without haste. You can feel the land, the warm air, the smell of the acacia blossoms, of the fruits, the fish and the sea. We can walk quietly as we watch the colonial style of their houses and the clear waters that slide over the sandy beach reflecting more colorful canoes. And there are the streets, alleys and squares decorated with pink-flowered camels where children run with wide smiles and bright eyes. But Gorée is not only this idyllic reality and the name of an island classified as a UNESCO World Heritage Site in 1978, it is not just a haven of tranquility. It is also a name that evokes other emotions in the visitor. These ones disturbing. Simply because Gorée is also the name of what was between the 15th and 19th centuries, under Portuguese, English, Dutch and French rule, the largest center of slave trade and one of the greatest symbols of exploitation of man to man in the history of mankind. In Gorée there is a huge wall in a dark pink color in the middle of another street where colorful paintings lean against yellow walls and multiple ocher shades. And in the middle, a huge green gate topped by a weathered sign with the inscription “Maison des Esclaves”. We know this is not a place to visit. That this is a place to be felt. Also a place of reflection.


Entra-se, e quase de imediato, perante o silêncio que nos envolve, sente-se um peso difícil de explicar. Perante nós está o pátio de um enorme e surpreendente edifício colonial em tons de vermelho. O nosso olhar alarga-se tentando seguir duas escadas, como que dois anéis de uma corrente, que parecem dividir ao meio essa arquitectura composta por várias colunas e um enorme balcão no andar superior. E ao fundo uma pequena porta aberta ao mar azul. Há silêncio. Sobretudo silêncio. E há as masmorras. Pequenos espaços abertos também eles ao mar, mas apenas através de umas milimétricas gretas esburacadas nas grossas paredes e onde durante décadas se amontoavam dezenas de corpos chegados do interior de África e que ali ficavam à espera de serem vendidos. E corredores escuros que terminavam em mais masmorras onde outros corpos se amontoavam acorrentados. O dos escravos. Negros que ali chegavam em caravelas e naus depois de serem capturados por outros negros e depois vendidos a europeus para serem comercializados nesse pátio e seguirem em outras caravelas e naus para o outro lado do Atlântico e continuarem a ser escravos nas plantações de cana de açúcar nos continentes norte e sul americano. E nas ilhas das Caraíbas.

When we enter and almost immediately in the surrounding silence we feel a weight difficult to explain. Before us is the courtyard of a huge and amazing colonial building in red tones. Our eyes widen as we try to follow two stairs, like two rings of a chain, which seem to split this multi-columned architecture and a huge balcony upstairs. And in the background a small door open to the blue sea. There is silence. Above all silence. And there are the dungeons. Small open spaces also to the sea, but only through small holes excavated in the thick walls and where for decades were piled up dozens of bodies arriving from inner Africa, waiting to be sold there. And dark corridors that ended in more dungeons where other bodies were huddled in chains. The bodies of the slaves. Black people coming in caravels and ships after being captured by other black people to be sold to Europeans to be traded in this yard and to leave in other caravels and ships across the Atlantic and to continue to be slaves in sugar cane plantations on the Northern and Southern American continents. And in the Caribbean islands.


Silenciosamente percorre-se cada espaço deste lugar que foi o mais importante entreposto de escravos e que agora ergue-se como que um Memorial. E o silêncio continua a marcar este lugar enquanto percorremos essas pequenas masmorras onde o preço do homem era marcado pelo seu tamanho, enquanto o das mulheres e crianças pelo seu estado de saúde. Respira-se e reflecte-se. Principalmente encostados a essa porta enquanto se olha o mar de onde chegavam e partiam homens, mulheres e crianças. Uma “porta sem retorno” que serviu de embarcadouro e de cemitério para os corpos mais enfraquecidos. Mas este é agora um lugar de reconciliação. Por essas escadas, onde antigamente se decidia o presente e futuro de famílias inteiras, agora ecoam corais gospel entoados por um grupo de jovens de Dakar. E sente-se paz e reconciliação com o passado. Cá fora, as crianças continuam a correr, as mulheres envoltas em coloridos e tradicionais vestidos a desfilar os seus esbeltos corpos, e pintores locais a tentar vender as suas obras de arte. Enquanto isso, na sombra de um baobá, continua-se a jogar damas. E a conversar à sombra da Igreja de Saint-Charles Borrone.  


We walk in silence on every space of this place that was once the most important slave warehouse and now stands as a memorial. And silence still remains in this place as we walk through these small dungeons where the price of men was bargained according to their height while women and children was by their state of health. We take a deep breath and we reflect about it. Mainly leaning against that door while looking at the sea from where men, women and children used to come and go. A "door of no return" that served as a embarking point and a cemetery for the weaker bodies. But this is now a place of reconciliation. Up and down these stairs, where once was decided the present and future of whole families, we hear now gospel singing by a group of young people from Dakar. And we feel peace and reconciliation with the past. Outside children keep on running, women wrapped in colorful and traditional dresses keep walking by parading their slender bodies and local painters try to sell their works of art. Meanwhile in the shadow of a baobab tree people continue to play checkers. And to talk in the shadow of the Church of Saint-Charles Borrone.


Tudo está envolto numa suave e luminosa tranquilidade. Continua-se a caminhar pelas ruas e praças de Gorée. Atravessa-se as areias douradas da praia onde crianças constroem os seus sonhos entre velhas e coloridas embarcações de pesca. E mais casas que explodem de cores ora vivas, ora pastel, que nos acompanham por uma ladeira sobre o mar e que nos conduz a um pequeno planalto e a um velho forte onde se pode ver alguns canhões ali instalados durante a II Grande Guerra. Também ao Memorial de Gorée, mais um local de homenagem e reflexão, e ao Centro Internacional de Recordação dedicado aos direitos humanos e ao diálogo entre os povos. E olhamos mais uma vez à nossa volta. E murmura-se “como este lugar é tão especial, tão belo”. E ali, do outro lado do mar, em frente deste “quadro” cheio de história e beleza, que foi capaz de ultrapassar o seu lado sombrio sem o esquecer, está Dakar. Parte-se! Mas antes há um último olhar para a sua praia, o seu casario e para aquele baobá onde se continua a jogar damas.

Everything is wrapped in a soft and luminous tranquility. We continue walking down the streets and squares of Gorée. We cross the golden sands of the beach where children build their dreams among old colorful fishing vessels. And more houses brightly colored sometimes painted in pastel down a slope over the sea and leading us to a small plateau and an old fort where we can see some cannons installed there during World War II. Also to the Gorée Memorial, another place of tribute and reflection, and the International Center of Remembrance dedicated to human rights and dialogue among people. And we look around us once more. And we whisper. "What a beautiful place this is, so beautiful”. And there on the other side of the sea in front of this “picture” full of history and beauty that was able to overcome its dark side without forgetting it, is Dakar. We leave! But first we take a last look at the beach at the houses and at that baobab under which people continue to play checkers. A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled at the invitation of:

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GO CRUISE


NCL Encore

Tecnologia, muita diversão e ambiente Foi em Novembro que o mar se abriu ao mais recente navio de cruzeiro da Norwegian Cruise Line, o NCL Encore. Não é uma tarefa fácil descobrir e desfrutar tudo o que este 17º cruzeiro da companhia norueguesa oferece. Pelos seus 334 metros de comprimento e 20 decks, estendem-se cerca de 30 restaurantes e bares, espaços onde acontecem musicais e shows de música ao vivo, piscinas, múltiplas formas de entretenimento, desde jogos de laser a virtuais… E uma pista de karting onde se pode atingir os 70 km/h. Mas o Encore não esqueceu o ambiente, inaugurando uma nova fase na “guerra” aos plásticos a bordo dos seus navios de cruzeiro. E o resto é divertimento! Texto Fernando Borges Fotos Fernando Borges & NCL

Technology, lots of fun and environment It was in November that the sea opened to Norwegian Cruise Line's latest cruise ship, the NCL Encore. It is not an easy task to figure out and enjoy all that this 17th Norwegian cruise offers. With its 334 meters long and 20 decks it has around 30 restaurants and bars, musical venues and live music shows, swimming pools, multiple ways of entertainment, from laser games to virtual… And a go-kart track where 70 km/h can be reached. But Encore has not forgotten the environment taking a new step in the "war" against plastics aboard its cruise ships. And all the rest is fun! Text Fernando Borges Photos Fernando Borges & NCL


Perante os nossos olhos, e ainda no cais, as cores vivas do casco, uma obra de arte do artista espanhol Eduardo ArranzBravo, identificam desde logo que o Encore pertence à Norwegian Cruise Line. E o seu tamanho, nos longos 334 metros de comprimento e 20 decks, diz que perante nós está um navio que pertence à classe Breakaway Plus, os maiores da companhia. Depois, embarca-se e apodera-se de nós a imponência do hall principal que se agiganta no espaço entre escadarias, bares e muita luz que invade um lounge onde uma banda toca temas que misturam jazz com reggae. Há corpos que se animam entre conversas, alguns tímidos “pés de dança” e cocktails. E facilmente se sente que também o NCL Encore foi imaginado e criado para dar continuidade ao lema da Norwegian Cruise Lines: “sente-te livre no mar”. A partir daqui, é deambular pelos extensos corredores, lobbies, escadarias e decks exteriores à sua descoberta. Por nós vão passando alguns dos seus 20 restaurantes, como o Onda by Scarpetta, uma filial do famoso restaurante italiano de Nova Iorque, o Q & Cagneys Smokehouse, especializado em barbecues ao estilo texano, o francês Le Bistro, o Ocean Blue, dedicado aos mariscos, o American Diner, um salão com atmosfera muito americana para apreciar vários tipos de hamburguer e galinha frita, o mexicano Los Lobos, o japonês Teppanyaki, e o Savour, de cozinha internacional. Claro, sem esquecer o Garden Café para os amantes do buffet e um Starbucks.

Before our eyes, and still at the dock, the bright colors of the hull, a work of art by Spanish artist Eduardo Arranz-Bravo, immediately identify that the Encore belongs to the Norwegian Cruise Line. And its size 334 meters long and 20 decks testify that before us is a Breakaway Plus ship, the largest of the company. Afterwards we go aboard and we are dazzled with the grandeur of the main hall that looms in the space between stairs, bars and bright light that shines in a lounge where a band plays themes that mix jazz with reggae. We watch bodies wandering in cheerful conversations a few timid dance steps and cocktails. And we easily feel that NCL Encore has also been planned and created to continue the Norwegian Cruise Lines motto: "feel free at the sea". From here we can wander on the long corridors, lobbies, staircases and exterior decks. While walking we go by some of its 20 restaurants, such as Onda by Scarpetta, a branch of New York's famous Italian restaurant Q & Cagneys Smokehouse, specialized in Texanstyle barbecues, French Le Bistro, Ocean Blue, dedicated to seafood, American Diner, a lounge with a very American atmosphere to enjoy various types of hamburger and fried chicken, Mexican Los Lobos, Japanese Teppanyaki, and Savor, international cuisine. Of course not forgetting the Garden Café for buffet lovers and a Starbucks.


Também os bares são uma presença constante e para todo o tipo de “sedes”, desde as cervejas tradicionais às artesanais, vinhos oriundos dos mais famosos vinhedos do mundo, coloridos e apelativos cocktails, champanhes, bourbons, scotch, rye ou irish whiskey, caipirinhas, daiquiris, vodkas, gins…, com muitos destes bares a oferecerem música ao vivo e dos mais variados géneros. Assim aparecem o Malting Whiskey Bar, Mixx Bar, Atrium Bar, os panorâmicos Observation Lounge e Skyline Bar, The Cellars Wine Bar, Sugar Cane Mojito Bar, The Social, The District Brew House, The Local Bar ou os Waves Pool Bar e Surf Bar no último deck. Mas entre todos eles há um que desperta as maiores atenções, sendo destino de autênticas romarias, o The Cavern Club, uma réplica do famoso bar de Liverpool onde os Beatles tantas vezes actuaram e se deram a conhecer. Aqui, a nostalgia dos loucos anos 60 acontece ao som de músicas dos “The Fab Four’s” enquanto se bebe um Scotch Sour. Um verdadeiro “ticket to ride” pela famosa Penny Lane ao som de êxitos eternos como Yellow Submarine, Hey Jude, Twist and Shout, Yesterday, All you need is love, A hard days night… Parte de um mundo de entretenimento onde a tecnologia de vanguarda é uma presença constante, misturando a ficção com a realidade, fazendo com que todas as expectativas também nesta área sejam superadas.

Also the bars are a constant presence and for all kinds of “thirst”, from traditional to craft beers, wines from the most famous vineyards of the world, colorful and appealing cocktails, champagnes, bourbons, scotch, rye or irish whiskey, caipirinhas, daiquiris, vodkas, gins…, and many of these bars offer live music of all kinds. Then other bars show up like the Malting Whiskey Bar, Mixx Bar, Atrium Bar, Panoramic Observation Lounge and Skyline Bar, The Cellars Wine Bar, Sugar Cane Mojito Bar, The Social, The Brew House District, The Local Bar or the Waves Pool Bar and Surf Bar on the last deck. But among them all there is one that catches the eye, being the destination of authentic pilgrimages, The Cavern Club, a replica of Liverpool's famous bar where the Beatles have so often performed and made themselves known. Here, the nostalgia of the crazy 60's happens to the sound of the music of "The Fab Four's" while drinking a Scotch Sour. A true ticket to ride over the famous Penny Lane to eternal hits like Yellow Submarine, Hey Jude, Twist and Shout, Yesterday, All you need is love, A hard day’ s night… This is part of a world of entertainment where cutting-edge technology is a constant presence mixing fiction and reality so that all expectations in this area may be exceeded.


É o que acontece no Laser Tag, um espaço digno de um filme de ficção científica, apenas com o mar e o céu como limites, onde os passageiros combatem num universo paralelo com armas laser monstros marinhos e outros misteriosos seres numa batalha épica para ser feita em família até atingir o objectivo final, a descoberta dos tesouros escondidos e guardados entre as ruínas da perdida cidade de Atlântida. Outro espaço onde a realidade e o mundo virtual se encontram é o Galaxy Pavilion, um lugar onde hologramas de monstros, simuladores de F1, montanhas russas, circuitos de velocidade ou aventuras de jeep em plena selva nos levam a viver sensações onde a velocidade e a adrenalina imperam. Mas o prato forte no que toca a fortes emoções chama-se Speedway. Aqui,10 karts competem numa pista com mais de 300 metros que percorre parte dos dois últimos decks do Encore, com quatro curvas de alta velocidade suspensas sobre o mar, estendendo-se mais de quatro metros para fora de ambos os bordos. Uma sensação que é sentida igualmente no Aqua Racer, com dois tobogãs de água que descem dois andares, e no Ocean Loops, também eles a “sobrevoarem” as ondas do mar. Parte de um parque aquático composto por várias piscinas rodeadas de espreguiçadeiras, onde desfrutar de uma bebida refrescante sob os raios de sol se torna um prazer incomparável, piscinas de hidromassagem e jacuzzis, para além de um parque aquático interactivo exclusivo para os mais pequenos, onde não faltam tobogãs e jogos com canhões de água.

This is what happens in Laser Tag, a space worthy of a science fiction movie, where only the sea and the sky are the limit, where passengers fight in a parallel universe with laser weapons, sea monsters and other mysterious beings in an epic battle to be fought in family until they reach the ultimate goal, the discovery of treasures hidden and stored among the ruins of the lost city of Atlantis. Another space where reality and the virtual world meet is the Galaxy Pavilion, a place where holograms of monsters, F1 simulators, roller coasters, speed circuits or jungle jeep adventures lead us to experience sensations where speed and adrenaline reign. But the hot spot when it comes to strong emotions is called Speedway. Here, 10 go-karts compete on a 300-meter track that runs through part of the last two Encore decks, with four high-speed curves suspended over the sea, extending more than four meters off both sides. A sensation that is felt equally in the Aqua Racer, with two water slides that go down two floors, and in the Ocean Loops, also "flying" over the waves of the sea. Part of a water park consisting of several pools surrounded by sun loungers, where enjoying a refreshing drink in the sunshine becomes an unparalleled pleasure, whirlpools and jacuzzis, as well as an interactive water park exclusively for the little ones, where there is no shortage of slides and water cannon games.


E há o mimar o corpo e a alma. Aqui, o destaque vai para o Mandara Spa. Relaxa-se com vapores na suite termal, mergulha-se na piscina Vitality, sente-se as sensações oferecidas pela Sala do Sal e pela Snow Room, ou acaricia-se o corpo através de um dos inúmeros tratamentos e massagens. Várias opções que se tornam obrigação. Também há a noite. Noite que chega com muita música a percorrer muitos dos bares e lobbies do Encore e com os grandes espectáculos no Teatro Encore no formato de mega produções, como Kinky Boots, um musical ao estilo de Broadway e que nos traz músicas de Cindy Lauper, Happy Hour Prohibition, um musical que nos faz viajar aos anos da Lei Seca e ao bar clandestino de Miss Lulu, em Nova Orleães, onde provocadoras senhoras nos deleitam com histórias de contrabandistas, gangsters e algumas das canções mais famosas da época, e o coral The Choir of Man, que recria em palco os grandes êxitos do século XX. Noite que não pode terminar sem um regresso ao The Cavern e aos “The Fab Four’s”, e aos momentos de animação no Social Comedy & Night Club, a discoteca do NCL Encore. Mas o NCL Encore não é apenas um mundo de animação e de tecnologia de ponta. Não menos importante, a Norwegian Cruise Lines inicia no Encore uma nova era na defesa do ambiente, ao eliminar dos seus navios o uso de garrafas e outros utensílios de plástico. O resto é diversão. Muita diversão que até Abril encontrará no NCL Encore à partida de Miami nos cruzeiros de sete noites pelas Caraíbas, a partir de 22 de Abril e até Dezembro de 2020 pelo Canadá e Bermudas desde Nova Iorque, para a 12 de Dezembro de 2020 regressar a Miami e iniciar cruzeiros pelas Caraíbas Ocidentais.

And there is also the cuddling of body and soul. Here the highlight is the Mandara Spa. Relax with steam in the thermal suite, soak in the Vitality pool, feel the sensations offered by the Salt Room and the Snow Room, or have your body caressed by one of the numerous treatments and massages. Several options that become a must. There is also the night. Night that comes with a lot of music in the many of Encore's bars and lobbies and the big shows at the Encore Theater as mega productions like Kinky Boots, a Broadway-style musical that brings Cindy Lauper songs, Happy Hour Prohibition, a musical that makes us travel back to the Prohibition years and the clandestine bar of Miss Lulu, New Orleans, where provocative ladies delight us with stories of smugglers, gangsters and some of the most famous songs of the time, and The Choir of Man choral that recreates on stage the great successes of the 20th century. A night that cannot end without a return to The Cavern and The Fab Four's, and to the moments of excitement at the Social Comedy & Night Club, the NCL Encore nightclub. But NCL Encore is not just a world of animation and cutting edge technology. Last but not the least the Norwegian Cruise Lines starts in Encore a new era of environmental protection eliminating henceforth the use of plastic bottles and utensils in its ships. All the rest is fun. Lots of fun you'll find in NCL Encore sailing from Miami on the seven-night Caribbean cruises until April 22; Canada and Bermuda from New York to December 2020 and on December 12, 2020 return to Miami and start cruising on the Western Caribbean.

A Wonder GO viajou a convite de | Wonder GO traveled at the invitation of:

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Rio de Janeiro

PHOTO-GALLERY

by Luiz Bhering


As grandes rochas de granito que se levantam do mar, sempre foram a marca registrada da cidade do Rio. Difícil encontrar alguém no mundo que não conheça o Pão-de-Açúcar ou Corcovado, com a estátua do Cristo Redentor. Muito conhecida também temos a Pedra da Gávea - o maior monólito à beira mar do mundo, compondo junto a outras pedras, um cenário único para esta grande metrópole. Quando a família real portuguesa chega ao Rio de Janeiro em 1808 e aqui se estabelece, traz consigo vários artistas e pintores franceses. A famosa Missão Francesa era composta, entre outros, pelos pintores Nicolas Antoine Taunay e Jean-Batiste Debret que desenvolveram uma iconografia do Rio de Janeiro e do Brasil. Logo esses pintores descobrem que para retratar a corte, os melhores ângulos estavam do outro lado da Baía de Guanabara, na cidade de Niterói.  Com inspiração nos pioneiros da iconografia carioca, as fotos que compõem esta foto-galeria revisitam paisagens e ângulos eternizados nessas pinturas, destacando as grandes pedras do Rio como símbolo maior desta cidade.

The large granite rocks that rise from the sea have always been the hallmark of the city of Rio. Hard to find anyone in the world who doesn't know the Pão-de-Açúcar Mountain or Corcovado, with the statue of Christ the Redeemer. Also very well known we have the Pedra da Gávea - the largest monolith by the sea, composing along with other stones, a unique setting for this great metropolis. When the Portuguese royal family arrived in Rio de Janeiro in 1808 and settled there, they brought several French artists and painters. The famous French Mission was composed, among others, by painters Nicolas Antoine Taunay and Jean-Batiste Debret who developed an iconography of Rio de Janeiro and Brazil. Soon these painters find that to portray the court, the best angles were on the other side of Guanabara Bay in the city of Niteroi. Inspired by the pioneers of Rio's iconography, the photos that make up this photo gallery revisit landscapes and angles eternalized in these paintings, highlighting the great stones of Rio as the biggest symbol of this city.


Nas fotos aqui apresentadas, destacam-se também a presença da figura humana que representa a diversidade cultural e étnica desta cosmopolita cidade. Um estilo que está presente de forma constante é a apresentação de planos, trazendo um olhar tridimensional à paisagem retratada, explorando silhuetas, sombras, como se sugerisse ao observador procurar nuances por trás de cada detalhe. O facto de usar quase sempre a técnica do contra-luz imprime um ar de mistério envolvendo estes cenários com brumas suaves.

The photos shown here also highlight the presence of the human figure that represents the cultural and ethnic diversity of this cosmopolitan city. A style constantly present is the presentation of plans, bringing a three-dimensional look to the portrayed landscape, exploring silhouettes, shadows, as if suggesting the observer to look for nuances behind each detail. Due to the fact that the backlight technique is used most of the times it induces a climate of mystery surrounding these scenarios with soft mists.


Uma das marcas do povo carioca é o seu bom humor. Existe uma anedota muito famosa por aqui: quando se encontra um carioca e um niteroiense, ouve-se sempre a seguinte pergunta: "O que Niterói tem de mais bonito? E por não saber responder, escuta do carioca que é a "Vista do Rio". Não querendo discordar, acrescento o que um amigo fotógrafo uma vez me disse, referindo à paisagem vista desde Niterói, "Que felicidade de uma cidade ter no seu subúrbio o Rio de Janeiro".

One of the main characteristics of the carioca people is their good humor. There is a very famous joke here: when we meet a carioca and a niteroiense we always hear the following question: "What is the most beautiful thing in Niterói? And because they dont know how to answer, they listen the carioca say “The river view". Not wanting to disagree, I add what a photographer friend once told me, referring to the landscape seen from Niterói, "What a happiness of a city to have in its suburb Rio de Janeiro."


© Sérgio Duarte

Luiz Bhering Brasileiro do Rio de Janeiro, forma-se em fotografia pela City Polytechnic School of Arts and Designer de Londres, e segue para Madrid onde vive durante oito anos. Na capital espanhola trabalha como fotógrafo para diversos meios de comunicação, realiza várias exposições e é finalista em diversos concursos fotográficos, destacando-se o primeiro lugar na categoria Profissional no concurso Un Dia En La Vida de Madrid, patrocinado pela Kodak. De volta ao Brasil desenvolve projectos fotográficos. Dedica-se exclusivamente à fotografia e ao seu trabalho como artista visual, expondo em galerias do Rio de Janeiro e São Paulo, promovendo Workshops e Passeios Fotográficos. Sempre em busca de actualização e aprimoramento do seu trabalho, Luiz Bhering tem feito diversos cursos de fotografia contemporânea. Actualmente desenvolve projectos variados com destaque para a Série Urbanidades e Série Território de Pesca e Poesia, como um memorial fotográfico dos Pescadores de Itaipu Niterói/RJ, com o apoio do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus.

Brazilian from Rio de Janeiro, he graduated in photography from the City Polytechnic School of Arts and Designer in London, and then goes to Madrid where he lives during eight years. In the Spanish capital, he works as a photographer for various media, holds several exhibitions and is a finalist in several photographic competitions, winning the first place in the Professional category in the Un Dia En La Vida de Madrid contest, sponsored by Kodak. Back in Brazil he develops photographic projects. He exclusively devotes to photography and to his work as a visual artist, holding exhibitions in Rio de Janeiro and São Paulo galleries, promoting Workshops and Photography Tours. Always seeking to update and improve his work, Luiz Bhering has taken several courses in contemporary photography. Nowadays he develops various projects with emphasis on the Urbanities Series and Territory of Fishing and Poetry Series, as a photographic memorial of the Fishermen of Itaipu - Niterói / RJ, with the support of IBRAM - Brazilian Institute of Museums. www.luizbheringfoto.com


WONDER STAY


Real Marina Hotel & Spa

Para saborear um novo dia À frente, estende-se o deslumbrante cenário da Ria Formosa e uma marina onde descansam veleiros e alguns barcos de pesca. Mais ao lado, espera-nos a cidade piscatória de Olhão. Pronta a ser descoberta entre as suas ruas e ruelas. E como ponto de partida para este encontro está o Real Marina Hotel & Spa, um cinco estrelas cheio de motivos para umas férias ou fim-de-semana marcado pelo requinte, bem-estar e tranquilidade. Texto Fernando Borges Fotos Fernando Borges/Hotéis Real/Salt&Sea

To enjoy a new day Ahead lies the stunning Ria Formosa scenery and a marina where sailboats and some fishing boats rest. Further along, the fishing town of Olhão awaits us. Ready to be discovered among its streets and alleys. And as a starting point for this meeting is the Real Marina Hotel & Spa, a five star full of reasons for a holiday or weekend defined by refinement, well-being and tranquility. Text Fernando Borges Photos Fernando Borges/Real Hotels/Salt&Sea


Junto das águas da Ria Formosa, há uma marina onde se passeiam descontraidamente turistas, onde crianças correm atrás de uma bola enquanto os pais e avós se entretêm à conversa, e onde mãos dadas sussurram promessas de amor. E há amarras que prendem a porto seguro pequenos veleiros e catamarãs que esperam clientes para os levar à descoberta da ilha da Culatra, de Armona e do Farol, e pequenos barcos de pesca que levam quem se dedica à apanha da amêijoa ou do lingueirão. E desta marina olha-se para terra onde um edifício de linhas direitas cheio de varandas chama a atenção. É aqui que reside o Real Marina Hotel & Spa. Atravessa-se a avenida na sua direcção, passa-se por um tuk-tuk que espera por quem se queira passear pela típica cidade de Olhão, um destino obrigatório entre as rotas algarvias, e entra-se num enorme hall revestido de pedra. Em frente, estende-se um comprido balcão onde quem chega faz o seu check-in. De resto é muito espaço limitado por paredes em tons pastel alaranjado. E muita luz. Uma luz natural que se mistura com a suavidade da que sai dos candeeiros, realçando muitos detalhes, principalmente de elementos decorativos, das madeiras nobres dos móveis, dos sofás de cores quentes e do design onde o clássico por vezes se rodeia de alguns elementos mais arrojados, não faltando um certo “sabor” árabe. Sentamo-nos num desses sofás e vamos percorrendo com o olhar esses pormenores de arquitectura e decoração saídos do Atelier Graça Viterbo para nos determos nos tons vermelhos do Real Bar, um espaço moderno desenhado para se estar à conversa e descontrair entre uma vasta selecção de vinhos ou nos deliciarmos com um dos cocktais de assinatura, como o “Ria Formosa”.


By the waters of Ria Formosa, there is a marina where tourists are laid-back, where children run after a ball while parents and grandparents entertain themselves with conversation, and where lovers hand in hand whisper promises of love. And there are moorings that hold safe small sailboats and catamarans waiting for customers to take them to discover the islands of Culatra, Armona and Farol, and small fishing boats that take those who are dedicated to collect clams or razor clams. And from this marina you look ashore where a straight-line building full of balconies catches the eye. It is here that stands the Real Marina Hotel & Spa.
 
 We cross the avenue towards the hotel, we walk by a tuk-tuk waiting for those who want to go around the typical city of Olhão, a must-see destination in the Algarve routes, and we enter a huge stone-lined hall. Opposite is a long counter where guests do their checkin. For the rest it is a lot of space limited by walls painted in pastel orange colour. And a lot of light. A natural light that blends with the softness of the lamps highlighting many details, especially of decorative elements, the noble furniture woods, the warm colored sofas and the design where the classic sometimes is surrounded by some bolder elements without missing a certain Arabic “flavor”. We sit on one of those sofas watching the architectural details and decor coming from Atelier Graça Viterbo and keep the eye on the red tones of the Real Bar, a modern space designed for conversation and relaxation among a wide selection of wines or enjoy one of the signature cocktais like the Ria Formosa.


Mais ao lado, uma enorme parede de vidro desvenda o Real Restaurante, um espaço gastronómico sofisticado onde imperam os paladares da cozinha portuguesa inspirados nos sabores da região de Olhão. Como o polvo à lagareiro, lombinho de porco com amêijoas, feijoada de gambas, codorniz corada com balsâmico e ratatouille com puré de pera, cataplana de polvo com batata doce, filete de corvina suado com sabores cítricos, cataplana de peixe, camarão e amêijoa, creme brûlée de alfarroba com gelado de tangerina, ou uma trilogia algarvia composta por torta de laranja, parfait de figo e creme de alfarroba. E ao lado, há portas que nos introduzem no Maldiçoade. Um espaço acolhedor onde hambúrgueres artesanais, vegetarianos, de peixe e especiais tentam reinar entre risotos de cogumelos e avelã, de camarão e vieira. Ou com um fantástico risoto de caldeirada. E sempre com cervejas artesanais à espera para tornarem esta viagem pelos sabores ainda mais apetitosa. Mas há que subir no elevador panorâmico até ao primeiro piso e olhar a Ria Formosa, ali em frente, abrir o olhar para o horizonte e saborear um novo amanhecer. Ou esperar que o sol se ponha deitado numa espreguiçadeira à beira de uma piscina que parece abrir-se ao mar enquanto saboreamos uma refrescante bebida, o lugar mais concorrido do Real Marina. Uma opção ao Ria Restaurante Bar, no mesmo piso, que nos introduz à esplanada onde ao almoço são servidos diversos snacks, um vasto buffet de saladas, de sobremesas e showcooking de pastas e risotos, enquanto à noite são os sabores do mar na grelha o denominador de uma gastronomia de excelência.

Further aside there is a huge glass wall that unveils the Real Restaurante, a sophisticated gastronomic space where the flavors of Portuguese cuisine stand out inspired by the flavors of the Olhão region: Octopus at lagareiro, pork tenderloin with clams, prawn bean stew, quail roasted with balsamic and ratatouille with pear puree, octopus cataplana with sweet potato, corvina fillet seasoned with citrus, fish cataplana, shrimp and clams, carob creme brulee with tangerine ice cream, or an Algarvian trilogy consisting of orange pie, fig parfait and carob cream. And next to it there are doors that introduce us to the Maldiçoade. A welcoming space where artisanal, vegetarian, fish and special hamburgers try to rule over risotto cooked with mushrooms and hazelnut, shrimp and scallop. Or with a fantastic risotto stew. And always with craft bears in wait to make this journey of flavors even more appetizing. 
 But you have to go in the panoramic elevator to the first floor and look at Ria Formosa, right in front, open your eyes to the horizon and enjoy a new dawn. Or wait at Real Marina's busiest spot for the sunset on a lounger by a pool that seems to open up to the sea while sipping a refreshing drink. An option to the Ria Restaurant Bar on the same floor, which introduces us to the terrace where lunch is served with various snacks together with a large salad buffet, desserts and pasta and risotto showcooking, while at night the sea flavors on the grill are the prime choice of a gastronomy of excellence.


Explorada uma parte das áreas comuns, há que conhecer o aposento “real” em tons pastel decoradas em tonalidades creme e terra que me foi destinado, uma das seis Suites Vista Rio, com 52 m2 e uma enorme varanda com vista para a Ria onde tomar uma bebida em final de tarde se torna um prazer inconfessável. Um cenário que é partilhado igualmente por 60 quartos standard, enquanto 72 outros quartos standard e suites nos oferecem um olhar sobre a cidade de Olhão. E dorme-se. Dorme-se com o corpo num sono profundo embalado pela mansidão das águas da Ria. E acorda-se com vontade de aceitar um dos muitos programas oferecidos pelo Real Marina e partir à descoberta do rico património histórico e cultural que rodeia este hotel de cinco estrelas, e do Parque Natural que se avista desde o nosso quarto. Programas que passam pela observação de aves, passeios a pé, de bicicleta, a cavalo, de segway, tuk-tuk… e de catamarã. Catamarã que, numa parceria entre o Real Marina e a Salt&Sea nos leva ao encontro das ilhas da Armona, da Culatra e do Farol, entre bancos de areia, dunas, salinas, pequenos cursos de água, sapais… Também entre pequenas embarcações que regressam ou partem para a faina no mar, entre homens e mulheres dobradas que apanham amêijoas e lingueirão, que caminham entre “camas” onde se reproduzem as famosas ostras da Ria. E como têm outro sabor estas ostras degustadas com as pernas dentro de água enquanto Paulo Padinho, um dos produtores de ostras da Ria as vai abrindo, contando estórias de vida e da vida que aqui acontece.

After exploring some of the common areas, I have to meet the “royal” room in pastel colors decorated in cream and earth tones that is meant to me, one of the six 52 square meters river view suites and a huge balcony overlooking the Ria and have the unquestionable pleasure of a late afternoon drink. A scenario that is equally shared by 60 standard rooms, while 72 other standard rooms and suites will afford us a look at the city of Olhão. 
 And then sleep. A deep sleep rocked by the soft water of the Ria. And I wake up willing to accept one of the many programmes provided by the Real Marina and set out to find the rich historical and cultural patrimony that surrounds the 5 star hotel and also the Natural Park that can be watched from the room. These entertaining programmes include birdwatch, walking tours, bike tours, horse riding, segway, tuk tuk… and catamaran. 
 Catamaran that, in a partnership between Real Marina and Salt & Sea leads us to the islands of Armona, Culatra and Farol, between sandbanks, dunes, salines, small streams and marshland. Also among small boats that come or go to the sea work sailing among men and women bent to catch clams and razor clams, and who walk around “beds” of famous Ria oysters breeding. And what a different taste have these oysters when we are in the water and Paulo Padinho, one of the oysters producers of the Ria opens them while telling stories of life and of the life that happens here.


E regressa-se ao Real Marina que, como diz o seu “BI”, tem como nome completo Real Marina Hotel & Spa. Sim, &Spa! É a entrada, depois de passar por uma piscina interior de água aquecida que se abre também ela para a Ria, num refúgio perfeito para viver uma experiência que mima todos os sentidos, entre terapias holísticas, sauna e banho turco, duche Vichy, hidromassagens detox com extratos de algas, tonificante com óleos essenciais de eucalipto, relaxante com camomila, com massagem sub-aquática… E de massagens terapêuticas. Também de rituais de assinatura desenhados e criados pela equipa do Spa Real Therapy inspirados em elementos portugueses, com destaque para o ritual rosto e corpo com chocolate e mel, o ritual hidratante com cristais marinhos e “bolus” quentes de alfazema, o ritual sensorial anti-envelhecimento com búzios e óleos essenciais de flor de laranjeira, e para o ritual real lusitano. Uma “viagem” de oitenta minutos de relaxamento e detox que evoca elementos tão autênticos como as cabaças portuguesas que se inicia com uma esfoliação corporal com pó de arroz que se completa com uma massagem de corpo com óleo de girassol das lezírias ribatejanas onde as cabaças são utilizadas com movimentos sistemáticos, assegurando a revitalização da mente e espírito. E assim, com o corpo e a mente revitalizados, regresso à varanda da minha Suite Vista Rio. Volto a olhar a Ria enquanto espero por mais um pôr-do-sol e vou mimando o palato com uns camarões salteados com alho, malagueta fresca e salsa picada, para de seguida deliciar-me com um carpaccio de novilho com pesto de manjericão, rúcula e parmesão. E chega a noite. E com ela deixo-me levar por um sono profundo perfumado pela brisa que sopra entre salinas, sapais e dunas que ali em frente também descansam na companhia da luz do luar que se reflecte em tranquilas águas.

And we go back to Real Marina whose full name is Real Marina Hotel & Spa. Yes, & Spa! The spa is the entrance, after going through an indoor heated pool that also opens to the Ria, to a perfect refuge to live an experience that cuddles all senses, including holistic therapies, sauna and Turkish bath, Vichy shower, detox whirlpools with seaweed extracts, tonics with eucalyptus essential oils, relaxing products with chamomile, sub-aquatic massage… And therapeutic massages. Also an entrance to signature rituals designed and created by the Spa Real Therapy team inspired by Portuguese elements, highlighting the face and body ritual with chocolate and honey, the moisturizing ritual with sea crystals and warm lavender bolus, the sensorial anti ageing ritual with shells and orange blossom essential oils, and also for the royal Lusitanian ritual. An 80 minute relaxation and detox “journey” that evokes elements as authentic as the Portuguese gourds that begins with a rice powder body scrub that is completed with a sunflower oil body massage from the Ribatejo wetlands where the gourds are used with systematic movements, ensuring the revitalization of mind and spirit. And so, with a revitalized body and mind, I return to the balcony of my River View Suite. I look back at Ria while waiting for another sunset and enjoying some sauteed garlic prawns, fresh chilli and chopped parsley, and then to delight with veal carpaccio cooked with basil pesto, arugula and Parmesan. As the night falls I embrace a deep sleep perfumed by a blowing breeze over salt flats, salt marshes and dunes that right in front also sleep accompanied by the reflection of moonlight in calm waters.

www.realmarina.realhotelsgroup.com

https://saltsea.pt


SPA


Atitude Spa Sayanna Tranquilidade Vital Wellness Spa

Estamos no spa do Evidência Belverde Atitude Hotel. Mais do que um espaço de saúde e bem-estar, este é um retiro que proporciona sensações exclusivas de relaxamento profundo com a garantia de qualidade dos produtos Zone. Fomos experimentar o Estamos no 23ºComfort andar do Hotel Myriad by Sana Tranquility e oé de tempo no Parque das tratamento Nações em Lisboa. A vista parou durante os próximos cortar a respiração e temos a sensação de flutuar 60 directamente minutos. no Tejo. Um serviço de luxo p e r s o n a l i z aTexto d o sCarla e m p rBranco e com base no Fotos Carla eBranco & Atitude Spa rejuvenescimento do corpo da alma. Texto Carla Branco Fotos Carla Branco & Sayanna Wellness Spa

Vista panorâmica para o bem-estar

Vital Tranquility We are at the Evidência Belverde Panoramic view for wellness Atitude Hotel spa. More than just a

We are on the 23rd the Myriad Hotel by is a healthfloor andofwellness space, this Sana at Parqueretreat das Nações Lisbon. The view isdeep thatin delivers unique breathtaking and we havesensations the feeling of floating relaxation with the Comfort directly on theZone Tagus. A personalized luxury We product quality assurance. service always based on the the rejuvenation of treatment body experienced Tranquility and soul. and time stopped for the next 60 Text Carla Branco minutes. Photos Carla Branco & Sayanna Text Carla BrancoWellness Spa Photos Carla Branco & Atitude Spa


Aproveitei para visitar o Atitude Spa para complementar a minha agradável estadia no Evidência Belverde Atitude Hotel. Este é um pequeno retiro a nível de dimensão mas compensa largamente em charme e nos pequenos detalhes que ultrapassam expectativas. É confortável e aconchegante e dispõe de um vasto leque de experiências relaxantes. O tom negro, permanente na decoração de todo o hotel, e também presente no spa, confere um efeito de calma e elegância. A terapeuta Ariana Ramos vai guiar-me ao longo dos próximos 60 minutos durante o tratamento Tranquility, de relaxamento profundo do corpo e da mente.

I took the opportunity to visit Atitude Spa to complement my pleasant stay at Evidência Belverde Atitude Hotel. This is a small retreat in size but it pays off largely in charm and small details that exceed expectations. It is comfortable and cozy and has a wide range of relaxing experiences. The black tone, permanent in the decoration of the entire hotel, and also present in the spa, gives an effect of calm and elegance. Therapist Ariana Ramos will guide me over the next 60 minutes during Tranquility, deep body and mind relaxation treatment.


Todo o ritual que antecede a massagem nos prepara psicologicamente para uma sessão cuidada em que nos podemos abstrair perfeitamente de tudo e apreciar cada toque. À chegada recebem-nos com simpatia e profissionalismo e encaminham-nos para o cacifo onde encontramos toalha, robe e chinelos. Segue-se o welcome ritual com óleos essenciais e pétalas de rosa e as toalhas quentes que tocam em cada pé e conferem uma sensação singular de conforto. Todos estes detalhes iniciais são deveras importantes e fazem toda a diferença na escolha de um spa. Tive a boa sensação de que a hora passou a correr, foi uma massagem diferenciada com a qual apreciei cada minuto e consegui abstrair-me profundamente de tudo ao meu redor. No final tinha um chá quente à minha espera e aqueles últimos minutos transmitiram uma imensidão de sossego e paz interior, a tranquilidade necessária quando visitamos um spa. O tratamento foi realizado com os produtos da Comfort Zone, marca vencedora, entre outros, dos prémios Monte Carlo e SPA Product 2008 e Asia Spa Awards 2013, presente nos melhores spas internacionais e cadeias de hotéis de luxo. São produtos exclusivos com fórmulas inovadoras e uma imagem que reflecte o requinte e o bom gosto italianos, uma fonte de prazer para os sentidos.

All the ritual before the massage prepares us psychologically for a careful session in which we can perfectly abstract ourselves from everything and enjoy every touch. On arrival they welcome us with kindness and professionalism and direct us to the locker where we find towel, robe and slippers. This is followed by the welcome ritual with essential oils and rose petals and the warm towels that touch each foot give a unique feeling of comfort. All these initial details are very important and make all the difference in choosing a spa. I had a good feeling that the hour just went by really fast, it was a differentiated massage with which I enjoyed every minute and managed to deeply withdraw from everything around me. In the end there was a hot tea waiting for me and those last minutes conveyed an immensity of peace and inner peace, the necessary tranquility when we visit a spa. The treatment was carried out with Comfort Zone products which won, among others, the Monte Carlo and SPA Product 2008 and Asia Spa Awards 2013, displayed in the best international spas and luxury hotel chains. These are exclusive products with innovative formulas and an image that reflects Italian refinement and taste, a source of pleasure for the senses.


Para que o ritual fique completo, aproveitamos o Circuito de Águas na piscina interior aquecida, enquanto saboreamos uma água aromatizada ou um novo chá. Sempre que houver disponibilidade devemos mimar-nos com estes pequenos prazeres. Para além deste tratamento, existem muitos outros rituais de luxo para experimentar, sozinho ou a dois: Aromasoul Elements Massage, Geotermal, Sal dos Himalaias e Aromasoul Scrub Ritual, passando igualmente pelos tratamentos de assinatura: Atitude Express (massagem personalizada), Atitude Deep Tissue (massagem desportiva) e Atitude Baby on Board (massagem para grávidas). Mas também podemos optar pelos mais diferentes cuidados faciais: Hydramemory (para todos os tipos de pele), Recoover (para nutrir a pele), Sublime Skin (para peles maduras); ou cuidados corporais: Body Strategist (massagem anti-celulítica e massagem tonificante).

For the ritual to be completed, one can take advantage of the Water Circuit in the heated indoor pool, while enjoying a flavored water or a new tea. Whenever available we should pamper ourselves with these little pleasures. In addition to this treatment, there are many other luxury rituals to try out, alone or together: Aromasoul Elements Massage, Geothermal, Himalayan Salt and Aromasoul Scrub Ritual, as well as signature treatments: Attitude Express (personalized massage), Attitude Deep Tissue (sports massage) and Attitude Baby on Board (massage for pregnant women). But we can also choose the most different facial care: Hydramemory (for all skin types), Recoover (to nourish the skin), Sublime Skin (for mature skin); or body care: Body Strategist (anti-cellulite massage and toning massage).

www.evidenciabelverde.com


WONDER TASTE (I)


The 19

Sabores com atitude Chama-se The 19 e é um oásis gastronómico na Amora, a meia hora de Lisboa. Está inserido no Evidência Belverde Atitude Hotel e naturalmente reflecte a filosofia do espaço. Tudo aqui respira requinte, generosidade e sabores assinados pelo chef Rui Pedro Valente que nos transporta para a cozinha dos vários continentes tendo como base a essência da cozinha portuguesa. Esta é a comida genuína que nos trata da alma e nos faz sentir bem. Texto Carla Branco | Fotos Carla Branco & The 19

Flavors with attitude It's called The 19 and is a gastronomic oasis in Amora, half an hour from Lisbon. It is located inside the Evidência Belverde Atitude Hotel and naturally reflects the philosophy of the space. Everything here breathes refinement, generosity and flavors signed by chef Rui Pedro Valente who transports us to the cuisine of various continents based on the essence of Portuguese cuisine. This is genuine food that treats our soul and makes us feel good. Text Carla Branco | Photos Carla Branco & The 19


Lisboa e arredores tem uma diversidade cada vez maior no que diz respeito à restauração. Confesso que desconhecia a pequena localidade de Belverde, freguesia da Amora e município do Seixal. Mas a partir de agora tenho um novo motivo para voltar várias vezes, chama-se Evidência Belverde Atitude Hotel. Entramos no hall e é surpreendente. Ressalta a elegância do espaço e a simpatia com que somos recebidos. Decoração intimista, onde se destacam várias peças de arte e de design, iluminado por candeeiros “deco” e de assinatura. A poucos passos do hall situa-se o restaurante The 19, dirigido a hóspedes e à comunidade local com capacidade para 80 lugares. Um espaço requintado, com ambiente romântico e exclusivo e com um menu de sabores sofisticados, temperados com a essência da cozinha nacional. Para bons apreciadores de pão, como eu, gosto sempre de provar o couvert: selecção variada de pão fresco para acompanhar com a oferta aromática de manteiga de alho, manteiga de chouriço e pasta de marisco. A refeição promete.

Lisbon and the surrounding area is becoming increasingly diverse regarding restaurants. I confess that I was unaware of the small town of Belverde, municipality of Seixal. But from now on I have a new reason to go back several times, called Evidência Belverde Atitude Hotel. We entered the hall and it is amazing. It emphasizes the elegance of the space and the kindness with which we are received. Intimate decoration, highlighting several pieces of art and design, illuminated by signature “deco” lamps. A few steps from the hall is The 19 Restaurant, available for guests and the local community, with capacity for 80 seats. A refined space, with a romantic and exclusive atmosphere and a sophisticated flavors menu, seasoned with the essence of national cuisine. For good bread connoisseurs like myself, I always like to taste the couvert: varied selection of fresh bread to go with the aromatic offer of garlic butter, chorizo butter and shellfish paste. The meal is promising.


Entrada de “Duo de Gravlax de Salmão sobre creme de queijo temperado com Yuzu”. Que excelente forma de começar a refeição, uma salada extremamente fresca com um equilíbrio perfeito entre doce e salgado. Acompanhei com vinho Freixenet ICE e Freixenet Rosé, que tão bem complementam a frescura dos pratos. Para prato de peixe a escolha recaiu no “Polvo braseado com puré de batata roxa, mescla de pimentos e cebola roxa caramelizada”. Tenro e no qual o sabor suave contrasta com o sabor a terra da batata roxa. As doses são generosas e aqui encontramos boa comida portuguesa, com alma, despretensiosa e para apreciar com tranquilidade. O atendimento é bastante atencioso e sempre disponível para tirar qualquer dúvida sobre os pratos e o serviço que nos vai acompanhando ao longo do jantar.

Appetizer with “Salmon gravlax duo over Yuzu seasoned cream cheese”. What a great way to start the meal, an extremely fresh salad with a perfect balance between sweet and salty. I took it with Freixenet ICE and Freixenet Rose wines, which complement the freshness of the dishes. For fish dishes, the choice was “Brazed octopus with purple mashed potato, peppers and caramelized red onion”. Tender and in which the mild flavor contrasts with the earthy flavor of the potato. The servings are generous and here we find good Portuguese food, with soul, unpretentious and to enjoy with tranquility. The service is very attentive and always available to answer any questions about the dishes and the service that accompanies us throughout the dinner.


Seguimos para um “Lombinho de porco preto, migas de enchidos e cogumelos do bosque”. É sem dúvida um prato para quem aprecia comida reconfortante de Inverno, rústico, de sabor intenso e terreno no qual os cogumelos dão um toque de perfeição. Imagine uma lareira, um bom vinho e este prato, o cenário perfeito para um sabor perfeito. É assim que nos sentimos no final da refeição mas não vamos embora sem provar uma sobremesa: um doce “Creme Brullée com citronela e gelado de maçã”. Estas foram as minhas escolhas mas há muito mais para provar e saborear no The 19. Aos domingos podemos aproveitar a oferta variada do Brunch. Para além do restaurante, podemos ainda usufruir da esplanada sobre a piscina e da zona lounge. Antes, ou depois, da refeição o Bar Shot convida-nos para um cocktail, um sumo ou simplesmente uma boa conversa, com destaque para a ampla selecção de bebidas nacionais e estrangeiras e para as sangrias. Tudo isto é sinónimo de convívio e diversão para agradáveis momentos de descontracção. Vamos lá aproveitar!

We head for a “Black pork tenderloin, sausage migas and wood mushrooms”. It is undoubtedly a dish for those who enjoy comforting winter food, rustic, intense flavor and terrain in which mushrooms give a touch of perfection. Imagine a fireplace, a good wine and this dish, the perfect setting for a perfect flavor. This is how we feel at the end of the meal but we will not leave without tasting a dessert: a sweet “Creme Brullée with citronella and apple ice cream”. These were my picks but there is so much to taste and savor at The 19. On Sundays we can enjoy Brunch's varied offerings. In addition to the restaurant, we can also appreciate the terrace over the pool and lounge area. Before, or after, the meal the Shot Bar invites us for a cocktail, a juice or simply a good conversation, highlighting the wide selection of domestic and foreign drinks and sangrias. All this means conviviality and fun for pleasant moments of relaxation. Let's enjoy!

www.evidenciabelverde.com


WONDER TASTE (II)


Conservas de Peixe Uma tradição à beira-mar nascida

Dizem que tudo se deve à abundância de peixe e à extensão da linha costeira de Portugal. Também à secular arte de pesca dos portugueses. Falamos da tradicional indústria conserveira de peixe que soube expandir-se e modernizar-se. Uma indústria que sempre foi muito importante, a nível económico e social. Também “produtora” de belos sabores. Esses que saem do mar para as latas coloridas e de chapa que desde há muito nos habituámos a ver nas estantes dos supermercados, nas tradicionais mercearias de bairro e agora em requintadas lojas gourmet. Texto Fernando Borges | Fotos Conservas Belmar

Canned Fish

A tradition born by the seaside It is said that it all has to do with the abundance of fish and the extension of Portugal's coastline. Also due to the secular fishing art of the Portuguese. We are talking about the traditional fish canning industry that was able to expand and modernize. An industry that has always been very important, economically and socially. Also a “producer” of beautiful flavors. Those flavors that come from the sea to the colorful tinplate cans that we have been used to see for a long time in supermarket shelves, in traditional neighborhood grocery stores and now in exquisite gourmet stores. Text Fernando Borges | Photos Conservas Belmar


Conta a história que a tradição das conservas começou quando os franceses vieram para Portugal no final do século XIX por causa do ciclo de peixe, e que a invenção deu-se por acaso, ao experimentarem tapar uma garrafa em vidro com alimentos. Depois da fervura e esterilização, percebeu-se que era uma boa forma de conservar todas as propriedades e nutrientes dos alimentos durante muito tempo. Mais tarde, um inglês desenvolveu uma ideia, a de criar um invólucro em metal. E patenteou essa sua ideia. E os portugueses, atentos, lançaram-se na criação das primeiras fábricas de conservas de peixe. Uma “novidade” que percorreu quase toda a costa portuguesa, atingindo o seu auge com o início da I Guerra Mundial, pois havia a necessidade de alimentar as tropas nos dois lados do conflito. E assim apareceram mais de 400 fábricas de conserva onde trabalhavam pescadores, latoeiros e soldadores. A partir daí, a prática estendeu-se a outros países, mas com Portugal a dominar uma indústria que se tornaria uma tradição que tem alimentado gerações, para se transformar numa indústria de grande expansão mundial, numa vocação marcadamente exportadora.


The story goes that the canning tradition started when the French came to Portugal in the late 19th century because of the fish cycle, and that the invention came about by chance when they tried to top a glass bottle with food. After boiling and sterilization, it was found to be a good way to preserve all the properties and nutrients of food for a long time. Later on an englishman developed an idea, which was to create a metal casing. And he patented his idea. And the Portuguese, attentive to this, engaged in the creation of the first canned fish factories. A "novelty" that traveled almost all the Portuguese coast, reaching its peak with the beginning of World War I, because there was a need to feed the troops on both sides of the conflict. And so more than 400 canning factories emerged where fishermen, tinmen and welders worked. From then on the practice extended to other countries, but with Portugal dominating an industry that would become a tradition that has fed generations, to become an industry of great worldwide expansion, in an openly exporting vocation.


E desta forma apareceram várias fábricas e marcas que se modernizaram, como as Conservas Belmar, uma empresa de enlatados de peixe gourmet à base do pescado mais fresco da costa portuguesa, oferecendo 17 referências diferentes de sardinha, cavala e atum, com as linhas de conservas a serem organizadas de acordo com uma lógica cromática: sardinha (verde), cavala (azul) e atum (rosa). E com estas cores apareceram as latas de sardinhas em azeite, limão, sem pele e sem espinha, em tomate, picante e ovas, a cavala a poder ser degustada em filetes com azeite picante, em tomate e as cavalinhas, e filetes de atum em azeite e tomilho, azeite e orégãos, azeite picante ou simplesmente azeite. Uma diversidade nascida de uma secular tradição que soube modernizar-se, que no caso da Belmar surge apenas em 2016 seguindo as ligações da família de Afonso Rocha e Teresa Rocha à indústria conserveira, uma ligação que já vem do tempo do bisavô de Teresa, Vitor Ramos Reynaud, quando ergueu a fábrica Ramos Reynaud no fundo da Avenida Luísa Todi, em Setúbal, e dos tios-avôs de Afonso, também eles donos de fábricas de conservas de peixe. Mas os tempos modernos e as novas tendências gastronómicas levaram a que o casal Rocha se lançasse na comercialização de conservas gourmet, criando assim uma marca de raíz, a Belmar, inspirando-se na expressão “belo mar português”.

And so there were several factories and brands that were modernized, such as Conservas Belmar, a gourmet fish canning company based on the freshest fish of the Portuguese coast, offering 17 different references of sardines, mackerel and tuna, with the canning lines to be arranged according to a chromatic logic: sardines (green), mackerel (blue) and tuna (pink). And with these colors came the cans of sardines in olive oil, lemon, skinless and boneless, in tomato, spicy and eggs, mackerel that could be tasted in spicy olive oil, tomato and horsetail, and tuna fillets in olive oil and thyme, olive oil and oregano, spicy olive oil or simply olive oil. A diversity born from a secular tradition that knew how to modernize, which in Belmar's case comes only in 2016 following the connections of the family of Afonso Rocha and Teresa Rocha to the canning industry, a connection that comes from the time of Teresa's great-grandfather, Vitor Ramos Reynaud, when he built the Ramos Reynaud factory at the bottom of Avenida Luísa Todi, in Setúbal, and of Afonso's great-uncles, who also owned canned fish factories. But modern times and new culinary trends have led the Rocha couple to launch the marketing of gourmet canning thus creating a root brand, Belmar, named after the expression "beautiful Portuguese sea".


No início do projecto, o casal Rocha experimentou todas as conservas do mercado, entre nacionais e estrangeiras, e com a ajuda de dois chefs portugueses chegaram aos produtos que queriam vender. O passo seguinte foi contactar os fornecedores exclusivamente nacionais e selecionar os produtos e assim produzir conservas com produtos frescos e gourmet, recuperando a tradição da indústria conserveira e adaptando-a à realidade actual. Um projecto que passará em 2020 pelo lançamento da gama Bio, que será focada na linha em azeite bio, contando com a sardinha, a sardinha sem pele e sem espinha, os filetes de cavala e os filetes de atum. Uma aposta que passa pelo reforço da internacionalização da marca, do volume de vendas e do alargamento da gama de produtos, contando para isso com uma gama de peixe de captura selvagem da costa portuguesa, o que aporta o ingrediente mais biológico possível, indo assim ao encontro do gosto e das tendências do mercado actual, com as novas variedades a serem reforçadas com azeite extra virgem biológico, abrindo as portas às conservas para um novo mundo, o dos produtos 100% biológicos. E resta dizer… “bom apetite”. Em casa, numa “tasca” ou num requintado restaurante, também eles a descobrir e a dar a descobrir os prazeres dos sabores de uma antiga tradição portuguesa, a das conservas de peixe.

At the beginning of the project, the Rocha couple tested all canned products on the market, domestic and foreign, and with the help of two Portuguese chefs they came to the products they wanted to sell. The next step was to contact the purely national suppliers and select the products and thus to produce canned food with fresh and gourmet products, recovering the tradition of the canning industry and adapting it to the current reality. A project that in 2020 will launch the Bio range which will focus on the line in bio olive oil, including sardines, skinless and boneless sardines, mackerel fillets and tuna fillets. A bet that goes through the reinforcement of the internationalization of the brand, the sales volume and the widening of the product range, counting on a range of wild catching fish from the Portuguese coast that assures the most biological ingredient thus meeting the taste and trends of the current market, with the new varieties being reinforced with organic extra virgin olive oil, opening doors to a new world of canning, the 100% organic products. And now all we have to say is…. “enjoy”. At home, in a “tavern” or in an exquisite restaurant, these are the right places to reveal the pleasure of the flavors of an ancient Portuguese tradition, the canned fish.


10 X10


Sandra Nobre

10 Perguntas, 10 Respostas 10 Questions, 10 Answers O fio condutor da sua vida são as histórias, que a fascinam. Tornou-se storyteller  depois de 23 anos e 18 dias dedicada ao jornalismo. Passou pela rádio, televisão e imprensa, onde recebeu prémios que envolviam causas sociais. No entanto, a maior parte do tempo, foi sobre viagens e  lifestyle  que escreveu. Há sete anos, criou o projecto Short Stories, de livros personalizados. Há dois, começou a organizar os Breakfast Girls Just Wanna Have Fun, de  networking  feminino. Tem duas biografias publicadas. Dorme pouco, porque lhe falta tempo para concretizar tudo o que idealiza. Por Fernando Borges

The thread of her life is the stories that fascinate her. She became a storyteller after 23 years and 18 days dedicated to journalism. She worked on radio, television and the press, where she received awards involving social causes. However, most of the time, it was about travel and lifestyle that she wrote. Seven years ago, she created the Short Stories project of personalized books. Two years ago, she started organizing the Breakfast Girls Just Wanna Have Fun, about female networking. There are two published biographies. She sleeps little, because she lacks the time to achieve all that she idealizes. By Fernando Borges


Obrigatoriamente tenho que começar este 10x10 por falar do Diário de Notícias, onde nos conhecemos, quando o DN era a grande escola do jornalismo português e quando se “fazia jornalismo” sério e objectivo, de investigação, sem medos, manipulações e pressões interiores e exteriores. E esta realidade traz-me uma frase de Oscar Wilde: “O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele mantém-nos em dia com a ignorância da comunidade”. Concordas com esta afirmação? No século XIX, Wilde já antevia o que iria acontecer com o advento das redes sociais. A blogosfera mudou o ritmo e o foco da informação, todos se sentem capacitados a relatar os acontecimentos. Ser jornalista não é isso, não se emite opinião, verificam-se os factos antes de veicular a informação – pelo menos, deveria ser assim. Os meios de comunicação tiveram de se adaptar a esta nova era informativa, mas ainda não encontraram a forma mais eficaz de comunicar com este novo público. E a facilidade de acesso à informação não faz com que a comunidade seja menos ignorante, é até mais susceptível à manipulação. E concordas com George Orwell quando afirmou que o “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”? Não necessariamente. Nem só de jornalismo de investigação – esse sim pode ser mais incómodo – vivem os meios de comunicação. Uma história bem contada pode ter um forte impacto na sociedade e mudar mentalidades e não é menos importante, tal como o jornalismo de lifestyle ou de viagens também têm a sua função.

I must start this 10x10 by talking about the Diário de Notícias, where we met, when DN was the great school of Portuguese journalism and when serious and objective “journalism” was being investigated, without fears, manipulations and internal and external pressures. And this reality brings me a quote from Oscar Wilde: “Modern journalism has something in its favor. By offering us the opinion of the uneducated, it keeps us up to date with the ignorance of the community”. Do you agree with this statement? In the 19th century, Wilde foresaw what would happen with the advent of social networks. The blogosphere has changed the pace and focus of information, everyone feels empowered to report events. Being a journalist is not that, you are not opinionated, the facts are verified before you convey the information - at least it should be so. The media have had to adapt to this new information age, but have not yet found the most effective way to communicate with this new audience. And the ease of access to information does not make the community less ignorant, it is even more susceptible to manipulation. And you agree with George Orwell when he said that “journalism is publishing what someone doesn't want published. Everything else is publicity”? Not necessarily. Not only investigative journalism - that may be more cumbersome - does the media live. A well-told story can have a strong impact on society and change mindsets, and it is no less important, just as lifestyle or travel journalism also plays a role.


E que jornalismo é esse, o das viagens a que também te dedicaste? É aquele que dá a conhecer um mundo que não se encaixa no estilo de vida da maioria. O jornalismo de viagens faz jus às palavras de Camões e ao epíteto dos Descobrimentos ao dar “novos mundos ao mundo”. Há quem julgue que se trata apenas de ir de viagem, a passeio, e não é nada disso. Cabem todas as experiências nas viagens, não é só Turismo. Vamos ao encontro de realidades nem sempre fáceis de assimilar, de culturas que só conhecíamos dos livros, de vivências muito distintas das nossas e que não podemos observar segundo os nossos valores e crenças. É preciso ler muito antes de ir para o terreno. É preciso ter uma curiosidade infinita. É preciso dormir pouco para aproveitar todos os minutos no lugar onde não sabemos se vamos voltar algum dia. O jornalismo de viagens foi o que mais me ensinou, com o qual aprendi a viajar sozinha, a estar em lugares que me desafiaram em todos os sentidos, a superar medos, que me deu a conhecer pessoas extraordinárias e a dar valor às pequenas coisas. Não se sai ileso da Amazónia ou de uma viagem no Transiberiano, como não se regressa igual da Índia, da Mongólia ou de Israel. E o jornalismo de viagens, por não ser levado tão a sério, permitenos a liberdade de ver tudo. Desiludiste-te com o jornalismo? De certa forma. Aprendi com profissionais que colocavam as notícias acima de tudo, sem olhar ao relógio para ir para casa, agora até a aula de pilates é mais importante. Ainda há honrosas excepções de jornalistas brilhantes. O jornalismo foi a minha escola, a minha formação como pessoa ao dar-me a possibilidade de ouvir as histórias contadas pelos protagonistas. Guardei esse ensinamento, que replico no Breakfast e agora no formato de jantar Girls & Boys Just Wanna Have Fun. O primeiro foi sobre Género, porque se fala muito do que não se conhece e as saias nos corredores da Assembleia são um fait-divers. Quero dar o meu contributo para mudar mentalidades, à minha escala, juntando uma dúzia de pessoas à mesa de cada vez. Ser jornalista é a minha essência e essa não é regulada por nenhuma carteira profissional, é a forma como penso e como olho o mundo.

And what kind of journalism is that, the one with the journeys to which you have also dedicated yourself? It is one that makes known a world that does not fit the lifestyle of the majority. Travel journalism lives up to the words of Camões and the epithet of the Discoveries by giving “new worlds to the world”. There are those who think it is just a trip, a ride, and it is nothing like that. All travel experiences fit in it, not just Tourism. We are meeting realities that are not always easy to assimilate, cultures that we only knew from books, experiences that are very different from ours and that we cannot observe according to our values and beliefs. You have to read a lot before you go to the field. One must have infinite curiosity. You need little sleep to enjoy every minute of the place where we don't know if we'll ever be back. Travel journalism taught me the most, the one where I learned to travel alone, to be in places that defied me in every way, to overcome fears, to make me know extraordinary people, and to value small things. You are not the same after returning from Amazon or a trip in the Trans-Siberian, and the same way while returning from India, Mongolia or Israel. And travel journalism, not being taken so seriously, allows us the freedom to see everything. Did journalism disappoint you? Somehow. I learned from professionals who put the news above all, without looking at the clock to go home, now even pilates class is more important. There are still honorable exceptions from brilliant journalists. Journalism was my school, my training as a person by giving me the chance to hear the stories told by the protagonists. I kept this teaching, which I replicate at Breakfast and now in the Girls & Boys Just Wanna Have Fun dinner format. The first was about Gender, because you talk a lot about what you don't know and the skirts in the halls of the Assembly are a fait-divers. I want to contribute to changing mindsets on my scale by bringing a dozen people to the table at a time. Being a journalist is my essence and this is not regulated by any professional card, it's the way I think and how I look at the world.


E em ti há o fascínio das histórias. Donde vem esse fascínio? Acredito que trazemos uma mala cheia de referências quando nascemos e a minha vinha cheia de livros e de mapas. Pedia livros antes sequer de saber ler e escondia-os debaixo dos lençóis para me distrair, na hora da sesta. Cedo decidi que queria viver numa cidade grande e viajar muito. Tive a sorte de começar a escrever sobre viagens quando colaborava com o DNA, do Pedro Rolo Duarte, por ele reconhecer em mim essa curiosidade do mundo. Viajei à procura de histórias. E os anos de jornalismo, mais do que a escrever notícias, foram a contar histórias. Estão-me coladas à pele. O que se passa à mesa do Breakfast Girls Just Wanna Have Fun?  Passa a vida das mulheres que participam, é esse o princípio, partilharmos vivências. Quis criar um momento que fosse exclusivamente feminino, porque as mulheres reservam pouco tempo para si. Quis tirá-las do ambiente de trabalho e já tomámos o Breakfast numa academia de boxe, num barbeiro de homens, em hotéis de cinco estrelas, em cafés de bairro, em caves de vinho do Porto, num navio de cruzeiros. Estou sempre à procura do próximo spot. A isso junto uma convidada inspiradora. E repito a receita, mensalmente, em Lisboa e no Porto. Em cada pequeno-almoço, cada mulher há-de se identificar com uma experiência, uma frase, uma palavra, de outra.

And in you there is the fascination of the stories. Where does this fascination come from? I believe we bring a suitcase full of references when we were born and mine was full of books and maps. I asked for books before I could even read and hid them under the sheets to distract me at nap time. I soon decided that I wanted to live in a big city and travel a lot. I was fortunate enough to start writing about travel when I collaborated with Pedro Rolo Duarte's DNA because he recognized in me this curiosity of the world. I traveled looking for stories. And the years of journalism, rather than writing news, were telling stories. They are glued to my skin. What happens at the table of Breakfast Girls Just Wanna Have Fun? The lives of the women who participate, this is the principle, we share experiences. I wanted to create a moment that was exclusively feminine, because women have little time left for themselves. I wanted to get them off the desktop, and we've had breakfast at a boxing gym, a men's barber shop, five-star hotels, neighborhood cafes, Port wine cellars, a cruise ship. I am always looking for the next spot. Added to this is an inspiring guest. And I repeat the recipe, monthly, in Lisbon and Porto. At each breakfast, each woman will identify with one experience, one sentence, one word, another.


Olhas para a vida como a arte de sintonizar o mundo e as pessoas? Não vejo outra forma de viver. Por mais solitários que sejamos temos que ter a nossa comunidade, o nosso círculo de amigos, de interesses. O que faço é tentar alargar o espectro. As viagens deram-me essa dimensão do infinito, da descoberta, a riqueza que está nos que surgem no nosso caminho por mais diferentes que sejam de nós.   Sentes que existe cada vez mais uma  incapacidade de compreender a linguagem da palavra, do gesto, do olhar e da flexibilidade da conversação informal transformando o ser humano num analfabeto funcional de aparências e mascarado?  Sou uma sonhadora, não gosto de reduzir o ser humano a essa condição. Aliás, tento contrariar isso. Os meus livros, as minhas Short Stories, são feitas de palavras, de gestos, de afectos, são momentos íntimos e de partilha e são as pessoas que os sublinham, eu apenas os registo e dou-lhes a importância que têm. O Breakfast vive de palavras e de olhares. Se até as máquinas se querem cada vez mais humanizadas... Enquanto não perdermos a capacidade de amar há esperança.

Do you look at life as the art of tuning in to the world and people? I see no other way to live. As lonely as we are, we have to have our community, our circle of friends, interests. What I do is try to broaden the spectrum. Travel has given me this dimension of infinity, of discovery, of the richness that comes to us on our path, no matter how different it may be from us. Do you feel that there is an increasing inability to understand the language of word, gesture, look and the flexibility of informal conversation turning the human being into a functional and masked illiterate? I am a dreamer, I do not like to reduce the human being to this condition. In fact, I try to counteract that. My books, my Short Stories, are made of words, gestures, affections, are intimate and sharing moments, and it is the people who underline them, I just record them and give them their importance. The breakfast lives on words and looks. We even want machines to be more humanized... There is hope until we lose the ability to love.


É a acção de viajar uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação com a realidade com que nos deparamos em cada viagem? É uma paixão. Durante muitos anos tive a mala semi-pronta para seguir viagem, várias vezes, a cada mês. Era um vício, insaciável, sim. Depois, precisei de abrandar o ritmo, porque a escrita das Short Stories pedia mais tempo e não conseguia dividir as atenções. Nunca corri atrás de carimbos no passaporte (uma imagem quase ultrapassada). Passei a escolher destinos com critério e, mesmo esses, visitei-os com outro fôlego, muitos passaram a ser momentos só meus em que dispensei escrever sobre eles, coisa impensável antes. Há lugares que tiveram tal impacto em mim que me mudaram. Só ainda não aprendi a usar a palavra férias em conjunto com a acção de viajar, as viagens exigem muito de mim.   E para terminar: viajaste já um pouco-muito por esse mundo. Que destino te mudou, que mais te marcou? O Butão. Eu que tenho o fascínio das grandes metrópoles e dos destinos de praia, dei por mim apaixonada pela simplicidade da paisagem, pelo silêncio, pela felicidade que se obtém das pequenas coisas. Não tem comparação com nenhum outro. Chorei por ter de voltar.

Is the action of traveling an insatiable passion that can only be digested and humanized by confronting the reality we encounter on every trip? It is a passion. For many years I had the suitcase ready to travel several times each month. It was an insatiable addiction, yes. Then I had to slow down, because the writing of the Short Stories called for more time and couldn't divide attention. I have never run after passport stamps (an almost outdated image). I began to choose destinations with discretion and, even those, I visited them with another breath, many became moments of my own when I did not write about them, something unthinkable before. There are places that had such an impact on me that they changed me. I just haven't learned to use the word vacation in conjunction with the action of travel yet, travels demand a lot from me. And to finish: you've traveled a lot through this world. Which destination has changed you, the one with the most impact? Bhutan. I, who have the fascination of big cities and beach destinations, found myself in love with the simplicity of the landscape, the silence, the happiness that comes from small things. It has no comparison with any other. I cried when I had to come back.


WONDER DRIVE


VITARA 1.4T GLX 4WD Um SUV para brincar ao todo-o-terreno

Tem argumentos suficientes para satisfazer quem procura juntar ao rodar na estrada os prazeres de conduzir fora dela, contando para isso com uma coisa chamada AllGrip, um sistema que antecipa situações que requerem o uso de tracção total. E assim reaparece num estilo mais TT, mais SUV e moderno o mais emblemático modelo da Suzuki, o Vitara. Texto Fernando Borges | Fotos Suzuki

A playful all-terrain SUV It has enough arguments to satisfy those looking to combine the pleasure of driving on and off the road, relying on something called AllGrip, a system that anticipates situations that require the use of all-wheel drive. This way it reappears in a more all-terrain, more SUV and modern style the one that is the most iconic Suzuki model, the Vitara. Text Fernando Borges | Photos Suzuki


Renovou-se por dentro e por fora. E assim aumentou o interesse que sempre acompanhou este que é o mais emblemático modelo da Suzuki, o Vitara, adaptando-se não só aos gostos modernos como à crescente procura de modelos que juntam ao rodar em asfalto a capacidade para andar por caminhos mais sinuosos, esses que nos levam por caminhos de terra ao encontro de paisagens mais selvagens. Para isso tornou-se mais elegante, ganhou um estilo mais equilibrado nas suas linhas visualmente mais agradáveis, equipando-se com uma nova grelha frontal cromada, spoilers dianteiros enaltecidos com cromados, jantes de liga leve de 17 polegadas, molduras laterais e ópticas dianteiras de tecnologia LED, oferecendo amplas possibilidades de personalização com uma completa palete de cores, combinações Bitone, packs de acessórios e outros detalhes. Mas é sem dúvida quando o olhamos de traseira que encontramos as maiores diferenças, graças a um novo conjunto de faróis traseiros e um pára-choques redesenhado.

It has renewed itself inside and out. And so has increased the interest that has always accompanied this Suzuki's most iconic model, the Vitara, adapting not only to modern tastes, but also to the growing demand for models that combine the ability to walk on winding paths with asphalt, those that take us along dirt paths to meet wilder landscapes. To make it more elegant, it has gained a more balanced style in its more visually pleasing lines, equipping itself with a new chrome front grille, chrome-plated front spoilers, 17-inch alloy wheels, side frames and front-facing optics with LED technology, offering wide customization possibilities with a full color palette, Bitone combinations, accessory packs and other details. But there is no doubt that is when we look at it from the rear that we find the biggest differences, thanks to a new set of rear lights and a redesigned bumper.


A acompanhar este estilo mais moderno, e apesar de manter algum conservadorismo, o seu interior sofreu igualmente uma certa renovação, com destaque para um redesenho mais intuitivo onde tudo parece estar no sítio certo ao longo do painel de instrumentos que rodeia um ecrã LCD onde quase tudo se pode ler. Alterações que reforçam o interesse neste emblemático SUV da Suzuki junto de quem procura um automóvel que proporcione incursões TT, principalmente agora que vem equipado com um motor 1.4 Boosterjet a gasolina com 140 cv a que se juntam as capacidades da transmissão 4x4 (All Grip), o sistema de tracção integral da Suzuki. Um sistema do tipo automático que antecipa as situações em que se requer tracção total, oferecendo ainda, um sistema composto por quatro modos de condução; Auto, um modo que faz do Vitara um carro de tracção dianteira e disponível sempre que há uma roda a mexer-se mais do que deve, ligando as quatro rodas, Sport, que transforma o Vitara num jipe 4×4 permanente para máxima tracção, Snow, para andar em superfícies com pouca aderência, e Lock (bloqueio), um modo que liga as quatro rodas motrizes tentando ajudar-nos a sair dos problemas em que por vezes nos metemos quando fora de estrada.

Accompanying this more modern style, while retaining some conservatism, the interior has also undergone some renovation, with emphasis on a more intuitive redesign where everything seems to be in the right place along with the dashboard that surrounds an LCD screen where almost everything can be read. Changes that add interest to this iconic Suzuki SUV for those looking for a car that delivers all-terrain forays, especially now that it comes with a 140 hp 1.4-liter petrol Boosterjet engine coupled with 4x4 (All Grip) transmission capabilities, Suzuki's all-wheel drive system. An automatic type system that anticipates situations where full traction is required, yet offering, a system consisting of four driving modes; Auto, a mode that makes the Vitara a front-wheel drive car available whenever there is a wheel moving more than it should by connecting the four wheels, Sport, which turns the Vitara into a permanent 4x4 jeep for maximum traction, Snow, for riding on poorly adhered surfaces, and Lock, a mode that turns on all four-wheels trying to help us to get out of the trouble we sometimes get into when driving off-road.


Mas para quem ainda não esteja satisfeito com estas capacidades do novo Vitara, de nos levar em segurança por caminhos de asfalto e de terra, este 1.4T GLX 4WD conta ainda com a ajuda em descida em declive (HDC), anti bloqueio dos travões, controlo de estabilidade e controlo e tracção, assistência à travagem… Ou seja, tudo aquilo que hoje é oferecido num veículo moderno indo mesmo para além do que é habitual num SUV, tornando quase perfeita a capacidade para andar a bom ritmo por caminhos mais radicais e de evasão, e suavidade em estradas de curvas e contra-curvas, abertas ou auto-estradas, nunca se retraindo quando aparece a necessidade de subir as rotações para atingir os objectivos a que nos propomos.

But for those who are still not satisfied with these new Vitara's ability to take us safely on asphalt and dirt roads, this 1.4T GLX 4WD also has the help of downhill (HDC), anti-lock braking, stability control and traction control, braking assistance… That is, everything that is offered today in a modern vehicle going even beyond what is usual in an SUV, making the ability to go at a fast pace along more radical and evasive routes, and smoothness on curvy and counter roads almost perfect, open or freeways, never retracting when the need to increase the speed appears to achieve the goals we set ourselves.

www.suzuki.pt


LIFESTYLE

www.aquadosazores.com


Natureza. Oceano. Sustentabilidade Chega-nos do Arquipélago dos Açores, no coração do Oceano Atlântico, uma das novas marcas mais interessantes de perfume, a Aqua dos Açores, que apresenta duas colecções: Eau de Parfum e Fragrâncias para casa. Texto Carla Branco | Fotos Aqua dos Açores Esta nova coleção de fragrâncias nasceu como um diário de viagem olfativo. Conto sensorial de um dos lugares mais bonitos do mundo, as fragrâncias são uma homenagem aos Açores como um local de encontro e troca onde história, natureza, cores e aromas se fundem. A coleção de perfumes e fragrâncias para a casa são caracterizadas pela alta concentração de matérias-primas naturais e óleos essenciais provenientes de plantas que crescem no arquipélago, combinando a antiga tradição da perfumaria artesanal italiana com as inovações técnicas na pesquisa e desenvolvimento de perfumes com esses ingredientes puros. As fragrâncias são desenvolvidas exclusivamente para a marca pela jovem nez italiana Alba Chiara De Vitis, produzidas de forma responsável, protegendo o meio ambiente e são livres de parabenos, silicone e petróleo, além de veganas e cruelty-free. O conceito de uso e reutilização é uma prioridade para a marca e inclui frasco reciclável e embalagens totalmente biodegradáveis e recicláveis, certificadas pelo FSC de fontes sustentáveis. O logo Aqua dos Açores é a Rosa dos Ventos, um instrumento de navegação antiquíssimo, uma flor de muitas pétalas, uma magnífica síntese do passado e do presente, indicando não só um local de desembarque bem como tantas outras direcções. Actualmente, a colecção é vendida online internacionalmente e na A Vida Portuguesa e El Corte Inglés, em Lisboa, Portugal.

Nature. Ocean. Sustainability Arriving from the Azores Archipelago, in the heart of the Atlantic Ocean, one of the most interesting new perfume brands, Aqua dos Açores, presenting two collections: Eau de Parfum and Home Fragrances. Text Carla Branco | Photos Aqua dos Açores This new fragrance collection was born as an olfactory travel journal. A sensory tale of one of the most beautiful places in the world, the fragrances are a tribute to the Azores as a meeting place and exchange where history, nature, colors and aromas merge. The collection of perfumes and fragrances for the home is characterized by the high concentration of natural raw materials and essential oils from plants growing in the archipelago, combining the ancient tradition of Italian artisan perfumery with the technical innovations in research and development of perfumes with these pure ingredients. The fragrances are developed exclusively for the brand by young Italian nez Alba Chiara De Vitis, responsibly produced, protecting the environment and free of parabens, silicone and oil, as well as vegan and cruelty-free. The concept of use and reuse is a priority for the brand and includes recyclable bottle and fully biodegradable and recyclable packaging, FSC certified from sustainable sources. The Aqua dos Açores logo is a Compass Card, an old navigational instrument, a flower with many petals, a magnificent synthesis of past and present, indicating not only a landing place but so many other directions. The collection is currently sold online internationally and at A Vida Portuguesa and El Corte Inglés in Lisbon, Portugal.


EAU DE PARFUM

FLORES Lagos vulcânicos com cores indescritíveis, infinitos prados de flores, um encanto absoluto, trnaquilidade sem tempo. Chuva leve, aroma a erva molhada, a botões de pittosporo e flores de laranjeira, numa delicada brisa oceânica primaveril. Volcanic lakes with incredible colours, an infinite array of flowers, exceptional charm, timeless tranquility. Soft rain. The scent of wet grass, buds of pittosporum and orange blossom, in a delicate ocean breeze in the spring.

AZUL Ventos oceânicos em madeiras de antigos veleiros impregnados de sal e tempestades. Notas florais fundem-se com sálvia e âmbar-cinzento. Gotas vulcânicas pretas mergulham no oceano de um azul extremamente intenso. Ilhas nascidas de vulcões evocam naufrágios longinquos. Ocean winds over old wooden sailing ships drenched in salt and storms. Floral notes blend with sage and ambergris. Black volcanic rocks plunge into an incredibly deep blue ocean. Volcano offspring summon distant shipwrecks.


FRAGRÂNCIAS PARA A CASA HOME FRAGRANCE

BRANCO Notas secas e minerais de Verdelho fundem-se com a frescura enxertada do limão e a doçura do rum. Com aromas intensos de néroli e folhas de violeta. Dry notes and Verdelho minerals blend with the citrus notes of lemon and the sweetness of rum, with intense hints of neroli and violet leaf.

TINTO Abertura de vinho tinto com fragrância de uvas maturadas nos antigos currais de pedra, sob as brisas oceanicas. Tons frisantes de romã e groselha que se fecham nas notas delicadas da rosa damascena e envolventes do jasmim. The opening of red wine with the fragrance of grapes ripened between ancient stone walls on the ocean. Sparkling nuances of pomegranate and cassis that close on the delicate notes of damask rose and enchanting jasmine.


WARM AND COSY Nos dias mais frios deste Inverno, a Kocca sugere que a opção recaia sobre as peças quentes e que trazem ao look um verdadeiro toque cosy, tão característico desta estação. Texto Carla Branco | Fotos Kocca As malhas são naturalmente uma peça clássica a apostar neste Inverno, não deixam entrar ventos frios e aliam plenamente a descontração à elegância. Na colecção Kocca, estes verdadeiros essenciais da estação apresentam pormenores como brilhos, transparências e padrões, tornando-se assim numa peça statement. Neste Inverno, a mulher Kocca percorre as ruas da metrópole com a confiança habitual, e a esta adiciona a autenticidade e uma malha única.

In the colder days of this winter, Kocca suggests that the option falls on the warm pieces that bring to the look a true cozy touch, so characteristic of this season. Text Carla Branco | Photos Kocca Knitwear is naturally a classic piece to be wagered this winter, letting in no cold winds and fully combining relaxation with elegance. In the Kocca collection, these true essentials of the season feature details such as sparkles, transparencies and patterns, thus becoming a statement piece.   This winter, the Kocca woman walks the streets of the metropolis with the usual confidence, to which she adds authenticity and a unique knit. http://kocca.it


AS JÓIAS ESPECIAIS QUE VÃO MARCAR O DIA DE S. VALENTIM O dia de S. Valentim será inspirado pela Coleção Faz Parte de Mim da Eugénio Campos Jewels. Jóias criadas com o objectivo de tornar o dia especial para todos os casais portugueses, reforçando a sua ligação e romance. Texto Carla Branco | Fotos Eugénio Campos Esta colecção unissexo de jóias simboliza o laço intenso de amor e fidelidade que envolve a relação entre o casal. A união entre duas almas num compromisso de amor e carinho, partilhando e demonstrando a sua paixão através de um conjunto com colares e anéis em dourado e prateado. Gravadas com a inscrição Faz Parte de Mim, as jóias representam uma oferta apaixonada, demonstrando o elo que liga dois seres num compromisso espiritual.


THE SPECIAL JEWELS THAT WILL DEFINE VALENTINE'S DAY Valentine's Day will be inspired by Be a Part of Me Collection by Eugénio Campos Jewels. Jewelry created with the aim of making the day special for all Portuguese couples, reinforcing their bond and romance. Text Carla Branco | Photos Eugénio Campos This unisex jewelry collection symbolizes the intense bond of love and fidelity that surrounds the relationship between the couple. The union between two souls in a commitment of love and affection, sharing and demonstrating their passion through a set with necklaces and rings in gold and silver. Engraved with the inscription Be a Part of Me, this jewelry represents a passionate offering, demonstrating the bond that links two beings in a spiritual commitment. www.eugeniocamposjewels.com 


Vila Galé “12 meses, 12 pratos, 12 euros” Sob a responsabilidade do director de alimentação e bebidas do grupo hoteleiro Vila Galé, Miguel Santos, os sabores regionais e os produtos portugueses voltam à mesa dos seus hotéis de quatro estrelas em Portugal – excepto no Vila Galé Porto Ribeira e Vila Galé Douro Vineyards - ao longo de 2020, uma iniciativa gastronómica que pretende acima de tudo divulgar a diversidade da gastronomia portuguesa. Assim, ao almoço ou ao jantar, por um preço de 12 euros e sem bebidas incluídas, cada mês do ano terá como destaque uma especialidade: Janeiro:  Arroz de tamboril, Fevereiro:  Bacalhau à Zé do Pipo, Março:  Alheira frita com grelos, Abril:  Feijoada de chocos à algarvia, Maio:  Sopas de cação, Junho:  Francesinha, Julho:  Secretos de porco grelhados com esparregado, Agosto:  Choco frito com batata salteada, Setembro:  Arroz de pato à moda de Braga, Outubro:  Bacalhau à Brás, Novembro: Massada de robalo com camarão, Dezembro: Arroz de polvo à algarvia.

“12 months, 12 dishes, 12 euros”

NEWS

Under the responsibility of the food and beverage director of the Vila Galé Hotel group, Miguel Santos, regional flavors and Portuguese products return to the table of their four-star hotels in Portugal - except for Vila Gale Porto Ribeira and Vila Gale Douro Vineyards - while throughout 2020, a gastronomic initiative that aims above all to spread the diversity of Portuguese gastronomy. So at lunch or dinner, for a price of 12 euros and without drinks included, each month of the year will feature a specialty: January: Monkfish rice, February: Codfish Zé do Pipo, March: Fried alheira with greens, April: Algarve Cuttlefish bean stew, May: Dogfish Soups, June: Francesinha, July: Grilled pork ribs with spinach puree, August: Fried cuttlefish with sautéed potatoes, September: Braga-style duck rice, October: Codfish Brás, November: Sea bass pasta with shrimp, December: Algarve’s octopus rice.

www.vilagale.com


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Wonder Go #37 Janeiro-Fevereiro/January-February 2020  

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