Issuu on Google+

PROJETO RUÍDO, SOM E SILÊNCIO- EMEB “PROF. WLADIMIR OLIVIER”INDAIATUBA 2014. PROF. WILSON BAPTISTA DA SILVA

Quem está acostumado com cenas como essas: crianças gritando, correndo, conversando em tom mais alto, um ruído insuportável, uma mistura de ambiente escolar com festa entre amigos? Será que alguém- estudante, professor, funcionário- está questionando se esse ambiente é prejudicial à saúde? Será que nós temos consciência dos graves distúrbios de audição que já se instalaram ou estão por vir? Muitas reportagens e artigos científicos alertam para o risco da perda auditiva induzida por ruído a chamada PAIR. Ela vai se instalando com a frequência com que a pessoa vai se expondo ao barulho. As salas de aulas, o transito das ruas, as festas ou “baladas”, carros que andam pelas ruas como se fossem trios elétricos e shows musicais de alto volume são alguns ambientes que ultrapassam o limite suportável pelo ser humano que é de 65 decibéis (OMS). A princípio, quando começamos o projeto, questionamos vários alunos dos 4º e 5º anos a respeito do barulho da gritaria e do modo como conversavam entre si. Todos concordaram que havia muito ruído causando até dor de cabeça em alguns. Expliqueilhes que há outras maneiras de comunicar-se sem o uso da gritaria e das palavras inadequadas. Disse que existe outra escola na cidade em que crianças, como elas, conversavam de maneira agradável. Outro ponto abordado nessas conversas iniciais foi o barulho do pátio nas horas dos recreios. A maioria dos alunos não percebe o quão ensurdecedor ele é, motivo de tanta confusão, desconcentração, males físicos e psíquicos a que estão expostos. Questionamos também porque a sala de aula tornava-se mais barulhenta e inquieta na hora do recreio. Paramos para ouvir o barulho externo que entra pelos tijolinhos vazados na parede, localizados próximo ao teto. Perguntamos se alguém sabia qual a função daqueles tijolinhos vazados, não souberam responder com certeza, ficamos de pesquisar junto à direção qual a função daqueles tijolos. Por fim, perguntamos se os alunos ali presentes relatavam aos pais ou responsáveis o que acontecia durante as aulas, suas angustias, medos e reclamações. Perguntamos se alguém ali já havia comentado com seu responsável sobre o excesso de barulho,


gritaria e bagunça na sala ou na escola. Somente uma aluna respondeu que sim demonstrando assim a inconsciência da gravidade do assunto por parte de alunos e pais da comunidade escolar.


Projeto ruído, som e silêncio 2014