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s vídeos de surf-style, trouxeram muita visualização do que está acontecendo atualmente. São muitas produções que vão das mais amadoras até as de níveis profissionais. Isso abriu muitas portas e deixou muita gente curiosa para entender tudo isso, afinal é muito bonito de se ver. É algo diferente do padrão que estamos acostumado, é algo realmente revolucionário. Triste é pensar que mesmo assim, muita gente cria preconceitos e isso talvez venha desde a origem onde surfistas começaram a andar de skate e os próprios skatistas locais não gostavam disso. Anos se passaram e os conflitos diminuíram, hoje em dia as coisas são mais harmônicas exceto em alguns finais de semana que a pista é tomada de Snakers. Mas tudo acaba sempre bem, ambos se respeitam e admiram uns aos outros. ...


SURFSTYLE


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ão é de hoje que a Wild Industry retrata esse divisor de águas que é passado de geração em geração na pista de skate do Parque Marinha do Brasil nestas ultimas décadas. Localizada na região central de Porto Alegre, às margens do lago Guaíba a tão antiga pista de Snake-Run do Marinha, nas ultimas duas décadas vem alterando a visão clássica sobre o skate. O termo andar de skate ja quase não se encaixa mais. Com cada vez mais praticantes a modalidade surf-style ali inserida e mundialmente conhecida como surf-skate vem sendo elevada a um nível respeitado. Pois pra quem desconhece a modalidade ou até mesmo a mentalidade ali inserida logo julga ou apenas se adapta. Com a atualização dos meios de comunicação e a velocidade que a notícia e os pixels atravessam continentes hoje podemos ter um feed-back direto de skatistas que moram na Califórnia e tornaram-se admiradores do que é feito aqui na nossa terra. Por muitos anos e gerações o estilo irreverente das piscinas e de Down-Hill / Slide, visto nos vídeos de Brad Edwards e seus compadres da ''Gravitty Skateboards'' era motivo de assunto quando a galera se juntava na pista. O velho pensamento sempre foi de que - Pô a galera anda muito mais que os caras. - ou então - A hora que eles verem nossas fotos eles vão curtir muito. - Pois isso aconteceu e acontece com frequência hoje em dia e o resultado que era esperado, admiração e elogios vindo dos caras, tornou-se realidade.

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lógico pensar que o skate naturalmente surgiu do surf mas é tão incoerente pensar que ele se distanciou tanto. Através de características urbanas é visível que a criatura distinguiu-se do criador, perdeu sua essência original e buscou outros meios, obstáculos impostos pela rua, malabarismo e até mesmo atingiu uma maestria. De alguns anos pra cá houve uma mudança brusca na forma de pensar em certos lugares e em certas gerações. Pois é aí mesmo que nós queremos chegar. Nesta corrente de pensamento que foi um pouco esquecida. A racionalidade de quem anda de skate e o ideal de estar em cima de uma tábua muda totalmente através da intenção do protagonista. Progredir um pensamento em cima desta lógica deve ser um tanto complicado pra quem nunca tentou ou pra quem nunca viu essa possibilidade sendo executadas de perto pois para muitos skate é skate e surf é surf. A essência é a mesma e os movimentos semelhantes porém nem tudo é o que parece. Muitos dos que praticam o surf-style também são adeptos do surf e nesta modalidade buscam nas horas vagas entre a correria do dia-a-dia da capital, saciar essa sede, na semelhança dos movimentos facilitada pelas bordas arredondadas das paredes do Marinha.

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nível do surf-style hoje em dia foi elevado a padrões visto em vídeos de surf atuais como Innersection, Modern Collective entre outros. Manobras novas que surgem o tempo todo e tomam repercussão nas mídias do mundo do surf são diretamente transplantadas para o skate, sendo vista executadas por moléques de 16 anos que começaram a andar ''ontem''. A irritação das gerações passadas é algo frequente ainda mais quando se trata de uns e outros que não viram o tempo passar e vivem numa eterna disputa do local... Triste para uns engraçado para outros pois o que interessa são as novidades que surgem a cada dia.

É ''natural'' chegarmos no parque e ver manobras como: FS Air com Double Grabs/ Tuck Knee/ Stalefish/ Air reverse 360 de FS e BS/ Air reverse 540/Alley Oop de FS e BS/ Kerrupt-flip / Carving 360 / Backside Tail Slide'' e os clássicos Laybacks sendo cada vez mais aprimorados.


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uita gente fala por aí Skate Surf-Style ou Surf-Skate e isso é uma questão que não se sabe nem se define o termo correto. Sabe aquele lance do ovo e da galinha? Então, quase isso. Recentemente a ...Lost, lançou pelo Brasil a sua linha de skate voltado ao mercado surf denominados SURF-SKATE ...Lost. Totalmente inusitado, de certa forma quebrando barreiras e abrindo portas. Pecaram na qualidade... Ao menos não funcionou muito bem nas paredes do Marinha. Entre estética e funcionalidade a dúvida ainda permanece pois o termo Skate Surf-Style é aplicado em campeonatos do marinha a mais de 10 anos e isso já se tornou uma ''cultura'' local. Saindo dos padrões regionais e nacionais o termo mais usado é Surf-Skate. Como todo tradicionalista gosta de impor suas raízes e aqui não seria muito diferente preferimos optar pelo termo Surf-Style porém não é uma regra desde que a intenção ao andar seja a mesma, desviando do foco tradicional dos Copings de metal ou dos Copings-blocks, utilizando de elevações e bordas arredondadas para fazer manobras na quais sejam semelhantes ao surf. De fato, definir um nome correto ou seja internacionalizar este termo ajudaria bastante no reconhecimento da modalidade e dos atletas adeptos. Ampliaria o léque comercial do skate e de fato o nível seria elevado pelas futuras gerações que desde cedo focariam suas atividades nesta área.


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ão pouquíssimas as marcas que pensam do mesmo modo que pensamos. Ou melhor, não competem a nem 10% do mercado do skate. É um universo tão distante para alguns que muitos acabam desistindo, acabam tendo seus dons e desejos de seguir adiante encurralados pela pressão social vindo da família e de um ideal de futuro no que fazem. Muitos destes acabam levando o esporte pelo prazer, pois os que poderiam seguir adiante com patrocínios, elevando o nível cada vez mais, acabam ficando pelo caminho. É um processo complicado pois de fato essa relação atleta empresa envolve uma troca. Campeonatos são extremamente raros nesta modalidade, até mesmo na pista que é ícone deste estilo de skate, raramente ocorrem. Ano após ano isto se repete, gerando uma expectativa enorme dos praticantes para poder demonstrar tudo o que aprenderam durante o ano todo, num único final de semana, sendo julgados por um sistema falho de notas e jurados. Sem contar as contradições burocráticas que sempre geraram dúvida nos fatores das premiações. É complicado falar disso. É complicado este cenário que envolve tanta beleza e tanto abandono. E é exatamente por este motivo que estamos aqui escrevendo sobre isso. Pra que esta ideia não morra, para que um ideal não se perca e uma nova geração continue dando caras e bocas a este marco tão importante dentro do skate.


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om a introdução de produtos importados no mercado nacional as peças vindo de fora, de melhor qualidade, ajudaram a elevar o nível do surf-style. Antigamente peças importadas eram extremamente caras e de difícil acesso, a economia era outra e hoje de certa forma isto mudou. Atualmente a geração mais nova é abençoada por essa facilidade econômica e acesso a materiais de alta performance pois o valor que isso agrega é notável em cada foto, em cada vídeo e em cada nova manobra criada. O elemento que mais diferenciou toda a evolução foram os shapes Brad Edwards da marca Gravity. Com uma rabeta mais larga e um concave excelente o skate grudou mais no pé facilitando manobras de rotação. O peso é outro fator que ajudou, agregando altura e segurança nos aéreos. Um segundo elemento que foi de suma importância foi a introdução de novas rodas no mercado. O Marinha é uma pista muito antiga que nunca passou por uma reforma. Chega a ser uma piada pensar que em 40 anos supostamente aconteceu um que outro movimento para tapar buracos e isso certamente atrasou muito todo este processo evolutivo.


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s vídeos de surf-style, trouxeram muita visualização do que está acontecendo atualmente. São muitas produções que vão das mais amadoras até as de níveis profissionais. Isso abriu muitas portas e deixou muita gente curiosa para entender tudo isso, afinal é muito bonito de se ver. É algo diferente do padrão que estamos acostumado, é algo realmente revolucionário. Triste é pensar que mesmo assim, muita gente cria preconceitos e isso talvez venha desde a origem onde surfistas começaram a andar de skate e os próprios skatistas locais não gostavam disso. Anos se passaram e os conflitos diminuíram, hoje em dia as coisas são mais harmônicas exceto em alguns finais de semana que a pista é tomada de Snakers. Mas tudo acaba sempre bem, ambos se respeitam e admiram uns aos outros. ...


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intenção é única, simples e resgata toda a essência do skate, a conexão direta ao surf. Ambos estão interligados e ambos permanecerão assim pois a evolução é constante. A espera por uma reforma na pista está prevista, e muitos estão no aguardo que isso realmente aconteça. Ficamos no aguardo.

Texto de Douglas Alvares.


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Uma mudanรงa necessรกria.


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2013

paporeto Qualé Kadu, primeira vez no Hawaii o que você sentiu logo ao chegar? E ai galera da Wild, então essa foi minha primeira temporada no Hawaii aonde fiquei três meses, graças a deus ocorreu tudo bem e agora todo ano estarei por lá! Quando cheguei no aeroporto de Honolulu (Hawaii) ainda estava desacreditado, pois é um sonho de qualquer surfista sendo realizado , altas ondas , lugar lindo, cultura diferente e melhor de tudo é poder surfar do lado dos melhores do mundo o tempo todo em um aprendizado único que você só acaba adquirindo quando esta por lá.

Sua primeira viagem internacional? Não, esta na verdade foi minha segundo viagem, a primeira foi para o Peru aonde fiquei um mês, e semana que vem estou indo para a argentina competir no WQS! Que picos você caiu por lá? Qual você mais curtiu? Como fiquei na casa do Diego Santos , ele mora lá fazem dois anos então ele me levou para surfar quase todas as ondas e o pico que eu mais gostei foi Pipeline, com certeza.


Pegou um swell bom? Sim peguei. Laniakei clássico 10 pés e Haleiwa 10 a 12 pés. Qual o quiver que você levou? 5.9 - duas 5.11 - 6.1 - duas 6.4 - 7.0

Como foi recebido? Ficou por onde? Assim que cheguei no Hawaii meu amigo Diego Santos que morou em Ubatuba, me pegou no aeroporto e fiquei na casa dele! Fui recebido muito bem tinha muitos brasileiros na ilha e fui bem recibo com certeza!

Como é a rotina Havaiana? Pô agente sempre acordava cedo e ia para praia logo cedo, se o mar estava bom já emendava o dia todo, e quando não estava tão bom voltávamos para almoçar e íamos fazer um final de tarde hahaha, surf o dia todo.... alguns dias flats ou com muito vento a gente mergulhava pela ilha , ia para o Waikiki fazer compras, lugar muito bonito! E uma vez na semana a gente ia no supermercado reabastecer a dispensa de casa. Quais as próximas viagens marcadas? Vou para argentina semana q vem para o WQS, depois viajo bastante pelos pro juniores Sul, Bahia, RJ e Mais uma vez peru em julho! espero contar esse ano com meu patrocinador STHILL e qualquer outra marca que quiser se agregar a mim para poder realizar mais duas viagens este ano ( Indonésia e Hawaii) e porque não mais viagens... Campeonatos este ano? Pro Junior Alas WQS Paulista amador( Hang Loose) Ubatuba Pro Surf

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WILD INDUSTRY

2013

Revista WILD  

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