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Paraná Poético

Revista Virtual de Poesia do Paraná Ano I – n. 3 – fev 2013 Pesquisa, seleção e formatação. Editoria: José Feldman Maringá / PR


Neste Número Emiliano Perneta Biografia ........................................................................................................................ 4 A Mão... ........................................................................................................................ 6 Corre Mais Que Uma Vela... ....................................................................................... 6 Damas ........................................................................................................................... 7 Dor ................................................................................................................................ 7 Glória ............................................................................................................................ 8 Hércules ........................................................................................................................ 8 Incoerência.................................................................................................................... 9 Lá ................................................................................................................................... 9 Metamorfoses ............................................................................................................. 10 O Brigue...................................................................................................................... 10 O Meu Orgulho Levantou-Me................................................................................... 10 Oração da Manhã ....................................................................................................... 11 Orgulho ....................................................................................................................... 11 Para Um Coração ....................................................................................................... 12 Quadras ....................................................................................................................... 13 Quando Um Poeta Nasceu... ..................................................................................... 13 Setembro ..................................................................................................................... 13 Súcubo......................................................................................................................... 14 Vencidos...................................................................................................................... 14 Vozes ........................................................................................................................... 15

Camila Feiler Tradição Feminina ..................................................................................................... 15

POETISAS PARANAENSES Alba Krishna Topan Feldman (Ubiratã) Pintura ........................................................................................................................ 18

Alice Ruiz (Curitiba) Saudação da Saudade................................................................................................. 19

Ana Guadalupe (Londrina) Mapa de Tesouro ....................................................................................................... 20

Andrea Motta (Curitiba) Natureza Íntima.......................................................................................................... 20

Assionara Souza (Curitiba) Travesseiro ................................................................................................................. 21

Eliana Eliana Palma (Maringá) Albatroz ...................................................................................................................... 22

Estrela Ruiz Leminski (Curitiba) “Fazer o quê”.............................................................................................................. 23


Helena Kolody (1912 – 2004) (Curitiba) Infância ....................................................................................................................... 24

Isabel Furini (Curitiba) A Casa Paterna ........................................................................................................... 25

Jandira Zanchi (Curitiba) Chuvas Mornas........................................................................................................... 26

Jeanette Monteiro De Cnop (Maringá) (Maringá) Duas Crianças............................................................................................................. 27

Josely Vianna Baptista (Curitiba) Para Leminsky ............................................................................................................ 27

Júlia da Costa (1844 – 1911) (Paranaguá) Sonhos ao Luar .......................................................................................................... 28

Jussara Salazar (Curitiba) Águas de Luz .............................................................................................................. 29

Lúcia Constantino (Curitiba) Quando um Poeta Morre .......................................................................................... 30

Luci Collin (Curitiba) (Curitiba) Dor Mesmo ................................................................................................................ 30

Marília Kubota (Paranaguá) Metamorfose .............................................................................................................. 31

Olga Agulhon (Maringá) Um Homem Poeta .................................................................................................... 31

Roza de Oliveira (Curitiba) Casa Onírica ............................................................................................................... 32

Silviah Carvalho (Curitiba) O Poeta ....................................................................................................................... 33

Vanda Fagundes Queiroz (Curitiba) Integração ................................................................................................................... 34

Fonte Fontes .................................................................................................. 35 Concursos............................................................................................ 36 Nota / Editoração Editoração ................................................................................ 44


Emiliano Perneta (1866 – 1921)

(Curitiba, 3 de Janeiro de 1866 - 21 de Janeiro de 1921) Emiliano David Perneta nasceu em um sítio de Pinhais, na zona rural de Curitiba, incorporando ao sobrenome um apelido de seu pai. Considerado maior poeta paranaense, começou influenciado pelo parnasianismo. Republicano no Império, tanto que no dia 15 de novembro de 1889 formou-se em direito, sendo escolhido orador da turma, fez um discurso inflamado em defesa da República, sem saber que a mesma havia sido proclamada horas antes no Rio de Janeiro. Foi abolicionista, continuando nos ideais da liberdade, passa a fazer palestras, publica artigos políticos e literários, assim como passa a incentivar, em Curitiba, a leitura do escritor Baudelaire, fato marcante para o surgimento do simbolismo no Brasil. Publicou seus primeiros poemas em O Dilúculo, de Curitiba, em 1883. Mudou-se para São Paulo em 1885, onde fundou a Folha Literária, com Afonso de Carvalho, Carvalho Mourão e Edmundo Lins, em 1888. No mesmo ano publicou as obras poéticas Músicas, de versos parnasianos, a Carta à Condessa d’eu. Foi também diretor da Vida Semanária, com Olavo Bilac, e colaborador do Diário Popular e Gazeta de São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1890. Lá, colaborou com vários periódicos e , em 1891, foi secretário da Folha Popular, na qual foram publicadas as manifestações inicias do movimento simbolista, assinados pelos poetas B. Lopes, Cruz e Sousa e Oscar Rosas. De volta ao Paraná, criou a revista simbolista Victrix em 1902. Em 1913 publicou o poema livreto Papilio Innocentia, para a ópera do compositor suíço Léo Kessler, sobre o romance Inocência de Visconde de Taunay. Sua obra poética inclui Ilusão (1911), no qual se faz presente a estética simbolista, Pena de Talião (1914), os póstumos Setembro (1934) e Poesias Completas (1945).


Pelo seu dinamismo e obras, foi homenageado por diversos contemporâneos, entre eles, Nestor Victor, Lima Barreto, Andrade Muricy. Tais homenagens aconteceram em vida e também após a sua morte, ocorrida no dia 21 de Janeiro de 1921 na pensão de Otoo Kröhne, na Rua XV de Novembro, 84. Segundo o crítico literário Wilson Martins, em texto publicado pelo jornal Gazeta do Povo, o movimento simbolista marca uma espécie de nascimento da literatura curitibana. “Foi um movimento organizado que produziu bastante e teve relevância nacional”. Os autores curitibanos produziram algumas das principais revistas literárias nacionais, entre elas a Cenáculo, Victrix, A República, Palium e Jerusalém. Para Martins, o principal autor do grupo é mesmo Emiliano Perneta. “É um grande poeta e o que teve, merecidamente, mais destaque nacional.” No mesmo texto, a professora aposentada da Universidade Federal do Paraná, Cassiana Lacerda, uma das principais pesquisadoras do simbolismo brasileiro, diz que o culto a Perneta, no entanto, foi prejudicial ao poeta. “A província o idolatrou pelo que ele não merecia e não o idolatrou pelo que ele merecia”, explica. O melhor da produção do autor, segundo ela, foi feito quando ele estava longe de Curitiba, em contato com escritores de maior relevância. Mais do que pela obra em si, porém, Perneta era comemorado em Curitiba pelo seu reconhecimento nacional. A influência dos simbolistas durou até a década de 30, quando o modernismo vindo de São Paulo e do Rio de Janeiro passou a ditar as regras na produção literária. O simbolismo foi uma típica manifestação cultural da passagem do século. Teve como característica a sofisticação, o culto a valores aristocráticos, usados como uma reação ao pensamento racionalista, o misticismo e a influência de culturas orientais. (Gazeta do Povo, 09/08/2008) O escritor e crítico José Cândido de Andrade Muricy, em um de seus estudos sobre o poeta, assinala que, de certa forma, Emiliano previu as circunstâncias de sua morte em um de seus últimos sonetos, Lá. Principais Obras • Ilusão (poemas – 1991),


• Pena de Talião (1914), • Setembro (poemas – 1934) (póstumo). -------------------------------Fontes: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/parana http://livrosparatodos.net/biografias/emiliano-perneta.html http://br.geocities.com/poesiaeterna/poetas/brasil/emilianoperneta.htm http://cdeassis.wordpress.com/tag/david-emiliano-perneta/

POESIAS A MÃO... Ao Dr. Claudino dos Santos Tantas vezes, bem sei, e eu ouço, quando cismo, Meu coração bater depressa, não o nego, Mão invisível tem-me salvo, a mim, um cego, Rolando como se rolasse num abismo... Babilônias de horror, e montanhas de lodo, E torres de Babel, sangrentas como lava, Eu mais afoito do que um jovem deus, mais doido, Eu passei sem saber por onde é que passava... Sorrindo pelo ar, miraculosa e a esmo, Tudo pôde abrandar, os ventos, e a mim mesmo, Por um prodígio enfim que eu não explico, ateus! ...Donde veio essa mão nervosa, que me arranca Dos abismos do mal, a Mão ideal e branca, A mim, que nem sequer mais acredito em Deus?...

CORRE MAIS QUE UMA VELA... Corre mais que uma vela, mais depressa, Ainda mais depressa do que o vento, Corre como se fosse a treva espessa Do tenebroso véu do esquecimento. Eu não sei de corrida igual a essa: São anos e parece que é um momento; Corre, não cessa de correr, não cessa, Corre mais do que a luz e o pensamento... É uma corrida doida essa corrida, Mais furiosa do que a própria vida, Mais veloz que as notícias infernais...


Corre mais fatalmente do que a sorte, Corre para a desgraça e para a morte... Mas que queria que corresse mais!

DAMAS Ânsia de te querer que já não tem mais fim, Meu espírito vai, meu coração caminha, Como uma estrela, como um sol, como um clarim, Mas tudo em vão, sei eu! Tu és uma rainha! ... És a constelação maravilhosa, a minha Aspiração, de luz magnífica, ai de mim! A nudez, o clarão, a formosura, a linha, O espelho ideal! Ó Torre de Marfim! Nunca me hás de querer, batendo-me por ti, Pomo duma discórdia infrutífera, beijo Todo em fogo, e a arder, assim como um rubi... Mas é por isso que eu, ó desesperação, Amo-te com furor, com ódio te desejo, E mordo-te, Ideal, e adoro-te, Ilusão!

DOR Ao Andrade Muricy Noite. O céu, como um peixe, o turbilhão desova De estrelas e fulgir. Desponta a lua nova. Um silêncio espectral, um silêncio profundo Dentro de uma mortalha imensa envolve o mundo Humilde, no meu canto, ao pé dessa janela, Pensava, oh! Solidão, como tu eras bela, Quando do seio nu, do aveludado seio Da noite, que baixou, a Dor sombria veio. Toda de preto. Traz uma mantilha rica; E por onde ela passa, o ar se purifica. De invisível caçoila o incenso trescala, E o fumo sobe, ondeia, invade toda a sala. Ao vê-la aparecer, tudo se transfigura, Como que resplandece a própria noite escura.


É a claridade em flor da lua, quando nasce, São horas de sofrer. Que a dor me despedace. Que se feche em redor todo o vasto horizonte, E eu ponha a mão no rosto, e curve triste a fonte. Que ela me leve, sem que eu saiba onde me leva, Que me cubra de horror, e me vista de treva.

GLÓRIA Ao I. Serro Azul Quando um dia eu descer às margens desse lago Estígio, onde Caron, mediante uma parca Moeda de estanho vil 0ll cobre, que eu lhe pago, Há de me transportar numa sombria barca ... Quando sem um sinal, sem uma prova ou marca De afeição, eu me for por esse abismo vago, Vendo que sobre mim funebremente se arca O céu, e junto a mim esse Caron pressago ... E envolvido na mais completa obscuridade, Abandonado, e só, e triste, e silencioso, Sem a sombra sequer do orgulho e da vaidade, Eu tiver de rolar no olvido, que me espera, Que ao menos possa ver o palácio radioso, Feito de louro e sol e mirto e ramis de hera!

HÉRCULES Homem, acorda! O sol, como um fruto de Outubro, Acaba de explodir no seio de uma flor. Mais alacre, porém, mais ardente e mais rubro, Com toques de clarim, com rufos de tambor... Tudo acordou, a abelha, o plátano e a rosa, A folha, a brisa, o lago azul, a estremecer. Ao fogo dessa boca, ideal, voluptuosa, Como se a terra fosse, ó sol, uma mulher... Nos espelhos do mar, de grande voz sonora, Nesta manhã sutil e de um louro saxão, As naus, que vão partir por esse mundo fora, Miram vaidosamente as caudas de pavão... Homem, levanta e vem para a campanha rude, Ergue-te para a luz, ergue-te para o bem,


Tu que inda sentes n'alma o ardor da juventude, A sede desse azul, a fome desse além... Homem, levanta! Esquece a perfídia medonha, O desígnio feroz de Juno, quanto quis No teu sangue inocente a baba e a peçonha, Um dia inocular, de monstros e reptis... Homem forte, homem são, homem rude e diverso Dos outros, vem mostrar que tu tens ideais; Vem carregar aqui o peso do Universo Sobre esses ombros nus, rijos e colossais...

INCOERÊNCIA Quando eu aperto assim mais leve que uma pluma, Ó meu desejo bom, ó minha flor-de-lis, Esse teu seio nu, de carne que perfuma, Em abraços, em beijos loucos e febris, Não sei dizer por que, mas vem-me à fantasia, Que em vez de estar aqui, abraçando-te nua, Por sobre este peplum de seda, eu poderia Andar inquieto aí, pelo meio da rua, Exposto ao vento, à chuva, à neve, ao frio, ao lodo, Pálido de suor, carregado de tédio, A procurar em vão, nervoso e quase doido, Para um irmão, que morre, um extremo remédio !

LÁ Quando eu fugir, na ponta duma lança, Deste albergue noturno, em que me vês. Não sei que sonho vão, nem que esperança Vaga de abrir os olhos outra vez.. Porque a esperança doce, de criança, D’inda os poder abrir na placidez Duma nuança mansa que não cansa, Lá, para além dos astros, lá, talvez? Há de ser ao cair do sol. Ereto, Tal como sou, rudíssimo de aspecto, Mas tão humilde, e teu, e se te apraz, Eu te verei entrar, suave sono, Nesse veludos pálidos de Outono, Ó Beatitude! Angelitude! Paz!


METAMORFOSES A Mme. Georgine Mongruel. Sei que há muita nudez e sei que há muito frio, E uma voracidade horrível, um furor Tão desmedido que, quando eu acaso rio, Quantos não estarão torcendo-se de dor. Conheço tudo, sim, apalpo, indago, espio... Tenho a certeza que vá eu para onde for, Como o escaravelho, hei de o ódio sombrio Ver enodoar até o seio de uma flor. Mas sei também que há mil aspirações estranhas, Que havemos de subir montanhas e montanhas, Que a Natureza avança e o Homem faz-se luz... Que a Vida, como o sol, um alquimista louro, Tem o dom de poder mudar a lama em ouro, E em límpidos cristais esses rochedos nus!

O BRIGUE . Num porto quase estranho, o mar de um morto aspecto, Esse brigue veleiro, e de formas bizarras, Flutua há muito sobre as ondas, inquieto, À espera, apenas, que lhe afrouxem as amarras ... Na aparência, a apatia amortece-lhe o esforço; Se uma brisa, porém, ao passar, o embalsama, Ei-lo em sonho, a partir e, então, empina o dorso, Bamboleia-se mais gentil do que uma dama ... Dentro a maruja acorda ao mínimo ruído, Deita velas ao mar, à gávea sonda, o ouvido Alerta, o coração batendo, o olhar aceso ... Mas a nau continua oscilando, oscilando ... Ó quando eu poderei, também, partir, ó, quando? Eu que não sou da Terra e que à Terra estou preso?

O MEU ORGULHO LEVANTOU-ME... O meu orgulho levantou-me pelo braço: “Olha, como esse abismo é infinito! Através Do universo tu és grão de areia no espaço; Mas tudo há de ficar um dia sob teus pés!” A Vaidade me olhou: “Eu sou o antigo leito,


A púrpura ideal com que te cobrirei; Trabalha que serás o Artista perfeito, O Domínio, a Grandeza, o Poder e o Rei!” A Glória me sorriu como uma primavera: “Este diadema é teu, e este ramo d’hera É para te cingir a fronte. Tu hás de ver!” E eu cri nesse milagre de apoteoses, E nunca poderei deixar de crer, ó deuses! Porquanto se eu deixar, então antes morrer!

ORAÇÃO DA MANHÃ Amanheceu. A luz de um claro e puro brilho Tem a frescura ideal de uma roseira em flor : Antes de tudo o mais, ajoelha-te, meu filho, Ajoelha-te e bendize a obra do Criador. Ajoelha-te aqui, e sorvendo esse aroma De feno, e rosa, e musgo, e bálsamo sutil, Que vem do seio azul dessa manhã, que assoma, Na radiosa nitidez de uma manhã de Abril, Bendize a força, a graça, a seiva, a juventude, A hercúlea robustez daqueles pinheirais, Que resistem, de pé, dentro da casca rude, Aos mugidos do vento e aos rijos temporais. Ama essa terra como um fauno que por entre A silva agreste vive; ama tudo o que vês; Todos somos irmãos, filhos do mesmo ventre, Filhos do mesmo amor e da mesma embriaguez. Abraça os troncos nus, beija esses ramos de ouro, Ajoelha-te aos pés dos que te querem bem : Que riqueza, Senhor, que límpido tesouro! Que grande coração que o arvoredo tem! Pede a Deus que conhece os bons e maus caminhos Que conhece o passado e conhece o porvir, Que te aponte de longe os cardos e os espinhos, E que te estenda a mão, quando fores cair...

ORGULHO Ao João Itiberê Nasci para viver no meio do que é belo. A miséria me causa um horror sem igual.


Eu não posso tocar de leve com o escalpelo Numa ferida, sem que isso me faça mal. Nasci para viver no meio d’um castelo, Onde eu domine, mas com um gesto senhorial. Não quero conhecer o mal, não quero vê-lo; O mando d’um artista é um manto imperial. Antes morda-me o Ódio assim do que a Piedade; Antes quero rugir, do que chorar de dor; E prefiro ao pesar, que o coração me invade, E abate-me a tremer, tal qual uma criança, O furor de brandir nas mãos, como uma lança, Este Orgulho, que enfim é uma giesta em flor!

PARA UM CORAÇÃO Um dia, vi-te, assim, bailando, E a uma pergunta, que te fiz, Tu respondeste : "Eu amo, e quando, E quando eu amo, eu sou feliz!" Por uma noite perfumada, Cantaste, sobre o teu balcão. E eu disse, ouvindo a áurea balada : - Ah! Que feliz é o coração! Quanta felicidade, quanta, Não há ninguém feliz assim : Um dia baila e noutro canta, Como se fosse um arlequim... Eu disse .. Mas agora vejo, Nesse silêncio tumular, Que estás sofrendo, e o teu desejo Já não é mais o de bailar... Nem de bailar, e nem, de certo De nada mais, de nada mais... Que fazes, pois, triste deserto, Que fazes pois, que não te vais? Mas, choras, creio, choras? Onde? Se viu chorar um Lucifer? Pobre diabo, vamos, esconde Essas fraquezas de mulher...


QUADRAS À memória do Albino Silva Eu de certo não sei, se venho d’um gorila, Ou se venho talvez do paraíso terreal... Em todo caso pó, e quando muito argila... Achei-me um dia aqui; quem sabe por meu mal! Eu não sei d’onde vim; mas viesse d’onde viesse, Da poeira ou da luz, do gorila ou de Adão, Toda a minha ânsia é de subir como uma prece, Toda a minha ânsia é de brilhar como um clarão. Para onde vou? Não sei. Qual é o meu destino? Também não sei. Porém desejo caminhar Por essa estrada além, bem como um peregrino, E o meu instinto é como um pássaro a voar!...

QUANDO UM POETA NASCEU... Quando um poeta nasceu, como o sol que desponte, Logo por sobre o mar longas e brancas velas Desfraldam-se; e por fim, tudo palpita, o monte, O céu, a flor, a luz – ó róseas bambinelas! É um barulho de rio, um murmúrio de fonte, Uma palpitação universal de estrelas; Um sussurro, um fragor de beijos quentes pelas Ondulações sem fim e rubras do horizonte! Menino, homem depois, de um assalto ele ganha Os ermos, que transpõe, os vales e os barrancos, Tendo sempre a sorrir nos olhos a Quimera... Chegam os anos e vêm os cabelos brancos... Todavia, ele só, em pé sobre a montanha, Inda sonha, inda crê, inda deseja e espera!...

SETEMBRO Eu ontem vi chegar, quase que à noitezinha, Apressada e sutil, a primeira andorinha... É a primavera, pois, em flor, que se anuncia, É setembro que vem, bêbedo de ambrosia. Mãos doiradas, a rir, mãos leves e radiosas, Semeando à luz e ao vento as papoulas e as rosas...


Como foi para nós de um esquisito gozo, Ó minha alma! esse doce, esse breve repouso, Que entre o nosso viver tumultuário e incerto Surgiu como se fosse o oásis do deserto…

SÚCUBO Desde que te amo, vê, quase infalivelmente, Todas as noites vens aqui. E às minhas cegas Paixões, e ao teu furor, ninfa concupiscente, Como um súcubo, assim, de fato, tu te entregas... Longe que estejas, pois, tenho-te aqui presente. Como tu vens, não sei. Eu te invoco e tu chegas. Trazes sobre a nudez, flutuando docemente, Uma túnica azul, como as túnicas gregas... E de leve, em redor do meu leito flutuas, Ó Demônio ideal, de uma beleza louca, De umas palpitações radiantemente nuas! Até, até que enfim, em carícias felinas, O teu busto gentil ligeiramente inclinas, E te enrolas em mim, e me mordes a boca!

VENCIDOS Nós ficaremos, como os menestréis da rua, Uns infames reais, mendigos por incúria, Agoureiros da Treva, adivinhos da Lua, Desferindo ao luar cantigas de penúria? Nossa cantiga irá conduzir-nos à tua Maldição, ó Roland? ... E, mortos pela injúria, Mortos, bem mortos, e, mudos, a fronte nua, Dormiremos ouvindo uma estranha lamúria? Seja. Os grandes um dia hão de cair de bruço .... Hão de os grandes rolar dos palácios infetos! E gloria à fome dos vermes concupiscentes! Embora, nós também, nós, num rouco soluço, Corda a corda, o violão dos nervos inquietos Partamos! inquietando as estrelas dormentes!


VOZES ... bercé par ce continuel bourdonnement qu’entendent ceux qui n’entendent d’autre voix. Francis Jammes Ó rumor ideal! Ó ilusão secreta! Vozes tristes, vozes doces que me chamais, Com a saudade cruel e a lembrança completa De um outro mundo, que eu perdi, não acho mais... Vozes antigas como as barbas d’um profeta, Ó vozes de paixão, ó vozes de metais, Ó vozes que feris a minha alma inquieta, Vozes de multidão ruidosa sobre o cais... Vozes lindas assim como um efebo louro, Vozes, filhas, não sei, das entranhas do Ar, Vozes d’Apolo e de marfim e prata e ouro... Ó vozes de embriaguez, ardentíssimas vozes, Vozes, bem como se quebrasse, ao longe, o mar Sob penhascos nus e rochedos atrozes!... .

Camila Feiler Tradição Feminina A participação da mulher nas letras do Paraná é antiga e marcante, especialmente na poesia, território em que se destacam figuras como Alice Ruiz e Helena Kolody Desde a poeta Julia da Costa (1844-1911), que publicou dois livros entre 1867 e 1868 e colaborou com diversos periódicos, a participação da mulher nas letras do Paraná é marcante. Mais do que isso: o traço experimental impresso na literatura do Estado por escritores como Manoel Carlos Karam e Wilson Bueno também se faz presente na produção feminina local. Para além de questões políticas e de gênero, escritoras como Luci Colin e Assionara Souza, de gerações distintas, já no século XXI, trouxeram um tipo de inquietação que dialoga com a tradição inovadora da prosa e da poesia paranaenses. “A prosa da Luci, nos seus contos, revela novidade astuta e


maturidade linguística. Já os poemas, sobretudo no recém-lançado Trato de silêncios, acabam lembrando a importância do lirismo sem medo, mesmo em tempos pós-modernos que questionam o discurso lírico”, afirma Gisele Giandoni Wolkoff, escritora e doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela UTFPR Pato Branco. A professora também ressalta o pioneirismo do Paraná, que, em 1933, reuniu intelectuais e artistas no Centro Paranaense de Cultura Feminina, que acabou se tornando um propulsor da literatura feita por mulheres no Estado. Para Collin, que também é professora de Literaturas de Língua Inglesa na Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Paraná conta hoje com uma produção bastante expressiva de ficção. “Se nem tanto em termos de números e publicações, seguramente em termos de qualidade”, diz. Publicando desde 1984, quando lançou o livro de poesia Estarrecer (poesia), Collin também tem livros de contos e um romance, Com que se pode jogar, lançado em 2011. Ela concorda que há certa predominância da poesia na produção literária feita por mulheres no Paraná, mas acredita que isso não chega a caracterizar um fenômeno da literatura local. “Há poetas paranaenses — nascidas ou radicadas aqui — como Helena Kolody, Alice Ruiz, Jussara Salazar, Karen Debértolis ou Josely Vianna Baptista, entre outras, cuja produção recebe projeção nacional, ao passo que as ficcionistas tendem a ser menos conhecidas. Mas isto não é exclusividade do nosso Estado a ponto de se caracterizar um fenômeno particular da cultura literária paranaense. Não tenho nenhuma ideia, nem tese para explicar isto. Quem tiver alguma, me conte, por favor.” Se há alguma predominância da poesia entre as escritoras paranaenses, no que se refere aos temas, há pouca conexão entre as prosadoras e poetas do Estado, segundo Catia Toledo Mendonça, professora da UNESPAR (Universidade Estadual do Paraná). “É difícil estabelecer esse elo. As escritoras escrevem sobre o que sentem, sobre a forma como veem mundo. Na literatura paranaense, de modo geral, a cidade de Curitiba é muito tematizada não só por Dalton Trevisan, mas também por Cristovão Tezza, Roberto Gomes e outros nomes. E este cenário também aparece nos textos de escritoras como Assionara Souza, embora sem tanta ênfase.” Alice Ruiz construiu importante trajetória como poeta e letrista de música popular.


Collin diz que, mesmo que não possa identificar traços de “cor local que pudessem unir a expressão literária feminina do nosso Estado”, vislumbra grande liberdade de criação entre as escritoras paranaenses. “Me parece que, com grande liberdade e criatividade, as autoras paranaenses — seja em poesia ou em ficção — vêm escrevendo sobre quase tudo, com estilos e interesses que variam entre si. Prevalece a percepção da vida e do sentido pós-modernos. Um escritor, homem ou mulher, paranaense ou não, poderá ser, em alguma medida, local ou regional, mas também deverá apresentar mais do que isto, no sentido de escrever sobre temas de apelo universal ou atemporal.” Marcelo Franz, professor de Literatura do Curso de Letras da PUCPR, sugere que a predominância de mulheres nas letras do Estado pode estar relacionado a certo “preconceito histórico”. “Calhou de, historicamente, os nomes femininos que mais se destacam quando pensamos nas letras do Estado, serem de poetas. Isso pode se dever a uma certa imagem — talvez preconceituosa — que se definiu do que é a poesia e dos laços que o feminino pudesse ter com ela no que tange à 'sensibilidade', 'espiritualidade', 'doçura', 'subjetividade'. Não sei o quanto isso não teria de machismo e da expressão de um renitente provincianismo que, em linhas gerais, caracteriza a cultura (inclusive a literária) do Estado.” Além de Collin, o Paraná se firma, há algumas décadas, com autoras como Escolástica Velozo, Mariana Coelho, Regina Benitez e Lygia Lopes dos Santos. E, repercutindo, além das fronteiras, Helena Kolody e Alice Ruiz. Jussara Salazar, autora de Carpideiras, tem uma das produções mais prolíficas entre as escritoras do Paraná. Maior poeta paranaense, Helena Kolody, para além de sua figura maternal, ganhou o respeito de leitores e críticos brasileiros com uma poesia aparentemente simples, mas que, justamente por isso, “chegava ao gol com menos toques na bola”, segundo definição de Paulo Leminski (um dos poetas “adotados” por Kolody e que sofreu grande influência de sua poesia, principalmente de seus haikais). Mulher de Leminski durante 20 anos, Alice Ruiz construiu carreira consistente na poesia brasileira, laureada com prêmios como o Jabuti, que venceu em 2009 com a coletânea de poemas Dois em um. Ruiz, a exemplo do marido, também tem uma trajetória na MPB, a partir de parcerias com nomes como Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes. A safra mais recente da literatura paranaense traz nomes


como o de Bebeti do Amaral Gurgel, com mais de dez livros publicados, a já citada Assionara Souza, Cláudia Ortiz, Gisele Pacola, Greta Benitez, a cronista Marilda Confortin, Lindsey Rocha Lagni, Bárbara Lia, Susan Blum, Maria Célia Martirani, Josely Vianna Baptista, Estrela Leminski e Jussara Salazar, entre muitas outras. Fonte: In Jornal Cândido - nº 18 - Janeiro 2013 http://www.candido.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=308

POETISAS PARANAENSES Alba Krishna Topan Feldman Pintura Na tela da vida, eu vi uma pintura Em branco e negro; E haviam gemidos no fundo da tela, Do fundo da terra. Eram cores contrastantes Formando a guerra, Manchando os lados De vermelho. E olhando, pensei Que não era assim que havia pensado O Divino Pintor. Na harmonia das cores, Uma vida sem dores, tormentas ou lutas Deveria haver. E, olhando apenas os contrastes, São tolas cores que escorrem, Enfraquecem e morrem,


Sem jamais compreender Que o destino de tudo E o nada, É a CINZA!

Alice Ruiz Saudação da Saudade minha saudade saúda tua ida mesmo sabendo que uma vinda só é possível noutra vida aqui, no reino do escuro e do silêncio minha saudade absurda e muda procura às cegas te trazer à luz ali, onde nem mesmo você sabe mais talvez, enfim nos espere o esquecimento aí, ainda assim minha saudade te saúda e se despede de mim


Ana Guadalupe Mapa de Tesouro menino vestido de pirata eu sei que os carnavais têm sua graça por isso eu respiro engraçado quanto te vejo sinto meus braços acenando para navios parados

Andrea Motta Natureza Íntima Sou pedra plantada. Quando pedra,sou dura, implacável com as palavras. Sou água a correr. Quando água,sou como um riacho sereno a deslizar em silêncio. Sou vulcão em constante erupção. Quando vulcão,sou imaginação. Trago na pele, no rosto e, na alma a cor da paixão.


Sou cigana livre de preconceitos. Sou nômade,vivo as margens dos rios minh' alma tem asas brancas e vermelhas, p'ros vôos desta vida incerta. Tenho os olhos tristes e a voz embargada, em simultâneo a alegria d'uma criança. No peito trago contudo, a inabalável certeza de amar-te eternamente.

Assionara Souza Travesseiro

achou bonito? eu achei feio achou legal? eu achei chato achou longo? passou tão rápido você viu? o quê? não está com frio? abre essa janela comprou aqui? é importado está com fome? acabei de comer quer ver um filme? tem aquela peça quer um café? vou tomar um chá dorme um pouco mais... já vou levantar tem um livro... muito longo o que foi isso?


não foi nada deixa eu ver? já passa

Eliana Palma Albatroz Albatroz: mensageiro de tormenta. Dela nunca se afasta; nem mesmo tenta… Paira sereno sobre os espasmos úmidos do mar. Altas vagas explodem desconexas espargindo espumas brancas de água e sal complexas. O vento desafina tons de ópera funesta mas o mantém na rota e não contesta o roteiro alado que teima percorrer. Como fugir, se o clarão da tempestade não se esconde? Para onde ir, se o rugir dos cbs se ouve ao longe? Onde ficar, se a segurança não é vista no horizonte ? Por que temer, se males vêm e vão e depois da fúria fica em paz o coração? O amassado da superfície deixa escapar grunhidos de profundezas frias. O negrume baixo do céu congestionado, por riscos de luz pulsa, iluminado: espetáculo de força magistral. Explosão da natureza temperamental! Exemplo e alento vêm, ave marinha, ensina a coragem para o embate.


Reforça-nos o bico, prepara o bom combate. Dá-nos força para vencer o caos que se avizinha! Sobre a procela flutua o albatroz! Na certeza que vencerá este momento; nunca faz do mau tempo seu algoz. Firme, contra ou a favor do vento, paira seguro aproveitando o tempo enquanto voa livre, feliz, veloz!

Estrela Ruiz Leminski “Fazer o quê” Fazer o quê se sou assim Se em cada coisa que eu toco fica o jasmim Fazer o quê se estou aqui metade em você metade em mim Você está em tudo o que eu gosto O que quer quando me olho? Se em tudo que eu pulso você vibra Se em tudo que é certo está teu projeto com 3 letras teu nome Meu sobrenome incompleto Agora não quero menos que tudo E um pouco mais não acerto


Helena Kolody (1912 – 2004) Infância Aquelas tardes de Três Barras Plenas de sol e de cigarras! Quando eu ficava horas perdidas Olhando a faina das formigas Que iam e vinham pelos carreiros, No áspero tronco dos pessegueiros. A chuva-de-ouro Era um tesouro, Quando floria. De áureas abelhas Toda zumbia. Alfombra flava O chão cobria... O cão travesso, de nome eslavo, era um amigo, quase um escravo. Merenda agreste: Leite ciroulo, Pão feito em casa, Com mel dourado, Cheirando a favo. Ao lusco-fusco, quanta alegria! A meninada toda acorria Para cantar, no imenso terreiro: "Mais bom dia, Vossa Senhoria"... "Bom barqueiro! Bom barqueiro..." Soava a canção pelo povoado inteiro E a própria lua cirandava e ria. Se a tarde de domingo era tranqüila, Saía-se a flanar, em pleno sol,


No campo, recendente a camomila. Alegria de correr até cair, Rolar na relva como potro novo E quase sufocar, de tanto rir! No riacho claro, às segundas-feiras, Batiam roupas as lavadeiras Também a gente lavava trapos Nas pedras lisas, nas corredeiras; Catava limo, topava sapos (Ai, ai, que susto! Virgem Maria!) Do tempo, só se sabia Que no ano sempre existia O bom tempo das laranjas E o doce tempo dos figos... Longínqua infância... Três Barras Plena de sol e cigarras!

Isabel Furini A Casa Paterna Trituradas as guelras do silêncio sobre o velho álbum fotográfico. O pai (morto há anos) sobrevive nos retratos desbotados. Revelam-se fisionomia e emoções. Quantos olhares, quantos rostos deixei submersos nos interstícios da memória, quantos exílios na areia do passado e exílios futuros projetados no palco dos sonhos. Genealogias, uivos e fumaça despencam do álbum fotográfico aberto sobre a mesa.


Observam-nos os mortos, pousam nas fotografias como estacas de mutismo. Amam-nos. Esperam-nos (sedentos de carinho) com os braços paralelos abertos entre galáxias de culpa e de mistério. Imensamente abertos.

Jandira Zanchi Chuvas Mornas Perfilados altares antevistos à sombra imolada alma ainda resguarda na travessia areia e gelo de águas marinhas azul perene borbulham baforadas deslize na planície ampla quase já não me guardo e antes que se finde a tarde fundarei a sombra, pois a vida abaixa a chama na terra rarefeita, mas, seus desenhos dourados sobressaem-se valentes e vagabundos almíscar de sonhos e patamares de desejos cumpridos divagados chuvas mornas esquecidas na pálida lua da terra sem lacre.


Jeanette Monteiro De Cnop Duas Crianças Em alguma folha do livro competente, no cartório da vida, arquive-se o acordo, como segue. Prometo : a menina curiosa, arteira e sensível que aflora, irrompe, desabrocha e explode em mim acolhe você, moleque travesso, irreverente, deliciosamente sedutor (ainda que envolto em dualidades e mistérios) para juntos caminharem sonhadoramente, em meio a castelos de nuvens branquinhas, gordas de fantasias e desejos compartilhados, em direção à porta do céu.

Josely Vianna Baptista Para Leminsky penso e surpreendo dentro esse peso suspenso entre fuga e allegro


entre risos e abismo resgato fragmentos e vestígios do vértigo (espreito, rima leonina, as naus, bits e ítacas de tuas russas cismas, as lengua-lengas feras de teus trobares raros) entre sóis e êsseoésses miro estrelas-desastres e desorientes ferozes rumo ao ouro quase-Órion de um perhappiness entre o novo e o velho só vejo o vero fogo que te tornou eterno só vestígios do vétigo desde que o caos deixou de ser acaso

Júlia da Costa (1844 – 1911) Sonhos ao Luar Quem és tu, bardo noturno Que me fazes meditar?... Serás por acaso o eco De meu triste cogitar?... Eu também amo a saudade Que me inspira a solidão; Amo a lua que me fala


Do passado ao coração. Como tu choro uma noite De luar que se ocultou; Como tu choro a esperança De uma aurora que passou. Quem és tu, bardo noturno Que me fazes meditar?... Quem és tu que na minh’alma Vens de manso dedilhar?... Serás inda a sombra errante De uma noite que morreu?... Meigo raio de ventura Que em meu seio se escondeu?... Quem és tu? Dize quem és Branca sombra lá do céu! Dize o nome do teu canto Que eu dirte-ei quem sou eu!

Jussara Salazar Águas de Luz o ar em ondas agita a cambraia leve lúnulas de sol e a luz no desvio de suas águas trama ecos de si e derrama corpúsculos que submergem ao fundo do lago e a hera amorosa navega, enlaça o espelho do rio e seus delfins romãs entre os cordeiros em brancas as raízes enroscam se pela pele e pêlos de alice.


Lúcia Constantino Quando um Poeta Morre Quando um poeta morre o céu se cobre de sombras e um raio tomba a luz foge. Quando um poeta morre a seara dorme. Alforria do dar. Fica remido no tempo o intento do pensamento. Sonetos do ar. Quando um poeta morre o céu incorre em engano porque deixa de abrir a boca por muitos anos.

Luci Collin Dor Mesmo dor mesmo nem tanto a incisiva - surpresa da faca na pele – intensa dor mas reversível ferida que enfim cicatriza dor mesmo é aquela miúda dor sempre que não envelhece lateja esta dor – a mais funda – de um ontem que nunca se esquece


Marília Kubota Metamorfose sob a casa descascada a lagarta da seda arredonda a redoma e sonha asas. a sombra do luto anuncia: breve, aqui, mais um fruto da metamorfose

Olga Agulhon Um Homem Poeta Mergulhado em tristeza e solidão, um homem escreve. Versos ritmados? Não! Escreve sobre seus dias, contando horas vazias. Escreve, com movimentos lentos, palavras que tentam definir sentimentos. É um poeta! não porque escreve, querendo escolher a palavra e a alegoria, mas porque sonha, perdido em ilusões e melancolia. Um homem chora.


Chora por sua vida dura, querendo esquecer uma amargura. Chora como todo amante, que já sofreu o bastante. É um poeta! Não porque escreve, querendo escolher a palavra e os pontos, mas porque ama, perdido em solidão e desencontros. Por isso escreve, com o coração pequenininho, querendo seu ninho. Escreve porque está sozinho e só o papel lhe dá carinho.

Roza de Oliveira Casa Onírica Bem no pico dos meus sonhos Construí minha morada, Sem paredes, sem telhados Sem limites Nos seus lados. Bem que o telhado varia, Varia Conforme o dia: Há telhado de gaivotas, De estrelas, de andorinhas... Minha cama – é uma nuvem. Minha mesa – a lua cheia. O vento – é o meu cavalo! Sou turista do infinito!


Silviah Carvalho O Poeta É aquele que ama um pouco mais, E nunca ama por amar E sonha um pouco mais, voa um pouco mais alto E um pouco mais longe... Chega onde poucos conseguem chegar Entra nos labirintos da mente Conhece o passado e presente Deduz o futuro com tanta exatidão Que parece viver um passo a frente Nele existe um pouco mais de emoção Um pouco mais de atenção Um pouco mais de alegria E um pouco mais de solidão Um pouco mais de sinceridade Coisa pouca dentro de muita gente Um pouco mais da louca igualdade Que o faz assim, tão diferente Ele tem um pouco mais de quase tudo Guardado dentro da mente De tudo faz um poema, revela tudo que sente Assim é o poeta Ama sem ser amado; espera sem ser esperado E muitas vezes, morre abandonado Por vezes, só depois da morte Tem seus poemas lembrados...


Vanda Fagundes Queiroz Integração Ontem eu vi meu avô curvado, enxada na mão, esperança no olhar. Ontem eu vi a semente no chão e a chuva caindo e o verde a brotar. Ontem eu vi a raiz se firmando o sol fecundando, a terra a gerar. Hoje eu vi uma flor perfumada, rosa desabrochada na estrada eu colhi. A luz, o perfume, a cor, a colheita que sacia agora tanto fruto, tanto grão semeaduras de outra estação. E o passado se tornou presente, no verde de ontem que amadureceu, na espiga de hoje que não semeei e que abastece, farta a minha mão. Pois vou plantar. Plantar neste momento, regar o campo e cultivar também; o futuro há de vir e ser presente e eu, passado, saberei que alguém, nalgum lugar colhe a rosa perfumada, colhe, feliz, a flor por mim plantada.


FONTES http://academiadeletrasdemaringa.com.br http://aliceruiz.com.br http://asescolhasafectivas.blogspot.com.br http://isabelfurini.blogspot.com.br http://prosacaotica.blogspot.com.br http://singrandohorizontes.blogspot.com.br http://umcoracaoqueama.blogspot.com http://www.abrali.com http://www.antoniomiranda.com.br ACADEMIA Paranaense da Poesia. Revista 19. Curitiba, 2010. COSTA, Júlia da. Bouquet de violetas. In Um século de poesia. Poetisas do Paraná, p.62. FELDMAN, José e FELDMAN, Alba Krishna Topan. Cavalgada de Sonhos. Curitiba: Ed. do Autor, 2000. KOLODY, Helena. Viagem no espelho, Editora UFPR, 1999

Concursos de Poesia com Inscrições Abertas XXVIII Concurso de Poesia Brasil dos Reis Prazo: 08 de Fevereiro de 2012 Organização: Ateneu Angrense de Letras http://www.ateneuangrense.com.br

Contato e Dúvidas: ateneuangrense@gmail.com REGULAMENTO: O Concurso de Poesia “Brasil dos Reis” tem por finalidade estimular a produção poética e incentivar a Cultura. INSCRIÇÃO 1) Será aberta em 26/05/2012 e encerrada em 08/02/2013, valendo a data da postagem.

2) Pode participar do concurso qualquer pessoa residente em território nacional, ou em país em que a Língua Portuguesa seja oficial. 3) O trabalho, em envelope fechado, sem identificação externa, deverá ser remetido (podendo ser entregue diretamente na sede do Ateneu) para: Ateneu Angrense de Letras e Artes XXVIII Concurso de Poesia “Brasil do Reis” CAIXA POSTAL 73325 Praça Guarda Marinha Greenhalgh, 59 Angra dos Reis – RJ - CEP. 23900240

(Como remetente, usar a mesma inscrição do destinatário)


4) Cada participante pode concorrer com um único trabalho, inédito, sendo que, para verso livre, será observado o máximo de trinta versos, sendo facultado, excepcionalmente aos residentes em Angra dos Reis participar com um tema regional e um nacional. 5) O trabalho deverá ser apresentado em 6 (seis) cópias, datilografado ou digitado, contendo apenas o título e o pseudônimo do autor, acompanhado de sobrecarta identificadora, fechada, com o tema e o pseudônimo do autor na parte externa, e em seu interior o pseudônimo, o nome do autor, o endereço correspondente, inclusive “e-mail” e telefone, e o nome e endereço do intérprete indicado. 6) O intérprete poderá ser indicado no prazo máximo de dez dias após o autor tomar conhecimento da classificação da poesia; quando não indicado o Ateneu se reserva o direito de fazêlo. 7) Para todos os efeitos legais o participante do presente Concurso declara ser o legítimo autor do poema inscrito e garante o ineditismo do mesmo, responsabilizando-se e isentando o Ateneu de qualquer reclamação ou demanda que porventura venha a ser apresentada em juízo ou fora dele. TEMA E MODALIDADE 8) Para os concorrentes residentes em Angra dos Reis, Mangaratiba, Paraty, Itaguaí e Rio Claro, os temas são: Soneto – Inocência Verso Livre – Gentileza 9) Para os demais concorrentes os temas são:

Soneto – Serenata Verso Livre – Sombras JULGAMENTO 10) A comissão julgadora das poesias, indicada pela coordenação do concurso, selecionará os 10 (dez) melhores trabalhos em cada tema, classificando-os com pontuação de 1 (um) a 10 (dez). 11) Os participantes, cujos trabalhos forem classificados, terão ciência através de correspondência ou telefone. PREMIAÇÃO 12) Receberão troféu e certificado de classificação os autores dos 3 (três) melhores trabalhos, em cada tema, e certificado de menção honrosa os autores com trabalhos classificados do 4º até o 10º lugar. 13) Os 3 (três) primeiros trabalhos classificados, em cada tema, participarão do Concurso de Interpretação. 14) O intérprete primeiro classificado, em cada tema, será premiado com troféu e certificado. 15) A entrega dos prêmios e a interpretação dos melhores trabalhos acontecerão, em sessão solene, no dia 04/05/2013, em local e horário a serem divulgados oportunamente. 16) Os poemas classificados não poderão ser divulgados antes da premiação. 17) Os 10 (dez) melhores trabalhos de cada tema serão publicados pelo Ateneu. 18) Os autores dos 3 (três) melhores trabalhos em cada tema e os respectivos intérpretes, terão direito a hospedagem (pernoite para 2 pessoas - intransferível), no dia da premiação, desde que não residentes em Angra dos Reis.


19) Os participantes do concurso, cujos trabalhos forem classificados, farão jus a um passeio de veleiro pela Baía da Ilha Grande, no dia seguinte ao da premiação, com direito a um acompanhante. DIREITOS 20) O ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTES reservará para si o direito de publicar as poesias classificadas. 21) Os trabalhos inscritos não serão devolvidos. 22) Ao fazer sua inscrição, o concorrente estará aceitando os termos deste Regulamento, ficando sujeito à desclassificação pelo não cumprimento do mesmo. 23) Os casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora. 24) Não poderão participar do concurso os membros das comissões organizadora e julgadora das poesias.

III Concurso de Poesias Revista Literária Prazo: 18 de Março de 2013 Organização: Portal Revista Literária Scortecci Editora Sindicato dos Escritores Distrito Federal

Distrito Federal, está organizando o III Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2013, para autores brasileiros, maiores de 18 anos, residentes ou não no Brasil. O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura. Nesta edição, contemplaremos o gênero POESIA, com tema livre e inscrição gratuita. O Portal Revista Literária escolherá uma Comissão Julgadora composta de 5 (cinco) membros de renomado prestígio literário, que fará a análise dos trabalhos e a solução dos casos omissos deste regulamento, se houver. Inscrições As Inscrições (Gratuitas) poderão ser feitas durante o período de 15 de janeiro até 18 de março de 2013, somente pela internet e através de formulário específico no link do Portal Concursos e Prêmios Literários O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA INÉDITA, em língua portuguesa, contendo obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo. Premiação

do

Contato e Dúvidas: faleconosco@revistaliteraria.com.br

REGULAMENTO: O Portal Revista Literária, com o apoio da Scortecci Editora e do Sindicato dos Escritores do

Os 40 (quarenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora serão publicados em Antologia, formato 14 x 20,7 cm, sem custo para seus autores, pela Scortecci Editora. A título de Direito Autoral, cada autor selecionado receberá 5


(cinco) exemplares da antologia, pelo correio, entregues e de responsabilidade da Revista Literária. A publicação será em ordem alfabética, por nome de autor, com Ficha Catalográfica, ISBN e selo editorial da Scortecci. Das responsabilidades

Revista Literária e 50 (cinquenta) exemplares para a Scortecci Editora comercializar ao preço de R$ 25,00 cada, através da Livraria Asabeça. Autores vencedores do III Concurso de Poesias Revista Literária 2013 poderão adquirir exemplares extras diretamente com a editora com 40% de desconto sobre o preço de capa.

a) Revista Literária: 1) Escolha e Indicação da Comissão Julgadora do III Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2013; 2) Promoção evento;

e

Divulgação

do

3) Envio e postagem dos exemplares da antologia para os 50 (cinquenta) Autores selecionados.

Acesso a Ficha de Inscrição: http://www.concursosliterarios.co m.br/formulario.php?id=428 Cronograma Inscrições de 15/janeiro 18/março de 2013

a

Divulgação do Resultado abril de 2013 Edição da Antologia até junho de 2013

b) Scortecci Editora: Disposições finais 1) Editoração e Impressão da antologia do III Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2013; 2) Inscrições e suporte pela Internet através do Portal Concursos e Prêmios Literários. Dados Técnicos da obra 300 (trezentos) exemplares, formato 14 x 20,7 cm, miolo P&B, capa 4 cores em papel 250 gramas, sendo: 200 (duzentos) exemplares para os autores vencedores do III Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2013, 50 (cinquenta) exemplares para divulgação, e promoção da

É vetada a participação de pessoas ligadas à Revista Literária, direta ou indiretamente, de seus parentes em até segundo grau, bem como de todos os envolvidos no processo de julgamento do concurso. Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral. Mais informações: faleconosco@revistaliteraria.com.br


Seleção para Antologia "Mil Poemas para Gonçalves Dias" Prazo: 31 de Março de 2013 Organização: IHG de Caxias e a Academia de Letras de Caxias-MA. Contato e Dúvidas: dilercy@hotmail.com REGULAMENTO Lançamento da Antologia (09 a 11 de Agosto de 2013) nas cidades de São Luís-MA, Caxias-MA e Guimarães-MA, Brasil Os poemas/trabalhos podem ser enviados até 31 de março de 2013 ou até completar a meta de 1000 poemas. A ideia vem do Chile. Nasceu por ocasião da comemoração do aniversário de 107 anos do grande poeta Chileno Pablo Neruda, quando entre outras atividades foi lançada a antologia “MIL POEMAS A PABLO NERUDA” organizada por Alfred Asís. Esta homenagem foi estendida para o Poeta Peruano Cesar Vallejo, que terá a sua antologia “MIL POEMAS A CESAR VALLEJO”. Nessa ocasião surgiu a ideia da organização de uma antologia e homenagem dessa natureza para um poeta brasileiro. O primeiro desafio centrou-se na escolha do nome, a partir da compreensão da

existência de um quantitativo razoável de pessoas dignas dessa homenagem. A preocupação foi dividida com a Profa Maria Cícera Nogueira, que prontamente entendeu a responsabilidade da missão, de modo que dessas análises resultou a escolha do nome de Gonçalves Dias, principalmente em razão de este grande poeta maranhense: - Ter procurado formar um sentimento nacionalista ao incorporar assuntos dos povos e das paisagens brasileiras na literatura nacional; - Desenvolver o Indianismo, ao lado de José de Alencar; - Por sua importância na história da literatura brasileira ao incorporar uma ideia de Brasil à literatura nacional; - Por sua grande obra, que nos estudos literários é enquadrada no Romantismo. Regras para envio das obras: 1. Antologia “Mil Poemas para Gonçalves Dias” - cada Poeta poderá apresentar até cinco (cinco) poemas homenageando Gonçalves Dias. Formato A4, times New Roman, tamanho 12, espaço 1,0. - enviar adjunto currículo literário resumido (no máximo seis linhas), em que conste data de nascimento, cidade e país de origem; com foto atualizada, - a aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra(s), até se completarem os 1000 (mil) poemas. Um mesmo autor poderá mandar uma poesia, caso queira enviar outra obra posteriormente, dentro do limite de cinco (05) por Poeta, poderá fazê-lo, indicando


que já enviou uma primeira obra; sendo colocadas todas juntas. Envio de Poesias dilercy@hotmail.com

para:

2. Estudos e pesquisas: - cada autor ou co-autor poderá enviar até dois (02) textos, com o máximo de 20 (vinte) páginas, formato A4, Times new Roman, tamanho 12, espaço 1, incluindo bibliografia e fotos. - ao enviar sua obra, deverá vir acompanhada pequena biobliografia, com foto atualizada, em que conste o motivo de participar da antologia; cidade e país de origem; - a publicação se dará na ordem de recebimento da (s) obra(s). Envio de Trabalhos para: vazleopoldo@hotmail.com A Editora da Universidade Federal do Maranhão–EDUFMA vai editar a Antologia sem custos para os autores. Precisamos completar os MIL POEMAS, por isso pedimos a sua colaboração para divulgar também, na sua cidade, no seu Estado, no seu país e para os seus contatos no estrangeiro! CONTATO: Dilercy dilercy@hotmail.com

Adler

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Prêmio Valeparaibano de Literatura Prazo: 15 de Fevereiro de 2013 Organização: Instituto de Valeparaibanos (IEV)

Estudos

União Brasileira de Escritores (UBE-SP – Núcleo Vale do Paraíba e Litoral Norte) Jornal O Lince Contato e Dúvidas: redacao@jornalolince.com.br luizantoniocardoso@gmail.com (UBE-SP) REGULAMENTO: O Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV), a União Brasileira de Escritores (UBE-SP – Núcleo Vale do Paraíba e Litoral Norte) e o Jornal O Lince tornam público o regulamento do Prêmio Valeparaibano de Literatura, a saber: I – Da Definição e dos Objetivos: Artigo 1º – O Prêmio Valeparaibano de Literatura é um certame literário que tem por objetivos estimular a produção de contos, crônicas, poesias de acordo com o tema proposto e divulgar os textos selecionados bem como os seus autores. II – Do Tema: Artigo 2º – O tema do Prêmio Valeparaibano de Literatura para o ano de 2013 é “Acontece(u) no Vale do Paraíba”. Parágrafo Único – O tema não necessita estar contido na obra como título ou no corpo do texto, sendo que o imprescindível é a adequação do texto ao tema. III – Das Modalidades e Categorias: Artigo 3º – São modalidades do concurso: 1. Conto 2. Crônica


3. Poesia Artigo 4º – São categorias do concurso: 1. Regional 2. Nacional IV – Das Modalidades: Artigo 5º – O concorrente poderá participar com textos em todas as modalidades conforme especificações abaixo: 1. Conto – um conto por autor, de no máximo 160 linhas. 2. Crônica – uma crônica por autor, de no máximo 80 linhas 3. Poesia – até duas poesias por autor, de no máximo 40 linhas cada. V – Das Categorias: Artigo 6º – São duas as categorias de participação no concurso: 1. Regional – para os residentes nas cidades fluminenses, mineiras e paulistas que compõem o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. 2. Nacional – Para os residentes em quaisquer localidades do território nacional, exceto nas regiões especificadas na categoria regional. VI – Dos Participantes: Artigo 7º – Podem se inscrever e participar do concurso, gratuitamente, quaisquer cidadãos residentes em território brasileiro. Parágrafo 1º – Somente serão aceitos textos inéditos escritos no idioma português. Parágrafo 2º – Será considerado inédito o texto ainda não publicado ou divulgado em qualquer veículo impresso (livro, revista, jornal e outros) ou eletrônico. Parágrafo 3º – Estão automaticamente impedidos de

participar de quaisquer modalidades e categorias os membros da Comissão Organizadora. Parágrafo 4º – É vedado aos membros das Comissões Julgadoras participarem como concorrentes na modalidade e categoria na qual forem juizes. Parágrafo 5º – Não serão aceitos trabalhos de escritores já falecidos (caso familiares ou amigos tenham a intenção de inscrevê-los), sendo que, caso ocorra, e seja denunciado, o trabalho será automaticamente desclassificado. Parágrafo 6º – Menores de idade poderão participar, porém, no interior do envelope menor, lacrado, citado no artigo 12, item 4, deverá constar declaração dos pais (com qualificação completa do responsável e do menor, inclusive com a data de nascimento do concorrente) autorizando a participação do menor nos termos do presente regulamento. VII – Da Autoria e Apresentação dos Textos: Artigo 8º – Todos os trabalhos devem ser de autoria própria, sendo o concorrente responsável em casos de plágio. Artigo 9º – Os contos, crônicas e poesias deverão ser apresentados em papel tamanho A4, fonte Arial 11, com espaçamento entrelinhas de 1,5 cm e margens de página com 2 cm. Parágrafo Único – Se datilografado, deverá ser utilizado o espaço duplo. VIII – Das Inscrições: Artigo 10 – As inscrições acontecerão no período compreendido entre 16 de


novembro de 2012 e 15 de fevereiro de 2013. Parágrafo Único – É considerada a data do carimbo postal para validação da inscrição. Artigo 11 – As inscrições devem ser encaminhadas para o seguinte endereço: Prêmio Valeparaibano de Literatura XXVII Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos Rua Totó Barbosa, 231 – Ponte Alta – Aparecida-SP CEP – 12.570-000 Artigo 12 – O envelope de encaminhamento dos trabalhos deve conter: 1. Em folhas separadas, 06 (SEIS) vias de cada trabalho a ser inscrito; 2. No cabeçalho de cada obra deve constar, antes do titulo, a modalidade (Conto, Crônica ou Poesia) seguida da categoria (Regional ou Nacional), como nos exemplos: Poesia – Nacional Conto – Regional 3. Após a identificação do item anterior, deve vir o título da obra, seguido do texto, e abaixo, obrigatoriamente um pseudônimo criado unicamente para a participação no concurso, que não deve remeter ou coincidir com o nome ou pseudônimo literário do autor, ou constar outro dado qualquer que possa sugerir a identificação do autor, o que poderá desclassificar a obra; 4. Os trabalhos serão colocados num envelope maior (podendo ser enviados todos os gêneros num único envelope), e junto, deve ser

colocado um envelope menor, devidamente lacrado, que terá, em sua face externa o pseudônimo criado para o concurso e as obras (seguidas das modalidades e categorias a que concorre), e no seu interior, papel contendo os seguintes dados: i. nome completo do autor e, se for o caso, nome literário para fins de identificação em certificado, divulgação e eventuais publicações; ii. pseudônimo utilizado neste concurso; iii. endereço completo (incluindo CEP); iv. telefone para contato (residencial e celular); v. e-mail do autor (se não tiver pode ser um para contato); vi. a relação das obras enviadas (todas as obras, nos diversos gêneros); vii. assinatura do concorrente. IX – Da Comissão Julgadora: Artigo 13 – Cada modalidade terá uma comissão julgadora composta por, no mínimo, três juízes convidados pela equipe organizadora. Parágrafo Único – As decisões da Comissão Julgadora, de caráter permanente, soberano e irrecorrível, são previamente aceitas pelo concorrente no ato de sua inscrição. Artigo 14 – Os nomes somente serão divulgados após resultado final para evitar qualquer dúvida sobre a lisura dos procedimentos. X – Da Divulgação do Resultado e Premiação: Artigo 15 – Até o início do mês de junho de 2013 os vencedores serão devidamente comunicados.


Artigo 16 – Os resultados serão publicamente divulgados no dia 25 de julho, dia do escritor, data em que acontecerá a premiação em solenidade pública, às 19h.30min., durante a realização do XXVII Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos, em local a ser divulgado. Artigo 17 – Os autores dos textos vencedores receberão como prêmios: 1. certificado de mérito; 2. publicação do texto na seção literária do Jornal O Lince; 3. publicação no site www.valedoparaíba.com 4. participação, com prévio agendamendo, no programa de entrevistas Litteratudo, da TV Cidade de Taubaté-SP; e 5. se presentes na cerimônia de premiação, livros publicados pelo selo cultural LetraSelvagem, e/ou de outros escritores. Parágrafo único – Poderão ser outorgados certificados de menções honrosas e/ou especiais, a critério da organização.

XI – Dos Direitos Autorais: Artigo 18 – A partir da efetivação da inscrição, o autor autoriza a eventual publicação de seus textos em livros, jornais, revistas, boletins, sites, blogs ou outros meios de comunicação, a critério da organização do concurso. XII – Das Disposições Gerais: Artigo 19 – As cópias enviadas dos trabalhos não serão devolvidas. Artigo 20 – Casos omissos serão resolvidos, de forma irrecorrível, pela Comissão Organizadora. Para informações adicionais ou para dirimir dúvidas: redacao@jornalolince.com.br (Jornal O Lince) luizantoniocardoso@gmail.com (UBE – Vale do Paraíba e Litoral Norte) Aparecida, 15 de novembro de 2012 Fonte dos Concursos: HTTP://concursos-literarios.blogspot.com.br


NOTA A Revista Virtual de Poesia do Paraná tem por objetivo propagar os poetas paranaenses e suas poesias, nascidos ou radicados no Estado.

Esta revista não pode ser comercializada em hipótese alguma. Respeite os Direitos Autorais. A utilização de seu conteúdo é livre, desde que mencionada a fonte.

EDITORAÇÃO Organização, Pesquisa, Formatação e editoria: José Feldman Maringá/PR – fevereiro 2013. Contatos: e-mail: pavilhaoliterario@gmail.com Rua Vereador Arlindo Planas, 901 casa A Cep. 87080-330 – Zona 6 - Maringá PR

Pavilhão Literário Singrando Horizontes http://www.singrandohorizontes.blogspot.com.br Trovas, Trovadores Concursos Literários Mensagens Poéticas de Ademar Macedo Contos, Cronicas, Haicais, Folclore, Dicas, Artigos, notícias, etc. Receba as postagens na íntegra diariamente em seu email. Cadastre-se no site. Participe colaborando com textos de sua autoria. e-mail: pavilhaoliterario@gmail.com


Parana Poetico - numero 3 - fevereiro 2013