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FEARLESS

vo. De comentários positivos foram quase 80%, a aprovação foi basicamente geral e deu para ver o quanto o público valoriza o posicionamento da marca.” Porém, a pesquisa também trouxe um questionamento que ficou sem resposta na época: “Alguns dos comentários negativos foram respondidos. Mas tiveram uns 10 comentários que não foram respondidos, estavam questionando as políticas de inclusão da Avon, perguntando se eles colocavam LGBT’s para trabalhar lá dentro, se não era apenas algo para campanhas, mas não responderam nada.”

gens.”, afirmou o Santander em nota aos clientes para avisar do cancelamento do Queermuseu. Por decisão do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), o Santander deve exibir duas exposições sobre diversidade como punição pelo fechamento antecipado do Queermuseu. Se não cumprir com essa determinação, o banco vai precisar pagar uma multa no valor de R$ 800 mil.

TOUCH THIS SKIN

Atualmente, a Avon participa do Fórum de Empresas e Direitos LGBTs, junto da Coca-Cola, Ambev, Carrefour, entre outras, e possui o compromisso de discutir e acolher a comunidade LGBTQ+ no ambiente de trabalho para muito além dos comerciais. Desta maneira, o protagonismo transcende o oportunismo e é possível vislumbrar um futuro em que marcas não irão somente querer o dinheiro da comunidade LGBTQ+, ou pink money como também é conhecido. “(...) depois de um tempo fica fácil disseminar que marcas estão querendo somente posar com algo que não é verdadeiro, é algo que vai soar falso para gente, vamos ver que o posicionamento é só para tentar lucrar em cima de uma causa”, conclui Nickolas Caldeira. Em setembro de 2017, o banco Santander demonstrou que uma marca pode assumir representatividade, mas retirar seu posicionamento em favor dos LGBTQ+ em consequência de pressão popular oposta. Devido à onda de ataques conservadores, orquestrada principalmente pelo Movimento Brasil Livre (MBL), a exposição Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira acabou sendo fechada um mês antes do previsto pelo Santander Cultural do Rio Grande do Sul. A mostra continha trabalhos de Cândido Portinari, Lygia Clark, Adriana Varejão e mais 85 artistas que abordavam o universo LGBTQ+. “ (...) não faz parte de nossa visão de mundo, nem dos valores que pregamos. Por esse motivo, decidimos encerrar antecipadamente a mostra. O Santander Cultural tem como missão incentivar as artes e dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros, para gerar reflexão positiva. Se esse objetivo não foi atingido, temos o dever de procurar novas e diferentes aborda030

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FEARLESS Mag // Edição No2 - Touch This Skin  

Com três opções de capa, a segunda edição da FEARLESS traz questionamentos sobre o significado da arte LGTBQ+, a representatividade com pink...

FEARLESS Mag // Edição No2 - Touch This Skin  

Com três opções de capa, a segunda edição da FEARLESS traz questionamentos sobre o significado da arte LGTBQ+, a representatividade com pink...

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