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Terça-feira, 18 de junho de 2013

Funcionários de hospital retomam suas tarefas Texto: Daniele Melo Fotos: Bruno Muniz Silo

Durante assembleia os sindicalistas esclareceram as dúvidas dos servidores

Ontem pela manhã, os sindicalistas Aurindo de Oliveira, diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Gervásio Foganholi, diretor estadual, organizaram uma assembleia

com os funcionários do Hospital Regional para anunciar o fim da greve da categoria em todo o Estado. De acordo com Gervásio, a decisão foi tomada depois de uma assembleia realizada

em São Paulo sexta-feira, quando o governo apresentou suas propostas e todos votaram pelo fim da greve. “Suspendemos a greve, no entanto nosso movimento ainda não acabou; conti-

nuaremos protestando; não estamos satisfeitos com o resultado, mas reconhecemos um avanço; foi melhor parar agora, ganhar forças e continuar futuramente”, argumentou. Segundo ele, o governo considerou como frequência ao trabalho os dias da greve e manteve a jornada de trabalho em 30 horas semanais. “Avaliando nosso manifesto ganhamos uma luta histórica; a questão da regulamentação das 30 horas para o setor administrativo era discutida há 17 anos; em relação à nossa pauta financeira, não tivemos nenhum avanço, mas se comprometeram a negociar e também a discutir a reposição salarial

por categoria”, comentou. “Se não cumprirem a agenda, nosso movimento retorna; nos fizeram uma proposta absurda e vergonhosa de um aumento de 5% no ticket refeição que passaria de R$ 8 para R$ 8,40; não aceitamos; reivindicamos R$ 26,22; a greve

acabou, mas a luta continua”, concluiu. Por sua vez, o sindicalista Aurindo de Oliveira, agradeceu a todos os funcionários que permaneceram unidos até o fim. “Não terminou da maneira que queríamos, mas saímos na hora certa para voltarmos futuramente”, reiterou.

Paróquia da Sta. Cecilia reúne convidados em festa junina

Trabalhadores do MST ocupam área próxima ao Parque de Exposições Centenas de convidados participaram da comemoração sábado Texto e fotos: Daniele Melo

Cerca de 80% dos manifestantes é do município e os outros 20% são de cidades da região Texto: Nayana Camoleze Fotos: Bruno Silo

Desde sexta-feira, um grupo de 150 famílias que integra o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - está abrigado em uma propriedade próxima ao Parque de Exposições Jorge Alves de Oliveira. Segundo a coordenadora do Movimento Renovação, Ana Maria de Moraes, o grupo, que tem mais de 450 acampados, estava instalado em uma pro-

priedade em Paraguaçu Paulista e precisou desocupar a área, por conta de uma liminar que determina prazo de retirada até dia 4 de agosto. “Estamos ainda dentro do prazo de desocupação; entramos com recurso, porém, precisamos de um local para aguardar esse tramite; então encontramos essa área, que é do Estado, mas está com a prefeitura, por isso pretendemos agendar uma reunião com o prefeito Ricardo Pinheiro, para

solicitar o uso dessa terra, para que ele libere o local para acampamento das famílias até que saia o resultado da reforma agrária”, justificou. “Precisamos de um lugar para ficar; gostaríamos de deixar claro que isso não prejudicará em nada o local, pois não mexeremos com a mata nem com os bichos, não danificaremos nada e se tiver reintegração de posse, sairemos de forma pacífica, em paz, pois somos do bem”, acrescentou.

O grupo é formado por 150 famílias, totalizando uma média de 450 acampados

Ana: movimento pacífico

“Gostaríamos de esclarecer ainda que está havendo um engano com relação ao movimento; muitos moradores estão confundindo com outro grupo; não somos vândalos, nosso movimento é o Renovação, um movimento pacífico e de gente trabalhadora”, reforçou. De acordo com a coordenadora, os trabalhadores que compõem o grupo saem de manhã para trabalhar e retornam ao acampamento à tarde. Também há idosos, crianças e gestantes, somando 80% de moradores da própria cidade e os 20% restantes de localidades da região, como Cândido Mota, Paraguaçu Paulista, Maracaí, Palmital e Presidente Prudente. “A maioria é daqui da cidade; nosso povo confia no prefeito, em seu bom senso, acreditamos em sua gestão; acreditamos na agricultura familiar como multiplicadora de trabalho, queremos a terra para trabalhar”, reiterou.

Mutirão de conciliação negocia dividas com a CDHU Texto: Nathalia Fitipaldi

Ontem e hoje, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – Cejusc -, promove em sua sede novo mutirão de conciliação com os mutuários da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano - em situação irregular. De acordo com a juíza, Silvana Cristina Bonifácio Souza, foram agendadas 25 audiências de conciliação para cada período.

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“Hoje (ontem), de manhã, metade dos mutuários compareceu à audiência e destes 50% firmaram acordo com a CDHU, para que suas situações sejam regularizadas; além das audiências pré-agendadas, qualquer mutuário que precise de soluções administrativas, como a entrega de algum documento, pode comparecer ao Centro para regularizar sua situação”, propõe. Na opinião da juíza, as audiências de conciliação, além de serem uma solução mais

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rápida, proporcionam vantagens, já que não é necessário iniciar processos. “O Centro de Conciliação já era previsto por lei e nele podem ser resolvidos quaisquer casos, bastando apenas que os interessados procurem o centro para agendar suas audiências; quando é possível solucionamos o caso aqui mesmo, ou então damos o encaminhamento necessário para que seja iniciada a ação; além da solução de conflitos

o centro também desenvolve questões de cidadania como esta”, explica. Ela lembra que não é necessário o acompanhamento de advogados, para fazer os pedidos de audiências. “Convidamos os interessados para que venham até o centro, sejam empresas ou pessoas físicas; já temos outros mutirões agendados para julho e agosto”, adianta. O Centro está instalado na rua Gonçalves Ledo,550, vila Adileta.

Sábado à noite, centenas de convidados se reuniram em uma festa junina organizada pela Paróquia de Santa Cecília em seu salão paroquial com o objetivo de reunir recursos para aplicar na reforma da igreja. A festa incluiu comidas típicas como, cachorro-quente, pamonha, pipoca e bolos, a tradicional quadrilha, animação do sanfoneiro Carlito e barraca de pescaria para divertir as crianças.

De acordo com o padre, José Joaquim Damásio Neto, anualmente a comunidade paroquial se reúne para realizar esta tradicional festa popular. “Nossa comemoração foi maravilhosa; agradeço a todos pela participação e carinho; as crianças da catequese organizaram suas apresentações; todos colaboraram conosco; a renda será destinada à reforma da igreja; foi uma alegria receber e unir todos os fiéis e demais visitantes”, concluiu.

O sanfoneiro Carlito animou o ambiente durante a noite

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