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Referências

Elaboração técnica Roldão Varela Lopes – Supervisão de Conteúdo Simone Gasaniga - Diagramação Instituto Edison - Responsável Pedagógico

Analista responsável Samuel Fernandes Braz – Gerência de Treinamento

São Paulo, setembro de 2010.


Sumário 1

2

Cordas

(vegetal e sintéticas) ______________________________ 1

1.1

Utilização .................................................................................................................. 1

1.2

Inspeção Visual ........................................................................................................ 1

Arremates ___________________________________________ 3 2.1

Arremate em cordas ................................................................................................. 3

2.2

Arremate em ponta ................................................................................................... 4

2.3

Arremate em botão de rosa ..................................................................................... 4

3

Emenda em corda _____________________________________ 5

4

Nós em cordas ________________________________________ 6

5

4.1

Nó padrão ................................................................................................................. 6

4.2

Nó oito ....................................................................................................................... 6

4.3

Nó de porco .............................................................................................................. 6

4.4

Nó carioca ................................................................................................................. 7

4.5

Carregamento da corda ........................................................................................... 8

Equipamentos de içamento ______________________________ 9 5.1

Carretilhas ................................................................................................................ 9 5.1.1 Utilização ........................................................................................................ 9 5.1.2 Inspeção visual ............................................................................................... 9 5.1.3 Limpeza e lubrificação .................................................................................... 9 5.1.4 Transporte e acondicionamento .................................................................... 10

5.2

Moitões.................................................................................................................... 10 5.2.1 Utilização ...................................................................................................... 10 5.2.2 Inspeção visual ............................................................................................. 10 5.2.3 Limpeza e lubrificação .................................................................................. 10 5.2.4 Transporte e acondicionamento .................................................................... 10


6

7

Escadas de madeira ___________________________________ 11 6.1

Tabela de escadas .................................................................................................. 11

6.2

Componentes da escada de extensão .................................................................. 11 6.2.1 Inspeção visual ............................................................................................. 11 6.2.2 Limpeza e lubrificação .................................................................................. 11 6.2.3 Acondicionamento e transporte na seção e nos veículos .............................. 12 6.2.4 Transporte..................................................................................................... 12 6.2.5 Travessias..................................................................................................... 12 6.2.6 Cuidados ....................................................................................................... 12 6.2.7 Posicionamento e amarração das escadas ................................................... 12

Manual de apoio - MPT ________________________________ 13 7.1

Inspecionar, armazenar e utilizar escada MPT-GRL 005 ..................................... 13 7.1.1 Passos da tarefa ........................................................................................... 13


1 Cordas (vegetal e sintética) Material confeccionado em fios de fibra vegetais (sisal) ou sintéticas (polipropileno, nylon, polietileno), formadas em conjunto de 3 ou 4 pernas trançadas entre si.

1.1 Utilização Aplicada em equipamentos de içamento como carretilhas, moitões e escadas de extensão; amarrações de escadas, eletricistas, materiais, equipamentos, etc.

1.2 Inspeção Visual Antes da sua utilização verificar: Se as fibras não estão cortadas ou maceradas e se estão torcidas corretamente Descoloração Firmeza dos arremates Confecção dos nós Para verificar se os fios e pernas estão torcidos corretamente, torcer a corda no sentido contrário ao seu enrolamento.

1


Tabela de capacidade de uso Diâmetro

Fibras vegetais

Fibras sintéticas

Pol.

mm.

Carga Máxima de uso Carga Máxima de uso (kg) (kg)

1/4"

6

44

55

5/16"

8

-

96

3/8"

10

98

142

1/2"

12

180

203

9/16"

14

-

279

5/8"

16

320

350

11/16"

18

392

445

13/16"

20

-

537

7/8"

22

560

650

15/16"

24

-

760

1"

26

654

1.010

Nota: Observe o tipo de trabalho que irá executar e o peso que a corda deverá suportar. Obedeça a tabela acima para escolher a corda adequada, levando em consideração o material empregado na confecção da corda. Desenrole a corda de maneira para não embaraçá-la durante o uso. Terminada a tarefa observe se não houve formação de nós ou laços. Caso tenha havido, os mesmos devem ser desfeitos ao ser enrolada a corda. Cuidados Desenrolar a corda iniciando por fora do rolo; Enrolar e amarrar as sobras de corda; Acondicionar em local seco.

2


2 Arremates Para acabamento das pontas evitando a abertura dos fios.

2.1 Arremate em cordas Encastroar cordas e trançar seus tentos para emendá-las ou fazer arremates.

Solte os tentos da corda em um comprimento aproximado de 30 cm. Passe fita crepe em suas extremidades.

Meça o tamanho da argola que irá ser fechada e...

Inicie e encastroamento, trançando o primeiro tento, conforme mestra o desenho ao lado.

Em seguida, trance o segundo tento e...

Prossiga trançando igualmente o terceiro tento.

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2.2 Arremate em ponta

Solte os tentos da corda em um comprimento aproximado de 30cm. Passe fita crepe em suas extremidades.

Volte os tentos para trás e inicie o trançado conforme mostra o desenho

Prossiga o trançado conforme você já aprendeu a fazer e...

Arremate cortando as pontas que sobrarem com uma faca.

2.3 Arremate em botão de rosa Ótimo método para o ponto da corda não se desfiar, facilitando seus trabalhos. Observe a seqüência das figuras abaixo:

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3 Emenda em cordas Solte os tentos das extremidades das cordas que você irá emendar, aproximadamente 30cm Passe fita crepe em suas extremidades e posicione-os conforme mestra a figura ao lado.

Amarre o centro do conjunto com um barbante bem firme, conforme mostra a figura

Inicie o trançamento, conforme mostra a figura ao lado

Trance o segundo tento da maneira como você já aprendeu.

Prossiga o trançamento normalmente até um comprimento aproximado de 15cm

Arremate totalmente um lado e prossiga trançando o outro, da mesma maneira corte as pontas que sobrarem com a faca.

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4 Nós em cordas Dar nós com segurança e rapidez é uma operação simples, e de auxílio inestimável para as tarefas que você irá executar. Alguns nós seguem abaixo, com a sua seqüência correta de execução:

4.1 Nó padrão Utilizado para amarração do eletricista à estrutura com talabarte de corda.

4.2 Nó oito Aplicado na amarração de escada de extensão, material, carretilhas, etc.

4.3 Nó de porco Aplicado na amarração de pontas de condutores, degraus/suporte da escada ou cruzeta.

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4.4 Nó carioca Aplicado na amarração de cargas de veículos.

Nota: É proibida a confecção do nó carioca em cordas de fibras sintéticas para trabalhos na rede de distribuição aérea.

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4.5 Carregamento da corda

Quando a corda é muito comprida a você somente irá utilizar um pedaço da mesma, carregue--a já preparada desta maneira:

Se a corda é curta, e de uso imediato, enrole-a simplesmente conforme mostram as figura ao lado:

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5 Equipamentos de Içamento 5.1 Carretilhas Confeccionadas em madeira ou alumínio; com roldana giratória, eixo, pino, contra-pino e ganchos em aço e corda de fibras vegetais ou sintéticas.

Capacidade da carretilhaem kg

Diâmetro da corda ( sisal ou sintética )

Comprimento de corda em metros

Alumínio com abertura lateral 227

12mm ( 1/2" )

22

Madeira Pequena

12mm ( 1/2" )

22

Carretilha

450

Madeira Grande Com Utilizar cabo de aço Abertura Lateral* 1.500 ou corda de 24mm **Utilizada em conjunto com tifor ou broca-guincho.

-

5.1.1 Utilização Para içamento de materiais, equipamentos, ferramentas, etc. 5.1.2 Inspeção visual Verificar:   

Quebra de componentes; Giro da roldana; Desgastes da corda e arremates.

5.1.3 Limpeza e lubrificação Desmontar a roldana para limpar com solvente, escova de aço e estopa e lubrificar com vaselina sólida.

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5.1.4 Transporte e acondicionamento Enrolar a corda em várias laçadas amarrando-a junto a carretilha. Acondicionar em local seco.

5.2 Moitões Confeccionados em ferro, com roldana, eixo e ganchos em aço e corda e fibras vegetais ou sintéticas. Nota: para serviços em redes energizadas utiliza-se o moitão de madeira. 5.2.1 Utilização Para tracionamento de condutores e içamento de equipamentos e outras cargas relativamente pesadas. Tabela de Tipos X Capacidade de Uso

N. º do Moitão

Quantidade de roldanas

Diâmetro da corda vegetal ou sintética

Capacidade do Moitão em kg

40

2

12 mm (1/2”)

680

60

3

16 mm (5/8”)

1.200

80

3

22 mm (7/8”)

1.800

5.2.2 Inspeção visual Verificar:   

Quebra de componentes; Giro das roldanas; Desgastes das cordas e arremates.

5.2.3 Limpeza e lubrificação Desmontar as roldanas para limpar com solvente, escova de aço e estopa e lubrificar com vaselina sólida, graxa ou óleo lubrificante (quando as roldanas forem rebitadas). 5.2.4 Transporte e acondicionamento Em moitões pequenos, enrolar a corda em várias laçadas, amarrando-a junto ao moitão com a sobra da mesma. Em moitões grandes enrolar e amarrar com estropo a corda e o moitão. Acondicionar em local seco.

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6 Escadas de madeira Construída por montantes e degraus, apresentam-se com um segmento (singela) e dois segmentos (extensível).

6.1 Tabela de escadas Tipo

Tipo 1 Extensível

Tipo 2 Singela

Comprimento (m)

Degraus

6,60

20

7,80

25

9,00

30

10,80

35

13,80

45

3,00

9

4,50

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6.2 Componentes da escada de extensão        

Montantes: confeccionados em madeira de lei e constituídos por longarinas coladas entre si; Degraus: confeccionados em madeira de lei; Roldanas: confeccionadas em liga de alumínio para facilitar a subida e descida do elemento móvel; Catracas: confeccionadas em ferro, para travamento do segmento móvel; Guias do elemento móvel: confeccionadas em ferro e presas nos montantes para guiar o elemento móvel; Tirantes: confeccionados em aço, para fixação dos montantes; Limitador: confeccionado em aço para a travação do elemento móvel; Corda: sisal ou material sintético (10 mm).

6.2.1 Inspeção visual  Corda: verificar envelhecimentos, fios partidos e firmeza dos nós e arremates;  Carretilha: verificar se está centralizada, lubrificada e com rolantes em condições;  Montantes e degraus: verificar rachaduras, farpas e desgastes;  Catracas: abrir as catracas e verificar quebras, funcionamento da mola, travas e parafusos;  Guias do elemento móvel: verificar sua fixação no montante através dos parafusos. 6.2.2 Limpeza e lubrificação  Carretilha: desmontar para a retirada de sujeiras com o auxílio de solvente; aplicar vaselina sólida ou óleo lubrificante;

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Catraca: desmontar para retirada de resíduos com o auxílio de solvente, escova de aço e estopa; aplicar vaselina sólida ou graxa.

6.2.3 Acondicionamento e transporte na seção e nos veículos Sobre estrados de madeira em nível, empilhar horizontalmente com no máximo 10 escadas. No gancho do veículo apoiá-la sobre a proteção de borracha para não danificar os montantes; devendo permanecer amarradas e sinalizadas com bandeirola. Na gaveta no caminhão encaixá-la de forma que o pé da escada fique fora, a fim de não danificar os guias do elemento móvel; evitar o contato com materiais que possam comprometer suas características; devem permanecer amarradas e sinalizadas com bandeirola. 6.2.4 Transporte A escada extensível deve ser transportada com 2 homens, utilizando o mesmo lado do ombro e com o segmento móvel para fora; o montante do segmento móvel fica sobre o ombro do eletricista e o lado interno do montante do segmento fixo fica sobre o ombro do outro eletricista. 6.2.5 Travessias Atravessar a escada em ruas e avenidas paralelamente ao meio fio quando a sinalização de transito estiver concluída, segurando com uma das mãos o montante e com a outra no degrau. 6.2.6 Cuidados Antes de levantar e posicionar as escadas verificar:    

Piso: escorregadio, pedras e buracos; Poste: base podres, ferragens expostas, insetos no furo da linha terra; Suporte de escada e cruzeta: deterioração e ferragens soltas; Árvores: galhos podres e fracos e animais peçonhentos.

6.2.7 Posicionamento e amarração das escadas Podem ser posicionadas e amaradas em postes, suporte de escadas, cruzetas e árvores, devendo permanecer afastada da base do poste 1/4 em relação ao ponto de apoio. Nota O estropo para amarração da escada deverá ser de 10 mm e com mais ou menos 6 metros de comprimento para envolver degrau e montante. No levantamento da escada verificar se as catracas realmente atuaram no travamento do segmento móvel. A escada foi projetada para suportar o peso de um homem trabalhando. O eletricista nunca deverá sair da escada para alcançar pontos da estrutura.

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7 Manual de apoio - MPT 7.1 Inspecionar, armazenar e utilizar escada MPT-GRL 005 7.1.1 Passos da tarefa 1. Inspecionar escada rigorosamente quanto a cordas, carretilha, montantes e degraus, catracas, guias do elemento móvel, pintura, nivelador e suporte: este passo é realizado na base operacional de acordo com as verificações descritas a seguir. • • • • • • • •

Cordas: verificar envelhecimento, fios partidos e firmeza dos nós e arremates. Carretilha: verificar se está centralizada, lubrificada e com rolantes em boas condições. Montantes e degraus: verificar rachaduras, farpas, sulcos, desgastes, folgas excessivas e fixação dos degraus nos montantes e longarinas. Catracas: verificar trincas, funcionamento da mola, travas e parafusos. Guias do elemento móvel: verificar sua fixação nos montantes através dos parafusos. Pintura: verificar a ausência de escamações e verificar se as faixas de segurança estão visíveis. Nivelador: verificar oxidações, trincas, rompimento de soldas e desgaste do pino ou parafuso de travamento. Suporte: verificar oxidações, trincas, rompimento de soldas, borracha de acabamento da estrutura de contato com a escada e fixação à estrutura do veículo.

A tabela abaixo fornece as características de cada modelo de escada em uso.

Modelo

Extensão

Singela

Comprimento da escada Comprimento (m) da seção (m)

Quantidade de degraus

Peso máximo Comprimento calculado mínimo da (kg) corda (m)

6,3

3,9

23

36

11

7,5

4,5

27

40

13

8,7

5,1

321

45

15

10,5

6,0

37

52

18

13,2

7,5

47

65

23

3,0

9

12

4,5

14

18

2.

Armazenar escada na seção ou no veículo (gancho ou gaveta): este passo é realizado de acordo com as verificações descritas a seguir:

Na seção: armazená-la sobre estrados de madeira em nível (mínimo de três apoios), com empilhamento na horizontal de, no máximo, 10 unidades. No veículo (gancho): armazená-la no gancho, apoiada sobre a proteção de borracha, para não danificar os montantes, amarrando-a e sinalizado-a com bandeirolas. Não depositar materiais sobre a escada e observar que ela não ultrapasse em mais de 20 cm a traseira do veículo.

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No veículo (gaveta): armazená-la com o pé para fora, a fim de não danificar os guias do elemento móvel, amarrando-a e sinalizado-a com bandeirolas. Não depositar materiais sobre a escada e observar que ela não ultrapasse em mais de 20 cm a traseira do veículo.

3.

Planejar tarefa na base e preparar recursos necessários: proceder conforme MPT-GRL007.

4.

Planejar tarefa em campo: proceder conforme MPT-GRL-007.

Nota: quando for necessário apoiar uma escada sobre o postinho do cliente, deve-se, antes, fazer uma inspeção minuciosa e aplicar ensaio de tração com o dinamômetro: proceder conforme “Aferição de resistência mecânica no topo do poste particular, pontalete ou coluna de unidade consumidora – BT”. 5.

Retirar escada do veículo: manusear escada em campo com cuidado, em dupla, transportando-a de acordo com procedimentos recebidos em treinamento. Posicionar escada no solo, com os dois montantes no chão e a parte móvel para cima, em local plano e sem contato com materiais abrasivos. Transportar escada na travessia de ruas paralelamente ao meio fio, observando sempre a sinalização de trânsito. Segurar o montante com uma das mãos e um dos degraus com a outra.

6.

Observar atentamente condições do piso, poste, suporte de escada, cruzeta, árvores e pontos de apoio da escada, observando os seguintes aspectos:



Piso: verificar se o piso não é escorregadio e se há presença de pedras, buracos ou desníveis. Nota: em caso de piso com desnível, utilizar o nivelador de escada.

• • • 7.

• •

Poste: para os postes de madeira verificar se a base está podre (bater com um martelo na base do poste), e para os de concreto verificar se existe ferragens expostas ou abelhas no furo da linha terra. Suporte de escada e cruzeta: verificar se há deterioração e ferragens soltas. Árvores: verificar se há galhos podres e fracos ou animais peçonhentos. Ponto de apoio: não apoiá-la sobre cabos mensageiros. Levantar, posicionar, subir e amarrar escada: levantar escada do solo em dupla, sendo que um deve calçar com o pé a escada enquanto o outro faz seu levantamento, verificando se as catracas do segmento móvel foram travadas. Posicionar a escada afastada do pé do poste a ¼ de sua altura, em relação ao ponto de apoio. O ajudante deve segurar a escada pelos montantes, escorando com os pés as suas extremidades durante a subida do eletricista. O eletricista deve subir segurando nos montantes, mantendo os joelhos para o lado de fora, cruzando a perna no degrau, travando o pé no montante, amarrando o topo da escada na estrutura (poste ou suporte de escada) e amarrando o cinto de segurança na escada, para então descruzar a perna. Observar para que o eletricista não saia da escada para alcançar pontos da estrutura, cabos, fios ou outros equipamentos. Lembrar que é proibido trabalho simultâneo de dois eletricistas na mesma escada. A carga máxima de serviço da escada é de 115 kg. Em situações de salvamento será permitida, momentaneamente, a escalada de um socorrista na escada junto ao acidentado.

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Apost de Cordas e Amarr com Sumário  

Elaboração técnica Simone Gasaniga - Diagramação Samuel Fernandes Braz – Gerência de Treinamento Instituto Edison - Responsável Pedagógico R...

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