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1 Introdução 1.1 Objetivo: O objetivo deste material é servir como fonte de consulta àqueles que participarem do curso de Trabalho e Resgate em Altura utilizando cinto Tipo Pára-quedista, para atividades em Distribuição aérea de energia elétrica. O Curso “Trabalho e Resgate em Altura em Redes de Distribuição Aérea” visa capacitar os colaboradores que executem trabalhos em equipamentos e estruturas instalados à altura superior a 1,80m do solo(de acordo com norma AES Corp) a exercerem suas atividades utilizando adequadamente as técnicas, recursos e equipamentos destinados a tal finalidade, bem como a realizar procedimentos básicos de resgate de pessoas impossibilitadas de descer ao solo pelas próprias forças.

IMPORTANTE:



Esta apostila é parte integrante do curso de trabalho e resgate em altura em Redes de Distribuição Aérea e isoladamente não capacita pessoas à executar tais tarefas.



Este material não esgota o assunto sobre segurança, nem prevê todos os riscos, situações e particularidades envolvidos nas diferentes tarefas e ambientes de trabalho. Cada caso deve ser tratado de maneira particular e, portanto analisado à luz das normas e procedimentos aqui descritos. Casos extremos deverão ser analisados em conjunto com a área de Segurança do Trabalho.



É terminantemente proibida a aplicação destas técnicas sem a utilização dos equipamentos apropriados e em perfeitas condições conforme apresentados neste treinamento.

1.2 Legislação: Decreto Lei nº. 5452 de 1º de maio de 1943:  Segundo este decreto elaborado durante a presidência de Getúlio Vargas entra em vigor a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, que entre seus dispositivos gerais do artigo 162 ao 183 trata das obrigações das empresas desde segurança e medicina do trabalho, equipamentos de proteção individual até trabalhos e movimentação de cargas em locais elevados. Portaria nº. 3214 de 08 de junho de 1978:  Portaria a partir da qual as normas regulamentadoras (NR’s) entram em vigor.  NR’s são de observação obrigatória pelas empresas públicas e privadas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam empregados regidos pela CLT

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Lei nº. 8213 de 24 de junho de 1991:  Art. 19, Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da Empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.  1º - A Empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador  2º - Constitui contravenção penal punível com multa deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho  3º - É dever da Empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. NR-6 – Equipamento de proteção individual (EPI):  6.1 – Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR, considera-se equipamento de proteção individual – EPI – todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.  g) capacetes de segurança para proteção do crânio nos trabalhos sujeitos à:  Agentes meteorológicos;  Impactos provenientes de quedas, projeção de objetos e outros;  Queimaduras e choque elétrico.  a) Dispositivo de trava-quedas de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical e horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.  I.2 – Cinto  a) Cinto de segurança para proteção do usuário contra queda em trabalhos em altura  b) Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura. NR-10 – Instalações e serviços em eletricidade  10.1 – Esta Norma Regulamentadora – NR fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e, ainda, a segurança de usuários terceiros. NR-18 – Condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção  18.13.1 – É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou de projeção de materiais  18.23.1 – A Empresa é obrigada a fornecer aos trabalhadores, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, consoante às disposições contidas na NR-6 – Equipamento de proteção individual. (118.502-0/I2)  18.23.3 – O cinto tipo pára-quedista deve ser utilizado em atividades a mais de 2,00 m (dois metros) de altura do piso, nas quais haja risco de queda do trabalhador. (118.504-7/I4)  18.23.3.1 – O cinto de segurança deve ser dotado de dispositivo trava-quedas e estar ligado a um cabo de segurança independente da estrutura do andaime. (118.669-8/I4) ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas  Fundada em 1940, é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico nacional.  É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida pelo Fórum Nacional de Normalização – ÚNICO – através da resolução nº. 07 do CONMETRO, de 24/08/1992.

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 Possui atualmente 53 CB’s – Comitês Brasileiros – de estudo, cuja finalidade maior é, através do consenso de seus membros elaborar normas específicas para as determinadas áreas, sendo a nós o mais interessante o ABNT/CB-32 ABNT/CB-32 – Equipamento de Proteção Individual  Âmbito de atuação – Normalização de EPI’s compreendendo vestimentas e equipamentos individuais destinados à proteção de pessoas contra riscos, tais como: proteção respiratória, proteção auditiva, capacete de segurança, luvas de segurança, óculos de segurança e cintos de segurança, no que diz respeito à terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades. Normas técnicas elaboradas referentes à altura  Cinturão tipo abdominal com talabarte de segurança: NBR 11370/2001  Dispositivo trava-quedas: NBR 14626/2000 – guiado em linha flexível; NBR 11370/2001.  Luva de segurança contra agentes abrasivos e escoriantes: NBR 13712/1996

1.3 Saúde x Trabalho em altura: Uma situação de trabalho é potencialmente um conjunto de fatores de diversas naturezas que influenciam direta ou indiretamente na realização desta tarefa, sejam eles: o nível de informação sobre os procedimentos, riscos inerentes, desgaste físico, postura para o trabalho, aspectos psicológicos, técnicas organizacionais e o ambiente. Para a realização de uma tarefa, frente a esta situação, o homem coloca em funcionamento mecanismos de adaptação e de regulação de seu organismo. É aí que fisicamente este deve estar em perfeitas condições de saúde, adequado ao tipo de tarefa que irá executar. No trabalho em altura, em que é exigido do trabalhador um alto grau de responsabilidade, concentração e atenção permanente, cada passo deve ser considerado para que não ocorram erros humanos ou incidentes causados por equipamentos ou ambiente de trabalho. Todos os fatores de risco devem ser eliminados, ou na pior das hipóteses, minimizado. Nestes casos, o trabalhador deve ter, além de treinamento específico, seu acompanhamento médico periódico em dia para executar trabalhos em altura. Desde o exame médico admissional o serviço de saúde deverá estar ciente das tarefas que o funcionário irá executar para avaliá-lo quanto à sua capacidade física de executar tais tarefas, porém, algumas doenças passageiras podem comprometer as condições de trabalho de um indivíduo. Recomenda-se que sempre antes de iniciar uma tarefa de risco, o indivíduo deve avaliar sua condição pessoal, e em caso de dúvidas, consultar o médico de saúde ocupacional.

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1.3.1

Exemplos de doenças que impedem o trabalho em altura:  Doenças cardíacas;  Hipertensão arterial;  Epilepsia;  Labirintite crônica;  Diabetes;  Doenças da coluna vertebral;  Doenças psiquiátricas que impliquem em uso de tranqüilizantes ou antidepressivos;  Deficiências visuais e/ou auditivas;  Doenças que possam provocar a perda de consciência repentina ou desequilíbrio.

1.3.2

Exemplos de doenças ou condições que desaconselham o trabalho em altura  Gripes e resfriados fortes;  Febre de qualquer natureza;  Indisposições gástricas (diarréias, vômitos);  Tonturas;  Dores de cabeça;  Falta de alimentação adequada;  Indisposição física;  Stress.

1.3.3

Outros fatores de risco no trabalho em altura relacionados à pessoa  Problemas sócio-financeiro;  Pânico por altura;  Postura inadequada;  Substituição por pessoa não-qualificada;

 Organização do trabalho;

 Entrosamento da equipe;  Situações de urgência no trabalho;  Situações de emergência envolvendo pessoas.

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1.4 Conceitos sobre queda: Força de Impacto: é aquela que gerada pela queda, se considerarmos a energia que chega às extremidades do talabarte fixados na ancoragem e no trabalhador. Dessa forma os absorvedores de choques dissiparão mais energia do que as fitas de poliamida e cabos de aço. Absorção de choque: Um corpo em movimento assume um peso muito maior do que sua própria massa devido à aceleração da gravidade. Esse peso pode ser calculado por:

P=m.g.h P = Força peso no momento do impacto em KGF m = massa do corpo em kg 2

g = aceleração da gravidade = aprox. 10 m/s h = altura da queda do corpo

Fator de queda: Indica a relação entre a altura da queda de uma pessoa e o comprimento do talabarte que irá detê-la. Esse fator é essencial para determinar se um sistema de segurança contra queda é seguro ou não. Para explicá-la tomaremos como exemplo o uso de talabarte em trabalho em altura:

Fator de Queda > 2

Fator de Queda = 1

Fator de Queda < 1

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O fator de queda define-se como a razão entre a altura da queda e o comprimento do talabarte que absorve esta queda, ou seja: Fator de queda =

Altura da queda. . Comprimento do talabarte

No planejamento de um sistema de segurança, o ideal é evitar a queda, mas se não for possível eliminar esse risco deve-se ao menos controlar o fator de queda para que seja sempre pequeno, preferencialmente menor que 1. Para compreender a importância do fator de queda precisamos considerar também o tipo do material usado na construção deste talabarte. As provas efetuadas em laboratório confirmam a teoria de que uma queda fator 2, independentemente da altura envolvida, a força de impacto será a mesma aproximadamente 9 kN (com uma corda elástica de 6 a 10% de elasticidade) e 13 kN a 18 kN ou até mais com uma corda pouco elástica ou um cabo elástico. Porém os talabartes com absorvedor de choque são acionados a partir de 6 kN. Para se ter uma idéia do que significam estes valores, uma força de 18 KN está muito próxima da resistência máxima de vários equipamentos de segurança. Além disso, o organismo humano suporta em uma fração de segundo um impacto máximo de 12 KN. Acima disso há risco de ruptura de órgãos internos. “É muito mais fácil e melhor evitar uma queda do que cuidar de suas conseqüências.”

1.5 Suspensão inerte: Um trabalhador pode cair ao perder a consciência ou perde-la ao cair. Em ambos os casos, estando ele equipado com sistema de segurança, ficará suspenso pelo cinturão até o momento do socorro. A este período em que o trabalhador fica suspenso sem consciência chamamos suspensão inerte. Estudos internacionais recentes provam que a suspensão inerte, mesmo que por períodos curtos de tempo, pode desencadear transtornos fisiológicos graves em função da compressão das artérias e conseqüentes problemas de circulação sangüínea. Estes transtornos podem levar a sérias lesões ou até a morte caso o resgate não seja realizado de maneira rápida e eficiente.

1.6 Distâncias de segurança Em todas as situações o equipamento objeto do serviço deverá estar desligado, isolado, aterrado e sinalizado, no entanto, os equipamentos ao redor deste estarão energizados e operando normalmente. O

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quadro a seguir ilustra as distâncias mínimas de segurança a serem mantidas entre o trabalhador e pontos energizados conforme a NR-10.

1.7 Análise de riscos: Ao avaliar os riscos existentes em trabalhos em altura devemos considerar cada etapa de trabalho individualmente, de forma a poder identificar os riscos e propor o material de segurança adequado a cada uma delas dentro do contexto e de acordo com a hierarquia dos riscos envolvidos. É imprescindível e obrigatório que o planejamento e os riscos apontados estejam registrados pelo documento APR – Análise Preliminar de Riscos. Sempre que possível, devemos eliminar qualquer situação de perigo ou evitar que o trabalhador permaneça exposto à zona de perigo. Para tal vejamos algumas recomendações básicas:  Planejar cada etapa do serviço em conjunto com toda a equipe, lembrando que o acesso e movimentação em altura são conseqüências da necessidade de executar-se alguma tarefa específica, a exemplo de manutenção em Chaves Facas, Bases Fusíveis, Religadoras, Reguladoras, troca de isoladores, entre outras. Para tal é imprescindível que a tarefa fim seja orientada pelo seu respectivo manual de procedimento de trabalho e outros documentos afins;  Certificar-se de que todos os procedimentos, normas de segurança e operacionais sejam plenamente atendidos em todas as etapas do trabalho, a exemplo da conferência da manobra,

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aterramento temporário, bloqueio contra energização acidental, sinalização, distância de pontos energizados, acompanhamento de cartão de trabalho, entre outras; Analisar cuidadosamente os pontos de ancoragem de cordas e fixação de talabartes, buscando sempre pontos mais resistentes e menos abrasivo-cortantes. Considerar com uma das tarefas mais importantes de cada serviço à implantação do sistema de resgate (corda linha de vida), que deve ser o mais simples e eficaz possível, de forma que a necessidade de utilização do sistema não proporcione condições de risco aos demais trabalhadores; Conhecer a si mesmo, entendendo suas capacidades e limitações, seu estado de saúde, mental e psicológico; Nunca proporcionar situação de trabalho de dois trabalhadores em diferentes níveis na mesma direção vertical devido ao risco de queda de equipamentos, materiais ou até do próprio trabalhador sobre o trabalhador imediatamente abaixo. Nestes termos é expressamente proibida a utilização da mesma linha de vida vertical bem como de escadas simultaneamente por dois colaboradores; (salvo situações de resgate). Conhecer a si mesmo, entendendo suas capacidades e limitações, seu estado de saúde, mental e psicológico.

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2 Equipamentos de segurança para trabalhos em altura. 2.1 Conservação e acondicionamento:  Deve ser lavado com regularidade com água corrente e sabão neutro, se necessário, e armazenado em local com sombra, fresco e sem contato direto com cimento ou produtos que possuam substâncias que danificam o nylon;  Deve ser acondicionado em bolsa para transporte de EPI;  Qualquer modificação de componentes é estritamente proibida;  Em caso de queda, deterioração e qualquer reparação, enviar o equipamento ao fabricante ou ao seu representante;  Todo equipamento deve passar por inspeção visual e funcionalmente antes de qualquer utilização atentando para as costuras e pontos de desgaste.;  Lubrificar, utilizando óleo de máquinas quando necessário.  Quando em serviço, verificar o efetivo fechamento de travas.  Os efeitos dos raios ultravioletas são muito nocivos e variam de acordo com a cor das fitas e a qualidade do tratamento anti-UV aplicado.  Produtos químicos também fragilizam as fitas e as cordas. Existem também os desgastes mecânicos, como a abrasão, que cortam as fibras na superfície e reduzem gradualmente a resistência das fitas e cordas. Minúsculos grãos de areia e terra podem se introduzir nas fitas ocasionando o corte das fibras quando estas estiverem sendo submetidas à tensão.

IMPORTANTE : É terminantemente proibido a utilização destes equipamentos em outras atividades que não seja relacionada Trabalho e Resgate em Altura (Distribuição Aérea).

2.2 Mosquetão com tripla trava:

Mosquetão tipo “Pêra” assimétrico

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2.2.1

Finalidade:  Fechamento dos talabartes e trava quedas com a parte dianteira ou traseira do cinturão. No caso de queda este equipamento atua em conjunto com o sistema para a sustentação do usuário.  Atua no fechamento entre os pontos de ancoragem.

2.2.2

Características:  São equipamentos de segurança de alta resistência, com capacidade para tolerar forças de 9 kN a 22 kN e que servem de elos em sistemas que podem sofrer impactos.  A resistência do mosquetão varia com o sentido (Conforme indicação do fabricante) da tração, as extremidades suportam mais tração do que suas laterais. Não deve sofrer torções, deve ser instalado de forma como será solicitado sob tensão ou dentro de um sistema que deterá uma queda.

2.2.3

Componentes/Composição:  Mosquetão com dupla trava: Trava rosqueável, com abertura de 18 mm. Com resistência á ruptura de 22 KN.  Mosquetão com tripla trava: Trava rosqueável, com abertura de 18 mm. Com resistência á ruptura de 22 KN.

2.3 Mosquetão de engate rápido:

2.3.1

Finalidade:  Conectar a extremidade do talabarte de posicionamento ao cinturão de segurança.

2.3.2

Características:  São equipamentos de segurança de alta resistência, com capacidade para tolerar forças de 22 KN de fácil manuseio.  Dupla trava de segurança de abertura, impede abertura acidental durante a movimentação.

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2.4 Dispositivo trava-quedas:

2.4.1

Finalidade:  Equipamento automático de travamento que se desloca, numa linha de ancoragem fixa e flexível, destinado a travar a movimentação do cinturão pára-quedista quando ocorrer uma queda.

2.4.2

Características:  Equipamentos de segurança confeccionado em aço inox com parafuso de fechamento, trava de segurança, bloqueador manual de posicionamento, com capacidade para tolerar forças de 22 KN e que servem de elos em sistemas que podem sofrer impactos utilizado com cordas de 10 a 12 mm, com distanciador de no máximo de 30 cm de comprimento.

2.5 Fitas tubulares / Cinta Sling

2.5.1

Finalidade e utilização  Fazer pontos de ancoragem ao longo da estrutura, em pontos adequadamente confiáveis ou auto-seguro.

2.6 Fita Tubular    

Confeccionadas em 100% de poliéster; Tensão de ruptura de 2200 dan; Dimensões: Comprimento 100 mm, largura de 25mm; Costuras de alta resistência. 11


2.7 Cinta Sling. Fita de ancoragem de 45 mm de largura em poliéster com duas alças nas extremidades.  Carga mínima de ruptura de 40 kN.  Comprimento de 1200mm.

2.8 Cinturão pára-quedista:

2.8.1

Finalidade:  Unir o usuário aos equipamentos de forma que possa oferecer condição para se posicionar e exercer sua atividade bem como deter a sua queda, caso ela aconteça. Foi projetado para oferecer o conforto necessário, seguro para suportar a força de impacto de uma queda e eficiente para distribuir adequadamente esta força pelo corpo.

2.8.2

Características:  Dispositivo composto por fitas de nylon com tratamento antichama, repelente a água e fivelas que são ajustadas ao corpo do trabalhador. É utilizado em conjunto com corda e/ou talabartes presos com mosquetões aos pontos de ancoragem;  Possui duas argolas laterais na altura da cintura para fixação do talabarte de posicionamento;  Possui argolas centrais na altura do peito e nas costas para fixação do sistema de proteção contra quedas; IMPORTANTE:



É proibido a utilização do ponto de ancoragem dorsal em atividades rotineiras, somente poderá ser utilizada por equipes especializadas em resgate.



É essencial que o usuário ajuste perfeitamente o cinto ao seu corpo, para garantir a correta distribuição da força de impacto e minimizar os efeitos da suspensão inerte.

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2.9 Talabarte Regulável de Posicionamento:

2.9.1

Finalidade:  Acessório de segurança que atua como elo entre o cinto de segurança e a estrutura onde o usuário quer fixar-se, seja para limitar a movimentação ou para o conforto da posição do usuário.

2.9.2

Características: Equipamentos de segurança para posicionamento composto por corda de poliamida torcida com valor mínimo de resistência à ruptura de 2200 daN. Pontas amarradas e protegidas por tubo plástico termocontrátil.  Protetor em lona plástica ou fita emborrachada resistente e perfeitamente moldada sobre o talabarte.  Gancho de ancoragem dupla trava que deve ser fabricado em liga de alumínio, aço inoxidável ou aço carbono forjado com resistência à ruptura de 2000 daN, possuir dupla trava de empunhadura única e engate rápido;  Dispositivo de regulagem fabricado em aço inoxidável, aço carbono ou liga de alumínio e apresentar valor mínimo de resistência à ruptura de 2000 daN,  Mosquetão tripla trava fabricado em liga de alumínio, apresentar valor mínimo de resistência à ruptura de 2000 daN. IMPORTANTE: O uso de talabarte de posicionamento deve ser feito sempre com uso simultâneo do talabarte duplo ou dispositivo trava-quedas.

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2.10

Cordas:

2.10.1 Finalidade:  Sustentar o funcionário em caso de queda e propiciar o resgate de um acidentado. 2.10.2 Características:  As cordas são formadas por duas camadas: uma interna conhecida como alma e composta por centenas de fios e uma externa conhecida como capa, composta por fios trançados.  A corda estática possui uma alma de poliamida com pouca elasticidade (aproximadamente 3%) e são seus cordões internos que oferecem maior resistência ao esforço. Ou seja, a alma é quem suporta a carga, sendo a capa a responsável pela proteção contra sujeira, abrasão e desgastes, etc.  Carga de ruptura 3.000 kg para uma carga de trabalho de 100 kg. IMPORTANTE: Embora os materiais usados na fabricação das cordas sintéticas sejam maus condutores, as cordas não podem ser usadas em contato com pontos energizados, em razão de que a umidade e a poluição, que eventualmente penetram entre os fios das cordas, reduzem suas características isolantes, podendo, levar a altas correntes de fuga.

2.11

Freio Estanque

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2.11.1 Finalidade:  Atua no sistema de travamento e controle de deslizamento da corda de linha de vida, na qual o trabalhador estará ancorado.  Quando aplicado em conjunto com o sistema integrado possibilita o controle da velocidade no resgate do acidentado. 2.11.2 Características:  Resistência de ruptura 2OkN,  Dimensionado para corda de 12 mm e  Material aço inox

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3 Dispositivo para ancoragem da corda linha de vida 3.1 Ganchos tipo 1

3.1.1

Finalidade e aplicação Dispositivo destinado à fixação da “linha de vida” em postes sem obstáculos, a partir do solo, tem a forma de um tubo com um segmento encurvado em arco, com um rasgo longitudinal do tipo canaleta e um segmento reto, que termina em uma formação achatada.

3.1.2

Características  Dimensionado para corda de 12mm  Material PVC  Cor amarela

3.1.3

Inspeção/Cuidados:  Evitar ao máximo de batidas;  Não deixar entrar em contato com produto químico que afete a característica; e  Mantê-lo limpo.

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3.2 Gancho de ancoragem tipo 2

3.2.1 Finalidade e aplicação Dispositivo para instalação da corda “linha de vida”, em estruturas com obstáculos a partir do solo. Gancho de ancoragem em aço, semi espiral com resistência de 15 kN e encaixe para adaptação em bastão telescópico com o auxílio de suporte próprio(cabeçote), contendo olhal na extremidade superior para sua retirada. 3.2.2 Características    

Resistência 15kN Dimensionado para corda de 12mm Material Liga de aço Cor Azul e laranja

3.2.3 Inspeção/Cuidados:  Evitar ao máximo de batidas;  Não deixar entrar em contato com produto químico que afete a característica; e  Mantê-lo limpo.

3.3 Nós especiais Os nós são aplicados em várias atividades operacionais e em todos os segmentos de trabalho, devem ser manipulados de forma a garantir a segurança da carga ou do usuário, tendo como características principais:    

Fácil confecção; De simples inspeção visual; Estável sob tensão; e Baixo comprometimento da resistência da corda.

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3.3.1 Nó Oito: Nó de segurança para situações gerais.

3.3.2 Nó Oito duplo: Nó principal de segurança para ancoragem que pode ser feito em qualquer ponto da corda, dobrando-a no trecho escolhido para sua execução.

3.3.3 Nó fiel: Nó de segurança conhecido como nó de porco, aplicado no meio ou nas extremidades da corda e atua como ponto de fixação de confecção rápida.

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4 Sistemas de ancoragem Os sistemas de ancoragem são aqueles que objetivam a instalação de equipamentos tensionados (cordas e fitas) conectando-os a pontos fixos do ambiente ou a pontos especialmente instalados para este fim. A série de procedimentos e técnicas para a instalação de uma corda visa preservá-la ao máximo de situações que possam parti-la e garantir que os pontos de fixação da corda não se soltem.

4.1 Gerenciamento de atrito Durante a execução dos trabalhos é natural que as cordas e fitas entrem em contato direto com as estruturas. Porém, algumas partes destas podem ser extremamente abrasivas ou até cortantes. É importante seguir algumas recomendações básicas de forma a garantir a integridade dos equipamentos e principalmente, a segurança do trabalhador que confia a este sua vida.  Dedicar atenção especial aos pontos de atrito das cordas com cantos de estrutura e pontas de parafusos, procurando evitá-los ou protegê-los;  Prever o comportamento da corda de linha de vida em caso de necessidade de resgate, protegendo os pontos de possível atrito excessivo;  Sempre usar mosquetões para conectar cordas e fitas entre si, nunca conectá-las diretamente uma à outra; e  Sempre que possível e necessário proteger fitas de ancoragem de forma a reduzir o atrito com a estrutura.

4.2 Ancoragem à prova de bomba Deve ser o tipo de ancoragem prioritária e define-se como um ponto de fixação tão robusto que não se espera que o mesmo sofra qualquer abalo mesmo recebendo a maior carga esperada pelo sistema. É uma ancoragem que para falhar, teria que comprometer todas as estruturas da qual faz parte. Exemplo: Postes de concreto, montantes de estruturas e árvores.

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5 Procedimentos para escalada em atividades da distribuição aérea. 5.1 Procedimentos iniciais no nível do solo  Analisar os pontos para ancoragem da linha de vida;  Posicionar no solo sobre uma lona a sacola com a corda linha de vida, sistema de ancoragem e mosquetões (sistema de resgate); e  Preparar os pontos para ancoragem da linha de vida, instalando o freio na ancoragem inferior.  IMPORTANTE:  Definir o ponto de ancoragem superior, atentando para sua resistência e distâncias de segurança.  Instalar a ancoragem do sistema de freio de forma a garantir o estrangulamento pela Cinta Sling.  A corda não deverá ser considerada dieletricamente isolada.  A Cruzeta de madeira não deverá ser considerada ponto de ancoragem. Nas cruzetas de ferro a ancoragem poderá ser feita entre o poste e o ponto de fixação da mão francesa.  Cada eletricista que esteja trabalhando em altura deverá ter seu próprio sistema de linha de vida.  Para efeito de resgate ao menos um eletricista deverá estar equipado com cinto páraquedista e mosquetão tripla trava no nível de solo.

5.2 Poste desequipado ou modificações Esta seqüência de trabalho visa uma situação de implantação de novos postes ou uma modificação, cujo poste esteja equipado com rede secundária ou iluminação Pública.  Fazer inspeção visual do poste, analisando a condição mecânica e certificando-se que não há animais peçonhentos, rebarbas ou pontos de corrosão;  Instalar a linha de vida utilizando gancho de ancoragem tipo 01 (sistema integrado);

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Executar testes de resistência e tração, aplicando o esforço do peso de duas pessoas na linha de vida com angulação de 25º á 30º (Afastados á 1/4 da altura do ponto de ancoragem).  Instalar mosquetão guia da linha de vida no último degrau e montante superior da escada, utilizando a fita tubular;

 Posicionar escada no poste, atentando-se para o controle da linha de vida excedente;  Estabilizar a escada através do tensionamento do sistema integrado, com a extremidade da corda fixa no primeiro degrau com nó fiel;  Equipar-se com o cinturão tipo pára-quedista fazendo todos os seus ajustes, conferindo entre os membros da equipe o fechamento das fivelas, mosquetões tripla trava e seus acessórios;  Instalar o trava quedas checando os seis itens para a escalada (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas);  Subir na escada até a altura desejada, fazendo uso do trava quedas;  Posicionar-se na altura de trabalho com o talabarte e amarrar a escada.  Realizar a atividade (conforme MPT ou IT especifica) atentando-se para a linha de vida estar sempre livre e no mesmo nível ou acima do ponto de trabalho;  Após realizar a atividade transferir o ponto de ancoragem para nova estrutura utilizando o gancho de ancoragem tipo 2, a fim de facilitar a retirada do sistema; e

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IMPORTANTE:



Para esta transferência o eletricista deverá estar sempre ancorado (Cinto ao ponto de ancoragem) através do auto-seguro.



Desamarrar a escada e iniciar a descida garantindo o deslizamento livre do trava quedas.



Nunca segurar o trava quedas durante a descida.



Retirar a tensão da linha de vida, descer a escada e desmontar o sistema.

5.3 Poste de cliente Esta seqüência de trabalho visa uma situação que as estrutura do topo do poste estejam montadas.  Fazer inspeção visual do poste, analisando a condição mecânica utilizando o Dinamômetro e certificar-se que não há animais peçonhentos, rebarbas ou pontos de corrosão;  Instalar a linha de vida utilizando gancho tipo 01 (sistema integrado);

Laçada Castelli  Executar testes de resistência e tração do sistema de ancoragem, aplicando o esforço do peso de duas pessoas na linha de vida com angulação de 25º á 30º (Afastados á 1/4 da altura do ponto de ancoragem);  Instalar mosquetão guia da linha de vida no último degrau e montante superior da escada, utilizando a fita tubular;  Posicionar escada no poste, atentando-se para o controle da linha de vida excedente;  Ancorar o freio na base da escada (segundo degrau mais o montante);  Estabilizar a escada através do tensionamento do sistema integrado, com a extremidade da corda fixa no primeiro degrau com nó fiel;  Equipar-se com o cinturão tipo pára-quedista fazendo todos os seus ajustes, conferindo entre os membros da equipe o fechamento das fivelas, mosquetões tripla trava e seus acessórios;  Instalar o trava quedas checando os seis itens para a escalada (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas); 22


 Subir na escada até a altura desejada, fazendo uso do trava quedas;  Posicionar-se na altura de trabalho com o talabarte e amarrar a escada;  Realizar a atividade (conforme MPT ou IT específica) atentando-se para a linha de vida estar sempre livre e no mesmo nível ou acima do ponto de trabalho; e  Desamarrar a escada e iniciar a descida garantindo o deslizamento livre do trava quedas. IMPORTANTE: Nunca segurar o trava quedas durante a descida.  Instalar o trava quedas checando os seis itens para a escalada (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas);  Subir na escada até a altura desejada, fazendo uso do trava quedas;  Posicionar-se na altura de trabalho com talabarte regulável;  Realizar a atividade (conforme MPT ou IT especifica) atentando-se para a linha de vida estar sempre livre e no mesmo nível ou acima do ponto de trabalho;  Iniciar a descida garantindo o deslizamento livre do trava quedas. IMPORTANTE: Nunca segurar o trava quedas durante a descida.  Retirar a tensão da linha de vida, descer e destravar a escada e desmontar o sistema; e acondicionar a escada no malhal dianteiro e travá-la.

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6 Resgate do acidentado durante deslocamento vertical (subida e descida)

IMPORTANTE: Para efeito de resgate ao menos um eletricista deverá estar equipado com cinturão tipo pára-quedista e mosquetão tripla trava no nível de solo.  Fazer análise de panorama do acidente (inspeção visual do ponto de trabalho, analisando as condições mecânicas, físicas, emocionais e elétricas) certificando-se que é viável e seguro a realização do resgate;  Solicitar ajuda via radio/telefone/para CDS/COD ou órgãos públicos (193 / 192);  Eliminar ou controlar a fonte geradora do fato indesejado; IMPORTANTE: Soltar a linha de vida da escada, caso seja necessário o direcionamento do acidentado.  Iniciar a descida do acidentado, controlando a velocidade através do freio evitando possíveis solavancos (descida continua); IMPORTANTE: Caso haja alguma interferência na descida certificar-se que o freio esteja travado antes de soltá-lo para manipulação do acidentado ainda suspenso.  Acomodar o acidentado em superfície plana e rígida, atendendo os procedimentos de 1º socorros.

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6.1 Resgate de acidentado durante a atividade com o talabarte posicionado.

IMPORTANTE: Para efeito de resgate ao menos um eletricista deverá estar equipado com cinturão tipo pára-quedista e mosquetão tripla trava no nível de solo.  Fazer análise de panorama do acidente (inspeção visual do ponto de trabalho, analisando as condições mecânicas, físicas, emocionais e elétricas) certificando-se que é viável e seguro a realização do resgate;  Solicitar ajuda via radio/telefone/para CDS/COD ou órgãos públicos (193 / 192);  Eliminar ou controlar a fonte geradora do fato indesejado;  Instalar o trava quedas checando os seis itens para a escalada (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas);  Subir na escada até a altura desejada, fazendo uso do trava quedas;  Posicionar-se na altura desejada, com o trava quedas bloqueado (resgatista);  Elevar e bloquear o trava quedas do acidentado;  Afrouxar o talabarte de posicionamento através do regulador e soltá-lo das argolas laterais do cinturão, transferindo o acidentado para o trava quedas;  Descer até o sistema de freio;  Iniciar a descida do acidentado, controlando a velocidade através do freio evitando possíveis solavancos (descida contínua); e  Acomodar o acidentado em superfície plana e rígida, atendendo os procedimentos de 1º socorros. Importante: Certificar-se que os Circuitos Secundários e Iluminação Pública estejam desligados.

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Caso os circuitos estejam energizados realizar o planejamento do resgate de forma que o resgatista e o acidentado não venham a invadir as distâncias de segurança.



Recomenda-se que a cabeça do acidentado não esteja acima da linha de cintura do resgatista, evitando-se fatores de quedas elevados. Nunca segurar o trava quedas durante a descida.



Soltar a linha de vida da escada, caso seja necessário o direcionamento do acidentado.



Caso haja alguma interferência na descida certificar-se que o freio esteja travado antes de soltá-lo para manipulação do acidentado ainda suspenso.

6.2 Resgate de acidentado durante a transferência do ponto de ancoragem.

Auto-Seguro

IMPORTANTE: Para efeito de resgate ao menos um eletricista deverá estar equipado com cinto pára-quedista, mosquetão tripla trava no nível do solo.  Fazer análise de panorama do acidente (inspeção visual do ponto de trabalho, analisando as condições mecânicas, físicas, emocionais e elétricas) certificando-se que é viável e seguro a realização do resgate;  Solicitar ajuda via radio/telefone/para CDS/COD ou órgãos públicos (193 / 192);  Eliminar ou controlar a fonte geradora do fato indesejado;  Tensionar (no freio) e soltar a ponta da linha de vida da base da escada e amarrar peso;  Instalar o trava quedas checando os seis itens para a escalada (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas) estando munido de fita, mosquetão e talabarte de posicionamento;

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IMPORTANTE:



Certificar-se que os Circuitos Secundários e Iluminação Pública estejam desligados.



Caso os circuitos estejam energizados realizar o planejamento do resgate de forma que o resgatista e o acidentado não venham a invadir as distâncias de segurança.

 Subir na escada até a altura desejada, fazendo uso do trava quedas;  Posicionar-se na altura desejada, com o trava quedas bloqueado (resgatista) e se necessário utilizar talabarte de posicionamento;  Instalar fita de ancoragem “auto-seguro”;  Instalar novo ponto de ancoragem o mais alto possível (sempre acima do acidentado); IMPORTANTE: Recomenda-se que a cabeça do acidentado não esteja acima da linha de cintura do resgatista, evitando-se fatores de quedas elevados.  Elevar e bloquear o trava quedas do acidentado;  Checar os seis itens (ancoragem, freio, mosquetões, cintos, sobra de corda e trava quedas);  Soltar a fita de ancoragem “auto-seguro” do acidentado; IMPORTANTE: Na impossibilidade de soltar a fita “auto-seguro”, deve-se cortá-la do acidentado.  Afrouxar o talabarte de posicionamento através do regulador e soltá-lo das argolas laterais do cinto transferindo o acidentado para o trava quedas;  Soltar a fita de ancoragem “auto-seguro” do resgatista;  Descer até o sistema de freio; IMPORTANTE: Nunca segurar o trava quedas durante a descida.  Iniciar a descida do acidentado, controlando a velocidade através do freio evitando possíveis solavancos (descida continua); e IMPORTANTE: Caso haja alguma interferência na descida certificar-se que o freio esteja travado antes de soltá-lo para manipulação do acidentado ainda suspenso.  Acomodar o acidentado em superfície plana e rígida, atendendo os procedimentos de 1º socorros.

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7 Glossário Mosquetão: Elemento conector metálico, com trava de segurança dupla ou tripla, de fechamento semi-automático para engate do cinto de segurança a um dispositivo de posicionamento, retenção ou limitação de queda ou ancoragem. Freio estanque: É um sistema que visa proteger o eletricista durante o trabalho em altura, contra quedas e como freio para descidas e posicionamentos de trabalho, também é utilizado como freio na corda linha de vida para o resgate do eletricista em caso de acidente. Nó Fiel: Famoso nó de porco, aplicando tanto no meio como nas extremidades da corda serve como ponto de fixação de confecção rápida. Nó oito: Nó de Segurança para situações gerais. Nó oito duplo: É um nó que pode ser feito em qualquer ponto da corda, dobrando-a no trecho escolhido para sua execução. Laçada Castelli: É quando passamos o primeiro nó oito por dentro do segundo nó oito já existentes realizados nas extremidades da corda, ficando assim interligada. Fita Tubular: Fita de ancoragem de 25 mm de largura em poliéster/poliamida. Fita Sling: Fita de ancoragem de 45 mm de largura em poliéster com duas alças nas extremidades. Gancho de Ancoragem Tipo 1: Dispositivo para içamento da corda “linha de vida” a partir do solo (modelo ICC). Gancho de Ancoragem Tipo 2: Dispositivo para içamento da corda “linha de vida” a partir do solo (modelo metálico). Cinturão Tipo Pára-quedista: Faz parte do sistema de proteção contra quedas.Deve ser projetado para ofererecer Maximo conforto e segurança, suportando a força de impacto gerada na queda com eficiencia e distribuindo-a a dequadamente pelo corpo do usuario.Apesar destas características, este tipo de cinturão não deve ser utilizado para trabalhos suspensos e sim deter quedas eventuais.O cinturão deve permitir ajuste perfeito ao corpo do usuário para garantir a correta distribuição da força de impacto e apara minimizar os efeitos da suspensão inerte. Cordas: As cordas costumam ser um elemento básico em qualquer trabalho em altura. Podem ser feitas de fibras naturais ou sintéticas, mas, devido à baixa resistência das fibras naturais 28


(sensibilidade a fungos, mofo e pouca uniformidade de qualidade), apenas fibras sintéticas devem ser usadas como cordas em sistemas de segurança. Linha de vida: Sistema de proteção contra quedas, onde o trava quedas do eletricista é instalado numa corda apropriada e devidamente fixada. Trava Quedas: Equipamento metálico de travamento automático com ou sem extensor de corda. Resgatista: Eletricista treinado, em condições físicas e psicológicas, que em caso de acidente, após avaliação do cenário e posterior a comunicação do evento possa elaborar a descida do acidentado em condições seguras para ambos. Acidentado: Eletricista exposto ao sinistro. Talabarte de posicionamento: Equipamento regulável em corda trançada para posicionamento de trabalho. Auto-seguro: Fita em poliamida/poliéster fechada em anel para ser conectada ao ponto de conexão central do cinturão, com mosquetão na sua extremidade para fixação do eletricista a um ponto de ancoragem. Ponto de ancoragem: Local plenamente confiável onde será feita a fixação das linhas de vida ou do próprio eletricista, que deverá suportar as cargas geradas no impacto devido a uma queda. Sistema Integrado: Método de proteção contra quedas onde o resgate é previamente contemplado e pode ser operado a partir do solo. Escalada: Método de ascensão feita através de cintas metálicas. Fivela: Ponto de conexão do cinturão. Salvamento: Ato completo de resgate incluindo os 1º Socorros. Suspensão Inerte: Condição em que o acidentado está desfalecido sofrendo constrições vasculares devido às pressões exercidas pelo cinturão quando suspenso. Fator de queda: Relação entre a altura da queda e o comprimento do equipamento que sofrerá com o impacto gerado. Freio estanque: Equipamento utilizado para controlar a descida do acidentado.

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Sistema de Segurança: É o conjunto de todos os dispositivos utilizados para realização das atividades de trabalho em altura.

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Apostila de Resgate