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AUDIO PROFISSIONAL I - Equipamentos

Bom, como já era de meu interesse a algum tempo, venho escrevendo algumas matérias sobre SONORIZAÇÃO PROFISSIONAL, e divulgando no meu site da locadora, e também da minha loja virtual. Porém, com esta idéia das guias do Mercado Livre, vou transcreve-los para cá, e publicar de forma periódica algumas tecnicas de sonorização, principalmente na área de projetos, PA e sistemas de som de grande porte. Se alguém desejar algum tipo de informação, por favor, entre em contato que vou tentar ajudar. E como ningém aqui quer ficar lendo sobre o que eu quero fazer, vamos ao que interessa. Inicialmente vou falar sobre o que faz cada parte do sistema de som, e como fazer a ligação de cada equipamento ao sistema, e ainda como cada parte do sistema interage com o todo, de forma harmoniosa. Posteriormente, explicarei cada uma das principais linhas de periféricos e como utilizar os principais recursos de cada uma. Um problema que tenho visto tanto com o pessoal que trabalha constantemente com áudio, como também com músicos e contratantes, que é o de não saber se preciso de um determinado periférico e em qual quantidade preciso dele, e na dúvida acabo por coloca-lo no sistema e transformo o som em algo quase inaldivel. O que para determinados sistemas é desnecessário, para outros é de extrema importância, e viceversa. A seguir, vou apresentar alguns dos periféricos mais importantes, suas funções e principais recursos, bem como utiliza-los e o principal, quando utiliza-los. Mesa de Som ou Console de Mixagem Em todos os sistemas de som, indiferente do seu porte tamanho e recursos, a mesa de som sempre está presente e é o coração do sistema, pois a partir dela é que os sinais captados dos instrumentos, músicos ou integrantes são misturados e enviados para tratamento nos periféricos, e também transmitidos para o sistema de amplificação (PA, PALCO, GRAVAÇÃO ou ambos). Todas as consoles de mixagem, possuem recursos básicos parecidos, diferenciando-se somente os recursos disponíveis mais avançados e a qualidade sonora de cada uma. O que podemos citar como maior diferença entre as mesas, mas não como diferencial de qualidade é a quantidade de canais de entrada, que pode variar desde 2 até mais de 60. Então, como escolher qual será necessária? Bom, via de regra cada canal de entrada é responsável pelo tratamento de um sinal diferente, seja ele, um microfone de vocal, um instrumento, um retorno de efeito, um aparelho de CD ou qualquer outro. Para se adaptar a diferentes fontes, temos que ter centenas de entradas com impedâncias diferentes? Não, um dos recursos encontrados nas mesas de som, é a possibilidade de se ajustar a sensibilidade do canal a sensibilidade do equipamento ligado a ele, este controle chama-se controle de ganho (GAIN).


Um outro recurso encontrado nas mesas é a equalização, que dependendo da marca, modelo e recursos, varia entre 2 e mais de 5 faixas de freqüência, algumas fixas outras variáveis. Geralmente, são encontradas 3 faixas, respondendo como Graves (LOW), Médios (MIDDLE) e Agudos (HIGH), onde muitos possuem os médios de forma paramétrica (variável). Bom, para terminarmos o básico, temos o recurso do fader, que é a quantidade do sinal do canal que será misturada ao sinal principal (master), e no caso, o master, possui também o fader, que é a quantidade do sinal já misturado que é enviado para a saída principal da mesa seja para PA, PALCO, AMBOS, GRAVAÇÃO, ou até mesmo para outra mesa. Agora vamos falar sobre outros recursos mais avançados, porém, encontrados em uma vasta maioria das consoles de médio porte, são elas, o controle de PAN que indica o quanto do sinal será enviado para o lado direito (RIGHT) e quanto será enviado para o lado esquerdo (LEFT). Outro recurso encontrado é o de PFL (ou pré escuta) que é a possibilidade de se escutar em um fone de ouvido ou caixa de som o que está ocorrendo em um determinado canal da mesa sem envia-lo para o master da mesa. Bom, ainda temos os controles de AUXILIARES, que podem variar de 1 até algumas dezenas, e servem para se direcionar o sinal para uma outra saída diferente das saídas master, elas são geralmente utilizadas para monitores de palco, ou efeitos, e são exatamente iguais aos recursos de fader, e geralmente possuem também um controle geral como o master da mesa. Algumas marcas chamam as saídas de auxiliar de SEND e podem ou não possuir um RETURN que é uma entrada já misturada ao sinal master da mesa, para o retorno do sinal enviado pelo SEND já processado por outros periféricos. Temos algumas mesas que apresentam diversos tipos de conectores de entrada para o canal (geralmente XLR e P10 stereo para os sinais balanceados e P10 mono para os sinais desbalanceados), e também, um outro recurso que é o INSERT, que serve para enviar e receber o sinal do canal para processamento externo por outros periféricos. Este processamento é importante, para ligar equipamentos específicos para alterar, corrigir, modificar, ou realizar qualquer outra operação com o sinal do canal, adicionando mais recursos a este na mesa. Outros recursos encontrados, é o LOW CUT, que é o corte do sinal, em algumas dezenas de dB (por exemplo ?60dB) para as baixas freqüências (geralmente abaixo dos 60Hz), dessa forma evita alguns ruídos indesejáveis para algumas fontes de sinal, seja por manuseio do microfone, rajadas de ar ou outros. O recurso de PHANTOM POWER, que pode ser geral ou somente para alguns canais, que é nada mais nada menos que uma energia elétrica de +48v (48 volts) para a alimentação de alguns tipos específicos de microfones. E também o recurso de MUTE que é o de ignorar todo e qualquer sinal enviado para o canal, como se nada estivesse sendo enviado (algumas consoles permitem que se aplique o MUTE no canal de forma geral e outras, somente do sinal MASTER. Um recurso muito utilizado é o da saída THRU que é o envio do sinal da mesma forma que o recebido na entrada do canal, para outra mesa ou para outro sistema (alguns sistemas que não possuem este recurso utilizam cabos em Y, com o mesmo


efeito, ligando cada lateral do Y a um sistema diferente), este recurso geralmente é utilizado em sistemas que utilizam mais de 1 mesa, sendo uma para o PA e outra para o palco, ou PA e GRAVAÇÃO ou qualquer outra variação. Um outro recurso encontrado, é o de SUBGRUPOS, que são nada mais nada menos que a possibilidade de se criar (em termos leigos) uma outra mesa menor dentro da mesa maior, dessa forma, podemos desde separar tipos de instrumentos (cordas, metais, sintetizadores, vocais, etc.) como o de permitir o uso de mais de uma configuração para canais, ou, outras centenas de utilidades em se endereçar e processar externamente cada um dos subgrupos ou envia-los ao master, como se fossem um canal comum da mesa. Além de todos estes recursos, temos uma infinidade de outros que são menos comuns ser encontrados diretamente na mesa, mas nada impede de ser encontrados no mercado modelos que venham de fábrica com recursos de DI, GATE, LIMITER, EXPANDER e outros, que serão comentados em outros artigos com todas as suas funções e principais características. Para concluir sobre as mesas de som, vou explicar porque existem centenas de mesas com uma infinidade de recursos diferentes e uma imensa quantidade de canais, enquanto outras possuem 4 canais e quase nenhum recurso. A resposta é simples, necessidade x custo, ou seja, o quanto de beneficio o recurso adicional irá trazer e o quanto ele irá custar. O numero de canais da mesa, indica quantos dispositivos de entrada (microfones, captadores, cd-players, etc.) poderão ser adicionados nela, por exemplo uma mesa de 24 canais, permite que 24 microfones sejam misturados, formando um único sinal master. Para fins de exemplo, vou usar uma mesa Behringer Eurodesk 2446 que possui 24 canais de entrada, 4 subgrupos e 6 saídas auxiliares, sendo 4 com retorno, e recurso de MUTE, PFL, LOW CUT, equalização de 4 vias (low, mid low, mid high, high), controle de ganho, phantom power, insert, vu (geral, somando-se todos os canais que foram selecionados) e recursos de equalização de 3 vias nas saídas master, subgrupos e auxiliares. Nela podem ser ligados por exemplo, 6 canais referentes a bateria (cada instrumento ligado a um canal), endereçados ao subgrupo 1, 4 metais (flauta, trompete, trombone, sax) subgrupo 2,4 cordas (violão, baixo, guitarra) subgrupo 3, 3 percussão, 3 vocais subgrupo 4, e mais 1 cd-player e 1 md-player (que por serem estéreo utilizam 2 canais cada, um para o lado R outro para o lado L), imagine que você queira gravar somente o som da bateria, pode-se inserir um gravador DAT no subgrupo 1 e gravar somente os sinais vindos da bateria, e que esteja em um palco, onde o vocalista precise de retorno, os 2 backing que também tocam guitarra queiram retorno, a percussão queira retorno, o baterista queira retorno, os metais queiram retorno e finalmente o side-fill para reforço no palco, ai se utilizam os 6 auxiliares da mesa, e por ser um lugar pequeno, optou-se por se utilizar somente 1 mesa, e esta também utiliza sua saída master para o sistema do PA, e claro, o técnico de som precisa da pré-escuta para poder ouvir os sinais que estão indo para cada lugar, seja o master, seja um subgrupo ou um auxiliar. Equalizador V (x Bandas) O equalizador V, é responsável por corrigir cada uma das faixas de freqüência, de forma constante, e dividindo todo o range de freqüência entre suas bandas, ou seja,


um equalizador de 31 bandas irá dividir o sinal em 31 faixas de freqüência diferentes, enquanto que um de 15 bandas irá dividir o sinal em somente 15 faixas de freqüência diferentes. Para que o Equalizador V serve, para corrigir uma deficiência acústica do ambiente, ou de um instrumento específico que não é possível de ser corrigida somente com as faixas de freqüência da mesa, ou corrigir uma falha na captação devido ao tipo de microfone usado. Um erro bastante comum é utilizar o Equalizador V para se dar um ganho geral ou uma pré-amplificação no sinal, isto é errado pois causa níveis ainda maiores de distorção e maior probabilidade de realimentações em freqüências que estejam excessivamente elevadas. O Equalizador V, possui geralmente um controle de ganho e atenuação para cada uma das freqüências que trabalha, geralmente seu centro é 0dB, ou seja, não atenua nem eleva aquela faixa e seus extremos são para atenuar ou elevar o nível de sinal daquele range de freqüências. Geralmente são utilizados nas saídas da mesa, sejam elas os sinais master, auxiliares ou subgrupos, para corrigir deficiências do ambiente (excesso de reverberação de algumas freqüências e falta de outras) ou para suprir deficiências do sistema de altofalantes (falta ou sobra determinadas freqüências que precisam ser corrigidas). Uma outra possibilidade é de ligar o Equalizador V no insert de um canal por exemplo de um vocalista, para corrigir determinadas freqüências que possam estar sobrando ou faltando devido ao tipo de microfone e ambiente, ou para permitir uma melhor equalização do instrumento, que não possa ser obtida somente com as freqüências disponíveis na equalização da mesa. Equalizador Paramétrico (Equalizador Q) Os equalizadores paramétricos são exatamente iguais na maneira de operação e ligação que os equalizadores v, a única diferença está na forma como são construídos e nas faixas de freqüência em que trabalham, pois possuem um outro fator, que é a possibilidade de se ajustar a freqüência de trabalho de cada range. A melhor maneira de se explicar isso, é explicando o que ele faz, ou seja, como atua. Primeiramente, eles possuem geralmente entre 8 e 16 bandas, que trabalham da seguinte forma, podem ser divididas em intervalos iguais e constantes como os equalizadores V, ou variar entre um mínimo e um máximo (de forma paramétrica), onde ao se mudar o centro ou o limite mínimo e máximo de uma determinada faixa, as 2 faixas vizinhas (anterior e posterior) também sofrem alteração. Estes geralmente possuem um melhor controle do sinal, pois podem selecionar e se concentrar melhor nas faixas problemáticas e permitir que as demais permaneçam, como possuem esta característica de mexer com as 2 faixas laterais, deixam o sinal com uma característica mais natural do que quando alterados por equalizadores v. Direct Box (DI) As Direct Box (DI) são equipamentos que fazem uma atenuação rápida do sinal como uma chave de liga-desliga, que são usadas geralmente entre o instrumento ou microfone e a entrada da mesa, servem para evitar que sinais repentinos sejam amplificados, como por exemplo o (PUF) inicial de um microfone de vocal, ou então, o vibrar das cordas de um baixo, que está parado. As DI possuem um controle que é o quanto um sinal com determinadas


características será atenuado (geralmente algo em torno de ?40dB), e também, possuem uma característica que é transformar um sinal de linha não balanceado em um sinal balanceado ou vice-versa e também de receber sinais de linha e transformalos em sinais de microfone ou vice-versa (casar as impedâncias, que são diferentes em sinais de microfone geralmente maior que 600Ohms e de linha geralmente menor, variando de equipamento para equipamento). Multi Efeitos (Efeito) Como o próprio nome já diz, o multi efeito ou simplesmente efeito, é o equipamento responsável por exemplo pela transformação da voz humana em robotizada (robotizer) ou pelo efeito de eco (echo), ou por outros milhares de efeitos encontrados por ai, que podem ser obtidos com um único efeito ou com a somatória de vários deles. Existem efeitos específicos para vocal, para violão, para guitarra e para uma infinidade de utilizações, que vão desde melhorar (dar mais conforto) a um palestrante como para transformar o som de uma guitarra ou violão em uma guitarra com um amplificador valvulado usado nos anos 20. Enfim, existem efeitos para todas as finalidades possíveis e imagináveis e até mesmo para mais um pouco. Com todas estas opções, quando saber qual é necessário ou importante e qual não é necessário? Bom senso, essa é a única maneira de saber, pois cada musico ou melhor, cada musica executada pode precisar ou não de um efeito, e dependendo do caso, não só de um efeito como também de vários deles, que podem ser usados juntos em um mesmo equipamento ou precisar de vários equipamentos em série. Para facilitar, por exemplo, um guitarrista pode usar vários efeitos juntos, para chegar ao som ideal, ou em outro momento não utilizar nenhum. Ou um vocalista que vai apresentar um show de piadas pode usar vários efeitos conjugados ou não para mudar os timbres e características de sua voz, afim de imitar determinados ruídos ou personagens. Neste ponto, para esta utilização é importante frisar marcas e modelos de efeitos, pois cada modelo difere justamente por trazer um efeito diferente ou um conjunto diferente. O Efeito pode ser usado de diversas formas, por exemplo, ligado entre o sinal do microfone ou instrumento que se utilizará do efeito, tanto do lado do músico como do lado do técnico de som (isso fica a critério do musico, pois geralmente ele mesmo pode querer trocar de efeito em um momento de seu show, ou deixar esta tarefa a critério de seu técnico por exemplo). Pode também ser ligado no insert da mesa, por exemplo um palestrante que precisa de um eco para trazer maior conforto vocal aos ouvintes e a ele mesmo. No subgrupo da mesa, por exemplo, em um debate, onde diversos microfones estejam espalhados para seus participantes e todos precisam basicamente do mesmo efeito de eco e reverberação. No auxiliar, para por exemplo direcionar todos os microfones de vocal para um efeito de eco, melhorando o conforto. Ou até mesmo no master da mesa, onde por exemplo estejam ligados somente microfones a mesa de uma sala de reuniões, e todos os participantes precisem de um determinado efeito. Limiter (Limiter Gate) O LIMITER é usado, para limitar o nível de um equipamento, ou seja, não permitir por exemplo que ele sature ou entre em níveis perigosos tanto ao equipamento quanto aos ouvidos humanos. Ele atua como um teto, ou seja, todo o sinal que vier acima do


nível permitido será ignorado. Ele pode ser usado tanto nos canais da mesa, como por exemplo em um teclado, que possui um controle próprio de volume, mantendo o seu nível sempre constante indiferente do músico aumenta-lo mais que o limite estabelecido, protegendo os circuitos da mesa e também de demais periféricos como também não permitindo que o sinal sofra distorções. Outra forma de uso de um Limiter é nas saídas master, subgrupo e auxiliares da mesa, pois dessa forma indiferente de um aumento acidental e uma possível queima de equipamentos e alto-falantes, o sinal irá chegar até o máximo permitido e deste ponto adiante, indiferente do que foi comandado na mesa, não será mais elevado. Este é o principal uso do Limiter, que é o de proteger os equipamentos e os ouvintes, bem como evitar níveis de distorção muito altos por saturação. Expander (Expander Gate) Ao contrário do Limiter, o Expander eleva o nível do sinal, expandindo-o até os limites estabelecidos, ou seja, ele permite que pequenos ruídos como por exemplo um prato de uma bateria ou um sinal baixo proveniente de um microfone possam chegar em níveis possíveis de serem tratados pela mesa ou periféricos e também de ser amplificados. Eles podem ser utilizados da mesma forma que o Limiter, porém, geralmente são usados entre algum microfone e a mesa, ou em insert. Não tendo seu uso em sinais de saída muito amplo, exceto para renovar o nível de sinal após uma linha de transmissão muito longa, porém isenta de ruídos e interferências, pois se ruídos e interferências passarem por um Expander, correm o risco de serem misturados ao sinal. Compressor (Compressor Gate) O Compressor, é o responsável por criar uma rampa com o sinal, comprimindo-o para dentro de limites aceitáveis, ele irá ao receber algum tipo de sinal atenua-la até o limite mínimo e depois, gradualmente irá permitir que ele seja elevado até o limite máximo estipulado. Ele é usado, geralmente em vocais, pois inibe batidas muito bruscas, como por exemplo o deixar cair de um microfone, ou um assopro ou vento direto aplicado ao microfone, evitando barulhos incômodos. Porém, também pode ser usado em outros instrumentos. É aplicado geralmente no insert ou entre os instrumentos e a mesa. Não possui muita utilidade em ser utilizado em saídas gerais como subgrupos, auxiliares ou master. Gate (multigate) É nada mais nada menos que a união dos 3 tipos de Gate anteriores, Compressor, Limiter e Expander. Podendo ou não ser usados em conjunto. Crossover Ativo (Crossover) O Crossover é o responsável pela divisão de freqüências em vias diferentes, por exemplo, para amplificação. Um sistema de som é composto por diversos tipos de alto-falantes, por exemplo graves, médio graves, médio agudos e agudos. Quando um sinal passa por um Crossover ele é dividido em várias vias, onde cada via possui uma faixa de freqüências. A maioria dos Crossover do mercado é paramétrica, pois permite que diversos


sistemas diferentes sejam calibrados e divididos, porém, quando falamos de um único sistema, este pode possuir um Crossover de corte fixo. Como não é muito comum, vamos explicar o que faz exatamente um Crossover. Depois de todos os demais periféricos estarem prontos, e equilibrados, podemos passar nosso sinal, para ser dividido em cada uma das vias que será amplificada, como exemplo vou usar um sistema Staner 2k, que é composto por 4 modelos de caixas de som, que diferem entre si, pelas faixas de freqüência pelas quais são responsáveis, são eles SSW2k graves, DSW2k graves PA, RIO2k médio graves até agudos, FLY2k médio graves a agudos PA. Ambas as caixas de grave trabalham com freqüências inferiores a 100Hz, já as RIO2k com todo o resto, exceto o que está abaixo de 100Hz, a FLY2k é composta por 3 faixas diferentes, médio graves, de 100Hz até 800Hz, médio agudos de 800Hz até 1.4KHZ e agudos com tudo a partir de 1.4KHz. A DSW2k e FLY2k são para o PA e SSW2k e RIO2k para as torres de delay. Para exemplificar, vou falar somente sobre o PA, e utilizando um Crossover paramétrico de 4 vias, LOW, MID LOW, MID HIGH e HIGH. Primeiro, o LOW e o HIGH possuem só o parâmetro de GAIN (ganho), já os outros 2 possuem 3 controles, que são respectivamente, Faixa de freqüência inicial, ganho e faixa de freqüência final, onde iremos calibrar o sistema de acordo com os cortes especificados pelo fabricante, e o controle de ganho serve para ajustar o nível de atenuação ou elevação do sinal antes do envio para as potências e demais equipamentos de amplificação. Para finalizar, aproveito para dizer que existem no mercado centenas de outros aparelhos que podem ser a união de um ou mais desses equipamentos em uma mesma CAIXA PRETA, que realiza outros efeitos.

Iniciando no AUDIO PROFISSIONAL II - Microfones Bom, dando continuidade ao guia anterior, vou falar agora de um dos mais importantes equipamentos existentes em um sistema de som, e que geralmente não recebe a devida atenção, são nada mais nada menos que os MICROFONES, ou seja, a forma por onde se inicia a captação do som e a colocação deste em meios eletronicos e elétricos que possam realizar alterações e amplificar o sinal. Neste guia, vou dar uma passada rápida pelos tipos de microfones e suas características, posteriormente, irei entrar no assunto mais profundamente, para cada tipo de microfone. Os microfones possuem um transdutor, que é a parte do equipamento que converte os sinais captados na membrana em energia elétrica, ele pode ser de dois tipos, dinâmico e condensador. Microfone a Condensador: O microfone de condensador utiliza a variação da capacitância de um capacitor, através da variação da distância entre suas placas. Tem um diafragma de metal ou plástico muito fino ajustado sobre uma peça plana de metal ou cerâmica chamado de back plate. Quando uma determinada carga elétrica é colocada entre o diafragma e o back plate, causa variações na saída elétrica


dependendo dos movimentos do diafragma que vibra em resposta as ondas de som. Este sinal de saída é muito fraco e sujeito a interferências, por isto é amplificado por um pré-amplificador que pode estar integrado no corpo do microfone ou em um dispositivo separado. A maioria dos microfones de condensador requerem alimentação, seja por AC ou baterias. A fonte de AC pode vir de algum equipamento que o microfone estiver acoplado ou do mixer de áudio (phantom power). Neste caso, o cabo do microfone, além de levar o sinal captado pelo microfone ao mixer, leva energia do mixer ao préamplificador do microfone. As baterias são colocadas junto do microfone ou do préamplificador. Os microfones de condensador, também chamados de capacitivos, são muito pequenos, extremamente sensíveis para baixas e altas freqüências, tem uma melhor faixa dinâmica e menor nível de ruído. O seu pré-amplificador permite que eles tenham uma saída mais alta do que os dinâmicos. São recomendados para a captação de som de alta qualidade. Microfone Dinâmico: Os microfones dinâmicos usam um imã e uma bobina de fio fino. As ondas sonoras fazem vibrar o diafragma suportado pela bobina que se encontra em um campo magnético. Como resultado, uma pequena corrente elétrica é gerada e depois amplificada. Os microfones dinâmicos são mais baratos e mais robustos, não necessitam de alimentação externa e são indicados onde as condições de captação forem mais severas, como shows e reportagens. Aceitam grandes pressões sonoras sem distorção. Têm menor sensibilidade a ruídos de manuseamento. Excelentes para gravação de vozes em exteriores, eliminando o ruído ambiente. Formato do Microfone Para cada aplicação, existe um tipo específico de microfone, como segue: Microfone de Mão : O microfone de mão é o tipo mais comum. Muito usado em entrevistas e por cantores, além de permitir ser segurado pelo usuário, pode ser fixado em um pedestal, pendurado ou mesmo ser deixado no chão. O ideal é que ele tenha um amortecedor interno para diminuir os ruídos com a manipulação e ser bem robusto. Para uma captação melhor, o microfone de mão deve ser posicionado a uma distância de 15 a 30 cm da boca do locutor e num ângulo de 45 graus. Em geral os microfones de mão são do tipo dinâmico. Microfone de Lapela : É projetado para ser usado junto do corpo humano, também chamado de Lavalier, é outro tipo muito utilizado. De formato muito pequeno, é preso à roupa deixando o usuário com as mãos livres. Ele pode ser facilmente escondido atrás de qualquer objeto, neste caso o som deve ser equalizado para parecer natural. Os microfones de lapela podem ser ligados diretamente ou através de emissores/receptores sem fio. Quando são usados Lavalier sem fio, um pequeno transmissor é colocado na roupa do usuário. Se ele for duplo são usados dois transmissores com freqüências diferentes. Microfone ShotGun : O Shotgun é projetado para captar sons de distâncias maiores. Deve-se evitar apontá-lo para superfície dura, como uma parede de azulejos ou de tijolos, porque elas podem refletir sons de fundo ou deixar o som oco. O Shotgun é muito sensível ao barulho causado pelo vento, por isto deve ser movimentado com


cuidado e, sempre que possível, usa-lo com quebra-vento de espuma (luva). Microfone PZM : Pressure zone microphones - é um microfone projetado para captar o som de várias pessoas. O PZM iguala o volume de todos os sons captados dentro de seu alcance. Microfone de Contato : Captam sons em contato direto com a fonte sonora. Muito usados para a gravação de instrumentos musicais e de sapateados em geral. Microfone de Estúdio : Microfone desenhado especialmente para utilização em estúdios de gravação. Microfone Sem Fio : O microfone sem fio, também chamado de microfone de rádio ou de RF, é, na verdade, uma estação de rádio em miniatura. Ele pode ser de uma ou duas peças. No de uma peça, o microfone, a bateria, o transmissor e a antena estão no mesmo corpo. No de duas peças, o microfone é conectado a uma unidade de transmissão separada. A unidade do microfone (que pode ser do tipo dinâmico ou de condensador) converte as ondas de som em um sinal elétrico. O sinal é enviado para um transmissor de baixa potência que o encaminha à um receptor que, por sua vez, converte o sinal de rádio-freqüência novamente em áudio. A saída do receptor é conectada na entrada de um mixer ou gravador, através de cabos. Receptores com duas antenas oferecem menos interrupções no som do que os de uma única antena. Eles possuem um circuito inteligente que seleciona o melhor sinal que chega a cada uma das antenas. Os microfones sem fio operam em freqüências específicas medidas em megahertz (MHz). Seus transmissores e receptores trabalham nas freqüências de UHF, de 470 MHz a 806 MHz (canais 14 a 69), e nas de 150 MHz a 216 MHz, ou seja, a mesma banda onde estão os canais de televisão VHF. Esta última é a mais usada profissionalmente. Alguns modelos operam na freqüência de 902 a 928 MHz. As freqüências mais baixas em VHF, como a de 49 MHz, estão sujeitas a mais interferências. Não há nenhuma diferença na qualidade do som nos sistemas que operam em VHF ou UHF. Nos microfones sem fio em UHF há menos chances de interferência de outro usuário que esteja operando na mesma freqüência, porém, eles são mais caros que os sistemas VHF. Direcionalidade A qualidade do som captada depende também da característica direcional do microfone. Neste caso podemos classifica-los em direcionais, bidirecionais e omnidirecionais. Microfones direcionais :Tem como característica principal captar o som vindo de uma única direção. Respondem melhor aos sons situados num ângulo de menos de 20 graus de cada lado da direção que estão apontados. Microfones Cardióides:São chamados assim porque sua curva de resposta tem a forma de um coração. Este tipo de microfone responde melhor aos sons vindos da frente. Os sons das laterais são captados com pouca intensidade. Seu uso é indicado para lugares de muito barulho ou para evitar a reverberação em ambientes fechados. Microfones Supercardióides:Apresentam características parecidas com os cardióides mas com maior sensibilidade aos sons vindos da frente, captando um pouco mais os vindos de trás. Microfones Hipercardióides: Microfones ultradirecionais, altamente sensíveis aos sons frontais, com uma sensibilidade menor do que os anteriores aos sons vindos da


parte de trás. Deve ser apontado com precisão para não pegar sons indesejáveis. Não devem ser utilizados em interiores ou exteriores com paredes refletoras. Em ambientes reverberantes originam perdas de definição graves e colorações indesejáveis nas vozes. Conhecidos também como shotgun, captam o som de longas distâncias, permitindo enquadramentos de câmera mais abertos. Microfones bidirecionais: São os que captam o som de duas direções opostas, na frente e atrás. São muito usados em estúdios de áudio. Em televisão sua utilização é limitada. Microfones omnidirecionais:Captam o som de todas as direções. Muito sensíveis, necessitam estar muito próximo da fonte sonora para não pegar sons indesejáveis. São indicados para a captação de festas, orquestras, quando se usa um só microfone. Impedância e Respostas de Freqüências Os microfones podem ser de baixa impedância (inferior a 600Ohms) e de alta impedância, onde os de baixa impedância são mais utilizados em aplicações profissionais pois permitem a utilização de cabos longos sem perda na qualidade do sinal. Os microfones devem ser ligados aos sistemas de gravação e/ou amplificação com atenção a sua impedância, e deve-se evitar ao máximo o casamento de impedâncias sobre o risco de perda da qualidade do sinal captado. Preferivelmente, os microfones devem ser conectados em sistemas com impedâncias mais altas cerca de 5 a 10 vezes, por este motivo é que os mixers profissionais possuem impedância superior a 1000Ohms. Um outro fator que é importante na especificação de um microfone, é a sua resposta de freqüências, que é a capacidade do mesmo em captar faixas diversas de freqüências e também o que determina seu uso específico em produção e utilização. Iniciando no AUDIO PROFISSIONAL III - Amplificadores

Bom, nesta terceira parte, irei falar sobre os sistemas de amplificação, e sobre como podem ser utilizados e ligados. Bom, primeiramente, percebo que as pessoas em geral, técnicas ou não em audio, não conhecem todos os recursos e as principais diferenças entre sistemas de amplificação. Já fui perguntado diversas vezes porque você utiliza essas potências nesse sistema, para graves e esse outro modelo para os médios, não poderia ser tudo igual? Ou, voê tá ligando essa potencia errado, vai ficar os dois lados ligados juntos? Essas e outras perguntas me fizeram recolher este material e falar basicamente quais as principais diferenças no que se refere a ligações e classes de amplificação. Primeiro, o porque de várias classes de amplificação. CLASSES DE AMPLIFICAÇÃO As classes de amplificação não são qualidades e sim técnicas de construção dos sistemas, o que permite que determinado tipo de amplificador seja mais adequado para uma determinada faixa de frequencias, como todos os equipamentos de audio, as


principais são: Os dispositivos de amplificação do sinal (transistores ou válvulas) de saída conduzem corrente durante todo o ciclo do sinal. O rendimento é baixo (teoricamente 25%, tipicamente menos ainda), mas a qualidade é máxima, pois não existe transição entre dispositivos, sendo assim o sinal absolutamente ininterrupto. Pelo alto consumo e peso, esta classe é usada quase exclusivamente por audiófilos e em amplificadores de referência (estudio), ou então em valvulados de baixa a média potência (até 30W) para guitarra, bem como alguns equipamentos residenciais de alta fidelidade. Os dispositivos de saída conduzem corrente durante exatamente meio ciclo de sinal cada um. Um dispositivo é responsável pelo semiciclo positivo, e o outro pelo negativo. Na passagem de um dispositivo para o outro, um deles deixa de conduzir corrente antes de o outro começar a fazê-lo, e aparece uma descontinuidade no sinal, chamada distorção de transição. Esta distorção afeta fortemente sinais de alta freqüência e baixa amplitude. Por esta razão, não se usam amplificadores classe B "pura". O rendimento teórico é de 64% aproximadamente.Para sanar o problema da distorção de transição, na classe AB cada dispositivo de saída conduz corrente durante um pouco mais do que meio ciclo, de modo que quando um dispositivo assume o sinal, o outro ainda está ativo e portanto não existe a descontinuidade citada na classe B. A qualida-de sonora se aproxima da classe A, mas o rendimento energético é bem maior, chegando na prática a 60%. São os tipos de amplificadores mais utilizados em sistemas de P.A. e em sistemas residenciais, possuem uma relação de qualidade X peso X custo muito aceitável e integram certamente mais de 70% dos equipamentos de uso geral. Nesta classe, os dispositivos de saída não operam diretamente amplificando o sinal de áudio. O sinal de entrada é aplicado a um conversor PWM (modulador de largura de pulso), que produz uma onda retangular de alta freqüência (muito acima de 20kHz), perfeitamente quadrada quando não há sinal de áudio na entrada. Quando existe sinal, a parte positiva da onda retangular se torna tão mais larga quanto mais alta é a tensão do sinal de áudio, estreitando-se a parte negativa de modo que a freqüência da portadora (a onda retangular) se mantém constante, mas o valor médio da tensão se torna tão mais positivo quanto o sinal de entrada. No semiciclo negativo, naturalmente a parte negativa da portadora é que se alarga, tornando negativo seu valor médio. Na saída, fazendo-se a portadora modulada passar por um filtro sintonizado em sua freqüência, ela é removida, restando o sinal de áudio. Em um projeto bem feito, pode-se obter alta qualidade de áudio com um rendimento energético teórico de 100%. Como isso é possível? Os dispositivos de saída, operando com uma onda retangu-lar de amplitude constante e máxima (de um extremo a outro da tensão da fonte), estão - o tempo todo - um deles com tensão zero e corrente máxima, e o outro com tensão máxima e corrente zero. Sendo a potência igual ao produto da tensão pela corrente, fica claro que a potência dissipada nos dispositivos de saída é sempre zero, portanto toda a energia da fonte de alimentação é transferida para o alto-falante. Na prática, os dispositivos de saída não chegam a trabalhar com ondas perfeitamente retangulares, nem chegam à tensão zero, o que causa um certo desperdício de potência; mas mesmo assim, o rendimento é sempre mais de 90%. Até pouco tempo atrás era raro se encontrar amplificadores deste tipo,


porém, com o surgimento de amplificadores "DIGITAIS", que operam com este tipo de classe de amplificação, e o baixo custo de confecção atual dos mesmos, são o grande BOOM da industria atual, e com algumas variações, devem se tornar em pouco tempo os sistemas mais comus. É uma variante da classe D. Para eliminar o filtro passivo na saída do amplificador, que é volumoso, pesado e ainda reduz o fator de amortecimento, usam-se dois amplificadores classe D ligados em ponte. Com isso, a portadora é cancelada (pois ela existe nas duas seções em classe D com a mesma amplitude e fase), restando o sinal puro de áudio sem a necessidade do inconveniente filtro passivo. O amplificador classe D em ponte é chamado por alguns fabricantes de amplificador classe K. É o sistema digital puro, como concepção, na prática, os sistemas de amplificação K são ainda raros pelo custo, e o uso de amplificadores com misturas de classe como DAB por exemplo estão sendo mais rentaveis. Nestes amplificadores, a tensão da fonte de alimentação varia conforme o sinal de entrada, de forma a só fornecer ao estágio de saída a tensão necessária a seu funcionamento. A tensão da fonte pode variar entre dois ou mais valores, acompanhando assim de forma aproximada o sinal de saída. Dessa maneira, a tensão sobre os dispositivos de saída se mantém, em média, muito menor do que em um amplificador classe AB. Reduz-se então a potência dissipada nestes dispositivos, consumindo então muito menos energia para a mesma potência de saída. O estágio de saída é, na realidade, uma classe AB cuja fonte varia "aos pulos" conforme a potência requerida. Em potências baixas, quando a fonte não chega a comutar, o amplificador classe H se comporta exatamente como se fosse uma classe AB de baixa potência. As vantagens do amplificador classe H são evidentes: menor consumo, menor tamanho e menor peso que o classe AB. A desvantagem é a qualidade inferior de áudio, principalmente nas freqüências mais altas, causadas pela comutação da fonte, que transparece para a saída em forma de distorção de transição. Quanto maior o número de comutações de tensão de fonte, maior é o rendimento energético e pior é a qualidade sonora. Os amplificadores classe H são os mais usados, em sistemas de sonorização, para a reprodução de subgraves e graves, onde se requerem as maiores potências e também onde os defeitos da classe H não afetam a qualidade sonora. É preciso deixar claro que os amplificadores classe H não são melhores para os graves mas são, realmente, mais econômicos e atendem perfeitamente à necessidade. FORMAS DE LIGAÇÃO DE AMPLIFICADORES Os amplificadores de potencia, são os responsáveis pela elevação do sinal de entrada a ponto de produzir uma excitação nos alto-falantes, eles são responsáveis diretos pelo volume do sistema. Para que posamos dimensionar os sistemas de áudio de forma correta, precisamos utilizar dependendo do sistema, dezenas ou até mesmas centenas de amplificadores ligados de forma que possamos tirar seu melhor rendimento e casando a potência dos amplificadores com a potência dos alto-falantes, levando em consideração ainda as diferentes potencias para equilibrar o sistema de forma que obtenhamos uma uniformidade e uma maior qualidade final do sistema. Todos os amplificadores de potência possuem uma impedância mínima em Ohms que deve ser respeitada, a colocação de falantes com impedâncias inferiores irá causar sobre aquecimento do amplificador que poderá causar danos aos alto-falantes e/ou ao


amplificador. ? É a colocação de 2 ou mais amplificadores ligados ?lado a lado? podendo ser amplificadores stereo ou mono, onde um amplificador stereo poderá ser tratado como 2 amplificadores mono. O mesmo sinal obtido de um lado é obtido também do outro lado. Alguns modelos possuem saída de sinal paralelo diretamente em suas conexões, podendo ser isoladas ou não internamente, o que garante uma menor distorção e ruído no próximo amplificador. Para os modelos que não possuem saídas paralelas, poderá ser utilizado um splitter de forma que possam ser ligados diversos amplificadores. A potencia de saída de cada canal permanece inalterada, ou seja, podem ser explorados todos os tipos de ligações dos alto-falantes respeitando a impedância mínima. ? É comumente chamada de ligação em Bridge e diferente do que muitos técnicos acreditam, é possível ligar qualquer amplificador stereo em bridge, ou 2 amplificadores mono em bridge, bastando-se para isso que o sinal de um dos lados (canal do stereo ou entrada do mono) seja invertido de fase em 180º, alguns amplificadores possuem este inversor interno, o que possibilita a ligação diretamente em seus bornes de conexão, do sistema já em bridge. Muitas pessoas se preocupam em ligar o sistema e danificar o amplificador, já que a potencia total de um sistema bridge é dobrada, mas este fato não existe, já que cada amplificador ou saída trata somente 50% da potencia. O que deve ser atentado é que para a ligação de um sistema em bridge, a potencia em Ohms mais baixa é inatingível, ou seja um amplificador de 2Ohm ligado em bridge vai permitir uma carga mínima de 4Ohms, ou seja, a soma da carga mínima de cada lado. Para realizar esta ligação, deve-se pegar cada canal do alto-falante e ligar em um dos bornes positivos do amplificador. Alguns amplificadores necessitam (geralmente quando utiliza-se 2 mono) que seja fechado um jumpper (curto) entre os bornes negativos, porém, só deve ser feito este tipo de jumpper se assim estiver especificado, para evitar a queima dos equipamentos. ? É a colocação de 2 ou mais alto-falantes ou caixas acústicas ligados em um mesmo borne de saída, para esta ligação, deve ser observado a carga mínima (em Ohms) do amplificador, por exemplo: Amplificador 4Ohms ? 2 Alto-falantes de 8Ohms em paralelo, total 4Ohms. Para se calcular a impedância mínima, a cada alto-falante ligado a impedância cai em 50% do valor do alto-falante. Ex: 2 de 8Ohms = 4Ohms, 2 de 4Ohms=2Ohms. Ligações da Saída em Série ? É a colocação de 2 ou mais alto-falantes ligados um ao outro Ex: (-Amp)---(-Ft1) (+Ft1)---(-Ft2) (+Ft2)---(+Amp). Esta ligação poderia abrigar diversos alto-falantes idênticos, e o calculo da impedância do sistema é a soma da impedância de cada alto-falante. Ligações de Saída em (Série + Paralelo) ? É a colocação de diversas séries em paralelo ou vice-versa, dessa forma, pode-se casar as impedâncias, é uma maneira muito usada de ligação, já que as caixas com 2 Alto-falantes geralmente é ligada em paralelo, e sua saída é ligada em série, para permitir um casamento de impedância dos alto-falantes. O calculo da impedância total do sistema, é a soma e divisão de acordo com os cálculos anteriores, respeitando-se a ordem em que foi feita cada ligação.


Iniciando no AUDIO PROFISSIONAL IV Trabalhando com MESAS e PERIFÉRICOS - Ligações e Usos Olá, neste guia estarei falando sobre a forma correta de se utilizar uma mesa de som ligada a periféricos. Porque as vezes o som fina initeligivel e praticamente inaudivel e as vezes o tecnico pega e deixa tudo muito bom? Porque eu não consigo perceber diferença quando uso determinado tipo de periférico? O que acontece com meus microfones que ficam fazendo fuiiiiiiii e não me deixam em paz? Essas são só algumas das perguntas que tenho recebido e que vou tentar ajudar através de regras do que fazer e o que não fazer para uso em sonorizações profissionais. Bem, em primeiro lugar, ao se instalar tudo e "passar" o som, deve se ter em mente que devemos ter um PA com a resposta o mais plana possivel, dai são usados os equalizadores, e não para ressaltarem ou cortarem uma determinada frequencia. O EQUALIZADOR GRÁFICO, quando ligado na saída da mesa serve "somente" para deixar o som plano e não ressaltar frequencias, atualmente existem ótimos microfones e softwares de computador para verificar o quão plana está a resposta e qual o spectro de frequencia que está faltando ou sobrando. Neste ponto, o ideal é que se utilize o equalizador ao máximo para retirar o que sobra e não completar o que falta, só se deve dar ganho em determinada frequencia se não conseguir manter um plano retirando o que está sobrando. Depois de tudo montado e o sistema falando, você irá iniciar a montagem dos sistemas de palco, e ligar tudo a mesa, em determinados canais, será preciso utilizar periféricos externos para a correção somente daquele canal, dai servem as conexões de insert de saída e de entrada. A Primeira coisa que se faz ANTES de se ligar os microfones e testar é, vou tentar fazer tudo como uma lista, só passe para o próximo item quando tiver concluído o anterios: 1- Primeiro, coloque todos os controles (graves, médios, agudos, efeito, return, send, master, ganho e outros mais que a mesa tiver, pois varia de mesa para mesa) em Flat ou Desligado (depende do tipo de controle). 2- Instale TODOS os equipamentos que serão usados, e vamos fazer a limpeza de tudo, primeiro, vamos ao GANHO, coloque todos os equipamentos com o ganho de forma que a "potencia máxima" seja de 0dB e somente alguns picos passem disso, para tanto utiliza o recurso de SOLO ou PGM da mesa. 3- Agora vamos timbrar a fim de deixar plano ou como se diz FLETAR a mesa, para isso, vá equalizando independentemente cada instrumento ou microfone, afim de retirar o que sobra somente utilizando os controles da mesa, todos os periféricos de canal (insert) deverão estar zerados.


4- Vamos agora dar inicio a nossa mixagem, primeiro, vamos manter a altura padrão de todos os instrumentos no PA e nos monitores, para isso, vá utilizando os controles master afim de manter um nível ideal em todo o sistema, de forma a manter tudo hamonioso no PA e nos MONITORES. 5- Bom, agora é hora de timbrar os instrumentos e deixar o som do jeito que deve ser, para isso, vá utilizando os controles de frequencias e fazendo o contorno natural, de acordo com o que o estilo musical pede, um bumbo mais seco ou com mais kick, uma guitarra mais melosa ou mais aguda, enfim, cada instrumento um de cada vez. 6- Depois, de feito isso é hora de arrumar o som da casa, deixa-lo confortável com o ambiente, dai serão utilizados os periféricos de saída como efeitos e camaras, bem como alguns tipos de equalizadores, se o local a ser sonorizado, já possuir uma boa acústica, e boa reverberação deixando o som confortável, não precisa utilizar camara de eco, ele só serve para colocar o que a casa não tem. 7- Agora vamos re-colocar tudo em ordem, vamos repassar para ver se todo mundo, depois de equalizado está ainda na mesma altura, se não estiver não aumente quem falta e sim abaixe quem está alto, lembrando-se sempre que o limite é 0dB. 8- Tudo pronto, vamos endereçar a mesa, para isso servem os sub-grupos, bem, vamos separar de acordo com o tipo de mesa, por exemplo em 4 grupos sendo grupo 1 as vozes, 2 os metais, 3 a percursão e 4 a bateria, assim, durante a performance do show podemos de acordo com as músicas apresentadas fazer as mudanças de dinâmica que cada música precisa, sempre de maneira mais fácil, só utilizando os botões de volume dos sub-grupos dessa forma, podemos facilmente "Aumentar e baixar a bateria" dar volume em um SOLO de GUITARRA, fazer uma passagem de cada setor, sem bagunçar a mesa inteira. 9- Uma dica de ouro é a organização e o controle da situação, o músico não precisa saber ou sequer entender de sonorização, isso é a função do tecnico, portanto muitas veses ele pede AUMENTA A GUITARRA sendo que o que ele quis dizer na verdade é tá sobrando bateria aqui, baixa a bateria, ou vice-versa, portanto, a regra de ouro é que tudo tem que existir por igual. 10- Tendo tudo organizado e sabendo o que está em cada lugar, é fácil, durante a performance por exemplo preparar um solo de guitarra ou um de bateria, entre outras coisas. Com essas 10 dicas de como operar uma mesa de som, espero ter ajudado a muitos dar uma repassada melhor em muitos conceitos. Para a proxima semana vou dissecar alguns periféricos e mostrar todos os recursos deles, seja no PA seja no ESTUDIO ou no PALCO.


Iniciando no AUDIO PROFISSIONAL V - Melhorando o Seu Som Neste artigo vou tentar responde algumas perguntas que não querem se calar, são elas: 1-Troco meu equipamento por um melhor e mesmo assim meu som não melhora. Porque? 2-Equipamentos mais caros são realmente melhores? 3-Como faço para melhorar meu som? Bem essas e outras perguntas tem uma resposta simples, nem sempre o problema é culpa do equipamento. Muitas coisas ao nosso redor estão sempre melhorando. Computadores mais rápidos, televisores com maiores resoluções, mas, mesmo com todos os nossos espetaculares processadores digitais, a tecnologia tem sido incapaz de erradicar o que chamamos de "som ruim". O objetivo da maioria dos sistemas de reforço sonoro (PA, boates, igrejas, etc.), é levar uma reprodução de som de alta qualidade até o ouvinte. Gostaríamos de pensar que um sistema com componentes de alta qualidade garante este objetivo, porém não é o que acontece. A qualidade do som reproduzido será tão boa quanto a qualidade do elo mais fraco da cadeia de reprodução. A Sala A sala (ou salão, galpão, ginásio, enfim o espaço destinado ao evento) é um dos maiores fatores da cadeia de reprodução. A maioria dos grandes espaços são ambientes hostis para sistemas de som, a menos que tenham recebido atenção especial de um profissional e um considerável investimento por parte do(s) proprietário(s). Um bom comportamento acústico não "acontece", simplesmente, é o produto de planejamento cuidadoso! Um sistema de som de boa qualidade pode irradiar um campo sonoro de excepcional fidelidade, preenchendo o ambiente. Infelizmente, muito da energia irradiada criará eventos acústicos que deturparão a experiência auditiva. Enquanto as salas pequenas têm seus peculiares problemas acústicos, estes são pouca coisa comparados às reflexões tardias, reverberações e incrementos de energia (realimentação) encontrados em grandes espaços. Se seu sistema de som não soa bem, pergunte-se: "o que eu fiz para proporcionar um bom ambiente acústico?" se a resposta for "nada", então você colherá o que plantou! O Sistema de Som Claro que um bom sistema de som é um elo vital para a cadeia de reprodução, mas isto não quer dizer apenas equipamentos caros. Significa equipamento adequado para o ambiente, selecionado e implementado por alguém que compreende os compromissos que envolvem instalações para grandes ambientes. Dinheiro pode ser desperdiçado em "recursos" que não oferecem benefícios reais para estes ambientes. A grande maioria dos auditórios não são compatíveis com formatos multicanais tais


como estéreo, surround, etc., uma vez que a informação de cada canal deve ser compreendida por cada um dos ouvintes. Posicionamentos de alto-falantes otimizados para reproduções estereofônicas são péssima escolha para sistemas de um só canal. Mesmo com sistemas mono, posicionamentos comumente utilizados freqüentemente criam problemas sonoros, visuais/estéticos sendo descartados pelos proprietários. Alto-falantes múltiplos ou agrupamentos de alto-falantes em algum lugar irão se sobrepor, então haverá problemas nestes pontos, como cancelamentos, somas, lóbulos, etc. Um sistema devidamente projetado irá soar mal em determinados locais, não destinados à presença de ouvintes, mas poderá ser justo nestes locais que ocasionais visitantes estarão para ouvir e emitir opiniões, criticando o sistema. Atualmente, todos nós temos sistemas de som caseiros com alguma qualidade, mas as regras mudam radicalmente na razão do tamanho do espaço, e apenas intuição, sem conhecer os princípios de acústica de grandes ambientes leva a erros. Projetistas de sistemas de som são freqüentemente forçados a comprometer a performance do sistema para atender a preocupações estéticas, limitações de orçamento e modismos da indústria. O Operador Deixei este para o final, propositadamente. O elo menos considerado na cadeia de reprodução é o usuário final do sistema, incluindo os operadores de PA e monitores. Um sistema de monitoração com muito volume descarregará energia excessiva, principalmente na região de baixas a médias baixas freqüências, na área de audição (platéia). Isto provocará desequilíbrio espectral (freqüências) no sistema frontal (house), instigando o operador de frente a tentar compensar o desequilíbrio utilizando-se de muita equalização, geralmente na forma de aumento de altas freqüências, resultando na redução do ganho antes da realimentação e som com timbre metálico na platéia. Posicionar os microfones corretamente é igualmente crítico, assim como conhecer as vantagens e desvantagens de cada técnica de microfonação. Se um microfone de lapela soasse igual a um microfone de mão, então para que usar microfone de mão? Over heads de bateria, geralmente usados para captação de pratos, também captam os sons dos monitores e vazamentos de outros instrumentos, assim como microfones de vocais usados à distância de um braço. E aquele som "redondo" de baixo que os músicos gostam no estúdio de ensaio, tornando-se um som "melado" demais no local do show, podendo requerer do músico que mude de técnica, para melhorar a definição, em alguns casos usando-se palheta para melhorar o "ataque" e colocar cordas novas para o show? Todos estes fatores e muitos outros reduzem a qualidade do sistema de som como um todo. O Bom operador de mixagem avaliará e otimizará o som dos instrumentos individualmente antes que a banda toque coletivamente. Não há como ser democrático aqui, operadores eficientes aprendem a dizer "não" e "silêncio". Uma


pergunta interessante a um provável operador seria: "O que fazer se alguma coisa começa a 'apitar?'. Se a resposta não for 'Baixar ligeiramente o canal suspeito até descobrir o verdadeiro problema', passe para o próximo entrevistado. Tentar resolver tudo com filtragem (equalização) desesperadamente não fará muito para preservar a qualidade do som. Muitas mesas de mixagem modernas têm muitos recursos mirabolantes, é tentador ficar atrás de um destes consoles e mexer botões o tempo todo, mas isto não faz de ninguém um bom operador! Completar um programa acadêmico reconhecido ou pilotar uma locomotiva, talvez. A decisão sobre qual console adquirir nem sempre leva em consideração a habilidade dos usuários em operá-la, resultando em "som ruim". Tenho testemunhado a performance de muitos bons sistemas de som, arruinados por más condições acústicas dos locais, e também por operadores incompetentes. Também tenho observado operadores experientes e competentes "salvarem" uma apresentação onde o sistema e o lugar eram bem menos que ótimos. A performance de um sistema de som será sempre tão boa quanto o seu elo mais fraco. Infelizmente, todos os elos que mencionei aqui são, a grosso modo, de igual importância, significando que 2 em 3 não é o bastante. Uma boa sonorização depende da boa performance dos 3 elos. Profissionais de áudio experientes e bem treinados estão por aí para ajudá-lo a encontrar o elo mais fraco, contrate-os e siga suas recomendações. Iniciando No Audio Profissional VI - Cabos e Conexões Bem, neste guia irei falar sobre um dos maiores vilões na qualidade do audio profissional no Brasil, os cabos e conectores utlizados. De que adianta investir milhares de dolares em um sistema Line Array e usar cabos vagabundos e sem qualidade para a sua ligação? De que adianta um investimento em periféricos e processadores e microfones caros se o cabo que vai liga-los não vale nada? Essas e outras perguntas me fizeram escrever este apanhado de dicas e de formas de usos dos cabos profissionais de audio e também de seus conectores. Existem dezenas de opções na hora de comprar cabos e os mais diversos tipos e formatos então vou dividir este guia em 2 grandes grupos, primeiro vou falar quanto a bitola e depois quanto ao acabamento. Porém, antes, vou dar uma explicação do porque de cada tipo de cabo....... 1- Cabos BALANCEADOS ou DESBALANCEADOS, qual a diferença? Os cabos desbalanceados são geralmente os usados para a transmissão de sinais de alta potencia (line) pois recebem menos interferência externa a ruídos, mesmo em maiores distâncias, estes cabos tem como característica possuirem 1 condutor central de cobre ou outro material e uma malha para aterramento. Já os cabos balanceados


são mais empregados na transmissão de sinais de baixa potencia como microfones, e tem como característica possuirem 2 condutores centrais de mesmo material isolados entre si e protegidos pela malha de aterramento. Quanto ao uso, os cabos desbalanceados simplesmente transmitem o sinal de um aparelho ao outro através do cabo central e o aparelho receptor o trata da maneira necessária. Os cabos balanceados são assim, com 2 condutores pois em um dos condutores viaja o sinal como foi produzido e no outro viaja o sinal com uma inversão de fase de 180º, ao receber o sinal, o aparelho primeiramente faz uma união do sinal de ambos os cabos e a diferença dos 2 é o ruido produzido pelo caminho, dai na segunda etapa do tratamento do sinal ele trata de reduzir ou eliminar o ruído dos sinais e somente após este processamento é que ele trata os sinais, com isso a qualidade do sinal é muito superior, o que permite transmissões a longas distâncias mesmo em lugares sujeitos a ruídos com pouca ou nenhuma interferencia. 2 - Bitola do cabo Existem diversos tipos de cabos diferentes, com bitolas diferentes e materiais diferentes na sua composição, tecnicamente são muito parecidos, e cada um tem um uso específico. Cabos para microfone possuem alta impedância e são muito flexiveis, cabos para instrumentos possuem mais baixas impedâncias, com isso são melhor indicados para tipos específicos de instrumentos. Quanto maior a bitola do cabo, e quanto mais malha ele possuir, melhor a isolação se ruído que este cabo terá. 3 - Acabamento do cabo (capa) Aqui existem as maiores e mais diversas composições, e este aspecto é o que diferencia a qualidade do cabo, quanto a sua durabilidade, por exemplo cabos para estudio e para racks por exemplo que dificilmente serão mexidos ou trocados de posição, podem ser constituídos de ligas de cobre mais moles e proteção externa simples em silicone, plástico ou borracha. Já cabos para a transmissão de sinal de mesas a pariféricos por exemplo e cabos usados na montagem geral do som, devem ser de ligas mais duras, e com capa de proteção duplas, pois irão sofrer mais ação da abrasão, torções e podem se danificar mais facilmente. Cabos para instrumentos, para a ligação dos microfones as medusas e amplificadores devem possuir uma proteção extra de tecido (cabo Textil) pois é eles que serão constantemente manipulados durante toda a performance do artista e durante todo o tempo de show. Quanto mais resistente a abrasão é o cabo, mais rigido ele se torna pela quantidade de camadas de materiais utilizados em sua proteção e mais caro é o cabo, portanto usar os cabos com proteção correta é mais barato e mais vantajoso, pois uma dobra foçada em um cabo textil por exemplo poderá danifica-lo enquanto a passagem de uma pessoa sobre um cabo PP poderá cortalo ou danificar seu condutor central. 4 - Conectores e Conexões Uma dica muito importante, evite emendas em cabos de sinal com fita e até mesmo com soldagem, pois a malha de proteção neste caso foi quebrada para permitir a união do condutor central, e por mais bem feita que pareça a emenda, ela abre um ponto de exposição do condutor central, o que pode permitir a entrada de ruídos. Prefira nestes casos a utilização de pluques de linha (emendas para cabo) ou a


montagem de 2 cabos diferentes com as partes do cabo danificadas. A qualidade dos conectores é fundamental para um bom cabo, para uma conexão perfeita, todos os terminais de contato devem estar firmemente encaixados, um conector como o P10 com interior plástico ou interior vazio é infinitas vezes pior que um conector de metal maciço, pois durante seu uso poderá sofrer amassados ou cortes que irão deixa-lo frouxo ou mal conectado. Uma capa de proteção (isolante) do conector que seja adequado a bitola do fio é muito importante, pois durante o manuseio poderá permitir que ao se desconectar ou conectar o cabo a força aplicada não seja sobre a conexão e sim sobre os condutores do cabo, o que certamente poderá causar uma desconexão interna ou a quebra dos condutores do cabo. Um aspecto importante, sempre que possivel, ao se fazer uma emenda em angulo procure utilizar conectores já com a terminação do cabo em angulo, pois os mesmos permitem que o esforço da dobra do cabo seja aliviado. Prefira também conectores com prensa para o cabo, pois se ocorrer uma desconexão forçada (puxão) a prensa irá deter a força aplicada a parte do cabo que ainda tem sua proteção (capa) e não diretamente a seus condutores. 5 - Manuseio dos cabos e conectores. Sempre que for fazer uma conexão ou desconexão de um cabo, verifique se a trava do mesmo está solta, para evitar forçar o conector e o painel do equipamento. Sempre puxe o cabo pelo seu conector, nunca pelo condutor nem pela sua proteção, pois ao invés de desconectar o cabo, você pode estar desconectando a sua ligação interna. Procure utilizar cabos de acordo com a necessidade, evite uso de cabos longos para pequenas conexões afim de evitar a interferencia através de ruídos. Mantenha seus cabos sempre enrolados e separados, pois muito dos problemas dos cabos ocorre pela ruptura de seus condutores centrais por esforço (quebra), durante o manuseio, evite sempre enrolar mais de 1 cabo junto, pois eles podem se partir ou se enrroscar. 6 - Tipo de cabo Prefira sempre cabos de boa qualidade e procedência, com selo do immetro e cm certificação, pois esta é uma garantia de que ele foi fabricado e testado para uso com o tipo de aplicação ao qual se destina. Nunca utilize cabos para transmissão elétrica (AC) na transmissão de sinais, pois os mesmos não possuem blindagem e podem inserir ruído prejudicial ao funcionamento do equipamento.

Iniciando No Audio Profissional VII - Tipos de Sinal Neste artigo, irei explicar o porque de tantos tipos de sinal, como o sinl de microfones, sinal de captadores de instrumento, sinal de linha, sinal de potencia, sinal puro, sinal balanceado, sinal desbalanceado, entre outros tipos de dados. Bem, a primeira coisa a citar sobre o sinal, é que ele pode estar em diversas amplitudes, ou seja, diversos níveis diferentes de voltagem, e essa característica é um


ponto determinante em como esse sinal é aplicado. Um outro fator, é a quantidade de interferência que o sinal pode sofrer sem se degradar por completo, isso determina o tipo de cabeamento e o custo de transmissão deste sinal. 1-Sinais Balanceados e Sinais Desbalanceados O Sinal balanceado, é um meio de transmissão, que evita que o sinal seja contaminado por ruídos durante sua transmisão, para que ele funcione, precisamos de 2 amostras do mesmo sinal, com uma defasagem de 180º em relação a outra, ou seja, o cabo que transmit o sinal alanceado, possui 2 canais de transmissão, com essa forma de fase. Para se retirar o ruído do sinal balanceado, primeiro se soma as duas fases que estão em fase oposta, o resultado desta soma deveria ser 0, qualquer coisa diferente de 0 é ruído, dai este sinal é somado a cada lado em searado e o resultado de uma destas somas, é enviado para a proximaetapa do processamento. Os beneficios deste tipo de transmissão do sinal, são, que pode-se transmitir o sinal por longas distâncias, com baixa amplitude, e mesmo que o sinal sofra algumas interferencias de ruído, o mesmo é eliminado por um circuíto eletrônico. 2-Sinal Desbalanceado É exatamente o oposto ao sinal balanceado, pois não possui uma checagem eletrônica do ruído que foi introduzido durante sua transmissão. O beneficio deste tipo de transmissão, é que os circuitos de processamento são extremamente simples, e o cabeamento é muito barato. As desvantagens é que por se tratar de um sinal que sofre muita degradação, devido a ruído, precisa de uma maior amplitude e só pode ser transmitido por curtas distâncias, uma solução para aumentar a distância de transmissão de sinais desbalanceados de baixa amplitude (line) é a utilização de cabos com blindagem através de malha, onde a interferência e ruído fica preso a malha não atingindo o sinal que é transmitido pelo cabo. 3-Nível de baixa amplitude (mic) Geralmente, são transmitidos de forma balanceada, pois são sinais de baixissima amplitude, e por este motivo mais suscentiveis a ruídos diversos. Estes sinais, geralmente são gerados a partir da movimentação de pequenas variações no circuíto, e não possuem componntes eletrônicos para a filtragem e pré-amplificação do sinal. 4-Nivel de baixa potência (line) São sinais de baixa amplitude, porém, com potências que permitem uma transmissão por médias distâncias, geralmente empregados na interligação de componentes e aparelhos, pois possui uma infinidade de aplicações, e ´de simples utilização. 5-Sinais de Alta Potência (Amplificação) São os sinais em nível de transmissão, são empregados para a transmissão de sinais já amplificados, como a linha de alto-falantes, quanto mais alta a potência, maior a resistência a ruídos. Estes são os principais tipos de transmissão, e para cada um deles existem vantagens e desvantagens que fazem com que seja melhor aplicado em determinados tipos de aplicações.


Iniciando No Audio Profissional VIII - PA, Line Array, Fly PA e Delay Neste artigo, vou falar sobre as características de cada um dos tipos de montagem de sonorização de grande e médio porte ou os chamados PA, hoje em dia existem diversos tipos de montagens diferentes e formas de alinhamento, então resolvi fazer um apanhado geral sobre as características de cada tipo de sistemas e uma breve história da evolução dos mesmos no decorrer do tempo. UM POUCO DE HISTÓRIA No Brasil, temos uma recente evolução dos sistemas de audio, e somente na metade da década de 90 é que pudemos acompanhar mais de perto a evolução dos sistemas de PA existentes ao redor do mundo, pois com a Reserva de mercado e a super inflação era praticamente impossivel acompanhar o mercado europeu antes disso. Nos EUA em meados de 1970, a JBL criou o conceito de um "SISTEMA DE PA PADRÃO PARA GRANDE PORTE" era o inicio das caixas de PA, na época grandes e pesadas, e deu a ele o nome de W-WORN que em alguns lugares do Brasil (São Paulo / Rio de Janeiro e Bahia) ainda são muito utilizadas na montagem de grandes sistemas de sonorização. O Principal objetivo desse sistema era atender a uma demanda da época que era som com uma qualidade aceitavel em sistemas abertos e bailes (os aqui chamados de ORQUESTRA INVISIVEL, antes da criação do termo DJ), o W-WORN era um sistema confeccionado com basicamente 4 modelos de caixas diferentes que acopladas supriam praticamente qualquer padrão de som na época. Logo após a criação desse sistema a americana EAW criou um sistema que era e ainda é imbativel na qualidade para apresentações ao vivo em ambientes abertos, chamado de FlyPA eram as caixas da linha KF que são AMPLAMENTE utilizadas em todo o Brasil e em grande parte do mundo.... O sistema de FlyPA foi e ainda é o sistema mais copiado de caixas de som já produzido no mundo, e o grande detonador de barreiras, pois foi ele que trouxe o conceito de qualidade a sistemas de grande porte que até então eram dominados por sistemas montados "NO CHÃO". Ainda no conceito de FlyPA a italiana MONTARBO criou um sistema que possui resposta de altissimo alcance e alta pressão, e o conceito utilizado hoje nos sistemas Line Array, de cornetas direcionais, foi um salta na qualidade e o pre-cusrsor de um padrão de sistemas que está dominando o mercado nos dias de hoje. O LINE-ARRAY foi surgir como um sistema de "RESPOSTA PLANA" que poderia ser usado tanto em apresentações ao vivo, DJ e também palestras e discursos, tanto em lugares fechados como em lugares abertos, resolvendo o problema das empresas de sonorização em manterem diversos tipos diferentes de sistemas para eventos diferentes.... O LINE ARRAY foi criado por uma empresa alemã chamada VDOSQ e muito difundido pelo mundo pela D.A.S. No Brasil o padrão de alinhamento LINE ARRAY virou uma febre, e qualquer fabricante que se preze tem que ter um LINE (como gentilmente estão falando aqui) o que não necessariamente significa ter uma caixa de direcionalidade e pressão constante como o conceito LINE ARRAY então já que é dificil fazer uma boa foi criado um "PADRÃO BRASILEIRO DE CAIXAS DE


LINE, QUE NADA MAIS SÃO QUE SISTEMAS FLYPA COM CAIXAS LATERAIS" QUAL O CONCEITO POR TRAZ DE CADA TIPO DE SISTEMA O SISTEMA PA foi criado tento em mente a utilização de grandes pressões sonoras, principalmente em ambientes fechados, para a realização de bailes e eventos, sendo seu uso extendido a eventos abertos e shows ao vivo, com algumas modificações. O ponto alto do sistema de PA é que ele possui vias separadas, o que permitia que caixas fossam usadas tanto em ambientes abertos quanto fechados o que gera uma certa economia, já que cada empresa podia usar somente as que precisava. A Característica do sistema PA é sua modularidade, é possivel através do acoplamento das caixas a montagem de sistemas para qualquer numero de pessoas com qualidade aceitavel, principalmente se comparada ao que era usado na época, isso dava ao sistema um grande diferencial, basta que eu adicione mais caixas que posso ir crescendo com o sistema conforma a necessidade. O SISTEMA FlyPA é muito similar, mais utiliza caixas montadas com uma préconfiguração, ou seja, são caixas específicas para ambientes indoor e outdoor, e também dependente diretamente relacionada com o tipo de execução musical ou não apresentada, o que dá uma qualidade muito maior ao sistema. Por se tratar de um sistema mais especialista, sua qualidade é infinitas vezes maior que o sistema PA, porém não substitui este em todos os tipos de eventos, como é o caso dos sistema de instalação fixa e os sistemas de uso indoor. O Sistema FlyPA precisa necessariamente ser pendurado para se aproveitar plenamente o sistema, pois se utiliza de cornetas de compressão e uma direcionalidade maior, por este motivo, deve ser alinhado para uma perfeita distribuição sonora e precisa ser angulado de forma a cobrir toda a area. Tem como característica a altissima pressão sonora principalmente nas altas frequencias e uma excelente resposta nos graves (sub woofers) pois aproveita o processamento através da separação passiva das suas vias, e conforme a configuração montada, possui maior qualidade ao tipo de execução que foi projetado. O SISTEMA LINE-ARRAY é uma evolução natural do sistema FlyPA que era e ainda é extremamente complexo de ser montado (se o for de forma correta) e possui um custo a longo e médio prazo muito menores, pois recisa de manos modelos de caixas, o que facilita sua montagem e também por possuir grande direcionalidade é muito mais simples de ser montado e alinhado...... Essa é uma característica que muitos que estão lendo este artigo irão me chamar de louco, mas é a pura verdade ele é mais barato, mais fácil de montar e alinhar. Pode ser utilizado em todos os tipos de ambiente, porém, como virou febre e é extremamente dificil de ser projetado e produzido (devido a sua direcionalidade e pressão constante, e também a sua resposta plana) foi clonado em seu jeito de montagem principalmente no Brasil e acabou estragando tudo, pois torna o sistema ruim, sua acilidade de montagem e alinhamento é mascarada atras da complexidade dos sistemas FlyPA. Muitos tecnicos se viram alinhando um sistema FlyPA montado de forma vertical e acharam isso dificil, mas tinham a real certeza que o que eles estavam fazendo era alinhando um sistema de Line Array...... ONDE É MELHOR USAR O PA


O sistema PA ainda é muito utilizado como disse lá no inicio do artigo aqui no Brasil, e não só é como também continuará sendo usado em segmentos onde outros sistemas não o substituem, é o caso de salões fechados onde o som precisa de alta pressão (aquele som que geralmente o Brasileiro gosta, de sentir no peito). O PA é o melhor sistema para ser instalado em ambientes fechados, onde se precisa de tiro curto e alta definição, o conceito de uso de caixas separadas, permite uma infinidade de padrões de montagens. É facilmente calibrado e atende o segmento de BAILES COM DJ, onde a instalação de um sistema FlyPA se tornaria compleicada devido por exemplo a baixo pé direito. Sistemas de PA são muito indicados para eventos de médio porte e pequeno porte como: -IGREJAS -SALÕES DE FESTAS -CASAMENTOS, DEBUTANTES e EVENTOS SOCIAIS -CLUBES e DANCETERIAS -PALESTRAS e APRESENTAÇÕES AO VIVO ONDE É MELHOR USAR O FLYPA O Sistema FlyPA, tem como principal aplicação a montagem de shows com sonorização mecânica ou ao vivo, que também pode ser um misto dos dois, para médias e grandes configurações. Permite o uso de delay, o que garante sua montagem com ótimos niveis de sinal e ampla cobertura. É na atualidade o sistema mais difundido no Brasil e no Mundo, tem seu emprego garantido em shows, pois os espectadores querem "SENTIR A MÚSICA" algo que é quase impossivel em sistemas de LINE. É um sistema complexo de ser montado e de ser utilizado, pois requer experiencia em acústica tanto por parte dos montadores como dos operadores, é um sistema que possui um som mais NATURAL AOS OUVIDOS LEIGOS pois possui características muito similares ao padrão de resposta encontrado em mini-sistens e micro-sistens atuais, onde as baixas frequencias e as médio-altas frequencias são naturalmente ressaltadas, não dando uma resposta tão plana quanto os sistemas line, porém, mais agitadas e comuns ao publico de evntos dancentes e shows ao vivo ONDE É MELHOR USADO O LINE-ARRAY Bem, o line array como sistema plano é usado em todos os tipos de eventos, montou, alinhou e pronto, seria o sistema mais facil de ser alinhado pois utiliza-se de muitos recursos tecnológicos para essa funcionalidade (LEMBRE-SE QUE ESTOU FALANDO DE SITEMA LINE-ARRAY REAIS e NÃO SISTEMAS FlyPA MONTADOS DE FORMA LATERAL). Os sistemas line array, por possuirem a resposta mais plana possivel até hoje, podem ser alterados para uso em uma apresentação musical classica ou um ballet e logo em seguida a um show de axé e funk com o sisples apertar de um botão. Sem tocar sequer em uma unica conexão de amplificadores e caixas ou a uma caixa de som, basta mudar os parametros do sistema de processamento que ele já está automaticamente calibrado para outro tipo de evento. Como isso é possivel? Simples, ele possui em sua concepção o porte minimo e máximo a que se propoe, dentro desta especificação ele possui em todas as faixas de


frequencia uma resposta constante e plana, ai se for preciso usa-lo em um ambiente fechado, o processador se encarrega de distribuir maior pressão nas frequancias médias e atenuar os agudos, tudo conforme os parametros passados pelo operador. Se for em sequida usado em um show de balet, em ambiente aberto, será atenuado os graves e agudos e ressaltado as médias frequencias. Novamente com o apertar de um botão, ele já esta calibrado para ser usado em um show dançante em ambiente aberto. CONCLUSÃO Bem, cada sistema ainda tem o seu mercado, na atualidade mais de 90% dos fabricantes possuem sistemas que podem ser usados tanto como FLYPA como PA, bastando se colocar os suportes para pendurar as caixas, mais mesmo assim, o conceito de caixa montada no chao e no ar, ainda existe. O sistema line ainda é muito novo, muitos fabricantes Brasileiros ainda não tem seu line array, mais criaram caixas que se parecem com ele, o que é uma maneira de se manterem vivos, mediante uma concorrencia desleal, já que a importação de tecnologia não é incentivada, e o desenvolvimento é vagaroso, mas a importação do produto concorrente de fora é amplamente realizada, o que ainda garante a nossos técnicos bons anos de uso de sistemas FlyPA mesmo que eles se disfarcem de outras coisas. O som de um sistema desses ainda é imcomparavel e de ótima qualidade, um giro pelas feiras de sonorização do Brasil e do mundo mostra as principais diferenças, e não adianta seguir um modismo, o POVO BRASILEIRO É O MAIS ANIMADO DO MUNDO. Aqui no Brasil, se dança e se festeja por qualquer coisa, o povo gosta de SENTIR O SOM, então pra que investir em sistemas que não fazem isso????


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