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A partir de então não haveria mais grande variação. Em pesquisa com adultos ingleses realizada por dois outros autores, Pearson e Bell, 15,3 graus é o valor médio encontrado. - Shands e Steele consideram normal variações de 10 graus para mais ou menos da média. - Na mostragem de Lerat, a evolução cessa por volta dos 12 anos, e a média do ângulo de anteversão no adulto é de 14 graus, considerando normal uma variação de 7 graus para mais ou menos. 3. Vemos assim que do nascimento à adolescência este ângulo varia. Por isso a rotação interna do quadril é maior na criança pequena e diminui progressivamente até a adolescência, permanecendo mais ou menos constante durante a idade adulta. A rotação externa do quadril é maior na infância e diminui até a adolescência. Portanto, os valores médios de 45 graus para ambas as rotações devem ser admitidos para indivíduos que já atingiram a adolescência. 4. Pelo fato de o ângulo de anteversão ser maior no início, as crianças pequenas giram muito mais o pé para fora durante a fase pendular da marcha, quando fletem simultaneamente quadril e joelho passando o membro inferior para a frente, do que crianças mais velhas. O ângulo de anteversão muito maior leva à rotação interna mais acentuada da coxofemural durante a flexão. Se o ângulo de anteversão for exagerado, a criança pode até mesmo manter o pé totalmente rodado para dentro na posição ortostática para manter a cabeça femoral dentro do acetábulo, o que complica ainda mais a fase pendular da marcha. 5. Segundo Tachdjian, o fator genético pode ser parcialmente responsável pelo aumento do ângulo de anteversão femoral. Cita o trabalho de Crane que comprova alguma relação familiar em 29% de 72 pacientes analisados. No entanto, ao contrário da torção tibial interna, não se conseguiu ainda estabelecer um claro padrão de herança hereditária. 6. Reunindo todas as informações anteriores, se no adulto ambas as rotações do quadril forem semelhantes e situarem-se em torno de 45 graus, o ângulo de anteversão do colo femoral também deve estar dentro da média que é, na população francesa, segundo Lerat, 14° + ou - 7°; na população inglesa, segundo Pearson e Bell, 15,3° + ou10°. I. Comentários sobre o diagnóstico Esta é uma forma de avaliar se o ângulo de anteversão está dentro da média, pouco ou muito acima dela. Para saber com exatidão o quanto ele mede, a forma mais precisa é a tomografia; clinicamente pode-se obter um valor aproximado. O paciente permanece em decúbito ventral, tíbia na vertical, joelho a 90 graus. Com a mão caudal o terapeuta prende a tíbia do paciente, com a lateral do polegar da mão cefálica palpa a região do trocanter maior e gira a

Angela santos diagnóstico clinico postural  
Angela santos diagnóstico clinico postural  
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