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Para saber se a articulação em questão encontra-se na coluna cervical superior ou inferior, realiza-se um movimento capaz de fazer a diferenciação. 3. Sentado diante do terapeuta que mantém as mãos sobre seus ombros para evitar que o tronco participe do movimento, o paciente roda e inclina a cabeça para o lado em que o movimento é possível, o que bloqueia totalmente o segmento cervical inferior. O terapeuta pode até mesmo prender a pontinha da orelha do paciente, o que ajuda no bloqueio (Figura 9A), e pedir a ele que gire a cabeça para o lado oposto, sem perder a lateroflexão (Figura 9B). 4. Se o paciente não for capaz deste movimento, o problema deve situar-se na cervical superior. Trata-se provavelmente de uma anteriorização do côndilo occipital do lado da limitação, impedindo que o outro côndilo possa anteriorizar-se e realizar o movimento de rotação para o lado em questão. 5. Se ele for capaz de um movimento muito limitado, trata-se provavelmente de uma posterio-rização do côndilo occipital do lado oposto à limitação, que não se anterioriza para fazer o rosto girar para o outro lado. Esta lesão é mais rara que a anterior. 6. Se ele for capaz deste movimento, o problema deve localizar-se no bloco inferior. Provavelmente trata-se de um bloqueio de uma das vértebras que têm um maior componente de rotação, isto é, das superiores C3 ou C4 para o lado oposto à limitação. A vértebra consegue ir para um lado, aquele para onde o movimento é possível, mas não ir para o lado oposto, aquele para onde a limitação manifesta-se. III. Comentários sobre o diagnóstico A comparação do exame com a anamnese pode ajudar a fechar um diagnóstico. Por exemplo, o exame levou à suspeita de uma lesão em C3 ou C4. Na anamnese consta que o paciente apresenta ponto doloroso na região do músculo supra-espinhoso, então é mais provável que se trate de C4. Se não houver queixa de dor irradiada, o mais provável é C3 (ver sintomatologia do exame cervical detalhado — p. 64). Lateroflexão cervical I. Como realizar o exame 1. O paciente fica sentado diante do terapeuta, que coloca as mãos sobre os ombros do paciente, impedindo que o tronco entre no exame da cervical. 2. O paciente inclina a cabeça para a direita, depois para a esquerda (Figura 10). 3. Deve-se lembrar que o movimento de lateroflexão começa por baixo mediante uma imbricação da vértebra do lado da lateroflexão e desabitação da vértebra do lado oposto e difunde-se de baixo para cima até C2. O bloco superior não tem praticamente nenhuma amplitude de lateroflexão.

Angela santos diagnóstico clinico postural  
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