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A temporada está chegando e a galera começa a se organizar e aproveitar o calor junto as praias de nosso litoral paulista. Algumas ações simples farão a viagem muito mais confortável e não deixarão Você cair na roubada... Repelente e Protetor Solar hoje são indispensáveis, assim como uma garrafinha de água sempre por perto. Outra atitude que não pode faltar nesse verão é a utilização de sacolas retornáveis para tirar o lixo e principalmente a famosa bituca de cigarro da praia. Caso não tenha a sacola retornável, vale a famosa sacola de supermercado. O que não vale é deixar os restos de um dia agradável na areia para quando a maré subir, levar tudo para o Mar. Praticamente toda avenida de praia conta com lixeiras, sem falar nas barraquinhas que trabalham na areia. Recolha sua bituca de cigarro, junte seu lixo a natureza e você no futuro, agradecem!!! Existem diversas praias e todas com algum charme em particular, porem a Praia de Maresias é uma das mais tradicionais e mais visitadas em nosso litoral norte paulista. Muito procurada por suas maravilhosas ondas de fama internacional, Maresias, também é conhecida por sua vida noturna. Alem do tradicional SIERNA, há muitas opções para curtir com a galera ou com a família. Quanto a estadia é melhor se preparar, os lugares mais seguros e mais procurados lotam rápido, os preços aumentam próximo as datas de fim de ano e carnaval. Existem lugares que

reservam quartos para vender apenas nas vésperas dos feriados para pedirem preços acima do normal, organize-se. Temos estrutura para receber um casal, uma família completa ou até um grupo de empresas. Já fizemos eventos com Marcas do mercado de Surfe como Rusty e Tricat’s, alem de empresas que trazem sua equipe promocional para trabalhar no verão. Em 2010 recebemos a equipe da CLUB SOCIAL e MATE LEÃO, visite o site e veja as fotos, www.condominios215.com.

Monte uma frase com o nome da loja, RED BEACH e com o nome da praia, MARESIAS, envie para o email contato@ condominios215.com ou acesse o site www.condominios215.com e participe da PROMOÇÃO RED BEACH LEVA VOCÊ PARA MARESIAS. Você concorre a um fim de semana com acompanhante para curtir o verão em uma das melhores praias de nosso litoral, com muito calor e sem roubada é claro...


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Palavra do

Mussa

- Mussa Pai e Dona Tereza; - Marcela e Márcia (Escritório); - Gerentes, vendedores e seguranças das lojas; - A todas as crianças e pais que participaram do ensaio fotográfico; - Waltinho e Pequeno (Diretor de Arte e Assistente de Arte); - Alexandra Iarussi e Daniela Oliveira (Jornalistas); - Alexandre Gennari (Fotógrafo); - Adriano Albuquerque (Maquiador); - Michelly Crisfepe (Garota Red Beach); - Rodrigo Resende; - Chantalla Furlanetto; - Banda Raimundos; - Felipe e Fernanda Romera; - Ricardinho Simões (Pousada Guanabara); - Mestre Alfio; - Gabriel, Emiliano Miranda e Ilhéus (Volcon); - Marcelão, Goe e Abudi (Hang Loose); - Edu e Daniel Tabone (Reef); - Diego Motta e Anezi (Surfco); - Netinho, Vanessa (Equipe Meninas) e Caio Umelhara (Rip Curl); - Marcelão e Nunes (All Dress); - Thais (Nariz) e Renata Rodrigues (Roxy); - Mauricio (Quiksilver); - Yugi e Silvio Pascolato (Hurley); - Adriano e Diego Schonarth (Goofy); - Leoni, Claudiones e Fernandinha (Tracker); - Wando e Bruna (Luilui); - Adriano e Rodolfo (Evoke); - Paulo Sergio, Silvinha e Paloma Garcia (Ragabesh); - Felipe (Newera); - Rodrigo, Tati, Valeria, Batata e Maurão (Onbongo, Local Motion); - Adelson, Paulinho e Robson Reco (DC); - Adriano e Carla Oliveira (Dropdead); - Raul, Paulinha, Ricardo, Sergião e Denis Puccio (Billabong, Element e Nixon); - Fabiano e Tininha de Moraes (Vibe); - Beto, Osni e Maiko (Cisco); - Careca, Thais Latin e Diogo (Oakley); - Zequinha e Monica (Miss Sirena); - Alessandra e Vanessa (Tricats); - Bruno (Vans). Se acaso eu esqueci alguém, peço desculpas. Tenha a certeza de que você também faz parte desta lista. Valeu a todos e estamos juntos! Mussa mussa@redbeach.com.br

Ano 02 - No 04

É com imensa alegria que entregamos mais uma Revista Red Beach, edição Verão 2012, a melhor até agora. Mesmo enfrentando dificuldades, a publicação completa dois anos e tem muito a comemorar. E o motivo de tudo isso são os nossos clientes, amigos representantes e proprietários das marcas: é para vocês que trabalhamos e oferecemos este material exclusivo a cada semestre. Alguns projetos estão em andamento, para que logo mais, a Red Beach tenha um dos melhores e mais completos meios de comunicação da moda surf skate do mercado, podem ter certeza! Sempre acreditando e fazendo o melhor em qualquer situação que se proponha, assim sendo, as coisas acontecem gradativamente. Esse é o lema da Red Beach, que sempre faz o melhor para a rede de lojas e para os amigos clientes. Agradecimentos particulares a todos que concretizam mais este sonho. Falo de coração e faço questão de agradecer um a um:

A Revista Red Beach é uma publicação semestral da Comunnica Soluções Integradas Ltda sob licença da Red Beach Surf & Skate. Diretor Responsável Waltinho Saavedra waltinho@comunnica.com.br Direção de Arte Ana Flávia Canto ana@comunnica.com.br Redação/Edição Daniela Oliveira redacao@comunnica.com.br Revisão Fernanda Santos redacao@comunnica.com.br Fotografia Alexandre Genari facebook.com/alexandregennari Vanessa Valentin vanessa@comunnica.com.br Arte /Pré-Impressão Comunnica Soluções Integadas Ltda Impressão: Litocomp Indústria Gráfica


CISCO SKATE PLAZA A idéia da Cisco Skate Plaza surgiu primeiramente pela necessidade de se ter um bom lugar para andar de skate próximo a fábrica, no qual fica localizada em Campo largo, região metropolitana de Curitiba. E por ser em uma área mais afastada da cidade, não tinha muita opção, mas havia bastante espaço , e partindo disso, espaço + vontade + necessidade no melhor estilo faça você mesmo, os esforços começaram a se somar para a concretização do projeto, os envolvidos desde o começo básicamente foram a equipe de funcionários Cisco skate, Maiko portes, Osni Ribeiro, Angelo Esteves, Altevir Hiena, Jaime Martini, paisagismo por Rafael Letachoviski, supervisionados pelo proprietário, Antonio Portes, e é claro, 3 pedreiros que entendiam do assunto. As obras foram iniciadas final do mês de Setembro, Outubro, com a conclusao e o sonhado primeiro role no final de Novembro 2010. Dezembro foi produzido o primeiro video com toda a equipe Cisco Skate, composta pelos profissionais Everton tutu , Gui da Luz, e os amadores Marcos Maciel, Henrique Alves , Lp Aladin e Daniel mordzin, que pode ser assistido no youtube, basta pesquisar por Cisco Skate Plaza. A inauguração oficial aconteceu dia 19 de março de 2011, regada a muito skate amigos musica e natureza. A Cisco Skate Plaza é particular, e dentro da propriedade da fabrica, destinada para o teste dos produtos e a interaçao de seus atletas, porém diveros videos e aparições de anônimos e grandes nomes do skate já passaram por lá, o local tem dia e hora certa pra dar aquele role... um dos exemplos é o projeto Cisco Skate Day (CISCO SKATE DAY no YOUTUBE), que teve duas edições em 2011, onde o skatista se increve nas lojas credenciadas, ganha um shape personalizado da ação, onibus ida e volta até o plaza, café da manha, almoço e um lanchinho em uma tarde de muito skate, interaçao e diversão. Até o momento as sessions estão rolando, e aguarde mais novidades referentes ao local, quem sabe, vc pode ser o próximo a andar neste Plaza. FONTE by CISCO SKATE


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Evoke lança óculos by Marky Ramone Quem gosta de música e valoriza óculos de sol de qualidade impecável e design original tem um motivo para ficar animado. A Evoke – marca de óculos de DNA essencialmente paulistano e produção italiana – lançou uma colaboração inédita no mundo dos óculos: o Evoke X Marky Ramone. Releitura do clássico Aviador, o Evoke X Marky Ramone foi inteiramente customizado pelo ícone do punk rock, que assina seu nome na lente esquerda das peças. E edição limitada de 1000 exemplares conta com armação de metal, hastes de acetato revestidas artesanalmente em couro e plaquetas de silicone antialérgicas. Todos os óculos foram produzidos naItália, com dobradiças Comotec em alpaca e níquel e com as renomadas lentes Carl Zeiss de policarbonato, totalmente livres de distorções e de grande resistência a alto impacto. Os exemplares do Evoke X Marky Ramone vêm em embalagem especial desenvolvida pelo Estúdio Evoke com Marky e, na compra dos óculos, além do raro estojo, um pôster de tamanho 60 cm X 40 cm é enviado de presente. Para celebrar a collab, a Evoke também desenvolveu uma camiseta com a colaboração de Marky, que será vendida no e-commerce da marca. Para quem curte o tema, o site da Evoke conta com um hotsite do músico, onde estão disponíveis para download wallpaper, screensavers, o vídeo que o baterista gravou para a marca e a música de sua nova banda com Michale Gravis (ex-Misfits), a Blitzkrieg. O Evoke X Marky Ramone pode ser encontrado na loja online da Evoke, no www.evoke.com.br, e em multimarcas nos estados de SP, SC, RS, ES, RJ e GO 300 peças da collab acabam de chegar ao Brasil, e as demais serão vendidas ao longo do próximo ano. A edição limitada faz parte dos lançamentos comemorativos ao aniversário de dez anos da Evoke.

Sobre a Evoke www.evoke.com.br

Aliando o DNA essencialmente paulistano – e a identidade única fincada na moda, no esporte, na música e nas artes - à qualidade da indústria italiana, hoje, a Evoke é uma das mais desejadas e promissoras produtoras de óculos não apenas no Brasil, mas também no exterior. Com dez anos de história, coleciona sucessos e pioneirismos: foi a primeira marca brasileira a produzir um modelo de óculos assinado por uma banda, a primeira no mundo a investir na produção de óculos ecológicos e a responsável por iniciar a convergência entre design de óculos e arte contemporânea, por meio de edições limitadas e numeradas e de exposições itinerantes de artistas de destaque no cenário nacional e internacional que desenvolvem instalações com base nos óculos da marca. Atualmente, os óculos da Evoke podem ser encontrados em Paris, Oslo, Tóquio e, no Brasil, em seis estados: ES, GO, RJ, RS, SC e SP.

Evoke Tel. SAC: (11) 3034.3690 www.evoke.com.br Agência Cartaz Leandro Matulja/ Leticia Zioni/ Sandra Calvi www.agenciacartaz.com.br

Informações para Imprensa Julianna Santos – (11) 3871-3030 ramal 226 (+55 11) 7826-7913 julianna@agenciacartaz.com.br Aline Croce (11) 3871-3030 ramal 227 aline@agenciacartaz.com.br


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RAIMUNDOS

texto: Daniela Oliveira fotos: Divulgação redacao@comunnica.com.br

A banda que reescreveu o rock brasileiro está de volta

No começo dos anos 90, alguns “loucos amigos loucos” juntaram os discos do popular Zenilton com o som dos Ramones para criarem canções sacanas, divertidas e sem compromissos comerciais. Surgia o Raimundos. Do Cerrado, direto para o sucesso em escala nacional e os grandes palcos, foi apenas uma questão de tempo. E o tempo estava a favor deles. A banda espontaneamente reescreveu o rock brasileiro e se transformou numa marca nacional. Foi quase uma década de sucesso intenso, turnês ininterruptas, oito CDs e inúmeros “hits” nas rádios. Inesperadamente, a história do Raimundos teve um desfecho súbito e surpreendente. Até que Digão assumiu os vocais e junto com o baixista Canisso, seu velho parceiro de banda, retomou a agenda de shows e o gosto pela vida na estrada. O grupo

recomeçou como se estivesse no início de sua carreira. Toparam fazer shows pequenos e médios em todos os cantos possíveis. Voltaram a sentir de perto a energia e a vibração da legião de fãs que têm a banda no DNA. Aliás, foram esses mesmos fãs que fizeram o número de shows crescer gradativamente, oferecendo gás e combustível para a banda continuar firme e em frente. Eis o verdadeiro patrimônio do Raimundos. A formação atual da banda tem Digão arrebentando no vocal e na guitarra. Mestre Canisso em sua melhor forma no baixo, Caio quebrando na batera e Marquinho destruindo a guitarra com riffs e solos incendiários. Essa é a formação que vem arrepiando os antigos fãs e conquistando novos por onde passa. Em turnê pelo Brasil afora, a banda lança o novo CD-Duplo e DVD, chamado ‘Raimundos Roda Viva’, com agenda lotada

até o final do ano. O DVD contém todos os grandes sucessos do RAIMUNDOS, além de uma canção inédita intitulada ‘JAWS’. Essa música é uma homenagem, uma “canção de ninar” para os guerreiros brasileiros que enfrentam ondas gigantes mundo afora. Mas a letra também fala de mulher, claro, no bom e velho estilo Raimundos! O novo trabalho Raimundos Roda Viva foi feito para os fãs, como conta Digão: “Os shows têm sido maravilhosos e nossos fãs sempre pediam para registrarmos isso. Então resolvemos gravar o DVD. Nossos fãs merecem! Os bicho são sinistro! A idéia foi essa! Encher o salão de ‘bicho sinistro psicopata Raimúndico’! Transformamos as imagens num ritual de adoração ao Rock Pesado, ao Hardcore, ao Rock Brasileiro e ao Raimundos!”


RED: Quem são os Raimundos de 2011? Como definem a banda e o momento atual? MARQUIM: O Raimundos atual é Digão, Canisso, Marquim e Caio, tocando hard-core desenfreado pelo Brasil inteiro. CANISSO: São acima de tudo, quatro amigos tirando um som, cada um trazendo suas influências, aos poucos fomos conquistando nosso espaço de novo na cena, à custa de muita ralação e tirando o melhor possível de qualquer oportunidade, enfrentando muito som fuleiro e dando só shows maneiros,essa com certeza tecnicamente falando é a MELHOR formação do Raimundos: Digão carrega com honra a missão do front-man, o Caio é uma britadeira e o Marquim um guitarhero,até um baixo igual ao que gravei o primeiro CD eu uso, a banda está na sua melhor forma. RED: Quais foram as perdas e ganhos após a saída do Rodolfo? MARQUIM: Perdeu-se o principal compositor e letrista; porém, ganhamos a chance de tentar de novo e provar que, mesmo sendo um grande vocalista e compositor, o Rodolfo não era “o mais importante Raimundo”, e sim um dos Raimundos. A importância dos outros membros sempre foi subestimada. RED: O Raimundos volta agora com força total, lançando novo CD e DVD, e agenda lotada de shows. O novo trabalho marca um novo recomeço da banda? DIGÃO: Esse é o verdadeiro recomeço da banda, o que fizemos logo a nossa ruptura em 2001 foi algo alheio

a nossa vontade e que nos forçou a tomar rumos de "emergência". Hoje estamos fazendo as coisas como deveriam ser. MARQUIM: Sim, claro, embora nunca tenhamos parado. Só demos um tempo para que a formação atual chegasse num nível aceitável de performance ao vivo. RED: Como está sendo a turnê do trabalho Roda Viva? CAIO: A turnê está sendo muito boa. Estamos fazendo bastante shows, em vários estados, capitais e em pequenas cidades do interior, e com um público surpreendente. Uma coisa também a ser observada é que cada vez mais o público jovem (12 a 16 anos) está presente, cantando as músicas. MARQUIM: Está sendo maravilhosa, tocamos muito já em 2009 e 2010. 2011 está sendo a coroação desse trabalho cuidadoso de vários anos. RED: A música para o Raimundos é ... DIGÃO: O mais importante! MARQUIM: A música é parte de mim. Mesmo que eu não toque ou ouça música o dia inteiro, ela está na minha cabeça. Penso em música constantemente. RED: Como é a relação dos parceiros da banda? Todos são amigos ou rola uma briga de vez em quando? CANISSO: Briga? Claro que não, ninguém se mete comigo, já viu como pesa um baixo? (risos). MARQUIM: Somos tão amigos que brigamos muito (risos)... Não somos ‘emo���, temos nossos arranca-rabos. Ainda bem!

RED: Quais as bandas que mais influenciaram os Raimundos? Vocês se inspiram em outros músicos ou bandas? CAIO: As bandas que mais influenciaram o Raimundos foram Ramones, de Dead Kennedys. Atualmente, as bandas que mais tocamos por diversão em passagens de som, ensaios, até mesmo trechos em show, são: Alice in Chains, Pantera, Metallica. Não que elas tenham influência direta no som do Raimundos, mas a gente se diverte muito. Hoje qualquer som pesado e de qualidade (o que é uma coisa muito particular) chama nossa atenção! MARQUIM: Cada um tem suas influências, de Pantera a Queen, de Muse a Kyuss. RED: Provavelmente, no início devem ter chegado a tocar para poucas pessoas. A emoção é a mesma de tocar para milhares de pessoas? DIGÃO: A emoção é sempre a mesma, às vezes pra poucas pessoas pode até dar um nervosismo maior pelo "intimismo" da situação. E quando é um evento bacana e bem direcionado ao nosso público, a diversão é garantida! MARQUIM: Na verdade, quando eu entrei na banda, o primeiro show foi para umas 80 mil pessoas. Mesmo na época mais devagar, tocamos no réveillon da paulista para dois milhões de pessoas. A emoção de tocar para 100 pessoas loucas é muito maior que tocar para um milhão de pessoas separadas por uma barricada a 20 metros de distância.


RED: Existe algum estilo musical que a banda não goste? Se sim, qual? MARQUIM: Axé! Pagode! (risos)... Rock de mentirinha, qualquer coisa fabricada. CANISSO: Falando por mim não tenho nenhum tipo de limitação ou preconceito musical, gosto de tudo. Música boa ultrapassa estilos. RED: Quem curte o Raimundos hoje? CANISSO: Não sei, um bando de loucos que enjoaram da mesmice,ouviram falar pelos mais velhos e resolveram conferir, aí não tem mais volta, né? MARQUIM: Os netos e filhos dos fãs dos anos 90, e uma molecada nova que garimpa coisas boas. Garotos e garotas que simplesmente gostam de rock de verdade e não se deixam enganar. RED: O que vocês acham da música no Brasil? Faltam poucas bandas boas ou na verdade elas ainda não foram descobertas pelo grande público? DIGÃO: O Brasil sofre hoje de originalidade, as bandas seguem só dois estilos, ou é EMO, ou é INDIE, e isso é ruim pro Rock, pois o torna chato e previsível. Ainda estou esperando por bandas que acordem desse pesadelo e façam uma cena nova, diversificada e bem divertida! MARQUIM: Existem bandas boas, com certeza, mas a situação do mercado torna a peneira muito mais estreita, as bandas têm que se sobressair usando apenas Youtube e shows. O boca-a-boca se tornou essencial, então se a banda não for realmente ótima não aparece.

RED: Qual a música que a galera mais pede nos shows? CAIO: A música mais pedida é "Puteiro em João Pessoa", mas a que a galera vai mais a loucura é "Quero ver o Oco". RED: Quais são os projetos futuros dos Raimundos? DIGÃO: Nossos projetos futuros estão em prática, estamos divulgando o DVD RODA VIVA até o ano que vem, talvez daí possamos pensar no álbum inédito. Por enquanto, queremos tocar ao máximo! RED: A galera da banda curte praticar esporte? O que cada um faz para mandar o ‘stress’ ir embora? DIGÃO: Temos uma parceria com a CIA. ATHLÉTICA e frequentamos a academia diariamente! Faço caminhadas pela manhã com intervalos de corrida, e ando de bike sempre que estou em casa, nos fins de semana. Surfo quando estou no Rio ou em Floripa, tenho pranchas guardadas nas duas cidades. CAIO: Bem, eu considero a bateria um esporte, exige muito durante o show, você tem que ter um bom preparo físico, e minha malhação hoje é voltada pra aguentar o tranco dos shows. E com certeza o stress vai embora em cada pancada que a batera recebe. CANISSO: Tenho frequentado a academia bastante, isso acaba refletindo em vários aspectos da vida, alimentação, e etc. Acho que nada resiste a uma meia hora na esteira. MARQUIM: Eu pratico o internetismo com obstáculos. (risos)

RED: Todos moram em Brasília? MARQUIM: Eu moro em São Paulo, os outros três em Brasília. RED: O que os Raimundos acham desse lance de baixar músicas de graça na internet? São a favor ou contra? DIGÃO: Aquele modelo antigo de CD já era, não tem como frear, ou aprende a viver com o que é o mercado hoje ou desista... Sou a favor da justiça da boa música, como ela vai vir não importa, então sou a favor. MARQUIM: É a mesma coisa de se perguntar “você é contra ou a favor do aborto?”, não faz diferença, é um fato e lei nenhuma vai mudar as coisas. Precisamos é de um novo paradigma para o mercado musical. RED: Um show inesquecível: CANISSO: Raimundos abrindo pro Ramones e Sepultura, em 94, na pedreira em Cwb. Parecia que São Pedro tava fazendo a luz, era raio pra todo lado, o pipoco do trovão era REAL. MARQUIM: Planeta Atlântida, em 2002. RED: Uma mensagem para os fãs: DIGÃO: Eu Amo Vocês! Nada disso seria possível sem a presença e o carinho de vocês! Fiquem com Deus e o RAIMUNDOS! MARQUIM: Nos vemos na estrada! Sigam-nos nos twitters @raimundosrock, @khanisson, @ marquimraimundo, @caio_raimundos e @denisporto. E obrigado pelos momentos inesquecíveis que vocês nos proporcionam.


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In Store texto/fotos: Gabriel Napole gabriel@volcom.com.br

É sempre bom sair a campo e ver como o mercado esta de comportando diante as tendências do varejo mundial, e, em uma breve visita a rede de lojas Red Beach, acabei encontrando o Mussa, e no papo que levamos, ele me fez a seguinte pergunta: Em que momento estamos e para onde estamos indo com o nosso mercado? Esta é uma pergunta simples com uma resposta simples, porém difícil de ser aplicada e acabou virando tema desta matéria exclusiva para a revista Red Beach. O mercado de Action Sports abrange inúmeras marcas que fabricam todo tipo de produtos desde confecção até os produtos mais tecnológicos, na maioria das vezes com desenvolvimento cooperado com atletas e colaboradores trazendo muita base no estilo, lifestyle e performance. Muitos desses produtos utilizam tecnologias e materiais nobres que são usados pelas mais exigentes companhias aeroespaciais, e, como devem ser tratados estes produtos dentro das lojas? Muitas empresas modernas de diversos segmentos investem milhões no desenvolvimento de displays, móveis, gôndolas, embalagens e todo tipo de periféricos que facilitam e estimulam a venda dos produtos. Um bom exemplo disso esta em nosso dia a dia, como são expostos os produtos no supermercado de sua preferência? Tenho certeza que a resposta é simples, os produtos são organizados por sessões em prateleiras nos corredores, certo? Mas e aquele produto que esta em destaque, ou por ser um lançamento ou uma promoção incrível? Estes sempre tem posição de

destaque com displays ou espaços dedicados apenas a estes produtos de determinada marca ou modelos, justamente para chamar atenção estimulando que o cliente escolha espontaneamente o produto. Em nosso mercado tudo deveria acontecer da mesma maneira espontânea, porém a cultura de abordar o cliente aqui no Brasil ainda é muito forte, o que muitas vezes acaba direcionando o vendedor a fazer uma venda mais sugestiva do que espontânea, e o vendedor acaba fazendo papel de display tendo que mostrar inúmeros produtos ao cliente sem saber exatamente o que o cliente procura. O surf, skate e todos outros esportes de prancha tiveram um crescimento muito explosivo no Brasil nos últimos anos, esse fato impulsionou o mercado trazendo muitos novos adeptos e simpatizantes do lifestyle dessas tribos. Mas também, de certa forma, inflou o mercado de novas marcas a procura de espaços nas lojas. O varejo se tornou a “bola da vez” com tantas ofertas e acabou caindo na tentação de experimentar um pouco de tudo pra oferecer aos seus clientes. Este é o momento que estamos vivendo com lojas infladas de quantidade de marcas e com pouco espaço de exposição dedicado a cada marca, então apenas uma pequena porcentagem de cada coleção de cada marca acaba chegando até o consumidor final. Este fato vem chamando a atenção das marcas mais conceituadas do mercado para se organizarem dentro das lojas em sessões que possibilitam mais acessibilidade e uma nova experiência de compra os clientes. Na maioria das vezes quando uma pessoa é fã de uma marca pelo seu estilo ou esta procurando determinado produto, acaba pesquisando na internet e vai até o site da marca, que é organizado de maneira que o internauta navegue por toda linha de produtos, atletas, noticias entre outras informações. Bom, como trazer esta mesma facilidade de navegar nos sites das marcas para dentro das lojas físicas oferecendo uma boa experiência de compra de produtos a marca e loja de sua preferência? Este é o momento de mudanças aqui no mercado brasileiro, no qual as principais marcas do segmento estão investindo em espaços dedicados dentro das lojas valorizando seus produtos na forma para gerar uma nova experiência de compra para os consumidores, uma experiência que faz com que

o consumidor escolha com facilidade o produto desejado, além de estimular o consumidor a montar “looks” com peças da mesma marca. Neste novo momento estes espaços compostos por corners, displays, gôndolas, vitrines especiais e quadros das marcas farão toda diferença. Quem não gosta de poder checar os produtos sem a interferência de vendedores? É uma experiência única, na qual podemos escolher os produtos das marcas de nossa preferência e nos encaminharmos para o caixa da loja pagar. De qualquer maneira os vendedores são fundamentais mesmo neste novo formato, pois são eles que recebem o cliente na chagada a loja com atenção e simpatia, e os direcionam para o local que está exposto o produto de sua preferência tirando duvidas e trazendo informações adicionais. Ao finalizar a escolha dos produtos o cliente é direcionado ao caixa pelo vendedor que acaba atuando de uma forma mais ágil e eficaz para o cliente. Um bom exemplo da importância de uma boa exposição de produtos é encontrada em todo tipo de produtos tecnológicos ou com temas específicos. Vamos falar de verão e bermudas para surfar, o que vc acha de entrar em uma loja e encontrar um expositor recheado de bermudas para surf da marca de sua preferência? E logo ao lado outro expositor com os chinelos irados. Juntando essa facilidade visual e acessiva com um bom atendimento da euqipe de vendas e uma condição de pagamento que só aquela loja de sua preferência lhe oferece, tem como sair sem comprar uma ou pelo menos sentir aquele enorme desejo de comprar? Tenho certeza que não. Outra categoria de produtos que destaca pela necessidade de boa exposição e facilidade de escolha é a de calças jeans. Que tal de deparar com um expositor com todas as modelagens e lavagens de jeans da marca de sua preferência? Praticamente “auto-service”, que vc possa escolher sem muita demora e com agilidade a calça que mais te agrada? Perfeito, certo! Essa é a nova experiência de compra que as principais lojas e marcas que atuam no mercado brasileiro estão trabalhando para oferecer aos seus clientes. Novos produtos, novos layouts de lojas e muito mais facilidade compra para os clientes. Esse é um novAo formato que deve chegar para 2012 seguindo as tendências mundiais.


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Apelido: Chelly Data de Nascimento: 14/08/83 Signo: Leão Altura: 1,60 cm Peso: 56 kilos Hobby: Treinar Profissão: Empresária Praia: Ilha Bela Esporte: Musculação Onde Mora: São Paulo Time: São Paulo Balada: Prefiro ficar em casa com meu namorado

Confira o ensaio completo no site www.redbeach.com.br


FOTOS: Alexandre Gennari - MACKUP: Adriano Albuquerque - DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Equipe Comunnica - AGRADECIMENTOS: Goofy, Onbongo e Local Motion


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O surf e o skate

texto/fotos: Alexandra Iarussi

O skate nasceu do surf, entre os anos 60 e 70. Nesta época, a identidade do surfista e do skatista era praticamente a mesma. Com o passar dos anos, ambos os esportes evoluíram e se profissionalizaram. Criaram circuitos milionários; formaram lendas e consolidaram sua própria moda. Confira um pouco das semelhanças e diferenças dos esportes que viraram estilo de vida, e conquistam um número cada vez maior de praticantes nos quatro cantos do mundo

O surf e o skate. Praia e cidade. Areia e concreto. Seco e molhado. Quatro rodinhas. Quilhas. Bowls. Ondas perfeitas. Ladeiras. Tow in e mega rampa. Shortboards. Longboards. Embora o skate tenha nascido do surf - na Califórnia, entre os anos 50 e 60, entediados nos dias de mar flat, os surfistas acoplaram rodinhas de patins em pranchas velhas e pedaços de madeira e imitaram os movimentos do surf no asfalto. Assim nasceu o esporte que hoje, apenas no Brasil, reúne quatro milhões de adeptos e se consolidou em vários países do mundo. Muitas são as analogias que podem ser feitas entre o surf e o skate. Pra começar, muitos surfistas andam de skate. E alguns skatistas surfam. Tanto o surf quanto o skate estão ligados a uma forte sensação de liberdade. Na verdade, são mais que um esporte. São estilos de vida. Deslizar sobre as ondas é uma experiência única de contato com a natureza. O feeling do surf... Por outro lado, poder pegar seu skate, a qualquer hora e em qualquer lugar, e sair para dar uma volta, seja em uma pista, uma rua ou uma ladeira, é algo realmente libertador. Além da liberdade, os dois esportes carregam em sua história uma forte veia comportamental. Até hoje, a imagem do surfista ficou marcada pela figura do garoto bronzeado de cabelos louros de parafina e corpo sarado - estereótipo que surgiu inspirado nos surfistas californianos dos anos 50 e 60, época em que o esporte começava a se popularizar por lá - e ao mesmo tempo, borbulhava aqui no Brasil em praias como o Arpoador, no Rio de Janeiro, e nas faixas de areia de Santos, no litoral paulista. Mesmo a figura do skatista, no que diz respeito ao jeito de se vestir, não era tão diferente da do surfista. Pelo menos até o final dos anos 70, imperava o look composto pelas bermudas curtas, old school, imortalizadas pelos Dogtown e os Z-Boys [time de skatistas da Califórnia que mudou o rumo da história do skate, composto por caras que se tornaram lendas vivas do esporte, como Jay Adams, Stacy Peralta e Tony Alva. Em 2001, os Dogtown viraram


filme homônimo, com direção do próprio Stacy Peralta]. No entanto, um personagem - outra lenda do skate - mudaria para sempre esta perspectiva fashion e comportamental do skate. “Foi em 1978 que Steve Olson apareceu no skate, introduzindo ao mundo o estilo hardcore punk rock. Não fosse por ele, os skatistas ainda teriam os longos cabelos louros de sol; continuariam usando os shorts da OP (Ocean Pacific) e ouviriam a Led Zeppelin e Fleetwood Mac [grupo britânico de rock formado em 1967, autor de hits como “Dreams”, “Go Your Own Way” e “Don’t Stop”]. Steve deixou sua marca inegável no skate. Ele mudou para sempre a aparência e a percepção do skate”, escreveu o jornalista Eric Dressen sobre Steve Olson na Juice Magazine, conceituada revista de skate baseada em Venice, Califórnia. Os anos se passaram e tanto o surf quanto o skate tiveram suas evoluções e revoluções próprias. Ambos se profissionalizaram. Hoje, campeonatos de surf oferecem premiações milionárias. O skate, que invadiu as grandes metrópoles, é um dos astros da principal competição de esportes radicais mundial, os X-Games. Tanto o surf quanto o skate cultivaram e criaram suas lendas, sendo talvez o decacampeão mundial Kelly Slater e a lenda viva do skate, Tony Hawk - ambos

norte-americanos -, considerado o rei do vertical (já venceu 12 campeonatos mundiais na modalidade), dois de seus maiores expoentes. Na moda, as marcas caminham para veias cada vez mais fashion. Com influências que vão dos elementos da cidade às riquezas naturais nacionais e o ambiente praiano, talvez um dos exemplos de maior sucesso, que conquistou espaço nas principais semanas de moda do mundo, de Paris à Milão à Tóquio, seja o da carioca Osklen, de Oskar Metsavaht. A marca nasceu inspirada no lifestyle dos boardsports, como o snowboard, paixão de Metsavaht, porém, nunca deixou de lado a veia urbana. Inevitavelmente, a moda surf evoluiu com o conceito de beachwear - muito bem representada pelas gigantes do segmento, como a Billabong, a Quiksilver - para os homens e Roxy, para as mulheres -, a O’Neill, a Volcom e a Vans - esta última, presente tanto no surf quanto no skate. Em comparação à moda surf, no skate existe um forte apelo ao urbano. Talvez resquício do movimento punk nos anos 70 e 80. Até mesmo hoje, o esporte carrega uma veia mais rebelde, que transparece nos figurinos de skatistas do mundo todo - seja com o uso massivo do jeans (às vezes rasgados), bermudões, e também, de camisetas com mensagens subversivas, para citar alguns

exemplos. Marcas como Element, Zoo York, Circa, e a própria Volcom (que ambienta entre o surf e o skate), para citar algumas, ajudaram a disseminar esta visão da moda sobre as quatro rodinhas. No entanto, se tem uma coisa que se aplica tanto para o surf quanto para o skate, é que ambos viraram “pop”. Ganharam o mainstream. A imagem do surfista e do skatista propagada pela mídia está mudando. Mudou já. O surfista não é mais visto de acordo com o velho estereótipo do garoto maconheiro que passa o dia inteiro na praia. Muito menos o skatista, que era tido como marginal no Brasil dos anos 80. Os esportes adquiriram o status de cool. Ganharam o mundo das novelas, das celebridades. O surf conquistou da rainha do pop, Lady Gaga, à Barack Obama. Aliás, se existe uma coisa que nunca mudará em nenhum dos esportes - por mais clichê que pareça -, é o amor pela prática. O vício do skatista e do surfista é o mesmo. Há muitos anos, o surf adotou o termo “stoke” - hoje, já batido - para designar o mais puro sentimento de excitação do surfista ao deslizar sobre as ondas. Pois exatamente o mesmo termo, sem tirar nem pôr, serviria para falar do feeling de andar sobre as quatro rodinhas.


RED GIRLS

texto: Daniela Oliveira fotos: Arquivo pessoal daniela@comunnica.com.br

A CINDERELA DAS ONDAS Chantalla Furlanetto De origem francesa, seu nome significa ‘uma canção’ ou ‘um rochedo’. Talvez a palavra ‘canção’ combine com a leveza desta garota e ‘rochedo’ tenha a ver com sua atitude, que aos 22 anos já batalha e muito pelos seus ideais. Humilde, forte o bastante ewwinteligente, ela diz que vive em um mundo de sonhos, transformados em realidade. Tudo isso porque ela nunca tenha imaginado que teria uma profissão tão prazerosa, que a permitisse conhecer vários lugares do mundo, e que já teria histórias para contar, mesmo sendo tão jovem. A nossa cinderela dos anos 2000 é nada mais nada menos que Chantalla Furlanetto, uma super gata, surfista profissional e modelo. A filha de dona Vera Lúcia, que aprendeu a surfar aos 11 anos, enquanto a mãe vendia sanduíches na praia, tem como grande paixão o surf, viagens e moda. Conheça a história de Chantalla, a Garota Red Girls desta edição, que conversou com a equipe de redação da Red Beach direto do México, de onde estava, em mais uma viagem. RB: Como é a Chantalla Furlanetto? CF: Sou uma menina normal da minha idade, hoje sou bem pé no chão, mas continuo acreditando em contos de fadas. Minha mãe sempre me protegeu muito, eu e minha irmã, o que foi positivo e um pouco negativo. Mas isso fez eu me tornar uma pessoa de caráter, sincera e de uma personalidade forte, sou muito determinada também. Tenho minha opinião formada e não sou nem um pouco influenciável, gosto de ajudar as pessoas e de ver os outros felizes. Sou apaixonada pelas coisas, pela vida, pelas pessoas boas e pelo o que tenho e por tudo que quero ter! RB: Você nasceu em Criciúma. Vive há quanto tempo em Florianópolis? CF: Eu nem conheci Criciúma, minha mãe pediu transferência do trabalho dela logo depois que nasci! Na época, ela era

digitadora, e surgiu essa oportunidade de ir para Florianópolis. Me sinto uma ‘manézinha da Ilha’, quando me perguntam de onde eu sou, falo que sou de Floripa. RB: Seus pais se divorciaram logo depois que você nasceu e sua mãe criou você e sua irmã sozinha. Foi uma infância difícil, de muita luta, ou foi tranquilo? CF: Não foi fácil, ela se privou de muitas coisas para nos dar uma vida boa. Ela trabalhou muito para termos uma boa educação e morarmos em um lugar legal. A fase mais difícil foi quando eu tinha 12 anos, bem quando eu comecei a surfar. Ela descobriu um câncer, mas nós sempre vivemos com muito amor, o que fez ela estar aqui até hoje! RB: O que fazia de bom quando era pequena? Praticava muitos esportes? CF: Eu era o tipo de menina que adorava bonecas, barbies, brincava com as minhas amiguinhas, adorava dançar (tinha um

grupo das Spice Girls e fazíamos várias apresentações). Eu sempre amei esportes, fazia natação com 8 anos e participei de um campeonato. Aos 10, eu pedi pra minha mãe um skate e era minha diversão. Fiz parte de um time de Rugby com 12 anos. Também joguei futebol durante minha adolescência inteira e participava de torneios. Eu amo futebol e sinto muita falta de jogar, mas era perigoso em relação a lesões, parei de jogar quando terminei a escola, mesma época em que me profissionalizei no surf. RB: Você aprendeu a surfar com 11 anos. Como foi? Alguém te ajudou? CF: Minha mãe começou a trabalhar na Praia Mole, na época ela vendia sanduíche na praia, e todos os amigos dela eram surfistas, eles falavam que eu tinha que aprender a surfar.


Eu e minha irmã não gostávamos de ficar em casa depois da escola, enquanto ela ficava trabalhando. Ela me deu a minha primeira prancha e eu ia pra água me divertir enquanto ela trabalhava. Me lembro que era inverno, e eu chamava minhas amigas pra surfar, mas os pais delas não deixavam porque achavam que ficariam doente, minha mãe fazia o contrário, ficava lá na beira do mar vendo eu e minha irmã nos divertir. RB: O que costuma fazer nas horas vagas? CF: Faço alguma coisa com minhas amigas, gosto de ir ao cinema, de shopping, gosto de entrar em sites de moda, ver o que é tendência, adoro assistir novelas e filmes, gosto de namorar, brinco bastante com meu cachorro Spike, vou para o meu curso de inglês, também adoro passar o tempo com minha mãe e minha irmã. Eu sou bem caseira, mas às vezes saio para dançar com minhas amigas! RB: Como se tornou surfista profissional? CF: Logo depois que fiz parte da equipe Brasileira no Mundial Jr. ISA em 2006, achei que estava finalizando o ciclo das competições amadoras e estava preparada para encarar um novo caminho que era ser profissional. Na época eu tinha 16 anos, mais ou menos a idade para se profissionalizar. RB: No surf você tem a característica ‘de atitude para ondas grandes’. O que mais

define seu trabalho? CF: Essa característica veio pelo fato de meus resultados serem muito mais expressivos quando o mar está grande. A realidade é que eu gosto de qualquer tipo de onda, enquanto eu estiver me sentindo confortável e me divertindo, eu vou estar na água. Se isso não estiver acontecendo, eu vou saber respeitar meus limites. RB: Você tem algum treinador, alguém que te ajude a alcançar os objetivos? CF: Não, eu treino sozinha, tenho meu preparador físico na academia, e meu namorado, que também é surfista profissional, ele me ajuda muito. (Chantalla namora o surfista Robson Santos) RB: Você chegou à elite do surf brasileiro em 2010... CF: Cheguei e saí. Foi muito rápido! Eu me pressionei muito, queria muito um resultado, e as derrotas vinham e eu ficava triste, isso fez eu não estar me divertindo e nem amando o que eu estava fazendo. Foi quando no final do ano passado tive a oportunidade de ir para o Havaí, eu fui pensando em parar de competir e começar a fazer uma faculdade, tava cansada de ficar triste com uma coisa que antes eu me divertia tanto. Até que depois de uns dias no Havaí, eu estava surfando em Rock Point com minhas amigas, não tinha crowd (muita gente surfando numa mesma área), tinham uns 6 pés de onda, o mar estava subindo, e no meio de algumas ondas surfadas eu

sentei no outside (qualquer lugar para fora da arrebentação), sozinha e olhei ao meu redor, comecei a pensar em tudo que o surf me proporcionou, em como eu podia estar desistindo de ter o melhor trabalho do mundo, quanta alegria e sorrisos no meio de algumas derrotas, não valia a pena desistir. Eu praticamente descobri novamente meu amor pelo o que eu faço. Quando voltei para o Brasil, estava cheia de vontade, treinando, me dedicando mais e deixando as coisas acontecerem, sem muita pressão. E isso foi positivo, os resultados estão aparecendo e esse ano já senti que comecei bem! RB: Você não sente necessidade de alguém mais experiente para direcionar sua carreira no surf? CF: Sinto, mas é algo que eu não colocaria nas mãos de qualquer um. Algumas pessoas já vieram perguntar se eu tinha interesse, mas não sei, ainda não veio a pessoa certa. RB: Está disputando quais campeonatos no momento? CF: Este ano estou disputando o Circuito Petrobrás, que é a divisão de acesso para a Elite do Surf (BSP) e a Triagem do BSP (Brasil Surf Pro). RB: Você compete só com meninas, certo? CF: Sim RB: O que você acha das meninas surfando? Já enfrentou alguma dificuldade por ser mulher?


CF: Eu fico muito feliz com o crescimento do esporte e da quantidade de meninas que vem aparecendo. Tem um pouco de preconceito ainda e muitas pessoas vêem o surf como um esporte masculino, mas a evolução é clara, e com isso o respeito vem crescendo. Acredito que a maior dificuldade de qualquer menina seja a falta de um patrocínio e de empresas que dêem valor a elas. Eu tenho sorte de ter empresas que acreditam em mim! Tem menina surfando muito e sem incentivo nenhum. Ver atletas como Jacqueline Silva e Diana Cristina (Tininha) sem patrocínio é muito vergonhoso. Fora os eventos profissionais que são tão poucos. RB: Já recebeu muitas cantadas dos meninos do meio? CF: Sim. (risos) RB: Conta mais! CF: Acho que é normal, pois sempre estamos no mar, fazemos as mesmas coisas, mas é engraçado, eu percebo que os meninos que surfam por lazer sonham em namorar uma menina surfista. RB: Você comentou que é uma cidadã do mundo... CF: Eu amo viajar, isso me atrai muito, acho que se um dia eu não surfar mais, vou continuar viajando. Eu gosto de conhecer lugares, pessoas diferentes, com outras culturas, outros hábitos. RB: Quais países você conheceu em viagens pelo surf? Qual foi o melhor lugar que você já foi até hoje? CF: Já fui para Fernando de Noronha, Chile, Equador, Galápagos, Peru, Panamá, África do Sul, Maldivas, Havaí, México. Gostei muito do Havaí, quero voltar pra lá nessa próxima temporada. RB: Você passa maior parte do tempo viajando. Como é isso pra você? Gosta? Já se acostumou? CF: Eu gosto muito do que faço, então me adapto muito fácil. Claro que eu sinto falta da minha família e da comida da minha mãe, mas surfar é o que eu mais gosto de fazer, e isso é muito bom. RB: Tem amigos no surf? Se sim, quem são? CF: Sim, tenho bastante amigos. São tantos os nomes! Jacque Silva, Monik Santos, Nathalie Martins, Suelen Naraisa, Claudia Gonçalves, Bruna Queiroz. Eu tenho um carinho enorme por elas e são as meninas que eu gosto de estar próxima. RB: Já tietou algum ídolo no surf? CF: Já pedi autografo pro Kelly Slater!

RB: E esse corpo? O que faz além de surfar? CF: Eu diria que é muito difícil manter esse corpo. (risos) Eu sou muito magra, e se eu não estiver malhando e comendo bem, eu emagreço mais ainda. Eu sou o tipo de pessoa que quando vai se pesar na balança fica feliz quando vê que está mais “gordinha”. Então pra manter o meu corpo assim, além de surfar eu malho muito, como bem (no sentido bastante) e várias vezes ao dia. Na academia, faço treino funcional e alguns exercícios de musculação pra ganhar massa muscular nas pernas, principalmente.

bonita você pode ser, mesmo praticando um esporte que algumas pessoas ainda insistem ser tão masculino.

RB: Como é sua alimentação? Você se alimenta bem? CF: Não! Eu amo batata frita, bolo de chocolate, hambúrguer, cachorro quente, coca-cola, brigadeiro! Mas não vivo disso. Lá em casa, minha mãe é bem saudável, então ela é meu equilíbrio alimentar. Como eu não gosto de cozinhar, sempre como o que ela cozinha e então quando eu estou em casa eu me alimento super bem.

RB: Qual é sua preparação antes de pegar onda? CF: Eu apenas me alongo. RB: Você fica quantas horas na água ao dia, em média? CF: Depende. Se o mar tá bom, fico bastante tempo, surfo várias vezes, agora se o mar está ruim, 2 horas. Aqui em Floripa venta muito, tem dias que não tem condições de surf, daí aproveito e treino bastante fora da água.

RB: Nas fotos você está sempre bonita, bem vestida, unha feita, cabelo bem cuidado. Você é vaidosa? CF: Muito, eu sou o tipo de menina que gosta de se sentir bonita sempre, até para dormir! Amo um salão de beleza e sou super ligada em moda, gosto de saber o que é tendência, esse é um dos meus passatempos. Não quero só ser uma menina que surfa, quero poder mostrar o quanto feminina e

RB: Algum cuidado especial com os cabelos e pele, já que fica bastante tempo ao sol? CF: Com a pele, meu maior cuidado é usar protetor solar, sempre que viajo para fora do Brasil compro uns especiais, que são tipo uma base e protege bastante. Com os cabelos, eu procuro sempre fazer uma hidratação, já que meu cabelo é tão fino, e sempre levo um leave-in na bolsa para passar depois dos treinos.

RB: É patrocinada pela Goofy e Onbongo. Há quanto tempo tem o patrocínio destas marcas? CF: Pela Onbongo desde 2006, e a Goofy desde 2007. RB: O que os patrocinadores fazem por você? CF: Eles são super legais comigo e nosso


trabalho vem crescendo muito com o passar dos anos. Eles me dão o suporte necessário para que eu continue competindo e viajando. Ganho todo a material que eles produzem e um salário de cada um (Goofy e Onbongo), além de ajuda em viagens! Eu consigo fazer tudo que eu quero, competir, viajar e sobra ainda para meus gastos pessoais. RB: Além de ser patrocinada por essas marcas, você também é modelo das campanhas. Como foi que descobriram essa faceta ‘modelete’ em você? CF: No começo eu achava meio estranho e me sentia um pouco tímida, eu fazia algumas campanhas para a Onbongo, mas depois eu comecei a fazer todas as campanhas da Goofy e também as da Onbongo! Eu acho importante esse tipo de trabalho que o atleta faz para o seu patrocinador, é isso que eles querem, ter o atleta que possa representá-los dentro e fora da água. Cheguei também a trabalhar para uma agência de modelos, a Ford Models. É legal, dá para ganhar um dinheiro, mas acho muito cansativo esse

negócio de ir cedo se maquiar, arrumar cabelo, não comer bem e esperar horas para entrar na passarela. Eu achava irritante! Admiro muito as minhas amigas modelos que fiz durante essa época de trabalhos e castings, é muito cansativo e cruel, tão magras e bonitas, dava até vergonha comer perto delas! Mas estavam realizando um sonho, talvez elas também achem um sacrifício e também cruel acordar cedo no inverno de Floripa, colocar a roupa de borracha molhada e ir para o mar com a água congelante e com o vento sul batendo forte.

RB: Esses trabalhos de modelo não te atrapalham no surf? Você não tem medo de ser vista mais como modelo do que surfista? CF: Infelizmente as pessoas enxergam dessa maneira, mas eu não acho que me atrapalha, sou surfista profissional, modelo é algo que eu faço pois está nos meus contratos e eu não me incomodo. Eu não sou de preocupar muito com o que os outros pensam, ainda mais quando eu vejo que não há nada de errado. Hoje em dia, no mundo inteiro todos os atletas são modelos de seus patrocinadores. É importante as pessoas poderem ver o outro lado do atleta. Hoje em dia ninguém quer patrocinar um surfista que somente sabe surfar, eles querem alguém que saiba falar, conversar, saiba se arrumar, tenha uma boa imagem, que seja educado. Acredito que não é somente no surf, em outros esportes também, e os atletas que não percebem ou não querem ver isso, acabam se dando mal, é um trabalho importante. RB: Você dá sugestões para a Goofy e Onbongo nas roupas? Já pensou em criar uma linha com seu nome? CF: Na Onbongo não muito, eu converso muito com as estilistas, às vezes dou minha opinião, mas na Goofy nós estamos fazendo um trabalho bem diferenciado, eles procuram saber o que eu acho, pedem minha opinião sobre os produtos, o estilista é super legal, até vamos fazer um produto para a coleção de inverno 2011 com minha assinatura, vai ser lindo! Eu estou participando bastante, e fico super feliz. RB: Qual é o produto que vai ter sua assinatura? CF: É surpresa! Mas é algo confortável, bem feminino e de bom gosto, para meninas que gostam de estar bem arrumadas e ao mesmo tempo querem se sentir confortável! RB: Você é muito ligada em moda, não é? CF: Sim, eu amo moda! É algo que me encanta, eu amo inventar, sou criativa. Eu adoro o assunto, gosto de ler sobre, mas eu não desenho muito bem, mas se eu fizesse um curso eu ia me dedicar e tentar ser boa nisso. RB: O que você prefere: modelar ou surfar? CF: Surfar! O que eu mais gosto da parte de modelar é ver o resultado do trabalho quando fica pronto. RB: Fala um pouco sobre o Projeto Expedição Maldivas, viagem que você fez. CF: Foi uma expedição da Revista Virtual


Feminina EHLAS e a ESPN quis ir junto e registrar tudo, foi muito legal. Depois teve uma repercussão gigante, além de ter aparecido uma matéria gigante na Revista EHLAS, tivemos um programa no canal ESPN com 5 episódios, chamado Maldivas de Bikini. Conseguimos passar nossa evolução e nossa feminilidade para todos. A viagem foi meio em cima da hora, quando me convidaram, eu estava em SP fazendo uma das campanhas da Onbongo, assim que sobrou um tempinho levei o projeto para o Mauro (dono da Onbongo) e ele aprovou e me ajudou com o que eu pedi. Foi uma viagem de sonho: 10 dias, 10 meninas, ondas perfeitas, calor, em um barco gigante com tudo que tem direito, surfávamos 3 vezes por dia, dava pra ver que era o sonho sendo realizado de cada uma que estava ali. Fora que eu fiz aniversário lá, tive uma festa surpresa demais, todas choravam na hora de ir embora. Foi muito especial! RB: Mas o objetivo da viagem em si, qual era? CF: Para mim foi treinar para me classificar para a elite do surf profissional brasileiro. Mas foi uma grande conquista para todas reunir meninas brasileiras e ter uma estrutura boa para fazer uma viagem assim. RB: Atualmente você está em viagem ao México. Como está sendo a viagem? CF: Vim para treinar e filmar. Agora no Brasil é muito frio, e não tem campeonatos, aproveitei e escolhi algum lugar que eu

queria muito conhecer. O México é muito famoso por ter ondas fortes e perfeitas. Achei que seria o lugar ideal para passar um mês, testando pranchas novas e para me preparando para os campeonatos que dão início em setembro. Também estou adquirindo mais experiência em tubos, que era um ponto fraco meu. A viagem está sendo perfeita, surfo todos os dias, a comida é boa, tenho feito amigos por aqui e me divertido bastante. RB: O que você está filmando? CF: Filmando tudo. Esse ano eu resolvi investir nesse tipo de projeto, toda viagem que eu faço eu levo comigo um videomaker, pra registrar minha viagem. Assim eu volto com bastante material e faço alguns vídeos para ter na internet, colocar no meu blog, e meus patrocinadores curtem bastante isso, essa mídia visual. As pessoas que acompanham meu trabalho também gostam de ver. Eu quero mostrar para as pessoas que acompanham meu trabalho como são as minhas viagens, e uma imagem de vídeo é mais legal, as pessoas podem ver realmente como é, pois foto é momento, o vídeo é um conjunto, é o que é! RB: Aos 21 anos, já é independente? Já ganhou bastante grana surfando? CF: Já sou independente. Meu dinheiro dá pra fazer todas as coisas que eu quero (viagens, campeonatos, contas, compras) e ainda guardo alguma coisa pensando no futuro. Administro bem meu dinheiro.

RB: Quais os planos para o futuro? CF: Não sou muito de planejar o futuro, gosto de viver o presente. Quero poder competir por mais alguns anos e viajar durante minha vida inteira. Quero também morar um tempo fora do Brasil e comprar minha casa. RB: Você e seu namorado (o surfista Robson Santos) vão para a água juntos? Ele te ajuda? CF: Ele me ajuda, nós viajamos bastante juntos, principalmente para competir, e quando estamos um perto do outro, nos sentimos mais seguros, ele é super parceiro! RB: Como administra um namoro a distância? CF: Começamos a namorar bem cedo, e eu moro em Florianópolis e ele no Litoral Norte de SP, então o namoro já era à distância, independente das viagens. No começo era muito difícil, pois ficávamos muito tempo longe, mas sabíamos que seria assim. Mas é ótimo, nos ajudamos bastante e torcemos muito um pelo outro! RB: Pensa em surfar até quando? CF: Até ficar velhinha! Viver disso até quando der. RB: Como você define sua vida? CF: De sonho! RB: Chantalla, manda uma mensagem pra galera da Revista Red Beach, que curte o surf e está a fim de levar o esporte adiante.


Principais Títulos: Campeã Circuito ASAPM 2004/2005; Campeã Circuito ASBM 2004/2005; Vice Campeã Brasileiro Amador – Maresias/SP 2006; 13ª colocação Quick Silver Isa Games Mundial de equipes Sub18 2006; 9ª colocada Super Surf Praia da Ferrugem 2007; 5ª colocação Latino Pro ALLAS Montanitas_Equador 2008; 3ª colocação Sul americano Pro Jr. Pichilemu Chile 2008; Campeã Catarinense Circuito Surfing Games 2008; 5ª colocação Super Surf Praia do Santinho 2009. 7ª colocação Brasil Tour Petrobras Guarujá 2008.

“Tenho essa garra que herdei da minha mãe, eu me espelho nela. Ela é um exemplo de vida, de superação”. “Nós já conquistamos nosso espaço e dentro do mar todos agem de igual para igual”.

Chantalla Furlanetto 22 anos 1.74 de altura 56 kg.

O melhor lugar para surfar: No quintal de casa, Praia Mole. Uma onda inesquecível: Colas_Maldivas Acompanhe sempre as novidades da Cinderela das Ondas, por meio do blog: chantallafurlanetto.blogspot.com/


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fotos: Vanessa Valentin contato@vanessavalentin.com.br


fotos: Vanessa Valentin contato@vanessavalentin.com.br


por: Daniela Oliveira / Daniel Ottoni fotos: alexandra iarussi redacao@comunnica.com.br

Rodrigo Resende

ELE É O MONSTER! O garoto, que começou a surfar aos 12 anos e ia para o hospital para passar o tempo, enquanto o pai trabalhava. Esse menino cresce e se torna um médico formado, mas a sua grande paixão, o surf, fala mais alto. Ele decide então, ‘ouvir o coração’ e assume o prazer como profissão. Hoje, aos 44 anos, Rodrigo Resende é um dos principais surfistas de ondas grandes no país, reconhecido nacional e internacionalmente. Conheça a história e saiba o motivo deste homem ser chamado de ‘Monster’. RED: Rodrigo, fale como começou a surfar. Foi em qual lugar e quem te incentivou? RR: Comecei com 12 anos, no meio da Barra, no Rio de janeiro. Meu irmão mais velho já surfava. Ficava na areia olhando o pessoal surfando e um dia resolvi entrar no mar e

pegar uma ondas. Meu irmão estava na areia esquentando depois de uma sessão e eu peguei a prancha dele e saí remando. Depois da primeira onda, eu nunca mais parei. RED: Como surgiu o apelido ‘Monster’, quem deu? E em que circunstância aconteceu? RR: Eu devia ter uns 14 anos quando entrei em um mar bem grande no meio da Barra, fechando tudo, quase impossível de passar a arrebentação. Pra falar a verdade, sempre fazia isso. Os caras mais velhos da turma que nem entravam me olhavam e falavam: “Ele é um monstro”. Acabou pegando. RED: Hoje em dia o big surf ganhou mais espaço na mídia e você é um dos brasileiros pioneiros a surfar nessas ondas. O que levou você a procurar ondas grandes? RR: Sempre tive paixão por ondas grandes. Lembro da primeira revista que comprei e as

fotos que mais me chamavam atenção eram de ondas grandes. Sempre quis dropar as maiores. Realmente as competições eram em ondas pequenas e mexidas na maioria das vezes, e eu ficava chateado de competir naquelas condições. RED: Fale um pouco dos títulos do Big Trip, as ondas, as condições e a alegria de ser um dos primeiros brasileiros a ser reconhecido como big rider. RR: Foram três títulos seguidos, o primeiro em Waimea e os outros dois em Mavericks. As ondas estavam bem grandes nas três disputas e foi demais ser reconhecido como um dos melhores big riders do mundo. A revista Trip promoveu este prêmio e me ajudou a voltar pro surf, pois tinha acabado de me formar em medicina e estava em dúvida qual caminho seguir. Depois destes títulos consegui bons patrocínios e


estou até hoje vivendo do surf. RED: Porque a escolha pela medicina? RR: Meu pai era médico e sonhava em trabalhar com ele. Lembro quando eu tinha uns oito, nove anos, ele me levava para o hospital e eu ficava no corredor brincando o dia todo até ele terminar o trabalho dele. RED: Você tem medo quando está em um mar gigante? RR: Não, sinto prazer. RED: Qual é a sua preparação para o big surf? RR: Muito surf, alongamento e jiu-jítsu. RED: Qual foi o mar mais sinistro que você já surfou? RR: Um dia em Mavericks, não foi o maior, mas estava bem grande, mexido, maré seca, fim de tarde, água gelada, pedras no caminho, resumindo, o pior cenário possível. No mar, só eu e o Danilo. Cada um pegou umas três ondas e saímos fora pouco antes de anoitecer. RED: Hoje as meninas estão se jogando nas ondas grandes, o que você acha disso? Quem são as meninas que estão se destacando no cenário? RR: Em Maui tem a Maria e a Andrea que moram lá e já vi surfarem Jaws várias vezes. Temos a Maya e a Sivia que sempre estão no inverno atrás das ondas grandes. O Jorge foi algumas vezes com as filhas dele surfar jaws e outros picos e as garotas estão quebrando. RED: Com quem você já fez parceria no big surf? RR: Vou falar alguns nomes, mas com certeza devo esquecer de algumas pessoas: Danilo Couto, Garrett Macnamara, Cezinha Oliveira, D da Barra, Yuri Soledade, Ademir Calunga, Luisfer, Rominho, Johnny Lopes, Zeca sheffer e Alexandre Martins. RED: Antes você era parceiro do Danilo Couto no big surf, agora o Phil é seu parceiro, porque a mudança? RR: O Danilo mora no Hawaii e eu, no Brasil. Assim ficava muito difícil treinar com ele para os eventos aqui no país. Não teve briga, apenas fiz a parceria com Phil, pois o Danilo está envolvido com outras coisas e quando chega aqui no Brasil, fica na correria de patrocinador e acabamos não viajando e fazendo as coisas que planejávamos fazer. RED: Como foi a convocação para o Mundial de Porto Rico? RR: Eu já havia conseguido ser campeão mirim, júnior e open carioca e fiquei em 3º no brasileiro, e se não me engano, os cinco primeiros do open e dois da Junior foram competir. RED: Quem era a equipe? RR: Eu, Fabio Golveia, Vagner Pupo, Ricardo Tatui e o Zé Paulo. RED: Como foi a experiência de disputar um campeonato representando o Brasil? RR: É sempre bom, ainda mais porque ficamos em 3º lugar, atrás somente do EUA e Austrália.

Fomos a revelação do evento. Tínhamos um time muito forte na época, graças aos campeonatos amadores brasileiros e estaduais. RED: Fale do Campeonato de Oregon em que você foi campeão. Quem foi seu parceiro, como foi o campeonato? RR: O campeonato foi muito bom, na época o Danilo era meu parceiro, mas não pôde ir, preferiu competir em Mavericks. Chamei o Yuri Soledade, pois já havia surfado de tow-in com ele várias vezes em Maui e confiava plenamente nele pra me puxar e resgatar, caso acontecesse alguma coisa. Tinha boas ondas e surfamos muito bem, peguei um dos melhores tubos da minha vida na final, até hoje não sei como saí dele. Os juízes vieram falar comigo, quando cheguei

na areia, me disseram que eu havia tirado um 10 unânime. A premiação foi num cassino, cinco horas depois, e quando começaram a chamar as duplas campeãs, não acreditei, deram a vitória para uma dupla californiana que já havia ido embora. Ligaram pra eles, mas já estavam bem longe, pois tinham a certeza que nunca ganhariam o campeonato e achavam que haviam ficado em último na bateria. Foi o momento mais constrangedor do surf que já vi. Os organizadores não sabiam o que falar, os caras ganharam e foram embora. Nem pegaram a premiação. Fiquei em segundo lugar com a diferença de dois décimos, fui olhar as notas e elas estavam rasuradas. Em vez de um 10, eles me deram 9.8. Coisas do surf...


RED: Sei que você já resgatou surfistas renomados no mundo, conte qual foi o resgate mais sinistro e quais foram as pessoas resgatadas. RR: Acho que o resgate mais sinistro foi um que eu não consegui fazer e a onda me pegou. Foi em Mavericks, num dia muito grande. Estava tentando resgatar o Jeff Clark e o caldo foi violento, achei que iria morrer. RED: Falando em ondas regulares, o que você acha do novo formato da ASP? RR: Está bem melhor, menos etapas e ondas de qualidade. RED: No ano passado você dropou uma cachoeira, como foi? Conte um pouco RR: Fui fazer uma viagem diferente com Pedro Oliva e a equipe da Globo para Mato Grosso, estava a fim de curtir uma trip diferente, pois sempre vou para o litoral, lugares com onda e desta vez queria conhecer o interior do Brasil. É muito lindo e fomos muito bem recebidos. Queria só descer o rio em cima de um standup, mas o Pedro ficou dando uma pilha para eu descer a cachoeira e acabei topando. Foi muito divertido e com muita adrenalina na hora do pulo. RED: Qual foi a maior onda que já surfou? RR: A maior é difícil de dizer, aliás, nem sei como se mede uma onda. Pois as ondas que diziam ter 20 a 25 pés em Waimea quando eu era moleque, agora dizem que tem 60 de face. Tem gente dando prêmio e número para as ondas. Fazem festa tipo Oscar, dizem que surfaram ondas de 80 pés. Que coisa mais ridícula, e ainda tem gente batendo palmas. Francamente. Pra mim tem apenas três medidas: Grande, muito grande e gigantossauro. RED: E a melhor? RR: Fica difícil dizer qual foi a melhor, foram muitas ondas, mas a do primeiro BigTrip foi a que mais me marcou, pois tinha acabado de perder meu pai e não tinha nem idéia do que faria, se ficava na medicina. Acabei indo pro surf. Sem dúvida aquela foi a melhor. RED: Qual onda quer surfar e ainda não surfou? Tem planos pra isso? RR: Tenho catalogado várias ondas, mas é impossível falar, pois tem muita gente que gosta de copiar, de ir lá e dizer que teve a idéia. RED: E a banda, como anda esse outro lado do ‘Monster’? Que instrumento você toca e qual o tipo de música da banda? RR: A banda já existia e acabei ficando amigo deles. O nome é Exaddict e eles sempre me chamam pra subir e tocar umas músicas com eles. Eu toco guitarra e violão. A banda é rock de verdade, com guitarra soando alto.



Revista RedBeach